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Capacidades Motoras

Educaçã o Física

Curso Profissional de Informática de Gestão – 10º K


Escola secundária Vitorino Nemésio – Profª. Joana Mil Homens
Marcos Silva, Diogo Esteves, Pedro Carvalho e Rui Aleixo

"Atividade física não é apenas uma das mais importantes chaves para um corpo saudável, ela
é a base da atividade intelectual criativa e dinâmica."
( John F. Kennedy )
Capacidades Motoras
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Índice

Índice............................................................................................................................................2
1. Capacidade Mental..................................................................................................................3
1.1 Causas:...............................................................................................................................3
1.2 Prevenções:........................................................................................................................3
2. Capacidades Motoras...............................................................................................................4
2.1 Definição:.......................................................................................................................4
2.1.1 Características:............................................................................................................4
2.1.2 Classificação:...............................................................................................................4
2.2 Desenvolvimento das capacidades motoras:.....................................................................4
2.3 As capacidades condicionais:.............................................................................................5
2.3.1 – Força.........................................................................................................................5
2.3.2 Velocidade...................................................................................................................6
2.3.3 Resistência...................................................................................................................6
2.3.4 Flexibilidade................................................................................................................7
2.4 As capacidades Coordenativas:..........................................................................................8
2.4.1 Analisadores tácteis.....................................................................................................8
2.4.2 Analisadores visuais.....................................................................................................8
2.4.3 Analisadores estático-dinâmicos.................................................................................8
2.4.4 Analisadores acústicos.................................................................................................8
2.4.5 Analisadores cinestésicos............................................................................................8
3.Processos de desenvolvimento das capacidades Motoras........................................................8
3.1 Factores de treino:.........................................................................................................8
3.2Factores de crescimento.................................................................................................8
3.2.1Exemplos de factores de crescimento..........................................................................9
3.3Factores de Genética.....................................................................................................10
4.Benefícios do desenvolvimento das capacidades motoras no dia-a-dia do Homem...............11
Conclusão...................................................................................................................................12
Bibliografia.................................................................................................................................13

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Introdução
Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de educação física e
pretende-se com ele explicar as capacidades motoras (condicionais e
coordenativas) e perceber a sua importância e como exercitá-las bem como a
sua importância no nosso dia-a-dia.

Neste trabalho tentamos explicar o que são as capacidades motoras bem como
a sua identificação, classificação, benefícios do desenvolvimento e os factores
de desenvolvimento.

1-Capacidades Mentais

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1. Capacidade Mental
Capacidade mental é o termo usado para descrever
o conjunto de habilidades mentais que as pessoas
usam em suas vidas quotidianas. Ele inclui a
memória, a lógica, a capacidade de calcular, e a
"flexibilidade" para transformar a atenção de uma
tarefa para outra. A avaliação do estado mental é
um processo complexo que envolve uma variedade
de medições realizadas por profissionais treinados.
Os testes simples, como o mini exame do estado
mental, são usualmente testados em uma variedade
de configurações para proporcionar aos
trabalhadores uma impressão geral do escopo e
extensão dos défices de uma pessoa.

1.1 Causas:
A Capacidade mental é afectada por muitos factores. Enquanto as pessoas
envelhecem, esses factores podem sofrer algum declínio natural em
determinadas funções mentais, especialmente a memória. Declínios
acentuados, no entanto, sinais de doença ou enfermidade. Uma variedade de
factores, alguns dos quais são tratáveis, podem contribuir para o declínio
mental. Estes incluem a má nutrição, depressão, e as interacções entre
medicamentos. A Hora do dia também pode ser um factor ao qual algumas
pessoas, estão mais alerta em determinados momentos do que em outros.

1.2 Prevenções:
É por esse motivo, que nunca devemos deixar de exercitar nosso cérebro,
estudos comprovam que as pessoas que não praticam nenhum tipo de
actividade mental, para além de se tornarem sedentários, o seu cérebro
começa a perder suas capacidades, desde as mais simples às mais
complexas, como fazer um simples cálculo matemático, ou perca gradativa da
memória, que é a zona mais importante do nosso cérebro.

