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K  
   

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,


Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,


Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
 os tempos,  as vontades,
 o ser,  a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,


Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,


Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
 os tempos,  as vontades,
 o ser,  a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,



 em tudo da  ;
Do  ficam as  
E do  (se algum houve) as .

O tempo cobre o chão de verde manto,


Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
 os tempos,  as vontades,
 o ser,  a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,



 em tudo da  ;
Do  ficam as  
E do  (se algum houve) as .

O tempo cobre o chão de verde manto,


Que já coberto foi de neve fria,
em mim converte em   o  
.

E, afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
 os tempos,  as vontades,
 o ser,  a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,



 em tudo da  ;
Do  ficam as  
E do  (se algum houve) as .

O tempo cobre o chão de verde manto,


Que já coberto foi de neve fria,
em mim converte em   o  
.

E, afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
    .
¢  
(. Indica o recurso estilístico presente nos seguintes versos e
indica a sua intencionalidade:
K  
    

      K
9ipótese de resposta:

Nestes dois versos (os dois primeiros da primeira estrofe) é utilizada


uma repetição anafórica que pretende intensificar que foram
várias as coisas que sofreram alterações (os tempos, as vontades,
o ser e a confiança).

2. Indica o recurso estilístico presente na expressão "doce canto͞.


9ipótese de resposta:
Está presente uma anteposição do adjectivo com o objectivo de
valorizar as características.
¢  
Ã. Explica a utilização das expressões "verde manto" e "neve fria͟.

9ipótese de resposta:
͞Verde manto" está associado à esperança e "neve fria" está
associado à tristeza, portanto estamos na presença de duas
metáforas

4. No último terceto refere-se uma mudança ainda mais


surpreendente, que acentua o tom pessimista do poema. Em que
consiste essa mudança "excepcional"?

9ipótese de resposta: A mudança "excepcional" que surpreende o


poeta é o facto de tudo mudar todos os dias, mas nada voltar a ser
como era dantes. Temos neste soneto domina a marca do
desencanto do sujeito poético relativamente ao tempo em que
vivia. Mais do que um lamento pessoal, nós estamos na presença
de um poema de crítica social.

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