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eas ae JOVENS E ADULTOS 3° Trimestre de 1998 Jgbes — -Bilolicas Comentario: ELIENAI CABRAL Consultor Doutrinario e Teolégico: ANTONIO GILBERTO SUMARIO Licdes do 3° Trimestre de 1998 s = ‘i 3S 2 & > zee ets aks 8 2s eg 3 5 S 3 Ligaol A importancia da escatologia biblica Ligdo 2 A doutrina da morte Ligao 3 O estado intermediario dos mortos Li¢cao 4 A ressurreigio dos mortos Li¢gao 5 Sinais da vinda de Cristo Licto 6 ‘ Israel, 0 relégio escatolégico de Deus Licgao 7 O arrebatamento da Igreja Li¢gao 8 O tribunal de Cristo _ Ligaio 9 As bodas do Cordeiro Licg&o 10 A Grande Tribulagao Lic&o 11 Israel na Grande Tribulagio Lig&o 12 Os gentios na Grande Tribulacio Li¢gao 13 O reino milenial de Cristo A IMPORTANCIA DA ESCATOLOGIA BIBLICA TEXTO AUREO “Porque a viséo é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falard,.c nao menti- 14; se tardar, espera-o, porque certamente vird, nao tardara” ~ He 2.3), VERDADE PRATICA A escatologia é uma reali- dade que envolve tanto o pre- sente como o futuro e, para entendé-la, devemos estudé-la com cuidado e apoio biblico. LEITURA DIARIA Segunda - Gn 3.15; Ap 12.9; 20.2 A primeira profecia escatolégica Terga- Gn 3,15; 22,18; 26.4; 28,14; 49.10; 2 Sm 7.12,13 A promessa do Redentor vindouro Quarta - Is 7.14; 9.6; 42.1-4; 49.5- 7; 52.13-15 A predicdo do futuro Rei e Redentor Quinta - Is 53 A predigGo dos sofrimentos de Jesus Sexta - Dn 2.44,45; 7.13,14 A predi¢do do Reino vindouro do Senhor Sdbado - Jr 23.3; Is 11.11; Ez 37.1- TH; J12.28,29 A restauragdao de Israel LEITURA BIBLICA EM CLASSE 1 JOAO 2.18-25,28 18 - Filhinhos, é j4 a dltima hora; e, como ouvistes que vem 0 anticristo, também agora muitos se tém feito anticristos; por onde conhecemos que é ja a ultima hora. 19 - Safram de nés, mas nao eram de nés; porque, se fossem de nés, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que nao sao todos de nés. 20 - E vés tendes a uncao do Santo e sabeis tudo. 21 - Nao vos escrevi porque nao soubésseis a verdade, mas por- que a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 22 - Quem é o mentiroso, se- nao aquele que nega que Jesus é 0 Cristo? E 0 anticristo esse mesmo que nega 0 Paie o Filho. 23 - Qualquer que nega o Fi- lho também nao tem o Pai; e aque- le que confessa o Filho tem tam- bém o Pai. 24 - Portanto, o que desde o principio ouvistes permaneca em vés. Se em vés permanecer 0 que desde o principio ouvistes, tam- bém permanecereis no Filho e no Pai. 25 - E-esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 28 - E agora, filhinhos, perma- necei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confian- ¢a e nao sejamos confundidos por ele na sua vinda. PONTO DE CONTATO Os crentes nutrem um desejo pro- fundo para conhecer os eventos fu- turos. Contudo, quando em contato com as profecias biblicas encontram dificuldade para interpreté-las. Mui- tos por desconhecerem os principi- os de interpretagdo tém feito uso de métodos inadequados chegando a formular teorias incorretas, trazendo, assim, prejufzo a sua vida cristi ea Igreja. O estudo de escatologia, nes- te trimestre, conduzird, sem diivida, os alunos de nossa Escola Domini- cal a uma compreensao clara das profecias biblicas. OBJETIVOS Apés a aula dada seus alunos de- verdio estar aptos a: Definir o sentido de escatologia. Estabelecer as diferengas entre a profecia biblica e a profecia como dom na Igreja. Reconhecer o estudo da escatolo- gia como matéria necesséria a fé crista. Enumerar os métodos de inter- pretagao da escatologia. Aplicar as verdades proféticas ao desenvolvimento da fé crista. SINTESE TEXTUAL Veremos nesta ligéo a impor- tancia da escatologia e como o seu 4 uso com cuidado e respaldo bibli- co contribui para a boa interpreta- ¢ao das profecias biblicas. Estuda- remos os seus métodos e princfpi- os bdsicos de interpretagdo, bem como a sua relagao com os aspec- tos presentes e futuros da profecia biblica. ORIENTAGAO DIDATICA Os acontecimentos do futuro tém sido assunto do interesse da hu- manidade, principalmente neste sé- culo. A Igreja de Cristo aguarda um futuro glorioso como conseqiiéncia de sua comunhao com Deus. Ape- sar de estarmos tratando de um tema que, se nfo houver cuidado, entra no terreno da especulagdo, preci- samos introduzir os t6picos da ligdo buscando levar os alunos a refleti- rem idéias preconcebidas e quais as suas bases. Para isso, objetivando a edificagao da classe, sugerimos que inicie cada tépico perguntando, e in- duzindo os alunos a reflexao e a dar respostas. Qual a preocupagio principal da escatologia? Como deve ser interpretada a profecia biblica? Quais os métodos de interpreta- Gao da escatologia biblica? Qual a diferenga entre profecia biblica e dom de profecia? Estas e outras questées poderao ser usadas para um estudo prazeroso e com resultados mais eficazes. COMENTARIO INTRODUCAO Escatologia € um termo consti- tufdo de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “tiltimas coisas” e “tratado” ou “estudo”. E 0 estudo acerca de coi- sas € eventos futuros profetizados na Biblia. Nas primeiras palavras do texto de Ap 1.1 podemos entender o sentido da escatologia para a Igreja: “Revelagao de Jesus Cristo, a qual Deus Ihe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente de- vein acontecer”. Em resumo, signi- fica para os cristaos “o estudo ou a doutrina das tiltimas coisas”. I. O CAMPO DA ESCATOLOGIA BiBLICA 1. A escatologia tem sua base na revelacio divina. A Biblia é a revelagio da vontade de Deus a hu- manidade. Inicialmente, Deus esco- lheu a semente de Abraio, ou seja, 0 povo de Israel, para revelar a sua vontade. Mais tarde, Deus ampliou o campo da sua revelacao e formou um novo povo, a Igreja, constituida de judeus e gentios (Ef 2.11-19). A partir de entao, a Igreja é 0 alvo da revelagao divina. Toda a revelagiio aponta para o futuro e a Igreja cami- nha neste mundo com uma esperan- ¢a, pois é identificada como “pere- grina e forasteira”, 1 Pe 2.11. Ela existe por causa da esperanga (Rm 5.2; 8.24; Ef 4.4; 1 Ts 4.13). A es- peranga indica uma meta; traga pla- nos para um futuro. O mundo pagio se fecha dentro de um fatalismo his- térico, sem expectativas, sem futu- ro, mas a Biblia revela o futuro. 2. A escatologia pertence ao campo da profecia. A preocupacgio principal do estudo da escatologia é interpretar os textos proféticos das Escrituras. As verdades proféticas se tornam claras e definidas quando se tem o cuidado de interpreté-las se- guindo os principios de interpreta- ¢do, observando o seu contexto his- térico e doutrindrio. O apdéstolo Pedro teve o cuidado de explicar essa questao quando escreveu: “E temos mui firme, a palavra dos profetas, a qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lu- gar escuro, até que o dia esclarega, a estrela da alva aparega em vosso coragio”, 2 Pe 1.19. Na verdade, o apéstolo procura contrastar as idéi- as humanas com a palavra da profe- cia escrita na Biblia. Ele fortalece a origem divina das Escrituras e da sua profecia. Nao podemos duvidar nem admitir falha na Palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espirito Santo (2 Tm 3.16). A inerrancia das Escrituras tem sua base na infalibilidade da Pa- lavra de Deus. Outrossim, 0 mesmo autor declara que “nenhuma profe- cia da Escritura é de particular in- terpretagao; porque a profecia nun- ca foi produzida por vontade de ho- mem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Es- pirito Santo”, 2 Pe 1.20,21. Il. METODOS DE _ INTERPRETACAO DA ESCATOLOGIA Na historia da Igreja tém sido adotados varios métodos de interpre- taco no que concerne as escrituras proféticas. Eles tém produzido expli- cagGes e posigGes que obrigam os cris- tdos a serem cautelosos. Ha idéias di- vergentes, por exemplo, com respeito ao arrebatamento da Igreja. Alguns o admitem antes e outros créem que se dard no meio da Grande Tribulagao, As teorias sao varias, mas precisamos ser definidos sobre o assunto. Para isso, dois métodos de interpretagado devem merecer a nossa atencao. 1. O método alegérico ou figu- rado. Alguns te6logos definem a ale- goria “como qualquer declaragao de fatos supostos que admite a interpre- tacdo literal, mas que requer, também, uma interpretagéo moral ou figura- da”. Quando interpretamos uma pro- fecia biblica, sem atentarmos para 0 seu sentido real, figurado ou literal, negamos o seu valor histérico, dan- do uma interpretagéo de somenos importancia. Corremos 0 risco de anular a revelagio de Deus naquela profecia. Daf, as palavras e os even- tos proféticos perderem o significa- do para alguns cristdos. Quando o sentido de uma profe- cia é literal e se interpreta alegorica- mente, se esta, de fato, pervertendo 0 verdadeiro sentido da Escrituras, com 0 pretexto de se buscar um sen- tido mais profundo ou espiritual. Por exemplo, ha os que interpretam o Milénio alegoricamente. Nao acre- ditam num Milénio literal. Por esse modo, além de mutilarem o sentido real e literal da profecia, anulam a esperanga da Igreja. Tenhamos cuidado com interpre- tages feitas superficialmente ao bel- prazer das especulagGes do intérpre- te, com idéias préprias ou ao que Ihe parece razodvel. Declaragées como: “eu penso que é isso”, “eu sinto que € isso”, sao tipicas de interpretagdes vaidosas, irresponsdveis e vazias de temor a Deus. Portanto, 0 método alegérico deve ser utilizado correta- mente. Paulo utilizou-o em Gélatas 4.21-31, Ele tomou as figuras ilus- tradas no texto com fatos literais da antiga dispensagao, mas apresentou- os como sombras de eventos futuros. 2. O método literal e textual. Esse € 0 método gramético-histérico. Isto é: se preocupa em dar um sentido lite- ral as palavras da profecia, interpretan- do-as conforme o significado ordind- tio, de uso normal. A preocupagao b4sica é interpretar 0 texto sagrado consoante a natureza da inspiragaio da profecia. Uma vez que cremos na ins- piracdo plena das Escrituras através do Espirito Santo, devemos atentar para © fato de que ha textos que tém ape- nas um sentido espiritual, sem que exi- ja, obrigatoriamente, uma interpreta- do literal ou figurada. Ambos os métodos sao validos, mas devem ser utilizados com cuida- do e precisio. Ha uma perfeita rela~ ¢4o entre as verdades literais e a lin- guagem figurada. Temos o exemplo biblico da apresentag’o de Joao Ba- tista no texto de Joao 1.6, que diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era Joao”. Notemos que o texto esté falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era Joao. Os termos empregados referem-se li- teralmente a alguém fisicamente. Mais tarde, Joao Batista, ao identifi- car Jesus, usou uma linguagem figu- rada, quando diz: “Eis af o Cordeiro de Deus”, Jo 1.29. Na verdade, Jesus era um homem real e literal, mas Joao usou a forma figurada para denotar 0 sentido literal da pessoa de Jesus. TIL. A PROFECIA NA PERSPECTIVA ESCATOLOGICA Nao entenderemos a profecia bi- blica se a confundirmos com “o dom da profecia”. A profecia bibli- ca tem um caréter inerr4vel, porque ela esta nas Escrituras inspiradas pelo Espfrito Santo. A profecia, como dom do Espirito, tem a sua importancia no contexto da Igreja de Cristo na Terra, pois depende de quem a transmite e, por isso, sujei- ta aerro e julgamento (1 Co 14.29), e nao pode ter validade se a mesma choca-se com o ensino geral das Escrituras. 1. A profecia cumprida e a fu- tura, Para que a profecia biblica te- nha 0 crédito que merece, devemos estudd-la no que concerne ao que jé foi cumprido e, também, referente ao futuro. Uma grande parte dos livros da Biblia contém predigdes. Quando estudamos as profecias cumpridas podemos enxergar o seu caréter divi- no, ¢ fazer distingao com as profeci- as néo cumpridas. Jesus, em seu dis- curso aos discfpulos no aposento alto, falou do ministério do Espirito Santo apds sua ascensao aos céus, e disse: “Ele vos ensinaré e vos anunciaré as coisas que hao de vir”, Jo 16.13. 2. A profecia e o ministério da Palavra. Toda declaragao biblica so- bre profecia é tio crivel quanto aque- Jas declaragées histéricas. Certo'au- tor de teologia declarou que “a his- toria da raga humana é a histéria da comunicagéo de Deus com o ho- mem”. Deus mesmo recorre a sua Palavra, nao como uma simples evi- déncia da verdade declarada, mas como a tnica forma pela qual nés podemos obter uma perfeita e com- pleta visio do propésito divino em relagdo a salvagdo. Por isso, preci- samos observar a histéria do passa- do, presente e futuro. Devemos ter confianga de que assim como teve cumprimento a Palayra de Deus no passado e o tem no presente, o mes- mo acontecerd com as profecias re- lacionadas ao futuro. CONCLUSAO As Escrituras Sagradas apresen- tam um s6 sistema de verdade. Nao importa o que dizem as varias esco- las de interpretagio. Suas interpreta- ¢6es podem variar e até estar equivo- cadas. E, nem a Biblia se presta a dar apoio a qualquer sistema de interpre- tagao. O futuro é uma parte do plano de Deus, e sé Ele conhece tudo 0 que encerra a profecia. As opinides huma- nas tém valor enquanto estiverem em conformidade com as Escrituras. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Teolégico Além de ser um dos capitulos da dogmiatica cristé, ou seja, o estudo sistematico e légico das doutrinas concernentes as tiltimas coisas, ha quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta 0 Dicionario Teolégico (CPAD): “Escatologia consistente. Termo nascido com Albert Schweitzer, se- gundo o qual as ag6es e a doutrina de Cristo tinham um cardter essencial- mente escatolégico. Nao resta dtivi- da, pois, de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos disci- pulos as doutrinas das tiltimas coisas. Todavia, sua preocupaciio basica era a salvagao do ser humano. Ele tam- bém jamais deixou de se referir & vida pratica e sofrida do homem. “Seus ensinos, por conseguinte, nao foram deformados por qualquer énfase exagerada. Nele, cada conse- lho de Deus teve o seu devido lugar. “Escatologia idealista. Corrente doutrindria que relaciona a escatolo: gia biblica 4 verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das Ultimas coisas nao teré qualquer cfeito pra- tico sobre a histdria da humanidade. Relegam-na, pois, & condigio de mera wlopia. “Mas, 0 que dirdo eles, por exem- plo, acerca das profecias j4 cumpri- das? Sera que estas nao referendam as que est4o por se cumprirem? Nao nos esquegamos, pois, ser a profecia aesséncia da Biblia. Se descrermos daquela, nao poderemos crer nesta. “Escatologia individual. Estudo das tiltimas coisas que dizem respei- to exclusivamente ao individuo, tra- tando de sua morte, estado interme- diario, ressurreigfo e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem € feita, quer a Israel, quer a Igreja. “Escatologia realizada. Ponto de vista defendido por C. H. Dodd, se- gundo o qual as previsées escatol6- gicas das Sagradas Escrituras foram todas cumpridas nos tempos bibli- cos, Atualmente, portanto, j4 nao nos resta nenhuma expectativa profética, de acordo com 0 que ensina Dodd. “Gostarfamos, porém, que ele nos respondesse as seguintes perguntas: A Segunda vinda de Cristo ja foi realizada? A grande tribulagaio j4 é histéria? O julgamento final ja foi consu- mado?”, Subsidio Doutrinario A escatologia tem profunda rela- gio coma profecia. Nao podemos evi- tar nem negligenciar a profecia, Se trouxermos 0 estudo da Biblia apenas: para a esfera presente, como tratare- mos das profecias que nos estimulam a vigiar acerca da vinda de Cristo? Hé tum outro fator importante nessa tela- co cntre a escatologia e a profecia que €0 seu cumprimento passado. Sao pro- fecias que foram faladas ou registradas bem antes dos eventos profetizados, principalmente, aquelas relativas a Cristo. As profecias quanto a sua pri- meira vinda se tornaram histéricas pelo seu cumprimento literal (Is 7.14; Mq 5.2; Is 11.2; Ze 9.9; $141.9; Ze 11.125 $150.6; SI 34.20; Is 53.4-6). Portanto, a relagao da escatologia com a profe- cia nao é tedrica, porque tem o teste- munho das Escrituras. Subsidio Bibliolégico Compreender a linguagem da mensagem profética no estudo da es- catologia é de fundamental impor- tancia. Toda e qualquer declaragio profética depende da linguagem. Ex- presses simples do conhecimento humano foram usadas e inspiradas pelo Espirito Santo aos profetas, para que, na apresentagio da mensagem profética, nao houvesse confusao na sua compreensao. A linguagem da profecia bfblica é singela e clara, mesino quando ela vem em forma alegérica. Seu objetivo primordial é apresentar as verdades divinas. Todo aquele que ministra a Biblia é cha- mado por Deus para declarar “todo o conselho de Deus” (At 20.27). Nao ha como escapar da responsabilida- de de conhecer e interpretar correta- mente os textos biblicos proféticos. GLOSSARIO. Denotar: manifestar, Tazer notar; fazer ver; ndicar, mostrar, Dogmiatica: Estudo ordenado e sistematico de doutrinas. Fatalismo: Atitude ou doutrina que admite que o curso da vida hu- mana esta, em graus e sentidos di- versos, previamente fixado, sendo a vontade ou a inteligéncia impoten- tes para dirigi-lo ou altera-lo. Pagito: Pessoa que adora a deu- ses falsos. Utopia: Projeto irrealizdvel, qui- mera, fantasia. QUESTIONARIO 1. Defina 0 que é escatologia. R. Eo estudo acerca de coisas e eventos futuros profetizados na Bi- blia. 2. Qual a preocupagao principal da escatologia? R. Interpretar os textos proféti- cos das Escrituras. . 3. Quais os dois métodos de in- terpretagao da escatologia? R. Alegérico ou figurado, e lite- ral ¢ textual. 