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CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil o longo caminho - resumo

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil o longo caminho - resumo

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CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

INTRODUÇÃO: MAPA DA VIAGEM
‡ ‡ A palavra cidadania está na moda após o fim da ditadura militar e da Constituição de 1988. (p.7) Muito se esperou da democracia, mas, os avanços foram poucos: ³«os próprios mecanismos e agentes do sistema democrático, como as eleições, os partidos, o Congresso, os políticos se desgastam e perdem a confiança dos cidadãos´ (p.8) Cidadania pode estar ligado apenas a conquistas dos direitos civis, políticos e sociais? Direitos Civis: direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei (p.9) Direitos políticos: se referem à participação do cidadão no governo da sociedade. Seu exercício é limitado a parcela da população e consiste na capacidade de fazer demonstrações políticas, de organizar partidos, de votar, de ser votado. Em geral, quando se fala de direitos políticos, é do direito do voto que se está falando. (p.9)

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‡ Direitos sociais: garantem a participação no governo da sociedade, a participação na riqueza coletiva. Eles incluem o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, à aposentadoria (p.10). ‡ A soma dos três direitos se fundamenta na justiça social. ‡ T. A. Marshall trabalhou com o conceito de cidadania e suas dimensões (p.10). ‡ A cidadania surgiu na Inglaterra com os direitos civis (XVIII), depois vieram os direitos políticos (XIX) e os direitos sociais (XX). ‡ A educação popular for a condição primordial para a construção da cidadania (p.11).

‡ No Brasil não se aplica o modelo Inglês: ³« houve no Brasil pelo menos duas diferenças importantes. A primeira refere-se à maior ênfase em um dos direitos, o social, em relação aos outros. A segunda refere-se à alteração na sequência em que os direitos foram adquiridos: entre nós o social precedeu os outros (p.12). ‡ Não há cidadania sem a construção de um estadonação: ³Isto quer dizer que a construção da cidadania tem a ver com a relação das pessoas com o Estado e com a nação. As pessoas se tornavam cidadãs à medida que passavam a se sentir parte de uma nação e de um Estado (p.12).

Capítulo I - Primeiros Passos (1822-1930)
‡ O peso do passado (1500-1822) A colonização portuguesa: ³Os portugueses tinham construído um enorme país dotado de unidade territorial, lingüística, cultural e religiosa. Mas tinha deixado uma população analfabeta, uma sociedade escravocrata, uma economia monocultora e latifundiária, um Estado Absolutista´. O Brasil foi conquistado: confronto entre duas civilizações (pedra polida com os europeus detentores de tecnologias avançadas) Dominação: extermínio pela guerra, escravidão e pela doença de milhões de índios. Conquista e a conotação comercial: produção de açucar para resolver o problema da demanda na europa. Porém exigia largas extensões de terras e mão de obra escrava dos negros africanos: ³o latifúndio monocultor e exportador de base escravista´ (p.18). Séc. XVII: a mineração - a criação de gado A escravidão: ³O fator mais negativo para a cidadania foi a escravidão´(p.19)

‡ ³Os escravos começaram a ser importados na segunda metade do século XVI. A importação continuou ininterrupta até 1850, 28 anos após a independência. Calcula-se que até 1822 tenham sido introduzidos na colônia cerca de 3 milhões de escravos. Na época da Independência, numa população de cerca de 5 milhões, incluindo 800 mil índios havia mais de 1 milhão de escravos (p.19). ‡ Em todos os setores da sociedade havia escravos: ³A escravidão penetrava em todas as classes, em todos os lugares, em todos os desvãos da sociedade: a sociedade colonial era escravista de allto a baixo´(p.20).

