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FMU – FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

RENATO MARIANO

RAPEL BÁSICO

Manual de Técnicas, Segurança e Equipamentos

SÃO PAULO

2011

FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas

Renato Mariano

RAPEL BÁSICO

Manual de Técnicas, Segurança e Equipamentos

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para obtenção do titulo latu sensu de Esportes e Atividades de Aventura da FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo.

Orientadora: Prof a . Monica de Campos Pinheiro

São Paulo

2011

Renato Mariano

RAPEL BÁSICO

Técnicas, Segurança e Equipamentos

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para obtenção do titulo latu sensu de Esportes e Atividades de Aventura da FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo.

Prof a . Monica de Campos Pinheiro

FMU – Orientador

Prof o . Luciano A. Bernardes

FMU – Orientador

Este trabalho é dedicado a todas as pessoas que se interessam pela prática da técnica vertical – rapel e que desejam sempre ampliar seus conhecimentos.

Agradeço a tudo e a todos, que de alguma maneira contribuíram para a realização deste trabalho, em especial minha família que me apoiou em todas as dificuldades encontradas.

“A mente que se abre a uma idéia jamais voltará ao seu tamanho normal”.

Albert Einstein

Resumo

Este trabalho refere-se a elaboração de um manual básico e estudo sobre a técnica vertical – Rapel. Pela falta de fontes necessárias, deu-se inicio a pesquisa sobre as origens e a evolução apresentada na técnica do rapel. Hoje, o rapel é considerado a parte mais perigosa no montanhismo, com grande indice de acidentes. No Brasil o rapel ainda é considerado uma simples técnica derivada do montanhismo, não sendo tratado com a devida importancia, demonstrando aos seus praticantes os perigos oferecidos e a grande variação de técnicas e conhecimentos exigidos em uma mesma atividade, com peculiaridades distintas, podendo aumentar como também reduzir a segurança do praticante. O intuito da criação deste manual é demontrar, através da falta de fontes necessárias para aprimorar a técnica do Rapel, que a atividade em si não depende apenas de um simples nó na ponta de uma corda qualquer, que pode ser utilizada para efetuar a descida. Neste manual básico foi juntada uma grande quantidade de informações não encontradas em outras publicações, incluindo algumas construções dos nós mais utilizados no Rapel, tendo como destaque, também a experiência do autor.

Palavras-Chave: Rapel, Técnicas Verticais, Atividades Radicais, Segurança, Equipamentos de Rapel.

Abstract

This study is the elaboration of a basic manual and study of the vertical technique - Rappel. For lack of necessary supplies, has begun research on the origins and evolution of the technique presented in rappelling. Today, the rappel is considered the most dangerous part in mountaineering, with high accident rates. In Brazil, the rappel is still considered a simple technique derived from the mountain, not being treated with due importance, demonstrating its practitioners to the dangers and offered wide range of skills and knowledge required in the same activity, with different peculiarities, but also may increase reduce the safety of the practitioner. The purpose of this manual is shown by the creation, through lack of supplies needed to improve the technique of Rappel, the activity itself depends not only on a simple knot at the end of a rope or other, which can be used to make the descent. This primer was attached a great deal of information not found in other publications, including some of us more buildings used in the Rappel, with the highlight, also the author's experience.

Keywords: Rappelling, Vertical Techniques, Extreme Activities, Safety Equipment Rappelling.

8

Índice de Figuras Figura 1. Rapel Positivo

20

Figura 2. Rapel Negativo

20

Figura 3. Rapel Guiado

21

Figura 4. Rapel Australiano

21

Figura 5. Rapel Militar

22

Figura 6. Rapel de Resgate

22

Figura 7. Rapel Auto-Segurado

23

Figura 8. Rapel Simultâneo

23

Figura 9. Rapel Clássico ou em "S"

24

Figura 10. Rapel de Helicóptero

24

Figura 11. Ancoragem em Árvores

27

Figura 12. Ancoragem em Rocha

27

Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores

28

Figura 15. Ancoragem Humana

29

Figura 14. Placas de Ancoragem

29

Figura 16. Meios de Fortuna

30

Figura 17. Proteção para Ancoragens

30

Figura 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos)

31

Figura 19. Ângulos para Ancoragens

31

Figura 20. Fitas tubulares e Anéis de

37

Figura 21. Cadeirinhas

38

Figura 22. Capacetes

38

Figura 23. Luvas de proteção individual

38

Figura 24. Maillon’s

39

Figura 25.

39

Figura 26. Resistência do Mosquetão

39

Figura 27. Freios descensores

40

Figura 28. Freio

40

Figura 29. Descensor RIG

41

Figura 30. Plaqueta

41

Figura 31. Gri-gri

41

Figura 32. Rack

41

Figura 33. Dressler STOP

42

Figura 34. Simple

42

Figura 35. Tibloc

42

Figura 36. Ascensor de Punho

43

Figura 37. Crow

43

Figura 38. Pantin

43

Figura 39. Propriedades e características dos

45

Figura 40. Azelha

46

Figura 41. Oito / Figura de oito

47

Figura 42. Oito duplo

47

Figura 43. Oito guiado

48

Figura 44. Oito duplo de alças duplas

48

Figura 45. Lais de guia

49

Figura 46. Pescador duplo

50

Figura 47. Nó de fita

50

9

Figura 48. Rosendahl ou zeppelin

51

Figura 49.

Volta do fiel

51

Figura 50. Borboleta alpina ou borboleta

52

Figura 51. Prusik

53

Figura 52. UIAA

53

Figura 53. Volta do salteador

54

Figura 54. Nó direito

54

Figura 55. Escota

54

Figura 56. Cadeirinha de bombeiro

55

Figura 57. Bachmann

55

Figura 58. Caminhoneiro (carioquinha)

56

Figura 59. Catau

56

Figura 60. Fator de queda

57

10

Sumário

Introdução

14

1.

História do rapel

16

1.1.

A origem do rapel

16

1.2.

O rapel

18

1.3.

Estilos de rapel

19

1.3.1.

Rapel positivo

19

1.3.2.

Rapel negativo

20

1.3.3.

Rapel guiado

20

1.3.5.

Rapel debreável

21

1.3.6.

Rapel australiano

21

1.3.7.

Rapel militar

22

1.3.8.

Rapel de resgate

22

1.3.9.

Rapel auto-segurado

23

1.3.10.

Rapel simultâneo

23

1.3.11.

Rapel Clássico ou em “S”

24

1.3.12.

Rapel de Helicóptero

24

2.

Ancoragens

25

2.1.

Ancoragem – Linha Européia

25

2.2.

Ancoragem – Linha Americana

25

2.3.

Sistemas de ancoragem

25

2.3.1.

Ancoragens naturais

26

2.3.1.1.

Árvores

26

2.3.1.2.

Rochas

27

2.3.2.

Ancoragens fixas

28

2.3.2.1.

Chapeletas

28

2.3.2.2.

Spits

28

2.3.2.3.

Parabolts

28

2.3.2.4.

Entaladores

28

2.3.2.5.

Placa de ancoragem

29

2.3.3.

Ancoragens Humanas

29

2.3.3.1.

Meios de Fortuna

29

2.3.4.

Proteção para ancoragens

30

2.3.5.

Montagem da ancoragem

30

3.

Cordas

31

11

3.2.

Construção das cordas

32

3.3.

Estrutura das cordas

33

3.3.1.

Corda Torcida

33

3.3.2.

Corda Trançada (cordões paralelos entre si)

33

3.4.

Materiais constitutivos das cordas

33

3.4.1.

Poliolefinas

33

3.4.2.

Poliéster

33

3.4.3.

Poliamida

34

3.5.

Tipos de cordas

34

3.5.1.

Dinâmicas

34

3.5.2.

Estáticas

34

3.5.3.

Dry

34

3.6.

Diametro (bitola) da corda

34

3.7.

Resistência das cordas

35

3.8.

Cuidados com a corda

35

3.9.

Manutenção da corda

36

3.9.1.

Como inspecionar a corda

36

3.9.2.

Acondicionamento da corda

36

3.10.

Cor da corda

37

3.11.

Vida útil

37

4.

Equipamentos de Proteção Individual e Coletivos

37

4.1.

Fitas (PETZL, 2010)

37

4.2.

Cadeirinha (Bouldrier) (PETZL, 2010)

38

4.3.

Capacete

38

4.4.

Luvas

38

4.5.

Equipamentos metálicos

39

4.5.1.

Malha rápida (maillons)

39

4.5.2.

Mosquetão

39

4.6.

Descensores (PETZL, 2010)

40

4.6.1.

Freio oito

40

4.6.2.

ATC

40

4.6.3.

RIG

41

4.6.4.

Gi-Gi

41

4.6.5.

GRI-GRI

41

4.6.6.

Rack

41

12

4.6.8.

Simple

 

42

4.7.

Ascensores

42

4.7.1.

Tibloc

42

4.7.2.

Ascensor de punho ( JUMAR )

43

4.7.3.

Blocante Ventral ( Crow )

43

4.7.4.

Pantin ( Ascensor de pé )

43

5.

Nós

43

5.1.

Definição

 

44

5.1.1.

Terminologia

44

5.1.1.1.

Nó (knot)

44

5.1.1.2.

Dobra (Bend)

44

5.1.1.3.

 

Volta (Hitch)

44

5.1.2.

Categorias

44

5.1.2.1.

Ponta

45

5.1.2.2.

Junção

45

5.1.2.3.

Deslizar e aderir

45

5.1.2.4.

Meio

 

45

5.1.2.5.

Controle de carga

45

5.2.

Propriedades

 

45

5.2.1.

Adequação

46

5.2.2.

Segurança

46

5.2.3.

Estabilidade

46

5.2.4.

Força

46

5.3.

Tipos de nós

46

5.3.1.

Azelha simples

46

5.3.2.

Oito / Figura de oito

47

5.3.3.

Oito duplo

 

47

5.3.4.

Oito Guiado

47

5.3.5.

Oito duplo de alças duplas

48

5.3.6.

Laís

de

guia

49

5.3.7.

Laís de guia com duas voltas

49

5.3.8.

Pescador duplo

49

5.3.9.

Nó de fita

 

50

5.3.10.

Rosendahl ou Zeppelin

51

5.3.11.

Volta do fiel

 

51

13

5.3.13. Prusik

52

5.3.14. UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo)

53

5.3.15. Volta do Salteador

53

5.3.16. Nó direito

54

5.3.17. Escota

54

5.3.18. Cadeirinha de bombeiro

54

5.3.19. Bachmann

55

5.3.20. Caminhoneiro (carioquinha)

55

 

5.3.21. Catau

56

6.

Fator de queda e Força de Choque

56

6.1.

Fator de Queda

56

6.2.

Força de Choque

57

7.

Montando o rapel

57

7.1.

Regras básicas

58

7.1.1.

Preparando o rapel

58

7.1.2.

Para começar

58

7.1.3.

Metodologia para realizar vários lances de rapel seguidos

59

7.1.4.

Maior fricção

59

7.1.5.

Aumentar a segurança

59

7.1.6.

Parar no meio da corda

59

7.1.7.

Identificar por onde continuar a descida

59

7.1.8.

Finalizando o rapel

60

8.

Segurança

60

8.1.

Dicas de segurança

60

9.

Conclusão

60

10.

Bibliografia

62

14

Introdução

Com uma geografia diversificada, o Brasil é um país que possibilita as mais variadas práticas de esportes. Com isto, várias novas categorias estão aparecendo e, o Brasil se destacando por suas belezas naturais, esta deixando de lado a velha história de

ser o país do futebol e do samba.

Atividades como mergulho, surf, sandboard – nacional, skate, entre outras, já estão crescendo.

