Você está na página 1de 359
4=3 Volume Il - 6* Edi¢dio TAIT th Planejamento e Controle da Manutengao 0 Manual Pratico PCM - Vol. Ii possui, além de textos explicativos, fluxes e organogramas com métodos e praticas que auxiliarao na compreensao das melhores técnicas nara a implatacée do PCM 5 + O . AT) C1 Mamoru) Pe riot STE tre Del Manual Pratico PCM — Vol. Il INDICE 1 INICIANDO A IMPLANTAGAO DO PCM 1.1 INTRODUGAO. 1.2 MANUTENGAO NA CLASSE MUNDIAL ... 1.3.3 Melhores PrAticas sn 1.5 TERCEIRIZACAO ..... 1.6 MELHORIA CONTINUA... 1.7 PDGA e CONTROLE DE PROCESSOS INDUSTRIAIS. 1.7.1 O Giro Inadequado do POCA. 1.8.1 Parceria operagao/manutengao ... 1.8.2 Capacitacao e polivaléncia.. 1.8.3 Importancia do uso de um sistema de controle da manutengao, 16 1.8.4 Diversos resultados do uso de um sistema para controle da manuteng0 w..-- 17 119 BROCEDIENTOS: ICIAS PARA IMPLANTAGAO DE UM SIGTEMADE GERENCIAMENTO, DA MANUTENGAO.... 1.9.1 Formagao do banco de dades.. 1.9.2 Elaboragao de procedimentos gerai 1.9.3 Treinamento do usuario externo 1.9.4 Treinamento de planejadores e supervisores 2 Cadastramento € codificagao de maquinas, TAGs, equipamentos ¢ estrutura da empresa para o POM ..23 2.1 TEORIAS DA ESTRUTURA DA EMPRESA EM UM SISTEMA DE MANUTENGAO 0.00.0 23 2.2 TEORIAS DE MAQUINA, TAG, EQUIPAMENTOS E PECAS EM UM SISTEMA DE MANTUTENGAO, 23 2.2.1 Maquina 3 23 222. TAG 23 2.2.3 Equipamento .... 24 2.2.4 Pecas. wi 2.8 TECNICAS DE CODIFIGAGAO DE MAQUINAS TAGS E EQUIPAMENTOS 24 2.4 FORMACAO DE FICHA TECNICA PARA MAQUINAS, TAGS E EQUIPAMENTOS .....cssesnsessenernnen25 255 COMO O SISTEMA SIGMA TRABALHA AS MAQUINAS,TAGS E EQUIPAMENTOS 28 28 TECNICAS DE ESTAELECIMENTO DE METAS DE TRABALHO PARA MAQUINAS 028 2.7 TECNICAS DE PRIORIZACAO DE ORDENS DE SERVIGO BASEADO NAS MAQUINAS TAGs e 2.8 TECNICAS DE CRITICIDADE DE MAQUINAS, TAGS E EQUIPAMENTOS, FOCANDO A Decisho 308 TIPOS DE MANUTENGAG A ELAS APLICADAS 29 2.8.1ltens em série..... 2 us 2.8.2 Itens em paralelo... i a 2.833 lens redundantes 31 2.9 TECNICAS DE CONSTRUCAO DA ARVORE DE INTERVENGAO...... a8 2.10 CRIAGAO DA ARVORE INDUSTRIAL DE MAQUINAS, TAGS, EGUIPAMENTOS EPEGAS 2.11. TECNICAS DE TRANSFERENCIA DE EQUIPAMENTOS... ti 34. 36 3 Abertura, apropriacdo de horas e conclusao de Os.... 38 8.1 TECNIGAS DE ABERTURA DE ORDEM DE SERVICO (OS) . 38 43 AB Ad 3.2 DADOS NECESSARIOS PARA A ABERTURA DE UMA OS 3.3 IMPORTANCIA DE EXIGIR O SINTOMA E NAO O DEFEITO NA SS 8.4 CALCULO DA PRIORIDADE DA OS. o 3.5 TECNICAS DE APROPRIAGA( LANGAMENTOS ne. 3,8 CONCLUSAO DE OS GORRETIVA.. 3 8.7 FLUXO DE DISTRIBUIGAO DOS SERVIGOS DE MANUTENGAO. 4 MANUTENCAO PREVENTIVA.... 4.1 0 QUE E UMA MANUTENCAO PREVENTIVA . 4.2 ESTABELECENDO AS ETAPAS DE UMA PREVENTIVA..... ratertsaantn tent 4.3 ESTABELECENDO CUSTO E TEMPO DE REPARO DA PREVENTIVA. 52. 4.4 ESTABELECENDO AS PECAS DE TROCA NA PREVENTIVA, 53 4.5 PROGRAMANDO UMA PREVENTIVA. 0.0. svnnnntnnnnnnensnn 4.8 PREVISAO DE UTILIZACAO DE PECAS EM PREVENTIVAS FUTURAS.. 54. Manual Pratico PCM — Vol. Il 4.7 GERANDO OS'S PREVENTIVAS. 84 5 MANUTENCAO PREDITIVA 5.2 ESTABELECENDO ITENS DE VERIFICAGAO C DA MANUTENCAO PREDITIVA.. 5.3 PROGRAMAGAO PREDITIVA. 5.4 GERANDO OS PREDITIVA... . 55 APLICANDO MANUTENCOES PREDITIVAS PARA AVALIAR PERIODO DE PREVENTIVAS.... 5.8 RETORNANDO OS DADOS MEDIDOS DE UMA PREDITIVA.... 5.7 CONGLUSAO DE OS PREDITIVA 6 MANUTENCAO DE LUBRIFICAGAO .....- 6.1 O QUE E UMA MANUTENGAO DE LUBRIFICAGAO.... 6.2 DADOS PARA A EXECUCAO DE UMA LUBRIFICAGAO, 6.3 PROGRAMANDO UMA LUBRIFICACGAO ...0. 6.4 TECNICAS DE GERAGAO DE OS DE LUBRIFICACAO 6.5 GERANDO OS DE LUBRIFICAGAO..... i 6.8 RETORNANDO OS DADOS DA LUBRIFICAGAO 7 CHECKLIST. 7.1 0 QUE E UM CHECKLIST. 7.2 DADOS PARA A GERAGAO DE UM CHECKLIST, aa itacnronccn OS) 73 DEFININDO A PROGRAMAGAO DE UM CHECKLIST 70 7.4 GERANDO UM RELATORIO DE CHEKCLIST ...nnonnsesennninnninnnnnnnnnnnnnnne core 7.5 RETORNANDO OS DADOS DO CHECKLIST 7 70 8 MANUTENGAo PRODUTIVA..... 8.1 0 QUE UMA MANUTENGAO PRODUTIVA .. ! 82 DADOS PARA GERAGAO DE MANUTENGOES PRODUTIVAS snl 8.3 ACUMULANDO DISPAROS PARA A GERAGAO DE OS'S PRODUTIVAS... 9 DISPONIBILIDADE E INDISPONIBILIDADE DE MAO-DE-OBRA...... 9.1 DADOS BASICOS NECESSARIOS PARA EXTRAGAO ESTATISTICA P 9.2 CADASTRO DE ESCALAS DE TRABALHO .. 9.3 CADASTRO DE FUNCIONARIOS..... ee a aac 9.4 DEFINICAO DE DISPONIBILIDADE DE HORAS. 78 9.5 LANGAMENTO DE INDISPONIBILIDADE DE MAO-DE-OBRA 79 9.8 PESQUISA POR DISPONIBILIDADE DE MAO-DE-OBRA PARA A REALIZAGAO DE lseAvigoS....79 9.1 Ficha de calibragao ... 9.5 Gerador Automatico de OS... i 9.9 Come Comalisiana Cade Calbrapte 9.10 Servigos de Calibragao. 9.11 Incerteza da Malha.. 9.12 Tabela de Shumacher 9.18.1 Gerador de etiquetas 9.18.2 Relatério de Periodicidade 10 RELATORIOS GERENCIAIS... os 10.1 GERAGAO DE RELATORIOS DE CADASTROS DO SISTEMA... 10.2 GERACAO DE RELATORIOS DESCRITIVOS DA OS ..n.. 10.3 GERAGAO DE RELATORIOS QUANTITATIVOS DA OS. 10.4 GERAGAO DE RELATORIOS DE CUSTOS DE MATERIAIS E DE FUNCIONARIOS Graficos... 12 ESTATISTICAS E INDICADORES DA MANUTENGAO....... se oA 22 12.1 TECNICAS DE EXTRACAO DE ESTATISTICAS E INDICADORES NO SIGMA... cseonsnones4 22 12.2 APRESENTAGAO DE 30 FORMULAS DE CALCULOS ESTATISTICOS 123 18.1 PERMISSOES... 13.2 TECNIGAS DE VALORIZAGAO DE HOMEM HORA... 18.8 HOMEM HORA Manual Pratico PCM — Vol. Il 18.3.2 Intormando o Tipo de Funcionario 158 13.3.3 Tipo de Funcionario Adminstrativo.. 13.3.3.1 Informando valores brutos.. 13.8.3.2 Importancia em percentual 18.3.4 Tipo de Funcionario Operacional....... 13.3.4.1 Informando valores brutos... 18.8.4.2 Visualizando valor normal . — 1.3.4.3 Informando valores da hora extra... 1.3.4.4 Informando a hora extra de domingos e feriads ... 13.3.4. Informando os adicionais noturnos 13.8.5 Parametros de Custos 18.4 CONTA CONTABIL. 18.5 RELATORIO DE CU: 18.6 GRAFICO DE CUSTO. 13.6.1.4 Selecionando a visualzagao. 18.6.1.5 Informando um periodo ... 18.6.1.6 Informando a situacao. 1.6.1.7 Informando total. . 13.7 FECHAMENTO CONTABIL 13.7.1 Valores Contabeis 13.7.2 Apropriagao por Centro de Custo. 18.7.3 Gera Lote Contabil. Sz 18.9 COLETA DE CUSTOS 18.10 PROCESSA INTEGRAGAO...... 14 ESTOQUE DE MATERIAIS. 14.1 TECNICAS PARA O CONTROLE DE ESTOQUE... 14.2 PEGAS. 14.2.1 Pesquisando uma Pega Cadastrada 14.2.2 Descrevendo Uma PEGA ..ncnmnnnnnn 14.2.3 Definindo Unidade . i 14.2.4 Informando o Valor da Pega. 14.2.5 O que é Fungao?. 