4. Qual a diferenga entre o dom de profecia e a profecia biblica? R. A profecia, como dom do Es- pirito, depende de quem transmite e € sujeita a julgamento, e a profecia biblica tem carater inerrdvel porque ela estd nas Escrituras inspiradas pelo Espirito Santo. 5. Qual a Unica forma para po- dermos obter uma perfeita e comple- ta visdo do propésito divino em re- lagio a salvagao? R. Recorrer a Palavra de Deus. Li¢ao 2 12 de julho 1998 A DOUTRINA DA MORTE TEXTO AURFO “Pelo que, como por um homem entrou o pecado. no mundo, e pelo pecado, a mor- te, assim também a morte pas- soua todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). VERDADE PRATICA A morte nfo é um fenéme- no natural na vida humana. Ela é a maldigio divina contra. o pecado e sé Jesus foi capaz de cravar essa maldigéo no lenho de Sua cruz no Calvario, LEITURA DIARIA Segunda - Rm 5.12-15 A morte procede do pecado Terga - Gn 2.17; Ab 9.27; Gn 3.19 O aviso divino sobre a morte Quarta - $1 23.1-4 Em perigo de morte Quinta - 1 Co 15.54-57 Jesus venceu a morte Sexta - Gn 5.5,8,11,14,20,27,31 A histéria do homem natural Sdbado - 2 Sm 14.14; 2 Pe 114-16 Antes que venha a morte 10 LEITURA BIBLICA EM CLASSE SALMOS 39.4-7; 90.4-6,10,12 39.4 - Faze-me conhecer, SE- NHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sin- ta quanto sou fragil. 5 - Eis que fizeste os meus dias como a palmos; 0 tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vai- dade. 6 - Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na ver- dade, em vao se inquietam; amon- toam riquezas e nio sabem quem as levara. 7 - Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperanca esta em ti. 90.4 - Porque mil anos sao aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como vigilia da noi- te. 5 - Tu os levas como corrente de Agua; sio como um sono; sao como a erva que cresce de madru- gada; 6 - de madrugada, cresce e¢ flo- resce; & tarde, corta-se e seca. 10 - A duragao da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nés voamos. 12 - Ensina-nos a contar os nos- sos dias, de tal maneira que alcan- cemos coracio sabio. PONTO DE CONTATO Estudaremos nesta semana um tema necessdrio para entendimento dos eventos futuros, porém, nao muito simpatico 4 humanidade — a morte. Muitos evitam falar sobre o assunto e até fogem para no recor- dar momentos tristes. Por este moti- vo se faz necessdrio cuidado para Jecionar este tema, evitando que pre- valecam na aula conceitos erréneos, para que aprendam a verdadeira vi- sao da morte que os crentes devem possuir. OBJETIVOS No final desta aula seus alunos deverao estar aptos a: Definir 0 que é morte. Enumerar os sistemas filoséfi- cos que tratam da morte. Explicar o sentido literal e me- taférico da palavra morte. Justificar, com base biblica, os trés tipos de morte. Compreender a visio biblica sobre a morte. SINTESE TEXTUAL E A doutrina da morte & estudada a partir do dilema existencial huma- no considerando as correntes filos6- ficas, passando pela definigao bibli- ca e os tipos de morte segundo as Sagradas Escrituras. Esta ligdo ob- jetiva mostrar que a morte significa para o crente uma vit6ria, baseada na obra vicdria de Cristo no Calvario. Desenvolva o tema com bastan- te cuidado, amor e determinacao, evitando dar oportunidade para seus alunos narrarem fatos ocorridos ow desabafarem sentimentos negativos, © que prejudicaria o desenvolvimen- to da aula e a desviatia dos objeti- vos propostos. Estes casos poderao ser tratados num atendimento extra- classe. Trabalhe cada t6pico da ligao conduzindo a participagio dos alu- nos de maneira clara e objetiva, para evitar desvio do assunto. Por exem- plo: pega a seus alunos que con- ceituem, de acordo com a Biblia, a morte fisica, a espiritual ¢ a eterna. Formule outras perguntas para con- duzir a lig&o, introduzindo, assim, cada t6pico. Se puder anote os topi- cos numa folha de papel pardo ou similar, com letras grandes, para que a classe acompanhe e entenda a de- Jimitagao de assuntos. INTRODUCAO A morte é um assunto que evita- mos falar e comentar. Entretanto, 0 viver humano encontra em sua jor- nada a ameaga da morte. Nesta ligao estudaremos a questo da morte sob a perspectiva da Biblia, pois nela, a 1 realidade da morte e 0 seu impacto na vida humana s4o tratados com clareza e £6. I. O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Nao foi sua escolha vir ao mundo, mas nao consegue fugir Arealidade do fim de sua existéncia. O dilema existencial resulta da rea- lidade da morte que tem que ser en- frentada. Em Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vao para um lugar; to- dos so pé e todos ao pé voltarao”, Ec 3.20,21. Sao palavras da Biblia e no de nenhum materialista contem- pordneo. Quanto 4 realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da criag&o, 0 Gnico que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas filoséficos os quais discutem esse assunto. 1. Existencialismo. Seu interes- se é, essencialmente, com as ques- tes inevitaveis de vida e morte. Pre- ocupa-se com a vida, mas reconhe- cem a presenga da morte constante na existéncia humana. Os seus fil6- sofos véem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpétuo acompanhante do ser humano desde o bergo até a sepultura. Para eles, a morte € um elemento natural da vida. Ora, essas idéias sitio refutadas pela Biblia Sagrada. A morte nada tem de natural. B algo inatural, im- préprio e hostil 4 natureza humana. Deus nao criou o ser humano para a morte, mas ela foi manifestada como 12 juizo divino contra 0 pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus con- tra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15). 2. Materialismo. Nao admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos materialistas, tudo é matéria. En- tendem que a matéria € incriada e indestrutivel substancia da qual to- das as coisas se compéem e 4 qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a gerago e a corrupgao das coi- sas obedecem a uma necessidade natural, ndo sobrenatural, nem ao destino, mas 4s leis fisicas. Portan- to, o sentido espiritual da morte nao € aceita pelos materialistas. O cristéo verdadeiro nado foge a realidade da morte, mas a enfrenta com confianga no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida apés a morte — a vida eterna (Jo 11.25). 3. Estoicismo. Os estdicos se- guem a idéia fatalista que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temé-la, uma vez que o homem nao consegue fugir do seu destino. 4. Platonismo. O filésofo grego Platao ensinava que a matéria é ma e desprezivel, s6 0 espirito é que im- porta. Porém, no é assim que a Bi- blia ensina. O corpo do cristo, a des- peito de ser uma casa material, tem- poraria e proviséria, é templo do Es- pirito Santo (1 Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger 0 corpo para a manifestagao do Espirito de Deus. I. DEFINICAO BIBLICA PARA A MORTE 1. O sentido literal e metaféri- co da palavra morte. a) Separagao. No grego a pala- vra morte € thanatos que quer dizer separagio. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser huma- no. A matéria volta ao pé € a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades, onde jaz no estado intermedidrio entre a morte e a ressurreigao (Mt 10.28; Le 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7). b) Saida ou partida. A motte fi- sica é como a saida de um lugar para outro (Le 9.31; 2 Pe 1.14-16). c) Cessagdo. Cessa a existéncia da vida animal, fisica (Mt 2.20). d) Rompimento. Ela rompe as re- lagGes naturais da vida material. Nao hA como relacionar-se com as pes- soas depois que morrem. A idéia de comunicag4o com pessoas que ja morreram é uma fraude diabdlica. e) Distingao. Ela distingue o tem- poral do eterno na vida humana. Toda criatura humana nio pode fu- gir do seu destino eterno: salvacio ou perdigdo (Mt 10.28). 2. O sentido biblico e doutrind- rio da morte. a) A morte como o saldrio do pe- cado (Rm 6,23). O pecado, no con- texto desse versiculo, € representa- do pela figura de um cruel feitor de escravos que dd a morte como paga- mento. O salario requerido pelo pe- cado é merecidamente a morte. Como pagamento, a morte nao ani- quila o pecador. A verdade que a Biblia nos comunica é que a morte nao é a simples cessagio da existén- cia fisica, mas 6 uma conseqiiéncia dolorosa pela pratica do pecado, seu pagamento, a sua justa retribuigao. Quando morte, o pecador, esté cei- fando na forma de corrupgao aquilo que plantou na forma de pecado (GL 6.7,8; 2 Co 5.10). Portanto, a morte fisica é 0 primeiro efeito externo e visivel da ago do pecado (Gn 2.17; 1 Co 15.21; Tg 1.15). b) A morte é sinal e fruto do pe- cado. O homem vive inevitavelmen- te dentro da esfera da morte e nao pode fugir da condenagaio. Somente quem tem a Cristo e 0 aceitou esté fora dessa esfera. S6 em Cristo o homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relacio entre 0 pecado € a mor- te, quando diz: “Mas cada um é ten- tado, quando atraido e engodado pela sua propria concupiscéncia. Depois, havendo a concupiscéncia concebi- do, da a luz o pecado; e 0 pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1,14,15. O pecado, portanto, fratifi- ca e gera a morte. c) A morte foi vencida por Cris- to no Calvério. A resposta tinica, cla- ra, evidente e independente de quais- quer idéias filos6ficas a respeito da morte é a Palavra de Deus revelada € pronunciada através de Cristo Je- sus no Calv4rio (Hb 1.1). Cristo 6a viltima palavra e a tinica solugiio para © problema do pecado e a crueldade da morte (Rm.5.17). 13 II. TIPOS DISTINTOS DE MORTE A Biblia fala de trés tipos dis- tintos de mortes: fisica, espiritual e eterna. 1. Morte fisica. O texto que me- Jhor elucida esta morte é 2 Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morre- remos e seremos como Aguas derra- madas na terra, que nao se ajuntam mais”. O que acontece com 0 corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias, terd se desfeito e es- vaido como 4guas derramadas na ter- ra. E isso que a morte fisica acarreta literalmente. 2. Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva biblica: negativo e positivo. No sentido ne- gativo, a morte pode ser identificada pela express4o biblica “morte no pe- cado”. E um estado de separacio da comunhao com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domi- nio (Ef 2.1,5). O seu efeito 6 presente e futuro. No presente, refere-se a uma condig&o temporal de quem esta se- parado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna separagio de Deus, 0 que acontecera no Jufzo Final (Mt 25.46). No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo cren- te em relagdo ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, ago- ta vive livre do dominio do pecado (Rm 6.14), Quanto ao futuro, o cris- tao auténtico terd a vida eterna. Ou seja: a redengaio do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15). 14 3. Morte eterna. E chamada a segunda morte, porque a primeira é fisica (Ap 2.11). Identificada como puni¢ao do pecado (Rm 6.23). Também denominada casti- go eterno. E a eterna separagiio da presenca de Deus — a impossibili- dade de arrependimento e perdéo (Mt 25.46). Os impios, depois de julgados, receberio a punig&o da rejeigao que fizeram a graga de Deus e, serdao langados no Geena (Lago de Fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15, 33). Restrin- ge-se apenas aos fmpios (At 24. 15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Biblia. CONCLUSAO A morte € a prova maxima da fé cristé, que produz nos crentes uma consciéncia de vitéria (1 Pe 4.12,13). Os sofrimentos e afligdes dessa vida sio temporais, e aper- feigoam nossa esperanga para en- frentar a morte ffsica, que se cons- titui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de gléria. Quando um cristéo morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de der- rota, a morte significa vitéria, gan- ho (Fp 1.21). A Bfblia consola o cristdo acerca dos mortos em Cris- to quando declara que a morte do crente “é agraddvel aos olhos do Senhor”, SI 116.15. Diz também, que morrer em Cristo € estar “pre- sente com o Senhor”, 2 Co 5.8. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Teolégico Podemos apresentar quatro ra- zes biblicas para a morte: 1. Necrolégica. A palavra nekros (no grego) quer dizer “morto” e refe- re-se aquilo que nao tem vida, seja um cadaver ou matéria inanimada. Essa palavra tem na sua raiz nek o sentido de “calamidade”, “inforttinio”, e pas- sou a fazer parte do vocabulario mé- dico para indicar 0 estado de morte de uma pessoa, ou entao, para signi- ficar 0 processo de morte dalguma parte do corpo, devido a alguma do- enga. Do ponto de vista da Biblia, necrolégico indica a parte fisica do homem, seu corpo (soma). A Carta aos Hebreus fala da separacio que a morte faz entre 0 corpo € a parte €S~ piritual do homem, quando diz: “E como aos homens esta ordenado mor- rerem uma vez, vindo, depois disso 0 juizo” (Hb 9.27). Esse texto indica que ha algo que sobrevive no homem ap6s a morte, ou seja, ap6s a necrose do seu corpo. 2. Antropolégica. Vem de antro- pos (no grego) que quer dizer “ho- mem”, para fazer diferenga com os animais irracionais. E 0 homem cri- ado por Deus com a capacidade de pensar, sentir e realizar (Gn 1.26,27; 2.7). Na antropologia biblica 0 cor- po humano é visto como uma dadi- va de Deus ao homem e, por isso, 0 corpo tem a sua prépria dignidade. Do ponto de vista biblico é dignifi- cado pela sua raziio de ser, como ins trumento de servigo e glorificagéo do acor. Por isso, € 0 templo do Es~ pirito de Deus (1 Co 3.16;6.19), Por- tanto, a razio antropolégica nesse sentido refere-se ao que o homem é, 0 que pensa acerca da morte, como ele a enfrenta e 0 que sobrevive dele depois da morte. 3. Pneumatoldgica. Essa é a par- te espiritual do homem. A palavra pneuma refere-se ao espirito. Em primeiro lugar, valorizamos 0 corpo fisico e a sua dignidade na existén- cia humana; em segundo, tratamos. do homem como ser racional; em terceiro lugar, preocupamo-nos em revelar 0 milagre da transformagiio do corpo fisico do crente em corpo espiritual. Nossos corpos materiais € mortais seraéo ressuscitados em “soma pneumatikon’, isto 6, “corpo espiritual” (1 Co 15.54). A nossa es- peranga € que Cristo ressuscitou pri- meiro e definitivamente e, assim, Ele é 0 “primogénito dentre os mortos” (Cl 1.18; Ap 1.5). Ele ganhou a vi- t6ria final sobre a morte, o timulo e 0 Diabo (At 2.24}. 4. Escatolégica. Nesse ponto re- side a preocupagao com a esperanga. Qual é a esperanga crista? Earessur- reigdo de nossos corpos na vinda do Senhor, a transformagio dos mesmos se estivermos vivos no arrebatamen- to da Igreja. (Ver 1 Co 15.54.) Subsfdio Doutrinario As falsas teorias que rejeitam o ensino real da Biblia sobre a morte eterna para os impio: 15 A teoria universalista ensina que Deus é bom demais para cx- cluir alguém., Jesus morreu por to- dos, por isso, todos scrao salvos. A teoria restauracionista ensina que Deus, ao final de todas coisas, restaurara todas as coisas e todos, enfim, sero salvos. A teoria do purgatério ensina que, quando uma pessoa morre neste mundo, tem a oportunidade de recuperagéo num periodo probatorio. Nesse periodo, a culpa dos pecados cometidos po- deraé ser aliviada enquanto aquele pecador paga por seus pecados, tendo, ainda, a ajuda das oragdes pelos mortos da parte dos amigos e parentes, Outra teoria é a da ani- quilagao. Seus adeptos tomam por base 2 Ts 1.8,9. Destacam a ex- pressdo “eterna perdig&o” e a tra- duzem por eterna extingdo. A pa- lavra “extinguir” no lugar de “ani- quilar” da uma idéia que contraria a doutrina do castigo eterno como ensinada na Biblia. De fato, o sen- tido real da expressaio é de ba- nimento da presenga de Deus, e naéo de extingo, como a folha de papel se extingue no fogo. 16 GLOSSARIO Patente: Claro, evidente, mani- festo. Probatério: Que serve de prova. QUESTIONARIO 1. Quais sio os sistemas filos6- ficos que tratam sobre a morte? R. Existencialismo, materialis- mo, estoicismo e platonismo. 2. Quais os sentidos literais e fi- gurados que representam a morte? R. Separagio, safda ou partida, rompimento e disting&o. 3. Qual o sentido doutrindrio da morte? R. A morte fisica é 0 primeiro efeito externo e visivel da agéo do pecado. 4. Explicar a morte espiritual, negativa e positivamente. R. Negativa: é a separagio da comunhio com Deus. Positiva: é a morte experimenta- da pelo crente em relagio ao mun- do. 5. Que é a morte eterna? R. Ea segunda morte, castigo eterno, para os impios. Li¢do 3 19 de julho de 1998 © ESTADO INTERMEDIARIO DOS MORTOS TEXTO AUREO “E no Hades, ergueu o olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraao e Lazaro, no seu seio” (Le 16.23). VERDADE PRATICA O Estado Intermedidrio re- presenta um lugar espiritual fixo onde as almas e os espfri- tos dos mortos aguardam ares- surrei¢ao de seus corpos, para apresentarem-se, posterior- mente, perante o Supremo Juiz. LEITURA DIARIA Segunda - 2 Co 12.2-4 O Paraiso, um lugar especial Terga - 1 Co 15.6; 1 Ts 413-16 Oestado dos que dormem no Senhor Quarta - Ap 20.13,14 No Juizo Final todos os mortos com- parecerao perante o Juiz Quinta - Ef 4.8-10; Ap 1.17,18 Cristo, o vencedor da morte e do inferno Sexta - 2 Co 5.8; Fp 1.23 A nossa esperanca da ressurreicaio Sdbado - Hb 12.23; Ap 6.9; 20.4 Fiéis até a morte LEITURA BIBLICA EM CLASSE LUCAS 16.19-31 19 - Ora, havia um homem rico, e vestia-se de pirpura e de linho finissimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. 20 - Havia também um certo mendigo, chamado Lazaro, que ja- zia cheio de chagas A porta da- quele. 21 - E desejava alimentar-se com as migalhas que cafam da mesa do rico; e os préprios cies vinham lamber-lhe as chagas. 