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Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira Prof ª

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

da Bahia Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira Prof ª Ms. Eridan da Costa Santos

Profª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Série Textos Didáticos

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS – DCE

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Vitória da Conquista - Bahia

2010

UnivErSidadE EStadUal do SUdoEStE da bahia Reitor Prof. Dr. Abel Rebouças São José Vice-Reitor Prof.

UnivErSidadE EStadUal do SUdoEStE da bahia

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SUMÁrio

 

Apresentação

5

1. Resumo

7

2. Regra de Sociedade

8

3. Juros Simples

11

4. Descontos Simples

17

5. Equivalência na Capitalização Simples

20

6. Juros Compostos

24

7. Taxa na Capitalização Composta

26

8. Capitalização Contínua

29

9. Desconto Composto

30

10.

Equivalência na Capitalização Composta

30

11.

Taxa Interna de Retorno

30

12.

Rendas Certas

34

13.

Sistemas de Amortização

43

14.

Inflação

49

15.

Análise de Investimentos

50

Caro estudante,

aPrESEntaÇÃo

Apresentamos este trabalho sobre a disciplina Matemática Financeira, resultante da nossa experiência em sala de aula. Tendo como principal objetivo permitir que o mesmo auxilie sua compreensão no estudo desta disciplina. Deste modo, você educando poderá notar que o mesmo é apenas uma alternativa para que sua pessoa possa fazer uma consulta simplificada da matéria exposta. O conteúdo deste trabalho é formado por matéria teórica seguida por exercícios aplicados em sala, sendo que algumas partes podem ter sido transcritas integralmente ou com algumas alterações extraídas dos livros que compõem as referências. Portanto, esperamos que este trabalho de alguma maneira possa apontar mais um caminho

útil para a sua aprendizagem, acrescentando à sua vida estudantil um incentivo para que prossiga nos estudos a respeito da Matemática Financeira e que cada vez mais desenvolva a sua capacidade de raciocínio, ampliando seu conhecimento matemático financeiro, alcançando por exemplo os seguintes objetivos:

ü Calcular juros simples e compostos;

ü Efetuar descontos simples e compostos;

ü Distinguir taxas de juros proporcionais e equivalentes;

ü Resolver problemas envolvendo rendas;

ü Elaborar plano de amortização usando os vários sistemas.

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

1. RESUMO

I) Introdução:

A Matemática Financeira visa estudar as formas de evolução do dinheiro com o tempo nas apli- cações e pagamentos de empréstimos. Operações Comerciais – são as operações feitas através de mercadorias com a finalidade de lucro. Exemplo: compras, vendas e permutas. Operações Financeiras – são operações feitas através do dinheiro com a finalidade de fazê-lo evoluir ao longo do tempo. Exemplo: letras de câmbio, poupança, ações, descontos de títulos, debên- tures, etc. Trataremos neste trabalho somente das operações financeiras.

II) Regime de Capitalização – processo ou critério através do qual um capital evolui ao longo de determi- nado tempo. Pode ser: simples ou composta. Regime de capitalização simples – neste regime a taxa de juros incide apenas sobre o capital aplicado em cada período de tempo. Os juros produzidos através desse processo chamam-se Juros Simples. Regime de capitalização composta – neste regime a taxa de juros incide sobre o montante de aplicação no início de cada período de tempo. Os juros produzidos chamam-se Juros Compostos.

III) Elementos Principais e Simbologia Utilizada Neste Trabalho:

Fluxo de Caixa – representação visual do problema, visando facilitar sua interpretação facili- tando também a correta solução da questão. O Fluxo de Caixa consiste em um eixo horizontal (escala horizontal do tempo) – representando o tempo da operação – e de retas a ele perpendiculares que indicam as entradas e saídas de dinheiro. Abaixo temos um exemplo de seu esquema.

saídas de dinheiro. Abaixo temos um exemplo de seu esquema. Principal (P) – principal, ou capital

Principal (P) – principal, ou capital inicial empregado, ou valor atual ou valor presente é qualquer quantidade de dinheiro, que esteja disponível em certa data, para ser aplicado numa operação. Na escala horizontal do tempo representa o valor que se encontra em n = 0. Também pode ser indicado por C. Juros (J) – é a remuneração do principal emprestado ou aplicado. Taxa (i) – é o valor do juro numa unidade de tempo, expresso como percentagem do principal. Exemplo: 5% ao mês significa que o juro é igual a 5% do principal por mês. Prazo (n) – é o tempo de aplicação que deve ser expresso na mesma unidade de tempo da taxa. Assim, n = 0 representa a data inicial da aplicação ou empréstimo do título, n = 1 representa o final do 1ª unidade de tempo e assim sucessivamente. Montante (S) – o montante ou Valor Futuro é a soma do capital com o juro obtido. Na escala hori-

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Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Considerando que a Matemática Financeira estuda a transformação do dinheiro ao longo do tempo. (traduzido no ditado popular: tempo é dinheiro). A resolução de muitas questões deste traba- lho será obtida através da utilização de um esquema de fluxo de caixa. Todo conteúdo tratado exceto juros simples e desconto simples será dedicado a capita- lização composta.

2. REgRA DE SOCIEDADE

Regra de Sociedade – é a divisão do lucro ou prejuízo de determinada sociedade em partes pro- porcionais aos capitais e/ou tempos em que os sócios permanecem na sociedade.

A regra de sociedade pode ser simples ou composta.

A regra de sociedade é simples quando um dos parâmetros capital ou tempo é constante, ou

seja, é o mesmo entre os sócios.

A regra de sociedade é composta quando os dois parâmetros: capital e tempo são diferentes. O lu-

cro ou prejuízo será distribuído em partes proporcionais ao capital multiplicado pelo tempo respectivo. Assim, por exemplo, para três sócios tem-se a expressão:

Assim, por exemplo, para três sócios tem-se a expressão: ; O x = lucro do 1º

;

O x = lucro do 1º sócio; y = lucro do 2º sócio; z = lucro do 3º sócio; c 1 = capital do 1º sócio; c 2

= capital do 2º sócio; c 3 =capital do 3º sócio; t 1 = tempo do 1º sócio; t 2 = tempo do 2º sócio; t 3 = tempo do 3º sócio. Se o sócio possuir vários capitais e tempos utiliza-se o somatório dos produtos de capital pelo seu respectivo tempo. Também se resolve através de Percentagens e Regra de Três.

Exemplo 1: Maria e José se associaram e fizeram um jogo de loto. Maria entrou com R$ 125,00 e José com R$ 103,00. Repartir entre eles o ganho de R$ 542,64.

Aplicando a proporcionalidade direta do lucro de cada sócio pelo seu capital empregado tere- mos que:

O lucro do primeiro sócio está para o seu capital assim como o lucro do segundo sócio está para

o seu capital, ou seja:

lucro do primeiro sócio está para o seu capital assim como o lucro do segundo sócio

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

9

Podemos também escrever:

Matemática Financeira 9 Podemos também escrever: Observe que o lucro do primeiro sócio é o produto

Observe que o lucro do primeiro sócio é o produto do seu capital por 2,38, onde 2,38 é o fator de proporcionalidade para o cálculo do lucro de cada sócio. Nesse caso, o lucro do segundo sócio será

.
.

Exemplo 2: No dia 1 o de janeiro, três sócios organizaram uma firma com o capital de R$ 4500,00 em partes iguais. O primeiro sócio integralizou totalmente a sua parte, o segundo entrou com R$ 1000,00 tendo, 3 meses após, integralizado o restante, o terceiro entrou com R$ 750,00 só completando sua parte em 1 o de julho. No fim de um ano de atividade, o lucro apurado foi de R$ 1200,00. Quanto coube a cada sócio? Vamos resolver esta questão e muitas outras utilizando Fluxo de Caixa.

esta questão e muitas outras utilizando Fluxo de Caixa. Assim, temos: 1 o sócio: 1500 .
esta questão e muitas outras utilizando Fluxo de Caixa. Assim, temos: 1 o sócio: 1500 .
esta questão e muitas outras utilizando Fluxo de Caixa. Assim, temos: 1 o sócio: 1500 .

Assim, temos: 1 o sócio: 1500 . 12 meses = 18.000; 2 o sócio: 1000 . 3 meses + 1500 . 9 meses = 16.500; 3 o sócio: 750 . 6 meses + 1500 . 6 meses = 13.500;

3 o sócio: 750 . 6 meses + 1500 . 6 meses = 13.500; . Então,

.

Então, x = 18000 . 0,025 = 450,00;

y = 16500 . 0, 025 = 412,50;

z = 13500 . 0, 025 = 337,50;

Problemas Propostos:

1º) Três pessoas se associaram com o capital de R$ 4500,00. Calcular a entrada de cada sócio sabendo que ao 1º coube R$ 320,00 ao 2º R$ 380,00 e ao 3º R$ 200,00 do lucro. R. 1600; 1900 e 1000

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2º) Uma sociedade entre três amigos durante um período comum de tempo produziu um lucro de R$ 2000,00. O primeiro dos sócios entrou com um capital que era o dobro do capital do segundo

sócio, este por sua vez contribuiu com uma quantia triplicada em relação ao terceiro. Qual o lucro de cada sócio?

R. 1200; 600 e 200.

3º) O sócio João recebeu R$ 3690,00 a menos que o sócio Paulo. Sabendo-se que João perma- neceu 3 meses na sociedade e Paulo ficou 5 meses. Qual o lucro de cada um?

R. 5535 e 9225.

4º) Três sócios lucraram R$ 3500,00. Calcular o lucro de cada sócio sabendo que o lucro do primeiro está para o lucro do segundo assim como 2/3 e que o lucro do segundo está para o lucro do terceiro assim como 4/5.

R. 800; 1200 e 1500.

5º) O lucro de uma empresa foi de R$ 23000,00. Sabendo-se que o 1º sócio contribuiu com

R$ 21000,00 e o 2º sócio com R$ 11000,00 e que do lucro total coube ao 3º sócio a importância de R$ 15000,00. Pergunta-se: qual foi o lucro de cada sócio e qual a contribuição do 3º sócio.

R. 5250; 2750 e 60000.

6º) Uma firma teve um lucro de R$ 3870,00. O 1º sócio empregou R$ 1000,00 durante um mês

R$

e seis dias; o 2º sócio empregou R$ 1200,00 durante um mês e dez dias e o 3º sócio empregou 1500,00 durante um mês. Qual o lucro de cada sócio?

R. 1080; 1440 e 1350.

7º) Uma pequena empresa tem um capital de R$3700,00. O 1º sócio ficou um mês e seis dias; o 2º sócio ficou um mês e dez dias; o 3º sócio ficou um mês. O lucro foi assim distribuído: R$1080,00 para o 1º sócio, para o 2º sócio R$1440,00 e R$1350,00 para o 3º sócio. Qual o investimento de cada sócio nesta sociedade? R.1000; 1200 e 1500.

8º) Dividir o lucro de R$1215,00 entre os sócios A e B sabendo-se que o capital de A é 3/5 do capital de B e que eles estiveram na empresa durante 3 meses e 10 dias e 2 meses e 15 dias, respectiva- mente. Qual o lucro de cada sócio?

R. 540 e 675.

9º) Uma firma organizada por três sócios em 1º de maio deu um lucro de R$6880,00 apurado em 31 de dezembro. O capital social de R$30000,00 foi dividido em partes iguais. O 2º sócio tendo entrado com R$6000,00 só integralizou ou completou seu capital em 15 de julho. O 3º sócio entrou com a metade, completando a sua parte em 1º de agosto. Quanto recebeu cada sócio? R. 2560; 2240 e 2080.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

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10º) Dois sócios fundaram uma sociedade com o capital de R$8000,00. No momento de liquidar o primeiro sócio recebeu o capital mais lucro no total de R$2300,00. Sabendo-se que o lucro total foi de R$12000,00. Qual o capital de cada sócio? R. 920 e 7080.