14.2.6 Local do Estoque.. 14.2.7 Estoque Minimo. 14.2.8 Estoque Maximo. 14.2.9 Estoque Atual 14.2.10 Vida Uti... 14.2.1 Data da Gompra.. revue 14.2.12 Ultima Entrada. . - 14.2.13 Ultima Saida 14.2.14 Corredor..... 14.2.15 Prateleira 14.2.16 LOCA ec 14.2.7 Conta Contabil 14.2.18 Fornecedor PaGrBO.scsennnnnnnnnsinee 14.2.19 Categoria... 14.2.22 Sub Grupo... 14.2.23 Classificagao ..... 14.2.24 Estoque. 14.227 Utilzagaio Real das Pegas no Equipamento 14.2.28 Fornecedores 14.3.1 RM 14.8.1.1 llem Manutencao.... 14.8.1.1.1 Data do pedido.... 14.3.1.1.2 Hora do pedido. 14.3.1.1.3 Data limite, 14.8.1.1.4 Motivo. 14.3.1.1.5 Pecas... 14.3.1.1.6 Quantidade 14.3.1.2 Item Almoxaritado.. Manual Pratico PCM — Vol. Il 14.3.2 APROVACAO DE RM 181 14.3.2.1 Ordenar.... so 14.3.2.2 Observacao 14.8.2.3 Quantidade 14.4 RELATORIO DE VALORIZAGAO ..... 4: Selelananca's Hans para Pesci de \Valorizagao 14.4.2 Imprimindo 0 Relatorio da Pesquisa .. 14.5 RELATORIO DE ESTOQUE MINIMO.... 14.5.1 Selecionando os Itens para a Pesquisa de Estoque Minimo. 14.5.2 Imprimindo o Relatério da Pesquisa 14.6 CURVA ABC. 14.6.1 Selecionando os itens para Pesquisa da Curva ABC.... 14.6.2 Imprimindo o Relatério da Pesquisa..... ssa 14.7 RELATORIO DE PECAS CONSUMIDAS : 147-1 Seleionanclo os lens para Peaquiea de Relatorio de | Pecas Consumidas 14.7.1.4 Selecionando no campo Ordenar... 14,7.1.5 Selecionando uma Situacao 14.7.1. Periodo de Requisicao...... 14.7.2 Imprimindo um Relatério de Pegas Consumidas 14.8 HISTORICO DE MOVIMENTACAO DE PECAS. 14.8.1 Selecionando Itens para Pesquisa de Histérico de Movimentac&o de Pecas. 14.8.1.5 Selecionando o Campo Orden: 14.8.2 Imprimindo um Relatério de Histérico de Movimentagaio de Pegas 14.9 MOVIMENTAQAO vernon 14.9.1 Entrada de Pecas. 14.9.2 Saida de Pegas..... 18.1.1 Informando a Data Limite incil. 45.1.2 Informando a Data Limite Final 15.1.3 Visualizando a Situagao das Requisig6es...... 194 15.1.4 Informando um Fornecedor. “ ees 195 15.1.5 Aprovando uma Requisigao . 195, 15.1.6 Reprovando uma Requisigao 195 15.2 EMITE ORDEM DE COMPRA 15.2.1 Informando a Data Limite Inicial ease aaieceammamess 108 15.2.2 Informando a Data Limite Final 198 15.2.3 Emitindo uma Ordem de Compra... 7 196 15.2.4 Imprimindo Relatério.. as 197 16 Configuracées Sigma . - 16.2 SENHAS 16.4 HIERARQUIA DE TABELAS.... 16.6 PARAMETRIZACAO .. 166.1 Gula Telas.... 16.6.2 Guia Campos. 16.6.3 Guia Tabelas do 19M .nescnnnmnnnrne 16.6.4 Guia Configuraga0.....nmnn 16.6.5 Guia Parametrizacao... 16.6.6 Guia Niveis de Acesso... 16.6.7 Guia TAB PARAMETROS. 16.6.8 Guia Médulos 16.6.9 Guia Mensagens 16.6.10 Guia Telas.. 16.6.11 Guia Legendas ... 16.7 PARAMETROS DO SISTEMA . 16.7.1 Guia Dados Bésicos........ Através desta guia serao realizadas todas as contiguragoes relacionadas com a OS... 16.7.2.1 Abertura de OS. 17.8 EDITOR DE DESENHOS.. 17.4 APLICATIVOS, Manual Pratico PCM — Vol. Il 17.5 MENSAGEM. 239 17.7 LIMPA TABELAS..... 17.8 EDIGAO DE TABELAS.. 17.10 SIGMA SQL. 17.11 CONVERSAO DE DADOS. v EXERCICIOS. Manual Pratico PCM — Vol. Il 1 INICIANDO A IMPLANTAGAO DO PCM Com o objetivo de auxiliar na implantacéo de PCM — Planejamento e Controle da manutengao serao apresentadas as principais etapas para que esse procedimento alcance 0 objetivo previsto, que é a manuteng&o planejada e controlada, diminuindo assim 0s insumos da producdo, 1.1 INTRODUGAO A razéo da manutengao esta em gerar condigées operacionais para que equipamentos, instalagdes e servigos funcionem adequadamente, visando atingir objetivo e metas da empresa, atendendo, assim, aos clientes, com mais baixo custo e sem perda da qualidade. Para que a Manutengdo possa atingir a Produtividade Total de forma eficaz e reduzir © ndmero de intervengdes, atuando preventivamente, de modo a atender a disponibilidade € confiabilidade operacional dos equipamentos, o planejamento nos itens abaixo & fundamental: * Controle de custo por manutencao em equipamento; + Estrutura de analise de ocorréncias e anormalidades nos equipamentos; * Indicadores de desempenho; * Padronizagao nos processos da execugao de atividades; © Histéricos atualizados dos equipamentos; * Treinamento especifico para o pessoal; + Treinamento nos procedimentos de higiene e seguranga no trabalho; * Pessoal especifico na area de informatica dedicada ao histérico e analise da manutengao preventiva ou corretiva dos equipamentos; * Circulagao das informagées internas e externas; * Evidéncias objetivas. “Manutengao € a combinagéo de todas as agédes técnicas e administrativas, incluindo as de supervisdo, destinadas a manter ou recolocar um equipamento ou instalagao em um estado no qual possa desempenhar uma fungdo requerida. A 7 Manual Pratico PCM — Vol. Il manutengao pode incluir uma modificagao de um item ou equipamento” Logo, a Manutengao 6 um conjunto de ages necessarias para que um item seja conservado ou restaurado de modo a poder permanecer de acordo com uma condig&o especitficada. Cabe & Manutengao fazer com que seus clientes (operacao e fornecedores) atuem, também, de maneira sistematica para o atingimento destes objetivos. A permanéncia do equipamento em condicées satisfat6rias significa vida util mais longa e isto $6 se consegue através de um sistema adequado e eficiente de manutengao. Os investimentos em métodos, processos, instrumentos ¢ ferramentas, destinados & manutengao representam um aumento da vida util do equipamento Esta se tornando cada vez mais aceito pelas empresas que, pata o bom desempenho da produgo em termos mundiais, o investimento em manutengao deve estar ao redor de 2% ou menos do valor do ativo. © methoramento continuo das praticas de manutengGes, assim como a redugdo de seus custos, é resultado da utilizacdo do ciclo da Qualidade Total como base no processo de gerenciamento Normalmente, toda fungao basica de manuteng&o se resume ao seguinte: * Efetuar reparos, selecionar, treinar e qualificar pessoal para assumir responsabilidades de manutencao; ¢ Acompanhar projetos e montagens de instalagdes para posteriormente a manutengao poder otimizd-los; + Manter, reparar e fazer revisdo geral de equipamentos e ferramentas, deixando-os sempre em condicdes operacionais; © Instalar e reparar equipamentos para atender as necessidades da produgao: * Preparar lista de materiais sobressalentes necessarios e programar sua conservagao; * Prever, com antecedéncia suficiente, a necessidade de material sobressalente; * Separar 0 tratamento dado a equipamentos e sobressalentes nacionais dos Manual Pratico PCM — Vol. Il estrangeiros, no que se refere a prever suas necessidades; * Nacionalizar o maior nimero de sobressalentes ou equipamentos possiveis, dentro dos critérios de menor custo e étima performance; ‘* Manter um sistema de controle de custos de manuten¢ao para cada equipamento em que haja intervengao. 