22 - E aconteceu que o mendi- go morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abrafio; e morreu também 0 rico e foi sepultado. 23 - E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraifo e Lazaro, no seu seio. 24-E,clamando, disse: Abrado, meu pai, tem misericérdia de mim, e manda a Lazaro que molhe na agua a ponta do seu dedo e me refresque a lingua, porque estou atormentado nesta chama. 25 - Disse, porém, Abraio: Fi- lho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lazaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. 26 - E, além disso, estA posto um grande abismo entre nés e vés, de sorte que os que quisessem 7 passar daqui para vés nao poderi- am, nem tampouco os de 14, pas- sar para ca. 27 - E disse ele: Rogo-te, pois, 6 pai, que o mandes a casa‘de meu pai, 28 - pois tenho cinco irmaos, para que lhes dé testemunho, a fim de que nao venham também para este lugar de tormento. 29 - Disse-Ihe Abraio: Eles tém Moisés e os Profetas; ougam-nos. 30 - E disse ele: Nao, Abraio, meu pai; mas, se algum dos mor- tos fosse ter com eles, arrepender- se-iam. 31 - Porém Abraio lhe disse: Se nao ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarao, ainda que al- gum dos mortos ressuscite. PONTO DE CONTATO Na Escola Dominical matricu- lam-se, muitas vezes, alunos que, anteriormente, pertenciam a seitas € trazem teorias e ensinamentos er- rados sobre o Estado Intermedid- rio dos mortos. Vocé professor, terd o privilégio de esclarecer e conduzi-los 4 verdade. Contudo, isto, nem sempre é facil e muito menos acontece rapidamente, B necessdrio dedicagdo, paciéncia, amor e€ oragdo para que Deus pos- sa libertd-los dessa bagagem que tanto prejufzo lhes traz. OBJETIVOS Ao final desta aula, seus alunos deverdo ser capazes de: +18 Definir os termos biblicos rela- tivos ao Estado Intermedidrio. Descrever os argumentos que tratam da vida além-morte. Explicar 0 que ¢ 0 Estado Inter- mediario. SINTESE TEXTUAL Complementando a lig&o anteri- or, neste domingo, estudaremos so- bre o Estado Intermediatio dos mor- tos. O assunto é estudado sob a vi- sao dos argumentos existentes, os quais contribuem para esclarecimen- tos da doutrina biblica. Sao apresen- tados, também, algumas heresias sobre o assunto e, finalmente, por Ultimo, o que ocorreu apds a obra de Cristo no Calvario. ORIENTAGAO DIDATICA O futuro constitui uma grande expectagao no coragao de cada pessoa trazendo inquietagiio e medo para mui- ta gente. Seus alunos, por certo, esto desejosos de estudar mais sobre este assunto, o que facilitaré bastante apre- sentar a matéria. Precisam conhecer bem o que Deus Ihes reserva para 0 futuro, E necessdrio que descansem em Suas promessas, e tenham a confi- anga que precisam para nao temerem o futuro. O bom aprendizado deste as- sunto depende da maneira como vocé expée a ligdo, Entdo, ministre sem ro- deios, explicando cada tépico confor- me descrito na ligfio. Escreva, numa folha de papel, 0 esbogo, as referénci- as bfblicas e até as perguntas que fara. Isto Ihe dara seguranga para minis- trar a aula e os alunos perceberao que vocé se preparou e esta inte- ressado no crescimento espiritual deles. COMENTARIO INTRODUCAO Como existe uma diversidade de interpretag6es a respeito e, para evi- tar confusio de idéias acerca do Es- tado Intermediario, devemos aclarar essa doutrina. 1. A VIDA DEPOIS DA MORTE Sao varios os argumentos que reforgam a doutrina biblica sobre a vida além-témulo. 1. Argumento histérico. Se a questo da vida além-morte esti- vesse fundamentada apenas em te- orias e conjecturas filoséficas, ela ja teria desaparecido. Mas as pro- vas da crenga na imortalidade es- téo impressas na experiéncia da humanidade. 2. Argumento teleolégico. Pro- cura provar que a vida do ser huma- no tem uma finalidade além da pré- pria vida fisica. Ha algo que vai além da matéria de nossos corpos, é a par- te espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe & luz a vida ea incorrupgao, estava, de fato, des- fazendo a morte espiritual e conce- dendo vida eterna, a imortalidade (2 Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razio de ser, um desfgnio. 3. Argumento moral. Hé um governador moral dentro de cada ser humano chamado consciéncia que rege as suas agées. Sua exis- téncia dentro do espirito humano, indica sua fung&o interna, como um sensor moral, aliado & soberania divina. 4. Argumento metafisico. Os elementos imateriais do ser huma- no, denunciam o sentido metaffsico que compée a sua alma e espirito. Esses elementos sao indissoltiveis; portanto, como evitar a realidade da vida além-morte? E impossfvel! A palavra imortalidade no grego € athanasia e significa literalmente auséncia de morte. No sentido ple- no, somente Deus possui vida to- tal, imperecfvel e imortal (1 Tm 1.17). Ele é a Fonte de vida eterna e ninguém mais pode da4-la. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvério (2 Tm 1.8-12). IL. 0 QUE NAOE ESTADO INTERMEDIARIO 1, Nao é Purgatério. Heresia Jangada pelos catélicos romanos para identificar 0 Sheol-Hades como lugar de prova, ou de segunda oportunida- de, para as almas daquelas pessoas que nao conseguiram se purificar o suficiente para galgarem o céu. De- clara a doutrina romana que é uma forma desses mortos serem provados e submetidos a um processo de puri- ficag&o. Entretanto, essa doutrina nio “119 tem base na Biblia e é feita sobre pre- missas falsas. Se o Purgatério fosse uma realidade, entZo a obra de Cristo nao teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvaco eterna, pre- cisa garanti-la em vida fisica. Depois da morte, sé resta a ressurreigéo. 2. Nio é o Limbus Patrum. O vocdbulo limbus significa borda, orla. A idéia é paralela ao Purgat6- rio e foi criada pelos catélicos roma- nos para denotar um lugar na orla ou na borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a res- surreicado. Ensina ainda essa igreja que 0 limbus patrum (pais) era aque- la orla do inferno onde Cristo des- ceu apés sua morte na cruz, para li- bertar os pais (santos do Antigo Tes- tamento) do seu confinamento tem- pordrio e leva-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraio” como sendo 0 limbus patrum (Le 16.23). Mas, o limbus patrum nao tem apoio biblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos). 3. Nio é o Limbus Infantus. A palavra infantus refere-se a criangas. Na doutrina romana, havia no Sheol- Hades um lugar especial de habita- gao das almas de todas as criangas nao batizadas. Segundo essa doutri- na, nenhuma crianga nio batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitavel a idéia do limbus infantus como um lugar de prova, também, para criangas. 4. Nao é um estado para reen- carnagées. Nao é um lugar de mi- gragGes e perambulagGes espaciais. 20 Os espfritas gostam de usar 0 texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os mortos podem ajudar os vi- vos. Mas Jesus, ao ensinar sobre 0 assunto, declarou que era impossi- vel que Lazaro ou algum outro que estivesse no Parafso saisse daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico. Jesus disse que os vivos tinham “a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os mortos ndo podiam sair de seus lu- gares para se comunicarem com os vivos. Portanto, 6 uma fraude afir- mar essa possibilidade de comunica- ¢&o com os mortos. Usam equivoca- damente Joao 3.3 para defenderem. aidéia da reencarnagdo. Varios tex- tos biblicos anulam essa falsa dou- trina (Dt 18.9-14; J6 7.9,10; Ec 9.5,6; Le 16.31). IIL O QUE E ESTADO INTERMEDIARIO 1. E uma habitagiio espiritual fixa e temporal. Biblicamente, o Estado Intermediario é um modo de existir entre a morte fisica e a res- surreigdo final do corpo sepultado. No Antigo Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebrai- co), e no Novo Testamento como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte (SI 18.5; 2 Sm 22.5,6). E.um lugar espi- ritual em que as almas e espiritos dos mortos habitam fixamente até que seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdi- go eterna. Eo estado das almas e espiritos, fora dos seus corpos, aguardando o tempo em que teraio de comparecer perante Deus. 2. & um lugar de consciéncia ativa e ago racional. Segundo Je- sus descreveu esse lugar, 0 rico e L&zaro participam de uma conversa- ¢do no Sheol-Hades, estando apenas em lados diferentes (Lc 16.19-31). O apéstolo Paulo descreve-o, no que tange aos salvos, como um lugar de comunho com o Senhor (2 Co 5.6- 9; Fp 1.23). A Biblia denomina-o como um “lugar de consolagao”, “seio de Abraaio” ou “Paraiso” (Le 16.22,25; 2 Co 12.2-4). Se fosse um lugar neutro para as almas e espiritos dos mortos, nao haveria razio para Jesus identificd-lo com os nomes que deu. Da mesma forma, “o lugar de tormento” nio teria raziio de ser, se nao houvesse consciéncia naquele lugar. Rejeita-se segundo a Biblia, a teoria de que 0 Sheol-Hades é um lu- gar de repouso inconsciente. A Biblia fala dos crentes falecidos como “os que dormem no Senhor” (1 Co 15.6; 1 Ts 4.13), e isto nao refere-se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no Sheol-Hades nao impli- cam que os mortos possam sair da- quele lugar, mas que estiio retidos até a ressurreigdo de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor (Le 16.19-31; 23.43; At 7.59). IV. O SHEOL-HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVARIO 1. Antes do Calvario. O Sheol- Hades dividia-se em trés partes distintas. Para entender essa habita- go proviséria dos mortos, podemos ilustré-lo por um circulo dividido em trés partes. A primeira parte € 0 lu- gar dos justos, chamada “Parafso”, “seio de Abraio”, “lugar de conso- lo” (Le 16.22,25; 23.43). A segunda € a parte dos impios, denominada “lugar de tormento” (Le 16.23). A terceira fica entre a dos justos e a dos impios, e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de prisdes eter- nas”, “abismo” (Le 16.26; 2 Pe 2.4; Jd v.6). Nessa terceira parte foi apri- sionada uma classe de anjos caidos, a qual nao sai desse abismo, senao quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulagdo (Ap 9.1-12). Nao ha qualquer possibilidade de conta- to com esses espfritos cafdos; habi- tantes do Pogo do Abismo. 2. Depois do Calvario. Houve uma mudanga dentro do mundo das almas e espiritos dos mortos apés oevento do Calvario. Quando Cris- to enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou uma mudan- ga radical no Sheol-Hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do “Paraiso” foi trasladada para o ter- ceiro céu, na presenga de Deus (2 Co 12.2,4), separando-se comple- tamente das “partes inferiores” onde continuam os impios mortos. Somente, os justos gozam dessa mudanga em esperanga pelo dia fi- nal quando esse estado tempordrio se acabard, e viveriio para sempre com o Senhor, num corpo espiri- tual ressurreto. 2A CONCLUSAO Essa doutrina biblica fortalece a nossa fé ao dar-nos seguranga acer- ca dos mortos em Cristo, e é a ga- rantia de que a vida humana tem um propdsito elevado, além de renovar a nossa esperanga de estar para sem- pre com o Senhor. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Bibliolégico “A maioria dos israclitas, porém, olhava para a vida com uma atitude positiva (S] 128.5,6). O suicidio era extremamente raro, e uma vida lon- ga era considerada béngao de Deus. (SI 91.16). A morte trazia tristeza, usualmente expressada com lamen- tagdes em voz alta e com futo pro- fundo (Mt 9. Le 8.52). “Os costumes israelitas de sepul- tamento eram diferentes daqueles praticados pelos povos em derredor. Os tiimulos dos faraés ficavam re- pletos de méveis e de muitos outros objetos visando proporcionar-Ihes 0 mesmo nivel de vida no além. Os cananitas colocavam uma lémpada, um vasilhame de 6leo e um vaso de alimentos no esquife de cada pessoa sepultada. Os clitas agiam dou- tra forma. O corpo, envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente deitado num timulo ou enterrado numa cova. Isso nao significava, porém, gue nio acreditassem na vida no além. Falavam da ida do espfrito aum lugar que, em hebraico, era 22 chamado She’ol ou, ds vezes, men- cionavam a presenga de Deus.” (Te- ologia Sistematica, CPAD) Subsidio Doutrinario “Varias religides orientais, por causa do seu conceito ciclico da His- toria, ensinam a reencarnacéo. Na morte, a pessoa recebe uma nova identidade, e nasce noutra vida como animal, um ser humano, ou até mes- mo um deus. Sustentam que as agdes da pessoa geram uma forga, karma, que exige a transmigragao das almas. e determina o destino da pessoa na préxima existéncia. A Biblia, todavia, deixa claro que agora é 0 dia da sal- vacio (2 Co 6.2), Nao podemos sal- var-nos mediante as nossas boas obras, Deus tem providenciado por meio de Jesus Cristo a salvacio total que expia os nossos pecados, e can- cela a nossa culpa. Nao precisamos doutra vida para cuidar dos pecados e enganos desta vida, ou de quaisquer supostas existéncias anteriores. Além. disso: ‘F como aos homens estd or- denado morrerem uma vez, vindo, depois disso, 0 juizo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecera segunda vez, sem pecado, aos que 0 esperam pasa a salvacdo [inclusive a plenitude das béngéios da nossa heran- gal’ (Hb 9.27,28).” (Teologia Siste- miatica, CPAD) Subsidio Teolégico “A palavra ‘Paraiso’ é de origem persa e significa uma espécie de jar- dim, usada simbolicamente quanto ao lugar dos justos mortos. No Para- iso Lazaro podia conversar com 0 rico que ali sofria o tormento dos impios, havendo entre eles um ‘abis- mo’ intransponivel (Le 16.18-31). Depois de Sua morte Jesus esteve ‘trés dias e trés noites no coragdo da terra’ (Mt 12.40; At 2.27; Ez 31.15- 17). Paulo descreve esse lugar como ‘as regides inferiores da terra’ (Ef 4.9). Portanto, concluimos que 0 Pa- rafso em que Jesus e 0 malfeitor en- traram estava no coragao da terra. Nesta descida ao Hades Cristo efe- tuou uma grande e permanente mu- danga na regiao dos salvos, isto 6, nas condigées dos justos mortos. Ele ‘anunciou’ a Sua vitéria aos espfri- tos ali retidos. E 0 que significa a expressio de Pedro, que ‘Cristo... pregou aos espiritos em prisao...” (1 Pe 3.18-20). A palavra usada no inal implica em anunciar, comu- nicar, ndo pregar, como se entende em homilética.” (O plano divino através dos séculos, CPAD) Ciclico: Pertencente ou relativo aum ciclo. Que se realiza ou se re- pete numa certa ordem. Conjectura: Juizo ou opiniado sem fundamento preciso, suposicao, hip6tese. Metafisico: Relativo ou perten- cente 4 metafisica, transcendente. Plenitude: Qualidade ou estado de pleno; repleto, cheio, Transmigrar: Passar de um lu- gar para outro. QUESTIONARIO 1. Quais os argumentos que for- talecem a doutrina da vida além- morte? R. O argumento histérico, teleolégico, moral e metafisico. 2. Como os catédlicos romanos identificam 0 Sheol-Hades? R. Lugar de prova, ou de segun- da oportunidade, para as almas da- quelas pessoas que nfo conseguiram se purificar o suficiente para galga- rem 0 céu. 3. O que € 0 Estado Intermedid- tio? R. Biblicamente, 0 Estado Inter- medidrio é um modo de existir entre a morte fisica e a ressurreigdo final do corpo sepultado. 4. Existe consciéncia ativa depois da morte? R. Sim. O apéstolo Paulo descre- ve esse lugar para os salvos como um lugar de comunhiio com o Senhor. 5. H4 alguma possibilidade de comunicagao dos mortos com os vi- vos? R. Nao. As atividades existentes no Sheol-Hades nao implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas esto retidos até a ressurreigéo de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor. 23 26 de julho de 1998 pad re} b A RESSURREIGAO DOS MORTOS TEXTO AUREO “E muitos dos que dormem, no p6 da terra ressuscitarao, uns paraa vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eter- no” (Dn 12.2). VERDADE PRATICA A ressurreigdo dos mortos éobraespecifica de Deus, e diz. respeito a revivificagéo dos corpos fisicos. LEITURA DIARIA Segunda - Le 24.6; Mt 27.52,53 Jesus, 0 modelo da ressurreigao Terga- 1 Co 15.23; Fp 3.20,21; 1 Ts 4.16 A ressurrei¢do dos que sdo de Cristo Quarta - Jo 6.39,40,44,54 S6 participardo da primeira ressur- reigdo os que sdo de Cristo Quinta - 1 Co 15.16-22 O fato da ressurreigdo de Cristo é a base da esperanga cristé Sexta - Jo 5.28,29; At 24.15; Ap 2013-15 Ninguém podera fugir da ressurrei- ¢Go, para a vida ou para a morte eterna DS 4. Sdbado - Ap 1.5; Cl1.18 Cristo foi 0 primogénito entre os mortos ‘ LEITURA BIBLICA EM CLASSE 1 CORINTIOS 15,3,4,12-20 3 - Porque primeiramente vos entreguei 0 que também recebi: que Cristo morreu por nossos pe- cados, segundo as Escrituras, 4 - e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segun- do as Escrituras, 12 - Ora, se se prega que Cris- to ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre yés que naio ha ressurreigéo de mortos? 13 - E, se nao ha ressurreicio de mortos, também Cristo nao res- suscitou. 14 - E, se Cristo nao ressusci- tou, logo é va a nossa pregagao, e também é va a vossa fé. 15 - E assim somos também considerados como falsas testemu- nhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, nao ressuscitou, se, na verdade, os mortos nao ressus- citam. 16 - Porque, se os mortos nio ressuscitam, também Cristo nao ressuscitou. 17 - E, se Cristo nao ressusci- tou, é vi a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 - E também os que dormi- ram em Cristo estéo perdidos. 19 - Se esperamos em Cristo sé nesta vida, somos os mais misera- yeis de todos os homens. 