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Sobre a dizimização dos índios: ³Os índios foram rapidamente dizimados. Calcula-se que havia na época da descoberta cerca de 4 milhões de índios. Em 1823 restava menos de 1 milhão´. No período colonial não havia poder público: ³A conseqüência de tudo isso era que não existia de verdade um poder que pudesse ser chamado de público, isto é, que pudesse ser a garantia da igualdade de todos perante a lei, que pudesse ser a garantia dos direitos civis´ (p.22). Sobre a educação ± analfabetismo da maioria: ³Mas se verificamos que em 1872, meio século após a independência, apenas 16% da população era alfabetizada, poderemos ter uma idéia da situação àquela época´(p.23) As universidades no Brasil: contrastando com a Espanha, Portugal não permitia a criação de universidades em suas colônias: ³Na parte portuguesa, escolas superiores só foram admitidas após a chegada da corte, em 1808. Os brasileiros que quisessem, e pudessem seguir curso superior tinham que viajar a Portugal, sobretudo a Coimbra´(p.23) No período colonial a grande maioria da população ficou excluída dos direitos civis e políticos e sem a existência de um sentido de nacionalidade.

1822: Os direitos políticos saem na frente ‡ Houve a independência mas nada mudou na questão da cidadania ‡ Contrariando outros países da América Latina no Brasil a independência foi pacífica. O que houve foi a negociação entre a elite nacional, a coroa portuguesa e a Inglaterra, tendo como figura mediadora o Príncipe D. Pedro (p.26) ‡ A independência negociada ‡ Portugal aceita a ³independência´do Brasil: ³Graças à intermediação da Inglaterra, Portugal aceitou a independência do Brasil mediante o pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas´(p.27) ‡ Unificação ao invés da fragmentação territorial ‡ A notícia da independência só chegou depois de três meses nas capitais das províncias mais distantes

‡ Constituição outorgada de 1824: ³regeu o Brasil até o fim da monarquia, combinando idéias de constituições européias, como a francesa de 1791 e a espanhola de 1812, estabeleceu os três poderes tradicionais, o Executivo, o Legislativo (dividido em Senado e Câmera) e o Judiciário. (p.29). ‡ Alta participação nas eleições de 1872: 13% da população adulta masculina votou ± excluindo os escravos. ‡ De 1822 a 1930 houve eleições ininterruptas. ‡ Eleições fraudulentas ± cabresto ‡ Guerra do Paraguai: surge o sentimento de nação no Brasil

‡ 1881: tropeço (limite de voto aos analfabetos ± aumento da renda para votar, 200 mil réis), somente 15% da população era alfabetizada. ‡ 1872 ± 13% da população livre ‡ 1886 ± 08% da população (p.39) ‡ 1945 ± 13,4% da população (p.40) ‡ De 1890 ± 1930: política dos coronéis ± elites locais ± Política café com leite (SP ± MG) ± eleições fraudulentas ‡ Participação popular restrita no Brasil (p.43)

‡ Direitos civis só na lei ‡ No período colonial: escravidão, grande propriedade rural, Estado comprometido com o poder privado (p.45). ‡ Escravidão: pressão inglesa para o fim do tráfico. 4 milhões de escravos (p.46) ‡ Brasil; último país de tradição cristã e ocidental a libertar os escravos (p.47). ‡ Guerra de Secessão nos EUA (1860) ± SUL ESCRAVISTA ( o escravo que fugisse para o norte tornava-se livre (p.48). ‡ O cristianismo (IGREJA) admitia a escravidão (p.49). José do Patrocínio ± filho de padre com escrava (p.50)

‡ Negros libertos: ³No Brasil, os libertos não foram dadas nem escolas, nem terras, nem empregos. Passada a euforia da libertação, muitos ex-escravos regressaram a suas fazendas, ou a fazendas vizinhas, para retormar o trabalho por baixo salário (p.52). ‡ O negro hoje: encontra-se entre os que ocupam posições inferiores« (p.52)

‡ A grande propriedade: coronelismo e monocultura de exportação (cana, algodão, café) ‡ ³Para os amigos pão, para os inimigos pau´(p.57). ‡ ³Não havia justiça, não havia poder verdadeiramente público, não havia cidadãos civis. Nessas circusntâncias, não poderia haver cidadãos políticos´. Mesmo que lhes fosse permitido votar, eles não teriam as condições necessárias para o exercício independente do direito político (p.57).

