P. 1
Direito Administrativo 2

Direito Administrativo 2

|Views: 583|Likes:

More info:

Published by: Otavio De Oliveira Ribeiro on Apr 22, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/23/2012

pdf

text

original

Direito Administrativo

ADMINISTRAÇÃO PÚBLIC A
CONCEITO
SUBJETI VO, FOR MAL OU ORGÂNICO:
Agentes, órgãos e entidades públicas que desempenham atividade administrativa;

OBJ ETI VO, MAT ERI AL OU F UNCION AL:
Atividade administrativa desempenhada pelos sujeitos acima.

FORMAS DE ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
CENTRALIZADA:
Entidade da Administração Direta atuando por meio de seus ó rgãos e agentes (Envolve 1 pessoa jurídica);

DESCENTRALIZADA:
Entidade da Administração Direta, necessitando de outra pessoa 1 para desempenhar parcela de suas atividades. (Envolve sempre 2 Pessoas Jurídicas pelo menos).
Administração Direta União Federal Estados Membros Distrito Federal Municípios Personalidade Jurídica de Direito Público Regime diferente do seguido por particulares Administrativo Regime Jurídico Público Princípio da supremacia do interesse público sobre o particular. Ex.: Desapropriação (prerrogativa dada aos representantes) Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público. Ex.: Concurso Público, Licitações (restrição dada aos representantes) Possui Capacidade Administrativa (capacidade de gerenciar seus próprios quadros e administrar sua estrutura) Possui Capacidade Política (Capacidade de elaborar leis) também chamado de entes políticos . Administração Indireta Fundações Autarquias Empresas Públicas Sociedades de Economia Mista Personalidade Jurídica de Direito Público e Privado Regime misto ou não Possui Capacidade Administrativa (capacidade de gerenciar seus próprios quadros e administrar sua estrutura)

1

Pode ser da Administração Indireta ou Particular. (Distribuição Externa).

1|P a g e

Direito Administrativo

Vínc o estabe ecido por lei (Envolvendo Administraç oIndireta): Ex. de Descentralizaç o por Outorga: União INSS
A ÇÃ O

Seguridade Social.

Vínculo estabelecido por Contrato Administrativo (via de regra) e excepcionalmente por Ato Administrativo (Envolvendo Particular). Ex. de Descentralização por Delegação:

NIBILIDAD D

O Administrador não pode abrir mão / dispor do interesse público; O Administrador exerce função pública em nome e no interesse do povo razão que justifica o fato de dispor do interesse público; O Administrador não pode causar entraves para a futura Administração o mecanismo existente para controle é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) LC 101/00. O direito não é do administrador; O Administrador não pode causar obstáculos para a futura Admi istração n Ex. de violação: dispensa / inexigibilidade irregular ou indevida de Licitação. Contratação sem prévio concurso público.

PRINCÍPIOS MÍNIMOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
CF/88 Art. 37, caput e EC 19/1998. CF Art. 5º II. Art. 37 e Art. 150; Pressuposto para o Estado de direito; Legalidade para o Particular legalidade para Adm. Pública: Legalidade para o Particular Tudo que não for proibido é permitido Critério de não contradição da lei Legalidade para a Administração Pública S é permitido o previsto em Lei Critério da Subordinação

Ex.: o Administrador não pode criar uma nova modalidade licitatória ou mesmo combinar duas já existentes. Princípio da legalidade

TEORIA DO DESVIO DE FINALIDADE
Não é defeito de competência Pressupõe que o agente seja competente. Se o agente era incompetente o ato já é nulo não sendo necessário discutir a intenção. TEO A O ETIVA O ESVI O E FINA IDA DE

Teoria Objetiva do Desvio de Finalidade

#

0

(

!

INDISP

INTERESSE P

" "

) ( ) 

PO

BLICO 

PO O

O

A

¨
2|P a g e

S

A ZA Ã 

§ §

¦¥ ¤ £¢ ¡   ¦¥ ¤ £¢ ¡       ©  © © ©   ©  ©  '& %$

D

Direito Administrativo

Assim sendo tem-se duas variáveis para caracterização do Desvio de Finalidade A primeira (intenção viciada) sendo . condição necessária, porem não é suficiente. Já a presença da segunda (violação do interesse público) é que determina, garante o Desvio de Finalidade:

Desvio de Finalidade
Ex.: Não é trânsito praticada por perseguição pessoal, se realmente a infração ocorreu. O QUE É TRES DESTINAÇÃO LÍCI TA? R.: É um desvio de finalidade autorizado pelo Direito. Ex.: Se um imóvel é desapropriado para uma finalidade 1 , esta não ocorre, mas outra finalidade 2 atendendo ainda o interesse público não ocorre o desvio da mesma. nula a multa de

3|P a g e

Direito Administrativo

PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
São limites à atuação da Administração. É importante lembrar que o Direito Administrativo não é codificado, já que todos os entes federativos legislam sobre o mesmo. Sem contar que seria extremamente não-prático manter atualizado um código cuja tipificação mudasse constantemente como é o caso do Direito Administrativo. Como o Direito Administrativo não é codificado cabe a seus princípios a responsabilidade de dar unidade a esse ramo: O Direito Administrativo possui dois princípios que são tão importantes que foram considerados como Supra princípios. São eles:

(*) A Lei 8987/95, Art. 23-A Autoriza a arbitragem nos contratos de concessão. Isso é uma restrição à Indisponibilidade do interesse público, já que se coloca a decisão nas mãos de um árbitro. Art. 23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) (grifo meu).

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
Estão presentes na Constituição Federal, mais precisamente noArt. 37 caput :

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (grifo meu).

L
I

Legalidade Impresoalidade Moralidade Publicidade Eficiência

M P
E

CE
+

Princípio da Celeridade Processual

PA

Princípio da Participação

Lei 9784/99 - Lei do Processo Administrativo Art. 2º, parágrafo único, Contém todas as definições do L.I.M.P.E: Legalidade: É o dever de atuação conforme a Lei e o Direito. Lei + Direito = Bloco da Legalidade. = Lei ordinária + lei complementar + Medida Provisória + Tratados e Convenções Internacionais + Atos Normativos (Ex.: Decreto) + Constituição Federal. Segundo a Doutrina: A Administração só pode práticas condutas que a Lei Autoriza. Entende-se Lei como sendo a manifestação expressa da vontade popular. Legalidade Privada Podem fazer tudo o que a Lei não Legalidade Administrativa Só podem fazer o que a lei Autoriza 4|P a g e

Direito Administrativo

p oíb O silên io d Lei (l un ) o = Auto i O in ípio d Legalidade possui u

Trípli e Fundamento na Constitui o Federal de 1988:

[...] II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; [...]

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] IV sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; [...]