Alguns destes esportes, considerados radicais por oferecerem um risco maior que os esportes em geral, tornam-os mais emocionantes, pois envolve seus praticantes

em situações extremas, exige maior preparo físico e emocional, fazendo muito bem

a saúde, segundo especialistas.

Como envolve maior risco, estes esportes radicais necessitam de maior cuidado com as técnicas, segurança e os equipamentos utilizados.

Especificamente, exemplificaremos a estrutura por trás da técnica vertical conhecida como Rapel.

Há quem ame e quem odeie o rapel. Há quem trate o rapel como esporte em si,

mesmo não sendo. No entanto, é interessante salientar que o rapel é uma técnica derivada do Montanhismo, e que foi adaptada para diversas outras áreas.

Não é necessário ser um montanhista para praticar o rapel. Bastam apenas alguns conhecimentos básicos para iniciar e fazer uso desta técnica.

É daí que surge o termo “rapelar”. Uma palavra muito ouvida e comum nas atividades de aventura e que causa grande hegemonia entre montanhistas/escaladores e os “rapeleiros”. Muitas vezes isto ocorre devido à facilidade de praticar esta técnica, e o pouco treinamento que os rapeleiros demonstram ter para uma atividade que possui grande risco de vida.

As informações básicas necessárias são facilmente encontradas nas redes sociais.

Porém, nenhuma literatura técnica nacional é encontrada referente ao assunto.

Visto desta forma, este trabalho visa reunir a maior quantidade de informações técnicas, os meios de segurança, bem como os equipamentos necessários para se praticar o rapel, que consiste em utilizar uma corda, equipamentos de descida (cadeirinhas, descensores, etc.) para que se faça descida de áreas com difícil acesso, mesmo sendo apenas para lazer e de uma forma básica.

O rapel pode ser perigoso e apresenta riscos – como qualquer atividade,

especialmente quando praticado por pessoas inexperientes. Geralmente, os acidentes em montanhas acontecem durante o rapel. As possíveis causas giram em torno das ancoragens, que podem ser mal feitas e, também, do esquecimento da precaução sobre o fim da corda. Mas, existe também, a teoria de que o montanhista,

15

após o ato de conquista do cume, e já relaxado, esteja propenso a esquecer da segurança necessária na descida.

Nosso intuito não é formar nenhum praticante de rapel. Muito menos formar quaisquer “expert” em rapel. É apenas juntar todas as informações necessárias para que qualquer praticante, desde o iniciante ao avançado, possa colher informações e fazer bom uso das mesmas, tornando sua atividade mais segura.

São estas informações que juntamos neste trabalho; as técnicas utilizadas, os meios de seguranças e os equipamentos necessários para que o rapel seja feito com base em normas, hoje muito comentadas no mundo da aventura, pela ABETA – Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

16

1. História do rapel

1.1. A origem do rapel

O rapel surgiu de adaptações técnicas do montanhismo para se fazer a

descida de locais de difícil acesso, onde se utilizavam de cordas e a própria roupa

para efetuar o atrito, controlando e freando a descida. O rapel “nasceu” em meados de 1876 a 1879 (GUERRA, 2008), quando o montanhista Jean Charlet Stranton 1 decidiu conquistar o monte Frances Pettit Dru – um monte rochoso e com partes cobertas por neve na região de Chamonix. Não existem relatos de que a invenção atribuída a Stranton seja verídica, porem muitos estudiosos atribui a ele esta atividade que se tornou muito comum no meio dos Esportes Radicais.

A “invenção” do rapel se deu pelo fato de que havia a necessidade de

retornar ao solo após uma via de difícil escalada, e este retorno deveria ser seguro, daí a origem da palavra francesa rappel, com tradução livre para “chamada”, ou “retorno”. Quando, em 1876, Stranton tentava conquistar o monte Pettit Dru, uma difícil via o fez desistir de tal feito, por não ter a possibilidade de efetuar a descida. Após deveras tentativas, e em 1879, com seus amigos Prosper Payot e Frederic Folliguet, que desenvolveram a técnica do rapel utilizando uma corda de algodão e como elemento de atrito para frear a descida, o próprio corpo, com as roupas em forma de proteção. Após atingirem o cume, utilizavam a técnica passando a corda ao redor das saliências que algumas rochas apresentavam e, efetuavam a descida. O último a chegar ao final do lance recuperava a corda, puxando-a, para iniciar uma próxima descida (FRAILE, 1991). Com isto, Stranton e seus companheiros montanhistas conquistaram em 1879 o Pettit Dru, e desenvolveram a técnica do rapel, que se aprimora a cada dia, com equipamentos que oferecem maior segurança para sua execução.

Nos primeiros anos, o rapel era feito com uma corda envolta ao corpo do montanhista, aproveitando o atrito da corda nas roupas utilizadas, não possuindo a mesma segurança, e nem equipamentos de controle da descida, sendo uma atividade que não oferecia nenhum conforto e tampouco a mesma segurança de como se pratica com os equipamentos atuais. Posteriormente adaptaram anéis de cordas colocados nas pernas para posicionar o praticante em forma de uma cadeira, sentado, e a corda por dentre um anel metálico, onde o atrito ocorria. Uma fonte que atribui à criação da técnica do Rapel a Jean Charlet Stranton é a obra “A história da escalada em montanhas” (Tradução livre de: “A History of Mountain Climbing”), de Roger Frison-Rocheand e Sylvain Jouty – de 1996, França (pág. 302).

Em um texto muito tímido, a técnica do rapel fica citada como criação do médico Jean Michel Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat, atribuindo seu invento a conquista do Mont Blanc em 1786 (PEREIRA & ARMBRUST, 2010)

1 Guia de montanha francês (1840 – 1925)

17

Com o uso da tecnologia, o famoso escalador Pierre Altain resolveu simplificar as coisas, e criou o primeiro equipamento descensor, onde a corda já não mais passava em alguma parte do corpo do praticante, gerando mais conforto e segurança para a técnica (FRAILE, 1991).

O Rapel moderno de utilização “esportiva” é derivado do Rapel Tático (Rapel com manobras especiais de ação militar). Os Britânicos, mais especificamente o SAS (Special Air Service) - unidade de forças especiais contra-terror do exército, foram os responsáveis pelo desenvolvimento e aplicação tática da técnica de Rapel. Esta é uma das forças especiais mais bem treinadas e especializadas nessa técnica, sendo muito respeitada e servindo de referência para praticamente todas as unidades militares especiais do mundo. Quando destacamos “esportiva”, prendemo- nos ao fato de que o rapel não é considerado um esporte no Brasil, e sim uma técnica (ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2006). Técnica esta que surgiu em meados dos anos 1990, quando espeleólogos utilizaram-na para efetuar as explorações em cavernas (TURISMO, Ministério, 2008).

Hoje, ainda não reconhecido como esporte, o rapel é muito utilizado como atrativo turístico em atividades de aventuras e esportes radicais, onde em alguns minutos um instrutor ensina as técnicas básicas da descida, equipa o turista com os equipamentos de proteção individual e coloca-o para efetuar a descida em locais já preparados para a atividade. Com o aperfeiçoamento e a criação de equipamentos para facilitar esta atividade, ela vem se popularizando em meios turísticos, em forma de atrativo para pessoas que querem sentir a adrenalina de descer em locais que nunca imaginariam conseguir descer. A sensação de uma descida de rapel para uma pessoa que não possui capacitação ou mesmo sem o conhecimento da técnica, faz com que a adrenalina e a tensão elevem de forma que, ao final, a pessoal sinta- se realizada com o feito (TURISMO, Ministério, 2008).

No entanto, pela facilidade aparente da técnica, muitas pessoas acabam aprendendo nas redes sociais, com pessoas incapazes de passar as corretas formas de segurança da técnica, e colocam em risco a própria vida sem ter o conhecimento do que se esta fazendo. Ainda falta a cultura e a disciplina para observar os procedimentos de segurança a fim de evitar acidentes.

É por este fator que a técnica do rapel causa transtornos em meio aos montanhistas, escaladores, alpinistas e rapeleiros. A falta do conhecimento da técnica do rapel, de forma segura, eleva o índice de acidentes, que já é considerado o pior deles no rapel, devido ser a hora mais preocupante ao praticante, pois ele pode estar fazendo o rapel por diversos fatores – a dificuldade de alcançar o local desejado, um temporal, entre outros – que, juntamente com o cansaço do praticante podem levar a fatalidade pelo descuido de quaisquer itens de segurança.

18

1.2. O rapel

Rapel é uma palavra de origem francesa, que significa “Chamada” (NUÑEZ, 2001). O seu significado provém da chegada do escalador ao solo, tendo que recuperar, ou “chamar” a corda utilizada para a descida.

O rapel é uma popular técnica de descidas com cordas, talvez a mais conhecida entre os montanhistas e afins. Nascida nas montanhas é empregada em diversas áreas, tanto profissional quanto recreativas, podendo ser utilizada em ambientes controlados ou naturais.

Para a ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura, o rapel é definido como “técnica de descida em corda utilizando equipamentos específicos”. Já NUÑEZ (2001), acrescenta a palavra “especial”, sendo explicado como “técnica especial de descida em corda”.

Outro conceito importante que devemos considerar sobre o rapel, citado pelo Ministério do Turismo (2008), diz “ser uma técnica vertical de descida em corda. Por extensão, nomeiam-se, também, as atividades de descida que utilizam essa técnica”.

Depois de uma ascensão, tanto na escalada, como numa caminhada, se quisermos efetuar uma descida de forma segura e, também, muito prática, é possível fazer através da técnica do rapel. Muitas vezes, a única forma de voltar ao solo é “rapelando”.

Para que seja feito um rapel de qualidade, é necessário confiar no material utilizado, e também no conhecimento e montagem, com perfeição, da via. Para LUEBBEN (2000), “um erro e seremos história”.

GUERRA (2008), já instrui o uso do rapel quando não é mais possível a descida por trilhas ou qualquer outra forma.

O rapel, por ser uma técnica que oferece riscos, só deve ser realizado tomando as devidas precauções de segurança, utilizando equipamentos específicos e inicialmente deve ser feito acompanhado de um instrutor experiente. “A maior parte dos acidentes envolvendo altura ocorre por falha humana” (Bombeiros Militar,

2006).

Dentre as atividades onde o rapel é aplicado, podemos citar os trabalhos em altura, de áreas remotas ou de difícil acesso, pintura de fachadas, bem como as descidas de cânions, cachoeiras, montanhas e, não obstante, as atividades lúdicas recreativas de descidas em paredes de escaladas, entre outras. Outra aplicação muito interessante para o rapel foi a registrada pelo II Premio Jovem Cientista do Futuro 2001, promovido pelo CNPq, onde alunos do 2º ano do Ensino Médio utilizaram o rapel para ensinar Física aos alunos do 1º ano.

19

Freqüentemente o rapel é utilizado por gosto. Existem várias formas de se praticar o rapel, e nos próximos capítulos, exemplificaremos as formas mais conhecidas e utilizadas para a prática da técnica, não diferenciando o leigo do praticante, formando apenas um manual de referência de estudo para quaisquer pessoas interessadas em aprofundar seus interesses em aprendizagem.

Mas afinal, o que é o rapel? A definição mais completa do rapel encontrada em no livro “How to Rapel” de Craig Luebben fala em uma técnica que provem de uma variação do montanhismo, considerada uma das inovações, de descida por meio de corda, na qual a pessoa desliza controladamente até o solo. Vale à pena ressaltar que, como não existem fontes seguras de seu início, seguiremos com a informação que aparece na maioria dos históricos sobre a técnica, onde atribuiremos sua criação a Jean Charlet Stranton e seus companheiros montanhistas da região de Chamonix (França), Prosper Payot e Frederic Folliguet.

