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Passeio pedestre no Parque Natural

Sintra Cascais
da Peninha á Malveira da Serra

O Parque Natural de Sintra-Cascais foi criado a 15
de Outubro de 1981, segundo o Decreto-Lei n.º
292/81, ocupando uma área de 23 280 hectares.
Situado próximo de Lisboa, o Parque Natural de
Sintra-Cascais engloba parte dos concelhos de
Sintra e de Cascais, incluindo as vilas de Sintra e
Colares, os cabos Raso e da Roca, a Boca do Inferno,
a serra de Sintra e todo um conjunto de praias
turísticas, desde a Foz do Falcão até ao Forte da
Cidadela. Zona de grande valor natural e cultural,
está sujeita a grandes pressões urbanísticas.
O percurso tem início na Malveira da Serra, localizada nas
faldas da Serra de Sintra. Atravessa sombrias matas
plantadas, bosquetes com vegetação autóctone, áreas
essencialmente ocupadas por espécies invasoras, matos
de características mediterrânicas ou
atlântico/mediterrânicas e prados. Na Peninha a paisagem
é grandiosa: o Cabo Raso, o cordão dunar GuinchoOitavos estendendo-se para o interior e para SE, denuncia
a orientação dos ventos dominantes. A SO, já perto do mar,
as aldeias da Biscaia e Figueira do Guincho, vestígios de
antigos fornos de cal, pedreiras e ainda fortalezas que

à pastorícia. o camponês no termo de Lisboa à data da sua conquista por D. o do Gaiteiro. gentes do campo dadas ao amanho da terra. e até há bem pouco tempo à moagem nas azenhas e moinhos de vento. de onde retiravam o alimento para o seu sustento e a matéria-prima para edificar as habitações. encontram-se algumas das espécies do coberto vegetal original: o carvalho-roble . Um dos fornos de cal. situava-se no local de Almoínhas Velhas. Toda esta comunidade saloia possui características singulares nos costumes.defendiam estrategicamente a costa. no vestuário e até no modo de trabalhar. bem como aos fornos de pão e cal. Ao longo deste percurso. Afonso Henriques. Saloio: palavra que deriva do arábico Çahruii e que significa o habitante do campo. Todo este território e população são eminentemente rurais. na linguagem. nas crenças.

a salsaparrilha-bastarda (Smilax aspera) as estevas (Cistus sp). XVIII e todo o séc. os zambujeiros (Olea europaea var. o trovisco-macho (Euphorbia characias). mas o percurso raramente se faz sem que pelo menos uma das rapinas mais comuns por estas paragens.(Quercus robur). de grande esplendor durante a ocupação árabe. Destaca-se altaneira da plataforma litoral circundante. as violetas (Viola odorata). a hera (Hedera helix). Sempre que as condições de ensombramento ou humidade o permitem surgem a gilbardeira (Ruscus aculeatus). a torga (Calluna vulgaris) o alecrim (Rosmarinus officinalis). . Nos matos são frequentes os tojos (Ulex sp. XIX. o morrião-perene (Anagalis monelli). o carvalho negral (Quercus pyrenaica). ponto continental mais ocidental da Europa. sylvestris). a cabola-albarã (Urginea maritima). Perto do litoral a serra torna-se mais plana terminando no emblemático Cabo da Roca. os loureiros (Laurus nobilis). os raros azevinhos (Ilex aquifolium). o carvalho-cerquinho (Quercus faginea). foi destino de veraneio e refúgio para a corte.). famoso pelos seus ares. Barreira de condensação para os ventos dominantes de NNO carregados de humidade cria as condições para o desenvolvimento de uma vegetação exuberante. Na generalidade. o “Promontório magno” dos Romanos. de escarpas altas e abruptas. a fauna selvagem é difícil de observar. tendo o seu período áureo nos finais do séc. Lugar de mistério. surpreenda os caminhantes com o seu voo característico. os medronheiros (Arbutus unedo). os sobreiros (Quercus suber). a águia-deasa-redonda ou o peneireiro-comum. os carrascos (Quercus coccifera). o baracejo (Stipa gigantea). a dedaleira (Digitalis purpurea) ou o trovisco-lauréola (Daphne laureola) associados ao cupressal. povoado desde a pré-história.

