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A Construção do

Tabernáculo
Autor: Pr. Jorge Luiz
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A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO

OS CONSTRUTORES DO TABERNÁCULO

Naquele tempo a construção do Tabernáculo estava


na responsabilidade de duas pessoas principais. O primeiro
era Bezalel (Êxodo 30: 1-5 ; 35: 30-35). Ele era um homem
cheio de sabedoria, habilidade e conhecimento, em todo
artifício, e cheio do Espírito de Deus, com uma visão do plano
de Deus no coração (Êxodo 35: 34).

Deus diz de Bezalel: “ Eis que chamei pelo nome a


Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá” (Êxodo
31: 2). Bezalel quer dizer “sombra de Deus”. A mão de Deus
estava sobre este homem. (Isaias 49: 1-2 ; Hebreus 7: 2).

Os nomes tem significados portanto, devemos estar


atentos àqueles que Deus chama e dá tarefas para serem
executadas.

O nome “Uri ” quer dizer “Luz, ou


esplendor”(Hebreus 1: 3).

O nome “Hur” significa “nobre, brancura, ou


livre”. Lembramos que Jesus foi ungido para
libertar o povo (Lucas 4: 18-19). Ele é a
verdade que liberta os homens (João 8: 32, 36).
Bezalel era da tribo de Judá que significa “Louvor”.
Jesus é o Leão da tribo de Judá. Só Ele é digno de receber
todo “Louvor”.

O segundo chamado para a construção do


tabernáculo era Aoliabe. (Êxodo 31: 6; 35: 34-35). Ele era
homem hábil, cheio de sabedoria, filho de Alisamaque, da
tribo de Dã. Aoliabe quer dizer “Tabernáculo ou tenda de
meu pai.(...)” Jesus era o “Tabernáculo” ou “Templo” do Deus
todo poderoso que se fez carne (João 1: 14 ; 2: 19-21). A
Igreja se torna a habitação de Deus pelo seu Espírito (Efésios
2: 20-22).
(Êxodo 35: 24-25) Embora não tenha sido revelado
seus nomes, várias mulheres sábias de coração prestaram
relevantes serviços na construção do Tabernáculo.
O próprio Deus foi o arquiteto. Moisés, Bezalel e
Aoliabe construíram segundo o modelo divino.

O PLANO DE DEUS NA ORGANIZAÇÃO DO


ACAMPAMENTO

“Acampamento”. É um termo militar que se refere


a Israel como “O Exército do Senhor”. Israel estava sob a
liderança do Senhor, e enquanto fossem obedientes, haveria
vitória no acampamento. A Igreja hoje é o atual
acampamento do Senhor (Apocalipse 20: 9). Sob a liderança
do capitão Jesus Cristo (Hebreus 2: 10 ; 2º Coríntios 10: 3-
4 ; Josué 5: 14). Os cristãos são soldados do Exército do
Senhor ( 2º Timóteo 2: 3-4 ; Efésios 6: 12).
O Nosso Deus é um Deus de ordem (Filipenses 4: 8).
Ele não faz as coisas de qualquer maneira. O acampamento
de Israel era grande e Deus determinou uma ordem exata
para ele. O Israelita de qualquer tribo sabia exatamente o seu
lugar no acampamento em relação ao Tabernáculo. ( 1º
Corintios 12: 33-40).

A primeira coisa que notamos é que o Tabernáculo


estava “no meio” do acampamento (Números 2: 17 ;
Números 3: 5-10). Com respeito ao povo do Novo
Testamento, o Senhor Jesus Cristo prometeu estar “no meio”
do seu povo. (Mateus 18: 18-20).

Havia doze tribos em Israel. Essas doze tribos eram


divididas em quatro grupos e tinham sua posição específica
em relação ao Tabernáculo. Os quatro grupos foram
colocados desta forma:
1) No leste, sob a Bandeira do LEÃO, foram colocadas as tribos
de: Judá, Issacar e Zebulom. Era o maior dos grupos com um
exército de 186.000 (Números 2: 3-9).
2) Na banda do Sul, encontramos as tribos de: Rúben, Simeão e
Gade com um total de 151.450 soldados. A Bandeira é o
HOMEM (Números 2: 10-16).
3) Na banda do oeste, sob a Bandeira do BOI, estavam as
tribos de: Efraim, Manassés e Benjamim com o total de
108.100 soldados (Números 2: 18-24).
4) Na banda do Norte, sob a Bandeira da ÁGUIA, temos as
tribos de: Dã, Aser e Naftali com um total de 157.600
(Números 2: 25-31).
ISRAEL – A IGREJA NO DESERTO

O Novo Testamento relata a nação de Israel como “a Igreja


no deserto” (Atos 7: 37-39). Assim, Israel é representado
como um símbolo e sombra da Igreja do Novo Testamento
(Romanos 9: 6-8). Este princípio de interpretação é ilustrado
por Paulo em (1º Corintios 15: 46-47) onde ele declara que o
natural precede o Espiritual. (Gálatas 3: 28-29).

Paulo afirma que tudo o que aconteceu a Israel, lhe sobreveio


como exemplo, e foi escrito para advertência nossa. Por isso,
devemos examinar a verdade revelada no Tabernáculo, como
símbolo dos bens revelados no Novo Testamento para a
Igreja.(1º Coríntios 10: 11).

O TEMPO DE CONSTRUÇÃO DO
TABERNÁCULO (Nove meses)
Deus é o Soberano Senhor do Universo, quando diz que
“estas coisas lhes sobrevieram como exemplos”, quis dizer
todas as coisas. Deus é um Deus de detalhes. Todo detalhe
no tabernáculo fala de uma verdade para a “plenitude dos
tempos”. Portanto, descobrimos que o período de construção
do Tabernáculo foi de nove meses. O fator tempo simbolizava
o que haveria de acontecer 1.500 anos mais tarde, pois
corresponde o mesmo tempo de gestação e nascimento de
Jesus no ventre de Maria.. (Gálatas 4: 4). Comparando
(Êxodo 19: 1 e Números 9: 1) descobrimos que levou
aproximadamente nove meses para a construção do
Tabernáculo. Após os nove meses, tornou-se a habitação de
Deus.

Jesus Cristo, é o Verbo que se fez carne, no ventre de Maria


durante nove meses (Lucas 1:30-38; Gálatas 4: 4;
Colossenses 2: 9 ; Hebreus 10: 5-8).

D. OS MATERIAIS USADOS NA CONSTRUÇÃO DO


TABERNÁCULO

Ao estudar o Tabernáculo, devemos considerar os


materiais que Deus mandou usar na sua estrutura, porque os
próprios materiais revelam Verdades Eternas. Deus usa os
elementos da Criação para revelar uma parte da verdade da
redenção (Romanos 1: 20). Nunca devemos esquecer que há
um eterno significado em cada palavra que sai da boca de
Deus, quer entendamos ou não.
Os materiais do Tabernáculo nos são descritos em dois
capítulos – Êxodo 25: 1-7 e 35: 4-9 “Fala aos filhos de Israel
que me tragam ofertas; de todo homem cujo coração o mover
para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que
dele recebereis: ouro, prata e bronze, estofo azul, púrpura e
carmesim; linho fino; pelos de cabra, e peles de carneiro
tintas de vermelho; e peles de animais marinhos, e madeira
de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção
e para o incenso aromático, pedras de ônix, pedras de
engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral”. Estes
materiais seriam uma oferta voluntária do povo. Deus iria
receber a oferta daqueles cujo coração fora movido para dar.
Deus ama quem dá com alegria.