Existem várias maneiras de prevenirmo-nos da incapacidade cerebral, são


simples e fáceis os desafios para vivermos melhor e pensar-mos mais
rápido, com por exemplo, para os mais velhos essa situação é
constante, nada melhor assim que convidar os netos para um jogo de
exercício mental, uma boa dica é o “Scrabble” ™ , um jogo que trabalha
diversas áreas cerebrais, e que une os mais velhos e os mais novos,
assim conseguirá ter uma vida mais plena e saudável, física e
intelectualmente.

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2. Capacidades Motoras

2.1 Definição:
As capacidades motoras são pressupostas dos movimentos que permitem que
as qualidades inatas de uma pessoa, como um talento, ou um potencial se
evidenciem. Exemplos: força, resistência, flexibilidade, etc.

2.1.1 Características:
* São elementos essenciais para o rendimento motor;
* São determinadas geneticamente;
* Desenvolvem-se através do treino.

2.1.2 Classificação:

Condicionais – são as capacidades determinadas pelos


processos energéticos e metabólicos – obtenção e Capacidade Física
transformação da energia. Por isso, são condicionadas pela
energia disponível nos músculos e pelos mecanismos que lhe
regulam a distribuição – carácter quantitativo.

Coordenativas – são essencialmente determinadas pelos processos de


organização, controlo e regulação do movimento. Estas são condicionadas pela
capacidade de elaboração das informações por parte dos analisadores
implicados na formação e realização do movimento – carácter qualitativo.
“Habilidade motora” é uma forma de movimento específico, dependente da
experiência e da automatização resultante da repetição.

NOTA: toda a pessoa nasce com uma determinada quantidade de força, ou


flexibilidade mas ninguém nasce com habilidade para jogar futebol, ou andebol,
tem que ser desenvolvido, aprendido. Segundo Magill (1984) as capacidades
constituem a base de todas as habilidades motoras.

2.2 Desenvolvimento das capacidades motoras:

Quando se procura desenvolver uma das nossas capacidades motoras, todas


as outras são influenciadas. A grandeza dessa influência depende de dois
factores:

* A Característica da sobrecarga utilizada;


* O Nível de treino físico.

- Nas pessoas com baixos níveis de preparação física, os exercícios para o


Desenvolvimento de uma capacidade específica terão efeito nas demais.

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- O maior grau de desenvolvimento de uma capacidade motora específica


(força, resistência, velocidade, etc.) pode somente ser alcançado se as outras
forem também desenvolvidas a um certo nível. Por isso, torna-se necessário
desenvolver todas as capacidades motoras de uma forma harmoniosa.

- O desenvolvimento das capacidades motoras não é linear, isto é, existem


períodos mais ou menos propícios denominados fases sensíveis. A
capacidade de treino é particularmente elevada nesses períodos.

2.3 As capacidades condicionais:

2.3.1 – Força
É a capacidade de reagir contra uma resistência.
O desenvolvimento da força pode ser:

• Geral – quando visamos o desenvolvimento de todos


os grupos musculares;
• Específica – quando visamos o desenvolvimento de
um ou vários grupos
Força Máxima
Musculares característicos dos gestos de cada modalidade.

1. Força máxima – é a força mais elevada que um indivíduo consegue


desenvolver com uma contracção voluntária máxima.

a) Estática – quando a contracção é executada contra uma resistência fixa que


não pode ser superada.
b) Dinâmica – quando a contracção é executada contra uma resistência fixa
que pode ser superada.

2. Força rápida ou veloz – é a força mais rápida que pode ser desenvolvida
voluntariamente e na unidade de tempo, para a execução de um movimento
pré determinado.

a) Inicial – capacidade de um músculo


expressar rapidamente a força no momento
inicial da tensão criada.
b) Explosiva – capacidade de obter valores
elevados de força em tempo muito curto.
c) De resistência – capacidade de manter ou
repetir a tensão muscular estática e
dinâmica, respectivamente, durante um
Força Rápida/Veloz
longo período de tempo.

2.3.2 Velocidade
É a capacidade de executar movimentos no mais curto espaço de tempo.

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1. Velocidade de reacção – é a capacidade de reagir tão rápido quanto


possível a um estímulo ou a um sinal.

2. Velocidade máxima cíclica/velocidade de


deslocamento – é a capacidade de Executar acções
motoras com a maior rapidez possível na unidade de
tempo.