Como técnica, o rapel é utilizado basicamente por três esportes: a escalada,

a espeleologia (exploração de cavernas) e o canionismo (rapel em cachoeiras), não

sendo considerado como esporte no País. É interessante mostrar que se trata de uma técnica muito perigosa, apresentando riscos, especialmente se não for supervisionada por um instrutor experiente. De fato, montanhistas vêem o rapel como a parte mais perigosa durante uma escalada, e uma porcentagem muito elevada dos acidentes já relatados, classificados como “acidentes escalando”, ocorreram realmente no rapel desta escalada (GUERRA, 2008). Destacamos, infelizmente, o último destes acidentes relatados, como o experiente alpinista Bernardo Collares 2 , nos Andes. Geralmente estes acidentes ocorrem pelo excesso de confiança, imprudência, negligência, desconhecimento ou até pela pouca familiarização com os equipamentos utilizados, que, conseqüentemente, acarretam em uso inadequado. Segundo um relatório apresentado por Pedro Lacaz Amaral, “

a grande maioria dos acidentes se deve ao despreparo dos praticantes

1.3. Estilos de rapel

O rapel utiliza, geralmente, um freio oito ou ATC como equipamento de descida pela corda. Assim, surgiram diversos estilos distintos de se efetuar uma descida segura, porem com aplicações distintas (Forças Armadas de Granada,

1999).

1.3.1. Rapel positivo

É rapel positivo, quando o praticante desce pela parede, com suas costas voltadas para o solo e o seu pé em contato com a parede (rocha ou neve), e caminha para baixo enquanto deixa a corda deslizar controladamente pelo sistema de frenagem. Em momento algum o praticante perderá o contato de seu pé (Forças Armadas de Granada, 1999).

2 Bernardo Collares – Presidente da Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro e Vice- Presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada.

20

20 Figura 1. Rapel Positivo 1.3.2. Rapel negativo Diferentemente do rapel positivo, é quando o praticante

Figura 1. Rapel Positivo

1.3.2. Rapel negativo

Diferentemente do rapel positivo, é quando o praticante desce por um local, geralmente iniciado por um platô, com sua costa voltada para o solo e o seu pé fica sem nenhum contato com a parede, deixando a corda deslizar controladamente pelo sistema de frenagem. Neste caso, o praticante não mantém contato com a parede onde esta efetuando a descida (Forças Armadas de Granada, 1999).

esta efetuando a descida (Forças Armadas de Granada, 1999). Figura 2. Rapel Negativo 1.3.3. Rapel guiado

Figura 2. Rapel Negativo

1.3.3. Rapel guiado

O rapel guiado é montado com duas vias, uma para o freio (a de descida) e outra para a guia, clipando um mosquetão ou uma polia a ela. Geralmente montado para desviar de obstáculos, ou para que a descida seja feita por uma trajetória específica (LUEBBEN, 2000).

21

21 1.3.4. Rapel ejetável Figura 3. Rapel Guiado O rapel ejetável é uma técnica que diz

1.3.4. Rapel ejetável

Figura 3. Rapel Guiado

O rapel ejetável é uma técnica que diz respeito à facilidade de recuperar a corda devido à forma de ancoragem utilizada (GUERRA, 2008). Esta técnica é utilizada em situações em que a corda não possui tamanho suficiente para continuar a descida em outro obstáculo ou lance, bem como quando não se faz necessário deixar a corda no local.

1.3.5. Rapel debreável

Esta técnica é utilizada quando é necessário o gerenciamento do atrito em que não seja possível proteger a corda em toda sua extensão, possibilitando a redução de sobrecarga em um único ponto (GUERRA, 2008).

1.3.6. Rapel australiano

No rapel australiano, o praticante fica de frente para o solo, caminhando na vertical, ao invés de suas costas (LUJÁN, 1995). Este tipo de rapel é muito mais perigoso e exige certa capacidade para sua perfeita execução, e é muito utilizado nas Forças Armadas, por posicionar o praticante com vistas ao solo.

e é muito utilizado nas Forças Armadas, por posicionar o praticante com vistas ao solo. Figura

Figura 4. Rapel Australiano

22

1.3.7. Rapel militar

Freqüentemente, no rapel militar, os soldados utilizam as formas de rapel misturadas. Técnicas do rapel positivo, negativo e australiano são utilizadas, onde o principal objetivo é a velocidade da descida. É acrescentado “jumps” 3 para que esta velocidade aumente (Bombeiros Militar, 2006).

para que esta velocidade aumente (Bombeiros Militar, 2006). 1.3.8. Rapel de resgate Figura 5. Rapel Militar

1.3.8. Rapel de resgate

Figura 5. Rapel Militar

Em um rapel de resgate, um Socorrista executa o rapel com outro praticante (vitima ou ferido), pendurado em sua cadeirinha ou outra forma, porem na mesma corda e utilizando técnicas de rapel misturadas (rapel guiado, debreável, etc.). Existem várias outras formas para se executar o rapel de resgate, mas isto ocasiona grande desgaste e stress sobre a corda e a ancoragem, e só deve ser feito para o caso de emergências (Bombeiros Militar, 2006).

feito para o caso de emergências (Bombeiros Militar, 2006). Figura 6. Rapel de Resgate 3 “Jumps”-

Figura 6. Rapel de Resgate

3 “Jumps”- do ingles Saltar.

23

1.3.9. Rapel auto-segurado

Utilizado quando não existe auxilio de um segurança em solo, onde o praticante irá efetuar a descida sozinho com a ajuda de técnicas de segurança e nós específicos a fim de preservar o controle da sua descida (LUEBBEN, 2000).

fim de preservar o controle da sua descida (LUEBBEN, 2000). Figura 7. Rapel Auto-Segurado 1.3.10. Rapel

Figura 7. Rapel Auto-Segurado

1.3.10. Rapel simultâneo

É um rapel utilizado por alguns montanhistas para descer a partir de torres de pedras, onde eles não podem criar uma ancoragem segura. Neste rapel, coloca- se a corda passando por estas torres de pedras, e cada montanhista utiliza uma extremidade da corda para efetuar o rapel ao mesmo tempo (LUJÁN, 1995). É um rapel muito perigoso e exige muita coordenação entre os praticantes, que precisam efetuar a descida juntos, para que não ocasione a queda do companheiro.

que precisam efetuar a descida juntos, para que não ocasione a queda do companheiro. Figura 8.

Figura 8. Rapel Simultâneo

24

1.3.11. Rapel Clássico ou em “S”

Pouquíssimo utilizado nos dias atuais é a origem do rapel. Este estilo de rapel não utiliza nenhum equipamento de segurança ou mesmo descensor. O praticante necessita apenas utilizar a corda envolta ao seu corpo, em um formato de “S”, utilizando suas roupas como proteção, para causar o atrito entre o corpo e a corda, controlando sua descida. Esta técnica, hoje, só é utilizada em casos em que se perca o equipamento descensor, devido ao grande risco que oferece ao praticante, bem como a grande necessidade de uma boa proteção no ombro e pescoço (FRAILE, 1991).

de uma boa proteção no ombro e pescoço (FRAILE, 1991). Figura 9. Rapel Clássico ou em

Figura 9. Rapel Clássico ou em "S"

1.3.12. Rapel de Helicóptero

O rapel de helicóptero, nada mais é do que uma técnica utilizada em resgate, onde o praticante irá efetuar um rapel negativo a partir do esqui da aeronave (Forças Armadas de Granada, 1999). Esta técnica exige um bom sincronismo, caso seja feita por duas pessoas ao mesmo tempo (uma em cada lado da aeronave), mantendo o equilíbrio da aeronave, sendo muito similar ao rapel simultaneo.

aeronave), mantendo o equilíbrio da aeronave, sendo muito similar ao rapel simultaneo. Figura 10. Rapel de

Figura 10. Rapel de Helicóptero

25

2. Ancoragens

Para se praticar um bom rapel, é necessário que se faça uma “via” que ofereça muita segurança, juntando todo o equipamento utilizado, com o que há de melhor em fixação da corda no local onde se pretende efetuar a descida. Considera- se ancoragem, o sistema de amarração ou fixação de uma corda ou indivíduo a um ponto. Antes de utilizar uma ancoragem, é fundamental comprovar que ela esteja sólida, devendo contar sempre com uma boa ancoragem natural ou, ao menos, duas artificiais confiáveis (AMGA - Asociación Estadounidense de Guías de Montaña).

A ancoragem, segundo o Manual Técnico dos Bombeiros (2006), possui

duas abordagens e linhas diferentes de execução, sendo elas a Linha Européia e a Linha Americana.

Para que uma ancoragem seja segura e confiável, o praticante deve dispor e saber como melhor utilizar alguns equipamentos, tais como fitas tubulares, entaladores, pítons, plaquetas, grampos de expansão, etc. Deve saber, também, como escolher um ponto de ancoragem principal e um secundário (reserva ou back up). A ancoragem principal e a reserva devem estar sempre alinhadas e com o mínimo de folga entre si para evitar abrasões e trações excessivas na corda, caso haja uma eventual falha da ancoragem principal.

2.1. Ancoragem – Linha Européia

A ênfase deste rapel se dá em utilizar cordas mais leves e com um diâmetro

menor, onde as ancoragens são feitas com base na divisão dar carga entre dois ou mais pontos (equalização).

A visão deste tipo de abordagem é sempre utilizar equipamentos mais leves,

de fácil transporte. No entanto, é necessário manter atenção e cuidado no momento de montagem, preservando a corda.

2.2. Ancoragem – Linha Americana

O rapel feito com base nesta linha utiliza cordas de maior diâmetro e resistência ao atrito, utilizando ancoragens pré-existentes e, geralmente, robustas, não se preocupando muito com desgaste da corda ou mesmo, com a necessária utilização de proteções.

2.3. Sistemas de ancoragem

O que nos leva a escolher a técnica utilizada no tipo de ancoragem que

vamos empregar no rapel, deve sempre levar em consideração a resistência dos pontos de ancoragem utilizados e, também, a localização dos pontos de ancoragem entre si.

Temos, ainda segundo o Manual Técnico dos Bombeiros (2006), três formas de ancoragens que devem ser utilizadas:

26

1. Ponto-Bomba;

2. Back Up;

3. Equalização.

A ancoragem à Prova de Bomba, mais conhecida como Ponto-Bomba, tem esta denominação, devido ao local de ancoragem possuir tamanha resistência, que dispensa qualquer outro sistema secundário.

O sistema Back Up possui esta terminologia, devido à utilização de um segundo ponto de ancoragem utilizado, visando aumentar a segurança de todo o sistema.

Já a equalização, é utilizada quando não existe um único ponto suficiente (ponto-bomba), ou mesmo quando o posicionamento do ponto de ancoragem não é favorável ao local que desejamos nos direcionar.

2.3.1. Ancoragens naturais

São consideradas ancoragens naturais, locais onde não existe a ação humana para a criação de pontos de fixação para a corda. As ancoragens naturais são mais rápidas e, caso deva-se abandonar algum equipamento na parede, são as mais baratas de todas.

2.3.1.1.

Árvores

Segundo Luebben (2000), são excelentes pontos de ancoragem. Enfatizamos que é necessária uma análise destas árvores, considerando que as mesmas estejam vivas e bem enraizadas, possuindo resistência suficiente para agüentar o peso necessário para o rapel.

Um diâmetro seguro da árvore, para que se considere a mesma como um bom ponto de ancoragem, deve ser de ao menos vinte e cinco centímetros.

27

27 Figura 11. Ancoragem em Árvores 2.3.1.2. Rochas O mesmo Luebben (2000) considera que rochas ou

Figura 11. Ancoragem em Árvores

2.3.1.2.

Rochas

O mesmo Luebben (2000) considera que rochas ou pontas de rochas são as ancoragens mais satisfatórias, pois se vale de um elemento natural da parede.

