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Sérgio Campinho se ad do i” aN” Parle ard Ca de plo om ‘its Empresa om nel de irae Edt man 0 FALENCIA E RECUPERAGAO DE EMPRESA O Novo Regime da Insolvéncia Empresarial 6 EDIGAO Revista e atualizada RENOVA Alo de Janeiro ‘2018 NOGOES GERAIS 1 -ETIMOLOGIA © vocsbulofaléncia deriva do verbo fais, do atm flere, ave cxprime a tea de faltar com © peometdo,identfcando-e, ox {rocsim, con o verbo enganae. Sigs, pois, aa, omisso, ado- dada falta do cumpimento daqull gue i ssumido. "Applavra falncia, sob 0 ponto de vista téenico-juridico,passou sexprimira impossibildade de o devedorarcar com asatsfgio de cus debits, dado a impattaca de seu patsimdnio para geragio don recursos e meiosnecessris S6%pagatos devids Nas Ordenag6es do-Reino usava-se a palavra “qucbra” para idemca oinstituto,inpirada na tradi de os credores rome terem a quchra da bene do comerciante que no howressehonra Uo seus compromisos,impossblitando-o, asim, de comercier. A ‘lenominacio fot aproprinds pel Cdigo Comercial, em sua tercel: ta pre, tttulada "Das Quebras”(atigos 797 2 913, j6revoqn- ton). So, portant, a palavassindnimas, empregando-seindstin= tamentefalaca.e que, como fe va no texto co outors vie gente artigo 798 do Codigo Comercial 20 extabelecer que "8 que- fv oufslencia pode ser casual, com culpa oa fravdlenta", eai~ ‘mando a sinonia das das designacicsjurdcs. “A denominacio ‘bancarota"nio ganbou eco no Dieito Co mercial Brasleio,emborasja wu wai identificads no Ce ‘0 Criminal de 1830, consoante anotava Carvalho de Mendoncs', fend aiempregada para designar a flénciafraudulenta, Contudo, foi banida pelo Cdigo Comercial de 1850, 2 —CONCEITO DE FALENCIA, ‘A flencia revela-se como o conjunto de atos ou fatos que exte- sioriar, ondinariamente, um desequilbio no patriménio do de- ign dais fr rum capleno dses ahaa com 0 cope de stclina ferecer uma stugio 3 eBeEtcultrsverfeado,revelador dem estado dense SEU Tottdor ave io pos! patriminio capo de atender 30 umprimento de is dias THodlemunsnt, como i exclareia Canatho de Meadons" falenin nfo masse penta servi instrument de "ignorinclse {don aston de credores pars vinganca pessoal conta “Ever” Aan como tet stre comercaita, "fe ge 8 Tepin ago €4 let decorate estate x exPre= Sc Talnca equebra do sentido etmligice ons ‘Num isfomodermecontersporinen do instttofliments, parecernos adeqada a proporgt formulas por Rubens Re- PES, segundo + qual, nu cealidde, x falnca“propse asa s+ burs tempren eoporclrvinads: oa iguide ov proporco Shaun recupersgio" “ents para nob este prima defend, 9 media jul caameate related para rescver 4 stagio juries do devedor ‘ihe Fan slug no amplica,necnsariamente abguidaso bc do patimbul do empress insalvente— flaca se Fetandors, autem, como promotor de recuper Be cpees por le desenolnda — lenieeupergio Ena uo atta do nolvnci empremacl entre més dei ada flncs, em send consagraden egilaco de diverse a Tete edamonte wa Alemanbs (Ut de Ioohencin Alem, sl. Sunrdnungns0, de 05 de outubro de 1994, com vig em 1 Trade dedi comarca rai, VL Ae, Ride Sor: re fa Edo Pete Bot 1946, 7p 9/10 Pope VL p28 3 Carded llimentar, v1, 17-e, io Falr Sas, 1998.6. 