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Relatório_Exp4_Extração e Caracterização de Lípidios_Transformações Bioquimicas_Trim2.1

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Trabalho apresentado como avaliação parcial da disciplina de Transformações Bioquimicas do BC&T da UFABC.
Trata sobre Extração e Caracterização de Lípidios.
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Trata sobre Extração e Caracterização de Lípidios.

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Published by: Fernando Henrique G. Zucatelli on May 10, 2010
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01/16/2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC – CCNH

FELIPE SILVA DE ALCÂNTARA FERNANDO HENRIQUE GOMES ZUCATELLI GUSTAVO PASSOS MEDROS LEANDRO PEREIRA DOS SANTOS THIAGO RODRIGUES BRITO

RELATÓRIO DE TRANSFORMAÇÕES BIOQUÍMICAS – TURMA A1 EXPERIÊNCIA 4 – EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE LIPÍDIOS

SANTO ANDRÉ MARÇO / 2010

Sumário
INTRODUÇÃO..................................................................................................................2 OBJETIVOS.......................................................................................................................3 METODOLOGIA...............................................................................................................3 3.1. Reagentes....................................................................................................................3 3.2. Materiais .....................................................................................................................4 3.3. Métodos ......................................................................................................................4 3.3.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim. ...............................................4 3.3.2. Parte 2: Solubilidade do óleo de soja. ................................................................5 3.3.3. Parte 3: Reação de saponificação. ......................................................................5 3.3.4. Parte 4: Separação de ácidos graxos...................................................................5 3.3.5. Parte 5: Ressaponificação...................................................................................5 3.3.6. Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões................................................6 4. RESULTADOS ..................................................................................................................6 4.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim. .......................................................6 4.2. Parte 2: Solubilidade do óleo de soja. ........................................................................6 4.3. Parte 3: Reação de saponificação. ..............................................................................7 4.4. Parte 4: Separação de ácidos graxos...........................................................................7 4.5. Parte 5: Ressaponificação...........................................................................................8 4.6. Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões........................................................8 5. DISCUSSÃO ......................................................................................................................8 5.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim. .......................................................8 5.2. Parte 2: Solubilidade do óleo de soja. ........................................................................8 5.3. Parte 3: Reação de saponificação. ..............................................................................9 5.4. Parte 4: Separação de ácidos graxos.........................................................................10 5.5. Parte 5: Ressaponificação.........................................................................................10 5.6. Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões......................................................11 6. CONCLUSÃO..................................................................................................................11 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................12 8. ANEXOS ..........................................................................................................................13 8.1. Anexo 1 – Exercícios................................................................................................13 1. 2. 3.

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1. INTRODUÇÃO
Os lipídios constituem uma classe de compostos com estrutura bastante variada, caracterizados por sua alta solubilidade em solventes orgânicos e por serem praticamente insolúveis em água. Exercem diversas funções biológicas, como componentes de membranas, isolantes térmicos e reservas de energia; eles próprios ou seus derivados também participam em algumas funções de vitaminas e hormônios. Muitos lipídios são compostos anfipáticos, ou seja, apresentam na molécula uma porção polar, hidrofílica, e uma porção apolar, hidrofóbica [1]. Os ácidos graxos são ácidos monocarboxílicos anfipáticos, geralmente com uma cadeia carbônica longa, com número par de átomos de carbono e sem ramificações, podendo ser saturada ou conter uma insaturação ou duas ou mais insaturações. O grupo carboxila constitui a região polar, e a cadeia carbônica, a parte apolar. Ácidos graxos livres são poucos encontrados nos organismos, estes sendo mais frequentemente estão ligados a um álcool, que pode ser o glicerol ou esfingosina. Os lipídios resultantes no primeiro caso são os triacilgliceróis e os glicerofosfolipídios; no segundo caso são os esfingolipídeos (Figura 1). Os triacilgliceróis são uma forma de armazenamento de ácidos graxos; os glicerofosfolipídios e os esfingolipídeos, juntamente com o colesterol, fazem parte das membranas celulares [1].

