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A arte exige eco @ comunicass, dogo ‘econtroveria, ‘dae mois instigantes e prazerosas cia ‘bes da hurmanidade: a arte NY DA UW NE Introd. ‘Quando seat de ane mig 10 Ame e vida social 0 prazer do belo. ‘snide da ef 16 0 desonvoviment da semble, A diferenga ence belo e o bonito ade do gost cs saben 3 As twat (artistas conguistam seu espago Acritica de ante ” ll 12 13 14 15. Ante eaprendizad0 sn 7 1 peti do apendiada pra aa SA potas ‘So apenate pao public, Aspect oe se A dinamica da are - 6 ‘xmovimentn anion ds anu 6 Manca no br cn, 67. camage do enilno papel da ungvardan Ate, ignciae indistria © ‘én, 72: A inde apni dae 72 A scl de Ane e poder. Z 1s ( suriment da are sca TA pin oma 78 A Ane e realidad SI A penpetva ofa Aa igwatva, i: Begum a tes reliddes 86; Merion, ister vations Ane eteenologia, sows 9B {e005 A evade sola es repre 98: pros 0 publica ¢ a arte EF m1 Avnet de hoje a pretemtatcs nsperns, 10310 paca ‘nrg do smi dara 103/ on abr 05 final. o que € arte? 07 Bibliogratia Ho IuntTRobdUCAO engragado como cots pulavrasparecem lkimamente er mu dado de sent ou, pelo menos, parecem no sgnificar a mesa coisa para todos. Os melos de comunteagao se muliplicaram, um nimero {norme deinformagies etc, no eatant, parece qu. cada Vez mas falamos Hinguas diferentes. Iso acontece, em parte, porque. hoje. as informagBes si muita erapidantene divulgadas.Temos pouco tempo path ouvir ax mensagens. comproender e assimilar seus significado Em parte, porque existe uma srand diversidade de fontes de informs- fo uisputando a stensio do publico para suas mensagens durante 0 ‘ndximo de tempo possivel ‘resultado desse edemoinbo de informagbes & que mults pale ‘ras so entendidas de mancia diferente e usadas com siaificados ada Ver mais contaditrios, Uma dessus palavras —astuato deste Ii ro arte, temo uilizao cada vex mals com sentios divers. Muitos flim em arte referindo-se 3s obras consagrads que es to em museus, de msicns erditan apresentadas em grandes expeticu- Tos ow ainda aos monumentos existentes no mundo. Algns considera ate apenas 0 que € Feito por atsasconsagrados, enquanto outos jul {gm ser arte também as manifestagdes de cultura popular, como o& 10 Imanees de corde, 80 comuns no Nordste do Brasil. Para mlios 8 Inanifestaies de cultura de mass, como 0 cinema ea fotografi, 180 Sart, a pass Que outros admitem o valor attic dessas produ- foes, ou pelo menos de parte dels, NBo so poucos os que, mesmo tiante das obras expostas em eventos aristicos famoses,sentem-se ‘onfusos a espeito do que véem a Quanoo se reat 0 ARTE “alors do belo —estio na onde do ia AGW TUR HE Veg un cer rid pet omen. pty 5 ese principale agen pe sew cone 04 a sensblidade esta. S a ar de passivos pa nos tomar ossvel que, nesse pose re apesentando-se ou que Yea pessoas usando camisetas com desenbos de um renomado pinto. Nas Erandcscilades convive-s com aes de atte exposts em oundoors € fateray inter de pros pinta por artists consageados — quem tas veres nos passin desperceidae, como o mal da piaora Tome ‘Ohtake no Anangabad, em Sao Paulo. ‘Quine tadow oy espagoneatividadesapesentan de alguna form, questo esttcas euros qe precisa ner enlendidas. Essa presen fa nate em novos ambiates, mn formas inasitas, sain 20580, ‘iacadia, abr para on artis um campo imenso de atuas2o profisio nal, Assn, qualguer qu sja area na alse ale ous potenda aa, Csramente, em algum moment, se eatrari em conato com a arte — ava ou ad mesmo na administra Esrinica « mreusinca Para eter uma ida da amplite das novidades que as questes de anc enfentam hoje, ¢ preciso mencionar qu as ovasLeoras pcos Sotve's intligéncia homana metram gue ela € muito mas eomplexa do ‘que te pemsava. Além du capasidie de raioini laico que spre ct. 'Ao tongo dese liv iremos nos deter um pouco mais sobre as diversas questoes que envolvem a ante hoje. QestGes polémicas por ‘gue dizeo respeito a um mun em Wansformagao. Alem de estar pre cote em nosso ctiiano, de nos departrmos com ela nas mals inespe fads situagies, wate €0 campo da cultura humana que soreu © maior impacto resulunte do desenvolvimento dos meios de combnicasio de massa ¢ da indir cultural. Em conseqUéaciadiso, multos coneetos las gue pareciam inqvestionsves bd inte anos oje so Yevistos eas. speramos com este texto estar atusizando eescarceendo esis ‘questes e animando um pouco mais o debate a respeito dese campo ‘Ge vide humana to cheio de ealizagdesebeleza 10. ] ARTE E VIDA SOCIAL {J arte 6 social nos dls sentidos:depende da apo de {fatores do meio, quo se exprimem na obra em graus diversas de sublimarso;e produz sobre os individuos um efito pritico, modificendo a sua conduta ¢ concappio de mundo, ‘1 reforgando neles o sentimento dos valores socias. ono Cinta ee Netoidor er esi Ames de comecarmos as questies relatives ae propane it, quero explicar porque el toro importante para mm e com base em ‘ue principios me disponho a falar dea. Desde adoleseacia, as images ‘tguiriam para mim enoeineimportncia como fora de expessi. Cos. tumava rsorar das revista imagens eiastragies as mais significative «ue, acompanadas de frases expresivas,companbam um mural pata Tar nas paredes do met quarto, expondo ms rancor. minha dvs © incertezs. Extavasave assim minhas emegSes, prendia ame expessar Plasticament.além de criarem mev quaro um ambient dfereate pes Soal Passr desta experiencia para o desea e pa pina foi wm pas- $0. Aospoucos. fi descobindooprazer gue existe mesa forma pista € Visual de expresso de nossa sie e pensamentos, ‘Chegando 3 dade ds esol rotesiondl, julgando que auele pa- ere aque forma de expresao a erm um cain segura de trabalho ‘Sobrevivencia, escolh a scilogin com campo de ative profs tal, pasando a consideraraarte apenas como um hobby ov enirtenimen- to. i alguns anos mais ade, em contato com vm grupo desaclogoe da Universidade de Sio Paso, que tralhava coma are some istrumenio ‘de pesquisa socal, pode integra exes ds voces —aaree a sovile. tia Desde nto me espcialize nessa rede extodo ds eles ent os homens eypressas através da aie a soiologia dat Quenroes oe dors Socotocia aare Para gue o leit poss entender que campo do saber € ese vou dar su amu ig in epi na Evgenia D'Or, histviaor da arte eensaista espaol, desenvolveu sum estado no ql relaconsvao poser das intuicbas politica eciio ‘ts com a forma das cpus de sus tempos ecastelos. Na Made Mi Segond ele, esse efi erm encimados por torres qe representa rqultetoniamente os seniors feudsis — podersose independents. Ji { monargia frances esabelecend um poder cena fez consrir ma fstosuseopuls arredondadas para sus canes, com areos gue se “cu i ” "a num pont cent, rpreventando 0 ascent pode real A Iara ‘em oposig a ese pee, eilcou eatedruseujas cpus procuravam teangar eu, dics Tone de poder, segundos dourina. Assi. aaves daTinguagem arqute- Winica, senores feu fais peje ves de Xaram expressa em Aisputa pelo poder material clr da ‘Outtos esq sadores procuraram star ela en tee a eoupa das pes oasem determinadas Spocase seus signi irae ore ono ARTE E vipa soctat dos sociais. A socidlops brasileira Gilda de Mello e Souza estudan 4a mods do séeulo XIX, conclu que a roups usads pel elite —- salto lose fins, indmeras sins rodadaseimensoschapéus oraadon até com ninhos de passriahos — procurava exibir son ociosidade como um privilégo de clase, expresso na sumtuosdade © no exazero das vestes Asim. a sociologia da rte procura mostrar relago entre as me nests arsticas de uma sociedade numa determinada epoca a ‘mancira como os homens nel vivem pens. Na roupa, non edi: ‘os, a literatura, eso insritos os valores dx sociedade, seus habitos «st mentalidade- Os indigenasbrasilers, por exemplo, assim como ‘os ovens de hoje, tatuam ou pinta corpo pura deatfcar seus gr pos dices. bem como pars destacar a impostincia social de seus mem bros. Cada iago desse desenha tem vm sigaifiado proprio e uma for sa com sentido, Em meus estudos nese campo, descobr que as mulheres do sécn lo XIX. em Sio Paulo, tiveram, an coiririo do que se pensava, grande Jmpontncia social. Essa descoberta result da andlise de etal que hj fazem pate do acervo de mwseus, Retratadas com soberania¢ mis jestade, ess mulheres exibiam uma postorae expresso que tevla ‘am poder © autoridade,Estudando a pinturabaroca tinea, pude n= lender como a arte patocinadn pela monanquia brasileira, ne sécalo XIX, se apropri de certan composigtes pict leas com as quais 0 Pimtoresbartocos sepreseniavam personagenssagradas, Ea Una mac neira de “endeusarem™ também or res e nob, at Pietéricos és de recursos Essa eoutras preocspagies consiucn wabjeto dest ‘enc eltvamente nora — tem cere de cem anos-—-que és sci: sladeane, Essa cléncia pare de certo prieipios relatives 4 determinada forma de pensar o fazer artistico,& linguagem. a comunicagio © a€ mesmo 0 conhecimento. Nao é Unica, Existem ovirascitncias que ‘estudam ware. como a pscologia. a histria ea floofia, Cada une dela rouse importames contribs pars o estado da arte. mas neste Tivo estamos paticularmenteinteresadosnaguslesaspectos que dt em respeto 3s Flags soci, As fons de organiza. avalagS0 © legiimagso da obra de arte 13 Fewomeno.osia € ante Dentro das inimerascovrentes tries da socfologia da ast, em nossis pesguias femos nos valido dos prinipios da fenomenolosia, time correne de penssmento desenvolvila principalmente na Alem tha ena Frango por autres como Edmond Husser, Mikel Dufrenne Marleau-Ponty¢ Gaston Bachelavd entre outros. Segundo essa caren {eva are deve ser entendida a parti da TE icccrccsmeerenrinte ‘Assim, a8 questes de arte que estamos fentando desvendar 0 aguelas que dizem respeto ao observador eto pice em geal (ma ‘er com ata sesibilidade, sus manera de se e seu cotiiano. Temos Cetera de que dscuir essa quenes ford o nos leitor mais partici pativo desse mundo de informagdes, imagens. sons que existe A nossa olla com a gual convivemos cada vez mals intmamente O prAZER DO BELO ‘Mas 0 que 6, entio, o Belo? Nio é uma idéia ‘ou um modelo. £ uma qualidade presente em certos objetos — sempre singulares — ‘que nos s80 dados & percept. ‘ia Dene sto ance atase da sensi de prizer ‘ve lemos ao apecir uma miss, uma pinarm, uma foto, una dance Um praze diferente daguele que temon quando doninios be, coment ta comi especial ot fazetos stor Tmaginemos 0 segunte: vost vé wma cadeiraem uma Ioja, Ach aque ela éleve, Facil de caregsr, bem-feta¢ de pogo acesiel. Mas. én de tudo so, voce a acha bela, Quando a olhs,conseguedistinguit | sua forma interessante e peculiar A sua cor, por exemplo,branca des pera em voce uma sensapo de leveza que combi coma linha am bbémleves da cadeira. Nota sinds que a form das pernat&hartooiona ¢ permite uma movimentagdo live por parte de quem nea se sents © 0 bragosparecem convidarunuirio ase apoio. Vox fem a sensaga de que quem a concebeu entendia do corp humano © de sua neessdade ‘de contort, Todas essas impresses spradaveis,chcas de signficadon ‘sgerdos pela forma, cor tera e mesmo pelo conjuns come ua odo, oastiuem o praver do helo. Voce finalmente compra a cade sentc prazer quando a olha em sua casa, mesmo quando no ext pensando Sequer em nela se sentar, Goss tanto dela que a deixa em lugar bem 1s mn visivel porque apecia sua concep, suas lahas, sua forma Esse pa tere ovpraertipico da arte. Chamam de paver estético aqule gue. fesuliando da sua comporgho © harmonin ¢apreciado staves da con templagi 08 fragt, ‘Quer ouio exemplo? Seu amigo toca vildo ¢o faz de wma ma: cia que Ihe puese Unica, Hé um senimento ent sus interpretasto, {ina forma expecta de dodiar as cordas que Ie soa ineomum. A ml ‘es € conhecide e de dominio de muitos, jé foi gravada e egravada inimera vezes asa mancira somo ele 3 toca nica e voce parece Cntender cada variagio melodica, Voce tem a impressio de que, dot ‘dasa fords possvels, ele procuou descobrira melhor. agucla que represent aintongio do compositor, a posibildades do iasrumento ‘aespreso de sua semibilidade, Esa scnaagto que a mésiea Ihe raz ‘Eo praver que csrdtorizn a fruig30 ou percepeso atistica. nest presente também guano, por excmplo, mos que eso ther um pser © nos desidimos por agule que mostia um imenso de serto sobre uma palsagem avermelhads de plr-dosol. Voet gosta da Composigio da foto, da cor da imensido do espagoeriad ete ain pressio de que, se entivesse diane desse cendrio com uma miquina fo {ografica, fotgrafaria a paisagem nesce mesmo Snguloe, Se pssivl ‘om w msm efeito, Ve pereebe a sensiblidae do artista ese iden ttta com elu Essa sensagio € 0 gue chamamos de prucer de belo © ‘owe pode ter ceteza de que, quando um objet, uma musics, ou uma ‘ena despertarem ease lipo de emocto, esse objeo, essa misica © e884 enn so manifestagBes atcas, 0 sewmvo pa rerricho © airetor de teatro inglés Petar Brook diz que a beleza de uma poss esti na qualidade ena perfegdo que pblico& capaz de deni Carnum simples gest ow nua palara, firma que, para serarte, uma interprotagin deve ser capar de extmulatsimaginacto do public que Ele est asim procorando mosiear que ve faz gene scoirexsaemoyao dante de wma musica. endo de ‘uta, de uma imagem e aio de ou em a ver como que xe viveu infin, com o que se aprendeu em cas oa a escola. E também com 0 fe se € com ano temperaments, Todo x0 nos fz sensves para deter Iminaaslinguagens para cers slugs plstcas,vinuas 8 mesiais Taro explca por que nem tos achat a mesmas cosas Beas. nem si6 ‘niveau mesos efeitos, A moyie artstica depende, portato, da 16 sociedad em que se vive. da regio, do tempo e das pessoas com quem 0 pesewvoumento 04 sesiiDADE ‘hos poncos vamos desenvolvendo ines forma propria de apreciar esteicamente 0 mundo que non rela, Vou dat um exemplo pessoa. Sabe como é que acabe ten tanto prazer com allt torpando-me {6 eseritora? Em minha cass hava livros em todos a canoe: nt mess ‘e-cabecerm de cada pessoa da casa, nas mess de trabalho, no ports ‘evistuk elf no banker. Algus eam culdadosamenteguatdados como {as em mbes que os tesguurdavam do pd da umidade, Mew pa € fais mae