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CHOVE ANJO DE ESTREIA

“Mordei, pois, esta carne palpitante.


/feras feitas de gaze flutuante...
Lobas! Leoas! Sim, bebei meu sangue!”
( Antero de Quental )
Para meu amigo Braz Uzuelle, agora, anjo no céu.

Eu fujo nas biqueiras de minhas botas.


Comprei um café na Colombo mas só bebiquei...
Que vontade tenho de pedir uma droga!
Destrua-se Cartago!
Meu amor, foi só uma coincidência de flores
Vou fazer minha despedida, hoje, no cemitério.
Vamos ter uma grande noite esta noite.
Os altos e baixos da natureza humana me deixam assim:
/com cheiro de tabasco.
Eu sei caminhar sobre as mãos das pessoas
Sempre fui esperta e escolada.
O amor escrito vem aí
Porque gosto de olhar as pessoas dormindo.
Som e Fúria de Shakespeare diz tudo.
Quero compreender o mecanismo da fantasia
Preciso anotar minhas obsessões da semana
Desejo uma carta familiar de orador romano.
Todos os meus sonhos têm sido mirados/cortados/
/esfaqueados. Vivo correndo no sonho...hiperatividade?
Preciso reler Os Levíticos
Por que essa minha vontade de ser decadente?
Eu vou e volto a dias difíceis
Meu grande prazer é jogar com as datas
Colhe o dia, gôzo!
Tenho uma vítima para rangar
O cipó acompanha o pau.

Escrito por Rosa Kapila às 02h51


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