MATERIAIS PROVENIENTES DO REINO


MINERAL
Ouro (Divindade)

De acordo com (Êxodo 38) eles doaram (1091 Kg de ouro).


Ouro fala da natureza divina de Jesus Cristo.

Prata (Redenção)

De Prata doaram (3.818 Kg). Ela foi usada como preço de


redenção:

O tabernáculo estava apoiado em bases de prata. José e Jesus


foram vendidos por moedas de prata. Prata é símbolo da
redenção realizada por Jesus Cristo na cruz. Isto prefigura a
preciosidade de Cristo como o resgate para os pecadores. Ao
examinarmos as escrituras percebemos que não há prata no
céu, pois lá só estarão os redimidos.

Marcos 10:45 “Porque o Filho do homem também não veio para ser
servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. "
Bronze (Juízo)

Um total de (2.674 kg) de bronze foi empregado para uso em


lugares onde se necessitava de força excepcional, e a
resistência ao calor eram importantes. O Bronze tem um
ponto de fusão a 1,985ºC. O bronze é uma liga de cobre e
zinco. Era importante no altar onde o intenso calor estava
presente.

Num 21:9 " E Moisés fez uma serpente de bronze, e colocou sobre uma
haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse
olhava para a serpente de bronze, vivia. "

João 3: 14-16 “Assim como Moisés levantou a serpente no


deserto, importa que o filho do homem seja levantado(...)”

PEDRAS PRECIOSAS: Estas pedras preciosas seriam usadas


principalmente em conexão com as vestes sacerdotais, e fala
dos dons do Espírito Santo, das glórias dos Santos, da
preciosidade do povo de Deus e dos seus atos de justiça.

Êxodo 28: 15-21. Se fossemos avaliar estas pedras qual


seria o valor? (Sárdio, Topázio, Carbúnculo, Esmeralda,
Safira, Diamante, Jacinto, Ágata, Ametista, Turquesa,
Sardônica, Jaspe).

Azul (Céu)

O azul sempre foi mencionado ao longo do tabernáculo para


lembrar o homem de que o seu destino é o céu, e por causa
de nosso Redentor, nós somos destinados a estar na Presença
de Deus. O azul fala daquele que vem do alto ("do alto" é
uma expressão judaica para o céu).
João 3:31 "Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele
que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem
do céu é sobre todos.

O Primeiro Sumo sacerdote


O Sumo Sacerdote Arão, irmão de Moisés , foi o primeiro
sumo sacerdote de Israel. Ele foi sucedido pelo seu filho mais
velho, Eleazar. O sumo sacerdote, tinha a posição mais alta
na hierarquia Israelita. Ele também era ungido assim como
um rei na sua coroação, usava vestes especiais, tinha uma
coroa e um peitoral que continha o urim e o tumim . Ele
entrava no Santo dos Santos pessoalmente para fazer
expiação pelos pecados da sua própria casa como também
pelos pecados da nação

Púrpura (Realeza)

Os Israelitas obtinham esta cor através da mistura do azul


com a escarlata. Esta intensa cor vermelho-purpúrea era uma
cor de realeza. Azul fala do que vem do alto, e escarlata,
como nós veremos, representa sangue e morte. Púrpura é
uma combinação de ambos, que falam de Cristo como Deus e
Homem, o Homem que veio do céu para morrer.

Juízes 8:26 “E foi o peso dos pendentes de ouro, que pediu, mil e
setecentos siclos de ouro, afora os ornamentos, e as cadeias, e as
vestes de púrpura que traziam os reis dos Midianitas, e afora as coleiras
que os camelos traziam ao pescoço”.
Atos 16: 13-14 - No novo testamento
encontramos”(...)Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de
púrpura(...)”

Fio de escarlata (Sacrifício)

A escarlata era extraída de um inseto Oriental que infestava


as plantações. Eram colhidas, esmagadas, secadas, e
transformadas em um pó que produzia uma cor carmesim
brilhante. Escarlata fala de sacrifício e simboliza o sofrimento
de Jesus Cristo.

Efésios 5:2 " E andai em amor, como também Cristo vos


amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e
sacrifício a Deus, em cheiro suave. "

Hebreus 9:26 " De outra maneira, necessário lhe fora


padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora
na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para
aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. "

Linho Fino (Pureza) Êxodo 39: 1-8


O Linho Fino era feito de um linho egípcio, finamente tecido
finamente, branco resplandecente, e levou um nome especial,
"byssus ". Este material era usado para o vestuário da realeza
e de pessoas de posição na sociedade, também foi achado
nas tumbas dos Faraós. Linho branco fala de retidão e
simboliza Jesus, o Filho do Homem, imaculado, puro, e sem
pecado.

Apocalipse 19:14 " E seguiam-no os exércitos no céu em


cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. "

1. Pêlos de Cabras (Oferta pela maldição do pecado)

As cabras eram comuns naqueles dias, e delas extraíam o


leite, a carne, e a pele era usada para fazer garrafas de água,
tapetes, colchas, cortinas e outros.
A Cabra era um animal sacrificial. A coberta de pêlos de cabra
era a primeira cortina sobre o tabernáculo. Esta cor
desbotada nos fala de Jesus na sua humildade e pobreza.
Peles de cabra eram usadas pelos pobres, e ao longo da Bíblia
simbolizava pobreza extrema.

Hebreus 11:37 “

Outro ponto interessante sobre a cabra, é que ela era


usada no dia da expiação. Depois que o sumo sacerdote
levasse o sangue aspergido no Santo dos santos, ele
entraria no átrio do tabernáculo e poria as mãos na
cabeça do bode expiatório e confessaria em cima dele
os pecados do povo. O bode era conduzido então, por
um homem e deixado no deserto, simbolizando que
sobre ele foram levados os pecados de Israel. Isto nos
faz lembrar de Jesus, humilde e pobre que levou sobre
si os nossos pecados.

2 Coríntios 5:21

Peles de Carneiro tingidas de vermelho (Sacrifício


Substitutivo)

Estas estavam costuradas juntamente com tiras de


couro para formar a segunda camada protetora da
cobertura do tabernáculo. Um carneiro é uma
ovelha masculina adulta. O carneiro sempre está para
os olhos do judeu como um animal substituto, fiel até a
morte. Por isto Deus providenciou um carneiro como
um substituto para Isaque, quando a fé de Abraão seu
pai foi provada.

Gênesis 22:12-13 ” Então disse: Não estendas a tua mão


sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que
temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.
Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um
carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e
foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto,
em lugar de seu filho.”

As peles de carneiro foram tingidas de vermelho para


representar o sacrifício de um substituto. Assim Jesus
como a cabeça do gênero humano, o último Adão,
sacrificou a sua própria vida, como um substituto, para
todos os que nele crêem.