01 de janeiro de 1999) e em Portugal (Cédigo da Insolvéncia eda Recuperacie de Empresas — CIRE, apcovado polo Decreto-Lein' 53, de 18 de marco de 2004). Desse modo, tem-se um tnico pro cesso de insolvéncia,sendo a recuperacio uma de suas fnalidades, fem alternativa iguidacso' ‘A rovaleibreileira (Lei n® 11-101, de 09 de fevereizo de 2005, publicada no Diio Oficial da Unido na mesma data), entretanto, ‘io adota o prefalado principio da unicidade do processo de insol- ‘Yencia empresarial ou faléncis, propondo, a0 revés, a adogto de {ois process especiais aplicéveis ao devedor empresério em esta- Go de crise econimico-Financeira ou insolvente: 0 processo de re- ‘cuperacio judicial eo processo de falencis INa verdade, a Lei n® 11-101/2005 preserva atradigo dualisti «a institucional, contemplada em legislagGes precedentes entre a faléncia ea concordate (agora eliminada e substitu pela recupe- ‘acio), sistema que também se fazia presente na Lei Portuguesa interior (Cédigo dos Pracessos Especais de Recuperacio da Em- press ¢ de Falencia — CDERER, instituido pelo Decreto-Lei n° 132, de 23 de abril de 1993), reformada soba inspiraio da Lei da Insolvéncia Alem (Ins0). Para nés, 0 melhor sistema conceitual seria apresentar a insol- ‘venciaempresaril ou fléncia diante de uma unidade-processul”, 4 Cente tor, Carin Ser O nav gine pores da natin tina nr, Coun area Aled, 2004p. 9 Peet de Ales, Valea, 9° 74 dx!200, pp ee; Li Heres, sabre took ed ce ei Rl, ern, Bon, Manche Heymanns, 2003, p. 720. No Biseis Alemto process de acne do patna do deveder n+ Sotent ous cepa deere peer ibd por mes de wn Ph (de Islvenci? Gina) Segundo Walang Breer, len e pu ‘spensblidade do devedor akira iar com a credors,o ao de ‘Siten tem come sbjesive mar sagesmesto econo namecr se ‘eo mln, 2-ed, Manse Bec, 200, p.173)-O refer lao 0 “ser de Ladue tscmeyer, poo ur coop mito rato de repulse, ‘Srangendo dae sneamerca 3 ged fb. tp 720). No Dito ore ‘ese arin em psente stars Bgrs de wn “Pa de esol ‘SSzunda acolo Ge Catarina Seto proceans de lVcs go Up ‘cow tins Carttevianse por mn umes peu bseds Igo ‘So pstmbnlo da dovedor,exstndo a posbldade deo eredoresaprovae tin ple de slvenc, com of de pomove a reaimarso dada et toler sian ou de ecoer sempre (0b. ce 11) Or process de s Oe ( sperando-se a dcotomin extent, Ness proceso dco aps STE esa de nal d devedor, se) por nia Seve delgun de seus credores,estarse, priory sercer es recuperago da empress econbmica ¢financiramente ‘ve tne odes os men om. No ns vlad oversea gua uc Jo pteitio do emoreio vem Amin este ofrecendoumtratamentod tuasso ‘Riise imlréncta dense empresa, cm melhor atendimento ‘anaconda economia contemporine, pesigiando como fea cae go abe parundo pas decretagio da liquids jae 2uiGuindSefecacroio ni we most facie Miz aane do sts da Ltn? 1-101/2005 lenin, contre vicersiments gaa 3 perapetiva de liguidaso judi Seetonie do cmpreti inslvent,predminando, prot, imeivtnca ace Diritos Aloo Prats to come isi imei 2 alti pnt do devedor insolent ea parla do prod ate ox tae raindose,ealeto, se Sts hgokayo evtads através det Sree sienc, no aloe vibe x recoperao, Contd, em cic 8 ca asin ponersone sue # dee Je reapers few posted me SECURE al oreceo, sue sutar vers pert via etl Confort, A et tele portage, alec Cetera Sera," plo deol SE ENc mtn ue pe er za para i de eceperato (4 rhea Hao en re ‘gosta s6 pd te lage dps de esta rn lad a eens de dec Me Tednc, de pore a ceteng de verona de cr- ree or Stead pre pars interpesgo de recuse dente entengn ee SESE SSSoiblen de pecan delat (cr at 20 n°2)..Omamesto SEENUE So emanto, ota eunio dessin de credres pars are do See i sdmimsodor dante, que se rein pou tempo depois Fase nmintncin (4 075 dar depos) ecm que exes ere a> seein tps oes encersmentoea crest ati do