gostavam de lr ox mesmos livros e quando se encontrtvay ‘drante oa, wm pergetava an outro: "Voxel ehegoa no pedago em ‘gue ele (her) sa da cidade?” O outro respondia: "No, anand. Mas, poe favor, nio conte que cu quero a suepesa”- Em outa ecsiso, cles comentavam,deliciaios, eras passages c Ham frases em Yo all ‘emacionados com sua poesia. Eu ces achando que ler era marailhoso aprenddiariamente air apres frases, palarase tama, E ssi {gee derenvolvemor nose srstlidade em ama dterminada disp, em ‘isn, depois na escola e mas tade, com o$ amigos, petites iret ete aE aaa ae eles ee z dered iy fem deree tens rcmete ae Senate i po ‘speed pre pa bem de noso estado de esprite. Se fas de are que nos ta mite slepia. Se, ao cori mas isto aio € verdade, Muitas ve as que mais emocionam? Nbo si las que nos fazem entrar no elima do filme e vivt-o intensamen Poi enti nam nio sé pelo medo que euvsam, mas porgue foram bem once ‘desperiam no piblico exatamente ar emogdes que se autor ti inteneio de despertar, Portanio a beleza depend também da hubilidade do artista em expressar uma ida © em nos d cmogio pedpria da helera A reLaTiviOnDE Dk BeLEZA am valor uaiveral © que é belo para voct px {emipetanente. Agito qus o extciona num determiaade dia pote nlp parecer tio belo alguns diss depois, quando vocé esr com 0 tudo de esi, ou tier sto ou ouvido cue 18 raze Tornamo-nos entfo conscientes da belea ed a pec de tetro gue o-emocfonu, poem ser belos pars vos “ade. ou entre o vermalho do desert eo do prdo-so, oan etre tm geste de mio ea atitode oe ele representa, poss que Mikel Du irene, a aertrs deste capil, dix que o belo mio € um modelo cna ual Receatement, Steve Fossett, um balonisa tentava dar a volta 40 mundo em um Ballo, acahou tendo que povstr tm halo e no Falavam uma palavea em ingiés, pensaram que aquele eto colorido e chet de lures fosse wm tempo re or Aa eect cea Pee a tos, os adornos colorido usados pelos indigenas,fitos com penis nfestagtesatisticus mais ives ediversificadus, € que foram capazes ‘le apreiar essa arte indigenae revonhecer nea craga0 de eleva. ane. GEREN c Rentecimenic os anistas preceravaes € mitos outros exemplos mosiram que a belers ext eondicion etoy universais. Confle aa emogio que as coisas, as palsagens, a= Dulivras eos sons despertam em voce edesconfie daqueles que se jl: Fle sere eee tes aide orga pete eT Neate capitol, fentamos explicar que o qe & atintien espera pols surge da contemplagio e da feugio da obra de suas goaidades formain ede Hnguagem. Esta emosiodifere dagucla que tems coi anamente dante dos fatos vide, pore sabemos que ea rato da aginagto do autor e da nossa também, que €capue de entende-s, Assit, tatoo peazer que semniios diate de uma pusogcrn agree ‘oma a sensasao de sonpense qe femos a0 te agus mes resulta ‘do dominio do autor sore nate com a qual se expeesa, das qualia A historia dle arte 6 ums eiécia que procura ests od vorsoe movimentos que carecarizaram os varios periods histor oe da arte cident. De acordo com as earacorisias formals fas obras oo princiiosesttions dos arts, nes céncia iden tifeou as escola atstcas que se sucederam.O Renesciment fi luna delas« designs arte produida no Eoropa entre or stculos XIV e XV. quo substitu a arte mecieval cominante ate etao. A ‘sles depandla de erérlos como aqui, simetia © Michelangelo Buonacroe Leonardo de Vine foram (ols dos mais importantes aster dessa escola 0 Barroco, predominante nos séculos XVI ¢ XVI 20 contrario do Ransecmerto,defencia uma idaie do belorabaseads fo contaste, na exagero.s na emocionalidede Rembrandt fol um ‘dos mals importantes pintores desse movimonto, O Barrocoteve ‘rande imports tembem no Brasil, oo escultr Antonio Fran ‘ico Lisboe,« Alejzdinna, fia sua maior exoresao, brad Asedinba Mostramos também ue para sentir essa emocdo € preciso que a a enka a ver com sua sensbildade. Esta, por ses ver, depende da So idae,cultra enfim daguilo gue diferencia voot dos ‘ie depends do artista que crow a obrae decom Intengfo do autor como a qualidade de sun obra se realizam de forma preciso, portanto, que public se deite emociona e aprenda a distinguiroaueaprecine por qué, Além disso, se compreendermos {qu cada ui tom sua senibilidade, no Ficaremor eseandalizados com Hi um vethoditado que de: 0 que seria do azul se todos gostas sem do amarelo? E sobre iso que teslamos falar neste capitulo: do Eoste pessoal das pessoas, do prazer desse porto'edaguilo que 0 con eee que nines dan de A DIFERENCA ENTRE O BELO E O BONITO Porque 0 dislogo com a obra de arte é um dlélogo amorosa, demoredo, pacient, ex depois, om outro lugar ou momento, em meio a uma tarefa ‘banal. num momento de deio ou mesmo de raiva ov ‘cansago. Muitas vezes, precisamos trazer a obra conosco, ‘deixdla adormecer om nés espera do insight. (Fredetin Mone, tc de nba) Cento da, mex pi Kiama eeportagem sobre wurra do Viet una viotena gusta na Ava de grande repercusslo mundial. O Viet, antiga a Toi diviido em dos mages. uma a0 si. capalis. © ta, a9 norte, comunita,O Viet do Nore, poiado pela eno Uno Soviets, utava pela reniic ss engatoo ul ajuda po Estados Unidos, ela se opunhs, Esse confit despetaa passes di uss acaoraas. ant pelo confronts das proposts polis como pel ‘ierengde conde mitre etre os pases envolvios: de un lao. agra ridade hic norte-amerteaa , de out. aheSic ress so resto do mundo ereldade do confito, quan En eraainds muito over, tendo Fcado impress irendo vera ces 0 cree para fra do excondesj 23 ‘scape a pers | bez ae a prod dees bon, aaiete codes resin eva eine «4a por alguns arames entrelagados galhos de drvores. A cena passava’ para o observader uma seasagio de solidSo e feagiidude. Nao era uma Iimpeesséo agradivel 0 que ela despertava [Naqusle momento nio entendi como meu pol podiaschar bela wma fotografia de um quase garoo,sozinho num mala. meio uma guerra, assustado,¢,talvez, perto da morte. Reta, dizendo que aquela ima gem no ea bonita, que guerilbeir aparecia su, encolhido e fei, Mew ai me explicou. enti. a diferenga entre o ARR o Boni. le mie ‘compreender qué a beleza vem demos que temos dante de uma obra ‘deme quando percebemos 0 que 0 artist tents tansmiir-Abeleza veh também da sensagdo de conseguirmos vero mundo da mancins que pe mos ter sido x intengao do aetista, © Belo coresponde. tsi mora _emogandespertads como ia cbrrespondéncia a wrva idea ansaid Toi entdo que pude cotender como uma marcha (inebre pode seF tela apesur de rst Porgue a belera econ «a mmundo. dates emg. ‘mundo real que the serve de inspiraeio, tem aspects asraiives ea snes assim gommo desagradiis rise, 24 | | A psttica cssica € A Poruuantzacho D0 BoKITO Ede onde veio essa iia de “bonitezs", lacie nada com o alegre, ongradavel, saudavel, que me fizeea pensat que uma fotografia de um joer ffaro ¢ wnedrontado lo. poderia ser bela’ Bem, iss toveorigem nu Grecia, na Antigui (quand ALS ark Gia cidade iapor fnissima, A are ue ae fain pretendla xpress um ideal de beleza e vida ara i haronia, 4 simetria, 0 eqilfri © 4 proporcionslidade, Fo esta ate due ine ele eter cure ‘mento. Por ser considerads umn mode Principios — foi ehamad de MA pela mportacia que teve. acabou ds emnsndo poio mundo se sleab de bole TaRRj.e comecne a wer eoneiderae com Sniveral, Assim, mutes pessoas passaram a Julgarbelas apenas as manifestagdes ar Uiucas agradveis, armonivas qu IB team o mundo no coma ele & mas oni Je# ‘Dal ase confundic hela com sig ‘ios de aparéncia, com propor tinal (ecidas e cow equilfoio de formas (tam pasa | Esra ddan iveram muito socesse Bee peas ue o belo deve neces. Sariamente ser harmonioyo, agradé vel saudive e alegre, ou ej tudo ‘guilo que Taz uma pessoa ou ina consirucao serem eonsidcradas. Qucoecgrians Megs A (Bitte eroneromconce Fences tgs 25 ees Tous acne eed sestiates = Outus exces ar Classicsme, enti, ‘etenderam o principio. no feo © no desagrad fal Guericeaeite Aesordeme adesinnon : “al aided a um ies. Ero que meu pa pervebia nt oto do velit. Ser possvel fla de guerra, de evoluguo ed sensagio ue despetam saves te imagens nas quae predonachoequlirio ea acronis? Meat que Scie ponfvel, abcleza no ea esses prncpios ms a ransmisse de tia forma pocllade vere inerpretaro mundo, da ila gue transposta urna obras eronsii a ene do leit ou observador — pare ie Dis movimento artieos se opuseram &estica classica © amo eo Expressinisno,O Realimo defend serfungio da aren so pice @ mundo tl qual & procursya a abe de areola ‘ue desperta une belecor com o pli a emogio reste de una comp itso a0 gual oats perience e iin que quer transmit, NSO nos Asixemos engana,portano, plas apace, 26 Aeallmo fo movimorte artistic sugido na Frenga por volts ‘4s 1850» que ee prolongou ae nal do seoula XD Sous artas procuravam repeaentr avid etd com 9 maxi de she. ‘ros movimentos que rcusavam uma posture Meslaade da ate {cetondo como ume de suse funeoes prmoriais a eres ea de nineia ds relied, Gustave Courbet ol um dos pinores eaistas Inasfamosos © suas obras representavamn 9 ctidiano, Este mov imentoteve grande acltazao na extn Unige Sovdtcs,destacan- dose Deinekae Visiov. No Bras, destocamos pnts resist So Baimirode Amida E Expressioniomo foi do inal do aula XiXQue, {ob influbein ae teria peicanalieas, procurave femogoose aubjetvidads Sos artistas ou sea, su ‘undo terior, Besenva: ‘ono numa epoca de ‘rane rise da sosedade uropsia,em que a emo ‘es eram mutes veres fi angistla depcessto, ‘sa aro riou imagens fortes comunaen bestanteaiforontes da. ‘ucla qu eracterzaram ‘2Clsscamo. Van Gogh « Munch sf doisimpor: tes nomes do Expresso. sme, ae eonsagrou no fail 9 pintora Ante "aoe Va en Gah oon Neste capitulo, procaramos mostrar que a emogta do belo depende de ingmerosfatores, como nose culls e nossa sera eo ests trea aguelan manifetagdes que, comumeale,consieratos como bon tas. Explicames por ques beleza, senda como uma emnogto desperada por uma ideia eva inerpretagio do munda que somos eupaes de cap tar pode ser transmida por imagens fortes, tstes e ate desagradiveis ‘Quando conseguimos enificar somo sendoesétics x emagio que tna obra nos despea, esse momento conse o que Freerico Morais ‘ham de dng A ARTE E A RELATIVIDADE DO GOSTO (0s gregos, portanto, devem ser definidos como 0 povo (que, desde 0 século XX a. fol ocriador das artes Dilasticas, aquitetua, literatura, filosoi,teologia, ‘misteism, politica e guerra, (A.A. Toynbee sore inglés) Com imo no cpio serio, na das pritcgas crete da ae €aemoeo do belo qu ela desperta,e ssa emg0depende do nosso ‘cio svi de onsale, da paca « da clara em que vemos. Agora " capacidade humana de reconhecer ena emoguo que vem da forms, do smn, da cor, da harmon de um gest, ou da cpacidade de expresso ‘de um ros, foi se desenvolvendo aps poucos, Nas socedades mas a fis, ests emogdesestavam misturada 4 outas que diziam respi, por ‘exemple areligito ea pesuis cletficn. A cmos que un egipeo se tin dant dos primes vinks,provavelmente, tanto de sa forma como ‘Se sa devogdo aos deus edo Fespeito que tina pelo Fras. Com tea eee a eee ore ferentes, pasando enti distingur osetimento que vem da beleza de outs que a colar do mundo podem desperiar, como, pot xemplo, © prazer le fer « hem. Ao contra dos esipciosantigos de ‘quem falamos, ns podemos ver beles em um tempo, ndependentemen {ede noma ereng, apenas pli sua concep eta (Ox gregos foram x primeirs deixar epstrado 0 econhesimento ‘cacomcneia que taham do blo, Poram cles também que charam 4 fsica — ciénca que ead 0 belo e ue, entre os grees, estava It ‘amente gid ao gue veio a ser chamada de Clssicismo, movimento anstico que se consagrou na Gra. A esgic, senda a cieaia de pen 2 Sense: sara renpit daguilo que enti beers trnou possve o desenvo “Tien do conceit de wrt, aoe dado Ago que homer rode Sm 1 puncpal objetivo de dspertar nos otos a cmos exes uit important que nos entepdamos essas quence, Primer, ncmogaoesticn stents Ramana. Newb estos, sient tatu itso consegia possi animal com alum pode emo 98 legen sonido apenas pel apréncia Je alg abjeto ou pela mancira oao um som éemitde-Aathude de confemplaca ou fui de que i falamos, «que caraceriza etogao do belo, 96 fi prsenciada em ns, {nsf signe, cxtetn, on pves signs no flaessem ae, snus quc io tina concincia Se fa o, No Egito Antigo, pr exem- po enbumescultore melon como arts pergzaminos «dc {dor de tewes" A capacdadehomana de dstinguteaprecitsbeleza ‘matindapendovemens de outs gunade ue a cst as psoas © Stoundo postr. data de gor mil tos, de acordo com os documen torde que on cients dapoem até aor. Em aio dis, ov estusas iam ie spt sane prety tan poten fuat ou relgioras, © que significa gue elas fra fits no para serem Saas como ate; as pa gue ox omens menagesser etd ee pediaem fvorve pga ‘Rconsidacia eo sentido da beleza eda estes, congustas 60 pensameno greg iar somo herangs paras powos que vera conta com ele e que consttuem aquilo que chamamos de cvilizacdo (eidentat,Essespovos, endo devenvolvido a capacidade de perceber a {ualidae eseien do mundo, comecaram seleclonar inagens objetos ‘Sins nos quals predominava a emogio do bel, entre ouronsentimen fos despertdos, Pinuras, musica encenapdies faa, Ganga, nas uals era percepivel a iniengo de rlar Beleza e emociona esctica Incite foram eonsideradas arte. A partir da conselencia da funea0 es [Chica as demaly funghes dessa prtcas, como enirter 0 pblic, ho: Imcnagear ox deuseseiatuir a popilagdo, pasarema ser secundérias EE por isso que, quando falamos em arte etaton nos referiado, na mal fia das yezes, a essa tadigao do Ocidente, a essa pica secular Que ‘elecionou a0 longo da histrla obras — objeto, misics,esculturas © forma arguitetOnicas — consideradas exemplares Je acordo com © gosto decade Epoce. ‘Quano o costo se oFicaurza Dissemos que a emosio erie depende do lugar, da Spoca, da lade e at do sexo ds pestous que apreciam na deerminala obra ‘may como ¢ possivel haver un acordo sobre © que chamar de arte? Ou or que princpiosscleeionar o que € arte do que no 6? Pessoas que ém ‘efluéncla em determinado grupo social, por sua posigi0 ou por seu co