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03-05-2010

ESTATUTO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO


CONHECIMENTO VULGAR
VERSUS
CONHECIMENTO CIENTÍFICO

FILOSOFIA DA CIÊNCIA: disciplina filosófica que estuda os princípios, as hipóteses e os


resultados das diversas ciências, destinada a determinar a sua origem lógica, o seu valor e
importância objectiva. " […] Imagina que estás em casa a ver televisão. Vais acampar no dia seguinte
com os amigos (queres saber se vai estar bom tempo, se vai chover ou não). Então, a
menina do boletim meteorológico começa assim: “Boas-noites, senhores
telespectadores. Hoje tivemos um dia assim-assim. A temperatura esteve mais ou
PRINCIPAIS OBJECTIVOS DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA: menos, embora em algumas zonas do país tenha chovido um bocadinho, mas não muito.
Para amanhã prevê-se que a temperatura suba um pouco, mais numas zonas do que
1. Reflectir criticamente sobre as práticas, os discursos e
noutras. Se está a pensar em ir à praia, fique a saber que a água vai estar fria de manhã e
os problemas da ciência;
2. Compreender a sua especificidade metodológica;
morna a partir da tarde. A ondulação não estará muito alta. E é tudo por hoje. Boas-
3. Compreender o sentido do conhecimento científico, os noites e até amanhã à mesma hora.”
seus obstáculos e o modo como os ultrapassa. Carlos Café

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“Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros, por vezes moderados, nas regiões do CONHECIMENTO VULGAR
CONHECIMENTO CIENTÍFICO (CIÊNCIA)
(SENSO COMUM)
Norte e do Centro, até ao início da tarde, e que serão de neve em zonas acima dos 1000
metros. Vento moderado (15 a 30 Km/h) de noroeste, soprando moderado a forte (30 a  Trabalha com crenças/opiniões/ factos  Trabalha com factos (dados e
50 Km/h), com rajadas, no litoral e nas terras altas. Condições favoráveis à ocorrência de dados construídos)
trovoada e de granizo nas regiões do Norte e do Centro. Estado do mar na costa  Pouco claro/subjectivo  Claro/preciso/rigoroso
ocidental: ondas de noroeste com 4 a 6 metros. Temperatura da água do mar: 13-15°C.
Na costa sul: ondas de sudoeste com 2 a 3 metros. Temperatura da água do mar: 15°”  Não sujeito a testes  Verificável
Jornal de Notícias  Desorganizado  Metódico
 Espontâneo  Sistemático
 Não legislador  Legislador/explicativo

CONHECIMENTO VULGAR

O senso comum consiste em crenças

(1) amplamente partilhadas pelos seres humanos


(2) justificadas pela experiência quotidiana e
(3) transmitidas de geração em geração de uma
forma essencialmente acrítica.

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“Não se deve ter plantas no quarto, porque elas consumirão todo o oxigénio"

Diz-se que não se deve ter plantas no quarto uma vez que devido à
fotossíntese, estas irão consumir oxigénio libertando dióxido de carbono. Devido a esta
situação, o oxigénio torna-se rarefeito podendo conduzir à morte;
Acha que o chocolate é tóxico para os cães?
56% Sim 44% Não
Seríamos tentados a tirar estas conclusões através do nosso senso comum.
O chocolate não é aconselhável aos cães. O chocolate possui, teobromina. Esta
Mas... na verdade:
substância não é metabolizada por animais, especialmente o cão, sendo acumulada no
1. Por cada meio quilo de planta são apenas consumidos 0,1 litros de oxigénio; seu organismo podendo acarretar convulsões, hemorragias e até morte.
2. Uma pessoa que pese 68 quilos, consome em média 71 litros de oxigénio;
3. Um quarto não é um local isolado, logo deve-se ter em consideração que há trocas
entre este e o exterior.
O que são 0,1l comparados com os 71l?

Quem fica a perder é a pobre da planta, é ela quem nos deve pedir para não a
pormos no quarto!