Ou seja, de acordo com Art. 5º, II ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa por atos administrativos o que justifica o texto expresso do Art. 84, IV. De acordo com o texto também do Art. 84, IV, a doutrina sustenta que não existem o que chamaríamos de Decretos Autônomos. Princípio da Impessoalidade: Também conhecida como Princípio da isonomia, igualdade, imparcialidade e ainda como Princípio da Não Promoção Pessoal. O Princípio da Impes soalidade está descrito no Art. 37, §1º da CF/88: § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. (grifo meu). Lei 9784 99 - Lei do Processo Administrativo Objetividade na defesa do interesse público .
2

Muito Importante: Em alguns casos o Princípio da Isonomia obriga a Administração a dar um tratamento desigual concursos públicos. Princípio da Isonomia: Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. Ex.01: Nada impede que o edital para a guarda feminina Proíba a participação de homens. Ex.02: Concurso para delegado de Polícia pode exigir que o candidato enha um mínimo de condicionamento físico. Princípio da Moralidade: Ética, Decoro, Lealdade, Probidade, Boa Fé (objetiva) Lei 9784 99 - Lei do Processo Administrativo Moralidade além de cumprir a Lei . Comportamento.

CF/88 - Instrumentos para defesa da Moralidade Administrativa. Ação Popular Ação Civil Pública (Por ato de Improbidade) A diferença claramente Legitimidade Ativa: Legitimidade Ativa: está na legitimidade ativa. Cidadão; Pessoa Física; dotado de Capacidade Eleitora Ativa e Passiva. Ministério Público ou Pessoa Jurídica Interessada.

2

Aqui no sentido de um dos 4P s do Marketing, no caso: Propaganda.

G F

Tratamento Discriminatorio

Dupla Proibição

Trata ent ri ilegiado

E

D

8

8

Art 37 caput Art 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência [...]

Art 5º, II

76

4 34 3

@

8 7 645 1 4 3

2

1

O silêncio da Lei (lacuna) = Proibição.

4

8

B

C

A

3 19 8 8

Art 84, IV

5|P a g e

Direito Administrativo

Súmula Vinculante 13 do STF: também conhecida como súmula antinepotismo, disciplina a contratação de parentes para cargos de confiança Considera inconstitucional, proíbe esse tipo de contratação (incluindo Cônjuges, ascendentes, descendentes e colaterais até 3º grau). Isso significa que primos não estão proibidos. Cuidado: Recente decisão do STF excluiu da proibição a contratação de parentes para cargos do poder executi o. Ex.: Ministro do TST não pode ter filho com cargo de confiança no tribunal, mas o Presidente da República pode indicar a Mulher para o Ministra da Educação. Lei 8429/92 - Lei de Improbidade Administrativa Art. 1º serve para Agentes Públicos de qualquer poder. Esta lei tipifica condutas que violam a Moralidade.

Abrangência

Agentes Públicos; Particulares que colaborem na prática das condutas

Penas

Perda de Cargo; Devolução de valores (ressarcimento ao erário); Multa civil; Suspensão dos Direitos Políticos; Suspensão do Direito de contratar com o Estado

Não existe pena restritiva de liberdade Não há natureza criminal. Atenção! 01 Segundo o STF, o Juiz pode escolher quais penas aplicar. (não é obrigado a aplicar todas. Existe a possibilidade de discricionariedade. 02 03 O Princípio da Insignificância não se aplica na Lei de Improbidade. Segundo o STF, a Lei de Improbidade não se aplica aos Agentes Políticos punidos pela Lei dos Crimes de Responsabilidade. Ex.: Presidente da República, Vice-presidente e Ministros. 04 O Prazo Prescricional dessa Ação Civil Pública é de 5 anos contatos do Encerramento do Mandato. ( Ação proposta pelo Ministério Público ou por Pessoa Jurídica Interessada.

Regime Jurídico Administrati o

Princípios

Conceito: É denominado de regime jurídico administrativo, pois é um conjunto de princípios que guardam um ponto de ligação; estão todos interligados; guardam entre si uma correlação lógica. Critério de ponderação de Interesse: Nenhum princípio será aplicado de forma absoluta diante do caso concreto. Ex.: Servidores públicos contratados em 1998 sem prévio concurso público não devem ser desligados com base na segurança jurídica, e não somente com base no principio da legalidade. Pedras de Toque (Princípios). Celso Antonio Bandeira de Melo Supremacia do Interesse Público: Sobreposição / Superioridade do interesse público em face do interesse particular; Indispensável vida em sociedade Está presente também no exercício do poder de policia adm. (fiscalização) Requisição administrativa CF/88, Art. 5º, XXV Desapropriação por necessidade ou utilidade publica A Adm publica quase tudo em razão de suas prerrogativas / privilégios porem não pode dispor do in teresse publico Doutrina no a: Este princípio fundamenta os abusos/ arbitrariedades âmbito da Adm pública. (Marçal Justen Filho) posição minoritária.

razao pela qual deveria ser retirado do

6|P a g e

H

I

P

Direito Administrativo

Órgãos Públicos Órgão Público pode celebrar contrato? Duas crianças se machucam na escola. Quem paga a conta dos prejuízos? a) b) c) d Os pais A prefeitura A escola município

Conceito: Órgãos Públicos são núcleos de competência mais especializados e mais eficientes, resultantes da descentralização da Administração Pública. (Subdivisão).

É possível órgão público nas pessoas jurídicas da Administração Indireta? R.: SIM. INSS (autarquia). Todos os INSS, de cada cidade são órgãos públicos.

Lei 9784/99, Art. 1º - Lei de Processos Administrativos da Administração P ública Federal: Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. § 2o Para os fins desta Lei, consideram-se: I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta; II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.

Órgão Público

Só Existe uma hipótese em que o Órgão Público celebra contrato: está previsto expressamente na CF/88, Art. 37, §8º - Resultado da EC. Nº 19: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)...] [ 7|P a g e

R Q

Direito Administrativo

§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dir igentes; III - a remuneração do pessoal. A doutrina abomina este §8º alegando inconstitucionalidade. considerado contrato de gestão . Contrato de Gestão Tudo que não tem nome é

Órgão Público tem CNPJ sem ter Personalidade Jurídica?

Órgão Público pode ir a Juízo?

Sim

Excepcionalmente, sim! Assim como nascituro, massa falida e espólio; Em Regra no Polo Ativo; Em busca de Prerrogativas funcionais; Pode ter representação própria, seu próprio procurador.

Ex.: No âmbito municipal existe uma verba paga pelo prefeito à Câmara conhecida pelo nome de Duodécimo . Quando existem desentendimentos entre o prefeito e a câmara, o primeiro, de forma parcial e pessoal, se nega a repassar tal verba, forçando a câmara a ir requerer essa prerrogativa funcional em juízo.

