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Conceitos básicos de redes de computadores.

Unidade 1 – Introdução a redes:

Uma rede consiste em dois ou mais computadores ligados entre si e


compartilhando dados dentre outros recursos como compartilhamento de
impressoras, comunicação, etc.

As redes podem ser classificadas de acordo com sua extensão geográfica, pelo
padrão, topologia ou meio de transmissão.

Segundo extensão geográfica:

 SAN (Storage area network): São usadas para armazenamento de


arquivos. Ex: backups, servidores de arquivos, etc.
 LAN (Local area network): São redes de alcance local, podem ser redes
internas de curto alcance ou redes que alcançam uma area mais
elevada. Seu alcance máximo gira em torno de 10 km.
 PAN (Personal area network): São redes pessoais como bluetooth.
 MAN (Metropolitan area network): São redes que interligam regiões
metropolitanas, hoje em dia podem-se até serem confundidas com lans
devido à evolução das mesmas.
 WAN (Wide area network): São redes de grande extensão que podem
interligar redes independentes, portanto é uma rede de alcance mundial.
A internet e o melhor exemplo de wan.

Segundo a topologia:

 Rede em anel: Todos os computadores são ligados a um único cabo


que passa por todos eles. Um sinal circula por toda a rede e o micro que
quer transmitir, pega “carona” no sinal e transmite para o destino, se um
computador para de se comunicar, todos os outros param também.
 Rede em barramento: Todos os computadores são ligados em uma
única “barra”, um cabo recebe todos os outros e faz a transmissão dos
dados. Se um dos computadores para todos os outros param também.
 Rede em estrela: Essa topologia e a mais usada no momento, pois e a
mais eficiente, todos os computadores são ligados a um concentrador e
a facilidade de adicionar e retirar pontos a qualquer momento faz dessa
topologia a mais popular. Se um computador perde a conexão, apenas
ele não se comunica não afetando o resto da rede.
 Rede em malha: Onde se junta mais de um dos tipos anteriores em
uma única rede.

Segundo o meio de transmissão:

 Rede de Cabo coaxial.


 Rede de Cabo de fibra óptica.
 Rede de Cabo de par trançado (UTP e STP).
 Rede sem fios.
 Rede por infravermelhos.
 Rede por microondas.
 Rede por rádio.

Segundo o compartilhamento de dados:

 Cliente / servidor: Arquivos concentrados num único servidor e as


estações têm acesso ao servidor para buscar arquivos.
 Peer to peer: São redes “ponto a ponto” computadores conectam-se
uns aos outros para fazer o compartilhamento dos arquivos.

Tipos de servidores:

 Arquivos: Realiza o armazenamento, transferência e o backup dos


arquivos.
 Impressão: Gerencia impressoras, fila de impressão, spool.
 Mensagens: Gerenciam emails, mensagens ponto a ponto e
conferencias de áudio e vídeo.
 Aplicação: Permite que aplicativos sejam executados remotamente.
 Comunicação: Redireciona as requisições de comunicação.

Componentes de uma rede:

 Servidor: Oferta recursos e serviços.


 Cliente: Equipamento ou software que busca por serviços.
 Estação de trabalho: Busca recursos no servidor para produtividade
pessoal.
 Nó: Ponto da rede.
 Cabeamento: estrutura física organizada para oferecer suporte físico à
transmissão dos dados.
 Placa de rede: Oferece a conexão do computador com a rede.
 Hardware de rede (Ativos e passivos):
1. Hub
2. Switch
3. Roteador
4. Gateway
5. Firewall
6. Tranceiver

Comunicação de dados:

 Transmissão: Para que haja transmissão e necessário que exista um


transmissor, um receptor, um meio e um sinal.
 Modos de operação:
1. Simplex: Apenas um canal de comunicação, a comunicação
ocorre em apenas um sentido.
2. Half-Duplex: Comunicação bidirecional, mas não simultânea.
3. Full-Duplex: Comunicação bidirecional e simultânea.

Informações analógicas e digitais:

 Analógicas: Variam linearmente com o tempo, podem assumir valores


infinitos dentro dos limites impostos.
 Digitais: São discretas, variam apenas entre 0 e 1.