adi ASS SSS do ecg de caborer wn plan de natin et Sohne ar 190" a2 3) (ob cep. 10/2) Pesos se i de ‘rade proesnn amas adequndo matin de resureraio deve poder ge cane en, nfo we mostande conveneate sero eam ported, eee atom Asim oppo devede, 0 eee eo jirecon SEN e de molvncs, posers desde lage areseotar un lao de rea Be ade dy pelos rere undo a caro Galva SEE O'mesmo poder sv veribear qd amv do equeriment de HIS rae do redo dela anc, srr ean a aol deo deve Tee im plano 6 ewer como aerate ida do seu ‘cs 6 sa idéia da faléncis-iquidaco, imponde-Ihe uma visio conceitval a ste fim limitada. Tanto que, uma vez declarada, no pode-mais 0 ddevedor pretender a recuperagio da empresa por ele exescida (ar~ tigo 48,1), Com efeito,o objetivo do process falimentar se movi- smenta para uma iquidagio de ativos, com o afstamento do deve- ‘dor empresirio de sua atividades, visando a preservareotimizar a Utilizagdo produtive dos ens e recursos produtivos, inclusive os intangiveis que integram o estabelecimento empresarial (ef. atigo 75), com oescopo de vsbilizar medidas que, com maior proficén- cia, garantam melhor satisfagdo dos eréditos (cf artigos 111, 113, 14oe 141). 'Na sua dtica de liquidagio judicial do patriménio do emprest rio insalvente emerge, ainda, como forma de saneamento do mer- ‘ado, realizando a eliminagie dos empresisios e das empresas por les desenvolvdas, econdmicae financeiramenteinsolvents, sem bilidade de recuperag, Visa, pois, preservr 0 mercado, impe- ‘indo que prossigam em suas atividades, dado a evidente perturba {io e desequilorio que so capazes de nel provocar. ‘Ainda nesse diapasio, a iquidacio judicial apresentao também relevante escopo de atsegurat aos credores do devedbrinsolvente ‘imp teatamenteracional na realaagaa de seus eréditos, abstando buses ou preferéncis indevidas e injustas,garantindo, sobretudo, 1 par conditio creditor, 08 se, 0 tatamento iguaitrio,isond- mito, entre credores de uma mesma categoria, js que os credores do devedor comum serio, a0 processo de faléncia, arupados em Classes que iro orientar a preferéncia para o recebimento dos res- pectivos cries, preferéncia esta conferida segundo critério le Jalmente definidos. Tem-se a eafieragéo do principio basilar do ‘ireto obrigacional de que o patriménio do devedor constitui-se na sranta gral dos eredores, essalvadas a preferénciaslgitias “Arespelt,atestave Carvalho de Mendongat que a falencia ofe= rece “aos credores valiosa defesa coletiva no desastre econdimico {do devedor comum, impediado preferéncas injustas, abusos © fraudes, proporcions © expediente honesto para o devedor de- ‘monstrar a su lisura no infortinio, observando a par condi ere: dditoram, e peomover a sua iberagio™ © Obey Vip 2 esse modo, « promogéo da liguidacio judicial do patriménio do deveor inset, inplementando nearest ables “Empresarial eassegurando a par condita creditorum, espe 3 cla- faintengio da Tei em promover a garantiae protecio do crédito, {ma Jo mundo empresa para lavancare viabilzar os processos de prod e circulago de bens © servgos. 