3. Velocidade máxima acíclica/velocidade de


execução – é a capacidade de executar uma acção
motora (gesto unitário) com a máxima rapidez de
contracção muscular. Força Máxima Cíclica

2.3.3 Resistência
É a capacidade de suportar e recuperar da fadiga física e psíquica. O
desenvolvimento da resistência segundo a massa muscular mobilizada, pode
ser:

• Geral – quando é solicitada mais de 1/6 da massa muscular total.


• Local – quando é solicitada menos de 1/6 da massa muscular total.

A resistência manifesta-se:

1. Segundo a especificidade da modalidade


desportiva -

a) Resistência de base – é a capacidade de executar,


durante um longo período, uma carga correlacionada
com o rendimento específico da competição, e que
exige a utilização de muitos grupos musculares.

b) Resistência específica – é a capacidade que


permite ao desportista manter um elevado nível de
Resistência Geral
rendimento durante a competição na modalidade em
causa.

2. Segundo as formas de mobilização bioenergética –

a) Resistência aeróbia – pressupõe um equilíbrio entre o oxigénio que está a


ser necessário para o trabalho muscular e o que está a ser transportado na
circulação até ao tecido muscular.

b) Resistência anaeróbia – devido à grande intensidade da carga, o


metabolismo energético processa-se em dívida de oxigénio. Assim, a energia é
também mobilizada por via anoxidativa (resistência anaeróbia aláctica e láctica.

3. Segundo a duração do esforço –

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a) Resistência de curta duração – é aquela em que as cargas máximas se


situam entre os 45 seg. e os dois min. E a energia necessária é obtida
essencialmente através do metabolismo anaeróbio.

b) Resistência de média duração – actividade ou modalidades que exigem


esforços entre os 2 e o 8 minutos. A energia é obtida através do metabolismo
misto aeróbio/anaeróbio.

c) Resistência de longa duração – actividades, modalidades ou disciplinas, em


que a duração do esforço é superior a 8 min., sendo a energia obtida
essencialmente através do metabolismo aeróbio.

4. Segundo a forma de manifestação do esforço –

a) Resistência de força
b) Resistência de velocidade
c) Resistência de potência

2.3.4 Flexibilidade
É a capacidade de executar, ao longo de toda a amplitude articular,
movimentos de grande amplitude por si mesmo ou por influência auxiliar de
forças externas.

- O desenvolvimento da flexibilidade pode ser:

• Geral – consiste na amplitude normal de oscilação das articulações,


especialmente nas principais articulações: ombros, anca e coluna vertebral.
• Específica – consiste na amplitude necessária para a realização de
movimentos específicos de cada modalidade.

- Tipos de flexibilidade:

1. Flexibilidade Geral
2. Flexibilidade específica
3. Flexibilidade activa
4. Flexibilidade passiva
5. Flexibilidade estática
6. Flexibilidade dinâmica

Flexibilidade

2.3.5 A destreza 
A destreza geral é muitas vezes designada por “coordenação neuromuscular” e
consiste na acção harmoniosa  entre todos os grupos musculares que
intervêm, directa ou indirectamente, em movimentos complexos, permitindo

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que estes sejam precisos, ágeis e sem hesitações – todos os grupos


musculares actuam no momento exacto, com os níveis de velocidade e
intensidade requeridos, como que fazendo uma síntese prática das várias
capacidades motoras, quer condicionais, quer coordenativas.
À capacidade de mútuo controle entre os vários grupos musculares no sentido
de dar ao movimento, quer o «timing», quer a precisão devidos, dá-se o nome
de sinergia.
 
Treino da destreza
 
O desenvolvimento desta capacidade implica a repetição sistemática e
sistematizada dos movimentos desejados, numa primeira fase, tomando
consciência dos mesmo, e depois, visando a sua progressiva automatização,
libertando a intervenção cerebral para outros fins. Obtém-se assim uma
melhoria em termos de velocidade, eficácia, precisão e conservação de energia
em movimentos complexos.
Desenvolve-se também pela prática de movimentos simétricos, assimétricos e
combinados.
 
Teste de condição física
 
Destreza geral – num percurso constituído por duas linhas de nove metros,
tendo em cada uma das extremidades um quadrado desenhado, partir do ponto
inicial para ir apanhar o objecto que está no quadrado e trazê-lo para a partida,
colocando-o no outro quadrado. Fazer o percurso duas vezes sem parar,
cronometrando o tempo gasto.