Hebreus 2:9. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra


aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos,
por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus,
provasse a morte por todos”.
Hebreus 2:17 “Por isso convinha que em tudo fosse
semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo
sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do
povo”.

João 1:29 “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para
ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo”.Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para
que nele fôssemos feitos justiça de Deus.
Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada;
andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados,
aflitos e maltratados”

Lucas 9:58 E disse-lhe Jesus: “As raposas têm covis, e as aves do céu,
ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

Peles de texugo (aparência exterior sem atrativo)

Peles de texugo era a coberta final, a cobertura exterior que


todos viam. Elas eram resistentes e duráveis e muito simples
em sua aparência. Mas como isto fala de Cristo? Fala de
Cristo como homem. Não havia nenhuma beleza externa no
tabernáculo, e assim era Cristo quando veio a terra, como o
profeta predisse:

Isaías 53:1-2 “ Quem deu crédito à nossa pregação? E a


quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo
como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não
tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não
havia boa aparência nele, para que o desejássemos”.

O que Jesus representou para os judeus no


passado?
Nada mais que um profeta que passou por esta terra, uma
pele de texugo dura.
João: 1: 43-46. “Alguma coisa boa pode vir de Nazaré "? e
Natanael diz, " Vem e vê ".
O que Jesus representa para o mundo hoje?
Um profeta, um grande mestre, um ser iluminado, uma pele
de texugo dura.
Para a Igreja quem é Jesus?
Para nós Ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna. O salvador,
o verbo que se fez carne. O único digno de louvor, O primeiro
e o último, o alfa e o ômega, o princípio e o fim.

João 1:10-14 “Estava no mundo, e o mundo foi feito por


ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os
seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que
crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem
da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de
Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e
de verdade”.
MADEIRA DE ACÁCIA
A Madeira de Acácia também chamada de madeira de cetim.
Cresce nos desertos do Sinai e ao redor do Mar Morto. A
madeira é dura, muito pesada, indestrutível por insetos, fina,
e de belo grão . É notavelmente exuberante em lugares secos
e às vezes atinge uma altura de 6 metros. Tem lindas flores
amarelas e resistentes a insetos, sendo que, a madeira de
acácia era usada para fazer caixões para múmias.

A madeira de acácia fala sem dúvida da humanidade


incorruptível de Cristo, que na sua natureza humana nunca se
corrompeu.

Salmo 16:10 “Pois não deixarás a minha alma no inferno,


nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”.

Ele era verdadeiramente humano, "Cristo Jesus, homem ". A


Bíblia o chama de , "o filho de Maria", e o "filho do homem ".
Um corpo foi preparado para Ele:

Hebreus 10:5 "Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e


oferta não quiseste, mas corpo me preparaste;"
As escrituras afirmam que Jesus possui um corpo glorificado.
Este mesmo Jesus há de voltar dos céus para arrebatar a sua
igreja.

1 João 3:2 "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda


não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que,
quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque
assim como é o veremos."

Romanos 8:18-21 "Porque para mim tenho por certo que as


aflições deste tempo presente não são para comparar com a
glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente
expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de
Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua
vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de
que também a mesma criatura será libertada da servidão da
corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus."

Óleo (A Unção do Espírito)

O óleo era obtido dos frutos da oliveira. No antigo testamento


o óleo era usado para ungir os profetas, os sacerdotes, e os
reis. Já no novo testamento o óleo simbolizava o espírito
santo. Também encontramos a unção com óleo em outras
ocasiões:

1 João 2:20 "E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo."

1 Samuel 16:13 "Então Samuel tomou o chifre do azeite, e


ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em
diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então
Samuel se levantou, e voltou a Ramá."

Isaías 32:15 " Até que se derrame sobre nós o espírito lá do


alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo
fértil será reputado por um bosque. "
Eclesiastes 9: 8 “ Em todo o tempo sejam alvas as tuas
vestes, e nunca falte óleo sobre a tua cabeça”.
Nas escrituras óleo simboliza o Espírito Santo, bem como:
beleza, fertilidade e riqueza.

a) Beleza

Oséias 14:6 " Estender-se-ão os seus galhos, e a sua glória


será como a da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano. "

b) Fertilidade
Salmo 52:8 " Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus;
confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente."

c) Riqueza

Juízes 9:9 " Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha


gordura, que Deus e os homensem mim prezam, e iria pairar
sobre as árvores?"

O Espírito Santo, assim como o óleo de oliva, possui tudo


aquilo que o homem precisa para a vida. Jesus foi ungido
como profeta, sacerdote e rei. Tudo o que Cristo fez estava
cheio de riqueza, fertilidade e beleza “porque nele habita
corporalmente toda a plenitude da divindade”. (Colossenses
2: 9).
João 3:34" Porque aquele que Deus enviou fala as palavras
de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida."

As azeitonas não eram batidas ou apertadas, e sim


esmagadas. Assim Jesus foi esmagado no Jardim do
Getsêmani e crucificado em uma cruz como diz as escrituras:

Isaías 53:10 " Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo,


fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por
expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os
seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua
mão. "

O óleo da unção era utilizado apenas no tabernáculo,


qualquer que violasse a ordem seria morto. O óleo de oliva
devia ser puro, porque representava o Espírito Santo de
Cristo. A palavra o "Cristo" é a fórmula grega para o hebraico
"Mashiach" (Messias) os quais significam " o Ungido",
literalmente "o que é coberto com óleo". O óleo também foi
usado para ungir o Santo Tabernáculo, a sua mobília e usado
no candeeiro.

Especiarias para o óleo e incenso


Havia três especiarias para serem adicionadas ao puro
incenso e ao óleo:

Ex 30:34 Disse mais o SENHOR a Moisés: “Toma especiarias


aromáticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas especiarias
aromáticas e o incenso puro, em igual proporção;”

a) Estoraque
É um pó das gotas de uma resina endurecida e fragrante
encontrada na cortiça do arbusto de Mirra. A palavra significa
" uma gota ".

b) Onicha
É um pó da cobertura córnea da concha de um molusco
idêntico a um marisco encontrado no Mar Vermelho. Quando
queimado este pó libera um aroma penetrante. O Mar
Vermelho é um bolsão de água morna isolada do Oceano
Índico, é conhecido por suas subespécies peculiares de
moluscos.

c) Gálbano
É uma resina castanha que aparece na parte mais baixa do
talo de uma planta de Ferula. Esta erva encontrada no Mar
Mediterrâneo com talos espessos, flores amarelas e verde
como folhas de samambaia. Tem um cheiro almiscarado,
agudo e valioso porque preserva o odor de um perfume
misturado por um longo tempo.

Estas especiarias ou perfumes quando misturado com o óleo


de oliva, nós vemos o iluminante e doce trabalho do Espírito
de Cristo, e quando misturado com o puro incenso nós vemos
a doçura da oração como um "doce aroma aspirado pelas
narinas de Deus." Estes perfumes apontam para Cristo.

Efésios 5: 2 “E andai em amor, como também Cristo vos


amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e
sacrifício a Deus, em cheiro suave."

