Você está na página 1de 7

O que é Violência doméstica?

Autor: João do Rozario Lima

Resumo: Este trabalho apresenta concepção do que vem a ser violência doméstica, e como
se caracterizam, suas causas e conseqüências. Através da pesquisa bibliográfica obteve-se
dados que comprovam os danos que a violência doméstica pode causar na vítima tanto
física, quanto psicológica e principalmente os distúrbios na aprendizagem. Destaca também
a importância de envolver a família no processo de ensino-aprendizagem, como o papel da
escola diante de tais problemas e sua responsabilidade na formação do cidadão.
Palavras-chave: Família, Violência doméstica, Aprendizagem.
1 . INTRODUÇÃO
Há vários anos tem se falado muito em violência doméstica. Inúmeras reportagens são
realizadas mostrando caso de pessoas violentadas em casa na maioria das vezes pelos
próprios familiares. Um dos casos que chocou a sociedade foi à reportagem onde mostrou o
próprio pai agredindo o filho, lançando-o contra o pára-brisa do carro.
Diante de uma sociedade tomada pelo avanço tecnológico, onde as pessoas estão em busca
desenfreada por um emprego ou lutam como podem para manter o seu, garantindo assim o
sustento da família, a grande maioria dos pais ou responsáveis não encontram tempo para
seus filhos deixando-os a mercê. Esses pais ou responsáveis revoltados com seus problemas
tentam resolver conflitos tendo como base o modelo ditador, pois fora educado dessa
forma, não percebendo que o castigo e a punição são elementos que integram a violência
doméstica.
Este tipo de violência poderá comprometer o desenvolvimento psicológico e emocional da
criança agredida.
Infelizmente a escola tem deparado com inúmeros casos de crianças que são vítimas desses
tipos de violências, podendo ela ser física ou psicológica.
Percebendo o crescimento índice do crescimento de violência doméstica nas escolas viu-se a
necessidade de realizar este trabalho, buscando mais informações através de pesquisa
bibliográfica, comprovando o que é violência doméstica, as conseqüências que a mesma
poderá apresentar no processo de aprendizagem e no convívio social.

2 . O QUE É VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


Enfrentar o problema da violência doméstica implica abordar a questão do sofrimento
intenso que a acompanha, sempre disseminando no ambiente em que ela impera.
Andradejá disse que o inverso da violência é sempre um "universo de dor" e é por isso ٦
que, aqui, o sentido que se vai dar a palavra deve sr amplo, de forma a abranger a
.dimensão de intensidade humana que a norteia a questão
Conceitua a violência como "uma série de atos praticados de modo progressivo com o
intuito de forçar o outro a abandonar o seu espaço constituído e a preservação da sua
identidade como sujeito das relações econômicas, políticas, éticas, religiosa e eróticas...
(FELIPE, 1996.p.25)
No ato de violência, há um sujeito que atua para abolir, determinante, os suportes dessa
identidade, para alimentar no outro os movimentos do desejo da autonomia e da liberdade.
O enfoque, portanto, é da violência como instrumento de controle do outro, com aparente a
serviço da dominação. A violência no interior da família praticada por e contra seus
membros aumenta a insegurança dos que são vitimas da mesma.
É forçoso reconhecer que na maioria absoluta dos casos de violência intrafamiliar, ainda é o
homem que figura no pólo ativo da agressão. Quando a violência doméstica acontece e na
maioria das vezes o agressor diz que o faz por negligencia nos trabalhos deveres
domésticos, infidelidade, provocação, ciúmes da pessoa.
O agressor, na verdade, recorre a violência freqüentemente quando não está conseguindo
cumprir o mandato social. Por isso não é de se estranhar que alguns fatores coadjuvantes
do conflito sejam a pobreza, o desemprego e o alcoolismo.
As vítimas da violência domesticam convivem, na sua maioria, com uma realidade de
absoluto desamparo. Precisão de ajuda para mudar um quadro familiar que se tornou para
elas insuportável.
Na maioria dos casos de violência doméstica o agressor é o homem e ele que realiza esse
ato por negligencia nos deveres domésticos por infidelidade, ciúmes, ou por conseguir
manter a ordem familiar que contribuem para esse tipo de violência e a pobreza, o
desemprego e o alcoolismo e a violência doméstica não é só violência física, mas a verbal, a
psicológica e a sexual.
Enfim entende-se por violência doméstica não somente a agressão física, mas também a
violência verbal, a tortura psicológica e também a violência sexual.
De acordo com Azevedo e Guerra (1995):
Todo ato ou omissão praticado por pais, perante os responsáveis contra crianças ou
adolescentes que sendo capaz de acusar danos físicos, sexual ou psicológica à vítima -
implica de um lado numa transgressão do poder/ dever de proteção do adulto e, de outro,
numa codificação da infância, isto é, numa negação do direito que crianças e adolescentes
têm de ser tratadas como sujeitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento. (p.
26).
As pessoas violentadas têm grande tendência a depressão, a ansiedade, confusão mental e
perda de memória. Perde também sua auto-estima e inconscientemente a vítima acha que
esse tipo de violência faz parte da atitude da pessoa.

