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gramática,produção de textos e redação oficial-afonso celso gomes(1)

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GRAMÁTICA / PRODUÇÃO DE TEXTOS / REDAÇÃO OFICIAL PROF. AFONSO CELSO GOMES PARTE II − PRODUÇÃO DE TEXTOS 1 O TEXTO ...........................................................

60 1 ACENTUAÇÃO GRÁFICA .................................. 2 2 2 CONCORDÂNCIA................................................7 3 3 REGÊNCIA.........................................................18 4 CRASE ................................................................24 5 PONTUAÇÃO − EMPREGO DA VÍRGULA........28 6 ORTOGRAFIA .....................................................33 7 HÍFEN ................................................................38 1 8 DIVISÃO SILÁBICA............................................41 9 PRONOME .........................................................43 10 VERBO...............................................................48 11 DÚVIDAS DO DIA-A-DIA...................................54 4 CORRESPONDÊNCIA COMERCIAL ...............100 12 ACORDO ORTOGRÁFICO................................58 REFERÊNCIAS ....................................................103 2 3 CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA REDAÇÃO OFICIAL...................................79 MODELOS DE TEXTOS OFICIAIS ..................82 MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. .93 4 TÉCNICAS DE ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO DISSERTATIVO .....67 5 CONSIDERAÇÕES GERAIS ............................76 COMPOSIÇÃO DO TEXTO DISSERTATIVO....65 COMPOSIÇÃO DO TEXTO DESCRITIVO .......63

PARTE I − GRAMÁTICA

PARTE III − REDAÇÃO OFICIAL

PARTE I − GRAMÁTICA 1 ACENTUAÇÃO GRÁFICA O uso do acento gráfico – agudo, para marcar o timbre aberto, ou circunflexo, para marcar o timbre fechado – constitui uma exceção, uma maneira de chamar a atenção do leitor para o fato de aquela palavra não estar de acordo com as tendências da língua. Segundo a posição da sílaba tônica (veja bem, sílaba tônica não quer dizer sílaba marcada com acento gráfico, mas simplesmente a sílaba mais forte), as palavras são classificadas em: a) Proparoxítona antepenúltima. b) Paroxítona – c) Oxítona – – a sílaba forte é a a sílaba forte é a penúltima. a sílaba forte é a última.

pronunciar fortemente a antepenúltima sílaba (palavra proparoxítona). Portanto, toda proparoxítona deve ser acentuada. Observe o fenômeno que ocorre com as proparoxítonas séculos e óculos: Quando as pronunciamos, nós as “transformamos” em paroxítonas: [séclus] / [óclus] Atenção: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em 18.4.1995 pelo Congresso Nacional, assim que entrar em vigor, promoverá algumas alterações no uso da língua. Os tópicos que sofrerão modificações serão assinalados com [*] Consultar o item 12.

TENDÊNCIAS DA LÍNGUA PORTUGUESA QUANTO À ACENTUAÇÃO Primeira - Proparoxítonas Ex.: abóbora / xícara / íntimo / hipérbole pêssego / lâmpada / cômoda / flâmula Não é tendência da língua portuguesa

Segunda - Paroxítonas Ex.: cadeira / tapetes / recebo / receberam. mesa / pele / livro / compraram Terceira - Oxítonas Ex.: jabuti / canguru / ardil / papai. saci / tatus / pomar / varapau Palavras oxítonas, seguidas ou não de s, devem terminar em i e u consoante e ditongo. Oxítonas com outras terminações acentuadas: Ex.: gambá / jiló / café / Tomás devem ser

As palavras paroxítonas devem terminar em: a, e, o.

Atenção: Desconsideram-se para este efeito as terminações s e m, por estarem associadas à formação de plural de nomes e de verbos, respectivamente. Paroxítonas com outras terminações acentuadas: Ex.: táxi / bônus / caráter / vôlei lápis / ônus / volátil / pônei devem ser

Observação: Nas paroxítonas terminadas em ditongo, é preciso observar: se for tônico (decrescente) − tendência −, a palavra não leva acento (melancia / arguo / canoa); se for átono (crescente), a palavra é acentuada (história / cárie / armário / tábua / tênue / árduo / mágoa).

Quarta - Ditongos ei, eu, oi [*] Ex.: geleira / camafeu / joio Os ditongos ei, oi, eu são pronunciados com som fechado. Quando pronunciados com som aberto, levam acento agudo: Ex.: geléia / chapéu / jóia Observações: 1ª) Nas palavras derivadas, não ocorre o acento. Ex.: chapeuzinho. 2ª) Nas formas verbais, o acento recai nas formas rizotônicas (isto é, na raiz). Ex.: Eu apóio (porém: Nós apoiamos). Quinta - Encontro de duas vogais Ex.: madeira / caule / caixa O encontro de uma vogal (a – e – o ) com uma semivogal (i – u) forma um ditongo (pronunciadas em um só impulso de voz, constituindo uma só sílaba). Quando a semivogal (i – u) for tônica e formar hiato com a vogal anterior (pronunciadas em dois impulsos de voz, formando sílabas diferentes), é acentuada.

Ex.: aldeído (al-de-í-do) / da) Não receberá acento:

saúde (sa-ú-de) / saída (sa-í-

1ª) Quando se apóia em qualquer consoante que não seja s (ra-iz) ou em outro elemento vocálico (sa-iu), ou quando for seguida de nh (ra-i-nha). 2ª) Quando precedida de vogais iguais. Ex.: paracuuaba. 3ª) Quando precedida de ditongo. Ex.: feiura xiita /

Sexta - Til Ex.: manhã / irmã / alemão O til nasaliza sílabas tônicas. Quando o til ocorre em sílaba átona, a palavra recebe acento agudo ou circunflexo. Ex.: órfã / ímã / bênção / sótão Sétima - Trema [*] Ex.: gueto / preguiça / quente / esquilo

1 - Os monossílabos terminados em a – e – o (seguidos ou não de s) serão acentuados graficamente quando tônicos: dó / fé / má. 2 - Nas formas verbais acompanhadas pelas formas pronominais, considera-se apenas a forma verbal para a verificação das terminações: parti-la – amá-lo – bebê-lo – compô-lo Atenção: Se a forma verbal estiver no futuro, com o pronome interposto (mesóclise), podem ocorrer dois acentos: movê-los-á.

Nos grupos GUE, GUI, QUE, QUI, o u não é pronunciado. Quando for pronunciado, recebe: a) trema, se for átono: agüento / lingüiça / cinqüenta / tranqüilo b) acento agudo, se for tônico: argúi / averigúe Observação: O trema pode ocorrer duas vezes na mesma palavra, como em: qüinqüênio / qüinqüenal CASOS ESPECIAIS

3 - Vocábulos terminados em EM - ENS – quando paroxítonos, não levam acento: item – itens – quando oxítonos, levam acento: vintém, parabéns. 4 - Vocábulos terminados em UM - UNS – quando oxítonos, não levam acento: urucum – urucuns. – quando paroxítonos, levam acento: álbum – álbuns. 5 - A primeira vogal dos grupos êe (verbos CRER – DAR – LER – VER e seus derivados) leva acento circunflexo, bem como a primeira vogal do grupo ôo quando for tônica. [*] Ex.: crêem / dêem / lêem / vêem / descrêem / enjôo / perdôo / vôo / abotôo. (Porém: álcool.) 6 - Os verbos TER e VIR não apresentam acento na 3ª pessoa do singular. Na 3ª pessoa do plural, levam acento circunflexo: Ex.: Ele tem / eles têm // Ele vem / eles vêm Seus derivados levam acento agudo na 3ª do singular e circunflexo na 3ª do plural. Ex.: contém / contêm // retém / retêm 7 - As formas verbais pôr e pára são acentuadas graficamente. Como preposição (átonas), não levam acento. [*]

Ex.: O homem pára e tenta pôr a máquina em funcionamento. O mesmo ocorre com os compostos do tipo: pára-brisa, pára-quedas. 8 - Modificações introduzidas pela lei 5765, de 18.12.71. [*] O chamado acento diferencial, que assinalava com o acento circunflexo a pronúncia fechada de uma palavra para distingui-la do seu par, de pronúncia aberta, foi abolido. Ex.: almoço (subst.) – almoço (forma verbal) No par pôde/pode julgou-se necessário manter o acento, pois ambas as palavras pertencem à mesma classe gramatical, podendo ocorrer confusão quanto ao tempo verbal (passado ou presente).

Confira a relação pelo – combinação de por + pela – combinação de por o +a pélo – verbo pelar péla – verbo pelar pêlo(s) – substantivo péla(s) – substantivo (cabelo) (bola; jogo) coa – com + a côa – verbo polo – combinação de por +o pólo(s) – subst. (jogo; extremidade) pólo(s) – subst. (gaviãozinho) pola – combinação de por +a póla(s) – substantivo (surra) póla(s) – substantivo (broto) que – adv., conj., pronome quê – subst., interj., pronome

acentuação de palavras. Assim é que não acentuamos semi / super / inter / mini / multi... Ex.: super-homem / anti-higiênico Apenas recebem acento além, aquém e recém. Atenção: Quando usados isoladamente, os prefixos e os radicais devem ser grafados com destaque (em itálico ou negrito nos textos impressos e entre aspas nos textos manuscritos). Ex.: Ganhei um super presente. 10 - Nomes de marcas registradas O Formulário Ortográfico admite que seja mantida a grafia original. Assim: Antarctica (fábrica de bebidas) / Ferrari / Petrobras

pera – preposição arcaica péra – substantivo (pedra) pêra – substantivo (fruta) porque – conjunção porquê – substantivo

9 - Os prefixos e os radicais, por não se constituírem em unidades autônomas, não obedecem às orientações para a

11 - Palavras estrangeiras As regras de acentuação aqui estudadas não se aplicam às palavras estrangeiras, que devem ser grafadas como na origem. Ex.: campus / campi / container / curriculum détente / habitué / vis-à-vis 12 - Embora a lei que aboliu o acento diferencial não tenha feito qualquer recomendação, muitos autores distinguem fôrma (com o fechado, molde) de forma (com o aberto, formato). 13 - As regras de acentuação gráfica valem igualmente para nomes próprios e abreviaturas de palavras acentuadas. Ex.: Antônio – Míriam – Índia – pág. – séc. PROSÓDIA – é a parte da Gramática Normativa que trata da correta acentuação tônica das palavras. a) São oxítonas: cateter condor Gibraltar mister São paroxítonas: Nobel novel recém refém ruim sutil ureter xerox

âmbar avaro aziago barbaria ciclope decano estratégia

filantropo fluido (substantivo) gratuito ibero juniores látex maquinaria

mercancia necropsia nenúfar pudico recorde rubrica têxtil

c) São proparoxítonas: ágape alcoólatra aríete azáfama bávaro protótipo crisântemo égide etíope idólatra ímprobo ínterim invólucro leucócito périplo plêiade

distinguir (ghir) estagna (es-tag-na) fecha (ê) hábitat

inexorável (zo) necropsia (ci) questão (k) subsídio (ci)

Algumas palavras admitem dupla pronúncia: acróbata ou acrobata boêmia ou boemia oceânia ou oceania ortoépia ou ortoepia hieróglifo ou hieroglifo liqüidação ou liquidação autópsia ou autopsia sangüíneo ou sanguíneo eqüídeo ou equídeo projétil ou projetil réptil ou reptil sóror ou soror zângão ou zangão liqüidificador ou liquidificador antigüidade ou antiguidade eqüilátero ou equilátero eqüidade ou equidade eqüidistante ou equidistante

Pronúncia correta de algumas palavras: aerossol (ssol) águam ambidestro (ê) hexágono (ks) ileso (ê) impregna (im-preg-na)

1 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 1 - (EPCEX) – Analise as frases abaixo, assinalando a que se apresenta totalmente CORRETA quanto à ACENTUAÇÃO GRÁFICA. a) A menina senta-se nos degraus da escada e olha para o céu. b) De subito, o ladrão começa a correr, pondo em pânico os transeuntes. c) O heroi voltou após o término da guerra. d) Alguem há de contar como aconteceu o acidente ferroviário. e) A principal tribo indígena, na época do descobrimento do Brasil, era a tupí. 2 (EEAER) – Assinale o vocábulo corretamente acentuado: a) hífens b) hífen d) ítem e) vírgem 3 - (PUC – CAMPINAS – SP) – A palavra lençóis deve ser acentuada graficamente porque: a) é uma palavra oxítona, de mais de uma sílaba, terminada em óis. b) é uma palavra proparoxítona. c) é uma palavra oxítona terminada em óis. d) os ditongos abertos éi, éu, ói, éis, éus e óis devem ser acentuados graficamente.

4 - (MACKENZIE – SP) – Assinale a alternativa em que nenhuma palavra teria acento gráfico: a) preto, flui, orgão, seres b) item, polens, ser, erros, dores c) atroz, preta, garoa, poderes, armazens d) governos, juri, cutis, lapisinho, odio e) coroa, essencial, depor, cadaver, tatu 5 - (EPCAR) – Assinale a opção em que todos os vocábulos devem receber acentuação gráfica: a) estrategia, carater, rubrica b) prototipo, apoio (verbo), avaro c) exodo, interim, hifen d) averigue, magoo, garoa

6 - Assinale, em cada grupo de palavras, a única que não deverá ser acentuada: a) aqui, rococos, cafe, cipo, caja b) armazem, parabens, vintem, tens, recem c) chapeu, apoio (subst.), apoio (verbo), constroi, diarreia d) biceps, item, album, fluor, taxi e) consegui-lo, repo-lo, mostra-lo, vende-lo, distribui-lo f) pas, fez, cos, mes, ca 7 - Marque, em cada grupo, a palavra que apresenta erro de acentuação a) país, países, juíz, juízes, juíza, Luís b) juriti, baú, carandaí, saída, saíndo, cuíca c) nêutron, hífens, álbuns, sótão, cáqui, Luiz d) itens, ítem, nuvem, vêem, vêm, pólen e) enjôo, coroa, tênue, potência, órdem, volúvel 8 - Assinale, em cada item, a única forma verbal que deverá ser acentuada: a) caiu, caindo, caiste, cairemos, cairdes b) traimos, traiu, trair, trairmos, trairdes c) magoa, coa, voa, voe, magoas d) distribui, recebi, caiu, saudei, reune δ 9 - (UFPR) – Em qual das alternativas todas as palavras devem ser acentuadas? a) hifen, cafezinho, vem, le

b) c) d) e) 10 a) b) c) d) e) f)

voo, corvo, America, chapeu torax, bufalo, portuguesa, moços lençol, emoção, cafe, armazem mantem, compos, caiste, reporter - Justifique o acento gráfico nas seguintes palavras: preâmbulo g) argúi fusível h) má você i) também caída j) entôo fiéis l) pêra órfãs m) pôde

2 CONCORDÂNCIA Concordância é o princípio que manda adaptar o vocábulo determinante às categorias gramaticais do vocábulo determinado. Pode ser: A) Verbal – o determinado é o sujeito e o determinante é um verbo. Envolve as categorias número e pessoa. Os herdeiros venderam a casa. sujeito verbo (determinado) (determinante) plural → plural 3ª pessoa → 3ª pessoa B) Nominal – o determinado pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral, enquanto o determinante pode ser um adjetivo, um pronome, um numeral, um artigo ou um particípio. Envolve as categorias número e gênero. O carteiro ficou substantivo (determinado) assustado. particípio (determinante)

singular masculino

→ →

singular masculino

A concordância pode ocorrer de três maneiras: a) Lógica ou Gramatical: consiste em adaptar determinante à forma gramatical do determinado. o

Ex.: Escolheste hora e local adequados. // A maioria dos alunos saiu. // Tudo é esquisito.

b) Atrativa: consiste em adaptar o determinante: Ao último dos vários determinados, quando se deseja ressaltar a contribuição deste elemento. Ex.: Escolheste hora e local adequado. // Escolheste local e hora adequada. A uma parte do determinado que não constitui gramaticamente seu núcleo, quando se deseja ressaltar a importância deste componente. Ex.: A maioria dos alunos saíram. A outro termo da oração. Neste caso, a importância do predicativo é maior. Observe como a oração assume um valor mais figurativo Ex.: Tudo são flores. (= Tudo está perfeito.)

(2) Silepse de número: nuas. (3) Silepse de pessoa: desconfiados.

A gente dessas terras andavam sing. pl. Os mineiros somos muito 3ª pessoa 1ª pessoa

Atenção: Quando diz “Os mineiros são desconfiados”, ou o falante não é mineiro ou, ainda que seja, não deseja ressaltar essa condição. Quando diz “Os mineiros somos desconfiados”, há uma explícita intenção do falante em ressaltar essa condição.

c) Ideológica (Silepse): consiste em adaptar o determinante não à forma do determinado, mas ao seu sentido. (1) Silepse de gênero: generoso. masc. Vossa Excelência mostrou-se fem.

CASOS ESPECIAIS DA CONCORDÂNCIA VERBAL EM QUE O SUJEITO É: 1 - Pronome de tratamento – o verbo fica na 3ª pessoa: Ex.: Vossa Senhoria trouxe seus documentos? Vossas Senhorias trouxeram seus documentos? Coletivo – o verbo fica no singular (concordância gramatical): A multidão aplaudiu o cantor.  O exército protege a nação. 2 -

• Se vier precedido de artigo, com ele concordará o verbo: Ex.: Os Estados Unidos conquistaram o espaço galático. Observação: Quanto aos nomes de obras, mesmo precedidos de artigo, são lícitos o plural e o singular: Ex.: Os Lusíadas encantou/encantaram o mundo das letras.

Observação: Se o coletivo vier distanciado do verbo ou seguido de substantivo plural (e anteceder o verbo), podese dar o plural (quando se quiser salientar a ação dos indivíduos) ⇒ Concordância Ideológica: Ex.: A multidão, após alguns segundos de misterioso silêncio, aplaudiram freneticamente o cantor. A multidão de velhos aplaudiram o cantor. 3 Nome próprio de lugar no plural – Há duas possibilidades de construir a frase: • Se não aparecer artigo, o verbo fica no singular Ex.: Minas Gerais possui grandes jazidas de ouro.

A) SUJEITO COMPOSTO E ANTEPOSTO Quando o sujeito for composto e estiver antes do verbo, este irá para o plural. Ex.: Pedro e Paulo viajarão. CASOS PARTICULARES 1 - Pessoas gramaticais diferentes Quando o sujeito for composto de pessoas gramaticais diferentes, o verbo irá para o plural, na pessoa que predominar. A 1ª prevalece sobre a 2ª e a 3ª (eu + tu + ele → nós) Ex.: Eu e tu iremos à festa. // Ele, eu e tu sabemos a história toda. A 2ª prevalece sobre a 3ª (tu + ele → vós) Ex.: Tu e ele ireis à festa. Neste caso também pode ocorrer a concordância com a 3ª pessoa do plural: Ex.: Tu e ele irão à festa. (tu + ele → vocês) 2 - Aposto resumidor Quando o sujeito for resumido por palavras como TUDO, NADA, NINGUÉM, ALGUÉM, etc., o verbo fica no singular. Ex.: Amor, dinheiro, fama, tudo passa.

Ricardo, Antunes, Celso, ninguém ficou contente com o bilhete. 3 - Gradação Se o sujeito for composto em enumeração gradativa, o verbo pode ficar no singular ou no plural. Ex.: Uma palavra, um olhar, um gesto bastava/bastavam. 4 - Sinônimos Quando o sujeito for constituído de palavras sinônimas (ou quase sinônimas), o verbo pode ficar no singular ou no plural: Ex.: Fama e glória envaidece/envaidecem a criatura.

B) SUJEITO COMPOSTO E POSPOSTO Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo, este poderá ficar no plural ou concordar com o núcleo mais próximo: Ex.: Não faltou/ faltaram dinheiro e luxo. CASOS PARTICULARES HAJA VISTA (= “repare-se”, “atente-se”) Ex.: Haja vista o livro que escrevi. // livros que escrevi. Haja vista os

Sou eu quem paga. quem encontrou.

//

Fomos nós

Se o sujeito for representado por pronome interrogativo (QUAL, QUANTO...) ou indefinido (ALGUM, NENHUM...) seguido das expressões DE NÓS, DE VÓS, DENTRE VÓS, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular: Ex.: Qual de nós acertou o problema? // Nenhum de nós se lembrava dele. Qual de vós acertou o problema. // Nenhum de vós se lembrava dele. Observação: Caso os interrogativos ou os indefinidos estejam no plural, o verbo poderá ficar na 3ª pessoa do plural ou concordar com NÓS ou VÓS. Ex.: Quais de nós acertaram o teste? Quais de nós acertamos o teste?

Observação: Na expressão haja vista, a palavra “vista” é invariável. O verbo HAVER pode ficar invariável ou concordar com o substantivo que segue a expressão. Ex.: Hajam vista aos/os livros que escrevi. Se o sujeito é QUE, o verbo concordará, obrigatoriamente, com o pronome que vem antes do QUE: Ex.: Sou eu que pago. // Fomos nós que o encontramos. Se o sujeito é QUEM, o verbo poderá concordar com o pronome que vem antes do QUEM ou ficar na 3ª pessoa do singular: Ex.: Sou eu quem pago. // Fomos nós quem encontramos.

Se o sujeito for representado por GRANDE NÚMERO DE, A MAIOR PARTE DE, A MAIORIA DE, o verbo pode ir para o singular ou para o plural. Ex.: A maioria dos alunos estuda. A maioria dos alunos estudam. Grande parte dos loucos está em perfeito juízo. Grande parte dos loucos estão em perfeito juízo. Meia dúzia de alunos esperava pelo professor. Meia dúzia dos alunos esperavam pelo professor. • Se o sujeito for representado por cerca de, perto de, por volta de, em torno de, menos de (e outras expressões que indiquem quantidade aproximada), o verbo concorda com o substantivo (= núcleo do sujeito). Ex.: Cerca de três pessoas saíram do quarto. Mais de cem figurantes foram contratados. Menos de um quilo de cocaína foi apreendido. Atenção: Veja a concordância do verbo ser a respeito das expressões “cerca de” e “perto de”. • Se o sujeito for representado por percentagem, pode ocorrer: - Sem especificador, o verbo deve concordar com a percentagem: Ex.: Eles disseram que 1% compareceu. Eles disseram que 10% compareceram.

- Com especificador, o verbo concorda com o número do especificador. Ex.: Dez por cento da arrecadação provém do ICMS. Quarenta por cento dos alunos foram aprovados. • MILHÃO/ BILHÃO/ TRILHÃO É um caso facultativo: Ex.: Um bilhão de reais foi gasto / foram gastos até hoje. - Se o verbo vier anteposto, concordará com o numeral. Ex.: Foi entregue um milhão de casas. Foram entregues cinco milhões de casas.

Se o sujeito é UM DOS QUE, o verbo poderá concordar no singular ou no plural. Ex.: Juca é um dos que mais anima/animam. Observação: o singular será obrigatório se a ação for claramente atribuída a uma só entidade. Ex.: O Sol é um dos astros que dá luz e calor à Terra. • Se o sujeito for ligado pelas alternativas OU... OU, NEM...NEM, é facultativo o singular ou o plural: Ex.: Ou o ferro ou o fogo romperá/romperão o laço. Nem a fome nem a sede o bateu/abateram. Observação: Se as conjunções OU e NEM indicarem exclusão ou retificação, o verbo ficará no singular. Ex.: Dida ou Marcos será o goleiro da Seleção. Luís ou Leco será o marido de Teresa. Paulo, ou melhor, Roberto foi o escolhido. Se o sujeito é iniciado por MAIS DE UM, o verbo fica na 3ª pessoa do singular. Ex.: Mais de um homem já tentou beijá-la. Observação: O plural será obrigatório em dois casos. – Se o verbo exprimir reciprocidade: Ex.: Mais de um dos gladiadores se entreolharam.

– Se a expressão vier repetida: Ex.: Mais de um aluno, mais de um professor já reclamaram.. Se o sujeito é CADA UM (mesmo seguido de expressão no plural), o verbo fica na 3ª pessoa do singular. Ex.: Cada um dos guardas buscou a arma. Se o sujeito é UM OU OUTRO, o obrigatoriamente, na 3ª pessoa do singular. Ex.: Uma ou outra expressão fica no singular. verbo fica,

Se o sujeito é UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO, o verbo poderá ficar no singular ou ir para o plural. Ex.: Um e outro perdeu-se/perderam-se. Nem um nem outro concordou/concordaram. • A partícula SE Dois casos devem ser levados em consideração: a) O “se” é partícula apassivadora. O verbo concordará com o sujeito, que sempre estará expresso. A maneira prática de identificar a partícula apassivadora é verificar a possibilidade de reproduzir a oração na voz passiva analítica (ou com auxiliar).

Ex.:

Alugam-se casas. (Casas são alugadas). Não se podem evitar todos os acidentes. Estes são os objetivos que se devem atingir. Cada vez mais se ouvem opiniões contrárias.

CASOS DE CONCORDÂNCIA COM ALGUNS VERBOS 1) FAZER É impessoal em apenas dois casos: a) No sentido do “tempo decorrido”: Faz duas semanas que não o vejo. b) Indicando “fenômeno natural”: Faz dias ensolarados em Ponta Grossa. Observação: O verbo FAZER também transmite sua impessoalidade para o verbo auxiliar. Ex.: Deve fazer dois anos que faleceu. 2) DAR, BATER E SOAR Estes verbos concordam com o numeral seguinte: Ex.: Deu uma hora. Deram duas horas. Bateu uma badalada. Bateram doze badaladas. Soou uma hora no relógio. Soaram três horas no relógio. Ia dar uma hora no relógio. Iam dar duas horas no relógio. Observação: Concordarão com o sujeito (relógio, sino, sineta, cuco, carrilhão, etc.) se este estiver expresso. Ex.: O relógio deu 3 horas. O sino bateu 8 horas. Soou 7 horas a sineta.

b) O “se” é partícula de indeterminação do sujeito. Se não houver objeto direto para virar sujeito passivo, o verbo fica necessariamente no singular. Note, também, a ocorrência da preposição. Ex.: Deve-se aspirar a melhores dias. // Não se acredita em ETs. Precisa-se de empregados. // Trata-se de casos urgentes. Acredita-se em marcianos. // Trabalha-se em lugares poluídos. • Se o sujeito é representado por uma oração subordinada, o verbo da oração principal deve ficar na terceira pessoal do singular. Ex.: Ainda falta votar vários deputados.

3) PARECER Nas frases em que o verbo PARECER for seguido de um INFINITIVO, ocorrem dois tipos de construção paralelos: podemos flexionar o verbo “parecer” ou o “infinitivo” que o acompanha (mas jamais os dois): Ex.: As estrelas pareciam sorrir. parecia sorrirem. // As estrelas

4) HAVER É impessoal – isto é, deve ser usado invariavelmente na 3ª pessoa do singular – em três casos: a) No sentido de EXISTIR Ex.: Há (existem) duas flores no jardim. b) No sentido de SUCEDER, ACONTECER, OCORRER Ex.: Houve (ocorreram) brigas na rua. c) No sentido de TEMPO DECORRIDO, FAZER Ex.: Não o vejo há muitos anos. É pessoal – varia: vai para o plural – em muitos casos. Exemplos: TER, POSSUIR Ex.: Tu nunca houveste coração. Observação: o verbo HAVER funcionando como verbo auxiliar também tem o sentido equivalente a “ter”. Ex.: Nós havíamos feito o pedido. PORTAR-SE, COMPORTAR-SE, SAIR-SE Ex.: Os alunos se houveram muito bem nos exames vestibulares. OBTER, CONSEGUIR – rainha o perdão. Ex.: Os réus houveram da

Nesse caso é possível interpretar que os dois verbos não formam locução. Veja outros exemplos: Viam-se/ Via-se entrar vários convidados. Podem-se/Pode-se realizar os testes

CONSIDERAR, JULGAR – Ex.: Eles houveram por mais acertado renunciar. AJUSTAR contas, ENTENDER-SE – Ex.: Eles se haverão comigo! Importante: O verbo HAVER no sentido de “existir” é impessoal, mas o próprio verbo EXISTIR é pessoal: Havia lugares na sala. // Existiam lugares na sala. O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locução, os quais, por isso mesmo, permanecem invariáveis na 3ª pessoa do singular. Ex.: Aqui deve haver minérios.

5. SER Apresenta várias particularidades. a) É impessoal, mas concorda com o numeral na indicação de horas, datas e distâncias: É meia-noite // São dez horas. Observação: O verbo SER pode ficar no singular, quando se refere a datas, se concordar com a idéia implícita de DIA. Ex.: Hoje são 8 de novembro. // Hoje é 8 de novembro. b) Quando o sujeito é constituído de uma expressão numérica, o verbo SER ficará no singular se for seguido de adjuntos como “pouco”, “muito”, “bastaria” etc.: Ex.: Dois milhões é pouco. // Seis quilos era muito. c) O verbo SER ficará no singular ou no plural quando for seguido das expressões “perto de” e “cerca de”: Ex.: Era/Eram perto de duas horas. // Era/Eram cerca de nove horas. d) O verbo SER permanece invariável na expressão de realce “é que”: Ex.: Eu é que trabalhava. // Nós é que trabalhávamos. e) O verbo SER concorda com o predicativo nos seguintes casos: • Se o predicativo for um pronome pessoal:

Ex.: O dono da fazenda serás tu. Observação: Se o sujeito também for pronome pessoal do caso reto, com ele concordará o verbo SER: Ex.: Eu não sou ele. // Tu não és ela. • Se o sujeito for “tudo”, “isto” ou “aquilo” e o predicativo for um substantivo no plural. Ex.: Tudo na mocidade são esperanças. // Isso eram intrigas da oposição. • Se o sujeito for um nome de coisa no singular e o predicativo um substantivo no plural: Ex.: A cama são umas palhas. // A causa eram os seus projetos. • Se o sujeito for representado pelos pronomes interrogativos quem e que. Ex.: Quem foram os autores do crime? // Quem são homônimos?

Atenção: - Quando houver nome de pessoa, o verbo ser concordará obrigatoriamente com ele, independentemente de atuar como sujeito ou como predicativo. Ex.: Lúcia era as esperanças da mãe. // As esperanças da mãe era Lúcia. - Quando houver dois substantivos comuns de números diferentes, o verbo ser concordará, de preferência, com o que estiver no plural. Ex.: O mundo são doces ilusões. CONCORDÂNCIA COM O VERBO NO INFINITIVO Quando os núcleos de um sujeito forem constituídos de infinitivos, poderão ocorrer as seguintes concordâncias: •O verbo irá para o plural se os infinitivos aparecerem determinados. Ex.: O trabalhar e o descansar são direitos de qualquer pessoa. •O verbo poderá ficar no singular se os infinitivos não aparecerem determinados. Ex.: Trabalhar durante o dia e estudar à noite ainda não matou ninguém. Observação: Caso os infinitivos exprimam idéias opostas, ocorrerá o plural: Rir e chorar se alternam.

A) INFINITIVO NÃO FLEXIONADO 1 - Quando o sujeito é representado por pronome átono. Ex.: Mandou-nos sair. // Esperei-as dormir. // Vi-os sair com ela. Observação: Se houver reciprocidade, flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo: Vi-os abraçarem-se. 2 - Quando, precedido da preposição a, equivale a um gerúndio. Ex.: Passamos a noite a ler Camões. (= lendo) 3 - Nas locuções verbais, quando, devido à ordem dos termos da oração, a ligação do INFINITIVO com o AUXILIAR é nítida. Ex.: Depois de lutas acirradas, podemos cantar vitória. 4 - Quando tem valor de imperativo: paulistas! Cessar fogo,

B) INFINITIVO FLEXIONADO 1 - Quando o sujeito do infinitivo – não sendo pronome átono – é diferente do sujeito do verbo auxiliar. Ex.: Esperei dormirem todos (suj. de esperar: eu; suj. de dormir: todos) 2 - Quando o verbo ser é indicativo de horas, datas e distâncias. Ex.: Visto já serem duas horas, partiremos. 3 - Por necessidade de clareza, quando o sujeito do infinitivo, diferente do da oração principal, não está referido no texto. Ex.: O presidente liberou seus ministros para subirem em palanque. 4 - Quando o sujeito está claramente expresso. Ex.: O gerente mandou seus subordinados fazerem todos os testes. O aumento do quiabo fez os índices de inflação dispararem. CONCORDÂNCIA FACULTATIVA 1 - Quando o infinitivo é impessoal. Ex.: Ao receber/recebermos o recado, saímos. Convém levar/levarmos o carro de volta.

(Também é possível: Convém-nos levar o carro de volta.) Existem assuntos difíceis de esclarecer/esclarecermos. (Também é possível: Existem assuntos difíceis de serem esclarecidos.) Observações: • Quando o infinitivo vem com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal, dá-se preferência à forma não flexionada do infinitivo. Ex.: Eles foram impedidos de sair. Elas foram obrigadas a fazer o teste. Tivemos de passar cinco horas na estrada. A lei proíbe os freqüentadores de fumar nas lojas. • Na voz passiva e com os verbos de ligação, deve-se usar o infinitivo no plural. Ex.: As células-mães são preparadas para se tornarem resistentes.

2 - Quando o sujeito não é pronome átono, desde que o verbo da oração determinada pelo infinitivo seja CAUSATIVO (deixar, mandar, fazer) ou SENSITIVO (ver, ouvir, sentir e sinônimos). Ex.: Mande entrar / entrarem os concorrentes. Vi chegar / chegarem as encomendas. 3 - Quando o sujeito é idêntico ao da oração principal. Ex.: Antes de sair / saíres, terminarás o serviço. Os técnicos estão aqui para resolver / resolverem o problema. 4 - Quando o sujeito, diferente do da oração principal, está indicado por algum termo da oração: Ex.: Ela nos deu o direito de sair / sairmos. 5 - Quando, numa locução verbal, o auxiliar estiver distanciado do infinitivo Ex.: Não podemos, após esta prova de lealdade, duvidar/duvidarmos dele.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

2 - Dois ou mais substantivos de gênero diferente 1. Dois ou mais substantivos do mesmo gênero a) Concordância Gramatical. O adjetivo irá para o plural no gênero dos substantivos. Ex.: Comprei televisor e rádio importados. b) Concordância Atrativa. O adjetivo ficará no singular e no mesmo gênero do substantivo mais próximo. Ex.: Comprei televisor e rádio importado. a) Concordância Gramatical. O adjetivo irá para o plural, no masculino. Ex.: Admiramos o Exército e a Marinha brasileiros. b) Concordância Atrativa. O adjetivo ficará no singular e no mesmo gênero do substantivo mais próximo, justamente para ressaltar a importância do substantivo mais próximo. Ex.: Admiramos o Exército e a Marinha brasileira. Observação: É evidente que quando o adjetivo exprime uma qualidade tal que só cabe ao último elemento a concordância se efetuará, obrigatoriamente, com este último. Ex.: Servi-lhes champanhe e porco assadO. A professora ganhou um disco e uma pêra madurA. Comprei um terno e um chapéu redondO. 3 - Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo, ocorrem dois tipos de construção: Ex.: Estudo as línguas japonesa e chinesa. Estudo a língua japonesa e a chinesa. 4 - Se o adjetivo estiver colocado ANTES do substantivo, concordará apenas com o mais próximo: Ex.: Escolhestes MÁ hora e lugar. // Escolheste MAU lugar e hora.