‡ A cidadania operária ‡ Na década de 20 deu-se a urbanização e o processo de industrialização e aumento do operariado (p.58). ‡ Anarquismo (GREVE GERAL DE 1917) ‡ Criação do Partido comunista (1922) formado por ex-anarquistas (p.59). ‡ Avanço nos direitos civis (p.60) ‡

‡ Os direitos sociais ‡ ³Com direitos civis e políticos tão precários, seria difícil falar de direitos sociais (p.61). ‡ Apenas associações particulares (Igreja)

‡ Cidadão em negativo ‡ O Brasil de 1881 a 1925: ³O Brasil não tem povo´ Louis Couty (p.64). ‡ Da mesma forma: em 1920, em 30 milhões de habitantes, apenas 24% sabiam ler e escrever (p.65). ‡ Para salvar a Pátria, Carvalho cita dois movimentos: o abolucionista e o tenentismo (1922) (p.66). ‡ Outras formas de resistências: cabanos, balaiada, cabanagem (Pará ± a mais violenta ± 30 mil mortos (p.69). Canudos e Contestado, Revolta da Vacina«

‡ O sentimento nacional ³Ao final da colônia, antes da chegada da corte portuguesa, não havia pátria brasileira´(p.76) Três revolts da regência com cunho separatista: A sabinada, a Cabanagem e a Farroupilha (p.77) Foi apenas na Guerra do Paraguai (1865-1870) que surgiu a nação (p.78), mobilizou cerca de 135 mil soldados vindos de todas as províncias« A República e o golpe: ³Além disso, o ato da proclamação em si foi feito de surpresa e comandado pelos militares que tinham entrado em contato com os conspiradores civis poucos dias antes da data marcada para o início do movimento (p.80)

‡ Famosa frase de Aristides Lobo: ³O povo do Rio de Janeiro assistira bestializado, isto é, bestificado, atônito, aos acontecimentos, sem entender o que se passava, julgando tratar-se de parada militar´(p.81) ‡ A participação popular foi menor do que na Proclamação da independência (p.81) ‡ A República adotou o federalismo ao estilo norteamericano reforçando os governos estaduais (p.81) ‡ Movimentos anti-republicanos: Canudos uma ameaça a República. (Euclides da Cunha - Os Sertões) e Contestado em SC.

‡ Até 1930 ± participação política restrita: ³Podese concluir, então, que até 1930 não havia povo organizado politicamente nem sentimento nacional consolidado´ (p.83). ‡ Cidadania negativa; ³Era uma cidadania em negativo, pode-se assim dizer´ (p.83) ‡ ³Aos grandes acontecimentos políticos nacionais, ele assistia, não como bestializado, mas como curioso, desconfiado, temeroso, talvez um tanto divertido´(p.83).

CAPÍTULO II ± MARCHA ACELERADA (1930-1964)
‡ 1930 ± Um divisor de águas na história do país: ³A partir desta data, houve aceleração das mudanças sociais e políticas, a história começou a andar mais rápido´(p.87) ‡ Avanços nos direitos sociais: criou-se o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, logo após veio a Consolidação das Leis do Trabalho em 1943 (p.87) ‡ No plano político ± instabilidades (alternância de regimes democráticos com ditaduras) ‡ 1934 - Nova Constituição e elegeu Vargas presidente. Em 1937 Vargas dá o golpe militar apoiado pelos militares - até 1945 (p.87)

‡ Após 1945 iniciou um período democrático no país. (p.88) que terminou em 1964. características políticas; populismo, nacionalismo

‡ 1930: Marco divisório Revolução de 30 ± crise internacional (1929 ± queda da bolsa de valores de NY); 1922: Semana de arte moderna ± femento oposicionista contra o federalismo e as oligarquias locais - no campo cultural e intelectual (p.92) Inspiração no modernismo e no futurismo europeu. Alberto Torres: fortalecimento do Estado para fazer as mudanças necessárias (p.93): ³Para Torres, talvez o mais influente pensador da época, a sociedade brasileira era desarticulada, não tinha centro de referência, não tinha propósito comum. Cabia ao Estado organizá-la e fornecer-lhe esse propósito (p.93) ‡ Dois oligarcas concorrem ao poder em 1930: Júlio Prestes e Getúlio Vargas (Aliança Liberal) (p.94)