Figura 1 – Esquema geral dos principais lipídios que contêm ácidos graxos. (P = grupo fosfato) [1].

Os triacilgliceróis constituem a maneira mais eficiente de armazenar energia nos seres vivos. O seu caráter fortemente hidrofóbico permite o armazenamento sob forma praticamente anidra, ou seja, sem moléculas de água adsorvidas, as quais

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aumentam muito o peso da reserva de energia. Além disso, como são compostos altamente reduzidos, sua oxidação libera muito mais energia que a oxidação de quantidades equivalentes de carboidratos ou proteínas. Nos vertebrados, os triacilgliceróis são depositados no tecido adiposo, de localização visceral e subcutânea, que atua também como isolante térmico e como proteção contra traumas mecânicos [1]. Ao contrário dos triacilgliceróis, todos os outros lipídios mencionados anteriormente são moléculas anfipáticas. Nos fosfolipídios (glicerofosfolipídios e esfingomielinas) a porção hidrofílica é constituída pelo grupo fosfato, que apresenta carga negativa em pH fisiológico, ligado a uma outra molécula, também polar, que pode ter carga positiva (colina e etanolamina), carga negativa (serina) ou não apresentar carga (inositol). Os glicolipídios (cerebrosídios e gangliosídios) contêm açúcares hidrofílicos, que podem não apresentar carga (glicose e galactose) ou apresentar carga positiva devido à presença de grupos amino. A porção hidrofílica do colesterol é representada por uma hidroxila, e o restante da molécula é apolar. A região hidrofóbica do colesterol é representada por uma hidroxila, e o restante da molécula é apolar. A região hidrofóbica dos demais lipídios anfifílicos mencionados é representada pelas cadeias de hidrocarboneto da esfingosina e/ou dos ácidos graxos. Os lipídios anfipáticos são elementos estruturais importantes das membranas biológicas [1,2].

2. OBJETIVOS
Os objetivos deste experimento são a obtenção de triacilgliceróis a partir de amendoim, a verificação da solubilidade do óleo de soja em diferentes solventes, a obtenção de sais de potássio de ácido graxo a partir da hidrólise alcalina dos triacilgliceróis e a caracterização das propriedades físico-químicas dos sabões.

3. METODOLOGIA 3.1.
• • •

Reagentes

Óleo de Soja. Amendoim moído e seco. Água destilada.

4

• • • • • • • •

Etanol Éter etílico (etoxietano). Acetona (Propanona). Hidróxido de Potássio (KOH). Hidróxido de Sódio (NaOH). Fenolftaleína. Cloreto de Sódio (NaCl). Cloreto de Cálcio (CaCl).

3.2.
• • • • • • • • • • • • • •

Materiais

Balança analítica. Banho de aquecimento fervente (± 50° e 100ºC). C Pipeta graduada de 10 mL. Conta gotas. Proveta de 25 mL. Tubos de ensaio. Béquer de 100 mL Béquer de 10 mL. Erlenmeyer de 125 mL. Papel de filtro. Funil. Luvas e óculos de segurança. Bastão de vidro. Agitador tipo vórtex.

3.3.

Métodos

3.3.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim.
Foram adicionados em um béquer (A) de 100 mL 10g de amendoim moído e seco, em seguida adicionou-se 25 mL de acetona e com auxílio do bastão de vidro a mistura foi agitada por 5 minutos. Enquanto isso outro béquer (B) foi pesado para que sua massa pudesse ser subtraída do total do produto formado no fim do processo.

5

O papel de filtro foi montado no funil e nele filtrado o conteúdo do béquer A, sendo o produto pós-filtro acondicionado no béquer B. O béquer A teve seus resíduos lavados 2 vezes com acetona para extrair o máximo de amendoim do béquer. O produto obtido no béquer B foi levado ao banho-maria à temperatura de 50° sob agitação constante até a eliminação da acetona, resultando em um C, resíduo amarelo cuja massa foi medida em balança analítica.