20 - Mas, agora, Cristo ressus- citou dos mortos.e foi feito as primicias dos que dormem. _PONTO DE CONTATO. A ressurreigdo dos mortos € uma obra de realizag4o exclusiva e pode- rosa de Deus. Assim sendo, crer nela envolve a fé com a qual o crente mantém sua vida cristé. Ao profes- sor compete conduzir o aluno a aprendizagem desta preciosa ligao, para que Deus possa realizar a Sua parte no coracio do aluno. * OBJETIVOS ‘ Ao final desta aula seus alunos deverao estar aptos a: Definir o que é ressurreigio. Descrever o carter geral da res- surreigio. Distinguir os tipos de ressurrei- ges na Biblia. Enumerar algumas ressurrei- goes fisicas na Biblia. Justificar a necessidade das duas ressurreigGes, _ SINTESE TEXTUAL —- Nesta ligéo estudaremos a con- ceituagéo, o cardter, os tipos, e os destinatdrios da ressurreigdo. A base usada, para o desenvolvimento des- te tema, €.a Biblia, pois:a revi- vificagao dos corpos ffsicos é apre- sentada por ela de maneira clara e comprovada através de muitos exemplos do passado deixando.a doutrina da ressurreigfo como um ensino incontestével. ORIENTACAO DIDATICA Q professor sé podera dizer que seu aluno aprendeu a ligdo minis- trada se houver transformagao de vida; pois aprendizagem é a modi- ficagéo do comportamento no seu triplice aspecto: sentir, pensar e agir. Ao ministrar a aula o profes- sor precisar entender que o seu alu- no carrega uma bagagem de precon- ceitos, valores, medos, expectagdes € esperangas, que poderao dificul- tar a aprendizagem. Por isso, ore, jejue, estude e conduza a aula pro- curando dirimir dtividas e atenden- do a classe, na medida do possivel, em suas necessidades. Langando perguntas e ouvindo as respostas yocé poderd conhecé-los mefhor, adequar o ensino e conduzi-los a aprendizagem. Por exemplo, antes de conceituar o tema “ressurrei¢ao” peca aos alunos que o fagam. E, se possivel proceda assim com todos os outros tépicos. COMENTARIO INTRODUGAO A doutrina da ressurreigao se ba- seia essencialmente sobre o fato da 25 ressurreigao de Cristo. O Mestre en- fatizou e deu um sentido especial a essa doutrina (Jo 5.28,29), deixando claro que nao haver4 uma tinica, ge- ral e simultanea ressurrei¢do para os mortos, € sim, que acontecer4 em duas fases distintas: — ressurreigdo dos justos e a dos impios. J. O QUE I: RESSURREICAO 1. Sentido original. Duas pala- vras gregas (anastasis e egeird) de- finem o termo ressurrei¢ao. Elas cla- ramente indicam “tornar a vida”, “le- vantar-se”, “erguer-se”, “despertar”, “acordar”. 2. Sentido doutrinario. Ressur- reigdo é a outorga da vida ao que ha- via se extinguido fisicamente. E 0 ato do levantamento daquilo que havia estado no sepulcro. Varias vezes nos deparamos com a expresso “ressur- reigao dos mortos” (1 Co 15.12, 13,21,42), que se refere a uma ressur- reigao geral, de justos e impios. Po- rém, quando se refere aos justos, a expressdo no original é restritiva e se traduz por “ressurreigéio de entre os mortos”. A expressao “de entre os mortos” quer dizer os mortos tirados do meio de outros mortos. Il. CARATER GERAL DA RESSURREICAO 1. No Antigo Testamento. V4- rios personagens importantes da hist6ria do Antigo Testamento de- monstraram sua confianga e crenga na ressurreigdo. Abrado cria na res- surreigdo (Gn 22.5, Hb 11.17-19); 26 (J6 19.25-27); um dos filhos de Coré, cantor, salmodiava sobre a ressurreigao (S} 49,15); o profeta Isafas cria e profetizava sobre a res- surreigdo (Is 26.19); Daniel, profe- ta e estadista, declarou sua crenga na ressurreigdo (Dn 12.2,3); e Oséias, um profeta destacado em Israel, fez o mesmo (Os 13.14). 2. No Novo Testamento. A doutrina da ressurreigao foi decla- rada e ensinada por Jesus em seu ministério terrestre (Jo 5.28,29; 6.39,40,44,54; Le 14.13,14; 20. 35,36). Ensinada e reafirmada pe- los apéstolos e os pais da Igreja pri- mitiva (At 4.2), Em Atenas, na Grécia, Paulo pregou a Jesus Cris- to e Sua ressurreigéo (At 17.18). Repetiu isso, também, para os fili- penses (Fp 3.11), aos corintios (1° Co 15.20), aos tessalonicenses (1 Ts 4.14-16), perante o governador Felix (At 24.15). O apéstolo Joao, nao sé relatou o ensino de Cristo sobre a ressurrei¢do, mas ele mes- mo ensinou sobre 0 assunto (Ap 20.4-6), 3. Alguns exemplos biblicos de ressurreigées literais. a) No Antigo Testamento. A his- téria dramatica da ressurreigaéo do filho da mulher sunamita através da oragio do profeta Eliseu (2 Rs 4.32- 37). HA um caso posterior mais im- pressionante. O profeta Eliseu j4 ha- via morrido e sido sepultado, e um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguic¢&o inimiga, langou 0 seu morto na cova onde estava os restos mortais de Eliseu. Ao tocar os ossos do profeta o morto reviveu e se levantou sobre seus pés (2 Rs 13.20,21). b) No Novo Testamento. Os exemplos sio numerosos, comecan- do pelo ministério pessoal de Jesus Cristo: a filha de Jairo (Mt 9.24,25); o filho de uma vitiva de Naim (Le 7.13-15); seu amigo Lazaro, em Bet4nia, irmao de Maria e Marta (Jo 11.43,44). Ele mesmo venceu a morte depois de trés dias no sepul- cro (Le 24.6) e, para confirmar Sua vit6ria sobre a morte, alguns corpos de santos mortos anteriormente, res- suscitaram e foram vistos em Jeru- salém (Mt 27.52,53). Mais tarde, entre os apéstolos, Pedro orou ao Senhor e fez reviver a Dorcas (At 9.37,40,41). Til. TIPOS DE . RESSURREICAO 1. Nacional. E, em linguagem metaférica, a restauragéo e renova- ¢ao do povo de Israel em termos po- liticos, materiais e espirituais (Dt 4.23-30; 28.62-64; Lv 26.14-25; Ez 11.17; 36.24; 37.21; Jr 24.6; Ez 36.24,28). O cumprimento cabal da profecia relativa 4 ressurreigao na- cional aconteceré na vinda pessoal do Messias, 0 Senhor Jesus Cristo (Ze 14.1-5). 2. Espiritual. Refere-se também metaforicamente a um renascimento espiritual dos que, tendo estado mor- tos em delitos e pecados (Ef 2.1) fo- yam vivificados espiritualmente (Rm. 6.4). H4, no entanto, um sentido li- teral dessa ressurrei¢do, no que tan- ge a ressurrei¢4o corporal. Porém, o aspecto fisico da ressurreigao diz res- peito aos corpos Jevantados das se- pulturas, os quais sofrerdio uma me- tamorfose. Isto é: uma transforma- ¢ao do fisico para o espiritual (1 Co 15.52; 1 Ts 4.13-17). 3. Fisica. Precisamos distinguir esse tipo de ressurreicéo sob dois Angulos: o temporal e 0 escatolégi- co. No sentido temporal, temos o exemplo de pessoas que morreram, foram sepultadas, e pelo poder de Deus ressuscitaram; posteriormen- te, voltaram a morrer (2 Rs 4.32-37; Mt 9.24, 25). No sentido escatol6- gico, tanto os justos quanto os impios vao ressuscitar fisicamente. Os justos, levantar-se-do dos seus sepulcros na vinda do Senhor (1 Co 15.44,52; Jo 5.29). Os impios se le- vantarao, nao com os santos, mas no fim de todas as coisas, no Jufzo Fi- nal (Ap 20.11-15). IV. EXPLICANDO A RESSURREICAO DOS JUSTOS E A DOS IMPIOS 1. A primeira ressurreicio. a) O tempo. Divide-se em trés fases distintas. A primeira fase refe- re-se a ressurreigao de Cristo e de muitos santos do Antigo Testamen- to, identificados como as “primicias dos mortos” (1 Co 15.20; Mt 27.52, 53); Jesus e aqueles santos ressurre- tos sio © primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12; 1 Co 15.23). Jesus foi o grao de trigo que caiu na ‘27 terra, morreu, e produziu muito fru- to (Jo 12.24). Isto é: aquele grupo de pessoas de Mt 27.52,53 foi a primi- cia, o primeiro molho. A segunda fase refere-se 4 ressurrei¢ao dos mortos em Cristo na era neotesta- mentéria, a qual se efetuard no cha- mamento especial por ocasiaio da volta do Senhor Jesus sobre as nu- vens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17). A terceira fase da primeira ressurrei- ao refere-se aqueles mortos no pe- tiodo da Grande Tribulagio, os quais sao chamados de “mértires da Gran- de Tribulagao”. Refere-se ao resto- lho da ceifa, isto é, as respigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5). b) A natureza dos corpos ressur- retos. Nao importa como os corpos foram sepultados, se em covas na terra, ou no fundo dos mares e¢ rios, ou queimados. Na realidade, os mes- Mos corpos mortos sero ressuscita- dos. No caso dos mortos em Cristo, seus corpos serao transformados (1 - Co 15.35-38), iguais ao corpo res- surreto de Cristo (Fp 3.21). 2. A segunda ressurrei¢ao. a) O tempo. Ji sabemos que Je- sus distinguiu duas ressurreigGes: a dos justos e a dos impios (Jo 5.28, 29). Alguns intérpretes entendem a ressurreic¢ao dos mortos como um sé evento, num mesmo tempo. Decla- ram que a tnica distingio é que “uns ressuscitam para a vida” e outros “para a perdigao”. Entretanto, essa teoria é largamente refutada. Na verdade, o tempo da segunda res- 5% surreigdo acontecerd no fim de to- das as coisas, apés 0 periodo do Milénio na Terra, quando haverd o Juizo Final diante do Grande Tro- no Branco (Hb 4.13). b) A natureza dos corpos ressus- citados dos impios. Quanto a ressur- reig&o 0 processo seré 0 mesmo que 0 dos justos. Seus corpos terdo to- das as particulas fisicas reunidas e transformadas em corpos espirituais, mas sem qualquer gloria. A seme- ihanga dos justos no Hades, as almas e espiritos se unirao aos seus corpos sepultados para serem julgados por suas obras (Ap 20.12; Dn 12.2). Ne- inhuma gloria, nenhuma beleza, mas totalmente inglério, para que sejam prestadas as contas perante o Supre- mo Juiz (Hb 4.13; Rm 2.5,6; Hb 9.27). .c) O estado final dos impios. Na verdade, os impios ressuscitarao para uma “segunda morte”, Ap 21.8. Essa “segunda morte” ndo significa ani- ghilamento, mas banimento da pre- senga de Deus (2 Ts 1.9). Esse banimento implica que todos os ‘impios serao langados no Geena, chamado “Lago de Fogo” (Mt 25. 41,46), que arde continuamente com fogo inapagdvel — 0 tormento eterno (Ap 14.10,11). CONCLUSAO A esperanga da Igreja esta basea- dana ressurreigdo de Cristo. Sua mor- te e ressurreigdo sao a garantia total de que Ele voltara. Sua vit6ria sobre a morte foi com gloria, triunfo e poder. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Bibliolégico A doutrina da ressurreig&o tem forte base escrituristica. O Salmista fala da esperanga da ressurreigio quando diz: “Mas Deus remiré a mi- nha aima do poder da sepultura, pois me recebera” (S1 49.15). No Novo Testamento o ensino da ressurreigao ganha maior espaco que no Antigo Testamento. Paulo fala da “apari¢ao de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte e trouxe a luz a vida e a incorrupgao, pelo Evange- Iho” (2 Tm 1.10). Jesus enfatizou e deu um sentido especial & doutrina da ressurreigao (Jo 5.28,29). Portan- to, o que Jesus deixa claro é que nao haveré uma tnica, geral e simulta- nea ressurrei¢éo para os mortos, ¢ sim que ela acontecerd em duas fa- ses distintas: a ressurreigao dos jus- tos e a dos impios. Subsidio Teolégico A ressurreigao, em sua natureza, deve ser estudada mediante cinco aspectos: 1. A ressurreigao serd seletiva, mas nfo discriminativa, A salvagdo €oferecida a todos de igual modo. Deus nao seleciona raga, nacao, ti- bo ou classe social para a salvacio. Porém, a ressurreigao ser4 seletiva em relagdo aos que fazem parte da primeira e os da segunda. Ela é sele- tiva quanto ao modo como se pro- cessara. 2. A ressurreigao sera universal. O carater geral da ressurreigao é uni- versal, porque justos e injustos hao de ressuscitar (Jo 5.28,29; At 24.14,15). Nesse sentido a Biblia descreve esse fato como a “ressur- reigéo dos mortos”, que tem um ca- rater geral. 3. A ressurrei¢ao sera dupla. Por- que se trata da distingao dos justos e a dos fmpios (Jo 5.29; Dn 12.2; Ap 20.4,5). Os justos participarao da primeira ressurreigao. Os impios par- ticiparao da segunda ressurreigéo (Ap 20.13-15). 4. A ressurreigio sera literal e corporal. Jesus confirmou a doutri- na da ressurreigdo literal e corporal (Jo 5.25,28,29). Jesus ressuscitou corporalmente, por isso, 0 seu corpo ressurreto, mesmo estando revestido de espiritualidade, podia ser tocado e visto (Le 24.39; At 1.9-11), Quan- do a Biblia fala de “corpo espiritu- al” no anula a realidade da ressur- reigao de um corpo material, porque © mesmo sera revestido de um cor- po espiritual (1 Co 15.42). 5. A ressurreig&o é obra da Trin- dade divina. H4 uma relagao triuna na obra da ressurreicao, Ha textos biblicos que atribuem a ressurreigao a Deus, sem especificar qual pessoa da Trindade (Mt 22.29;2 Co 1.9). Algumas vezes, a obra da ressurrei- ¢ao € atribufda ao Filho Jesus (Jo 5.21,25,28,29; 6.38-40,44,54; 1 Ts 4.16). Outras vezes, temos a mesma obra atribufda ao Espirito Santo (Rin 8.11). Nao ha divistio, nem compe- 29 tigdo entre as trés pessoas da Trin- dade. Subsidio Devocional “Tal como o corpo de Jesus, 0 corpo ressurreto, do qual Ele é a vida animadora, nao serd nem este corpo mortal que hoje possuimos, nem o espirito desencarnado, mas um cor- po espiritual. Um corpo real e espi- ritual. Realidade nao significa neces- sariamente tangibilidade. Sera o ar menos real do que o chumbo, ou o som menos real do que um grama- do, ou a luz menos real do que uma pedra? Ha a carne de um bebé, tao suave que vocé a toca com cuidado para néo machucé-la, e hd a carne de um rinoceronte, que vocé nao con- segue atravessar nem com bala de rifle. Assim é 0 corpo ressurreto ~ real, mas uma realidade glori mais dantes conhecida. ‘Trata-se de um corpo espiritual de vida humana imortalizada pela vida ressurreta de Jesus. (Nathan R. Wood, de uma pre- legdo feita na Gordon Divinity School, Boston, Mass., 1944). “A Biblia declara que seremos como Jesus quando o virmos por ocasifio de sua vinda (1 Jo 3.2). Nossos corpos serao glorios dotados de esplendor e beleza; se~ rio corpos poderosos e apropriados as regides celesti Essa mudan- ga serd repentina e sobrenatural. Isto acontecera ao soar da ultima trombeta. Ent&o, encontrar-nos- e 1230 emos com o Senhor nos ares; e, com Ele estaremos para sempre (1 Ts 4.17).” (Doutrinas Biblicas, CPAD) GLOSSARIO Metaférica: Em que ha metdfo- ra, figurado. Metamorfose: Transformagio de um ser em outro. Outorga: Ato ou efeito de outor- gar; consentimento, concessao, apro- vaciio. Triuna: Relativo a Trindade Santa, que sao trés divinas e distin- tas pessoas. 1. Qual o sentido da palavra res- surreigao no original grego? R. Quer dizer “tornar a vida”, “le- vantar-se”, “levantar”. 2. Cite os trés tipos de ressurrei- go na Biblia? _ | R. Ressurreigéo nacional, espiri- tual e fisica. 3. Em quantas fases se divide a primeira ressurreig0? R. Trés fases. 4. Quando acontecerd a segunda Tessurreigio? . R. Apés 0 periodo do Milénio. 5. Qual seré o estado final dos impios? R. Apés ressuscitarem serao lan- gados no Lago de Fogo. ‘acordar”, “despertar” e LigGo 5 2 de agosto de 1998 SINAIS DA VINDA DE CRISTO TEXTO AUREO “E jdest4 préximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sébrios e vigiai em oragao” (1 Pe 4.7). VERDADE PRATICA Acerteza da volta de Jesus Cristo é a verdade mais signi- ficativa de toda a profecia bi- blica. LEITURA DIARIA Segunda - At 2.19; Le 21.11; Jl 2. 30,31 Sinais em cima no céu Terga - Mt 27.51; At 2.19; Le 21. 11,12 Sinais em baixo na terra Quarta - Le 21.12; Mt 24.5,9,10; Ap 69-11 Sinais na vida religiosa Quinta - Le 17.26-28; Mt 24.37,38; Tg 51-6 Sinais na vida social Sexta - Le 17.28-30; 2 Tm 3.1-4 Sinais na vida moral Sdbado - Mt 25.1-10 Sinais entre o povo de Deus LEITURA BIBLICA EM CLASSE MATEUS 24.3-14 3-E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discipulos, em particu- lar, dizendo: Dize-nos quando se- rao essas coisas e que sinal havera da tua vinda e do fim do mundo? 4-E Jesus, respondendo, dis- se-lhes: Acautelai-vos, que nin- guém vos engane, 5- porque muitos virio em meu nome, dizendo: Eu sou 0 Cris- to; e enganarao a muitos. 6-E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, nao vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteca, mas ainda nfo é 0 fim. 7 ~ Porquanto se levantara na- cao contra nacao, e reino contra reino, e havera fomes, e pestes, terremotos, em varios lugares. 8 - Mas todas essas coisas siio © principio de dores. 9 - Entao, vos hao de entregar para serdes atormentados e ma- tar-vos-do; e sereis odiados de to- das as gentes por causa do meu nome. 10 - Nesse tempo, muitos serio escandalizados, e trair-se-Zo uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerao. 11-E surgirao muitos falsos profetas e enganarao a muitos. OL3y 12 - E, por se multiplicar a ini- qiiidade, o amor de muitos esfria- ra. 13 - Mas aquele que perseve- rar até ao fim sera salvo. 