1.2 MANUTENGAO NA CLASSE MUNDIAL, Nos paises do primeiro mundo, notadamente nos Estados Unidos, é bastante nitida a preocupagdo que todos tém em situar suas empresas no 1° quartil, ou seja, entre as empresas excelentes ou melhores do mundo. Em conseqiiéncia, a area de manutencao dessas empresas procura também a exceléncia. Nao ha empresa excelente sem que os seus diversos segmentos também ndo 0 sejam. Apoiados nessa necessidade, a manutengdo nas empresas norte americanas buscam a melhoria de modo constante, utlizando, simplesmente, as melhores praticas, que so conhecidas por todos nés. Mas, apesar de se conhecer todas essas melhores praticas, verificam-se que poucas empresas podem considerar sua manutenco como classe mundial. Nao é exagero afirmar que, no Brasil, hoje em dia, a maioria das manutengées com caracteristicas de 3° Mundo. A grande diferenga entre as nagdes que obtém excelentes resultados e o nosso pais esta em um detalhe de enorme importancia: eles conhecem e fazem, nés conhecemos e no fazemos 1.3 MANUTENGAO DE TERCEIRO MUNDO Fazendo uma rapida andlise do que se encontra em grande parte das manutengdes em nosso pais, pode-se distinguir algumas caracteristicas e algumas conseqiiéncias, oriundas dessas caracteristicas, que podem demonstrar 0 que seja uma Manutengao de Terceiro Mundo. 1.3.1Principais Caracteristicas «Alta taxa de retrabalho; * Falta de pessoal qualificado; Manual Pratico PCM — Vol. Il Convivéncia com problemas crénicos; Falta de sobressalentes no estoque; Numero elevado de servicos nao previstos; Baixa produtividade; Histérico de manutengao inexistente ou nao confiavel; Falta de planejamento prévio; Abuso de “gambiarras"; Horas extras em profusao; TOTAL FALTA DE TEMPO PARA QUALQUER COISA. Todas essas caracteristicas podem estar presentes na manutengao de uma determinada empresa e, nesse caso, a situagéo merece uma melhoria global. E possivel que em outras empresas haja ocorréncia de algumas dessas caracteristicas, no entanto, elas serdo o bastante para prejudicar os resultados. 1.3.2 Principais Conseqiiéncias Moral do grupo sempre em baixa; Falta de confianga do(s) cliente(s); Constante falta de colaboradores (Este costume é o principal problema do gerente de manutengdo do 3° mundo); Nao cumprimento de prazos; Elevado numero de equipamentos abertos (em manutengao); Disponibilidade baixa; TMEF baixo; Perda de producdo por problemas de equipamentos: Manutengao predominantemente corretiva no planejada; NAO SE MEDE NAO SE ESTUDA NAO SE PLANEJA. Manual Pratico PCM — Vol. Il 1.3.3 Melhores Praticas Para nos situarmos num contexto de Manutengo Classe Mundial, devemos fazer 0 seguinte: Rever as praticas de manutengao adotadas: a) Privilegiar a Manuteng&o Preditiva e Detectiva; b) Fazer Engenharia de manutencdo; c) Cortar servigos desnecessarios para reduzir custos. E muito comum encontrar uma aplicagéo maior do que a necessétia nos recursos da manutencdo. Servicos desnecessérios consomem boa parte desses recursos @, entre esses, podemos citar: excesso de manutengao preventiva, problemas de qualidade de mao-de-obra (que geram repetigdo de servigos e maior tempo na execugao dos servigos), problemas tecnolégicos e problemas crénicos, dentre outros. Novas politicas de estoque de sobressalentes: Podemos incluir como condiges desejaveis, as seguintes acdes: a) 100% de confiabilidade no controle de estoque; b) Eliminagao de materiais sem consumo; ) Parcerias estratégicas com fornecedores. Ja passou 0 tempo de ter os armazéns lotados de sobressalentes, significando um imobilizado elevadissimo. E tempo de ousar, adotar novas relagées comprador- fornecedor. 1.4 TPM — MANUTENCAO PRODUTIVA TOTAL Junto com 0 5 Ss e a poll valéncia, o TPM pode ser considerado como pratica basica fa manutengo moderna. Muito utilizado em empresas de manufatura, o TPM deve ser adotado por outras indistrias. Pelo TPM a afirmacao “Da minha maquina cuido eu” é adotada pelos operadores, que passam a dispensar ao(s) equipamento(s) uma atengao especial, coisa totalmente diferente do descaso que se veritica em muitas indistrias hoje em dia. No cere dessa atitude em relacéo as maquinas esto: a observacéo do desempenho, a limpeza, a organizagao e as atividades de manutengao. A medida que os operadores executam tarefas elementares de manutengao, os mantenedores podem se Manual Pratico PCM — Vol. Il dedicar a tarefas mais complexas e atividades de andlise e melhoria da planta. Veja abaixo: * Operadores: Executar tarefas de manutencao, lubrificagées regulares, reaperto, engaxetamento. * Mantenedores: Executar tarefas com maior grau de complexidade ou dificuldade. * Engenheiros: Planejamento, projeto e desenvolvimento de equipamentos que “no exijam manutengao”. Para que essa etapa acontega é preciso TREINAR, > 1.5 TERCEIRIZAGAO A terceirizagao tem sido uma das estratégias empresariais para 0 aumento da competitividade. Verifica-se uma forte tendéncia a tercelrizagao desde que as empresas perceberam que devem centrar seus esforcos na atividade fim, ou seja, no seu negécio. Uma série de atividades, que no sao atividades fins da empresa, podem ser terceirizadas. Exemplos classicos sao as areas de alimentagao, vigilancia, usinagem e limpeza, dentre outras. Existem empresas no mercado cuja atividade fim e vocacio 6 fazer alimentago, vigilancia etc. e, normalmente, o fazem bem melhor. Nesse proceso é preciso ter muito cuidado para nao se fazer uma empreiterizacdo que caracteriza uma contratag&o mal feita, com firmas nao idéneas ou sem a capacitagao para a execugdo dos servicos. A terceirizacao pressupde: a) Parceria; b) Confianga; c) Ganhos estratégicos; 4d) Enfoque na qualidade; e) Cooperaco e objetivos comuns. Quando isso é contemplado, ambos, contratante e contratada, tem os mesmos objetivos @ convivem numa relago ganha-ganha. No caso da manutengdo, 