thecimealo, clot du erties de aniline eicice, oa ata, um eo jum de pinepioseregras que passam a determinar o que é boa arte ‘Aguila gue € assim considerado pr elas passuaserensinado nas escolas Adeure, piesa sor dvelgado eaceito pr todos, constiuindo-se em unt ppadrdo 6u gosto comum. A partir dele, sioesabelecios prinepios de Sclegdo de obras que pascam a set consideadas, digamos,oicialmente Are com "A” maidsculo, como sedi. Bass so sepaadas soadas © ‘xpostas como obras exemplares que devem inspira os atstas. Seos Ctindores reoebom toda forma de recoabecivento soca ‘Cada cpocs ro um grange nimero de obras cu objaiv & em ‘onare encanta pblic. $6 algunas so selecionadas dependendo do ‘quo que aeetonasociedade. A dom acabam desaparecendoe mut {as sequer se tram couhecidas. Qual a fungi desis obra que so rej nase dsaparecr? Sua fun jastamente,posiilitara eles. Sem {Obras uc no tinge Gere gr de unanmidad, a pease serars inpossives. Assim, as obras qe sto udmiradas pum dado momento e que se consagram numa sociedad dependem muito do comtexto geral da Prodiginantcn Exatamente como numa creda, um festival ou num ‘xponigto os vencedoes 56 se destacam em angio de todos or oxtom oncortenes que raassaram. a1 semen [As TRaNSFORMAGOES NO GosTO nos qua emo ests depend por. geo dade do pbcn Pon bom magus soe va ve ansormn, aor cares pcichdescobease roles pla pra ict eas ane do psd, mas gs banc pvss formas Se ‘int danclo XI na pcs moo ll par Epa. Hav contig Seo tpt puses save ta apt pope ‘GEES ns’ Ee eee guar da Earp no peo que anccdcw + ‘Panes cofits munis natin quest esa epoca ret de Bees seem lage oma clizo ge rome posse el Arges bo ‘Auctitroana Corgi terra cbaarcmes om trotiaide em can es) da. Fm fo dso, fram shandonados series esis games © icradon. eno vigntes, pr ton eapizes de express 0 setimento da mc © Expressions ual ambos resto dessa rasfrmsgbes, ‘O gosto antico passe mifiarsnda pla propria dinimiea dos {Tscrnnada forma de expresso, depois de muito divulada, scabs per {ko tua fog expresivae B90 exipe due seja modiicada e que novos ura de espresso sium descoberos, Foi o que acomece, por exe Tio. no final do scala XVI. quando arte clsoa jn encantava tio ‘Rypewentaro movimento ess etoytesitimas do homer, dando orgem Foi chamad de manta a arte do fina do século XVI na aust se petebia a peacupage dos atstes nao com a reproduso fl da ‘atreza, tes rininlmente cam oaprimoramanto do esto ou me rare como a pintavant. Essa obres apresentayam wm stifle Inelor do que aa obresnaturalieas ect culo 8 estlizeg © a0 deco ‘hrvemo. Ae obras tardins de pntores ronsacartistas como Michela (jlo €Befae! it aprasantaver cracersticas maneiraias que assina ia passagem entre Ronaarimento @ Baro. Dace de Hynes rome dren ur eri Pog, Nite Poaun 33 “Mudangas nu ate ¢ no gosto de ua pea so provocads também eos pcos tists que eto sempre dexenvolvendo n0Ves TcUsos, vas formas de 3e express, Portnt, a dindmicn da arte depends das ttansformagdeshstritas, dst modifeages restltantes da populaizagho thos ens e do Jevenvlvimento do asta, Assim, lem do raze est tio variar de uma pesso para outs, varia amie a longo da nossa ess {envi eagulo que nos encunava ums epoca poe depois e tora me- fos Belo para ts graces segues, multas vezes, ulapassa, "Nao podemos enquccer snd ax modiicagbes tridas 8 prodvgio nisin pelo desenvolvimento da sincia, Voets poder Imagiar. por xemplo como a invengi0 do ave modiicou as formas de representao ‘de pasagens oman possvel, pela primera Ye vero mundo de ia em alla veloeidade? Ese imagens foram imeditamente expesss na fre, O movimento moderns, do inicio do seculo XX, fo inflaenciao elas revolugiescentiws importante eslarever anda gue a sociedad, at dois seul as a monor iis simples, e a pesoas coavisiam unas com as ootas de forma mais onstante «por mai empo, As pessoas se comhocim melhor © ttocavam iia ene. Logo, nessa Epon, cetos padres de comport: ‘mento run mals consanes, Ataalmente,eaetano, as sociedades $30 ‘nai iversificads,ax pessoas convivem com mitosgropos dfereates em dade sexo, ineresse¢riguers cada um dels tem sews pris mode Tos. Bessa forma hd hoje, muito mais dificuldade em se estabelecer um {nico erierio valido —meamo nuna doi soviedade e nama determina {ck — sobre gue & realmente Belo. Como dissemos no inicio dest i to, casé win das azdes por que as quested rte sto importantes. "Ee jstamente porque os cis esticos so to varives no tempo ra expag ges pia roca cleger ail qu deve Sr considerado Inodelo ou sein ate dese tempo, E ese modelo que gua os antius¢ {tutes yews opablic, Meant com todo o apoio daria, das excalas, dos {overnns, ease modelo aos powcos pede sda identdade com a realidde, orgue cla mow ou pau mado pende se poder de expresso Stberos eto ve, embora emogio esa vari de pessoa para pesoa de grpo para arp ede uma Spe para outa. cada period Hs Fieoelege um moviment'e uma produto arcs como epresetaiva no ‘Se seus prinepion eticos come da cultura viene, Esse movimento se transforma ei modelo eating cera Unanimidage. Meso pogue acabe- tos inojtando esses valores & mda que nos desenvolvemos,em casa fu escol ecm ont sitagbes ms quae entaros em conto com les. Diseinostmbn que a vigencia dese melo se ome em azo das ans Formagdes seca, de cert "ansago” do pibic, dos prprios ants, e te reso como resto do desenvolvimento tcico-ceficn, No proxi ‘ipl eremos como os arn foram as poucs se profisionaizando, 4 Os ARTISTAS CONQUISTAM ‘SEU ESPACO ‘A emancipasio da arte do esprto do puro artesanato ccomogou coma alteragso do antigo sistema de aprendizagem ‘@ 2 aboligao de monepdtio do ensino por parte das ofcinas. Assim com foj lento 0 processo pelo qual o homem tomou cons: ciela da ntureza do prazer extetico,aprendendo a distingi-o de o4- {tos sentimentos que o mundo a sua volta he iaspirava a profssionali ‘agio dos artistas também estou de uma histria longa © até penosa ‘Mesano na Gréia, onde, como dissemos, ol etada a esgtica © a conscigacia do belo, oats — prfissional que ela se ddicava — 30 {stzava de grande considera. Plats importante fsa seg, ao con her cidade perteta, a Republic, deta exclu o artista qe, sepu {ho cle, er apenas uma especie de iniader Durante a lade Meda, na Europa, a produsio anstia we desen- ‘olvey nay ofiinas de fundigdo, macenara wecelagem, obedecendo Ineamaestrutra de quaiqueroutas responsaves pela produgio artess- ‘il Confunides com os ares30xanbiinos, os artistas se sobmetiam a ‘ines regres de prio € mercado, em ofiinas fnlites nas quals tinham chances prinsiplmente os flhose parentesprximos dos our ‘eve esculres, Quem nto nascessee fala de atta s inka ua ‘Sgunda chance: o casameno, a qual e dav preferécia, também, 2 ‘uma uizo de pdtieas«imeresss. oi no Renasciento, com o desenvolvimento do comércio ea for image dos Estados nacional, os atsfascomegaram a adguii inde penuéncta das guildas de ariesaos medieval. tendo por clientes 0s co Ineclanesenriqucidos ea nobrers A arquietra amsica 0 eat © tlieratura se desenvolvereh como nunc ¢ 0 tists comegaram a Se 3B torna independents da ofcinas, pasando a ser manthos pelos res © “Pars noreinado de Ls XIV, er um grande museu de argiterura, ccullra ate devortiva, Ao lepado dos sSelos passados somavanese a Cada dia novas bras de rte.,” esteveuo Rstrador Jacques Wilhelm fm Pars no tempo do RS anrsta canna Autonoma A pri dessa roast de obras de ane agora produ inde thede Se confi som arco gues pratr manal ca pro loads diiga lo como de nuabliarsee clinton mecenas den caupes, produce res yarn um rode pain Em oposgbo 'A tag de aati ¢consertatrio judo a rganizago do ca parca © son atonoria,Ataves de uma metodolots gona einen them em filooia¢ hist, dscpinas considers impos para oe ealvimento de si rte Um corpo de profesor estinulava 0s alos. tmtidos a rigorso con, © erava formas de selego © comagrasao {dos bem-sicdidos, segundo sev vitron Bolas, ages premios ‘rivam atisas Je renome internclonal. putas pos reise bangueirs Post a pouco, a artes comeqavam ae diferencia de ona atv daies Jo conten que tem guia se prio esa de sus. Assim, se os primeifosanstasrenaventntss, como Leonardo tia Vinc,havia si tambem l6sofos cents, ox anistas mode tes comesavam 30 aftstar cada vez mas do flgsofo edo cient. AS ‘Stacian se fomavem aulGmomtas © pasavamy a se dasenvolver aa tn ‘ersidads, staves de seus prdpros métodosepitcas de peaguss. Dis Tnncianderc eadu ver mais do compo artitco, a filosofia © + cin Contra com wma grade fnvensho para difesso de suas dase par Sgasantia denon aotonomia & imprensa, 36, lesen de i a re evened ators aon Sie * Soblizora noha Vide Gr Galea Lowel dn, ‘ota, geluin, ‘Sire conareie Tendo asi se dstngside de outras atvidades ante pe orga nizar seu peels forma de aprendizado «seu mercado. 1s no século NV ‘io ansnados os prieiros cotratosindivibais ene aris ses eli tes A svalidade ene familias reas, gue buscavam superar mas is ‘Sutras na stemagdo e demonsragn de pode econdmico politico. tr hava os artistas ito dsputados paras constagao de vila © mausoleus brnados por ventenas de esulturas, Difndiase também pela Europa © hibited colectonar obra dears formando-se o aervos gue. mais a Ae, dria origem as pineizos musts, [A RIATVIDAD PASSA A eR RECONHECIOR Michael Baxandall,estuioso do Renaseimento, conta em su fi ‘ro 0 ofhar renescente Que, na alse dos contrat assinaos pelos sts, pereebe-se a importincia que os clientes passam a dar mais & ‘éenica do que ao material utilizado ae obras. A medida gue 0 tempo passava, os Sontraos iam definindo os femar, tan como panagem ou era cent bila, e nfo mais a quamtidade de ouro 00 de pial hm o qual © pitavam os avin, Essa madanga revela o desenvolyi Inento da conseleacia do fazer antstice ede sun especiicdade, Por seu trabalho, os artistas podiam reecher ui saldro ou uma quanta estipu lida, cujo montante pag o tempo necesstio para a produgao. om mero de ajudantes« auniliats, Pagaa, sobretado, 0 tipo de trabalho tigi pelo contrat e-0 uso da habilidade pessoal doavista, Nessa ‘mesma epoca formavamese ox primeirssorguestas companhias tea {eas para as quais se etlava um mercado de espeticuts, alm de con posigoes,pesase partituras ‘Anouste AUDA AU TAR © ARTISTA © desenvolvimento industria no século XVIII fo} ou fator im portant para ampliagao da produ artisticn edo mereado de are Sorgiramempressriosdisposts a patrocinarpintores« esertores que Ansievem proir de forms ads mals livre, isto independentes do fosto da burguesa enriguscida que exigin produtos condizenes com eu gosto. Assim rs cra a vanguarde artca, compost por atts ‘ue Hoscavam novos rus, novaslinguageas e novos temas, diferentes ‘dna consiprads Essex ait desejavam renovar os pues artist ‘os pela pesquisa sistema, respondendo a necessidades do proprio de Senvalviniento da iguagem e no is aspirages da clientes ‘indsra culral mo se fx de rogadae assou a investr nessa ate inovadors.Editorese prodotoressabiam que, embora ela ao ofe 8 recexseIurosimetiatos, uma ver que todo movimento nscente demo- ‘Sort tempo para se Firmar, ert garatia de permanente renevaga0 ‘Hecica Algunt comerciatere industri enriquecis amber resol ‘cram investir os jovens pintoes e msios,areditando na possi Tide ve eles virem 4s tomar Famosos, promovendo, conseqUentemen- tera celbridade também de seus mecems. CChamamos de indistria cultural aqusls que produ, em sitio Je de maqelnas, ane cultural artistic. Aprmoia nds igcultual que surg na Europafoi aimprenea ea industria dite. ‘a. responadvel na inicio do seculo XIX pelo langamanto de ose {Grosnovos que se tomarem colty'dedescomo Alexandre Dumas. en essa manera os atts iam canseguindoindependénca auto: mia, ao mesmo tempo ques pesquisa ea tenovagdo permanentes pas Savam a facer pate da prdtica arisen Os artistas fram. assim, se {ansformando tm prfisionas Iibersis,capazes de produsite ofere er ss obras um merendo cada Yez mais pedeross. formado pelos Sales galeria, tetros e audios, A eles taba aeesso um pblico Cala vee maior Pesoas antes sfstadas da arte, quando esta se linia ‘a 40s sales dos grandes nobres e burguses, agora tinham acesso 3 Ite O desenvolvimento da indtri, a arbanizaeao, 0 foralecimento do meread garaniram iberdadenecessria para 0 pleno desenvol tmento de arte e para sua csrteragao eomo campo autonomo de atv fade humana, Para estabeleccr as rlagdes atreo public © os artista, agora econhecidos cine prissonais cas obras erat vendidas no chama- ‘do mercado da art, surgram 0s lies, assumto que abordaremos no capitulo segue 6 A critica bE ARTE “Tao antiga quanto. pripra ae, erie de refi se dessnvolven so enquanto os homens aprendam explora ea ulizar a ss perepgao sts, que eseve sempre relaconada, de ana manera ulgamen- ‘oso tipo “gost” “ndo gostei" "& belo. Iso vale ato pata jl inento stbjeivo de piblico em geral como para crea profesional © ‘Specializads Fina Gri, pr ots do sSeulo I 2.C. que stir os rimsios ‘studs se ettica eae, rocerandn orienta ear intitas ¢paicn Ersunaerfica de err filosfico. que bosavaexplicar stura o et sti eo mesmo tempo, etbelcer ser da oa te Actitca de are €imporant por provocar uma converacia de po love de citeios de aprecigio aia, frendo com gue ertonsapecton Pessoasesubjetivos se torn coetvos A med que passer er com Pamihados. Vacés poem eparar qu quando véean pessoas assist 3 tm espeticulo juntas, geralmenteapeciam tcer comentirion sore © qe ‘iran © ouviram. Os somentirios do ovro sempre sda o dsenvolvi- mento de nossa sensibilidade,chamando aensaomuias vere pars ele Inentos novos e diferentes, quer convrdemos com ces oh no. Pois bet acres especializada fr exatamete& meat coisa percore ox diver ‘os elementos de una manfesiga attics esaelecendo julgamentos « zendo comparaes entree ¢ ours do mesmo aria, sre 0 ens ‘ema ow com a mesa técnica, A dlferenga ent ojulgamento do ecg yotssional, ou da chamaua cca expecalzada, © © do pabica igo & a Quenroés ve ante aque aquele procs uti eitéios mas objetivos, qu efletem. como a frp arte pensamento de una paca E por iso que, 20 Indo da hist Fia da at. deseavolve-se também uta historia da