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Relatório de aulas de Seminários Avançados I

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE LETRAS MESTRADO EM LETRAS E LINGÜÍSTICA

RELATÓRIO SEMINÁRIOS AVANÇADOS I

Por

Evanice Ramos Lima Barreto

Salvador – BA 2004 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE LETRAS MESTRADO EM LETRAS E LINGÜÍSTICA RELATÓRIO SEMINÁRIOS AVANÇADOS I Por Evanice Ramos Lima Barreto Trabalho apresentado à Profª. como avaliação parcial da disciplina Seminários Avançados I. 2 . Drª Serafina Pondé. na Universidade Federal da Bahia. no Mestrado em Letras e Lingüística.

........16 4..........................05 2..............................................10 3..........................................10 3..........................2...................31 3 .............................4 O projeto NURC ..................6 Critérios de delimitação e definição da palavra ...................................................................12 3................................07 2..................11 3..................................................18 5 SOCIOLINGÜÍSTICA.....1 Introdução ...................13 3.............................................................23 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..............................2 Texto e semiótica ..................................................................................................20 5.........................................................................................................................16 4...2 Léxico: definição ..............................................3 Radicalismos com respeito à palavra .........................................................................................3 Teoria polifônica da enunciação ........22 5...................................................................1 Introdução ..25 REFERÊNCIAS ................................................04 2 SEMIÓTICA ........................................................................................................................................2 Efeito Saussure II ..........................5 Morfema e lexema ..05 2...............................................................................................................................................................1 Metodologia da Sociolingüística ............................................21 5...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................3 Sintaxe e semântica narrativas ...........................16 4...05 2.......................................................................................1 Introdução ...................17 4.......2............10 3...................4 A relatividade do conceito de palavra ......4 Sintaxe e semântica discursivas ................................................................5 Conclusão .................9 Conclusaõ ........................................................................................................................................................................Salvador – BA 2004 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................1 Efeito Saussure I ........................1 Introdução...21 5.........11 3....................................................................................05 2....................................2 Objetivo do estudo da variação ....................................................................................................16 4..................12 3...........2 Pressupostos da Sociolingüística Variacionista ..................................................7 Categorização léxica .......................................................................5 Conclusão ......................20 5...2......................................3 O pacote Varbrul ...................................................................................................8 O léxico gerativo ..........................................................................................................................................................................................................................10 3....................................................4 Conclusão .08 3 ESTUDOS SOBRE O LÉXICO ....16 4..........20 5..............................2...................................................14 4 INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO ...............2 Contextos epistemológicos da Análise do Discurso ...............2...21 5...................................................................................18 4........................................................................................3 Efeito Saussure III .....................................................................

Léxico. no terceiro. fronteiras e relação com os diversos níveis da gramática. tendo como mediador o Prof. iniciaram-se no dia 06 de junho e se estenderam até o dia 08 de outubro de 2004. com a mediação da Profª Drª Norma da Silva Lopes. 4 . no segundo módulo. bem como estudos sociolingüísticos sobre o português. sob a coordenação da Profª Drª Serafina Pondé. No presente relatório. de acordo com os pressupostos de Tereza Camargo Biderman. Serafina Pondé. No primeiro módulo. bem como a metodologia utilizada na quantificação e análise de dados. sob a orientação da Profª Drª Maria da Conceição Fonseca da Silva. sua definição. além de discutirem-se teorias relativas a sua constituição e funcionamento. tendo por objetivo apresentar os pressupostos e métodos da Sociolingüística. de acordo com a ordem das sessões. propagandas e filmes. serão apresentados. discutiu-se a influência de variáveis sociais e de variáveis lingüísticas. As sessões foram distribuídas em módulos. bem como diversos artigos apresentando assuntos que confrontam a língua investigada e a mente através do estudo do léxico mental. conforme a área contemplada. Análise do Discurso e Sociolingüística. estudou-se o léxico. bem como as reflexões e análises feitas. as teorias e os conceitos estudados. estudou-se o modelo de análise semiótica proposto por Alguirdas Julien Greimas e aplicou-se a sua teoria em diversos textos. contemplando quatro áreas da Lingüística: Semiótica.1 INTRODUÇÃO As aulas da disciplina Seminários Avançados I. João Antônio de Santana Neto. a partir da aplicação dos pressupostos que nortearam os estudos. analisou-se. estudaram-se os princípios teóricos que sustentam as teorias da Análise do Discurso de linha francesa e os procedimentos analíticos definidos em uma proposta de interpretação. tendo como mediadora a profª Drª. a relação entre a variação e a mudança lingüísticas. no quarto. Dr.

cada uma com os componentes sintático e semântico: Gramática Fundamental. estruturas narrativas (sintático-semântico intermediário) e estruturas discursivas (manifestações textuais). além do estudo do modelo de análise semiótica proposto por Greimas. a semiótica russa. partindo do mais simples para o mais complexo. a construção de três gramáticas no interior da Semiótica. além de descrever o processo de comunicação. a tematização (formulação abstrata de valores e sua disseminação em percursos) permite a manutenção semântica e a figurativização (processo gradual) permite o acréscimo de sentido previsto nesse percurso. apresentando as diferentes linhas da Semiótica: a semiótica peirceana. criticando e delimitando a aplicabilidade dessa teoria em textos. Dr. em que texto e imagem são a mesma “coisa”. Para tanto. inicialmente tratou-se de estabelecer a relação entre texto e semiótica. de Humberto Eco. a Semiótica. Tendo como finalidade a exploração do sentido. discussões e leituras diversas. Com a mediação do prof. como o semeîon platônico e o aristotélico. Assim. demonstrando o percurso gerativo de sentido de um texto. abarca o processo de significação. e a semiótica significativa. do mais abstrato para o mais concreto. Gramática Narrativa. João Antônio de Santana Neto.2 SEMIÓTICA 2. três etapas do nível semiótico explicam esse percurso: estruturas fundamentais (estruturas elementares do discurso). procurou-se aplicar a sua teoria em diversos textos. a semiótica literária. deu-se introdução aos estudos. viu-se que a busca desse percurso consiste numa superposição de níveis diferentes de profundidade. que era o objeto de interesse do referido módulo. Sob forma de aulas expositivas. A passagem do tema à figura chama-se figuração e o 5 . 2. Tais estruturas determinam. portanto.1 Introdução O primeiro módulo teve início no dia 02 de junho e se estendeu até o dia 30 de junho de 2004. propagandas e filmes.2 Texto e semiótica Objetivando compreender o percurso gerativo de sentido de um texto. deu-se enfoque a semiótica greimasiana. Gramática Discursiva ou Superficial. Nesse estudo. que se apóia num esquema triádico. Na conversão do narrativo ao discursivo. bem como analisando.