2.4 As capacidades Coordenativas:


- Permitem que o indivíduo consiga dominar de forma segura e económica as
acções motoras, tanto em acções previsíveis como imprevisíveis. São
capacidades determinadas essencialmente por componentes onde
predominam os processos de condução nervosa, isto é, possuem a capacidade
de organizar e regular o movimento, constituindo-se na base para a
aprendizagem, execução e domínio dos gestos técnicos.

- Fundamentam-se na elaboração da informação e no controle da execução


sendo desenvolvidas pelos:

2.4.1 Analisadores tácteis


Informam sobre a pressão nas diferentes partes do corpo;

2.4.2 Analisadores visuais


Recolhem a imagem do mundo exterior;

2.4.3 Analisadores estático-dinâmicos


Informam sobre a aceleração do corpo, particularmente
sobre a posição da cabeça, colaborando desta forma para a manutenção do
equilíbrio;

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2.4.4 Analisadores acústicos


Informam-nos dos sons e ruídos;

2.4.5 Analisadores cinestésicos


Através deles recebemos informações sobre as
tensões produzidas pelos músculos.

3.factores de desenvolvimento das capacidades


Motoras
3.1 Factores de treino:
Ao longo da história do treino desportivo a melhoria da força tem sido um
Objectivo essencial visando a obtenção de mais altos rendimentos.

Uma definição precisa de força levando em conta seus aspectos físicos e


Psíquicos representa uma grande dificuldade, uma vez que o tipo de força, o
trabalho muscular, os diferentes caracteres do trabalho muscular são

Influenciados por muitos factores.

A VARIAÇÃO DO TREINO INTERVALADO


A variabilidade dos estímulos, tempos, número de repetições e intervalos nas
sessões foi a melhor inovação nos últimos anos no emprego do Treino
Intervalado. Pode-se concluir que a variabilidade nas cargas e intervalos
provocam um desenvolvimento mais considerável na capacidade anaeróbica
em atletas principiantes.

As Qualidades Físicas de base descritas tem como a finalidade a sua utilização


como estímulos para treinos contínuos e intervalados:

 Endurance orgânica: capacidade de realizar durante um longo tempo, um


esforço de fraca intensidade, com um regime cardíaco entre 120-140
batimentos por minuto.

 Endurance Muscular: capacidade de realizar um esforço muscular de


fraca intensidade, durante um tempo relativamente longo com
numerosa repetições. Em 120-140 por minuto.

 Resistência Orgânica: capacidade de realizar, durante um tempo


relativamente longo um esforço de intensidade média ou forte, com
um regime cardíaco entre 150-190 bpm. Atletas de alto nível chegam
a trabalhar com 200 bpm.

 Resistência Muscular: Capacidade de realizar um esforço muscular de média


intensidade, variando de 30 a 50% da força máxima, durante um tempo

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relativamente longo com numerosas repetições um regime cardíaco superior a


150bpm.

 Força e Potência: força é a capacidade de vencer uma resistência. É o efeito da


contracção de um músculo ou grupo de músculos.

Potência: possibilidade de realizar um trabalho máximo no mínimo de tempo


ou, ainda, é faculdade de realizar uma força considerável em movimentos
rápidos.

 Esforços Máximos: séries de 1 a 5 repetições com 85% a 95% da força


máxima.

 Esforços Sub-máximos: séries de 6 a 8 repetições com 65% a 80% da força


máxima.

 Velocidade: faculdade de executar acções motoras num espaço de tempo


mínimo. A capacidade de realizar movimentos à velocidade máxima depende,
entre outros factores, da força, do relaxamento e da habilidade técnica.

 Explosão: contracção total de um músculo com a solicitação do máximo de


fibras musculares no mínimo de tempo. A explosão é a mais pura forma de
velocidade.

 Flexibilidade: capacidade de efectuar movimentos de grande amplitude dentro


dos limites permitidos pela mobilidade normal das articulações. A flexibilidade
depende da elasticidade dos músculos e dos ligamentos da temperatura
externa e do movimento em que são feitos os exercícios, do grau de
aquecimento ou de fadiga.