11º) Na fundação de certa sociedade A e B entraram com R$5200,00 e R$7300,00, respectiva- mente. Quando a sociedade completou seu segundo mês de existência o sócio A retirou R$1200,00; dois meses depois desta data o sócio B depositou R$1500,00. Ao fim do primeiro semestre de ativida- des verificou-se o lucro de 15006,00. Qual o lucro de cada sócio? R. 5412 e 9594.

12º) Duas pessoas A e B fundaram uma empresa com R$ 3240,00 e R$ 4080,00, respectivamen-

te. Quando a empresa completou seu terceiro mês de existência o sócio B retirou R$ 1230,00. Dois meses depois desta data o sócio A depositou R$ 1120,00 e B depositou R$ 3050,00. Ao fim do sétimo mês de fundação da empresa verificou-se o lucro de R$ 9838,80.

Quanto coube a cada sócio?

3. JUROS SIMPLES

R. 4485,60 e 5353,20.

Juros Simples – é aquele pago inicialmente sobre o principal (capital inicial) e é diretamente proporcional a esse capital e ao tempo em que este é aplicado, sendo o fator de proporcionalidade a taxa de juros por período. Sendo o juro uma remuneração do principal emprestado e, portanto, o custo do principal du- rante determinado período de tempo é preciso levar em conta alguns aspectos tais como: o risco do não recebimento do principal emprestado; despesas com empréstimo e cobrança; inflação – índice de desvalorização do poder aquisitivo da moeda previsto para o prazo do empréstimo. Sua utilização nas operações financeiras só ocorre em operações de curtíssimo prazo entre pes- soas físicas e pelos financistas. Nos juros simples o principal (dinheiro) cresce em progressão aritmética (crescimento linear). No cálculo de juros comerciais (juros) – utiliza-se o ano comercial com 360 dias e o mês comer- cial com 30 dias. No cálculo dos juros exatos – considera o ano útil com 365 dias (ou 366) e os meses com o número real de dias. Cálculo dos juros

com 365 dias (ou 366) e os meses com o número real de dias. Cálculo dos

J 1 = P i J 2 = P i + P i = P i 2

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J 3 = P i + P i + P i = P i 3

J n = P i + P i +

+ P i = P i n

O valor dos juros é dado pela expressão:

j

= Valor dos juros;

P

= Valor do principal ou capital inicial;

i

= Taxa de juros (na forma decimal);

n = Número de unidade de tempo da operação ou prazo (deve apresentar-se sempre na mesma unidade da taxa).

Também podemos encontrar os juros através de Percentagens e Regra de Três.

P100%

j i n

juros através de Percentagens e Regra de Três. P100% j i n j = P i

j = P i n

100

(taxa percentual)

Exemplo 1: Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 100,00 pelo prazo de 4 meses, sabendo-se que a taxa cobrada é de 5% am?

J = P i n

J = 100 x 0,05 x 4 = 20.

Exemplo 2: Qual o rendimento que produz um capital de R$ 610,00 na taxa de 5,5% a. a. no período de 2 de maio a 9 de novembro de 2007?

Dados:

P = 610;

i = 5,5% ao ano;

n = 02 de maio a 09 de novembro;

j = ?

Neste problema observamos que o prazo está na forma indireta: quando estabelece apenas as

datas de início e término das operações.

A maneira mais simples de converter o prazo indireto em direto (quando estabelece claramente

o número de dias, meses ou anos de vigência da aplicação) consiste em contar o n o de dias entre as datas e depois, se necessário, converter esses valores em meses ou anos. Esta contagem pode ser feita através da tabela 1 abaixo.

Tabela 1 – Contagem dos dias

esses valores em meses ou anos. Esta contagem pode ser feita através da tabela 1 abaixo.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

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Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira 1 3 Observações: • Ao aplicar a tabela a

Observações:

• Ao aplicar a tabela a ano bissexto, adicione 1 ao resultado se tomar uma data antes de 29 de fevereiro e outra depois.

• Ano bissexto é aquele terminado em múltiplo de 4 ou em 00.

• A tabela só pode ser utilizada para os dados do mesmo ano

Resolução do Exemplo 2:

Observamos pela tabela, que na interseção da linha 2 com a coluna 5 (maio) aparece o número

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122. Na interseção da linha 9 com a coluna 11 (novembro) aparece o número 313. O número de dias de- corridos será de 313 - 122 = 191 dias, ou 191/30 meses (taxa em mês) ou 191/360 anos (taxa em ano).

J =

meses (taxa em mês) ou 191/360 anos (taxa em ano). J = = 17,80. Exemplo 3:

= 17,80.

Exemplo 3: Um empréstimo efetuado em 08 de julho de 2005 e pagamento previsto para 30 de ou- tubro de 2007 terá um prazo de quantos meses ou anos?

Nesse caso temos anos diferentes, ou seja, 2005 e 2007. Devemos então considerar o período de 08/7/05 a 08/7/07 como sendo dois anos, ou seja, 730 dias e, na tabela, fazer a contagem para 08/7/07 a 30/10/07. Linha 8 / coluna 7 (julho) -189. Linha 30 / coluna 10 (outubro) – 303.

303

- 189 = 114.

114

+ 730 = 844 dias ou 844/30 meses ou 844/360 anos.

Taxas de Juros

Duas taxas são proporcionais quando é possível formar uma proporção com os números que as expressam e seus respectivos períodos. Duas taxas são equivalentes quando aplicadas sobre um mesmo capital durante o mesmo tem- po, geram montantes iguais. Em juros simples é fácil concluir que 2% a.m. sobre um principal durante 12 meses produz o mesmo rendimento que 24% do capital ao ano.

J 1 = P. 0,02. 12 = 0,24

J 2 = P. 0,24. 1 = 0,24.

Assim, em juros simples taxas proporcionais são também taxas equivalentes, pois a rela- ção entre as taxas e os respectivos prazos é constante, isto é, vale a igualdade

.
.

Taxa Bruta ou Taxa Nominal – é a taxa de juros contratada numa operação, ou seja, é a taxa anunciada pela instituição. Taxa Líquida ou Taxa Efetiva – é a taxa de rendimento que a operação proporciona efeti- vamente, é a taxa de juros da operação, levando-se em conta o valor do capital de fato recebido ou desembolsado. Isto acontece em razão de existirem obrigações, taxas, impostos ou comissões que comprometem os rendimentos ou oneram os pagamentos de juros. Também fazem a taxa nominal diferir da taxa efetiva por exemplo juros cobrados antecipada- mente ou calculados sobre um total que na realidade é pago em parcelas.

Exemplo com aplicação: Numa aplicação de 100 reais à taxa de 10% a.m. com imposto de renda a

Obs.

taxa de fato utilizada é de 8% a.m. no prazo de 1 mês, (a taxa líquida é menor que a taxa bruta).

o

imposto de renda (I R) atualmente é de 20% sobre a diferença entre o valor final e o valor aplicado

e

é cobrado no final da aplicação.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

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Exemplo com empréstimo: Num empréstimo de 100 reais à taxa de 10% a.m. e com o pagamento do IOF de 2% sobre o capital, pago adiantado a taxa de fato utilizada é de 12,24% a.m. no prazo de 1 mês, (a taxa líquida é maior que a taxa bruta). Obs: Imposto cobrado no início é como se fosse a CPMF.

Na capitalização composta trataremos de outros tipos de taxas (pg. 24).

Exemplo 4: Uma aplicação de R$ 500,00 pelo prazo de 3 meses obteve um rendimento de R$ 30,00. Indaga-se: Qual a taxa anual correspondente a essa aplicação?

Qual a taxa anual correspondente a essa aplicação? Ou ainda; Taxa anual = 12 x 2

Ou ainda;

Taxa anual = 12 x 2 = 24% ao ano.

aplicação? Ou ainda; Taxa anual = 12 x 2 = 24% ao ano. ao ano. Exemplo

ao ano.

Exemplo 5: Uma pessoa aplicou um capital num prazo determinado, faltando três meses para o tér- mino retirou 20% do capital, com isso ela deixou de ganhar R$ 50,00 de juros. Dado que o investimen- to foi aplicado à taxa de 12% a.a. e rendeu R$ 450,00 de juros efetivos, calcule o capital e o tempo.

Resolução: A pessoa quando retirou 20% do capital deixou de ganhar 50 de juros na taxa de 12%a. a. durante 3 meses. Logo

ganhar 50 de juros na taxa de 12%a. a. durante 3 meses. Logo Assim: Juros efetivos

Assim: Juros efetivos + perda = juros nominal 450 + 50 = 8333,33 x 0,12n n = 6 meses.

Montante ou Valor Futuro ou valor final – indicado por S ou M, é igual à soma do principal ou capital inicial mais os juros referentes ao período da aplicação. Assim:

S

= P + J

Substituindo J = P i n

na expressão anterior:

S

= P + P i n

S = P (1 + i n)

Com a taxa no período da aplicação S = P (1 + i)

S = P (1 + i n)

no período da aplicação S = P (1 + i) S = P (1 + i

Esquematicamente,

1 + i n = fator de capitalização ou fator de valor futuro.

1 + i n = fator de capitalização ou fator de valor futuro. = fator de
1 + i n = fator de capitalização ou fator de valor futuro. = fator de

= fator de atualização ou fator de valor atual.

Exemplo 6: Calcular o montante da aplicação de um capital de R$ 800,00 no prazo de 12 me- ses à taxa de 3% am.

S= 800 (1 + 0,03 x 12)

Problemas Propostos:

S = 800 x 1,36

S = 1088,00.

1º) Um objeto é vendido por R$120,00 a vista ou então por uma entrada de R$60,00 mais uma

parcela de R$62,40 após um mês. Qual a taxa de juros cobrada?

R. 4% a.m.

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2º) Qual o rendimento que produz um capital de R$610,00 a uma taxa de 5,5%a.m. no período de 2 de janeiro a 6 de março do ano bissexto.

R. 71,57.

3º) Calcule os juros e os juros exatos produzidos por um capital de R$500,00, aplicado à taxa de 60% a.a. durante 25 dias.

R. 20,83 e 20,55.

4º) A empresa de Rafael vende pacotes de café de 1 quilo. Numa tentativa de aumentar suas vendas, passa a comercializar o café em embalagens contendo 20% a mais de café, mantendo o mesmo preço dos pacotes de 1 quilo. Em que porcentagem foi reduzido o preço do quilo de café?

R.16,67%.

5º) Dois capitais foram colocados a juros simples. O primeiro à taxa de 20% a.a. e o segundo

à taxa de 40% a.a. Calcule os capitais, sabendo que a soma deles é R$ 500,00 e que eles produziram, num ano, juros totais de R$ 130,00.

R. 350 e 150.

6º) Dois capitais diferentes aplicados a mesma taxa durante 3 meses renderam R$84,00 e

R$115,20 de juros. Sabendo que um capital supera o outro em R$130,00, calcule esses capitais e a taxa envolvida.

R. 350; 480 e 8%a.m.

7º) Maria obteve R$4410,00 de empréstimo à taxa de 21%a.a Alguns meses depois, tendo en- contrado quem lhe oferecesse a mesma importância a 18%a.a. assumiu o compromisso com essa

pessoa e, na mesma data liquidou a dívida com a primeira. Um ano depois de realizado o primeiro empréstimo saldou o débito e verificou que pagou ao todo R$826,88 de juros. Calcule o prazo do primeiro empréstimo.