Uma rocha, para ser um considerado um bom ponto de ancoragem, deve ser bastante sólida.

Uma rocha, para ser um considerado um bom ponto de ancoragem, deve ser bastante sólida. Figura

Figura 12. Ancoragem em Rocha

28

2.3.2. Ancoragens fixas

São equipamentos fabricados, geralmente, em aço, inox ou duro alumínio, que devem ser fixados na parede, e devem seguir atentamente as especificações de fixação dos fabricantes.

as especificações de fixação dos fabricantes. Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores
as especificações de fixação dos fabricantes. Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores
as especificações de fixação dos fabricantes. Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores
as especificações de fixação dos fabricantes. Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores

Figura 13. Chapeletas, Spits, Parabolts, Entaladores

2.3.2.1. Chapeletas

Spits, Parabolts, Entaladores 2.3.2.1. Chapeletas São bastante confiáveis se forem instaladas conforme

São bastante confiáveis se forem instaladas conforme especificações do fabricante, e tem sua resistência variada dependendo do modelo utilizado, do fabricante e da qualidade do material de sua fabricação.

Existem vários tipos de chapeletas, e diversas formas, como argolas, simples, com corrente e de conexão frontal.

2.3.2.2. Spits

São equipamentos parecidos com uma bucha, que possuem uma rosca interna. São colocados na rocha com auxilio de um batedor (martelo) e depois de colocados, não podem mais ser removidos.

2.3.2.3. Parabolts

Diferente dos spits, eles são um tipo de parafuso que fica com a rosca exposta. São colocados na rocha com o auxilio de uma furadeira manual ou a bateria, e assim como os spits, depois de colocados, também não podem ser removidos.

2.3.2.4. Entaladores

São equipamentos parecidos com placas metálicas, que possuem um cabo de aço ou conexões com fitas, para que se fixe em fissuras de boa qualidade da rocha.

Os entaladores, tanto com cinta, como com cabo, constituem boas ancoragens para se confiar quando se efetuar o rapel, desde que estejam bem encaixadas em fissuras sólidas das rochas (Luebben, 2000).

29

2.3.2.5. Placa de ancoragem

Placa metálica que facilita a distribuição de várias linhas de ancoragem, distribuindo os esforços e facilitando a visualização, organização e manipulação dos equipamentos empregados, também utilizados em operações de resgate na preparação de macas para convergência dos tirantes.

na preparação de macas para convergência dos tirantes. Figura 14. Placas de Ancoragem 2.3.3. Ancoragens Humanas

Figura 14. Placas de Ancoragem

2.3.3. Ancoragens Humanas

Figura 14. Placas de Ancoragem 2.3.3. Ancoragens Humanas Utilizada muito em situações de improvisação, é feita

Utilizada muito em situações de improvisação, é feita com dois ou mais homens posicionados como ponto de ancoragem, adotando-se os princípios de equalização, devendo sempre observar o limite de carga e o posicionamento estável dos homens que dividirão o esforço (Bombeiros Militar, 2006).

homens que dividirão o esforço (Bombeiros Militar, 2006). Figura 15. Ancoragem Humana 2.3.3.1. Meios de Fortuna

Figura 15. Ancoragem Humana

2.3.3.1. Meios de Fortuna

Conceito retirado do Manual Técnico dos Bombeiros (2006) baseia-se em utilizar mobiliários e outros objetos como ponto de ancoragem em situações extremas, sempre atentando a sua resistência física e, também, adotando “obrigatoriamente” (grifo do autor) ancoragens adicionais de segurança (back up).

30

30 Figura 16. Meios de Fortuna 2.3.4. Proteção para ancoragens Dependendo do local onde será feita

Figura 16. Meios de Fortuna

2.3.4. Proteção para ancoragens

Dependendo do local onde será feita a ancoragem, deve-se providenciar uma proteção para a corda, fitas ou mosquetões que serão utilizados. Estas proteções podem ser industrializadas ou feitas com pedaços de mangueira, carpetes, lonas ou quaisquer outros materiais, que, mesmo que improvisados, evitam o contado dos equipamentos com rochas, quinas vivas, entre outras, não ocasionando o desgaste desnecessário destes equipamentos (ERA - Esportes Radicais e Aventuras Ltda., 2010).

Vale frisar que nem sempre uma proteção é necessária. Tudo dependerá de análise prévia do local onde será efetuada a ancoragem.

análise prévia do local onde será efetuada a ancoragem. Figura 17. Proteção para Ancoragens 2.3.5. Montagem

Figura 17. Proteção para Ancoragens

2.3.5. Montagem da ancoragem

Todas as ancoragens ou instalações para rapel precisam combinar e manter a carga distribuída no ponto de ancoragem. Abaixo utilizaremos uma tabela retirada do manual da AMGA – Asociación Estadounidense de Guias de Montaña, que demonstra os ângulos de ancoragem e seu potencial risco (LUEBBEN, 2000). Nesta tabela temos a força que cada ancoragem necessita agüentar para uma carga de 4,5kN. Aumentar ou reduzir a carga sobre as ancoragens resultará em um aumento ou redução proporcional sobre cada uma destas ancoragens.

31

31 Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos). Ângulo (A) Nó o u fitas
31 Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos). Ângulo (A) Nó o u fitas
31 Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos). Ângulo (A) Nó o u fitas
31 Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos). Ângulo (A) Nó o u fitas
31 Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos). Ângulo (A) Nó o u fitas

Figu ra 18. Tipo de montagem de ancoragem (ângulos).

Ângulo (A) Nó o u fitas independentes (kN) Triang ulo americano (kN) 0 o .
Ângulo (A)
Nó o u fitas independentes (kN)
Triang ulo americano (kN)
0
o .
2,2
3,1
30
o .
2,3
3,6
60
o .
2,6
4,5
90
o .
3,1
5,8
120
o .
4,5
8,6
150
o .
8,6
17
175
o .
51
102

Tabela 1. Referencia de ângulo

de ancoragem e sua resistência.

1. Referencia de ângulo de ancoragem e sua resistência. Figura 19. Ângulos para Ancoragens 3. Cordas

Figura 19. Ângulos para Ancoragens

3. Cordas

3.1. História das c ordas

civilização, sempre

adicionando melhor tec nologia em seu desenvolvimento, som ando resistência e qualidade.

Há séculos, as

cordas evoluem juntamente com a

32

Em um artigo publicado por uma Revista Italiana, a corda poderia adquirir um lugar no topo da classificação, como sendo muito importante na navegação, na captura e cárcere de animais, no transporte de mercadorias, entre outros. “As primeiras cordas rudimentares de que se tem conhecimento, feitas com fibras e pele, remontam há quase 20 mil anos atrás” (FOCUS, 2001).

É um item indispensável em diversas atividades, desde séculos passados, porem nunca citada com a devida propriedade. Considerada um elemento básico para a prática do rapel, é o equipamento mais importante e que merece maior cuidado e atenção.

A corda passou por diversas modificações, sendo fabricadas desde tendões

e intestinos de animais, até folhas e arbustos. Muitas civilizações adaptaram

conhecimento e tecnologia, e descobriram muitas outras propriedades, sempre em busca de melhorias, tornando suas cordas mais resistentes. A composição das

cordas pode ser de fibras naturais (algodão, juta, cânhamo, sisal, etc.) ou sintéticas. Devido às características das fibras naturais, possuindo baixa resistência mecânica, sensibilidade a fungos, mofo, pouca uniformidade de qualidade e a relação desfavorável entre peso, volume e resistência, apenas as cordas constituídas de fibras sintéticas devem ser utilizadas no rapel. Em contrapartida aos materiais constituintes, a estrutura das cordas permanece inalterada, podendo ser trançadas

ou torcidas.

Foi em 1830 que surgiu o sisal, uma fibra obtida da planta agave. Este material que foi utilizado na conquista do Pettit Dru, pelos montanhistas criadores da técnica do rapel. A revolução tecnológica das cordas se deu por volta de 1900, quando foram adicionados os materiais sintéticos as suas características construtivas, tornando-as mais resistentes, elásticas e, em alguns casos, podendo

até flutuar.

Muitos outros materiais estão sendo utilizados na fabricação de cordas, como o kevlar, twaron e dyneema (todas marcas registradas). Mas, não

exemplificaremos estes materiais devido a seu uso ser industrial, por suportar uma carga muito maior do que a necessária para o rapel. São utilizadas em ancoragens

de plataformas, entre outras finalidades e, como maior agravante nestes casos, tem

o seu custo elevado.

Com isto, podemos destacar cordas constituídas de materiais sintéticos como a Poliolefinas, Poliéster e, por fim, Poliamida. No entanto, nem todas as

cordas de fibras sintéticas podem ser utilizadas para a prática de técnicas verticais.

A escolha de uma boa corda influenciará totalmente na qualidade e no

desenvolvimento da técnica do rapel.

3.2. Construção das cordas

Para a construção de uma corda, podemos ter fibras torcidas ou trançadas.

No rapel, utilizam-se cordas sob a forma de capa e alma, onde a alma da corda se

33

torna responsável por 80% (oitenta por cento) de sua resistência. A capa recobre a alma, protegendo-a contra a abrasão e outros agentes agressivos, sendo responsável pelos 20% (vinte por cento) restantes da resistência da corda (PETZL,

2010).

Todas as cordas podem ser confeccionadas com o mesmo material, mas suas estruturas podem ser diferentes.

3.3.

Estrutura das cordas

3.3.1.

Corda Torcida

Esta estrutura é totalmente desaconselhável para a técnica vertical por não oferecer segurança e falta de resistência a abrasão. Possui uma construção clássica, constituída de centenas de filamentos retorcidos entre si, que dão origem as pernas, que, por sua vez, são torcidas umas as outras, em sentido oposto ao da primeira operação, dando origem a corda. Tem características mais rígidas, sendo melhores para amarração e ancoragem e com menor índice de desgaste e podem ser emendadas a materiais distintos as suas características, como o cabo de aço (ERA - Esportes Radicais e Aventuras Ltda., 2010).

3.3.2. Corda Trançada (cordões paralelos entre si)

A corda trançada possui filamentos trançados uns aos outros, que depois são recobertos por uma capa, geralmente de fibra sintética. Neste caso, a corda possui a parte interna (alma) e a externa (capa), onde sua resistência é medida por sua composição interna, sendo apenas protegida pela parte externa. Possui característica mais macia, melhorando seu manuseio. Porem, como possui uma capa externa, pode esconder defeitos ou mesmo o rompimento interno. Sua superfície lisa pode dificultar a fixação de nós, tornando-os ineficazes (PETZL,

2010).

3.4.

Materiais constitutivos das cordas

3.4.1.

Poliolefinas

São cordas constituídas de polipropileno e polietileno, que não absorvem água e são empregadas quando a propriedade de flutuar é importante. Porém, possui uma degradação muito rápida com os efeitos dos raios UV, devido a sua baixa resistência à abrasão, ou mesmo pela sua pequena resistência a suportar choques e baixo ponto de fusão. Isto faz com que estas cordas sejam utilizadas apenas para o salvamento aquático, não sendo indicadas para a prática do rapel (Catalogo cuerdas Roca, 2001).

3.4.2. Poliéster

São cordas com fibras de alta resistência quando úmidas possuem boa resistência a abrasão e aos raios UV, e em alguns casos, até a ácidos e outros produtos químicos. Entretanto, não suportam forças de impacto ou cargas contínuas

34

tão bem quanto às fibras de poliamida. Estas cordas são muito utilizadas em ambientes industriais (ERA - Esportes Radicais e Aventuras Ltda., 2010).

As cordas de Poliéster geralmente são mais fortes que o nylon quando molhadas. Algumas empresas fabricam cordas de poliéster com grande densidade. Estas cordas “Estáticas” possuem pouca elasticidade e grande maleabilidade (PACI - Professional Association Climbing Instructions, 2010).