14 - E este evangelho do reino serd pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, entao vird o fim. PONTO DE CONTATO 1 Joao 3.3 fala que a esperanga da vinda de Jesus nos purifica. O versiculo mostra como é importante esta ligdo para a edificagao espiritu- al de seus alunos. Aguardando a vin- da de Cristo, o crente estard mais vi- gilante, mantendo-se longe do peca- do e do engano. OBJETIVOS Ao término desta aula seus alu- nos deverao estar aptos a: Estabelecer distingdo entre os sinais histéricos e os sinais em evi- déncia da vinda de Cristo. Descrever 0 monte escatolégico € a sua relacio com a vinda de Cris- to. Identificar os falsos sinais da vinda de Cristo. Verbalizar as predigGes de si- nais concretos da vinda de Cristo. SINTESE TEXTUAL Apresentando predig6es escato- légicas e sinais atuais da vinda de Jesus, esta ligao pretende servir de 32 alerta para toda a Igreja, principal- mente, para os crentes despercebi- dos da brevidade da vinda do Se- nhor. ORIENTACAO DIDATICA O significado de acautelar é por de sobreaviso, prevenir, precaver. Esta foi a palavra que Jesus usou guando os discfpulos perguntaram como seria a vinda dele e que si- nal teriam. Jesus orientou-os a te- rem cautela para que nao fossem enganados, dando-lhes uma relagaéo dos sinais prévios & Sua vinda, Isto nos da a entender que precisamos conhecer os sinais para ficarmos de sobreaviso, e para isto precisamos estudar a Biblia. Conforme diz em Provérbios 22.3 “O avisado vé o mau e esconde-se...”, Para levar 0 aluno a esse entendimento introdu- za o tema perguntando o significa- do de acautelar e o que fazer para nao sermos enganados. Na. Biblia de Estudo Pentecostal, no texto de rodapé referente a Mt 24.11, lemos que nos tltimos dias “crentes professos aceitario ‘novas revela- gdes’, mesmo que elas conflitem com a Palavra revelada de Deus. Isto motivard oposigao a verdade biblica dentro da Igreja. Homens pregando o evangelho misto ocu- pario posigGes estratégicas de li- deranga nas denominagées e nas escolas teolégicas. Os tais engana- rao e desviarao a muitos dentro da Igreja”. COMENTARIO INTRODUCAO Diante da declaragdo de Jesus sobre a queda de Jerusalém e a des- truigéio do seu majestoso templo (Mt 24.1,2), os discfpulos fizeram-lhe a pergunta-chave que originou o gran- de discurso profético: “Dize-nos quando serio essas coisas € que si- nal haverd da tua vinda e do fim do mundo?” O texto de Mateus 24, mormente os primeiros 14 versicu- Jos, é uma profecia com abrangéncia hist6rica e escatolégica. Em primei- ro lugar, diz respeito a Israel e, de~ pois, refere-se a Igreja. I. PREDICOES DE CARATER PARTICULAR (Mt 24.1-3) Jesus, ao proferir Seu discurso Publico nos patios do grande templo de Jerusalém, aproveita a ocasiao para predizer sobre o futuro da cida- de e do seu templo. Ele prediz a des- truigéo antecipando o final dos tem- pos. Alguns fatos proféticos seriam presenciados e vividos por aquela geragao, mas seriam ao mesmo tem- po indicios de fatos escatolégicos inevitaveis. 1. A destruicgio de Jerusalém e do templo (vy.1,2). Um pouco an- tes dessa predigio, os discipulos qui- seram impressionar Jesus chamando- The a atengfo para a espléndida e for- te estrutura do templo que era o or- gulho de todo israelita. Para fortale- cer seu discurso, Jesus entdo predis- se a destruigdo de tudo aquilo ainda naquela geragdo. 2. Predicées feitas num monte escatolégico (v.3). E interessante destacar o monte das Oliveiras no s6 como um monte com histérias de vitérias e derrotas, de guerras fisi- cas e espirituais, mas 0 monte no qual acontecera 0 evento mais im- portante da-escatologia crista: Jesus Cristo descer4 visivelmente sobre ele. A pergunta “Quando sucederaio estas coisas” resultou da predigdo de Jesus sobre o templo e a cidade. Na seqiiéncia, os discfpulos queriam sa- ber ainda sobre a vinda de Cristo, e disseram: “Que sinal haverd da tua vinda e do fim do mundo”. A expres- sao “tua vinda” é uma referéncia & segunda vinda pessoal de Cristo, es- pecialmente sobre aquele mesmo monte onde estavam conversando. i. PREDICOES SOBRE FALSOS ALARMES ESCATOLOGICOS (Mt 24.4-6) Mateus 24.4 é uma admoestagiio contra os falsos sinais que seriam alardeados como se fossem os reais e verdadeiros. Diz 0 texto: “Acau- telai-vos, que ninguém vos engane”. Indiscutivelmente, essa pessoa, além de presungosa e nao conhecedora das Escrituras, é falso profeta. Quais se- riam os falsos alarmes ou sinais pe- los quais néo podemos nos deixar enganar? 1. Falsos cristos (v.5), Nos qua- se dois mil anos de histéria do Cris- 33 tianismo, centenas de falsos cristos (ou messias) tém aparecido e enga- nado a muita gente. 2. Guerras nao-determinantes (v.6). Sao falsas guerras todas aque- las que nao podem ser determinadas como sinais evidentes da volta do Senhor Jesus. Elas confundem por- que nao tém as caraterfsticas que de- terminam um sinal escatolégico. Pe- quenas e grandes guerras tém marca- do com sangue o nosso planeta. Je- sus previu esse tipo de problema, e orientou-nos: “E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guer- ras; vede, nao vos assusteis porque, é necessério que isto acontega, mas ain- da nao é 0 fim”. III. PREDICOES DE SINAIS CONCRETOS (Mt 24.7) Nao ha evidéncia doutrindria para se afirmar que determinados acontecimentos da atualidade sejam sinais precisos da volta de Jesus. Entretanto, o modo como o Senhor indicou-os nos abre um campo de compreensao mais amplo. Entende- mos que esses sinais indicam “o co- mego do fim” ou “o principio de do- res” (Mt 24.8). 1. A simultaneidade dos sinais. Ha uma certa simultaneidade dos acontecimentos que envolvem “con- flitos bélicos entre nagdes, fomes, pestes e terremotos”. 2. “nagao contra nacio, e rei- no contra reino”. Tivemos duas grandes guerras mundiais. A primei- ra aconteceu de 1914 a 1918, e ase- 134 gunda de 1939 a 1945. A destruigao provocada por essas guerras mundi- ais é incalculavel. 3. “havera fomes, pestes e ter- remotos” (Le 21.11). Sinais como “fomes, pestes e terremotos” sio fa- tos marcantes em nossos dias. A con- taminagao ambiental provocada pelo desregramento ecolégico, tem enve- nenado os trés mais importantes es- pagos vitais da humanidade, que sao: o ar, as 4guas e a terra. A prolifera- ¢ao das doengas aumentam cada vez mais o indice de mortalidade. Mis- teriosas pestes desafiam a ciéncia assolando a humanidade. A fome traz para 0 panorama mundial um espectro de terror. IV. PREDICOES DE SINAIS ATUAIS (Mt 24.8-13) 1. O principio de dores (v.8). O texto refere-se metaforicamente as dores de parto de uma mulher que esta para dar a luz uma crianga, Sio as primeiras dores decorrentes das contragdes que anunciam a hora do parto, Na verdade, Jesus estava de- clarando que os sinais envolvendo fomes, pestes e terremotos seriam apenas sinais precursores da vinda da era messianica, sonhada e desejada pelos judeus (1 Ts 5.3). 2. A angistia na terra (v.8; Le 21.25). Essa angtistia esté embutida no “princfpio de dores” sentida pela hu- manidade e, especialmente, pela Igre- jade Cristo. 6, de fato, a perplexidade das criaturas diante dos sinais que se evidenciam na Terra (Le 21.25,26); uma neurose coletiva mundial que pro- voca o desespero (Rm 8.20,22); € 0 pressentimento da chegada do fim des- sa agonia (Dn 12.4), Nesses tempos de globalizagao da economia mundial, percebe-se a preocupacao, quando apenas uma economia se descontrola traz um desassossego total (2 Ts 2.7; Ap 13.16,17). 3. A ameaca de uma Igreja mis- ta (vv.10-13). Nestes versiculos Je- sus previu certos problemas que afe- tariam sua Igreja. Essa Igreja mista aparece na malfadada tese do Ecu- menismo. Indiscutivelmente é uma falsa unidade porque dilui principios fundamentais de formagio da Igreja segundo o padrao neotestamentério. Muitos cristéos haveriam de trair a Igreja e desert4-la por causa das per- seguig6es. A acdo de “trair-se uns aos outros” refere-se Aqueles que, para salvar a prépria pele, entregariam seus irmaos as autoridades. 4. A multiplicagdo da iniqiii- dade (v.12). A palavra iniqiiidade na lingua original tem a idéia de coisas ilegais ou de liberdade sem lei que a controle. Quando Jesus declarou que a iniqiiidade se mul- tiplicaria estava antevendo a reali- dade de nossos dias. A tendéncia para a ilegalidade e sua pratica tem sido comum entre os cristéos. O aumento da iniqilidade, isto é, da violagao dos principios divinos, afetaria esse sentimento de relagio com Cristo. O zelo e o desejo pela Casa de Deus perdem a sua forga quando o corac¢ao é infquo. CONCLUSAO Os sinais da vinda de Jesus de- vem ser assunto de interesse para todos os crentes despertados e ao mesmo tempo um grande alerta para os crentes descuidados e adormeci- dos espiritualmente. E, assim, pos- sam entender que, apesar dos tedlo- gos divergirem quanto a distinguir os primeiros 14 versiculos de Mateus 24 como sendo dentro da era da gra- ¢a ou da Igreja, o segredo para esca- par, principalmente do perfodo dos tempos dos gentios (que antecede a Grande Tribulagao - Mt 24.14), é “perseverar até o fim” (Mt 24.13). AUXILIOS SUPLEMENT) Subsidio Histérico No ano 70 d. C. 0 general Tito com seus exércitos entrou em Jeru- salém e destruiu tudo, inclusive 0 templo, De fato, nao ficou pedra so- bre pedra. Quem ja visitou Jerusa- lém tem o testemunho histérico evi- denciado nos restos das muralhas e dos ediffcios sagrados dos dias de Jesus. A profecia teve seu cumpri- mento literal. Geograficamente, 0 monte das Oliveiras se destaca pela sua altura. Do alto dele se pode ver toda a Jeru- salém bem como 0 local do antigo templo de Salomaio. Mas o que cha- ma a atengdo em Mt 24.3 € 0 fato de Jesus ter chamado seus discipulos de modo particular e especial para pro- fetizar sobre o futuro de Israel. Subsidio Doutrin4rio Dois dos sinais concretos da vin- da do Senhor indicados em Mt 24.7 eem Le 21.11 merecem nossa mai- or atengao: A possibilidade de uma terceira guerra mundial, com os poderes qui- micos e at6émicos sob 0 dominio de algumas nagées, é assustadora. En- tretanto, antes de uma catdstrofe glo- bal, certamente o Senhor vird e arre- batara o Seu povo da Terra. A produgao de alimentos esta comprometida por causa de elemen- tos quimicos, em decorréncia da ga- nancia e da falta de temor a Deus. S6 no século 20 a estatistica mundi- al apresenta mais de 6.500 terremo- tos. Percebe-se, ent&o, uma certa si- multaneidade entre os sinais catas- tréficos que prenunciam a volta do Senhor. Subsfdio Teolégico A respeito dos sinais atuais de- vemos entender ainda que: No original grego a expressio “princfpio de dores” (v. 8) dé a idéia de trabalho de parto. Porém, traba~ lho de parto de quem? O contexto refere-se 20 Messias, porque todo 0 texto prenuncia ainda do Messias (is 26.16-19; Mq 4.9,10; Ap 12.1-5; ITs 5.3). E imposstvel haver unidade em denominagGes cristas que admitem confissées idolatricas e diluem ver- dades indissoliiveis da Palavra de Deus. Falsos ¢ verdadeiros cristaos estariam juntos, mas nao demorari~ + 36 am a revelar suas identidades. Vari- as pardbolas de Jesus mostram as diferengas entre 0 falso e 0 verda- deiro, o puro e o impuro, o pecador €0 santo. Pardbolas como as do joio € 0 trigo, da rede que ajunta peixes de toda espécie, das dez virgens, das ovelhas e dos bodes, etc. Nos dias que antecedem a Sua volta, Jesus prediz que haveria uma mistura nao sauddvel no meio do seu povo (vv.10-13) . Naqueles dias, as autoridades ju- daicas ¢ romanas, ordenaram a mor- te de muitos judeus-cristéos. Nao sera diferente nos dias que antece- dem a volta de Cristo, Uma mistura de idéias e doutrinas anticristds tem, indubitavelmente, levedado a massa da doutrina genuinamente crista. Sao os falsos profetas (Mt 24.11), moti- vados por interesses egoistas e de- monfacos, torcem a Palavra de Deus € a interpretam ao seu bel-prazer. Eles injetam na vida da igreja o ve- neno de conceitos libertinistas, desvinculados completamente dos princfpios divinos. Esses conceitos platonizam o amor verdadeiro ao Senhor ¢ o tornam um sentimento de amor egofstico, baseado na auto-afir- magio e no prazer carnal. O inverso de iniqitidade é eqiii- dade, que é 0 reconhecimento do direito de cada um, Diz respeito ao tratamento com igualdade, retidao e justiga. Uma das carateristicas ti- picas do Diabo € 0 egoismo, que tem se manifestado terrivelmente em nossa sociedade. A multiplica- gao da iniqiiidade afetaria a Igreja (Mt 24.12). Jesus declarou que por causa disto “o amor de muitos se esfriaré”. Que tipo de amor é este que 0 texto se refere? E o amor comprometido com Cristo e com Sua Igreja. Alardeados: Ostentados, divul- gados. Platonizar: Adotar 0 amor pla- tonico (Plato, filésofo grego, 428- 317 a.C), que € apenas o amor ideal alheio a interesses ou gozos materi- ais. Predigées: Ato ou efeito de pre- dizer, profecia, vaticfnio. 1. A quem diz respeito a profe- cia de Mateus 24? R. Em primeiro lugar, diz respei- to a Israel e, depois, refere-se a Igre- ja. ° 2. Qual o evento mais importan- te que ocorrera no monte das Olivei- ras? R. Jesus Cristo descerd visivel- mente sobre esse monte. 3. Quais os sinais falsos especi- ficados por Jesus no seu discurso? R. Falsos cristos e guerras nao- determinantes. 4. Quais os sinais.concretos que assinalam a vinda de Cristo? R. Conflitos bélicos entre nagdes, fomes, pestes € terremotos. 5. O que Jesus declarou com a expressao “principio de dores”? R. Ele declarou que os sinais en- volvendo fomes, pestes e terremotos seriam apenas sinais precursores da vinda da era messianica, sonhada.e desejada pelos judeus (1 Ts 5,3), °37 rr 9 de agosto de 1998 ISRAEL,O RELOGIO ESCATOLOGICO DE DEUS (Dia Nacional de Missdes) TEXTO AUREO **Porei os meus olhos sobre “eles, para seu bem, e os farei voltar a esta terra; e edifica- » los-ei,e no os destruirei, e planté-los-ti, e nao os arranca- rei” (Jr 24.6). “| WERDADE PRATICA Israel 6 0 relégio divino na Terra pelo.qual conhecemos os “.designios de Deus para o final da historia da humanidade. LEITURA DIARIA Segunda - Ly 26.33,36,37 Predigdo sobre a dispersdo de Israel Terca - Gn 12.1,2,7; 17.8 As promessas de Deus ao pai da nagao israelita, Abraéo Quarta - Dt 7.9;32.9-11; S1 89.1 Deus é fiel as suas promessas Quinta - Jr 24.6; Ez 36.24,28 Predigdo da volta de Israel & sua terra Sexta - Am 9.14,15; Jl 2.28-32; Ez 34.27,28; Jr 31.28 A promessa de restauragdao material e espiritual de Israel 38 Sdbado - Ez 37.21-28; Jr 30.9; Ez 34.23; Os 3.5 A restauragdo de Israel no “dia da angistia de Jacé” LEITURA BIBLICA EM CLASSE EZEQUIEL 37.1-12 1 - Veio sobre mim a mao do Senhor; e o Senhor me levou em espirito, e me pés no meio de um vale que estava cheio de ossos, 2 - e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui nume- rosos sobre a face do vale e esta- vam sequissimos. 3 - E me disse: Filho do ho- mem, poderio viver estes ossos? E eu disse: Senhor Jeova, tu 0 sa- bes. 4 - Ent&o, me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Os- Sos secos, ouvi a palavra do Se- nhor. 5 - Assim diz o Senhor Jeové a estes ossos: Eis que farei entrar em vés 0 espirito, e vivereis. 6 - E porei nervos sobre vés, e farei crescer carne sobre vés, e sobre vés estenderei pele, e porei em vés o espirito, e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor. 7 - Entao, profetizei como se me deu ordem; e houve um rufdo, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um reboligo, e 0s ossos se juntaram, cada osso a0 seu osso. 8 - E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a car- ne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas no havia neles es- pirito. 9 - E ele me disse: Profetiza ao espirito, profetiza, 6 filho do ho- mem, e dize ao espirito: Assim diz o Senhor Jeové: Vem dos quatro ventos, 6 espfrito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. 10 - E profetizei como ele me deu ordem; entio, o espfrito en- trou neles, e viveram e se puse- ram em pé, um exército grande em extremo. 11 - Entao, me disse: Filho do homem, estes ossos sdio toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nos- SOS OssoS Se secaram, e pereceu a nossa esperanga; nds estamos cor- tados. 12 - Portanto, profetiza e dize- thes: Assim diz o Senhor Jeova: Eis que eu abrirei as vossas sepul- turas, e vos farei sair das yossas sepulturas, 6 povo meu, e vos tra- rei a terra de Israel. PONTO DE CONTATO Ajude os seus alunos a serem zelosos no estudo da-Palavra de Deus, mostrando-lhes que a profe- cia biblica tem limites que preci- sam ser respeitados, e que tenham muito cuidado para que nao sejam enganados por vas doutrinas ou espectlacées. Apos esta aula seus alunos deve- tao estar aptos a: Descrever com clareza, por or- dem de acontecimentos, os eventos escatolégicos relacionados com Is- rael. Identificar profecias sobre Isra- el que ja tiveram seu cumprimento. Compreender por que Israel é um dos principais sinais da vinda de Cristo. SINTESE TEXTUAL Tendo Israel como objeto prin- cipal de nosso estudo, veremos al- gumas profecias escatolégicas que j4 tiveram seu cumprimento e outras que ainda hao de se cumprir. Atra- vés da situagdo atual de Israel ire- mos constatar a proclamagio da imi- nente vinda de Jesus. ORIENTACAO DIDATICA Sugerimos para melhor com- preens&o desta ligdo que vocé faga uma listagem dos eventos escato- Idgicos numa folha de papel pardo (para que todos vejam). Coloque- os fora da ordem de acontecimen- to. Distribua para sua classe folhas de papel oficio e pega que, cada aluno, coloque-os em ordem, Dé alguns minutos para o cumprimen- to da tarefa. Nao precisa recolher os trabalhos, mas faga o levanta- Carlos Sergio de Medelred 1). 737.739 39 anes ant 104 KF mento da ordem de acontecimen- tos descrita pelos alunos. O objeti- vo desta tarefa é situa-los no tem- po, no relégio de Deus, para que identifiquem as profecias que tive- ram seu cumprimento e as que ain- da acontecerao. Ordem correta de acontecimen- tos escatolégicos. 1 - Dispersao e regresso de Israel 2 - Arrebatamento da Igreja 3 - Grande Tribulagio 4 - Tribunal de Cristo 5 - Bodas do Cordeiro 6 - Batalha do Armagedom 7 - Implantagao do Reino Milenial 8 - Jufzo das Nagées 9 - O Grande Trono Branco INTRODUCAO Israel € um dos sinais mais evi- dentes na atualidade em relagdo a volta de Cristo. Sua restauragdo na- cional, profetizada em Ezequiel 37.1-10 e, que, através de uma visdo fala metaforicamente de “um vale cheio de ossos”, teve infcio no sécu- lo em que vivemos. L EIXO CENTRAL DO PROGRAMA ESCATOLOGICO DIVINO A hist6ria do plano divino em relagéo 4 humanidade tem seu eixo central na existéncia do povo de Is- rael. E o relégio pelo qual podemos acompanhar todos os eventos histé- ricos e escatolégicos do mundo. Je- 40 sus apontou-nos esse sinal de Sua vinda no sermio profético registra- do em Le 21.27-30: “E, entio, verdo o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande gléria. Ora, quando essas coisas comegarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabega, porque a vossa re- dengo esté préxima. E disse-lhes uma parabola: Olhai para a figueira e para todas as arvores. Quando j4 comegam a brotar, vés sabeis por vés mesmos, vendo-as, que perto estd ja 0 veraio”. Encontramos respaldo para crer na Palavra de Deus através das pro- fecias biblicas cumpridas e, a se cumprirem, nos fatos da vida de Is- rael. 1. Dispersdo e regresso. Tanto as profecias sobre a dispersio do povo de Israel entre as nagdes quan- to as referentes ao retorno a sua ter- ra, tém tido o fiel cumprimento (Gn 12.1,2,7; Dt 32.9-11; Lv 26.33, 36,37; Jr 24.6; Ez 36.24,28). 