8|P a g e

Direito Administrativo

Classificação dos Órgãos Públicos presentes somente as que mais caem

T
9|P a g e

S

Direito Administrativo

AUTARQUIAS
CARACT ERÍSTICAS:
Possui Personalidade Jurídica de Direito Público Criada por Lei (CF, Art. 37, XIX ) Lei específica Lei cria .

Art. 37. A ad n a ão púb a d a e indireta de qua quer do Poderes da União dos Estados, do Distrito Federa e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, tamb m , ao seguinte: [...] XIX somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atua ão (Reda ão dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Quando a lei entra em vigor automaticamente a autarquia adquire personalidade jurídica (se torna sujeito de direitos e obrigações). Não precisa ser registrado em nenhum outro local. Ex. Junta comercial ou cartório, etc. Desempenha Ati idades típicas da Administração Direta: Ex.: INSS Seguridade Social; INCRA Reforma Agrária (Ambos competência da União Federal) Submetida ao Controle Finalístico (Vínculo pautado na Tutela)

Controle Finalístico União Tutela (Controle de finalidade) Depende de lei INSS

Controle Hierárquico (dentro de uma só/mesma pessoa jurídica) União Ministério da Justiça Delegado Controla Controla É Presumido 10 | P a g e

OBS.: Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista e Fundação só adquirem personalidade jurídica após o registro de seus atos constitutivos num cartório de pessoa Jurídica ou junta comercial. Débito Judicial Precatórios: Autarquia está sujeita ao regime de precatório. Cada Autarquia tem sua fila de precatório. Impostos: Autarquias possuem privilégios tributários CF, Art. 150 VI, a + CF, Art. 150 §2º (Se estende às Autarquias). Imunidade Recíproca Impostos. taxas ou Contribuições. Sem contar que tal imunidade recíproca se caracteriza por se estender somente ao que tange sua finalidade específica. Ex.: Casa doada à Autarquia. Se a autar quia ainda não a utiliza para seus fins específicos, Será cobrado IPTU.

PRIVILÉGIOS PROCESSUAIS
Art. 188 CPC Autarquia tem tratamento de Fazenda Pública. Prazo (dilatado) Possui prazo 4x maior para contestar e 2x maior para recorrer.

d

e

W

a

XcY

V

a

bVa

` Y X WV V U `

f `

g

Direito Administrativo

AÇÃO EM FAC E DE AU TAR QUIA
Reexame necessário Art. 475, CPC Tribunal. A conseqüência jurídica do reexame = Não há trânsito em julgado.

Não há reexame: ação no valor de até 60 salários mínimos; quando já foi julgada pelo Pleno do

Art. 475. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença I - proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público; II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (Art. 585, VI § 1 Nos casos previstos neste artigo, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, haja ou não apelação; não o fazendo, deverá o presidente do tribunal avocá-los. § 2 Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de valor certo não excedente a 60 (sessenta salários mínimos, bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. § 3 Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. (Incluído pela Lei nº 10.352, de 26.12.2001
o o o

AUTARQUIA: CONTABILIDADE P

BLICA O U PRIVADA?

Procedimentos Financeiros Pública. Lei 4320/64 Lei Complementar 101/2000 LRF Lei de Responsabilidade Fiscal

R EGIME DE PESSOAL
Servidor Público Regime Jurídico Único, mas não necessariamente o estatutário. O regime estatutário prevalece hoje por escolha da Administração Pública. Ex. de Autarquia: INSS, INCRA, Universidades Federais, Conselhos de Classe, OAB.

CONSELHOS D E C LASSE SÃO AUTA RQ UIAS?
Conselhos de Classe nasceram inicialmente com natureza de Autarquia. (em Regra). Ex.: CRA, CREA, CRM, etc. 1998 muda-se o regime dos conselhos de classe para Pessoa Jurídica de Regime Privado através da Lei 9649/98. Conselhos de classe exercem poder de polícia, e tal poder só deve ser prerrogativa do poder público. Princípio da segurança Jurídica faz essa mudança de regime se tornar objeto de controle de constitucionalidade através da ADI- 1717.

Controle de Constitucionalidade - ADI - 1717

h

h

h

i i

11 | P a g e

Direito Administrativo

Assim, em regra, Conselhos de Classe têm natureza de Autarquia e a anuidade paga a eles, também em regra, tem natureza tributária. Execução Fiscal (é instrumento de cobrança de não pagamento Assim como o de qualquer outra entidade pública) único caso em que não funciona a autoexecutoriedade do poder de polícia; Tribunal de Contas (fiscalização); Contabilidade Pública; Concurso Público.

OAB É DIFERENTE!
PESSOA JURÍ DI CA ÍM PAR N A ESTRUT URA DA ADMINISTRAÇÃO (ST F).
Ainda não se sabe que personalidade essa Pessoa Jurídica Ímpar possui, já que não existe nenhuma outra fonte esmiuçando características. Mas sabe-se do que está no gráfico a seguir:

Cobrança: Execução Comum

TCU Não controla

Contabilidade Privada

Regime CLT (ADI - 3026 - Incabível exigência de Concurso Público)

OAB
Possui Privilégios como Autarquia A Contribuição (anuidade) não tem caráter tributário.

Os demais Conselhos de Classe estão enlouquecidos querendo sair do Concurso público. Existem duas decisões sobre isso. A superveniente é de que se deve fazer concurso público!

AUTARQ UIAS T ERRI TORIAIS (OS T ERRITÓRIOS)
Território não tem natureza de ente político. Com isso, no intuito de aumentar suas prerrogativas cogitou em dá-los natureza de Autarquia. -se E assim, conseguir atribuir privilégios fazendários. O Assunto não é mais preciso por atualmente inexistir terri órios no Brasil. t

R EGIME ESPECIA L ( AUTARQUIAS CO M R EGR AS ESPECIAIS)
a Universidades, Ag ncias Reguladoras (entidades governamentais para fiscalizar e regular a prestação de um serviço público prestado por um particular). Possuem mais Liberdade; Possuem Regras Próprias; Ex.: Escolha do Reitor (não ser por concurso), Grade curricular, etc. As Agências Reguladoras são Autarquias de regime Especial, pois cada uma tem a sua própria Lei de criação. b Associações Públicas esp cies de autarquias

p

s

u

t

r

s

q

12 | P a g e

Direito Administrativo

Consórcios Públicos: Ajustes firmados entre entidades políticas (União + Estado + Município, por exemplo) na busca de objetivos comuns. Ex.: Obra de saneamento.

j rí i e ireit públi i t er : Art. 41. São pe I - a União; II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios; IV t r i , i l ive i õe públi ; (Redação dada pela Lei nº 11.107, de 2005 V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código.

CARACT ERÍSTICAS D O R EGI ME ESPECIAL:

EX. DE AGÊN CIAS REG ULA DOR AS:

(Estados e Municípios também podem criar agências reguladoras).

