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ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO

Filosofia 11.º Ano — Teste N.º 3
VERSÃO 1
Na tua folha de respostas, indica claramente a versão do teste.
A ausência desta indicação implicará a anulação de todo o GRUPO I.
QUESTÕES

Na Grécia Antiga, a democracia estimulou o desenvolvimento da retórica, porque...
A. os sofistas ensinavam a persuadir pelo uso da palavra.
B. numa democracia as decisões são tomadas publicamente.
C. os sofistas, segundo Platão, não estavam interessados na verdade.
D. persuadir os outros pelo uso da palavra facilitava o acesso ao poder.
2. A persuasão racional distingue-se da manipulação, porque...
A. a manipulação tem em consideração as características do auditório, mas a persuasão
racional não.
B. a manipulação nem sempre é eficaz, mas a persuasão racional é.
C. a persuasão racional tem em consideração as emoções das pessoas, mas a manipulação
não.
D. a persuasão racional tem em vista a verdade, mas a manipulação não.

Cotações

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Todos os argumentos falaciosos são casos de persuasão irracional.
Esta afirmação é:
A. verdadeira, porque a persuasão irracional impede as pessoas de pensar.
B. falsa, porque uma pessoa pode argumentar falaciosamente sem ter meios de o saber.
C. verdadeira, porque a persuasão irracional despreza a autonomia das pessoas.
D. falsa, porque os argumentos falaciosos apelam às emoções.
Algumas estratégias de persuasão não são formas de manipulação.
Esta afirmação é:
A. verdadeira, porque não há persuasão sem manipulação.
B. falsa, porque não há manipulação sem persuasão.
C. verdadeira, porque há estratégias racionais de persuasão.
D. falsa, porque a persuasão visa o controlo emocional dos interlocutores.
Sabemos que tudo o que é verde tem cor. Este conhecimento é...
A. a posteriori.
B. a priori.
C. empírico.
D. experimental.
Sabemos que a relva é verde. Este conhecimento é...
A. a posteriori.
B. a priori.
C. formal.
D. inato.
Um argumento é a priori se, e só se,...
A. todas as suas premissas são a posteriori.
B. todas as suas premissas são a priori.
C. pelo menos uma premissa é a priori.
D. pelo menos uma premissa é a posteriori.
O conhecimento inferencial distingue-se do não inferencial, porque...
A. o conhecimento inferencial é adquirido através de argumentos e o não
inferencial é adquirido directamente.
B. o conhecimento inferencial é adquirido directamente e o não inferencial é
adquirido através de argumentos.
C. o conhecimento inferencial é a priori e o não inferencial é a posteriori.
D. o conhecimento inferencial é a posteriori e o não inferencial é a priori.

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V.S.F.F.

mostrar que os sentidos por vezes nos enganam. 20 5.. Martin. C. pensei que era necessário rejeitar como completamente falso tudo o que pudesse suscitar a menor dúvida. rejeitei como falsas. 2004. julguei que a poderia aceitar. para primeiro princípio da filosofia que procurava. C. que assim o pensava. 20 3. «Então. 1988. Ao recorrer à dúvida metódica. Considera o texto seguinte: Agora. Finalmente. porque há pessoas que se enganam ao raciocinar. Sá da Costa. p. B. sem que. sem escrúpulo. além da crença verdadeira. Qual é a definição de conhecimento discutida no texto? 10 2.3. Explica a diferença entre conhecimento prático (saber-fazer). O argumento anterior é a priori ou a posteriori? Justifica. qualquer deles seja verdadeiro. notando que esta verdade. que resolvi dedicar-me apenas à descoberta da verdade. logo em seguida. 10. eu.As crenças básicas que constituem o suporte ou justificação de todas as outras crenças são fornecidas pela experiência. fundacionismo cartesiano. conhecimento por contacto e conhecimento proposicional. Esta afirmação é a tese central do… A. cepticismo. não será necessário estarmos ligados à verdade daquilo em que acreditamos por razões ou provas que temos para acreditar? E essas razões ou provas não terão de ser adequadas para justificarem a nossa crença? D.1. Lisboa. 51 (adaptado) 2. B. era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos cépticos seriam impotentes para a abalar. 15 .2. trad. IV. Discurso do Método. neste caso. logo existo. 20 4. Formula um argumento de Descartes a favor da existência de Deus. provar que não podemos estar certos de nada. pergunta o autor.. decidi supor que nos enganam sempre. apoiando a resposta em um ou mais exemplos. Liv. II 9. Sabedoria sem Respostas: Uma Breve Introdução à Filosofia. notei que. Descartes. pp. trad. algo permaneceria nas minhas opiniões que fosse inteiramente indubitável. E. porque os nossos sentidos nos enganam algumas vezes. encontrar um fundamento seguro para o conhecimento. enquanto queria pensar que tudo era falso. depois disso. distinguindo claramente as premissas da conclusão. rejeitar definitivamente tudo o que não seja indubitável. que mais é necessário para termos conhecimento? Não será ter provas? Isto é. Mas. 5 5 30 2. Dá exemplos. considerando que os pensamentos que temos quando acordados nos podem ocorrer também quando dormimos. por maior que seja a confiança que depositemos no nosso palpite. além da crença verdadeira. Então. até nos temas mais simples de geometria. port.2. port. fundacionismo clássico. não basta adivinharmos. para termos conhecimento. mesmo que acertemos. E. necessariamente era alguma coisa. D. Descartes pretende… A. — Responde a esta pergunta. 1. Lisboa. Assim. que mais é necessário para termos conhecimento?».1. Kolak e R. Temas & Debates. todas as razões que até então me pareceram aceitáveis. como qualquer outra pessoa. Expõe as razões que levaram Descartes a rejeitar as crenças baseadas nos nossos sentidos. 27-28 3. resolvi supor que tudo o que até então tinha encontrado acolhimento na minha mente não era mais verdadeiro do que as ilusões dos meus sonhos. D. Qual é a posição acerca da possibilidade do conhecimento defendida no texto? 10 3. Considera o texto seguinte: Para sabermos alguma coisa. 25 3. eu penso. visto estar sujeito a enganarme. fazendo raciocínios incorrectos. fundacionismo. para ver se. Explica por que razão «todas as extravagantes suposições dos cépticos seriam impotentes» para abalar a certeza da nossa existência como seres pensantes.