Transmissão em serie e paralelo:

 Paralelo: Vários bytes por vez, cabos curtos, muita interferência, rápida.
 Série: Cabos mais longos, menos interferência, apenas um cabo de
comunicação.

Transmissão quanto ao sincronismo:

 Síncrona: Um único bloco de informações é transmitido com caracteres


de controle e sincronismo.
 Assíncrona: Os bytes são transmitidos com bits de inicio e fim dos
mesmos, não há uma cadência na transmissão. Conhecida também
como transmissão start stop.

Unidade 2 – O modelo OSI e o protocolo TCP/IP:


 Protocolos: São como linguagens usadas para fazer a comunicação
entre estações de trabalho e os servidores. São regras que garantem a
troca de dados entre transmissor e receptor.
 Características: São características de protocolos: Funcionar em half-
duplex, compartilhar um mesmo meio, exigir sincronismo para
comunicar, sofrer interferência e ocorrência de falhas.

Tipos de protocolos:

 O mais importante é o protocolo TCP/IP, mas também são utilizados o


NetBeui e o IPX/SPX.

Funcionamento:

 E necessário o compartilhamento do meio para protocolos trabalharem


simultaneamente.
 Para que ocorra o compartilhamento do meio, e feita a divisão dos
dados em frames (quadros) ou pacotes.
 Os pacotes são identificados e endereçados ao destino.
 As placas de rede possuem um numero único chamado MAC ADREES
em hexadecimal, através dele podemos identificá-la na rede e saber o
seu fabricante.
 O uso de pacotes otimiza o funcionamento da rede.
 Para garantir a integridade dos dados enviados nos pacotes, eles são
verificados no ato da entrega. Utiliza-se a paridade de bytes ou CRC
para se fazer essa verificação.

Verificação e correção de erros:

Como dito anteriormente, a verificação de erros e feita através de paridade e


do uso do CRC.

 Paridade: Nesse caso e feito uma verificação bit a bit e da um resultado


num bit ou num grupo de bits que poderá ser par ou impar.
Pode ser vulnerável se houver mais do que um erro, permitindo-o chegar
a seu destino como se não existisse.

 CRC (Cyclic redundancy check): Não utiliza paridade mas sim frames
que carregam uma sequência de bits conhecida como FCS (Frame
Check Sequence).
O FPS e calculado pelo transmissor de modo que quando o receptor
obter os dados ele pode fazer o mesmo calculo e conferir o resultado
verificando então se os dados foram enviados corretamente.

Números Binários:

 Números binários são formados pela sequência de “0” e “1”.


 Para se converter para binário basta dividir por 2 e anotar o resto.
 Para se converter para decimal basta se elevar à base 2 a ordem e partir
do zero.
 Byte e um conjunto de bites. Especial para octetos.

Números Hexadecimais:

 Vão de 0 a 9 e de A a F (0 a 15 em decimais).
 Conversões:
1. Decimal para Hexadecimal:
 Divide – se por 16 e concatena o resto:

EX: 76 ÷ 16 = 4 (r = 7) portanto = 47
2. Hexadecimal para decimal:
 Eleve à base 16 o expoente correspondente à posição:
EX: A1F = A (10)*16² + 1*16¹ + F(15)*16(elevado a 0)
(10 * 256) + (1 * 16) + (15 * 1) = 2591
Portanto A1F = 2591 em número decimal.

Conversão de Hexadecimal para Binário:

 Um número hexadecimal tem base 16 ou 2(elevado a 4).


 Para converter de hexadecimal para binários basta o separar o octeto
binário em duas partes de quatro elementos e achar nos binários o
equivalente ao hexadecimal.
EX: A2 = Divide-se o binário em duas partes: 0000’0000 a primeira parte
refere-se ao “A” e a segunda parte ao “2”. A = 10 em decimal, portanto
em binário A = “1010” e 2 = 2 em decimal, portanto 2 = 0010 então A2
em binário e igual a: 10100010.