Nem tudo que tem nome de agência é efetivamente Agência reguladora .

xƒ ƒ x‚ wy‚

w …y ‚xwwy wy

x

  wy‚  € wyxww

† w€ ‚ƒ wy €„ y €y wy

v

BS.: Desse ajuste pode surgir uma entidade de Personalidade Jurídica Pública ou Privada. Se tiver Personalidade de Direito Público, o consórcio será conhecido como Associação Pública. (CC,Art. 41, IV).

13 | P a g e

Direito Administrativo

I M PR O PR I E D A D E S
SUDAM se tornou a nova ADA Ambas são Autarquias (Executivas), mas não agências reguladoras. SUDENE se tornou a nova ADENE AEB - Agência Espacial Brasileira (é só Autarquia); ABIN É um órgão da Administração Direta Nem tem personalidade jurídica! CVM É Agência reguladora! Lei 10411/02

R EGIME JURÍ DICO
Regime Licitatório:

Lei 9472/97
Cria a Anatel

** STF: está sujeita a:

R EGIME DE PESSOAL:
Cargo com concurso, apesar de na prática ser de cargos temporários:

Lei 9986/2000

14 | P a g e

Direito Administrativo

AGÊNCIAS EXECUTI VAS
Uma velha (sucateada) Autarquia ou Fundação Pública (Pessoa de Direito Público) com todas as regalias de Autarquia. Buscando melhor desempenho, vai até a Administração Pública Direta e celebra um contrato de gestão. Contrato este que visa, através de um planejamento estratégico, uma modernização (aumento de recursos). Mais Recursos Públicos; Planejamento Estratégico; Mais Autonomia; Nesse Status estão: ADA, ADENE, INMETRO.

FUNDAÇÕES
CARACT ERÍSTICAS
Patrimônio Próprio Personali ado: destinação específica. Possui orçamento e receita próprios. Seus bens não se enquadram como bens públicos; É possível, entretanto, que alguns de seus bens sujeitem -se a regras de direito público, como a impenhorabilidade. Isso ocorre com os bens empregados diretamente na prestação de serviços públicos, em decorrência do Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos. Só adquirem personalidade jurídica com a inscrição dos seus atos constitutivos no registro público competente. Não podem desempenhar atividades que exijam o exercício do poder de império, especialmente a prática de atos auto-executórios em geral e de atos pertinentes ao poder de polícia, como a aplicação de multas e outras sanções aos particulares. Não tem Poder Normativo (Não podem editar atos gerais e abstratos que obriguem particulares). Desempenha atividades do Estado de ordem social. Ex. Educação, saúde, pesquisa, etc. Possui capacidade de autoadministração. Personalidade Jurídica de Direito Público ou de Dire ito Privado mesmo que instituída pelo Poder Público. Exemplos: a) PJD Público: FUNASA Fundação Nacional da Saúde b) PJD Privado (vinda do Poder Público: Fundação Padre Anchieta

STF: FUNDAÇÃO COM PERSONALIDADE JURÍ DI CA DE DI REI TO PÚBLI CO = AUTARQUIA.
Polêmica: (CF, Art.37, XIX) Lei Cria X Lei Autoriza . Porém com essa jurisprudência do STF: LEI CRIA: Fundação com Personalidade de Direito Público. Desempenham atividade de Ordem social. Ex.: Saúde, educação, pesquisa. Estão Submetidas a um Controle finalístico (tutela) do Controle Hierárquico. Isenção de pagamento de custas (Lei 9289/96, Art.4, I) Art. 4° São isentos de pagamento de custas: I - a União, os Estados, os Municípios, os Territórios Federais, o Distrito Federal e as respectivas autarquias e fundaç es; Não estão sujeitos ao regime de precatórios judiciais, previsto na (CF, Art.100) Não podem ser sujeitos ativos tributários. No Brasil, as pessoas de direito privado não tem capacidade tributária ativa, ou seja, o poder de exigir tributos. Ainda que se trate de um tributo cuja receita seja destinada ao custem da fundação pública de direito privado . (uma contribuição ou taxa, por exemplo), ele terá que ser exigido por uma pessoa jurídica de direito público, que repassará à fundação os valores correspondentes. Tem seus problemas judiciais resolvidos na Justiça Federal.

ˆ

‡

TV CULTURA.

15 | P a g e

Direito Administrativo

Não tem prerrogativa de obrar suas dívidas mediante processo especial de execução judicial estabelecido na Lei 6830/1980. Controle Institucional de caráter finalístico (tutela) e não hierárquico. Ou seja, é submetida apenas a uma supervisão ministerial a fim de mantê -la no estrito cumprimento de suas finalidades. Possui Controle Administrativo Interno ou Autotutelar: poder de rever seus próprios atos. Assim como as Autarquias, as Fundações sofrem controle de legalidade feito pelo Poder Judiciário. O Controle Financeiro é feito pelo Congresso Nacional com a auxílio do TCU (CF, Art.s 70 e 71) Art. 70. A fiscaliza ão contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplica ão das subven ões e renúncia de receitas,será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.[...] Art. 71. O controle externo a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:[...] OBS.: O MP é curador das Fundações

E MPRESA PÚBLICA E S OCIEDADE DE E CONOMIA MISTA
EMPRESA PÚBLICA (EP)
Pessoa Jurídica de Direito Privado Capital Exclusivamente Público Função: Serviço Público / Atividade Econômica

SOCIEDADE DE ECONOMI A MISTA (SEM)
Pessoa Jurídica de Direito Privado (Na realidade é Regime Híbrido) Capital Misto (Porém a maioria do Capital direito a voto pertence ao Poder Público) Função: Serviço Público / Atividade Econômica Necessariamente deve ter a Natureza S/A.

DIFERENÇAS ENTRE EP E SEM:
Critérios Capital Modalidade Empresarial Competência para julgamento de aç es Empresa Pública Capital Exclusivamente Público Qualquer uma EP Federal Justiça comum Federal Sociedade de Economia Mista Capital Misto (maioria votante pertence ao Poder Público) Necessariamente S/A.

SEM Federal Justiça comum estadual** (Não está no rol do Art. 109 da CF/88) EP Estadual e Municipal Justiça comum SEM Estadual e Municipal Justiça estadual comum estadual. ** A não ser que a União tenha interesse na ação tornando -se parte juntamente com a SEM. Nesse caso Justiça comum Federal.

R EGI ME HÍBRIDO (PÚBLICO + PRI VADO)
O regime será mais público ou mais privado de acordo com a finalidade da (EP/SEM) Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista Finalidade Serviço Público Atividade Econômica Regime Público Prevalece Derroga-se (revogação parcial) Regime Privado Derroga-se (revogação parcial) Prevalece

’

‰

‰



‰

’

‘

16 | P a g e

Direito Administrativo

Ambas perseguem alguma razão de interesse público. Sempre! Meso na exploração de atividade física.