3.4.3. Poliamida

Possui boa resistência a abrasão, maior resistência a tração do que o poliéster, mas perde sua resistência quando úmido, recuperando-a ao secar. Sua resistência ao impacto chega a ser excelente e é a mais indicada para o uso na prática do rapel (Catalogo cuerdas Roca, 2001).

3.5.

Tipos de cordas

3.5.1.

Dinâmicas

São cordas de alta elasticidade, usadas para o fim esportivo da escalada, em rocha ou gelo. Por sua elasticidade, consegue absorver melhor o impacto em caso de queda do escalador, sem transferir muito a força do choque, evitando lesões. Este tipo de corda se torna inviável para o uso em resgate ou espeleologia, pois o fato de se alongar pode atrapalhar no trabalho (PETZL, 2010).

3.5.2. Estáticas

São cordas de baixa elasticidade, usadas em espeleologia, rapel, operações táticas, segurança industrial e até, em salvamentos. Não são cordas indicadas para situação de queda, por não absorver com eficácia a força de choque. Estas cordas são construídas com uma alma de Nylon de baixo estiramento, onde seus cordões internos – necessariamente contínuos, efetuam a maior resistência do esforço. Para garantir que não haja uma grande elasticidade, os cordões são paralelos entre si, não sendo torcidos como nas cordas dinâmicas (PETZL, 2010).

Estas são as cordas utilizadas para a prática do rapel (grifo do autor).

3.5.3. Dry

Devido à necessidade de utilização em locais ermos, como a escalada em gelo, glaciares ou locais muito úmidos, foi criado cordas que se mantenham secas. Para que a corda se mantenha seca, um banho químico é dado na mesma, mantendo-a seca, permitindo até que a mesma flutue. Este tratamento químico também agrega uma maior resistência à abrasão. No entanto, perde total efeito após a sétima lavagem da corda (Lyon Equipment Limited, 2001).

3.6. Diametro (bitola) da corda

Como a corda é equipamento básico para qualquer atividade em altura, seu peso é algo relevante na escolha da mesma. Quanto maior o diâmetro, mais pesada

35

ela se torna, sendo um entrave no transporte desta corda. Não só o peso, um grande diâmetro é outro fator que pode influenciar em dificuldades de utilização de alguns equipamentos, como polias, ascensores, freios, etc.

Geralmente as cordas mais grossas são de utilização industrial, com possibilidade de suportar cargas maiores e equipamentos também maiores (Lyon Equipment Limited, 2001).

necessário

primeiramente, considerar a resistência da corda (carga de ruptura e de trabalho).

escolha

Para

que

se

faça

uma

correta

da

corda,

é

3.7. Resistência das cordas

A resistência das cordas é estabelecida como carga de ruptura. Cada fabricante possui, em seus manuais técnicos e catálogos comercias, as características de suas cordas. O fator ideal de segurança, é que a carga de ruptura de uma corda seja varias vezes maiores do que a carga que irá suportar. Esta relação entre resistência e carga é conhecida como fator de segurança. Vale lembrar, que os testes de carga de ruptura são efetuados e baseados em cordas novas.

Existem diversos fatores de segurança nas fabricações de cordas. O adotado para as técnicas verticais, onde colocam a vida humana em risco, é de 15:1 (quinze por um) (Lyon Equipment Limited, 2001).

TABELA DE RESISTÊNCIA DAS CORDAS (media)

BITOLA (mm)

CAPACIDADE (kg)

3

150

4

300

6

600

9

1500

10

2400

11

2700

12

3200

Tabela 2. Resistência das cordas.

3.8. Cuidados com a corda

As cordas são construídas para o fim a que se designam, podendo suportar grandes cargas de tração, entretanto, sendo sensíveis a corpos e superfícies abrasivas e cortantes (FRAILE, 1991).

Existem vários fatores que influenciam na vida útil de uma corda, e na sua guarda correta, para que se possa fazer uso dela novamente, com a mesma segurança.

36

Em superfícies abrasivas, é necessário que haja uma proteção para evitar o contato da corda a esta superfície. Ainda nestas superfícies, evite pisar na corda, ou mesmo arrastá-la.

É necessário evitar o contato com areia. Os pedriscos podem ficar alojados entre as fibras, danificando-as.

Produtos químicos como graxa, solventes, combustíveis, entre outros, devem ser evitados de forma geral. Mesmo aquela intenção de fazer algum tipo de marcação na corda com uma caneta deve ser evitada. Para isto existem canetas especificas (PETZL, 2010).

Não se deve deixar a corda pressionada, ou “mordida” por muito tempo. Aqui, destacamos os nós utilizados, quando tensionados, devem ser desatados quando findar o uso da corda, evitando que suas fibras criem marcas e fiquem “viciadas”, perdendo a resistência, bem como evitar que a mesma fique sob forte tensão durante períodos prolongados.

3.9. Manutenção da corda

A vida útil de uma corda não pode ser apenas definida pelo tempo de uso. Geralmente, se os cuidados necessários forem tomados, a vida útil de uma corda é de 5 (cinco) anos, proporcionando a mesma segurança. Mas, para que ela tenha esta vida útil, diversos fatores influenciam para que se possa mante-la de forma a usá-la com segurança. Sua manutenção dependerá da freqüência de uso, tipos de equipamentos a que foi submetida o seu uso, velocidade de descida, tipo e intensidade de carga, abrasão física, degradação química, exposição a raios UV, entre outros.

Sua avaliação dependerá de uma inspeção visual e tátil continua, bem como de seu histórico de uso.

3.9.1. Como inspecionar a corda

A inspeção de uma corda deverá ser feita em todo seu comprimento, observando quaisquer irregularidades como caroços, encurtamento ou inconsistência. Se existirem sinais de abrasão, cortes em sua capa, queimaduras e também, não menos importantes, os fios da capa estejam desfiados, deve-se inutilizar aquela parte da corda, a fim de manter a integridade de sua finalidade – a segurança (Bombeiros Militar, 2006).

3.9.2. Acondicionamento da corda

Como todo material sintético, a corda deverá ser mantida em local seco e protegido de raios UV, bem como da umidade. Normalmente são enroladas e guardadas em mochilas, apropriadas ou não (Bombeiros Militar, 2006).

37

3.10. Cor da corda

Escolher uma corda colorida, hoje não é apenas questão de gosto. Dependendo da função de sua utilização, a cor da corda necessariamente precisa ser diferente do ambiente a qual é submetida. Alem do ambiente, uma capa colorida, diferente da alma (geralmente branca) possibilita que o praticante esteja alerta aos possíveis desgastes ou rupturas.

Quando, em situações de resgate, utilizam mais de uma corda, suas cores distintas possibilitam maior facilidade em seu manuseio, distinguindo linhas individuais (Forças Armadas de Granada, 1999).

3.11. Vida útil

Infelizmente, não se pode preestabelecer uma vida útil para as cordas, pois dependem de muitas variáveis (incluindo cuidados pessoais e de utilização) que afetam diretamente este prazo. Todas as cordas estão sujeitas a intempéries e vulneráveis as forças destrutivas, podendo apresentar falhas por serem descuidadas ou mesmo, as que já foram submetidas às extremas cargas de impacto.

Uma corda deve ser aposentada sempre que apresentar cortes, desgastes significativos, após uma grande queda ou quando contaminada por agentes químicos. Mas, em todo caso, se houver quaisquer duvidas sobre sua integridade, não se deve utilizá-la em hipótese alguma (ERA - Esportes Radicais e Aventuras Ltda., 2010).

4. Equipamentos de Proteção Individual e Coletivos

4.1. Fitas (PETZL, 2010)

As fitas tubulares podem ser fechadas por nó ou costuradas. De forma geral, destinam-se a facilitar ancoragens, de modo bastante prático e funcional, preservando a corda. Todo material têxtil sofre desgaste tanto pela abrasão, quanto pela deterioração por raios ultravioletas (raios solares). Devem ser trocada toda vez que as linhas da costura começarem a puir ou quando sua coloração começar a aparentar uma tonalidade desbotada (queimada pelo sol).

começar a aparentar uma tonalidade desbotada (queimada pelo sol). Figura 20. Fitas tubulares e Anéis de

Figura 20. Fitas tubulares e Anéis de fitas.

começar a aparentar uma tonalidade desbotada (queimada pelo sol). Figura 20. Fitas tubulares e Anéis de

38

4.2. Cadeirinha (Bouldrier) (PETZL, 2010)

As cadeirinhas (bouldrier’s) são feitas geralmente de fitas planas.

É o equipamento que o praticante veste, responsável por sustentar seu peso. Na cadeirinha ficam presos o aparelho de descida, que será acoplado à corda,

e outros equipamentos que possam ser úteis. Existem vários tipos de cadeirinhas.

As específicas para verticais são feitas de forma que o centro de gravidade do praticante fique na altura do quadril, para maior facilidade nas manobras, em função do bom posicionamento.

Bouldrier completo: além da parte que vai da cintura e nas pernas, é composto também por fitas que envolvem o tronco do praticante.

também por fitas que envolvem o tronco do praticante. Figura 21. Cadeirinhas 4.3. Capacete Equipamento de

Figura 21. Cadeirinhas

4.3.

Capacete

o tronco do praticante. Figura 21. Cadeirinhas 4.3. Capacete Equipamento de proteção individual que deve ser
o tronco do praticante. Figura 21. Cadeirinhas 4.3. Capacete Equipamento de proteção individual que deve ser
o tronco do praticante. Figura 21. Cadeirinhas 4.3. Capacete Equipamento de proteção individual que deve ser

Equipamento de proteção individual que deve ser leve, proporcionar bom campo visual e auditivo, possuir aberturas de ventilação e escape de água, suportes para encaixe de lanternas de cabeça e, principalmente, bons resistência e amortecimento contra impactos, além de uma firme fixação à cabeça, através de ajuste à circunferência do crânio e da jugular. Assim como os demais equipamentos de

segurança, deve ser inspecionado constantemente,

observando-se trincasse deformidades, os sistemas de ajuste

à cabeça, assim como as condições de fivelas e velcros.

à cabeça, assim como as condições de fivelas e velcros. Figura 22. Capacetes 4.4. Luvas Confeccionadas

Figura 22. Capacetes

4.4. Luvas

Confeccionadas em diversos materiais como couro, tecido, elanca, vaqueta, com ou sem reforço na palma. Dependendo do tipo do rapel e qual descenssor utilizado, a utilização de luvas não será necessária.

e qual descenssor utilizado, a utilização de luvas não será necessária. Figura 23. Luvas de proteção
e qual descenssor utilizado, a utilização de luvas não será necessária. Figura 23. Luvas de proteção

Figura 23. Luvas de proteção individual.

e qual descenssor utilizado, a utilização de luvas não será necessária. Figura 23. Luvas de proteção

39

4.5.

Equipamentos metálicos

4.5.1.

Malha rápida (maillons)

Elo metálico com uma porca sextavada que rosqueia ambas as extremidades do anel, fechando-o, com a característica de suportar esforços em quaisquer direções.

Os maillons, como conhecidos, são feitos geralmente de aço e possuem uma trava rosqueável. São pouco práticos para abrir e fechar. Sua principal aplicação é fechar cadeirinhas e em ancoragens. Os mais utilizados são:

fechar cadeirinhas e em ancoragens. Os mais utilizados são: Maillon retangular Figura 24. Maillon’s 4.5.2. Mosquetão

Maillon retangular

Figura 24. Maillon’s

4.5.2. Mosquetão

Maillon retangular Figura 24. Maillon’s 4.5.2. Mosquetão Maillon Vz volta ou meia-lua Maillon delta Peça ou

Maillon Vz volta ou meia-lua

Maillon’s 4.5.2. Mosquetão Maillon Vz volta ou meia-lua Maillon delta Peça ou presilha que tem múltiplas

Maillon delta

Peça ou presilha que tem múltiplas aplicações, como facilitar trabalhos de ancoragens ou mesmo unir a cadeira ao equipamento de freio, servir de freio ou dar segurança através do nó meia volta de fiel, entre outras. O tipo, o formato e o material variam de acordo com a destinação e uso. Existem mosquetões sem trava, com trava e com trava automática, feitos em diversos materiais como aço carbono, alumínio, aço inox e em vários formatos.