3.3.2. Parte 2: Solubilidade do óleo de soja.
Quatro tubos de ensaio foram numerados e adicionados 2 mL de cada reagente: água, etanol, éter etílico, acetona. Em seguida adicionou-se 1,0 mL de óleo de soja a cada tubo e todos foram agitados no agitador tipo vórtex.

3.3.3. Parte 3: Reação de saponificação.
Em um erlenmeyer de 125 mL foi preparada uma solução de potassa alcoólica 20% (10 mL de solução aquosa de hidróxido de sódio 40% adicionados a 10 mL de etanol). Adicionou-se 5 mL de óleo vegetal à solução de potassa alcoólica e o sistema foi levado ao banho-maria fervente por 30 minutos. Em seguida 2 gotas da solução fervida foram adicionadas em um tubo de ensaio com 2,0 mL de água destilada. O tubo foi agitado no agitador tipo vórtex.

3.3.4. Parte 4: Separação de ácidos graxos.
Foram transferidos 4 mL do sabão do erlenmeyer para um tubo de ensaio no qual foram adicionadas 2 gotas de fenolftaleína. Em seguida foi adicionado ácido clorídrico de 5 em 5 gotas e agitado no agitador tipo vórtex a cada conjunto de 5 gotas adicionadas, até ocorrer a mudança da cor da solução e a divisão em duas fases.

3.3.5. Parte 5: Ressaponificação.
Foram transferidas 4 gotas do resultado da agitação da seção 3.3.4 em um tubo de ensaio com 5 mL de água quente, em seguida foi adicionado gota a gota uma solução de hidróxido de sódio 1 mol.L-1 até a solubilização da parte oleosa.

6

Após a solubilização o tubo foi agitado no vórtex.

3.3.6. Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões.
Foram adicionadas 5 gotas de óleo de soja em um tubo de ensaio com 5 mL de água, o tubo foi agitado no vórtex, e observada a formação temporária de uma emulsão, após o retorno ao estado inicial (não emulsificado) foi repetido o mesmo processo adicionando-se 5 gotas do sabão obtido na seção 3.3.5.

4. RESULTADOS 4.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim.
A massa de amendoim moído (paçoca) adicionado ao béquer A foi de 10,012g. A massa do béquer B, usado para seu armazenamento e manuseio, é igual a 59,992g. A massa do conjunto béquer e produto obtido foi igual a 61,368g. A massa do produto formado é a massa do total obtido no fim do processo subtraída da massa do béquer B. O rendimento, representado pela letra grega η (Etá), é dado como a razão entre esta massa final e a massa inicial de ”paçoca”. (mBéquer + produto − mBéquer ) mInicial

η=

=

(61,368 − 59,992) 1, 376 = = 0,1374; η% = 13, 74% 10, 012 10, 012

(1)

4.2.

Parte 2: Solubilidade do óleo de soja.
Tabela 1 – Solubilidade dos reagentes no óleo de soja.

Os resultados da solubilidade se encontram na Tabela 1. Tubo 1 2 3 4 Solventes Água Etanol Éter etílico Acetona Solubilidade duas fases, não solúveis após agitação ficou uma fase, porém após descanso dividiuse em 2 novamente solubilizou-se solubilizou, porém com algumas partículas em dispersão

No caso da água e etanol (polares), o óleo de soja (apolar) não se solubilizou. Sendo que para o etanol. apesar deste possuir uma parte polar (hidroxila), também possui uma parte apolar (hidrofóbica), que vai interagir com o óleo de soja.

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No caso do éter etílico (apolares), o óleo de soja (apolar) se solubilizou. No caso da acetona (polar), o óleo de soja (apolar) se solubilizou, pois o O presente na molécula da acetona pode realizar ligações de hidrogênio com a carboxila na extremidade do óleo, assim a energia para passar da ligação solutosoluto para solvente-solvente é favorável e ocorre a solubilização1.

4.3.

Parte 3: Reação de saponificação.

Ocorreu formação de espuma, no caso por ter sido usado hidróxido de potássio (KOH), a espuma é característica do sabão da Figura 2, todavia o processo poderia também ser realizado com uso de outra base como o NaOH (Figura 3).

Figura 2 – Hidrólise alcalina de um triacilglicerol na presença de hidróxido de potássio.