2. A reuniao progressiva de Is- rael em sua terra. Ha duas impor- tantes reunides de Israel na sua terra que mostram a veracidade da profe- cia biblica. A primeira diz respeito ao sentimento de volta ao lar que ti- veram todos os israelitas dispersos pelas nagées. Esse sentimento se tor- nou forte com 0 movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro Herzl. Pouco a pouco, sistematica e conti- nuamente, 0 povo comegou a voltar. Nao era um simples sentimento de um homem ou de um povo e, sim, um impulso do Espirito de Deus na mente e no coragao de cada judeu disperso, em cumprimento da Pala- vra de Deus (Jr 24.6; Ez 36.24,28). Em 1948, Israel j4 estava bem instalado na Palestina e a sua pro- clamagio pela ONU como Estado foi o climax da efetivagao da promessa divina quanto ao seu retorno. 3. A segunda reuniao de Israel. Esta reunidio acontecer4 no futuro pré- ximo por ocasiéo da “angistia de Jac6”, conhecida como a Grande Tri- bulagao (Ap 16.12-21). Esse evento escatol6gico sera terrivel e indiscritivel para 0 povo de Israel. Ele estaré mo- bilizado para a grande batalha do Armagedom. Os reis da terra, isto 6, os governantes do mundo todo esta- r4o reunidos com seus exércitos e ar- mas destrutivas para o maior combate ja registrado na historia mundial. Tal- vez seja esta a terceira guerra mundi- al. Sera no climax dessa batalha que Jesus, 0 Messias, anteriormente rejei- tado pelos israelitas, vird e destruird os inimigos do seu povo, e implantar4 o Seu reino milenial (Ap 19.11-21). A profecia de Ezequiel 37.1-11 trata da restauragdo nacional, moral e espiritual de Israel. Alguns aspec- tos dessa profecia j4 tiveram o seu cumprimento e outros esto se cum- prindo. Porém, o cumprimento cabal s6 aconteceré no periodo da Grande Tribulagdo e com a intervengiio de Cristo, 0 Messias, em Jerusalém. Nesse periodo, a Igreja nao estaré na Terra, porque foi antes arrebatada para estar com o Senhor. I. A DESTRUICAO PROGRESSIVA DO POVO DO NORTE Os textos de Ez 38 — 39 e 12.20 tratam a respeito da profecia biblica sobre um bloco de nag@es ao norte de Israel. 1. As nagées do Norte. Por cau- sa da etnia dos povos que habitam aquela regiao varios nomes geogré- ficos podem ser identificados. O profeta fala de Magogue, Meseque e Tubal (Ez 38.2,3), regides ocupa- das pelos antigos citas e tartaros, as quais hoje correspondem a Riissia. Nome como o de Meseque conver- teu-se em Moscou ou Moskva. Tubal € a moderna cidade russa de Tobolsk. Em Ez 38.2 temos a pala- vra “chefe”, tradugao do termo rosh, dando a idéia do nome Rissia. No bloco das nagGes aliadas aparecem os nomes de Gémer, Togarma (Ez 38.6). Gémer veio a ser a Germania (atual Alemanha) e, Togarma cor- responde 4 Arménia e Turquia. Em Ez 38.5 destacam-se Os persas, os etiopes e Pute. Hoje, os persas sio o Ira; os etfopes, a Etidpia; e, Pute, a Libia. 2. Queda e ressurgimento da confederacéo do Norte. Devemos entender que a queda da Unido So- viética nao significa que a profecia tenha perdido sua validade. Na ver- dade, essa poténcia mundial esta se levantando e mostrando sua forga, quando se esforga para participar das conversacées de paz entre Israel e os paises drabes, aos quais ela sempre 41 apoiou. Ela perdeu o seu poder so- bre o aludido bloco de nacGes, e al- guns estudiosos interpretam essa queda como algo para acontecer em plenitude no futuro. Parte dessa pro- fecia j4 comegou a ter 0 seu cumpri- mento porque a Riis. : caiu como poténcia bélica e econdmica. 3. A Confederacio do Norte combateré a Besta na Grande Tri- bulagao. A profecia diz que a con- federagao. do Norte, tendo como li- der Gogue, colocara seus exércitos contra a autoridade da Besta, ou seja, o Anticristo (Ez 38.2-6). A profecia indica que Gogue, chefe da terra de Magogue invadiré a terra de Israel nos tltimos dias (Ez 38.8,16). Bg pos- sivel que essa invasio venha acon- tecer no perfodo da Grande Tribula- gdo. Os motivos principais para a invasio do “rei do norte” estao ex- postos em Ez 38.11,12. A idéia de “tomar o despojo e de arrebatar a presa” nao é dificil entender pelo fato de a antiga Uniaio Soviética ter per- dido seus principais intelectuais e cientistas (na maioria judeus), os quais retornaram para Israel. Diz a Biblia que esse invasor serd destruf- do pela intervengdo divina (Ez 38.20), nos montes de Israel (Ez 39.4). Entao, as nagdes da Terra re- conhecerao o Deus de Israel (Ez 39.21,22). Devemos entender que essa invasiio nada tem a ver com a batalha do Armagedom, e a guerra decorrente que aconteceré no inicio da “semana profética” de Daniel (Dn 9.27). A batalha do Armagedom se 42 dar no final da “semana”, pois 0 seu lider ser4 o Anticristo, a Besta (Zc 12.3; 14.2; Ap 16.14). IIL O RESSURGIMENTO DO ANTIGO IMPERIO ROMANO Os textos de Dn 2.33,34,44, 9.24- 27; 7.7,8,24,25; Ap 13.3,7; 17.12,13 so relativos & profecia sobre uma confederagao de nagées formada na érea geografica do antigo Império Romano. 1. Osentido duplo de interpre- tagio. Essa profecia, numa parte re- fere-se literalmente aquelas nagdes adjacentes ao Mediterraneo, as quais formavam 0 nucleo do Império Ro- mano e, na outra parte, figuradamen- te refere-se apenas As caraterfsticas daquele Império. Tal como existiu o Império Romano, também, se levan- tara um da mesma forma dentro da realidade atual. 2. A Unido Européia, uma som- bra do antigo Império Romano. Especula-se muito sobre a atual Unido Européia como um retrato dessa confederagao profetizada. Nao temos base consistente na Biblia para afirmar positivamente. Mas nao po- demos evitar o fato de que as cara- teristicas dessa confederagiio profe- tizada (Dn 2.33,34,44) conferem com a profecia de Daniel. E perigo- so estabelecer suposigSes como fa- tos. Por isso, o aconselhdvel é ficar- mos dentro dos limites impostos pela profecia biblica. No entanto, a evi- déncia dos sinais da vinda do Senhor Jesus em nossos dias € fortalecida pela clareza da profecia e do seu cumprimento. CONCLUSAO O sinal de Israel € revelado a Tgreja pelo seu espléndido floresci- mento na Terra que Deus lhe prome- tera — a figueira brotando —, e pela sua influéncia na marcha dos acon- tecimentos mundiais. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Histérico Trechos da Declaragao de Inde- pendéncia de Israel, lida por David Ben Gurion no dia 14 de maio de 1948, e reproduzida integralmente no livro Jerusalém 3000 Anos de Histéria (CPAD): “Declaramos que, a vigorar des- de o momento do término do Man- dato, que se dard hoje 4 noite, véspe- ra de Sdbado, 6° dia de far de 5708 (15 de maio de 1948), até a instala- gao das autoridades eleitas regulares do Estado de acordo com a Consti- tuigio que sera adotada pela Assem- bléia Constituinte Eleita, o mais tar- dar a 1° de outubro de 1948, 0 Con- selho do povo atuaraé como Conselho de Estado Provis6rio, e seu drgiio exe- cutivo, a Administragao do Povo, sera o Governo Provisério do Estado ju- deu, a ser denominado Israel. “O ESTADO DE ISRAEL esta- r4 aberto & imigrag&o judaica e para o Retorno dos Exilados; fomentara o desenvolvimento do pais em be- neficio de todos os seus habitantes; basear-se-4 nos princfpios de liber- dade, justiga e paz, conforme con- cebidos pelos profetas de Israel; as- seguraré completa igualdade de di- reitos sociais e polfticos a todos os seus habitantes sem distingio de re- ligiao, raga ov sexo; garantird a li- berdade de culto, consciéncia, lin- gua, educagio e cultura; e manter- se-4 fiel aos principios da Carta das Nagées Unidas. “APELAMOS ao povo judeu em toda a Diaspora para que cerre filei- ras em torno dos judeus de Eretz-Is- rael nas tarefas de imigragiio e recons- trucdo e para que esteja ao seu lado. na grande Juta pela realizagaio do so- nho secular — a redengao de Israel. “Confiando no Todo-Poderoso, apomos nossas assinaturas a esta proclamagiio, nesta sesso do Con- selho de Estado Provisério, no solo patrio, na cidade de Tel-Aviv, nesta véspera de sdbado, 5° dia de far, de 5708 (14 de maio de 1948). Segue a assinatura de David Ben Gurion e dos demais fundadores do Estado de Israel. Terminada a leitura da Declara- ¢ao de Independéncia do Estado de Israel, é proferida a béngao hebraica: ‘Louvando sejas, 6 Senhor, Deus nosso, Rei do Universo, que nos mantiveste vivos, que nos preservas- te e nos permitiste ver este dia’”. Subsidio Teolégico “No dia 23 de maio de 1957, um tratado foi assinado em Roma, que 43 sem dtivida foi 0 primeiro passo do cumprimento da antiga profecia de Daniel sobre a existéncia da futura confederago de nagdes, como tilti- ma forma de express4o do poder gentflico mundial. A profecia esté no capitulo 2, e repetida no capitulo 7 de Daniel. No Apocalipse ela é tam- bém vista a partir do capitulo 13. Esse tratado teve vigéncia.a partir de 1 de abril de 1958. O seu objetivo fundamental é a unificag&o da Euro- pa mediante a formagao dos Estados Unidos da Europa. Os seis membros fundadores foram Itélia, Franca, Ale- manha Ocidental, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Novos membros fo- ram mais tarde admitidos. Outros esto aguardando admissio. “Essa coalizagao de nagGes a ser formada, segundo a profecia, na area geografica do antigo Império Romano, estd predita em Daniel 2.33,41-44; 7.7,8,24,25; Ap 13.3,7; 17.12,13. N&o se trata de uma res- taurago literal e total do antigo Império.Romano, tal como ele exis- tiu, mas de uma forma de expres- sao final dele, pois, conforme a pa- lavra profética em Daniel 2.34, a pedra feriu a estétua nos pés, nfo nas pernas. As duas pernas repre- sentam 0 Império Romano dividi- do em dois, fato que teve lugar em 395 d.C. O Império Ocidental, com sede em Roma e o Oriental, com sede em Constantinopla. Foi nessa condigao que ele deixou de existir como duas pernas. O Império Oci- dental caiu em 476, e Oriental, em 1453 d.C. (O Calendario da Pro- fecia, CPAD). Aludido: Fazer alusio, referir-se. Bélica: Relativo ou pertencente a, ou préprio da guerra. Dispersos: Espalhados Etnia: Grupo bioldgico e cultu- ralmente homogéneo. QUESTIONARIO. | 1. Qual é.a primeira reuniado de Israel? R. Seu regresso A terra da Pales- tina culminando com a fundagao do Estado de Israel em 1948. 2. Em que periodo se dard a se- gunda reunido de Israel? R. Durante a Grande Tribulagao. 3. Como reagirao as nagdes quando Deus intervir na defesa de Israel no final da Grande Tribulagio? R. De acordo com Ez 39.21,22 reconhecerao 0 Deus de Israel. 4. Quando aconteceré a batalha do Armagedom? R. No final da “semana” de Daniel. 5. Quando Jesus implantaré o Seu reino milenial? R. Apés com Ele voltar a terra e destruir os inimigos do Seu povo Israel. Li¢Go 7 16 de agosto de 1998 O ARREBATAMENTO DA IGREJA TEXTO.AUREO). . “Virei outra veze vos leva- rei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vos também” (Jo 14.3). ~__ VERDADE PRATICA A certeza do atrebatamen- + to da Igreja vem'da promessa dopréprio SenhorJesus, odono da [greja. ae Segunda - 1 Ts 4.13-18 A vinda de Jesus sobre as nuvens para os seus Terga - Hb 9.28; Jd 14,15; Dn 2.44- 46; Zc 14.1-7 A vinda interventora do Messias Quarta - 2 Ts 2.8; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.18 A manifestagao visivel de Cristo em sua vinda Quinta - Nm 10.1-3; Mt 25.6; ITs 416 O toque da trombeta de Deus Sexta - 1 Co 15.38,42-44,47- 49,51,52; A ressurrei¢do dos mortos Sébado - 1 Co 15.54; 1 Ts 4.17 Atransformagdo dos vivos em Cristo na sua vinda LEITURA BIBLICA EM.CLASSE., 1Ts 413-18 13 - Nao quero, porém, irmaos, que sejais ignorantes acerca dos que ja dormem, para que nao vos entristecais, como os demais, que nao tém esperanca. 14 - Porque, se cremos que Je- sus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornaré a trazer com ele. 15 - Dizemo-nos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nés, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, nao precederemos os que dormem. 16 - Porque o mesmo Senhor descera do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarao primeiro; 17 - depois, nés, os que ficar- mos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com 0 Se- nhor. 18 - Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. -=PONTO DE CONTATO - O dia em que Jesus arrebatar a Sua Tgreja sera o climax da esperanga dos crentes fiéis. Contudo, muitos tém dti- vidas com relagiio a sua’ salvagiio e a AS vida etema. Vocé, professor, poderé conduzi-los & compreensao da Palavra eauma vida cheia de fé dando as con- digSes necessdrias para que Deus pro- duza firmeza em seus coragées. No final desta aula os alunos de- vero estar apto a: Enumerar as escolas de inter- pretagiio sobre o arrebatamento da Igreja. Distinguir as duas etapas da vin- da de Jesus. Identificar a escola de interpre- tagaio que se ajusta devidamente a esperanga crista da volta do Senhor nos ares. Definir as palavras parousia e epifanéia. Explicar a participagao do arcan- jo no arrebatamento da Igreja. Apresentando uma abordagem profunda sobre o arrebatamento da Igreja, esta ligdo acentua 0 conceito literal da palavra arrebatamento pro- curando aclarar 0 entendimento acer- ca do assunto bem como esclarecer outros tépicos pertinentes ao acon- tecimento: escolas de interpretagio, suas fases, personagens e, por fim, os elementos do arrebatamento. Para introduzir esta lig&o, distri- bua folhas para que possam escre- 46 ver. Dé dois minutos para relacio- narem a ordem dos acontecimentos por ocasiao da segunda vinda de Cristo, a qual se dard da seguinte maneira: 1) O mesmo Senhor des- ceré do céu; 2) Os que morrerem em Cristo ressuscitarao primeiro; 3) Os que estiverem vivos por ocasiao da vinda do Senhor serao arrebatados, juntamente com os ressurretos, irio “encontrar o Senhor nos ares”, Pega para alguns alunos compartilherem com a classe como ficou a sua rela- gao de acontecimentos. Reflita também, com a classe as condigées para ser arrebatado com a Igreja de Cristo. Com esta questo vocé poderd observar alguns concei- tos errados de vida crista. Ajude-os a entenderem o arrebatamento da Igreja pela visio biblica e nao por teorias ou conceitos humanos. Con- clua o assunto mostrando-lhes que a condigao certa para o arrebatamen- to é a comunhao com Deus através de Cristo Jesus. : COMENTARIO INTRODUCAO Quando a Biblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto apare- ce como um sé evento. Mas no seu contexto doutrindrio, ela tem duas etapas distintas. A primeira, invi- sivel para o mundo, é 0 arrebata- mento da Igreja; a segunda, visi- vel, fala da vinda de Jesus em glé- ria, especialmente para Israel (Ap 1.8; Ze 14.4). I. ESCOLASDE __ INTERPRETACAO Existem trés escolas distintas de interpretago a respeito do arrebata- mento da Igreja. Elas abrem espago para entendermos como e quando ocorrerd esse grandioso evento. 1. Pés-tribulacionista. Essa escola interpreta que a Igreja remida por Cris- to passard pela Grande Tribulagao. 2. Midi-tribulacionista. Ensina que a Igreja entrard no perfodo da Grande Tribulagio até a sua meta- de. Seus intérpretes se baseiam numa interpretag&o isolada de Dn 9.27, cujo texto fala que depois do opres- sor firmar um concerto com Israel por uma semana, “na metade da se- mana, fara cessar o sacrificio e a oferta de manjares”. 3. Pré-tribulacionista. Podemos comegar entendendo essa escola de interpretagaio com as palavras de Pau- lo aos tessalonicenses, quando escre- veu: “Porque Deus nao nos destinou para a ira, mas para a aquisigio da sal- vac¢do, por nosso Senhor Jesus Cris- to”, 1 Ts 5.9. Ensina que o arrebata- mento da Igreja ocorrerd antes que se inicie 0 periodo da Grande Tribula- cdo. E uma interpretacdo que honra as Sagradas Escrituras e ajusta-se de- vidamente 4 esperanga crista da vol- ta do Senhor nos ares. Ii. DUAS PALAVRAS GREGAS RELATIVAS AO ARREBATAMENTO Encontramos varias palavras no grego do Novo Testamento relativas ao arrebatamento que podem aclarar nosso entendimento acerca do arre- batamento. Destacaremos duas pala- vras principais: 1. Parousia. Literalmente quer dizer “presenga”, “chegada rapida”, “visita”. E a palavra mais freqiien- temente usada nas Escrituras para descrever o retorno de Cristo, pois ocorre 24 vezes. Seu sentido é abran- gente porque nao define apenas a volta de Cristo até ou sobre as nu- vens, mas em outras vezes se refere a Sua volta pessoal 4 Terra (1 Co. 15.23; 1 Ts 2.19; 1 Ts 4.15; 5.23; 2 Ts 2.1; Tg 5.7,8; 2 Pe 3.4). Portan- to, sentido € geral e nao especffi- co. A énfase maior € dada 4 vinda corporal e visfvel de Cristo. 2, Epiphanéia. Literalmente sig- nifica “manifestagdo”, “vir a luz”, “resplandecer” ou “brilhar”. O sen- tido € mais especifico, porque se re- fere especialmente & vinda sobre as nuvens. Ea volta pessoal de Cristo a Terra que acoateceré com uma ma- nifestagao visivel e gloriosa (2 Ts 2.8; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.6-8). Parou- sia € abrangente e pode referir-se tanto a vinda de Cristo para a Igreja como para 0 mundo. Entretanto, epiphanéia € um termo que especi- fica a volta de Cristo 4 Terra de modo mais direto, porque diz respei- to 4 Sua manifestagaio pessoal ao mundo. 