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eg iliac dein cinco esis os quis Wm Fs seenvohe cole born relero sion see hanen mundo Figg, Sete Aamo evo, lan 6 tra ave se sztios, qe mba husca de uma dio, por mid razed um Jogo ao mesmo emp ele epic. As aces ines aftias ha atorcon Blondie dante ams patina athamnteda ‘ida nsec baie, toma esta obra epecilane importante, Noli Rene na lea 190) a was de Imig no Bas. ua lca tralia clue tabla evi Bsa de Fost, mpl Lito de Bsado de ‘Paul do qual elaborate cr oes nak ples or dors basis Fl profs di fcola de Ate Dames EAD, mito usos de Fost de ingen, ro nsas Ternoc de Peroni Ted losfa folie dh Cin ma fxcla Poiecicd GUSP io 1004452 Fiecées Filoséficas DEDALUS-Acoio- FFL INNA A 21000001369 VILEM FLUSSER Introdugto ‘Maria Lia Lesio Apresentagao Milton Vargas gaunt rez ng garts as rim Cpe aon CP) (Gis ratio LS Ba) Peer cl aes: ina pn si (eatnoun Sie Pade SP BaF (01 B65) Fol eps ea SUMARIO Introdugio: Flsser ea Liberdade de Pensar Maria Lilia Leao. a “Apresentagio~ Milton Vargas... 1.Um Manda Pabulooo 2.0MitodoCubo......... 3. Encarnagio 4.APalavza da Dos 5.55..Cx BP 6.Comunicagdol ...... 1 omnia ou A Sepa Face da Moeda . 8. Hearing Aids... 8, Do Espelho : 10.Agir Mesuradamento 41, Deixe Isto pra La .. w.arteViva. : . 18. Bepoctros - Uma Conforéncla do Areanjo Gabriel - 1M, Enasios a 6 GO FregoEs Frnosoricas 16. Politica e Lingua... coterie 16.4 Reconsiderar . cetcsteseseres 105: 47 Didlogo Eepcite Baifcanto 0.00.0. sss ve0.s WIL 38. Mite aa Spin Sepa U7 19. Livros wo ; 123 20. Perda da Fé 129 BA. Tapesarig ese. 137 22.Animagio Cultural ........ccscsseseseseses 48 28, Sabonetes coe dg 24, Homens Famosos I~ Nero... tn 153 25, Homens Famosos IO Homem de Piltdown. ... 155 26, Homens Famosos II ~Fulano de Tal 157 27, Homens Famosos TV Pai de Homero........ 189 28. Volta, a6 28, Da Dermatologia de J6. essere se dBS 80. Cringdo Ciemtifia eArtistiea 2... es2seseee+ Z7E 31. Memér chuadevanes 7 32, Bodo das Cifras veces 187 88.VEOUE cecseesesissesesesesesenesseeseeee 199 34. Pontifiear ee tr, 88. Correspondancia Herica 201 FLUSSER E A LIBERDADE DE PENSAR ‘ou Flusser & uma certa geragéo 60* Man Litas ko ‘amc em Prag oo 1080 «meu atepsedesparsem ar habia terol” snp tla 2 mint mao ul vis ars Stn e da paragesismante ha vireo Hibs mins pe {0h gna ene fre do an Stet agama nal Festeda mina va tena de sinatra ral pst de las ontnoe a facinar-me). Atusimente moro an Robin, sl da Fran, ete: ‘rade po eld bea provesa jan egns se prdon bra do Ean Ete 6 Flusor que conhose,¢sprendi a concer, ao longo o oxpapse tempos os mois descontinuce. Figura humana in Dreaslanant, destas que causam inpreeido de matris ex noseos -nfeos pessoas. Mesto ne havendo empati, no primero ou not ‘encontras aubeaqQentes, jamais se flea neute. Fluster ama ode Pato tino Ff le Coins Prt de kr Fe, Si Pa, es, 185g ie el Dain om lice ees Ua, see ears Pc isp We Pern © Frogos rirosorrcas ‘safe, ocorpo--corpointolctual,proveeand-o mismo quase emo ‘um geno nlite, & que venam aa reas elogisas ono, tanto fa! “Um mareo na cultura alemt, "um desrespito Slséf- ‘o,do Plato aWitigenstaln as duaserftiasdlametralment ops ‘aah foram drigidns par acoito de um semindeio om Hambur go sobre seu ivr Fur eine Philosophie der Photographie [Pr uma ‘los da Fotografia! Facer lata a eona com a melhor das srrgalhodas ~ trae personalssimo dase uténtio homo ludens, ‘um Macunaima judesthecopaulitsno, ‘Em ata paseagem por St Pale em 1986, a eanvite da 15° ‘Binal para profi paestras, ouv-o falar sobro um de sous to sma predileta:textaimagem. As contengas, destilads palo rigor dda rand-paivdo (oomo Fhosar, poweossonseuem amalgarnse) fram como chicotadas, querondo sacudiraus da lotargia a quo ros condena uma época ruidesa, querendo incemod, para que inka tiesto lusio de nfo sermos por ela responadvea, ou ‘de que nto valesse mis. pena o pensar erepensar tudo, Mas aquelas sentenges quoriam também abragae, atrair novos pat- ‘olrs aa didlogo, lusoer¢aaaim: sempre fax pensar. E pensar Ai. Poie continua 0 mesmo esse nosso amigo ~ fldsofo, ensafta, ecritar,eritio de arte, professor, agitador cultural ~, ‘ngsjando-ee para fazer da reflexto alimento de primeira ne- fessidade, gesto corporal do tor, prazer erties. Noh divida ‘ue, para elo homem total éo sor pensante Pantie da deeniang mange qe nde rapdaent 8 Sim dado cntaca pam cntenstnpopiadn No eatants nas apart emul De a qu tlo moll a ler oer pasate ema «depois peur mene wots ut ary O eer de gente eo as € eg cota Keagiagts «fv da ‘ivi ante do mundo, que de ato # comploso« a-sinpliiegvel eens al po on rn or pin Pt on Mo Aintongtoque ovo sto relat, quo so quer sujetivo,& pos: sblitar um tagtemunho Auomano, nao mais qu iso, da vivida Dregenga que teve entre nér ~ proronga esta geralmente 2. Pa a Cot ta tg ae, Si Pala Haha 386 Intopugao a om fncompreandida e ore super, ora sub-estimada - deste que 6, por sits, cnslderedo“ genutn Mésofo bresileies’, ja que falar de fun obra 6 tarefs que exigra plena desenvoltra no peeurao do eu ponsamento, Seo fg, ¢ ertamente apoiada pelo afta, mas fabretudo par um tipe de engaiamento.Pablicar Fluscor no Brasil ‘questdo de hanestdade, simples reoanhecimentodo valor de suas Sint erelosSen Mas falar sabre pessoa Fluseréquerer ir mals Jonge, penstrar rest esura, éinvadindo espago tanspossra, quem sabe Are o write: wo te ogo ote gue me pend 8 Snernn efor eon Meo gue importa «nn su espns pr Inns no aaron even, pormearamigar fl ler gue soto an fn que me pend pes tn dune expen psn, n pana tue ins om ‘use sag, oe chase na Hato al ‘unos ue pedo tio Leda) en ‘entowam vivax nora, fu, Pras tbo ml miter ae 0 Plo crac notre oi el Quando conheceman~reGio-me a um grupo dejovens anc ‘yersitéios ds anes 60, grape que eativavaumieito de vivencar Intolectualmente a sua angutia © cuj ironia nfo hava winda Aoscambado para deboshe-~ectévemos todos aubmersvenogra- Aavasio que éabusea de ventido?. Flsuer, etrangeiro ao mundo, pitrida por excelnci,assistirn a tude, promovendo tudo. Mas tenfreo seu engajamenta na cultura brasileira e o nosso autocen- trasto/no pano de fundo nativ, ums eutil dialtica ae eetabele- cn no ase gi Al oer Baty nin, aL Cate ‘Srna alee pa deena Dah Sot mm @ FregoRs PiLosoricas 2, oe migrant, soc las sv ak Qi 6 navn pe verona Mstriomats yrofnte qo pe ogra 60 gue cre utr. A pla do pati 60 ot, Serfamos nds, para oe, ssa patria? “ovens daguela geracio nqvieta oreflesiva,vivenciévamos ‘saga de ume época em gus apis tr aplaudide oeslabre provi to proibir dos estadantea na Europa nada passa mais ter t+ ‘niflead. Os anos 60 ~ se, de um led, Deldia dos Beate; a reelagi do sexo e pati da,oeulto 20 ‘amor livre do movimento hippie ea eacalnda roral do bieee ‘ualismo;o fracas da potncia americana no Viet onde inte: ligéncia venceu as nrmasutlzando os stbios epredas da rests; ‘toda um pocsiadetordenada ~ de outro lado, dexarat ferrapos de um derredero“romantismo a desgjo da mao jovern querendo reconsruir 0 mundo ¢ lmpedida pelos velhoe (como desde oem pre}; o lhar do mundo eto © plitiado para e primero movi ‘mento de objetver definidos na América, ao sum do eubanos sf, ‘yenhoos no; avesposta de uma “grapio triste” que comegava a 26 redimir pela musica e a poeta Tropica e Os Novssimos, para tar alguns). No campo da flosofa, Sartre, Camus e demals existe ialistas mareavam a juventudeinteleetol bresileira, etabora a srando majria nto tvose com ainda nso tem hoe) ean] prop slow delivr acess a tudo ist. O eacritr baiano-paulistana Jorge Dedauar costuma dizor que o Brasil n4o tema nha filoeie por «weno tem pensadoree. Nos grupo, porém, ra prvilegado: Ire Aentvames seasa de Flusser Li ac eanaliavam os turtles, ‘ents ebrisas do mundseuleural-osfiey, em tertiles ave =longavam por stbados e domingo, Equant vezes nao éarnoe furprecndidea por Guimarsos Rosa, Vicente e