querer). AQUI da enunciação. querer). que é definido pelo locutor. provocação. e o eixo das modalizações endógenas. modalizações do sujeito atualizado (saber vs. performance (atuação do sujeito) e sanção (prêmio ou castigo para o sujeito). poder). intimidação consiste em castigar o manipulado se este não cumprir o pedido. e o das modalizações atualizantes. que pode se apresentar através do EU ou do NÓS. AGORA da enunciação. modalizações do sujeito virtualizado (dever vs. em que se constrói imagem negativa do manipulado e este é instigado a provar que é capaz. lugar de onde o EU fala. modalizações do sujeito autônomo (dever vs. competência (aquisição do poder e do saber doados por alguém). estudaram-se as categorias modais. poder).3 Sintaxe e semântica narrativas No que tange à sintaxe e semântica narrativas. Dr. foi analisado o filme Legalmente loira. deu-se ênfase aos seguintes aspectos discursivos: sujeito da enunciação (EU). em que se constrói imagem positiva do manipulado e este. e o LOCUTOR. A partir desse modelo desenvolvido pela semiótica greimasiana. Além disso. evidenciando o percurso da personagem protagonista Elle e os processos de tamatização e figurativização apresentados nesse corpus e que foram assim definidos pelo prof. o qual se revela a partir de um jogo de imagem que constrói de si próprio e dos alocutários. bem como os esquemas modais: o das modalizações virtualizantes. João Antonio de Santana Neto: 6 . as quais são distribuídas em eixos: o eixo das modalizações exógenas. A manipulação pode ocorrer sob forma de sedução. tentação. Há quatro momentos canônicos de passagem do tema à figura: manipulação (para que o sujeito de estado queira ou deva realizar uma ação). modalizações do sujeito virtualizado (saber vs.revestimento exaustivo que produz ilusão referencial chama-se iconização. abrindo o espaço em direção ao já-dito para reconfigurá-lo e provocar aproximações ou afastamentos entre o conjunto de discursos e ações já produzidos. aceita a manipulação. 2. para manter essa imagem. que consiste em oferecer um prêmio ou recompensa.

Etapa Manipulação Competência Performance Sanção

Tema Sonhos e fantasias de Elle Mudança de atitude Atuação no tribunal Realização pessoal e profissional

Local Beverly Hills Harvard Boston Harvard

Para melhor entendimento desse modelo semiótico, também foram analisados textos publicitários, os quais têm como objetivo manipular o público, influenciando-o no sentido de aquisição de um produto. Tal aquisição pode ser representada pelo modelo semiótico já exposto. As necessidades e anseios a satisfazer e a concretizar são sempre evidenciados pelo texto publicitário, surgindo ao público como forma de preencher uma lacuna, que se define pela semiótica greimasiana como “Paixões de falta”, ou seja, paixão fiduciária _ insegurança e/ou “Paixão de objeto” _ aflição, ansiedade. A publicidade transforma o produto num objeto-valor através da associação deste a um valor descritivo. Assim, o produto é apresentado ao público como uma solução para o seu problema, despertando-o como sujeito modal do “querer-ser”, revelando sua insegurança (paixão fiduciária de falta) e/ou despertando sua ansiedade (paixão de falta do objeto). O produto, então, revela-se no motivo do seu anseio, visando à satisfação de uma falta (objeto) e supressão da insegurança. Para compreensão das categorias modais expostas, foi proposta pelo professor uma reflexão sobre o processo de figurativização dos três tipos étnicos da constituição do povo brasileiro (índio, branco, negro), apresentada no discurso publicitário e na TV e no cinema. Para tanto, foram analisados: a propaganda da Telebahia Celular, veiculada durante a comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, na qual figurava o índio; a telenovela A cabana do Pai Tomás; o filme Macunaíma; a telenovela Xica da Silva. Nesses textos, percebe-se a figurativização dos valores estéticos brancos, pois o negro figura sempre como antimodelo, sendo a ele atribuída uma axiologia disfórica. Para este, sempre é reservado o papel de trabalhador braçal, legitimando a sua figurativização depreciativa. Quando aparece em anúncios publicitários, está sempre associado a produtos específicos para negros, como alisantes de cabelo, maquiagem para negros, sabonete para pele negra, como no anúncio do sabonete Lux Perola Negra, em que a atriz Isabel Fillardis, profissional de sucesso, jovem e que apresenta traços fisionômicos “ditos” brancos, figurativiza a imagem ideal da mulher negra. Assim, através da identificação do público-alvo com a atriz, dá-se a sedução, ou seja 7

“se você (mulher negra) usar o sabonete que Isabel Fillardis usa, você se transformará em algo raro e valioso, especial como ela”. Por tanto, o anunciante (manipulador), através dos processos de sedução e de tentação, manipula o público-alvo, isto é, mulheres negras e mulatas de classe média, influenciando-as a comprarem o produto como forma de alcançar o sucesso, a juventude e a ascensão social.

2.4 Sintaxe e semântica discursivas A polifonia e a argumentação foram estudadas através da cantiga medieval CBN 1557 e os Autos da Conspiração dos Alfaiates. A cantiga apresenta um fazer crítico do EU- sujeito da enunciação (Fernan Soarez de Quinhones) – através de um jogo de imagens que ele constrói de si mesmo, membro da nobreza e trovador, e dos alocutários, o rei e os nobres (TU). Por ser um texto satírico, o fazer pragmático apresenta-se pelo “fazer-ser” e pelo “fazercrer”, buscando o reconhecimento do fazer do enunciador. Sendo um fidalgo e trovador, a tradição trovadoresca dá-lhe o direito da crítica, e por isso acha-se no direito de intervir nos valores pré-construídos, deslocando os significados. Tem-se aí o AQUI da enunciação, ou seja, o lugar onde o EU fala. O AGORA da enunciação é definido pelo Locutor, o qual se apresenta através do “nós”, sujeito coletivo, em que o EU está inserido (locutor pessoal ou locutor λ . A posição adotada pelo EU (Fernan Soarez de Quinhones) marca as relações de forças entre EU/TU nesse processo. O EU, legitimado pela fidalguia e pelo trovadorismo, intervem no conjunto de discursos já produzidos. As “verdades ditas” são reconhecidas e compartilhadas pelo TU, através da competência lingüística e do conhecimento dos fatos relatados por aquele. Já nos Autos da Conspiração dos Alfaiates, estudou-se a ideologia no termo de juramento do advogado de defesa. Observou-se que, nesse texto, há também um fazer crítico do sujeito da enunciação, o EU (Josê Barboza de Oliveira), através de um jogo de imagens que ele constrói de si mesmo, ou seja, homem culto e membro da classe dominante colonial, e dos alocutários, o TU, representantes dos poderes judiciário, executivo e militar da metrópole, da nobreza, a rainha D. Maria I e a Igreja. O AQUI da enunciação (lugar onde o EU fala) se legitima a partir do papel de advogado, a quem é dada a voz para defasa, através do qual se revela a “verdade” das intenções e dos atos. O AGORA da enunciação, definido pelo Locutor, abre espaço discursivo em torno do já-dito, a fim de reconfigurá-lo, provocando aproximações ou afastamentos entre 8