Figura 3 – Hidrólise alcalina de um triacilglicerol na presença de hidróxido de sódio.

4.4.

Parte 4: Separação de ácidos graxos.

Ocorreu a divisão em duas fases A adição de HCl a uma solução aquosa de sabão provoca a precipitação do ácido graxo, que é pouco solúvel em água. A fase sólida corresponde ao ácido graxo. Esta reação esta esquematizada na Figura 4.

1

Trechos equivalentes a questão 1 da seção 8.1 Anexo 1 – Exercícios

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Figura 4 – Reação de um ácido graxo (Oleato de potássio) e ácido clorídrico.

4.5.

Parte 5: Ressaponificação.

Ocorreu formação de pouca espuma após agitação, mas as partículas sólidas de ácido graxo não se dissolveram completamente.

4.6.

Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões.

O óleo de soja após a agitação apresentou muitas bolhas. Entretanto conforme esperado, retornou para o estado inicial. Após a adição do sabão e nova agitação, houve a formação de espuma, que caracteriza a presença das micelas.

5. DISCUSSÃO 5.1. Parte 1: Extração do óleo vegetal do amendoim.
O óleo do amendoim é um acido graxo monoinsaturado presente nas membranas. A adição de um solvente orgânico polar (acetona), para extrair o oleo do amendoim, reduz a hidrofobia característica das moléculas lipídicas, enfraquece as pontes de hidrogênio e as interações eletrostáticas entre lipídios e proteínas de membrana.

5.2.

Parte 2: Solubilidade do óleo de soja.

A priori, é sabido que a solubilidade de substâncias se dá em função de uma afinidade eletrônica existentes entre os compostos em um sistema. O óleo de soja é um ácido graxo linear que possui insaturações em sua forma molecular; além disso, é caracterizado por ser uma molécula anfipática, ou seja, apresenta uma região polar (grupo carboxila) e uma região apolar (cadeia carbônica). Por conseguinte, sabe-se que a força da polaridade dos solventes, em ordem crescente é 3 1. 4 2

9

5.3.

Parte 3: Reação de saponificação.

Observou-se que a solução ficou turva com pouca espuma. Concluiu-se que houve a formação de sabão líquido. A saponificação ocorre quando um éster (RCOOR’) em solução aquosa de base inorgânica (R’’OH) origina um sal orgânico (R’’’R’’’’) e álcool (R’’’’’OH) – R, R’, R’’’, R’’’’ e R’’’’’ são radicais orgânicos e R’’ é um radical inorgânico. A reação de Saponificação também é conhecida como hidrólise alcalina, através dela é que se torna possível o feitio do sabão. Falando quimicamente, seria a mistura de um éster (proveniente de um ácido graxo) e uma base (hidróxido de sódio, por exemplo) para se obter sabão (sal orgânico). A equação (2) abaixo demonstra este processo: Éster + Base Forte Sabão + Glicerol (2)

O processo de saponificação é caracterizado pelo uso de uma solução aquosa alcalina que deve ser adicionada ao óleo levemente aquecido (exatamente o que foi feito no experimento). A reação que ocorre é caracterizada, por exemplo, pela Figura 3 Os carboxilatos de cadeia longa constituem os sabões. A estrutura e polaridade é representada pela Figura 5. Os sais de sódio ou potássio dos ácidos carboxílicos de cadeia longa (sabões) são quase que completamente solúveis com a água (devido a polaridade que apresentam). Entretanto, não se dissolvem como se esperaria, isto é, como íons individuais. A não ser em soluções muito diluídas, os sabões existem como micelas que são, geralmente, aglomerados esféricos de íons carboxilato que se encontram dispersos por toda a fase aquosa (Figura 6).

Figura 5 – Estrutura do carboxilato

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Figura 6 – Estrutura de formação de micelas no carboxilato de sódio.