Dora Fersira da Silva Milton Vargas, Miguel Reale, Samson Flexor Mira Sehondel ‘tanias mais! Flusser fol serevelando professor, ceeado por aque les movosemogas,de mda drmético epripatce—embora sem ‘re sentado em su poltrna predileta no jardim de ineern d ‘quela case no Jardim América ~ envlto nas fumagas dese ot chimbo insoparave. Noha como apagar oe primaire pasos aa ‘lori ensinada assim. Pata construe pelocanviverem chao de coneretade, por um model vivo de exatenca Tudo ino plas IntRopugko gt mou as nossas mentat (¢ of coraSes, nfo), nteraginde hoje ne ‘drounstinein em que vivemas (Cas0clisic de influéneia poderosn de pariarca intlee- ‘tual — no fltaré quem o diga. Nao suportando o peso de tamar nha fnformapto, hoje alguns o renegam eae efaginm nos labi- fintor do ineonatiente, omitindo-e no ealutar 0 Taro confron- to detains, [fo lombraria Passer, neste agpecto, a personalidade de Freud? Poi como orto ~subvorsivejudeu, emigrado~ também fo foi aosito polo establishment seadémico, eriando afetos, Alesafetos e uma Goira de pupilos dlorosumento estigmatiza. dos. ‘Ao longo dos trinta ¢ umn anos em que viveu na creunataan- dlalidade basicire, Plusserdesenvolvew seu modo de pensar om ‘um vigor e originalidade que cunharam um de seus tragos incon- fundiveia—o quo tha vsles imagem mitiienda ets cero pont, desconcerteute para certos erusitas que, tantas Yeats, cm ele Aliglaiaram. Sous artigos deminisnis no Suplemento Literévio do Eetoddo eostumavann evi répliaso tréplica,estimulando © hibitn de se tomar parti etn polémfens (que, e hoje ao ‘desporivas, naquele tempo eram flosficat). Uma delas ou- fou provact-loehamand- do “eedator da juventude"~ ao que Fluster proatemente rebateu: que também alguém, no limiar 4a Hlasofia, fora igualmonte eiticado o até condenade a tomar ‘Assim como Nietzeche, Kierkegaard etantos otro, Fluor ‘bo co prope constrr um stoma Glace, Seu pensamonto 6 lun ui generono que ae vai tecendo fra de welhas au moderna ‘malhas,ne uridura fundente que alinguagom, “morada dos, ‘como a nomeia Heidegger. Sea erga mas ccrronto da fro ‘monologia loro a Filesafia da Linguagem, sou campo predict, an qual dedicu vio ening, livre eeureos,Chogou a crar clu ‘a somanel em jraal (Pato Zoro" aa Fatha de S Pouo, do 1869.0 1971) ondefazia ume epécla deundtie feromencligiea docotidio- no brasileiro. Quando ezeove «ofa earn quot rspirao ar sa- ‘vel da manta, trace rote o mermo esto pars aslinguae ave ama e domina:slemto, ings, portugues, fens, (Curlo- Samente,a lingua matarna age Ihe soava cara ao ouvidos Talve, Mog Frocors Preosoricas Sato aeigndo pple weno quate Lingua i rae sac ttn do ope lms nts pl friar ‘Hour humaoe Raise sianon qo soars amen ps. {aqua steven ns anny prune po por dan dln Do tna qa anata aetna iota ne, bee sun a aca fats arr equi Sd ‘Mos Plank dlzem sue autoblogeaia quo para havor 9 vin far ua fio original edo noceesrisa duns condigbs: que o*eria- doe eta lives quo morea toda umn goragio, prawe apenss & ruboqonteesturd apta a campreend-la, Os contamporineas e5- te comprometidso ecravinados pla matea vigente, pr io. ‘saustam ona ono, His, numa palarra, 0 posado de Flaster: pete ar onove.B, para tanto, estar Live. Livre para gorar ids ligs Tsao que acontece 8 aa vl. Por iso 6 to dif delimitar as bases do ponssmento flusteriano, porque este sempre est curelaionado a fetos, no importa de que aaturez. A aguda eo Dacidade de observar o mundo © enptar a atualade, Bltesndo 8 ‘ambos pelos conceit elaine da construing os ous prépri, tomam Vlém Plsseropensador para a dpoca"pés-histvia” que ' procanmente a consonAncia entro observasdo dos fatos © ua rnultantereflesdo que nae di asensagto do verdadcio. Mas, ‘para que tal sensacdo conduza A verdade, o que ainda nas falta? ‘Aol transrowo peng fta 90 picanalata lass Kirsch, ‘up drilar com meatria a ripons et la mort dela qussion, ‘two enalista,afinal, ago tem nocaateriamonto de sr feof), 05 ‘im reepondes:"Contence é que dd cunha do verdad” Daf minha indegagto: teria sdo 0 meio eltural brasileiro propo Toma ‘ude um consenso ao ponatment fleeriane,eontenso que, por fh ver tera de aero fata auaduro de exerssios do eiten por parte da comunidade pensaats? Mire sit itv Ma dor. Td un rar at relent caddies, Gham anon per nce nd eds adn niente eee ae Foe al fa Sewn nn cate opts an arte eis {ene aperad: Guts fl exp do Prag on quads aol els fer depo vive espn do ners. gan caful o meu ating ‘Soumya Sto dre nan cpuida Mae opi ose 6 Onan Inteonugao g spice porn a prencige dohara des camps fetareedn cnt de uaa avr nica decor cron de font Dana eta de ur escrito ‘tele proad pars a trdnce Pa taco pola etm da ert 8 {se cfs poner da gute de ie pra er {G0 sin on ean gran res toads de atic Anctualzar ete texto para treze anos depois de vez que fat scrita como posfeio wo lio Bisyfia da Cosa Prete, vjome bvigada a Inculr um novo vaso: a morte de Vile Flaster Duns sircunstineins, aparentemente cinsidents, ma impressionam. Primera: eou comentio sobre as morte, amas por acidente na ‘etrada, de Albert Camus ede Vicente Ferreira da Silva, Dia que seta ora forma de morrer ideal: bite w dig, sem a dolorsa cepars, Pols Flussor morreia em scidente de estrada na Teho- seslovéquia, ao Indo de eua Edith, logo apse a merenda ¢ cami- hada por aque bosque em que ambos, namoradas desde oj Aimedviatineia, estemvam fazer Segunda: sua bstinag om Jamaispisar om Praga, Pos wn conviterrecusivaloatingiria om ‘choo elo que to apreensivo estava com reasurgir do neon: profi aula inaugural na Universidade de Prag acre tema que ‘io hesitari em excalher:°O Perigo des Nacionales" Amos: sa universidade que teve sex pai emo ritor, um dos primeiros fastoe a sorom mantides om eatvsreincomunicavel pelo IIL Reich para evjo aco failiarretornatia veduside a cinaas, Iuxuesamente embaladas om caizinba de veludo, Porque impresionam tai ofnidéneia? Ironicament, at isco uma explicago junguiana (a despeito de nossas querelas sobre paoslogo sug, entando eu sempre pronta 8 defae canta ‘aquelatondenciosa omparagio Freud x Jung), Creio que a voz do Tnconsciente Ine soprow altima e mis intima mensagen: ra preciso reatar aqueles fos amputados e desvendar, de uma ver por tds, a mistoriosn torra natal Edo manelra bela e dig- na, enlagado noma precios de acus fos erie: a mulher gue amava, Hej, na podra tumular de Vila Flueer, no cemitvio Sudaico de Proga, hd uma incrigko de texto bblico em tr idio- ‘mas; hebraico (pela vligialdads),tdhoo (pola aneestralidade ¢ portage, 1 Op int iQ Pregous FiLnosoricas Por certo hi um pathos a falarmos da morte de um amigo. Poraao,oconselho de Mario Bruno Sprovcr, amigo eomu om Ae sous bravosinterlocutores, no sentido de que ex “deecrovesse ‘um plenum para sompensar vasio da mort tmpoel [1 J que lusser es reseustitando em soa testemonbo e exper que ar~ ‘ban no Brasil”. Pls jf no seria essoplenu a presents coletinea do entaios, malora publieada nos anae em que viveu por aq? ‘Se quo Vilém Flussoy, pola vasta e atvalissima obra que proendide, precas aor etabellzda,B preci formar juts a re. alta dolo na lingua marcia, jutos eave que eapatbarso mais bu meno fclmento. O titulo adgurig o eu signiindo nesses fas, de mado quo,a igor dovomos dizse que ele no “tem signi- find", man "deve sor significado". Para o datildgrafo, 60 titulo femposto de simbolas vasios, Nada representam eates solos, ‘fo apontam para relidade nonhuna, slo, com efit, rabisooe ‘qe go dio ares de significa alge O titulo deata artigo nto , por tute, nem verdadeire nem fas 6 nonsense, e alsvurdo queree ‘upreendé-la, Par o anolfabetoo tule 6 um mistéra composts Ae sfmbalos queapontam para uma realidado onsberts, Aréuo 60 taminho da iniciagio neste mlstérie, duo maa no impossivl. [Nuits oponetraram, embers aves ninguém tatalmante Maa asa entrap progressira deers revelararealidade encobrta es Ia respandecor