O BOCEJO TEM UMA NATUREZA CONTAGIOSA?


http://mitosdaciencia.blogs.sapo.pt/

“ MITOS "GERAIS":
O objectivo destas investigações foi ver até que ponto as pessoas acreditam
no que é dito. A resposta referente à validade/ falsidade foi obtida através da Internet.

Se estiver com dores de dentes, um sapo em cima da bochecha alivia a dor?


8% Sim 92% Não

Esta afirmação pode parecer um pouco absurda, logo era de esperar esta maioria de
respostas negativas. Apesar de tudo, depois de investigado, encontrámos a resposta e
pensámos que era algo surpreendente! O sapo liberta substâncias vasoconstritoras, o
que alivia a dor.
Este mito parecia um total disparate! Isto demonstra que devemos ser mais críticos em
relação ao que ouvimos, quer seja para afirmar, quer seja para negar.”

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O BOCEJOTEM UMA NATUREZA CONTAGIOSA?


Em 2005, um estudo ao cérebro confirmou que o contágio do bocejo é altamente
inconsciente. Este estudo foi o primeiro a apresentar um sinal neuropsicológico reconhecido de
um contágio de bocejo detectado – a desactivação de uma segunda área do cérebro chamada
região esquerda periamidgaliana. Esta região tem sido relacionada à análise inconsciente das
expressões faciais.

A Teoria Psicológica – Defende que os nossos corpos provocam o bocejo para obter mais oxigénio ou para
remover dióxido de carbono. Isso explicaria porque as pessoas bocejam em grupos, mas a teoria não se
sustenta se considerarmos que as pessoas não bocejam ao fazer exercícios.

A Teoria do Tédio – Apesar de nós, geralmente, bocejarmos quando estamos aborrecidos ou cansados,
esta teoria não explica porque bocejamos em público, quando podemos perfeitamente ofender os outros.

A Teoria da Evolução – Outros acreditam que o bocejo contagioso em humanos é parecido com os animais
que mostram os dentes em sinal de intimidação e territorialidade.

EXPLICAÇÕES CIENTÍFICAS (pp.176-179)


POPPER MODELO NOMOLÓGICO
Carl Hempel (1905-1997)
 O conhecimento vulgar constituiu-se como o ponto
de partida para todo e qualquer conhecimento do real;
A ciência difere do senso comum, pois o seu objectivo
 No entanto, o filósofo reconhece o carácter é constituir um corpo de conhecimento sistematizado que visa
inseguro do senso comum; proporcionar EXPLICAÇÕES.

 O senso comum é o ponto de partida, mas a


progressão do conhecimento do real exige uma crítica e Explicar, estabelecer alguma relação de dependência entre
correcção ao conhecimento do senso comum. proposições que superficialmente não estão relacionadas, apresentar
sistematicamente conexões entre fragmentos de informação aparentemente
heterogéneos, são características próprias da investigação científica.

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As explicações científicas são argumentos válidos cuja conclusão é o


explanadum e as premissas o explanans. O PROBLEMA DA DEMARCAÇÃO consiste em distinguir a
ciência das disciplinas não científicas que também pretendem
Todos os pedaços de cobre que são aquecidos dilatam. fazer afirmações verdadeiras sobre o mundo. Os filósofos da
Este pedaço de cobre foi aquecido.
Logo, este pedaço de cobre dilatou. ciência foram propondo vários critérios, incluindo o de que a
ciência, diferentemente da não-ciência,

As leis científicas produzem explicações, que exigem investigação teórica e


1) é empírica,
experimental, ao contrário do senso comum. 2) procura certezas,
3) procede utilizando um método científico,
Explicar uma hipótese é inferi-la de leis mais gerais. Em virtude de certas leis e
4) descreve o mundo observável, não um mundo não
dada as condições iniciais idênticas, a ocorrência do acontecimento era observável e
inevitável ou provável. 5) é cumulativa e progride.

Uma PSEUDOCIÊNCIA é qualquer tipo de informação que se diz ser


baseada em factos científicos ou mesmo como tendo um alto padrão de
conhecimento, mas que não resulta da aplicação de métodos científicos.

