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INIMIGO MEU

Conta-se que certo imperador, quando foi


avisado a respeito de uma insurreio que
estava se desenvolvendo em uma suas das
provncias, disse aos seus chefe militares:
Vamos. Sigam-me. Destruirei os meus inimigos imediatamente.
Quando chegaram ao lugar onde se encontravam os rebeldes, o
imperador os tratou com tanta brandura e amabilidade que, em gratido,
todos se submeteram a ele voluntariamente.
Aqueles que compunham sua comitiva pensaram que ele ordenaria a
imediata execuo de todos os que haviam se rebelado contra o seu
domnio, mas ficaram grandemente surpreendidos ao v-lo tratando-os
com tanto carinho e afeto. Intrigado com a humilhante atitude do
soberano e julgando-o um quase covarde, um dos seus generais
perguntou:
desta forma que Vossa Excelncia cumpre sempre a sua ameaa? No
nos disse no incio da caminhada que viramos aqui para v-lo destruir os
seus inimigos? Ora, a nica atitude que tomou foi a de anisti-los com um
gesto humanitrio. assim que Vossa Excelncia pretende manter seu
imprio, perdoando e premiando os rebeldes com carinho?
Depois de ouvir atenciosamente a censura do seu general, disse-lhe:
Sim, lembro-me que prometi solene e decididamente destruir todos os
meus inimigos. E agora eu lhe pergunto: voc est vendo algum inimigo
meu por aqui?

Pois no contra carne e


sangue que temos que lutar,
mas sim contra os principados,
contra as potestades, conta os
prncipes do mundo destas
trevas, contra as hostes

espirituais da iniqidade nas


regies celestes.
Efsios 6.12