0 objetivo de ambos sera aumentar a disponibilidade da planta, e ambos ganhardo se isso for obtido, nao interessando se a quantidade de servigos executados caiu. Afinal, maior 7% Manual Pratico PCM — Vol. Il disponibilidade vai implicar em menor intervengao na planta. > 1.6 MELHORIA CONTINUA Sempre existe um modo melhor de fazer as coisas. A melhoria continua, também conhecida por Kaizen, deve ser uma preocupagao constante das organizagées e das pessoas. Essa melhoria atinge os métodos, processos, pessoas, ferramentas, maquinas, enfim, tudo que se relaciona com as nossas atividades no dia-a-dia. ‘Sao caracteristicas de uma manutengao étima: a) Focalizar as habilidades de manuteng&o departamental no planejamento e controle de manutengao e ndo no conserto de quebras e melhorias de equipamentos; b) Realizar trabalho de manutengéo de acordo com planos documentados e padronizados, tarefas programadas e ordens de servigos; c) Realizar manutengo preventiva de acordo com o programa (nao adiar servigos); d) Documentar e analisar 0 histérico de manutengdio e de quebras, visando assegurar que 08 indices de falha sejam otimizados e os custos totais minimizados, medir e melhorar a produtividade de pessoal e identificar oportunidades de melhoria; e) Desenvolver os sistemas inteligentes necessérios para promover as agées indicadas pela manutengao baseada na condic&o e, desta forma, capturar 0 conhecimento atual e futuro. Padionizare ‘Theinar no 02890) 6 Localizar problemas |] jeestabelecer Moras Tomor Agta Conretiva no; Tasucesio 1 5 2) Erase Pianos de Acio Veriticar 0 atingimento da meta Comduzir a Execugio do Plano Manual Pratico PCM — Vol. Il 1.7 PDCA e CONTROLE DE PROCESSOS INDUSTRIAIS PDCA — plan (planejar), do (fazer), check (verificar) e action (agir). A metodologia proposta por Deming para gestéo da qualidade pode ser encarada como sendo uma oportuna transposigao para o contexto gerencial, da teoria basica de controle de processos industriais, ou seja: girar 0 PDCA 6 nada mais nada menos que controlar 0 processo de atingimento de um resultado desejado. A gest4o da qualidade pelo método PDCA pode entao ser vista como um Sistema de Controle a Realimentagao do Processo de Qualidade. Aplicar 0 PDCA em toda atividade é, simplesmente, controlar todo 0 processo de busca de um dado resultado de forma a atingi-lo sem que ocorram desvios em relagao as expectativas. Entretanto, isto nem sempre € possivel e, na maiotia das vezes, vamos observar que o resultado atingido apés a execugao de um dado planejamento ¢ diferente do esperado, sendo, portanto, indesejado. Temos ai um desvio ou um problema. Mas 0 que 6 problema? Algumas definigdes corriqueiras so apresentadas a seguir: a) Questo matematica proposta para que Ihe dé a solucdo; b) Questo no solucionada e que & objeto de discusso em qualquer dominio do conhecimento; c) Proposta duvidosa, que pode ter numerosas solucées; 4) Qualquer questo que da margem a hesitac&o ou perplexidade, por dificuldade de explicagao ou de resoluc&o; e) Algo que incomoda; f) Uma questao a ser resolvida; 4g) Uma situaco inconveniente. 1.7.1 O Giro Inadequado do PDCA grande erro tem sido 0 de fazer 0 giro apenas em torno do “Do”, ou seja, procurar executar melhor o reparo, ou seja, estar cada vez mais eficiente. Entretanto, se o ciclo for percortido por completo, pode-se encontrar maneiras de atuar na causa basica, aumentar, substancialmente, o Tempo Médio Entre Falhas - TMEF, ou até mesmo, evitar que a falha 7 Manual Pratico PCM — Vol. Il ocorra, alcangando dessa maneira a eficacia. 1.8 SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA MANUTENGAO, A utizagao de sistemas de gerenciamento da manutengao tem como objetivo maximizar a capacidade produtiva através de melhorias no desempenho e vida util dos equipamentos, para operar a baixo custo por unidade produzida ou servigo prestado. Isso é resultado em conseqiiéncia de: a) Redugdo dos servigos em emergéncia; b) Aumento das horas produtivas; c) Redugao das horas extras; 4d) Cobertura de 100% das Ordens de Trabalho; e) Banco de dados com histérico dos equipamentos e ordens de trabalho; 4) Planejamento pro-ativo (integrand mao-de-obra, material, servigo de terceiros). > 1.8.1 Parceria operagao/manutencao Para que a empresa atinja a exceléncia, 6 necesséria a melhoria em todas as areas € isso sé sera obtido pelo engajamento e colaboracio de toda a equipe. Hoje nao ha espago para comportamentos estanques e herméticos ultrapassados, onde cada area é um mundo particular. A parceria operago/manutengao é fundamental nesse caminho e pode se dar através da formacao de times em areas especiticas, que podem ser utllizados para andlise conjunta de falhas, problemas crénicos, desempenho de equipamentos, planejamento de servigos e até na programagao didtia. Essa pratica promove, em consegiléncia: a) Maior integraco entre o pessoal; b) Alto envolvimento no resultado final; c) Maior compreensao mitua dos problemas e dificuldades; 4d) Respostas mais répidas na solugdo de problemas; e) Desenvolvimento de uma cultura aberta e honesta entre a operago/produgao e a manutengao. Manual Pratico PCM — Vol. Il > 1.8.2 Capacitacao e polivaléncia A crescente complexidade das plantas industriais, allada a necessidade de melhores indices, vem exigindo uma reformulagao nos conceitos antigos de especializagao e habilidades da méo-de-obra. Atividades que eram feitas por uma especialidade passaram a ser executadas, também, por outras especialidades, mantendo a qualidade e, sempre em nome da qualidade e rapidez do servigo. Exemplo tipico na area de soldagem é 0 soldador que faz o passe de raiz, faz o ensaio de liquido penetrante e os demais passes até completar a solda. As empresas buscam a) Equipes enxutas; b) Dominio tecnolégico — qualificagao; c) Multi-especializacao d) Menor numero de especialidades envolvidas. A melhor prética nesse campo é aquela obtida quando as fungdes sdo enriquecidas com tarefas complementares, tanto no sentido de tarefas mais complexas quanto de tarefas menos nobres, mas ambas importantes para melhorar a execugao do servico. Nesse aspecto, um mec&nico, além de suas tarefas de desmontagem, medicao e montagem, também executaria a limpeza e lavagem de pegas, retirada e colocago de instrumentos do equipamento, drenagem e colocagao de dleo e usatia magarico para esquentar uma pega com interferéncia no eixo que deva ser desmontada. Para que este nivel seja obtido 6 preciso TREINAR. 