visto que são culpados pelo crime de conspiração. estabeleceu formas universais de organização da narrativa no texto. têm-se: 1) como advogado. em nome dos réus. representantes dos poderes judiciário. narrativa e discursiva. 3) por ser bacharel. as categorias modais. executivo e militar da colônia e da metrópole. o que o afeta emocionalmente e o leva a defendê-los por obrigação. “narrativa” designa o discurso narrativo de 9 . revela-se através do fazer-fazer e do fazer-crer. resta-se saber se ele tem o querer.5 Conclusão Greimas desenvolve estudos semióticos na tentativa de buscar o sentido do texto. dessa forma. ele tem o saber que lhe foi conferido por uma instituição autorizada. A competência lingüística e o conhecimento dos fatos relatados são atribuídos ao TU. propôs um método através do qual é possível analisar a organização dos discursos no plano de conteúdo. O fazer pragmático. Maria e a Igreja. O “Termo de juramento ao Defensor e Curador dos reos” legitima o EU (Bacharel Josê Barboza de Oliveira). na cantiga medieval CBN 1557 e nos Autos da Conspiração dos Alfaiates. mediante o conceito de narratividade. Por isso. a rainha D. Neste texto. membros dos aparelhos ideológicos do Estado (AIE) e /ou dos aparelhos repressivos do Estado (ARE).discursos e ações já produzidos. Para tanto. 2. as quais foram identificadas pelo Prof. sua defesa. visto ser sua obrigação defender os réus. revelando o ser (enunciados de estado) e o fazer (enunciados de fazer). isto é. De acordo com Greimas. O locutor pessoal apresenta uma imagem dos réus como miseráveis e infelizes. A posição adotada pelo EU (Bacharel Josê Barboza Oliveira) marca as relações de forças entre EU/TU no processo. que recebe atributo para defender os réus e o papel de poder dizer e o direito de intervenção através desse instrumento. Dr. Foi possível perceber que a narratividade se constrói em três estruturas: fundamental. Assim. habilitando-o ao conhecimento das “verdades ditas” e permitindo compartilhar o discurso. no filme Legalmente loira. o Bel. Josê Barboza de Oliveira tem o dever de defender os réus. 2) este recebe o poder para exercer. buscando o conhecimento do fazer do defensor. João Antônio da Silva Neto nos textos publicitários da Telebahia Celular e do sabonete Lux Pérola Negra. O receptor-interpretante é o alocutário (TU). 4) como membro da classe dominante colonial. São. estudaram-se ainda. portanto. sustentando a construção do sentido e da significação dos textos.

As estruturas narrativas constituem o nível profundo do processo semiótico e da relação entre ela e as demais estruturas depende o sentido do texto. 10 .caráter figurativo.

mas não se admite isolar o radical ou elemento gramatical. por exemplo. na fase inicial de aquisição da linguagem. a estrutural e a semântica.3 ESTUDOS SOBRE O LÉXICO 3. Dessa forma. 19. expressiva e referencial. por exemplo. embora seja esta uma realidade psíquica para um indivíduo de consciência razoavelmente desenvolvida. aprendeu-se a isolar palavras. Serafina Pondé. De acordo com o nível de consciência do falante. evidenciando.99). Nesse módulo deu-se enfoque também à criatividade lexical. embora se admita que em todo falante há intuitivamente a consciência de uma unidade léxica na língua. 3. a tradição gramatical em que se aceita isolar palavra por palavra. preenchendo três funções da linguagem: conativa. este conceito de palavra vem sendo contestado pelos lingüistas. é preciso que este transmita um conceito. p. embora seja regido por regras. além da intuição natural. iniciaram-se os estudos em torno de teoria lexical a partir da definição do léxico. No que concerne a uma definição da palavra de validade universal. em que palavras isoladas expressam enunciados completos da fala adulta. suas fronteiras e sua relação com os diversos níveis da gramática. Na cultura ocidental. a palavra pode ter noções diversas. com a mediação do profª. Para que um elemento seja considerado entrada lexical. a prosódica. Nos últimos anos. Já a palavra era considerada pelos gregos como a unidade significativa de articulação do discurso (BIDERMAN. às entradas lexicais em um léxico gerativo. de acordo com a Psicolingüística.1 Introdução No período de 07 a 21 de julho de 2004 (sendo uma sessão realizada em 01 de setembro de 2004). Drª. a fala é “holofrástica”. no segundo módulo. a palavra se constitui uma entidade psicolingüística fundamental. sendo altamente criativo e dinâmico. 11 . identificá-las e rotulá-las. bem como aos tipos de lexicalização: a categorial.1 Léxico: definição Inicialmente viu-se que o léxico é o conjunto de entradas lexicais de uma língua. Além disso. entretanto. bem como discussão de várias teorias relativas à sua constituição e funcionamento. a primeira da articulação do discurso. observou-se que os lingüistas ainda não sabem definir nem delimitar a palavra.

refletindo uma cosmovisão que lhe é própria. Assim. Hockett situou a palavra entre os morfemas e as formas livres mínimas. Sendo mais radical do que Sapir. Para Sapir. que propôs um novo modelo de análise do discurso. Whorf mostra que o sistema lingüístico subjacente à língua é mais que um instrumento de reprodução para emissão de idéias é também um guia para atividade mental do individuo. Em Language.3. fundamentaram-se a morfologia e a sintaxe tradicionais. o conceito de palavra foi bastante discutido. 3. precursor da lingüística distribucional. não trata da palavra. ele apresentou demonstrações do relativismo lingüístico. adepto da teoria sintagmática. propôs um modelo operacional. Para ele. Esta estudava a combinatória dos vocábulos em orações. devido à sua imprecisão e falta definição ideal. Harris. propôs que a noção do termo fosse substituída por sintagma lexicalizado e sintagma semi-automatizado. Embora suas 12 . Hockett e Harris também se mostraram totalmente radicais em relação ao conceito de palavra. Conforme a teoria gramatical clássica.3 Radicalismos com respeito à palavra Notou-se que há algumas posições radicais no que concerne à palavra. Adotando a teoria de Bloomfield. Thought and Reality. a estrutura interna da palavra. a palavra é uma unidade operacional básica. Mikus. Bloomfield. observou-se que a teoria de Sapir-Whorf teve grande repercussão entre os lingüistas e antropólogos nos anos cinqüenta e sessenta. no estudo Science and Linguitics. Dessa forma. cada língua traduz o mundo e a realidade social segundo o seu próprio modelo. De acordo com ela. sendo o morfema o instrumento básico da análise lingüística.4 A relatividade do conceito de palavra No que se refere à relatividade do conceito de palavra. Bloomfield. a forma como a sociedade concebe a realidade é influenciada pela língua socialmente formada. o sistema lingüístico molda previamente a percepção que o indivíduo tem da realidade. expressa nas suas categorias gramaticais e léxicas (BIDERMAN. Alguns lingüistas propuseram que o termo fosse banido definitivamente da nomenclatura lingüística. e nesse pressuposto. a palavra foi dispensada por ser um conceito irrelevante. por exemplo. 2001. Whorf desenvolveu essa teoria até as últimas conseqüências. No VI Congresso Internacional de Lingüística. dedica-se apenas aos conceitos operacionais de morfema (forma mínima significante e recorrente = forma presa) e a forma livre mínima (“minimum free form”). aplicando às línguas indígenas da América.109). em seu livro Language. p. aquela.