em tod a sun beleza misters Pogo agora que oll me acompanho num salt. NGo per iponto mae "O quo significa o titulo desta artigo”, mas “O que ‘siglica a vida humana?” B uma outra maneirs, um tanto proio- 18, de perguntar: “Por que viva? Suponho quo a reapeeta 9 ssn pongunta esti contids, em exbogo, nas quatro aitudes sina ex postas Sugro quo o signiiendo da minha vida” é um problema {que tem algo aver como significado do titale dest artigo" o que Aepende da mlnha atitude ge assume o papal de marsian, de da- tHdgraf de analfabeto ou de ensadrsta ante avid, Proponho um, tehoporipido desta quatro aitades neste novo enteno, ‘Aalitude do datilgra 6 mals simples, A alaha vida, ito 6,euea minha circunstinca, um amantoado do instants, © & absurdo querer procurar nesse smontondo algum significado. A prépria perguntnO quesignfia tuo isto" 6 absurda. verdado sma dst minhas vivéncas eo do args de sever gifs: tivas, Algumas vores tonho a impress do quo hi algo ats do tudo ist, de que sigitco alg alem do mim, © de que © que me acontece sigaifica algo alm de si, mas oneas imprenrdes #80 lesmantidas pola cbourdidade atl da minha vida, Teatar procs: ar um signiffeado em tudo isto 6 tentar Fugir ao absurdo do ee ll sO PrecoRs FILOSOFICAS nonsense que 60 minha vida. A minha dlgnldade reside justamen- {eno acitar ets nonsense © no viverassizn mesmo oa doepeito diato, ‘Acttude do marciano & bem mais compexa. Nao 0 trata, ‘para ele, de wm rignifieade que a vida “tem mes tratase de dar Figniieade vida. Doponde de mim ae dou ou nto esse signifindo. ‘Avda no passa da matéia-prima sobre a qual imprimo o sign ‘ado, Posse fzé-lo de mansira progress, de mode que osignif- cdo oe tore sempre mais profundo. Dar sgnfiado¢ sinénimode *conheotr,e quanto mais cones, tanto ma sgifcntivo Lorne tudo, B nos simboloe da meu eonhoeimente, no meu eaptrito em ‘expanido portent, que reside igafcade. ‘A atitude do enxadrista¢ mals radical: para ole no hi problems. A vida humana nfo passa de um sinbla are univoco {is uma reaidade vlterior eo problema reside no adaptara vida a ‘saa realidad, Forge ostando née Imersos dntro da via, per ‘os is vores avi dose ralidade ulterior e cams om erro.A Wid boa a ride santa, a vida vrdadeira 6 aquela quo go submeto, Inumldement,realidade que he dé sgnifindo.Se perc de vista ‘esa realidad aminha vida per o seu sigalicado, como demons- ‘ram as atitudes do daira eco marcano. A aforenga€ que 0 atllgrafoo amita, enquanta 0 marciano tnta nego, O ents- to continuo com a raldade viteroerefuta oases duasatitudes © proporeona uma ecala pla qual pss distngui entre os sim loa que porfazem a vida, os flss ds verdes, ‘Aatiznd do analfabto 6, co anelisads um pouco mais eui- dadoeamente, um roe © uma superar das tr atitedessnteri- re Como 0 datlégrafe, analfabeto nto v6 significado na vida. {Como o maceano, recura conhacer 2 signifcade, Como © onxa- Aristo, oct algo ulterior Avid, Do pento de vsta da daira, {40 analfabeto um abwurdo, Do panto de vista do marciano, 6 ‘nt mitiflendor Do ponto de vsta do ensadista, 6 um ignorante. Mas oanalfsbeto nto pode aeitaraatitude do datiégret,poraue ‘ocaniter simbico da vida 6 domasiadumenta aidonte. Néo pole tcsitarnaitede do marcian, porque eas arta simblicn apen- fa, evidentemente, para além da vida, Bato pode aceitr a atitude floonsadrsta porque nunca aaistivs ume prtida doxedrex,nem fab para que ela sorve. Pods, oto sla, simpatzar como dtilgra- {fb edmirar'o marsano em aa tntativn de “eomeer invelar 0 wera « ‘enxadrtta, Mas, por vr ignorante 0 analfabet, sor slpatia ‘que sentir pelo datlégrafo um tanto misturada com ngo, admi= ‘ago pelo marciano wm tanto misturada com daspreza e's inveja pelo onxadristn um tanta miaturada com saberba, Porque, no fan 4o,oanalfsboto é um argulhoos. etd ee eontindo digne de ae in ‘adeno mistéie da vida. As demaie tite ignoramh ques aa de um mistério eso, portento, ainda mais ignorant que a dela Blo abe quo neda sabe, eve outros nam subom ita, Ne fonda 66 ‘analfaboto, cmbora telvex 0 mals perpleo, também o mals eon veneida, hsis dossas quatro atitudas 6 uala"verta? Bisa porgun- ta quo leitor respanderd por sl mesno, « responderd de scordo com atitude que eat representando no paleo da vids. Porque {odse nds, salbamas date os nfo, etamos eprecentande una das ‘quatro atitues. O presente artigo nfo proeurbu esconder sua afin dado com anafabotaemboratouha prosuradosuperéls ronia- ‘mente, A honestidade do dailigraf, x beleza das teorias do mer- clapo ea cortzza do eneadrstnafo vedas so presente artic ‘a, porque as considera “insignificant fos nada tem aofeocar em compensasto, a nto sr a ignorinciae otemor do mistro de te, sciatic iii niall 6. COMUNICACAO I Pordi a conta dos dist que pase com ele naquela cela es- freita ecccura.Pordi a conta das vezes que compari! com ele Alaqucle mingaw ropusivo que aqui passa por comida, e daquele vaso horrivel que pass por instalgdo higinica, Tinh re estab: Jeeldo entre nds uma intimidade fisieadegradante tanto mais ab- surda por jamais ter eu Ihe vst ost, tamanha a exeuridao da ra. Temostreeado umas pone palavras, todas elas relativas 2 situagio mediate, mas no se etabslesu entre nés 0 menor oan ‘ato mental, por primitivo que se. A nossa intimidade sca era ‘scompanhads por uma separego intelectual total come que pare ‘rovar que oe trata de dels mundosditintos, Eaoa altungto au ‘mentava dia adis,e o mew rentimento da aburd intaleravel. Se ‘quisesce suport w eonvivncia fords, era neceeirio eatabele- ‘er uma eomoniengio mental com o meu compankoiro de cla, ‘As pousas palavras que lets pronunciado a contragoeto, om ver rou, revelavam uma personalidad groseira, agrossiva, Aomlnadora,cheia de flea seguranga emai mesms, acuta lke ‘ qualquer pensamento abstrate,Revelavam uma persooalidade priticao pragmatic, inimiga da teorla o da eapactlagte em ox {ras pales, ou estar frontaa frnto com um einen pri aaa lancet iii ial @ @ F1egoRs PILosoPicAs ‘yo Isto difcltava a paiiidads doo me eomnisar com le poe ‘eompartlhayn de muito poucos inteosses com um eepirito desea ‘atagori. No entanta el aia part da mesma seiedede oid, ‘eer inconcbivel qu no exetise alg comma entre nam da ‘omida eda digertio, que pues srvir coon bago do um eontto. Pesci om minba mente cuidadosamente as piuaira pala- ‘ras que he ia dirig porque sntia qua tude dependia dela, Um ‘rimeleo mal-eatedldo, uma primeira reap has do ava parts ‘rojudiariam besieamente tadae a mins tentstivasfaturea © ‘substituiriam o clima atual,oabsurdo, plo cima de hosiidade [Néo podincomeparocontato com a minha apresntagia, parue ‘mou nome estrangeio poderiaprovocar no seu epiit toda uma, ‘eadala de reaptefazendaexpldir da ume eri de preconccioe, ‘ho pronuneise meu nome, tra eu demenatrade a separsgio peo: funda eatre age, a0 invés de nossa comunhso de interesses ‘Tampoueodovera ou Ihe ponguntar seu nome Todo sinal da eure. sidado prcisva sor evtada.A sua agroasvidade denotava uma profunda ansiedade,auecotivel do traneformarse em alaque br- tal so mena sna denterese also, nterpretado como espions- gem. Apresentagos de nomes flearem, portant, excuidos da mi ‘hn entativn do niiar ama conversa com ee [Bra neceasrioestabeleceruina base neutra que nfo onvel- vyeaso nom a sua nem a minha personalidade e que fives un ignlfleado aprasimadamente jgsal para ambos. Um vex encen- ‘trada a bas, trea da minha comuniasdotinha que esolher ‘minha palavzas como msduno culdado, Nao devia usar palavras qu talver the fostem estranhs. Into provocaria« sua deocon- fianga. Nao devia usar palavras por ele consideradas difcis. Isto poderia causa a impresede de prepoténcia de minha parte Alevia war palaveas primitives demas, Isto poder sr interpre to com anal de despreze Muite importante era também a en tenagio da minis vos, que devia sora mais nostra posivel, No devia denotar nentuma