Os mosquetões são desenhados para suportarem carga unidirecional ao

longo

trava fechada.

do

dorso

com

a

Os mosquetões

ao longo trava fechada. do dorso com a Os mosquetões Figura 25. Mosquetões. usados em esporte
ao longo trava fechada. do dorso com a Os mosquetões Figura 25. Mosquetões. usados em esporte

Figura 25. Mosquetões.

do dorso com a Os mosquetões Figura 25. Mosquetões. usados em esporte são concebidos para serem
do dorso com a Os mosquetões Figura 25. Mosquetões. usados em esporte são concebidos para serem

usados em esporte são concebidos para serem bastante leves e compactos. Alguns mosquetões utilizados em escalada podem ser

bastante leves e compactos. Alguns mosquetões utilizados em escalada podem ser Figura 26. Resistência do Mosquetão

Figura 26. Resistência do Mosquetão

40

abertos mesmo com carga. Ao contrário, mosquetões para salvamento não devem ser abertos com carga, devem suportar cargas mais elevadas e ter maior abertura para utilização conjunta com outros equipamentos e para prender macas ou estruturas de grande diâmetro ou espessura.

Ao inspecionar o mosquetão, observe toda sua estrutura procurando detectar deformidades, amassamentos ou trincas. Observe ainda o alinhamento entre o bloqueio e o corpo do mosquetão e a tensão da mola da dobradiça. Igualmente, qualquer material metálico que sofra uma queda importante, deve ser descartado.

4.6.

Descensores (PETZL, 2010)

4.6.1.

Freio oito

Freio bastante difundido para práticas verticais, devido ao seu baixo custo

para práticas verticais, devido ao seu baixo custo Figura 27. Freios descensores. dependendo do modelo, de

Figura 27. Freios descensores.

devido ao seu baixo custo Figura 27. Freios descensores. dependendo do modelo, de funcionamento simples, leve,
devido ao seu baixo custo Figura 27. Freios descensores. dependendo do modelo, de funcionamento simples, leve,

dependendo do modelo, de funcionamento simples, leve, robusto e compacto. Confeccionado em aço ou duralumínio e nos formatos convencional ou de salvamento (com orelhas).

Alguns modelos têm como características torcer ou torcer menos a corda, dissipar mal o calor, não permitir a graduação do atrito e necessitar ser removido do mosquetão para a passagem da corda. Comparando-se o oito convencional ao de salvamento, o segundo tem melhor dissipação de calor, não permite a formação do nó boca de lobo e possibilita a realização de outra variação de trava em função das orelhas.

4.6.2. ATC

O ATC tem a mesma finalidade do freio oito, apesar de diminuir os danos à corda, custar mais que o oito.

É usado apenas para pequenas decidas, pois sua área de contato com a corda é maior, o que faz com que ele esquente mais rápido.

pois sua área de contato com a corda é maior, o que faz com que ele

Figura 28. Freio ATC.

pois sua área de contato com a corda é maior, o que faz com que ele

41

4.6.3. RIG

41 4.6.3. RIG Figura 29. Descensor RIG O equipamento é projetado para o acesso de especialistas

Figura 29.

Descensor RIG

O equipamento é projetado para o acesso de especialistas para trabalhos em altura utilizando cordas. Ele permite que o usuário se posicione e pare facilmente quando necessário, usando a alça para bloquear a corda. Este descendente é compacto e intuitivo de usar, para fazer descidas suaves. Este equipamento foi concebido para desempenhar as funções essenciais e esperadas de um descensor. Uma vez que é mais bem adaptado para o uso profissional, ele efetivamente substitui descensores como o gri-gri e o Stop, e também pode ser utilizado como ascensor juntamente com um ascensor de pé ou estribo. Este dispositivo é para usuários que já possuem uma

experiência considerável.

4.6.4. Gi-Gi

A Plaqueta Gi-gi é fabricada em alumínio de alta resistência (Duro alumínio) com capacidade para 22KN e para ser utilizada com cordas de 8 a 12 mm de diâmetro. Esta plaqueta apresenta várias funções, sendo as principais:

assegurar 1 ou 2 participantes de uma cordada simultaneamente, ascensões

combinando a GI-GI com um

dispositivo de bloqueio automático e um estribo, blocante em sistemas de resgate, descensor para rapel e descensor de

cargas.

de resgate, descensor para rapel e descensor de cargas. Figura 30. Plaqueta Gi-gi. 4.6.5. GRI-GRI Aparelho
de resgate, descensor para rapel e descensor de cargas. Figura 30. Plaqueta Gi-gi. 4.6.5. GRI-GRI Aparelho

Figura 30. Plaqueta Gi-gi.

4.6.5. GRI-GRI

Aparelho de segurança descensor auto-blocante, que permite fazer descidas controladas para a execução de trabalhos onde haja a necessidade de fazer paradas no meio da descida. Equipamento muito utilizado na prática de escalada fazendo a segurança ao primeiro ou do segundo escalador.

fazendo a segurança ao primeiro ou do segundo escalador. Figura 31. Gri-gri 4.6.6. Rack Descensor linear
fazendo a segurança ao primeiro ou do segundo escalador. Figura 31. Gri-gri 4.6.6. Rack Descensor linear

Figura 31. Gri-gri

4.6.6. Rack

Descensor linear metálico com barretes móveis em alumínio maciço ou aço inox que apresenta as vantagens de não torcer a corda, não necessitar ser

Figura 32. Rack

42

desconectado da ancoragem para a passagem da corda, dissipando melhor o calor e permitindo a graduação do atrito da corda ao freio durante sua utilização (à medida que são aumentados ou diminuídos os barretes).

4.6.7. Dressler STOP

aumentados ou diminuídos os barretes). 4.6.7. Dressler STOP Figura 33. Dressler STOP Sistema auto-blocante para corda

Figura 33. Dressler STOP

Sistema auto-blocante para corda simples de 9 a 12 mm, considerado um dos mais seguros aparelhos de descida por muitos praticantes de atividade vertical. O sistema auto-blocante funciona quando é largada a alavanca. Sua colocação na corda, não há necessidade retirar da cadeirinha, graças a sua pastilha de segurança.

4.6.8. Simple

O Simple é um freio similar ao stop, mas a velocidade da descida é controlada variando seu aperto na corda livre da extremidade por não ter a alavanca de controle por pressão.

por não ter a alavanca de controle por pressão. Figura 34. Simple 4.7. Ascensores São aparelhos

Figura 34. Simple

4.7.

Ascensores

São aparelhos mecânicos usados para subir em cordas fixas. Todos possuem o mesmo princípio básico, quando submetidos à tração (força para baixo) estrangulam e travam-se na corda, liberando a tração voltam a correr para cima. Para esse processo precisa-se de dois blocantes sendo que um deles unidos a sua cadeirinha.

4.7.1. Tibloc

O Tibloc Petzl é extremamente pequeno e leve, especialmente quando comparado à sua versatilidade e praticidade em manobras de corda. O Tibloc funciona como um dispositivo de bloqueio mono-direcional em uma única corda combinado com um mosquetão. A posição correta de corda e seu manejo são extremamente simples e intuitivo, mas em qualquer

caso, um desenho sobre o Tibloc se indica o posicionamento correto.

simples e intuitivo, mas em qualquer caso, um desenho sobre o Tibloc se indica o posicionamento

Figura 35. Tibloc

43

4.7.2. Ascensor de punho ( JUMAR )

Ascensor tipo bloqueador de punho para ascensão em cordas de material têxtil, corpo fabricado em duralumínio, empunhadura emborrachada de desenho ergonômico e gatilho bloqueador fabricado em aço inox e duro alumínio. Possuí dois pontos para conexão de mosquetões sendo um ponto duplo na parte superior e outro ponto simples na parte inferior abaixo da corda, também possuí orifício para evacuação de lama, água ou neve. Capacidade de utilização em cordas com diâmetro de 8 a 13 mm e existem dois tipos de ascensores, direito e esquerdo.

mm e existem dois tipos de ascensores, direito e esquerdo. Figura 36. Ascensor de Punho 4.7.3.

Figura 36. Ascensor de Punho

4.7.3. Blocante Ventral ( Crow )

36. Ascensor de Punho 4.7.3. Blocante Ventral ( Crow ) Figura 37. Crow Blocante ventral para

Figura 37. Crow

Blocante ventral para ascensão é fabricado em alumínio de alta resistência (duro alumínio) para uso em cordas de 8 a 12 mm de diâmetro. Ideal para espeleologia e trabalhos verticais.

4.7.4. Pantin ( Ascensor de pé )

Bloqueador de pé que ajuda a progressão em cordas. Complemento do CROLL (Ascensor de peito ou ventral). Utilizado somente no pé direito. O PANTIN mantém o corpo em posição vertical, facilitando à subida e sendo menos cansativo. Se solta da corda facilmente após seu uso.

menos cansativo. Se solta da corda facilmente após seu uso. Figura 38. Pantin 5. Nós Utilizados
menos cansativo. Se solta da corda facilmente após seu uso. Figura 38. Pantin 5. Nós Utilizados

Figura 38. Pantin

5. Nós

Utilizados com a finalidade de unir cordas, fazer ancoragens, amarrarem solteiras e outras situações, um nó necessita de uma criteriosa analise sobre seu uso. É necessário conhecer fatores como força de blocagem, facilidade de atar e desatar o nó, sua resistência e a quantidade de resistência que a corda perde com a utilização de determinado nó, devem ser levados em consideração na hora da escolha.

44

5.1.

Definição

Assim como as cordas, os nós fizeram parte da evolução do ser humano, sempre auxiliando seu desenvolvimento. “Muitas pessoas criaram, até os dias de ”

hoje, uma gama interminável de nós

(MANZKE & CHESSMAN).

O nó é o método de fixação de um material linear como a corda, amarrando-

a ou entrelaçando-a. Geralmente consiste em utilizar uma parte do comprimento, ou segmento da corda e, em alguns casos, utilizar várias partes para efetuar uma ligação entre elas, de forma que a união entre as partes permaneçam intactas.

Existe uma lista extensa de nós, mas apenas alguns com boas propriedades serão apresentados, bem como sua aplicabilidade.

Conhecer os nós, devido a sua grande importância, é parte fundamental para que se pratiquem quaisquer atividades envolvendo cordas, tornando-as segura

e minimizando os riscos destas atividades (WARNER & TURNER, 1996).

5.1.1. Terminologia

Todos os “expert’s” em nós utilizam uma terminologia específica para distinguir suas diversas estruturas ou formas de nós. O termo “nó” é utilizado numa forma generalizada para representar todos os nós.

No entanto, é necessário conhecer suas terminologias para que se possa aprender a manusear e utilizar os nós aqui citados.

5.1.1.1. Nó (knot)

Possui uma estrutura auto-suportável que assume uma forma definida sem a utilização de quaisquer outros objetos.

5.1.1.2. Dobra (Bend)

Geralmente utilizada para unir duas ou mais cordas.

5.1.1.3. Volta (Hitch)

Conhecido como “hitch” (do inglês subs. 1. Nó; 2. Impedimento; 3.

Coxeadura; entre outros), é um tipo de “volta” que necessita sempre de algum outro objeto para que consiga assumir a sua forma. Ao contrário do nó, não funciona sem

o auxilio de outro objeto.