R EGIME JURÍ DICO
Dever / Obrigação de Licitar EP/SEM Prestadora de Serviço (+) Público Necessidade de Licitar: CF - Art.37, XXI & Art. 1º da Lei 8666/93. EP/SEM Exploradora de Atividade Econômica, ou não (Prestadora de Serviço Público também!): CF- Art. 173, §1º, III EP/SEM, na Exploração de Atividade Econômica, poderá por lei específica, ter estatuto próprio. (para licitações). Importante lembrar que, ainda assim, o estatuto ainda não existe. Portanto a norma geral ainda éArt. 1º da Lei 8666/93. Na prática, as empresas estão sujeitas à licitação, mas, não licitam porque a própria lei trás exemplos de dispensa e inexigibilidade. Ex.:

EP/SEM  T EM DISPENS A (AT É 10% D O C ON VITE)
Art. 24, I e II, da lei 8666/93 Engenharia: - 10% R$15000,00 Outros casos: - 10% R$8000,00

EP/SEM  T EM DISPENS A EM DO
Art. 24, § único, da lei 8666/93

Escolher a melhor proposta = Perseguir o Interesse Público Se por alguma razão, tal interesse público, for prejudicado, a licitação deve ocorrer? R.: Ex.:

INEXIGIBILI DA D E DE LICITAÇÃ O (COM PETIÇÃ O IN VIÁ VEL NOS S EG UI NTES CASOS ):
Art. 25, da lei 8666/93

atrapalhar/ prejudicar a atividade-fim da EP/SEM. Ex.: Gráfica Oficial comprar papel não precisa licitar.

T EM REGIME FALI M ENTAR ?
R.: Não. Nem as que prestam Serviço Público nem as que exercem Atividade Econômica.

“ “

R O (20% DO CON VIT E )

Engenharia: - 20% R$30000,00 Outros casos: - 20% R$16000,00

INEXIGÍVEL

Inviável

17 | P a g e

Direito Administrativo

R ESPONSA BI LID AD E CI VIL
CF/88 - Art. 37, § 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Resumindo, se for prestadora de Serviço Público, prevalecerá a Teoria da Responsabilidade Civil Subjetiva (Não Subsidiária) (em regra), já se for exploradora de Atividade Econômica, prevalecerá a Teoria da Responsabilidade Civil Objetiva (Subsidiária).

BENS D E EP/SEM S ÃO: PENH ORÁ VEIS.
É bem privado. Mesmo que o serviço seja: Prestadora de Serviço Público . Bens Públicos: Só não são penhoráveis os bens relacionados diretamente à prestação da atividade fim.

Bens Privados

Exceção! Apesar de ser Empresa Pública, tem tratamento de FAZENDA PÚBLICA, ou seja Igual ao de Autarquia.

PRIVILÉGIOS T RI BUTÁRIOS
Exploradora de Atividade Econômica O valor do tributo está embutido no valor dos serviços! CF/88 - Art. 173, §2º

Art. 173, §2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.

18 | P a g e

Direito Administrativo

Prestadora de Serviço Público CF/88 - Art. 150, §3º
Art. 150, §3º - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: [...] VI - instituir impostos sobre: a patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b templos de qualquer culto; c patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d livros, jornais, periódicos e o papel destinado asua impressão. § 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

R EGIME DE PESSOAL

Só existe Servidor Público em Pessoa Jurídica de Direito Público. (independentemente de o regime ser celetista ou estatuário)

Porém não se equipara no processo de desvinculação do cargo (tipo de vacância) 247 Exceto os empregados dos De acordo com a Súmula 390 TST

É uma Empresa Pública Regime de Fazenda Pública Monopólio CF/88 - Art. 21, X Bens Impenhoráveis (independentemente de estar ligado ou não à atividade fim. ADPF 46 Resolveu o monopólio dos Correios Foi Julgada, porém tudo continua como antes. O monopólio pratica mente não existe. Ex.: TAM EXPRESS. Imunidade Tributária Recíproca Regime de Precatório CF/88 Art. 100

”

” ” ”

Dispensa Imotivada

O.J.

Empregado de EP não tem estabilidade prevista na CF/88 Art. 41

19 | P a g e

Direito Administrativo

LICITAÇÃO??
Sem licitação, sem consórcio, sem permissão Dispensa Motivada! Exceção à regra. Sujeita ao controle do TCU surge a lei 11866

Ex.: de Empresa Pública: ECT, BNDES, Casa da Moeda, CEF Ex.: Sociedade de Economia Mista: Petrobrás, Banco do Brasil.

PETROBRÁS TEM QUE LICITAR?
R.: ANP = Lei 9478/97 A Petrobrás terá procedimento simplificado para licitação, determinado pelo Presidente da República por meio de decreto

MANDADO DE SEGU RANÇA
MS 25888 do STF Deferida liminar para Petrobrás Distribuidora manter regras de licitação

E NTES DE COOPERAÇÃO OU TERCEIRO SETOR (PARAESTATAIS)
PONT OS IMPORTANTES INICI AI S
São entes que estão fora da Administração, ao lado da Administração. Nem toda ONG é 3º Setor. São Pessoas Jurídicas de Direito Privado. Lembrando: Setor 1º 2º 3º 4º Ente Estado (Administração) Mercado Entidades de Cooperação Criminalidade. Ex.: Pirataria

SER VI ÇOS SOCIAI S AUTÔNOMOS OU SI STEMA S
Ex.: Sesc, Sesp, Senai, Senac, Sebrae, Sebrat, etc.. Fomentam, Incentivam, apóiam as categorias profissionais Dão assistência, incentivam cultura e lazer As conseqüências sempre beneficiam o Estado com desenvolvimento que é Interesse Público.

R EMUNERAÇÃO
Recursos Orçamentarios Principal fonte de receita é a Parafiscalidade = Delegação da capacidade Tributária.

CAPACIDADE TRIBUTÁRI A = C OBRANÇA (DELEGÁVEL) X COMPETÊNCIA = CRIAR T RIBUT OS (N ÃO DELEGÁVEL)
Está Sujeito ao controle do TCU, pois possui Capital Público. TCU Ente controlado precisa Licitar! De acordo com Art. 1º da Lei 8666/93.

ENTI DADES DE APOIO
Fundação ou Associação (Privadas) Funcionam dentro de Universidades e dos Hospitais; Criadas para suprir uma necessidade de falta de investimento nas Universidades e Hospitais. Funcionam dentro de Universidades porque celebram um convênio com as mesmas.

20 | P a g e

Direito Administrativo

No site do MPOG é possível visualizar uma lista de entidades de apoio.