5 - O substantivo empregado como adjetivo (derivação imprópria) não varia. Ex.: Mulher monstro // Mulheres monstro. 6 - Na flexão com os numerais, podem ocorrer as seguintes situações: a) Um substantivo colocado após dois ou mais numerais fica no singular ou no plural: O primeiro e o segundo parágrafo/parágrafos. b) Um substantivo colocado antes de dois ou mais numerais irá para o plural: Os parágrafos primeiro e segundo.

CONCORDÂNCIA DO PREDICATIVO COM O SUJEITO O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito: Ex.: Os campos estão floridos. // As ruas estavam desertas. Quando o sujeito é representado por substantivos do mesmo gênero, o predicativo conserva o gênero e vai para o plural: Ex.: Maria e Madalena são estudiosas. // O mar e o céu estavam serenos. Quando o sujeito é representado por substantivos de gênero diferente, o predicativo vai para o masculino plural: Ex.: Maria e Tibúrcio são estudiosos. // O vale e a montanha são frescos. Atenção: Quando o predicativo se antecipa ao sujeito, existe a possibilidade de concordância com o mais próximo. Ex.: Era deserta a vila, a casa, o templo. Eram desertos a vila, a casa e o templo. Estavam molhados as fronhas e o lençol. Estavam molhadas as fronhas e o lençol. Estava calmo o aluno e a aluna. // Estavam calmos o aluno e a aluna.

Se o adjetivo anteposto referir-se a nomes próprios, o plural será obrigatório. Ex.: Estavam calmos Pedro e Gil // As alegres Mônica e Meire são primas. CONCORDÂNCIA DO PREDICATIVO COM O OBJETO • Quando o objeto é simples, o adjetivo (predicativo) concorda com ele em gênero e número: Ex.: Considero as respostas válidas. • Quando o objeto é composto, a concordância se dará, obrigatoriamente, com todos os núcleos. (É proibida a concordância com o núcleo mais próximo.) Ex.: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. Achei muito simpáticos o rei e sua filha. Notei a mãe e a filha muito preocupadas.

CASOS PARTICULARES MEIO – Como substantivo, varia em número: Ex.: Os fins não justificam os meios. // legais para vencer.

Não há meios

– Como numeral, concorda em gênero e número com o vocábulo determinado (claro ou oculto): Ex.: Só pôde chupar meia pêra. / São nove e meia. / Era meio-dia e meia. – Como adjetivo (significando “incompleto”, “inacabado”), concorda com o substantivo: Ex.: Esboçou um meio riso. // O enfermo teve uma meia síncope. – Como advérbio (significando “um pouco”, “um tanto”), não deve flexionar-se: Ex.: Josefina anda meio adoentada. // As portas estavam meio abertas. •Expressões do tipo É PROIBIDO, É BOM, É NECESSÁRIO, É PRECISO, É NOCIVO, etc. ficam invariáveis quando o sujeito vier sem determinante. Se o sujeito aparecer com determinante, tais expressões variam normalmente:

E x.:

É PROBIDO É PROIBIDA a entrada. entrada. Água de melissa É MA A água de melissa É BOA. BOM. S É NECESSÁRIO É NECESSÁRIA muita cautela. cautela. Pimenta É NOCIVO. Aquela pimenta É NOCIVA.

BASTANTE – Como adjetivo, é variável (= muitos/muitas): Ex.: Bastantes vezes ela conversou comigo a esse respeito. É riquíssimo: tem bastantes prédios alugados. – Como advérbio, é invariável (= muito): Ex.: Estamos bastante satisfeitos. // Sentimos bastante sua falta. JUNTO – particípio irregular de “juntar”, funciona como adjetivo, flexionando-se: Ex.: Carlos e Eli ainda trabalham juntos. // As meninas voltaram juntas. – Pode também ser advérbio e, como tal, não se flexiona: Ex.: Junto (= “ao mesmo tempo”) vos envio dois relatórios. – Também é invariável quando formar locução prepositiva (junto a, junto de, junto com): Ex.: Eles continuam junto ao muro. // As duas ficaram junto da mãe. MENOS – esta palavra tem várias funções, mas é sempre invariável: Ex.: Tenho menos dinheiro que você. (adjetivo) A roseira floriu menos que antes. (advérbio) Todos saíram, menos o professor. (preposição) Tenho mil livros, e você menos. (pronome indefinido)

• ANEXO e INCLUSO – concordam com o substantivo a que se referem: Ex.: Anexo lhe envio o documento. // A duplicata está anexa . Incluso lhe envio o recibo. // Os recibo vão inclusos. Observação: “EM ANEXO” é expressão invariável. Ex.: Em anexo lhe envio três relações. // Vão em anexo dois dicionários. • MESMO e PRÓPRIO – como adjetivo, significando “em pessoa”, concordam com o substantivo ou pronome a que se referem: Ex.: Ele mesmo é o orientador. // Ela mesma assinou o contrato. Eles mesmos fizeram o cheque. // Elas mesmas demitiram a secretária.

QUITE – particípio irregular do verbo “quitar”, funciona como adjetivo e deve flexionar-se em número de acordo com a pessoa a que se refere: Ex.: Eu estou quite com a maioria de meus credores. // Estamos quites. LESO – concorda com o substantivo a que se refere: Ex.: Cometeu crime de leso-patriotismo. (Ou lesa-pátria, ou lesas-pátrias.) MUITO OBRIGADO “Se quem agradece é homem, deverá dizer “muito obrigado”; se mulher, “muito obrigada”. O mesmo se observa quanto ao número: se vários são os homens que externam agradecimento, a forma será “muito obrigados”; se várias mulheres, “muito obrigadas”. (ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de Questões Vernáculas, p.196)

CARO e BARATO – como adjetivos, variam: Ex.: Comprou um sapato barato. sapato caro. Comprou uma peruca barata. peruca cara. Só comprou objetos baratos. objetos caros. – Como advérbio, são invariáveis: Ex.: Os sapatos custam caro. // aulas de redação. Uma peruca não sai barato. // barato esta casa.

// // //

Comprou um Comprou uma Só comprou

Cobra barato as Comprei muito

Observação: É errado dizer “preço caro” ou “preço barato”. O preço poder ser “alto”, “baixo”, “módico”... • ALERTA – como advérbio, é invariável: Ex.: Sempre alerta! Gritaram os soldados. − Como adjetivo, flexiona em número: Ex.: Nada lhes escapam; são homens alertas. POSSÍVEL – Com o mais, o menos, o quanto, o adjetivo POSSÍVEL fica invariável:

Ex.: Alunos o mais possível inteligentes. // Alunas o menos possível feias. Mulheres o mais belas possível. – Com os plurais os mais, os menos, os piores, os melhores, o adjetivo POSSÍVEL vai para o plural: Ex.: Mulheres as mais belas possíveis. // Obras as mais ricas possíveis. A OLHOS VISTOS – significa “visivelmente”, “claramente”, e é locução adverbial invariável: Ex.: Rafael emagrecia a olhos vistos.

• CORES – os substantivos que se empregam adjetivados para indicar cores ficam invariáveis: Ex.: luva creme // terno cinza // paletó verde-limão luvas creme // ternos cinza // paletós verde-limão Observação: AZUL-MARINHO invariáveis. e AZUL-CELESTE são

Também devem ser consideradas invariáveis as formas: olhos azul-escuro, olhos verde-claro, embora alguns gramáticos prefiram olhos azul-escuros, olhos verdeclaros. • SÓ – quando é adjetivo (equivalendo a sozinho), concorda normalmente com o nome a que se refere: Ex.: Ela ficou só // Elas ficaram sós. – Quando é um advérbio (equivalendo a somente), naturalmente não será variável. Ex.: Depois da batalha só restaram cinzas. PARTICÍPIOS – Os particípios concordam subordinativo a que se referem. normalmente com o

Ex.: Iniciado o trabalho, todos saíram. Iniciada a aula, o professor fez a chamada. Iniciados os trabalhos, todos saíram. O material foi comprado. Os materiais foram comprados. – Quando integra um tempo composto conjugado na voz ativa, o particípio permanece invariável. Ex.: O professor tinha iniciado a aula. Na voz passiva, o particípio flexiona. Ex.: Os livros foram entregues.

CONCORDÂNCIA VERBAL 1 - Marque C (correto) ou I (incorreto): a) Olívio é um dos que mais estuda a língua nacional. b) Olívio é um dos que mais estudam a língua nacional. c) Tu e ele praticais o futebol? d) Quais de vós estais de acordo comigo? e) Quais de vós estão comigo? ( ( ( ( ( ) ) ) ) )

2 - Em que frase a lacuna pode ser preenchida APENAS no singular? a) No mês passado, muitos desastres _______ naquela estrada. (ACONTECER) b) Qual de vocês _________da última reunião da diretoria? (PARTICIPAR) c) Já _____________ seis horas no relógio da igreja do Carmo? (BATER) d) Perto da fonte, ___________um cesto de roupas e duas bacias velhas. (ENCONTRAR-SE) e) Grande parte dos funcionários __________ a trabalhar. (RECUSAR-SE) 3 - Preencha a lacuna com o verbo entre parênteses. a) __________________ só dois minutos para o início da aula. (FALTAR)

b) Segundo os técnicos, _____________ várias falhas no projeto. (HAVER) c) ______________________ de pessoas ricas e poderosas. (TRATAR-SE) d) ______________________ oito horas no relógio do saguão. (DAR) e) ______________________ três anos que não vejo meus pais. (FAZER) 4 - Como a frase: “Fui eu quem fez o casamento”. Também estão corretos a) Foi eu quem fez o casamento. d) Foste tu quem fez o casamento. b) Fui eu que fez o casamento. e) Foste vós que fez o casamento. c) Foste tu que fizesse o casamento. f) Fostes vós quem fez o casamento. 5 - Assinale a alternativa correta. a) Sem educação não podem haver cidadão conscientes. b) Os prefeitos são de opinião que devem haver eleições. c) Se as coisas continuarem assim, têm de haver decepções. d) Quantos há de haver que silenciam o coração. e) Amanhã vão haver muitas surpresas.

CONCORDÂNCIA NOMINAL 1 - Estabeleça a concordância dos vocábulos em destaque. a) Aprecio o cravo e a rosa PERFUMAD____. b) Comprei uma calça e uma camisa ESCUR____. c) O céu e os mares ficariam REVOLTAD_____. d) Achei o príncipe e seu filho muito SIMPÁTIC____. e) Achei SIMPÁTIC____ o príncipe e sua filha. f) É NECESSÁRI____ paciência. g) É PROÍBID_____ entrada de menores. h) Temos razões BASTANT____ para impugnar sua candidatura. i) Maria e Leila, esquecidas de si MESM____, caminhavam sem direção. j) Muito OBRIGAD____, disse baixinho a madame. l) Estou QUIT____ com você. m) “Muito OBRIGAD_____”, pareciam murmurar à chuva as plantas. 2 - Utilize meio, meia, meias ou meias. a) Lúcia saiu __________________________ decepcionada. b) Passava de meio-dia e _________________ quando ele chegou. c) As janelas estavam ___________________ cerradas. d) Escreva a receita em __________________ folha de papel. e) Não suporto _________________________ palavras.

3 - Estabeleça a concordância dos vocábulos em destaque. a) Escolheste ____________ hora e local. (maus ou má) b) Alimentavam-se apenas de alface e carne SUÍN__. c) Estavam MOLHAD_____ as fronhas e o lençol. d) Era DESERT__________ a vila, a casa, o templo. e) Considero AUTOR______ do crime o motorista e o jardineiro. f) É PROIBID___________ a entrada de pessoas estranhas. g) Para a matrícula é NECESSÁRI____ a documentação pedida. h) É NECESSÁRI________ compreensão com o próximo. i) Eu MESM_____________farei o bolo (disse mamãe). j) Estamos QUIT________________ com você. l) Havia na prateleira muitos chapéus VERDE-ESCUR___. m) Todos trajavam calças AZUL-MARINH__. n) Veja que belas gravatas CINZ__________. o) Os vestidos VERDE LIM___ ainda não foram entregues.

3 REGÊNCIA Em sentido estrito, o estudo da regência refere-se à descrição da significação e distribuição das preposições existentes na língua em sua relação com certos verbos ou nomes regentes. A) Regência Verbal Na regência verbal, a preposição relaciona-se com o verbo: Ex.: Crer em Deus. Assistir ao espetáculo. Quanto à predicação, os verbos classificam-se como: 1 - Intransitivos: expressam uma idéia completa ou geral, não aparecendo acompanhados de determinantes (complementos) de natureza substantiva (substantivo, pronome ou numeral). Podem ser modificados por determinantes de natureza adverbial. Ex.: As crianças brincavam. // Pedro partiu ontem. 2 - Transitivos: aparecem acompanhados de um determinante (complemento representado por palavra ou oração de valor substantivo), que lhes integra a significação. Podem ser: a) Diretos (VTD) – normalmente não pedem preposição: Ex.: Vi o menino no parque. VTD OD

Mas isso pode ocorrer, por necessidade de clareza, desejo de realce ou natureza da palavra que funciona como objeto direto. Ex.: Eu amo a Deus. (natureza da palavra Deus) VTD OD (preposicionado) Venceram aos republicanos os democratas. (necessidade de clareza) Estimamos a nossos pais. (desejo de realce) Ajudou a mim. ( natureza da palavra) Os pronomes oblíquos O, A, OS, AS são os “representantes oficiais” do objeto direto. Eu Cumprimentei as jovens. (Cumprimentei-as.) Eu amo meu pai. (Eu o amo. ou Eu amo-o)

b) Indiretos (VTI) pedem preposição: Ex.: Obedeço a o regulamento. // você. VTI OI OI

Eu gosto de VTI

Os pronomes LHE e LHES são as “marcas registradas” do objeto indireto: Ex.: Obedece a teu superior. // Não pagou ao médico. Obedece-lhe // Não lhe pagou. Os pronomes oblíquos ME, TE, SE, NOS, VOS, dependendo do verbo, podem exercer a função de objeto direto ou de objeto indireto. Ex.: Tu não me amas. // Tu não me obedeces. OD VTD OI VTI Não se deve dar complemento comum a termos de regência diferente. É errado: Gostei e recitei o poema. É certo: Gostei do poema e o recitei. (Gostar pede a preposição DE e recitar não pede preposição.)

Existem verbos bitransitivos (transitivo direto e indireto simultaneamente) que admitem a alternância dos complementos de pessoa e coisa (objeto direto de coisa e indireto de pessoa/direto de pessoa e indireto de coisa). Ex.: Informei ao diretor o ocorrido. Informei o diretor do ocorrido OI de pessoa OD de coisa OD de pessoa OI de coisa B) Regência Nominal Na regência nominal, a preposição relaciona-se com o nome (substantivos, adjetivos, advérbios ou equivalentes): Relativamente ao assunto. Acessível a todos. // Louco por você. //

Um mesmo nome pode ser regido por preposições diferentes: Ex.: Ficou feliz com a namorada. Ficou feliz por ter sido aprovado. Ficou feliz em ajudar. REGÊNCIA DE ALGUNS NOMES acessível a agradável a alheio a difícil de digno de entendido em inerente a leal a Lento em

amante de equivalente a natural de análogo a erudito em necessário a ansioso de, para, por escasso de negligente em apto a, para essencial para nocivo a aversão a, para, por estranho a paralelo a ávido de fácil de possível de benéfico a favorável a possuído de capaz de, para fiel a posterior a certo de firme em preferível a compatível com generoso com propício a compreensível a grato a próximo a, de comum a, de hábil em relacionado com constante em habituado a responsável por contemporâneo a, dehorror a seguro em, de contíguo a hostil a sensível a contrário a idêntico a situado em cuidadoso com impossível de útil a, para curioso de, por impróprio para versado em desatento a incompatível com descontente com inconseqüente com desejoso de indeciso em desfavorável a independente de, em diferente de indigno de

REGÊNCIA DE VERBOS DE USO MAIS FREQÜENTE 1 - ASSISTIR a) TRANSITIVO DIRETO no sentido de assistência”, “confortar”, “ajudar”, “socorrer”. Ex.: O médico assiste o doente. “prestar

Este verbo não se constrói com as expressões “QUE” ou “DO QUE”: Errado: Prefiro trabalhar DO QUE passar fome. Certo: Prefiro trabalhar A passar fome. Este verbo repele expressões como MAIS, MUITO MAIS, MIL VEZES, ANTES: Errado: Prefiro mil vezes Medicina que Direito. Certo: Prefiro Medicina a Direito.

b) TRANSITIVO INDIRETO (com preposição a) no sentido de “presenciar": Ex.: Não assisti à missa. c) TRANSITIVO INDIRETO no sentido de “favorecer”, “pertencer”: Ex.: Não lhe assiste o direito de reclamar. d) INTRANSITIVO (com preposição “em”) seguido de adjunto adverbial de lugar. Neste caso tem o sentido de “morar”, “residir”. Ex.: O dentista assiste em Taubaté. 2 - PREFERIR No sentido de “achar melhor”, “querer antes”, é TRANSITIVO DIRETO e INDIRETO e exige a preposição “a”. Ex.: Prefiro um inimigo declarado a um falso amigo. OD OI

3 - PAGAR / PERDOAR / AGRADECER a) TRANSITIVOS DIRETOS (quando o objeto for COISA): Ex.: Pagou a dívida. // Jesus perdoou os seus pecados. b) TRANSITIVOS INDIRETOS (quando o objeto for PESSOA): Ex.: Pagou ao cobrador. // Jesus perdoou ao ofensor. c) TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS: Ex.: Pagou a dívida ao cobrador. // Jesus perdoou-lhe os pecados OD OI OI OD 4 - ESQUECER / LEMBRAR Compare: Eu esqueci o dinheiro. Eu me esqueci do dinheiro. Eu lembro o fato. Eu me lembro do fato. A que conclusão pode-se chegar? Se não houver pronome, não haverá preposição, e são transitivos diretos. Se houver pronome, também haverá preposição, e passam a ser transitivos indiretos. Observação: ESQUECER e LEMBRAR no sentido de “cair na lembrança” ou “apagar-se da memória” são transitivos indiretos. Ex.: Esqueceu-me a sorte. // Lembram-me os compromissos.

5 - CHAMAR a) TRANSITIVO DIRETO no sentido de “invocar”, “fazer vir”. Ex.: O professor chamou o aluno. Observação: O objeto direto neste caso pode vir regido da preposição “POR”: A velhinha chamava por você. OD preposicionado b) TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO no sentido de “apelidar”, “tachar”. São quatro as construções admissíveis: Ex.: O povo chamava-o maluco. // O povo chamava-o de maluco. O povo chamava-lhe maluco. // O povo chamavalhe de maluco. c) INTRANSITIVO no sentido de “fazer sinal” Ex.: Chamei, mas não fui atendido.

6 - VISAR a) TRANSITIVO DIRETO no sentido de “dirigir o olhar para”, “apontar arma contra”, pôr o sinal de visto em: Ex.: Visei o alvo. // Visava um pardal. // Visaram o passaporte. b) TRANSITIVO INDIRETO (com preposição a) no sentido de “ambicionar”, pretender”: Ex.: Visei ao bem da comunidade. // Eis o progresso a que o governo visa. 7 - PISAR TRANSITIVO DIRETO Ex.: Não pise o tapete com os pés sujos! grama!

9 - AMAR / VER / VISITAR / CUMPRIMENTAR / ADMIRAR / ADORAR / LOUVAR / ESTIMAR / ABANDONAR São TRANSITIVOS DIRETOS (com ou sem a preposição a) Ex.: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, diz o mandamento. Vejo luz em seu olhar. Admiro as pessoas sinceras. Cumprimentei-o só por cortesia. “Amar a Deus”, diz o mandamento.

//

Não pise a

8 - ASPIRAR a) TRANSITIVO DIRETO no sentido de “sorver”, “tragar”, “atrair” (o ar aos pulmões), “pronunciar guturalmente”: Ex.: Aspirei o perfume de seus cabelos. b) TRANSITIVO INDIRETO (com preposição a, no sentido de “ambicionar”, “desejar ardentemente”. Ex.: Aspiram a altos cargos. Observação: Nesta acepção, o verbo “aspirar” recusa a forma pronominal LHE(S), só aceitando A ELE(S), A ELA(S): Ex.: Aspiro ao título. Aspiro a ele.

10 - PROCEDER a) INTRANSITIVO no sentido de “portar-se”, “agir”: Ex.: Ela procedeu honestamente. A.A. Modo b) INTRANSITIVO no sentido de “provir: Ex.:A língua portuguesa procede do latim. A. A. Lugar (= origem) c) INTRANSITIVO no sentido de “ter fundamento”: Ex.: Esse argumento não procede. d) TRANSITIVO INDIRETO (com proposição a) no sentido de “realizar”, “dar início a”. Ex.: A firma procedeu ao sorteio do carro. O secretário procedeu à leitura da ata. 11 - QUERER a) TRANSITIVO INDIRETO no sentido de “querer bem”, “gostar”, “estimar”, “amar” Ex.: Um beijo de quem muito lhe quer. (= nas cartas) Quero muito a meus pais. b) TRANSITIVO DIRETO no sentido de “desejar” Ex.: Eu quero o livro. 12 - AVISAR / INFORMAR / COMUNICAR / CERTIFICAR / PREVENIR / ADVERTIR / NOTIFICAR / CIENTIFICAR São BITRANSITIVOS, podendo exigir:

• objeto direto de pessoa, objeto indireto de coisa: Ex.: Informei o diretor do ocorrido. O.D. O.I OU • objeto direto de coisa, objeto indireto de pessoa, objeto direto de coisa. Ex.: Informei ao diretor o ocorrido. O.I. O.D.

13 - MORAR, RESIDIR, SITUAR São INTRANSITIVOS. Pedem a preposição em (e não a) com expressão de lugar. Ex.: Moro em Curitiba. // João reside na Rua Riachuelo. 14. CHEGAR Pode ser TRANSITIVO INDIRETO. - Com expressão de lugar, usa-se a (de): Ex.: O presidente chegou a Belo Horizonte. - Com expressão de tempo, usa-se em: Ex.: O presidente chegou na hora combinada. 15 - OBEDECER, SUCEDER e OBSTAR a) TRANSITIVOS INDIRETOS – Pedem a preposição a. Ex.: Deves obedecer às leis. b) INTRANSITIVOS. Ex.: Sabes mandar e sabes obedecer. 16 - NAMORAR É TRANSITIVO DIRETO. Este verbo não admite a preposição com: Ex.: Ela namora o moço louro. // A moça que ele namora é linda. 17 - IR É TRANSITIVO INDIRETO. Com expressão de lugar, pede a preposição a.

Ex.: Juca foi ao cinema. 18 - CUSTAR a) TRANSITIVO INDIRETO (com a preposição a) ou INTRANSITIVO, com o sentido de “ser custoso” , “ser difícil”. Ex.: Custou a mim aceitar o fato.// Quanto me custa manter este emprego! b) INTRANSITIVO, com o sentido de “ter o preço de” Ex.: Este carro custa R$20 mil. TRANSITIVO DIRETO ou simultaneamente TRANSITIVO DIRETO e INDIRETO, com o sentido de “obter primeiro de” Ex.: Isso custa trabalho e dinheiro / Isso custou-me trabalho e dinheiro.

19 - IMPLICAR É TRANSITIVO DIRETO no sentido de “acarretar”. Exige complemento sem preposição. Ex.: Tal procedimento implicará a anulação da prova. 20 - SIMPATIZAR TRANSITIVO INDIRETO: Exige a preposição com Ex.: Simpatizei com aquela pessoa. Atenção: Este verbo não é pronominal! Errado: Simpatizeime com ela. 21 - AGRADAR a) TRANSITIVO DIRETO = “fazer agrado”, “contentar” Ex.: A mãe agradava a filha. // O patrão agradou os empregados. b) TRANSITIVO INDIRETO = “satisfazer” Ex.: A partida não agradou à torcida. 22 - ATENDER a) TRANSITIVO DIRETO = acolher, receber (para pessoas) Ex.: O médico atenderá o cliente. b) TRANSITIVO INDIRETO, para coisa Ex.: Este abaixo-assinado não atende às expectativas. 23 - RESPONDER a) TRANSITIVO INDIRETO, com a preposição a, de coisa ou pessoa a quem se apresenta a resposta.

Ex.: Respondeu a todas as questões. b) TRANSITIVO DIRETO da coisa que foi dita como resposta. Ex.: Respondeu que vivia em Niterói. 24 - ANUIR TRANSITIVO INDIRETO = concordar (prep. a) Ex.: Todos anuíram àquela proposta.

25 - APROVEITAR a) TRANSITIVO DIRETO Ex.: Aproveitou a oportunidade para declarar seu voto. b) TRANSITIVO INDIRETO Ex.: Aproveitou-se da oportunidade para declarar seu voto. 27 - CONSISTIR TRANSITIVO INDIRETO (prep. em) Ex.: O plano consiste em promover uma passeata. (Consistir de é anglicismo.) Observações: Os verbos transitivos indiretos (exceção feita ao verbo obedecer) não admitem voz passiva. Na voz ativa, o objeto direto é que desempenhará a função de sujeito, daí a obrigatoriedade de verbo transitivo direto. Ex. O bandido assaltou o banco (voz ativa) OD O banco foi assaltado pelo bandido. SUJ.

Errado: O filme foi assistido pelos alunos. Certo: Os alunos assistiram ao filme. Havendo pronome relativo, a preposição desloca-se para antes do pronome. Ex.: Esta é a faculdade a que aspiro. Estes são os filmes a que assisti. Este é o autor de cuja obra gosto.

3 REGÊNCIA 1. a) O médico assiste ______ doente. (O, AO) b) A enfermeira _________ assistiu em sua enfermidade. (O, LHE) c) Ontem, assistimos _____ jogo. (O, AO) d) Você assiste __________ aulas. (AS, ÀS) e) Não _____ assiste este direito. (O, LHE) 2. a) Prefiro um inimigo declarado ____um falso amigo. (DO QUE, A) b) Prefiro ser escravo __________ combater. (QUE, DO QUE, A) c) Prefiro ____________ Filosofia a Direito. (MAIS, ANTES, – ) d) Prefiro redação ____________ gramática. (A, À) 3. a) Paguei ___________ conta da loja. (A, À) b) Paguei ___________dentista. (O, AO) c) Perdoou __________ seus pecados. (OS, AOS) d) Perdoou __________ pecador. (O, AO) e) Eu já _____________perdoei, caro colega. (O, LHE) f) Agradeci _________ presente. (O, AO) a) Vise _______ centro do alvo. (O, AO) b) As autoridades visaram ______ passaporte. (O, AO) c) Seu trabalho visa ____________bem da família. (O, AO) 5.

d) Visava ardentemente _________governo próprio (TER, A TER) a) Chamei ____________ professor. (O, AO) b) Chamei ____________ para uma conversa amigável. (O, LHE) c) A velhinha chamava ____________ você. (A, POR) d) Na hora, chamei _______ babaca. (o, lhe, -o de)

6. a) Amo ______ (A, LHE) b) Eu _______ vi ontem. (O, LHE) c) Só _______ visitarei amanhã. (O, LHE) d) Não _____ abandonarei. (OS, LHES) e) Só ______ cumprimentarei de longe (OS, LHES)

4.

7-

a) Ela namorou ___________moço rico. (O, COM O) b) A moça ____________ele namora é rica. (COM QUEM, QUE) c) Rafael namorava _______coleguinha da escola (COM UMA, UMA) 8 - a) Este prédio está situado ____ Rua Vicente Cardoso. (A, À, NA) b) Ermenegildo reside _____ Rua das Flores. (A, À, NA) c) A rua ____ moro não contém muitas áreas verdes. (QUE, EM QUE) 9. Complete, se necessário, com preposição: a) O pincel ____________ que pintas é bom? b) Eis a foto da casa _____ que moro. c) __________ que futuro aspiras? d) É este o livro _________ cujas páginas sempre me referi. e) Esta é a carteira _______ que encontrei. f) Essas são as ordens _____que obedeço. g) O estado _________ cuja capital nasci é este. h) A planta _________ cujos frutos são venenosos foi derrubada. i) O escritor _________cuja obra falei morreu ontem. j) Este é o homem _________cuja causa lutei. l) Aqui está o poeta ________quem todos simpatizam. m) Sou a pessoa _________ que ele mais confiava.

10. Use o pronome O ou LHE: a) Aviso _______ que virei. b) Aviso _______ de que virei. c) Certifico _______ que não desisto. d) Certifico _______ de que não desisto. e) Apenas _______ informo que os bens foram confiscados. f) O governo _________ informou de que o país está em paz. g) Preveni ________ que isso ocorreria. h) Preveni _________ das conseqüências. i) Comunicou _________ do fato. j) Comunicou _________ o fato. 11. a) Cheguei ______ colégio com pequeno atraso. (NO, AO) b) Cheguei _____ hora certa. (NA, À) c) Cheguei _____ queria. (ONDE, AONDE)

4 CRASE A crase é um fenômeno lingüístico representado graficamente pelo acento grave (`) sobre a letra a, significando que houve aí a fusão com outro a. Atende a uma exigência fonética, para evitar a repetição de dois sons iguais. Portanto, não deve ser pronunciada. O primeiro a será, obrigatoriamente, uma preposição, a qual será exigida por um verbo ou por um nome (substantivo ou adjetivo). Exemplos do primeiro caso: agradar a (= satisfazer); agradecer/perdoar/pagar a (quando o O.I for pessoa); aspirar/visar a (= almejar); assistir a (= presenciar); atender a (quando o O.I. for coisa); avisar/informar/comunicar/prevenir/advertir a (quando o O.I. for pessoa); proceder a (= realizar, dar início a); querer a (= estimar). Exemplo do segundo caso: acessível a; acostumado a; adequado a; alheio a; alusão a; análogo a; apto a; atenção a; aversão a; contrário a; favorável a; equivalente a; fiel a; grato a; habituado a; horror a; hostil a; idêntico a; inerente a; nocivo a; obediente a; oposto a; paralelo a; preferível a; próximo a; respeito a; sensível a; superior a; útil a.

O segundo a pode ser: a) O a inicial dos demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo: Ex.: Encaminhe-se àquele portão. (a + aquele) Irei àquela praia amanhã. (a + aquela) Não dê atenção àquilo. (a + aquilo) Para confirmar a crase, basta substituir AQUELE, AQUELA e AQUILO por ESTE, ESTA ou ISTO, respectivamente. Se aparecer A antes de ESTE, ESTA ou ISTO, é sinal de que naquelas situações ocorrerá crase. Veja: Encaminhe-se A ESTE portão. Irei A ESTA praia amanhã. Não dê atenção A ISTO.

b) Contração da preposição a com o artigo definido feminino a(s). Vou à piscina. (1)  Vou à Espanha. (2) (1) Uma regra prática para confirmar o emprego da crase consiste em substituir o substantivo feminino por um masculino. Se aparecer a forma contraída ao ou aos, é sinal de que existe crase. Ex.:Vou ao clube. Outra maneira consiste em usar uma preposição diferente (por exemplo: para): Ex.: Vou para a piscina.
(2)

Note: O navio chegou a Belém. das mangueiras. Fiz uma visita a Brasília. de Niemeyer.

Mas: O navio chegou à Belém Mas: Fiz uma visita à Brasília

Portanto, quando o nome é particularizado, usa-se a crase. c) O pronome demonstrativo a(s): Ex.: Minha sorte está ligada à do meu país. a (preposição) + a (pronome demonstrativo) Também nesta situação é possível usar o recurso da substituição da palavra feminina por uma masculina. Se aparecer a forma contraída ao(s), é sinal de que existe crase: Ex.: Meu destino está ligado ao do meu país.

Nos nomes femininos de cidade, estado ou país, basta formular outra frase com as preposições com, de, em, por, para. Se aparecer com a, da, na, pela, para a, é sinal de que haverá crase: Ex.: Iremos à Espanha. Você já foi à Bahia? Bahia? Irei a Curitiba. Curitiba. Espero voltar a Brasília. Brasília. Quem tem boca vai a Roma. vai para Roma. – – – – – Vim da Espanha. Você já esteve na Regressei de Espero passar por Quem tem boca

d) o a dos pronomes relativos a qual ou as quais Ex.: A questão à qual fiz referência foi anulada. Aqui, também, basta substituir a palavra feminina por uma masculina. Aparecendo a contração ao, é sinal de que haverá crase. (O problema ao qual fiz referência foi anulado.) SITUAÇÕES EM QUE NÃO OCORRE CRASE 1ª) Com verbos transitivos diretos. Ex.: O juiz absolveu aquele réu. da direita. // A ré acusou a moça

Ex.: À uma hora, serviu-se o almoço. 5ª) Antes dos pronomes que não podem vir precedidos do artigo a: a) pessoais: a mim, a ti, a si, a ela, a nós, a eles. b) de tratamento: você, Vossa Senhoria, Vossa Excelência e análogos: Ex.: Comunico a V. Sa. que amanhã faltará água. Observação: Entre os pronomes de tratamento, excetuamse senhora e senhorita, já que admitem artigo: Ex.: Peço à senhora que fique mais um pouco. c) indefinidos: alguma, nenhuma, cada, pouca, certa, toda, muitas, várias, alguém, ninguém, qualquer outra, quantas, tal, uma, determinada. Ex.: Avistei-o a pouca distância.