A molécula de sabão se caracteriza por uma cauda apolar hidrofóbica, ou seja, teme a água, formando agrupamentos espaciais com as cabeças polares em contato com a água e a cauda no interior do agrupamento protegida da água. Verificou-se que a estrutura representa os grupos carregados negativamente (e portanto polares) na superfície e suas cadeias de hidrocarboneto não-polares no interior. Além disso, os íons de sódio, por exemplo, estão espalhados na fase aquosa com íons individuais solvatados.

5.4.

Parte 4: Separação de ácidos graxos.

Foi possível observar um aumento de pH, graças a presença da fenolftaleína. Tal aumento pode estar relacionado com o consumo de íons H+ no inicio da adição de acido, quando a concentração de sais era alta. À medida que a solução era acidificada, o sabão precipitava.

5.5.

Parte 5: Ressaponificação.

O precipitado, formado inicialmente, pode ser resultado da adição de excesso de eletrólitos (Na+), que fariam as micelas perderem a carga e precipitarem. Outra forma de precipitação é a formação de sais insolúveis em águas ricas em sais de cálcio ou magnésio (água dura – hard water). A ressaponificação está ilustrada na Figura 7 com uso de NaOH.

11

Figura 7 – Formação do sabão a partir do ácido graxo [3].

5.6.

Parte 6: Propriedades emulsificantes dos sabões.

Observou-se que em ambas as partes ocorreu formação de espuma na parte superior e dissolução do óleo. Tal dissolução ocorreu devido a propriedade anfipática dos sabões. As micelas envolvem os óleos que são apolares no seu interior que também é constituído de cadeia hidrocarbonadas apolares e, por fim, dispersam-se na água estabilizando a emulsificação.

6. CONCLUSÃO
Na primeira parte do experimento, foi obtido um rendimento de 13,74% na extração de acido graxo do amendoim. Por apresentar um baixo rendimento, este método não é eficiente para este objetivo Na segunda parte do experimento, como esperado, o óleo de soja (apolar) se solubilizou em éter etílico (apolar) e não se solubilizou em água e etanol (polares). Porém, se solubilizou em acetona (polar) devido a ligações de hidrogênio entre os oxigênios das moléculas de óleo e de acetona. Na terceira parte, houve formação de espuma devido a presença de sabão proveniente da reação de saponificação (éster + base forte). Na quarta parte, a divisão em duas fases da solução do sabão e ácido clorídrico ocorreu pela precipitação de ácido oléico em solução de cloreto de potássio. Como esperado, o pH aumentou conforme o HCl foi consumido, observado pela coloração da solução graças a fenolftaleina. Na quinta parte conclui-se que é possível retornar ao estado de sabão pela adição de uma base forte como o NaOH e por fim devido à presença do sabão podese precipitar os ácidos graxos, processo pelo qual se justifica o poder de limpeza dos sabões.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] MARZZOCO, Anita; TORRES, Bayardo B. Bioquímica Básica. 3.ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2007. [2] VOET, Donald; VOET. Judith G. et al. Bioquímica. 3.ed. Porto Alegre, Artmed, 2006. [3] ECO QUÍMICA. Saponificação de gorduras. Disponível em: <http://ube167.pop.com.br/repositorio/4488/meusite/qorganicaexperimental/sabao.htm>. Acesso em: 11 abr. 2010. [4] LEE J. D. Química Inorgânica não tão concisa. 5.ed. Ed. Edgard Blücher. [5] ATKINS, P. W; JONES, L. Princípios de química questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3.ed. Porto Alegre:Bookman, 2006. [6] BIOSONIC-UNIQUE. Transesterificação Ultra-Sônica – Ultrasonificação. Disponível em <http://www.unique.ind.br/biosonic.html>. Acesso em 11 de abr. 2010. [7] SEBRAE. Fabricação de Sabonete e Sabão de Glicerina. Disponível em <http://www.sebrae-sc.com.br/Leis/default.asp?vcdtexto=2926&%5E%5E>. Acesso 11 de abr. 2010.