eng, qualquer quo foes. O porigo do ‘uma interpretagioerrones do toda emepso ora evidente, Imag rnava que a estla de emogées por el aplieada dovera ser maior 9 rnaislarga qu «minha. Provavelmente ele conhoca emogies nis fortes e menos graduadas, Uma lee simpatia minha poderi sor terpretad com sinal de arizade no olctadss ua leve ro- serv, como nal de hotlidada comuNieagaot O (0 mou otaque reprosentava wm problema diel. ra infe- liamente inevitdvel; saben que me esfrgaria por supimi-lo até 0 limite do possivel. B verdade que cla no eonseguiia localiza tografienmente oa sosaimente. Nunca, nem apreximadament, ‘lene cclocaria ms bunguesia chess, Tents, em vi, imaginar ave ‘mntondnsa o meu sotaque provoceria am seu osptita, NE eonse- gui dotcobrie que clase de proconcsitaasriam por elo provecadc, ‘Arnosea primeira conversa estar, pot, por necssbidade do meu ‘sotaque, banhada em dabiedade. Poel a eetudaro toma a oor comunicada Eliminc! todos os suntos relatos nossa situagio atual, por demas auscetfvels {he Intarpretagbeserdas, Todo ovasto campo da comida, bebid, Aigestio ¢ comolldadofsea ficou excltdo Tato difaltow 0 mot topiite, po justamentsneseo campo reidia aa malhores ee perangas para uma eomunhie de intereses,Restaram, no entan fo, tts terranes eam alguma promessa de Bit, a suber: sport, pti osexo. Dopois de dereorades consideragaelimine! oa dls primeitoe, Tratavase de atruntor que Unham para o meu {nerlocatortalver cargas sentimentais que me eram estranhas ‘Talvee era ele eorinthiano eu janista, © umn palavea minha mal interpretnda paderia praveetla, Sou intelramente ignoranta m0 ‘sspostaemocional do exporte eum entendimento ness campo me parodia, portant, ab initio preclus. Quanto &politin,descobri ‘que que eu entendia par esta plavza provavalmente nada tha ‘em om com plavra ideation empregada por mau compankei- za Bram meroshomnimos sm parentoco de signieada, Resta "come lime olen recurto, 02830 ‘Nao nutrla ddvidas de que todo o complexo sistema do preeoneeite, tabua e tos eltlces que representa ease toma fra para née dois profindamente diverse, Bm nada disao a2 osses opnioes, as note reagbes os nonce gentimentos eoln- fldiriam. A camogar pelo préprio ideal de mulher, e confesso ‘que estremeci aa maginar o dele. No entanto, prim estas abjegdes em favor da seguinte consideragio: 0 alo fsolgiea ¢ fos processes glandular de geerpto interna e oxterna, tendo PraticamenteSdenties em arabes, devers, par forga de correa- pondéncia, ecultar em emopies basieamente parentes. Reco L portanto, edotar o toma do saxo para a minha primelra eo ‘munleapio com mou eompanheire eT Ee MG FicgOES FiLosoricas A riquoza do veiagbs desse tama me eanfundia. To vasta ra a gama de possiels expresses, qu trou dil a seat, (ptt, depois de demarados estado, pela comunieaggo do meu de- ‘co, li rrealizve, de tar na nazeaesla um objeto saxual, fa zando simultancamente subentender que ess deci era compar- tithade por meu coprisionsre.Desta forma, uma base comum de lnteresses teria sdo esabeleida e uma ponte mental entre née ‘ria sido langada Dadoo tema nvariago,restava ser fitaninstrumentagio ds chs, Pats falar esse trabalho, constr mentalmente fgulntes monstruosldades, ectabolocendo dasta forma os limites entra dos quals me conservaria: "Uma femea da eepéle home “sapiene nn noaea cla sera un desideratum para ambos". "Cam & presenga do um represontante do sexo frac seria satisit wn deseo tanto do Vossa Excoléncia como meu."“Ah, como ambos un Slamee por aover o perfume auave da far de feminilidade” "Se ‘uvéssemos una mulher hela” Dentro desses extremns,construl a ‘primeira aproximacio, como sogus:"Nio seria bom ee tivéssemas ‘uma mulher coneseo?™ ‘Sob andliae, no entanta esa eolugto me pareceu pouce satinfatéria. A palavra “no traia o mou espirito extico 6 ‘egativist. Toda constragio gramatiel ere complica, probly indlica erebuscada. Opel pos pela soguint edigto simpifeadal "Ume muther aqui eoria bom, ne acha™ ‘A primeira vista cfeaconstrupio me seduzia pr ua simp led, honestidadeepujanga. No entunta, sob andlse, acusou de fstos A palavra “ura” pia aor interpretada como adm em vor do artigo, 0 quo era tm elma extromamente parigoe, palaven'malher” tink, talvern egptito do mou interoeuto uma, ‘essonincia em tudo diversa da minha. Pareoe que naa camadse sini is qua ele aparentementspertence cla tm igagto ems a ‘rlnvra“protitta” Or doiz mats em "bom e“s", So juntag, ‘rairiam demasiadament 0 me sotaquo, Ali portant, wn novo ‘amino par a sole do problem © constr! osusinte: "Qe talume gata aqui na cola” ‘Construgtoadmiravelmente simples, enn verbo, an nasal, ‘om um ni Its trairo mou sutague, Osrigo“unss, no entanta, ram defi Sob anise desir, ale disso, um tom de evoli- contemplila no vj 16 muita coin, Para der verdade: nto ‘ojo neda, Por que estos intaresado naso nade extremamente hata que velo? Porque soi sor elo o esponsével plas rellexies ‘quo se dona utr fee, Nao 6 para dar etlaios? Eno a crat 1 efletom Deus per causa deste nda chats? O intolosta rfta faturezs porque no funda, énada? A realidad histiicasvonge Aialoicamente tendo isto aqui por Fundamenta? A descaberta que Do gsPELno Q @ cabames de fate 6 chi erotnera: amp aoubsramas do lado reste do espelho, Mas ae foe falta num elma exlatenial efor, como sedis, vivencads,é uma desabertaarrasadora.Analiemoe 8 e008 efion ‘© espetho é um ser em oposio é como tal que funeions. 18 um ser que sasumiu uma posipio que 6 oposio: uma posite nogativa,# um ser que nega, yor isto que ree, Nio permite ‘que aquilo que sobre ee ince passe por ele. Refletir 6 negar, © {ito a sua estruture, Nao pode haver una rellexiopositiva. As reepostas que oespelioarteula so todas nagativas So iver bce das porguntas que odemandam. Ax aqugdes da ica cont ‘ante eats afimmetiva, também o onfirmarto as snélisee do ‘ensament reflenvo. Diz esa anise que todaa as sentengaa do ‘pensarento podem sor redusidas 8 nogesto formalmente. NBo deve portanto surpreandor quo Fundamonto do espelho soja 0 ‘nada, esa fonte do toda nogagdo posevel.O espelho éum ear em ‘posi justamente porque 6 tea fando & 0 nada do nitrate de rata ‘Ohomem enguanto ser que rflte um ser em opasioom psig negaiva, lato que oditingue da tds on demalaserea ‘que nos cream. Bum ser que no permiteque aquilo que sobre cle {cide (a vias que nos eream) paste por ele, Forma sentengas aque negam, Bata ¢ a resposta que aticula entra 0 mundo que o {eres B pode azt-o grages ao nada queofundamonta. Ohomem é lum ser fandamentado polo nade. O nada 60 altrato de prate que faz do homeo que ele & espelto. ‘Brea deacoberta 6, como des, che rtinera, Basta var apelho para fazba, Sabemos, no entano, qe toda dearcberta dose tipo ¢angustient.O responsével principal 6 Descartes cam sue divide insincora Dia-nos Descartes que tomou a dace e exist tenelal de duvdarradicalmeate de td, Diz que quem nfo dav dou de tu, pelo menos una vex na vida, mea vveu, dito isto, Sola a sun divide ao aleangar a fue de vdzo do expeina, O ponto indubitavel seria o pensament,Pertanto, a elena na superficie do eepetho. 