5.1.2. Categorias

Todos os nós são divididos em 5 (cinco) categorias, sendo distinguidas de acordo com sua aplicabilidade. Conhecer estas categorias irá auxiliar na escolha do melhor nó, e sua utilização.

45

5.1.2.1. Ponta

São nós feitos nas pontas das cordas, ou perto delas. Ou, ainda, nós que criam uma conectividade com alguma ponta quando feito.

5.1.2.2. Junção

São nós utilizados para unir duas pontas de cordas (mesma corda ou distinta).

5.1.2.3. Deslizar e aderir

Utilizados para que se consiga um controle do que se pretende, atuando de forma segura.

5.1.2.4. Meio

Nós feitos no meio da corda, sem que haja a necessidade de reajustá-lo ou reposicioná-lo. Geralmente são nós que equalizam o sistema de ancoragem, facilitando e mantendo uma maior resistência.

5.1.2.5. Controle de carga

Estes nós permitem que a carga seja controlada pela desvinculação gradual, possuindo uma liberação mais devagar, lenta.

5.2.

Propriedades

Existem 4 (quatro) fatores que influenciam no desempenho dos nós utilizados, e que devemos respeitar quando escolhermos qual nó utilizaremos. É necessário conhecer cada nó e seu desempenho, para que se faça uma boa escolha. Um nó ideal deve possuir a maior quantidade de propriedades possível.

Um nó bem feito garante uma vida útil maior para a corda, e, também melhor eficiência, tornando seu trabalho mais seguro.

Segundo MANZKE & CHESSMAN, devemos manter, alem da escolha dos nós, uma margem de segurança de 20 a 30% maior que o peso especificado pelo fabricante, diminuindo o risco de ruptura.

ADEQUAÇAO
ADEQUAÇAO
FORÇA
FORÇA
SEGURANÇA
SEGURANÇA
ESTABILIDADE
ESTABILIDADE

Figura 39. Propriedades e características dos nós.

46

5.2.1. Adequação

Refere-se a selecionar o nó que irá providenciar o melhor desempenho numa necessidade particular. Cada nó apresenta uma vantagem e também uma desvantagem, porém são as qualidades que fará com que seja escolhido para determinada função.

5.2.2. Segurança

É uma forma discreta de cada nó. Um nó seguro será atado para que não deslize e falhe quando necessário. Quando feito, por mais que exista uma grande carga sobre ele, sempre estará distribuindo de forma semelhante esta força em partes iguais do nó, não o sobrecarregando e, conseqüentemente levando- a falha.

5.2.3. Estabilidade

Uma propriedade distinta dos nós, precisa ser conhecida para que o nó resista a forças instáveis, mantendo sua forma. Junto com a segurança, são as propriedades mais importantes para se manter a integridade da vida humana.

5.2.4. Força

É importante enfatizar que a força não é o fator mais importante a se considerar na escolha de um nó. No entanto, todo nó torna a corda menos resistente. Em outros termos, um nó cria uma concentração de “stress” na corda. Cada nó enfraquece a corda de forma distinta devido a sua forma, sempre relacionado à quantidade de voltas utilizadas e o grau de torção de sua estrutura.

5.3.

Tipos de nós

5.3.1.

Azelha simples

Usado geralmente na ponta da corda, formando uma alça destinada a pendurar algo ou suspender algo. Também é conhecido como nó cego (MANZKE & CHESSMAN).

destinada a pendurar algo ou suspender algo. Também é conhecido como nó cego (MANZKE & CHESSMAN).

Figura 40. Azelha

47

5.3.2. Oito / Figura de oito

Não se sabe quando foi descoberto. No entanto, estima-se que é utilizado há muito tempo por nossos ancestrais (PACI - Professional Association Climbing Instructions, 2010). Este nó é utilizado para manter uma ponta de conectividade, sendo fácil de amarrar é não se desfaz devido a cargas muito elevadas. Também mantém uma porcentagem razoável da resistência da corda. Por sua facilidade de confecção e de desmonte, ele provavelmente é o nó mais conhecido entre o mundo das pessoas que utilizam uma corda.

conhecido entre o mundo das pessoas que utilizam uma corda. Figura 41. Oito / Figura de

Figura 41. Oito / Figura de oito

5.3.3. Oito duplo

Versão do nó oito, feito com a ponta da corda dobrada, criando uma alça muito utilizada em ancoragens fixas, possuindo pequena perda de resistência da corda (Bombeiros Militar, 2006).

perda de resistência da corda (Bombeiros Militar, 2006). 5.3.4. Oito Guiado Figura 42. Oito duplo Conhecido
perda de resistência da corda (Bombeiros Militar, 2006). 5.3.4. Oito Guiado Figura 42. Oito duplo Conhecido

5.3.4. Oito Guiado

Figura 42. Oito duplo

Conhecido por muitos outros nomes, o oito guiado é utilizado “principalmente” para conectar a cadeirinha a corda. É muito utilizado por escaladores e montanhistas que necessitam de segurança, estabilidade e uma forte

48

conexão ao seu equipamento. Quando feito, o oito guiado é muito seguro e elimina a possibilidade de ficar desalinhado.

muito seguro e elimina a possibilidade de ficar desalinhado. Figura 43. Oito guiado 5.3.5. Oito duplo

Figura 43. Oito guiado

5.3.5. Oito duplo de alças duplas

Uma versão mais versátil do nó oito é utilizada para fazer ancoragens equalizadas, dividindo a carga de força entre os pontos de ancoragens que, mesmo independentes, receberão a mesma carga de força com um pequeno ajuste da volta feita pelo nó.

receberão a mesma carga de força com um pequeno ajuste da volta feita pelo nó. Figura

Figura 44. Oito duplo de alças duplas

49

5.3.6. Laís de guia

É conhecido como o

“Rei dos Nós” (ASHLEY,

entanto, este nó não de ve ser utilizado para içar pessoas, ou su portar um praticante

1979). É muito utilizado para içar ou tra nsportar cargas. No

Este nó possibili ta conseguirmos formar uma alça fixa.

devido a sua instabilidad e, particularmente quando feito com ape nas uma volta.

e, particularmente quando feito com ape nas uma volta. Figura 45. Lais de guia 5.3.7. Laís

Figura 45. Lais de guia

5.3.7. Laís de guia c om duas voltas

Derivado do Laí s de guia possui uma ou mais voltas,

para que aumente a

utilizado para o transporte seguro de c argas em escalada.

giram em torno da

mais seguro e estável. Seus benefícios

segurança. Geralmente Desta forma, este nó é

forma de desatá-lo quan do colocado sobre grandes forças.

5.3.8. Pescador dup lo

Nó utilizado pa ra unir duas pontas de cordas, aparec eu inicialmente em literaturas de pesca (AS HLEY, 1979). Não se sabe como cheg ou ao montanhismo. Estima-se que os monta nhistas conheciam também a pesca e a daptou o seu uso a escalada (TURNER, 199 5).

50

50 Figura 46. Pescador duplo 5.3.9. Nó de fita Este nó é unicamente utilizado para unir

Figura 46. Pescador duplo

5.3.9. Nó de fita

Este nó é unicamente utilizado para unir as pontas das fitas tubulares devido possuir a melhor combinação de resistência e força. A Segurança do nó de fita dependerá da superfície a que será submetida e ao material constitutivo da fita (geralmente nylon) (ASHLEY, 1979).

a que será submetida e ao material constitutivo da fita (geralmente nylon) (ASHLEY, 1979). Figura 47.

Figura 47. Nó de fita

51

5.3.10. Rosendahl ou Zeppelin

Nó utilizado para unir duas cordas, onde permite a descensão mais longa quando necessário. Seu uso é muito recomendado para atividades temporárias, onde se faz necessário desfazer o nó com mais facilidade (Forças Armadas de Granada, 1999). É um nó que demonstra extrema segurança, e sua estrutura é muito resistente perante deformações, continuando sendo fácil desfazê-lo.

perante deformações, continuando sendo fácil desfazê-lo. Figura 48. Rosendahl ou Zeppelin 5.3.11. Volta do fiel Usado

Figura 48. Rosendahl ou Zeppelin

5.3.11. Volta do fiel

Usado desde tempos ancestrais, é um nó ideal juntamente com sistemas de ancoragem onde se exige rápidos ajustes e de tensão também. Estes ajustes podem ser feitos sem desfazer o nó, o que salva um tempo significante em comparação com outros nós utilizados (TURNER, 1995).

nó, o que salva um tempo significante em comparação com outros nós utilizados (TURNER, 1995). Figura

Figura 49. Volta do fiel

52

5.3.12. Borboleta alpina ou borboleta

Este nó é utilizado quando a corda esta sujeita a cargas com possibilidade de três pontas, permanecendo estável e seguro. É um nó feito no meio da corda, tendo também uma finalidade alternativa como isolante temporário de sessões deterioradas da corda (ASHLEY, 1979).

de sessões deterioradas da corda (ASHLEY, 1979). Figura 50. Borboleta alpina ou borboleta 5.3.13. Prusik Tem

Figura 50. Borboleta alpina ou borboleta

5.3.13. Prusik

Tem o nome de seu criador, Karl Prusik em 1931 (ASHLEY, 1979). O nó prusik possui diversas utilidades, incluindo algumas fora da área do montanhismo (unem-se cordas de guitarra temporariamente com este nó). No entanto, a utilização

53

mais comum no montanhismo, é a substituição do equipamento mecânico de ascensão, por ser mais leve, ocupar menos espaço e, também, por ser mais barato.

leve, ocupar menos espaço e, também, por ser mais barato. Figura 51. Prusik 5.3.14. UIAA (União

Figura 51. Prusik

5.3.14. UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo)

Similar ao nó volta do fiel, é um nó descensor com o uso de um mosquetão (MANZKE & CHESSMAN). Geralmente este nó serve para substituir aparelhos mecânicos de descida.

nó serve para substituir aparelhos mecânicos de descida. Figura 52. UIAA 5.3.15. Volta do Salteador Este

Figura 52. UIAA

5.3.15. Volta do Salteador

Este nó, de grande risco ao praticante, é utilizado para descer de um ponto, facilitando a recuperação da corda ao termino da descida. É feito pelo meio da corda, onde uma ponta suporta o peso do praticante, enquanto a outra ponta servirá – ao termino da descida – para que, com o lado corrediço, se desmanche o nó (MANZKE & CHESSMAN).

54

54 Figura 53. Volta do salteador 5.3.16. Nó direito Nó muito simples, utilizado para emendar cordas

Figura 53. Volta do salteador

5.3.16. Nó direito

Nó muito simples, utilizado para emendar cordas com diâmetros iguais (ASHLEY, 1979).

para emendar cordas com diâmetros iguais (ASHLEY, 1979). 5.3.17. Escota Figura 54. Nó direito Este nó

5.3.17. Escota

Figura 54. Nó direito

Este nó merece muita atenção, devido a sua grande utilidade. Serve para unir cordas de diâmetros diferentes (ASHLEY, 1979).

para unir cordas de diâmetros diferentes (ASHLEY, 1979). Figura 55. Escota 5.3.18. Cadeirinha de bombeiro Tem

Figura 55. Escota

5.3.18. Cadeirinha de bombeiro

Tem formato similar a uma cadeirinha utilizada em rapel, sendo adequada para descer pessoas sentadas apenas na corda quando não existe equipamento adequado (MANZKE & CHESSMAN).