2 Cor 2:15-16 " Porque para Deus somos o bom perfume de


Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes
certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles
cheiro de vida para vida.

O Tabernáculo - O lugar da morada de Deus


(Êxodo 35:8 - 39:43)
By: Bob Deffinbaugh

A importância dos capítulos de Êxodo que tratam do Tabernáculo é bem expressa por Witsius:
"Deus criou o mundo inteiro em seis dias, mas Ele usou 40 dias para instruir Moisés sobre o
Tabernáculo. Pouco mais de um capítulo foi necessário para descrever a estrutura do mundo, mas
seis foram usados para o Tabernáculo."

Embora a maioria dos evangélicos reconheça prontamente a importância do Tabernáculo, ao longo


da história da igreja há pouca concordância a respeito de sua interpretação. Recomendaria que o
leitor fizesse um esforço para pesquisar a história da interpretação do tabernáculo, o qual é objeto
de nosso estudo. Ao longo dos séculos muitas pessoas têm procurado encontrar o significado do
tabernáculo de seu ponto de vista simbólico.

Já no período helênico... eram feitas tentativas para entender a função do tabernáculo do Velho
Testamento como algo basicamente simbólico. Pela linguagem bíblica fica evidente a razão pela
qual esta interpretação parecia algo tão natural. Primeiro, a dimensão do tabernáculo e todas as
suas partes refletem um projeto cuidadosamente planejado e um conjunto harmonioso. Os
números 3, 4 e 10 predominam com cubos e retângulos proporcionais. As diversas partes o santo
lugar separado, a tenda, o átrio todos têm numa relação numérica exata. O uso dos metais ouro,
prata e cobre é cuidadosamente selecionado de acordo com sua proximidade do Santo dos
Santos. Da mesma forma, cores específicas mostram ter uma relação íntima com sua finalidade,
quer branco, azul ou carmesim. Há igualmente uma gradação na qualidade dos tecidos usados.
Finalmente, muita ênfase é colocada na posição e na orientação adequadas, com o lado oriental
recebendo o lugar de honra.

Os primeiros intérpretes não tinham dúvida de que a importância do tabernáculo repousava em seu
simbolismo oculto, e a questão em jogo era justamente decifrar seu significado. ... Para Philo o
tabernáculo era uma representação do universo, a tenda significando o mundo espiritual, e o átrio o
material. Além disso, as quatro cores significavam os quatro elementos, o candelabro com suas
sete lâmpadas, os sete planetas, e os doze pães da proposição os doze signos do Zodíaco e os
doze meses do ano.

Orígenes, em sua nona Homilia de Êxodo, faz referência à abordagem de Philo, mas depois toma
outro rumo. Ele viu o tabernáculo como indicação do mistério de Cristo e sua igreja. Suas
analogias morais em termos das virtudes da vida cristã - a fé comparada ao ouro, a pregação da
palavra à prata, a paciência ao bronze (9:3) foram estudadas e aperfeiçoadas ao longo dos anos
da Idade Média...

O problema com as tentativas de se interpretar o tabernáculo simbolicamente é que não há linhas


de direção de aceitação universal ou padrões que determinem qualquer tipo de correspondência
espiritual entre as partes do tabernáculo e alguma outra coisa. Por isso os "significados espirituais"
nunca tiveram consenso entre os diversos intérpretes.

Em meu estudo inicial do tabernáculo, era minha intenção interpretar e aplicar os textos referentes
a ele de forma um tanto direta. Uma vez que ambos, o edifício do tabernáculo e o edifício da igreja,
possam ser pensados como lugares de reunião dos santos, acho que poderíamos aprender muito
sobre os edifícios das igrejas do Novo Testamento pelo estudo do edifício do tabernáculo do Velho
Testamento. Creio que o tabernáculo poderia nos dar alguns princípios que poderiam nortear
nosso entendimento do projeto e da finalidade do edifício das igrejas. Vi que esta abordagem
também tem sérios problemas.

Isto quer dizer que todo este material no livro de Êxodo, tratando do tabernáculo, não tem
nenhuma aplicação clara para nós? Acho que não. Deus sempre teve um lugar de morada em
meio a Seu povo. Primeiro foi no tabernáculo, e mais tarde, ainda no período de Velho Testamento,
no templo. Nos evangelhos, Deus habitava (literalmente "tabernaculava") entre Seu povo na
pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Agora, na era da igreja, Deus habita na igreja.

É meu entendimento que existem certos elementos comuns em todas essas maneiras pelas quais
Deus habitou (ou habita) entre os homens. Assim, a descrição do tabernáculo nos dá a primeira
revelação bíblica de como Deus habita entre os homens, e o que isto requer ou sugere à igreja
hoje, na qual Deus habita.

Nossa abordagem consistirá primeiramente em estudar algumas das características do


tabernáculo, como descritas em Êxodo. Em seguida, analisaremos brevemente os textos que
descrevem a construção do(s) templo(s), enfocando aqueles aspectos nos quais o templo é similar
ou distinto do tabernáculo. Finalmente, passaremos ao Novo Testamento, para relacionar as
características comuns do tabernáculo e do templo com a morada de Deus entre os homens
através de "Seu Corpo". Creio que encontraremos uma correspondência muito próxima entre todos
os meios que Deus usa para habitar entre Seu povo.

Características do Tabernáculo

(1) O tabernáculo era um aparato muito funcional. O tabernáculo servia como lugar de
encontro entre Deus e os homens, e desta forma ficou conhecido como a "tenda da
congregação"133 (cf. 35:21). Esta não era uma tarefa fácil, pois ter Deus tão próximo era uma
coisa muito perigosa. Quando Moisés suplicou a Deus para habitar em meio a Seu povo,
Deus o avisou que isto poderia ser fatal para um povo tão pecaminoso: "Porquanto o
Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um
momento eu subir no meio de ti, te consumirei." (Ex. 33:5a)

. O tabernáculo servia como lugar de encontro entre Deus e os homens, e desta forma ficou
conhecido como a "tenda da congregação"133 (cf. 35:21). Esta não era uma tarefa fácil, pois ter
Deus tão próximo era uma coisa muito perigosa. Quando Moisés suplicou a Deus para habitar em
meio a Seu povo, Deus o avisou que isto poderia ser fatal para um povo tão pecaminoso:
"Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por
um momento eu subir no meio de ti, te consumirei." (Ex. 33:5a)

O tabernáculo resolveu o problema de se ter um Deus santo habitando em meio a um povo


pecaminoso. A solução inclui duas medidas.

O tabernáculo resolveu um dos problemas por ser portátil. Deus tinha Se revelado a Seu
povo de cima do Monte Sinai. Quando o povo deixasse o Sinai em direção à terra prometida
de Canaã, precisariam de algum lugar portátil para a presença de Deus ser manifestada.
Como o tabernáculo era um tenda, o problema foi solucionado.

. Deus tinha Se revelado a Seu povo de cima do Monte Sinai. Quando o povo deixasse o Sinai em
direção à terra prometida de Canaã, precisariam de algum lugar portátil para a presença de Deus
ser manifestada. Como o tabernáculo era um tenda, o problema foi solucionado.