3 —NATUREZA DA FALENCIA: DIREITO MATERIAL OU PROCESSUAL? (© instituto da falenca afigura-se de extrema complexidade ‘De loge eparece na doutrina, nacional e alienigena, divergéncis [quanta a seu enquadramento:direito material ou dirito proces: sual? TA diseussdo parece-nos académica e indcua, Como bem acer suave Carvalho de Mendonca’, faléacia nose resteinge aos domi- onde ditsta comercial; penetra no dadireito pablico, dodireto Chil do direito intemscional pblico privado, do diteito penal, ‘adireto process, em cada um dos quais vai busca regres, pre~ eitor e enrinamentos, tendo, mutas vezes, de modifici-los a fim cadaptirlos ae grande meio de ciéacia econdmice, cxjos Fendme~ thos nao he devem ser estrnhos,nacienca financeira ena estati- flee, onde verfica a prova do resultado do sew funcienamento, IApreciada economicamente, a falenciainteresa nfo somente 3 ‘eonomia individual como A piblica, pos, incontestavelmente, Serta o crédito pablice, produ a dispersio de capitas, tazen- fo dano para a economia geal ‘No regramentofalionentarcoexistem regras de fando ede for- sa, nfo havendo que se falar na prevaléncia do caréter material {do processual do instituto, pois a feigio hibrda the € peculiar. ‘Como exernplo das primeirss,reystramos os artigos 117 € 118, 05 “quats se voltam a diseiplina dos efeitos da fléncia em relagio 208 Gntratosbilaterise unilateras do falido, respectivarnente. Ainds ocampo das exemplifcagées,indicamos, como exteriorizagiole~ ial das seguncdas, os preceitos dos artigos 98 e 97. Este se ocupa da Tegitimacfo ative par o requerimento de falenca; aquele, da pre~ 7 Obey. VIL p 6. sentagio da resposta pelo devedor requerido da figura da elisio dda folencia pelo depésito da importincia reclumada pelo credor, ‘quando o requerimento vier fundado nas hipéteses de imponteall= ‘Sade no pagamento da obrigacio (artigo 94, cis 1) ou na execu {lo sem pagamento oe garantia (artigo 94, incso I), 4 AFALENCIA COMO EXECUCAO CONCURSAL © institute faimentar tal qual desenado em noss lt, sob 0 prisma estritamente do direito processual, apresenta-se como uma fexccigdo concurs Sempaio de Lacerds?afirmave, no direto anterior, que “dina- smicamente, éum pracessode execs coletiv,instituido por for~ {2 de lei em beneficio dos credores", asertva esta plenamente ‘compativel com 0 ordenamento posterior. ‘Com efeit,afalénciaafigura-se como um meio extraordin‘rio ide execugio, englobando o patrimdnio do devedor, instituida em favor da totalidade de seus credores que, salvo raras excesSes,sio straidos para ojuzo da falencis, Distingue-se da denominads execucto singular, tratada pelo Cédigo de Processo Civil como execugio por quantiacerta contra devedorsolvente, a medida em que esta se realiza em proveito particular de um ou mais credares determinados, procedendo-se a fapreensio judicial de wm ou mais bens indvidualizados do pati- minio do devedor (penhora). "A falénciaabrange os credores do devedor, como incide sobre ssc bent Por € chum de ech corti, o> ‘rsa, coletiva ou universal 'No pracesso de falénciaseré apreendido o patriménio passvel deexecugio do devedor, através de um procedimento denominado de arrecadacio, com o excopo de extear-lhe valor para o atendi- ‘mento, em rateia, obervadas as preferéncis legais, de todos os Credores do devedor comm, Serd esabelecido, pois, um concurso fe credores, asiegurando-se perfeltaigualdade de tratamento en- tre os credores de uma mesma classe (par conti credtorum) |Manual de dirt flimontr, 2c, Rio ani: Lari Etre re tos Bn, 1985 p17 [Nio deve prestar a faléncia como meio ordinrio de obtensio pelo eredor do cumprimento da obsigacio assumida pelo devedor, has sim, segundo ensinamento de Carvalho de Mendoncs", como Femédioextraocdinsrio, que institu o concurso de credores sobre ‘ patriménio realizvel do devedor comura, manifestada que sei ‘mmpossibilidade de satisfxzer pantualmente os seus compromissos