eetca de ate A tstirca cuissca€ ouraas estiveas Cis cram ent os esos da cet expeilzada na Gri? 1 ise ue ee om greg peedominsvam cris que foram depois he Inndor de rldsvens, ou msdclares,Dizmos meseles porque sera de ae par arte a Eorapa Moderna. Ente ess principio lisscos estan representa dclizada d ealidade, ou seja arte proeerando mostrar somo aeaidadedeveria ser, extimulando os homens 4s apeoxi- ‘mare dese del 1A busca de formas de representagio que se assemelhasem. na sa mundo tno vl, pine expe de um eng racional Je rag da obra expresso, porexemplo em pinipos como sir, proporcinalidae «equi. A wansmisio de mensagens de conte publica « on Soci e moral Parana oe de intra politica de Gre hers, le Caridad, utr feet ee doa reprerttr 0 ‘hints como ele vera. ite lod ps dos pole oer stn, Eve espruciisie vols onan ccpsrtnie de Moi dierent fo a esética medieval, desenvolvida sob w macaate prcsenga da pea na Ebr e de sts preocpages religions. Ab conto docs greco latino, pedominantement racial e humanist, 8 com fungio piaegal duane a transcenencia da nature. De sco. ‘dco esa visio denenelver-e oy sepuintes princes "A ora de arte deveria servi para que o homer se desl sa condigio humana, procu sede ad clear sev sprig chegara Devs “Abe inks por ung expres apace do omen da serena. amesm emp gad av celeste da grog vin. sera ay atviades attics mas nobesdachamada regen. “Por ratr de quests ligase missy det are medieval tra mo da eosin ea proposals aesiadaete os eos. A grander capil, egos msn € que ever seri 43 ‘Qensros oe sr tn ete rare nts nets sos alee pee eee Cone Dana ‘arta géticadesenvoleu se pincioamante na catsris@ non mostitoseatobcor da Bai ede Medi, Sua craters Tee pinelpstce5o os arcos em ogiva ay anes ates ornacns pot ea oa oseltra qe jose dentacava da aauiteire, endo 2 {ada independontemente, Cand do ‘ic na (O Renascimento, abrindo a Kade Modem, promove a etomala dos principioslosics elisscos. A are do Renasciment pocurta Jesper {urnos bomen a yonade de vivereo gosto pela vida, Ox ats renaseen ties desevolveram para iso mt arte als poxita do etidane Jo gue or idais ivcos to preciador na Grécia. Ante Jo Resascimeto aia tm erage religiss heads Made Média. eo homer comin comeys ‘its congustarseu lagen rpresenagso atte, Assn, ca pero Yo sginiando wm conjumt deers pra svaliagio da ate, que euiavam ovatus em sua produ edeenvotviama sensible do pubic pa ovevoeciment esse valores na obra. Os eco vera sempre espe al mportncin na divlgagdo desis ideas, may nio se pode deat de revalla que asin como nenhum ate tem um valor univer varandode “pecs para pea e de lugar ira gar, o mest ocume com crn, ‘Alem de insur nfm artistas public, crits preserva para «6 fauro os valores enteies de st Epos, Foi em pare através da cia ‘lia rega que pidemos saber a ue pensavat os gregosarespeito de ‘Acaite cri 0 julesmento xt dat, enretant,no tem apenas angio de ‘stbelever oma enéica ou de selecionr artistas ose Lionel Vent ‘stoose de ein de ane. fiona que “uma petertacia€ sempre o comes ‘dua cre”. Essa prefernca esa aude eric ¢ james a expes ‘io dos sentiments que nos despa obra de ate, element nspensive ‘ha raga estica de gu alarms tanto, Nao tata deus postar rte ‘sos poa qu tentameslestimar ou ho una manifesta artic, Tata ‘dma dispose de ua disponibile eceesis d prcepyin ei, uraves da qual ealcamon none emibidadeaservige da contempagio A tugo da anc exize essa cates acxpeiencin ats ge igni «alr ao enconro dea descobrindo seus coteblos ecunos A fuga € en in enc ded sibjetiviader ede ds seni ao pblicne dots, Pra isso preciso desire de cera formas mes pense nach, A esse proceso charamos prea. O pls pjta mn obra pun sem send es a ase de Seu jlgateno etic ee ec E posed ent qu uma pessoa ej dante de ma ra de ate © a consign al. Imaginemox um estaurador gus este preocpado no ‘om a mensagem ow coma fama de expend ait, ms im Som ua ‘ome por ele ulizada. Sua crtoridade e interese leva no buscar ‘536 tom, pa esenvver deforma precisa ssid profsiona. Sea ‘eng no est volt par x emogSo qu bra pss transite Par tarcfague deve exocutat—o sau, Da mesma mana faxing seta qu par uma esc, pode feo com un tengo deal ‘Ethers por, soricnent inden a sentido da a Tico ama eson gus exija poset sm cone pode te sia stench igidasoment pv pblco sun vl. Ao fina Ja apresen- isto secre temrar do tse oc n plo, Nenbuma desis thurs €¥e fg. A frugio eXgesoncenragao uma projeso does Giese aslcese megs a at crador porss qe istinos the do plblice que a br ar nalmente resi ti end me dr elements pase apesiar ura trad at A maria poe estar oun em stnincomaetea spe ‘Slat epdend de np ex ds gusts de are. Sou am Silo“ pston opted Porn, uncalenadr de sete de ‘ema deonpano acres & posse gue os ios entra die Tin mca ne, tiles on mons eto de aganen. fiverd cn a afidade conceals Se 20 coe, ou ums ‘Rar nue oupaequesdvalaocincms pass dere no pomp {Ten provavelmetie men aires inh apeiss sero mo i fetes anes due De ulucr manci 9 poss de frugfo € de mesma eater em amor ond Pee rok dor design di que aber sentda por ven soca una obra ae sires da emogio the el grea O conte ‘eto gue ne de una i ‘Bape poe amen nos Space de enend a tearrinsno aso hei A norma © ‘ oinidate com um ipo dk re rte mls Teas dis obras, mas ado tcnalonna sor ould Por so Por Brook reo Inca gle confemos em toss semble e emo tie tase donee seg vad 0 aio Goanlcnae i orn ‘Tete gos eo oped nam uso. [A PRORISSIONALIZACHO Do ckinico Mas, se hast amine sensibidade par apreciago de wma ob decane, porque oeiogoiniportanct Sabemos que Een expets, Cals sb reliados de carta quando uma citer ¢desfovorieel ala ie ele eee em Seis pes: Na Gren Anti moa ope medieval erica cspecilizndo ne isha exe papel ‘letra ants detdo um ito ue rela sobre ar, etando sens tae da obra de forma tao defntiva, sua crite que chamamos de _rissiona, srg as wansformagses ssi da moderiade epi Cialmente, dal elt ao fer anistio: X mela gue ae tno se tornando un protiesonal liberal, endo que vender nas bts seo taba, passou a sentir necessidade de um intermedi que Cynic pr de dtermia rf sind porque € mele do que outa O mercado daa, reindo malas eres pesss gue Provision um consebsroe wWaliador da obra que se pscfoncs fhe ele eo ars Nao podemosesquce! tame gus ase ml to nimero desta. obra polio, psrow shaver rand eo ‘Soméncia entre eles—~o pubic dsptande a brs, cos etat putando publics. Nene contextoa intemedagt do ericeernose Init importante. O desenvolvimento dos mes de comunicaglo, 3 tnkiplcago de oral eis raram anda um espa prt foe ‘mado do gost e divlgasoo da produgde arate, © erescimento dt dade, brgando grupos os mais varados vam & Made e vigem cultural fez com que produgbes aries a dienes aan texto. Aisi ctr am po ‘cou um acleramento a produ arste, Esse tomes per ‘octdade conemporina. eso ainda mais inprane tatal So vice, Diam deo fro hereado, publica aeem ipo par ee, ime detns melhor @ cone em um criico com o qu se fea iid, plo menos pars uma prima escola, Jit ae ele nos © pape darlin teats tornado cada ve mss ini atv ero da profergte de manifestoybes attic Ue un ar sinaciamemt ene atin © pablo consumidr. Fxisem hae mi happenings a performances, v6 weaban senda conhcedus poop ico através cd etn que as eta comet Hoe em das np Por mals que ame a ae. comsepuescompanhar te 0 ue acme ¢ tudo que apecnaa A ces jul pabicoa free ego ¢ tomar comheeimem dagle qu no pve ver ou a Zz ‘Quests ve ART omens emer a sn renee ot oe ‘ert and uae rappin Es Sere hfs mer penne ssc <== 6 anooings dr srg na deeds de 127m artar cnonnetea tate iponines grime tat. Seese in Tle ve geome sb conmmporres ea aan paves oes eet Meno gu aco da oii geal don specialist € Dred cene panes rf dar 48 7 Em CENA, 0 AMADOR Transforme-se 0 amador na coisa amads. Por virtude de muito imaginar, rndo tenho logo mals que desejar pois om mim tenho a parte desejada. Cons, cera vee, um rapaz qe realmente “detiass” com misica sea iospectivae fechas, cas opines poucos cones Pano. era como ss estiveese fomado de um éxtase mito parila ¢ ‘ipeil, Toda sua tinier desaparcia ele parcia integea-se Ele sempre demonstrara vocagdo para a mdsica, com uma compe cia rar para interpretare cia, tendo ate compost vdrias pega, tum ritmo que se podria clasiicar como "entre 0 rock ¢« bl ém jas gui acum proftlonalvente su Yoragdo, cand sou taut conensioni, pereverante «registra, pela aividade aes tie, mu maoria das vezes to duvidoss insegure, A msica fea mares que mio paderam transforma se talento em pros mesmo dotados de una sensbiidade inquest ‘Mew pai. por exemplo, ers um desses amadores, Tocava lata ‘com muito sentimentoe psa grant que, x0 menos na familia — seu ED epee rege cree eaten thor ue. ntegeando um quareto de corda,slegriva os anivesirios Quesroes oe ante, 0 siowricano Dx pauavea Amador” € uma palevea feliz para nos referirmos a pessons ave - ocagdo especial pura detorminada are que esr demonsra uma voeagao especial p {ks nloapraticaem de forma profissioual, jamais a abandonam, Pos “ida gerago, milhares de msicos, peta. pingorese escultores de $ovotsen cus dons apenas po amor on paix. Por que estas pessoas oe erate € QUE ninguér cons "Essa eapacidade humana de emocionar 0 cos ans eer Geamero ec pect Diigo por Mice! Radford, ofilieslata aon ‘Aare lana wc! n ve shaman, monn eds crvgvom fend ‘Sapaz de ser captado por qualguer pessoa que estejadisposta a iss, "™\tacio Jubur-Yunes, um sociélogo brasillro qu trabalba com iseavolvimento de pestoa,cscreveu um iro mostande que di ne no desenvolvimento de nossssqualidades do que os textos cient ficos. Base autor Yornow-s asessor de desenvolvimento de pessoal de itico dos fanconiris através de flms, livros, misicae poesia "Voct também deve estar lembrinde de tr feito, algum dia, coat sim, procuran despertar Beleza em quem olhase, late ov ouisse ize ds evclaruma voropte que Vor suet peteiien A 1 psoas, enretan, pr lnseguranga ou timide, porno valoiza esse ‘Norco. acaba guardando tuo see chaver — ox poemas, as misias, cs Jesenko, Outros abandonam sus crntvidade empurados por neces ndes de trabalho eganho delxando sua vocago para» apesenadoria erivida catava para seus flor sinda Gorante a gravider. Acreitava jus eles cram capazes de uvica ede desenvolver anda no lero, 0 to pela misica 1 AMADOR A ARTISTA PROFSIONAL Sepia faner da arte sua profisao c au meta de vida? Bore a prot ‘onli exge mais do ue uma sensbidade desenvolvid, uma vo aso ow um gosto por determina forma de expresso. Exige dediasi0 eres, etud,aprfundamentoeavaliasSoconstane. Exige compo ‘Um dos mais importantes pintores moderos, 0 espanbol Pablo Pi caso, dise que a ate enltava de 10% de inspragao « 90% de asp acto. Ens transpiragao vem de exforgo trabalho, Mésicos © pintores am ast ate por tempo integel. sso €o que os diferencia das demas Dessoac ue prodzem sale nos fins de sein, Mar ado bars issn para se chegar b cosa oso. preciso que mercado eat, aprenden tudo que possamarespeto,acompanan dos outros profissonas, reguentando lugares onde os avaliagho do pico eda critica especializada 51 ‘A woOsTRin CULTURAL E A PROPAGACKO DO AMADORISHO tov ci Reso ‘emia Peers gion ou pres de eee ecco pr da afore aliado expresso de uma cultara popular genuna ¢ raicionl siniam desde a cvlizagto greg, ae esp Zanose as manifestagbes populares e a ae tradicional dos povos, Essa gem poplir on dagjelesprovenientes de atividadesatsanas importante ditngur oats ingdnuo ou primitive eo auodidat num dterminado campo arstcn, resume sua experiéacis ao imbito da ‘A ante 00 mconscinre Foi a liberdade defendida pelos modernists que permitu a dese tran artists de rigem ¢formago divers, falaros dos autoidatas dos ists ingenios, agora van alr dos atta doetes metas, on ‘O deserwolviments da pias com doenss ments, no slo NX; sdtavsse que se expressando iravés de imagens ¢ cores os doenes mentais iti tena, al de perme lve manera do seu icons aA pou, perched ue ts ds obras asim profs sm ada exc, embers enpencnsen vale diferente a prod ata ‘Ante inomum foe me dado a eta produto arise rel ada or atstas daontos metals que dosenvolveram estes pro Dros, ene o popular oeruito, Uma are tam intanges prop monte estticas mas que eleanou raconhecida padrao de quali fe. A renovaeso que essa arte proda vinha s0 encontro do ‘moderismo am sua proposta de romper com os pudrOes closios. No Brasil das pessoas foram responsiveis pelo reconhesimento catéticn do aah de seus pucientx: Osirio Ces, mdi do Hospital Psiguidtrio do Suguer, em Sao Paulo, e Nise da Siveira, psiedlga res posnivel pela Sepa de Terapétiea Ocupacioal do Centr Psguitrico Dedio Ino Rio de Janete. través de exposghes, mostas publica ‘hes ring de muscu, divulgram essa produ aristicaeviden- ino su valor exeio Um none famoso no Bra, © aé no exterior, pela qualidade de seu trabalho. foi odo artist plist Arthur Bisp do Rosirio ques int tral em uma clinica para doentes ments, conseuiu pasar para obje- {ose vesex que rodriaem seu quario toda a sua visi peculiar do mn th, Bonlando os rads txidor de que dspunta como intra, com os fios que ia retiando de eu uniforme,criow un ualverso de imagens Pinalmente essa produglo foi descoberta ej percorreu © mundo. Um ds als da Epcola de Samba Viradowro, de Jouesiho Tria bomen teow Arthur Bispe do Rosario ao caraval de 1997, cuo tema era a fou ora genal de certos brasileiro, ‘Como seve produgioextétics humana & muito mals rica do que lemon imagina.caalogare valu, Sia inimeros os exemplos de fins despreensinsos ou amadores, yas bas acaba eneantandoo mn ‘do sdiinds a leptin pri da ofr de arte. E tant aera Especialiada como os profiesionss,empesdriose uradores, sabedores fete complenidade Jo fazer attic, exo sempre procrando renovar ‘seiterios de avlagio anita, etando novasregras de slg. ‘Serum amador date paree candiso prGpra do ser humane des de que ele mou comscitnia dessa capaidade de entender express 0 tnundo deforma esteies, Usizarenses recursos attics como meio de Expres também se toraou parte da natera banana ‘h proisionalizago ou nie dessa atvidade, seu reconbecimento © consagrago, entretano,tém