55

55 Figura 56. Cadeirinha de bombeiro 5.3.19. Bachmann É um nó blocante, utilizado para ascensão pela

Figura 56. Cadeirinha de bombeiro

5.3.19. Bachmann

É um nó blocante, utilizado para ascensão pela corda em escaladas (MANZKE & CHESSMAN). No rapel, este nó pode ser utilizado em momentos de auto-resgate ou emergências, onde o praticante necessita fazer ascensão.

emergências, onde o praticante necessita fazer ascensão. Figura 57. Bachmann 5.3.20. Caminhoneiro (carioquinha) É

Figura 57. Bachmann

5.3.20. Caminhoneiro (carioquinha)

É utilizado, também, em estiramento de cordas quando feito em rapel guiado ou mesmo em tirolesas (MANZKE & CHESSMAN). Este nó, quando mal utilizado, pode danificar a corda.

56

56 Figura 58. Caminhoneiro (carioquinha) 5.3.21. Catau Em necessidades de encurtar a corda ou reforçar parte

Figura 58. Caminhoneiro (carioquinha)

5.3.21.

Catau

Em necessidades de encurtar a corda ou reforçar parte danificada, o catau é

o nó certo, mas apenas em situações de emergência (MANZKE & CHESSMAN).

em situações de emergência (MANZKE & CHESSMAN). Figura 59. Catau 6. Fator de queda e Força

Figura 59. Catau

6. Fator de queda e Força de Choque

6.1. Fator de Queda

O fator de queda exprime o grau da gravidade de uma queda, sendo a relação entre a altura de queda e o comprimento da corda disponível para absorver

a energia da queda.

Para o calculo do fator de queda, utilizamos a seguinte equação:

Fator

de

Queda

Para o calculo do fator de queda, utilizamos a seguinte equação: Fator de Queda Altura da

Altura

da

Para o calculo do fator de queda, utilizamos a seguinte equação: Fator de Queda Altura da

Comprimento

da

Corda

57

Saber calcular o fator de queda possibilita prever as situações de maior risco. Como demonstrado acima, o cálculo é simples, bastando dividir a altura da queda pelo comprimento da corda. No primeiro desenho, o praticante subiu cinco metros, costurou um grampo, subiu mais cinco metros e caiu. Ao todo foram dez metros de queda, tendo dez metros de corda para absorver o impacto. No calculo, dez dividido por dez resulta num fator de queda igual a um.

No segundo desenho, o guia

num fator de queda igual a um. No segundo desenho, o guia saiu da parada, subiu

saiu da parada, subiu cinco metros e

caiu. Foram os mesmos dez metros de queda, mas só havia cinco metros de corda para aborver o impacto. Dez dividido por cinco resulta em fator de queda igual a dois.

Figura 60. Fator de queda

O fator menor que um sempre pode ser considerado como baixo (DAFLON & DAFLON).

6.2. Força de Choque

A força de choque refere-se ao cálculo convencionado para saber a força em quilos (kg) que o equipamento sofrerá. Seu cálculo é feito através da fórmula:

F = 1 + a raiz quadrada de 1 +112 . Q.

Ou seja, considerando, por exemplo, uma pessoa de 75 quilos, teremos os seguintes resultados referente aos fatores de queda (DAFLON & DAFLON):

Fator de Queda

Força de Choque (em KG)

Q

= 0,1

F

= 337

Q

= 0,5

F

= 641

Q

= 1,0

F

= 872

Q

= 1,5

F

= 1050

Q

= 2,0

F

= 1200

Tabela 3. Força de Choque

7. Montando o rapel

Com o conhecimento de ancoragens, equipamentos e um pouco sobre segurança, esta na hora de aprendermos a montar o rapel. Para Luebben (2000, pg. 59), “há que se comprovar que todos os equipamentos e ancoragens utilizadas estão seguros para preparar o rapel”.

58

7.1. Regras básicas

Ainda citando Luebben (2000, et seq.), algumas regras básicas para se “rapelar” devem ser conhecidas. Estas regras, apesar de básicas, são base para segurança no rapel.

7.1.1. Preparando o rapel

Assim que a ancoragem for definida (minimo de dois pontos de ancoragem - ponto bomba e back-up (NUÑEZ, 2001)) e o nó a que se vai utilizar na ancoragem também estiver escolhido, é hora de lançar a corda para iniciar o rapel. Antes de efetuar o lançamento da corda, como forma de segurança, Nuñez (2001, pg. 57) menciona a necessidade de se gritar “Corda”, para que – em caso de existir outras pessoas abaixo do local aonde se vai “rapelar” – não ocasione nenhum acidente acertando outros praticantes que possam estar no local.

7.1.2. Para começar

Todo aquele que se inicia no rapel deve saber que: A mão que freia nunca deverá soltar a corda. Geralmente é utilizado um nó auto-blocante como segurança em caso desta mão ser solta. A outra mão, tambem conhecida como mão guia, deverá posicionar-se acima do freio, auxiliando no equilibrio do praticante. Se existir a possibilidade de alguém estar abaixo no loncal de se vai “rapelar”, é ideal agritar também “rapel” (LUEBBEN, 2000).

A posição do corpo, basicamente, deve ser com os pés apoiados na parede (quando houver), com as pernas ligeiramente abertas e semi-flexionadas para criar um maior ponto de equilibrio, mantendo também o tronco em um ângulo de aproximadamente 30º a 40º, obtendo maior visibilidade e evitando também qualquer choque em terrenos desconhecidos. Com a mão mais forte abaixo, utilizando-a como controle no freio e a outra mão acima, mantendo equilibrio, inicia-se a descida como uma caminhada com passos para trás (NUÑEZ, 2001).

e a outra mão acima, mantendo equilibrio, inicia-se a descida como uma caminhada com passos para

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Luebben (2000, et seq) enfatiza também, cuidados com a distância de se manter o cabelo (deve estar preso), camisetas e outras partes de vestuário distantes do freio, para evitar que fique enganchado ou preso ao freio quando iniciar a descida no rapel.

7.1.3. Metodologia para realizar vários lances de rapel seguidos

Quando não existe corda o suficiente para descer de uma só vez todo o lance de rapel necessário, é feito o rapel com vários lances seguidos. Para isto, um bom conhecimento de ancoragens se faz útil, assegurando ao praticante que o rapel seja bem sucedido (NUÑEZ, 2001).

Geralmente, utiliza-se corda dupla (para puxá-la abaixo quando chegar ao primeiro ponto de parada), descendo até o local onde a ancoragem para assegurar a parada do praticante deverá ser feita. Puxa-se a corda abaixo, efetuando uma segunda ancoragem para a corda, e inicia-se a descida como se fosse a primeira, novamente e assim sucessivamente (LUJÁN, 1995).

7.1.4. Maior fricção

Com um descensor, freio oito, ou até mesmo utilizando um nó blocante como método de auto-seguro, ainda existe, segundo Luebben (2000, pg. 61 e 62), “praticante que necessita de um mosquetão a mais para criar mais um ponto de fricção” (ponto de atrito), para que a descida tenha a possibilidade de ser controlada.

7.1.5. Aumentar a segurança

Para Schubert (2001), “é fundamental revisar duas vezes todo o sistema de segurança antes de confiar sua vida no rapel”. Seguindo este pensamento, a revisão deverá ser iniciada pelas ancoragens, passando pela cadeirinha (bouldrier), os dispositivos de rapel e, por fim, todos os nós utilizados não somente na ancoragem, mas também o nó blocante e de segurança em toda a via de descida.

7.1.6. Parar no meio da corda

No livro Assure sec! Techniques d’escalade em falaise, Rander (1991) define que a “parada no meio do rapel geralmente é utilizada para desembaraçar a corda, ou até para verificar qual a via a ser seguida”. Em outros casos, mais comuns em dias de hoje, a parada no meio da via também é utilizada para tirar algumas fotos dos locais em que se pratica o rapel (LUEBBEN, 2000).

7.1.7. Identificar por onde continuar a descida

O primeiro praticante a descer é o encarregado de encontrar o melhor “caminho” onde deverá ser seguido pelos próximos praticantes (LUJÁN, 1995). Não existe dificuldade nesta primeira descida, sendo apenas necessário que a atenção seja voltada a possíveis locais de risco, que possam danificar os equipamentos utilizados na descida do rapel.

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7.1.8. Finalizando o rapel

Ao terminar a descida, todo o equipamento deve ser recolhido, de forma a manter sua guarda apropriada e sua integridade (MURCIA, 2001). Guardar os equipamentos não significa apenas encostá-los em um cantinho e mante-los lá até a próxima descida. Todos os nós devem ser desfeitos, os mosquetoes e cadeirinhas devem estar limpos e livres de impurezas e a corda, limpa e dobrada de forma correta (LUEBBEN, 2000).

8. Segurança

Assunto dos mais importantes a ser discutido, a segurança não deve ser esquecida, tanto no rapel quanto em quaisquer outros esportes ou atividades de aventura (ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2006).

Negligência do praticante que pensa ser fácil a prática do rapel pode ser um dos fatores que causam a maioria dos acidentes. Assistir uma atividade onde a pratica da técnica do rapel, pode induzir ao pensamento da simplicidade de apenas uma corda qualquer, com um simples nó e conseguir efetuar a descida. Teoricamente é bem simples, mas estudos aprofundados contradizem esta simplicidade, mostrando toda a complexidade existente por trás de uma simples técnica (FRAILE, 1991).

Para Amaral (n.d.), cada situação do rapel irá exigir equipamentos e ancoragens adequadas. Já Marski (2011) explica que cada situação enfrentada pelo praticante exige uma técnica e equipamento distinto, seguindo critérios de segurança padronizados.

Outra situação extremamente importante é a certificação dos equipamentos utilizados, geralmente com padrões testados com a carga suportada por cada um. Entre as certificações mais conhecidas pelos praticantes da técnica, a CE (européia) e a UIAA (americana) estão em destaque (ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2006).

8.1. Dicas de segurança

Em quaisquer atividades esportivas ou de aventuras, o praticante deverá estar em boas condições físicas e mentais. Além de estar em plena regularidade com sua saúde, planejar e conhecer antecipadamente a atividade, bem como possuir o equipamento adequado é indispensável (do autor, 2011).

Respeitar os próprios limites e o do companheiro é condição primordial para que a atividade seja bem sucedida. E, também, estar bem alimentado (MARSKI).

9. Conclusão

Pesquisar sobre a atividade do rapel fez com que deparassemos com grande dificuldade em adquirir fontes e/ou documentos confiáveis para a elaboração deste manual básico de rapel contendo as técnicas necessárias, segurança e

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equipamentos. Por ser uma técnica em constante evolução, tanto na parte do lazer, como na parte industrial, grande parte do material encontrado ainda possui origem militar devido ao rapel não ter sido reconhecido como esporte no Brasil.

Por aparentar uma simplicidade extrema, o rapel possui muitos adeptos, porém poucos com o conhecimento necessário para proporcionar segurança na atividade.

Os procedimentos apresentados neste trabalho referem-se a pesquisas em manuais técnicos utilizados em cursos preparatórios militares e de resgate, bem como livros internacionais utilizados em cursos de rapel, considerando sempre o melhor método (conforto e segurança) para que quaisquer pessoas, tanto leigos como conhecedores e praticantes da técnica do rapel, pudessem basear-se em uma estrutura cientifica e fundamentada para a finalidade.

As informações sobre nós e formas de ancoragem são facilmente encontradas na internet e escondem o perigo envolvido na prática do rapel. Cada ambiente e situação necessitam de um conhecimento especifico para que se obtenha sucesso no rapel. Conforme demonstrado, a resistência das cordas referente ao uso incorreto dos nós influenciam no resultado final da prática do rapel, onde o praticante – ao utilizar o nó incorreto – pode colocar sua vida ou de outrém em risco desnecessário.

Como em todos os demais esportes e atividades de aventuras, no rapel temos que respeitar as regras de segurança, ser precavidos e sempre verificar duas ou mais vezes todo o sistema e a via montada para a atividade, minimizando assim os riscos encontrados.

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