2ª) Antes de substantivos masculinos. Ex.: Graças a DEUS. // Ando mais a pé do que a cavalo. Vendas a prazo. // Percorri o Brasil de norte a sul. 3ª) Antes de infinitivo de verbos. Ex.: Começou a chover. // reais. Preços a partir de cinco

4ª) Antes do artigo indefinido uma: Ex.: Foi submetido a uma intervenção cirúrgica. O prêmio coube a uma aluna do 2º ano. Observação: Como numeral, uma admite a crase.

d) demonstrativos esta(s), essa(s): Ex.: Aferrava-se ora a esta, ora àquela opinião. e) relativos cuja(s), quem: Ex.: A única pessoa a quem obedecia era a mãe. 6ª) Antes da expressão “Nossa Senhora” ou de nomes de santas. Ex.: Recorria a Nossa Senhora e a Santa Terezinha. 7ª) O a sozinho que antecede palavra no plural. Ex.: Não respondo a perguntas tola. (Veja: Não respondeu às perguntas formuladas.) 8ª) Antes de numerais cardinais: De 15 a 20 deste mês. 9ª) Antes de substantivos femininos tomados em sentido geral, indeterminado. Ex.: Foi submetido a operação muito delicada. 10ª) Com expressões formadas por palavras repetidas: face a face, frente a frente, gota a gota, uma a uma, etc.: Ex.: Uma a uma, todos deixaram a sala. Ficou cara a cara com o inimigo. CASOS ESPECIAIS 1 - Com a palavra CASA:

Quando indica “lar”, “morada”, a própria casa, não admite a crase, pois com este significado não admite o artigo (Estive em casa. Saí de casa. Vou para casa.) Ex.: Chegou cedo a casa. Quando aparece uma especificação depois da palavra casa, haverá crase: Ex.: Voltou à casa paterna. // Vou à casa de Luís. Usada na acepção de “prédio, “edifício”, “estabelecimento”, “dinastia”, qualquer instituição ou sociedade, haverá crase: Ex.: Pedro II pertencia à Casa de Bragança.

2 - Com a palavra TERRA: Quando se opõe a bordo, ao elemento líquido, não se usa crase: Ex.: Os marinheiros voltaram a terra. (= terra firme, chão) Nos demais casos, usa-se a crase: Ex.: Voltou à terra onde nascera. // O agricultor tem apego à terra. 3 - Com nomes de mulher: Usa-se a crase quando esta mulher for familiar a quem escreve. Se for estranha, não. Ex.: Dei um presente à Joana. (pessoa familiar) Entreguei uma carta a Joana. (pessoa estranha) Observação: Como antes de nomes de pessoas célebres não se usa artigo definido, é óbvio que não ocorrerá crase. Ex.: Ele fez referência a Joana D’Arc. // Fizeram alusão a Cleópatra. 4 - Com a palavra DISTÂNCIA: Seguida da preposição de, haverá crase; caso contrário, não. Ex.: Ele parou à distância de 3m. // Ele ficou observando a distância. 5 - Antes de substantivos masculinos, quando houver subentendido um substantivo feminino ou expressão do tipo: à moda de, ao estilo de, à maneira de, usa-se crase. Ex.: O governo não faz concessões à Ford. (à empresa) Ele escreve à Mário de Andrade. (ao estilo de)

Comi um filé à Rossini. (à moda de) CASOS EM QUE A CRASE É FACULTATIVA 1º) Antes dos possessivos minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s) e vossa(s) Obedecia a sua mãe. Obedecia à sua mãe. // Neste caso, a preposição é obrigatória, porém o artigo é facultativo, pois é possível dizer tanto:“A minha mãe é bonita” como “ Minha mãe é bonita”. No plural, haverá crase se forem antecedidos de artigo definido; caso contrário, não. Compare: Ele é sempre favorável às minhas sugestões. Ele é sempre favorável a minhas sugestões.

2º) Depois da locução ATÉ A Leu o artigo até à última Ex.: Leu o artigo até a frase. última frase. Observação: Não se usa crase com esta locução seguida da horas. Veja: Até as 18h ele não havia chegado. Se tiver dúvida, substitua por “meio-dia”. Se não aparecer a contração “ao”, não haverá crase: Até o meio-dia ela não havia chegado. Ele chegou às 18h (Ele chegou ao meio-dia.) Atenção: Por motivo de clareza, muitas expressões formadas por palavras femininas recebem acento grave no a, independentemente da existência de crase. Ex.: O corretor vendeu a vista. ( = a visão; a paisagem) O corretor vendeu à vista. ( ≠ a prazo) Acentua-se o a que inicia locução formada por palavra feminina à beira à cata de à chave à custa de à deriva à maneira de à máquina à medida que à mingua à minuta à toda à última hora à vela à vontade às cegas

à direita à esquerda à exceção de à feição de à força à frente de à luz (= dar à luz)

à parte à primeira vista à procura de à proporção que à revelia à semelhança de à tarde

às claras às escondidas às ocultas às ordens às vezes às terças-feiras às três horas

4 CRASE 1 - Empregue a crase quando necessário.
a) b) c) d) e) f) g) h) i) j)

l)
m) n) o) p) q) r) s) t) u)

v) x)

Júlia festejou ontem a sua data natalícia. Dirigimo-nos a floresta para fugir da poluição. Esta é a casa a qual me referi ontem as pressas. Sentou-se a escrivaninha e pôs-se a escrever. O papa caminhava a passo firme. Compareci a cerimônia de posse do novo governador. Fomos a Paraíba. Ele se exibe diariamente a hora do almoço. Agradeço a você pela sugestões que me deu. Dirigiu-se ao Nordeste a procura de pássaros. Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada. Nesta oportunidade, volto a referir-me aquelas questões. Cheguei cedo a repartição. Trouxe a mensagem a Vossa Senhoria e aguardo a resposta, a fim de levar a pessoa que me enviou. O sangue subiu a cabeça do baixinho Refiro-me aqueles problemas já expostos. Para ganhar mais dinheiro, Manuel passou a entregar compras as segundas-feiras. Faço elogios a senhora porque a admiro. Dirigi-me a Vossa Senhoria para pedir auxílio. O pobre homem fica a meditar, a tarde, indiferente aquilo que acontece ao seu redor. Aquela hora, era impossível atendê-lo. Confessei-lhe tudo face a face.

z) Não vou a feira de Benfica, mas a do Meier. aa) Contou uma piada a sua prima. bb) Assisti a última corrida do campeonato. cc) O menino confessou as faltas a diretora. dd) As aulas serão sempre as sextas-feiras, as nove da noite. ee) Dedicava-se as pinturas e as artes em geral. ff) Suas respostas são superiores as dele. gg) A Roma fui a pé, a Paris fui a cavalo.

hh) Chegou a Belo Horizonte e dirigiu-se a Praça da Liberdade ii) Ofereci rosas a algumas professoras deste colégio e as do Colégio Estadual. jj) Chega-se a casa de campo pelo atalho. ll) Nunca dei muita importância aquilo que diziam. mm) Dei-lhe um livro de inscrições antigas as quais ele se dedica inteiramente nn) O juiz despachou favoravelmente aqueles acusados. oo) O homem ainda não foi a Vênus. pp) Minha sorte está ligada a do meu país. qq) Prestava atenção a sua voz. rr) O tribunal absolveu aqueles acusados. 2 - Marque a seqüência que completa a lacuna corretamente: • Descendo _____ terra, ____ noite, o marinheiro viu um homem que vinha ____ pé. a) à – à – a / b) a – à – à / c) à – à – à / d) a – à–a • Não me refiro ____estava sentada, mas sim ____ pessoa ____ tu também te referias. a) a que – à – que c) à que – a – à que b) aquela que – à – que d) à que – à – a que • ____ prazo ou ____ vista, ____ anos não faço compras. a) À – à – há b) A – a – à c) À – a – há

d) À – a – à

e) A – à – há

• Aspirava ______ posição, ______ despeito de estar ______ portas da falência. a) aquela – à – às c) aquela – a – as b) àquela – a – às d) àquela – à – às • Estarei ______ frente do colégio, ______ poucos metros daqui; chegue exatamente ______ uma hora. a) à – há – a c) à – a – à b) a – à – à d) a – há – à

5 PONTUAÇÃO – EMPREGO DA VÍRGULA O emprego dos sinais de pontuação é quase sempre uma opção de quem escreve. O autor fica, porém, comprometido com o significado que advém dessa opção de usá-los ou não. Veja: Aí ele plantava café. (Aí = nesse lugar) Aí, ele plantava café. (Aí = então) Quando os termos da oração estão em sua ordem natural (sujeito – predicado – complemento – adjunto adverbial), não é o caso de empregar-se a vírgula para isolar os elementos que indicam o adjunto adverbial). Ex.: Eu comprei um carro hoje. suj. pred. O. D. adj. adv. Se, por alguma razão, o fato de ter sido hoje fez grande diferença, pode-se dizer: Eu comprei um carro, hoje. Deslocado de sua ordem habitual, o adjunto adverbial virá com vírgula. Assim: Hoje, eu comprei um carro.

Porém, sendo esse elemento de pequena extensão, pode-se dispensar a vírgula, e teremos: Hoje eu comprei um carro. Dentre os sinais de pontuação – aspas, asterisco, colchetes, dois-pontos, parágrafo, parênteses, ponto-de-exclamação, ponto-de-interrogação, vírgula, ponto-e-vírgula, ponto-final, reticência e travessão –, a vírgula é o que apresenta maiores dificuldades. A orientação a seguir pode ajudar, mas é o bom senso que prevalece.

A vírgula é proibida em cinco casos: 1º) Separar o sujeito do verbo: Ex.: Paula Ø viajou. sujeito verbo 2º) Separar o verbo do seu complemento: Ex.: Paula comprou Ø um carro. verbo complemento 3º) Separar o nome do seu complemento ou adjunto. Ex.: Todos temos necessidade Ø de auxílio Ø mútuo. 4º) Separar o aposto especificativo e a palavra fundamental, se ele for colocado antes. Ex.: O orador romano Ø Cícero era senador. (Veja: Cícero, o orador romano, era senador.) 5º) Separar o verbo e o último termo de um sujeito composto. Ex.: Visitei Londres, Paris, Roma Ø e Lisboa. De modo geral, o emprego da vírgula está associado à idéia de: 1. Enumeração: Visitei Fortaleza, Natal, Maceió, Aracaju e Salvador.

2. 3.

Explicação: Calei, para não contrariá-lo. Ênfase (repetição): lamentar, a lamentar. A moça pôs-se a lamentar, a

4.

Estilo: • Construção interrompida (anacoluto): O condenado, ocorrem-lhe tristes lembranças. • Complementos repetidos (pleonasmo): Meire, amei-a sem medidas. • Omissão de palavra (elipse): Gosto de orquídeas; Maria, de magnólias. • Elemento fora de sua ordem habitual (transposição): Comprou gato por lebre, o feirante. Esclarecimento: O menino viu o incêndio, do prédio.

5.

A) NO INTERIOR DA ORAÇÃO 1 - Para separar elementos de mesma função sintática numa enumeração (por exemplo, objetos diretos e complementos nominais). Modelo: Maria/comprar/jiló – pepino – chuchu – quiabo – alho. Maria compra jiló, pepino, chuchu, quiabo e alho. Exerc.: Denise/beber – vinho – uísque – vodca – cerveja. ________________________________________________ _______ 2 - Para isolar o vocativo (expressão de chamamento). Modelo: Ritinha/voltar/para seu homem. Ritinha, volte para o seu homem. Volte, Ritinha, para o seu homem. Volte para o seu homem, Ritinha. Exerc.: Deputado/sair de cima do muro. _______________________________________________ ________ _______________________________________________ ________

_______________________________________________ ________ 3 - Isolar o aposto (termo explicativo). Modelo: Átila/rei dos hunos/grande guerreiro. Átila, rei dos hunos, foi um grande guerreiro. Exerc.: Renê/filho de Sancha/partiu para o além. ________________________________________________ _______

4 - Isolar elementos de valor explicativo, corretivo e conclusivo (além disso, aliás, antes, a saber, assim, com efeito, digo, então, isto é, ou melhor, por exemplo, ou seja, quero dizer, etc.) Modelo: Marcela/contrair núpcias/isto é/casar. Marcela contraiu núpcias, isto é, casou-se. Exerc.: Débora/aprender vários idiomas/a saber/inglês – francês – russo. ______________________________________________ _________ 5 - Isolar expressões que indicam circunstâncias (tempo, modo, lugar, condição, causa, finalidade, etc.), quando acrescidas a uma frase. Modelo: Domingo/dia 7/9 horas/João partir. Domingo, dia 7, às 9 horas, João partiu. Exerc.: Deitado/sala/Juca/ ver banda passar. _______________________________________________ ________ 6 - Separar elementos repetidos. Modelo: Lucas/continuar/falar. Lucas continuou a falar, a falar, a falar.

Exerc.: Jennifer/cismar/gritar. _______________________________________________ ________ 7 - Separar o nome do lugar, na datação. Modelo: São Paulo 9.12.2003. São Paulo, 9 de dezembro de 2003. Exerc.: Paris/23.6.2004. _______________________________________________ ________

8 - Para indicar a omissão de uma palavra. Modelo: Paulo comprar um carro/ José comprar uma moto. Paulo comprou um carro e José, uma moto. OU Paulo comprou um carro; José, uma moto. Exerc.: Preso gostar de valsa/Leandro gostar de bolero. ________________________________________________ ________ 9 - Indicar elementos fora de sua ordem habitual (transposição). Modelo: O menino/sair de casa apavorado. Saiu de casa apavorado, o menino. Exerc.: O carteiro/fugir da casa aos gritos. ________________________________________________ _______ 10 - Indicar construção interrompida (anacoluto) Modelo: A menina/cair-lhe as lágrimas dos olhos. A menina, caíram-lhe as lágrimas dos olhos. Exerc.: Teresinha/acudir-lhe três cavalheiros. _______________________________________________ ________

11 - Indicar complementos repetidos (pleonásticos), para dar ênfase. Modelo: A casa/comprá-la/muito dinheiro. A casa, comprei-a por muito dinheiro. Exerc.: A velha/matá-la/de susto. _______________________________________________ ________

B) ENTRE ORAÇÕES 1 - Para separar orações coordenadas assindéticas (ligadas sem conectivo). Modelo: Eu abaixar/meter-lhe soco no queixo/correr mato adentro. Abaixei-me, meti-lhe um soco no queixo e corri mato adentro. Exerc.: Luís encantado. ir a Roma/comprar lembranças/voltar ________________________________________________ _______ 3 - Para separar orações coordenadas unidas pela conjunção e quando têm sujeitos diferentes: Modelo: Ele promete parar de fumar/ eu crer ele o fará. Ele prometeu parar de fumar, e eu creio que ele o fará. Compare: Paguei a conta e saí. // Paguei a conta, e saímos. Exerc.: Mãe ir para o quarto/ menino roubar doce.

_______________________________________________ ________

2 - Para separar orações coordenadas sindéticas (ligadas por conectivo, exceto a conjunção e). Modelo: Ser linda a igreja/MAS/beleza ser triste. É linda a igreja, mas sua beleza é triste. Exerc.: Júlio ser rico/PORÉM/ não ser feliz. ________________________________________________ _______

4 - Para separar orações coordenadas unidas pela conjunção e quando ela vem repetida (ênfase). Modelo: O menino crescer/ estudar/ trabalhar/ virar homem. O menino cresceu, e estudou, e trabalhou, e virou homem. Exerc.: O homem nascer/ crescer/ virar bobo/ casar. (Pres. do Indicativo) _______________________________________________ ________ 5 - Para separar orações introduzidas pelas conjunções adversativas – MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, NO ENTANTO, ENTRETANTO. Modelo: Eu dar-lhe conselhos/MAS/ ele não ouvir. Eu dou-lhe conselhos, mas ele não ouve. Exerc.: Ele ter boas intenções/PORÉM/ não fazer bom governo. ______________________________________________ _________ Observação: A conjunção e pode funcionar como adversativa, caso em que também é isolada por vírgula: Ex.: Reclamaram muito, e não foram atendidos.

6 - Para separar orações introduzidas pelas conjunções conclusivas – POIS, LOGO, PORTANTO, etc. Modelo: Hoje estar chovendo/ LOGO/ não haver festa na praça. Hoje está chovendo, logo não haverá festa na praça. Exerc.: Ele não ter dinheiro/PORTANTO/não pagar você. ________________________________________________ _______ 7 - Para isolar orações intercaladas. Modelo: Crescer e multiplicar/dizer a Bíblia/ser nossa sina. Crescer e multiplicar, diz a Bíblia, é nossa sina. Exerc.: Mesmo que o quisesse/falar a mulher/filhos não lhe posso dar. ________________________________________________ _______

8 - Para isolar orações subordinadas adjetivas explicativas. Modelo: Luís Manoel/ficar calado/pedir a palavra. Luís Manoel, que ficara calado, pediu a palavra. Exerc.: Tiago/filho adotivo/ser quem amparou o velho. ________________________________________________ _______ Atenção: A oração subordinada adjetiva explicativa pode ser eliminada do período sem que o sentido fundamental da oração principal se altere, o que não ocorre com a oração subordinada adjetiva restritiva. Compare: (1) Os alunos, que se esforçaram, foram aprovados no exame. Aqui, todos os alunos foram aprovados, e poderíamos dizer: Os alunos foram aprovados. (Deixamos apenas de fornecer uma informação sobre como os alunos se comportaram. (2) Os alunos que se esforçaram foram aprovados nos exame. Aqui, nem todos os alunos foram aprovados, mas somente aqueles que se esforçaram. 9. Para separar orações subordinadas adverbiais. Modelo: Começar a chover/Maria tirar roupas do varal. Assim que começa a chover, Maria tira as roupas do varal. Exerc.: Eu tiver tempo/ visitar você. _______________________________________________ ________

10 - Para separar orações reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo, quando equivalentes a orações adverbiais. Modelo: Sendo rico, Pedro mentiu que era pobre. Passado o primeiro momento, Luíza voltou a falar. Para consolar a filha, Antônio comprou-lhe um brinquedo. Exerc.: (Gerúndio) Trajar terno azul/ Lauro ir ao teatro (Particípio) Adquirir o ingresso/ Lucas ir ao Maracanã. (Infinitivo) Falar com o diretor/ Leila chegar cedo ao colégio . Gerúndio:________________________________________ ________ Particípio: ________________________________________________ Infinitivo: ________________________________________________

5 PONTUAÇÃO – O EMPREGO DA VÍRGULA 1 - Use a vírgula, quando necessário, e justifique: a) Pensem antes de agir meus filhos. b) Ela tem sete anos é morena gosta de pipoca e já sabe cantar. c) Fui cisne e lírio e águia e catedral! d) O governo deveria a meu ver aprovar esta lei. e) Amanhã dia 13 de maio às 8 horas haverá reunião. f) Foi vencido o inimigo solto o prisioneiro. g) Era de gênio alegre e amigo de todos o rapaz. h) O presidente abandonaram-lhe todos os ministros. i) A jóia arrematei-a em leilão. j) Os soldados agacharam-se e ele saltou. l) A rosa disse o gênio é a tua infância. m) Refletindo deste modo Cristina abandonou a escola. n) Dadas todas as explicações continuo minha história. o) Para vencer faltou-me um golpe de sorte. p) Estudamos com afinco e o professor nos reprovou. q) Nunca obedece às leis; é pois um rebelde. 2 - Coloque vírgula no texto abaixo: Para preparar condignamente a menina para a sua profissão futura (de esposa) a sua educação é minuciosa. Enquanto o menino é solto a menina é presa. Indo para a rua o garoto enfrenta todos os perigos do mundo desenvolvendo a inteligência e os músculos. Em casa a menina assimila os problemas da mãe brincando de comidinha.

No colégio mesmo quando a jovem estudante é bem dotada intelectualmente ninguém dá a esses dotes a devida importância. A mocinha que consegue as melhores notas nunca terá diante da família o mesmo prestígio obtido pela garota vencedora do concurso “As melhores pernas do ginásio”. Assim que a moça entra na faculdade é comum ver que seus parentes pensam muito mais nos bem encaminhados rapazes que ela conhecerá no cenário das aulas do que em seu sucesso durante o currículo. Grande número de universitárias interrompe o curso para se casar ou uma vez formadas penduram o diploma e nunca vão exercer outra profissão a não ser “esposa do meu marido e mãe dos meus filhos”. (Heloneida Stuart in: Mulher, objeto de cama e mesa)

3 - Leia os textos abaixo e coloque as vírgulas: Por trás daquela cândida aparência Cândido Urubu acumulava inúmeros desvios. O maior deles parecia ser sua determinada recusa em voar. Em casa disfarçou quanto pôde. Mas acabaram desconfiando. O pai não se conformava com a situação e pretendia vê-lo seguindo os vôos do condor da Art Film um primo distante. – Mas eu não tenho o menor jeito para o cinema – costumava repetir Cândido. E não adiantava Cândido continuar explicando que a situação do condor da Art era excepcional. Seu pai imediatamente se lembrava contando nos dedos da Chita velha companheira do Tarzã do asno Francis e da cadela Lassie. – Eu sou muito feio – insistia Cândido. – O que interessa não é a cara meu filho é a elegância do vôo é a sensação de liberdade que pode levá-lo até os limites da perfeição. – Ora meu pai isso é conversa pra gaivota. Você anda lendo muito Fernão Capelo. (Adaptado de Carlos Eduardo Novaes. A História de Cândido Urbano Urubu). 4 - Pontue adequadamente usando a vírgula. a) A medida aplicada no entanto não resolveu o problema.

b) Este assunto já o li em algum lugar. c) Ele preferia os salgados e eu os doces. d) Havia contudo inconvenientes sérios. e) Havia uma mesa na sala e no quarto um pequeno baú. . f) Estes argumentos não os tenho por verdadeiros. g) Visitaram Recife Fortaleza Salvador e Maceió. h) “Depois do enterro de Luísa Jorge despediu as criadas.” i) “No outro dia sábado matei os carneiros para os eleitores.”

6. ORTOGRAFIA (Acordo Ortográfico) A ortografia está relacionada com a origem da palavra. Daí a dificuldade para resolver todas as dúvidas. Algumas orientações, entretanto, podem ser úteis. S ou Z 1 - Leila não QUI____ comprar a televisão. Thiago PÔ____ o livro sobre a mesa. COMPU_____ uma canção para você. Lucas não FE____ o dever de casa. Ainda não REFI____ meu projeto. Serão escritas com Z somente as formas verbais cujo infinitivo é grafado com Z.

3 - A ATRI___ sentiu-se mal. MATRI_____.

//

Visitei a igreja

Todas as palavras da Língua Portuguesa com o som de “TRIZ” são escritas com “Z”.

2 - A sobremesa estava SABORO___A. Era simpático, mas não FORMO____O. Como você está CHEIRO____A, meu bem. O doce está muito GOSTO______O. Todas as palavras da Língua Portuguesa com o som de oSo ou oSa são escritas com S.

4 - Se escrevo AVISO, então devo escrever AVISAR. Se escrevo ANÁLISE, então devo escrever _________________. Se escrevo PARALISIA, então devo escrever _______________ . Se escrevo DESLIZE, então devo escrever DESLIZAR Se escrevo CICATRIZ, então devo escrever ________________. Se escrevo CIVIL, então devo escrever CIVILIZAR. Se escrevo CANAL, então devo escrever __________________. Se escrevo AMENO, então devo escrever _________________. Se o radical da forma primitiva termina em “S”, acrescenta-se o sufixo AR. Se o radical da forma primitiva termina em “Z”, acrescenta-se o sufixo AR. Se o radical da forma primitiva não termina em S ou em Z, acrescenta-se o sufixo IZAR. CUIDADO COM: catequeSe # catequiZar / sínteSe # sintetiZar batiSmo # batiZar / hipnoSe # hipnotiZar

5 - O feminino de PRÍNCIPE é PRINCESA. O feminino de MARQUÊS é _________. O feminino de BARÃO é ___________. O feminino de DUQUE é ___________. Os títulos nobiliárquicos femininos com o som de “esa” são grafados com S.

Também os adjetivos que indicam nacionalidade, origem e ocupação são grafados com S. Ex.: holandesa / milanesa / camponesa

6 - Se a BELO corresponde BELEZA, corresponderá a LEVE, _________ ; a TRISTE,__________; a DURO, ___________; a RICO, _____________; a FINO, _______________. Quando derivarem de ADJETIVOS, os substantivos com som de eza serão grafados com Z.

bar / bares pão / pães

coronel / coronéis

luz / luzes

b) Retira-se o S de plural da palavra. bares / bare coronéis / coronéi pães/ pãe

luzes / luze

c) Acrescenta-se o sufixo ZINHO com S no final. barezinhos coroneizinhos luzezinhas pãezinhos e e e e Observação: Apesar dessa orientação, o uso corrente consagrou as formas barzinhos, luzinhas e outras.

7 - A PÃO corresponde PÃOZINHO PÃEZINHOS. A MÃE corresponde ________________ ________________. A COLHER corresponde ____________ _________________. A LUZ corresponde _________________ ________________.

Para a formação do diminutivo, podemos utilizar, dentre muitos outros, os sufixos ZINHO ou INHO. Utilizaremos INHO quando o vocábulo primitivo, no SINGULAR, terminar pela letra S: japonês + inho = japonesinho. Utilizaremos ZINHO nas demais situações: balcão + zinho = balcãozinho. Atenção: O plural dos diminutivos de palavras que não terminem em S é feito da seguinte forma: a) Coloca-se a palavra primitiva no plural.

8 - Se a MONTANHA corresponde MONTANHÊS, corresponderá a FRANÇA, _________________ a MONTE, _____________________________ a CORTE, ______________________________ Se a RÁPIDO corresponde RAPIDEZ corresponderá a ÁCIDO, __________________ a ESTÚPIDO, ___________________________ a MUDO, ______________________________ Se a palavra primitiva é um SUBSTANTIVO, a derivada com som de ÊS será grafada com S. Se a palavra primitiva é um ADJETIVO, a derivada com som de EZ será grafada com Z. 9 - cOI__a fAI__ão mAU__oléu mAI__ena

fundir

– fusão

estender

extensão

b) Correlação RG/RT > S emergir – emersão submergir – submerso c) Correlação PEL > S compelir – compulsão expelir – expulsão

converter – conversão reverter – reversão repelir – repulsivo impelir – impulsão

Depois de ditongo, emprega-se a letra S. Na formação de palavras derivadas de verbos, convém observar: a) Correlação D/ND > S iludir – ilusão suspender – suspensão evadir – evasão apreender – apreensão colidir – colisão empreender – empresa cindir – cisão pretender – pretensão rescindir – recisão ascender – ascensão

d) Correlação CORR > S decorrer – discurso recorrer – recurso e) Correlação CED > SS retroceder – retrocesso conceder – concessão antecessor f) Correlação GRED > SS progredir – progressão agressão regredir – regressão g) Correlação PRIM > SS comprimir – compressão h) Correlação METER > SS intrometer – intromissão submeter – submissão

concorrer – concurso percorrer – percurso exceder – excesso antecede r

A candidata se recusou a preEN _____er todos os itens do formulário. EN ____urrada se escreve com “_____” e EN _____ente com “_____”. Ficou toda EN _____arcada. Cristo En ____otou os vendilhões do templo. Voltou com os olhos EN ____ utos. Depois de EN, emprega-se a letra X. Exceções: ENCHER e seus derivados; quando o prefixo EN junta-se a um radical iniciado por CH: encharcar, enchumaçar, enchiqueirar.

agredir

agressivo,

oprimir – opressão prometer – promessa cometer – comissão

i) Correlação TIR > SS discutir – discussão permitir – permissão repercurtir – repercussão omitir – omissão X ou CH 1 - Pegue a EN_____ADA e vá trabalhar. O EN_____OVAL está quase completo.

2 - EI __o fAI ____

/

cAI__a

/

fEI__x

/ Atenção: O substantivo viagem se escreve com g, mas a forma verbal viajem é com j. 3/ la ____e / tra__e / em ultra__e aje,

Depois de ditongo, emprega-se a letra X. 3 - ME ____er ME__icano / ME__erico

Nas palavras terminadas emprega-se a letra J . EMPREGO DO E e do I

Depois da sílaba inicial ME, emprega-se a letra X. Exceções: MECHA e seus derivados. G ou J 1 - pedá ____io subterfú ____io / lití ____io /

Nos verbos terminados em –air, –oer e –uir, emprega-se I. atrair – atrai / corroer – corrói / possuir – possui Nos verbos terminados em –uar e –oar, emprega-se E. continuar – continue; perdoar – perdoe

Nas palavras terminadas em ágio, égio, ígio, ógio e úgio, emprega-se G. 2 - ara ___em cora _____em / verti__em / gem, mar__em /

Nas palavras terminadas em usa-se G.

ALGUMAS PALAVRAS QUE APRESENTAM DIFICULDADE NA GRAFIA 1. Escrevemos com “I”: crânIo, dignItário, FIlipe, merItíssimo, prIvilégio, pátIo, possuI, femInino, Intitular, sIlvícola, terebIntina. 2. Escrevemos com “E”: Empecilho, Encarnar, pExote, pEriquito, sEquer, sEnão, cultuE, irrEquieto, párEo. 3. Escrevemos com “O”: bOdega, bússOla, pOleiro, pOlir, mágOa. 4. Escrevemos com “U”: bUeiro, bUrbUrinho, bUir, cUtucar, tábUa, tabUada, tabUleiro, cUrtume, entUpir, jabUticaba, ManUel. 5. Escrevemos com “X”: teXto, eXótico, caXumba, engraXa, enXurrada, faXina, liXa, luXo, meXer, oXalá, puXar, relaXar, riXa, Xale, Xarope, Xampu, Xerife, Xingar. 6. Escrevemos com “CH”: buCHa, caCHimbo, Chiste, ChuCHu, coCHilar, coCHiCHar, enCHarcar, enCHer, moCHila, salsiCHa. 7. Escrevemos com “S”: ânSia, atráS, atravéS, convéS, cóS, eSplêndido, eSpontâneo, hortênSia, LuíS, obuS, pretenSão, QueiróS, atraSo, empreSa, gaSolina, peSquisa, SouSa.

8. Escrevemos com “Z”: talveZ, alaZão, batiZar, buZinar, praZo, viZinho. 9. Escrevemos com “J”: berinJela, cafeJeste, canJica, gorJeta, Jeito, Jibóia, laJe, lisonJear, maJestoso, manJedoura, paJé, paJem, sarJeta, ultraJe. 10.Escrevemos com “G”: aGiota, arGila, éGide, GenGiva, Gesto, Girafa, Gíria, herGe, monGe, tiGela. 11.Escrevemos com “SS”: alvíSSaras, aSSediar, aSSeSSor, aSSeSSoria, aSSíduo, aSSolar, neceSSidade, preSSão, soSSego, viciSSitude. 12.Escrevemos com “C” ou “Ç”: aÇude, aÇular, aliCerCe, almaÇo, caÇoar, Cetim, danÇar, IguaÇu, maÇarico, miÇanga, sanÇão, soÇobrar, SuíÇa.