R. 3m.

8º) Foi aplicado R$500,00 por 20 dias à taxa de 4,5% a.m. Sabendo que se paga um Imposto de serviço de 20% do rendimento, calcular o valor de resgate e a taxa líquida.

R. 512 e 3,6% a. m.

9º) Numa operação financeira considerando o imposto igual ao do exercício anterior, qual a taxa líquida para 1 mês sabendo que a taxa bruta é de 7% a.m.

R. 5,6%.

10º) Um vendedor ambulante oferece no portão, para uma dona de casa, um produto pelo preço de R$180,00 à vista. Esclarece que, se a compradora quiser poderá pagar 5% a mais sobre o preço do produto para pagar em duas vezes (1+1). Determine a taxa mensal que o vendedor está cobrando. R. 10,53% a.m.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

17

4. DESCONTO SIMPLES

Quando uma pessoa possui um título de crédito seja ele duplicata, cheque, nota promissória, letra de câmbio, etc. e a necessidade do capital antes da data de seu vencimento, então, poderá efetuar a transferência da posse do título, recebendo em troca o valor do título diminuído de um certo ágio, que é o desconto.

O valor do título, também chamado Valor Nominal (N) – é a quantia devida no final do prazo

pactuado, é o valor vencível numa data futura. Equivale, na data n, ao montante da operação. A im- portância paga ao possuidor do título chama-se de Valor Atual também chamado de Valor Líquido ou Valor Descontado (valor nominal menos desconto). Portanto, o Desconto é o abatimento que se faz quando o título de crédito é negociado antes do vencimento. Esse abatimento pode ser calculado tanto em função da taxa de juros, como em função da taxa de desconto e, assim, o desconto pode ser: racional e comercial (bancário).

1. Desconto Comercial ou “desconto por fora” ou desconto bancário ou simplesmente desconto (D) – é o abatimento efetuado quando do valor nominal de um título de crédito for dedu- zido o que decresceu esse valor nominal. Ou seja, é o juro simples aplicado sobre o valor nominal (N)

em função de sua liquidação antecipada. O valor nominal, ás vezes, é denominado por: valor do título, valor declarado, valor de face e valor de resgate.

O

valor do desconto é dado pela expressão

D = N d n

 

N

- valor nominal

d - taxa de desconto

n

- período de antecipação do título.

 

O

desconto só é feito para prazos curtos. Ele só é possível quando d n < 100%.

Exemplo 1: Um cheque pré-datado de R$ 300,00 para 12/11, sendo descontado comercialmente em

20/09 à taxa de 14% ao ano, qual o desconto concedido? E qual o valor recebido pelo dono do cheque?

Dados:

Resolução:

N = 300, n = 53 dias = 53/360 anos.

d = 14% a.a. = 0,14,

D = N d n

= 53 dias = 53/360 anos. d = 14% a.a. = 0,14, D = N d

D = 6,18.

Valor Atual (A c ) – é a diferença entre o valor nominal (N) e o desconto concedido por ter ele sido liquidado antecipadamente.

A c = N – D c

No exemplo anterior o valor descontado é R$293,82.

A c = N – N d n

A c = N (1 – d n).

Exemplo 2: O desconto e o valor recebido pelo portador de um título de R$100,00 sendo resgatado um mês antes do vencimento na taxa de 10% são, respectivamente, R$10,00 e R$90,00.

Exemplo 3: Se essa pessoa, em vez de resgatar o título tomasse um empréstimo de R$100,00 por 1 mês para pagar juros antecipados de 10% a.m. pagaria de juros R$10,00, receberia R$90,00 e pagaria no final R$100,00. Pode-se dizer que o desconto corresponde aos juros antecipados.

18

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Exemplo 4: Determinar a que taxa devem ser descontados três títulos no valor de R$1000,00; R$1200,00 e R$2000,00 com vencimento para 1, 2 e 3 meses, respectivamente, para que se tenha um borderô de R$3730,00.

respectivamente, para que se tenha um borderô de R$3730,00. Solução: 3730 =1000 (1– d 1) +

Solução: 3730 =1000 (1– d 1) + 1200 (1– d 2) + 2000 (1– d 3)

3730

=1000 – 1000 d + 1200 – 2400 d + 2000 – 6000 d

9400

d = 470

d =

+ 1200 – 2400 d + 2000 – 6000 d 9400 d = 470 d =

d = 0,05

d = 5% a.m.

2. Desconto Racional (não é utilizado na prática) também chamado de desconto “por den- tro”, desconto verdadeiro ou desconto real (D r ) – é o abatimento efetuado quando do valor nominal de um título de crédito for deduzido o que cresceu o capital original (juros). Em outras palavras, desconto racional é o juro simples do valor atual do título. Assim, este desconto trata de uma aplicação de juros simples, onde a incógnita do problema é o capital inicial ou valor presente. Daí, a expressão “descontar com taxa de juros” que significa utilizar desconto racional. A taxa de desconto racional = taxa de juros simples. Este tipo de operação não é utilizado na prática. Valor Atual Racional –– é o capital que, se colocado a render juros a partir da data atual, dará um montante (valor futuro) que é o valor nominal do compromisso em sua data de vencimento.

.
.

Conforme já sabemos, S = P (1 + i n) N = A R (1 + in)

O valor do desconto é dado pela expressão

Substituindo

daí,

A r =

,

Como D r = A i n. onde: N = valor nominal,

N in

1 + in

A r na equação:

D r =

d - taxa de desconto,

n - período de antecipação do título.

Exemplo 1: Uma nota promissória de Valor Nominal igual a R$ 260,00 e vencimento para 90 dias foi descontada à taxa de 6% ao mês. Qual o desconto racional dessa operação?

Dados:

N = 260, i = 6% a.m.,

n = 90 dias = 4 meses,

D r

=

?

de 6% ao mês. Qual o desconto racional dessa operação? Dados: N = 260, i =

.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

19

Exemplo 2: Um título no valor de R$3000,00 foi resgatado 2 meses antes do vencimento na taxa de 10% a.m., Resolvendo por desconto racional encontra-se R$500,00 para o desconto e R$2500,00 para valor recebido. Comparação entre a taxa de desconto (d) e a taxa de juros (i) – a comparação será feita depois da resolução do exemplo seguinte:

a) Um título no valor de R$100,00, resgatado 1 mês antes do vencimento na taxa de desconto

de 10% a.m. tem como desconto o valor deR$10,00 e valor recebido de R$90,00.

b) Colocando o valor de R$90,00 para render juros na taxa de 10%a. m. durante o mesmo perí-

odo de 1 mês, o montante será de R$99,00.

o mesmo perí - odo de 1 mês, o montante será de R$99,00. Nos exemplos acima

Nos exemplos acima observamos que a taxa de desconto é diferente da taxa de juros. Assim, qual a taxa de juros que é equivalente a taxa de desconto (d) = 10%? Resposta: A taxa de juros (i) = 11,11% (taxa efetiva). Observe que anunciar a taxa de desconto e não a taxa de juros é um modo sutil de fazer crer aos ingênuos estarem eles pagando juros menores do que realmente lhes estão sendo cobrados. Pelos exemplos acima, percebemos a necessidade de encontrar uma expressão que relacione as duas taxas. Sabemos que a taxa de desconto negociada é diferente da taxa de juros capaz de produzir montante igual ao valor nominal. Vamos encontrar uma expressão que relacione as duas taxas.

Vamos encontrar uma expressão que relacione as duas taxas. Essa expressão será deduzida a partir do

Essa expressão será deduzida a partir do montante:

D in = A
D
in =
A
encontrar uma expressão que relacione as duas taxas. Essa expressão será deduzida a partir do montante:
encontrar uma expressão que relacione as duas taxas. Essa expressão será deduzida a partir do montante:

20

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Exemplo 3: Qual o desconto e o valor recebido pelo portador de um título de R$1000,00, descontado a taxa de 12% ao ano, sendo resgatado 90 dias antes do vencimento, são, respectivamente, R$30,00 e

R$970,00?

Resolução:

D = N d n

Ac = N (1 – d n)

e R$970,00? Resolução: D = N d n Ac = N (1 – d n) ⇒

Ac = 970.

D = 30

A mesma quantia de R$300,00 (desconto) representa os juros que se paga sobre o valor atual de R$ 970,00, juros esses calculados à taxa de 12,37% a. a. que é a taxa equivalente à taxa de desconto de 12% .

Exemplo 4: Se uma instituição quer ganhar 36% a.a.que taxa de desconto deveria aplicar para opera-

ções com prazo de:

a) 1 mês?

b) 3 meses?

Resolução:

a)

com prazo de: a) 1 mês? b) 3 meses? Resolução: a) b) ⇒ 1200 d =

b)

com prazo de: a) 1 mês? b) 3 meses? Resolução: a) b) ⇒ 1200 d =

1200 d = 36 – 108 d 1302 d = 36 d = 2,76% a.m.

5. EQUIVALÊNCIA NA CAPITALIzAçãO SIMPLES

Equivalência de capitais – É comum a necessidade de antecipar ou prorrogar títulos nas ope- rações comerciais. Essa troca é feita levando em consideração a equivalência dos títulos, para isso é necessário que se faça à comparação desses títulos numa mesma época e esta tem que ser a época zero (hoje), isto porque não podemos fracionar o prazo, pois se assim o fizéssemos estaríamos considerando juros sobre juros e não seria capitalização simples.

Para juros temos:

Esquematicamente:

.
.

Para desconto temos: A = N (1 – d n).

Esquematicamente: . Para desconto temos: A = N (1 – d n). Exemplo 1: Uma empresa

Exemplo 1: Uma empresa deve pagar dois títulos: um de R$520,00 para 2 meses e outro de R$1960,00 para 3 meses. Entretanto, não podendo resgatá-los no vencimento, propõe ao credor substituí-los por um único título para 4 meses. Calcular o valor nominal do novo título empregando a taxa de desconto de 14,4% a.a.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

21

O problema trata de valor atual com juros

Financeira 2 1 O problema trata de valor atual com juros A 4 = A 2

A 4 = A 2 + A 3

0,952 x = 520. 0,976 + 1960. 0,964

0,952 x = 2396,96

x (1 – 0,012.4 ) = 520 (1 – 0,012.2 ) + 1960 (1 – 0,012.3 )

x =

) = 520 (1 – 0,012.2 ) + 1960 (1 – 0,012.3 ) ⇒ x =

0,952 x = 507,52 + 1889,44

x = 2517,81.

Exemplo 2: Qual a prestação de um objeto que custa R$300,00 e é vendido em 3 vezes (0+ 3) com juros de 5% a.m.?

e é vendido em 3 vezes (0+ 3) com juros de 5% a.m.? O problema trata

O problema trata de valor atual com juros. Assim, podemos resolvê-lo como segue:

300 =

x

+

1+0,05.1

x

1+0,05.2

+

x

1+0,05.3

como segue: 300 = x + 1+0,05.1 x 1+0,05.2 + x 1+0,05.3 300 = x (0,9524

300 = x (0,9524 + 0,9091+ 0,8696)

300 = x 2,7311

x = 109,85.

Problemas Propostos:

1º) Um comerciante deseja realizar uma liquidação de 50%. De que porcentagem um produto de R$150,00 deve ser aumentado para que depois do desconto anunciado o comerciante receba os mesmos R$150,00? E se o desconto for: 20%; 15%? R.100%; 25%; e 17,65%.

2º) Qual a melhor opção? a) Leve 4 e pague 3 b) Leve 3 e pague 2

R. b

3º) Dois títulos, o 1º de R$3762,00 e o 2º de R$2538,00 foram descontados a 6%a. m. sofrendo um desconto total de R$717,48. O vencimento do 1º título ocorre 20 dias após o do 2º. Determinar esses prazos.