0 expathado, este sm, padee deve ser duvidndo, Com feito ete duvidar metidio 6. hstria da dade Modern, una histiria que se eonfone camo progress das dncias da natureea. Dao eapeller to pode er didn, Fundamentn tudo, No f= (b,oque Desarts no diz 6 que expla que somae no pode ror i me Gg rregoRs FiLosoricas virado.E convonce por uma rasto multo simples: a contomplasto da face reflesva oferece um eopetdculovarado ¢apeizonaate, A contemplaséo da outa fce€ chain, Mas abualmente estamos co- ‘magando a chatenrnas com oespstéculovariad Dexou de 9 sonar-nos, Comopamos a duvidar do induitave eartesiano. View mos o espe. Como virar 0 espelho, co duvidar do indubitavel? Acaso Descartes no prova, pr A mais B que a divide, pr sr penss- ‘ment, confirma o peneementa? Devemas sar do ecu vicioos curteiano. Do eeulo que vila a Idade Moderna toda. Tomada sta decisio, tomas dbvio que dvida contra o penstmento & perfitamente poseivel, Com efit: ha muitos métadoe que ator ‘ham posaiel. Um dels & a anélise estratural do pensemento [Bras andlize mostra formalmenta que todo ponsamenta parte de ‘uma favtolopa. Taatologia 6 um nome elogante que ae di algo ‘que Gum ne-pensamonto.A sontenja"ehove ounto chore” é una tautolagia. No é um pensamente. # uma sentenga quo no diz nada. flande estritamente, nada. Se todo pentamento parte 4e tautlogias, todo ponsamentobrota do nada, A tautalogia 6 © nitrate de pratado pensemonto,O esplho asta vivede ‘Um outro méteda seria uma cape de fencmenaogia, Un todo que permita v0 pensamento que mosire como surge, Pols ‘ate método deavenda a origem patica do pensamento Poesia & a nome clegante que se Jd sentoncas origina ‘quo so projelam do nada. Aparecem onde no huvia ads A des feberta do que tedo ponscmonto tom origom postza de quo postas oo os eradares do pensemento ex-nihilo€ uma deseaber- ta do nada fundante. Os postas que sabem dist, e entre nds sho bem repretentadas plot paca concrtoy,aplieam metodicamente een deecaberts A poasi 60 nitrato de prata do pensamento, 0 ‘epalho esta vireda "HA outros métodos de var oespelo,ombora poco aplica- os no Ocdente. Um deles 6 a modtapto diciplinada, Num tipo de meditarso (no tps hindu), os ponsamentos sto destruides ss- ‘wmatieamente pela vontado o rvelam o seu nada fondunte ‘outro tipo de meaditagio (no tipo budsta, os pensamentes so ‘estrudos pla supresséo da vontadoo rovelam igualmente ogo nds fundants, hi ovtres ponsitldades. Por todas elas pode- ‘mos vrar eeplho que somos. po gsrenno a on Pols bem: estéviradoo espa, Descobrimos (ot redeseo: brits) o nada que nes findementa enauanto cores qe refer, Deseobrimes aquilo que Idado Moderne enenbri com conversa finda. B dat? Beta porgunta more atuslidad,Aresposta depen {edo tom pelo qual pronunclamon a pongunta. Se pergustamoe;“E shacimeato quanta afi procodent, dovemos igualmente recone Alerar tas fogas Beate 6um doe denaios dante do qual ofusuro ow eoloes, 17. DIALOGO ESPIRITA EDIFICANTE rman Botts enpe E) Bolts Cente 0) ‘ples Sn). pts Pcs ager (hye ug, Yoon ee BP: 34 que sopramosaonde queremee,desiimosrounirn08 root enquina, afm de diseutiese a provamag da sociedad e-ndustralinineato 2S: Quem decd o lugar foste tu, BP, nfs ealmos na tua cilada. E lugar inaproprado, em toro do qual uivam os vento, ‘nosos primo, edebaizo do qual gemem os pneus, nosseenstor ‘Registro meus protests. BC: Quanto a mim, protsto contra 6 trmo “iinente” en ‘pragado por BP. So todos 02 lugares sfo pantas de erazamenta ‘entre tempo espago, todos sto simulténeos do ponta de vista spirited (que 66 noaio). ‘ET Protea tants contra aeaclha dei por EP quanto ‘contra os protoste farmuladee por BS o por EC 6 ae tds tre mm Q FlogoRS PrLosoricas revels bam o seu recionariamo. Ty, BP, etalheate o Chryslor Buldinglceuo XX, por esta smpatisando com o capitalism. Tu, ES, 6x tpieamente radsta, ao considerate superior u wentos & nous, E quanto a t, meu caro EC, stés prepositedamente Assconsiderandoo regundo principio da termodinfinics, «fim de ‘sativizar tad com tow formals esleroeado 2D; Calan, cars irmios, no reomoyemos com nossa bul ns. Sen. que somos fe burres que jamais consoguiremssnteti- Earnos ext metaespirito (ME), que deze de aoprar passe anepi- raraoi? Serd quo o Beprito de Burro no pode jamais er exorei- ado? Se props esta eaguinn como Ingnr do nso encontro, ak precisamente para flltar tal afters: ofhai seu entarne. O (Chrysler Bulding nfo erin encarnacio do.néa quatre? Inspired ‘por EG, pela téenica de cua constr, por BT, pls ua forma rt ‘owweou, por ES, pela sua tendénciaramo eo alt, e por mim, por eu funconaments? ‘BI: Tal “tendénci para oats" do Chryelor Building é obra minha, embora nia uegua que sempre tend pars ES como limite jamais ating ‘ES; Eetis onganndo,caro ET tu aso tends para mim, masa cts de mim, sto afastance de mis om tu progress. Ta ho pasta de parte aha que expo do mim, afm de aera ts eventos. por lato que os eabalistas te chamam de galt Tiohehina = "exo do Bspeta Sat EC: Disa onversuamitalogleamente moose aprendam tam pouso de rigor: nfo he emntradigio nas afrmativas do mou onto de vist, Nao ha conrad entre eetrutara (ES) epruceas0 (aio doisapectosdomesto sate quel pode ser frmai- ado por mim logcy-matematicamente, “EP: (Sorindo: Betis eomoyando esintetizanee sob minis fnspiragie, « podemes, portato, passar ara a ordem do di. Pro- pono fo fio EC que defina os termos “sociedad pwindustri- al'orprograma’, que hoje nea preoeupam, para padermos dlsutir Aiseipinadamente "BC: Que “rosiadade p-indusrial” ej sociedad mais inte sada na produ @ nd cansume de nformages que na produto ‘oonrumadecbjtas. B quo"programt” ej count de virtulidades ‘ae se realizam por permtagso casual qual co tora neces, ‘2 jogo permntatio for ogado por tepoaufclanto, De manein DIALOGO pSPinivA BvtvrcaNTE Ons ‘que “ucodado ps ndustl” ser anciedadeinspirada por mim, ‘que programa” & cones resultante domes diana. "BT. Que dasaforo, que prova da parsalidade da tua via, BC: vse incapasdevera reaidnde conereta, dado teu handicar, ‘qv chamas objetividad”. Em tudo tu spent enacrgns a tua peo ‘ria estrutura. Na realidad, tociedade pés-indstral” 6 soe dena qual a maior se dedia a stor erie, os "Servis", © ‘an quiloproltarado pass a ser minovia. B program’, na rea ideo, 6 um projet da seciedada oude qualquer auto grupo dota. do de podor do decisto) para realizar determinada tet, De ma- sia qu "scladade pasdadustia” seri novo desonvalvimonto ‘eu, "programs" Go método da mew desenvalvimento, [ES: Por favor, mess oarosirméog,ndoblfemoi, Sabla ce dois, bom no en fondo, qe voeeas definigdespretendem, ett Yao, eneabrir a roaidade.O quo chamala de “sociedadepés-ndusteal™ ‘fo dsento o terclroestgio da camiahe da humanidade. Antes As Cristo, ora o agi do Pa durante doi mil enor 0 exo do Tho; © quo oo prepara é esto meu. Z quanto a“programa’, ‘tase de terme que nventate, nspiradosnsto plo Espino da Computagio cae Yosolstaro, afm demisturaro ness neces: sida, olve-arbtrie, o peond 0 0 destin,» cle faarem de tals ‘visas sagradas um mero jogo pofana. ‘BT: O que acabos de dizer, BS, 6 de um arcana comavents ‘Ao te epores a mim, ao evocars umn ET arto ha muito, eos procurandocoutrabander um discarsoinapropriac do posendo ara. futuro, ‘BS; picts so imortais. EC+0 diacurso da ES 6 lsnto de anti, j6 que consist do formes indefinielse suas propsigbs 80 mal conrtridas, Qua to ao teu dizcuro, car ET, ete eonsate de imperatives skal die- farsados, um dscuro plition,o nf pases de mera denagugi cones, sob andl, tous dois potas, Hegel ary, na extra: ‘ura do teu dscars, BS tem pelo menos a honestidade de cones. sanso protic enquanto tu prosuras mascara, JEP: Nto poderiamer eoneordar em que dapomos agora de ‘ts dofnigbes dos tomes om questo, defnigdes qve se aprox- ‘mam do problema a partido patos devista dipares os quai, 0 ‘ntanto,convergem? E quetal converginciaelarct a psblema sem eogotéa? Que 6 precizamente gragaa az wine dvergtncia, me PregoEs FiLosoPricas ‘aros iris, que o problema “programagio da sociedad pés-in- ‘dotrial” vi tomande corpo? asim que cu vej a eis, BT: Para ti, BP, todas os pontos do vist sd equivalents, ‘dos os problemas esti coreadas por umn som-ntimore do pontos ‘evista. Os problemas so, pare t como niles exeadoe densa. mes de ponte de vst, ox camo teers cereal de multidso do ‘spires que quarom baizar sobre els, Pis tow ponto de visa “Tenomenolégice, BP, 6 oxtromamenta mado, ¢ também ineas- Sistenta,Belmodo, porque pees lavartuas:mfos, coma fhe Ponca Pilato. E inconsistent, porque ¢simaltanoaments um onto 03 pontos do vst, «pretends englobartodss os outros. Na realidad, ‘eda é mala resconério que tal afmarde da oqulvaléacia dos pontas de vista Btentativa de negara diferenga entre esquerda™ 0 “drete, coisa fit pla dicta, jamais pla esquerda, 'ES: Nogo-to0 drsito, BT de itar Poeio Plates. ‘EC: Cancurdacoatige, EP, quanto squivalénia doe pontoe de vista. No sentido de todo ponto de vista fornecer modelo do problem Mas uma ver elnborsdos os modelos, surge tarefn ds ‘riagom. Nom todes sto igualmenteaptas para serem apleados Por exemple’ modcloofervedo por BS 6 intolraments int No permite a programasia de nova sociedade, Dai o ero de BT om Aizer que minha cbjetvidade no passa de parcaldade, Objet videdo 6 prcisamonte a admissto da oquivalénca des pontas do Vista, aereceida da prontidao para a triagem. 