explicagbes bistrcas que dependem me- ‘nor da qualidade da obra em st do que di instulonaizagao do fazer nisi. Assim, qualgoer que sea a origem ca natureza de uma prod {a0 artic, cl 0 se torn profesional quando reconhecda,avalia & tcctonada plas instiwigdes envolvidas — galeria, eonservatrios, esvadoras, moseus — © Por profissionaisreeonhecidos — curadores, Empresiion professors critcos, Ese processo € que di lgitmidade ‘bra ormaalor parte de unpaid coletivo e pla e profissio talizando autor. A arte do amador permanece nur dito resi, par Tutor descompromissado st que gum descobridor de aleniosei- Fedese anoiite ea pojete no campo atstico que Ie € pips, 56 8 ARTE E APRENDIZADO Constable — pintor inglés — disse que um artista que _aprendeu sozinho aprendeu com alguém muito ignorant. IE H.Gombrieh, storia rt nas) Multa ¥ezes,dlamt dem quadrofamos,ou de um concerto especi mente convent amos adiradie con o leo do ati, tacit “dec hablide’ Ao mesmo temp, nos sentmos in pouco isin Tes impotetes dante desse talento, com se Se valor fsse esta de "im dom pesoal intranservel, ma spc de redstinaeo arate No entante se € yerdade que todos temos capaciade ita para nos emicionarmos com ate e para aos expressarmos através de agua tensamtinias desenvolvimento dessa potencilidae depende 8 ni Inetosfatoresligados 3s coadigds de vida, 2 iste pessoal endo 3 bossa hapagem genética, ‘Voce repatou, por exemplo, como as pessoas agem diamte de um espelha? Fazem pose, elham-se meio de lado, procueam una ex ‘resido mas interessante, Pois em, este gestorevela um inato senso stig. teansformagzo dease senso etico nun forma Je expres So peculiar, raves de uma Hingbagem, depende de varios fares: De Pend de un apni ine, ou Gag ge comumete cham Certs alividades. Depend sinds de estimulos que reebemos do mei, a famitia, dos amigos eda escola, e ue vao dexeavolvendo eapacida: ‘es: Oaprimoramente do senso csttico depend tame do aeess0 3s Tufoumagbes e& educagso apropriads om distemos bo eaptulo or encaminha o artist para odesenvolvimenta de sts spies, use), para a profissionalizasso. Z Ness processo de desenvolvimento eformagio,entramos em con- ttnas em deteeminadaépoce. Aprendemos ox cdones J beleravigen tes princpionesteicos que definem os diverse esilos,Aos poucos, ‘amos nos familarzando com os suportese tfenieasexstnts, sam lesa tela a cinent, a mers fotogrics ou o veo. afi. tomamos “onhecimeato de tado agile que os artistas eespeciaista eto dese Xelvendo em certo moment sss idSis ¢ suas preoeepagdes — ca ‘A mpontinca bo aPRENDIZADO PARA 0 ARTISTA Em cada época, a sociedad estabclece também o sistema pelo ual esstsprinefpionsio divulgad e apreendidon pelos artistas. Na lade Medi eram as oficinas de artesanato que se sneumbiam da fr ‘macio do artista, arta assumida, na Idle Moderna, pelasacademias ‘Ceonservatérios, Algum fempo depos surgiram as escolas de arte © 0s “iterentes cursos universtiios. Ovals, nos quais cada artista com ‘ive com outos artista, desenvolvendo experiencia e formando seus (Os espon den olen gies do ference, pemorede white Sites de arias ebro 58 es Peta Ado Kall. Ata ea ae gu es ments ris ‘retin oligo pun om mart Se pier ices Fado denen. Ulam par na ougiSa netm are sep, spriosdiscipulos, representam ainda hoje ums posibildade defor ‘magi adequada pars artist, Assim, sea oeacio ¢ importante para a pies arstica, ee soz tha nl €sfcente part odevenvolvinenio ca rofisionaiante do artista, Como em qualquer i xvid, ens Pa idee iat fe Instenam apenas um potencial qe deve se ana Bs contigs eb tvas da profs, © arta precisa se inegrara um aniveno de ea, topos e rincpon al deetaelecer um conjunto dele de Datisipar de uma comunide promora dane, cmposta por pessoas cimestion een —, exp anges eas, ‘A dependéncia do artista das instgBes ¢ dos geupos se tormou i yer maior. chezando acu ponto mais alto com advento da arte ‘eeniea, nome que sedi arte realizadn através de tccnologas Je pon "tas como o cinema e a televis Esasforinas de relia arts «2 cxigem, alm do taleno edo aprendizado do ost, a sua integra 0s grandes prodtoras €emissors. O cinema, 0 video, elevisio & urns mis da atsalidade reqverem esquemas de produpo softies 10s € win sida organieagio empresiral, aos quais 0 asta deverd 8 ter acess, caso dese se profissionlizar. Assim. arte depende cada ‘ez mals dos ftores snutitucionals qe a ereame menos de capacida- des nats ou pendores individuals ‘A.importinci vo aPwenrzapo Para o PUBLCO [As formas de aprendizado attico sh importantes ao 86 para 0 deseovolvimento pervoal do artista como pars 6 prdpeio processo de Tenovagio da arte, Ao mesmo tempo em que a educagdeantistica com ‘agri certos principio, promove o debate. a experimentagao ‘a citca de onde strpem proposts de renovagio, Gombrich aponta ome fonte de renova aftistica esse conirono ene a nscessidade ‘de repetigio ede renovagao da arte, Assim os velos modelos etéicos ‘Sho substtuidos por outros mais novos, adequados ao momento vivid Mas, se € ecesssrio aprendizato para se tomar ats, para pro= dizicuma arte inteprada so su tempo, no € menos verdade que ta teem o public, para participar desse processo, precisa ser adequad mente informada. E dessa manera qu ele desenvolve sia snsibilid Aize pode estar em sintonia com a arte © os critrios de julgamento at tis, ‘© gosto por determinadn forma de arte exigeinformagio © trenamento. Una experignsia eliza eniteos membros de uma iba ieana gevelop que sx pesioas dense grupo, diated primeira exibi- {fo de cinoma a que Hiveram acess, nip consepulam calender as Se {eacias do film. Acostumados as imagens fxas dos desenhos © dos brinoselevos em barr, s6 conseguiam "ver" as seqléncias uma a uma, © a formando ain conjunto ou uma ago. A reago esses ese Sous devorria da fala de familiaridade, do desconhecimento, ena de tn incapcidade natral, Assim, temon que aprender a vere ouvir a fntender ts Formas de representagse a dccifrar as mensagens para po- ‘lermos nos emocionar com las, Todos nascemosdotados de sensibi lade ¢ da capaciade de frigdo esti, mas temos que ajusti-as & prado artes com a qual entraos eu conto. Entende a ante & Come compreenderos lances de um jogo de Futebol Di pars torcer se ‘io subemos a posigaodos es no campoonato nem as earas do jogo? Erwin Panofshy, historador da arte alemao. analisow profund mente a necessae de informagio para a adequada apeciago da are Dir ele que. dependendo das tnformagies que tmios sobre © ita & tra eo estilo uilizad, aleangamos niveis diversos de compreensio, mtendimentoefruigo, Vamos imaginar por exemplo. que ua pes Sos este dante de uma pinturs renascentista representando a dima oo ein de Cristo, segurameate obra mas conhocida no Ocideate Se 6 Sscrvador no conhecer essa passagem da Biblia que relat eras {fo sacramento da comanhio por Jesus Cristo ve na ptura apenas a {epreseatapio de um bangdes, no qual alguns homens se redinem er {ono de um convidado especial. Se ele, eattetanto,estiver informada Sobre a ists bibliea, stheréapreciar a manera somo o artista repre Scot Jesus. uma divindade para o estos. Ter, endo, uma emogao ‘erent e mais rica em significados, Agora, se esa meama pessoa tne om poucede stra dare, sabed ver, por exempo como a festa culdou da perspectiva eda dsposigaa ds figuris em toro da ‘mesa de forma ordenada e regula. E claro que mesmo a mais simples leita da obra permite wma ‘seidadcraaprecagio esti, mas, a partir de infoumagSes ais com lets. abe-se un enorme leqae de possbiidades de contmplagio. A ada nove informayto, nossa seusibilidade se aprimoratornando-n08 ‘da Yer mie aptos a uma completa fruigh estetics, (filme Mina querida dam (My air lad). disigido por George CCakor en 1964, conta hstria de um pressor que aposta com un mio ser eapaz de, com oensino. teansformar uma simples florist que ‘ene flores na run em uma dima, aceita nos mais vigorovos sales de Conds. ee raiment transforms a maga incults numa aristocrats, ‘nsinndo-the os gesos. 2 postrae especialmente o modo de flar da sislocraia. A "obra do professor foi tio perfeita que ele se apaixona poe ela O filme tem wm final fli: o profesor casa com's Mlorata nostra que apeimoramento de noses sensbiidade depende antes de Insis nada de aprendizado adequade, ‘A apeecacio oa aRTe D0 PASSADO oot dove estar se pergestando, enti, come podemos apreciar uma obra de atte que io € do nosso tempo, como ax devas da fri ade pré-histricas ou as pirimides astecss. Nos ax apreciamos de acorda coma nossa cultura e manera de sentra arte, Nadu nos ator 2a aie que a emogio que sentimos diane delas && mexma que ve am os seus eomtemporiteos. Meso porgue,aliada 8 nossa admins so propriamente anstica, hi a emossa de estarmos diante de tell ‘ins da humanigade, © que no fz sentcpartiipantes de uma grande popeia universal e nos baranteimenso prazer ssn possibildade de resistir 40 Tempo e ofereser-se & admiragio os geragoesFuturas, nam process inesgoivel de letras © de nova descoheras, parece ser una caractersia da obra de ate ot LSS SES ‘yivo. Ena ae ds pds ror enacone, a nso gia gue ne EEnonen js enahora oo qe sori o homer del ope 9 A DINAMICA DA ARTE 0 homem ndo possui somente o poder de reproduzir de tirar as consoquénciae de wma conduta adauirida, ole possu igualmente a eapacidade de mudar a ordem relativa de sous atos e de suas representagdes. Dissemos que ante mlo€ rsa de umn talento especial ow de uma forma pariculr de eras coisas, mas & foto deaprendizda sro que nos nsna come fazer eat como vr, uv ler obras deat, Sem ese apron Aizadoa ae fara redurid 2 universe pacar enividul de cada ur os agora iar ds diferentes fares responses ela dniica dae osu process constant de tansformagao enov2580, Dissemos que nosso aprendiza atsticn © descavavimento da hildade se inci quando anda somos can, ent nossa famfin, ‘undo enirumos em contato com certo gento que we trad na forma de slspor os moveis eos objeto, com a prferencia por determina cores ‘ow por cero tipo de ase, Tado iss faz parte do univers cltral de pals, da Faia em mo b gual erscemos, Aprendemos valor lingnagens ou Toras de expresso pelas Gua comunicamos isc sentiments. Essslinguagens tem a vercom goss naconaidade vigem e classe social O sso francés Gaston Bacholardanalisou esse mundo de valores bitos que levamos pars avid ala. Em seu liv A poetica do espe jas". a ea é o nosso canto no mid, Ela, como ed ami 2-9 nosso primeio universo".Outo soto frances, Jean-Pal Sate obla como nasceu ma infcia Seu goto pe itt e pls plays "Ea hara minha religio: nada me parece mas importante do quem vt Na bieioec eu via un lemplo 63 A poucos, vamos umpliando ests refertcias, Passos a coi ser com ovamipos ecm 4 escola ange trivams os pimelrs coma Tom nosunapioese voragées, Comegamos a defini falentor © posts ‘amos fimanido nose peronalidade. Mas, medida que nos tomamos iultos, satis necssiade de nor difereniarmos dense univers ia fanil, Procuramos ena renvar pares qe nos preciam 0 estves Esse ¢ um dos Tuores que levarn 3 constants renovagdo dos princpione {evcos a wecesidade de as nova geragesabundonarem os modelos a tiionaseciarem ours, ms adapatose atalizados, 0s movimentos arrstcos pos anos 60 tentos,Iiderados tornado mais reve doson campos ent seria diferente na sr. A veda que ‘edad se ora nas pid, re Segunda metade 3 sand daar Verne, Clove Tons. Na ara dos sate KX fot ta- _stlespop bai pace deen da no camp das © Hla aes po inimers¢ titerenespropostsderenovaso, Um desses movimentos consist gran ‘ke populrdade Foi a pop art que pretedia cones a afusnia da mia fs socieade contemperdnct tilando paraiso ax pépias imagens da insisia cultural, como Marylin Monroe eat mest PE, Andy Wah Fovum do is catia deste movimento eeseanializou a sece dae noresamercins com sss obs provocativas Hees pertencen 208 branes acervosintemacionas, Da conestagae consagrado. os ovens tists em iad atte —revlucinae os pes atisticns 64 [MuoancAs Wo PODER, TRANSFORMACOES NA ARTE Mas no apenas ae ine is noes gerapdes de i su pp Formas de exprestzo que levam & riedade levam a nifiatvas no poder politico sultan em vi nha mt peal aca. tum, por exemple us fosesssoclado a imperador fc cocuhia patielna OS fel doom te Ve ar de Coco tsi, som encomenas de Gane pare xe o Be Jos fs onumentos edifices ib Ronengal pe tos em seco, "gus dese xi fier conheidos pelo nome dos oan Porgal ¢@ Laie XIV na Fraga. A senso de saben refers portant ha eaavago dos sis. Em gpocas mss moderass perches 8 prevupasdo dos zoveros Principat os mas aueiien, em esimular ce tpo de pio at: "ss, Onacism na Aleman crater se po uma aie grandiose es tlizas em qs dono eifcospblicos, nema pose soci= ‘So a poder fara stm gu os iss procurutam domsinara Boop. Basil séelo XIX, Do VI foi espousvel por grandes o> siscaghes tare enact, Contato atin rancenes que onstiaay 1 hamala isd frencea, caja chegada a0 Rio de Janeto ecorreu ert [st Agu organizaram 9 Academia Imperial de Belas-Avtes onde como profesors,pomaveran 4 substituigGo do Barro clonal plo Neos Scisma,vigente na Earope. Essa forma cultualpeteadia coloearo Brasil ‘em compossa con Ebro ¢sestiuiroesily aio desensolvdo pela Ie Cats dran oto XVI, Como ours mona ape 65 Neodesscomo foo oslo vigenta na Frangs do testo Xl inclo do eseulo XD que, como o proprio noms de, procureva ine ‘arse no modelo aletio clssca grece‘omane. Depo dos ara bos romantcos do peiodo ds Revolucdo Francesa, inaura-se esse silo que bs carecterza pla simplicidade, harmonise por seu care tor ibin, bom a0 goro dos aneios de Napolnso Bonaparte, san de responadel pelo desenvolvimento da ste necldscien, Um dod Dintores mas slgnicatvos fl Jasquss Louis Davi, com seus cus (Gros de cante hatreas No Baal ase eatlo pico da monsiqua tomou edlabres Paro Ameria Araujo Porto Alsgre Zz scatvelmemie a organiacio do mercado de ste, Ox amantes des ates Praiam ager adi obras de que gostassem e nde apenas wits em Toca plicos como os catelos ea eaters > inflaencia as descoberta tecaligieastonou-se mais expressva ‘a are contemporines com oadvento das mings ftogrtcas dss Bl Inadorss de outros mois de