13 - Escrevemos com “SC”: aquieSCer, diSCente, diSCípulo, faSCículo, iraSCível, laSCivo, miSCelânia, obSCeno, reSCisão, ressuSCitar, seiSCentos, víSCera. 14 - Escrevemos com “XC”: eXCeção, eXCeder, eXCelência, eXCelente, eXCedente, eXCêntrico, eXCeder, eXCeto, eXCitante. FORMAS VARIANTES catorze ou quatorze cota ou quota cotidiano ou quotidiano cociente ou quociente ...................................... assobiar ou assoviar brabo ou bravo cobarde ou covarde taberna ou taverna ................................. cálice ou cálix apêndice ou apêndix .................................. aluguel ou aluguer ................................. calouro ou caloiro cousa ou coisa artefacto ou artefato aspecto ou aspeto característico ou caraterístico conectivo ou conetivo contacto ou contato dactilografia ou datilografia espectro ou espetro tacto ou tato .................................... bêbado ou bêbedo mamaluco ou mameluco plêiade ou plêiada nômade ou nômada percentagem ou porcentagem .................................... dependurar ou pendurar arrebentar ou rebentar

dourado ou doirado ................................ abdômen abdome gérmen ou germe garagem ou garage

dependurar pendurar

ORTOÉPIA (ou ORTOEPIA) – É a parte da gramática que trata da correta articulação e pronúncia das palavras adivinhar (e não advinhar cabeleireiro ( e não cabelereiro) meritíssimo ( e não meretíssimo) meteorologia metereologia) ( e bandeja (e não bandeija) disenteria (e não disinteria) beneficente ( e não beneficiente) não reivindicar ( e não reinvidicar)

6 ORTOGRAFIA 1 - Complete as lacunas com S ou Z: a) O cão____inho comia no pire____inho da vovó. b) Seu pai___inho está trabalhando? c) Comparando-se com o Brasil, Tibúrcia mora num paí____inho. d) Compre cinco pãe___inhos. e) O menino quebrou o onibu____inho. f) Joga xadre___ com muita habilidade. g) Faça-me a fine___a de não pisar a grama. h) Talve___ ainda consiga maior pra___o. i) Chegou ao colégio com pequeno atra____o. j) Está faltando gá___ e ga___olina. l) Pediu apenas um mi___to quente. m) Gostava muito de mai___ena. n) Ela veio por trá___e beijou-me. o) Você olhou a parte de trá___ do automóvel? p) Foi um pequeno desli___e. q) Pesqui__e mais da próxima vez. r) O rapa__ talve__ jogue xadre___. s) Nós não qui___emos. t) A sobreme___a estava saboro__a. 2 - Complete as lacunas com S ou Z: (verbos) a) cristali__ar / avi___ar / coloni___ar

b) anali__ar / ajui__ar / ameni___ar c) profeti___ar / mati___ar / bi___ar d) parali___ar / ali___ar / catequi___ar a) organi___ar / minimi___ar / poeti___ar

3 - Complete com X ou CH: a) ___arope / comi___ão / co___i___o / frou___o; b) en___arcar / en___ame / desen___er / atarra___ar / ___apada; c) engra___ar / ___ingamento / ___uteira / rela___ado; d) ___imarrão / ___angô / me___erico / la___ante; e) ca___imbo / apetre___o / ele___ir; f) fle___a / ___u___ / ___erife / mo___ila. 4 - Complete com G ou J: a) sar___ento / _____esto / can___ica / su___eito / here__e; pro___etar; b) la___e / ____eito / mon___e / ma___estade; a____iota; c) laran___eira / ti___ela / ma___estoso / gor___eta; d) ___ibóia /an___inho / en___eitado / al___ema; vestí___io; an___elical; e) ___esso / vare___ista. 5 - Complete com E, I, O, U: a) pr___vilégio b) dent___frício c) pont___agudo d) cand___eiro e) ___mpecilho l) __ntitular m) c__rtume n) nód__a o) tab__ada p) jab__ticaba

f) ___nvól___cro g) irr___quieto h) d___s___interia i) mer___tíssimo j) continu___

q) antíd__to r) búss__la s) p__leiro t) mág__a u) R__mênia

7 HÍFEN [*] O hífen é empregado para separar as sílabas de uma palavra e para ligar os pronomes oblíquos ao verbo. Não deve ser usado com as funções atribuídas ao travessão: assinalar mudança de interlocutor, em diálogos; indicar oração intercalada; enfatizar um termo ou expressão, num texto; e fazer ligações do tipo rodovia Belém–Brasília. Além disso, emprega-se o hífen: A) Nas palavras compostas em que os elementos, com acentuação própria, não conservam, considerados isoladamente, a sua significação, mas o conjunto constitui uma unidade semântica: Ex.: água-marinha / guarda-pó / pé-de-meia / sexta-feira / livro-texto Observação: Incluem-se aqui os compostos em que figuram elementos foneticamente reduzidos. Ex.: bel-prazer / Grã-Bretanha / grão-mestre Notas: 1ª) Há situações em que as palavras mantêm, cada uma, sua significação própria. Neste caso não há hífen. Em situações em que essas mesmas palavras apenas sugerem o que significam para compor o significado maior do conjunto, aí emprega-se hífen. Compare: Ele teve uma boa noite. (noite agradável) // Ela me deu boa-noite (cumprimento) 2ª) Nos compostos em que se perdeu a noção de composição não se emprega o hífen. Ex.: girassol / mandachuva / pontapé 3ª) Nas palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas, emprega-se o hífen. Ex.: ervilha-de-cheiro / formiga-branca / estrela-domar B) Nos vocábulos formados pelos prefixos que representam formas adjetivas, como: anglo, greco, histórico, latino, ibero, lusitano e luso. Ex.: anglo-brasileiro / greco-romano / históricogeográfico Observação: Incluem-se aqui os compostos em que figuram adjetivos designativos de raça, país, lugar ou região derivados de nomes de lugar. Ex.: rio-grandense / espírito-santense / belohorizontino

C) Nos vocábulos formados pelos prefixos: 1 Nos elementos de composição AUTO, PROTO, PSEUDO, SEMI e NEO ou de prefixação EXTRA, ULTRA, SUPRA, INFRA, INTRA e CONTRA ⇒ quando a palavra seguinte inicia-se com vogal, h, r ou s: auto-educação proto-sulfureto pseudo-sábio semi-analfabeto neo-republicano extra-regimental ultra-rápido supra-sumo infra-estrutura intra-hepático

5 - Nos elementos de prefixação AD, AB, OB, SOB e SUB ⇒ quando a palavra seguinte inicia-se com r: Ex.: ab-rogar / sob-roda / subraça Observações: O prefixo sub também se separa por hífen ⇒ quando o segundo elemento começar pela letra b. Ex.: sub-base O prefixo sub seguido de palavra iniciada por h: sem hífen e sem h. Ex.: sub + humano = subumano sub + hepático = subepático

2 - Nos elementos de prefixação ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE ⇒ quando a palavra seguinte inicia-se com h, r ou s: Ex.: ante-histórico / anti-higiênico / arqui-rabino / sobre-saia Exceções: sobressair / sobressalente / sobressaltado 3 - Nos elementos de prefixação SUPER, INTER e HIPER ⇒ quando a palavra seguinte inicia-se com h ou r: Ex.: super-humano / inter-relação / hiperresistente 4 - Nos elementos de composição CIRCUM, PAN e MAL ⇒ quando a palavra seguinte inicia-se com vogal ou h: Ex.: pan-americano / mal-entendido / circumadjacente

6. - Nos elementos de prefixação SOTO, SOTA, VICE e EX ⇒ com todas as palavras: Ex.: soto-piloto / vice-reitor / exdiretor 7 - Nos elementos de prefixação PÓS, PRÉ e PRÓ ⇒ com todas as palavras com acento tônico e de timbre aberto: Ex,: pós-diluviano / pré-teste / próbritânico Note: Sem hífen quando átono: preestabelecer, predeterminar e preexistir, prejulgar. 8 - Nos elementos de composição SEM, ALÉM, AQUÉM e RECÉM ⇒ com todas as palavras: Ex.: além-mar / aquém-fronteiras / recém-casado Observação: além e aquém referidos a substantivos próprios são separados e sem hífen. Ex.: além Andes / aquém Atlântida 9 - O prefixo com (sob a forma co), com sentido de “a par” ⇒ quando o segundo elemento possui vida autônoma na língua: Ex.: co-autor / co-herdeiro / co-proprietário / coresponsável

Observação: No VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), ao contrário da regra exposta, já constam sem hífen: Ex.: coabitar / coautor / coadjuvante 10 - Para ligar os sufixos AÇU, GUAÇU e MIRIM ⇒ quando a palavra anterior termina em vogal graficamente acentuada ou se a pronúncia exigir. Ex.: cajá-mirim / capim-açu / mojiguaçu 11 - O prefixo bem ⇒ quando o segundo elemento possui vida autônoma: Ex.: bem-amado − bem-vindo / bem-falante 12 - Não, como prefixo, sempre vem com hífen. Ex.: Não-agressão / não-intervenção / não-linear / nãoformal

NÃO SE EMPREGA HÍFEN aerodinâmica 1 - Prefixos quantitativos e numerais: UNI, MONO, BI, DI, TRI, MULTI, PLURI, AMBI, POLI, ANFI, HEMI Ex.: bicampeão / multicolorido / poliesportivo 2 - APO, CATA, DIA, ENDO, HIFO, META, PARA, RETRO, TRANS Ex.: endocanibalismo / retroalimentação metageometria / transatlântico Observação: PARA, como prefixo, significa “ao lado de”. Nesse caso, NUNCA vem seguido do hífen: Ex.: paraestatal / paramédico / paráfrase Funcionando como verbo, forma palavra composta: leva acento e hífen. Ex.: pára-brisa − pára-raios 3 - AERO, AGRO, ANTROPO, AUDIO, AURI, BIO, CEFALO, CARDIO, CLORO, CROMO, ELECTRO, FIBRO, FILO, FITO, FONO, FOTO, GEO, HETERO, HIDRO, HOMO, ISO, LINGUO, MACRO, MEDIO, MESO, MICRO, MINI, MORFO, NEURO, OFTALMO, OLEO, PALEO, PSICO, RADIO, SOCIO, TELE, TERMO, ZOO. agroaçucareir antropocêntric audiofreqüên o o cia auribranco bioestatística cardiovascula fotogravura r geociências heterossexual hidroavião linguodental macroeconom neurocirurgia psicossocial zootecnia ia

7 HÍFEN 1 - Use o hífen nas palavras compostas em que se mantém a noção de composição.

t) Pedro gastou meio dia para chegar à cidade. u) Ele chegou à cidade ao meio dia.

a) b) c) d) e) f) g) h) i)

Entregamos um abaixo assinado ao prefeito. Luís Castro, abaixo assinado, solicita... Não se preocupe à toa! Corremos à toa, pois o trem só sairá mais tarde. Pafúncio é um homem à toa. Seja bem vindo! Com a herança, tornou-se um boa vida. No campo, leva-se boa vida. Pedro é um conversa fiada: nunca cumpre o prometido. j) Não me venha com conversa fiada! l) Tenho o hábito de beber um copo de leite antes de deitar-me. m) Vimos um bonito copo de leite em seu jardim. n) Percebi que era mal educado quando o vi fumando no elevador. o) Foi mal educado pelos pais. p) Percebi que era bem criado quando cedeu o lugar à senhora. q) Foi bem criado pelos pais. r) O jovem apresentou-se bem posto na festa. s) Aí o vaso não ficará bem posto.

2 - Use o hífen quando necessário: arqui + rabino_________________________________ arqui + duque_________________________________ neo + escolástico_____________________________ ante + clássico_______________________________ anti + rábico_________________________________ anti + higiênico_______________________________ auto + didata_________________________________ anti + inflacionário____________________________ sub + área __________________________________ mal + casado_________________________________ inter + região_________________________________ auto + sugestão_______________________________ neo + cristão_________________________________ auto + combustão______________________________ contra + réplica_______________________________ hidro + avião_________________________________ ante + projeto________________________________ auri + verde_________________________________ pré + estabelecer____________________________ bio + latinismo_______________________________ pan + latinismo_______________________________ mini + currículo_______________________________ supra + sumo________________________________ mal + entendido_______________________________ além + Andes_________________________________ poli + esportivo_______________________________

retro+ alimentação_____________________________ pseudo + oficial_______________________________ pseudo + revelação____________________________ pré + carnavalesco_____________________________ sub + total___________________________________

8 DIVISÃO SILÁBICA Quando não há espaço no fim da linha para escrevermos uma palavra inteira, podemos dividi-la em duas partes. Essa separação, que se indica por meio de um hífen, obedece às regras de silabação. Já concluímos, então, que são inseparáveis os elementos de cada sílaba. Convém, portanto, serem respeitadas as seguintes normas: 1ª) Não se separam as letras com que representamos: a) Os ditongos e os tritongos. Ex.: Eu-ro-pa / ca-dei-ra / U-ru-guai b) Os encontros consonantais que iniciam sílabas e os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu Ex.: pneu-má-ti-co / mar-char / quei-jo psi-có-lo-go / fi-lho / paguei mne-mô-ni-co / ma-nhã / fogue-te c) Os encontros consonantais. Ex.: a-bra-sar / a-plau-so re-cer li-vrei-ro / su-bli-me dir / / es-clapro-gre-

Note: Nos encontros consonantais perfeitos (consonante + l ou consonante + r), se o l ou r forem pronunciados separadamente, deverão vir separados na divisão silábica: Ex.: sub-lin-gual / sub-le-gen-da / ab-rupção 2ª) Separam-se as letras com que representamos: a) As vogais de hiatos. Ex.: co-o-pe-rar / sa-ú-de cru-el / ta-i-nha /

b) As letras dos dígrafos: rr, ss, sc, sç e xc: Ex.: ser-ra / cres-cer / con-fes-sor / abs-ces-so / tri-co

nas-ça ex-cên-

Convém lembrar que toda consoante interna não seguida de vogal pertence à sílaba anterior (in-dig-no, rit-mo); seguida de vogal, forma sílaba com esta (su-bá-re-a). Importante: A editoração eletrônica tem exercido grande influência neste assunto de partição de palavra. Vamos destacar algumas de suas recomendações: 1ª) Os grupos ia, ie, io, ua, ue, uo e oa, que quando átonos finais ficam normalmente numa sílaba (ditongo crescente) mas podem ser pronunciados em duas (hiato), não se separam. (Esta recomendação é apoiada nas Normas Gramaticais Brasileiras – NGB.) Ex.: gló-ria / tá-bua / má-goa cá-rie / tê-nue / Má-rio / ár-duo 2ª) Quando a palavra já se escreve com hífen – quer por ser composta, quer por ser uma forma verbal seguida de pronome átono – e coincide o fim da linha com o lugar onde está o hífen, convém repeti-lo, por clareza, no início da linha seguinte. O ideal é que se faça a quebra após o primeiro elemento completo. couve-flor couve- (não cou-flor ve-flor unamo-nos unamo-nos

3ª) Embora o sistema ortográfico vigente o permita, não se deve escrever no princípio ou no fim da linha uma só vogal. Evite-se, por seguinte, a participação de vocábulos como água, aí, aqui, baú, rua, etc. Melhor será também que se dividam vocábulos como: abrandar, afugentar, açoitar, equivalente, ortografia, extravio e outros apenas nos lugares indicados pelo hífen. Assim: abran-dar / afu-gen-tar / açoi-tar equi-va-len-te / or-to-gra-fia / ex-tra-vio 4ª) Aconselha-se evitar partições que provoquem cacofonia, aliteração ou expressões de mau gosto. bagre grande caixa chata

8 DIVISÃO SILÁBICA 1 - Divida as palavras segundo as normas gramaticais. a) abdome _____________________________________ b) submarino ___________________________________ c) subárea _____________________________________ d) guaitacá _____________________________________ e) treino _______________________________________ f) perspicaz ____________________________________ g) eclipse ______________________________________ h) Saara _______________________________________ i) averiguou ____________________________________ j) radiouvinte ___________________________________ l) caolho _______________________________________ m) amnésia ____________________________________ n) digno ______________________________________ o) solstício ____________________________________ p) gnomo ______________________________________ q) afta ________________________________________ r) sublinhar ____________________________________ s) subestimar ___________________________________ t) disenteria ____________________________________

u) tóxico _______________________________________ v) baleia _______________________________________ x) sublingual ___________________________________

2 - Divida as palavras segundo as recomendações da editoração eletrônica. a) aplauso _____________________________________ b) armário _____________________________________ c) psicologia ___________________________________ d) água _______________________________________ e) bisavô ______________________________________ f) assembléia ___________________________________ g) ateu ________________________________________ h) maio ________________________________________ j) abrandar _____________________________________ l) melancia _____________________________________

9 PRONOME Pronome é a palavra que denota o ente, ou a ele se refere, considerando-o apenas como a pessoa do discurso, que pode ser: primeira – refere-se à pessoa que fala. segunda – refere-se à pessoa com quem se fala. terceira – refere-se à pessoa de quem se fala. Observação: Você, V. Exa., V. Sa. etc. são pronomes de segunda pessoa, pois indicam a pessoa com quem se fala. Entretanto, como formas gramaticais, comportam-se como se fossem de terceira pessoa. Ex.: V.Exa. está elegante. // V.Sa. escreve muito bem. Pronomes pessoais – designam uma das três pessoas do discurso. Podem ser: SUBJETIVO S Eu Tu Ele Ela Nós OBJETIVOS Tônicos Átonos mim, comigo me ti, contigo te ele, si, o, lhe, se consigo ela, si, a, lhe, se comigo nós nos

Vós Eles Elas

vós, convosco eles, si elas, si

vos os, lhes, se as, lhes, se

Os pronomes subjetivos (caso reto) funcionam como sujeito. Ex.: Nós saímos de casa. Os pronomes objetivos (oblíquos) átonos funcionam como complementos. Ex.: Desculpe-me. Os pronomes oblíquos tônicos costumam vir precedidos de preposição: Ex.: Basta a mim a sua palavra.

Observações: 1ª) Os pronomes eu e tu regidos da preposição entre assumem a forma oblíqua tônica mim e ti. Ex.: Está tudo acabado entre mim e ti. 2ª) As formas o, a, os, as são marcas oficiais de objeto direto. Ex.: Ela vendeu o carro. // Ela vendeu-o. 3ª) As formas lhe, lhes são marcas oficiais de objeto indireto. Ex.: Ela enviou uma carta à irmã. // Ela enviou-lhe. 4ª) As formas me, te, se, nos e vos podem ser objeto direto ou objeto indireto. Ex.: Ela me ama. (objeto direto) // Ela me obedece (objeto indireto)

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Depois do verbo – ÊNCLISE: Maria deu-me presentes caros. No meio do verbo – MESÓCLISE: Mantê-lo-ei acordado. Antes do verbo – PRÓCLISE: Não me queiram mal.

Sendo o pronome átono um complemento do verbo – objeto direto ou objeto indireto –, sua posição natural é a ênclise. PRÓCLISE 1 - Quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito (condicional). Ex.: Eu lhe estenderei a mão. // Ela me compraria uma Ferrari.

2 - Nas orações que contêm uma palavra negativa (não, nunca, ninguém, nada, etc.), desde que entre ela e o verbo não haja pausa. Ex.: Nunca me deram nota dez. // Ninguém a avisou. 5a) As formas se e si são reflexivas; portanto, só podem ser usadas em relação ao próprio sujeito do verbo. Ex.: Ela só pensa em si. // O político matouse. Os pronomes átonos podem assumir três posições em relação ao verbo:

3 - Nas orações iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos (quem, como, por que, quando, etc.). Ex.: Como o esquecerei? // Quando me devolverás o livro? 4 - Nas orações iniciadas por palavras exclamativas. Ex.: Como te iludes, meu amigo! // Quantas vidas se perdem no trânsito! 5 - Em orações que exprimem desejo. Ex.: Deus te abençoe! // Mil raios o partam! 6 - Com o gerúndio regido da preposição em: Ex.: Em se plantando, tudo dá. 7 - Quando o verbo vem antecedido de advérbio e não há pausa que os separe. Ex.: Agora a reconheço. // Duas escolas de futebol aqui se enfrentam. 8. - Quando o sujeito da oração, anteposto ao verbo, contém o numeral AMBOS ou alguns dos pronomes indefinidos (todo, tudo, alguém, qualquer, outro, cada, etc.). Ex.: Ambos lhe queriam bem. // Nada se cria, tudo se transforma. 9 - Com os pronomes relativos (quem, que, cujo, qual, etc.). Ex.: Ainda há pessoas que me querem bem.

10 - Com as conjunções subordinativas (se, porque, como, quando, embora) Ex.: Irei se você me convidar. Observação: Será usada a próclise nas formas verbais proparoxítonas. Ao pai, sempre amamos, mas lhe desobedecíamos de vez em quando. ÊNCLISE 1. Nos períodos iniciados por verbo (exceto futuro do pretérito ou futuro do presente), pois na Língua Portuguesa culta não se abre frase com pronome oblíquo. Ex.: Diga-me uma coisa... (Mas: Dar-te-ei os parabéns amanhã.) 2 - Nas orações com verbo no imperativo afirmativo. Ex.: Dize-me o que é importante. // Procura-as e convida-as. 3 - Com os pronomes o, a, os, as no caso de infinitivo nãoflexionado precedido da preposição a. Ex.: Começou a maltratá-la. // Fiquei quinze anos a esperá-lo. 4 - Sempre que houver pausa entre o elemento capaz de provocar a próclise e o verbo.

Ex.: Bem, aviso-a para que não fale muito. / Depois, encaminhei-me à sala 5 - Com verbo no gerúndio sem a preposição em. Ex.: Ganhou na loteria, tornando-se um milionário. 6Com verbo no infinitivo impessoal Ex.: Leia as questões atenciosamente antes de respondêlas. MESÓCLISE É usada somente no futuro do presente e no futuro do pretérito. Ex.: Devolver-te-ei o livro amanhã. // Dar-me-ia água para lavar as mãos? Observação: É necessário, entretanto, que não haja partícula que exija a próclise. Dar-te-ia minha vida. Mas: Jamais te daria minha vida. COLOCAÇÃO PRONOMINAL EM LOCUÇÕES VERBAIS Primeiro caso: Verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo ou gerúndio Em relação ao verbo principal

Ocorrerá a ênclise no infinitivo ou gerúndio. Mesmo que haja fator que justifique a próclise, pelo distanciamento, admite-se a ênclise. Ex.: Ela ficou observando-me. // Ela não ficou observando-me. Observação: Quando o infinitivo vier precedido de preposição, pode ocorrer a próclise ou a ênclise. Jamais deixei de ajudar-te OU Jamais deixei de te ajudar. Começou a ensinar-lhe chinês. OU Começou a lhe ensinar chinês. Note: Quando o pronome for o, a, os, as apenas a ênclise: Ex.: Jamais deixei de ajudá-lo. Em relação ao verbo auxiliar: 1 Havendo fator que justifique a próclise, esta será empregada. Ex.: Ela não me ficou observando. 2. Não havendo fator que justifique a próclise, ocorrerá ênclise no verbo auxiliar. Ex.: Ela ficou-me observando. Na língua culta, o pronome vem sempre ligado por hífen, porém na linguagem contemporânea, no Brasil, já se dispensa esse sinal.

Ex.: Ele ficou me observando. Observação: Com o verbo auxiliar no futuro do presente ou futuro do pretérito, pode-se dar a mesóclise do verbo auxiliar. Ex.: Ela ficar-me-á observando. // Ela ficar-me-ia observando. Segundo caso: Verbo principal no particípio auxiliar + verbo

• Em relação ao verbo principal O pronome átono não pode vir depois do particípio. • Em relação ao verbo auxiliar 1. Havendo fator que justifique a próclise, esta será utilizada. Ex.: Ela não me havia observado. 2. Não havendo fator que justifique a próclise, ocorrerá ênclise no verbo auxiliar. Ex.: Ela havia-me observado. Na linguagem contemporânea no Brasil: Ela havia me observado. Observação: Não se dá a ênclise nem a próclise com os particípios isolados. Usa-se a forma oblíqua regida de preposição: Ex.: Concedida a mim a preferência, farei por merecê-la.

CASOS FACULTATIVOS Poderá ocorrer a próclise ou a ênclise (às vezes, até a mesóclise) se a palavra que antecede o verbo for: 1 - Pronome pessoal do caso reto. Ex.: Ela o entregou. // Ela entregou-o. entregá-lo-á. 2 - Pronome demonstrativo Ex.: Esta me dá prazer / dar-me-á prazer. Esta dá-me prazer. // Ela

2ª sing. – teu, tua, teus, tuas vossa, vossos, vossas 3ª sing. – seu, sua, seus, suas seus, suas

2ª pl. – vosso, 3ª pl. – seu, sua,

Observação: Os pronomes seu, sua, seus, suas podem gerar ambigüidade em construções do tipo: “Maria saiu com a sua prima”. Pois pode estar se referindo à pessoa de quem se fala ou à pessoa com quem se fala. Para indicar a pessoa de quem se fala, usa-se dele(s), dela(s): “Maria saiu com a prima dela”.

/

Esta

3 - Substantivo Ex.: O mestre me ensinou. // O mestre ensinou-me. // O mestre ensinar-me-á. 4 - Infinitivo precedido da preposição PARA (mesmo com a presença de palavra “atrativa”). Ex.: Calei para não o contrariar. // Calei para não contrariá-lo. Pronomes possessivos – fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-se como possuidoras de alguma coisa. 1ª sing. – meu, minha, meus, minhas 1ª pl. – nosso, nossa, nossos, nossas

Os pronomes possessivos, quando ao lado de substantivos, podem vir precedidos, ou não, de artigo. Ex.: A minha casa é amarela // Minha casa é amarela. Quando subentendido o substantivo, não se dispensará o artigo. Ex.: Vi um mapa que era o seu. Em frases de construção paralela, a supressão do artigo dá-lhe significação diversa. Entrou na sala que era a sua. (O possessivo indica, entre a pluralidade das casas, que lhe pertencia.) Entrou na sala que era sua. (Afirma-se apenas a propriedade.) Pronomes demonstrativos – marcam a posição espacial de um elemento em relação a uma das três pessoas do discurso; ou marcam a posição no tempo; ou marcam uma relação cognitiva (relativo ao conhecimento). Espacial Esta/este/isto > aqui, comigo, perto de mim. Ex.: Esta caneta que tenho nas mãos é antiga.

Essa/esse/isso > aí, com você, perto de você. Ex.: Essa caneta que tens na mão não é antiga. Aquela/aquele/aquilo > lá, perto dele. Ex.: Aquela caneta que ele tem na mão é antiga.

Temporal Esta/este/isto > tempo contemporâneo (ou imediato) ao ato da fala: Ex.: Neste instante o juiz entra em campo. Essa/esse/isso > tempo proximamente anterior ao ato da fala: Ex.: Há quinze dias começaram os combates. Nessa época ninguém previa o que poderia acontecer. Aquela/aquele/aquilo > marcam um tempo remotamente anterior ao ato da fala: Ex.: No século 1º, Roma dominava o mundo. Naquela época, o Cristianismo começava a se implantar. Cognitivo Esta/este/isto > faz referência àquilo que está sendo dito pela primeira vez ou que vai ser tratado posteriormente: Ex.: Todos aceitam esta pressuposição: que a felicidade é proporcional à renda. Essa/esse/isso discurso: > faz referência àquilo que já foi dito no

Ex.: Todos acham que a mecanização vai trazer ao homem mais conforto e mais felicidade. Isso é transparentemente falso. Este/aquele no interior do discurso. Este retoma o elemento anterior mais próximo; aquele retoma o mais distante: Ex.: Jogarão hoje Alemanha e Brasil, este com um futebol mais elegante e criativo, aquele com um futebol mais sóbrio e calculado.

9 PRONOME 1 - (UFV-MG) Das alternativas abaixo, apenas uma preenche de modo correto as lacunas das frases. Assinalea I Quando saíres, avisa-nos que iremos.......... II Meu pai deu um livro para.......... ler. III Não se ponha entre ........e ela. IV Mandou um recado para você e........ a) contigo / eu / eu / eu / eu b) contigo / eu / mim / mim mim c) comigo / mim / mim d) consigo / eu / eu /

d) Sabeis Suas Excelências das vossas responsabilidades? a) Sabem Suas Excelências das vossas responsabilidade? 4 - (UNISSINOS-RS) O período em que o pronome possessivo destacado está mal empregado é: a) Dirijo-me a ele, a fim de solicitar seu apoio. b) Dirijo-me a ti, a fim de solicitar o teu apoio. c) Dirijo-me a vós, a fim de solicitar o vosso apoio. d) Dirijo-me a Vossa Senhora a fim de solicitar o seu apoio. e) Dirijo-me a Vossa Senhoria a fim de solicitar o vosso apoio

2 - (UFMG) Em todas as alternativas, a expressão destacada pode ser substituída pelo pronome lhe, exceto em: a) Tu dirás a Cecília que Peri partiu. b) Cecília viu perto a Isabel. c) Peri prometeu a D. Antônio levar-te à irmã. d) O tiro fora destinado a Peri por um índio. 3 - (UFPA) Qual das alternativas abaixo está correta? a) Sabeis Vossas Excelências das vossas responsabilidades? b) Sabem Vossas Excelências das suas responsabilidades? c) Sabeis Vossas Excelências de suas responsabilidades?

5 Coloque o pronome entre parênteses no local adequado. a) Não _______ diga _______ tudo o que sabe. (LHE) b) Há pessoas que ______ querem _____ bem. (NOS) c) Em _____ tratando _____ de mulheres, prefiro as louras. (SE) d) Aqui _______ trabalha _____. (SE) e) Rogo a V.Sa. ___dispense ___ de todas as formalidades. (ME) f) Depois, _____ encaminhei ____ para a sala de aula. (ME) g) Que Deus _____ abençoe _______. (TE) h) Quanto _____ custa _____ revelar certas verdade! (NOS) i) Por que _____ entristeceis _____? (VOS) j) Ela talvez _____ visite _____. (A) l) Bem, _____ vê _____ que você é inteligente. (SE) m) A pessoa que ___ encomendou ___ o livro sumiu. (NOS) n) Muitos ____ telefonaram _____. (LHE) o) Preciso de uma mulher que ____ prepare ____ o café. (ME) p) Todos ____ ensinaram _____ bons modos. (LHE) q) Alguém ____ convidou ____ para a festa. (ME) r) O brasileiro que _____ chamava ____ Paulo morreu. (SE) s) Agora, ____ retirem _____. (SE) t) Ninguém ____ arrepender ____. (SE - futuro)

6 - Introduza o pronome oblíquo nas locuções verbais. a) O brasileiro precisa habituar a ler mais. (SE) ________________________________________________ __ ________________________________________________ __ b) O sol ia tornando cada vez mais forte. (SE) ________________________________________________ __ ________________________________________________ __ c) Devo contar tudo. (LHE) ________________________________________________ __ ________________________________________________ __

10 VERBO Palavra que expressa um processo ou estado, segundo o qual se realizam atribuições ao sujeito. Ex.: O arqueiro disparou a flecha. (processo) O dia está nublado. (estado) Classificação do verbo a) Regular – é o verbo cujo radical não se altera e cujas terminações seguem o modelo de conjugação a que pertence. Ex.: cantar: cant-o / -as / -a / -amos / -ais / -am b) Irregular – é o verbo cujo radical se altera ou cujas terminações não seguem o modelo de conjugação a que pertence. Ex.: ouvir: ouço / ouves / ouve... c) Anômalo – é o verbo cuja conjugação inclui mais de um radical. Ex.: ser (sede, era) – ir (vou, fui, irei) d) Defectivo – é o verbo que carece de uma ou mais formas de conjugação. Ex.: abolir (eu Ø) – reaver (eu Ø) e) Auxiliar – é o verbo que, desprovido total ou parcialmente de sentido próprio, junta-se a outro verbo,

formando uma unidade de significado e constituindo aquilo que se chama de locução verbal. Ex.: O dia já vem chegando. Observação: Nas locuções, o verbo principal ocorre sempre no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, e o verbo auxiliar é que flexiona. Exemplos de verbos auxiliares: Ter e haver: servem para formar tempos compostos junto com o particípio do verbo principal. Ex.: Eu tinha (havido) falado. Ser, estar e ficar: servem para formar a voz passiva. Ex.: Ele foi derrotado pelo inimigo // A terra ficou coberta pelas águas. Os verbos continuar, ir, vir, começar, estar e acabar: servem para indicar o aspecto da ação verbal. Ex.: Começava a chover. / Continua chovendo. / Acaba de chover. f) Abundantes – São verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes para determinada flexão. Ex.: construir (constróis ou construis); comprazer (comprazi ou comprouve); entupir (entope ou entupe); haver (hemos ou havemos).

É no particípio, entretanto, que essa ocorrência de formas duplas (às vezes até triplas) 3ª) Existe um grupo de verbos que têm somente o particípio irregular: é mais freqüente, sendo uma regular e a outra (ou as outras) irregular ou aberto / abrir – dizer – dito / fazer – feito / pôr – posto reduzida. cobrir – coberto / escrever – escrito / vir – visto Ex.: aceitar – aceitado (part. regular), aceito (part. irreg.) e aceite irreg.). 4ª) Os verbos comprar e trazer só aceitam o particípio regular: comprado e trazido. Os particípios regulares – aqueles terminados em -do – são usados com os auxiliares ter e haver. Ex.: O presidente tinha/havia omitido sua participação no conchavo. Os particípios irregulares são usados com os auxiliares ser e estar Ex.: O presidente foi omisso no exercício do cargo. Observações 1ª) Na língua contemporânea há certa tendência pelo uso dos particípios irregulares, o que justifica a preferência por ganho, gasto e pago (com qualquer auxiliar), ao invés de ganhado, gastado e pagado 2ª) Imprimir possui duplo particípio quando significa “estampar”, “gravar”. Na acepção de “produzir movimento”, “infundir”, usa-se apenas o particípio regular. Dir-se-á, por exemplo: Este livro foi impresso no Brasil. A gráfica do Senado tem imprimido muitos folhetos de campanha. Mas, de outro lado: Foi imprimida enorme velocidade ao carro.

Lista dos verbos abundantes mais comuns INFINITIVO aceitar acender anexar benzer desenvolver despertar distinguir eleger encher entregar envolver enxugar expelir expressar exprimir expulsar fixar fritar ganhar gastar imprimir incluir isentar juntar limpar PART. REGULAR (SER/ESTAR) aceitado acendido anexado benzido desenvolvido despertado distinguido elegido enchido entregado envolvido enxugado expelido expressado exprimido expulsado fixado fritado ganhado gastado imprimido incluído isentado juntado limpado PART. IRREGULAR (TER/HAVER) aceito (aceite) aceso anexo bento desenvolto desperto distinto eleito cheio entregue envolto enxuto expulso expresso expresso expulso fixo frito ganho gasto impresso incluso isento junto limpo

matar misturar morrer murchar ocultar omitir pagar prender

matado misturado morrido murchado ocultado omitido pagado prendido

morto misto morto murcho oculto omisso pago preso

Classificação dos verbos quanto ao tempo Há formas verbais que dão origem a outras. Por isso, podemos falar em tempos primitivos e tempos derivados. Os tempos primitivos são: presente do indicativo, pretérito perfeito do indicativo e infinitivo impessoal. Formas derivadas do Presente do Indicativo: a) Presente do Subjuntivo - Para os verbos da primeira conjugação (terminação -ar), troca-se a desinência -o da primeira pessoa do singular pela desinência -e acrescentando-se as desinências número-pessoais para as demais formas. - Para os verbos da segunda conjugação (terminação -er) e da terceira conjugação (terminação -ir), troca-se a desinência -o pela desinência Conj. 1a 2a 3a Pres. do Indic. Pres. do Subj. canto cante/ cantes/cante/cantemos/canteis/cantem vendo venda/vendas/venda/vendamos/vendais/vendam parto parta/ partas/parta/partamos/partais/ partam

b) Imperativo Negativo b) Futuro do Subjuntivo O imperativo negativo é idêntico ao presente do subjuntivo, bastando acrescentar a negação. Este tempo não é conjugado na primeira Retira-se a terminação -am da 3ª pessoa do plural e pessoa acrescentam-se as desinências número-pessoais das do singular. demais formas. - Não cantes, não cante, não cantemos, não canteis, não contem - Não vendas... - Não partas... c) Imperativo Afirmativo As segundas pessoas – tu e vós – vêm do presente do indicativo, retirando-se delas o - s final. As demais pessoas são idênticas ao presente do subjuntivo. - canta, cante, cantemos, cantai, cantem - vende, venda, vendamos, vendei, vendam - parte, parta, partamos, parti, partam Formas derivadas do Pretérito Perfeito do Indicativo a) Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo Retira-se a terminação -m da 3ª pessoa do plural e acrescentam-se as desinências número-pessoais das demais formas.

c) Imperfeito do Subjuntivo Retira-se a terminação -ram da 3ª pessoa do plural e acrescentam-se a desinência modo-temporal –sse e as desinências número-pessoais das demais formas. Pretérito Pret. Mais-que- Fut.do Subj. Imperf. do Perfeito Perf. (menos – Subj. (menos – m) am) (menos – ram + sse) cantei cantara cantar cantasse cantaste cantaras cantardes cantasses cantou cantara cantar cantasse cantamos cantáramos cantarmos cantássemo s cantaste cantáreiss cantardes cantásseis cantaram Cantaram cantarem cantassem Formas derivadas do Infinitivo Impessoal a) Futuro de Presente Acrescentam-se ao infinitivo impessoal as desinências: -ei, -ás, -á,-emos, -eis, -ão. b) Futuro do Pretérito Acrescentam-se ao infinitivo impessoal as desinências: -ia, -ias, -ia, íamos, -íeis, -iam. Infinito impessoal CANTAR Futuro do Presente Futuro do Pretérito cantarei Cantaria cantarás cantarias cantará Cantaria cantaremos cantaríamos cantareis cantaríeis cantaremos cantariam

c) Imperfeito do Indicativo Canta-r/cantado: vender-r/vendi-do; parti-r/parti-do - Para os verbos da primeira conjugação, acrescentam-se ao tema as desinências: -va, -vas, -va, -vamos, -veis, -vão • Infinitivo pessoal: forma-se pelo acréscimo das desinências de pessoal (Ø, es, Ø, mos, des, em) ao - Para os verbos da segunda conjugação, acrescentam-se infinitivo impessoal. ao tema as desinências: -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam. Cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem Infinitivo Impessoal Cantar (tema: canta) Imperfeito do Indicativo cantava, cantavas, cantava cantávamos, cantáveis, cantavam

Também o gerúndio, o particípio e o infinitivo pessoal derivam-se do infinitivo impessoal. • Gerúndio: forma-se pela troca da desinência -r pela desinência -ndo.