Seo devedor nio paga a um credor, cujo titulo de obrigacao € in Alscutfvel, ese revela peivado de recursos para satisfzer a todos os tredores, nig bastariam os remédios ordinétios autorizados pels {eis da process, inspradas no conceitoindividualista. Acomunho de prejutans certs ou provivcis ime e jusifica a constitigio de jutro aparelho, no qu se sujeite 0 patriménio do devedor @ ums frdenada ¢ universal execusio 5 — CONCEITO DE RECUPERAGAO JUDICIAL ‘A recuperagéo judicial segundo perfil que Ihe reservou oorde= rnamento, apresenta-se como tum somat6rio de providéncias de or- ‘dem econbmico-financeiess, econdimico-produtivas, orgnizacio- bats jurdicas™, por meio das quais 2 capacidade produtiva de ‘ima cmpresa possa, da melhor forma, ser reestruturada €aprovei- in aleancando uma rentabilidade auto-sustentével, superando, [Sms aaituacio de crise econémico-financeia em que 9¢ en- ‘Conga su titular —o empressrio—, permitindo a manutencio da ante produtore, da emprego ¢ a composigio dos interesses dos ceedores (cf. artigo 47). Nesta pesspectiva, € um instituto de Di- reito Econbmico. © Oct, Vl pp. 19720 fo Scpond os conan lees Kral necesidade dese imple 2 pee Seine scant ecetraaragio para pera tbe ‘Biren compreendend omgues es (0) medias opericianas i Je thins tnt liter do epee (9) sma nor neta ‘Eaddmannal c etatagea (a cone do Parlin 8 nor configu ds = TEESE ered deo sear re (wma aleaso ‘telnet ny enews nara do nen TESTU trun nacre mesmo una por etre orgntacinal TRESS, CG me madangn compe demented epee Bu tenne (Org), Rereabrreno, Sanzrang, ens, 2 ea: Mune: ec, 2008, § 4p 1198), w Sob a tice procesrual, « medida se implementa por meio de ‘uma ago judicial, de niiativn do devedor'!, com o escopo de vis Diligar a superagio de sua stuacio de rise. Mas dita pretensto so- mente pode ser exercide até declaracio de sua aléncia (artigo 48, D. 6 — NATUREZA JURIDICA DA RECUPERAGAO. JUDICIAL ‘A.concordita, na estera do Decreto-Lei n° 7.661/45, no exi- bia feigio contrat, Sua natureza era de um favor legal. Os cre ores a cla entio suits, os quirografiros, nfo eram chamados 3 ‘monifestarem suas vontades, Preenchendo o devedor os requsitos pela lei impostos, passa ele a fazer jus a esse favor, dirgindo 20 juiza sua pretensio, que, por sentencs, a defers, ‘Diversamente st apreventava, como se apresenta, a concordat civil, dsciplinada no artigo 783 do Céaigo de Processo Civil, a ex presser: "O devedor insolvente poders, depois da aprovacio do {uadro a que se refereo art. 763, acordar com os seus credoces, Dropando-Ihes 2 forma de pagamento. Ouvidos os credores, se nfo IRouver oposigio,o ule aprovard a proposta por sentenga”. Teme, pois, configurada a concordata contratual, tal qual, inclusive, tam- bem assim se caracterizava a concordata comercial no direitoante= sor ao Decreto-Lei n° 7061/45, revelando a formacio de um con- ‘rato processual 'Na recuperacio judicial prevalece a autonomia privada da von- tade das partes interessadas para alcancar a finalidade recuperatS- fia. O fato de o plana de recuperacio encontrarse submetido a “uma avaliagio judicial ndo The retira esa indole contrat. Acon- {essio, por sentenga, da recuperacto judicial, nio tem qualquer r= percwto sobre o contedo do piano estabelecido entre as partes Interesudas (devedore seus credares), porquantoadecisio.encon- ttavsevinculada a esse contesido. Com feito controle judicial do plano de recuperacéo possiblta excluir eventuais objegdes em 11 Bai, exceponalmente, legtimads