O tabernáculo também resolveu o problema de um Deus santo habitando em meio a um


povo pecaminoso. As cortinas da tenda, e especialmente o espesso véu do Santo dos
Santos, serviam como separadores, uma barreira divisória, entre Deus e o povo. Além disso,
o tabernáculo era santificado e separado como um lugar santo. Isto poupava o povo de uma
explosão de Deus que os teria destruído. O tabernáculo também era um lugar de sacrifício,
para que os pecados dos israelitas pudessem ser expiados. Ainda que a solução não fosse
permanente, realmente facilitava a comunhão entre Deus e Seu povo.

. As cortinas da tenda, e especialmente o espesso véu do Santo dos Santos, serviam como
separadores, uma barreira divisória, entre Deus e o povo. Além disso, o tabernáculo era santificado
e separado como um lugar santo. Isto poupava o povo de uma explosão de Deus que os teria
destruído. O tabernáculo também era um lugar de sacrifício, para que os pecados dos israelitas
pudessem ser expiados. Ainda que a solução não fosse permanente, realmente facilitava a
comunhão entre Deus e Seu povo.

(2) O tabernáculo foi um aparato que revelava fabulosa riqueza e beleza. Não é preciso mais
que uma leitura casual do texto para aprender que o tabernáculo foi um projeto muito caro.

. Não é preciso mais que uma leitura casual do texto para aprender que o tabernáculo foi um
projeto muito caro.

Os estudos mais recentes das medidas hebraicas feitos por R. B. Y. Scott (Peake4s Commentary
on the Bible, Londres e Nova Iorque 1962, sec. 35) calculam o talento em torno de 64 libras (29 kg)
e o siclo do santuário em 1/3 de uma onça, ou 9,7 gr. De acordo com estes cálculos haveria algo
em torno de 1.900 libras de ouro (862 kg), 6.437 libras de prata (2.923 kg), e 4.522 libras de bronze
(2.053 kg).

O projeto envolvia não apenas materiais muito caros, mas estes materiais foram trabalhados de tal
forma a criar grandes obras de arte: "... Deus... ordenou a Moisés que construísse um tabernáculo
de uma forma que envolveria quase todas as formas de arte representativa que os homens
conheciam." O tabernáculo e seus utensílios foram concedidos aos israelitas tanto para "glória"
quanto para "beleza" (cf. 28:2, 40).

(3) A construção do tabernáculo envolveu todo o povo. Todo o povo se beneficiaria do


tabernáculo, e assim a todos foi permitido participar de sua construção, ou pela doação dos
materiais, ou pela habilidade no trabalho, ou por ambos.

. Todo o povo se beneficiaria do tabernáculo, e assim a todos foi permitido participar de sua
construção, ou pela doação dos materiais, ou pela habilidade no trabalho, ou por ambos.

(4) O tabernáculo testemunhava o caráter de Deus. A excelência do tabernáculo, tanto em


seus materiais como em sua mão de obra, era um reflexo da excelência de Deus. O
tabernáculo também foi um lugar santo, porque habitando nele estava um Deus santo (cf.
30:37, 38).

A excelência do tabernáculo, tanto em seus materiais como em sua mão de obra, era um reflexo
da excelência de Deus. O tabernáculo também foi um lugar santo, porque habitando nele estava
um Deus santo (cf. 30:37, 38).

O tabernáculo testifica em sua estrutura e finalidade a santidade de Deus. Arão usava gravado no
diadema "Santidade ao Senhor" (28:36). Os sacerdotes são alertados na própria administração de
seu ofício "para que não morram" (30:21), e a morte de Nadabe e Abiú (Lv. 10:1) deixou clara a
seriedade de uma ofensa que foi considerada ultrajante por Deus.

(5) O tabernáculo era composto de vários elementos, mas em tudo foi ressaltada a unidade,
no projeto, na função e no propósito. "Fizeram cinqüenta colchetes de ouro, com os quais
prenderam as cortinas uma à outra; e o tabernáculo passou a ser um todo." (Ex. 36:13).
"Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze para ajuntar a tenda, para que viesse a ser
um todo." (Ex. 36:18).

. "Fizeram cinqüenta colchetes de ouro, com os quais prenderam as cortinas uma à outra; e o
tabernáculo passou a ser um todo." (Ex. 36:13). "Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze
para ajuntar a tenda, para que viesse a ser um todo." (Ex. 36:18).

O que Schaeffer escreveu acerca to templo também pode ser dito a respeito do tabernáculo:

"Devemos reparar que, com relação ao templo, toda a arte foi trabalhada para formar uma unidade.
O templo inteiro foi um trabalho singular de arquitetura, um todo unificado com colunas livres,
estátuas, baixo relevo, música e poesia, pedras gigantescas e belas madeiras trazidas de muito
longe. Tudo está lá. Um trabalho de arte completamente unificado para o louvor de Deus."

Não havia apenas unidade na arquitetura e na estrutura, mas havia também unidade na finalidade
do tabernáculo. O propósito do tabernáculo foi prover um lugar onde Deus pudesse habitar em
meio aos homens. Todos os seus utensílios facilitavam as ministrações e cerimônias que
contribuíam para que este lugar único fosse a "tenda da congregação".

(6) O tabernáculo foi projetado como um aparato permanente. Repetidamente encontramos


expressões tais como: "perpétuo" e "pelas gerações" (cf. 30:8, 16, 21, 31). A tenda foi usada
diariamente por muito mais de 40 anos, parecia como se Deus o tivesse projetado para ser
usado ao longo da história de Israel. Plagiando a afirmação dos construtores de
automóveis, o tabernáculo não foi somente "construído para durar", mas foi projetado para
durar.
. Repetidamente encontramos expressões tais como: "perpétuo" e "pelas gerações" (cf. 30:8, 16,
21, 31). A tenda foi usada diariamente por muito mais de 40 anos, parecia como se Deus o tivesse
projetado para ser usado ao longo da história de Israel. Plagiando a afirmação dos construtores de
automóveis, o tabernáculo não foi somente "construído para durar", mas foi projetado para durar.

(7) O tabernáculo foi idéia de Deus, iniciativa de Deus, projeto de Deus.

De onde veio o modelo? Veio de Deus... Deus foi o arquiteto, não o homem. No relato de como o
tabernáculo foi feito repetidamente aparece esta frase: "E farás..." Isto é, Deus disse a Moisés o
que fazer, em detalhes. Estas foram ordens, ordens do mesmo Deus que deu os 10 Mandamentos.

O tabernáculo foi feito depois do modelo divino ser mostrado a Moisés (25:9). As... instruções
enfatizavam que cada detalhe do projeto foi feito de acordo com a explícita ordem de Deus (35:1,
4, 10, etc). Bezalel e Aoliabe foram dotados com o espírito de Deus e com o conhecimento da
habilidade para executar a tarefa (21:2 e ss). Para o escritor do Velho Testamento a forma
concreta do tabernáculo é inseparável de seu significado espiritual. Cada detalhe da estrutura
reflete a vontade divina e nada fica para decisões "ad hoc" dos construtores humanos. ... Além do
mais, o tabernáculo não foi concebido como medida temporária para um tempo limitado, mas algo
no qual o sacerdócio permanente de Arão servisse ao longo de todas as gerações. (27:20 s).