‡ Ensaios de participação política (1930-1937) O Brasil vive uma fase de agitação política 19932 ± Revolução Constitucionalista (os paulistas pediam o fim do governo ditatorial e a convocação de eleições para escolher uma assembléia constituinte (p.100) Avanços: a criação do voto secreto e da Justiça Eleitoral (1933) Dois grupos políticos: A esquerda ANL (Aliança Nacional Libertadora) liderado por Luís Carlos Prestes e a AIB de orientação fascista, dirigido por Plínio Salgado (p.102) - integralistas

‡ 1937 ± 1945: regime ditatorial civil (p.109) ‡ Os direitos sociais na dianteira (1930-1945) ± A CLT em 1943: ³O período de 1930 a 1945 foi o grande momento da legislação social. Mas foi uma legislação introduzida em ambiente de baixa ou nula participação política e de precária vigência dos direitos civis´(p.110). ‡ CLT ± influência da Carta de Lavoro, a lei sindical corporativa do fascismo italiano (p.120). ‡ Os direitos sociais vieram sem os direitos políticos (p.126)

‡ A vez dos direitos políticos (1945-1964): ³O país entrou em fase que pode ser descrita como a primeira experiência democrática de sua história´(p.127). ‡ PTB ± UDN (União Democrática Nacional) ‡ ESG (Escola Superior de Guerra) que se tornou centro de doutrinação anticomunista e antivarguista. ‡ JK: desenvolvimentismo ± capital externo, industrialização do país, multinacionais ‡ PSD (Partido Social Democrático) e PTB apoiaram JK. Contra os opositores da UDN ‡ O PCB teve seu registro cassado em 1947

‡ Confronto e fim da democracia (p.144) ‡ ³O período de 1930 a 1937 representou um primeiro ensaio de participação popular na política nacional. Foi tentativa ainda hesitante e mal organizada. Não houve tempo para o aprendizado da participação, para a organização de partidos ou movimentos bem enraizados´ (p.144) ‡ A participação popular aumentou após 1945: ³Em 1930, os votantes não passavam de 5,6% da população. Na eleição presidencial de 1945, chegaram a 13,4%, ultrapassando, pela primeira vez, os dados de 1872´(p.146).

‡ Esquerda (19%) Centro (45%) Direita (23%) ‡ O povo sempre foi considerado incapaz: ³O povo perturbava o funcionamento da democracia dos liberais. Para eles, o governo do país não podia sair do controle de suas elites esclarecidas´(p.151).

Cap. III Passo atrás, passo adiante (19641985)
‡ ‡ ‡ 1) 2) No período ditatorial os direitos civis e políticos foram restringidos pela violência (p.157). 1937 e 1964 (os dois períodos se assemelham) O período militar: Fase: 1964-1968 (Castelo Branco e primeiro ano do governo Costa e Silva) Fase: 1968-1974 (anos mais sombrios da história do país, do ponto de vista dos direitos civis e políticos. Governos autoritários e truculentos. Médici ± repressão política violenta e crescimento econômico, mas o salário continuou a decrescer (p.158) Fase: 1974-1985 (Geisel e Figueiredo± tentativa de liberalização do sistema ± fraco crescimento econômico).

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Passo atrás: nova ditadura (19641974)
‡ ‡ ‡ Retrocesso: ³Atos Institucionais´ ± AI 1 (1964) - cassação dos direitos políticos« ³o perigo comunista era a desculpa mais usada para justificar a repressão (p.160). AI 2 (1965) aboliu a eleição direta para presidente da República, dissolveu os partidos políticos criados a partir de 1945 e estabeleceu um sistema de dois partidos (p.161) AI 5 (1968) o mais radical de todos, o que mais fundo atingiu direitos políticos e civis. O Congresso foi fechado, passando o presidente, general Costa e Silva, a governar ditatorialmente. Foi suspenso o habeas corpus para crimes contra a segurançã nacional« (p.162) « cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos de deputados e vereadores, demissão sumária de funcionários públicos. Censura a imprensa, pena de morte por fuzilamento«. O sistema bipartidário foi criado em 1966 (p.165) Arena e MDB Os direitos sociais voltaram com os militares (p.171) Criou-se o INPS, Funrural, FGTS, BNH, e em 1974 o Ministério da Previdência e Assistência Social (p.172)