2.2.1 – OS TIPOS DE VIOLÊNCIA


Antes de focalizar as causas que levam a violência doméstica imprescindível de faz
compreender e explicar as várias formas que a violência assume no cotidiano.
Essas diversas formas de violência ocorrem contra adultos, jovens e crianças.

2.2.2 – VIOLÊNCIA FÍSICA

A violência física é muito comum e freqüente na sociedade. Os danos causados pela mesma
podem variar de lesões leves a conseqüências extremas como a morte.
Qualquer ação única ou repetida, não acidental (ou intencional) cometida por um agente
agressor adulto (ou mais velho que o agente agredido) que provoque danos físicos na
criança ou adolescentes é denominado violência física, ou seja, o uso da força física por
parte dos pais ou repensáveis com o objeto intencional de ferir a criança ou adolescente é
uma forma de abuso ou maus tratos.
Os tipos mais comuns em agressão física são: empurrar, bater, jogar objetos, ameaçar,
usar facas ou armas.
A maioria das crianças que sofrem maus tratos apresenta alguns indicadores que podem ser
úteis na identificação de um ato de violência. Apresentam lesões físicas tais como:
hematomas, queimaduras, feridas, cortes, fraturas e outras.
Na comunidade médica os doutores Kempe e Silvermam (1977) definem Violência física
como fenômeno de síndrome da criança espancada:
Esta síndrome se refere usualmente a criança de baixa idade que sofreram ferimentos
inusitados, fraturas ósseas, queimaduras decorridas em épocas e sempre inadequada ou
inconscientemente explicadas pelos pais. O diagnóstico tem que se basear em evidências
radiológicas dos repetidos ferimentos. (p.40).
Kempe e Silvermam (1977), usavam a palavra síndrome na definição de violência física por
serem médicos e este conceito é bastante restrito por que se atém mais à crianças de baixa
idade, deixando de lado por exemplo, os adolescentes que também são agredidos no lar.
Além disso, o conceito implica na ação de que existem ferimentos.
No enfoque dado pela sociologia Gil (1969) rotula o problema sobre o nome de abuso físico
e Gelles (1979) define violência, destacando a questão do dano e da intencionalidade do
ato. Embora a intencionalidade seja de difícil mensuração conforme o que aponta Gil, torna-
se um aspecto importante na definição de fenômeno para ambos. Já o dano, resgatado nas
duas definições, trás um espaço inovador no trabalho de Gelles, na medida em que ele
considera que tal dano possa existir também através de imposição de medidas leves que
atinjam o corpo da vítima, ou seja, em que haja uma dor leve.
Segundo a visão da psicologia retratada por Ochotorena (1988) violência física é toda e
qualquer ação não acidental, por parte dos pais ou responsáveis que provoque dano físico
ou enfermidade na criança.
Algumas famílias tentam resolver os seus conflitos usando o modelo autoritário, tendo como
justificativa a correção e disciplina das crianças ou adolescentes com base na educação que
recebera de seus pais.