1.8.3 Importancia do uso de um sistema de controle da manutengao De um modo geral, os custos de operacao sao bastante conhecidos, sendo matéria prima e mao-de-obra, O primeiro depende do mercado e 0 segundo ¢ definido pelas tarefas necessdtias 4 obtencdo do produto final. Habitos de fabricagdo atraigados nem sempre permitem modificacao na rotina de produgao e uma conseqiiente otimizacao de custos, onde, geralmente alguma melhoria pode ser feita. Na manutengao, via de regra, sempre é possivel reduzir ¢ otimizar os gastos com materials, sobressalentes e mAo-de-obra. Diversos novos métodos de trabalhos sio Manual Pratico PCM — Vol. Il disponibilizados aos profissionais com novas técnicas, como a Manutengao Centrada em Confiabilidade, a Manutengao Produtiva Total, etc. Assim, é natural que a manutengao passe a ser cobrada para reduzir os seus custos e, em conseqiéncia, os custos da empresa, onde deva usar melhores métodos de trabalho e melhores técnicas. Ela pode responder positivamente & essa solicitagdo de diversos métodos ¢, principalmente, com planejamento eficiente, Quando a manutenco é planejada de forma adequada, com a execugao de tarefas e€ m&o-de-obra de boa qualidade, teremos um aumento da disponibilidade dos equipamentos, maior vida util e menores custos espectticos. Como existe uma grande massa de dados a ser manuseada, 0 computador com programas adequados tora o planejamento da manutengao mais rapido, agil e eficiente e traré reducéo no custo espectfico da manutencdo, pois ira tornar possivel a melhor utilizagao dos recursos. A informatizagéo de um servigo obriga sempre A definigéo do novo esquema corganizativo, que melhor partido tire da informatica e que garanta os fluxos de informacao que sao necessérios A atualizacao e manutencdo da informagao carregada. E um erro pensar-se que a informatica ira suprir deficiénclas de organizag&o, pois que na base de uma boa informatizagao esta sempre uma boa organizagao. © que 6 possivel e desejavel € que os dois sistemas (organizativo e informatico) sejam equacionados em conjunto, de forma a potencializé-los e a maximizar as sinergias. 1.8.4 Diversos resultados do uso de um sistema para controle da manuten¢ao a) Facilidade e Rapidez no Acesso a Informagées As informagoes, se devidamente registradas, estarao disponiveis imediatamente, quer seja o sistema ligado em rede, quer seja em computador isolado. Qualquer pessoa pode acessar a informagao, principalmente em sistemas corporativos, desde que tenha o cédigo de acesso ou a senha para entrar no sistema corporativo. b) Redugao do Trabalho do Planejador Com um sistema adequado, as ordens de servigo de manutengdes preventivas, de Manual Pratico PCM — Vol. Il inspegées e de lubrificagdes sao emitidas, diretamente, pelo computador, evitando que 0 planejador tenha que preocupar-se com elas. Outro ganho de tempo € 0 obtido na seleco de materiais para as Ordens de Servigo, visto que a quase totalidade dos sistemas possuem listas de sobressalentes por equipamento, reduzindo assim, o tempo de pesquisa em catalogos e manuais. Com a redugéo da carga de tarefas “burocraticas” sobrara maior tempo ao planejador para fazer sua principal tarefa: Planejar. 1.8.5 Rapidez na emissao de relatorios E de grande importancia para qualquer nivel gerencial, ter informacgdes rapidas para cortigit desvios. No sistema manual, com uma performance muito boa, dificilmente conseguir-se-4, por exemplo, um relatério de custos do més, antes do dia dez do més seguinte. O computador permitira que no dia seguinte ao fechamento do més, o relatério esteja nas mos do gerente. 1.8.6 Facilidade em localizar pecas no almoxarifado Se o sistema for corporativo ou se o ‘soft’ conversar com o “mainframe” podera obter-se informacées imediatas sobre a situagao das pecas no almoxarifado. Se o sistema for bem projetado, na intengdo de identiticar um rolamento de esteras, basta digitar a palavra ‘rolamento”, supondo que seja esta a palavra que identifique o Tolamento. A tela mostrara ent&o todos os rolamentos dentro de uma ordem pré- estabelecida (esferas, rolos, agulhas, c6nico, ete.) Se selecionar rolamentos de esferas outra tela mostrara todos os rolamentos de esferas cadastrados no almoxarifado, com seu numero de estoque, numero do fornecedor € as trés dimensées principais. Selecionando-se o item procurado, haverd uma nova tela mostrando todos os dados da ficha de estoque (quantidade estocada, quantidade em requisigao, P.M.U., etc.). Identificada a pega e anotado o némero de estoque, pressionando uma tecla cédigo, haverd retorno a tela da ordem de servigo, onde ja se encontra o nlimeto da pega no 7% Manual Pratico PCM — Vol. Il campo proprio e sera informada a data requerida para a area receber a pega. Podera ser feita a reserva do material e na data informada da requisigao sera atendida. Na ocasiao, automaticamente, no almoxarifado, a requisigao interna ser emitida e o material sera entregue ao usuario. 1.8.7 Facilidade em planejar equipamentos similares Outra forma signiticativa de ganho de tempo do planejador é a habilidade que o sistema possui de copiar os planos de manutenedo preventiva, inspegdes e lubrificagdes, de um equipamento para outro Ao realizar os planos de um moinho, por exemplo, e existir outro igual, basta indicar que 0 segundo é igual ao primeiro, que os planos serdio imediatamente “copiados”. 1.8.8 Fa idade e rapidez em programar “rotas” de inspegao e lubrificagao Ao preparar os planos de inspeco e lubrificagao pode-se definir 0 melhor percurso a set feito pelo inspetor ou lubrificador, visando otimizar seu tempo. As ordens de servico sero ordenadas segundo a rota definida. Se, pela introdugao de um novo ponto de inspegao ou de lubrificagao, ter a opgao de alterar a rota, basta informar ao sistema entre quais pontos houve a modificagdo, que a seqtiéncia das ordens de servico sera automaticamente mudada. Mais uma vez, haveré um substancial ganho de tempo do planejador, que nao precisaré reorganizar, manualmente, a seqliéncia das OSs. 1.8.9 Otimizagao da programagao da mao-de-obra Alguns programas tém recursos que permitem a olimizacdo da programacao da mao-de-obra. Na Programagdo manual, o planejador consome muito tempo compatibilizando os homens-hora disponiveis com os previstos. 