São Paulo, 29 de Abril de 2010.

É possível ondas geradas por tempestades no Canadá abalar plataformas de gelo na Antártida?
“Ondas do Canadá abalam gelo da Antártida” (Caderno de Ciência) em 18 de fevereiro de 2010 na Folha de São Paulo. Por Bárbara Garcia Clarisse Croci 3ºC Um trio de cientistas dos EUA dizem que sim, eles propõem, que esse tipo de onda possa ter sido a causa do rompimento espetacular, em 2008, da plataforma de gelo Wilkins, contabilizada como a mais recente vítima do aquecimento global no continente gelado. A plataforma de gelo Wilkins consiste em uma imensa camada de gelo permanente formado sobre as águas da Antártida, com um total de 13 mil quilômetros quadrados. Imagens de satélite mostraram que uma grande fatia da plataforma de gelo Wilkins, da Antártida, começou a entrar em colapso em uma área do continente cujas temperaturas elevam-se com rapidez, disseram cientistas na terça-feira. A fatia que se desprendeu mede cerca de 415 quilômetros quadrados e fazia parte da plataforma de gelo Wilkins, segundo imagens de satélite do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo da Universidade do Colorado. A plataforma fica localizada na península Antártida, a cerca de 1.600 quilômetros da América do Sul. "Pedaço a pedaço, o gelo está caindo e espalhando-se pelo oceano", afirmou Ted Scambos, chefe do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo, em entrevista concedida por telefone. O cientista David Vaughan, da British Antarctic Survey, disse em um comunicado: "Essa plataforma está por um fio.” (jornal o globo) Além da Plataforma de gelo Wilkins ter se esfacelado outra plataforma também se esfacelou em tempo bom, a plataforma Larsen- B. Segundo os cientistas, as vilãs dessa história são as chamadas ondas de infragravidade. São ondas que são geradas a partir da formação de marolas produzidas durante as tempestades intensas, as quais viajam ao longo da costa terrestre devida a movimentação do planeta. Além disso, diferentemente das marolas, ondas de infragravidade não são enfraquecidas pelo gelo marinho que cobre o oceano Austral na maior parte do ano.

Portanto é possível afirmar que com o movimento terrestre, as ondas viajam pelas correntezas que podem ir do Canadá até a Antártica, e são capazes de ‘abalar’ o gelo ali presente. Bibliografia: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=51957 http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/03/26/pedaco_de_plataforma_de_g elo_da_antartida_desprende-se-426541613.asp

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