O Templo como Lugar da Morada de Deus

Uma vez que Israel tomou posse da terra de Canaã, não havia necessidade de um aparato portátil
para guardar a arca da aliança e os outros utensílios do tabernáculo. A arca, você se recordará,
tinha sido usada pelos israelitas como uma espécie de "pé de coelho" gigante, que eles levaram
consigo quando lutaram contra os filisteus, sob a liderança do rei Saul, e seu filho Jônatas. Os
israelitas perderam esta batalha e a arca foi capturada pelos filisteus. Depois de repetidas
dificuldades diretamente relacionadas com a arca, os filisteus a mandaram de volta à Israel. O
retorno da arca e o fato de Davi residir numa casa suntuosa parecem ter propiciado a ele o
propósito para a construção de um lugar diferente para guardar a arca: "Sucedeu que, habitando
Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedro, mas a arca da
aliança do Senhor se acha numa tenda." (I Cr. 17:1)

Natã rapidamente (e aparentemente sem consultar a Deus) encorajou Davi a construir um templo (I
Cr. 17:2). No entanto, Deus tinha planos diferentes, pois Davi era um homem de guerra e
derramara muito sangue. Deus de fato permitiria a construção de um templo, mas seria construído
por Salomão, filho de Davi, um homem de paz. Enquanto Davi queria construir uma casa para
Deus, Deus prometeu dar a Davi uma casa; portanto, é neste contexto do pedido de Davi para a
construção do templo que Deus proclama o que se tornou conhecido como a Aliança Davídica, a
promessa de que o descendente de Davi governará para sempre, e assim se tornou conhecido que
o Messias de Israel seria o "Filho de Davi" (I Cr. 17:4-15).

Da mesma forma que a vitória de Deus sobre os egípcios, as vitórias militares de Davi contra as
nações (hostis) em derredor forneceram muitos dos materiais necessários à construção do templo
(cf. I Crônicas 18-21). Apesar de não ser permitido a Davi construir o templo, ele fez extensos
preparativos para isso. No capítulo 22 de I Crônicas Davi começou a reunir os materiais
necessários para o templo. As instruções referentes à construção do templo foram dadas a
Salomão. O povo foi encorajado a ajudar neste projeto. Também foram designados aqueles que
ministrariam no templo (capítulos 24-26). Os planos que Davi deu a Salomão foram inspirados por
Deus (I Cr. 28:11-12, 19), e desta forma divinamente providenciados, como o foram os planos para
o tabernáculo.

Davi generosamente cedeu os materiais necessários à construção do templo, como o povo o fez
quando foi solicitado (I Cr. 29:1-9). Para celebrar, foram oferecidos sacrifícios e todo o povo comeu
e bebeu na presença de Deus (I Cr. 29:21-22) de modo a recordar a ratificação da aliança Mosaica
(Ex. 24:5-11). Salomão reinou sobre Israel (II Cr. 1) após a morte de Davi (I Cr. 29:28) e construiu o
templo (II Cr. 2-4). Era elegante em material e mão-de-obra, exatamente como o foi o tabernáculo
(II Cr. 2:7; 3:8-17, etc). Quando ficou pronto a nação foi congregada e a arca trazida para dentro do
templo (II Cr. 5:2-10). Como no tabernáculo (Ex. 40:34 e ss), uma nuvem desceu sobre o templo e
a glória de Deus encheu o lugar (II Cr. 5:11-14). O templo foi dedicado, e Israel foi instruído sobre o
propósito do lugar, superior entre todos aqueles que deviam ser um lugar de oração (II Cr. 6).
Depois que Salomão terminara de falar, Deus falou ao povo, prometendo bênçãos e maldições,
dependendo da fidelidade de Israel à aliança que Deus fizera com eles (II Cr. 7). Se Israel não
fosse fiel à aliança, o templo seria destruído, e o povo disperso. No entanto, se o povo se
arrependesse e orasse (em direção ao templo), Deus os ouviria e os restauraria.

A história de Israel confirma a veracidade das palavras de Deus. O povo não foi fiel a Deus e eles
foram levados da terra e o templo deixado em ruínas. Os livros de Esdras e Neemias descrevem o
retorno do cativeiro do remanescente fiel à terra de Canaã, onde reconstruíram o templo e a cidade
de Jerusalém, guiados e encorajados pelos profetas menores Ageu, Zacarias e Malaquias. Quando
o templo foi reconstruído, ele não tinha o esplendor do primeiro templo, e assim alguns "veteranos"
choraram à sua vista (Ed. 3:12). O profeta Ageu, no entanto, fala uma palavra de encorajamento,
assegurando ao povo que o templo é glorioso porque Deus está com eles, que Seu Espírito está
habitando em seu meio (Ag. 2:4-5), e que no futuro Deus encherá Sua casa com muito maior glória
e esplendor (Ag. 2:7-9).

O profeta Ezequiel também falou do templo no tempo futuro (capítulo 40 e ss). A promessa do
futuro retorno da nação de Israel à terra de Canaã e sua restauração espiritual são assegurados
com a descrição de um templo milenar que é considerado e descrito em detalhes por Ezequiel.

O lugar da Habitação de Deus no Novo Testamento

No Evangelho de João o Senhor Jesus Cristo é apresentado como o Filho de Deus que habitou
entre os homens (Jo. 1:14). O Senhor Jesus foi desta forma o lugar da morada de Deus entre os
homens durante Sua jornada na terra. Assim Ele pôde dizer à mulher samaritana que estava
chegando a época em que o lugar de adoração não é a preocupação principal (Jo. 4:20-21). Da
época da vinda de Cristo até o presente o lugar da morada de Deus entre os homens não é
concebido em termos de edifícios.

Num ligeiro aparte: o edifício físico (o templo) tornara-se uma espécie de ídolo para muitos
legalistas, judeus descrentes da época de Jesus. Para eles a presença do templo era prova de que
Deus estava com eles e de que eles eram agradáveis à Sua vista. Mesmo os discípulos ficaram
impressionados com a beleza da estrutura do templo, ainda que Jesus os prevenisse sobre tal
entusiasmo, sabendo que o templo seria brevemente destruído (Mt. 24:1-2). Você pode muito bem
imaginar como os escribas e fariseus ficaram transtornados quando Nosso Senhor falou sobre a
destruição do templo (não sabendo, é claro, que Ele era esse templo). A destruição do templo em
70 d.C. foi o cumprimento dos avisos das Escrituras do Velho Testamento, prova da desobediência
de Israel e do peso da mão de Deus sobre a nação, mais uma vez.

Após a crucificação, sepultamento e ressurreição de Nosso Senhor, Estêvão foi levado a


julgamento por aqueles que colocaram o Senhor na cruz. Uma das acusações contra ele era de
que falara contra o templo (At. 6:13). A resposta de Estêvão, em sua defesa, deixou claro, como as
Escrituras do Velho Testamento já tinham feito, que Deus não habita em lugares feitos por mãos
humanas (At. 7:47-50; cf. II Cr. 2:5-6; 6:18, 30).