então o conceito de palavra não pode ter um valor absoluto. c. Lennenberg. De forma geral. ela reforça o principio da relatividade na conceituação da unidade léxica gramatical em qualquer língua. como o enunciado é uma somatória e combinação de morfemas. Confrontando o chinês e o inglês. partindo do princípio de que a unidade léxica só se define dentro dos quadros gramaticais e semânticos de cada língua e. De acordo com BIDERMAN (2001. viu-se qual é a unidade mínima de significação. muitos estruturalistas ainda a utilizam como referência para 13 . Demonstrando que essas três línguas operam com recursos léxicos e gramaticais diferentes. Hockett. sendo a palavra ou lexema irrelevante. é impossível encontrar uma definição universal da palavra. situando-se entre o morfema e o sintagma. Admitindo as hipóteses relativistas. para ela. Hoiler. até certo ponto. o chinês (tipo isolante e não flexiva). houve alguns questionamentos: a) como as categorias lingüísticas da língua do falante afetam o comportamento humano?. por exemplo. Assim. pode-se chegar a um conceito da palavra. b) como o conhecimento e o modo de ver a realidade é influenciado pela língua? R. pode-se afirmar apenas que ela é uma unidade psicolingüística que se concretiza no discurso com uma individualidade. Carrol. apenas no interior de cada língua pode-se identificar. a partir daí. tais como o latim (tipo flexivo e sintetizante). Hockett tentaram comprovar tais hipóteses a partir de estudos sobre o léxico.5 Morfema e lexema Posteriormente. 3. Harris. Para comprovar tal pensamento. Biderman acredita que através da teoria de Whorf. delimitar e conceituar a unidade léxica. o morfema é a unidade mínima de significação. estes poderiam ser instrumentos básicos para a análise de uma língua. se cada língua recorta a realidade diferentemente e molda essa realidade em categorias lingüísticas e mentais que lhe são exclusivas. Portanto. H. enfocou-se a palavra particularmente em português e nas línguas geneticamente relacionadas. mostrou como as estruturas do léxico de uma e de outra língua não se superpõem de forma absoluta. 114). H.hipóteses tenham sido aceitas por vários lingüistas. por exemplo. J. Embora os adeptos da gramática de constituintes imediatos também rejeitem o conceito operacional de palavra. psicolingüistas. Brown e E. o turco (tipo aglutinante). De acordo com o distribucionalismo. antropólogos e cientistas. p. Biderman considera línguas diferentes tipologicamente e não relacionadas culturalmente.

sendo perpetuado e reelaborado continuamente pelos membros dessa sociedade. O léxico. ao passo que muitas delas também podem voltar a aparecer apresentando nova conotação. o gramatical (morfossintático). 324). em que a palavra se caracterizaria imperfeitamente como seqüência fonológica recorrente ao mesmo significado. observou-se que há três critérios de delimitação e definição. unidade mínima da segunda articulação. O morfema possui um conceito mais preciso que o da palavra. visto ser este analisado a partir da segmentação das palavras. Nas línguas flexivas. da tensão em movimento que envolve o processo de reestruturação do léxico. resulta da experiência acumulada pela sociedade e do seu acervo cultural ao longo dos anos. o semântico. em função de seus marcadores e a função exercida por ela na sentença. devido às constantes mudanças sociais e culturais. 3. Também é nesse processo que se encontra a origem do léxico. segundo Biderman: o fonológico.definir o morfema. por sua vez. Os 14 . os sujeitos-agentes. muitas unidades lexicais se contraem ou entram em desuso. o léxico de qualquer língua se enriquece. No processo de reelaboração.7 Categorização léxica Notou-se que a língua é constituída de um léxico que abrange um universo de limites imprecisos e indefinidos. chegando até mesmo ao desaparecimento. ou seja. a primeira unidade portadora de significado. faz-se necessário operar simultaneamente com esses três critérios. para determinar unidades léxicas. no qual dois critérios atuam simultaneamente: a classificação gramatical da palavra. por serem os morfemas constituintes imediatos dos lexemas. Segundo o Dictionnaire de Linguistique (1973. E é dessa forma. O léxico é o nível da língua mais passível de mutações. a análise morfêmica é perfeitamente aplicável. 3.6 Critérios de delimitação e definição da palavra No que concerne ainda à palavra. através do qual se identifica a unidade léxica expressa no discurso. sendo aplicável a todas as línguas estudadas. Dessa forma. por isso ele se opõe ao fonema. o morfema é o menor elemento significativo individualizado em um enunciado. visto que não se pode analisar uma forma léxica esvaziada de sua significação. que não se pode dividir em unidades menores sem passar ao nível fonológico É pois a unidade mínima da primeira articulação.

falantes são os responsáveis pela criação e conservação do léxico da língua. a partir do momento em que estes atribuem conotações particulares aos lexemas. encontra-se o modelo binário de oposição: Bom X mau. A memória é responsável pelo registro do sistema lexical através de processos mnemônicos. 3. e exatamente por isso as categorias léxicas variam de língua para língua. ordenados de forma estrutural. de acordo com a perspectiva gerativa: a) livre de estímulo. A aprendizagem do domínio do léxico nunca cessa. o esforço cognitivo pessoal de armazenar e catalogar os denotadores léxicos. mas esse fenômeno é irrelevante para estabelecimento de paralelo entre duas estruturas léxicas. independente de fatores 15 . As redes de significação do Léxico de uma língua A nunca se ajustam em todos os seus nós significantes às redes de significação do Léxico de uma outra língua B (BIDERMAN. deu-se enfoque à criatividade lingüística numa estrutura lexical. o repertório léxico é estruturado mentalmente de acordo com os modelos e usos de comunidade lingüística à qual o falante pertence. bonito X feio. Isso confirma a hipótese Sapir-Whorf a respeito da do relativismo lingüístico. agindo sobre a sua estrutura semântica. etc. ou seja. A criatividade léxica pode ser vista sob três aspectos. mediante os atos cognitivos da realidade e de categorização da experiência. a qual. 182). pois paulatinamente o léxico é incorporado à língua. p. 2001. segundo o modelo semântico da língua e de potencialidades lingüísticas de cunho universal. Eventualmente tipos categoriais semelhantes podem ocorrer entre dois idiomas. A memória geralmente evoca associações semânticas relacionadas a vocábulos antônimos. Dentre esses processos. Chomsky também adere a este pensamento. desde Descartes já era considerada uma propriedade exclusiva do ser humano. Os estudos revelam que. através do processo mental de categorização. mas evoca também associações vocabulares como vocábulos sinônimos. Cada língua possui o seu processo específico de categorização léxica.8 O léxico gerativo Finalmente. duas operações complementares promovem a classificação categorial latente na mente do falante: o conhecimento de mundo e da taxionomia que a sua língua e a sua cultura atribuem a realidade. vocábulos semelhantes formalmente e vocábulos de significação contígua. 184). De acordo com Biderman (2001. aos quais o falante recorre quando necessita usar um vocábulo. de que ele seria dotado desde o seu nascimento. P.