2.2.3 – VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA


Segundo a revista do Estatuto da Criança e do adolescente (2000), violência psicológica:
É o ato de rejeitar, isolar, aterrorizar, ignorar, corromper, depreciar, discriminar,
desrespeitar e criar expectativas irreais ou exigir rendimentos escolares, intelectuais,
esportivos ou interferir negativamente sobre a criança e o adolescente, induzindo-os a uma
auto-imagem negativa e fraco desempenho ou estimulando na criança um padrão de
comportamento destrutivo (p. 06).
Este tipo de violência é uma das formas mais difíceis de identificar, pode estar presente não
apenas na família, mas também em outros espaços de convivência da criança ou do
adolescente.
A interferência do adulto sobre da criança produz um padrão de comportamento destrutivo.
Quando não se reconhece o valor da criança, quando se impede a criança de ter amigos,
quando se pratica agressões verbais contra a criança, quando não se estimula o
crescimento intelectual da criança, quando se induz a criança à prostituição, ao uso de
drogas, ao crime, está se cometendo um ato de violência psicológica, o qual pode trazer
graves danos ao desenvolvimento psicológico, físico, sexual e social da criança.
Segundo o que diz esta revista, a criança ou o adolescente submetido a violência psicológica
poderá apresentar os seguintes comportamentos, possibilitando assim sua detecção
problemas de sono, baixo conceito de si próprio, abatimento profundo; tristezas, tendências
suicidas; insegurança; comportamento de extremo de limites ou agressividade; problemas
de aprendizagens.
A revista Nova Escola (nº 160 – Março, 2003, p. 16) no espaço SOS sala de aula, publicou
uma matéria, "como detectar a violência doméstica". Nela está contida alguma dica para
diagnosticar a violência psicológica na criança ou adolescente. Entre elas aparecem as que
já foram citadas anteriormente e as seguintes: a criança poderá ter problemas para brincar
com os colegas; ter medos exagerados e afastar-se das pessoas.

2.2.4 – VIOLÊNCIA SEXUAL

Para Azevedo e Guerra (1998), violência sexual:


É todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual, entre um ou mais adultos e uma
criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente essa criança ou
adolescente ou utilizá-los para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra
pessoa, (p.05).
O crescente número de casos de violência contra crianças e adolescentes leva-nos a deparar
com uma triste realidade mundial que não escolhe classe social, raça e religião.
Qualquer criança e jovem pode ser vitima de tal ato. O diálogo franco sobre o tema, sem
constrangimento e medo, é fundamental para esclarece re alertar sobre estes problemas é a
melhor forma de prevenir a violência sexual.
As leis brasileiras classificam como ato de violência contra crianças e adolescentes e
passiveis de punição: a palpação sem consentimento as caricia eróticas, o voyeurismo
(observar a nudez de crianças e adultos sem ser percebido), ser obrigado a tocar e acariciar
os genitais de um adulto, fotografar crianças em poses ou situações eróticas e um adulto
sugerir a qualquer criança ou adolescentes situações que envolvam sexo ou estupro.
Quase sempre estas práticas sexuais são impostas as crianças ou adolescentes pela
violência física, ameaças ou induções de sua vontade.
Este abuso varia de atos com contatos sexuais, com ou sem penetração e de atos sem
contatos sexuais.
O abuso sexual pode ainda envolver situação de exploração sexual visando lucros, e ai
temos como exemplo a prostituição e a pornografia.
É preciso lembrar que os abusos sexuais domésticos é um fenômeno que envolve medo,
vergonha e culpa. Por isso mesmo é cercado pelo famoso complô de silencio, tão difícil de
ser vencido. Por conseguinte, a ocorrência de abuso sexual doméstico deve ser geralmente
intuída por profissionais a partir de uma cuidadosa analise de indicadores comportamentais.
Nenhum desses indicadores pode ser considerado definidor de abuso sexual doméstico.
Cada um deles pode ser característica de desenvolvimento normal ou de outros fatores
desencadeadores de problemas psicológicos. A suspeita aumenta quando vários sinais
ocorrem juntos ou parecem inapropriados para a idade.
1 ) Uma criança que, por palavra, brincadeira ou desenhos sugere um conhecimento
sexual inapropriado a sua idade;
2 ) Uma criança com uma preocupação excessiva co questões sexuais e um conhecimento
precoce de comportamento sexual adulto; que é sexualmente provocante com adultos...
3 ) Uma criança mais velha que se conduz de um modo sexualmente precoce,
comportando-se de uma forma que a isola de seu grupo de colegas e atrai comportamento
crítico ou sedutor por parte dos adultos;
4 ) Pedidos de informações sobre contracepções não são raros em crianças sexualmente
abusadas e pode ser um grito de ajuda.
Segundo dados Associação Brasileira de Proteção a Infância e a Adolescência (ABRAPIA) o
agressor ou modelador sexual, na maioria dos casos de violência sexual, é alguém da
própria família ou de confiança do jovem. Por isso, as vezes a vítima tem dificuldade de
delatar o molestador por vergonha, achar-se culpado e cúmplice e de serem julgados
moralmente.