FINALIDA DE DAS ENTIDAD ES D E APOIO: INC ENTI VAM A PESQ UISA (BO LSAS D E M ESTRA DO E DO UTOR ADO).
CRÍTICAS: Falta de Apoio do Estado $ Funciona com patrimônio e servidores da Universidade, mas o regime é privado. Ex.: Finatec, Fapex, Fusp, Cert, Parperp.

Lei 9637/98 Surge da extinção de estruturas eficientes da Administração. Ordem de Ações: 1º CELEB RA CONTRATO GES TÃO: Dá às O.S s: Dotação Orçamentária (recursos); Transfere bens públicos; Utiliza servidores públicos. 2º EXIS TE C OM ORGANIZAÇÃ O S OCIAL Condição para criação das O.S s: Meio Ambiente; Estímulo à Pesquisa; Saúde; D ESENVOLVIMENTO TEC NOLÓGICO. Não existe controle Adm. Pública + Particulares: formam Conselho de Administração para gerir as O.S s. Adm. Pública + Particulares: gastam o $ pois é capital regido pelo Direito Privado.

EX. DE O. S S: Instituto de Matemática Pura e Aplicada; Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá; Associação Rede Nacional de Ensino ePesquisa.

d

Hoje é Objeto de ADI 1923

™

˜

–

• •

O.S ORGANIZA

ES SOCIAIS (PESSOA JURÍDICA DE DIREIT O PRIVADO )

—

21 | P a g e

Direito Administrativo

OS CIP ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO

22 | P a g e

Direito Administrativo

LEI 8112/90 ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL FEDERAL
FORMAS DE PROVIMENTO
Atos que vinculam a pessoa à Administração, ou ao novo cargo público.

SÚMULA 685 STF:
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir -se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.

N OMEAÇÃO
Conceito: materializa o provimento originário ao cargo público. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. Prazo de 30 dias para posse (após nomeação). Posse: Cometimento/entrega das atribuições (direitos, deveres e responsabilidades do cargo ao agente público). É de 15 dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. Exercício: efetivo desempenho das atribuições do cargo. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - capacidade de iniciativa; IV - produtividade; V- responsabilidade. De acordo com o Art.41 da Lei 8112/90, a estabilidade no Serviço Público é atingida ao se completar 2 anos (24 meses) de exercício, que posteriormente foi modificado pela EC Nº19 para 3 anos (36 meses). Já o Estágio Probatório, de Acordo com o Art.20 seria de 2 anos (24 meses). OBS: Em Abril de 2009 o STJ decidiu que o período do Estágio Probatório deve ser compatível com o período de Estabilidade e, portanto, ambos passam a ser de 3 anos (36meses).

R EVERSÃO
Conceito: é o retorno à atividade de servidor aposentado. Por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou... No interesse da administração, desde que:  Tenha solicitado a reversão;  A aposentadoria tenha sido voluntária;  Estável quando na atividade;  A aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação  Haja cargo vago. OBS: A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação e o tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria.

R EADAPTAÇÃO
Conceito: é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

23 | P a g e

Direito Administrativo

R ECON DUÇÃO
Conceito: Retorno do Servidor estável ao cargo anteriormente ocupado em razão de inabilitação (ou desistência) ** no estágio probatório de novo cargo ou em razão da reintegração do antigo ocupante. ** OBS: O STF e STJ admitem desistência do novo cargo, desde que o p edido seja feito dentro do Prazo do Estágio Probatório.

R EINTEGRAÇÃO
Conceito: Reinvestida do servidor estável no cargo anteriormente ocupado em razão da invalidação de sua demissão por decisão judicial ou Administrativa. OBS: Com ressarcimento de toda s as vantagens do período em que ficou fora.

APROVEITAMENTO
Conceito: É o retorno à atividade de servidor em disponibilidade em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

PROMOÇÃO
Conceito: É a elevação dentro da mesma carreira.

FORMAS DE VACÂNCIA
Desfaz o Vínculo com a Administração Pública ou com o cargo anteriormente ocupado.

EXON ER AÇÃO
Conceito: Desligamento do servidor sem conotação de penalidade. Cargo Efetivo: A pedido do servidor De ofício pela Administração quando não satisfeitas as condições de estágio probatório, ou quando tomou posso mas não entrou em exercício no prazo de 15 dias.

ESTÁGIO PROBATÓRIO PRECISA DE PAD?
R: Não. Pode ser procedimento simplificado desde que sejam dados os direitos de: Contraditório Ampla defesa.

SÚMULA 21 STF:
Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito ou sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade.

(RMS 20934): EXONERAÇÃ O EM ES TÁGIO PROBA TÓRIO
Para que um servidor em estágio probatório seja exonerado do cargo devido à apuração de que não está apto ao exercício das suas funções não é necessária a instauração de processo administrativo disciplinar. O exigido, nesse tipo de caso, é que a exoneração seja fundamentada em motivos e fatos reais e sejam asseguradas as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório . Com base nesse entendimento, a Quinta Turma do STJ negou provimento a recurso em mandado de segurança interposto por um investigador de polícia de São Paulo, exonerado em tais circunstâncias.

e

24 | P a g e

Direito Administrativo

ESTÁGIO PROBATÓRIO SÚ MULA 22
O estágio probatório não protege o funcionário contra a extinção do cargo.

CARG O EM C OMISSÃO / DISPENSA DE FUNÇÃ O EM CONFIAN ÇA (ART.37, V, CF)
As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;

25 | P a g e

Direito Administrativo

LICITA ÃO E CONTRATOS LEI 8666/
i i

LICITA

ÃO

C O NC EI T O
É o procedimento administrativo formal exigido constitucionalmente em que a Administração Pública, mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou carta-convite) convoca interessados na apresentação de propostas, com dois objetivos: Celebração de contrato; ou, Obtenção do melhor trabalho técnico, artístico ou científico.

PRINCÍPIOS GERAIS OBSERVADOS NA LICITAÇÃ O

L
I

Legalidade

Impresoalidade
Moralidade

M
P

Publicidade (arts. 3º, 16, 21 e 44)
Eficiência

E
I

Isonomia (art. 3º, caput)

PRINCÍPIOS ESPECÍFIC OS OBSERVADOS NA LICITAÇÃ O Competitividade Não pode haver regras (ilegais) que impeçam o acesso de interessados ao certame, constituindo crime (detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa), obstar, impedir ou dificultar, injustamente, a inscrição de qualquer interessado nos registros cadastrais (Art. 3º, § 1º, II e Art. 98 da Lei 8666/93).
Art 3 § 1 É vedado aos agentes públicos: II - estabelecer tr t m e to difere i do de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere à moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no Art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991. Art 98 Obst r, impedir ou difi ult r, injustamente, a inscrição de qualquer interessado nos registros cadastrais ou promover indevidamente a alteração, suspensão ou cancelamento de registro do inscrito: e - dete o, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
o o

Princípio do Sigilo das Propostas Até a abertura dos respectivos envelopes, sendo a licitação em si Pública. Mantém o caráter competitivo da licitação (Art.3º, §3º, Lei 8666/93)
Art.3º § 3 A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura.
o

Probidade Administrativa administradores.