Canta-r/canta-ndo; vende-r/vende-ndo; parti-r/parti-ndo • Particípio: forma-se pela troca da desinência -r pela desinência -do.

Uso dos tempos verbais a) Presente – indica que o processo verbal ocorre simultaneamente ao momento da fala. Ex.: Neste momento, o presidente desembarca do avião. b) Passado ou Pretérito – indica que o processo verbal ocorreu antes do ato da fala. Divide-se em: - Pretérito Perfeito – indica um processo passado totalmente concluído. Ex.: Uma bomba explodiu no Senado. - Pretérito Imperfeito – indica um processo passado não totalmente concluído. Ex.: Todos falavam durante a cerimônia. - Pretérito mais-que-perfeito – indica um processo passado anterior a outro também passado. Ex.: O cavaleiro entrou no armazém onde dias antes estivera com os amigos. c) Futuro – indica que o processo verbal vai ocorrer depois do ato da fala. Divide-se em: Futuro do pretérito – indica um processo futuro, a partir de um referencial passado. Ex.: Eu viajaria se tivesse acertado na loteria. Futuro do Presente – indica um processo futuro, a partir de um referencial presente. Ex.: Amanhã viajarei.

Usos especiais • Presente

dispunha. 2 - Pode ocorrer em orações optativas (orações que exprimem desejo) Ex.: Quem me dera encontrá-lo de novo! // Quisera que você viesse. • Futuro do Presente

1 - Pode ocorrer com valor de perfeito, indicando um processo já ocorrido no passado (presente histórico). Ex.: Em 1500, Cabral arria (= arriou) as velas, finca (= fincou) as âncoras e desembarca (= desembarcou) em terra brasileira. 2 - Pode ocorrer também com valor de futuro: Ex.: Amanhã eu falo (= falarei) com você. 3. Pode indicar um processo habitual, ininterrupto. Ex.: O homem nasce, cresce e morre. • Imperfeito

1 - Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo dúvida, incerteza. Ex.: O exército inimigo terá (= tem) hoje uns vinte mil soldados. 2 - Pode ocorrer ainda com valor de imperativo. Ex.: Não levantarás (= levante) falso testemunho. •

1 - Pode ocorrer com valor de futuro do pretérito. Ex.: Se eu tivesse mais coragem, eu reclamava (= reclamaria) • Mais-que-perfeito

1 - Pode ocorrer com valor de futuro do pretérito ou de imperfeito do subjuntivo. Ex.: Mais fizera (= faria) se não fora (= fosse) tão pouco tempo de que

Futuro de Pretérito

1 - Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo polidez ou cerimônia. Ex.: Por favor, você me serviria (= serve) um cafezinho? Usos dos modos • Indicativo – exprime atitude de certeza do falante perante o processo que enuncia. Ex.: Os dias de inverno são mais curtos. Subjuntivo – exprime atitude de incerteza ou condicionamento do falante perante o processo que enuncia. Ex.: Espero que não nos critiquem por isso.

Voz passiva: quando o sujeito é o paciente (ou que sofre a ação verbal). Ex.: Lucas foi ferido pelo diretor. suj. loc. verbal agente Esta é a voz passiva analítica – formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto. Há, ainda, a voz passiva sintética, formada por um verbo transitivo direto na terceira pessoal mais o pronome se (apassivador). Ex.: Compram-se revistas antigas. • Voz reflexiva: quando o sujeito é o agente e o paciente. Ex.: Lucas feriu-se.

• Imperativo – exprime atitude de ordem ou solicitação. Ex.: Façam o jogo correto. / Não demores tanto, por favor. Vozes do verbo • Voz ativa: quando o sujeito é o agente (ou o executor da ação verbal). Ex.: Lucas feriu o diretor suj. verbo o. d. ativo paciente

10 VERBO 1 - (F. Objetivo-SP) Dos verbos seguintes, assinale o único que não apresenta duplo particípio. a) abrir b) imprimir e) enxugar c) eleger d) morrer

4) As frases a seguir apresentam erro no emprego da forma verbal. Corrija-as. a) Quando você propor seu plano, escreva-me. ______________________________________________ ______________ b) Eu intervi na briga. ______________________________________________ ______________ c) É preciso que eles estejem atentos. ________________________________________________ ____________ d) Ele preveu o desastre.

2 - (FUVEST) “Se ele (ver) o nosso trabalho, (fazer) um elogio.” Assinale a alternativa em que as formas preenchem corretamente as lacunas da frase acima. a) ver/fará e) vir/faria b) visse/fará c) ver/fazerá d) vir/fará

3 - Complete as frases com o particípio dos verbos entre parênteses. a) Nós havíamos.......................... bem a porta. (ABRIR) b) A testemunha não havia .......................... (OMITIR) c) O mau elemento foi.......................... pela polícia. (PRENDER) d) Balões não são mais............................. pelas crianças. (SOLTAR) e) A polícia havia.............................o mau elemento. (PRENDER)

________________________________________________ ____________ e) Quando eu ver João, darei o recado. ________________________________________________ ____________

7 - (UEPG-PR) Nesse fragmento poético: “Cantando espalharei por toda parte/ Se tanto me ajudar engenho e arte” encontram-se, respectivamente, as seguintes formas nominais: a) particípio- infinitivo b) gerúnidio-infinitivo c) infinitivo-particípio d) particípio-gerúndio

b) vierdes / vires / diga c) vires / veres / diga d) vieres / vires / dize

8 - (UFS/SE) Transpondo para a voz ativa a frase: “Várias anotações foram feitas no texto pelos revisor”, obtém-se a forma verbal. a) tinha feito b) fizeram c) tem feito d) fez

9 - (UFAC-AC) Complete as lacunas usando os verbos VIR (futuro do subjuntivo, 2a pessoa do singular/ VER (idem) e DIZER (imperativo) “Quando ____________ da cidade e _________ tem irmão, _________ -lhe que o patrão pretende falar-lhe.” a) vier / ver / diz

11 DÚVIDAS DO DIA-A-DIA 1 - POR QUE X PORQUE / POR QUÊ QUE X QUÊ X PORQUÊ /

• Usa-se a forma POR QUE: a) Sempre que for possível acrescentar: motivo, causa, razão, coisa. Ex.: Não sei por que (motivo) eles brigaram. Por que (razão) eles saíram? Por que (coisa) você se interessa no momento? Por que (causa) você luta? b) Sempre que for possível substituir por uma das expressões: pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais. Ex.: O caminho por que (pelo qual) passamos era muito ruim. Esta é a razão por que (pela qual) eu não saí ontem. • Usa-se a forma PORQUE: a) Geralmente introduzindo explicação ou causa. Ex.: Não reclames, porque é pior. Faltou à aula porque estava doente. b) Nas orações interrogativas em que a resposta já é sugerida. Ex.: Você não veio porque estava doente?

• Usa-se a forma POR QUÊ: a) Quando aparece antecedido de pontuação forte (ponto, ponto-e-vírgula, ponto de exclamação, ponto-deinterrogação, dois-pontos e reticências) onde vírgula, quando se deseja enfatizar uma pausa. Ex.: Mário saiu e não disse por quê? Por quê? Você não acredita em mim? Não sei por quê, mas acho que fui enganado. • Usa-se a forma PORQUÊ Quando é substantivo: Ex.: Ele não veio e ninguém sabe o porquê. O porquê de sua desistência ninguém ficou sabendo. • Usa-se a forma QUÊ a) Quando é substantivo. Ex.: Havia um quê de tristeza em sua voz. b) Quando aparece antecedido de pontuação forte ou de vírgula, quando se deseja enfatizar uma pausa. Ex.: Quê!Você não achou o caminho! Não sei para quê, nem me interessa. 2. SENÃO / SE NÃO • Usa-se a forma senão equivalendo a: a) do contrário: Saia daí, senão vai se molhar. b) a não ser: Não faz outra coisa senão reclamar.

c) mas sim: de pedir. d) defeito, falha:

Não teve a intenção de exigir, senão Houve um senão em sua exposição.

5 - AFIM / A FIM

• Usa-se a forma se não: a) = a “caso não”: Esperarei mais um pouco; se não vier, irei embora. b) introduzindo oração com conjunção integrante: Perguntou se não era tarde. 3 - HÁ/ A • A forma Há equivale ao verbo haver, indicando tempo decorrido. Pode ser substituída por “faz”. Ex.: Não o vejo há (faz) quinze dias. • A forma A é preposição, indicando distanciamento no tempo, futuro ou passado, e sentido geográfico. Ex.: Sairei de casa daqui a duas horas. Moro a dois quilômetros da escola. A um ano da morte de Tancredo, o Congresso realizou uma sessão solene em sua homenagem. (Não pode ser substituída por “faz”.) 4 - NENHUM / NEM UM • Nenhum é empregado como antônimo de “algum”. Ex.: Entrou na casa sem que nenhum morador o notasse. • Nem um equivale a “nem um sequer”, nem um único. Ex.: Nem um morador do prédio apareceu para a reunião.

• Afim significa “semelhante”, “relacionado”: Ex.: Temos gostos afins. • A fim (de) equivale a “para”: Ex.: Procurei-o a fim de conversar. 6 - À MEDIDA QUE / NA MEDIDA EM QUE • À medida que = à proporção que: Ex.: Alfredo construía a casa à medida que recebia as comissões. • Na medida em que = considerando que: Ex.: Na medida em que não sou rico, não posso comprar um carro novo. 7 - AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A • Ao encontro de indica conformidade, acordo: Ex.: Os governantes deveriam ir ao encontro das necessidades do povo. • De encontro a indica oposição, conflito: Ex.: Infelizmente seu pedido vai de encontro a nossas posses. 8 - AONDE / ONDE / EM QUE • Aonde deve ser usado com verbos que indicam movimento: Ex.: Aonde (para onde) você vai?

• Onde refere-se a lugar físico: Ex.: A casa onde mora é bonita. • Em que deve ser usado nas demais situações: Ex.: Nos casos em que a lei ordenar, há de se obedecê-la. 9 - AO INVÉS DE / EM VEZ DE • Ao invés = ao contrário de: Ex.: Ao invés de virar à esquerda, virou à direita. • Em vez de = no lugar de: Ex.: Em vez de tomar leite, tomou chá.

10 - MAL / MAU • Mal É antônimo de BEM. Ex.: Ele procedeu mal. / Qual é a origem do mal? Observação: Também pode ser conjunção temporal (= LOGO QUE): Ex.: Mal deixou a casa, bateram à porta. • Mau é antônimo de BOM. Ex.: Sempre foi mau pagador. / O mau tempo atrapalhou. 11 - DIA-A-DIA / DIA A DIA • Dia-a-dia é um substantivo. Significa cotidiano. Ex.: O dia-a-dia do trabalhador é muito monótono. • Dia a dia é expressão adverbial. Significa todos os dias, cotidianamente. Ex.: Os preços das mercadorias aumentam dia a dia. 12 - TAMPOUCO / TÃO POUCO • Tampouco é advérbio. Significa também não. Ex.: Não realizou a tarefa; tampouco apresentou qualquer justificativa. • Em tão pouco, temos o advérbio de intensidade tão modificando pouco, que pode ser advérbio ou pronome indefinido. Ex.: Tenho tão pouco entusiasmo pelo trabalho! 13 - CESSÃO / SESSÃO / SEÇÃO (SECCÃO)

• Cessão: ato de ceder. Ex.: João fez a cessão dos seus direitos autorais. • Sessão: intervalo que dura uma reunião. Ex.: Assistimos a uma sessão de cinema. • Seção ou secção: parte de um todo. Ex.: Lemos a notícia na seção (ou secção) policial. 14 - MAIS BEM / MELHOR • Mais bem – usa-se antes de verbo no particípio: Ex.: São os alunos mais bem preparados do colégio.

• Melhor – usa-se antes de verbo que não esteja no particípio ou outras palavras. Ex.: São bem melhores do que nós. 15 - À-TOA / À TOA • À-toa – é um adjetivo (refere-se, pois, a um substantivo) e significa impensado, inútil, desprezível. Ex.: Ninguém lhe dava valor: era uma pessoa à-toa. • À toa – é um advérbio de modo e significa a esmo, sem razão, inutilmente. Ex.: Andava à toa pelas ruas 16 - EM PRINCÍPIO / A PRINCÍPIO • Em princípio = em tese. Ex.: Em princípio, sou contra qualquer governo. • A princípio = inicialmente. Ex.: A princípio era contra; depois, mudei de opinião. 17 - VIMOS / VIEMOS • Vimos indica o presente do verbo VIR ou passado do verbo VER. Ex.: Vimos trazer-lhe nosso apoio. /Vimos um gato preto ontem. • Viemos indica o passado do verbo VIR. Ex.: Viemos ontem de carona.

18 - HÁ / HAVIA • Há indica presente ou que a ação não findou. Ex.: Há três carros na garagem. // Há dois dias que não fumo. • Havia indica passado (pretérito imperfeito do indicativo), que a ação já findou: Ex.: Havia três anos que não o via. // Havia dois anos que não fumava.

19 - A PAR / AO PAR A PAR – expressão usada no sentido de “estar bem informado” Ex.: Ele está a par dos acontecimentos AO PAR – expressão usada apenas para indicar equivalência em valores cambiais. Ex.: O real já esteve ao par do dólar. 20 - A FORA / AFORA A FORA – para fora Ex.: Saiu janela a fora AFORA – exceto Ex.: Afora este caso, não resolveu nada. 21. POR VENTURA / PORVENTURA POR VENTURA – significa por sorte, por misericórdia. Ex.: Por ventura divina, sobrevivemos. PORVENTURA significa talvez, por acaso. Ex.: Você, porventura, viu Cabeção por aí? 22 - DEMAIS / DE MAIS DEMAIS é advérbio de intensidade e equivale a muito. Ex.: Elas falam demais. Também pode ser usado como substantivo, significando “os restantes”.

Ex.: Chegaram onze jogadores para jogar; os demais ficaram no banco. DE MAIS é locução prepositiva e possui sentido oposto a de menos. Ex.: Não haviam feito nada de mais. 23 - OH / Ó • Oh é interjeição de admiração ou espanto. Ex.: Oh! Que lindo dia! • Ó acompanha vocativo Ex.: O que há com você, ó criatura?

11 DÚVIDAS DO DIA-A-DIA 1 - Use PORQUE ou POR QUE a) Eu não sabia ____________ele reclamava tanto. b) Só ___________ o vestido não ficou pronto, ela não foi à festa? c) Cheguei atrasado __________ o trânsito estava engarrafado. d) Não sei ____________você ainda não viajou. e) Ela desistiu de viajar só ____________ o dólar subiu? f) Eis _________ eu queria tanto sua volta. g) Não sei ______________ esta série de questões. h) Eu vou tentar, _____________ talvez ainda exista solução. i) Só __________ esqueceu seu livro, você não fez o exercício? j) As dificuldades ____________ passamos foram grandes. l) Ninguém sabe __________ ele está rindo. m) Ignoro _________ ele não veio hoje. n) Não sei a razão ___________ ele fez isso. o) Ao chegar em casa, foi para a cama ____________ estava cansado. p) Os assuntos, ____________ não me interessam, não serão abordados. 2 - Use QUE, PORQUE, POR QUE, QUÊ, PORQUÊ, POR QUÊ a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) l) m) n) o) Você está querendo o ____________? Ele não foi ao teatro __________ tinha que estudar. ____________ficaram tão revoltados? Ele perdeu o ano ______________? O _________ fizeram do meu livro? _____________esta cidade não te agrada? Esta cidade não te agrada __________? Em política não se sabe o __________ das coisas. As ruas _____________ passamos estavam cobertas de lama. Os assuntos __________ não me interesso não serão abordados. Ela insiste em saber __________ você está tão calado. ____________ você quer este livro? Ele tem um ___________ de artista. Ele coleciona pedra sem saber para ___________.

3 - Use SE NÃO ou SENÃO a) Essa pessoa só tem um _________. b) ________ chover amanhã, poderemos ir à praia. c) Espero que faça bom tempo amanhã, ________ ficarei em casa d) Chorarei muito _______ voltares. e) Corre, ________ ele te acerta. f) Não faz nada _________ estudar.

4 - Use A ou HÁ a) b) c) d) 5a) b) c) d) e) f) Estávamos ___ uma pequena distância da praia. Sairemos daqui ______ dez minutos. Vive _______ muitos anos naquela cabana. O relatório foi encaminhado _____dois dias. Use MAL ou MAU Os atores atuaram muito __________ no espetáculo. Um ___________ terrível abateu-se sobre esta casa. Escolheste um ___________ momento para sair. O ______ vizinho só cria problemas. A poluição é um grande ______ para a saúde. ___________ desponta o Sol, já estamos na rua.

13.ACORDO ORTOGRÁFICO Aprovada em 1990 pelos oito integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste – e ratificada pelo Congresso Nacional em 18.4.1995, a reforma ortográfica do português pode estar próxima de entrar em vigor. Argumento principal para a reforma: Hoje, o português é a única língua ocidental de alguma importância no mundo a ter duas ortografias oficiais, a portuguesa e a brasileira, sem contar as versões de outros países. Conseqüências: dificulta que o português possa ser uma das línguas oficiais das Organizações das Nações Unidas; cria problemas para o ensino do português como língua estrangeira; e impede a livre circulação de livros, material didático e publicações entre os oito países. Críticas principais contra a reforma: O propósito terminou por sacramentar diferenças irreconciliáveis na escrita vigente em Portugal e no Brasil: as palavras de dupla grafia permitidas pela reforma superam as 2 mil e fazem parte, na quase totalidade, do universo das cerca de 10 mil utilizadas na linguagem jornalística ou técnica, por exemplo; terá um pequeno alcance (Brasil, em

6 - Escolha a opção entre parênteses: a) Ele caminhou ______________de seu amigo, abraçandoo calorosamente. (ao encontro de, de encontro a) b) ________você vai? (onde, aonde) c) Exercíamos atividades ________ . (afins, a fim) d) Na _________ plenária, estudou-se a __________ de direitos autorais. (seção, sessão, cessão) e) __________ de comprar um carro, comprei uma bicicleta. (em vez de, ao invés) f) Não trabalha, __________ estuda. (tampouco, tão pouco) 12.

torno de 0,56% do vocabulário); e o alto custo com a reimpressão da literatura clássica e oficial

PRINCIPAIS MUDANÇAS 1ª) Alfabeto – As letras k, w e y voltam a fazer parte do alfabeto. 2ª) Dupla grafia – Portugal mantém o acento agudo no e e no o que antecedem m ou n, enquanto no Brasil continuase a usar circunflexo. Assim: grémio e grêmio; António e Antônio 3ª) Letras mudas – Portugal elimina as consoantes não pronunciadas, como em adoptar (adotar), acção (ação), baptizar (batizar), directo (direto). Porém, se a letra for pronunciada, poderá ser mantida, como em facto, sector, carácter, amnistia, sumptuoso, pacto, adepto. 4ª) Trema – Desaparece. Assim: aguento, linguiça, sequela, sequestro, tranquilo, pinguim. Persiste, porém, as palavras derivadas de nomes estrangeiros: mülleriano (de Müller). Atenção: Os verbos do tipo aguar, apaziguar, averiguar, desaguar e delinquir, por apresentarem dois paradigmas, ou não recebem acento gráfico no u tônico, como arguir (averigue, enxague), ou recebem acento gráfico nas vogais a ou i do radical (averígue, emxágue)..

a) Mantém-se nas palavras compostas formadas por elementos de

5ª) Acentuação
a) Ditongos EI e OI – Extingue-se o acento nos ditongos

abertos das palavras paróxitonas, como em ideia, assembleia, apoia, joia e heróico. Atenção: Nas palavras oxítonas, mantém-se o acento, como em fiéis, corrói e herói.
b) Acento diferencial – Permanece apenas em pôde

natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal; que constituem uma unidade sintagmática e semântica; e que mantêm o acento próprio, como em: arco-íris, médico-cirurgião, mato-grossense, azul-escuro, primeiro-ministro e guarda-chuva. O sinal cai, contudo, em compostos nos quais se perdeu a noção de composição, como em pontapé, girassol, mandachuva, paraquedas e paraquedista.
b) Na prefixação, existe hífen sempre antes de h: semi-hospital,

geo-história, sub-hepático. (perfeito do indicativo), para diferenciá-lo de pode (presente do indicativo), e pôr (verbo), para diferenciá-lo de por (preposição). Torna-se opcional em fôrma/forma. Atenção: O acento diferencial desaparece nas outras formas. Assim: para (verbo), pela (verbo e substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo), pelo (verbo).
c) Grupos ôo e êe – Perdem o circunflexo. Assim: crem, deem, c) Se o prefixo ou pseudoprefixo termina por vogal e o

elemento seguinte começa por r ou s, duplica-se a consoante, como em contrarregra, entrarregular, antissemita, ultrassonografia.
d) Se o prefixo termina por vogal igual à vogal inicial do segundo

elemento, existe hífen, como em anti-inflacionário, micro-onda, mega-ação, arqui-inimigo.
e) Se as vogais finais e iniciais forem diferentes, não

leem, veem, voo, enjoo. 6ª) Hífen

haverá hífen, como em antieconômico, extraescolar, autoaprendizado, contraindicado, intraocular.

f) Hiper, inter e super – Têm hífen antes de elemento

iniciado por r, como em hiper-reativo, interrelacionado, super-resistente. g) Circum e pan – Têm hífen antes de elemento iniciado por vogal, m, n e h, com em circum-escolar, circumhospitalar, circum-mujrado, circum-navegação, panafricano, pan-helênico. 7ª) Divisão silábica Na translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que há um hífen, ou, mais, se a partição coincide com o final de um elemento ou membros, deve-se repetir o hífen no início da linha imediata. Ex.: ex-presidente.

PARTE II − PRODUÇÃO DE TEXTO 1 O TEXTO “Nem tudo que escrevo resulta numa realização; Resulta mais numa tentativa, O que também é um prazer.

Pois nem tudo eu quero pegar. Às vezes, eu quero apenas tocar. Depois, o que toco às vezes floresce, E os outros podem pegar com as duas mãos.” Clarice Lispector Um texto produzido por alguém pode ser caracterizado como tal se dele for possível a quem o lê extrair um significado. As condutas do autor e do leitor devem ser recursivamente conectadas, somando-se na construção de uma realidade compartilhada, graças às distinções que se estabelecem. As condutas do autor e do leitor são intervenções destinadas a alterar, modificar, transformar ou trocar a conduta do outro de um modo que resolva o problema deste. Em uma organização dos acontecimentos, toda conduta é, ao mesmo tempo, uma causa e um efeito com respeito a todas as demais que acontecem nesse contexto. Veja como Humberto Eco define texto: • “Um texto é um mecanismo preguiçoso (ou econômico) que vive da valorização de sentido que o destinatário ali introduziu.” • “Todo texto quer que alguém o ajude a funcionar.”

• “O texto é um produto cujo destino interpretativo deve fazer parte do próprio mecanismo gerativo.” • “Gerar um texto significa executar uma estratégia de que fazem parte as previsões dos movimentos dos outros.” Quando esse esquema não funciona, ocorrem distorções, e a comunicação não se realiza. Em um dos filmes da série “A Pantera Cor-de-Rosa”, o personagem de Peter Sellers vira-se para o recepcionista do hotel e pergunta: “Seu cachorro morde?” O homem diz que não. Clouseau se abaixa para acariciar o cãozinho e toma uma baita mordida. “Mas o senhor não disse que seu cachorro não mordia?!” E o homem: “Este aí não é meu cachorro.” Consideremos o seguinte texto (KATO, 1983a): Hoje é aniversário de Cacá. Helô e Ju saíram para comprar um triciclo de presente. Acabaram, porém, escolhendo uma boneca que faz pipi. Nós extraímos informações que não estão explícitas no texto, por meio de esquemas internalizados e de operações de inferência:

Se é aniversário de Cacá, Cacá ganhará presentes.(1) Se Helô e Ju saíram para comprar um triciclo de presente, o triciclo é para Cacá. (2) • Triciclo é brinquedo de criança. (3) Logo, Cacá é uma criança. (4) • Helô e Ju compraram uma boneca, e não um triciclo, e boneca é brinquedo de menina.(5) Então, Cacá é uma menina.(6)
• •

“Eu não lhe guarda-chuva.” “Ele está embora.” me

devolvi

o

mandando

Além do texto propriamente dito, concorrem para a atribuição de significado:
a)

Co-texto

As partes sublinhadas são informações que não estão no texto. Algumas são devidas a instanciações de esquemas, como (1), (3) e (5); outras, a resultados de operações de inferência, como (2), (4) e (6). Convém ressaltar que são essas informações não-explícitas que emprestam coerência ao texto. A partir do que diz o autor (ato ilocutório), podem ocorrer várias interpretações (efeitos perlocutórios), em decorrência dos sentimentos do ouvinte. Por exemplo: Ato ilocutório “ Parece que vai chover.” Efeitos perlocutórios “A conversa está chata.” “Eu não consertei o telhado dele.”

Pode ser compreendido como as “pistas” que o texto oferece, como: autoria, fonte, ilustração, tipo do papel utilizado, desenho das letras ou título. Leia o texto abaixo e dê um título. Como gemas para financiá-lo, nosso herói desafiou valentemente todos os risos desdenhosos que tentaram dissuadi-lo de seu plano. “Os olhos enganam”, disse ele, “um ovo, e não uma mesa, tipifica corretamente esse planeta inexplorado”. Então, as três irmãs, fortes e resolutas, saíram à procura de provas, abrindo caminho, às vezes através de imensidões tranqüilas, mas amiúde através de picos e vales turbulentos. Os dias se tornaram semanas, enquanto os indecisos espalhavam rumores apavorantes a respeito da beira. Finalmente, sem saber de onde, criaturas aladas e bem-vindas apareceram anunciando sucesso prodigioso.

A falta de indicação de um elemento de co-texto  no caso, o título  pode ter dificultado e, até, impossibilitado a muitos leitores a correta interpretação do texto. (Confira a resposta no Gabarito.)

Tome, agora, este texto de Clarice Lispector. Não te amo mais. Estarei mentindo que Ainda te quero como sempre quis. Tenho certeza que Nada foi em vão. Sinto dentro de mim que Você não significa nada. Não poderia dizer jamais que Alimento um grande amor. Sinto cada vez mais que Já te esqueci! E jamais usarei a frase EU TE AMO! Sinto, mas tenho que dizer a verdade É tarde demais... Lido de cima para baixo, o texto tem um significado claro. Porém, um significado antagônico pode ser encontrado se você tiver acesso ao código criado pelo autor: leia-o de baixo para cima.
b)

Contexto

Tem a ver com as condições em que o texto foi produzido, como a época, o local ou o regime político vigente etc.

“Para sentir o espírito de um tempo que já não existe, para fazer-se contemporâneo dos homens de outrora [...] a dificuldade não está tanto no que é preciso saber, mas no que é preciso não saber mais. Se nós quisermos verdadeiramente viver o século XV, quantas coisas deveremos esquecer: ciências, métodos, todas as conquistas que fazem de nós modernos! Devemos esquecer que a Terra é redonda e que as estrelas são sóis, e não lâmpadas suspensas em uma abóboda de cristal; esquecer o sistema do mundo de Laplace, para só crer na ciência de São Tomás de Aquino, de Dante e daqueles cosmógrafos da Idade Média que nos ensinam a criação em sete dias e a fundação dos reinos pelo filho do Príamo, depois da destruição de Tróia, a Grande.” (France Anatole)

Leia o quadro abaixo e procure criar um contexto de modo que possa ser compreendido.

Maria teve indigestão apesar de o relógio estar quebrado. As pistas para o entendimento deste texto estão além do que pode ser percebido pelas evidências. Suponha, por exemplo, que Maria seja uma executiva cujas atividades são todas cronometradas, e por isso ela sempre tem indigestão. Mesmo o relógio estando quebrado, ela continua tendo indigestão porque os compromissos permanecem. c) Subtexto Muitas vezes, a real mensagem de um texto não está explícita. Ela deve ser compreendida nas entrelinhas. Veja a correspondência a seguir: Prezado Senhor, Em resposta a sua carta de 6 de janeiro de 2004, tenho a informar que o Senhor Péricles Gordilho trabalhou nesta firma de outubro de 2002 até o fim do mês de dezembro de 2003. Quanto ao seu desempenho na função

de escriturário, sempre foi esforçado e organizado com seus pertences. Atenciosamente, Pôncio de Oliveira Diretor

Observe o quadro a seguir: A: É o telefone. B: Estou no banho. A: Tá bom. A função não-explícita “nas entrelinhas” do primeiro comentário de A é de requisição, e não de explicação ou descrição, como aparece na superfície (“nas linhas”). Do mesmo modo, a contribuição de B não é de descrição, mas, implicitamente, de rejeição com justificativa. “Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas. (Clarice Lispector) TIPOS DE TEXTO De modo geral, os textos podem ser classificados em: narrativo, descritivo ou dissertativo. Embora um tipo prevaleça, é comum encontrar características de dois ou, até, dos três num mesmo texto. Interessam-nos aqui os textos descritivo e dissertativo.

Houve aqui uma violação ao postulado da relação (seja relevante). Mas, indiretamente, nas entrelinhas, o receptor interpreta corretamente a mensagem: o candidato ao emprego não tem as qualificações necessárias para o cargo.

De todo modo, o texto sempre se divide em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. Para perceber isso, faça os exercícios a seguir. Coloque os fatos na ordem correta. Espalhei veneno por toda parte. Passeei tranqüilo pela casa. Havia ratos por toda parte. Não tive muito medo. O barulho era infernal.

2 COMPOSIÇÃO DO TEXTO DESCRITIVO

Com muita criatividade, a pequena casa foi transformada numa confortável residência de três dormitórios, com parte social incluindo sala de jantar, sala de estar, gabinete e terraço. Tudo isso emoldurado pelo colorido de plantas tropicais, sob o céu sempre azul do Recife. Na sala de estar, muitos móveis de alvenaria, almofadas e uma grande tapeçaria dominando a parede. O terraço, com a alegria dos seus verdes, é um prolongamento do ambiente. Móveis antigos, peças de arte sacra, quadros e objetos de artesanato foram combinados com muito bom gosto. A sala de jantar e a área sob a pérgula ficam lado a lado, formando um só ambiente. Poltronas austríacas e mesa com tampo de cristal se integram com as folhagens e o artesanato nordestino. No banheiro, as peças foram construídas em alvenaria e receberam acabamento em epóxi brilhante. Um grande espelho amplia o ambiente. Plantas e vidros compõem a decoração. As linhas da fachada são sóbrias e simétricas. Para amenizar o calor, as janelas são pequenas, tipo seteira, e a casa é fechada para o exterior. (Revista Cláudia, n.175)

Descrever é tentar reproduzir, por meio de palavras, o aspecto dos objetos sensíveis, tais como eles aparecem a um observador em determinado momento. Dois critérios orientam a organização do texto descritivo: a estrutura espacial do objeto e o ponto de vista físico em que se coloca o observador.

1 - A ordem em que os elementos foram descritos sugere o itinerário seguido pelo observador. Explique qual foi esse itinerário. ________________________________________________ ______________ ________________________________________________ ______________ ________________________________________________ ______________ 2 - Divida o texto em três partes de acordo com esse itinerário: 1ª 2ª 3ª parte: de ___________________ ___________________ parte: de ___________________ __________________ parte: de ___________________ __________________ a a a

3 - A paragrafação do texto corresponde à divisão da casa e ao foco do observador. Como se percebe isso no texto? ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

Descrever não é apenas acumular o maior número possível de detalhes sobre o objeto. A minúcia e a exatidão não são qualidades básicas da descrição, exceto se se trata de descrição técnica ou científica. Uma boa descrição deve dar ao leitor uma impressão do todo no que ele tem de mais significativo. 4 - Considerando o texto, que aspectos foram focalizados como mais significativos na casa? a)______________________________________________ ______________ b) ________________________________________________ ____________

Numa descrição não importa apenas o ponto de vista físico em que se focaliza o objeto; importa também a disposição subjetiva do observador, sua impressão pessoal do objeto. 5 - Em sentido mais amplo, que inferências podem ser feitas a respeito do estilo de vida das pessoas que moram em uma casa como essa, nos planos: • econômico: ________________________________________________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ • social: ________________________________________________ ___ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________

________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ • psicológico: ______________________________________________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ ________________________________________________ ___________ A descrição é estática, isto é, não se preocupa primordialmente com o evolver dos acontecimentos que se distendam no tempo. Mesmo quando descrevemos seres em movimento, procuramos captá-los instantaneamente, como em um “flash” fotográfico.

6 - Considerando o texto lido, que classes gramaticais são mais valorizadas na descrição? ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ Os verbos são elementos importantes na estruturação gramatical das frases. Em cada tipo de texto eles são selecionados e empregados de acordo com o objetivo da composição. No texto lido, os verbos foram selecionados e empregados de forma a diluir a idéia de atividade e encobrir o agente da ação. São, por isso, verbos de valor estático, porque ou não indicam o agente da ação ou não precisam o tempo dessa ação. Quatro recursos podem ser utilizados: a) voz passiva: “A casa foi reformada com muito bom gosto.”; b) verbos de ligação: “O terraço [...] é um prolongamento do ambiente”; c) formas nominais (gerúndio, particípio e infinitivo): “[...] com parte social incluindo sala de jantar, sala de estar, gabinete e terraço”; “Tudo isso emoldurado pelo colorido de plantas tropicais [...]”; Para amenizar o calor, as janelas são pequenas, tipo seteira”; e d) emprego de sujeito inanimado com verbo nocional: Um grande espelho amplia o ambiente.