'ES: Que val esta, que azabas de intrudusisearo BC, 20 izer“alidade"? Tu, com tua protensaisengia de valores"? Bsa tw tormandoeterao de ta filha téenic, da qual no quar falar ‘mal, jd que nto ola mal do erinngasdefettueas, do monstrinios. [Navealidadeo peeudovalarutidade” aetna neitvel ats para 1 EC\na tua-pureza antipragmatien, quando oe fea cogo para. os valor eternoe [BE Esto mais que frto dos “alors eterno, Severn 26 ‘para mascarar interesses inconfstos, Ox valores so FungSee do situngiessacals, todo tempo tom seus prprios vale, Inslstir do qs hd decorum em todo eae conjuntos de valores, na sua ‘atrutura fundanta imutavel, é querer resist ao progresso, ‘Ala, lta que distinguo.a reaped progresso:a reas salient ‘imutivel, 3 que nde quer mdse nada; progreaabcallanta & ierengas ests mance piktogo eep(nits eotrieawre O ns BC: Valores sia imperatives; sio,prtanto sentengas mal onstrufdas que pedem ser corrigidas quando traduzidas em indieaivos,“Tuac” odo ubstiulden por “Juiz”. Onde quer que tu sopre clini valores Tant o ntévels de BS quanto os Ms tévions do IT: dessacralzo edesplitizo,“Utidade” no meu sini- fade nto 6 valor (pragmatic), mas estratéia (mtodlogieo). [ET Estée confossando, C, que tua "pureza”é absurd, par i van? meta humana? {ES: uti confessando, RC, qu tus ‘pareze abeurda, por no visr meta fout court? Que & diabslica no santo cetrito do term? -ET Neo gostel, BS, que pareces eoncondr comigo, quando na realidede diverges deimim mala que EC. Porque, narelldade, [EC nfo faz o que preys, Na realidade, EC progeide to 6, relion teenicamento valores. Apenas na sus ingenuidede ‘pure’ no se ‘std dando conta de que extérealizando valores: 6 politico sem ‘tabblo, B nessa aus Ignorinela vesld o pergo da teenoeracia, Realizegio tanto de valorea poitves quanto de negative. Bm ‘al dinstien entre mim eC, &melor que, ES, cles aboea. J erroram ros do sangue suiientes em teu nome. "ES: Nao sou responsive por tis ros fi mal decoieado polos homens. H quanta & famosa dilética entre tie BC, esta no ‘pasa de métide para Yos aproximarde de mlm, pars que ou vos 48 significado. ‘EC: Lamento, as nfo vj daltien enum entre mim © EBT; vj apenes que ert anbatitindo ET na medida em que vou ‘nguistando enhecimentos objetivo. 2 por isto que no soa surdo" coma estas dizendo em romavente wnanimidade- Misha ‘nota épresisamonto substituirw eofusto metalisien do BS, o a subjetividado engnjd do BT, por conhesimantos ojetivs. sto & Iiberae os homens do proconcstes,e fast diciplinadamente, ametodicamente EP: Do modo que, compreendi om, sos extromamente ‘Manteipios. Tu, BS, queres salvar a humanidedo, a revlarbo ‘ow valores oternos. ‘Tu, ET, quotes fazor com quo a humanidede rogrida rumo a valores sempre melhores. B tu, BC, quares liber tar a humenidade do engano qve aio ov valores, Ea ectada da Ihumanidade ve perdem tal einguoinfareal, ext danada. Quan. ‘a mim, son mais interessado no titngulo que emt lant, ue GQ FicgoRs FiLosOFICAS ‘Quem sabotlinterosse meu se um métado pare resolver o pro- lama? Se é que pode ser rsolvide, "EC: Concord com « firmula do BP efor rfbrmulada ae- sim: HS propio Valores Umutaves, Poa tansforma em valores aperfigoveis, eu os isnsformo ei conhesimentos ¢ EP observa ‘do ito ‘ET: Concordo com a firmula do BT, 0 for rformulada as- ine BS prope valores imutves, EC o2tranafonna em cones ‘mento eu transform tala conhecimentos em valores aperfe- ‘gndveis e BP obeorva tudo ito ‘BS: Concaro com # frmula de BP se for reformulada as- sim RC prope conhecimantos, BT os transforma em valores rela. ‘vos, ox of elovo até ovlores termes ¢ ED observa tudo ita ‘HC: EP é um ospiritonogetive, EBT: EP Gum eopelto negative ES: EP Gum sepleto negative (023; Bysisamos EP da note toiedade, MB; (Caindo da méquina sospensa no topo do Chrysler Building) Grapes fung ctalsadora de BP, conseguluse sinter seontre RO, Te RS, enbornsfatere negativa Tet permite que a seciedado p-industril san ediienda conformo programs que é proceamenta inscrito ex tal sintese negative, 18. MISSAO HOMO SAPIENS SAPIENS Ad memerian recperado do arquva da “s- emis ce Hamanizanas de Culagnon’, mt Cro. Bnearrgado a Miasd:0 uticiro "Bicone" Manbros da Expedipa: doi nestzes-cagadors, um mestre- fogo, um mestrolascadae de pedra, uma cleclonadara, 0 arauto- Ade-caverna Gecretéria permanente). Material de Pesquisa: oi lex pare foo, vias chs tes rmachados cinco faces, seis echorres Patrocini:proveniento, sobretudo, da eaptara de dois ursos reenbolatvela, Propo da Bspedindo Peouiea de outrus expos humanas. Iinarvio: Pela Dodo, atravorsando as gelairas do Mie so Central, elo Rédano lao de Genebra, pela tundra papa folago de Constang, pala Reno ats on grandes pantano, saves: fondo ns geleiras das Ardenas até a grande tundre, ola Saone, Dtraveesando aa geleiraa do Maige Central, até a Derdon elato Os criti para a entific do homem nos foram Impostos pea Academia: posture ereta, mos pendentes,omisseo meg PicgoRs riLosoricas «a eons codificads, poste de fnstrsmenta, Tu nti restin igre goveramente 9 sampa des nonisa peaqiaas, Encotramor rumerosos sores antropamorfs,cobrotudo nobuloses @ aquosos, ‘que nfo estudamos por escaparem as criti imposts.O nice ‘uo de seres que se enguadrou nas eriteios fol encontrado no vale do Neunder, nas vsishangas do Reno. Restringimos nossas Doaniese ale Racomendemos a Academia que reve se els "ce no intarase do ampliagdo ftura da pesquisa. ‘Outradifeuldade metodolgien ra adeditingurmos entre sanossa prépria epics otras, A Academia nos foroasu eritrios ‘sceeivamentsextoitae para a defined do gener hemo, mis ‘io nes doueritévoslgum para dfinigae das aspcies humanaa. Bneontramos, no vale do Saona, geupo de gente cuja tenies, religito earticulagt oram tio radimontares que ao eonsog mos estabolecor eontata significative, Decdimos, nto obstan. te, considarar tal grupo como fazendo parto da nossa prépria. apacie, que alguna membros da expedigdo sentir atragio sexual por membron do grupo pesquiaado. Sugerimos que s ‘Aradomin tomo om eonsiderasto tal eritério de dstinglo ontro ospécies humanas. ‘Antes de paasarmesadeserever o grupo enconteado no vale doNeander, devemos aertar a Academia para um fato que pode problematizar 9 valor ientific da nossa pesquisa. Segundo mito fom vigor entre of neanderonso, teriamos tio com alos encon- tro no passado remoto, Areditam eles tar habitado pales mente varios vales subplaciie, inclusive a propria Dordonh, ¢ terem sido de léexpulsos por nossa gente. Airmam que somos seus “inimigos herodiirios. Se isto forum fat, nosses obser ‘vaya sara coloridas por tal inimlzade subeonscionte, Recor ‘mendamoe& Academia oconteole do mito por ercavags digs a fim de encontrar eventuais restos dos antepaszadoe dos peanderentes, ‘Tal mite falitou ali o primoio cantata entre cb nose dois grapa. Oa neanderonscsafrmam ter-nosreconheido” Para tranamitira Acalemia impacto do tal airmagto extaordinsia, Aescreveremas prize encontro em deta. im persoguio a pequeno rebanko de rena, panatrames srangunte rchows, quando vericamoa cer ala barre por mura de padraa e troncs. As ¥enas