3. A diferenca entre as duas etapas. Referente ao arrebatamento, Cristo vird até ou sobre as nuvens (1 Ts 4.17). Sera de modo invisivel para a7 a Terra, porque vird para os Seus santos nos ares. Em relagao a mani- festagiio pessoal de Cristo na Terra, Ele viré sobre as nuvens, de modo visivel e com os seus santos (Cl 3.4). No primeiro evento, Cristo, pelo poder da Sua Palavra e com voz de arcanjo, arrebatard, num abrir e fe- char de olhos, a Igreja remida pelo Seu sangue (1 Co 15.52). Esse arre- batamento aconteceré antes que ve- nha o Anticristo e instale 0 seu do- minio sobre a terra por sete anos. O segundo evento da volta de Cristo aconteceré no final dos sete anos da Grande Tribulag4o, quando Ele ira destruir 0 dominio do Anti- cristo e instalar seu reino de mil anos (Ap 19.11; 20.1-60). IIL. PARTICIPANTES DO ARREBATAMENTO DA IGREJA 1. O préprio Senhor Jesus Cristo. Diz a Escritura: “Porque o mesmo Senhor... desceré do céu” (1 Ts 4.16). O apdstolo Paulo da énfa- se ao senhorio de Jesus conquistado no Calvdrio quando diz : “o mesmo Senhor”. Os vivos em Cristo e os mortos salvos receberao a ordem de comando do préprio Senhor Jesus Cristo. 2, O arcanjo. A tradugao do tex- to diverge na forma, mas no anula o fato, conforme est escrito: “a voz do arcanjo” ou “com voz de arcan- jo” (1 Ts 4.16). O texto de Daniel indica que o arcanjo Miguel partici- pard do evento da segunda vinda de 48 Cristo (Dn 12.1), mui especialmen- te da epiphanéia, quando Cristo, ro- deado de exércitos celestiais, desce- rA sobre a Terra, no monte das Oli- veiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7). Porém, no evento do arrebatamento da Igre- ja, a participagio do arcanjo ser efe- tuada pela voz de comando e cha- mamento, a qual ser4 ouvida apenas pelos remidos. 3. Os mortos em Cristo. Naque- le dia, os mortos e os vivos em Cristo ouvirio a voz de chamamento da trombeta do Senhor pelo arcanjo, e “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.51,52), estarao na presenga do Se- nhor nos ares, com corpos glorifica- dos. A palavra “mortos” diz respeito as santos que ressuscitarao com cor- pos transformados em corpo espiri- tual (soma pneumatikon), enquanto que, os corpos dos impios permane- cero em suas sepulturas até 0 dia do Juizo Final (Ap 20.12). Assim como Cristo ressuscitou corporalmente, também, os crentes salvos ressusci- taro corporalmente (Le 24.39; At 7.55,56). Na licdo referente & ressur- reigdo tratamos sobre a natureza dos corpos ressurretos. 4. Os vivos preparados. O mes- mo poder transformador operado nos corpos dos que morreram no Senhor atuard nos corpos dos cren- tes vivos naquele dia. Aos tes- salonicenses, Paulo declarou: “de- pois nds, os que ficarmos vivos, se- remos arrebatados” (1 Ts 4.17); € aos corintios, também, disse: “nem todos dormiremos, mas todos sere- mos transformados” (1 Co 15.51). Quase que simultaneamente 4 res- surreiga&o dos mortos em Cristo na- quele momento, os vivos em Cristo também ouvirao a voz do arcanjo, e num tempo incontdvel, serao transformados e arrebatados ao en- contro do Senhor nos ares. Os cor- pos mortais serio revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderé entrar na presen- ga de Deus. Sera 0 poder do espfri- to sobre a matéria, do incorruptivel sobre o corruptivel (1 Co 15.53,54). O arrebatamento dos vivos implica livré-los do perfodo terrfvel da Grande Tribulagao. IV. ELEMENTOS ESPECIAIS DO ARREBATAMENTO Alguns elementos especiais e misteriosos indicam a natureza e pro- cedimento do arrebatamento da Igre- jana vinda do Senhor. 1. Surpresa. Esse elemento é re- jeitado por alguns grupos que enten- dem que nao haverd dois eventos dis- tintos: o arrebatamento da Igrejae a vinda pessoal de Cristo. Ora, 0 que a Biblia nos ensina é que, a Igreja, constituida pelos mortos e vivos em Cristo, se encontrarao nas nuvens com o Senhor. Se por alguns a idéia da surpresa é rejeitada, uma grande maioria crista prefere o que declara as Escrituras que destacam o elemen- to surpresa (Tt 2.13; Mt 24.35,36,42- 44; 25.13). Esse elemento é funda- mental porque a Igreja vive na espe- ranga da vinda do Senhor. 2. Invisibilidade (1 Ts 4.17). Por que serd um evento invisivel e para quem? Sera invisivel para o mundo material porque os arrebatados seraio constituidos somente dos transfor- mados. A transformagio serd tao ré- pida, que nenhum instrumento cro- nolégico terd condi¢gdo de perceber ou marcar o tempo. Quando o cren- te conquistar esse corpo imaterial, a matéria perderd totalmente sua for- ga (1 Co 15.43,44,49,51,53). 3. Imaterialidade (1 Co 15.42, 52,53). Na verdade, a transformagio que ocorreré na vinda do Senhor sera extraordinaria e gloriosa, pois 0 que € material se revestird do imaterial, o corruptivel do incorruptivel. Todas as limitagdes da niatéria em nossos corpos serao anuladas completamen- te, pois, literalmente, nossos corpos serao revestidos de espiritualidade. 4. Velocidade (1 Co 15.52). Para tentar explicar a velocidade do even- to, Paulo usou 0 termo grego dtomos, que aparece no texto sagrado pela expressdo “num momento”, cujo sentido literal é indivisivel (quanto ao tempo, aqui). A palavra dtomos era usada para denotar “algo impos- sivel de ser cortado ou dividido”. Também encontramos outras expres- sdes bfblicas para denotar velocida- de, tais como “abrir e fechar de olhos”, ou “o piscar de olhos”. Mes- mo em época avangada e de veloci- dade da cibernética e da tecnologia, nada poder4 contar e detectar 0 mo- mento do milagre do arrebatamento da Igreja. 49 CONCLUSAO Estudar e meditar sobre o arre- batamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperanga na vinda do Senhor. Nao nos preocupemos demasiadamente com as varias teo- rias de interpretagéo sobre o arreba- tamento (se ocorrerd antes, no meio ou depois da Grande Tribulagao), permanegamos, sim, atentos ao fato de que Jesus viré. Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Teolégico Os pés-tribulacionistas argumen- tam que os sofrimentos ¢ tribulagdes so inevitéveis na vida dos cristios, mas esses intérpretes erram em nao separar os fatos relativos & palavra tribulagdo. Quando a palavra tribu- lagdo aparece em outros textos das Escrituras referindo-se a afligao, an- gustia, doengas, perseguigao, esta, na verdade, aludindo aquelas experién- cias cotidianas que todos os cristios passam em suas vidas, S40 experi- éncias que fortalecem a fé ¢ nos tor- nam aptos para o arrebatamento da Igreja (2 Co 4.17). Os juizos da Grande Tribulagdo nao sao para a Igreja de Cristo. O que acontecera na metade da semana? O “desolador” (Anticristo) entraré em Jerusalém para destruir 0 templo e a cidade. Os midi-tribula- cionistas tomam ainda o texto de Mt 24.1-14 para afirmarem que a Igreja 50 estara na primeira metade da sema- na de Daniel e, do meio da Tribula- go, a Igreja sera arrebatada. Inter- pretam, ainda, que o arrebatamento. ocorreré depois de soada a sétima trombeta de Ap 11.15, pois confun- dem esta trombeta com a Ultima trombeta de 1 Co 15.52. Ora, a séti- ma trombeta de Ap 11.15 é mais uma. figura da manifestagao da ira divina durante todo o perfodo de sete anos da Grande Tribulagdo. Portanto, o arrebatamento da Igreja no meio da Grande Tribulagao é raciocinio hu- mano, sem apoio biblico. Os pré-tribulacionistas entendem que a Igreja nao é advertida a aguar- dar a Grande Tribulagdo, mas sim, orientada a esperar a vinda do Se- nhor antes que o Anticristo aparega (1 Ts 4.17; | Co 15,51,52). A Igreja nao conhecerd o Anticristo. Sua es- peranga se baseia no fato de que nao. precisard submeter-se ao dominio do Anticristo, mas que, antes serd arre- batada. De fato, o sinal maior para 0 mundo do aparecimento do Anticris- to sera o desaparecimento da Igreja de Cristo da face da terra. Subsidio Bibliolégico Em relagdo ao participantes do arrebatamento da Igreja, dois perso- nagens s&o claramente citados em ITs 4.16: Jesus mesmo, pessoalmente, dara ordem aos seus anjos para que reti- nam os remidos de toda a Terra para o encontro com Ele sobre as nuvens. A énfase esté na expressio “o mes- mo”, porque se refere Aquele que passard a ter todo o poder e gloria, isto é, 0 mesmo que morreu e res- suscitou. “O mesmo” em quem a Igreja tem confiado se encontraré com ela naquele dia especial. Alguns intérpretes divergem so- bre o sentido de 1Ts 4.16, quanto ao papel do arcanjo. Os intérpretes con- servadores, no entanto, sao acordes. A Biblia reconhece apenas um arcan- jo, Miguel, destacado como “um dos primeiros principes de Deus” (Dn 10.13,21). Subsidio Doutrinario Quando morre, o ser humano se despe do corpo, sua roupagem ma- terial, e o ensino biblico é que o cren- te em Cristo na vinda do Senhor, seré vestido de uma nova roupagem es- piritual. Primeiro, é despido da rou- pagem material; depois, a alma e 0 espirito sio revestidos pelo espiritu- al. Nao teremos um outro corpo, mas. © mesmo corpo inglério e corrupti- vel, porém, glorificado. Nosso corpo material se caracte- riza pela dissolugao, pela velhice, pelo declinio, inerentes 4 natureza decaida pelo pecado. Quando al- guém morte, seu corpo vira p6, nao importa que tipo de morte ou forma de sepultamento. A Biblia usa a figura da vesti- menta quando emprega a palavra “revestir” provando que o corpo € 0 vestido da parte espiritual do ser hu- mano, Cibernética: Ciéncia que estu- da as comunicagées e 0 sistema de controle nao s6 nos organismos vi- vos, mas também nas méquinas. Cronolégico: Relativo a crono- logia; tratado das datas hist6ricas. Divisar: Avistar, distinguir. Pertinentes: Relativo, referente, concernente. 1. Quais as escctas de interpre- tagdo sobre o arrebatamento? R. Pés-tribulacionista, midi- tribulacionista e pré-tribulacionista. 2. Qual a linha de interpretagaio que mais honra as Escrituras? R. Pré-tribulacionista. 3. Quais as duas palavras gregas para o arrebatamento? R. Epifanéia e Parousia. 4. Qual a diferenga entre as duas etapas do arrebatamento? R. A primeira seré invisivel para a Terra e a segunda serd de forma visfvel e viré com os seus santos. 5. Quais serdio os participantes do arrebatamento, na Terra e no céu? R. O préprio Senhor Jesus, 0 ar- canjo Miguel, os mortos em Cristo e os vivos preparados, “51 23 de agosto de 1998 O TRIBUNAL DE CRISTO "i TEXTO AUREO “Porque todos: devemos i 4 , para que cada um tece- . ba segundo o que tiver feito — por meio do corpo, bem ou x “inal”.(2 Co'5. 10). ~ VERDADE-PRATIGA ">" LEITURA DIARIA Segunda - 1 Co 3.10-15 As obras de cada crente seréo mani- festas Terga - 1 Co 9.2427 A carreira cristé e a recompensa final Quarta - Ap 22.12; Is 40:10 O galardao esta com Jesus Quinta - Mt 10.41,42 O justo receberé o seu galardio Sexta - Ef 2,20,21; 2 Jo vv.8,9 O fundamento de nossa recompensa é Cristo Sdbado - Ap 19.9; Mt 25.10 As bodas do Cordeiro ‘52 LEITURA BIBLICA EM CLASSE 2 CORINTIOS 5.1-10; APOCALIPSE 19.9; MATEUS 25.10 2 Corintios 5.1-10 1 - Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste taber- naculo se desfizer, temos de Deus um edificio, uma casa nao feita por mios, eterna, nos céus. 2.-E, por isso, também geme- mos, desejando ser revestidos da nossa habitagiio, que é do céu; 3 - se, todavia, estando vesti- dos, nio formos achados nus. 4- Porque também nds, os que estamos neste taberndculo, geme- mos carregados, nao porque que- remos ser despidos, mas revesti- dos, para que o mortal seja absor- vido pela vida. 5- Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espirito. 6 - Pelo que estamos sempre de bom 4nimo, sabendo que, en- quanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor 7 - (Porque andamos por fé e nao por vista.). 8 - Mas temos confianga e de- sejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor. 9 - Pelo que muito desejamos também ser-lhe agrad4veis, quer presentes, quer ausentes. 10 - Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal, Apocalipse 19 9 - E disse-me: Escreve: Bem- aventurados aqueles que sao cha- mados & ceia das bodas do Cor- deiro. E disse-me: Estas sio as ver- dadeiras palavras de Deus. Mateus 25 10 - E, tendo elas ido compra- lo, chegou 0 esposo, e as que esta- vam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. PONTO DE CONTATO Cabe ao professor despertar o interesse do aluno para a ligao, le- vando-o ao aprendizado. Nao é bom transmitir a ligdo para uma classe de- sinteressada e alheia ao estudo. Di- ante de um assunto tao importante como a escatologia, 0. professor po- der produzir grande transformagaio na vida de seus alunos se orar, jeju- ar, estudar a Biblia e a ligdo, prepa- rando-se com técnicas e recursos di- daticos, para tornar a aula animada, participativa e com a atengao de to- dos. Apés esta aula seus alunos deve- rao estar aptos a: Definir o sentido da palavra tri- bunal na Biblia. Descrever o tribunal de Cristo. Enumerar os tipos de recom- pensas dos justos. SINTESE TEXTUAL Para dirimir as dividas existen- tes.com relagio ao tribunal de Cris- to, analisaremos a palavra tribunal no texto original, objetivando mostrar a diferenga entre um tribunal de jul- gamento e um de avaliagao das obras. Como, quando, onde e quem comporé 0 tribunal de Cristo, sio outros tépicos estudados nesta ligdo. ORIENTAGAO DIDATICA Trabalhe a lig&o conduzindo o aluno a auto-andlise, levando em considerag&o 2 Co 5.10, Para isto, pergunte a classe quais obras, no campo material, moral e espiritual, realizadas com 0 nosso corpo serao . avaliadas por Jesus. Evite generali- zagdes. Pega que sejam especfficos e praticos. Exemplo no campo ma- terial: atender 4s pessoas carentes de alimentos, Apés citarem algumas obras, questione como serio avalia- das. Como estas poderiam ser acei- tas por Deus, e por que seriam rejei- tadas? Usando 0 exemplo do campo material, pergunte: Serao aceitas por Deus se realizadas por compaixio? Serio rejeitadas, se feitas com obje- tivo escuso e egoista? Mostre a im- portancia da sinceridade na reali- zagio das obras. Use como base 0 versiculo supracitado e o item da li- 43 go: “O juizo que determinard a qua~ lidade das obras feitas”’. COMENTARIO INTRODUCAO Na seqiiéncia dos eventos esca- toldgicos, dois deles subseqiientes ao arrebatamento da Igreja acontecerao no céu: o tribunal de Cristo e as bo- das do Cordeiro. Os eventos na Ter- ra depois do arrebatamento da Igre- ja acontecem durante a Grande Tri- bulagdo. Nesta li¢do, trataremos es- pecialmente sobre o tribunal de Cris- to, periodo de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presen- ga de Cristo. I. O QUE FE O TRIBUNAL DE CRISTO O apéstolo Paulo descreve em 1 Co 3.9-15, 0 cristio como um construtor que usa varios tipos de materiais numa construgado. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materi- ais que usar4 para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1 Co 3.10). A cons- trugao do cristo precisa ser feita sobre um fundamento eficaz e cor- reto, € com materiais de qualidade que déem sustentagdo a sua vida espiritual. Duas palavras distintas na lingua original do Novo Testamento escla- recem bem o sentido da palavra tri- bunal: criterion, conforme esté em Tg 2.6 e 1 Co 6.2,4; e bimd, encon- 54 trada em 2 Co 5.10, (também em Ne 8.4). O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz um jufzo”, o tribu- nal de um juiz ou de juizes. O termo bimé comumente significa uma “pla- taforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, tam- bém, o tribunal (bimd ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atle- tas vencedores eram julgados peran- te o juiz da arena e galardoados por suas vitérias. II. ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO 1. O tempo. E légico que o tribu- nal n&o pode acontecer logo apés a morte de qualquer cristao. Ele se daré por ocasido de um tempo especial ¢ determinado depois do arrebatamen- to da Igreja. 2. O lugar. Nao ha texto especi- fico que declare o local, mas o con- texto bfblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada até as nuvens, nos céus, a instalago do tribunal de Cris- to, inevitavelmente, ter4 de ser no céu, nas regides celestiais. 3. Os julgados. Quem sera jul- gado no tribunal? Quais sao os su- jeitos desse tribunal? Indubitavel- mente, as pessoas julgadas nesse tri- bunal sao os santos remidos por Cris- to. O texto de 2 Co 5.1-10 fala da- queles que lutam nesta vida para al- cangarem o privilégio de serem re- vestidos de uma habitagdo espiritu- al no céu. Nao haverd discriminagao nesse lugar, S6 entrarao os salvos, os remidos. Nao haverd lugar nesse tribunal para julgamento condena- t6rio. 4, O juiz. O apéstolo Paulo de- clara que o exame das obras dos crentes sera realizado perante 0 Fi- Iho de Deus (2 Co 5.10). O préprio Jesus falou que todo 0 juizo é colo- cado nas maos do Filho de Deus. Faz parte da exaltagio de Cristo depois de Sua conquista no Calvario rece- ber do Pai toda a autoridade e poder para julgar. Ill. COMO PROCEDERA O TRIBUNAL DE CRISTO 1. A forma do exame. E claro que nao se trata de examinar quem seré salvo ou nao. A salvagio do crente implica no ato especial da misericérdia divina mediante a acei- tag&o da obra expiatéria de Cristo e a sua manutengao enquanto ele esti- ver neste mundo. Todo crente esté livre do Juizo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Entdo, o julgamento nao trataré da quest&o do pecado, de condenagio, uma vez que 0 pecado ja foi abolido na vida do crente e, por isso, ele es- tard no céu. 2. Os materiais da obra de cada crente (1 Co 3.12). O apédstolo Pau- lo mencionou seis diferentes mate- riais que, figurativamente, represen- tam os elementos que empregamos na construgao de nossa vida crista. Os materiais sio indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madei- ra, feno e palha. Os trés primeiros sao resistentes ao fogo do julgamen- to de Cristo. Os trés tiltimos sao fra- geis e nao resistem ao juizo de fogo. 3. A obra de cada um ser pro- vada (1 Co 3.13-15). O tribunal de Cristo avaliaré os materiais que te- mos utilizado na construgao do edi- ficio da nossa vida crista. As obras feitas com madeira, feno e palha se- rio manifestas naquele dia, e o galardao ser4 consoante a avaliagao divina. Os materiais de madeira, feno e palha sao inflamaveis e pereciveis, por isso, tudo o que for construfdo com eles nao subsistira. 