3 COMPOSIÇÃO DE TEXTO DISSERTATIVO 7 - Comprove no texto o que se disse acima. ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

A ATRAÇÃO PELO MAR O mar é, atualmente, o elemento da natureza que mais atrai a atenção das pessoas, que, após um longo período de trabalho estafante e repressivo, desejam recuperar-se do esgotamento físico e das pressões emocionais. O fenômeno da corrida desenfreada em direção às praias tem razões de caráter não só natural, mas também sociocultural e psicológico. As estatísticas mostram que só sentem o apelo obsessivo do mar e do sol as populações dos centros urbanos industrializados, onde há uma profunda ruptura entre o homem e o seu meio natural. Submetido às agressões da civilização tecnológica e urbana – barulho, luz artificial, ar viciado –, o homem, por razões biológicas, busca o que representa uma antítese de seu ambiente cotidiano. Além das razões naturais, fatores socioculturais contribuíram para essa corrida em busca do sol: passar férias na praia significa ter acesso a um estilo de lazer socialmente valorizado; estar bronzeado é participar da beleza física, segundo as normas da estética moderna; é, portanto, signo de afirmação social e erótica no momento de voltar à cidade e ao trabalho. Um terceiro fator, de ordem psicológica, parece ter tornado tão atraente a praia. O ato de descansar em praias superlotadas é também um meio de fuga da solidão, pois o homem moderno se sente habitualmente sozinho e anônimo em meio às grandes massas urbanas. Como conseqüência do quadro social delineado,

A ordenação do texto dissertativo baseia-se em critérios lógicos. Se você se propõe a escrever uma dissertação, nada existe no assunto que determine previamente uma ordenação espacial ou cronológica, como ocorre na descrição e na narração. A organização do texto, que deverá ser uma criação lógica e lingüística sua, exige a presença de três partes:Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. 1 - Identifique no texto lido essas partes: Introdução: de _______________ a __________________ Desenvolvimento: de _______________ __________________ Conclusão: __________________ a

2) Qual é o assunto delimitado na Introdução? ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

de _______________ a

Introdução Introduzir não significa expressar idéias gerais e imprecisas sobre o assunto. A Introdução deve delimitar claramente o assunto e definir – ou pelo menos sugerir – nosso objetivo em relação a ele.

3 - Qual é o objetivo do autor em relação a esse assunto? ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

5 - Relacione no espaço abaixo as palavras da Introdução que se referem, respectivamente, a essas idéias básicas contidas no Desenvolvimento. ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

Desenvolvimento O objetivo definido na Introdução sugere o plano a ser seguido no Desenvolvimento. A Introdução contém, pois, um esboço da argumentação. 4 - Qual é a idéia básica de cada um dos parágrafos do Desenvolvimento? ________________________________________________ ______________ ________________________________________________ ______________

Uma boa argumentação deve ser lógica e basear-se em: evidências nascidas de fatos, exemplos, narrações ilustrativas, dados estatísticos, testemunho de autoridades sobre o assunto. Vejamos como foi construída no texto a argumentação:

6 - No primeiro parágrafo, ao afirmar que o homem dos centros urbanos sente mais atração pelo mar, em que se baseia o autor? ________________________________________________ _______________ 7 - Nos outros dois parágrafos do Desenvolvimento, como o autor fundamenta sua opinião? ________________________________________________ _______________ Conclusão A Conclusão completa a unidade da dissertação, que deve transmitir ao leitor um pensamento suficientemente definido. Para que o texto se feche logicamente, deve-se retomar o objetivo proposto na Introdução, acrescentando-lhe dados novos, decorrentes do que se disse no Desenvolvimento. 8 - Que expressão representa na conclusão uma retomada do que se disse no Desenvolvimento?

________________________________________________ _______________ 9 - Qual é o dado novo contido na Conclusão? ________________________________________________ _______________

4 TÉCNICAS DISSERTATIVO

DE

ESTRUTURAÇÃO

DO

TEXTO

UNIDADE E COERÊNCIA Para que uma redação não seja uma mera coleção de frases soltas sobre um mesmo assunto, é preciso estabelecer um centro de interesse ou objetivo que permita o encadeamento lógico entre as idéias. Isso equivale a dizer que a unidade e a coerência são qualidades indispensáveis à redação. Um texto tem unidade quando dele podemos extrair uma idéia central, idéia que se destaca no conjunto e surge aos nosso olhos claramente, despida de pormenores e digressões irrelevantes. Tem coerência quando suas idéias são ordenadas e interligadas de maneira lógica, de acordo com um plano definido. As duas áreas – unidade e coerência – são tão relacionadas que qualquer deficiência em uma delas traz necessariamente prejuízos à outra. Para esclarecer a importância da unidade e da coerência, vamos examinar um contra-exemplo, isto é, um parágrafo sem unidade e coerência. No Brasil, a população jovem é muito mais numerosa que a população adulta. Por isso mesmo é que se diz que o Brasil é um país em desenvolvimento, pois está na mão

dos jovens. Mesmo assim, o jovem é extremamente individualista, não assume responsabilidades quanto ao futuro. Faz revoluções porque o país não lhe oferece condições adequadas de vida.

1) Identifique a incoerência do texto. ________________________________________________ __________ ________________________________________________ __________ ________________________________________________ __________

TÉCNICAS INICIAIS COERÊNCIA

PARA OBTENÇÃO DE

UNIDADE E B) Propaganda 1- A poluição visual dos "out-doors" 2- A relação entre propaganda e consumo 3- A influência da televisão C) Religião

A unidade e a coerência podem ser obtidas se você aprender a utilizar determinadas técnicas. Vamos discutir, inicialmente, duas delas: a delimitação do assunto e a definição do objetivo. a) Delimitação do assunto O que é delimitar o assunto? Apresentado um assunto para dissertação, nosso primeiro passo deve ser verificar se ele já foi proposto de forma suficientemente restrita, de modo a permitir-nos uma exposição não muito longa e que tenha unidade. Caso isso não aconteça, nossa primeira tarefa será escolher o tópico ou os tópicos particulares que estejam contidos no assunto e que nos ofereçam condições de desenvolver bem. 2 - Apresentamos abaixo um assunto de caráter geral seguido de três tópicos específicos. Assinale aquele que pode ser uma delimitação mais adequada deste assunto. A) Futebol 1- A imprensa esportiva 2- A função social do futebol 3- Por que os jogadores morrem pobres?

1- Conflitos religiosos na adolescência 2- A televisão como destruidora da moral tradicional 3- A atuação da Igreja Católica no mundo de hoje

3 - Formule dois tópicos que sejam delimitações adequadas dos assuntos apresentados abaixo: Juventude a)______________________________________________ ___ b)______________________________________________ ___ Arte a)______________________________________________ _____ b)______________________________________________ _____ Leia atentamente o parágrafo abaixo: Dentre as grandes tragédias vividas pelo homem moderno, destaca-se o sentimento de impotência diante do mundo. Nas sociedades primitivas, o homem comum captava o sentido das tarefas que desenvolvia no cotidiano. Na sociedade moderna, o indivíduo não mais interpreta a vida e a transforma, mas apenas aplica um conjunto de prescrições e receitas geradas por uma elite, corpo de autoridades

anônimas, que fala através dos mitos e da publicidade. Acomodado e domesticado, porta-voz de uma fala que não é sua, o indivíduo tornou-se incapaz de dirigir seu próprio cotidiano. 4) No primeiro período do parágrafo, o autor delimita claramente o assunto. Preencha os retângulos de acordo com a progressiva delimitação do assunto.
VIDA DO HOMEM MODERNO

b) Definição do objetivo O que é formular um objetivo? Após a delimitação do assunto, a segunda tarefa será refletir sobre ele e procurar definir nossa posição pessoal diante dele, ou seja, nosso objetivo no ato de comunicação, aquilo que achamos importante transmitir ao leitor. Da delimitação do assunto e da formulação de um objetivo nasce a idéia central da redação. Se você começar a escrever tendo um objetivo claramente definido, evitará detalhes irrelevantes e incoerências, garantindo, em contrapartida, a concisão e a unidade. Leia o parágrafo apresentado a seguir e responda às questões propostas. O homem, como todos os seres vivos, tem a capacidade de manter constante o seu equilíbrio interno, apesar das modificações do meio ambiente. Pode ser submetido a temperaturas muito altas ou muito baixas, sem que sua própria temperatura varie muito; pode ingerir grandes quantidades de determinadas substâncias, sem que, com isso, se altere substancialmente a composição do sangue. Quando falha essa sua capacidade inata de se autoregular, chamada homeostase, ocorre a doença e até a morte. Revista Nova, nº 43 (adaptação) 5 Qual é o assunto do parágrafo apresentado? ________________________________________________ _______________ 6 - Qual é o objetivo do autor em relação a esse assunto? ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________ ________________________________________________ _______________

PARÁGRAFO PADRÃO O parágrafo é uma unidade de composição mais ampla que a frase e mais restrita que o texto escrito. É, em outras palavras, um conjunto de frases unificadas pela presença de uma idéia básica. Denominamos parágrafo padrão o tipo de parágrafo que reproduz a estrutura do texto dissertativo. TÓPICO FRASAL O tópico frasal é a frase ou frases introdutórias do parágrafo, nas quais delimitamos o assunto e expressamos – ou pelo menos insinuamos – nosso objetivo ou posição pessoal em relação a ele. Serve como ponto de referência para a construção do desenvolvimento e da conclusão, uma vez que ambos devem responder às expectativas levantadas pelo tópico. Leia atentamente o parágrafo apresentado a seguir e responda às questões propostas. Nosso organismo está programado para reagir, dentro de certos limites e padrões, diante de qualquer agente perturbador do nosso equilíbrio físico ou psicológico. O excesso de frio ou de calor, a fome, o barulho, um vírus ou até mesmo um chefe irritante são alguns desses agentes perturbadores aos quais reagimos, inicialmente com um alerta e, em seguida, com formas específicas de

defesa. Se os elementos de defesa forem fortes, a dificuldade será vencida. Em caso contrário, o organismo pode chegar a um limite de exaustão tal que nossa saúde física e mental fica parcial ou totalmente prejudicada 7 - Qual é o assunto do texto? ________________________________________________ ______________ 8 - Qual é o objetivo do texto? ________________________________________________ ______________ 9 - Identifique no tópico frasal a palavra ou palavras relacionadas: a) ao assunto: _______________________________________ ____________ b) à delimitação do assunto: _______________________________________ _ c) ao objetivo: ________________________________________________ __

A forma gramatical assumida pelo tópico frasal é de grande importância, porque é por meio dela que transmitimos, de forma explícita ou implícita, nosso objetivo pessoal em relação ao assunto. Suponhamos, por exemplo, que sejam construídos os seguintes tópicos frasais: 1- O automóvel substituiu definitivamente o trem. 2- Pensa-se que o automóvel substituirá definitivamente o trem. 3- Muitos pensaram que o automóvel substituiria definitivamente o trem. Os três tópicos falam de um mesmo assunto, mas transmitem diferentes posições pessoais ou objetivos. No primeiro caso, o sujeito que enuncia a frase assume como verdadeira e incontestável a declaração feita. Sua tarefa, no desenvolvimento, será apresentar argumentos que comprovem a idéia de que o automóvel substituiu realmente o trem. No segundo caso, a posição é de questionamento. Abre-se caminho para um desenvolvimento que terá de apresentar argumentos de dois tipos: os que comprovem a veracidade da declaração e os que contestem essa veracidade. Na conclusão, será dada a palavra definitiva a respeito do assunto. Ao enunciar o tópico frasal 3, o falante deixa implícito que não concorda com seu conteúdo. Desse modo, ainda que no desenvolvimento se faça referência aos argumentos daqueles que acreditaram no fato, o objetivo

principal do parágrafo será contestar tais argumentos, provando que as pessoas se enganaram. 10 - Apresentamos, a seguir, um grupo de três tópicos frasais relacionados a um mesmo assunto. Analise-os e escreva, entre parênteses, a letra: A) Se o objetivo do autor é defender a idéia expressa no tópico. B) Se o objetivo do autor é discutir a idéia expressa no tópico. C) Se o objetivo do autor é contestar a idéia expressa no tópico. Assunto: Propaganda. ( Acredita-se que a propaganda, em certa medida, pode ) levar as pessoas a adquirir bens supérfluos. ( A sociedade de consumo não tem condições de se ) manter sem a ação da propaganda. ( Os teóricos da comunicação de massa insistem em ) enfatizar os aspectos negativos da propaganda.

DESENVOLVIMENTO Construído o tópico frasal, teremos de enfrentar o problema da organização do desenvolvimento, isto é, seleção, ordenação e encadeamento lógico das frases que compõem o corpo do parágrafo. Para melhorar nosso desempenho nesse sentido, examinaremos os principais processos de organização do parágrafo dissertativo a partir de modelos. DESENVOLVIMENTO POR CONCEITUAÇÃO O desenvolvimento por conceituação consiste em esclarecer, por meio de expressões ou frases equivalentes, o sentido que atribuímos a determinado termo. Ao conceituar, temos de colocar em evidência as características essenciais dos seres ou fenômenos, procurando distingui-los de outros que lhe são afins. Ao construir um conceito, você deverá observar os seguintes aspectos: a) Enquadrar ou situar o fenômeno ou ser na classe a que pertence. b) Colocar em evidência a característica ou características essenciais que distinguem o fenômeno ou ser de outros elementos da mesma classe.

c) Em determinados casos, é importante fixar o conceito mostrando a importância do ser ou fenômeno em um contexto mais amplo. d) Deve-se ter ainda o cuidado de evitar formulações gramaticais inadequadas como: Mitose é quando a célula se divide... É um processo de divisão celular... Absolutismo é porque o rei assume... Leia atentamente o parágrafo abaixo e, em seguida, responda às questões propostas. A mitose é um processo de divisão celular. Distingue-se de meiose por ser um processo de divisão equacional, que dá origem a duas células com o mesmo número de cromossomos da célula-mãe. É de importância fundamental, tanto no crescimento e na regeneração dos tecidos de organismos pluricelulares quanto na formação de gametas nos seres haplóides.

11) Qual é o assunto do parágrafo apresentado? _____________________________________________ ____________ 12) Qual é o objetivo do parágrafo? _____________________________________________ ____________ 13) Delimite, usando barras, desenvolvimento e a conclusão. o tópico frasal, o

justificativa para os gastos com seus próprios produtos femininos. Todo vendedor deve, pois, inventar para as suas vítimas uma boa desculpa. 14) Qual é o assunto do parágrafo? ____________________________________________ ______________ 15) Qual é objetivo do autor? _____________________________________________ ______________ 16) Delimite, usando barras, desenvolvimento e a conclusão. o tópico frasal, o

DESENVOLVIMENTO POR EXEMPLIFICAÇÃO No desenvolvimento por exemplificação procuramos esclarecer o tópico frasal utilizando exemplos ilustrativos. O caráter particular e concreto da exemplificação torna este processo particularmente útil quando desejamos garantir a compreensão de conceitos abstratos por parte do leitor. Leia atentamente o parágrafo abaixo e, em seguida, responda às sugestões propostas: As pessoas precisam de uma justificativa subjetiva para comprar. A Avon, por exemplo, aumentou muito suas vendas de porta em porta ao oferecer como brinde a cada mulher um produto "para ele". Isso dava às compradoras uma eventual

_____________________________________________ _____________

17) O processo de organização do desenvolvimento é, basicamente, a apresentação de um exemplo que ilustra ou comprova a declaração do tópico frasal. Podemos, porém, descobrir relações de causa e efeito entre as idéias do parágrafo. Estabeleça relações de causa e efeito entre as informações abaixo: A) Aumento de vendas B) Oferecimento de brindes C) Justificativa para os gastos ________________________________________________ _______________ 18) O que significa a expressão “Para ele”? ________________________________________________ _______________ DESENVOLVIMENTO POR ENUMERAÇÃO Organizamos um parágrafo por enumeração quando desejamos colocar em evidência uma série de fatos, características ou idéias distintas relacionadas ao tópico frasal. Podemos enumerar os elementos aleatoriamente, isto é, sem uma seqüência predeterminada ou, ao contrário, ordenar os elementos a serem enumerados de acordo com critérios definidos. Leia atentamente o parágrafo abaixo e, em seguida, responda às questões propostas.

As transformações sociais introduzidas pelo “império do automóvel” geram as mais diversas críticas: agente poluidor, consumidor insaciável de combustível, causador de graves acidentes nas cidades e estradas de todo o mundo, objetivo de ganância. Mesmo assim, o automóvel continua sendo uma realidade em expansão. 19) Qual é o assunto do parágrafo? ________________________________________________ _______________ 20) Qual é o objetivo do autor? ________________________________________________ _______________ 21) Delimite o tópico frasal, o desenvolvimento e a conclusão

ESQUEMA Quando a enumeração é extensa, a elaboração de esquema revela-se como um recurso bastante útil. Após relacionar todos os tópicos, percebemos que um mais importante aparece depois de outro menos importante, que uns são mera curiosidade, que outros não mantêm inter-relação com os demais, e que por isso devem ser eliminados, etc. O próximo passo, portanto, consistirá na hierarquização dos tópicos. Crie um código para classificá-los. Por exemplo: E para informações essenciais, S para as secundárias, C para curiosidades e X para eliminação. 22) Faça o exercício a seguir para fixar esse procedimento. Como você esquematizaria os seguintes fatos de modo a que se adaptem ao título: “Tamanho e temperatura dos diversos planetas do sistema solar”?
a) b) c) d) e) f) g) h)

Em Marte, a temperatura à meia-noite é de 32 a 40ºC. O diâmetro de Mercúrio é de 4.960 km. l) Em Vênus, a temperatura na face iluminada é de aproximadamente 100ºC. m) O diâmetro de Mercúrio é menor que a metade do diâmetro da Terra. n) Um ano em Marte é equivalente a dois anos na Terra. o) A temperatura do lado iluminado de Mercúrio é de 399ºC. p) Mercúrio não tem estações climáticas. q) Marte é pouco mais que metade da Terra. r) O diâmetro de Vênus é de 12.480 km.
i) j)

Observações: • Elimine os fatos irrelevantes. • Você pode alterar o título, se julgar conveniente.

Mercúrio é o menor planeta do sistema solar. A temperatura durante a noite em Vênus é aproximadamente -12ºC. Mercúrio não tem atmosfera. O diâmetro de Marte é de 6.752 km. A temperatura durante o dia em Marte é de 10 a 20ºC. A temperatura no lado sem luz de Mercúrio é de quase zero absoluto O diâmetro de Vênus é 320 km menor que o da Terra. Vênus é chamado o “planeta irmão” da Terra.

Agora, é só montar o seu esquema. Procure uniformizar a linguagem dos tópicos. Por exemplo: “temperatura durante a noite”, “temperatura no lado sem luz”, “temperatura à meia noite”, considere apenas “temperatura noite”. Economize tempo adotando símbolos: temperatura noite, tn; menor , <; maior, >; aproximadamente, ≅, etc. Organize os tópicos segundo sua importância. DESENVOLVIMENTO POR PARALELO OU CONFRONTO Utilizamos o processo de organização por paralelo ou confronto quando desejamos relacionar duas realidades, ressaltando as semelhanças ou diferenças existentes entre elas. Deve-se ter o cuidado de selecionar nas realidades confrontadas aspectos simétricos ou equivalentes. O paralelo ou o confronto podem ser organizados tomandose como ponto de referência o tempo, o espaço ou uma divisão abstrata particular. Leia atentamente o parágrafo a seguir e, depois, responda às questões propostas. Abordando ângulos espetaculares de assuntos considerados dignos de interesse, jornais e revistas exploram o sensacionalismo, mas os tipos de sensações que um e outro valorizam são diferentes. Nos jornais, o sensacionalismo é quase sempre datado, pois refere-se a um fato coincidente ou próximo da data de elaboração do jornal; nas revistas, é, com maior freqüência,

intemporal. Assim, por exemplo, a exploração sensacionalista das cartas de amor de Mussolini poderia constar de uma revista, mas seria completamente desdenhada pelos jornais. 23) Qual é o assunto do parágrafo? ______________________________________________ ___________ 24) Qual é o objetivo do autor? ______________________________________________ __________

DESENVOLVIMENTO POR CAUSA E EFEITO Ao analisar um assunto, poderemos estar interessados em mostrar o encadeamento lógico entre os fatos em termos de causa e efeito. Embora relações de causa e efeito possam ser percebidas em todos os tipos de organização da dissertação, existem parágrafos ordenados exclusivamente a partir dessa orientação. Leia atentamente o parágrafo abaixo e, em seguida, responda às questões propostas. As greves que assolam a Polônia atingiram ontem trezentas fábricas e estaleiros, fazendo parar 160 mil operários de setores vitais da economia. Tais greves foram causadas pela crise econômica polonesa, motivada pela sua alta dívida externa (cerca de 20 bilhões de dólares) e pela crescente elevação dos preços dos gêneros de primeira necessidade, especialmente a carne. O mundo inteiro aguarda com profunda atenção o desenrolar dos acontecimentos nesse país, pois teme-se uma intervenção militar da União Soviética, semelhante à ocorrida há doze anos na

Tchecoslováquia. A situação na Polônia atinge, pois, um nível bastante perigoso. 25)Qual é o assunto do parágrafo? ___________________________________________ ___________ 26) Qual é o objetivo do autor? ___________________________________________ ___________ 27) Delimite o tópico frasal, o desenvolvimento e a conclusão.

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO (Jornal Carreira & Sucesso) • Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme do conhecimento de V. Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo ou do exibicionismo narcisístico. • Evite abrev., etc .• Não se esqueça das maiúsculas, como já dizia carlos machado, meu prof. Lá no colégio santo inácio, no rio de janeiro. • Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz. • O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário. • Estrangeirismo estão out, palavras de origem portuguesa estão in. • Seja seletivo no emprego da gíria, bicho, mesmo que seja maneiro... sacou?

• Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa porcaria. • Nunca generalize: generalizar é sempre um erro. • Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva. A repetição faz com que a palavra seja repetida. • Não abuse das citações. Como costumava dizer meu pai: Quem cita os outros não tem idéias próprias. .• Frases incompletas podem causar. • Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia. • Seja mais ou menos específico. • Frases com apenas uma palavra? Corte! • A voz passiva deve ser evitada.

• Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação. • Nunca use siglas desconhecidas, conforme recomenda a A.G.O.P. • Evite mesóclises. Repita comigo: mesóclises: evitá-las-ei! • Não abuse das exclamações! Seu texto fica horrível! Sério! • Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreensão da idéia contida nelas e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia além da central, o que sempre torna o seu conteúdo inacessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-las em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que deveria ser, afinal de contas, parte do processo de leitura, hábito que devemos ter através do uso de frases mais curtas. • Cuidadado com ortographia, para não deturpar a língua.

EXERCÍCIOS 1. Corrija as seguintes generalizações, quando necessário. a) O brasileiro não aceita pagar impostos. ________________________________________________ ______________ b) O Brasil passa por uma crise moral e por um processo de corrupção generalizada. ________________________________________________ ______________ Todo homem é mortal. ________________________________________________ ______________
c)

2. Indique o que está explícito e o que está implícito:
a)

Embora estivesse magoado, Odair foi à festa.

Explícito: a) _____________________________________ b) _______________________________________ Implícito: _______________________________________
b)

Apesar de ser um bom aluno, Paulo não fez boa prova.

Explícito: a) _____________________________________ b) _______________________________________ Implícito: _______________________________________
c)

3) Assinale a frase mais adequada a cada situação de comunicação indicada. Situação 1: Um candidato a cargo político falando a um grupo de moradores de uma favela. 1. Pretendo eliminar de vez o problema de abastecimento de água da favela. 2. Tenciono encerrar para sempre com a dificuldade de abastecimento de água neste logradouro. 3. Vou terminar de uma vez por todas com a falta d’água na casa de vocês. Situação 2: Um repórter policial escrevendo em seção policial de um jornal. 1. O corpo trazia sinais de brutalidade dos facínoras. 2. A vítima tinha marcas da violência dos assassinos. 3. O cadáver mostrava vestígios de brutalidade dos algozes. Situação 3: O presidente da República fazendo um pronunciamento à Nação. 1. A população brasileira sentirá em breve os benefícios do novo plano econômico. 2. Os brasileiros brevemente auferirão os lucros do novo planejamento. 3. Os conterrâneos logo notarão as vantagens da nova organização econômica.

Mesmo tendo uma excelente campanha, o produto não teve boa saída.

Explícito: a) _____________________________________ b) _______________________________________ Implícito: _______________________________________

Situação 4: um acusado de homicídio (desejoso de safarse), em sua alegação. 1. Quando ele me atacou, tive de matá-lo. 2. Ao que senti atacado, fui obrigado a atirar. 3. Sentindo-me em perigo, fui levado a reagir. Situação 5: um publicitário produzindo um slogan para um carro destinado a altos executivos. 1. Ultrapasse a tudo e a todos com o MX-330. 2. MX-330 - conforto e elegância. 3. O MX-330 coloca você à frente. (Adap. CARNEIRO, Agostinho Dias. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: Moderna, 1992.1.ed.)

COMPARAÇÃO ENTRE OS PLANETAS MERCÚRIO, VÊNUS E MARTE QUANTO A TAMANHO E TEMPERATURA

A nossa galáxia compreende nove planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Aos conhecimentos de Física, Matemática e Astronomia, de que se valeram cientistas como Kepler, Copérnico e Galileu, vêm-se incorporando novas disciplinas e, principalmente, uma tecnologia altamente sofisticada. Ainda assim, é grande o mistério que cerca os planetas. Algumas características, porém, são conhecidas. Por exemplo, tomando-se como referência os planetas Mercúrio, Vênus e Marte, é possível abstrair informações importantes quanto a tamanho e temperatura. Quanto a tamanho, tem-se que Mercúrio apresenta diâmetro de 4.960km (mede menos da metade da Terra e é o menor planeta do sistema solar); Vênus, de 12.480km (320km menor que a Terra); e Marte, de 6.754km (pouco mais que a metade da Terra). Quanto a temperatura, Mercúrio oscila entre quase zero absoluto (-235ºC) à noite e 399ºC de dia (não tem atmosfera nem estações climáticas); Vênus, entre 12ºC à noite e 100ºC de dia (medidas aproximadas); e Marte, entre 10 e 20ºC de dia e 32 a 40ºC à noite.

O rápido avanço da tecnologia e os conhecimentos que o homem vem acumulando desde épocas remotas permitem prever que não está distante o tempo em que conheceremos mais sobre os planetas, inclusive se haverá vida em algum deles. Hoje, pelas evidências apontadas pela pesquisa, Marte, em razão das semelhanças que apresenta em relação à Terra quanto a temperatura, é o único em que o homem poderia viver.

MEU PAI

Uma sociedade será sólida se for sustentada por famílias bem constituídas. A estrutura familiar compõe-se, basicamente, de uma mãe, que representa os valores mais afetivos, e de um pai, a quem cabe a função de exercer uma liderança firme e sadia, e do qual se espera que seja trabalhador, honesto, responsável e que possa servir de exemplo para os filhos. Há muitas coisas na vida por que devo agradecer a Deus. A mais significativa de todas é a figura de meu pai. O “Velho Nilo”, como eu gosto de chamá-lo, é baixo, meio magro, meio gordo, cabelos pretos, olhos castanhos e caminha como um frade. É quase sempre calmo, só mudando de humor quando seu Atlético perde. Nesses dias, nem é bom mexer com ele. Meu pai é simples e bom. Já foi mais religioso do que é hoje, mas tem muita fé. Nos tempos antigos, dizem que já foi o rei do carteado e amigo inseparável de um violão. Hoje, sossegou. Quem o vê de longe já vai logo falando: “Tá ali uma boa pessoa!”

Todos os filhos e todas as filhas têm o direito de dizer que seu pai é o maior do mundo. Talvez meu pai não seja o maior, mas é, com toda certeza, o melhor. É o amor que sinto por ele, é o carinho que ele sente por mim que fazem com que ele, hoje, esteja medindo uns três metros ou mais. (Redação de uma menina de 12 anos, corrigida.)

5. CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. Quando se escrevem as palavras em caracteres maiúsculos, elas ainda continuam subordinadas às regras de acentuação gráfica, já que estas nada têm a ver com o tamanho das letras: PARÁ; ÍNDIA; BÉLGICA. 2. A palavra senhor só pode ser abreviada quando seguida de substantivo próprio ou pessoalizado: Sr. Ronaldo; Sr. Chefe. 3. Coloca-se vírgula entre o nome do logradouro público e o número da casa: Rua do Córrego, 160. 4. Não se deve escrever inteiramente em caracteres maiúsculos o vocativo, certos fechos (atenciosamente, respeitosamente, cordialmente) e o nome de quem assina a correspondência. São destaques desnecessários e impróprios. 5. Não se deve escrever um número em início de frase: ERRADO: 1994 foi um ano.. // 30% dos convidados... CERTO: O ano de 1994 foi... // Trinta por cento dos convidados... 6. Os algarismos romanos são escritos em letras maiúsculas e não devem ser seguidos de ponto ou do sinal de ordinal: IX

7. As abreviaturas dos estados devem ser indicadas assim: SP, MG, RS. 8. Os nomes dos meses serão abreviados com três letras, com exceção do mês de maio, que não pode ser abreviado: jan., fev., mar. etc. 9. As abreviaturas de unidade de medida não têm ponto nem s para o plural. O numeral deve estar seguido da abreviatura específica. 650km (ou 650 km) / 5,7g (ou 5,7 g) / 25m (ou 25 m) Para a notação de horas, observe: 7h / 7h30 (ou 7h30min)

10. Para dar destaque a algum termo, era comum colocá-lo entre aspas ou sublinhá-lo. Hoje, com o recurso do computador, pode-se recorrer ao itálico e ao negrito, além dos diversos formatos e tamanhos das fontes. De modo geral, reserva-se o uso das aspas para as citações. Para os títulos de obras ou conceitos dignos de destaque, recomenda o uso de negrito ou itálico. Lembre-se: uma forma de destaque é suficiente. Portanto, não use simultaneamente aspas e itálico, etc. 11. As siglas constituídas de três letras ou de letras que não formam palavras são escritas com maiúsculas. Ex.: CIA, ONU, INPS, INPC, IBF (observe que não se usa ponto). Quando as letras formam palavra, admite-se o uso de letras minúsculas, a partir da segunda, observando-se, naturalmente, a natureza do texto. Ex.: Copasa, Cemig Plural de siglas: acrescente um “s” minúsculo às sílabas. Ex.: Os CDBs Também é usual não colocar “s”. Ex.: Os CDB. Não use apóstrofo mais “s” (Os CDB´s) Atenção: A sigla não compõe o nome do título que representa: apenas o substitui ou o esclarece. Por isso, deve vir entre parênteses, e não seguida de traço, e só na primeira vez que aparece. Ex.: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 12. Etc. Evite usar, pois sugere imprecisão. Não use com relação a pessoas. Não deve ser antecedida de “e” e vírgula (numa enumeração longa, há autores que admitem a

vírgula, para dar ênfase). No final de frase, não usar ponto duas vezes. 13. Citações curtas (até três linhas) devem ser escritas normalmente no texto, entre aspas. Citações longas (mais de três linhas) devem vir destacadas do texto, com recuo de margem, espacejamento reduzido, fonte menor (como nas notas de rodapé) e sem aspas. 14 Não há um critério rigoroso para a grafia dos numerais. Algumas gramáticas recomendam escrever com palavras apenas os numerais constituídos de um só termo: zero, um, dois, doze, vinte, trinta, noventa, cem, novecentos, mil, milhão, etc. Outras referências recomendam escrever apenas com palavras os numerais de um a nove, as dezenas redondas (dez, vinte... noventa), as centenas e milhares. O importante é observar a natureza do texto, a uniformidade e a clareza.

15. A utilização de zero antes de numerais (por exemplo: 01, 03, etc.) revela uma especificidade de textos contábeis ou financeiros. Serve para coibir a possibilidade de fraude. Portanto, é sinal de indelicadeza usar este recurso em textos que não têm essa finalidade. Observe, também, que grafias do tipo “hum” e “treis” são permitidas apenas para cheques e documentos similares. 16. Na indicação de artigos de leis, escrevem-se numerais ordinais até o nono e numerais cardinais para os demais. Ex.: art. 2º / art. 9º / art. 10 17. Sic. Em latim, significa “assim”, expressão usada entre parênteses no meio ou no final de uma declaração para indicar que é assim mesmo, por estranho ou errado que possa ser ou parecer. 18. Estrangeirismo. Palavras ou expressões estrangeiras são usadas quando não existe equivalente em português ou foram consagradas pelo uso corrente. Nesses casos, são grafadas sem aspas: rock, show, punk, réveillon, status, blitz, outdoor, knowhow, software. Palavras estrangeiras menos conhecidas e de difícil tradução são grafadas com aspas: “spread”. Admite-se, também, grafar em itálico. 19. Gerúndio. Evite começar frases com essa forma verbal, que geralmente tem função adverbial ou adjetiva. Pode encompridar o período e tirar a agilidade do texto sem acrescentar informação relevante.

20. Em transcrição, a pontuação ficará dentro das aspas se a declaração constituir período completo, todo ele entre aspas. Ex.: “Eu não renuncio.” Foi assim que o presidente iniciou o discurso. Mas: O presidente disse: “Eu não renuncio”. 21. A lei estadual 12.701, de 23.12.1997, que dispõe sobre a valorização da língua portuguesa no Estado, revela, em seu art. 2º: “Fica proibido o uso de termos e expressões em língua estrangeira nos textos dos documentos oficiais dos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Estado. Parágrafo único - Na falta de equivalente em português, poderá ser usado o termo ou a expressão estrangeira, desde que seguidos de sua tradução”.