R. 45 e 65 dias.

22

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

4º) Qual a melhor opção para Maria:

a) descontar no banco uma duplicata no valor de R$5000 com 1,5 meses a vencer numa taxa de

5%a.m.?

b) tomar empréstimo igual ao valor líquido da duplicata acima para ser pago em 45 dias a taxa de 5,3 % a.m.?

R.b

5º) Uma duplicata de R$5000,00 é descontada 100 dias antes do vencimento. Sabendo-se que a taxa de desconto é de 6% a. m., a taxa de serviço cobrada pelo banco é de 2% e considerando ainda um imposto de 0,0042% a.d., qual o líquido e taxa efetiva mensal?

R. 3879 e 8.67%

6º) O portador de um título de R$6000,00 resolveu descontá-lo 4 meses antes do vencimento na taxa de 13% a. m. e aplicar o valor apurado a 18% a. m. pelo mesmo período. Fez bom negócio?

R. Não.

7º) (VERAS) Um banco descontou uma nota promissória de R$5000,00 para Marielle, 90 dias

antes de seu vencimento, e depositou o valor correspondente em sua conta-corrente. O extrato da conta recebido por Marielle acusou um depósito de R$3180,00 e o costume do banco é cobrar, por esse servi- ço, uma taxa de 0,4% sobre o valor nominal do título. Qual a taxa de desconto cobrada pelo banco?

R. 12%a. m.

8º) Ana aplicou R$1200,00 em letras de câmbio para resgatar R$1452,00 após 90 dias. Quando

faltavam 15 dias para o vencimento da letra, descontou-a com taxa de 8% a. m. e depositou o valor apurado a prazo fixo com rendimento de 10% a. m. por 2 meses. Qual a taxa de juros considerando todas essas operações?

R. 8.75% a. m.

9º) Uma loja está fazendo uma promoção na venda de chocolates: compre x chocolates e ganhe x% de desconto. A promoção é válida para compras de no máximo 60 chocolates. Matilde e Ricardo compraram 30 e 45 chocolates respectivamente. Qual deles poderia ter comprado mais chocolates e gasto a mesma quantia, se empregasse melhor seus conhecimentos de Matemática? R. Ricardo.

10º) Qual o prazo que um título de R$3000,00 vencível em 1 mês possa ser trocado por outro

de R$3200,00 sabendo que o desconto é de 3,5% a.m. e que o imposto cobrado é de 0,02% a.d.

R. 2,5 mês.

11º) Tenho alguns títulos que gostaria de descontar antes do vencimento. O Banco A faz des- conto com taxa de 34,45%a.a. O Banco B usa taxa de juros de 36% a.a.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

23

a) Onde é mais vantajoso descontar um título que vence daqui a 2 meses?

R.Bco. B.

b) Qual o prazo de vencimento que torna indiferente a escolha do banco?

R.1,5mês.

12º) Um aparelho de R$ 300,00 ou com entrada (1+2) de R$100,00 sendo de 8% a. m. a taxa de juros. Pede-se calcular até que valor interessa adquirir o bem à vista.

R. 278,80.

13º) Uma dívida de José está sendo paga em seis prestações mensais e faltam três pagamentos

de R$2250,00 para que seja totalmente saldada. Na data em que fez o 3º pagamento, José propôs ao credor pagar o restante da dívida em apenas dois pagamentos iguais, se ela fosse recalculada naquela data, com a taxa de 12% a.m. de juros e se os pagamentos fossem feitos em 30 e 60 dias, respectiva- mente. Se o credor aceitar, de quanto serão os pagamentos?

R. 3222.

14º) Um objeto custa x. Depois de 1 mês, ele sofre um aumento de 20% e, logo depois, um desconto de 20%. Em relação ao preço inicial o que lhe aconteceu?

R. – 4%.

15º) Siare fez um depósito a prazo fixo de dois meses, decorrido o prazo o montante que era

de R$2220,00 foi reaplicado por mais um mês a uma taxa de juros 20% superior à primeira. Sendo o montante final de R$2550,00. Calcule o principal e as taxas mensais.

R. 1779; 12,39% e14,87%.

16º) Em um dado momento, dois objetos A e B tinham o mesmo preço. O preço de A sofreu um aumento de 25% e, em seguida, outro aumento de 80% sobre o novo preço O preço de B sofreu

um aumento de x% e, em seguida, outro aumento de x% sobre o novo preço. Os preços finais dos dois objetos resultaram iguais. Qual o valor de x?

R. 50%.

17º) (VERAS) A financeira A faz empréstimo a 10% a. m. de juros e cobra no ato uma taxa de serviços de 4,5% sobre o valor financiado. A financeira B faz empréstimo a 12% a. m., mas só cobra também no ato 1,5%: a) Estabeleça fórmulas que dêem taxas efetivas de juros mensais de cada finan- ceira, para o prazo de n meses. b) Para empréstimos, com que prazos as taxas efetivas de ambas seriam equivalentes? Rb). 1m e 26 dias.

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6. JUROS COMPOSTOS

No regime de capitalização composta, o juro produzido no fim de cada período é somado ao capital que o produziu passando esta soma (montante daquele período) a render juros no período seguinte (juros sobre juros).

Juros Compostos – é a diferença entre o montante no final do período e o principal. Calcular o montante S de um capital P aplicado à taxa i durante 4 períodos. Vamos inicialmente calcular os montantes de cada período. Esquematicamente:

calcular os montantes de cada período. Esquematicamente: S 1 = P (1 + i) S 2

S 1 = P (1 + i)

S 2 = S 1 (1 + i) = P (1 + i) (1+i) = P (1+i) 2 S 3 = S 2 (1+i) = P (1+i) 2 (1+i) = P (1+i) 3 S 4 = S 3 (1+i) = P (1+i) 3 (1+i) = P (1+i) 4 . ………………………………………

S n = P (1 + i) n ,

S = P (1 + i) n

ou seja,

Esquematicamente

+ i) n , S = P (1 + i) n ou seja, Esquematicamente ⇒ (1

(1 + i) n = fator de acumulação de capital.

⇒ (1 + i) n = fator de acumulação de capital. = fator de valor atual.
⇒ (1 + i) n = fator de acumulação de capital. = fator de valor atual.

= fator de valor atual.

O cálculo pode ser efetuado por:

• Uso de logaritmo.

• Uso de calculadora científica ou financeira.

• Uso de tabelas financeiras (final do trabalho p. 50 temos uma pequena amostra).

Exemplo 1: Para comprar uma máquina no valor de R$2500,00, quanto se aplica hoje para daqui a dois meses possua tal valor considerando a taxa de juros de 3%a.m.?

se aplica hoje para daqui a dois meses possua tal valor considerando a taxa de juros
se aplica hoje para daqui a dois meses possua tal valor considerando a taxa de juros

se aplica hoje para daqui a dois meses possua tal valor considerando a taxa de juros

P = 2356,49.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

25

Exemplo 2: Se a taxa mensal está em torno de 2,5%, em quanto tempo uma mercadoria que custa R$800,00 atingirá o preço de R$850,94?

S = P (1 + i) n

850,94 = 800 (1 + 0,025) n

1,063675 = 1,025 n

log 1,063675 = log 1,025 n

n=

n ⇒ 1,063675 = 1,025 n log 1,063675 = log 1,025 n ⇒ n= = ⇒

=

n=2,5meses.

Exemplo 3: No ano passado o Banco X chegou a pagar R$1200,00 para aplicações de R$1000,00 pelo pra- zo de um ano, sabendo que há um imposto de 12,2% sobre o rendimento. Qual a taxa efetiva nos casos:

a) imposto pago no final da aplicação. R.17,56% a.a.;

b) imposto pago no ato da aplicação além do capital aplicado. R.17,14% a.a.;

c) imposto pago no ato da aplicação, porém incluído no capital que fora inicialmente negociado

(1000). R.17,14% a.a

a)

que fora inicialmente negociado (1000). R.17,14% a.a a) i = ⇒ i = 20% no período

i =

que fora inicialmente negociado (1000). R.17,14% a.a a) i = ⇒ i = 20% no período

i = 20% no período

imposto = 12,2% dos juros 12,2% de 200 imposto = 24,4. Assim, de fato, o aplicador no final do período recebe o valor de 1200 – 24,4 = 1175,60

taxa efetiva =

recebe o valor de 1200 – 24,4 = 1175,60 taxa efetiva = a. a b) tx.

a. a

b) tx. efet.=

de 1200 – 24,4 = 1175,60 taxa efetiva = a. a b) tx. efet.= a. a

a. a

c) 1000 = capital + imposto 1000= P+ 12,2% juros 1000 = P+ 0,122 de 20% P

1000 = P + 0,0244P

1000= 1,0244 P

P=

1000 = P + 0,0244P ⇒ 1000= 1,0244 P ⇒ P= ⇒ P = 976,18

P = 976,18

J= 20% de 976,18

J= 195,24

M = 1171,42

 

tx. efet.=

⇒ J= 195,24 ⇒ M = 1171,42   tx. efet.= a. a Montante de juros compostos

a. a

Montante de juros compostos quando o prazo não for expresso por um número inteiro

foi deduzida para n expresso por um nú-

em que m representa um

de períodos – a expressão do montante

mero inteiro de período. Quando o prazo se apresenta da forma n = m + número inteiro de períodos e a fração de período p/q (p < q).

S = P (1 + i) n

e a fração de período p/q (p < q). S = P (1 + i) n

Existem duas convenções para o cálculo do montante:

Convenção Linear – o capital P rende juros compostos durante a parte inteira de períodos (m períodos) e se transforma no montante parcial o qual produzirá juros simples durante a fração p/q do período de capitalização. Assim, o montante total é;

.
.

26

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Convenção Exponencial – o capital P rende juros compostos durante a parte inteira e também

durante a parte fracionária do período. Assim o montante será:

M = P (1 + i) m + p

q

.

Exemplo 4: Calcular o montante do capital de R$1200,00 à taxa de 4% a. m. durante 2 meses e 18 dias. Determine o montante recebido usando as 2 convenções, ou seja, no regime de capitalização composta (convenção exponencial) e no regime de capitalização mista (convenção linear).

Exp.

regime de capitalização mista (convenção linear). Exp. ⇒ M=1200 = 1200.1,04 2 , 6 = 1200.1,107354

M=1200

capitalização mista (convenção linear). Exp. ⇒ M=1200 = 1200.1,04 2 , 6 = 1200.1,107354 = 1328,82

= 1200.1,04 2,6 = 1200.1,107354 = 1328,82

Linear:

= 1200.1,04 2 , 6 = 1200.1,107354 = 1328,82 Linear: ⇒ M=1200(1+0,04) 2 = 1200.1,0816.1,024=1329,07. 7.

M=1200(1+0,04) 2

6 = 1200.1,107354 = 1328,82 Linear: ⇒ M=1200(1+0,04) 2 = 1200.1,0816.1,024=1329,07. 7. TAXA NA CAPITALIzAçãO

= 1200.1,0816.1,024=1329,07.

7. TAXA NA CAPITALIzAçãO COMPOSTA

a) O conceito de Taxa Equivalente é o mesmo definido para capitalização simples. Aplicando montante no período de 1 ano na taxa anual (i a ) e taxa mensal (i m )

P (1 + i m ) 12 = P (1 + i a )

(1 + i m ) 12

m ) 1 2 = P (1 + i a ) ⇒ (1 + i m

Ou

=

(1 + i a )

i a ) ⇒ (1 + i m ) 1 2 Ou = (1 + i

i a = (1 + i m ) 12 – 1.

Exemplo 1: Determinar a taxa mensal equivalente a 60,103% ao ano. a. m.