tal como concebida no léxico gerativo. que reúne diversos artigos sobre o tema. mas também corresponde à criatividade na sintaxe e no conhecimento da língua. principalmente no que se tange à visão holística dos conteúdos dos conceitos. embora se admita que a existência de uma unidade léxica na língua. Já Fodor e Lepore discordam da teoria da semântica lexical. uma sentença pode crescer indefinidamente. Pustejovsky defende uma visão internalista do léxico. O léxico gerativo teria que dar conta da polissemia. c) caráter apropriado. provendo o input de regras para uma composição semântica. da semântica. a sintaxe tem como função evitar o holístico. pergunta que tem intrigado tanto os filósofos da linguagem e cientistas da comunicação quanto os lingüistas e lexicógrafos. visto que esta isola a constituição interna do significado da palavra. isto é. adequação do contexto. uso adequado da língua. b) sem limites. é um ramo da sintaxe. a partir da leitura de The language of word meaning. permitindo questões referentes à boa-formação de conceitos. viu-se que McGilvray discute o aspecto criativo do uso da língua e suas implicações para os estudos léxico-semânticos. através da qual compreende e cria palavras no sistema lingüístico. Viu-se também que no que se refere ao léxico gerativo. estabelecendo 16 . Para eles. o falante recorre à sua competência lingüística para saber usar a criatividade na língua. visto que criatividade lexical não diz respeito apenas à invenção de “palavrinhas”. Observou-se também que cada falante tem a capacidade de relacionar entradas lexicais. compreendeu-se que não há uma unidade entre as teorias lingüísticas no que se refere à definição da palavra. Nessa concepção. e partindo de uma sintaxe interna do significado da palavra. enfim.9 Conclusão Através de leituras e discussões propostas no módulo II. 3. pensa-se numa gramática que dê conta de como se pode responder por essa criatividade lexical. da ambigüidade. pois é a competência lingüística que lhe dá a capacidade de usar a língua. em que a sintaxe para uma descrição lexical é a estrutura qualia. ele afirma que a semântica lexical. Evidenciando como o significado da palavra contribui para o aspecto criativo da língua. que a semântica lexical ainda não conseguiu responder qual o significado da palavra. visto ser este dotado de competência lexical. os conceitos são átomos sem constituição interna. No trabalho referido acima. Assim. Contrariamente. em sentido amplo. ou seja. a combinação de elementos constituintes de sua estrutura interna e a relação entre eles. Notou-se também.ambientais.

17 .ralação entre contexto lingüístico e extralingüístico. É essa competência do falante que enriquece o léxico.

a semiótica do signo (concepção de Hjelmslev de língua como forma pura. o funcionalismo de Jakobson.4 INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 4. em 1915. deu-se início ao terceiro módulo. afetando a semântica estrutural de Greimas. Saussure fez-se um deslocamento conceptual. para melhor compreensão dos princípios teóricos que sustentam a AD de linha francesa.1 Introdução Em 04 de agosto de 2004. seguido de Harris. a fundação da fonologia. observouse que as bases da AD estão na Grécia e que sua história não tem linearidade. em que a língua é concebida como 18 . estendendo-se ao distribucionalismo de Bloomfield. a partir da mediação da Prof.2 Contextos epistemológicos da Análise do Discurso 4. Posteriormente. as investigações abertas à escrita literária. visto que esta não é homogênea. conjunto de hábitos) no Círculo de Viena e Copenhague. em 1928 e 1929. assinalando uma nova era nos estudos da linguagem. suas intenções sofreram diferentes interpretações sociologistas. a relatividade lingüística proposta por Sapir e Whorf. Logo após. em 1935 e 1960. em que dialogam a antropologia e teoria da informação. Inicialmente. 4. o estruturalismo não funcionalista. o psicologismo Gestalt (língua é forma e não substância) no Círculo de Praga. Além disso.ª Drª Maria da Conceição Fonseca da Silva. estendendo-se sobre os domínios físicos. com a introdução aos estudos em Análise do Discurso (AD).2. fisiológicos e psíquicos. as teorias behavioristas da comunicação de Martinet. a partir das conferências realizadas em seus cursos. logicistas ou psicologistas: os indícios do formalismo estrutural e o início da psicologia da linguagem no Círculo de Moscou. o sistema funcional. individuais e sociais. forma material. a partir de uma releitura do estruturalismo de Saussure e seus efeitos.1 Efeito Saussure I No início do século XX. O referido módulo tinha como proposta situar os pós-graduandos frente aos princípios teóricos que sustentam as teorias de Análise do Discurso de linha francesa e aos procedimentos analíticos definidos em uma proposta de interpretação. fez-se uma descrição dos contextos epistemológicos da AD. a qual é multiforme.

Freud e Saussure.produto social. com o intuito de renovação teórica.2. epistemológica e heterogênea politicamente. e que se constitui pela sujeição a esta. Para Foucault.3 Efeito Saussure II Notou-se que com o Estruturalismo.2. com a lingüística da enunciação (Benveniste e a filosofia analítica de Oxford). língua é uma estrutura mental. incluindo o contexto nos estudos lingüísticos e propondo um modelo lingüístico e um modelo sociológico e psicológico. filosófico e político que surge a AD de linha francesa. falado pelo simbólico.4 Efeito Saussure III Nesse mesmo período. a lingüística textual. assim. 19 . através das idéias dos pesquisadores Michael Pêcheux e Jean Debois. na psicanálise. Derrida afirma que não há sujeito fora da ordem do signo. Althusser postula que o sujeito é o da ideologia. com o gerativismo chomskiano. a partir da definição de seus métodos e transferindo os conceitos lingüistas para quase todos os domínios das ciências humanas e sociais. a análise da conversação e a semiótica imanentista. cujo questionamento girava em torno do estatuto da concepção idealista do sujeito como centro e causa de si. a língua é concebida como um sistema de conhecimentos internalizados na mente humana. Na década de 60. Lacan afirma que o sujeito é o da ordem do inconsciente estruturado como uma linguagem e. Este propõe o estudo do enunciado. Em seus estudos. muitos estudiosos se propuseram então a fazer uma releitura do estruturalismo. É nesse contexto intelectual. em que a língua é considerada uma estrutura variável que pode ser conhecida pelo método quantitativo. sistema através do qual se pensa e se deixa refletir a visão de mundo. na Europa. na França. 4. aquele toma o discurso como objeto de estudo. Línguas diferentes configuram diferentes visões de mundo. epistêmicos e práticos. e com a sociolingüística quantitativa laboviana. constitui-se e institui-se uma corrente filosófica. há questionamentos sobre langue/parole sob vários aspectos: nos Estados Unidos. o sujeito constitui-se de acontecimentos discursivos. confrontando a articulação entre o sujeito da linguagem e o sujeito da ideologia. assim. através da releitura dos pressupostos de Marx. 4. a Lingüística ganha status de ciência-piloto das ciências humanas em meados do século XX. objetivando renovar a filosofia. no materialismo histórico de Marx. por isso o sujeito é da ordem do discurso.