O modelo OSI:
 O modelo OSI é um padrão para todas as redes, é a base para o modelo
de processamento distribuído em rede e define o padrão das lans e
wans.
 Possui sete camadas.
 Encapsula os dados dividindo-os em camadas, acrescentando
cabeçalhos à medida que “desce” nas camadas.
 A transmissão dos dados ocorre na camada física do modelo.
 As camadas do modelo OSI são: Física, enlace, rede, transporte,
sessão, apresentação, aplicação.
 Definições das camadas:
1. Física: Converte os dados em sinais elétricos, óticos ou outro
meio de transmissão para serem transmitidos pela rede.
2. Enlace: Transforma os dados em pacotes para serem trafegados
pela rede com os endereços e faz a checagem do CRC para que
os dados cheguem íntegros ao destino. Ocorre na placa de rede.
3. Rede: Endereça os pacotes. Encaminha, endereça, interconecta
redes, trata os erros, fragmenta os pacotes, controla o
congestionamento e faz a seqüência dos pacotes. Aqui se utiliza
o ip.
4. Transporte: Divide os dados em pacotes para corrigir possíveis
falhas e faz conferencias. O TCP funciona nessa camada.
5. Sessão: Define como será feita a transmissão. Senhas, contas e
permissões são negociadas nessas camadas.
6. Apresentação: Converte o formato nativo em um formato comum
(ASCII / EBCDIC), permite que computadores com S.Os
diferentes comuniquem-se sem problema, compacta, criptografa,
certifica, etc.
7. Aplicação: Permite serviços de rede para aplicações, interface
de comunicação entre protocolos e programas. São protocolos
que funcionam nessa camada: HTTP, SMTP, FTP, TELNET, etc.

O modelo TCP/IP:

 É usado também como referência principalmente na internet, roteável,


pode ser usado em lans e wans, possui sua arquitetura aberta, usa
apenas quatro camadas e representa um conjunto de protocolos mais
conhecidos pelos nomes TCP (Tranfer control protocol) e IP (Internet
protocol).
 Na verdade o modelo TCP/IP é um modelo OSI definido em apenas
quatro camadas:
1. Camada física ou camada de rede: Engloba as camadas físicas
e de enlace do modelo OSI.
2. Camada de internet: corresponde à camada de rede do modelo
OSI.
3. Camada de transporte.
4. Camada de aplicação.
 Em cada uma delas são resolvidos diferentes problemas de
comunicação e diferentes protocolos estão presentes.
 O modelo TCP/IP se refere a toda uma família de protocolos que são
usados nas redes.
 TCP/IP na verdade são apenas dois dos protocolos que fazem parte
dessa família, sendo a família o mais completo e difundido conjunto de
protocolos do mercado.
 Seu crescimento deve-se não apenas a difusão da internet, mas sim
também devido à facilitação da comunicação entre computadores pelo
mundo facilitando assim a transmissão de dados não importando qual o
S.O é utilizado.

Características do TCP/IP:

 Uso de protocolos abertos, ou seja, não importa qual o hardware ou


software usados ele se comunicará sem problemas quanto a isso, todos
os principais sistemas do mercado já vem com suporte ao TCP/IP.
 Independência de hardware de rede disponível, o que permite integrar
diferentes padrões de redes com diferentes meios físicos de
transmissão.
 O sistema comum de endereçamento permite que um computador tenha
liberdade para se comunicar com outro na mesma rede ou em qualquer
outro ponto do mundo.
 Disponibilidade de protocolos de alto nível que oferecem os mais
variados serviços aos usuários dentre eles a wide world web e o correio
eletrônico.
 O modelo TCP/IP não e aderente ao modelo OSI, portanto deve-se ter
um pouco de cuidado ao analisá-lo.
 A camada de rede é a mais “baixa” permitindo o sistema acessar a rede
propriamente dita (meio físico) enviando e recebendo informações. Está
mais próxima do hardware e mais distante do usuário.
Unidade 3 - Camada Física:

 Transforma os quadros da camada de enlace em sinais compatíveis


com o meio físico. OBS: NÃO INCLUI O CABEAMENTO.
 Provê as características necessárias para manter e desativar a conexão
entre as duas partes.
 Transmite bits primários por um canal de comunicação.
 Tem que garantir que quando é enviado um bit1 o outro lado receba
exatamente o bit1 que foi enviado, não um bit0.
 Nível de comunicação física dos circuitos que compreendem as
especificações de hardware de padrões como ethernet 802.3, RS-232,
V.22, V.24, V.35, etc.
 Revisa tarefas básicas como: Acoplamento dos níveis de voltagem, Os
fatores de tempo, se a comunicação e serial ou paralela, se o modo de
comunicação e full ou half-duplex e regras para o inicio e o termino da
comunicação.
 Possui as funções de estabelecer e encerrar conexões mediante a
solicitação das entidades da camada de enlace, transfere os dados
mediante o recebimento dos mesmos da camada de enlace na mesma
ordem que foram recebidos e na mesma camada no computador
receptor, a unidade dos dados enviada e o bit e por ultimo gerencia itens
nas conexões como qualidade na conexão estabelecida, monitora outras
características como taxa de erro, disponibilidade de serviço, taxa de
transmissão, atraso, etc.

Características:

 Mecânicas: Propriedades físicas de interface com o meio físico de


transmissão, topologia física incluindo, por exemplo, o conector usado.
 Elétricas: Se relacionam representando um bit em nível de tensão
utilizando a taxa de transmissão (Clocking).
 Funcionais: Definem as funções a serem implementadas por esta
interface.
 Procedurais: Especificam a seqüência de eventos trocados durante a
transmissão de uma série de bits.

Fundamentos da camada física:

1. Fundamentos da transmissão:
 As características elétricas dos meios de transmissão determinam
a eficiência da transmissão do sinal.
 Determinam também a qualidade e distancia em que um sinal
pode trafegar.
 Resistência: É a propriedade que um condutor possui ao resistir
quando um fluxo de eletricidade e transmitida por ele. Expressa
em Ohms.
 Freqüência: Número de ciclos que ocorrem numa corrente pode
ser positivo ou negativo. Expressa em Hertz.
 Capacitância: É a propriedade dos condutores que permitem um
armazenamento de cargas elétricas quando diferenças de
potencial existem entre os mesmos. Expressa em Farads.
 Indutância: Opõe-se a mudança do fluxo da corrente de um
circuito. Expressa em Henry’s.
 Impedância: Ocorre em oposição total ao fluxo da corrente nos
circuitos de corrente alternada. Combina a resistência com a
capacitância e com a indutância nos circuitos.
 NEXT: Sinal induzido em pares adjacentes ao ser transmitido
expresso em dB (decibel).

2. Taxa máxima de transmissão de um canal:


 A taxa máxima pode ser afetada por: largura de banda do canal,
ruído, ecos e atenuação:
 Ruído: É a maior limitação no desempenho dos sistemas de
comunicação, pois uma mensagem pode chegar distorcida no
receptor devido ação de ruídos. Os ruídos podem ser
classificados como: Térmico, Intermodular, Crosstalk e Impulsivo.
 Térmico: Causado pela agitação dos elétrons nos
condutores causando aquecimento do mesmo. É chamado
também de ruído branco e é medido de acordo com a
temperatura do condutor.
 Intermodular: Causado pelo compartilhamento de um
mesmo meio físico por sinais de diferentes freqüências.
 Crosstalk: Causado pela interferência entre si de vários
condutores que estejam muito próximos uns dos outros.
 Impulsivos: Pulsos irregulares de grande amplitude, não
contínuos e de difícil prevenção. Na transmissão analógica,
sendo de curta duração não causa danos, mas na
transmissão digital e a maior fonte de erros.
 Banda passante: Intervalo de freqüências que compõe um sinal.
 Largura de banda: Tamanho da banda passante medida pela
diferença entre a maior e a menor freqüência.
 Atenuação: Queda do sinal devido à distância entre transmissor
e receptor. Ocorre devido as perdas de energia devido ao calor e
radiação, quanto maior a frenquencia transmitida maior será a
perda. Em transmissões digitais esse problema e facilmente
corrigido instalando-se repetidores que podem recompor
totalmente o sinal.
 Ecos: Sinais refletidos quando ocorre uma mudança de
impedância de uma linha podendo corromper os sinais que estão
sendo transmitidos. Possui efeito semelhante aos ruídos.

3. EMI - Interferência eletromagnética:

São fontes de interferência no sinal. Qualquer fator externo ou interno ao


mesmo.

São algumas fontes:


 Radio transmissores.
 Tranceptores portáteis.
 Linhas de força.
 Radar.
 Telefones celulares.
 Iluminação.
 Motores elétricos.
 Localizadores eletrônicos.