Determinar a taxa mensal equivalente a 60,103% ao ano. a. m. Exemplo 2: Determinar a taxa

Exemplo 2: Determinar a taxa anual equivalente a 0,19442% ao dia. I a = (1 + 0,0019442) 360 - 1 = 1,0122 = 101,22% aa.

Dos exemplos acima podemos chegar a uma expressão genérica, que nos permite utilizar

em qualquer caso:

genérica, que nos permite utilizar em qualquer caso: i q = taxa que quero, i =

i q = taxa que quero,

i = taxa que tenho,

q = unidade de tempo que quero,

t = unidade de tempo que tenho.

Exemplo 3: Determinar a taxa para 183 dias, equivalente a 66% ao ano.

1 = 0,2899

i

=

(1 + 0,66 ) 183/360

-

ou 28,99%.

b) Taxa Nominal e taxa efetiva – Uma expressão como “24% a.a. com capitalização mensal”, ”24% a.a. composto mensalmente” ou “24% a.a. convertidos mensalmente” significa que a taxa utilizada na operação não é a de 24% e sim a taxa mensal que lhe é proporcional. Assim, a tradução da expressão acima é de 2% a.m. ou 26,82% a.a que é a taxa efetiva e a taxa de 24% a.a. é a taxa nominal.

A taxa de juros é nominal, quando o prazo de capitalização dos juros não é o mesmo daquele definido para a taxa de juros. Nesse caso é comum admitir-se que a taxa para o período de capitaliza-

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

27

ção é encontrada como se fosse por juros simples, ou seja, dividindo a taxa dada proporcionalmente

ao número de períodos de capitalização referente à unidade de tempo. A taxa de juros é efetiva significa dizer que, caso a taxa conhecida seja uma taxa nominal, esta deverá ser dividida proporcionalmente ao número de período de capitalização, e em seguida encon- trada a taxa equivalente para o período que se deseja. Essa taxa equivalente encontrada é a taxa efetiva naquele período.

Exemplo 1: qual deve ser a taxa efetiva anual para a taxa nominal de 36% ao ano, capitalizada men- salmente.

A taxa efetiva mensal será de 36 dividido por 12 meses que é igual 3% ao mês. A taxa efetiva

anual procurada será, portanto, a taxa anual equivalente à taxa de 3% ao mês, ou seja,

i a =

(1 + 0,03 ) 12

-

1

= 0,4258

ou 42,58% a.a

A Tabela Price possui a característica de ter a taxa anual e período mensal, assim, por exemplo,

numa taxa de 36% traduzimos:

1) taxa nominal de 36% a.a.; 2) os períodos correspondem a meses; 3) a taxa efetiva é de 3% a. m., ou seja 42,58% a.a

c)Taxa de juro variável –Vamos partir de um exemplo. Um capital de R$1000,00 é aplicado durante 3 meses a taxas mensais de 1,5%; 2% e 2,5%. Qual o Montante? Qual a rentabilidade acumulada no trimestre? Qual a taxa média? Observamos que durante o período da aplicação há várias taxas de juros diferentes aplicando o conceito de montante período a período. Observando, isso, temos:

de montante período a período. Observando, isso, temos: ⇒ ⇒ ⇒ S = 1000 x 1,0611825
de montante período a período. Observando, isso, temos: ⇒ ⇒ ⇒ S = 1000 x 1,0611825

montante período a período. Observando, isso, temos: ⇒ ⇒ ⇒ S = 1000 x 1,0611825 ⇒

S = 1000 x 1,0611825

S = 1061,18.

A rentabilidade acumulada no trimestre, ou seja, a taxa trimestral (i) –

P

i = –1

i= 1,0611825 – 1 i = 6,118% a. t

(i) – P i = –1 i= 1,0611825 – 1 ⇒ i = 6,118% a. t

i =

P i = –1 i= 1,0611825 – 1 ⇒ i = 6,118% a. t ⇒ i
P i = –1 i= 1,0611825 – 1 ⇒ i = 6,118% a. t ⇒ i

i =

–1;

1,0611825 – 1 ⇒ i = 6,118% a. t ⇒ i = i = ⇒ –1;

–1

– 1 ⇒ i = 6,118% a. t ⇒ i = i = ⇒ –1; –1

A taxa média é a taxa mensal, ou seja, P (1+i) 3 = P

(1+i) 3 =

é a taxa mensal, ou seja, P (1+i) 3 = P (1+i) 3 = ⇒ ⇒

i=1,99918% a. m.

(1+i ) 3 =1,0611825

Problemas Propostos:

1º) Um investidor aplicou R$1200,00 em títulos que lhe proporcionarão um resgate de R$1330,46 após 90 dias de aplicação. Qual a taxa mensal da aplicação? R. 3,5%.

28

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

2º) Maria fez uma aplicação de R$750,00 por 18 meses à taxa de 36% a.a. Determine o montante recebido usando as 2 convenções:

R. 1203,6 e 1189,51.

3º) Determine o valor aplicado na operação, cujo resgate foi de R$1700,00 após 70 dias a uma

taxa de 2,2% a. m., utilizando as duas convenções.

1615,83 e 1615,75.

4º) a) Qual a taxa anual equivalente a 12% ao bimestre?

b) Qual a taxa mensal equivalente a 0,2% ao dia?

c) Qual a taxa semestral equivalente a 108% ao ano?

d) Qual a taxa em 63 dias equivalente a 10% ao mês?

e) Qual a taxa em 13 meses equivalente a 10% ao bimestre?

f) Qual a taxa em 63 dias equivalente a 500% ao ano?

R. 97,38%. R. 6,18%. R. 44,22%. R. 22,16 %. R. 85,8%. R. 36,83%.

5º) Em quanto tempo teremos montantes iguais com o capital de R$1198,00 aplicado a 4,6% em 20 dias e o capital de R$1252,00 aplicado a 6% a.m.

R. 144 dias.

6º) Qual a melhor opção: a) Descontar no banco uma promissória de valor R$1000,00 com 90

b) Tomar empréstimo no valor líquido da promissória, para ser

dias a vencer na taxa de 10% a.m

pago em 3 meses com juros de 12% a. m

R. b.

7º) Uma financiadora emite uma LC prefixada no valor de R$8000,00 por 60 dias. Sendo 96 % a.a. a

taxa e 20% a alíquota do I.R., qual a taxa líquida para: a) I.R cobrado no final? R.4,64 e 4,53% a.m

b) I.R cobrado no início?

8º) Roberto tem um capital R$3000,00 disponível para aplicá-lo a prazo fixo por 3 meses a uma

Sabendo que existe um imposto de 20% sobre o rendimento, qual a taxa efetiva men-

taxa de 72% a.a sal nos casos;

capital aplicado? c) imposto pago no ato da aplicação retirado do capital inicial. R. 3,73%; 3,63% e 3,63%.

a) imposto pago no final da aplicação? b) imposto pago no ato da aplicação além do

9º) A financiadora A faz empréstimo a 10%a.m. e cobra no ato uma taxa de serviço de 4,5%. A financiadora B faz o mesmo com juros de 12% a.m. e serviço de 1,5%.

a) Qual a melhor num empréstimo de 1mês?

R. B.

b) Qual a melhor num empréstimo de 6 meses?

R. A.

c) Qual o prazo que torna indiferente a escolha do banco?

52dias.

10º) Um capital de R$5000,00 é aplicado durante 2 anos à taxa de 9% a.a. capitalizado trimes- tralmente. Qual o montante e qual a taxa efetiva anual? R.5974,15; 9,308%.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

29

11) Calcular a taxa anual equivalente a 1,7% para 51 dias, capitalizados bimestralmente?

R.12,6162%.

12º) O banco A oferece empréstimos pessoais por um ano a taxa de 12% a.a.; o banco B pelo mesmo empréstimo e prazo cobra 9,6% a.a. porém com capitalização mensal dos juros. Qual o melhor banco? E qual deveria ser a taxa nominal anual do banco B, para que fosse indiferente a escolha do banco?

R. banco B; 11,3865% a.a. cap. mensalmente.

13º) Em 3 meses consecutivos as ações de uma empresa desvalorizaram-se a 1% a.m. Qual a rentabilidade no período?

R. – 2,97%

14º) Em junho e julho um fundo de ações rendeu 3% e – 1%, respectivamente. Qual a rentabi- lidade de agosto para que o acumulado seja 6%?

R. 3,95%.

8. CAPITALIzAçãO CONTíNUA

Quando os períodos de capitalização são tão pequenos quanto se queira. Admitindo um capital de R$1000,00 aplicado por um ano à taxa de 12% a.a. e calculando seus montantes nas seguintes hi- póteses de capitalização: anual, semestral, trimestral, mensal, diária e horária, encontramos, respectiva- mente, os valores: R$1120,00; R$1123,60; R$1125,51; R$1126,83; R$1127,47 e R$1127,4. Constatamos que o valor do montante aumenta à medida que aumentamos o número de capitaliza- ções, à primeira vista parece, inclusive, que ele cresce indefinidamente, mas fazendo a capitalização ainda menor, por exemplo, a capitalização por minuto, por segundo, etc. encontramos o valor do montante M = 1000 “não é muito diferente” da capitalização horária. Dessa forma, podemos inferir

da capitalização horária. Dessa forma, podemos inferir que o valor do montante “aproxima-se do valor

que o valor do montante “aproxima-se do valor R$1127,50”.

O Cálculo Integral e Diferencial nos ensina que o =

O Cálculo Integral e Diferencial nos ensina que o = e m , onde e (número

e m , onde e (número de Eu

nos ensina que o = e m , onde e (número de Eu ler) = 2,718281828459.

ler) = 2,718281828459. Então, no exemplo,

=1000 = 1000 e 0,12 =

1127,50.

Assim, o montante na capitalização contínua é M = C e i . Se o período de aplicação não for 1,

mas n, encontramos:

taxa anual i capitalizada continuamente é chamada taxa instantânea Na prática, a

capitalização não é usada. Este conceito tem grande interesse teórico em análise de projetos, onde se admite o capital crescendo continuamente com o tempo.

M = C e i n .

Exemplo: Um capital de R$5000,00 é aplicado à taxa de 10% a.s. durante 2 anos com capitalização

contínua. Determine o montante.

M = 5000 e 0,1 . 4 = 7459,12.

30

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9. DESCONTO COMPOSTO (não é utilizado na prática, tem importância meramente teórica)

Desconto composto – os descontos compostos podem ser considerados como uma sucessão de descontos simples, calculados período por período.

a) desconto comercial A C = N (1 – i) n ;

b) desconto racional:

A R =

C = N (1 – i) n ; b) desconto racional: A R = D C

D C = N – A C (i I) .

D R = N – A R (i = I).

Exemplo: Um título de R$5000,00 é resgatado 2 meses antes do vencimento à taxa de 4% a.m. Qual o desconto aplicado?

A C = N (1 – i) n = 5000 (1 – 0,04) 2 = 4608

D C = = N – A C = 5000 – 4608 = 392;

A R =

C = = N – A C = 5000 – 4608 = 392; A R =

= 4622,78

D R = N – A R = 5000 – 4622, 78 = 377, 22.

10. EQUIVALÊNCIA NA CAPITALIzAçãO COMPOSTA

Equivalência de capitais – o conceito de equivalência de capitais que permite transformar for- mas de pagamentos (ou recebimentos) em outras equivalentes é a mesma que vimos para capitalização simples exceto que a época da comparação desses títulos pode ser qualquer. Na prática, apenas é utilizada a equivalência na capitalização composta. Exemplo 1: O valor a vista de um objeto é R$300,00. Maria paga hoje a quantia de R$140,00 e R$100,00 com 1 mês. Que pagamento deverá efetuar daqui a 2 meses para liquidar a dívida se a loja trabalha com juros de 4% a. m.?

a dívida se a loja trabalha com juros de 4% a. m.? O valor do objeto

O valor do objeto é 300 e como é pago 140 de entrada o seu débito é 160, ou seja,

300 – 140 = 160

66,04 (1,04) = 69,06.

