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MOVIMENTO MIGRATÓRIO

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Breve ensaio sobre os movimentos migratórios atualmente no planeta.
Breve ensaio sobre os movimentos migratórios atualmente no planeta.

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11/01/2012

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Há algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornali sta Sebastião Salgado, fiquei pensando

sobre o processo migratório e suas causas , desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Interei-me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem des te processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que p aira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos , mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá d uzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo de sta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um q uarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países exist ente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), estes dados dão ao seu trabalh o uma importância impar. Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) e migraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering. Alguns teóric os pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrent e. Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (deste s , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos , aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso. O que eu go staria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração”, que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em algumas regiões. Partindo das três causas que a meu ver são as mais importante: “Perseguições pol ítico/regionais, econômicas e de natureza climática”. Sigo minha linha de pensam ento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a histor ia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio. Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maio ria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empreg os e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, (não nesta ordem obrigatoriamente), este movimento objetiva princ ipalmente ao EUA e a Europa ocidental. E se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia. Como podemos constatar, originam das na ções mais pobres do planeta. Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração. A analogia que faço a seguir é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias em presas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vi da melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida. A SOBREVIVENCIA DO SISTEMA. Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generali zou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque indust rial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantad os os parques industriais, os salários são menos vergonhosos e onde estão alojad os os executivos, (as gerencias, diretorias, etc.), os salários são bem melhores . O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra bara ta e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salár ios fabulosos. E assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc...Um exemplo mais fácil de confirmar, por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Voto rantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Val e do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil. Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de e mpobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, fal

ta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura p ara escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evide ncia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba iria construir u ma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria al agar uma vasta área, e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (regi ão fornecedora de matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no P araná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima) , dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que s erpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo , como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a popul ação em geral, (os pequenos proprietários de terra), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Outro exemplo: Em 1975 aconteceu uma grande geada no norte do estado do Paraná, esta geada foi responsavel pela destruição de quase toda a lavoura de café do no rte do estado, (a lavoura de café é uma das poucas lavouras que não se consegue mecanizar), quase 3.500.000 de trabalhadores tiveram que sair da região, indo en grossar as grandes cidades, almentando assim o numero de favelas, foi nesta époc a que nasceu em Curitiba a maior e mais problematica favela urbana da região, a Ferrovila. Estes exemplos, simplórios, por estarem mais próximos, faz com que entendamos me lhor a situação global. Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestiname nte nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África , Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento migratório nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da reg ião nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de emp regos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimen tos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) orig inados do Piauí, Maranhão, e outros estados. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem. Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, ou qualquer região da África, Coréi, qualquer um... especificand o, citarei a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia, principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum tipo de problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinhe iro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmão s trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondi dos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, uma relação de semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro). No mundol este tipo de problema é igual, (só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro) em todas as regiões do planeta ond e existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasilei ros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes tr abalhadores, eles olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) res ponsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os probl emas gerados na região onde moram. E por serem geralmente pobres, são vistos aba ixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos. COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA... Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento. Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente send o este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista?

Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerr a do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança de stas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas. Tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios, são dir etamente responsáveis pelo empobrecimento das regiões pobres do planeta,(abaixo esponho porque penso assim). Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm p arques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiai s, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos ma is pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo. O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ási a, como um país rico e imperialista (não me refiro a população brasileira extrem amente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo, e os índices confirmam que o pais (não incluir nesta riqueza a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrec adação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada. Esta miséri a geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres em biquínis, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fo sse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos. Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por trê s motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoav elmente bem o migrante, temos um grande numero de empresas (micro, pequenas, e m edias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, (incluindo neste aceite os clandestinos). Estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de out ros países, norteando e obcecando. Na idade media o lema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio de quase toda a nação indígena brasilei ra). Voltando um pouco. Se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas se guintes áreas: Relações do trabalho, ecologia e sociais. As matérias primas gera lmente são vendidas na sua forma pura, para outros países (a não ser em países d o primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de ex tração, eles não são idiotas, exemplo; o vale do silício na Califórnia-EUA), dev eriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam ge rados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo pa ra o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório. ALGUMAS CONSEQUENCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS.. Local: Japão, qualquer estado ou cidade. Alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro q ue não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não t em convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasio nam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem s e envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhador es estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apena s para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qu alquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo pode ria acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bell prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica on de mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas. CONCLUSÃO

Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar defini tivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflito s sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema d o movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de for agidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simp lesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respei tados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, sele ciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, este s tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáv eis. • Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do fer ro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc. • Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufat uradas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vended oras as, ISOs 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades amb ientais e das relações do trabalho. • Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceir o mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs , associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distrib uição. • Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratóri os, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envol ver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e pratica s. • O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o prob lema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. ... Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais n esta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade: Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 4 0 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pes soas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falt a de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preç os dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos país es pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Co ngo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa qu e na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de f ome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparad o o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou d e, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe , a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente. Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, (Cepal), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no num ero de pobres e indigentes na America Latina no ano de 2009, acirrando ainda mai s os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATORIO” . Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimida s, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma socieda de onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto cent ral de todas as políticas. Não vejo outra solução. Obras que eu gostaria que todas as pessoas sorvessem, para que entendêssemos um pouco mais os movimentos migratórios: “Morte e vida Severina”, baseado na obra de João Cabral, musicas de Chico Buarqu e, dirigido pelo Guel Arraes. “Toda Obra de Sebastião Salgado sobre o movimento migratório– foto/jornalista-. “Vidas Secas”, Glauber Rocha. “O Capital”, (principalmente o capitulo onde ele disseca a mais valia) - Karl Ma rx. Villorblue http://radio-o-proletario.in

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