“Doce espera”

Giovanna Artigiani
A abertura da porta revelava o cheiro dele, impregnado no minúsculo apartamento de Patrícia.
Pendurado no lustre da sala, ele havia deixado um móbile, feito com os compridos fios de cabelo dela, sempre
perdidos pela casa. Na ponta dos fios, pendentes, delicados, pacientes, tsurus de origami.

* Publicado na Antologia de mini-contos da Editora Sul Info (2013)