4. O juizo que determinara a qualidade das obras feitas (2 Co 5.10). As obras praticadas pelo cren- te seréo submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se sio boas ou més. A palavra “mal” na Iin- gua grega aparece como kakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porém, a pala- vra poneros, além de denotar malda- de, tem o sentido de se estar pratican- do alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras mds era a pratica de coisas sem utilidade alguma, feitas com materi- ais espiritualmente imprestaveis. IV. EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO No texto de 1 Co 3.14,15 esta declarado que haverd dois resultados 55 finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: 0 recebimen- to e a perda da recompensa. 1. Perda da recompensa. Esse fogo nada tem a ver com 0 fogo do Geena. O fogo do tribunal de Cristo € figura da luz que revela as impu- rezas, ou seja, a purificagdo. Portan- to, as obras feitas por impulso car- nal e para a ostentagio da carne nao suportarao o calor do fogo de Deus, por mais bonitas que sejam, serao desaprovadas. 2. Obtencao da recompensa. As obras praticadas com materiais indestrutfveis na prova do fogo se- rao dignas da recompensa final. O. Novo Testamento apresenta varias recompensas, mas destaca algumas relativas as atividades especiais. O proprio Senhor Jesus, Juiz desse tri- bunal, é quem faré a entrega dos pré- mios, galard6es, recompensas (2 Co 9.6). Ele declara a Joao, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardaio est4 comigo para dar a cada um se- gundo as suas obras” (Ap 22.12). O apéstolo Paulo declara, também, que todo crente receberé o seu louvor (elogio) da parte de Deus (1 Co 4.5). 3. Tipos de recompensas. O Novo Testamento usa uma lingua- gem especial dos tempos do primei- ro século da era crista relativa ao tipo de galard&o que os vencedores das olimpiadas gregas e romanas rece- biam como prémio. Havia coroas de varios materiais representando o tipo de vitéria conquistada por aqueles vencedores (1 Co 9.24,25). 56 a) A coroa da vitéria (1 Co 9.25). A vida crista se constitui numa ba- talha espiritual contra trés inimigos terrfveis: a carne, o mundo e 0 Dia- bo. Esta coroa é denominada, tam- bém, como coroa incorruptfvel, por- que se refere 4 conquista do domi- nio do crente sobre o velho homem. b) A coroa de gozo (1 Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfagaéo. Uma das atividades crist’s que mais satisfa- zem 0 coracio do crente 6 o ganhar almas. Isto é, praticar 0 evangelis- mo pessoal e ganhar pessoas para 0 reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada €é comparavel ao de salvar almas para Cristo, livrando- as da perdigio eterna. Por isso, quem ganha almas, sdbio é (Pv 11.30; Dn 12.3). c) A coroa da justiga (2 Tm 4.7,8). Eo prémio dos fiéis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo, esperam a Sua vinda. d) A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Nao se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um pré- mio especial porque implica con- quista de um tipo de vida superior a vida terrena, ou a simples vida espi- ritual, como a tem os anjos. E a mo- dalidade de vida conquistada medi- ante a obra expiatéria de Cristo Je- sus — a vida eterna. E o galardao da fidelidade do crente. e) A coroa de gléria (I Pe 5.2- 4). Certos eruditos na Biblia enten- dem que esta coroa € 0 galard&o dos ministros fiéis que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material. CONCLUSAO A lig&o maior que aprendemos acerca do tribunal de Cristo consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristéos no que se refere as ages tanto as de carater social quan- to as espirituais praticadas em bene- ficio do reino de Deus. AUXILIOS SUPLEMENTARES Subsidio Teolégico Existem, pelo menos, seis outros julgamentos escatoldgicos na Biblia além do tribunal de Cristo: o julga- mento dos pecados no Calvdrio (Jo 12.31,32); o julgamento pessoal do crente quanto a sua participagao no corpo de Cristo (1 Co 11.31,32); 0 julgamento de Israel] (Ez 20.33-44); © julgamento das nagGes no perfodo da Grande Tribulagao (Mt 25.331- 46); o julgamento dos anjos cafdos (2 Pe 2.4; Jd vv. 6,7); e o julgamen- to do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). A maioria desses julga- mentos jd aconteceu e, alguns outros estao preditos para acontecer no fu- turo. Sao julgamentos que envolvem justiga e juizo. O tribunal de Cristo e o tribunal do Grande Trono Branco sao os dois principais tribunais de prestagao de contas diante dos quais cada pessoa, neste mundo deverdé comparecer. Sendo que o tribunal de Cristo sera exclusivamente para os salvos. Jesus falou em Mt 12.36 que “toda pala- vra ociosa (ou frfvola) que os ho- mens disserem hao de dar conta no dia do jufzo”. O apdstolo Paulo de- clarou que todos vio colher o que semearam (GI 6.7), e, numa palavra especial aos cristaos, Paulo escreveu que os que servirem bem ao Senhor receberfo a recompensa da sua he- sanga (CI 3.24,25). Subsidio Doutrinario Quando a Biblia diz que “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo”, esta, de fato, declarando que o ato de comparecer significa ser colocado & luz da justiga de Cristo. A idéia sugerida é a de phanerosis (no grego), que quer dizer “mani- festagio”. O propésito do tribunal é o de manifestar as obras praticadas pelo crist&éo e colocd-las 4 prova do fogo para que se identifique os ma- teriais mediante os quais praticamos nossas obras. O carater do julgamen- to é individual. Nao se trata de um julgamento em massa, em classes, mas um por um (1 Co 3.13). A doutrina do Purgatério ensina que as pessoas, depois da morte, vio para o Purgatorio para purgarem seus pecados e obras nesta vida. Essa pur- gacao aconteceria através do fogo. Entretanto, esta € uma doutrina es- plria e falsa. A figura do fogo no tri- bunal de Cristo nada tem a ver com purgatdrio, € o seu papel é 0 de ex- por as impurezas, e nio o de possi- s7 bilitar a salvagao de ninguém. Nao ha qualquer relagio do tribunal de Cristo com o Purgatorio. Subsidio Devocional Muitos cristios que vivem uma vida cristi descuidada, além de cor- rerem 0 risco de perderem a salva- Gao, caso sejam salvos, nao recebe- rao recompensa no tribunal de Cris- to. A perda de recompensa naquele dia por muitos dos salvos nao signi- fica castigo. Uma reflexdo constan- te disso hoje, faz-nos primar pela qualidade do trabalho cristéo que fazemos para Deus. Em 1 Co 9.27, Paulo se preocu- pa e teme em depender da forga da carne em vez de depender da forga do Espfrito, por isso, diz: “Antes sub- jugo o meu corpo e 0 reduzo a setvi- dao, para que, pregando aos outros, eu mesmo nao venha de alguma ma- neira a ficar reprovado”’. Ao usar a palavra “reprovado” (adokimos), Paulo nao esta temendo perder a sua salvagao, mas esta pre- ocupado se 0 seu trabalho no dia das contas nao for aprovado. Neste cen- texto, a Biblia diz o seguinte: “Se a obra de alguém se queimar, sofrera detrimento; mas 0 tal serd salvo, to- davia, como pelo fogo” (1 Co 3.15). Paulo tinha a convicgio de que a “coroa da justiga” Ihe estava garan- tida, porque se nao tivesse feito qual- quer outra obra que merecesse um galardio maior, ela the seria con- ferida por sua retiddo no ministério outorgado pelo Senhor. Pensar des- 58 sa forma nao significa que havia no corago do apéstolo qualquer resqui- cio de presungao. GLOSSARIO Espuria: Nao genuino, adultera- do, modificado, falsificado, ilegiti- mo. Supracitados: Citado, mencio- nado ou dito acima ou antes. QUESTIONARIO 1. Quais os dois eventos princi- pais no céu depois do arrebatamen- to da Igreja? R. O tribunal de Cristo e as bo- das do Cordeiro. 2. O que vio ser provados no tri- bunal de Cristo? R. Os materiais da obra de cada crente. 3. Que significa a palavra bimd no Novo Testamento? R. Indica o assento de Cristo para dar a recompensa aos vencedores e trabalhadores na obra de Cristo na Terra. 4, Em que tempo ocorreré 0 Tri- bunal de Cristo? R. Realizar-se-4 por ocasiao de um tempo especial e determinado, logo apés 0 arrebatamento da Igreja para o céu 5. Quais as cinco recompensas principais naquele dia? R. A coroa da vitéria, coroa de gozo, coroa da justiga, coroa da vida eacoroa de gléria. jo OF de agosto de 1998 AS BODAS DO CORDEIRO ~TEXTO AUREO ’-“Regozijemo-nos, ealegre- mo-hds, ¢ demos-the -gléria, porque Vindas so as bodas do Cordeiro, e j4 a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). _VERDADE PRATICA .--AIgreja, glorificada e co- roada no céu, serd definitiva- mente desposada pelo glorio- s0-esposo, Jesus, o Cordeiro. LEITURA DIARIA Segunda - Jo 14.1-3 O lar preparado pelo Esposo Terga - Hb 11.10; 12.22 Esse lar é a gloriosa Jerusalém Quarta - Mt 10.32; Lc 12.8; Ap 3.5; Cl 1.22; 1 Ts 3.13; Ef 5.27; Jd v.24 O Cordeiro apresentard ao Paiasua esposa Quinta - Gn 24.51,58; 1 Co 11.2 A tipologia do encontro entre Cristo ea Igreja Sexta - 2 Co 11.2,3; Mt 6.24; Ap 2.10; Mt 24.13 As carateristicas da noiva de Cristo hoie Sdbado - Le 12.35,37; 22.30; 13.28,29; Mt 26.29; Mc 14.25 A grande ceia nos céus LEITURA BIBLICA EM. CLASSE MATEUS 25.1-12 1- Entao, o Reino dos céus sera semelhante a dez virgens que, tomando as suas lampadas, sai- ram ao encontro do esposo. 2- Ecinco delas eram pruden- tes, e cinco loucas. 3- As loucas, tomando as suas Jampadas nao levaram azeite con- sigo. 4- Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lampadas. 5 - E, tardando 0 esposo, tos- quenejaram todas e adormece- ram. 6- Mas, & meia-noite, ouviu- se um clamor: Ai vem 0 esposo! Sai-Ihe ao encontro! 7- Entao, todas aquelas vir- gens se levantaram e prepararam as suas lampadas. 8- E as loucas disseram as prudentes: dai-nos do vosso azei- te, porque as nossas lampadas se apagam. 9~- Mas as prudentes respon- deram, dizendo: Nao seja caso que nos falte a nés e a vés; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vos. do 10 --E, tendo elas ido compra- lo, chegou 0 esposo, € as que esta- vam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. 11 - E, depois, chegaram tam- bém as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos a porta! 12 - E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos nio conhego. Usando um principio Pedagégi- co, que recomenda “partir do co- nhecido para o desconhecido”, Je- sus utiliza a analogia do casamen- to para apresentar o ensino sobre a iminente vinda de Cristo a fim de buscar a Sua Igreja. Nao podemos esquecer que 0 casamento do Ori- ente nos tempos biblicos acontecia sob padrées e costumes. culturais bastante diferentes dos que conhe- cemos na atualidade. Ao término desta aula seus alu- nos deverao ser capazes de: | Descrever as caracteristicas das bodas do Cordeiro. Dissertar sobre os ingredientes indispensdveis para entrar nas bodas do Cordeiro. Reconhecer a necessidade de estar preparado para a iminente vin- da de Cristo. 60 A Igreja é a esposa de Cristo porque est4 comprometida com Ele, Com base nesta verdade estu- daremos nesta ligdo a figura maxi- ma da relacdo entre Cristo e sua Igreja. Veremos como eram as bo- das no Oriente as condigées espi- rituais da esposa, 0 tempo de rea- lizagdo das bodas, as suas caracte- risticas e 0 que representa para en- tendermos as bodas da Igreja de Cristo. Da mesma forma que Jesus usou um exemplo da vivéncia do povo para conduzi-lo ao conheci- mento de verdades ¢ acontecimen- tos espirituais futuros, vocé, pro- fessor, também poderé se valer do mesmo principio com a classe. Analise a diferenga entre 0 casa- mento ocidental, hoje, e 0 casa- mento oriental dos tempos da Bi- blia. Se possivel, escreva num qua- dro-de-giz ou numa folha de papel grande as diferengas citadas pela classe. Este esclarecimento inicial, se faz necessdrio para conduzir a classe aos tempos antigos, pois 0 casamento moderno nao serve para fazer a analogia necessdria com as bodas do Cordeiro. Ouga a classe com atengio e gaste alguns minu- tos com o debate, pois a compre- ensfo desta ligéo poderd depender disso. COMENTARIO: |’ INTRODUCAO A ceia das bodas do Cordeiro é a expressio m4xima da relacao entre Cristo e Sua Igreja. E a figura do casamento, do esposo € a esposa, que aparece na Biblia em varias passa- gens (Jo 3.29; 2 Co 11.2; Ef 5.25- 33; Ap 19.7,8; 21.1 — 22.7). O texto de Mateus 25 apresenta uma paré- bola de Jesus que retrata a histéria de um casamento, e que oferece du- pla interpretagao: uma sobre Israel e outra a respeito da Igreja. I, ANALOGIA CORRETA DA PARABOLA 1. Fundo histérico. Jesus ilus- trou Seu ensino utilizando-se do cos- tume oriental para o casamento. De- pois de feitas as cerimGnias religio- sas, comegava-se a celebragao festi- va do casamento. A festa podia pro- longar-se por varios dias, dependen- do das possibilidades do pai da noi- va. Nos festejos noturnos, os convi- dados deviam sempre ter lampadas acesas. No caso da histéria de Jesus, © noivo atrasou. Os convidados de- veriam estar devidamente prepara- dos com azeite em suas vasilhas e nas lampadas. Qualquer convidado sem lémpada era considerado um es- tranho e nao podia entrar na festa. 2. Correntes de interpretacio. A primeira interpretagao diz que as virgens representam o remanescen- te judeu (144 mil) salvo no periodo da-Grande Tribulagao. A segunda distingue os dois grupos como uma representagdo dos crentes salvos e dos crentes apenas nominais no seio da Igreja, quando da vinda de Cris- to. A terceira interpreta as dez vir- gens como um todo e, também, cada crente individualmente. 3. Quem sao as dez virgens? (Mt 25.1) Nao sao dez pretendentes do.esposo. Nem sao dez igrejas cris- tis que competem pelo mesmo es- Pposo. Sao, na verdade, os crentes in- dividualmente que compéem 0 cor- po da Igreja (a esposa do Cordeiro). O ntimero dez nao tem um signifi- cado dogmatico ou doutrinario e, sim, um sentido de inteireza. Repre- senta a noiva na sua inteireza. Jesus via a Igreja como um todo, 0 corpo invisivel em toda a Terra (1 Co 12.12,14,27). Ele via, também, a igreja local e visivel, isto €é, os mem- bros em particular. 4. Por que as palavras “espo- so” e “esposa”? No Oriente, 0 noi- vado € to sério quanto o casamen- to. Na hist6ria bfblica a mulher com- prometida em noivado era chamada esposa e, apesar de nao estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obri- gada 4 mesma fidelidade como se es- tivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23, 24,Mt 1.18,19). A Igreja ga esposa de Cristo porque esté comprometi- da com Ele (Ap 19.7; 21.9; 22.17). I. AS CONDICOES ESPIRITUAIS DA ESPOSA (Mt 25.2-5) 1. Duas classes de crentes: os insensatos e os cautelosos. Essas 61 duas classes so uma realidade espi- ritual na Igreja de Cristo. Sao iden- tificadas por Jesus como loucas e prudentes. As loucas representam os cristaos insensatos e alienados espi- ritualmente. Sao aqueles cristéos que nao agem racionalmente na sua vida de fé, por isso, nao sabem o que es- tao fazendo. As prudentes representam os cristéos cautelosos e previdentes, que mantém uma vida de vigilancia e espiritualidade. 2. Ingredientes indispensaveis para estar nas bodas. Aquelas vir- gens tinham yasilhas e lampadas (Mt 25.7-9). Mas precisavam, na verda- de, ter o principal elemento: 0 azei- te, As loucas nao levaram azeite em suas vasilhas, mas as prudentes sim. Estavam devidamente preparadas. Aquelas virgens tinham que ter ves- tidos brancos de linho fino (Ap 19.8), lavados no precioso sangue do Cordeiro (Ap 7.14). Precisavam de calgados do Evangelho da Paz (Is 52.7; Ef 6.15). Tinham que ter com elas vasilhas para o azeite (Mt 25.4: Ef 5.18) e o proprio azeite (Mt 25.3,4), que é simbolo do Espirito Santo. Ill. O TEMPO DAS BODAS (Mt 25.6) 1. O sentido do clamor da meia-noite. O texto diz: “Mas & meia-noite, ouviu-se um clamor” (Mt 25.6). Que representa a meia- noite? £ 0 tempo do climax da espe- ranga da Igreja. B o fim e o princf- 62 pio de um tempo (dia, dispensagao, era). Ba hora do siléncio total, quan- do todos dormem. Pode ser a consu- magao ou princfpio de um novo dia ou tempo. Nao é dificil de estabele- cer 0 tempo desse evento. Ele acon- tecerd entre o arrebatamento da Igre- jae a segunda fase da volta de Cris- to 4 Terra. Ocorrerd, precisamente, Jogo apés o julgamento das obras dos crentes no tribunal de Cristo, visto que em Ap 19.8, a esposa aparece vestida de linho fino que “sio as jus- tigas dos santos”. 2. O Dia de Cristo (Fp 1.10). Na linguagem escatolégica a palavra “dia” é interpretada, literal ou figu- radamente, dependendo do seu con- texto. Dia pode, ent&o, representar ano, ou seja, um dia igual a um ano, conforme se percebe na profecia de . Daniel capitulo 9. Destacamos no contexto biblico quatro dias (anos, tempos) histéricos para a humanida- de: 0 “dia do homem’” (1 Co 4.3), que compreende o tempo da histéria da humanidade; o Dia de Cristo (Fp 1.10), que diz respeito, especialmen- te, ao tempo de sete anos, nos quais a Igreja estar4 no céu e, simultanea- mente, ocorrer4 na Terra a Grande Tribulacgdo; o Dia do Senhor (1 Ts 5.2), a manifestagdo pessoal e visivel de Cristo no final da Grande Tribula- ¢ao, e duraré mil anos (Milénio); e, finalmente, o Dia de Deus (2 Pe 3.12,13), que é 0 tempo do Juizo Fi- nal e da restauragio de todas as coi- sas, 0 comeco do Reino eterno. Neste estudo, o Dia de Cristo abrange trés fatos escatolégicos es-