exprenso e comunicasBo, como ¥eromos ‘stdamente mais adam, 0 cansago 005 estLOS Fo PAPEL DAS VANGUARDAS Sea dinimica da ai depende de fates da vida socal qu, sparete mont, nal tim 9 ver com ate, o gue se dirk das caus interns 30 Prprin processn attic? Gombrich, em se lito Aree lado, mostra como as Formas at tistlas consagradas pasam sr to divulgadas que acabum perdendo ‘seu poder de encantaments, surgindo da, Inevitavelmente, a neces lade de renovagio. Nos podsmos ver sso na msnica, por exemple. Di ante de ana aova comporigdo sentimos cert elranhamento. Sia fepe {igo constant, enreanto, vai desenvolvendo nossa capacidade de precisa. até @ momento cm gue, 6 fazendo parte de nosso reperts fio. acaba deinando de nos emocione fortemente. E hora de renovs (0, de entrarmos em comato com nova forma musical ators internos ou enternos 3 pética attics promover a cons tants atvalizagio dos models, esis, temas e prinipiosartistcns ‘num proceso de tanaformacdo permanent. Os artists criadores de proposias inovadorus sd os grandes responsiveis pela tewovagio est Tica So por isso chamados Je vanguarda temo que designa, nas For ‘us Arms aueles que v0 a dant, O reconhecimente do papel Pionero dos arisiasinovadores alm da verdadeira lta que se tava Ente ley ee artistas consagridos, fe7 com que ese terme passasse & ‘esignar ayusles gue esto & Irene dos movimentos culurals. ARTE, CIENCIA E INDUSTRIA Aarte, que se aproximou de clans, reivindica para si © alreito de ser tambem um moo de conhecimento ‘Nao quer mais fica limitada is fungées oxpressivas, ‘como simples veieulo de subjetvidade comprimida. ‘Quer chegar 8 um pensamento articulado das esséncias, ‘dos fundamentos do rel. Procursias wos até oqo como surgi acontigaci da ate co- mo atvidade diferencia, como se profissonalizaram os artist como te ofgasizou 6 mercado da ate ‘Agora vamos falar um poucn das relagbes entre arte « ciéncia © tee coahecimento, Embora, na Grésa, os floss fssem consid ‘aos os verdadeieossbios« ox alist ivessem 4m logar de menor imporéncia na sciedade gega,o Renascimento — om shovinent ins Prado no clssieismo prego — promoven tma maior aproximagdo en tte artee saber [Leonardo da Vinc rs escltor, intr, hilogo naturalist, aan Ue isofo. Sous desenos sevelam 0 grande corhecimento que tinka ‘ anatomia hams soos pintoras mostra tudo 0 ue sabia sobre ‘pues e propagugio dlr. ‘Una das azbes dessa imimidade ene ate, Filosofia eeiéaca foi fo de que até eno sings nfo haviam se institucionaizado esses ‘ampos da aividade humana, separando os pofissionis, os extudiosos ‘0s pemadores quer da ate, quer da cénci Por outro lad durante 0 Period medieval arte e cdncla havin se desenvolvido deforma pe ima, sob o contol rigid da era 2 Fomantsmo foto movimento aristion da Europa no ial do 6 cule Xt no do slo gu, essa 3 aoa © Quesies oe are A reaproximacio enree ARTE €cabwcik No final do século XIX, e868 oposiio entre arte e cignciacomeya ase romper. Vamos procurar entender como ees campos do saber or tam a se teaproximar: Precisamios lembrar que o scculo XIX fo} om ‘culo de puerrase revolugdesc que, apesir do grande devenvolvnen. to centificoatingido pela umanidae, ox problemas paresem saga ‘yar Aavdapern das pends gues redial: w ercoye vo poder da ‘léneia «em td sta raconalidade comega & desmoranat Inimeras ciéncius comegan a se desenvolveruilizando a arte como foate de jnformacao. A Buropa havin entrado em cotta com ovis do mondo inti, cj lings no conbiam ¢ muitos dos quis "Mo rinham anda escrita. A antopologi, eigncia que extudava esses povos, valia-se das pinturas, ds dangas, dos mondmentos pra com Preendé-os, Ficava clara, portant, que arte tnha umn fundamento Togicoe umn profundazelagso com a sociedade na qual se desenvalvi. 'Apsicandlise,cineia nova, fundads por Sigmund Prend, deco bria que os sonhos — tidos come sanifestagdes de iracionalidade ¢ até dé Torgas sobrenaturtis —eram «expresso mais profunds de nos ‘So mund interior. Desvendat os sgnifeados desis sonhos era ele tment inispensivel para tratamento das neuroses. A peivologs, por sta ver, deacobria© poder da arte na cua de distirbion sinoconsis, © ‘urgem usim as traps octpacionas Finalmente © ext da propria linguagem acaba se tornando ncia — surge a semisics, Essa nova cignea criada no inicio do seu. To XX procure desvendur too umn universe de sentido ns lingua, nos slmpolos emus gramdtias. Como se vé, a ute deina de se ua stv ‘ade prtuita que exige apenas habilidadetdenica senibldade ‘A propria sociologi,eiénciasurgia no século XIX, comegs & desvendar as relagdesracionain entre as manifestagesaristcas © vida dos povos. Seislogos importantes consideram a aie © religito ements undamenin da identiade entre os grupos socal, Estudos ‘dewendam o papel rvoluciondrio da literatura, mostando que ost mancestém poder de sugestioe de estimulo 4 agdo social ‘A npisrnin st aPROXIMA DAA No fitalds tule XIX, o Soeavolvimcato indus aleanca ua «tigi jams imaginado anerionentse ola primeica ye, surge a pre ‘sevpagio com as ¥endas dos produto, pois ja havia mais produtos do ‘que consumidors eas inddsia svalizavam na dxpata pelo mercado E nessa dpoca que surgem o marketing ea design. O marering procura 72 sto ares anni» sks em ral pnts cm lugares publica. 1 design tao cidade co dado com npareci dos produton pit sor tsetse dade om ov speci quo iwoos mals apradaves ao olhare oat, mals combos da pasion tu ers ae dav ts ase mio Nomes com os dos tas pea on Pat Ke Val Kandi fram pre dessa cls oases "spmici de deg estan «prods qu ei ena nd, 73 de grand estud formal etcnico. Sua posrs nada despa a animosidde dos eu Jos acadnios, Em 1932 escola foi oil ‘mente ocd, em 1933, nazsas dere fam sia extn. Alguns ass se exam ow Exe Unidos passande aexerer fre i Fncia lve are eotemporinea esse pas ‘A sociouocia pa ARTE saci, coos fundamen inp ram grande pat dis Han devenolidas [Stic encase ims Dave Dougie um mini ils, de noes ease canta posable ford mins de car ¢ pos morals Bune Eno sv pines cram less ‘THisavam pron denne us mie, a don 1 Tiberdade da vide no mat, Douglas mostrou ssi como esas mii evel 2 om {igs el drab dees dis ropes de {rnin A feeng dc eatin crc Notadean nt Sal apenas aaa da repeal ieee oe enon ‘ears sls hs pols mas. Zeta ‘mes i em sk Sorts, | igo noneameiane denon mii Seon (orcas pels oienee du ots pe ation || Stisonttades Undo tam pr funn {low scbe os pergos que corm nos ca os detrabalo forgo, onde seravam ederrubavam sevoresenomes. A fre torarapcles un mei de efesaevitand confousaeentes no tral. Os cats se sucedem reels que arte mio € uma atvdade trie supétoa, mas gue arsipa pofundaeate da vida human, ‘rocuranos mosiar ese cat as relagtes entre are een no para melhor enlendernos esse camp della hurnana que € re ms {imim pars podeemos compreeer as modileaes da sociedad comen- priya, nviedde esta que vem mistrando ineistivelremt como ver Thos nos prnimos capt, ute, inci, ecnlogia ends 74 1 Ante E popEr Nosso teatro precisa estimular a avidex da inteigénca © (Bart Bret toto posts sla) Folamos sores relax ue a are manteve vem mantndo com & lénca, Vamos agora tralardadelleada e confit ela ste com ou ‘aide hans ~ pli, Consens, arf des os nis, «plea como o onjnio de telobes de poser estes aa sowiedde as aes uc visu Sua conseragio om ua tsformag, En mip ida ad pics See gee renters ee Desde © surgimento dos primis principio ettcs, na Gri, havin peocupmi de estaeleer vials ene ate e per politico, O8 fbf econecia operant pel peace date cata que gu anc, pra dvulgaxso do pasos © ura renee do herds rego, Ela avs como uma avid ci, Taro pela qual es anise dedcuvam a walzago de obras pales, ns raya eis oficial templo Nalande Metia ue este Aividiam ete s opoder sme iaamente Higa aos rupos qe it cominuav ineguoeo. Fo @ ini ao presto de sstanomia epretssionl {fo dats rand as condges para se scti e aval © ape poltico {inpredgso atten rics pogo ais como desevolviment dese inteado dena de depend xsesvanets dos governs. depos por {ors pasow acest melo o per de pesuas ea racionaida er ths mensage asics, gua zemos meng my epi aterion casera cs abo Ieargula medieval. sociedad modern (0 suncmeno ok ante Soci ‘Assim, se descoberta do poder dl rte pemitiuque se resatasse sua respeitaildade perante a comunidad centifica por oir ldo re ‘elo deforma inovadora seu papel politico e deolégco. Surge entio a (Goer, aor Segell Ne sc, ones pol 7 ‘4 anzade do por, ator dexabacid,O Resim iia pr ‘clerora ee sarge dos dea tatoos ear popes do fc um determinadaideolgia po trata als do simples reonhecinento dos vieculos existentes ene poder ste aes ose a0 moar frm cons moa papel polio, cus opgesestticasosorem fun poll "equ raat para a comeient 7. Ao politica ea mobliragio do pave 14a denne dos conflits sini © a Aamo Co i encom os ior ers Gop inca de morarao ei tema’ wet Cenc era Pre a fertile mins eom te mini neoeind sco ‘Aare, rotmica &censuRA co coneinena dt elates quar mann com 8p tice es conservadora como revolucionsria — abriu espago para 0 te~ 78 rao controle da prstugio artista, através dereguamentagdes edlspo vos que eercearam a lierade dos ats. Principlmene o eis suorittiosestahelveram forte cena arese; bora essa tentatia “de controle da produ artsticn nto sje nova nu histri, ela se tormou arc a pute do sceulo XIX, 8 medida que pofsionatiagto 4 tonomin do artista garantcam-e una maior liberade eat ‘Ne Brasil, desde o Modernsmo, sects Ter presente com maior ow menor intesidade En parte pelo piri cariter renova dese mh mento em parte porque ele coincidiy com una tendenia tralia da ‘eal de 1980 Nessa epoca, o Teatro de Expricia dingo pr Fevio le Canalo foi fechado pel policiae durante td o Estado Nove acon surawsou desig e arbitrate contra o artistas, © Modernism no Brasil esutou de ums sla cde acontocimen- ebotes, expolgdes«assocaroes de astos — qua pragavarn transformagdes na arte Flavio de Carvalho, om de sus mas expres. ‘vos representantes, crioyo CAM (Clube dos Artistas Madernos, 7 4882, com ointuito de congrogar atta, possblarnterchmbis en we eis e enfatzar os aepoctos socials «polos da are: Dent 96 stivdales do CAM ostavao Teatro de Expertnci, quo pretends no ‘ar poles eeteticamonte a arte brasileira Est taataforfochado depois da tereara spresentacio da pees O belago do deus marta, Pouce tampa depois. o CAM ancerrara suns avis, Nos anos 60 © 7, dane o regime mila. ¢censra sever yetave ‘sic de sas amos emo Chica Buaue de Holanda © Catana Ve "exo, probia peas de tes, novelas de tlevisio, romances e espetculog ansiderados moras ou subversives, iso capazes de transit opines ca on de psi politica, A prado aitica dessa Cyc, encanto, ods masreesenatvas, até mesmo por mostrar ss capaciade de ress ‘enciae deninca. De forma sue velada, ow atts consepuam dee transit stas metsagens,Copesiones naval "mos por escapar da censora— ease de Chico Buarge que na dada de 1970, compésalgumas mses como seni de un da Adelaide — stores de eenoveas ravam ineiveis metforas em ga cia das ex cas Asciedade— por exempla Jorge Andrade na navel O riem 1973 ‘desenvolvimento dos meion de comunicasto de massa fez cam que os governoserassem dsponiivor ala iain gids de censra, cig ‘ialment para cinema, erido eatakviss, Adncssio ace dl ibe se de expresso se aviva hoje com a redes mndiis de informayso, como 8 Intmet, Parece Longe tempo em que se julgiva gue ate tnha por ‘bjetivo apenas expresso de sttimentos a satsagdo da fanaa 79 Seat grees ae rns roe Ca ESSENSE cones oni mis Aan re ane luand ets iberdade de expos rigs no s6clo XIX umn cor ane es fnaidade ulin dare sougae de qustes reais sreeri tt Ens pong, dtendendo«Hberade ntti, 0 co Hiocotin edo ientntan, Actodita-ce que @ exereeio dessa fberdade poder rete setae camo um oe, pono echt nts pound do que a tentalvas coscientes de controle Jo 80 2 ARTE E REALIDADE Velézquez dizia que ndo pintava uma rosa, mas um borréo que se parecia com uma rosa. Acho que, na chuilzagso das imagens em que vivemos hole, essa ‘questio ¢ sinda mals excamotoada. A ilusdo das “imagens esta mals verossimil do que nunca. Nos capitulos anteriores, falamos a respeito du relag existente centre arte ecignciae de como, sos poveos, afte fo adgutindo um tata de verdade eds expresso at vida, Abordamos tambgm as te Tapes entre produso atin poder, pracurandeevidencir a nfs ‘eis eimportincia de ate natrnamiado de naas mensagens a0 publ o- odue fee dela avo dos goveros etabelcidos para colocécIaa seu Favor pars reprimi-a, Vamos agora Watar das relagdes que a ex reso atisticn mantém com a realidade ¢ que fazem dela Toate de Hi ume bistériay qoase uma mnedota, arbuida 10 pintor belga René Magritte, sepuido 4 gual. gsrta ver, tendo pintado a figura de ama mulher em cor verde e, tendo mostrado sua obra a um elie, ot ‘tro dizer! "Nao existem mulheres verdes" Ao que Magete espn dea: "Ma ado € uma mule. é uma pinta”. alo semelhante€ st Jo. Picasso, respeito de ums obra cubist de tule “Cachimnbo” ole & gual teria ouvid alguém dizer nunca ter Visto um eacimnbs om aquele, Picasso teria respondido também: “Nao € um cach ‘Com as cespostassemelhantes, esses pintresextavam preocups do em monter que embort are, desde © Renascimento, ena buscade Et mundo que vemos nossa ol confundir com a ealidade que ‘inspira A pinta de Peas: Cachimbo mas recuse acho. Assn. 08 otas frocuravam se Herta fun io seal de Hawrar a fe ‘revedo-on de forms preci, de manera a tornilosconbe Senvolviam uma verdadeira mas precisa posivel dap renciaviniel do mando Rene Hogi as i ume mle, Tee roteractaeattet A erspectiVa €0 weal muito importante, para entender o que quiseram dizer Magrite © Picasso, que compreendamos que, na arte, mest agulo gue parece pia cl do natural ¢, na verdad, apenas una pintara. Como tal mantém tna rela de afinidade com see modelo, mas consul uma ealidade siferente dele Durante dade Média, as piniorassacras que oesavam a5 eat sais exibiam paisagenseseres ue pouco tinhum a yer com 0 mando 3 toss vol, pls pretendiam representa os lugares © as pe falavam as passagens Biblia, tls come o paraiso porgatrio ox mes mo 8 