As epístolas do Novo Testamento continuam a nos ensinar que o lugar da morada de Deus agora é
na igreja, não o edifício igreja, mas o povo que compõe o corpo de Cristo:
"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de
Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a
pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no
qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito." (Ef.
2:19-22)

"Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita
e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para
serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por
intermédio de Jesus Cristo. ... Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de
propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para sua maravilhosa luz." (I Pe. 2:4-5, 9).

Conclusão

Há uma porção de maneiras pelas quais a construção do tabernáculo é aplicável às nossas vidas,
mesmo que estejamos separados dos israelitas da época de Moisés por muitos séculos e pelo
menos uma dispensação.

Primeiro, creio que podemos legitimamente aprender o valor da arte pelas tremendas
contribuições artísticas desta estrutura. São muitos aqueles que apontam para as diversas
formas de arte que podem ser encontradas em relação direta com o tabernáculo. É bem
verdade que nos tornamos utilitários demais, vendo apenas tais coisas como importantes
se tiverem uma grande utilidade. A arte tem um valor claro em nossa adoração e na
expressão de nossa devoção a Deus. Este tema tem sido bem desenvolvido por vários
artistas cristãos e é digno de nossas sérias considerações. No entanto, não acho que este
seja o objetivo principal de nosso texto.

. São muitos aqueles que apontam para as diversas formas de arte que podem ser encontradas em
relação direta com o tabernáculo. É bem verdade que nos tornamos utilitários demais, vendo
apenas tais coisas como importantes se tiverem uma grande utilidade. A arte tem um valor claro
em nossa adoração e na expressão de nossa devoção a Deus. Este tema tem sido bem
desenvolvido por vários artistas cristãos e é digno de nossas sérias considerações. No entanto,
não acho que este seja o objetivo principal de nosso texto.

Segundo, devemos aprender que não devemos pensar em Deus como habitando em
edifícios feitos por mãos humanas, mas sim habitando dentro da igreja, dentro do corpo
daqueles que verdadeiramente crêem em Jesus Cristo. Estamos errados ao dizer a nossos
filhos "silêncio" quando entram na igreja porque é "a casa de Deus", o que sugere a eles
que Deus mora num edifício, e que O visitamos uma vez por semana.

Estamos errados ao dizer a nossos filhos "silêncio" quando entram na igreja porque é "a casa de
Deus", o que sugere a eles que Deus mora num edifício, e que O visitamos uma vez por semana.

Se Deus ocupa a igreja como corpo, como as Escrituras ensinam, então a maneira como nos
conduzimos como membros da igreja é extremamente importante. Se Deus é santo, então Sua
igreja também deve ser santa (cf. I Pe. 1:16). Isto nos dá razões muito fortes para exercer a
disciplina na igreja (cf. Mt. 18, I Co. 5, 11), pois a igreja deve ser santa se Deus habita nela.

Mais ainda, se Deus habita na igreja como corpo e Se manifesta dentro e através da igreja, então a
maneira pela qual conduzimos a igreja é extremamente importante para uma representação
adequada de Deus. É por essa razão que o apóstolo Paulo escreveu: "Escrevo-te estas coisas,
esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na
casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade." (I Tm. 3:14-15).
É nesta primeira epístola a Timóteo que Paulo fala sobre a pureza doutrinária na igreja (capítulo 1),
sobre o ministério público (capítulo 2), sobre os líderes da igreja (capítulo 3), sobre a falsa e a
verdadeira santidade (capítulo 4), sobre a responsabilidade da igreja pelas viúvas e outros
(capítulo 5), e sobre a busca pela prosperidade à guisa de procurar maior piedade (capítulo 6).
Como nos conduzimos na igreja é extremamente importante, meu amigo, pois o próprio Deus
habita na igreja hoje.

Sejamos tão cautelosos na maneira de edificar a igreja como o foram os antigos israelitas na
construção do tabernáculo, para que a glória de Deus possa ser manifesta aos homens.

O tabernáculo de
Moisés
Fonte: A Bíblia em Bytes online - Revista
Eletrônica

· Qual é a nossa posição diante do Eterno?


O Tabernáculo (Mikdash em hebraico significa santuário, tabernáculo) nos
fala sobre muitas coisas e a principal delas é mostrar-nos a nossa posição em
relação à nossa vida para com Deus. Qual é o nosso grau de avanço e de
intimidade com o Eterno? Estamos nós em processo de crescimento ou
simplesmente nos acomodamos numa determinada posição e lá ainda
estamos? Que tipo de pessoas somos? Após nossa conversão, o que
aconteceu conosco?

Neste estudo teremos a oportunidade de ver e avaliar nossa posição em


relação ao Tabernáculo e o que é necessário fazermos a fim de que possamos
crescer e alcançar a plenitude em nosso relacionamento com o Eterno!

· De que partes se compõe o Tabernáculo?


O Tabernáculo, assim como o homem é composto de três partes principais: o
Pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos (Visto de fora para dentro). Uma
curiosidade é que quando o Tabernáculo era montado, a cada vez que o povo
de Israel parava no deserto, ele era montado de dentro para fora, ou seja do
Santo dos Santos até o átrio! Já aprenderemos aqui que o Eterno inicia seu
tratamento conosco a partir de dentro, daquilo que temos de mais interior: o
espírito! As divisões citadas do tabernáculo representam corpo, alma e
espírito. E é justamente por causa disso que o Eterno inicia seu processo de
redenção no homem a partir do espírito, pois o Espírito de Deus tem
comunhão com o nosso espírito nos re-ligando ao nosso Criador!

Já após nossa conversão, a evolução do homem em sua caminhada para com


o Eterno acontece de fora para dentro. Nossa caminhada tem início pelo pátio
em direção ao Santo dos Santos.
· A) - O Pátio
O pátio era o local mais exterior do Tabernáculo. Era totalmente descoberto e
compunha-se de três elementos: a porta, o altar e a pia.

A porta: A porta é o local por onde entramos no Tabernáculo! Não se pode


entrar ali por outro lugar. A porta é Yeshua (Jesus) Eu sou a porta; se alguém
entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens (Jo 10:9).
A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste, o lado onde nasce o sol.
Quando o dia nascia a primeira coisa que viam era o nascimento do Sol da
Justiça! Yeshua (Jesus).

Isto nos fala de nossa primeira experiência com o Eterno: a Salvação! Quando
passamos pela porta (Jesus), saímos do mundo e entramos numa nova vida.
Nossa vida recomeça então a partir do zero, pois iniciamos uma nova
caminhada, só que agora com Deus. Nosso objetivo e alvo é crescermos até a
estatura de varão perfeito em Cristo.

O altar: o altar é o local de morte. É ali que nossa vida é colocada como um
sacrifício para Deus. No altar nós morremos para as nossas próprias
convicções, vontades, desejos, expectativas, etc... No altar morremos para a
nossa vida a fim de podermos viver uma nova vida para com Deus. No altar
tem fim o velho homem. O desejo do coração do Eterno é que, após termos
um verdadeiro encontro com Ele, possamos verdadeiramente morrer. Quando
o sacrifício queimava, subia um cheiro que se desprendia da vítima! E é isso
que o Eterno espera, que quando nossa vida for a ele oferecida, possamos
liberar um cheiro suave a fim de agradarmos ao Senhor! Assim queimarás
todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o Senhor, cheiro suave;
uma oferta queimada ao Senhor (Êx 29:18).