160 (1,04) = 166,40

166,40 – 100 = 66,04.

Ou considerando época zero:

Ou considerando época 1:

⇒ 160 (1,04) = 100 +
160 (1,04) = 100 +

x = 69,06.

x = 69,06.

Ou considerando época 2:

160 (1,04) 2 = 100(1,04) + x

x = 69,06.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

31

Problemas Propostos:

1º) Um objeto custa a vista R$300,00 ou então em 3 prestações mensais e iguais (0+3) com juros de 7% a. m. Calcule o valor dessas prestações.

R. 114,32.

2º) José deve pagar 2 títulos, o 1º de R$250,00 exigível em 1 mês; o 2º de R$260,00 exigível em 2 meses. Ele pretende substituir esses 2 títulos por um único de R$509,92. Calcule o prazo do novo título, sabendo que a taxa de mercado é de 6% a.m.

R.1,5m.

3º) Um vídeo de R$600,00 é oferecido a João em 4 planos. Qual a melhor opção de compra uma vez que a taxa de juros de mercado é de 6,5% a. m.?

a)

Direto com 1 mês.

b)

A vista com 6% de desconto.

c)

(1+2) sem acréscimo.

d)

25% de entrada e o restante com 1 mês.

R.

a.

4º) O preço de um produto é de R$450,00, contudo pode ser comprado de três vezes (1+2)

sem acréscimo, diz o vendedor. Se a loja trabalha com juros de 6% a. m., qual a porcentagem do preço à vista, pode a loja dar de desconto?

R. 5,55%.

5º) Uma matéria-prima é vendida por R$900,00 em 3 parcelas mensais de R$300,00 (0+3). Se o pagamento é feito à vista, há um desconto de 10%. Qual a taxa de juros do financiamento?

R. 5,46% a. m.

11. TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Taxa interna de retorno – é taxa de juros que anula o valor atual do fluxo de caixa.

Exemplo: 1: Uma matéria-prima é vendida por R$900,00 em 3 parcelas mensais de R$300,00 (0+3). Se o pagamento for feito à vista, haverá um desconto de 10%. Qual a taxa de juros do financiamento? (5º problema da página anterior). Observamos que a sua resolução depende de uma equação do 3º grau e como a resolução algé- brica de uma equação de grau maior que 2 é trabalhosa e às vezes impraticável por métodos clássicos (em geral, essas equações não tem fórmula resolutiva) dessa forma, usa-se métodos aproximados.

Ex: No problema, igualando a zero, temos:

não tem fórmula resolutiva) dessa forma, usa-se métodos aproximados . Ex: No problema, igualando a zero,

32

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Chamando o 1º membro da equação por P(i), observamos que:

a) P(i) é uma função contínua de i, para valores positivos de i, pois é uma função racional.

b) P(i) é uma função estritamente decrescente de i, pois P ( i ) < 0;

Assim, seu gráfico tem a forma.

c) P ( 0 ) > 0.

0; Assim, seu gráfico tem a forma. c) P ( 0 ) > 0. i =

i = taxa interna de retorno. Admitindo o arco AB como um segmento de reta e usando geometria clássica, temos a taxa

interna de retorno dada por:

clássica, temos a taxa interna de retorno dada por: . . No exemplo, fazendo i 1

.

clássica, temos a taxa interna de retorno dada por: . . No exemplo, fazendo i 1

. No exemplo, fazendo i 1 = 5%; i 2 = 6% temos:

Método de interpolação linear do valor atual – consiste em procurar valor atual maior e menor que o valor apresentado e fazer uma regra de três. Para começar com i, a dica é:

(valor total : valor atual – 1) : nº de pagamentos. Exemplo anterior:

taxa

valor atual

5

816,97

1

15,06

x = 0,462

taxa = 5,46% a.m.

5+x

810

x

6,97

6

801,91

Resolução da TIR utilizando do programa EXCEL

Para isso vamos partir do exemplo abaixo.

Exemplo 2: Uma financeira concede empréstimo de R$9000,00 para ser pago em três prestações vencíveis em 1, 2, 3 meses com valores de R$3500,00; R$4000,00; R$4275,10 respectivamente. Qual a taxa de juros desse empréstimo? Faremos o exemplo utilizando o programa EXCEL (planilha eletrônica)

e as colunas são

as células da

2ª linha são A2, B2, C2,

designadas pelas letras A, B, C,

Uma planilha eletrônica é uma matriz, onde as linhas são numeradas 1, 2, 3,

,

, etc.

de modo que as células da 1ª linha são A1, B1, C1

,

Utilizando a própria fórmula financeira TIR, que o programa já traz. Insira o valor fluxo de caixa colocando as parcelas com sinal negativo em sequência dos perío- dos e após inserindo a fórmula financeira TIR. É necessário selecionar o fluxo de caixa:

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

33

Detalhando:

1.

Na célula A1 digita valor à vista. Na célula B1 digita Prestação 1. Na célula C1 digita Prestação

2.

Na célula D1 digita parcela Prestação 3 e na célula E1 digita taxa de juros.

2.

Na célula A2 digita 9000. Na célula B2 digita -3500. Na célula C2 digita -4000. Na célula D2

digita -4275,10 e na célula E2 (célula de resposta) pinta (opcional) digita = ícone inserir função,

TIR, ok, digita A2:D2, digita ok. Se quiser aumentar as casas decimais é só clicar o ícone que trata desse aumento. Abaixo temos a cópia da planilha no computador, que calcula a taxa em 14,215% ao mês

no computador, que calcula a taxa em 14,215% ao mês Ainda existem outros métodos aproximados, por

Ainda existem outros métodos aproximados, por exemplo: o Método de Newton.

Problemas Propostos:

1º) Uma financeira, concede empréstimo de R$10000,00 para ser pago em três prestações ven-

cíveis em 1, 2, 3 meses com valores de R$3500,00; R$4000,00; R$4275,10, respectivamente. Qual a taxa de juros desse empréstimo?

R. 8,35%a.m

2º) Maria aplica R$5774,00; recebe R$1800,00 com um mês, R$2500,00 após dois meses e R$2874,30 com três meses. Determine a taxa interna de retorno.

R. 10,8%.

3º) Um equipamento é vendido à vista por R$1300,00 ou então com uma entrada de R$300,00 e mais três mensais de R$400,00. Qual a taxa de juros mensal?

R. 9,7%.

4º) José aplica R$1000,00, recebe R$450,00 após um mês, R$400,00 após dois meses e R$271,55 com três meses. Determine a taxa interna de retorno.

34

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

12. RENDAS CERTAS OU SEQüÊNCIAS DE CAPITAIS OU SéRIES DE CAPITAIS

As séries ou seqüências de capitais disponíveis ou pagamentos vencíveis em datas diferentes cons- tituem o que se chama renda. Cada um dos pagamentos chama-se termo ou prestação. Estudaremos as rendas certas ou simplesmente rendas, que têm os termos e períodos iguais, elas se dividem em:

1) Imediatas ou Postecipadas, também chamadas ordinárias, vencidas – caracterizam-se por

Exemplo:

terem o primeiro pagamento efetuado no fim do primeiro período (começa na parcela 1). O salário que o trabalhador recebe no fim de cada mês.

Montante ou Valor Futuro de Renda Imediata ou Postecipada – Vamos partir de um exemplo. Exemplo 1: Determinar o valor do montante no final do 4º mês, de uma série de 4

aplicações mensais, iguais e consecutivas, no valor de R$ 100,00 cada uma, a uma taxa de 4% ao mês, sabendo-se que a primeira parcela é aplicada no final do 1º mês e que a última, no final do 4º mês, é coincidente com o momento em que é pedido o montante.

R – cada termo da série;

i – taxa de juros coerente com a unidade de tempo;

n

– número de prestações;

P

– principal, capital inicial, valor atual ou valor presente;

S

– montante ou valor futuro.

Dados: R = 100

i = 4% a. m.

n = 4

S = ?

S

0 1 2 3 4
0
1
2
3
4

100

100

100

100

Vamos calcular o montante de cada prestação no final do 4º mês:

S

= 100 (1,04)³ + 100 (1,04)² + 100 (1,04)¹ + 100. Colocando 100 em evidência:

S

= 100 [(1,04)³ + (1,04)² + (1,04)¹ + 1] ou S = 100 [1 + (1,04)¹ + (1,04)² + (10,4)³].

Observe que a série entre colchetes representa a soma de uma progressão geométrica de razão

1,04, cuja formula é:

uma progressão geométrica de razão 1,04, cuja formula é: . Sabendo que na série acima a

. Sabendo que na série acima a 1 = 1; q = 1,04;

n = 4, e

a n = 1,04 3 , temos:

1 = 1; q = 1,04; n = 4, e a n = 1,04 3 ,

= 1; q = 1,04; n = 4, e a n = 1,04 3 , temos:

(1)= 100. 4,246462

= 424,65. Como no problema R = 100; n = 4 e i = 0,04, substituindo na expressão (1) os valores nu-

méricos pelos seus símbolos correspondentes temos a formula genérica:

seus símbolos correspondentes temos a formula genérica: . (2) em que = é o fator de

. (2)

em

correspondentes temos a formula genérica: . (2) em que = é o fator de acumulação de

que =

é o fator de acumulação de capital, representado por FAC (i,n).

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

35

Resumindo:

Aulas da Disciplina Matemática Financeira 3 5 Resumindo: ou S = Rx FAC (i, n) ou

ou

S = Rx FAC (i, n)

ou S= R x s n

3 5 Resumindo: ou S = Rx FAC (i, n) ou S= R x s n

i

Obs.: o FAC pode ser tabelado para diversas taxas e prazos simplificando os cálculos.

Tabela 2 – Fator de Acumulação de Capital – FAC =

Tabela 2 – Fator de Acumulação de Capital – FAC = i n 4% 5% 6%
i n
i
n

4%

5%

6%

7%

8%

3

3,121591

3,152485

3,183595

3,214899

3,246400

4

4,246450

4,310105

4,374608

4,439941

4,506111

5

5,416304

5,525606

5,637082

5,750738

5,866601

10

12,00606

12,577827

13,180767

13,816443

14,486561

Pela tabela, na interseção da linha de n = 4 e i = 4% encontra-se o FAC (4%,4) = 4,24645, assim: S = 100 x 424645 = 424,65.

Exemplo 2: Quanto uma pessoa terá de aplicar mensalmente numa operação durante 10 meses, para que possa resgatar R$ 15000,00 no final, sabendo que a taxa de rendimento é de 4% a. m.?

Dados:

R=?

S=15000

i=4 %

n=10

15000

0 1 2 3 10
0
1
2
3
10

R

R

R

R

Neste exemplo precisamos encontrar a prestação, assim, vamos utilizar a expressão do montante:

prestação, assim, vamos utilizar a expressão do montante: 1 R=S x FFC (i,n). assim temos: Logo
1
1

R=S x FFC (i,n).

assim temos:

Logo

ção de Capital (FFC):

, onde o fator

assim temos: Logo ção de Capital (FFC): , onde o fator Resolvendo nosso exemplo temos: ⇒

Resolvendo nosso exemplo temos:

(FFC): , onde o fator Resolvendo nosso exemplo temos: ⇒ R= 15000 = 1249,36. è chamado

R= 15000

, onde o fator Resolvendo nosso exemplo temos: ⇒ R= 15000 = 1249,36. è chamado Fator

= 1249,36.

