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Setor: Coleta Teste Tuberculínico – “PPD” – Intradermo-reação para


Tuberculose – Reação de Mantoux
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Teste Tuberculínico – “PPD” – Intradermo-reação para


Tuberculose – Reação de Mantoux

1. Princípio
Indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose, a prova tuberculínica, quando reatora, isoladamente,
indica apenas contato com o Bacilo da Tuberculose e não é suficiente para o diagnóstico da tuberculose doença.
No Brasil a tuberculina usada é o PPD RT23, aplicado por via intradérmica no terço médio da face anterior do
antebraço esquerdo, na dose de 0,1 ml, equivalente a 2 UT (Unidades de Tuberculina). PPD é “purified protein
derivative” e serve apenas para verificação de reação de hipersensibilidade cutânea (Teste de Mantoux). Este
documento descreve o procedimento para a realização, a interpretação e a garantia da qualidade da realização desta
prova, em conformidade com as normas do Ministério da Saúde do Brasil.

2. Material
• Algodão.
• Álcool a 70%
• Seringa para injeção intradérmica de insulina 1 ml com agulha hipodérmica curta.
• Régua milimétrica
• Tuberculina PPD RT 23 SSI para Teste de Mantoux, 2 UT/0,1 ml (1 UT corresponde a 0,02 mcg de
tuberculina PPD RT 23). Frasco com 1,5 ml. Fabricante: Statens Serum Institut, 5 Artillerivej, 2300
Copenhagen S. Denmark. Distribuidor: Lisfarma Importação, Exportação e Comércio Ltda., R. Diana,
592 Cj. 52 S.Paulo – SP – Fone (0xx11) 3872 9911 ou 0800 12 9911 – CGC 68 132 950/0001-03.
Registro no Min. Saúde número 10254380001.
Armazenamento: As soluções de tuberculina devem ser armazenadas em ambiente refrigerado, de 2 a
8ºC e protegido da luz solar (validade de 6 meses, em geral). Não congelar nem expor à luz solar direta.
Respeitar a validade constante do rótulo. Após uma ampola ter sido aberta, a sobra deve ser armazenada
em ambiente refrigerado a 2 a 8ºC e ser utilizada no máximo em 24 horas.

3. Aplicação

Figura 1 – Injeção Intra-dérmica de PPD

1. O teste é realizado mediante a injeção intradérmica de 0,1 ml de solução de tuberculina.

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2. A área mais apropriada é o terço médio ventral do antebraço, de preferência esquerdo. Anotar na ficha
do paciente o braço onde foi aplicado o PPD.
3. A injeção deve ser realizada na camada mais superficial da pele (intradérmica) visto que, caso seja
realizada mais profundamente, a reação será de leitura difícil.
4. Quando a injeção é realizada corretamente, há a formação de pequena pápula pálida com
aproximadamente 10 mm de largura, com aspecto de “casca de laranja” e que se mantém endurecida
por cerca de dez minutos.

4. Leitura
O resultado deve ser avaliado após 3 a 4 dias da injeção (72 a 96 horas). A reação positiva se
observa quando há uma infiltração nodular, plana e irregular (pápula), acompanhada de área eritematosa
(avermelhada) de extensão mais ou menos delimitada. Deve-se medir o tamanho apenas do nódulo (pápula)
com uma régua milimétrica no sentido transversal em relação ao maior eixo do braço e anotar o resultado em
mm. Atenção: medir só a pápula, não medir a área vermelha em volta. O paciente reator forte pode ainda
apresentar a chamada “reação flictenular”, crivada de pequenas bolhas e pústulas. Esta reação em geral se
associa à presença de tuberculose ativa e deve ser relatada.

Figura 2 – Mensuração Correta


Nota do LABConsult: Devido à curta validade do frasco depois de aberto e devido ao período de
leitura de 2 a 3 dias, e considerando ainda que o Teste Tuberculínico nunca constitui urgência,
recomendamos que o laboratório realize a aplicação do PPD apenas às segundas e terças-feiras, com leitura
após 72 horas.

5. Interpretação
• 0 – 4 mm = Não reator: Indivíduo não infectado pelo M. tuberculosis ou com hipersensibilidade
reduzida.
• 5 – 9 mm = Reator fraco: Indivíduo vacinado com BCG ou infectado por M. tuberculosis ou outras
micobactérias.
• ≥ 10 mm = Reator forte: indivíduo infectado pelo M. tuberculosis,(doente ou não) e indivíduos vacinados
com BCG nos útimos dois anos.
• Presença ou ausência de reação flictenular.

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Figura 3 – PPD reator forte

6. Notas adicionais
• Algumas circunstâncias podem interferir no resultado, tais como desnutrição, aids, sarcoidose, neoplasias,
doenças linfoproliferativas, uso de corticosteróides e drogas imunossupressoras, gravidez, etc;
• Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos ao teste tuberculínico. Nesses casos,
considera-se não-reator aquele com endurecimento entre 0-4 mm e reator aquele com endurecimento de 5
mm ou mais. Para os pacientes que iniciam tratamento anti-retroviral indica-se repetir o teste não-reator
após seis meses, pois pode haver melhora da resposta. Outra opção é o Teste tuberculínico com 5 UT em
todos os pacientes HIV positivos com suspeita de tuberculose. Muitos pacientes com AIDS avançada
podem ser anérgicos, sendo que 33 a 50% dos pacientes com AIDS e tuberculose têm uma reação fraca (<
10 mm). 50 a 80% dos pacientes com Tuberculose e soropositivos, mas sem AIDS reagem ao PPD;
• Nos indivíduos vacinados com BCG, sobretudo entre aqueles imunizados há até dois anos, a prova
tuberculínica deve ser interpretada com cautela porque, em geral, apresenta reações de tamanho médio
podendo alcançar 10 mm ou mais.
• Todo o pessoal da área de saúde deve fazer um PPD à admissão.

7. Valor clínico
Um teste cutâneo negativo não exclui a doença em pacientes imunocomprometidos e pacientes com tuberculose
avançada podem ser anérgicos (não reagir). Pacientes vacinados com BCG poderão ter o teste positivo. Um teste
tuberculínico negativo não pode ser o único critério para excluir o diagnóstico de tuberculose.

8. Validação Clínica
Os testes in vitro, como é o caso do Teste Tuberculínico, não podem ser controlados mediante as técnicas de controle
interno da qualidade tradicionais. Recomendamos que o laboratório mantenha um registro de todas as provas
realizadas com paciente, aplicador, leitor, reagente usado, lote e resultado. Periodicamente compilar as estatísticas
dos resultados e realizar sua análise crítica.
Para a validação clínica selecionar periodicamente resultados em todas as categorias e compilar outros resultados de
exames (BAAR, Cultura para BK, Biópsias, Rx tórax, etc) e verificar junto ao médico assistente a correlação entre
os resultados. Realizar a análise crítica e manter estes registros para comprovação junto ao programa de acreditação.

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9. Referências
1. STATENS SERUM INSTITUT. Tuberculina PPD RT 23 para Teste de Mantoux MS 10254380001
Instrução de Uso do Fabricante
2. JACOBS, D. S. et al. Laboratory Test Handbook. Hudson Cleveland, Lexi-Comp, 3ª Ed. 1994.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica. Manual Técnico para o Controle da
Tuberculose. Versão Preliminar. 2002.

Atividade Nome Rubrica Data


Redigido por: Dra. Luisane Vieira – CRMMG 18860 Junho 2007
Aprovado por: Dir.Tec.:
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