Tipicamente, as pseudociências falham ao não adoptar os critérios da


ciência em geral (incluindo o método científico), e podem ser identificadas
por uma combinação de uma destas características:

Ao aceitar verdades sem o suporte de uma evidência experimental;


Ao aceitar verdades que contradizem resultados experimentais
estabelecidos;
Por deixar de fornecer uma possibilidade experimental de reproduzir os
seus resultados;
Por violar a Razão de Occam (o princípio da escolha da explicação mais
simples quando múltiplas explicações viáveis são possíveis);

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O VERIFICACIONISMO PROBLEMA DA DEMARCAÇÃO (POPPER):


 Corrente positivista/neopositivista (empirismo lógico): desenvolvido
pelo Grupo de Viena e filósofos como Wittgenstein, Frege, Carnap.
CIÊNCIA PSEUDOCIÊNCIA
a) o princípio da verificabilidade (princípio segundo o qual uma TESTABILIDADE SIM NÃO
proposição só tem sentido se for empiricamente verificável);
PREVISÃO EMPÍRICA SIM NÃO
b) o conhecimento científico resulta do método indutivo (0 cientista
DISPUTA RACIONAL SIM NÃO
infere enunciados universais a partir da acumulação de factos
singulares);
c) a ciência é cumulativa, ou seja, novas teorias acrescentam
conhecimentos às antigas sem que haja uma alteração das mesmas.  Exemplos de pseudociências: astrologia, psicanálise, metafísica.
Hipótese: Todos os corvos são pretos. Se até ao momento todos os
corvos observados forem negros, então a hipótese confirma-se.

FALSIFICACIONISMO - Popper CLASSIFICAÇÃO FORMAIS MATEMÁTICA DIREITO


GERAL DAS
LÓGICA
CIÊNCIAS
ECONOMIA

 A ciência funciona tentando falsificar as teorias:


 Se a teoria for falsificada é abandonada. HISTÓRIA
 Uma teoria corroborada é aquela que sobrevive aos testes
experimentais, mas este sucesso só nos permite inferir que é
PSICOLOGIA
provável que seja verdadeira. SOCIAIS E HUMANAS

POLÍTICA

FACTUAIS OU
EMPÍRICAS SOCIOLOGIA
FISICA
 Uma teoria é científica se, e apenas se, for refutada (ou
falsificada) pela experiência. NATURAIS QUíMICA
BIOLOGIA

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EXERCÍCIOS:
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
1. Usando o critério da falsificação, indica, de entre os seguintes Encontrei uma preta as drogas usadas
que estava a chorar, em casos que tais.
enunciados, aqueles que são científicos e aqueles que o não são: pedi-lhe uma lágrima
para a analisar. Ensaiei a frio,
a. Deus existe. Recolhi a lágrima experimentei ao lume,
b. Os corpos são atraídos pelo respectivo centro de com todo o cuidado de todas as vezes
deu-me o que é costume:
gravidade. num tubo de ensaio
bem esterilizado.
c. Os anjos são mortais. nem sinais de negro,
d. O Sol está a arrefecer. nem vestígios de ódio
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
ANTÓNIO GEDEÃO

MÉTODO CIENTÍFICO – o que é?

 Um método é um instrumento, um guia ou o caminho que se segue para


alcançar um objectivo.

 O método científico é, pois, o caminho que o cientista percorre para


descobrir, investigar e alcançar os seus objectivos. Abrange os procedimentos
ordenados e sistematizados que as diversas ciências seguem para descobrir verdades e
leis científicas.

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MÉTODO CIENTÍFICO
Quando surgiu o método científico?
 PROCEDIMENTO QUE OS CIENTISTAS UTILIZAM PARA EXPLICAR O PORQUÊ DE . O indutivismo
AS COISAS ACONTECEREM COMO ACONTECEM.
O método científico surgiu quando da criação da ciência moderna, no séc. XVII, graças às
 O método científico parte do princípio da imutabilidade dos processos da contribuições de personalidades como Bacon, Galileu, Newton e Descartes.
natureza ou "o princípio da uniformidade da natureza", como denominava o
filósofo Karl Popper. Com estes autores começou a desenhar-se a combinação de dois objectivos que vão marcar a
Ou nas palavras de Einstein (usadas num contexto ligeiramente Ciência até hoje, a saber:
diferente): "Deus é subtil mas não maldoso". •O conhecimento da natureza, isto é, conhecer e descrever os seus mecanismos de
funcionamento (dimensão teórica da ciência),
 Admitindo a existência de uma ordem universal e imutável torna-se possível •O controlo desses mecanismos de funcionamento e dos recursos naturais (dimensão prática
prever o comportamento da natureza. ou técnica).