inferno, anjos,sanios ¢ deménios, Como se diz em arte, nesas jam ser istingidas das que representavam os eres Huma nos comin, inpertetos e pecadores. Em rao dio erm representa das matores staves ¢ belay, em contraposigto 40 homem comet pe ‘queno «decal, Em eposigie a cas arte sacra ¢ de acordo com sua psp aco ralidads, 0 Renascimentoeriou uma nova eoncepsdo de espago que Fi 2 nda ara edo os mage. sonode da Vo Apap, conieade ns uj dee sobre 2 mundi resin ee a al ‘a nary: gen scaatce does perspetiva — organizagio geométrica do espago que dspe todos os "lementos numa grade de linas pralela, que corem em dteglo um onto no inno. chamado pono de aga. Essa forma de represents orsua bate de cilculos mateméticos estava plenomente de acondo com festa da época.Emors a perspectiva dé a0 obverse a impeessio de ue ele olha através de ma verdaeira janelaabera para o exterior. dada asemelhanga que parece tr com o mado, ela nio Festta menos do uso da imagingo do gue as epreentagdes medieval Erwin Panofsky. em sev liv A perspectiva com forma sim ‘, demonstrou que efelto iusionisa da perspectiva € resultado 6 nosso condicionamento. Eo hibita da sua represemagto, que jf tem Cinco sulos. qu aos leva aver o mundo projetando-a sobre «que nos ferea eerlando wma correspondéacia entre a perspectva ea ntutera {Ge nossoolhar.Apoiado nas leoris Stic, Panofskyaflmou gue os ‘retina, por ser uma superficie arredondada, jam ralmente uma Tinha absolutamente reta, No entanto, condieionados pelo mundo das representagdes,dstinguimes facilmente uma linha omo feta. Os gregos salam dso, tanto € que faziam a5 colunas de ‘eu tmploslevementecurvas para cori aleve dstorgao que oor Fe quando oolho humane uma litha rei. A perspeciva corresponde a umia mancira dese pensar 0 mundo, acayds da qual as pessous © os objetosdevem estar distibuidos defo. ma logiea e matematie, cata um deles seupundo um espago proprio ¢ 83 meme Cr rege bien gue a percenin doped no dona cir « do oa cero oe aprenca do couse sets separato do outro por uma distaciaconhecidae mensurivel. Essa ies Tae do mundo €- expressio no da nature vistvel das coisas mas thn memalidade de uma época que valoizavao raiosnioLigico © ma Tematio, amo quanto oiadividualiemo que, desde a Renascengs. Fi ti dos peneipis fundamentais da sociedade humana. perspectiva no coresponde seqer a sealidadevisivel, pis salbmos que em nosso ‘Rhspu de tato os elomeatos se misturame se iaflunciam. epereebe- mos conjuntos e cores ue se integrin unas nas outras sem um limite preciso ene els. “Asim, as formas de represeniagdo no sfo mais ou menos veda Asian das elas rpresentam um determiaada mentalidade com seus Salorese eis pra sociedade que as rion elas slo mais adequass Justando a cosftir una reatdade ‘Avante nove Li sabemos que a are nio & nunca vma simples c6pia do mundo que nos cetea, meso quando ss imagens nosso familiares fail Monte ewtfieamos o teu de gee tala. Agora vamos falar um pou rede Figuratvism esse aspect da 84 eral scope soe eaccele ‘qe lembra omar. sm paecida com a de uns mulher ou som ssa lendinela eve grande socesso na medida em que ato ced se descobrin a importincia da arte na descrgao dos fatos ena difosio de idéas.O apego semelanga faiitava entendimento da obra por parte do pablico. Assim, para difndir 0 respeita pelos hens se 85 ome ow pelos mandamentos ds Biblia, nada melhor do que imagens seme antes ao natural, que no suscitasem duvide nem anbletades, r a anists plistios farm 0 papel d Ttoral europeu. Mauricio de Nass, durante 9 dominio holandes em Pernambuco, também io dispensou os atista/veptetes, Frans Pst uo em Olinda, entre 1637 € 1644, Joctmeatand locais eas feats tropieais em naturezis-moras de grande qualidade ‘Quando mandaram para c artistas com o objetivo de desenhar nossa fauna, To ‘18 sareshummanos, Exam os chamados artisan viiantes. que porcor ‘Um dos regstos mals famoos fi oda Expedigao Langsdort?. Debrete R {ios sobre © Bra ona No século XIX surgia a fotografia, com sua inrivel capacidade de registro de imagens, sraw&s de uma técnica mais pia © fil gue a ilizada polos ati fuerras ou conguistas. comegaram & se dear a oatras formas dee expericlas foram paslatinamente abando. presentagio, Nessas nova Psousawoo WOvAS REALIDADES As pesquisa em area partir de ent se desenvolveram nom rt smo acelefado.O final do século XIX foi um priodo bastante interes sant rico da histria. Tudo que aconteciaparectaestmular os at as: transformagdes, desenvolvimento da ciéncia conflitos, Nessa epo ‘a Freud ja hava criado a psicanliset apontado para a importa os sonhos ¢ dos mito. A nflutnca dessa toria no campo ait Flo replto de i do futurama, Assi se sucediam os movimestos atstios procurando ‘ada um representa ao o mundo visvel mas o mundo inisvel da ps. ‘que humana © das emostes, Para into, ovis imagens fam supine Ey Simbotsmo—Fo! porum past 3 rigm ‘885. Proton ser urna “rea & soca con ties insu deter volvonde uma are bs {ntimon ds sogineglo humana. Nessa sre, dastacaram- Reson © Dons Kl na ropa, # Cliseu OrAngato Vis ado da ofttlone — Ro otro oe smote. rma pater ia saudat maquina @ 0 daerwolvimento industrial. Oticas os {uturits doanvolviam cms ata am sntonia com es cates om a vida cosmopotta © com « nova soclodade tacnoleaita, O manifesto ‘oti fo! publien doom 1809 e seu Pogador fol Merinat (aca Aan, ‘inte tton Tada ena runs Formagies na até le- varam 4 eclosio do mento que earacteri Zou onto do séeulo BOx, Wietnda page par sare contempori nea, Procurando cow ‘isa lberdade de expressdo. on moder nists rejetavam todos os eSnonesacadémicos da arte, Delendiam o Yer Solivre na poesia. o uso dalinguazem popula e cologuilnaiteratua. 2 ‘ncorporasio do folelore do popular 3 componigdes.» exponsSo ds ‘hjetvidade do artiste eridea constants a sosiedade na al vivian ‘Redefinia assim sua funcloarstie, um mundo que Jf conta com \Wenicas de reproduedo de imagens come a ftograia eo cinema, A pers pestva ea imagem Migurtiva,consideradasacadémicas, fram sbando- ‘aa pela ates visu. (Os artistas passiram a valorizar principalmente os projtos as iéiay gus estavam por rs da obra de ane proprimeate dita, abando- rand 0 objetivo de uma are bem-resolvida a gual se manifestasse Principalmente uma hablidae artessnal especial. Eles queria mow Traro que pensavam em relugdo a9 mundo e 2 bistvia,e no realizar corneas aE Te ee erg aI ns pete fe espera fmocionalmente. A afte que surge nessa passagem de séclo val aos Foucosshandonand o comato com © mundo visivel Deina de proc Far representa a superfieievsivel das coisas para penclrar no xe it Flor Em vez de erat imagens parecidas com a realidad. os artistas preferiam aquelas que expressassem o que sealam diane da realidad bu se, suas angustian eerie. Tal posigo nem sempre resallaya em 28 AnTe e REALIDADE obras agraddveis ou verossimcis, mss os attnas haviam descoberto a nova Tso pte ema pn cma ptt i "No Brasil, o modernise fo inaugurado por um marco histrco 1 Semana de Arte Modena. Varios atstan, ene cles Mario de Andra: ‘ke, Anta Malfatti e Menot del iochia organizaram una manifest ‘0 no Teatro Municipal de Sao Paulo. em fevereita de 1922 rays ‘i qua defendiam aIberdadee dirsito experimentago arti, a necessidade de atualizgio eltoral do pais ea pesyuisa de wma lingua 1 modernisme. cnretanto, aa Europa, assim como no Brasil, se caraeterizou por esse repédio cinoneseataelecidos¢ secularmente aceltone pelo estimulo experimeatagso, Essa postraresultou ums Proliferasdo de movimentos, cada um clegendo difeente principios asticos.Além do aturismo ¢ do sitbolismo, dos quai flames no palmos deixar de mencionar o impresstoniomo. sue sta nose ‘lo XIX incorpra na art as transformagbes aorridas em decorrcia dha descoberta da fotografi, (© impressonismo & consderedo o movant fue nsugira 9 meses to. Desenvatves: 0 Franga one 1874 1280 Inlancides pels teoras pias @ peas efoto da Iotografia intananes,o= nites busca eater 35 core, 0s reieor 6 ae ‘wansparnca Esse ove ‘ment teveinamaros ar {as importants ente oF ‘quoisdestacamos Manat Monet Dages «Renoir No ras distnguluse Goor ina de Abaco ‘Auld des Dea Instaueacst 0 ansteAcionisMo “Todas ests tendéncas © movimentosliberavam cada vez mals a ante da relagao explsita com o mundo visivel, Se o insportane ea te present os estados de lina ou uma visio evtcs da fealidade, nada Tndicava que a melhor mancea de azé-lo seria aravés de imagens que Copiansem esa realidad que se queria catica, O desenvolvimento tec falmente importantes, TeleseSpos, dares, uneas, sobm nose sondas vasculhavam anatorera para além do aha bumano. en {quinoa eidncias desenvolviam pongulsas partir da interpretagto de {Tndos da vealidade—sonkos, tos, sinbolospastaram a dar ao mun Todo esse novo content Ivo & constant iereversivel separs so cnt a arte €'2 aparéncia visiel dis coisas, entre arte © igura Surge e abscracionism ponto maximo dese rptera, quando arte se Azbeuga sobre si mena para se dedicar 3 experénelas que Ihe sto po exploraga0 de Combinagoes evomitins, a expresszo do gesto e a adicaizagio das Dpropostas. assim qve a mengao do artista Waltérelo Caldas J. ali Inagio de Veliequcs eas respostis de Picasso e Magritte poem ser prias a descoberta de novassolugbescomosiiva ‘Compreendidas como manifestagdes de independéacia da arte de ss, Fungo ilstativa de lbertagto do processocrstivo do da mimese ou reprodusao da aparéncia visvel do mundo, E a conguista da are de ‘ee prdprios ¢excasivos objetivos Esse movimento eo prcesso de ransformagdo da ante entetanto no significiram osevafstamento ds ealidade, pois as relagdes ent Ie es homens é uma rel profund, de conhecimento ede ident dhde. Una vlog baseada a ss capacidade de expressarpeasamentos ids através de recursos artisioos, Promoves es fe certs prinspios © no de outos é uma questo que depende uns Inte do Gontextohistiricoe da traighocultoral da sociedad ‘Abstracionismo 6 0 movimento ansico do século XX que abandonat ropresentagaofigurativa dase, ou sea, a busca da inntageo da naturezs ou de aparenca visivel. Caracteizouse bela pesquisa respeito de inguegom artstiea —Uinhas, espogos, Goren 0 abstracionime fl uma congusta da verses movimes {ov de ruptra artiste iniclados pelo impressionism. Dues ton- Uncle efferentes se dossnvolveram com o ebetreconism. Uma, 6 formalame,procurava dasenvalver formas do oxpresst plane: Jadas,rasionais come os composipoes geomstieas ae Pst Man ‘ran: No Brasil eau tes Sothecive « consegrade example 6 A ‘redo Volpi, A ost, 0 formalise, exporava 0 gaso expontineo c's emotvidade, como os atsine Vacs Kandinet e Jackson Pct ‘oct No Basi Manabu Mabe fo um dos nossos mais importers pintores de abstr o informal Sou esti, do forte tendneia orien fa também shemad tacisma, ‘Aime, Comprise, Pit Mandan; abieo, Noch, Vol Campa, Mana Mabe. 3 ARTE E TECNOLOGIA 0 que importa ¢ perceber que a existéncia mesma dessas ‘obras, a sua proliferacso, a sua implantacio na vida socal ‘colacam em erse os conceitos tradicionals@ anteriores ‘sobre.ofenémeno artistic, exigindo formulecdes mais ‘adequades 4 nova sensibiidade que agora emerge 1 spontsmon a grandes moificaes ariticas que resaram. etre ‘out fates, do desenolvimento da fspolngia eda sing de magus pr eno e a produ de imagens. Varos tata agora ds estes algumas ds uss polemicas — que envolvem as flags date com a iecnoogi,proctrando entender ogi €Lsni eo qe een CCorsieran-se come tecnica: agulesprocedmentos que © homer lesenvalven pars ierfers a alias ¢ contol, pocurando enco- jc animals ova modelagem da ceria constitran tonics, na Inedida em que oganizaram un eoajuno de ages epetitinase contol Lin, amparads po um coahecineto ‘Como sv. técnica ni significa necessaramente o uso de migul nase equipanento, Sao formas conssgradas de ago do homem sabre 8 Sativa, A pesca com rede com vars determinadas forms de cons eur esas slo diferentes tecicas prodotivs que implicam também © oso de certasfetramentase instrunentos: a eenologas: oan ico que resulton na deren etre at ements, na organizayBo de ampos prpris dealiviade econhecinento 93. a No pocesndesuonomia dai rena diem, asim condo atest da manafatra qu edeservo “am concomitant, Durante © sso XVI, por exemple 0 havin [Aare « ecno106ia se ReAPROKINAM os sculs XIX e XX assoinos uma fenta € vonstant aprox om os ast procure recoclia com mle ‘ata, Com A clénia desses século, revo ical ea tds os campos dt es do homer Imaginemos, por exempo, 0 quer sted Objet Gora ge eae xo revounto As TRaNSFoRMACOES DO GxsTO res cists, qu se deenyole Tinham aoe ex cera habildae de wago,expeesividadefsondiea, ou fing de ore A metida gue se detnvave a teenie. o gets hunt ‘do rsa se orca ver enor e, muss Yes reuse a0 aperiar de ttnboto, Onde aa bilidade propi de asta aul que ciereaeiava ‘sds demas? Serpe eto novo canceito de geno atsico: le no ep Sota mais a ogo Tudo eis asa aiid eral qu esa dow ‘lini dainciéncin ed rata. O pesto deve ser ep nowlhar no pensamets goede a mins eno exceugio da oes AA cungho cournva € 4 REPRoDUTIVDADE Anda no campo propriamente dt prose, x nos tecnologia st ‘iui o tabla solr ivi do excritorw do pnt po taba tho de equip, trnandose cadaver nis dif saber a quem abv 9 teria do proto ia sja um ime oa um programa de compataor. Si tans os profissinas que tabula eo importante o papel de cada um thee preciso Uncut qu te enlene por autora ta consarados pnp. 0 ‘ue se die da cpacidade dee Produ que s ovas tenon es aba avid ata ‘leva ora eae hates de ‘Sins puns eri om dos val for traiioais dart dade © Reaascimento — a impotincia sibuda a ogi, Muses, flere coleclonadores dep fevam te obratprimas, bas dea ica famonss prod as or ass conagrador fm torn das guns ta.o mer cabled nee palin mercado anistie, como em todo mercado, os especies ‘kos: Como abr valor trabalho que res em milhi~ jin winds pb as rex eprodugtes? Essa repr Sguniaeqspeen einen on Antividade date tnica acar- —eaponoiages svoras Na fam Woody Al 96 rou necesaramee na nova concept de valor aio — aquela que ‘eponsa aaa doa a rgd da oa cia ‘A propucho CoMPLEXA£ SonsICADA A arte tenia, ov sj, «produto