4. Multiplexação: Divisão de um canal para que mais de um sinal seja


transmitido simultaneamente.

Existem duas formas de multiplexação:


 Por freqüência: São criados sub-canais e sobre cada um deles
opera-se uma freqüência diferente.
 Por tempo: Nesse caso, cada sub-canal utiliza um determinado
momento do tempo.

Modulação: A transmissão de dados digitais através de uma linha analógica e


feita através da modulação da onda portadora. A Modulação e a “modificação”
que o transmissor faz na onda para que ela possa transmitir os dados, essa
modulação e feita com base na seqüência de bits e o receptor identifica cada
modulação e extrai a seqüência de bits original.

Comutação: A comutação pode ser de circuitos ou de pacotes.

 Circuitos: Reserva-se os recursos necessários para que a comunicação


ocorra durante o período de tempo necessário.
 Pacotes: Os recursos não ficam reservados por sessão, os pacotes os
utilizam de acordo com a demanda.
Transmissão de dados assíncrona e síncrona.

 Assíncrona: Caracteres enviados um a um e não há controle de tempo


entre o envio de um e outro, o inicio e o fim de cada caractere e indicado
por um bit de inicio (start bit) e um bit de final (stop bit). É uma solução
de baixa velocidade e baixo custo.
 Síncrona: Caracteres enviados em blocos em intervalo de tempo
definido e não de forma aleatória como na assíncrona, caracteres de
sincronismo são enviados ao longo da comunicação fazendo assim o
sincronismo do inicio dos blocos transmitidos. E uma solução de alta
velocidade e os equipamentos que operam com ela necessitam de
adaptações (placas) para gerarem o sincronismo.

Meios de transmissão:

 Cabeamento de Rede: É o meio físico por onde circulam os sinais entre


os servidores, as estações e os periféricos, no cabeamento encontramos
a maior parte dos problemas devido ao tipo e qualidade dos
componentes que fazem parte.
 Cabeamento estruturado: Permite o trafego de qualquer tipo de sinal,
possibilita a manutenção, mudança e implementações de forma rápida e
controlada, possui identificação que não permite erros ou duvidas
quanto as posições, tomadas, cabos e usuários. Pode se fazer a
combinação entre diferentes topologias, distâncias, m
 eios, pinagens, etc. Permitindo assim a obtenção do resultado esperado.
Vida útil de no mínimo 10 anos.

Os sinais podem fluir de diversas maneiras diferentes que incluem:

 Ondas de radio
 Sinais elétricos
 Pulsos de som
 Sinais de luz

Em redes os principais tipos de cabeamentos usados são:

 Par trançado: São pares de fios que se entrelaçam por toda a extensão
do cabo, mantendo uma distancia fixa entre si e evitando interferências
externas e entre si.
 Coaxial: Composto por diversas camadas de isolantes, daí o nome. O
material condutor e o cobre que está revestido por um material isolante.
 Wireless:
 Fibra ótica: Composto por fios de vidro ou materiais poliméricos
capazes de transmitir luz. O meio de transmissão é chamado “guiado”.
Possui baixa atenuação, mas a velocidade total de transmissão ainda
não foi alcançada com as tecnologias disponíveis.
 Vantagens: Dimensão reduzida, atenuação muito baixa, não
sofre interferência eletromagnética, matéria prima muito
abundante.
 Tipos de fibras:

 Monomodo: dimensões menores e maior banda passante por ter


menos dispersão.
 Multimodo: Requerem pouca precisão dos conectores e
permitem conexões com tipos de fontes luminosas baratas como
LED’s.

Sistema de cabeamento estruturado:

Depende de seis subsistemas aos quais possuem suas próprias especificações


de instalação, testes e desempenho.