“Para Bacon, o método científico é um conjunto de regras para observar fenómenos e inferir
conclusões a partir de tais observações. O método de Bacon é, pois, indutivo.
As regras de Bacon eram simples, a tal ponto que qualquer pessoa (...) poderia apreendê-las e
aplicá-las.
Qual a importância do método científico? Eram também infalíveis: bastava aplicá-las para fazer a ciência avançar.
Naturalmente, nem Bacon nem qualquer outro lograram jamais contribuir para a ciência usando os
cânones indutivos – nem os de Bacon, nem os de Mill, nem os de qualquer outro. Porém, a ideia de que
existe tal método e de que a sua aplicação não requer talento, e tão-pouco uma extensa preparação
prévia, é tão atractiva que ainda existem os que acreditam na sua eficácia. (...)
Descartes, que, ao contrário de Bacon, era um matemático e cientista de primeira linha, não
É responsável pela eficácia da investigação. acreditava na indução, mas na análise e na dedução. Enquanto Bacon exagerava a importância da
Dá credibilidade aos resultados da investigação. experiência comum e ignorava a experimentação e a existência de teorias, particularmente teorias
É um dos critérios que permite distinguir os conhecimentos matemáticas, Descartes menosprezava a experiência. Com efeito, deveria partir-se de princípios
verdadeiramente científicos dos que o não são. supremos, de natureza metafísica e mesmo teológica, para deles obter verdades matemáticas e verdades
acerca da natureza do homem. (...)
A ciência natural moderna nasce à margem dessas fantasias filosóficas. Galileu não se conforma com
a observação pura (teoricamente neutra) e tão-pouco com a conjectura arbitrária. Galileu propõe
hipóteses e submete-as à prova experimental. Funda assim a dinâmica moderna, primeira fase da ciência
moderna.”
BUNGE, Mario, A epistemologia

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Etapas do método indutivo-experimental: Observação - Problema


Procura de soluções: em teorias
anteriores ou invenção de novas teorias.

“O cientista começa por um vasto número de observações de certo aspecto do


mundo: por exemplo, o efeito de aquecer a água. Estas observações devem ser tão Hipótese
objectivas quanto possível: o objectivo do cientista é ser imparcial e não ter
preconceitos ao registar os dados. Uma vez escolhida, pelo cientista, uma grande
Dedução das
quantidade de dados baseados na observação, o estádio seguinte é criar uma teoria consequências da hipótese
que explique o padrão de resultados. Esta teoria, se for boa, explicará
Verificação
simultaneamente o que estava a acontecer e irá prever o que é provável que
aconteça no futuro. Se os resultados futuros não se coadunarem completamente
com estas previsões, o cientista modificará a sua teoria para dar conta deles.”
Validação Não validação
WARBURTON, Nigel, Elementos básicos de filosofia