artista em vide, cinema ou teh sis, toute ainda outastanformagies 8 atvidae aia tradicon Porexigi uma grande ifa-estutr,poucos so os ana qi em scene ios mci de comunicagloe exresto, Manitestagdes asics como 0s Imes de ne, a vileoate oa teeta, por exemplo, no so aeessves 1 etl ais diponela So erste de domingo gure horas de laze Pri de forma detcompeorisid sn ares Exas mrvas forms Oe man Fesago attic envolvem projeton,conratos ancient, colocando 1 pou attics em ovo univers oganiacional ede rela mir Sins Ate tonics €eadn ver menos expontines, exighdo ecusos gue ‘concentra ios de detrnadascrprsss produ TE-emora arte crea bree o produ arisic, ma medida em que imcprao process indo prdzind eps pogo cad ez manors os videos e CDs-—,«pisliagie do tata te ore a cada ia rus dif o crition de slept dos prodons de st dos proton ati "eos se tansferem da comunidad arte para organiza empresa, Se por am lado, ax grandes poddoas etorare mssonsse ora powcoaceaeis 3 mid que manopoliam oe meio de pri att {i oe ou lado, os eqepaments de resin de mages es 80 Tecados ispsig do pablo, a pregosredridose om ecurson ada ez ‘uae astomatizadoe. Consgientemente, am anverso de amare e espa Thahoje pelo mundo captando imagens c eando sons, eovocande 3 man "ia ebnalizage da arte, 0 lao desl demacatzaio. Um grande mero de amadores eats experimen fazem tentative raves des ‘sovas formas atstieas gue exgem uma melhor forma especial, AS apres aPcaDAS A aprosimaso entre are ¢ indtia se manifestou no 6 pela po uso tenicne industrial de obras de arte files videos, prods televisivos e CDs — como pela incorporagio na produgio instal de astasconsaprados. Nome famosos de artists plisticos 880 respons: ‘ves pela produgto de etatmpas pura camisetas ¢ de desenhon repro dur ‘dos at em Iatas pata sorvete:Compositore evi finger ewores fazer “ampanhas comercais «até poles, Ess manifetagdes so hana ‘ss de arte aplicada eacabam por divulgara brad ast, pond 80 aleance do grande public o talento que os cistingui. Zz Nog preciso dizer que las ess mois resaltntes da epost mainte arte nica eae e industria fora eb com ence es tenia pela ma dos asta eds instges de ate. No € prec mito ‘forgo para entender qe as mda dessa a pro ice ‘rgao as esous ala elaionadas a eer eiro, opines ongoes A bivuucasio macica 0 desenvolvimento dos mos de comunicagao de masse ds indi: tia ofa! eslocram tare diane de uma stugto lntlrmcnte na ‘Transfrmaran-se os seus conceit, ox empress aia sir i pot, u ba tornowsereprodusiel on atin iveram gic pens em implos bles «ritmo de ransfrmagdes do gusto suite mao velo ‘ade, Aare media gues nara aos mos de conunicgio de mass ‘cab cubmetendorse a condigdesproprias dos seus vekulon Av carreias ‘os anistas pasta a depend de out ators, como a forogenia¢ ‘municabiade com o pabico, por exempl. Incprtes congrats pet dom em popolariade par sists etrednes eras lexiveis os novos Iucios de comunica, mificando os conceit de interpre ia, Enqunto uma ova deter pecs scr nsada ec nerretada oda em uma sé not, ocleina ea tleiso ciara ous formas inept ‘aos artistas ensiam e inert file ovo sriado aos pedagos © squase munca na soqocia em que é presenta, O eitor que mont one ‘a lelenovela én sting ds artistas ue purtpam dessa oracle, Por outro Iado, fama ea oteredade das novas ingtagens exi- ‘gem comunicagso do aetista com 0 pic, fazendo com que popular fade sja um importante erro na prodogio artistic, Is diz eepelto ‘lo sans rst que tabalham dretamente nox veiulos de communica $30-— denis, cendgrafs,iuminadres, sonoplanas, stores et. — omo tambeimsguctes que tlizim os metos de comnnicagdo pars ‘vulgagio desea trabalho, erie nt TV e no in poder promover ou ondenr 0 fracasso inderasiniaivas artic Ninguem mais sordfamono por mas de uinzs minutos”, disse Andy Warhol, nos anos 6, diante do desenvolvimento da indsra cul tural ds meios de comunicayio de massa. Ele efeera especialmente sesso consuminmo que obriga awa somstae renovagi de prodaos Cularats, Tazendo com que ta sea produrido transiidoeprodue ko, copiado esubstituldo numa Yelvtdade nunca anes imapinad, ‘A ronmérica wa ante: & muctiioin ‘Una das mas reentes conus eenoldgias da ea da comnica ‘lo ¢ expresso slo 0 compuladren les fm provoca grande ran 28. Comput ut, dane Gerda o8'F Dodo, Welder Corte io ee peer de =e eed irda pobildedee See gp formagies em todos os campos, clive no da produgio artintica, Eles as diversas etapas a pro- ‘dogo artstict de otras Tinguagens — ome a ee so de imagens no cinema oferecenda noves eur sos Neritvidade ds ats tas, Fotdprator wiz os recursos lettnicos para transormne sas fologe fas, misicoslangam mae de sinttizaoces © arsas inificos conseguem mil res na ela dos computa doves Os circtitor ste cos wm sido asad com Freghdncs as instal, imcerando videos, pinta, textos e sons, assim some inners experi. ‘fans fet em CDs icrocomptadores, Videopesta — eriagies pots eletonicas fits so mesmo tempo Ue teatos ede imagen: rato —formasdgtas prides por equates mates hala —foxorai cm ts dense, 0 novos se rs atstico qe surgram da revolt clinica je coma ular ‘os conceits mas confecido le prin atsica, ‘Ante cert &o nome do movimento ance nesido em Lon- ros gm 1968, numa expoieao do isttuta ds Arte Conterporinen, Designs as formas ae arte que utile tecnica novadors, como 3 formaia, «lao o fax. a anamisabes vin sso 80 xerox Mules ‘dessus manfestagSe ronzam sa nn colaboraqso com tanics enge. ‘heise desenvlvom om coves de peguisa tunaiagien como 0 MT iassachusot sts of Teshnoiogy, nae Estados Unico), 99 Instat o nome cdo so tipo de ab pista contemport- nee que uti diversas lnguagens ~slgumes dea quai tacnlogt a0 2 gue permanac disponvel go plc dant ete caro 4e tempo. Ao final do exposieo,¢ desmontads, dele restando seu registro em ftograa, video e catslogos. instalagao tom ua du ‘agao maior do que a perormance sobre a qual js flames “senor Modelos mem Nave Fos (Ours novidades surprendem encantam ou desgostam o public cv em ata stig dvengncige aeustes, eas uma observa € uni Ime ae ino edesenolve de manera sla, nem segue independent ‘seta da tecnologia eda india. A weenolglaaponimou esas eas ‘ago haan wma nov integra, eae tei cm especial 9 nfl ‘ica, srorimou deforma dominant os campos arsicos, A multi, ‘ment estonia da inguagens aca. 100 4 O Piptico EA ARTE econhecero studium — interesse que a foto desperta — 6 fatalmente encontrar as intengées do fotdgrafo, entrar em hharmonia com elas, provicles, deseprové-las, mes sempre compreendé-las,discut:las em mim mesmo, pols @ cultura ‘um contrato feito entre os eriadores e os coneumidores. |Roand Bates, oot acts Logo n inca destin esivernos preaeupaos om expicar exper “rca enttca como uma repo ene um asta eeu poblico sali saves da arte. ample dessa experiencia depen Joa, ios fe que espe. de sus ise intengbes. dasa formas, do trabalho rel zoe daquee que enfin oecebee apes. A brs portant, 6 eran ‘pans ll pb PBL fd Gen Era por es SHESOW Sesger um extuosa de ae nore americano,ehuma de deseme- ‘ho esse momento no qual peut longo processo de produgso artic ‘encidas as etapas de produ, ma obra €reebida por seu publi © pele se relia Para que esse deserpehn ecors, & preci que 0 oberon, 0 e% pectador ou ouvat se coloquem dante da obra com dsposgao para en Ine enteadé-ta entrndo em conta, través delacom oat. Prec it Pcs mae no € Para que so coors as diverse ares extabelecem slgoma "ora de presenta a publi a ual seevienci seu care anisico portato fecional A remfsage de um ats piste, oad cortins ti teatro, os acordes de wna sinfoia © apagar da zes dew sigma tim ext papel de itrodu babes de rte eretando 6 poli prs ura posta de receptor ‘Umlerta co china esses inciosoentadoe do pblice de arstes- pari deles que o pblice sedi cons do inicio de uma npresentagao Joi sca exe transforma. Sua percents agua ese are pas mensagem do artista, havendo uma concentayio necessia © una cela rplara em relago sus vida diva. Essa raptor € aus pe excnodsala de ‘presents pola pongo do pablco pe pal qu se interpeetesle ‘que éenbid, A posibilidade deo eservador ou espectalor mergathor ta obra eviver ua futasi, a ators icin, €chamada de pero AS ARTES DF HOJE EAS APRESENTACOES INESPERADAS. As ates elisa possvem formas conssgradas de esabeecer eve cto com o publico. staves Jo qual le se colocs na disponiilidade ‘Mequada pars faigio ese, mas o mesmo nia se pode dizer dos novos géneros artis. Apresenagdes comm ss performances, que se realizam em locais ndo-saas, exigem que opablic ja desperaio para 4 apresentig. Um aluno mou de Artes Cenicns fer una performance rum sopermereado de i Palo, cua inengs0 era erlticat 0 conus Ino. Pata tanto, comegou a despejr os patos de wna gondola em seu tino para, tesrament.expresaro furor de compra ds estou. O+ ‘ents do supermercado entetaoo, ns tnd consequido percber 0 fester etal de sua aitude,comeyarm também aan 0a produto da [sOndolse# coloci-o em seus carinhos,jlaando gue w prego fose wa a ‘As roa ma de mnt ca, liners, emai am pais ‘Sraprodor eigen ara ane com ile now mde uso oe sara promos. Esse clientes ndo se colocaram como pico, ao ext telveram oma ruptera com sua vida dria e ndoapresiatam artistic meat tal presenta. ‘Um etemplo diferente ooreu no met de So Pau, onde uma per formance fo realizada conn a atengao de ostara alta de seguranga dos Transportes pabicos Os stores, ern uma paste do cospo enfant por ba tigen, foram entando no mesmo vapi0, Um er cada estagio ese cole Cando ada lado A patra ence estado o pblico present pest ‘t atengio porta agwarlando nove atta gue in enter, Plo inasitado {i aprenentagte os teri do metr Ravi perebido © carder inten Srres ea babe interprettiva fncionaan como © abit de com tus de um paleo, izendo com ue, meso nam espoyo ional 0s obser- “adores sc tomastem pablice de wm espetiulo ‘A tneformagdes ocrridus mi are, com aparecimento dé novos éneros eo surgimento de outs formas unsics, em ransom alo {odo pablico com a obra de ane. As presents mas pan como 3 enforces mais informs como os happenings, ou elias através Je uiamenton donatico com televise ideo, obrigam a uma attude tocnorcontemplativa das pessoas nas eset arsticas, Va, 05 po os Usaparevendo agile comporamento formal e iatospetive que $ ‘ostumava ter dint dete do pasado, prs dar gatas als inconrtans, coletva e informal. Sar so, soo Eanes George Se nor escreveu um ensioanliindo as tansformagbesocoidas ma aide So piblicoem aprsentagtes musica, Lembron qu hoje a minicar fomacstrident, continua e mis vers cota, de mapeia tren ‘teen da postr traconal do pli ns sigs do passa, Peteebemos, assim, gue no € arte que et em consante sino ia com oseu tempo, Temém 9 piblic, pate necessiria da ob, adap ‘ou comporttento esa senibilidade de acondo com a dndmica ds ae E no convvio com ela ie vamos ns torango Sensteis a seus signi dove asus forma pecs de se apresntr. curios lembrat gue 08 i rciosespetaderes que entraram nui seo de cinema se assusara om as imagens que viram esram corende sem saber ao cete do que se trata, NOs tvemos que apreader aver cinema, assim com ox cineasts Uiseram que aprender lidar om nosa petee peo (0 rinuco a nreRPRETAGRO D0 SENIDO DA OBRA ‘Nunca mals os aredores de So Paulo serio o& mesios depois ee", afimow Roger Bastide scidlogo fants, referindo-se is obras 40 pitor BasileiveRebolo, que retratos or heros pulsts de perf 103 Patogn concn abl Cam alae deinen ass, el esas eet A ae eater ene ria, Ele estava tntando dizer alo que 0 pintr havia modificado parassem com agueles lugares Bete feb ieee eo ea cafe cee epee Sa eleza a tanspoe para seu coidiano a obra de arte tambem a0 {de Rebole no exist, E dese interasao que depende a obtade arte E por isso que, quando o sitsta dd por terminada sua obra, le posi de pablico, Ele eno interrompe 0 ao riativo, que 0 coloch ‘Szando ma ha, Quando tira es Teewioc as papel Se petkce/ oar all wines to vx pol tra diate dela. E quando pinto recta, dando aguele paso pra ts 104 aerate par ohare analisar pinta, ov quando 9 escritrinerrompeo taba Tho para lerem vor alta que esereve, Dott a taal eae bo fe erenpeebe © wu Eieteide public, mas depende também da subjeivigade eda contituigio emo ‘onal da pabligo a qual aa ‘owen ances mess sia, oalana Unberta Ee fo ade arte. Baneou-se no presnuposto de que, so artista quem inp me wma série de sgnficas em seu trabalho, e se €& bra gue os porta ‘exe, € no abservador, ho piblice, que ela finaimente se fecha. O un tos ede possibiaes eva pe interssar aos arts. E, A medida que o artista se tomava om profs: ‘ional Hees, comuniear-e com esse public e fazer sua arte compre fndida patsou a scr fundamental. A partie de entdo, recoahece-se cada Sez mais que opablicné parte intgrante da obra de at, «su partil- aslo — mtior os menor, mais ou menos bem-sucedida —depende de {tendimento informagio e vivncis. Nossa seas pando cada dia mais desenvolvida eagogada Gorm da pgs © Lins de do dey Ante rao, cor Mats Nochrgol, ‘canal crv hpi trode de Sao Pou Obaerate peer ‘iecrvcte asm pr on omen como pb eg monfasares de ‘econampornes 5 AFINAL, 0 QUE é ARTE? [Nossa dupla natureza, posta entre a animalidade ¢ 2 racionalidade, encontra expressao naquele mundo ‘geminedo do simbolismo, com sua voluntiria suspensio ‘da incredulidade. (EH Gombe, istrindor de rte gle) ‘De quantas ages de conteddoestico & feta «vids? Nos espagos ‘que ccupamos.oatanjo dos mevels do revela uma preaeupagao com 4 onsituigdo do espac, com a eirculago dis pessoas, com & erage de ‘iv ambente que refita moss tendncias e consis nossa idetidade? ‘As roupas qe escolemes como indumentil elinguagem vis no expoem nosso estado de espirito ea imagem gue queremos vestit publicmeata? Ea mayuiagem, o corte de cielo, um gest ase asl, Ino servem de miscaras qe, escondendo e dsfargando, revel um manera peculiar de nos eolcarmos no mundo? De quantas devises de caster ettico sto fits as mais simples «sco? A cor que no identifica o Ralango do corpo cam que no ‘comovemos. a musica que embala nossos soabos, a entonagi gue da mos ¥0z quando queremos aos aposimar de alguém, a mancira como