há o deslocamento da reflexão teórica sobre a forma-sujeito e sobre as evidências do sentido. provocando discussão em torno da maquinaria discursiva estrutural fechada da fase anterior da AD. em que Pêcheux empreende o deslocamento das noções de formas de repartição e de sistemas de dispersão para fazer operar as noções de identidade e divisão de sentido do enunciado e de formação discursiva dividida. evidenciando que as posições dos protagonistas do discurso mantêm relações mediante um jogo de imagens que designa o lugar que falam e a imagem que têm desse lugar e do referente. a lingüística. mostrando que as relações entre as máquinas discursivas estruturais são forças desiguais. nesse momento. materialmente ligados pela língua) e pelos esquecimentos que o determinam. Articulam-se também. o materialismo histórico. Mediante o processo de tomada de posição. bem como a noção das condições de produção de texto compreendida através de um quadro das formações imaginárias.A AD fundada por Michael Pêcheux. Assim. através da teoria da subjetividade de natureza psicanalítica. introduz-se a noção de heterogeneidade. No segundo momento. o conceito teórico de fio de discurso. provocando oscilação entre a noção de intradiscurso. em l969. caracterizada pela acentuação do primado sobre o mesmo e pela desconstrução das maquinarias discursivas. com a forma-sujeito. identifica-se o sujeito-falante. Assim. da história e do inconsciente. deixando-a distante de qualquer ciência régia. com a teoria da determinação histórica dos processos semânticos. introduz a noção de sujeito–estrutura e sujeito assujeitado para definir o sujeito do discurso. marcada pela análise automática do discurso (AAD). na história e na psicanálise. A segunda. com a teoria das formações sociais e suas transformações e da ideologia. Na terceira fase. em cujo primeiro momento se desloca o conceito de formações discursivas de Foucault para operar com o conceito de formações ideológicas. Pêcheux situa a Análise do discurso no conjunto das disciplinas da interpretação. 20 . No segundo momento. compreende três fases. três regiões de conhecimentos. A primeira. há o primeiro momento. No terceiro momento. colocam-se questões acerca do real da língua . na relação com o interdiscurso. define-se sujeito como constituído pelas estruturas-funcionamento (ideologia e inconsciente. com teoria dos mecanismos sintáticos e dos processos de enunciação e a teoria do discurso. abrindo novas possibilidades de se trabalhar as noções de materialidades discursivas encontradas na lingüística.

no século XX. mostrando o implícito nos anúncios da DuLoren publicados nesta revista.4 Conclusão O contexto epistemológico da Análise do Discurso está estritamente relacionado às concepções lingüísticas difundidas por Ferdinand Saussure. Nesse contexto. apresentou um recorte do corpus analisado em seu trabalho Discursos de gênero em revistas femininas: o caso Cláudia (1999). discutiu-se a teoria polifônica da enunciação de Ducrot. Para ilustrar essa teoria. só as normais. os quais se encontram no enunciado. por usar tal marca de lingerie. identificando o sujeito do discurso e a posição deste nos enunciados. de advogados e de políticos. analisou-se a célebre frase de Nelson Rodrigues Nem todas as mulheres gostam de apanhar. da Silva. símbolo sexual. Assim. que procura trabalhar com o sentido a partir da noção de língua como ordem própria. poderosa.3 Teoria polifônica da enunciação Posteriormente. delimitando o seu objeto e método de estudo. 4. analisaram-se algumas piadas de português. fazendo surgir diversas teorias lingüísticas. Na década de 60. nas conferências realizadas em seus cursos. Além disso. bela. L E2. na qual a função do locutor é mobilizar vozes. a Profª Drª Mª da Conceição F.Todas as mulheres gostam de apanhar. provocante. surge a Análise do 21 . a partir de diversos questionamentos sobre a dicotomia langue/parole. lingüistas e psicanalistas. as quais motivaram várias interpretações. tendo por objetivo buscar as marcas lingüísticas para locutor e enunciador. Foi com o Estruturalismo que a lingüística se consagrou como ciência.Nem todas as mulheres gostam de apanhar. identificando-se com pelo menos uma.4. E3 E4 concordam com os dois – e acrescenta só as normais. tem-se o seguinte esquema: E1. de loiras. Finalmente. nos quais a mulher figura sempre como sensual. uma releitura do Estruturalismo é proposta por filósofos.

confrontando a articulação entre o sujeito da linguagem e o sujeito da ideologia. com a análise dos anúncios da DuLoren. conforme foi apresentado. pela Profª Drª Maria da Conceição Fonseca da Silva. as quais estão muito presentes nos anúncios publicitários. Como teoria que comporta em si a multiplicidade. A AD é uma teoria que permite ao estudioso perceber as marcas do sujeito no processo discursivo. em sala de aula. convencendoo a adquirir os produtos. Os publicitários utilizam cada vez mais estas marcas para se aproximar do público-consumidor.Discurso de linha francesa. que o discurso das propagandas de lingerie carrega em si as marcas dos padrões da sociedade na qual a mulher brasileira se insere. veiculados pela revista Cláudia. em que se destaca Michael Pêcheux. o sentido e o não-sentido a Análise do Discurso pode contribuir nos estudos sobre modos de comportamento e formas de discursivização de padrões da sociedade. especialmente por definir o discurso como o objeto de estudo. a diferença. Percebeu-se. 22 .

conceituação e delimitação. são estes enriquecedores e ao mesmo tempo empobrecidos. ou seja. mistura de dialetos e erros dos escribas. teve início em 22 de setembro e estendeu-se até 08 de outubro de 2004. Para ele. a ocorrência de variantes relaciona-se com o ambiente interno e as características externas do falante e da situação. metodologia variacionista. visto que as formas lingüísticas que figuram nos documentos (resultantes de uma série de acidentes históricos) não preservam o vernáculo da época registrada. Neste tinha como objetivo discutir os pressupostos da Sociolingüística Variacionista. Assim. a mudança compreende um distúrbio da relação entre significado e forma que provoca a perda de compreensão entre dialetos e. c) o pacote VARBRUL. a ininteligibilidade mútua. de acordo com Labov (1982). d) assuntos estudados e debatidos pelos sociolingüistas. utilização da teoria /metodologia Sociolingüística em outras áreas dos estudos lingüísticos. a mudança em tempo aparente e a mudança em tempo real. sobre o português. ministrado pela Profª Drª Norma da Silva Lopes. O objeto de descrição lingüística é a gramática da comunidade de fala (discursiva). hoje. variação diatópica e diastrática. programas e utilidades.5 SOCIOLINGÜÍSTICA 5. além de serem restritas as informações sobre a estrutura social da comunidade lingüística à qual pertencem. variáveis e variantes. bem como verificando como as variáveis sociais e as variáveis lingüísticas as influenciam. A definição da variável dependente e das independentes. analisando a relação entre a variação e a mudança. a codificação dos dados. No que se refere aos dados.1 Introdução O quarto módulo. o sistema de comunicação usado na interação social. b) influência das variáveis gênero e faixa etária. refletindo esforço de distanciamento da língua nativa. Geralmente se caracterizam por hipercorreção. constituíram-se temas das sessões: a) pressupostos do estudo da variação. 23 . análise de alguns trabalhos. 5. variáveis lingüísticas mais utilizadas em pesquisas lingüísticas. conseqüentemente. importância da variável escolaridade.2 Pressupostos do estudo da variação Observou-se que.