2.3 – CAUSAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


A violência doméstica está presente em todas as classes sociais e Segundo Cemim Arneide
(org, 2001 p. 66), tem se apresentado na maioria dos casos, em famílias pertencentes a
classe social de menor renda. Essa violência segundo Azevedo Guerra (1989 e 1990),
decorre de uma forma de lidar com a desigualdade na qual as diferenças são transformadas
ou em relação entre superiores e inferiores ou onde o mais fraco é tratado enquanto coisa.
Nas famílias nas quais existe violência física, as relações do agressor com os filhos vítimas
se caracterizam por ser uma relação sujeito objeto: os filhos devem satisfazer as
necessidades dos pais, passa sobre eles uma expectativa de desempenho superior às suas
capacidades, são vistos como pessoas criadoras de problemas, a disciplina física é sempre
enfatizada como um método adequado de educação.
A família é o palco onde ocorre o processo de individualização de seus membros processo
esse que ameaça a própria tentativa de unidade coletiva dos mencionados membros,
segundo Bruschini (1993 p. 77). A forma de lidar com essas tenções e conflitos surgidos no
ceio familiar, pode variar de modelos autoritários e intolerantes a modelos democráticos e
de valorização de crises.
Segundo Miller (1990),
Os jornais estão constantemente nos dizendo que tem sido provado estatisticamente que a
maioria das pessoas que agridem fisicamente seus filhos, foram elas mesmas agredidas em
sua própria infância. Esta informação não é totalmente correta: não deveria ser a maioria
mais todas. Qualquer pessoas que agride seu filho, foi ela mesma severamente
traumatizada em sua infância de alguma forma. Esta afirmativa se aplica, sem exceção,
uma vez que é absolutamente impossível que uma pessoa educada num ambiente de
honestidade, de respeito, de afeto venha atormentar um ser mais fraco de tal forma que lhe
inflija um dano permanente. Ela aprendeu bem cedo que é correto e adequado dar às
crianças proteção e orientação porque são pequeninas e indefesas, sendo que este
conhecimento armazenado em estágio parece em sua mente e em seu corpo, permanecerá
efetivo para o resto de sua vida.(p. 99).
Quando o modelo autoritário é privilegiado, geralmente o mais fraco é silenciado e
oprimido, ficando assim submetido e, portanto, dominado pelo autoritarismo do mais
forte.
Nesse caso, como não há um referencial democrático para se lidar com as diferenças e
conflitos, a família relembra o modo como foi criada (educada) e retoma as experiências
vividas que geralmente não condizem com a realidade que está sendo vivenciada utilizando-
as sem reservas podendo as mencionadas experiências trazer graves problemas à situação
presente a ser resolvida, principalmente se nesse passado a criança foi violentada ou se se
o modelo de educação era aquele em que o castigo e a punição eram elementos essenciais
para a correção de um filho.
Por outro lado o uso de drogas também gera violência doméstica principalmente contra o
sexo feminino por ser considerado mais fraco, e os do sexo masculino muitas vezes por
superarem essa pessoa em força física são menos violentadas.
O desemprego também é considerado como um enorme causador da violência entre as
famílias, afinal é a família onde as pessoas procuram suporte afetivo, emocional, e devido a
esse fator as famílias não encontram estabilidade gerando assim conflitos.