A probidade tem a o sentido de honestidade, boa-fé, moralidade, por parte dos

k ml

g hh

3

o p

l kk

tsr

o

n n

or q

j

f

26 | P a g e

Direito Administrativo

Vinculação ao instrumento convocatório Impõe à Administração o cumprimento de todas as normas e condições que haja previamente estabelecido no edital ou carta -convite (Art. 41 da Lei 8666/1993).
Art. 41. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital, ao qual se acha estritamente vinculada.

Julgamento Objetivo Significa critérios e fatores seletivos indicados no edital devem ser observados pela comissão de licitação ou pelo responsável pelo convite, evitando -se qualquer surpresa para seus

participantes. Visa afastar o discricionarismo na escolha de propostas (Art. 45, caput, da Lei 8666/1993).
Art. 45. O julgamento das propostas será objetivo, devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação, os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle.

Adjudicação Compulsória Impede que a Administração, concluído o procedimento licitatório, atribua seu objetivo a outrem que não o legítimo vencedor, entretanto, não há direito subjetivo à adjudicação, podendo a Administração revogar motivadamente o procedimento a qualquer momento, desde que haja finalidade pública (Art. 50, Lei 8666/93).
Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade.

Procedimento Formal A Administração deverá respeitar as formalidades previs tas na lei de licitações. ( Art. 45, § único, Lei 8666/93)
Art.4 - Parágrafo único. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública.

OBJETIVO DA LICITAÇÃ O
O principal objetivo da Licitação é encontrar a proposta mais vantajosa ao interesse público , seja: Na execução de obras; Na prestação de serviços; No fornecimento de bens de para atendimento de necessidades públicas; ou ainda, Nas alienações e locações da Administração Pública que necessariamente são precedidas de licitação quando contratadas com terceiros ( Art. 2º da Lei 8666/1993).

RESPONSÁVEL PELA LICITAÇ ÃO
Agentes competentes designados pela autoridade competente mediante ato administrativo pr óprio (portaria), para integrar a comissão de licitação (no mínimo 3 membros, sendo pelo menos 2 deles, servidores qualificados, pertencentes aos quadros dos órgãos da Administração, responsáveis pela licitação); ser pregoeiro ou para realizar licitação na modalidade convite, com a função de receber, examinar e julgar os documentos referentes à Licitação.

Permanente Especial

Tipos de Comissão de Licitação Quando a designação abranger a realização de licitações por período determinado. No caso de licitações específicas e nos casos de concurso.

A investidura dos membros das comissões permanentes não excederá a um ano. Quando da renovação da comissão para o período subsequente, será possível apenas a recondução parcial desses membros, pois a lei proíbe a recondução em sua totalidade (Art. 51, §4º da Lei 8666/1993).
Art. 51 § 4 A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano, vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subsequente.
o

u

27 | P a g e

Direito Administrativo

FORMAS DE EXEC UÇÃO DOS SERVIÇ OS
Execução direita é feita pelos órgãos e entidades da Administração pelos próprios meios ( Art. 6º, VII); Execução indireta É a que o órgão ou entidade contrata com terceiros ( Art. 6º, VIII).

Regimes que podem ser utili ados na Execução Indireta Quando se contrata a execução da obra ou do Empreitada por preço global serviço por preço certo e total (Art. 6º, VIII, a). Quando se contrata a execução da obra ou do Empreitada por preço unitário serviço por preço certo de unidade (Art. 6º, VIII, b). Quando se ajusta mão de obra para pequenos Tarefa trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de materiais (Art. 6º, VIII, d). Quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira Empreitada Integral responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação (Art. 6º, VIII, e).

R EQUISI TOS PARA A LICITAÇÃO
OBRAS E SERVIÇOS
São requisitos vinculados, ou seja, não podem faltar, pois acarretaria a nulidade dos atos e contratos realizados, e a responsabilidade dos envolvidos (Art. 7º, § 2º e §6º): Existência de projeto básico; Existência de Orçamento detalhado; Existência de Recursos Orçamentários; Previsão no Plano Plurianual. Considera-se Obra: toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta ou indireta ( Art.6º, I). Considera-se Serviço: toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interessa para a Administração, tais como: demolição, conserto, instalação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais (Art. 6º, II).

COMPRAS
Aqui, os quatros primeiros são vinculados , ou seja, são obrigatórios, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de que lhe tiver dado causa. Já os demais, sempre que possível, deverão ser observados ( Art. 15): Caracterização de seu objeto, sem indicação de marca; Existência de recursos orçamentários; A definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis; As condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material; Atender o princípio da padronização; Ser processadas por meio de sistema de registro de preços; Submeter-se às condições de aquisição de pagamento semelhantes às do setor privado; Ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para a proveitar as peculiaridades do mercado, visando economicidade; Balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. Considera-se compra: toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente (Art. 6º, III).

v

28 | P a g e

Direito Administrativo

LICITANTE
É quem se habilitou a participar do procedimento licitatório, atendendo ao ato da convocação (Edital ou Carta convite).

NÃO PODE SER LICITA NTE ART. 9º
O autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou Jurídica; A empresa isoladamente em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico, ou executivo da qual o autor do projeto seja: dirigente, gerente, acionista, ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controla dor, responsável técnico ou subcontratado; Servidor, dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação; Os membros da Comissão de Licitação.

CONTRATAÇÃO DI RETA (EXCEÇÃO À R EGRA QUE É LI CITAR)
A regra é licitar, porém existem casos em que a Administração se vê impossibilitada de fazer: Seja pela demora do procedimento licitatório (que poderia causar prejuízo para o interesse público); Seja pela inviabilidade do procedimento, ou por que a lei determina que não haja a licitação. São três os casos:

LICITAÇÃO DISPENSADA
A própria lei ordena (vinculado) que não haja o procedimento licitatório. São para casos específicos de alienação (venda) de Bens Públicos (Art. 17). Ocorre nos seguintes casos: Quando o Bem alienado for Imóvel: Dação em Pagamento; Doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública, de qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas f, h e I;
Art. 17 f)- alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos , destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; (Redação dada pela Lei nº 11.481, de 2007) h)- alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) i)- alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupaç es até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares) para fins de regularização fundiária atendidos os requisitos legais; (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)

Permuta, por outro imóvel cuja necessidade de instalação e localização satisfaça o atend imento das finalidades precípuas da Administração; Investidura. Considera-se investidura par aos fins desta lei ( Art. 17, §3º): A alienação aos proprietários de imóveis (lindeiros = vizinhos) de área remanescente ou resultante de pública, se esta se tornar inaproveitável isoladamente; A alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas, desde que considerados