os contatos. idade. os quais devem representar a comunidade de fala. Caso o interesse seja a interferência lingüística. fatores individuais como sexo. Partindo do pressuposto de que é possível reconstruir dados do passado. se o interesse do estudo forem as possibilidades de interferência de gênero. Na seleção. uma generalização irrestrita em sua aplicação no espaço e no tempo. idade. pois ainda não se sabe o que a torna possível ou não. preocupando-se em explicar a variabilidade lingüística. como avaliá-la e por que ocorre em determinado tempo e lugar. como ela caminha. etnia. aspectos históricos e o contexto externo. 5. Os projetos PEPP e NURC são exemplos de estudos com base nessa metodologia. em sentido lato. definindo ou não a variável a ser estudada antes da seleção dos informantes. este ainda se defronta com problemas no estudo da mudança. observando o presente e aplicando teoria e tipologia atuais. a Sociolingüística é. etnia. 24 . sua inter-relação com fatores sociais e o papel dessa variabilidade no processo de mudança. o grupo deve ser homogêneo. explicitando como foram constituídos e descrevendo os perfis das amostras. incluindo diferentes sistemas de organização política. fazendo generalizações mediante a pluralidade da ocorrência de fatos concretos. a entrevista. na qual deve-se atentar para três aspectos: o “paradoxo do observador”. De acordo com Silva Corvalán (1989). o estudo de fenômenos lingüísticos relacionados com fatores sociais. o grupo deve ser heterogêneo.1 Metodologia sociolingüística No que tange à metodologia sociolingüística. tem-se um princípio. social. como conduzir a entrevista e os temas da entrevista. ou seja. é imprescindível a interação do pesquisador com a comunidade. Convém definir também a quantidade de informantes. é a disciplina que estuda a língua em seu contexto social. o lingüista seleciona os dados dos registros. escolaridade. geografia da comunidade.Na pesquisa sociolingüística. etc. Assim. Em sentido restrito.. como se encaixa na estrutura lingüística e na sociedade. a ficha de abordagem. No entanto. a forma de seleção. escolaridade. 2. os quais foram apresentados pela Profª Norma da Silva Lopes. notou-se que se faz necessário observar a comunidade e formular hipóteses de trabalho. econômica. o lingüista utiliza-se de princípios sincrônicos para realizar estudos diacrônicos. Para tanto.

sua correlação indireta com o uso de variantes formais. como hipóteses. Com este. Já em estudos através do tempo real (apenas no qual se pode documentar a mudança). contexto anterior e posterior. bem como definindo as variáveis dependente e independente utilizadas e a codificação dos dados. mudança em oposição à norma.5.3 Objetivo do estudo da variação Posteriormente. podendo-se observar os mesmos informantes em diferentes sincronias. contextos lingüísticos e sociais possivelmente interferindo. como a posição dos elementos envolvidos nos fenômenos. o gênero e as variáveis lingüísticas. registro de formas em desuso ou que tendem ao desaparecimento em uma sincronia. podem ser observados: a sua relação com a opção pela forma padrão (a mudança estigmatizada não é aceita por mulher). permitindo a visualização de porcentagens e probabilidades. No que concerne às variáveis independentes. estudar informantes diferentes preservando as mesmas variáveis. delimitar esse fenômeno. Em estudos através do tempo aparente. pode-se fazer a observação entre as faixas etárias. 5. mudança em direção à norma. novas tendências de uso da língua. é condicionada por restrições lingüísticas e/ou não lingüísticas. tem-se a faixa etária. gênero em variável estável/em mudança. pode-se estudar a sua relação com o uso de variantes-padrão ou a implementação da mudança. seu efeito em substituição da forma não-padrão pela padrão. partindo do pressuposto de que a variação não é aleatória. função dos sintagmas. os dados devem ser levantados em mais de uma sincronia. viu-se que o objetivo do estudo da variação é explicitar fenômenos variáveis da língua. saliência fônica. a escolarização. faz-se necessário identificar um fenômeno variável. classe gramatical envolvida.2. o seu efeito associado à idade. Apesar de indicar os fatores 25 . Em relação à escolaridade.3 O pacote VARBRUL Apresentando o pacote VARBRUL (Variable Rules). bem como sua relação com o gênero. levantando as suas variantes (variáveis dependentes). caso a variação não seja aleatória. sua relação com a classe social e estigmatização. com a qual se pode realizar um estudo através do tempo aparente ou do tempo real. Para fazer tal estudo. deve-se definir. compreendeu-se que este se trata de um pacote de programas que realiza estudos estatísticos. seu programa e sua utilidade. por sua vez. bem como possibilidade de variação estável.

deve-se identificar e levantar os dados relevantes. em que se projetam os pesos relativos para análises binária. observando atentamente as fontes dos dados para que delimite os mais importantes da forma mais conveniente.que promovem ou inibem a aplicação de uma regra variável. há algumas regras de bom senso a serem seguidas. Assim. porque dificultam a visualização da cadeia de codificação e dos resultados por parte do pesquisador. incluindo a preparação dos dados para a análise de pesos relativos. codificar é transformar em código identificável pelos programas computacionais disponíveis tudo o que se quer que seja identificado. isto é. deve-se fazer um recorte do trecho do discurso que constitua um enunciado coerente. ternária (Tvarb) e enearia (Mvarb). atentando para a extensão do trecho. embora o trabalho com dados seja cíclico. Assim. O pacote VARBRUL compõe-se de 10 (dez) programas com as seguintes funções: • Checkstok e Readtok. No que tange à codificação dos dados. pois quanto mais dependente do discurso for o fenômeno em estudo. caracteres idênticos não devem ser repetidos em grupos adjacentes. maior deve ser o trecho. embora isto não seja problema para o computador. o fenômeno lingüístico a ser estudado deve ser previamente estabelecido. par deve-se atentar para as seguintes normas: • • • na medida do possível. De acordo com Naro e Scherre (1981. após delimitar o fenômeno lingüístico a ser estudado. • Ivarb ou Varb2000. caracteres semelhantes não devem fazer parte do mesmo grupo. 26 . o VARBRUL não informa em que circunstancias ocorre a variação. em que se preparam os dados para serem submetidos a análises diversas. de acordo com o desejo do pesquisador. A variável dependente. p. os códigos devem ser motivados para facilitar a codificação e diminuir a margem de erro. Utilizando-se deste programa. em que se produzem os resultados percentuais os mais diversos. • Makecell e Make 3000.6).