2.4 – AS CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


A violência doméstica, sendo ela, física, psicológica ou sexual, poderá acarretar várias
conseqüências ao longo da vida de quem a sofre.
Grevem (1992), afirma.
Sentimentos gerados pela dor decorrente das agressões física de adultos contra criança são
na maioria das vezes reprimidos, esquecidos, negados, mas eles nunca desaparecem. Tudo
permanece gravado no mais intimo do ser e os efeitos da punição permeiam nossa vida,
nossos pensamentos, nossa cultura. (p. 52)
Segundo o livro a Violência Doméstica na Infância e na Adolescência de Azevedo e Guerra a
violência poderá causar grandes conseqüências podem ser de ordem psicológica,
dependendo do tipo de violência sofrido pela vítima.

2.4.1 – VIOLÊNCIA FÍSICA

Esse tipo de violência poderá causar conseqüências tanto orgânicas quanto psicológicas. As
orgânicas implicam em seqüelas provenientes de lesões abdominais, oculares, de fratura de
membros superiores, inferiores ou crânio, de queimaduras, etc, enfim que poderão causar
invalidez permanente ou temporária. Em casos extremos esse tipo de violência pode levar a
morte recebendo o nome de violência fatal.
As conseqüências de natureza psicológicas são inúmeras, citaremos algumas:
Sentimento de raiva, de medo enquanto ao agressor, quadro de dificuldades escolares;
dificuldades quanto a confiar nos outros, autoritarismo Grevem, em seu trabalho, inúmeras
conseqüências deste fenômeno, mencionado entre elas, o autoritarismo, dizendo que ele
tem representado uma das conseqüências mais difusa e residente da punição física, criando
a paradoxal subserviência para com autoridade e rebelião contra ela – o que
freqüentemente é uma marca das personalidades autoritárias.

2.4.2 – VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

A violência psicológica não trás somente seqüelas físicas, mas afeta principalmente o
desenvolvimento psicológico, emocional, social e cognitivo da vítima. Essas conseqüências
podem ser as seguintes: obesidade, afecções da pele, distúrbio do sono, dificuldades na
fala, comportamento infantil, depressão, destruição da auto-estima, dificuldade de
socialização (fazer amizades, expressar-se em público), distúrbios de aprendizagens.

2.4.3 – VIOLÊNCIA SEXUAL

Nesse tipo de violência geralmente as vítimas são preferencialmente mulheres e os


agressores são homens, embora em pequeno número, há vitimas do sexo masculino, pois
segundo Azevedo e Guerra (1993): "o tipo mais freqüente é o incesto pai-filho, por isso
mesmo, conhecido como ordinário" (p. 56).
A grande maioria dos agressores é considerada pessoas "normais" tendo assim uma
pequena minoria que sofrem distúrbios psiquiátricos.
A violência sexual apresenta vítimas de 0 -18 anos, a idade mais freqüente varia de 8 – 12
anos. Algumas vítimas desse tipo de violência poderá a curto ou a longo prazo, chegar a
gravidez precoce, ou ao suicídio.
Trata-se, portanto, de um fenômeno intergeracional, isto é, envolve gerações diferentes
(adultos, versus crianças ou adolescentes), bem como envolve relações assimétricas de
poder. O adulto tem – nas sociedades humanas geralmente adultocêntricas – mais poder
que crianças ou adolescentes.
A violência sexual poderá também afetar o psicológico da vítima, implicando em problemas
de ordem emocional e social ao longo de sua vida.