è chamado Fator de Forma

Pela tabela financeira: R=S x FFC (i,n)

R=15000 x FFC(4%,10)=15000x0,08329=1249,35.

A diferença de 0,01 nas prestações acontece devido a problemas de arredondamento. O valor obtido pela tabela só possui cinco casas decimais, enquanto o da fórmula por utilizar a calculadora possui pelo menos oito casas decimais.

36

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Valor Atual ou Valor Presente de Renda Imediata ou Postecipada – podemos calcular diretamente o valor atual de uma série, ou calcular inicialmente o seu montante e em seguida trazer esse montante ao valor presente para um único pagamento. Vamos comprovar isso através do exem- plo. Determinar o valor atual de uma serie de 4 aplicações mensais, iguais e consecutivas, no valor de R$ 100,00 cada uma, a uma taxa de 4% ao mês, sabendo-se que a primeira parcela é aplicada no final do 1º mês e que a última, no final do 4º mês.

Dados: R = 100 i = 4% a. m.

P

n = 4

P = ?

0 1 2 3 4
0
1
2
3
4

100

100

100

100

Vamos calcular o valor atual de cada prestação.

100 100 Vamos calcular o valor atual de cada prestação. . Colocando o valor 100 em

. Colocando o valor 100 em evidência, teremos:

prestação. . Colocando o valor 100 em evidência, teremos: Observe que o numerador da expressão entre

Observe que o numerador da expressão entre parênteses representa a soma de uma progressão geométrica de razão 1,04, com número de termos igual a 4. Aplicando a fórmula temos:

.
.

de termos igual a 4. Aplicando a fórmula temos: . ⇒ ( 1 ) Substituindo na

( 1 )

de termos igual a 4. Aplicando a fórmula temos: . ⇒ ( 1 ) Substituindo na

Substituindo na expressão (1) os valores numéricos pelos respectivos símbolos, temos a fórmula genérica:

pelos respectivos símbolos, temos a fórmula genérica: , onde a expressão entre colchetes é o fator

, onde a expressão entre colchetes é o fator de valor atual representado por

FVA (i,n). Para um único pagamento: S = P (1 + i)ⁿ, portanto:

.
.

Obs.: O fator de valor atual – FVA pode ser obtido dividindo o fator de acumulação de capital por (1 + i)ⁿ,

o fator de acumulação de capital por (1 + i)ⁿ, P = R x FVA (i,

P = R x FVA (i, n)

P = 100 x FVA (4%,5) = 100 x 3,629885 =362,99.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

37

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira 3 7 Resumindo: ou P = R x FVA

Resumindo:

ou

P = R x FVA (i, n)

Tabela 3 – Fator de Valor Atual – FVA = a n

FVA (i, n) Tabela 3 – Fator de Valor Atual – FVA = a n i

i =

ou P= R x a n

i
i

.

Fator de Valor Atual – FVA = a n i = ou P= R x a
i N
i
N

4%

5%

5,5%

6%

7%

8%

4

3,629885

3,545937

3,505144

3,465100

3,387210

3,312126

5

4,451810

4,329461

4,270278

4,212357

4,100197

3,992710

9

7,435313

7,107799

6.952185

6.801684

6.515231

6,246887

12

9,385050

8,863224

8,618506

8,383835

7,942685

7,536077

Exemplo 1: José compra um objeto que irá pagar em três prestações mensais (0 + 3) de R$ 381,05. Sabendo que a taxa de juros é de 7% a.m., a) Qual o valor final pago? b) Qual o preço à vista?

a)

a) ou S = R x FAC (i,n); b) ou x FVA (i , n).

ou S = R x FAC (i,n);

b)

a) ou S = R x FAC (i,n); b) ou x FVA (i , n).

ou

x FVA (i , n).

S

= 381,05 x FAC (7%, 3) = 381,05 x 3,2149 = 1225,04;

 

P

= 381,05 x FVA (7% , 3) = 381,05 x 2,62432 = 1000,00.

Exemplo 2: Um objeto é vendido por R$239,51 a vista. Pode também ser adquirido em prestações mensais de 56,86 a juros de 6% a. m. Qual o número de prestações?

Dados: R = 56,86 P = 239,51 i = 6% n=?
Dados: R = 56,86
P = 239,51
i = 6%
n=?
de prestações? Dados: R = 56,86 P = 239,51 i = 6% n=? n n n
n n n
n
n
n

1,06 n (1 – 0,252738) = 1

mo nos dois membros teremos:

n (1 – 0,252738) = 1 ⇒ mo nos dois membros teremos: 1,06 n = ⇒

1,06 n =

0,252738) = 1 ⇒ mo nos dois membros teremos: 1,06 n = ⇒ 1,06 n =

1,06 n = 1,338219. Aplicando o logarit-

log 1,06 ⁿ = log 1,338219n log 1,06 = log 1,33821

, n = 5 prestações mensais.

Pela tabela poderíamos encontrar a solução da seguinte forma:

38

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

P = R x FVA (6%,n)= 239,51 x FVA (6%,n)

Maia P = R x FVA (6%,n) ⇒ = 239,51 x FVA (6%,n) ⇒ ⇒ FVA

FVA (6%,n) = 4,2123

Na coluna, 6% da tabela vamos encontrar o número 4,2123 na linha correspondente a n = 5.

Exemplo 3: Um empréstimo de R$18500,00 será liquidado em 8 prestações mensais. Sabendo-se que a taxa de juros é de 48% a. a. capitalizado mensalmente, calcular o valor da prestação.

Dados:

R=?

P=18500

i=48/12=4 % a.m.

18500

da prestação. Dados: R=? P=18500 i=48/12=4 % a.m. 18500 Neste exemplo precisamos encontrar a prestação, assim,

Neste exemplo precisamos encontrar a prestação, assim, vamos utilizar a expressão do valor atual:

assim, vamos utilizar a expressão do valor atual: assim: Recuperação de Capital (FRC): onde o fator

assim:

Recuperação de Capital (FRC):

do valor atual: assim: Recuperação de Capital (FRC): onde o fator Logo, R=P x FRC (i,n)

onde o fator

Logo,

R=P x FRC (i,n)

.

de Capital (FRC): onde o fator Logo, R=P x FRC (i,n) . é chamado Fator de

é chamado Fator de

Resolvendo nosso exemplo temos:

. é chamado Fator de Resolvendo nosso exemplo temos: ⇒ R= 18500 pela tabela financeira: R=P

R= 18500

pela tabela financeira:

R=P x FRC (i,n)

temos: ⇒ R= 18500 pela tabela financeira: R=P x FRC (i,n) = 2747,76. ⇒ R=18500 x

= 2747,76.

R=18500 x FRC(4%,10)=18500x0,14853=2747,80

A diferença de - 0,04 nas prestações acontece devido a problemas de arredondamento.

Exemplo 4: Uma máquina está sendo vendida por R$2509,00 a vista ou em 4 prestações mensais de R$715,80. Qual a taxa cobrada? O exemplo trata de um problema de TIR, que pode ser resolvido de várias maneiras, vamos resolver o exemplo Utilizando a Calculadora Financeira Cálculo de i quando são dados PV, n e PMT. Vale lembrar que PV é igual a P e PMT é igual a R.

Máquina HP-12C:

PV

PMT

n

Ou seja, façamos os passos:

2509 enter

715,80 enter

4 enter

a P e PMT é igual a R. Máquina HP-12C: PV PMT n Ou seja, façamos
a P e PMT é igual a R. Máquina HP-12C: PV PMT n Ou seja, façamos

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

39

2) Antecipadas – caracterizam-se por terem o primeiro pagamento efetuado no ato da operação (começa na parcela zero – 0). Ex. Compras em prestação, quando a primeira é paga no ato da compra. Montante ou Valor Futuro de Renda Antecipada – Vamos partir de um exemplo.

Qual o montante, no final do 4 o mês, resultante da aplicação de 4 prestações iguais, mensais e consecutivas de R$ 100,00, à taxa de 4% ao mês, sabendo-se que a primeira aplicação é feita hoje (na data do contrato)?

Dados: R = 100 i = 4% a. m.

n = 4

S = ?

data do contrato)? Dados: R = 100 i = 4% a. m. n = 4 S

Vamos calcular o montante de cada prestação no final do 4º mês:

S

= 100 (1,04) 4 + 100 (1,04) 3 + 100 (1,04) 2 + 100 (1,04) 1 . Colocando 100 em evidência:

S

= 100 [ (1,04) 4 + (1,04)³ + (1,04)² + (1,04)¹ ]. Aplicando a fórmula da soma de uma PG.

+ (1,04)¹ ]. Aplicando a fórmula da soma de uma PG. (1). S = 100 x

(1).

S = 100 x 4,24645 x 1,04 = 441,63.

Substituindo na expressão (1) os valores numéricos pelos respectivos símbolos, teremos:

os valores numéricos pelos respectivos símbolos, teremos: S A = R x FAC (i,n) (1 +

S A = R x FAC (i,n) (1 + i)

.

Portanto, para resolver um problema de montante de uma série de pagamentos com termos antecipados, basta multiplicar por (1 + i) o cálculo obtido para termos postecipados. Da mesma forma, para resolver problema de Valor Atual de uma série de pagamentos com ter- mos antecipados, basta multiplicar por (1 + i) o cálculo obtido para termos postecipados.

P A = R x FVA (i ; n) x (1 + i)

Exemplo 1: Quanto depositar no início de cada mês em uma instituição que paga 10,25% a.b. para constituir um capital de R$5000,00, no fim de 3 bimestres?

Dados:

R = ?

S =5000

n =6

i = 10,25 % a.b. 5% a.m.

5000

Dados: R = ? S =5000 n =6 i = 10,25 % a.b. ⇒ 5% a.m.

S = R x FAC (5% ; 6) x (1 + i)

5000 = R x 6,801913 x 1,05R= .

Exemplo 2: Qual o valor financiado para 24 prestações iguais de R$ 505,00, sabendo-se que a taxa de juros cobrada é de 3,5% a.m. e que a primeira prestação é paga no ato da assinatura do contrato?

40

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Dados:

P = ?

P

R = 505

i = 3,5 %

n = 24

da Costa Santos Maia Dados: P = ? P R = 505 i = 3,5 %

P = R x FVA (3,5% ; 24) x (1 + i) P = 505,00 x 16,05837 x 1,035

P = 8393,31.

3) Diferidas – caracterizam-se por um prazo de carência ou diferimento a partir do qual come- çam a ser feitos os pagamentos (começa na parcela maior que 1). Exemplo: Certas promoções que ”

Valor Atual de Renda Diferida – Vamos partir de um exemplo: Em pagamento de um objeto

apregoam “

compre

hoje e só comece a pagar daqui a tantos meses

propõe-se pagar prestações bimestrais de R$2000,00 vencendo a primeira no 6º mês após a compra e a última em 1 ano e meio após a compra à taxa de 7% a.b. Qual o valor do objeto?

Dados:

P

P=?

R=2000;

i=7 %;

n=7;

m=2 (carência).

do objeto? Dados: P P=? R=2000; i=7 %; n=7; m=2 (carência). O cálculo do valor atual

O cálculo do valor atual pode ser feito de 2 maneiras:

a) calcula-se o valor atual da renda postecipada dos n termos e depois divide por (1+i) m .

postecipada dos n termos e depois divide por (1+i) m . ⇒ . b) calcula-se o

.
.

b) calcula-se o valor atual da renda imediata ou postecipada de todos os termos (m + n) e depois

subtrai o valor atual da renda imediata ou postecipada dos termos do período de carência.

P D = R x FVA (i% ; m+n) – R x FVA (i% ; m).