A pia: A pia nos fala sobre mais um aspecto da vida cristã: o batismo. Após a
nossa morte, agora temos de consolidar nossa vida cristã testemunhando de
forma plena a experiência da conversão. Por isso a pia nos fala de limpeza,
onde os pecados são lavados publicamente e somos integrados a uma nova
realidade. Tipifica nossa morte e ressurreição a fim de vivermos uma nova
vida com Cristo.

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que,
como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim
andemos nós também em novidade de vida (Rm 6:4).

O Pátio: O pátio ficava na parte mais exterior do tabernáculo e era


descoberto. Isso significa que quem está ali (e a maioria dos crentes ainda
estão no pátio) está exposto às intempéries do tempo - sol, chuva, ventos,
etc... além de tipificar a primeira experiência que todo homem deve ter para
com Deus. Essa experiência é fundamental, porém ainda é parcial. Não é algo
profundo, que possa realmente impactar a vida do homem. Esta fase nos fala
que o pátio é somente uma parte do caminho a ser percorrido!

· B) - O lugar Santo
O Lugar Santo é uma fase mais interior do Tabernáculo e ele representa a
alma. É ali que adentramos na presença do Eterno, pois todos os mobiliários
do Lugar Santo são de ouro. E o ouro nos fala da divindade, nos fala da
realeza e da eternidade!

A Mesa dos Pães: A mesa dos pães nos fala do alimento que provém do Eterno
a fim de saciar nossa fome. Mas o que é o pão? Em primeiro lugar, o pão é a
Palavra do Deus Eterno, que nos foi dada a fim de saciar a fome de nossos
espírito por Deus. Em segundo lugar, o pão é o próprio (Yeshua) Jesus, que
disse: E Jesus lhes disse: eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não
terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede (Jo 6:35). Um detalhe
interessante é que os pães eram colocados em duas fileiras de seis,
perfazendo um total de doze pães. Já isso nos fala das doze tribos de Israel. O
Eterno nos ensina que o pão que alimenta (o verdadeira) viria das doze tribos
de Israel (a palavra e o próprio Jesus).

A Menorá: A Menorá é a outra coisa que vemos no Lugar Santo. A palavra


Menorá é um acróstico de Zc 4.6, que diz: ...Não por força nem por violência,
mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos (Zc 4:6). Então a
Menorá nos fala de várias coisa, como por exemplo: tudo o que conseguimos
ou é feito no reino de Deus deve ser obtido pelo mover do Espírito. Nunca pela
força ou por violência! A Menorá nos fala ainda da presença do Espírito Santo
em nossas vidas! Isso nos lembra que a Menorá era alimentada pelo óleo, que
nos fala da unção do Eterno sobre nossas vidas. Já o fogo nos fala da
iluminação que precisamos a fim de caminharmos com Ele. Iluminação em
nossa vida e também na Palavra, que somente nos pode ser revelada se o
Espírito de Deus iluminá-la para nós!

O Altar de Incenso: O Altar de Incenso nos fala sobre nossas orações. Aqui é
que acontecem as verdadeiras orações do crente! Aqui ele não ora mais
segundo seus desejos carnais. É no Lugar Santo que suas orações são feitas
no Espírito! Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas
súplicas... (Fp 1:4). Aqui as orações não são um peso, elas se transformam
em prazer! Elas são acompanhadas da verdadeira adoração e louvor! Há uma
diferença muito grande deste tipo de oração para a oração que é feita no
pátio! Enquanto que no pátio oramos sem entendimento, no Lugar Santo
nossas orações são dirigidas pelo Espírito Santo. Enquanto no pátio oramos
para satisfazermos a nós mesmos, no Lugar Santo desejamos satisfazer os
desejos do coração do Deus Eterno! Aqui há realmente uma nova dimensão da
oração do crente!

· C) - O Santo dos Santos


Este é o lugar mais interior do Tabernáculo. Ali há somente a arca e a
presença do Eterno! Ali tudo pára: o tempo, nossa vida, nossos anseios e
finalmente poderemos desfrutar da presença do Pai e receber d’Ele aquilo que
está em seu coração.

O véu: O véu é a única coisa que separa o Lugar Santo do Santo dos Santos! E
como fazer para entrarmos no Santo dos Santos? O véu nos mostra que a
barreira é muito fina, mas que somente poderemos entrar ali pela oração! A
oração é a chave para penetrarmos na doce presença do Altíssimo! Com a
morte de Jesus, algo aconteceu: E o véu do templo se rasgou em dois, de alto
a baixo (Mc 15:38). Agora temos livre acesso à presença do Eterno!

A Arca da Aliança: A Arca da Aliança é o objeto mais sagrado de todo o


Tabernáculo, e é sobre a arca que o Eterno se manifestava em Israel. Ali é o
lugar onde Ele vinha para falar com Moisés e com seu povo! Dentro da arca
haviam três objetos:

As Tábuas da Torah: Isto nos fala da Palavra do Eterno Deus que nos foi dada
como uma dádiva a fim de que o conheçamos. Esta não é uma Palavra comum.
Aqui estão as tábuas que Ele mesmo havia escrito e dado ao povo! Isso
tipifica a pureza da Palavra, escritas em tábuas lavradas por Moisés, porém
com o conteúdo divino!

O maná: O maná nos fala do alimento diário que foi dado por Deus ao seu
povo enquanto caminhavam no deserto durante quarenta anos! O alimento
era diário, mostrando-nos que a cada dia nos dá o Senhor a sua porção! Outra
coisa interessante é que este alimento originava-se do céu. Era o pão dos
anjos que fora dado ao povo a fim de se alimentarem! Novamente
aprendemos que o Eterno nos dá o alimento diário e se preciso for seremos
socorridos pelo alimento celestial, trazido pelos próprios anjos a fim de não
perecermos! Durante todo o período de provação no deserto seremos
alimentados e cuidados pelo Senhor!

A vara de Arão que florescera A vara nos fala da autoridade conferida a


alguém. Esta autoridade fora colocada diante do Eterno e floresceu! Ou seja,
nossa autoridade quando colocada diante do Eterno brota, aparece para que
todos vejam e saibam que nosso ministério foi realmente dado a nós por
Deus!

Lembremo-nos do seguinte: tudo


isso acontece no Santo dos
Santos! O desejo do coração do
Eterno é que todos nós estejamos
em sua presença neste lugar! Ele
quer que possamos adquirir uma
maturidade tal que possamos
iniciar nossa vida com Ele no
Pátio, passando depois pelo Lugar
Santo e chegando finalmente ao
Santo dos Santos, que é o ponto alto e final de nossa comunhão com o eterno.
Quem chega ali não quer mais abandonar aquele lugar, pois é o melhor lugar
do mundo para se adorar ao Eterno.