22. Através. A rigor, esta palavra deve ser usada com o significado de “de lado a lado”, “transversalmente” . Modernamente, tem sido largamente usada com o sentido de “por”: “Fez declarações através do jornal.” Definitivamente, não pode ser usada com pessoas. Deve ser substituída por outras palavras, como: por, mediante, por meio de, por intermédio de, segundo. 23. Segundo a NBR14724/2002 da ABNT, “Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros), sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, de seu número de ordem no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legenda explicativa de forma breve e clara, conforme o projeto gráfico”. Os títulos de tabelas e quadros devem ser suficientemente claros para serem compreendidos independentemente do texto. Devem vir na parte superior, precedidos da palavra “Tabela” ou “Quadro” e de seu número de ordem em algarismos arábicos. Na parte inferior deve-se citar a fonte (no caso de elaboração do autor, isso é dispensado). Se a tabela ou o quadro não couber em uma folha, deve ser continuada na folha seguinte, e neste caso não é delimitada(o) por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na folha seguinte. Utilizam-se fios horizontais e verticais para separar os títulos das

colunas no cabeçalho e fechá-los na parte inferior, evitandose fios verticais para separar as colunas e fios horizontais para separar as linhas. 24. Para a apresentação monografias, dissertações e teses, a ABNT, recomenda: Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4, digitado na cor preta, fonte tamanho 12 para o texto e tamanho menor para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legenda das ilustrações e tabelas. As folhas devem apresentar margem esquerda e superior de 3cm, direita e inferior de 2cm, utilizando espaçamento duplo. Nos trabalhos a serem copiados frente e verso as margens devem ser de 3cm.

25. São elementos essenciais de uma citação bibliográfica: autor(es); título e, se houver, subtítulo; edição; local; editora: e data de publicação. São elementos complementares: indicação de outros tipos de responsabilidade (ilustrador, tradutor, revisor, adaptador, compilador, etc.); informações sobre aspectos físicos do suporte material, páginas e/ou volumes, ilustrações, dimensões, série editorial ou coleção, nota e ISBN, entre outros. 26.”Toda obra, quando citada pela primeira vez, em nota de rodapé, deve ter sua referência apresentada por completo. As subseqüentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, quando não muito distante e desde que não haja possibilidade de confusão com outras citações intercaladas. Para tanto, podem-se utilizar as seguintes expressões latinas, abreviadas, quando for o caso. a) Idem ou Id. = Igual à anterior Empregada para citar um autor já citado anteriormente. Ex.: 1RICE, Anne. A hora das bruxas. Rio de Janeiro: Rocco, 1944. p. 342. 2 Id. Taltos. Rio de Janeiro: Rocco, 1996. p. 95 b) Ibidem ou Ibid. = na mesma obra Empregada para indicar que a citação foi extraída da mesma obra, anteriormente citada. Ex.: 1ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1991. p. 15.

2

Ibid., p. 37.

c) Loco citado ou loc. cit. = no lugar citado. Empregada para indicar que a citação foi extraída da mesma página de uma obra anteriormente citada. Ex.: 1ECO, Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1991. p. 15. 2 ECO, loc. cit. d) Opus citatum ou op. cit. = na obra citada Empregada para indicar que a citação foi extraída de outra página de uma obra anteriormente citada. Ex.: 1ECO Humberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1992 p. 15. 2 ECO, op. cit., p. 57.

e) Passim = aqui e ali. Empregada quando se torna impossível mencionar todas as páginas de onde foram extraídas as idéias do autor. 1 SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia de Letras, 1996. p. 2-15 passim. f) Sequentia ou seq. = seguinte ou que se segue. Empregada como o objetivo de evitar a menção de todas as páginas da obra referenciada. Assim, indicam-se apenas a primeira página e a expressão correspondente. 1 CORRADO, Frank M. A força da comunicação. São Paulo: Makron, 1994. p. 21 seq. g) Cf = confirma, confronte Empregada para efetuar cruzamentos de informações referenciais. 1 Cf. CORRADO, op. cit. P. 21 seq. h) Apud = citado por, conforme Empregada para indicar uma citação. 1 GARDNER, 1987 apud FINE, M. B. Motivação e clima organizacional. Rel. Hum., n. 10, p. 17, set. 1990.” (Item 26. Extraído de MÜLLER, M. Stella. Normas e padrões para teses, dissertações e monografias. 5 ed. Atual – Londrina: Eduel, 2003.

xvi, 155p. : il.: 23cm. 27. Frente a – Locução inexistente em português. Conforme o caso, pode ser substituída por: em frente de, diante de, ante, perante, defronte de. São válidas, no entanto as formas: “fazer frente a” e “frente a frente”. 28. A nível de – Não existe. Existe em nível de, significando “no âmbito de”, desde que existam outros níveis, como em “Em nível estadual, o impasse foi solucionado.” Pois existem os níveis municipal e federal. Atenção: existe ao nível de, significando à altura de: A cidade do Rio de Janeiro fica ao nível do mar. 29. Junto a – Tem significado físico, “ao lado de”, “em companhia de”, como em: Estacionou junto à porta. / Permaneceu junto aos irmãos. Em vez de: Adquiriu um televisor junto à Arapuã, use na/da Arapuã. PARTE III: REDAÇÃO OFICIAL 1. CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA REDAÇÃO OFICIAL Na Redação Oficial, “quem comunica” é sempre o Serviço Público. O que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica. O destinatário dessa comunicação é o público, o conjunto dos cidadãos ou outro Órgão Público, do Executivo ou dos outros Poderes. A Redação Oficial deve caracterizar-se pela correção, clareza, concisão, harmonia, originalidade e vigor. a) CORREÇÃO

“Os textos oficiais, por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, requerem o uso do padrão culto da língua. Há concenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal; e b) se empregam vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais e morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.” Nada é tão prejudicial às comunicações escritas como sintaxe deficiente ou erro de ortografia. Daí a necessidade de dominar as regras gramaticais básicas. Devem ser evitadas construções como: Fazem dez dias que encaminhamos os documentos. Vossa Excelência podeis dispor sempre de seus auxiliares. Estamos, desde ontem, ao par dos acontecimentos. Esta medida implica na redução de gastos. b) CONCISÃO

“Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras.” A concisão não significa que se deve escrever pouco, mas simplesmente o necessário. Vá, também, direto ao assunto; evite rodeios. Observe: “Temos o imenso prazer de comunicar o recebimento, nesta data, de sua prezada carta de cinco do mês em curso e...” Podemos dizer a mesma coisa, com grande economia de palavras, de papel e de tempo se escrevermos: “Recebemos sua carta de 5 do corrente...” “Por intermédio da presente, estamos levando ao conhecimento de Vossa Senhoria que, nesta data, enviamos o material que consta do seu pedido de número 15, de 10 de novembro próximo findo.” Podemos simplesmente dizer: “Enviamos o material do seu pedido n. 15, de 10 de novembro.”

Devemos evitar o uso de circunlóquios (frases comumente empregadas e equivalentes a uma só palavra) e tautologias (dizer o mesmo duas vezes, com palavras diferentes): “em vista das circunstâncias mencionada” = portanto “realizar a verificação” = verificar “superpostos uns sobre os superpostos outros” =

c) CLAREZA Significa expor o pensamento de forma que não haja interpretação dupla (ambigüidade ou obscuridade) ou um esforço mental para se entender o que o redator procurou dizer. Muitas vezes, o que é claro para o emissor não o é para o receptor. Para evitar a ambigüidade ou obscuridade, devemos observar algumas recomendações: • Não empregar o pronome relativo QUE quando houver mais de um antecedente a que possa referir-se: “Demitiu o auxiliar do meu gerente que é muito ineficiente.” (Quem é ineficiente?) • O emprego dos pronomes possessivos seu(s) e sua(s) pode acarretar ambigüidade à frase quando eles se referirem a mais de uma pessoa: “A assinatura do delegado, senhor diretor, aparece no seu despacho.” (Despacho do delegado ou do diretor?)
d)

HARMONIA

e) ORIGINALIDADE Ajustamento eufônico (boa sonoridade) das palavras na frase e das frases no conjunto. Não é agradável ao ouvido a desafinação desta frase: “A apuração da eleição não causou reação na população.” f) VIGOR É a energia de expressão dos aspectos, episódios ou concepções. Encontra-se vigor quando se foge ao vago, ao indefinido. Portanto, deve-se evitar o abuso de artigos e pronomes indefinidos, substantivos abstratos, verbos no infinitivo impessoal. Veja a falta de vigor deste trecho: “A pesquisa demonstrou que um homem comum ouve muito e gasta muitas horas do dia ouvindo. Quando ele quer se comunicar com alguém, ele não usa apenas a linguagem, usa de outros meios.” (A pesquisa. Que pesquisa? Que se entende por homem comum? Ouve muito. O quê? De quê? De quem? Gasta muitas horas do dia. Quantas? Comunicar com alguém. Comunicar o quê? Usa de outros meios? Que meios?) Dê a sua correspondência um clima POSITIVO. Nunca a inicie por “Infelizmente”, “Lamentamos”, etc. Saiba negar Ser original significa deixar de lado os chavões e os lugares-comuns; criar expressões e estilos próprios. Veja: *0 Por intermédio desta, solicitamos... *1 Sirvo me deste ofício para... *2 Sem mais para o presente, apresentamos...

uma solicitação de maneira atenuada e cordial. Tudo é questão de modo de dizer. Assim, em vez de dizer: “Infelizmente não podemos atender ao pedido...”, diga: “Gostaríamos, sinceramente, de atender à sua solicitação, porém...”

Introdução e fechos “Vimos, por intermédio do presente, levar ao conhecimento de Vossa Senhora que...” ou Este tem por finalidade levar ao conhecimento de Vossa Senhoria que... “Vimos por intermédio do presente” e Este tem por finalidade” são expressões que nada acrescentam à mensagem; são, portanto, inteiramente desnecessárias.

Esses tipos de Introdução podem ser substituídos por “Comunicamos que...”, “Encaminhamos...”, pois uma das características da Redação Oficial é a concisão, mencionando somente as palavras essenciais.

Também não se deve abusar de palavras como honra, satisfação, prazer e gentileza, pois não há satisfação, prazer ou gentileza em solicitar a alguém algo que vai custar-lhe horas de trabalho. Do mesmo modo, não há nenhuma honra em comunicar a alguém uma ocorrência rotineira da atividade administrativa, ainda pior quando uma

correspondência iniciada por honra, prazer, etc. é portadora de notícias desagradáveis ao destinatário.

O ato de redigir deve ser levado a sério, conscientemente, não repetindo maquinalmente “frases feitas”, “chavões” que não dizem nada. Melhor entrar direto no assunto. Os longos e tradicionais “fechos de cortesia” consomem duas ou mais linhas de papel, representando desperdício de material e de tempo, e revelam a tradição e o arcaísmo de grande parte dos “ofícios” que se expedem nos diversos órgãos públicos. É raro ver um “ofício” sem os costumeiros “protestos de estima e apreço” ou “protestos de elevada estima e distinta consideração”. “Estima” e “apreço” são sinônimos, razão pela qual não se justifica o seu emprego cumulativo. Os tradicionais “Sem mais para o momento” e “Sendo o que tínhamos a informar” são inteiramente desnecessários e estão sendo banidos mesmo na correspondência empresarial, donde provieram. Melhor substituir esses “fechos” por outros corteses. O Manual de Redação da Presidência da República estabelece somente o emprego de dois fechos para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente; b) para autoridades da mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente,

2 MODELOS DE TEXTOS OFICIAIS Os modelos aqui apresentados devem servir apenas como uma orientação. Torna-se necessário consultar os procedimentos adotados pelo Órgão sobre Redação Oficial.
1) ATA

É o registro dos fatos ocorridos em reuniões. Deve ser um relato claro, direto, preciso. Não cabem na ata divagações e floreios. Os assuntos devem ser registrados na ordem que surgirem na reunião. A ATA deve conter: a) CABEÇALHO - Ata nº ... - Título - natureza da reunião. (Do título para a abertura, saltam-se dois espaços) b) ABERTURA - Dia, mês, ano e hora da reunião, por extenso. - Lugar de reunião

- Nome do presidente da reunião e informação de quem vai secretariá-lo.
c) RELAÇÃO NOMINAL das pessoas presentes à reunião. d) APROVAÇÃO da ata anterior. e) DESENVOLVIMENTO - registro dos fatos ocorridos.

f) FECHO – “Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente

declarou encerrada a reunião. Para constar, eu, Fulano de Tal, servindo de secretário, lavrei a presente ata, que, depois de lida e aprovada, será assinada por mim e demais pessoas presentes.” Notas: 1- Os assuntos devem ser registrados na ordem que surgirem na reunião. 2- Não deve haver espaço em branco em nenhum lugar da ata, para impossibilitar acréscimos. Por isso, não há parágrafos. 3- Os numerais são sempre escritos por extenso, admitindose, para facilidade de visualização, repeti-los em algarismos, entre parênteses, quando extensos. 4- As ressalvas se fazem pela partícula retificadora “digo”. 5- Quando o erro só for percebido após a lavratura da ata, a ressalva se faz escrevendo “Em tempo”. Assim: onde se lê (-), leia-se (-).

MODELO 6- Acréscimos também podem ser feitos com a ressalva “em tempo”. Ex.: Em tempo: Na relação dos presentes, acrescente-se o nome do Senhor Nicolau Nicodemus. ATA DA TERCEIRA ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA DA EMPRESA

Aos vinte e um dias do mês de março de dois mil e dois, às vinte e uma horas, no décimo andar do edifício Bandeira, situado na Rua E, nº 10, reuniuse a Diretoria desta Empresa para a terceira Assembléia Geral Extraordinária, atendendo ao edital de convocação, de quinze (15), dezesseis (16), dezessete (17) de março de dois mil e dois, sob a presidência do Sr. X e secretariada por mim, Y, estando presentes os demais membros da Diretoria, Sr. M. Sr. Z e Sr. N. Aberta a sessão, foi lida e aprovada, sem discussão, a Ata da reunião anterior. O senhor presidente cedeu a palavra ao Sr. M, que expôs aos presentes a situação [...] Em seguida, o Senhor Presidente declarou encerrada a sessão. E nada mais havendo a tratar, eu, Y, lavrei a presente Ata, que, depois de lida e aprovada, será assinada por mim e demais pessoas presentes. Nomes – Assinaturas

Secretário Presidente Demais participantes

2) ATESTADO Documento fornecido a pedido do interessado por pessoa credenciada declarando a ocorrência de um fato ou a existência de uma situação. Limita-se à caracterização do fato, sem qualquer apreciação sobre ele. Compõe-se das seguintes partes:
a) TIMBRE - vem impresso no alto do papel e contém o

nome do órgão ou da empresa.
b) TÍTULO - a cerca de dez linhas do timbre e no

centro da folha (mais ou menos vinte e cinco espaços lineares da margem), escreve-se: ATESTADO (em letras maiúsculas). c) TEXTO - inicia-se a cerca de quatro linhas do título, contendo: 1 verbo atestar no presente do indicativo, 1ª pessoa do singular (no caso de um só emissor) ou do plural (no caso de mais de um emissor);
1. finalidade do documento; 2. nome do interessado

e seus dados identificação; 3. indicação do fato ou situação a ser atestada.

de

d) LOCALIDADE E DATA - a certa de três linhas do

MODELO

texto.
e) NOME DO EMISSOR E CARGO

INSTITUTO FREI ARMANDO
f) ASSINATURA - a cerca de três linhas da localidade

e data. Observação ⇒ O nome do interessado pode aparecer em letras maiúsculas, para facilidade visual. ATESTADO

Atesto, para fins de concurso público, que FILOMENA ALMEIDA DA CRUZ, brasileira, solteira, residente nesta capital, filha de João Solano da Cruz e Ruth Almeida da Cruz, trabalha neste estabelecimento de ensino, como Auxiliar de Secretaria, há 10 (dez) anos. Belo Horizonte, 18 de janeiro de 2003.

Assinatura [Nome] [Diretor]

3) AVISO Expediente pelo qual se comunica com iguais ou subalternos, transmitindo instruções, fazendo solicitações, interpretando dispositivos regulamentares ou determinando providências necessárias à ordem dos serviços públicos. O aviso tem se apresentado de várias formas. Sua estrutura se constitui de:
a) TIMBRE b) INDICAÇÃO DO Nº DO AVISO c) VOCATIVO (às vezes não aparece) d) TEXTO (início, meio e fim) e) FECHO f) LOCAL E DATA g) ANEXOS (se houver)

h) ASSINATURA DO EMISSOR

MODELO

INSTITUTO FREI ARMANDO

AVISO N. 03/03 O Diretor do Instituto Frei Armando avisa aos Senhores Professores que as inscrições para o “Curso de Aperfeiçoamento Metodologia de Ensino” encontram-se abertas no período de 10 a 15 de abril. Os interessados deverão dirigir-se à sala 503, no horário de 14h às 17h.

Belo Horizonte, 8 de abril de 2004.

[Assinatura]

[Nome]

4) CIRCULAR É toda comunicação reproduzida em vias, ou exemplares de igual teor, e expedida a diferentes pessoas, órgãos ou entidades. Especificamente como documento, é mensagem endereçada simultaneamente a vários destinatários para transmitir avisos, ordens ou instruções. Datilografada, multicopiada ou impressa, cada via é assinada e autenticada. Quando individualizada, traz o nome do destinatário. Por meio de circulares, comunica-se às chefias subordinadas o que se julga indispensável que elas saibam. São, noutras palavras, instruções escritas em caráter geral, multidirecionais quanto ao destino. Compõe-se das seguintes partes:
1) TIMBRE (Nome do órgão, entidade ou empresa;

endereço.)
2) TÍTULO E NÚMERO 3) DATA

(Após o número, põe uma vírgula, a preposição de e a data)

4) EMENTA (Nem sempre aparece nas circulares.) 5) INVOCAÇÃO 6) TEXTO (Exposição, apelo, impulso.)

7) CUMPRIMENTO FINAL 8) ASSINATURA 9) ANEXOS 10) INICIAIS (redator/datilógrafo)

MODELO PREFEITURA MUNICIPAL DE CARREIRA COMPRIDA Alameda das Flores, 33 CARREIRA COMPRIDA - SC CIRCULAR Nº. 03, DE 25 DE ABRIL DE 2003. Ementa: Licença por enfermidade Senhor Secretário Municipal: Por ordem do Prefeito Municipal, informo a V.Sa. que, de acordo com o art. 89 da Lei Municipal nº 33, de 3 de maio de 1993, as licenças por enfermidade só serão concedidas aos funcionários municipais quando houver:
a) impossibilidade de trabalho motivada por doença,

lesão, gravidez ou parto; b) necessidade de atenção a membros familiares ascendentes e/ou descendentes diretos, portadores de doença grave; c) perigo de transmissão de doença infecto-contagiosa de que seja portador. Em qualquer das três hipóteses, o pedido de licença

deve ter anexo o atestado médico fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde, indicando o tempo previsto de afastamento. Atenciosamente [Nome] [Chefe de Administração] Jpl/ms

5) REQUERIMENTO É um documento usado para solicitar a determinada autoridade pública algo que, ao menos supostamente, tenha amparo legal. Compõe-se das seguintes partes: 1) INVOCAÇÃO – (Indicam-se, no alto da folha, a partir da margem esquerda, o pronome de tratamento conveniente e o título ou o cargo da pessoa a quem se dirige o requerimento, sem citar o nome civil. É costume fazer a invocação com todas as letras maiúsculas, quando datilografada. Nada impede que só as letras iniciais sejam maiúsculas.)

2) TEXTO:

– A cerca de sete linhas da invocação e sem parágrafos intermediários.
a) nome

e identificação perfeita do requerente (nacionalidade, número do CPF e outros dados que a natureza do requerimento exigir); b) exposição do que se está requerendo com toda clareza e concisão necessárias;

c) justificativa do que se requer: citações

legais e indicação comprobatórios. 3) FECHO

de

documentos

Notas: • Escreve-se o requerimento em papel tamanho ofício. Com pauta, se manuscrito; sem pauta, se datilografado. • Em folha simples, tamanho ofício, se não houver anexação de outros papéis. Folha dupla, almaço duplo, dobrada na maior extensão, se forem anexados outros papéis, os quais serão citados no requerimento e grampeados no interior da folha. O requerimento deve ser entregue, mediante recibo, à Seção de Protocolo do órgão ao qual é dirigido. Se alguém requer algo, é evidente que deseja do requerente deferimento. Assim, julgamos desnecessário o fecho. É total perda de tempo datilografar o nome do requerente abaixo da assinatura, pois ele está claro no texto.

– Parte que encerra o documento. Compreende: (facultativo) fórmula terminal (“Nestes termos pede deferimento”), lugar, data e assinatura.

Havendo anexos, estes serão citados na seqüência do desenvolvimento do texto, logo após o amparo legal e entre parênteses.

MODELO

Sr. CHEFE DO DEPARTAMENTO DE PESSOAL

EPAMINODAS SILVA SILVEIRA, brasileiro, solteiro, servidor público, controle nº 500-3, lotado neste Departamento, residente nesta cidade, na Rua Salto Longo, 15, portador da cédula de identidade M400007, CPF 333.333.000-01, requer a V. Sa. licença especial de três meses, a partir de 1º de maio de 2003, por ter completado cinco anos de serviço público em 6 de abril de 2002, com base na Lei nº 10.877/53, artigo 23, combinado com o artigo 86. Neste termos Pede deferimento, Campo Florido, 20 de abril de 2003.

[Assinatura]

6) MEMORANDO OU COMUNICAÇÃO INTERNA Tipo de mensagem usada para comunicações breves entre agentes de uma mesma repartição, no qual se versam, de maneira simples e direta, assuntos de rotina para conhecimento interno. O memorando dispensa certas formalidades da correspondência oficial e vem se apresentando sob diversas formas. A mais comum compõe-se de:

1) TIMBRE (Vem impresso no papel.) 2) CÓDIGO E NÚMERO

3) 4) 5)

6)

(Código do setor ou departamento, seguido do número do memorando.) DE (Indicação de emissor, seguida do cargo.) PARA (Indicação do destinatário, seguida do cargo.) EMENTA OU ASSUNTO (Na linha seguinte à do código e do número e à esquerda, escreve-se a palavra Ementa ou Assunto, indicando-se, em seguida, a identificação do processo ou protocolo e do assunto.) TEXTO (O texto aqui, mais do que no ofício, deve ser sucinto.)

7) CUMPRIMENTO FINAL (O memorando dispensa

MODELO

excesso de cortesia, bastando escrever, a duas linhas do texto, a palavra Atenciosamente ou outra forma conveniente.) 8) ASSINATURA 9) ANEXOS (Caso existam, indica-se apenas a quantidade deles, o que é feito à esquerda e a duas linhas da assinatura.) Nota: No memorando, o texto pode ser datilografado em espaço um e meio.

SERVIÇO GERAIS

PÚBLICO

DO

ESTADO

DE

MINAS

DES-55 DE: Nome – Cargo PARA: Nome – Cargo ASSUNTO: PROCESSO 374/03 Informamos a V.Sa. que o processo em epígrafe transitou por esta Diretoria, tendo recebido informação favorável. Solicitamos aguardar a publicação do despacho no “Diário Oficial”, quando então tomaremos as demais providências. Atenciosamente, [Assinatura]

7) OFÍCIO

Comunicação escrita e formal entre autoridades da mesma categoria ou de inferiores e superiores hierárquicos. O ofício não se define apenas pelo formato do papel; antes de qualquer detalhe está o caráter oficial do conteúdo. As entidades civis, religiosas ou comerciais não expedem ofício. Elemento comum na vida diária dos organismos públicos, o ofício deve apresentar, mais do que qualquer outro documento, sobriedade, naturalidade e unidade. A linguagem oficial é sintética, sem prejuízo da clareza do texto. Requer simplicidade e concisão. Como instrumento oficial, compreende as seguintes formalidades:

1) TIMBRE 2) ÍNDICE OU CLASSIFICAÇÃO E NÚMERO (Escreve-se a palavra Ofício, por extenso ou abreviada, à esquerda da margem, seguida do número do ofício, uma barra oblíqua e os dois últimos algarismos do ano.) 3) LOCALIDADE E DATA (Na mesma linha do índice e do número, à direita.) 4) INVOCAÇÃO, VOCATIVO OU CHAMAMENTO – cargo do receptor, precedido do tratamento que convier: Senhor Presidente, Excelentíssimo Senhor Governador, etc... 5) TEXTO (É a aproximação do assunto. Encerra a matéria que serve de objeto ao ofício. No primeiro parágrafo, deve-se colocar o assunto com concisão e clareza. No parágrafo ou parágrafos subseqüentes, passa-se a apreciá-lo e a ilustrá-lo de maneira objetiva, com esclarecimentos e informações pertinentes e indispensáveis. A seguir, expressa-se a conclusão, na forma mais clara e precisa possível.) 6) CUMPRIMENTO FINAL (O cumprimento final constitui novo parágrafo e pode conter simplesmente um advérbio que represente o sentimento do emissor: Respeitosamente, Atenciosamente, Cordialmente.) Observação: O advérbio usado no cumprimento final deve estar seguido de vírgula. 7) ASSINATURA (Nome civil do emissor datilografado, com apenas as iniciais: maiúsculas e o cargo que ocupa, logo abaixo.)

8) ANEXOS (Caso o ofício seja acompanhado de outros papéis, escreve-se à esquerda a palavra anexo e a indicação desses papéis.) 9) ENDEREÇO (Na parte inferior do papel, à esquerda, escreve-se em linhas diferentes) a) forma de tratamento exigida; b) nome civil do receptor (todas as letras maiúsculas); c) cargo que o receptor ocupa (só as iniciais maiúsculas); e d) Cidade e sigla da Unidade da Federação

NOTAS SOBRE O OFÍCIO • • • • Havendo num mesmo órgão mais de uma seção competente para expedir ofício, põem-se antes do número as iniciais ou código. Após a invocação, é indiferente o uso de vírgula ou de dois pontos. Simplesmente, pode-se deixar sem pontuação. Caso o nome civil do receptor não seja conhecido, escreve-se em seu lugar, com todas as letras maiúsculas, o cargo que ocupa. O ofício é instrumento de comunicação do serviço público; portanto, de autoridade a autoridade. Por outro lado, o ofício não é meio de comunicação interna ou interdepartamental. O número de linhas de separação entre as diversas partes do ofício pode ser alterado. O que realmente importa é a disposição estética do escrito no papel. A três linhas do timbre na folha de continuação, à esquerda, repete-se o índice e o número. Assim: Ofício 36/99. A duas linhas do índice e do número, faz-se a continuação normal do texto, seguido do cumprimento final, da assinatura e da indicação de anexos, caso existam. O ofício deve ser datilografado com cópia para os arquivos do órgão emissor (Correspondência Expedida).

• • •

• Não se admite um ofício com borrões e rasuras. • É indiferente grafar as iniciais redator/datilógrafo com maiúsculas ou minúsculas. Caso o redator e o datilógrafo sejam a mesma pessoa, não há necessidade de repetir as iniciais. Basta indicá-las após uma barra. Assim: /asfs. Atenção: essa indicação deve aparecer apenas na cópia, onde também deverá constar o arquivo em que se encontra o documento. • Dobra-se o papel ofício horizontalmente, de modo que se obtenham três partes iguais em forma de Z, ficando visível a parte que contém o timbre. • Usar fonte Times New Roman, tamanho 12 para o texto e 8 para a indicação do arquivo em que se encontra.

MODELO

Of. n.º 188/03 de 2003. Senhor Secretário:

Lagoa Funda, 9 de abril

Analisamos a proposta de V. Exa. Para desativar o prédio da Escola Inocência Barroso. Concordamos com a maioria dos argumentos. Cremos, entretanto, ser de nossa obrigação encaminhar outras informações para análise. Sua retidão de caráter não lhe permitirá agir sob influência, e influenciá-lo não é nossa intenção. Apenas julgamos úteis essas informações para uma análise sob outros pontos de vista. Rogamos, pois, a V.Exa. que mande analisar essas informações antes de tomar a decisão final. Atenciosamente, [Assinatura] [Nome] [Inspetor Regional]

Anexos: Mapa da área de influência Projeto de matrículas Manifesto da comunidade A S. Exa. o senhor FULANO DE TAL Secretário De Estado da Educação Maceió / AL shs/asf

constitucional, carta de abono, carta de alforria, carta de aviso, carta de crédito, carta de fiança, carta de navegação, carta testamentária, carta topográfica, carta precatória, carta geográfica, etc. Compõe-se a carta das seguintes partes:
1) TIMBRE 2) LOCALIDADE

8) CARTA Documento semi-oficial de que se servem os agentes da Administração para corresponder à cortesia, fazer solicitação e convite ou externar agradecimentos. Consideram-se também correspondência semi-oficial as cartas endereçadas ao presidente da República, ministros de Estado, diretores e chefes de serviço por particulares, quer reivindicando direitos negados, quer encaminhando memorial. Costumam designar como carta-circular um documento que, na estrutura e destinação, nada mais é que a circular. Segundo os historiadores, a carta, como meio de substituir contatos pessoais, existe desde o século IV a.C. Por ser um documento antigo, adquiriu, com o passar do tempo, inúmeras funções: carta aberta, carta celeste, carta

DO EMISSOR E DATA COMPLETA. 3) ENDEREÇO (à esquerda) a) Forma de tratamento adequada. b) Nome civil do receptor c) Cidade e Sigla da Unidade de federação. 4) INVOCAÇÃO (à esquerda) 5) TEXTO 6) CUMPRIMENTO FINAL (Constitui novo parágrafo.) 7) ASSINATURA (Nome civil do emissor, com letras iniciais maiúsculas, e, logo abaixo, o cargo que ocupa.) 8) ANEXOS (Caso existam outros papéis que acompanhem a carta, escrevem-se à esquerda, e logo abaixo da assinatura, a palavra anexo e a discriminação do que acompanha.) 9) INICIAIS (Na última linha útil do papel, e à esquerda, escrevem-se as iniciais do redator e do datilógrafo, separadas por uma barra oblíqua. Caso o redator e o datilógrafo sejam a mesma pessoa, basta pôr a barra e depois dela escrever as iniciais da pessoa).

MODELO

Brasília, 26 de março de 2004. Ilmo. Sr. FULANO DE TAL Porto Alegre – RS Prezado Senhor: Levo ao conhecimento de V.Sa. que o Senhor Chefe de Gabinete Civil, em 21.3.03, despachou seu expediente a respeito da solicitação de cópias com referência à racionalização dos serviços administrativos e à elaboração e tramitação de documentos oficiais para o DASP, que lhe comunicará a solução, depois de apreciar devidamente o assunto. Atenciosamente, [Assinatura] [Nome] [Secretária da Chefia do Gabinete Civil] gpe/

ESPÉCIES DE RELATÓRIOS
9) RELATÓRIO – descrição e análise objetiva e lúcida de

ocorrências, da execução de serviços ou, ainda, dos fatos de uma administração pública, visando divulgar conclusões ou decisões. NOTAS: O relatório deve possuir todas as qualidades de fidelidade, objetividade e exatidão de um relato. Quando necessário, o relatório deve vir acompanhado de gráficos, mapas, tabelas e ilustrações.

1) RELATÓRIOS INFORMATIVOS –Transmitem informações simplesmente, sem a preocupação de apresentar o menor empenho para avaliá-las ou sugerir qualquer recomendação. São puramente informativos. 2) RELATÓRIOS ANALÍTICOS – Analisam os fatos e apresentam conclusões ou recomendações. 3) RELATÓRIOS PARA FINS ESPECIAIS – Incluem os elementos e caracteres próprios dos relatórios informativos e analíticos. Devem apresentar, necessariamente, o sumário, relatar o progresso verificado, apresentar o “status” atual, fazer recomendações, expor conclusões e prever condições futuras de uma situação dada. ESTRUTURA DE RELATÓRIO Normalmente, fundamentais:
1) SUMÁRIO:

constitui-se

das

seguintes

partes

constitui-se de síntese de todo o relatório, sendo a melhor maneira para isso apresentá-la em forma de índice. O sumário no início do relatório facilita as consultas.

2) APRESENTAÇÃO: procura-se descrever a finalidade do relatório, fazendo-se referência à ordem superior que o

determinou, quando necessário. Enuncia, portanto, o propósito do relatório. 3) CORPO DO RELATÓRIO: é o desenvolvimento do assunto, registrando-se todos os fatos e pormenores, indicando-se: a) data b) local; e c) processo ou método adotado na apuração
4) CONCLUSÕES:

deduções

acerca

dos

fatos

apresentados.
5) RECOMENDAÇÕES: deverão ser fundamentadas nas

conclusões, oferecendo solução ou sugestão a algum problema

10) FAX Modalidade de comunicação que, por sua velocidade e por ser, em princípio, menos oneroso do que o telegrama ou telex, passou a ser adotado pelo Serviço Público e vem substituindo, em muitos casos, outras formas de correspondência. O fax deve ser utilizado, exclusivamente, na transmissão e recebimento de assuntos oficiais de extrema urgência e para o envio antecipado de documentos de cujo conhecimento há premência, sendo obrigatório o encaminhamento posterior dos originais. O fax não é documento; é uma cópia que se apaga muito rapidamente, e por isso o original deve ser enviado. Ofícios, memorandos e outros atos podem ser enviados por meio de fax, bastando preencher o formulário adequado e escrever o ato no espaço reservado para tal. Modelo NOME: CARGO: ENDEREÇO: MUNICÍPIO: SES/DRS: NOME: ESTADO: Nº DO FAX: ( PAÍS: ) Nº DO FAX: ÓRGÃO:

CARGO:

DATA: _____/_____/_ __

11) E-MAIL O e-mail vem se tornando o método preferido de comunicação em empresas e, até mesmo, em órgãos públicos. Pelo fato de ser tão prático e rápido, porém, deixa de merecer a devida atenção. A orientação a seguir poderá ajudá-lo quando tiver de fazer uso deste precioso instrumento: • “É só um e-mail. Ninguém se preocupa com a aparência, certo?” Não creia nisso! • Poucas pessoas gastam tempo tentando decifrar um email mal-escrito. • Crie uma linha de referência e escreva nela a mensagem fundamental. Lembre-se: esta linha de referência é a primeira coisa que o seu leitor vê, e pode determinar se ele o lerá agora, mais tarde ou nunca. • Atenção: e-mails não oferecem privacidade! • Use títulos para prazos e solicitações, dando preferência ao uso de maiúsculas. • Formate o mínimo possível. • Edite e confira a ortografia de sua mensagem antes de enviá-la, assim como o endereço. Usando o E-mail com elegância 1. Escreva suas mensagens de e-mail com o tamanho mínimo necessário. Seja breve. Mensagens

Nº DE PÁGINAS INCLUSIVE ESTA: OBSERVAÇÃO: EM CASO DE PROBLEMAS NA RECEPÇÃO CHAMAR O FAX DE ORIGEM. ____________________ ___/___/___/ ____________________ ___/___/___ AUTORIZAÇÃO DATA AUTORIZAÇÃO DATA MENSAGEM:

excessivamente longas congestionam a rede e ocupam espaço nos servidores. 2. Lembre-se de que as mensagens de e-mail têm uma privacidade relativa. Não é difícil para alguém que tenha algum conhecimento sobre computadores ter acesso a sua correspondência. 3. Embora os sistemas modernos de correio eletrônico sejam eficientes e confiáveis, uma mensagem pode não ser entregue. Um bom sistema o avisará quando isso ocorrer. 4. Responda a todas as mensagens que receber. Isso faz parte da etiqueta do uso do e-mail na internet. 5. Evite escrever o texto inteiro da mensagem em maiúsculas. Palavras escritas totalmente em maiúsculas equivalem a gritar, segundo a etiqueta do e-mail na internet. 6. Cheque com regularidade o seu servidor para verificar a chegada de novas mensagens. 7. Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de e-mail tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceito como documento legal, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. 8) Sempre que disponível, deve-se utilizar o recurso de configuração de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

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MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente, esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no art. 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. A transparência no sentido dos atos normativos e a sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. Os princípios de impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.

Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público). A redação oficial não é necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.: Impessoalidade – O tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado pelo chefe de determinada seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom

particular ou pessoal. Dessa forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. A linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais – A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de

evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos e, mesmo, o vocabulário próprio a determinada área,são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizados. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. Formalidade e Padronização – As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das exigências de impessoalidade e uso do padrão de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos.

fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem: a) impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; b) o uso do padrão culto de linguagem, em principio, de entendimento geral e, por definição, avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; e d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.

Concisão e Clareza – A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Para adquiri-la, é

PADRÃO OFICIAL Há três tipos de expedientes, que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar um diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. Todos devem conter as seguintes partes:
a) Tipo e número de expediente, seguido da sigla do

e)

Texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve apresentar em sua estrutura: • Introdução – que se confunde com o parágrafo de abertura, no qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”. Empregue a forma direta: “Informo Vossa Excelência de que”, “Submeto à apreciação de Vossa Excelência”, “Encaminho a Vossa Senhoria”.

órgão que o expede: Aviso 123/2003-SG Ofício 123/2003-MME Memo 123/2003-MF
b) Local e data em que foi assinado, datilografado por

extenso, com alinhamento à direita: Brasília, 15 de março de 2003.
a) Assunto: resumo do teor do documento

• Desenvolvimento – no qual o assunto é detalhado. Se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição. • Conclusão – em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. No texto, à exceção do primeiro parágrafo e do fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados, como maneira de facilitar a remissão, exceto no caso em que estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento.

Ex.: ASSUNTO: Produtividade do órgão em 2003 d) Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso de ofício, deve ser incluído também o endereço.

Quando se tratar de mero encaminhamento documentos, a estrutura é a seguinte:

de

h) Identificação do signatário. 1) Ofício

Introdução – Deve iniciar fazendo referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, número, data, origem ou signatário e assunto de que trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso n. 12, de 1º de fevereiro de 2003, encaminho, anexa, cópia do Ofício n. 34, de 3 de abril de 2003, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal”. “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n. 12, de 1º de fevereiro de 2003, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste”. f) Fecho: Respeitosamente ou Atenciosamente, conforme o caso. g) Assinatura do autor da comunicação

1 Ofício [ Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] 5 cm Endereço para correspondência Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício no tal Brasília, 27 de maio de 1991. A Sua Excelência O Senhor Deputado [nome] Câmara dos Deputados 70.160-900 – Brasília-DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Senhor Deputado, 2,5 Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama no 154, de 24 de abril último, informo a Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta no 6 708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terra indígenas instituído pelo Decreto no 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em

consideração as características sócio-econômicas regionais. Nos termos do Decreto no 22, a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, § 1o, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográficos e fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. Os órgão técnicos públicos federais, estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. Os Estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas. 6. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários, inclusive daqueles assinados em sua carta, com a necessária transparência e agilidade. Atenciosamente, [Nome]

[Cargo] 2) Mensagem 5 cm Mensagem n. 118

4 cm Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Comunico a Vossa Excelência o recebimento das Mensagens SM n. 106 a 110, de 1991, nas quais informo a promulgação dos Decretos Legislativos n. 93 a 97, relativos à exploração de serviços de radiodifusão. [Data] [Nome] [Cargo]

3) Memorando 5 cm

distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados. Atenciosamente

Memo. 118/DI Em 12 de abril de 1991. Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Assunto: Administração – Instalação de microcomputadores Nos termos do Plano Geral de informatização, solicito a Vossa Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste Departamento. 2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse dotado de disco rígido e de monitor padrão EGA. Quanto a programas, haveria necessidade de dois tipos: um processador de textos, e ou gerenciador de banco de dados. 3. O treinamento de pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo da Seção de Treinamento do Departamento de Modernização, cuja chefia já manifestou seu acordo a respeito. 4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste Departamento ensejará racional [Nome] [Cargo]

4) Aviso [Nome] [Cargo] 5 cm Aviso n. 45/SCT-PR Brasília, 27 de fevereiro de 1991. A Sua Excelência o Senhor [Nome e Cargo] Assunto: Seminário sobre o uso de energia no setor público. Convido Vossa Excelência a participar da sessão de abertura do Primeiro Seminário Regional sobre o Uso Eficiente de Energia no Setor Público, a ser realizado em 5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), localizada no Setor de Áreas Isoladas Sul, nesta capital. O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do Programa Nacional das Comissões Internas de Conservação de Energia em Órgão Públicos, instituído pelo Decreto n. 99 656, de 26 de outubro de 1990. Atenciosamente,

5) Exposição de Motivos Respeitosamente, 5 cm Em n. 00146/1991-MRE Brasília, 24 de maio de 1991. 5cm Excelentíssimo Senhor Presidente da República 1,5 cm O Presidente George Bush anunciou no último dia 13 significativa mudança de posição norte-americana nas negociações que se realizam – na Conferência do Desarmamento, em Genebra – de uma convenção multilateral de prescrição total das armas químicas. Ao renunciar à convenção de todos os países em condições de produzir armas químicas os Estados Unidos reaproximaram sua postura da maioria dos quarenta países possibilidades concretas de que o tratado venha a ser concluído e assinado em prazo de cerca de um ano (...) 1 cm
6)

[Nome] [Cargo]

7) EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO

O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo:

c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores; Membros dos Tribunais; Juízes; Auditores da Justiça Militar.

Presidente da República; Vice-Presidente da República; Ministros de Estado; Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais.
a) do poder Legislativo:

Deputados Federais e Senadores; Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador; Senhor Juiz; Senhor Ministro; Senhor Governador; No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência obedecerá à seguinte forma:

A Sua Excelência A Sua Excelência Senhor Senhor Fulano de Tal Fulano de Tal Ministro de Estado da Juiz de Direito da 10a Justiça Vara Civil 70.064-900 – Brasília-DF Rua ABC, 123 01.010-000 – São PauloSP

Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento Digníssimo (DD) às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária a sua repetida evocação. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal Senhor Chefe da Divisão de Serviços Gerais; No envelope, deve constar: Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC, n. 123 70.123 - Curitiba/PR Fica dispensado o emprego do superlativo Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Não deve ser usado indiscriminadamente. Seu emprego deve restringir apenas às comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis formados em medicina e direito. Nos

demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada, por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor, Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica são: Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo Eminentíssimo Senhor Cardeal ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:

4. CORRESPONDÊNCIA COMERCIAL (espaço para assinatura) Nome Diretor do Departamento de Serviços Gerais Secretaria da Administração Federal NORMAS DE PADRONIZAÇÃO PARA A REDAÇÃO OFICIAL Papel – Tipo: off set branco, alcalino; Formato: A Tamanho – A4 = 21,0 x 29,7 cm; A5 = 14,8 x 21,0 cm; A6 = 10,5 x 14,8 cm Fonte para títulos – Times New Roman, caixa alta, negrito, tamanho 14 Alinhamento do texto – Justificado Espaçamento entre linhas – 1,5 ponto Margens – esquerda = 2,5cm; direita = 1,5; superior = 1,5; inferior = 2,0 Fonte para texto – Times New Roman, normal, tamanho 12 A correspondência comercial difere da oficial, basicamente, por não apresentar tanta rigidez, oferecendo certa liberdade com relação à forma: cada empresa tem, na verdade, um estilo próprio. Por essa razão, pouco adiantaria aqui apresentar modelos e mais modelos. A preocupação maior de quem escreve deve ser com o conteúdo, e para que os objetivos sejam alcançados o primeiro passo consiste em identificar o seu leitor. Tente responder a estas perguntas: • • • • Ele é do tipo receptivo, indiferente ou resistente? Qual é seu nível de conhecimento sobre o assunto? Carece de informações técnicas? Ocupa posição em nível de decisão?

Com base nessa pesquisa, torna-se mais fácil traçar a estratégia mais conveniente para alcançar os objetivos. Por exemplo, se o leitor é do tipo receptivo, inicie a correspondência com sua mensagem principal. Se for do tipo resistente, crie uma base de sustentação mais sólida e

ofereça mais contexto antes de situar a mensagem principal. Lembre-se de que ele precisa ser convencido com argumentos firmes. Conhecendo o que ele já sabe ou ainda não sabe sobre o assunto, você poderá dispor das informações mais convenientes, escapando do terrível impasse de estar sendo redundante ou evasivo. Se o documento contiver informações técnicas, é preciso prever a capacidade do leitor de absorvê-las para, então, definir a forma de apresentá-las: gráficos, tabelas, quadros, etc.

Se o destinatário não for propriamente o responsável pela tomada de decisão, estruture sua correspondência de modo a prever esta contingência. Traçado o perfil do seu leitor, é hora de criar o esboço da redação. Primeiro, se você já decidiu que a carta comercial é o melhor veículo para transmitir sua mensagem, superando o telefonema, ou o contato pessoa, ou o fax, ou o e-mail, e se está convencido do propósito de sua comunicação, tendo em vista as necessidades e a atitude do seu leitor, então é hora de preparar o seu esboço: • • • Reúna todas as informações que conseguiu coletar em sua pesquisa; Escreva tudo que vier à cabeça, sem se preocupar com os erros de português ou com aquela estruturação de princípio, meio e fim; Escolha a estratégia que melhor valorize seu objetivo: paralelo ou confronto (você pode fazer duas colunas), enumeração (faça esquema), causa e efeito (também colunas), exemplificação (para assunto mais abstrato), etc.

Agora, faça uma revisão mais criteriosa (talvez seja conveniente pedir a ajuda de um profissional da área) e, finalmente, procure dar à redação um impacto visual, usando títulos, marcadores, parágrafos bem assinalados, negrito e itálicos (com moderação). Se ao terminar você colocou-se de novo no lugar do leitor e não encontrou nenhuma pergunta que pudesse fazer, é hora de enviar sua correspondência. Carta simples, carta registrada, por mensageiro, sedex? Você decide.

EXERCÍCIOS 1. Redija os textos abaixo segundo os critérios de correção, concisão, clareza, harmonia, originalidade e vigor. a) Esta é uma observação que é respaldada no histórico. ________________________________________________ _______________ b) Quanto ao financiamento, dentre as dificuldades apontadas, a que sobressai nesta categoria é a falta de dinheiro. ________________________________________________ ________________ c) Hospitais gerais são aqueles que se destinam a atender pacientes que apresentam doenças que exigem várias modalidades médicas. ________________________________________________ ________________ d) O objetivo desta seção é identificar os contrastes que ocorrem entre os dois grupos em estudo no que se refere aos aspectos relativos ao uso da terra.

________________________________________________ ________________ e) A seleção já está em concentração em preparação para o jogo contra o Japão. ________________________________________________ _______________ f) Seqüência é todo conjunto no qual é conveniente observar uma certa ordem nos seus elementos. ________________________________________________ _______________

2. Corrija as impropriedades. a) Acrescentar mais aulas. ________________________________________________ _______________ b) Manter o mesmo time. ________________________________________________ _______________ c) Fazer o mais absoluto silêncio. ________________________________________________ _______________ d) Surpresa inesperada. ________________________________________________ _______________ e) Exultou de alegria. ________________________________________________ _______________ f) Desejar votos de felicidade. ________________________________________________ _______________ g) Minha opinião pessoal. ________________________________________________ _______________

h) Criar novos empregos. ________________________________________________ _______________ i) Parti a melancia em duas metades iguais. ________________________________________________ _______________ j) Construir sua própria casa n) ________________________________________________ ______________ l) Colocar as coisas em seus respectivos lugares. ________________________________________________ _______________

m) Planos futuros. ________________________________________________ _______________ n) Vem pra CAIXA você também. ________________________________________________ _______________ o) Não tive outra alternativa. ________________________________________________ _______________ p) As 5ª, 6ª e 7ª séries ficaram sem aula. ________________________________________________ _______________ q) A aluna sobressaiu-se no concurso. ________________________________________________ ________________ r) Nome: Luís de Sousa; nacionalidade: brasileira. ________________________________________________ ________________

s) O discurso terminado, ouviram-se os aplausos ________________________________________________ ________________

3) Faça as modificações necessárias neste COMUNICADO, de modo a torná-lo mais objetivo. COMUNICADO

Tendo em vista o grande número de demandas para conserto de micros, impressoras e componentes, principalmente nesta época do ano quando, devido às chuvas, as descargas elétricas são uma constante, vimos solicitar aos senhores usuários que liguem seus equipamentos somente na rede elétrica nova, pois, além de ter sido dimensionada para o parque computacional da Fundação, também possui um sistema de aterramento que propicia a todos trabalhar com segurança, evitando prejuízos financeiros e técnicos. Outrossim, queremos informar que estaremos, dentro dos próximos dias, desativando a rede antiga, sem contudo prejudicar o ambiente de trabalho no que tange à ligação de outros aparelhos elétricos.

REFERÊNCIAS Certo necessário. Atenciosamente, Paulo Lerva Barbosa Chefe do Setor de Manutenção de sua compreensão, colocamo-nos à disposição para qualquer esclarecimento que se fizer ANDRÉ. Hildebrando A. de. Curso de redação. 4. ed. São Paulo: Moderna, 1992. 3v. ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro: princípios da técnica. São Paulo: FTD, 1995. BARBOSA, Severino; AMARAL, Emília. Escrever é desvendar o mundo. 13ed. Campinas: Papirus, 2001. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. São Paulo: Nacional, 1987. BERLO, D. K. O processo de comunicação. São Paulo: Martins Pena, 1988. BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da Presidência da República. Brasília, 199l. CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1985. CUNHA, Carlos Maciel; NASCIMENTO Milton; BIACHINI, Orlando. Curso não-formal de redação. Belo Horizonte: UFMG, 1978. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. ECO, Humberto. Conceito de texto. São Paulo: Perspectiva, 1986. FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de. Gramática. 7. ed. São Paulo: Ática, 1990. FAVERO, Leonar. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 1991.

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SOARES. Magda Becker: CAMPOS, Edson Nascimento. Técnica de redação. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1979. TERRA, Ernani. Curso prático de gramática. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1991. VAL, M. Graça Costa. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991. VIEGAS, Valdir. Fundamentos de metodologia científica. 2. ed. Universidade de Brasília, 1999.

GABARITO PARTE I – GRAMÁTICA 1. ACENTUAÇÃO 1. a 2. b 3. d 4. b 5. c 6. a) aqui; b) tens; c) apoio (subst.); d) item; e) consegui-lo; f) fez 7. a) juíz; b) saíndo; c) hífens; d) ítem; e) órdem 8. a) caiste; b) traimos; c) coa; d) reune 9. e 10. a) proparoxítona; b) paroxítona terminada em consoante; c) oxítona terminada em “e”; d) “i” tônico e formando hiato; e) ditongo “ei” aberto; f) til em sílaba átona; g) “u” precedido de “g” e seguido de “i” pronunciado fortemente; h) monossílabo tônico terminado em “a”; i) vocábulo oxítono terminado em “em” ; j) grupo “ôo” tônico; l) acento diferencial (pera, prep. arcaica; péra, pedra); e m) acento diferencial (pode, pres. do indicativo). 2. CONCORDÂNCIA A) Verbal 1. a (C); b (C); c) (C); d (C) 2. b 3. a) Faltam; b) há; c) Trata-se: d) Deram; e) Faz 4. “d” e “f” 5. d

B) Nominal 1. a) OS/A; b) AS/A; c) OS; d) OS; e) OS; f) O; g) O; h) ES; i) AS; j) A; l) E; m) As 2. a) meio; b) meia; c) meio; d) meia; e) meias 3. a) má; b) A; c) OS/AS; d) A; e) ES; f) A; g) A; h) O i) A; j) ES: l) OS/O; m) O; n) A; o) ÃO 3. REGÊNCIA 1. a) o; b) o; c) ao; d) às; e) lhe 2. a) a; b) a; c) -; d) a 3. a) a; b) ao; c) os; d) ao; e) lhe; f) o 4. a) o; b) o; c) ao; d) a ter 5. a) o; b) –o; c) por; d) o, lhe, o de 6) a) -a; b) o; c) o; d) os; e) os 7. a) o; b) que; c) uma 8. a) na; b) na; d) em que 9. a) com; b) em; c) A; d) a; e) -; f) a; g) em; h) -; i) de/sobre; j) por; l) com; m) em 10. a) –lhe; b) -o; c) –lhe; d) –o; e) –lhe; f) –o; g) –lhe; h) –o; i) –o; j) -lhe 11. a) ao; b) na; c) aonde 4. CRASE 1. a) a; b) à; c) a, à, às: d) à, a; e) a; f) à; g) à; h) à; i) a; j) à; l) a, àquilo, a; m) a, àquelas; n) à; o) a, a, a, à; p) à;

q) àqueles; r) a, às; s) à, a; t) a; u) a, à, àquilo; v) Àquela; x) a; z) à, à; aa) a ou à; bb) à; cc) as, à; dd) às, às; ee) às, às; ff) às; gg) A, a, a; hh) a, à; ii) a, às; jj) à; ll) àquilo; mm) às; nn) àqueles; oo) a; pp) à; qq) a ou à; rr) aqueles 2. d; d: e; b; c 5. PONTUAÇÃO – EMPREGO DA VÍRGULA 1. a) Pensem antes de agir, meus filhos. b) Ela tem sete anos, é morena, gosta de pipoca e já sabe cantar. c) Fui cisne, e lírio, e águia, e catedral. d) O governo deveria, a meu ver, aprovar esta lei. e) Amanhã, dia 13 de maio, às 8 horas, haverá reunião. f) Foi vencido o inimigo, solto o prisioneiro. g) Era de gênio alegre e amigo de todos, o rapaz. h) O presidente, abandonaram-no todos os ministros i) A jóia, arremetei-a em leilão. j) Os soldados agacharam-se, e ele saltou. l) A rosa, disse o gênio, é a tua infância. m) Refletindo desse modo, Cristina abandonou a escola. n) Dadas todas as explicações, continuo minha história. o) Para vencer, faltou-me um golpe de sorte. p) Estudamos com afinco, e o professor nos reprovou. q) Nunca obedece às leis; é, pois, um rebelde.

2. Para preparar condignamente a menina para a sua profissão futura (de esposa), a sua educação é minuciosa. Enquanto o menino é solto, a menina é presa. Indo para a rua, o garoto enfrenta todos os perigos do mundo, desenvolvendo a inteligência e os músculos. Em casa, assimila os problemas da mãe, brincando de comidinha. No colégio, mesmo quando a jovem estudante é bem dotada intelectualmente, ninguém dá a esses dotes a devida importância. A mocinha que consegue as melhores notas nunca terá diante da família o mesmo prestígio obtido pela garota vencedora do concurso “As melhores pernas do ginásio”. Assim que a moça entra na faculdade, é comum ver que seus parentes pensam muito mais nos bens encaminhados rapazes que ela conhecerá no cenário das aulas do que em seu sucesso durante o currículo. Grande número de universitárias interrompe o curso para se casar ou, uma vez formadas, penduram o diploma e nunca vão exercer outra profissão a não ser “esposa do meu marido e mãe dos meus filhos”. (Heloneida Stuart in: Mulher, objeto de cama e mesa) 3. Por trás daquela cândida aparência, Cândido Urubu acumulava inúmeros desvios. O maior deles parecia ser sua determinada recusa em voar. Em casa, disfarçou quanto

pôde. Mas acabaram desconfiando. O pai não se conformava com a situação e pretendia vê-lo seguindo os vôos do condor da Art Film, um primo distante. – Mas eu não tenho o menor jeito para o cinema – costumava repetir Cândido. E não adiantava continuar explicando que a situação do condor da Art era excepcional. Seu pai imediatamente se lembrava, contando nos dedos, da Chita, velha companheira do Tarzã, do asno Francis e da cadela Lassie. – Eu sou muito feio – insistia Cândido. – O que interessa não é a cara, meu filho, é a elegância do vôo, é a sensação de liberdade, que pode levá-lo até os limites da perfeição. – Ora, meu pai, isso é conversa pra gaivota. Você anda lendo muito Fernão Capelo. (Adaptado de Carlos Eduardo Novaes. A história de Cândido Urbano Urubu)

4. a) A medida aplicada, no entanto, não resolveu o problema. b) Este assunto, já o li em algum lugar. c) Ele preferia os salgados; eu, os doces. d) Havia, contudo, inconvenientes sérios. e) Havia uma enorme cadeira na sala; no quarto, um pequeno baú. f) Esses argumentos, não os tenho por verdadeiros. g) Visitaram Recife, Fortaleza, Salvador e Maceió. h) “Depois do enterro de Luísa, Jorge despediu as criadas.” i) “No outro dia, sábado, matei os carneiros para os eleitores.” 6. ORTOGRAFIA 1. a) cãozinho, piresinho; b) paizinho; c) paísinho; d) pãezinhos; e) onibusinho; f) xadrez; g) fineza; h) Talvez; i) atraso; j) gás, gasolina; l) misto; m) maisena; o) trás; p) deslize; q) Pesquise; r) rapaz, talvez, xadrez; s) quisemos; t) sobremesa, saborosa 2. a) cristalizar / avisar / colonizar b) analisar / ajuizar / amenizar c) profetizar / matizar / bisar d) paralisar / alisar / catequizar e) organizar / minimizar / poetizar

3. a) xarope / comichão / cochicho / frouxo b encharcar / enxame / desencher / atarraxar / chapada c) engraxar / xingamento / chuteira / relachado d) chimarrão / xangô / mexerico / laxante e) cachimbo / apetrecho / elexir f) flecha / chuchu / xerife / mochila 4. a) sargento / gesto / canjica / sujeito / herege b) projetar / laje / jeito / monge / majestade c) agiota / laranjeira / tigela / majestoso / gorjeta d) jibóia / anjinho / enjeitado / algema / vestígio e) angelical / gesso / varejista

5. a) privilégio; b) dentifrício; c) pontiagudo; d) candeeiro; e) empecilho; f) envólucro; g) irrequieto; h) disenteria; i) meritíssimo; j) continue; l) intitular; m) curtume; n) nódoa; o) tabuada; p) jabuticaba; q) antídoto; r) bússola; s) poleiro; t) mágoa; u) Romênia 7. HÍFEN 1. a) abaixo-assinado; b) abaixo assinado c) à toa; d) à toa; e) à-toa f) bem-vindo; g) boa-vida; h) boa vida i) conversa-fiada; j) conversa fiada l) copo de leite; m) copo-de-deite n) mal-educado; o) mal educado p) bem-criado; q) bem criado r) bem-posto; s) bem posto t) meio dia; u) meio-dia 2. arqui-rabino arquiduque neo-escolástico anteclássico anti-rábico anti-higiênico autodidata antiinflacionário neocristão autocombustão contra-réplica hidroavião anteprojeto auriverde preestabelecer biolatinismo além Andes poliesportivo retroalimentação pseudo-oficial pseudorevelação précarnavalesco subtotal

subárea malcasado inter-região auto-sugestão

panlatinismo minicurrículo supra-sumo mal-entendido

8. DIVISÃO SILÁBICA 1. a) ab – do – me b) sub – ma – ri – no bá – re – a d) guai – ta – cá e) trei – no – pi – caz g) e – clip – se h) Sa – a – ra ve – ri – guou j) ra-di-ou-vin-te l) ca – o – lho né – si - a n) dig – no o) sols – ti – ci – o no q) af – ta r) sub – li – nhar bes – ti – mar t) di – sem – te – ri – a u) tó – xi – co lei – a z) sub – lin – gual x) sub – lin – gual 2. a) aplau – so lo – gia d) água bléia g) ateu j) me – lan – cia b) ar – má – rio e) bi – sa – vô h) maio

c) su – f) pers i) a – m) am – p) gno – s) su – v) ba –

f) encaminhei-me; g) Deus me h) Quanto nos; i) Por que vos; j) talvez a; l) vê-se; m) que me; n) Muitos lhe; o) que me; p) Todos lhe; q) Alguém me r) que se; s) retirem se; t) Ninguém se arrependerá. 6. a) O brasileiro precisa habituar-se a Minas. b) O sol ia tornando-se cada vez mais forte. OU O sol iase tornando cada vez mais forte. OU O sol ia se tornando cada vez mais forte/ c) Devo contar-lhe tudo. OU Devo-lhe contar tudo OU Devo lhe contar tudo.

c) psi – co – f) assem – i) abran – dar

9. PRONOME 1. b 2.b 3.b 4.e 5.a Não lhe; b) que nos; c) Em se; d) Aqui se e) Logo a V.Sa me;

10. VERBO 1. a 2. e 3. aberto/ omitido/ preso/ soltos/ prendido 4. a) Quando você propuser seu plano, escrava-me.. b) Eu intevim na briga. c) É preciso que eles estejam atentos. d) Ele previu o desastre. e) Quando eu vir João, darei o recado. 7. b 8. d 9. d 11. DÚVIDAS DO DIA-A-DIA 1. a) por que d) por que g) por que j) por que n) por que 2. a) quê d) por que g) por quê j) por que n) quê 3. a) senão d) se não b) porque e) porque h) porque l) por que o) porque b) porque e) que h) porquê l) por que o) quê b) Se não e) senão c) porque f) por que i) porque m) por que p) porque c) Por que f) por que i) por que m) Por que c) senão f) senão

5. a) mal; b) mal; c) mau; d) mau; e) mal; f) mal 6. a) ao encontro de; b) Aonde; c) afins; d) sessão / cessão; e) Em vez; f) tampouco.

4. a) a; b) a; c) há; d) há

PARTE II – PRODUÇÃO DE TEXTOS 1. O TEXTO Título: “O descobrimento das Américas” Coloque na ordem correta: 3 – 5 – 1 – 4 – 2 2. COMPOSIÇÃO DO TEXTO DESCRITIVO 1) primeiro, fora da casa, afastado dela (Tudo isso emoldurado...); segundo, dentro da casa, da frente para o fundo; e terceiro, fora da casa, porém próximo dela. 2) “Com muita criatividade” até “Recife”. “Na sala de estar” até “decoração”. “As linhas” até “exterior”. 3) Em cada parágrafo, foram focalizados ambientes com características próprias: primeiro, sala de estar / terraço; segundo, sala de jantar / área sob a pérgula; terceiro, banheiro. 4) a) arquitetura (criatividade, funcionalidade...) b) decoração (conforto, tapeçaria, plantas, móveis, quadros, artesanato...) 5) econômico: classe média alta (tapeçaria, quadros, tampo de cristal...) social: pessoas que gostam de receber, porém grupo reduzido e selecionado.

Psicológico: pessoas voltadas para sentimentos de meditação, religiosidade...)

6) substantivos, adjetivos (poucos), advérbio (de lugar) e verbos 7) foi transformada - voz passiva; incluindo – gerúndio dominando – gerúndio; é – verbo de ligação; foram combinados – voz passiva; ficam – verbo de ligação; se integram – voz passiva; foram construídas – voz passiva; receberam – verbo passivo; (um espelho) amplia – verbo ativo com sujeito passivo; (plantas e vidros) compõem – verbo ativo com sujeito passivo; são – verbo de ligação; amenizar – infinitivo 3. Composição do Texto Dissertativo. 1) Introdução: de “O mar” até “psicológico”. Desenvolvimento: de “As estatísticas” até “urbanas”. Conclusão: de “Como conseqüência” até “”beira-mar” 2) A atração do mar. 3) Demonstrar que o mar é o elemento da natureza que mais atrai as pessoas. 4) 1º) O mar atrai as pessoas por razões de ordem natural. 2º) O mar atrai as pessoas por razões de ordem sociocultural. 3º) O mar atrai as pessoas por razões de ordem psicológica. 5) 1º trabalho estafante – esgotamento físico.

2º fenômeno da corrida desenfreada em direção às praias. 3º trabalho repressivo – pressões emocionais. 6) Estatísticas. 7) Evidências nascidas de fatos. 8) “Como conseqüência do quadro social delineado”. 9) “proliferam as indústrias do lazer à beira-mar”.

4. TÉCNICAS DE ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO DISSERTATIVO 1) Não há uma idéia central, mas várias: população jovem X população adulta; Brasil, país em desenvolvimento; características do jovem 2) Futebol: A função social do futebol Propaganda: A relação entre propaganda e consumo Religião: A atuação da Igreja Católica no mundo de hoje 3) Sugestões Juventude: A juventude na década de 1960 A juventude: momento de tomar decisões Arte: A arte barroca em Minas Gerais A arte de Aleijadinho

8) Demonstrar que o organismo humano está programado para reagir, dentro de certo limites e padrões, diante de qualquer agente perturbador físico ou psicológico.

4) segundo quadro: As grandes tragédias terceiro quadro: O sentimento de impotência 5) O equilíbrio interno do corpo humano 6) Demonstrar que o homem tem a capacidade de manter constante seu equilíbrio interno apesar das modificações do meio ambiente. 7) A capacidade de reação do organismo humano.

9) ao assunto: nosso organismo à delimitação do assunto: está programado para reagir, dentro de certo limites e padrões ao objetivo: agentes perturbadores físicos e psicológicos 10) (B) (A) (C)

18) O elemento persuasivo (justificativa subjetiva para fazer o cliente comprar). 19) As transformações sociais introduzidas pelo “Império do automóvel”. 20) Enumerar as críticas associadas ao “império do automóvel”. 21) Introdução: de “As transformações” até “críticas”. Desenvolvimento: de “agente poluidor” até “ganância”. Conclusão: de “Mesmo assim” até “expansão”. 22) Veja sugestão no gabarito.

11) A mitose 12) Caracterizar a mitose com o processo de divisão celular. 13) Introdução: de “A mitose” até “divisão celular” Desenvolvimento: de “Distingue-se” até “célula-mãe” Conclusão: de “É de importância” até “haplóide” 14) A importância da persuasão para aumentar as vendas (ou A importância da criação de uma justificativa subjetiva para comprar). 15) Demonstrar, a partir de uma experiência bem-sucedida, que a criação de uma justificativa subjetiva faz aumentar as vendas. 16) Introdução: de “As pessoas” até “compra”. Desenvolvimento: de “A Avon” até “femininos”. Conclusão: de “Todo vendedor” até “desculpa”. 17) (B) ⇒ (C) ⇒ (A)

23) A exploração do sensacionalismo por jornais e revistas. 24) Confrontar os modos como jornais e revistas exploram o sensacionalismo. 25) As greves na Polônia. 26) Apontar as causas e efeitos das greves que assolam a Polônia. 27) Introdução: de “As greves” até “economia”. Desenvolvimento: de “tais greves” “Tchecoslováquia”. Conclusão: de “A situação” até “perigoso”. até

b) explícito: Paulo é um bom aluno Paulo não fez boa prova implícito: O bom aluno faz boa prova c) explícito: O produto teve excelente campanha O produto não teve boa saída Implícito: Todo produto que tem excelente campanha tem boa saída. 3. Situação 1. c: 2. b; 3. a; 4. b; 5. (?)

EXERCÍCIOS 1. Generalizações a|) O brasileiro não aceita pagar impostos quando eles são desviados das finalidades para as quais foram criados. b) O Brasil passa, sim, por uma crise moral e por um processo de corrupção, porém não se pode dizer que seja generalizado. c) Nada a corrigir, pois o homem é, verdadeiramente, mortal. 2. a) explícito: Odair estava magoado. Odair foi à festa. implícito: Quando está magoado, Odair não vi a festas.

a) Fazer silêncio. b) Surpresa. c) Exultou. d) Desejar felicidade (ou Fazer votos). e) Minha opinião. f) Criar empregos. g) Parti a melancia em metades OU Parti a melancia em duas partes iguais. h) Construir a própria casa OU Construir sua casa. i) Venha para CAIXA você também OU Vem pra CAIXA tu também. j) Não tive alternativa OU Não tive outra opção. l) A 5ª, 6ª e 7ª séries ficaram seu aula. m) A aluna sobressaiu no concurso. n) Nome: Luís de Sousa. Nacionalidade: brasileiro o) Terminado o discurso, ouviram-se os aplausos. 1. a) Esta observação é respaldada no histórico. b) Quanto ao financiamento, a dificuldade que mais sobressai é a falta de dinheiro. c) Hospitais gerais são aqueles destinados a atender pacientes portadores de doenças que exigem várias modalidades médicas. d) O objetivo desta seção é identificar os contrastes entre os dois grupos em estudo quanto ao uso da terra.

e) A seleção já está concentrada, preparando-se para o jogo contra os japoneses. f) Seqüência é todo conjunto cujos elementos devem observar uma certa ordem.

Parte III – REDAÇÃO OFICIAL Corrija as impropriedades a) Acrescentar aulas. b) Manter o time.

3.

COMUNICADO

Devido à grande demanda para conserto de micros, impressoras e componentes nesta época do ano, quando as descargas elétricas são constantes, comunicamos que os equipamentos deverão ser ligados somente na rede elétrica nova, dimensionada para o parque computacional da Fundação e dotado de sistema de aterramento seguro e capaz de evitar prejuízos financeiros e técnicos. Nos próximos dias, a rede antiga será desativada, sem, contudo, prejudicar a ligação de outros aparelhos elétricos. Setor de Manutenção

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