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Passo adiante: voltam os direitos civis e políticos (1974-1985)
‡ Geisel ± da linha liberal conservadora ± 1974 abertura lenda e gradual para a democracia ‡ Em 1974 houve eleições e o governo saiu derrotado no Senado. Havia 22 cadeiras em disputa, das quais a oposição, isto é, o MDB ganhou 16. Nas eleições a Câmara o MDB não conseguiu maioria, mas aumentou sua bancada de 87 para 165 deputados. A Arena caiu de 223 para 199 (p.175) Em 1979 ± Figueiredo foi abolido o bipartidarismo Em 1982: eleições diretas para governador

A cidadania após a redemocratização
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ A Constituição de 1988: a mais liberal e democrática que o país já teve, a constituição cidadã. (p.199). Em 1989 a primeira eleição direta para presidente da república desde 1960. ³A democracia política não resolveu os problemas econômicos mais sérios, como a desigualdade e o desemprego« (p.199) Em 1990 havia no Brasil ainda cerca de 30 milhões de analfabetos. Em 1998, 8% dos eleitores eram analfabetos. (p.200) Em 1996 ± 14% de analfabetos (p.206). Em 1997, 32% da população de 15 anos ou mais era formada de analfabetos funcionais, isto é, que tinham menos de 4 anos de escolaridade (p.207). Desigualdade social aumentou (p.208) A questão étnica (p.208)

‡ Votos na eleição presidencial: 1989 ± 72,2 milhões 1994 ± 77,9 milhões 1998 ± 83,4 milhões 2002 ± 94,7 milhões 2006 ± 104,8 milhões

‡ Novos partidos (cerca de 30 partidos) ‡ Distorção regional de representatividade (uma pessoa, um voto) ± mínimo de 8 deputados e um teto de 70. O norte e nordeste sobre-representados e o sul e o sudeste sub-representados. Um eleitor de Roraima valia 16 vezes o de um eleitor paulista (p.202). ‡ Fidelidade partidária (infidelidade)

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Direitos civis ainda deficientes: Precaridade do conhecimento dos direitos civis, também dos políticos e sociais (57% dos pesquisados não sabiam mencionar um só direito) Falta de segurança individual, à integridade cívica, ao acesso à justiça (p.211) Pouca confiança na polícia (p.214). Insegurança: Altas taxas de homicídios ± ³A taxa nacional de homicídios por 100 mil habitantes passou de 13 em 1980 para 23 em 1995, quando é de 8,2 nos Estados Unidos (p.212) O Judiciário não cumpre seu papel (acesso limitado à justiça) ± morosidade ± número reduzido de defensores públicos« Descrença no Judiciário ³Para quantificá-los, os ³elementos´ estariam entre os 23% de famílias que recebem até dois salários mínimos. Para eles vale apenas o Código Penal´(p.217)

Conclusão: a cidadania na encruzilhada
‡ A lógica inversa: primeiros os direitos sociais, depois os políticos e civis: ³Aqui primeiro vieram os direitos sociais, implantados em período de supressão dos direitos políticos e de redução dos direitos civis por um ditador que se tornou popular. Depois vieram os direitos políticos, de maneira também bizarra. A maior expansão do direito do voto deu-se em outro período ditadorial, em que os órgãos de representação política foram transformados em peça decorativa do regime´(p.220) ‡ Os direitos civis continuam inacessíveis: ³Finalmente, ainda hoje muitos direitos civis, a base da sequência de Marshall, continua inacessíveis à maioria da população. A pirâmide dos direitos foi colocada de cabeça para baixo´ (p.220).

‡ Na Inglaterra as liberdade civis vieram primeiro, logo após os direitos políticos (partidos) e, por fim, os direitos sociais (p.220) ‡ No Brasil criou-se a estadania ao invés da cidadania (p.221). ‡ Messianismo (p.221) ‡ Clientelismo (p.223)

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