1.8.10 Levantamento de histérico de equipamentos Permite o levantamento de Histérico de Equipamentos de uma maneira pré- determinada, facil e segura. Nao haverd necessidade de construgao de fichas e arquivos, se, ao digitar 0 retorno de informagao, for digitado o tipo de reparo que foi feito na maquina, o que pode ser feito em linguagem clara ou codificada. we Manual Pratico PCM — Vol. Il 1.8.11 Analise de distribuicgao dos tipos de manutengao De posse de um banco de dados bem projetado, pode-se saber quais manutengdes foram executadas @ que tipo de tarefas cumpridas. Porém, na estrutura do banco de dados isto deverd ser detalhado. 12 Andlise de freqiiéncias de ocorréncias de cada equipamento A obtengao de uma listagem do hist6rico do equipamento permite que se faga com facilidade uma anélise das ocorréncias de cada equipamento, ou da mesma ocorréncia em varios equipamentos. 1.8.13 Eliminagaéo da necessidade de arquivos de dados da manutencao De posse de um banco de dados confiavel, nao 6 necessario guardar papel velho. No entanto, deve-se lembrar que existem algumas atividades industriais, onde a manutengao, em determinadas empresas, é obrigada a guardar os documentos por um determinado tempo minimo, antes de descarté-las. Existem casos onde s6 € aceito 0 original do documento. E importante verificar antes de descartar qualquer Ordem de Servigo em alguns equipamentos onde a atividade de manutencdo é efetuada. 1.8.14 Levantamento de incidéncia de falhas crénicas Permite levantamento de incidéncia de falhas crénicas em equipamentos de forma a coloca-los sob controle. Se houver codificacéo adequada no banco de dados, as falhas repetitivas serao facilmente notadas, principalmente nas rotinas de “Alerta’. 1.9 PROCEDIMENTOS INICIAIS PARA IMPLANTAGAO DE UM SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA MANUTENCAO, Neste item serdo descritos os primeiros passos para a implantag&o de um sistema de gerenciamento da manutengao. A principal preocupacdio sera como implanta-lo do modo mais eficiente e rapido possivel Chama-se de equipe basica 0 grupo que deverd difundir o sistema para toda a Manual Pratico PCM — Vol. Il empresa. Esse grupo devera ser composto por funcionarios da manutengao, cobrindo todos os niveis hierarquicos de chefia existentes. S40 duas as razées para isso: a primeira 6 demonstrar que o sistema afetara todos os niveis, que a chefia, qualquer que seja sua posigdo na escala hierdrquica, id participar. © segundo motivo é o de formar instrutores capacitados, em todos os niveis hierdrquicos, o que facilitaré o relacionamento instrutoritreinando. Esta equipe deverd ser treinada exaustivamente pelo fornecedor do produto, de modo a conhecer todas as facilidades do sistema. Apds esse treinamento deverao, no prdprio local de trabalho, fazer testes e simulagdes no programa. > 1.9.1 Formagao do banco de dados Ser da competéncia da equipe basica, a elaboragdo de procedimentos gerais do sistema e dos procedimentos para a formagao do banco de dados. Esses tltimos deverdo detalhar como serd feito 0 cadastramento de equipamentos, 0s planos de manutenco e as listagens de sobressalentes. Terminados os procedimentos, cada area da fabrica devera fornecer a quantidade de pessoas necessdrias para a preparacao do cadastro dos equipamentos e dos planos. E conveniente que essa equipe seja formada pelo supervisor e alguns mec&nicos/eletricistas de melhor nivel. Eles serao treinados para essa tarefa pelo pessoal da equipe basica, que também supervisionarao seus trabalhos. > 1.9.2 Elaboragao de procedimentos gerais Outra tarefa da equipe basica 6 a de preparar todos os procedimentos do sistema, com vistas ao treinamento dos usuarios em geral e ao registro do “modus operandl". > 1.9.3 Treinamento do usuario externo Evidentemente, este passo s6 sera necessétio quando a “transparéncia” do sistema extrapolar a area de manutencéo ou quando os procedimentos da manutengao, de interface com outras reas, sofrerem modificagdes pela implantacao do sistema 2 Manual Pratico PCM — Vol. Il > 1.9.4 Treinamento de planejadores e supervisores Cada um, em sua fungao dentro do sistema, deverd ter um treinamento aprofundado, tanto na operagao das fungées especificas, como nos procedimentos. E de todo conveniente, que os supervisores conhegam a forma como os planejadores desempenhardo suas tarefas. Manual Pratico PCM — Vol. Il 2 CADASTRAMENTO E CODIFICACAO DE MAQUINAS, TAGS, EQUIPAMENTOS E ESTRUTURA DA EMPRESA PARA O PCM A eficacia em manter ou iniciar 0 gerenciamento da manutengao consiste em ter a informatizagdo do setor (softwares, planilhas) e possuir ou iniciar a codificagéo das maquinas, Tags e equipamentos adequadamente ao processo da planta da empresa. Apés a codificagao, inicia-se 0 cadastramento, proceso que requer algum tempo da manutengao, mas que sera de grande importancia para fins de obter dados através de relatérios e graficos. 2.1 TEORIAS DA ESTRUTURA DA EMPRESA EM UM SISTEMA DE MANUTENCAO A estrutura de uma empresa em um sistema de manutengéo, que consiste na representagdo hierarquica que cada departamento, setor, processo e centro de custo da empresa, é tratada pelo sistema. Estes dados so essenciais para que uma base segura para as estatisticas seja montada. Futuramente, estatisticas poderdo ser extraidas por setor e departamentos separadamente, ocasionando vastos ganhos no gerenciamento. 