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8. ANEXOS 8.1. Anexo 1 – Exercícios
1. Como podem ser explicadas as diferenças de solubilidade do óleo de soja nos diferentes solventes usados no experimento? Quando uma substância se dissolve em outra, o resultado é uma solução, isto é, uma mistura homogênea que pode ser, sólida, líquida ou gasosos. Os compostos iônicos serão dissolvidos preferencialmente em solventes polares. São solventes com elevada constante dielétrica, tais como água ou os ácidos minerais. Compostos covalentes normalmente não são solúveis nesses solventes, mas se forem solúveis dissolver-se-ão preferencialmente em solventes apolares (orgânicos) de baixa constante dielétrica, tais como benzeno ou tetraclorometano. A regra geral é formulada às vezes como “semelhante dissolve semelhante. Assim, os compostos iônicos geralmente são solúveis em solventes polares e compostos covalentes em solventes apolares [4]. Também podemos explicar a regra “semelhante dissolve semelhante” examinando as forças de atração entre as moléculas do soluto e do solvente. Quando o soluto se dissolve, as atrações soluto-soluto são substituídas por atrações soluto-solvente. Se as novas atrações forem semelhantes às substituídas, muito pouca energia é necessária para formar a solução. Por exemplo, quando as forças coesivas principais em um soluto são ligações de hidrogênio, ele se dissolve mais provavelmente em um solvente com ligações de hidrogênio do que outros solventes. As moléculas só podem passar para a solução se puderem substituir as ligações de hidrogênio soluto-soluto por ligações soluto-solvente [5]. Assim no caso da água e etanol (polares), o óleo de soja (apolar) não se solubilizou. Sendo que para o etanol. apesar deste possuir uma parte polar (hidroxila), também possui uma parte apolar (hidrofóbica), que vai interagir com o óleo de soja. No caso do éter etílico (apolares), o óleo de soja (apolar) se solubilizou. No caso da acetona (polar), o óleo de soja (apolar) se solubilizou, pois o O presente na molécula da acetona pode realizar ligações de hidrogênio com a

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carboxila na extremidade do óleo, assim a energia para passar da ligação solutosoluto para solvente-solvente é favorável e ocorre a solubilização. 2. Qual a importância da determinação da solubilidade do óleo de soja em diferentes solventes para a parte de extração de óleo vegetal a partir da soja? Usando um solvente em que o óleo de soja é mais solúvel, sua extração é mais eficiente, pois se consegue solubilizar mais óleo com menos solvente. 3. Por que se utiliza etanol na reação de saponificação? A utilização do etanol no processo de saponificação favorece a reação formando sabão. Ao ser adicionada a base, a reação vai ocorrer em maior velocidade, uma vez que o etanol reage com esta gerando um eletrólito e fornecendo energia à base [6]. Também se utiliza etanol (álcool etílico) na reação de saponificação pois ele como algumas outras substâncias como glicerina, açúcar, colofónia, carbonato de sódio ou de potássio e cloreto de sódio, propiciam transparência à mistura, pois se forma uma solução do sabão no álcool, na glicerina ou nas soluções de açúcar e sais [7]. 4. Se o sabão é feito de óleos e gorduras, como é capaz de limpar superfícies engorduradas? Como o sabão remove a “sujeira”? A água por si só, não é capaz apenas de remover sujeiras polares, todavia, as gorduras constituem uma sujeira de natureza apolar. As gotas de óleo, por exemplo, em contato com a água, tendem a coalescer (aglutinar-se umas às outras), formando uma camada aquosa e outra oleosa. O sabão possui uma natureza anfipática (polar e apolar) pois em sua estrutura existe uma cabeça polar (um radical carboxila com um sal (carboxilato) COO– sal+, sal em geral é o Na+) e uma “cauda”, ou seja, cadeia carbônica extensa a partir da cabeça de natureza polar. Assim na presença do sabão, altera-se o sistema da sujeira. As partes apolares das moléculas do sabão dissolvem-se nas gotículas do óleo, ficando as

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extremidades de carboxilatos imersas na fase aquosa circundante. A repulsão entre as cargas do mesmo sinal impede as gotículas de óleo de coalescerem. Forma-se, então, uma emulsão estável de óleo em água que é facilmente removida da superfície que se pretende limpar por agitação, ação mecânica, etc..

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