29 | P a g e

x

w

x

Direito Administrativo

dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. Venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera do governo; Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de dire ito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; Procedimentos de Legitimação de posse de que trata o Art. 29 da Lei 6383, de 7 de dezembro de 1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua -se tal atribuição; Veja o que diz o Art. 29 da Lei 6383/1976:
Art. 29 - O ocupante de terras públicas, que as tenha tornado produtivas com seu trabalho e o de sua família, fará jus à legitimação da posse de área contínua de até 100 (cem) hectares, desde que preencha os seguintes requisitos: Não seja proprietário de imóvel rural; Comprove a morada permanente e cultura efetiva pelo prazo mínimo de 01 (um) ano. §1 - A legitimação da posse de que trata o presente artigo consistirá no fornecimento de uma Licença de Ocupação, pelo prazo mínimo mais 04 (quatro) anos, findo o qual o ocupante terá a preferência para aquisição do lote, os requisitos de morada permanente e cultura efetiva e comprovada a sua capacidade para desenvolver a área ocupada;

Alienação gratuita ou onerosa, aforament o, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse soci al desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares), para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se (Art. 17 §2º): A outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel; A pessoa natural que, nos termos da lei, regulamento ou ato normativo do órgão competente, haja implementado os requisitos mínimos de cultura, ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal, superior a 1 (um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais, desde que não exceda 1.500ha (mil e quinhentos hectares)

Quando o Bem alienado for Móvel: Doação permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social ; Permuta permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; Venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa; Venda de Títulos; Venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública, em virtude de suas finalidades; Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública, sem utilização previsível por quem deles dispõe.

y

30 | P a g e

Direito Administrativo

LICITAÇÃO DISPENSÁVEL
Na licitação dispensável existe a possibilidade de competição que justifique a licitação, mas não é obrigatória (discricionário), de modo que a lei faculta ao administrador que use o seu juízo de oportunidade e conveniência ao avaliar se deverá dispensar ou não a licitação. São casos em que a o interesse público poderia ser prejudicado pela demora no procedimento ou em razão de seu valor. A dispensa deverá ser justificada (princípio da motivação), e comunicada dentro de três dias a autoridade superior, para publicação na imprensa oficial, no prazo de cinco dias, como condição para eficácia dos atos ( Art. 26, caput).
Art. 26 As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do Art. 17 e no inciso III e seguintes do Art. 24, as situações de inexigibilidade referidas no Art. 25, necessariamente justificadas, e o retardamento o previsto no final do parágrafo único do Art. 8 desta Lei deverão ser comunicados, dentro de 3 (três) dias, à autoridade superior, para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para a eficácia dos atos.

Exige-se, ainda, no que couber, a instrução do processo com a caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa, a razão da es colha do fornecedor ou executante, a justificativa do preço e o documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados ( Art. 26 parágrafo único). Lei 9784/1999 em seu Art. 50, III, dispõe que:
Os atos administrativos devem ser motivados, com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos quando dispensar o processo licitatório .

Os casos de licitação dispensável são taxativos, ou seja, estão todos expressos no Art. 24, de modo que o Administrador está impedido de dispensar a lic itação fora dos casos previstos.

CASOS EM QU E A LICITAÇÃ O É DISPENSÁVEL
Alguns casos cujo valor pode ser mensurado se encontram no quadro abaixo:

Serviço

Quem contratou Consórcios Públicos, Fundações, Autarquias, Sociedades de Economia Mista, Emp. Públicas; Na forma da Lei, assim como Agências Executivas. Qualquer outra entidade / órgão. Consórcios Públicos, Fundações, Autarquias, Sociedades de Economia Mista, Emp. Públicas; Na forma da Lei, assim como Agências Executivas. Qualquer outra entidade / órgão.

Modalidade

Engenharia (Art. 24, § único) Engenharia (Art. 24, I) Outros Serviços / compras (Art. 24, § único) Outros Serviços / compras (Art. 24, II)

Convite

Convite

Carta-Convite

Carta-Convite

Outros Casos: Nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem ( Art. 24, III); Nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa para as parcelas de obras e serviços que possa ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, consecutivos e ininterruptos contados da ocorrência da emergência ou calamidade vedada a prorrogação dos respectivos contratos (Art. 24, IV); Quando não acudirem interessados à licitação anterior a esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas ( Art. 24, V) também conhecida na doutrina como LICITAÇÃO DESERTA.

z

$ contratado

Limite de dispensa

$ limite

R$ 150.000,00

20%

R$ 30.000,00

R$ 150.000,00

10%

R$ 15.000,00

R$ 80.000,00

20%

R$ 16.000,00

R$ 80.000,00

10%

R$ 8.000,00

31 | P a g e

Direito Administrativo

LICITAÇÃO DESERTA não aparecem interessados e nova licitação causaria prejuízos. Para evitar isso, a Lei permite a dispensa de Licitação Contratação Direta. Quando a União tiver de intervir no domínio econômico para regular preços ou normatizar aba stecimento (Art. 24, VI);
Quando propostas apresentarem preços manifestadamente superiores ou incompatíveis aos praticados no mercado nacional ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, a Administração poderá f ixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas que as inabilitaram ou desclassificaram, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias úteis. L C TAÇÃO FRACASSA A Persistindo a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro de preços, ou dos serviços (Art. 24, VII);

Para aquisição, por pessoa jurídica de Direito Público Inte rno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública, e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que, o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado (Art. 24 VIII); Quando houver possibilidade de comprometimento da Segurança Nacional, nos casos estabelecidos, em Decreto, do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional ( Art. 24 XIX); Para Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da Administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia ( Art. 24 X); Na contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em conseqüência de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido (Art. 24, XI), Nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia ( Art. 24, XII); Na contratação de instituição brasileira incumbida regimentalmente ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à recuperação ético-profissional e não tenha fins lucrativos (Art. 24, XIII); Para aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestadamente vantajosas para o Poder Público ( Art. 24, XIV); Para aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade ( Art. 24, XV); Para impressão de diários oficiais, de formulários padroni ados de uso da administração, e de edições técnicas oficiais, bem como na prestação de serviços de informática e pessoa jurídica de Direito Público Interno, por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública criados para esse fim específico ( Art. 24, XVI); Para aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira, necessários à m anutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica, junto ao fornecedor original desses equipamentos, quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia ( Art. 24, VII);

Nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios, embarcações, unidades aéreas, ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos, aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por motivo de movimentação operacional ou de adestramento, quando a exigüidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea a do inciso II do Art. 23 desta lei, ou seja, até R$80.000,00 (Art. 24, XVIII);

}

|

{{

32 | P a g e

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->