Faz parte desse sistema:

 Cabeamento horizontal: Estende-se da tomada de telecomunicação na


área de trabalho até o armário de telecomunicações, e a parte onde se
possui o maior numero de cabos passados.
 Área de trabalho: Local onde o usuário interage com o sistema de
cabeamento estruturado.
 Cabeamento vertical: A função básica desse cabeamento e interligar
todos os armários de telecomunicações do sistema que podem estar
situados um em cada andar de um prédio ou um em cada sala. A
topologia adotada e a estrela,
 Armário de telecomunicações: Faz a conexão entre as estações de
trabalho e o cabeamento vertical, essa área tem que ser protegida para
evitar que pessoas não autorizadas mexam nas conexões ali
encontradas. Usa-se switchs ou roteadores para fazer essa conexão.
 Sala de equipamento: Local onde o equipamento responsável pela
conexão de toda a estrutura da rede se encontra inclusive o dispositivo
que gerencia o sistema de telefonia do prédio (PABX). Deve-se seguir
algumas regras para escolha e instalação desse local: Área de no
mínimo 14 m², instalá-lo no mínimo a 3 metros de distancia de qualquer
fonte de interferência, instalar tomadas a cada 1,5 m, ficar longe de
fontes de infiltrações e canais de águas fluviais, esgotos, etc.
 Entrada de facilidades: Relaciona-se com os serviços que estão
disponíveis para o cliente, como: dados, voz, sistemas de segurança,
redes corporativas etc.
5. Subcamada de acesso ao meio:
 Canal estático: A largura de banda é estática dividida pelo numero
de usuários que a rede possui.
 Canal dinâmico: Os pacotes são enviados ocupando toda a banda
disputando acesso ao meio.

Existem algoritmos que controlam a alocação do canal de acesso


múltiplo.

 Aloha: Permite que o usuário envie sempre que possuir dados a


serem enviados. O método de transmissão consiste em: o
transmissor transmite o quadro, escuta pra ver se o receptor o
recebeu se não obter resposta transmite novamente aguardando um
espaço aleatório de tempo para a retransmissão. Esse método
possui eficiência de 18%.
 Aloha fatiado: Divide o tempo de acordo com os frames que vão ser
transmitidos, cada fatia do tempo corresponde a um quadro. É
necessário que uma estação especial emita o sinal no inicio de cada
intervalo. A única diferença para o aloha normal é que a estação
aguarda a marca do tempo para poder transmitir. Esse método
possui eficiência de 36%.
 CSMA (Carrier Sense Multiple Access): O emissor escuta o meio e
verifica se está livre, caso esteja faz o envio, o receptor faz o controle
de erros e envia uma resposta ao emissor “ACK”, o emissor aguarda
certo período de tempo e se caso o emissor não receber o ACK ele
retransmite o quadro.
 CSMA com detecção de colisão: O emissor escuta o meio para
saber se o mesmo está livre, caso sim, envia o quadro e continua
escutando para saber se esta havendo colisões caso detecte
alguma, faz o “JAM” que e o bloqueio do envio e na seqüência faz o
“BACKOF” que e a retransmissão do quadro. Isso evita aguardar o
“MAX ROUNDTRIP TIME” que significa aguardar certo período de
tempo para a retransmissão. Esse sistema é a base do IEEE 802.3
(Padrão ethernet).

6. O padrão (modelo) 802:

Os padrões IEEE 802 são referentes a redes locai e metropolitanas


define padrões para o nível físico e de dados do modelo OSI. Definindo
três níveis: O físico, o MAC (Controle de acesso ao meio) e LLC
(Controle do link lógico). Subdivide a cama de enlace de dados do
modelo OSI em duas outras, sendo essas a MAC e a LLC.
Diferentes meios de acesso estão a cargo de vários grupos de trabalho
que são identificados por sufixos numéricos.

O padrão 802 trabalha nas camadas 1 e 2 do modelo OSI, permitindo


que os protocolos TCP/IP, IPX/SPX e NetBeui, coexistam sem
problemas.

 IEEE 802.1: Especifica a interação entre os padrões IEEE e o


modelo OSI.
 IEEE 802.2: Especifica o funcionamento da camada de controle
do link lógico (LLC).
 IEEE 802.3: Desse em diante, são especificados a forma que
opera a camada de controle de acesso ao meio (MAC) e a
camada física.