a requ, cjg scbeeiente, ‘sheer decd ono ventrat, nips do devedor empresa, Go tc femenecente (prt ico do ego 48). Ma asta 1 Sei Il cltentaescaduadamente ex Inca enquired face de sua validade, O procedimento de concessio judicial conti- ‘bu para a redugho das fontes de erros durante a sua celebrag8o™, bem como permite aos credores a oportunidade de verificarse seus ineresses nao foram prejudicados",alem de dots-lo de forgaexe- ‘O processo de recuperacio judicial visa, no seu Amago, a uma inca finalidade: a aprovacéo por parte do devedor ¢ seus credores {de uma proposta destinada a vbilizr » empresa por aquee até (entio realizada,O estado de crise econémico-financeira vai se re- ‘elar, assim, transitrio ¢ superivel pela vontade dos credores, & [pull condhizied wo objetivo da procedimento, qual sea, arecupers~ sepa empresa, A atuagio da jaizfcarérestrta 8 verficagio das ‘isposigies legis aplicivels a plano. E um guaedio de sua legal dade, leslhe obstado, pots, interferir no seu contetida, de domi- ino exclusivo das partes, A’exigeacia da chancela do acordo por “Tutridade judicial representa uma medida de politica judicéris Por iso, em nosta visio, 0 instituto da recuperacio judicial deve sex visto comm a natreza de um contrat judi 5 ta Ex unpreisesjrlicm quant is nomad incrporaso ou fxs ace ‘ria goad fore tar operagie lear como fra de ecaperio Wr Semen iferencando este o cdores clase gue hower ret Yporiaasdesecipesapio $2 coarige 83 ago xendinento das eeios qeeegee Smet abit gu decorates de scents de abu en- (nat dats do pedi de evar no paz de ws ano — atin 34). stare $5 pF Geno ui ue concer a ecuperaso jul Mt ta encctv fodiens tomar do at 584, aut SEUSS GET ae jer de 1973 Cig de Proceso Ci Hole 2 steal aco do artigo $88, menconao no ext et de Re carer ei dere fer nla pare canter onc do ao ‘TEN eta dt modexes plement peda Lin 11-232/2005 12 NoDiveto Alene encanta se orenestendeics explicate ‘Bud’ 2 ceaperoimplesest por mes do “Paso de actin’ 2 aie no cart coma (Verzagetheors) anise. Lie i oo esr Pion de lvavene am conta, de ate pads ERO CS per ntresnday eer devedor, cu credores ei erat ado, snd, onl parspgio de ctor anh e- rane es eerna duc cn mes proces presi mplenentgSo (a TREES cheery io on he tr sux eterna prada, O autor lemb = Gia creme algun eo de contro de nares prado qe deer > ceeded principe com fim de conf aor Fre de ‘RA eran uma tert paca os em um proceso Josh 2 ovativa, realizivel através de um plano de recuperacio, obedeci- Ula, por parte do devedor, determinadas condigbes de ordens ob jetiva subjetiva para sua implementacio. A perfectbiidade do corde ni exige a manifestagio undnime das vontades dos credo fes, senda suficiente sua formacio entre o devedor e uma maior Tegelmente estabelecida de credores,capaz de obrigar a minoria. A ssa de credofas € quem declara a sua vontade, através do 6rgio Geliberante: a assembléi-geral de credores. Esso se jusifica por- {que ofim do processo de recuperacio judicial deve ser dinico para todos, pois a relagio processul que se estabelece ¢Gnica oye eae de sarin da prope nye (Ase § 928 SE Sac BIO Bah a etal pcmma ERD yaa nagem an Fos Wise Fase, Svar pde series io una een ae Wotan ate gn ausesont, jeempainche hema, Staten te deel rad foe, eer sea ig feces 179) Ne Beta Fores otc Sobel pete No Saieadge Var Bees pce deeper SEDER eto um stream ano trac peel ren tens ea so mate Scan Juco inet (sore at mene eran vel ob engi etndcono eran Sh (Geeta rtrd Lv Acs, 8