pararam, assustadas, ens deparemos, ' 2 MisshO HOMO SAPIEWS SAPIENS QM de pSenbre osu, cam quatro seres antropomorfes Digo“antropo- sarfoe, © nfo “hamanos", pornos torem exusado tes sees in pretede ertil: suas eabegea pondia. Como sto menores que ‘os te nelinag da cabera fos com quo ne olhira do bax ps ‘dma, que nem cachorres. Mais tarde eonstatamce que tal postura fd eaboga no signifi nem submineio nem perfida traigooia, ‘uaa que sua eabegaémmalore mais pesada que anos. Andam de ‘abe inainada porque esto pardidor om pensamentos eonfusse ‘men intrneades, E quando lvaatam &eabasa su rosto coir tha a impress do bestialidade, Sun Sreate é baixa, sous olhos fsentam sob arco pesado, sou ners 6 longo e larg, e néo tam ‘qulao, Parocom biekss. ‘No antanto, quando trots os primelrosolares por ima dorebanho de renas, produsiue o event exranrdingrio do qual {alamos:recnhecen‘ns, Como re ivéaemoe aurgido do su pase aado longing, que nom pais logamente perddos, nas sempre teperados, Nio qu nos vessem recophecido enquanto homens (ausamce nels improsedeanimelesa, com noses pequenas ea- boyas bambeleantes, esse bragae excssivamante compridos, ‘ona falta de nari, nosso corpo informe, No nos reconhoeersm quanto homens, mas enquaat antepastadossubcbamanse, Bn tal recanhesimantosereditamos ter dlagnosticado determinada Iipétse, da qual ainda flaremes, ‘A primeira troea do olhares era, para nds, experiéncia aldorn. No eonseguiniog explictla, Pol com se estivéssomos ‘enearando um ipo de "eapirta” quo nos eraesironho ¢ noentanto, teeaive Tel experienc abaladra persatn rane o nosso con tato,e 6 responsive peas dvergncias que surgiram em nosso frupe, A Acadenis devo examinar 0 aspectoepistemolgico desto problem icamos dezassle dlas om compankia dos neanderenss, lata pormenorizado doa rasultadas oe acha anoxo.O que race terizou nossa convivenla fl auctncia do goxualidaderciproa. A ‘msioria entre nés perdeu a primeira improssto éeanimalidade,« ‘inseguiuestabeleer relagdes da amipado ¢ inimizade com 08 ‘eanderenses. Alguns dos noses jamais deixaram de vivenciélos ‘enquantobichos Masa flts de ntragbosexol or com quo todas fs nossa rlagiestivesoom aido compardvis As relagies que ‘antemoe com eachorron. Fo estan raaSo porque decdimas con- mg Ficgérs rinos6vicas siderar os neanderenses como perteneondo a eepécoditftrente da ‘No entanto, a comparasao com eachorrs fata, por termas cstebclcidocomunleojGosimbliea com eles. Primelr,gragas 8 igestoa das mfoa ode dango. Suas toe a expresivat «elepan tes, Cad aprenderam o signifeedo de muitas das nosss pals ‘ras, procuraram imité-las smo tarem eonsoguldo, Balbucls- vam como recémaascldos. Quanto a née, jamais consepuimos Aesiraro seu catarolarcomplicado, mas tuapeitamer tratar-se oc primitivo, qual, no entante ¢capazd foto dosonvel- vimento que podo Vir ultrapassr a eleiéncia comunicadors ds ‘oaea prpriaIingue. A Aeadamia encontrard, om anexo, ae not ter detalhadas que Gizeios de tal “ants, sto Ihe permiticd, ‘hoo deciframento de eige, mas a anslise de eum estrutura. [inalmento, oneardamsos om rccrrr, na nosea comonicai, tombores. Tal mediagto se rovelou metalinguagem altamente ficient, Transmissora nfo spenas de pensamentosrelativamen- tw complexes, mas igualmente do imprativs edo sontimontos, Btabelosou-se dilogo muito significative ‘A cultura dos neanderenses é primitive. Seus senor so Infntis¢-nG0 to eoleridas. Sua eeelturat aio mal aeabados, por er sua tenia de laser radimentareineiionte, Anexaris lisa dos seus instrumentos do podra, de madeira ede pelea. Nao & pressonante. Mas sugerimos que seu nivel tno exbora abe Aosenvolvido, pare contr elementos para futuro devenvolvimen- to de tdenienyaltermativas, Quanto 8 sa msi, oeae0 6 tr. ‘Anexamosnotagbes das suas compress pelifinicas, para permi- tir Aeadomie andlise mais apafundada dase fenbmeno eultu- 1], para née impanetrvel no ergo de pegs, Quanto relgiosidade, no eonstatamos« dvisto om ma> cho efémea (urdnico e etinico), a qual nes parece ser essencial para a oxporineia do gacr. Nem eonstatamnes nos noandorenses ‘apacidade de desobrir osaer om animals, eo totom Ios parece or inaceasivel. Mas ngo ae eonelua queso eorosinsoneveis ao sro. Adoram seus filhoa, oantarram rtualmentaeriangas pre- ‘maturemento mortas Alig, a morte para lcs nto Geastigo, mnt ‘vento absundo, Isto explearia et sbdesenvlvimento magico: no perebem a retribuigio eomoextrutora do univers A Aeade ‘nia deve analisarse tal eligiaidadetruncada ésintoma de brie MISSA0 Nowo SAPieNS Sartexs Q Mm talidade, ou, plo contréri, de tendénela rumo a outro tipo de rolighosidade, ‘Separamo-nos com s promessa de vltar para renovar econ: tato.Oretar da oxpodigte no achavélida tal pomessa, Crt gue tedo contato com tis animals amengeri fozar om que "degenere- sos", Cr oe, ali, que nossa superieridade téznica efisica nos Jmpdo o suero dover de estudarmes o grupo, afi de padermos limind-lo mals efelentemente do noaso camiaho rumo to Stara ‘Azmaioria da expediggodscorda. A Acsdemi julgard qusis de lune atitudes deve oer seguda, ‘Conclusdo de Minoria: Os neanderense to um reano dog zero humane que representa um bao gem sada na cvelusgo ruse ‘A humanizasdo © dove sor eliminado no Intrease da deaeaval mento, que 60 popéata da nabre Academia, Conclusao da Meloria: A hipstexe austontada polos neanderenses 6 que sio espécio descondeate du nossa. Sua primitividede nfo seria a de animals, mas a de eriangas, *Humanizagi” para cles eria desesvavisientaparallow coope- rativo entre a sua espcio © a nossa. A maiocin sugere que tal ‘ipétae aja examina polo Asndemin, Assinade: (0 Faitiaio-bifalo (ietar) 0 Contador de bias (scretsris) 19. LIVROS [Extrem su biblioteca e contamplar as paredas rosobertas dolivrs (nde procurando dterminadolivo, as contend) & emo ofhar ur lgo ea» bem enantio nosse, mas que eston- do, nto obstante, perigoaignoradc, E sonsagio bo, porque trans- salve aegurancah bira do priga.# pr isto que a bilitzea 6, de todos os quartos da casa, o que di raisabriga. Li ease nteira- santo 26,0 intiramonte creado por outro. Intsiramente 3, por (que protegdo pela costas da livros doe ruldose das visoes do ‘undo, E completamente cercado por astro, porque olives po- dem se faelmentevirodos poem ser destaldados em slicita- ses inumerdvels Tal situagio €0 menor dos abrgns situa de Drovecagbes provoiveis. Na qual esta coredo do exisas muda, Inofensvas echediento, x quai so equandoviradas, param ser ‘omvitas arent, maa quando deizade om paz edo decor de rede parton tar eed dees deers ‘A anilis existencil distinguo entre coisa e outro. Cole & anbmeno li no mundo, que eneonro no meu camino Fume ao mM GQ FrIocoRS riLosOricas atu (@ mort) que reste a mew avango,obetmuind aan visto da minha mort. A toma das exsas 6 0 munde “ble Ao cncontrhr a cis, posto eetender ina mio, apeendla, compre. cendéinomanipuf-la, Poss elimind-la domeucamsinho,ltapased Ja. Mou camino ruma @ mort maveado por soitas manipula © ultrapaseadas Tus colss reolidas ae mew pasado: dexaram de ‘sor problomay as coins que mocercam que inda nip encontet so meu futuro Boos slo meus problemas E por tris dela eet ‘minha morte, horizons do todas as colss em ser la pépri, nen. [io sondo coin, nde ¢ problems. Mash tes ip defender ro munde, Fenémazo gus quia ensontrad, ni pode eer man pladoultzapassado¢rsolvida, Quando quae astendere «ro fim de enmproendéo, nto pees ube, Payue no rest amet savango: avangacomlgo, Porque ele préprio me estende aml, 80 ‘8 mca que se encontram om tal po da encanta Nao posto com preendertal tip de fntmeno 0 "compreender” manipula) No asso, porque me reconhap nla é miu otra, ‘al alse mostra que a maior parte da gonte que eneonteo io 6 meu cute. Tl gente et no meu eaminho,o devo cusipren- {ea o manipuldla B mes problema, E ha citnias (a “antropo TGgieas) que me ajuda a resolver tl problema. Gragas