2.2 TEORIAS DE MAQUINA, TAG, EQUIPAMENTOS E PECAS EM UM SISTEMA DE MANTUTENCAO Para demonstrar como o sistema Sigma interpreta as teorias de Maquina, TAG e Equipamento, sera usado 0 exemplo de um carro, que pode ser facilmente dividido nesses segmentos: > 2.2.1 Maquina Uma Maquina é a parte mais alta na hierarquia no sistema Sigma. Em exemplo de maquina pode ser 0 carro. O carro é uma maquina, pois desempenha um papel claro com © auxilio de varios equipamentos e pecas. Outro exemplo seria uma caldeira. > 2.2.2 TAG Tag 6 uma palavra do idioma inglés que pode ser traduzida como “etiqueta’. A tradugéo de TAG para a sua utllizagao real 6 a definigdo que o trala como uma localizagéo, ou seja, a localizacéo de um ou mais equipamentos de uma maquina. No exemplo do carro, um TAG € 0 motor. Outros TAGS podem ser as portas, ou ainda cada w Manual Pratico PCM — Vol. Il porta pode ter um TAG. TAG serve para controlar 0 hist6rico de cada equipamento que passou por um local, dai vem a definic&o e a utiizagao como localizagao de equipamentos. Os equipamentos, como se pode verificar, podem ser substituidos constantemente. A maioria dos sistemas de manutengao usa o TAG em sua hierarquia exatamente para quando for necessério buscar o histérico do local e no de um equipamento. Nestes casos, a busca é felta com base no TAG, pois o equipamento pode nao existir mais ou estar em um outro setor da empresa. > 2.2.3 Equipamento Um equipamento é a parte da maquina que desenvolve um papel especifico, de maneira que é estruturado por um conjunto de pegas e esta sempre localizada dentro de um TAG. © motor de um carro com a sua especificagéio (marca, poténcia, etc) é€ um equipamento localizado no TAG motor. E a parte fisica (equipamento) ocupando a parte virtual (TAG). © motor, que é um equipamento, 6 composto por rolamentos, correia de acionamento e mais uma série de pecas. > 2.2.4 Pecas ‘As pecas so componentes que formam os equipamentos, tais como rolamentos, corteias e polias. Estas pecas nao esto, necessariamente, fixas a um equipamento, mas podem estar ligadas diretamente 4 uma maquina, também desempenhando uma fungao importante. Porém, por estar desempenhando uma fungéo, nao sdo vistas como equipamentos pela sua estrutura e classificagdo. Nestes casos, as pecas podem ser ligadas 4 maquina ou a um TAG. 2.3 TECNICAS DE CODIFICAGAO DE MAQUINAS TAGS E EQUIPAMENTOS A seguir, 6 apresentada uma maneira de representar as maquinas, TAGS e equipamentos de sua fabrica em um sistema informatizado de manutengdo. Esta pratica deve ser realizada antes do inicio dos cadastramentos, fazendo parte dos itens do oF Manual Pratico PCM — Vol. Il capitulo Procedimentos Iniciais de Implantagao. E sugerido sempre criar cédigos de identificagao nao seqlenciais, ou seja, codigos que sejam compostos por letras, identificando 0 tipo de equipamento, e que apés seu nmero seqiencial sejam compostos por letras, identificando 0 tipo de equipamento e baseado na quantidade de mesmos equipamentos que existirem na indistria. 2.4 FORMAGAO DE FICHA TECNICA PARA MAQUINAS, TAGS E EQUIPAMENTOS A formagao de fichas técnicas para maquinas, TAGS e equipamentos consiste no detalhamento das configuragdes de cada segmento, ou seja, cada maquina, TAG e equipamento sero detalhados em fungéo de suas caracteristicas individuais para que possam ser comparados no momento de uma eventual troca de posicao. Como 0 TAG representa a localizagao de um equipamento em uma maquina, 6 importante a criag&o de fichas técnicas também para os TAGS dos equipamentos, a fim de que se possa ter uma consulta rapida da configuragao do local onde o equipamento ser instalado. Com isso, podera ser comparada a ficha técnica do TAG (local) com a ficha técnica do equipamento que pretende ser instalado no local para verificarmos a compatibilidade dos dois segmentos. A seguir serao apresentados os fluxos sobre a criagéo de fichas técnicas. Manual Pratico PCM — Vol. Il Relac&o/Comparagio Automatica de Fichas Técnicas de TAG's x Equipamentos Selegdo automatica de todos os TAG’s elu Equipamentos Disponivel para substituico 2.5 COMO O SISTEMA SIGMA TRABALHA AS MAQUINAS, TAGS E EQUIPAMENTOS A seguir, os fluxos de como o Sigma e a maioria dos sistemas de gerenciamento da manutengao estruturam as Maquinas, TAGS e Equipamentos em seus cadastros e coditicagées. Manual Pratico PCM — Vol. Il Metodologia e Técnicas para Padronizagao de Cé 105 de TAG's, Maquinas e Equipamentos “Tamanho Maximo para Maquina -Podendo descartar 9 ERR) + Departamento as “Tamanho Maximo para TAG - Podende descartara 1" posigso © 22" PosigSo osigso -11 digtos ™ > EquipamentolPosi¢ao aa] | Equipamento “Tamanto Maximo para Equipamento > Namere Sequoncial > Iniclats a arta Peca —e— “Tamanho Maximo para Poca Conforme Almoxarifado- 18 digits alfa ‘Ax Campo Alfanumético (LetrasiMimeros -Simbolos) ‘9 = Campo Numério, > Sequenciauaite Manual Pratico PCM — Vol. Il Hierarquia Entre Cadastros 2.6 TECNICAS DE ESTABELECIMENTO DE METAS DE TRABALHO PARA MAQUINAS O estabelecimento de metas de trabalho comegou no inicio da revolugao industrial, quando os diretores das maiores indistrias da época viram que a produgo deveria parar © menor tempo possivel para a manutengdo dos equipamentos. Portanto, era estabelecido um tempo maximo para que as equipes de manutencdo realizassem uma determinada tarefa. Com o aparecimento dos sistemas informatizados, 6 possivel estabelecermos uma meta de trabalho para as proprias maquinas. Este dado é utllizado para se medir se 0 tempo de parada de uma maquina esta Manual Pratico PCM — Vol. Il dentro da meta que é reavaliada na medida em que as manutengées ocorrem. Para 0 estabelecimento de metas para uma maquina, o sistema de controle deve permitir que se informe uma meta (top) de horas de indisponibilidade mensais no cadastro de maquinas. Apés este proceso, o sistema vai acumulando o tempo de maquina parada, informado a cada concluséo de OS, que possibilitara a geragao do gréfico de metas que iré comparar 0 acumulado com a meta mensal Este procedimento, que é um étimo recurso para que se visualize rapidamente a situagdo da manutengéo conforme as metas de maquina parada, também pode ser aplicado a departamentos e setores, informando as metas para um ou ambos em seus cadastros e apés verificando a geragao dos graficos 2.7 TECNICAS DE PRIORIZACAO DE ORDENS DE SERVICO BASEADO NAS. MAQUINAS E TAGS As técnicas de priorizagdo de servigos podem ser baseadas em varios fatores: a importancia da maquina no processo produtivo, na qualidade do produto e na perda da lucratividade com o atraso de pedidos. Um sistema de controle da manutengao pode controlar a prioridade de OSs a partir de uma prioridade informada na Maquina, TAG e sintoma que compdem a mesma. 