4.2 – RECOMENDAÇÕES FINAIS


É importante lembrar que o profissional em educação deve estar sempre alerta, observando
as atitudes, o comportamento e o relacionamento de seu aluno como os demais colegas. Ao
perceber alguma mudança em suas atitudes, e também dificuldade na aprendizagem é
necessário que o mesmo tenha diálogo com esse aluno em busca de informações que
permitam diálogo com a família e se necessário for buscar auxilio junto a profissionais de
apoio psicológico, se preciso for levar o caso ao conhecimento do Conselho Tutelar da
Criança e do Adolescente.
É importante não só conhecer o caso, mas também, tentar solucioná-los, pois o papel da
escola não é somente transmitir conhecimento, mas contribuir para a formação do cidadão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Vera Regina Pereira de. A ilusão da segurança jurídica: do controle da
violência a violência do controle penal. Porto Alegre, RS Livraria do Advogado, 1967.
AZEVEDO, Maria Amélia & GUERRA, Viviane de Azevedo. A violência doméstica na
infância e na adolescência. São Paulo, SP: Robe Editora, 1995.
BRUSCHINI, Cristina. Teoria crítica da família. In: AZEVEDO, Maria Amélia (org).
Infância e violência doméstica: fronteiras do conhecimento. São Paulo: Cortez, 1993.
CEMIN, Almeida (org). Violência domestica e abrigos institucionais. Porto Velho, RO:
Edufro, 2001.
FELIPE, Sônia. Violência, agressão e força. In: FELIPE, Sônia & PHILIPI, Jeanine Nicolazi.
O corpo violentado: estupro e atentado violento ao pudor. Florianópolis, SC: UFSC,
1996.
GANDRA, Fernanda Rodrigues et alii. O dia-a-dia do professor – afetividade,
sexualidade e drogas. 2 edição. Belo Horizonte, MG: FAPI, 2002.
GELLES, R. J. Family violence. California: Sage Pubi, 1979.
GIL, D. G. Violência against childrem: physical abuse in the united states. 8 edição.
USA, Hanvard University, 1978.
GREVEN, P.Spare the child. New York: Vintage Books, 1992.
HERMANN, Leda.Violência doméstica – a dor que a lei esqueceu. Campinas, São Paulo:
Cel-lex, 2000.
KEMPE, C. H e HELFER, R. E. L'enfant battu et as famille. París: Fleurus, 1977.
MILLER, A. The untouched key. New york: Doubleday, 1991.
NAÇÕES UNIDAS / MINISTÉRIO DA JUSTIÇA / SECRETARIA NACIONAL DOS DIREITOS
HUMANOS. Glossário da campanha uma vida sem violência é um direito nosso.
Brasília, 1998.
OCHOTORENA, J. P. Maltrato y abandono infantil: identification de factores de
riesgo. Victória Gasteiz, Universidad Del Pais Vasco / Ministério da Justiça, 1988.
RONDÔNIA,Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. ECA (Estatuto da
Criança e do Adolescente), Porto Velho, RO: FAZER, s/d.
RONDONIA,Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social. Violência doméstica contra
crianças e adolescentes. Porto Velho, RO: SETS, s/d.
SOS, sala se aula. Como detectar a violência doméstica. IN: Revista Nova Escola, nº
160. Março de 2003 (p. 16) Editora Abril.
TELES, Maria Amélia de Almeida. Para o corpo e para a alma. IN: Revista Maria Maria.
Ano 1, nº 10. São Paulo, UNIFEM, 1999.

Autor:
João do Rozario Lima, nascido em 31/10/1955, no municipio de São Gabriel da Palha Estado
do Espirito Santo, filho de Athayde Martins de Lima e Zita do Rozario Lima. Graduado em
Pedagogia e Pós graduado em Psicopedagogia Clinica e Institucional, atuo na rede Municipal
e Estadual como Professor das séries iniciais no municipio de seringueiras Estado de
Rondonia.Autor do livro sobre o titulo: SALVEM O NOSSO PLANETA Exposto no
site:www.editorabarauna.com.br F. 69 36233196 e 69 84813844