elas posso compreender © manipular gate, fuati-a do mow camino ‘cavanga livremente rue a morte, Mite posca gente que eneo- ‘ro ato meus outros Dat ser 9 mandamenta “ame a humanidade™ Inteiramente diferent do mandamento“amnen-4e ne a U7" ‘Mas hi outros quo encentra e que fo sfo genta Paso te och (que do encoatro com o outro nse fone chameda “Tero. Nim fanémeno, portant, que manipula? Como 6 ist paetvl? caso ‘io defini coisa como fonémene manipulévl, outro come font ‘mena nio-manipalavel? Nio ostante ochaase de ter encontrada ‘uma presenga quo avana comigo ume mure,e ne qual me reco nego, 0 choquo que carctariza o encuatre cum » outro, et Mt inofiemével clare: tl cones exstencil & otéeulo soa todo humaniemo honeste, Nera ado os homens tacoma eu (0 ‘tanta, no ato igual) nem tudo agullo que 6 eomo ev 6 homes. ‘Angumentos raznévsis engajadas em humenismo podem provar ‘que tal eonfanio eat engunada &pecaines, Serbo negorne= {os fortas ostaremos tod slmpatizanda com ees, mas tender ‘8 tarnar a propria razie um tanto duvide Liveos gus Um dos arqumentosrazoveis posiveis 6 estat Os homens ‘ao “veri veer em massa, scm grupos peqweno come ‘soos ls nldeia ou gangues En tis grupos se conocer mu ‘tuament. So es massa qe oo problema. A eiacias entopa. ‘ies no aver” manipolar homens, mas tara, a fim de per. {trque seam os seus componente econheidoe cme hema Mas ‘eurzsamente tal anpoment go aplic igualmenta a liews Se a razio da prosonte manipulagfo desumana de homens por homons 6 a oxpaedo demagrfion des homens, hd iva exple- fo domogrtia de izes. tarba barats dos papendeko, rapide mente manipulives, cxrregdvls em aloo eogsveis no lx to tna olivrocoise de massa. (Camo no eato dos homens) E hot poquenas aides «genus de livros os elas que recarem ap ees da minha bibliotes,e nas quala me reeonheg,"Deveria” havercignciabiblioléica a ajudarme a reeonhocenme am vrs, 0 qual manipolaria amass, portanto nde livres, mas ravi? 1H outro argumentorazovel, opasto ao printer, Livros so ‘vias espeificns,wwaber, melas pelos quals alguns homens ‘omunicam eam outro. Por isto (por algun enna eistncial), ‘alguns eréem que so roconoecm om lives, quando ma realidad fae reconhecem em sous autores B enquants meine de comune (0 0 ivraseatia em crise, i meios mais propriados atualenen- {e,por exemplo, as cana de mates, Destarte estaramos superan- do livzes(omo jt suparamos a lenda fala e ents), prova de ‘we livros sto coisa ultrapasadves come o ao todas as eises 9 ‘onde. A explosto demogrifica tual do vz seri provada ua tliminago isnente. Mo, eurosamente, tal argumento go aplion jgualmente aoe homens, Poderios consders-los mois pelos quale ‘um Autor ecomonien omigo. Por isto per slum engi existen- ia, alguns ertem quo eazeeenheoer em algine homens, quando ‘na realidade se reconhocem no Autor desses homie. (Tal argu ‘onto nia élheio ds oligces do Ocident,Afrma que eam age Jhomens 6 meio do amor a Deus) B,enqwanta melo de comnicae ‘00s homens estariam atualmente om rise, Hd mio mate pro priados, por exemple, camputadares, estarte eataiatno superan~ Ato omens (como estamos superando ree), provade que homens ‘fo pass de eosns, (Tal arguments nao 6 alle a una espéte Ae daewinigmo)Aexploese demogrtia humana aul vera pro ‘ya de sua siminagio minente, Quo significa at? mG Fiecous viLosoricas (ue s2 me roconoyo em algum fendmeno (ja ele homer, ou live, ou no importa o quo), tal onémeno é mew outro, e que ‘no pode haver recoahecimento enganado, Que, pars haver reo- ‘hecimento, ao hd neceasidado da postulate de eutorsupost. De fat, se encontro o autor de umn Ivano qual me recone, ‘osso no reonhecernele autor do liv ¢ muita menos recone. ferme nee, Ko sear encontrar o Aor dos hamens,posso nso ‘coaliesee nie Ele poseo ni reanheet-Lo.Talvex por ser Ble, ‘fo meu Outro, maz Algo inteiramento diferente. A rari dito 6 festa: habent fata homines © habent fata ell. claro quo aléan isto hi autores mas podem sor atSnomos de ais wulores ‘Que digo uanda fimo de determinada coisa que tm au tor? HS dus rosposta a etta pergunts. genética hist) diz ‘que 6 demonstravel que tal coisa fifa pr algudn (onal), ¢ {ie lato 6 “ones” de fal coisa A eatratral (rma ie que & Alemonstrével na prépia coisa uma intengio que atesa ter cla ‘aor Se optar pala primeira respacta, éébvi que tanta homens ‘quanta livres tim autores (No pode haver coisa sem enusn, prova do que tanta homens quanto ltrs ao cols.) Mas se opt pola fsopanda ronposte, a ovdéncia dos autares 6 manos forte Parque a utanomia de homens olivrs apaeco. f vrdado que psso eon ‘tr intenconaldade em homens ives, qua eles npontam algo, snificam algo, Ms sr dil eurtantar que tal lntenclonalide {de 6iqual potald pelos astoes, Not omen a nformagio gen. ‘ica coatida no germe, por exemple, pedo ser consderada como posta Id por um autor eftivamenteeondciona seu partedor @ padres determinadon, Mas tal cndcionamento tem parimetro lamplo,o sora popro portadoe que dard signfesdo tal mensa- gem. Epode sor dito tu proprio autor neste enti. Balgoseme- nants pods er ofr com rept alias (Gem sntrepomarig- es) As paginas da um io contim informagio poste hi por um thtoy, ne 6 infermagto “aber” rao por que um iro pode ter igifcado diferente dagueleentendido yao autor E que bomen 6 irre aio parciskmente aut6aomos de seus autora, ato que ‘s antigoe protondinm ao dizer hatent fata. E como os tabs ‘habe fur, reconhogome neles Sia meus cures Home, livros (ema alguns fendmonos) poor sr eonsl- dorado ita, Sia legiein(Gactvea). Soo enigmas Bato oslg- ‘lisado do “reconhesimento": a deecaberta de quo um dado fonb- hiveos a um reno Genlgma. © mundo das esas o“ebjetive", nto contém enig- tas, as problemas. A diferong Sexton eacvo problema, nada ‘ela; se revo enigma, resta seu significado, Nao i sigaiicado no fando do mando abetive Isto explia a tentativa repetia de ‘considera © mundo “lvro" tentar lle. Prgue é diel aceitar ‘que © mando okjetive ni fem signieado,O “mundo enquanto li ‘teat consis iemnic,erenesentieta otal ot sctcentict, {que faz com que eentistase outros procurem por um sigalficado ‘escondidonnscrsns (a matematica ou qualquer otra mensagem {de nto imperta que Autor) é ences inaustontavel Pongo mie ‘odo ov mai tarde poe ser demonstrade que a signified dear hero fi posto Id polos sous propos doseobidores. Besta a azo ‘porque 6 imporsve o reconhecimento nas eoeas uo mun dhje- ‘vo: por sere opaco endo importa com que igaieado ‘Pree pols que homens lia (e guns outros fenémenos) tom isto om comum: podem ser consderados tanto evisas (partes ‘do mundo objtio) quanto meus outros (exetoe nos quis me e- ‘onheo) Mas hi por ero, dfrengsfondemental entre homens livros no obstante.(Portano hi esperanga para um humanism honesia) O cima de bibliotecn, com o qual 0 presente ensaioeo- mogao prov. A difornga ata: Para consderarhamansenquanto fois, é preci virile e contampliloa plas eoatas. para oa ders livros enquanta outros, € preciso virslaseabrlos, Os ho- mens esto aberiosedevem sr fechades para poder ser manu lds. Os ros esto fechados devem sor manipulados para scr sberts, © iden do muita utopa € manipula a humanidade de ‘orma quo so torme biblioteca com todas a aborturasviradas eo tia a paredo 0 todea aa cosas viradae para 9 possidor da iblio- ‘zc, Em tals wopins os homens passa ser decorato de pare- e. Todos se enignas do mundo teri sido superados (em sr 1 Ssolvida) eserd ponsvelo rotor &inoeénea analabdten (que 6 paras) Reconsderemosa biblioteca com seu lina desegurang ae0 ‘sum pergo latte com eeu elima do eatarabrigade, Quem sat em sua hiblictoe ocontampla as paredesreabertas de ios eat vivenclando« utopia, x plenitude des tompoe. Os livros ( 0 ho- ‘mens no exigem mais er decitfndes,julgades,condanadas que indoe Passran a decorasa de peda Hal aitungio tom peo 2 este: daravante no me reeoahopo ain nada, sou 26 totalmente