Serão abordados os padrões IEEE 802.2, IEEE 802.3, IEEE 802.11 e IEEE
802.15:

 IEEE 802.2: O objetivo desse padrão e controlar o uso do meio. Define


um endereço único de seis bytes representado em hexadecimal para as
placas de rede, os três primeiros especificam o fabricante e os outros
três servem para identificar o produto.
 Preâmbulo: São bytes para sincronismo.
 SoF ou SFD (Start frame): Delimita o inicio do pacote
transmitido.
 Comprimento: Quantidade de bytes transferidos nos dados,
pode variar de 0 a 1500 bytes. No entanto se a camada LLC
enviar menos de 46 bytes este pacote será preenchido para se
completar o mínimo necessário para transmissão.
 FCS (Frame Check sequence): Faz o controle dos erros, CRC.
 GAP: Entre os quadros existe um intervalo mínimo de 9,6
milissegundos.
Mais de um protocolo pode usar seus serviços (A camada de rede do
modelo OSI).
E responsável por definir pontos de comunicação (SAP) e adcionar ao
dado recebido, informações de quem a enviou para que possa ser
corretamente lido na recepção.
 IEEE 802.3: Padroniza a rede local e se origina no aloha é chamado
freqüentemente de ETHERNET. Compartilha um mesmo meio de
transmissão. Usa o conceito CSMA/CD. Só pode enviar dados se o cabo
estiver livre, caso haja alguma colisão na rede, os computadores
transmissores param de transmitir e recomeçam novamente depois de
um período aleatório de tempo. As velocidades típicas vão de 10 a 1000
mbps.
 IEEE 802.11: Especifica o uso de redes em fio, opera com uma estação
base ou não.
 IEEE 802.15 (Bluetooth): Descreve um procotolo usado em dispositivos
móveis, é uma tecnologia que permite a comunicação sem fio entre
dispositivos a curto alcance, aproximadamente 10 metros, e além de ser
uma tecnologia de baixo custo. Surgiu da junção de cinco empresas a
fim de expandir e promover o uso do bluetooth, atualmente existem
cerca de duas mil empresas associadas à tecnologia bluetooth. A
comunicação se dá através de um enlace de radio na freqüência 2.4
GHz e pode ser compartilhada entre vários tipos diferentes de aparelhos
simultaneamente. As aplicações desta tecnologia são ilimitadas e vem
facilitar o uso de comunicações moveis de terceira geração.

As aplicações típicas dessa tecnologia são:

 Substituição de porta serial.


 Troca de objetos cliente / servidor.
 Acesso a LAN.
 Telefonia sem fio.
 Comunicação de sem fio.
 Headphone sem fio.
 Transferência de arquivos.
 Sincronização de PDA’s.

Unidade 4 - Camada de enlace de dados:

Desempenha basicamente quatro funções:

 Fornece a interface para a camada de rede.


 Organiza os dados recebidos da camada de rede em quadros para
serem transmitidos na rede física e vice-versa.
 Trata os erros de transmissão.
 Realiza controle de fluxo para evitar que receptores lentos ou muito
ocupados sejam inundados por transmissores rápidos ou pouco
ocupados.

Serviços possíveis:

 Sem conexão, sem confirmação: Usado quando se dispõem de canais


de comunicações de alta confiabilidade como redes locais.
 Sem conexão, com confirmação: Usado quando se dispõem de canais
de comunicação de media confiabilidade como redes sem fio.
 Com conexão, com confirmação: Usado quando se dispõem uma
conexão de baixa confiabilidade como redes telefônicas.

Detecção e correção de erros:

Durante a transmissão, variados erros podem ocorrer por diversas razoes:

 Indução eletromagnética.
 Falha de sincronização entre transmissor e receptor.
 Defeito de componentes.
 E vários outros.

A camada de enlace deve garantir que exista uma perfeita transmissão e


recepção de dados entre os computadores envolvidos na comunicação.

 Paridade de caracteres: Usando codificação de 7 bits em bytes de 8


bits, possibilita a utilização do oitavo bit como sendo bit sinalizador de
paridade, de modo que a quantidade de bits 1 no byte seja par ou impar
se for o caso. Esse sistema detecta, mas não corrige erros. Não é um
sistema seguro, pois permite que falhas não sejam detectadas.
 Verificação de redundância cíclica (CRC): E um método polinomial
que permite a detecção de praticamente todos os erros ocorridos.