Lei

“O salmão prateado nasce nas correntes frias do noroeste do Oceano Pacífico. O pequeno peixe nada até ao Pacífico Sul, Problema - Observação O salmão após desovar volta
onde poderá passar até cinco anos para atingir a maturidade física e sexual. Em seguida, em resposta a algum estímulo sempre ao seu lugar de
desconhecido, volta às correntes frias para desovar. Acompanhando o roteiro do peixe, descobre-se um facto curioso. Ele volta, origem(facto-problema)
quase sempre, precisamente ao seu local de origem. Eis aqui um facto-problema que pede explicação. Como é possível que o
peixe identifique exactamente o lugar onde nasceu, depois de tantos anos e de percorrer tão longa distância?
Uma das hipóteses sugeridas para explicar o retorno foi a de que o salmão descobre o caminho de volta
reconhecendo objectos que identificou durante a primeira viagem. Se esta hipótese estivesse correcta, então, vendando os olhos
do salmão, ele não conseguiria voltar. Daí temos: a. e. f.
Hipótese 1
H1: o salmão utiliza apenas os estímulos visuais para encontrar o seu caminho de volta.
Consequência preditiva: o salmão x, com os olhos vendados, não será capaz de voltar.
Suponha-se que o salmão x, com os olhos vendados, encontre o seu caminho de volta. O resultado dessa
experiência falseia a hipótese. Por outro lado, suponha-se que o peixe com os olhos vendados não encontre o caminho de volta.
Este resultado seria capaz de verificar, assegurar a verdade da hipótese do estímulo visual? Não. Apenas podemos afirmar que o h.
b.
resultado experimental apoiou a hipótese.(...)
As experiências realizadas para testar a predição da hipótese acima revelaram que todos os salmões com os olhos g.
vendados conseguiram voltar ao seu lugar de origem, o que desconfirma a hipótese.
Nova hipótese foi apresentada para explicar o fenómeno. Desta vez pelo Dr. Hasler da Universidade de Wisconsin,
EUA, que formulou a hipótese de que o salmão conseguiu voltar ao seu lugar de origem identificando o caminho pelo olfacto. Se d. i.
a hipótese fosse verdadeira, bloqueado o olfacto do salmão, ele seria incapaz de identificar o caminho de volta. Daí segue-se: c.
H2: o salmão identifica o caminho pelo olfacto.
Predição: bloqueado o olfacto, o peixe não será capaz de identificar o caminho.
Para efectuar o teste da hipótese, o Dr. Hasler realizou experiências com salmões que haviam tido o olfacto j. Lei
bloqueado. Os peixes não conseguiram voltar. Esse resultado confirmou a hipótese.”
HEGEMBERG, Leónidas, Iniciação à lógica e à metodologia das ciências

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Problema - Observação O salmão após desovar volta


sempre ao seu lugar de  Para testar a hipótese é sempre necessário uma EXPERIÊNCIA,
origem(facto-problema)
num ambiente controlado.

 Se a hipótese se confirma uma vez, pode estar correcta.


O salmão utiliza apenas os O salmão conseguiu voltar ao Hipótese 2
Hipótese 1
estímulos visuais para seu lugar de origem
encontrar o seu caminho de identificando o caminho pelo
 Se a hipótese se confirma um grande número de vezes, deve estar
volta. olfacto. correcta.
Verificação Verificação
 Se a hipótese não se confirma, deve ser reformulada e novamente
Bloqueando o olfacto, o
peixe não é capaz de voltar
testada.
O salmão com os olhos ao lugar de origem. Validação
Não validação vendados é capaz de voltar
ao lugar de origem. O salmão identifica o
caminho de volta através do Lei
olfacto

 Na prática científica, uma hipótese bem suportada pela experiência será


 Uma hipótese deve ser testável; uma hipótese que pode explicar todas as
considerada uma LEI CIENTÍFICA.
observações possíveis e os dados não são testáveis, não é científica.

Exemplo: Gravitação universal de Newton


Exemplos:
1. O Universo é uma invenção da nossa imaginação.

2. A força entre duas massas deve ser inversamente


proporcional ao quadrado da distância entre elas.

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Popper e o método científico


 Método crítico de Popper: o método científico é incompatível com a
indução. O método científico é o das conjecturas e refutações –
falsificacionismo.

 A ciência funciona tentando falsificar as teorias:


 Se a teoria for falsificada é abandonada.
 Uma teoria corroborada é aquela que sobrevive aos testes
experimentais, mas este sucesso só nos permite inferir que é provável que
seja verdadeira.

 A ciência evolui através da eliminação dos erros por tentativas de


refutação. Esta evolução traduz-se numa gradual aproximação à verdade.

Críticas a Popper:
 Parece não estar de acordo com a prática científica, pois os
cientistas muitas vezes não rejeitam as teorias que conduziram a
previsões erradas;

 Parece nunca tornar irracional a confiança em quaisquer teorias


científicas. Afinal, se todas as teorias são apenas conjecturas, não
temos razões para confiar nelas.

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