A diversidade de exposições. a raposa (Vulpes vulpes) o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). de plantas ameaçadas e com área de distribuição muito limitada. espécies-relíquia como o feto--dos-carvalhos (Davallia canariensis) e o feto de-folha-de-hera (Asplenium hemmionitis) que abundavam antes da última glaciação. o tritão-de--ventrelaranja (Triturus boscai) ou a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus). . o musaranho-de-dentes-vermelhos (Sorex granarius) . de composição geológica e o clima especial permitem ainda aqui encontrar grande diversidade de flora e fauna: quase todas as espécies de carvalhos do nosso país. o gavião (Accipiter nisus). a coruja-do-mato (Strix aluco). a venenosa víboracornuda (Vipera latastei). a cobra-de-capuz (Macroprotodon cuccullatus) ou a mais pequena espécie de morcegos da Europa. como a águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus). o morcego-pequeno-de-ferradura (Rhinolophus hipposideros). como o cravo-romano (Armeria pseudarmeria) ou o cravo de Sintra (Dianthus cintranus) e de populações isoladas cujo óptimo ecológico se situa em regiões mais setentrionais – o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi).ou de populações nidificantes como o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) e o pombo-torcaz (Columba palumbus). Existem espécies raras e ameaçadas em Portugal. São ainda frequentes a geneta (Genetta genetta).Na vertente sul os ventos impetuosos e uma menor pluviosidade determinaram as características actuais da vegetação: prados e matos rasteiros com características mediterrânicas e atlântico-mediterrânicas. a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo). o peneireiro--comum (Falco tinnunculus) a salamandra (Salamandra salamandra).

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um interior riquíssimo. a sua decoração terá sido levada a cabo até 1711.Santuário da Peninha: Localizado num dos pontos mais altos da Serra de Sintra. "escondida" em plena Serra. apresenta. contudo. o Santuário da Peninha faz parte de um vasto conjunto arquitectónico formado pela antiga ermida de São Saturnino (fundada por D. data que consta no painel de azulejos do tímpano. Esta ermida de dimensões reduzidas. . na verdade. por Frei Pedro da Conceição. A capela que hoje se pode encontrar terá sido construída no século XVII. de aspecto exterior singelo. que relembra uma fortificação e que foi construído no ano de 1918. sobre a porta de entrada. representa uma importante igreja de peregrinação. envolta numa atmosfera religiosa mágica. surpreendendo quem conseguia até ali chegar. com mármores embutidos e revestido por azulejos brancos e azuis. Este local de culto. estando-lhe associada a existência de uma imagem milagrosa de Nossa Senhora. Pêro Pais na época da criação do reino de Portugal) e pelo palacete romântico de estilo revivalista.

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Há possibilidade de boleia a partir de Lisboa (Lumiar) e partilha de custos da deslocação para quem necessitar. Distância: 14 km. partida e chegada á Malveira da Serra. Quem tiver boleia para oferecer agradeço que me avise e indique local de partida. Em alternativa encontro no Lumiar em frente ao supermercado Europa ás 8h30m ou Sete Rios ás 8h45m. . Percurso: Circular. Local de encontro: Capela da Malveira da Serra Coordenadas GPS: N38º45'10'' W09º26'58'' Como chegar ao ponto de encontro: Seguir pela Auto-estrada A5 Cascais. Preço do programa: 5 € A actividade está coberta por seguro. Hora prevista do final do programa: 15h (inclui paragens para reagrupamento. Grau de dificuldade: Médio. Hora de encontro: 9h30m. Hora de início da caminhada: 10h. descanso e comer). sair na indicação Malveira da Serra e seguir sempre a direcção Malveira da Serra ou seguir pela marginal até ao Guincho e subir em direcção a Malveira da Serra.Data do evento: 2 de Novembro (Domingo) de 2014.

.com/#!/CaminhosComCarismaLda 914907446 / 967055233. . .Conselhos: . próprio para caminhadas. .Alimentação: trazer farnel e água. .Trazer chapéu e protector solar.º 67/2012 do Turismo de Portugal.Uso de vestuário adequado ao tempo.Não se afastar do grupo. Registo n.Uso de calçado confortável e com boa aderência aos solos.Respeitar a vida selvagem e não perturbar a tranquilidade local.com Até Domingo 2 de Novembro Miguel Pereira Caminhos com Carisma lda. Para inscrição enviar mail para caminhoscomcarisma@gmail.Respeitar a propriedade privada e os campos cultivados.Deixar o lixo nos locais apropriados. . http://www. .facebook. .

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