Protocolos elementares:

Quando a camada de enlace aceita um pacote, ela o encapsula acrescendo a


ele informações de cabeçalho e de fim, fazendo que um pacote consista em um
quadro acrescido de informações de controle.

Para garantir a correta entrega dos pacotes no destino, faz-se necessário um


protocolo de envio e recebimento.

 Protocolo simplex (utópico): Nessa idéia, os dados são transmitidos


em apenas um sentido, a camada de rede esta sempre pronta e não há
perda de dados pela camada de enlace.
 Protocolo simplex (Stop and Wait): O próximo quadro só é enviado
quando se recebe a confirmação que o quadro anterior foi recebido,
possui numero de seqüência, ou seja, o primeiro e numerado com o bit
“0” o segundo com o bit “1” o terceiro com bit “0” e assim por diante.
Essa técnica e ineficiente, pois não há conferência de erros e enquanto
o transmissor espera confirmações o canal não e usado.
 Protocolo simplex com ruído: Se caracteriza por ser unidirecional, por
suportar erros e utilizar o sistema ACK (do inglês acknowledge),possui
temporizador e os quadros possuem números de sequência no
cabeçalho.
 Protocolo de janelas deslizantes: O transmissor mantém uma janela
com os frames que já foram enviados, mas ainda não confirmados.
Desta forma o transmissor pode manter o canal de comunicação sempre
cheio, transmitindo enquanto aguarda a confirmação dos que já foram
enviados. Com base nas confirmações o transmissor elimina as janelas
dos frames que já foram confirmados e envia outros. Cada frame
transmitido e cada ACK recebido são numerados para que o transmissor
saiba quais foram os frames corretos e errados que foram transmitidos.
O receptor também mantém uma janela de frames para o caso de erros.
Quando há uma falha na transmissão, os frames já transmitidos são
mantidos no receptor aguardando os frames defeituosos serem
retransmitidos. Um frame será retransmitido quando não chegar ao
receptor, chegar defeituoso ou o ACK não for recebido pelo transmissor.
Caso ocorra a perda de um ACK, ocorrerá a retransmissão de um frame
que já foi transmitido corretamente antes, em função disso o ACK serve
para o frame em questão e todos os anteriores. Sendo assim o ACK 5
não confirma apenas o recebimento do quinto frame e sim o do primeiro
ao quinto. Em casos de frame defeituoso, o receptor para de transmitir o
ACK e só volta a retransmiti-lo assim que o frame em questão seja
retransmitido. Caso o transmissor tenha q retransmitir um frame, ele
precisa ajustar o tempo de timeout do frame retransmitido e dos demais
frames do buffer de envio, evitando que vários timeouts ocorrama em
sequência.

Unidade 5 – Camada de rede (MR OSI).

A camada de rede torna transparente às entidades de transporte, de que forma


as camadas inferiores – enlace e meio físico – são usados para implementar
conexões de rede.

Tarefa principal:

 Controlar o roteamento dos pacotes da origem até o destino.


 Estabelecer interface com a camada de transporte e provê-lhe serviços.
 Prover serviços orientados a conexão (Connection oriented) ou sem
conexão (Connection less)
 Está relacionada com a qualidade do serviço.
 Faz o processo de confirmação de chegada dos dados
(ACKNOWLEDGMENT) ou ACK já mencionado na unidade anterior.
EX: login, transferência de arquivos, etc.
 Serviços sem conexão não são seguros, pois não possuem ACK. Pode
ser chamado também de “Serviço de Datagrama”. EX: Email, consultas
a bancos de dados, etc.
 Principais funcionalidades: Transmissão dos pacotes de dados, faz a
segmentação e blocagem, detecta e se recupera dos erros, faz a
sequência dos pacotes, controla o congestionamento.
 De um modo geral:
 Possibilita uma variedade de configurações das conexões de
rede.
 Ponto a ponto;
 Multiponto;
 Combinações complexas de conexões de redes distintas.
 Facilidades divididas em subcamadas.
 Roteamento: Faz a interconexão de duas ou mais redes distintas.
Muitas vezes chamamos roteadores no mundo da internet como
gateways. Essa tarefa de rotear e feita as conexões e feita tanto pelos
roteadores quanto pelas estações que são referenciadas como DTA’s
(Data Terminal Equipament).