 Coordenação: qualidade que permite a realização de movimentos sem


contracções prejudiciais. Ela visa a combinar a acção de vários grupos
musculares para realizar um movimento com o máximo de rendimento. É a
coordenação dos músculos agonistas e antagonistas.

Efeitos do trabalho de velocidade e explosão no organismo produzem os mais


importantes efeitos de espessamento do músculo cardíaco e aumento do
débito sistálico.

No plano muscular melhoram a potência, porém, têm efeitos mínimos de


resistência6 muscular localizada.

A sua estimulação usada no treino melhora a qualidade e intensidade dos


movimentos além de provocar adaptação muscular a esforços intensos.

3.2Factores de crescimento

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Os factores de crescimento são um conjunto de substâncias que


desempenham uma função importante na comunicação intercelular.

A função principal dos factores de crescimento é o controlo externo do ciclo


celular, mediante o abandono da aquiescência celular (fase G0) e entrada da
célula na fase G1.

A função dos factores de crescimento é estimular a proliferação celular


conforme a regulação do ciclo celular (iniciando a mitose), manter a
sobrevivência celular, estimular a migração celular, a diferenciação celular e a
apoptose.

Normalmente promovem a diferenciação e a maturação da células, o que varia


entre os factores de crescimento. Os factores de crescimento agem como
sinalizadores entre células.

Os factores de crescimento desempenham a sua função a muito baixas


concentrações nos líquidos corporais, da ordem dos pictogramas. Actuam
unindo-se a receptores celulares situados na membrana celular que transmitem
o sinal do exterior para o interior da célula, mediante o acoplamento de
diferentes proteínas em que se activa uma cascata de sinais que acaba com a
activação de um ou vários genes (transdução de sinal).

A função dos factores de crescimento é regulada por diferentes mecanismos


que controlam a activação genética, como:

A transcrição e tradução do gene do factor de crescimento.

A modulação da emissão do sinal pelo receptor.

O controlo da resposta celular por moléculas com acção oposta à resposta


inicial.

Controlo extra celular pela disponibilidade do factor de crescimento, que é


depositado na matriz extra celular.

Consoante os estudos com culturas de células, descobriu-se que os factores


de crescimento são transportados pelo soro. São produzidos por em grande
número de células e os requisitos são muito variáveis entre diferentes tipos de
células. Para que as células proliferem em cultura, é necessária a existência de
soro que contenha os factores de crescimento e as moléculas de adesão,
moléculas nutritivas, nutrientes e moléculas energéticas.

3.2.1 Força

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No escalão etário dos 13 aos 15 anos, verifica-se um aumento da testosterona


e consequente aumento da força máxima e da força rápida .

3.2.2 Velocidade
Entre os 7 e os 11 anos verifica-se um rápido desenvolvimento de velocidade
de reacção, atingindo a prestação desportiva máxima entre os 18 e 20 anos. O
progresso verificado a partir dos 13 anos deve-se fundamentalmente á
melhoria da capacidade de atenção e concentração. No escalão etário dos 13
aos 15 anos verifica-se um aumento hormonal e consequente aumento da
força máxima e da força rápida, com aumento da velocidade máxima.

3.2.3 Flexibilidade
Entre os 6/10 anos a flexibilidade é muito acentuada, devendo ser privilegiada
a flexibilidade geral. Todas as modalidades que exigem grandes amplitudes
articulares obrigam a uma exercitação da flexibilidade especificas a partir dos 6
anos.

3.2.4 Capacidades coordenativas


Apesar da tendência para o desenvolvimento unitário das capacidades
coordenativas, este decorre de forma diferenciada de capacidade para
capacidade.

O desenvolvimento mais intenso das capacidades coordenativas ocorre entre


os 7/12 anos, período em que existem todos os pressupostos sociais,
psíquicos, anatómico - fisiológicos e motores favoráveis ao rápido
desenvolvimento destas capacidades. Neste período observa-se uma
maturação mais rápida do sistema nervoso central e um aumento da função
dos analisadores óptico e acústico, assim como um aperfeiçoamento no
tratamento da informação, o que facilita a aprendizagem de habilidades mais
complexas.

O escalão etário dos 13 aos 15 anos é caracterizado por um crescimento


rápido que conduz a uma rápida mudança nas proporções corporais, facto que
pode levar a uma estagnação ou mesmo a um retrocesso no desenvolvimento
das capacidades coordenativas.