em que se efetua tabulação cruzada de duas variáveis independentes previamente estabelecidas. bem como analisaramse alguns trabalhos nos quais foram utilizadas a teoria e a metodologia da Sociolingüística em outras áreas de estudos lingüísticos. Esses estudos têm como pressupostos teóricos a Sociolingüística Variacionista. seja ela para a criação de novos arquivos de dados. e os 27 . através da comparação dos dados do Projeto NURC/1970 com os do NURC/1990 e do PEPP/1990. considerando as variações fonológicas. • Tsort. Sobre as origens do português popular do Brasil. Concordância nominal. a Profª Drª Norma Lopes apresentou a sua tese de doutorado. em que se realiza pesquisa de dados pelas cadeias de codificação ou pelos contextos explicitados nos arquivos de dados (Textsort). seja para a conferência de dados. Finalmente. então. Deu-se enfoque. de Anthony Naro e Marta Scherre. aos seguintes trabalhos: • A variação na concordância de gênero em uma comunidade de fala afro-brasileira: novos elementos sobre a formação do português popular do Brasil. observando se a variável era estável ou se havia indicação de mudança lingüística. 5.• Crostab ou Cros3000. 5.5 Conclusão A Sociolingüística tem desenvolvido estudos sistemáticos de vários aspectos do português brasileiro.4 Pesquisas sociolingüísticas sobre o português Para melhor ilustrar a pesquisa sociolingüística no Brasil. • • Reanálise da concordância nominal em português. cuja finalidade era identificar as variáveis lingüísticas sociais que mais se relacionam à variação da concordância em Salvador. apresentaram-se alguns assuntos estudados atualmente pelos sociolingüistas sobre o português. morfossintáticas e lexicais no uso da língua. contexto lingüístico e sociedade. de Dante Lucchesi. de Marta Scherre.

28 . e que só são possíveis com auxílio de programas especializados. os fatores que favorecem ou inibem a aplicação de uma regra variável. através das percentagens e probabilidades.fenômenos variáveis são estudados do ponto de vista quantitativo. Por isso o pacote VARBRUL vem sendo utilizado nos estudos a fim de verificar. portanto requerem análises estatísticas.

A semiótica objetiva a exploração do sentido. tentação e intimidação constituem estratégias usadas geralmente pelos publicitários. De acordo com a semiótica greimasiana. que há diferentes linhas da Semiótica: pierceana. No percurso do sujeito. Hocket e outros. através dos textos analisados em sala de aula. Blomfield. é possível chegar a um conceito universal da palavra. há percursos de sujeito diferenciados. como as concepções de Harris. no módulo Semiótica. intimidação e tentação. Também foi possível compreender. que sugerem a substituição do termo por outro. Quando se apóia no saber. solução para os seus problemas. o manipulador utiliza-se de recursos persuasivos. Em Estudos sobre o léxico. no qual a tematização permite a manutenção semântica e a figurativização. Para tanto. Manipulação. é exercida com o objetivo de convencer o outro do caráter verossímil de valores estabelecido e consolidado na forma de um contrato. embora nem sempre se estabeleça uma relação de igualdade entre eles. o manipulador age sobre o outro de maneira a fazer-fazer aquilo que lhe interessa. Para isso. de acordo com Biderman. dependendo do programa de competência e performance. na busca do percurso gerativo de sentido. O cumprimento desse contrato pelo destinador concretiza a manipulação. ou seja. as quais são denominadas sedução. performance e sanção constituem os momentos canônicos da passagem do tema à figura. devido à sua imprecisão. que o processo de manipulação ocorre apenas quando o manipulador e o manipulado partilham dos mesmos valores. Assim essas estruturas determinam três gramáticas no interior da semiótica. o manipulador propõe objetos positivos ou negativos (ameaças). provocação. esses são transformados em objetos-valor. Entretanto. Quando o fazer persuasivo se apóia na modalidade do poder. a fim de convencer o público a adquirir determinados produtos e serviços. abarcando o processo de significação. Em cada texto. este adquire a competência necessária para agir e executar a performance. em que o manipulado é submetido por meio do poder ou do saber. o acréscimo de sentido previsto nesse processo. literária e greimasiana ou da significação. havendo inclusive posturas radicais em relação a esse termo. há uma superposição de níveis diferentes de profundidade. competência. percebeu-se.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos estudos realizados nas sessões de Seminários Avançados I. russa. compreendeu-se que. Sua persuasão. então. a palavra ainda não tem uma definição de caráter universal. como formas de manipulação. provocação. Na maioria das vezes. Sedução. considerando sua identificação e delimitação no interior de 29 . essa relação é de superior para inferior. narrativas e estruturais. explicitados em três estruturas: fundamentais.

cada língua. Nesse sentido, pode-se recorrer a três critérios que operam simultaneamente: fonológico, gramatical e semântico e, assim, chegar a uma definição e delimitação de unidades léxicas. No módulo Análise do Discurso, ficou latente que a ideologia é fruto da relação entre os interlocutores, bem como das marcas dos processos discursivos fragmentados no processo interativo e das condições de produção com a situação discursiva. As formações ideológicas são materializadas através da linguagem, pois reflete o individual e o social. Através da Análise do discurso é possível se revelar não uma verdadeira posição ideológica, mas diferentes formas de assujeitamentos ideológicos inscritos no discurso de diferentes enunciadores. No que concerne à teoria polifônica da enunciação, pode-se perceber que a polifonia permite a compreensão de interlocução que se estabelece no interior de qualquer texto, em que o enunciador se faz presente, argumentando do lugar social que ocupa, representando, assim, uma voz ideologicamente constituída. Através da análise dos textos da DuLoren, publicados na revista Cláudia, verificou-se que, sendo um sujeito vaidoso, a mulher é sempre vista como sensual, provocante e isso é perceptível na forma como os anúncios forma produzidos. Eles apresentam essa mulher poderosa e encantadora, revelando a força que tem um discurso, o qual nunca é ingênuo. Dessa forma, a publicidade se apóia nos padrões estéticos e nas fantasias para produzir necessidades e desejos no público feminino. No que se refere ao módulo Sociolingüística, salientou-se que a língua tem uma heterogeneidade normal, pois a variação é uma propriedade inerente à língua e prevista por esta. Como a variação livre não existe, busca-se através dos estudos saber o que provoca a mudança. Entretanto as restrições, a transição, o encaixamento, a avaliação e a atuação ainda constituem problemas no estudo da mudança, pois não se sabe o que a torna possível. Assim, há uma série de trabalhos que apontam para uma verdadeira diversidade lingüística no Brasil. Essa diversidade tem conduzido os estudiosos ao estudo da variação lingüística, o qual se apóia nos postulados teóricos da Sociolingüística Variacionista.

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