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Obrigacao de Meio e Resultado

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Dentre todas as modalidades da matéria de obrigações, podem-se citar duas que tem sua definição muito clara e objetiva

, são as obrigações de meio e de resultado. A obrigação de resultado é aquela que tem o resultado previsto por quem o praticou. Tem indenização certa, caso não haja comprimento do prometido. O exemplo clássico é a cirurgia p lástica com finalidade estética, onde o resultado do procedimento cirúrgico deve ser exatamente como for a acordado antes mesmo da internação. Nas palavras da conceituadíssima doutrinadora Maria Helena Diniz, obrigação de meio é: "É aquela em que o devedor se obriga tão -somente a usar de prudência e diligência normais na prestação de certo serviço para atingir um resultado, sem, contudo, se vincular a obtê -lo. Infere-se daí que sua prestação não consiste num resultado certo e determinado a ser conseguido pelo obrigado, mas tão-somente numa atividade prudente e diligente deste em benefício do credor. Seu conteúdo é a própria atividade do devedor em tomar certas precauções, sem se cogitar do resultado final (Curso de Direito Civil Brasileiro, saraiva, 2º vol., pág. 161) O advogado tem extrema importância na manutenção do Estado e tem isso atestado em lei d e diversas formas. Seja pelo estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994 ), único regimento de classe expresso por lei em nosso país. Também está presente na Constituição Federal a relevância do advogado, através do art. 133 que diz que ³o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.´ Geralmente, a relação com o advogado é contratual e acontece por meio do mandato. Portanto, há desde o início da relação uma definição do que é pretendido e do que se pode conseguir. É dever do advogado é encontrar soluções adequadas para os problemas do cliente, também deve informar. Não pode nunca perder prazos ou cometer erros que venham a prejudicar o cliente. De acordo com Silvio Venosa: ³[...] A responsabilidade do advogado, na área litigiosa, é uma obrigação de meio. Nesse diapasão, assemelha -se à responsabilidade do médico em geral. O advogado está obrigado a usar de sua diligencia e capacidade profissional na defesa da causa, mas não se obriga pelo resultado, que sempre é falível e sujeito às vicissitudes intrínsecas ao processo [«]´ (Direito C ivil, Atlas, 3º vol., p. 258). Os juízes são membros do Poder Judiciário que tem como funções, em sentido amplo, julgar e sentenciar. Ele deve primar pela manutenção da segurança jurídica, sempre tentando dar um fim justo a relações conflituosas e de solução nebulosa, com base nas leis vigentes.

A responsabilidade de julgar é pessoal e intransferível. Deve ser feito de modo imparcial e sempre em busca da verdade real, através das provas produzidas durante o processo. Muitas vezes, contudo, a sentença obtida não é consoante ao pedido por uma parte. Isso acontece, porque o Poder Judiciário não é uma máquina que prevê resultados. Dessa forma, fica claro que o juiz tem obrigação de meio, pois é através das provas e de seu conhecimento que declara o que deverá acontecer, mesmo que isso desagrade quem o procurou. Se a sentença emanar coisa julgada, nada pode fazer a parte insatisfeita, porquanto, do contrário, estaria criando um novo litígio. Nessa linha de pensamento, Mario Guimarães diz que: ³Os juízes não são responsáveis pelos danos que suas decisões possam causar´. (O Juiz e a Função Jurisdicional, p. 239) . A figura do Ministério Público ± e, claro, o promotor de justiça ± está presente em diversos artigos da Carta Política de 1988. O art. 127 expr ime a necessidade da sua existência (defesa da ordem jurídica, do regime democrático, e dos interesses sociais e individuais indisponíveis); já o art. 128, delega ao promotor suas funções. Não pertence a nenhum poder da soberania nacional e tem como princípios institucionais a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Sua obrigação é de meio, pois quando é invocado não é certo que a demanda será sentenciada pelo juiz em seu favor. O promotor, assim como o advogado, deve ³usar de sua diligencia e capacidade profissional na defesa da causa´. Nem sempre, entretanto, o que é pedido pelo Ministério Público é provado e fundamentado ao ponto de se conseguir uma sentença favorável.

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