3.3Factores de Genética
É um facto inquestionável a presença de enorme variação
nas mais diversas características ou fenótipos humanos, desde
os mais fáceis de quantificar como por exemplo a altura, até aos
mais difíceis como são os doseamentos de algumas enzimas ou
outros características ou produtos íntimos da célula. Esta
variabilidade conspícua que ocorre no seio de uma qualquer
população sempre foi objecto de escrutínio por parte de
investigadores interessados no esclarecimento das causas

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subjacentes. Da Antropologia Física e Biologia Humana às


Ciências Médicas, o olhar inquisitivo dos pesquisadores procurou,
no primeiro caso, identificar aspectos nucleares da variabilidade
humana; no segundo caso, nas causas de doenças que afectam
um número cada vez maior de sujeitos. Marcaram-se, pois,
territórios da Genética Populacional e da Genética Médica.
Quando se pensa em termos populacionais e se procura
descrever e interpretar ocorrências associadas às mais diversas
patologias, a agentes infecciosos ou a outras características
localizadas no tempo e num dado espaço socorre-se,
normalmente, de um pensamento, uma atitude e uma forma de
interrogar o que se passa de acordo com “as linhas mestras da
Epidemiologia”. Se identificarmos que a característica em causa
“corre em famílias”, então há que lançar mão de um pensamento
e uma estratégia oriundas da Genética. Está pois lançado o
espaço para um “casamento de conveniência” entre
Epidemiologia e Genética, e daqui o nascimento da
Epidemiologia Genética.
O grande território de investigação que é o Desporto não fugiu
ao olhar inquieto de pesquisadores com formação em Fisiologia,
Epidemiologia, Genética ou outras áreas, procurando descrever,
interpretar e dar significado próprio aos fenótipos que se encontravam
sob “a sua lupa”.
Exemplo:
Os negros correm mais rápido devido á sua genética pois contêm um maior
numero de fibras o que faz com que em competições internacionais se veja
sempre os negros no topo em modalidades de velocidade pelo contrario
devido a estes factores os negros têm mais dificuldades na natação.

4.Benefícios do desenvolvimento das capacidades motoras no dia-


a-dia do Homem.
 Benefícios que o desenvolvimento das capacidades motoras
proporciona:
 Redução do risco de doenças cardiovasculares.
 Redução de diabetes e hipertensão.
 Redução de alguns tipos de cancro.
 Melhoria da capacidade funcional.
 Melhoria da postura.
 Melhoria da aptidão para as actividades físicas diárias
 Capacidade para lidar com as situações de stress.
 Aumento da esperança média de vida.
 Prevenção da osteoporose
 Melhoria do humor, redução dos sintomas de depressão e ansiedade.
 Manutenção do peso ideal, prevenindo a obesidade.
 Sono mais repousante.

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 Retardo do processo de envelhecimento.


 Facilita o metabolismo de açúcares e gorduras.
 Menor queixa de dores de coluna.

O desenvolvimento das capacidades motoras no dia-a-dia do homem conferem


num melhor bem-estar, num menor cansaço e mais energia, sendo que o
desenvolvimento das mesmas melhora o dia-a-dia do homem e ajuda a
prevenir algumas patologias associadas a falta de exercício, sendo que o
homem está numa constante melhoria das mesmas por exemplo quando
corremos para apanhar o autocarro estamos a melhorar a velocidade e a
resistência, é uma coisa que acontece espontaneamente no nosso dia-a-dia e
que sem notarmos estamos a melhorar a nossa condição física.

Conclusão
Com este trabalho concluímos a importância do desenvolvimento das
capacidades motoras bem como a sua importância e função. Aprendemos

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quais as capacidades motoras e os funções de cada uma especificamente bem


como podemos melhora-las e os factores que influenciam o seu
desenvolvimento.

Bibliografia

http://mohumana.esenviseu.net/Recursos_Educativos_Doc/3%20-
%20capacidades_motoras.pdf

Página
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http://educadorfisico.wordpress.com/2009/03/30/capacidades-fisicas/

http://members.fortunecity.com/rui_nuno_carvalho/capcidad.html

Desporto - blocos 1, 2 e 3 – Almeida, António Paulo; Monteiro, José Carlos – p.


49-52, 8ª edição – 2006 – Edições Asa

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