P D = R x FVA (7% ; 9) – R x FVA (7% ; 2) = 2000(6,515231 – 1,808018) P = 9414,43.

O Montante ou Valor Futuro de Renda Diferida – é o mesmo da renda postecipada, pois du-

rante o período de diferimento não há nenhum pagamento e a constituição da renda se fará somente depois de decorrido esse período.

.

Exemplo 1: Calcule o total no final do 10º mês de 10 aplicações mensais, como segue: 5 de R$200,00 e as restantes de R$400,00, sabendo que a taxa de juros é de 8% a.m. No exemplo temos 2 sequências e queremos o total de seus montantes no final do 10º mês:

S 1

o total de seus montantes no final do 10º mês: S 1 S 2 temos que

S 2

total de seus montantes no final do 10º mês: S 1 S 2 temos que somar

temos que somar os 2 montantes das rendas postecipada (S 1 )e diferida(S 2 ) no final do 10º mês.

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

41

S=S 1 +S 2 S=200 x FAC (8%,5).(1,08) 5 +400 xFAC(8%, 5)=(200+400) x 5,866601= 4070.63. Uma outra maneira: fazemos 10 parcelas postecipadas de 200,00 + 5 parcelas diferidas de 200,00 (carência de 5 meses).

S 1

parcelas diferidas de 200,00 (carência de 5 meses). S 1 S 2 Ou S = 200

S 2

diferidas de 200,00 (carência de 5 meses). S 1 S 2 Ou S = 200 x

Ou S = 200 x FAC (8%, 10) + 200 x FAC (8%, 5)= 200(14,486562 + 5,866601) = 4070,63

Problemas Propostos:

1º) Depositei durante quatro meses a quantia de R$400,00 a uma taxa de 5% a.m. Quanto rece- berei de montante?

R. 1724,04.

2º) Calcule o número de prestações bimestrais de R$ 1500,00 cada uma, capaz de liquidar um financiamento de R$ 4988,26 à taxa de 20% ao bimestre.

R. 6.

3º) O gerente de uma loja deseja estabelecer fatores (esse fator é chamado fator da prestação ou fator

do valor financiado) que serão aplicados ao preço à vista para o cálculo da prestação mensal. A taxa de juros

da loja é de 7% a.m. Quais os fatores por unidade de capital nos prazos de meses: a) 3.

b) 4.

R. 0,3810518 e 0,2952282.

4º) Uma pessoa deve pagar pela compra de um eletrodoméstico uma entrada que representa 15% do valor à vista, mais 8 prestações mensais. Se a loja cobra juros de 5% am, qual é o valor das

prestações se o valor à vista do eletrodoméstico é de R$ 330,00? Se a primeira prestação fosse paga no ato com a entrada, qual seria o valor das prestações?

R. 43,40 e 41,33.

5º) Qual o valor de um empréstimo que pode ser liquidado da seguinte forma: no 2º e 3º mês

paga-se R$1000,00 no 5º 6º e 7º mês paga-se R$2000,00, sabendo que a taxa de juros é de 8% a.m.?

R. 5439,66.

6º)Um objeto é financiado em 4 prestações mensais de R$325,00 e 2 prestações bimestrais de R$775,00 e R$875,00 no mesmo período. Calcular o valor financiado, sabendo que a taxa de juros é de 6% a.m.

R. 2509.

7º) Ana aplicou R$1500,00 e após 6 meses recebeu R$2010,14. Que depósitos mensais nesse pe- ríodo produziriam o mesmo valor se os juros sobre o saldo credor fossem beneficiados com a mesma taxa da 1ª hipótese?

R. 295,52.

42

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

8º) Marcelo deseja liquidar um empréstimo em 10 prestações mensais alternadas de

R$1000,00 e R2000,00, sabendo que a taxa de juros é de 8% a.m. Quual o valor do empréstimo.

R. 9936,08.

9º) Certo executivo pretende viajar durante um ano, resolve fazer 6 depósitos mensais em uma

financeira, para que sua esposa possa efetuar 12 retiradas mensais de R$2000,00 durante o período de sua viagem. A 1ª retirada ocorrerá 1 mês após o último depósito. Se a financeira paga 6% a.m., qual o valor de cada depósito?

R. 2403,86.

10º) Um condomínio prevê despesas extras de 120000,00 e 160000,00 no final de agosto e se- tembro, respectivamente. Quanto deverá arrecadar e aplicar, num fundo que rende 20%a.m., no final de maio, junho e julho (valores iguais) para fazer frente às despesas previstas?

R. 57997,56.

11º) Uma determinada loja, desejando aumentar suas vendas, anuncia a venda de videogames, de

acordo com o seguinte plano: 3 prestações de 200,00, no 3º, 4º e 5º meses após a compra: 3 prestações de 500,00, no 8º, 9º e 10º meses após a compra. Sendo de 3%a. m. a taxa de juros cobrada pela loja, calcule o seu valor à vista.

R. 1683,24.

12º) Um terreno é vendido à vista por 30000,00. A prazo o pagamento poderá ser feito em 12 pres-

tações, sendo as seis últimas o dobro das seis primeiras. Calcule as prestações para uma taxa de 3,5%a.m.

R. 2143,15 e 4286,30.

13º) Lázaro compra uma máquina hoje e propõe pagá-la em 12 prestações mensais de 850,00,

vencendo a primeira no dia 26 de setembro de 2003. Sabendo que o juro cobrado é de 22,5% a.t. quanto custa a máquina?

R. 5511,06.

14º) Quanto se deve depositar no começo de cada mês numa instituição que paga 6,09% ao bimestre para constituir um capital de 16000,00, no final de um ano.?

R. 1094,6

15º) Um equipamento é oferecido a uma empresa, sob duas condições de pagamento: I) 10 pres-

tações alternadas de 1000,00 e 1500,00, começando com 1000,00.

sem entrada. Qual a melhor alternativa para a empresa, se ela opera a uma taxa de juros de 3% a. m.?

II) 10 prestações mensais de 1250,00

R. I.

16º) José deseja adquirir um som, cujo preço à vista é 500,00. Todavia, a compra pode ser finan- ciada de três formas:

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

43

II) 10 prestações mensais de 64,49. III) 2 prestações de 298,84 a serem pagas no 3º e 4º mês. Admitindo que a taxa de juros é de 5%a. m., qual o melhor plano para José?

R. II.

17º) Uma dívida de 1000,00 deverá ser paga com oito prestações mensais de 139,00 sendo a primeira paga no ato da compra. Qual a taxa de juros?

R. 3,158% a. m

18º) José deve pagar um título de 50000,00 daqui a um ano. Quanto deveria investir mensalmen-

te, a partir de hoje, se os depósitos forem iguais e remunerados a 8% a. m., para que, um mês após o último depósito, o saldo fosse suficiente para pagar o título?

R. 2439,58.

19º) Uma máquina está sendo vendida por R$2509,00 a vista ou em 4 prestações mensais de R$715,80. Qual a taxa cobrada?

R. 5,5% a.m

O problema trata de TIR e vamos resolvê-lo pelo Método de Baily.

trata de TIR e vamos resolvê-lo pelo Método de Baily. 20º) Investindo todo mês R$120,00, o

20º) Investindo todo mês R$120,00, o montante imediatamente após o décimo depósito é de R$1500,00. Qual a taxa mensal de juros que rendeu o investimento?

R. 4,9%.

13. SISTEMAS DE AMORTIzAçãO

Amortizar uma dívida é reduzi-la gradualmente mediante uma série de pagamentos. Assim, amor- tização é a devolução do capital emprestado através de prestações. Cada prestação paga consiste da soma:

devolução do principal emprestado (amortização) e do saldo do empréstimo não reembolsado (juros). Sistemas de amortização – são as formas de pagamento dos empréstimos geralmente feitos a médio e longo prazo, que por razões metodológicas ou contábeis são analisadas período por período, no que diz respeito ao pagamento dos juros e à devolução do principal. Neste trabalho estudaremos alguns tipos de sistemas de amortização. Abaixo temos a planilha ou quadro demonstrativo dos sistemas:

44

Prof.ª Ms. Eridan da Costa Santos Maia

Tabela 4 – Modelo de Planilha

Mês (n)

Saldo devedor (P)

Amortização (A)

Juro (J)

Prestação (R)

0

Saldo devedor

Prestação

Saldo devedor anterior vezes a taxa

Juro mais

1

anterior menos

menos

amortização

n

Amortização

Juros

Sistema Francês ou Sistema de Prestações Constantes – as prestações são iguais, ou seja, neste sistema, o mutuário obriga-se a devolver o principal mais os juros em prestações iguais e periódicas. O Sis- tema Price é o caso particular do sistema francês (Tabela Price) com a taxa anual e a prestação mensal.

Exemplo 1: Obtenha o quadro demonstrativo do financiamento de R$4000,00 em 4 presta- ções mensais à taxa de 6%a.m

Prestação =

;
;

Calculando cada um dos juros, amortização e

saldo devedor e registrando na tabela 5 e depois na tabela 6 abaixo:

Tabela 5 – Cálculo de juros, amortização e saldo devedor.

Juro = Saldo devedor anterior vezes taxa

Amortização = Prestação menos juro

Saldo = saldo anterior menos amortização

–––

–––

P

0 =4000

J 1 = 4000 x 0,06 = 240

A 1 = 1154,37 – 240 = 914,37

P 1 =4000–914,37 = 3085,63

J 2 = 3085,63 x 0,06 = 185,14

A 2 = 1154,37 – 185,14 = 969,23

P 2 =3085,63–969,23 = 2116,40

J 3 = 2116,40 x 0,06 = 126,98

A 3 = 1154,37 – 126,98 = 1027,39

P 3 =2116,40 – 1027,39 = 1089,01

J 4 = 1089,01 x 0,06 = 65,34

A 4 = 1154,37 – 65,34 = 1089,03

P 4 =1089,01– 1089,03 = – 0,02

Tabela 6 – Sistema Price

Mês (n)

Saldo Devedor (P t )

Amortização (A t )

Juro (J t )

Prestação (P)

 

0 4000,00

 

1 3085,63

914,37

240

1154,37

 

2 2116,40

969,23

185,14

1154,37

 

3 1089,01

1027,39

126,98

1154,37

 

4 -0,02

1089,03

65,34

1154,37

Total

 

4000,02

617,46

4617,48

Resumo Sistema Price:

1) Prestação =

dívida FVA(i%, n) ;

a n

Sistema Price: 1) Prestação = dívida FVA(i%, n) ; a n i = (1 + i

i =

(1

+ i

)

n

1

=

1(1 + i )

n

i

(1

+ i

)

n

i

= FVA (fator de valor atual).

Notas de Aulas da Disciplina Matemática Financeira

45

2)

3)

4)

5)

a)

b)

6)

Saldo devedor = valor atual das prestações a vencer P t = = R a n t

prestações a vencer ⇒ P t = = R a n – t i . Juro

i .

Juro = saldo anterior x taxa J t = P t 1 x i.

Amortização = prestação – juros A t = R – J t.

Soma das amortizações = forma uma PG de razão (1+i).

Quando começa com a 1ª prestação Soma = dívida – saldo da última.

Quando começa com alguma até a última Soma = saldo antes da 1ª envolvida.

Soma dos juros = soma prestações – soma amortizações.

Amortização com prazo de carência:

Caso 1: Durante a carência o mutuário só paga juros da dívida, não havendo, portanto, amortização desta.

Exemplo 2: Construir a planilha do exemplo anterior, considerando um período de carência de 2 meses em que serão pagos somente os juros.

Tabela 7 – Sistema Price com carência, caso 1

Mês (n)

Saldo Devedor (P t )

Amortização (A t )

Juro ( J t )

Prestação (P)

 

0 4000,00