2.8 TECNICAS DE CRITICIDADE DE MAQUINAS, TAGS E EQUIPAMENTOS, FOCANDO A DECISAO DOS TIPOS DE MANUTENGAO A ELAS APLICADAS. Através da analise da relacao entre o acompanhamento da disponibilidade “versus” a necessidade de utilizaco de equipamentos, onde foram obtidos os respectivos indices de “disponibilidade” e “necessidade de utilizacéo” para ser definida a criticidade dos equipamentos. Na maiotia dos equipamentos, 0 indice de disponibilidade € superior ao da necessidade de utllizago de cada um. No caso dos elevados indices de disponibilidade estarem sendo obtidos a custa de altos investimentos de recursos humanos e caso a contiabilidade operativa do equipamento nao seja critica, devem ser feitas reavaliagdes quanto aos critérios de manutengao utilizados. Observa-se que, no exemplo, as Bombas de Drenagem 1 e 2 apresentaram Manual Pratico PCM — Vol. Il disponibilidade menor do que a necessidade, sendo este o ponto prioritario de analise e aco de reajuste do Sistema de Planejamento, que também deverA levar em consideracéo suas importancias operacionais no processo, os custos de reparo e os tempos médios entre falhas e para reparo. A andlise indicada para equipamentos também pode ser aplicada a componentes ou pecas, sendo esta utiizacdo valida para analisar quais partes de um equipamento, obra ou instalagdo devem merecer maior atengo dos mantenedores e que partes podem softer apenas manutencdo preventiva por condicdo (reparo de defeito) ou corretiva. Exemplo: Se uma frota de caminhdes sé é utilizada durante o dia, qual seria a necessidade de efetuar uma manutengao planejada no sistema de iluminagao desta frota (faréis, lanternas, luzes de cabina, ete.)? Obviamente que estas partes do equipamento poderiam sofrer apenas manutengao corretiva, sendo até recomendavel que a troca de lampadas queimadas fosse feita pelo proprio operador do equipamento. A avaliagao dos critérios de manutengao a serem aplicados depende, normalmente, da andlise de disponibilidade frente A necessidade de utilizago do equipamento, embora devam ser observados outros aspectos, como sua importéncia na atividade fim da empresa, 0 custo de manutengdo em telagéo ao imobllizado (custo acumulado de manutengao em relago ao custo de aquisicéo do equipamento), 0 tempo médio entre falhas, 0 tempo médio para reparo, 0 obsoletismo do equipamento, as condigées de operagao a que sdo submetidos, os aspectos de seguranca e os aspectos de meio ambiente. Considerando um conjunto de itens (equipamentos, obras ou instalagdes) fundamentais em uma linha de processo ou servigo, onde suas maiores disponibilidades tém relagao com maior produtividade e conseqiiente geragao de receita para a empresa, na avaliagdo dos pontos criticos podem ser encontradas as seguintes condigées: > 2.8.1ltens em série A disponibilidade final sera obtida pelo produto das disponibilidades de cada item. } Manual Pratico PCM — Vol. Il > 2.8.2 Itens em paralelo A disponibilidade final sera obtida pela soma dos produtos das disponibilidades de cada item por suas capacidades de produ¢&o, dividido pelo produto das capacidades de produgéio desses itens. > 2.8.3 Itens redundantes A disponibilidade final sera obtida pela diferenga entre a unidade e os produtos da diterenga da unidade com a disponibilidade de cada item. A disponibilidade final de um sistema misto de itens seré 0 resultado da convers&o a um sistema simples (série) e posteriormente a busca do elemento que esteja contribuindo para o pior valor. Feita essa andlise, dois caminhos podem ser adotados: * Equalizar os resultados de todos os itens em relagao a0 que apresenta o pior desempenho (solugao econémica), ou; * Procurar aumentar a disponibilidade do “gargalo” de forma a poder obter maior produtividade do conjunto (solugao estratégica). Finalmente, utiizando a arvore de decisées, deveréo ser comparados os dados de disponibilidade e capacidade com os valores de outros indicadores e varidveis como: * TMEF (tempo médio entre falha); ¢ TMPR (tempo médio para reparos); * Custo relativo de reparo; * Idade; + Responsabilidade da manutengao; * Condig&o insegura de operagao: * Risco ao meio ambiente: * Rentabilidade operacional etc., Para definir o tipo de estratégia de intervengdo a ser adotada Manual Pratico PCM — Vol. Il + Preventiva por monitoramento - sensores com medigdes com freqiiéncia inferior a um dia e controle preditivo; + Preventiva por estado - Inspegdo - seguimento de varidvels com freqiiéncia maxima semanal e controle preditivo; * Preventiva por tempo - desmontagem periddica para limpeza, ajusies e substituigao de pegas; + Preventiva por condigao - reparo de defeito; * Corretiva - eliminagao de causa que impede o item de operar. Como altemnativa ao estabelecimento do tipo de intervengao a ser adotado podem ser usados simbolos ou sinais grdficos que indiquem a condicao favordvel, indiferente ou destavoravel de atendimento as necessidades operativas do item, como, por exemplo, setas para cima, para baixo e para a direltassinais de +, - e t;caras sorrindo, triste ou apatica, ete. A combinacéo desses caracteres ou simbolos iré determinar a melhor estratégia de atuagao em cada caso, podendo ser estabelecidos pesos para cada uma das varidveis para indicar sua maior ou menor importancia quanto & decisdo a tomar ou simplesmente utilizar a experiéncia de cada um dos envolvidos nessa decisdo. Mesmo com todas as maneiras de analisar um equipamento para chegar a decisio de que tipo de manutencdo sera aplicada a ele, ndo é téo facil reunir todas estas informagoes para se chegar a um resultado rapido quando nao existe nenhum tipo de sistema informatizado para a exibigao destes resultados. Para os planejadores que esto iniciando a informatizagéo de sua manutencdo, 0 Sigma apresenta uma maneira de facilitar esta priotizacéo dos equipamentos e ainda auxiliar na decisao do tipo de manutengao que deve ser aplicada. Este recurso é baseado em perguntas sobre como 0 equipamento influi no meio ambiente, produgao da fabrica, acidentes, etc. Esta combinacZo de respostas informadas pelo usuério gera uma ctiticidade e aponta o tipo de manutengao adequada para 0 equipamento, maquina ou TAG. Esta ctiticidade incide diretamente no calculo de prioridade da OS com um fator de 0a 10 pontos que é gerado ao final do calculo. Veja abaixo a imagem representativa do algoritmo de calculo de criticidade localizado no Sigma no médulo Equipamento, botéo Manual Pratico PCM — Vol. Il Algoritmo de Criticidade. Sere ee ee ae ‘Cihedece de SHeSaN SE ee le nee Eee See U tenes fou cytes dor Topas lbw ante 2.9 TECNICAS DE CONSTRUCAO DA ARVORE DE INTERVENGAO A construgao de Arvores de intervengdo 6 muito proveitosa, pois tende a unir os quatro pontos de uma manutengo corretiva: sintoma, defeito, causa e solugao. Esta construcdo de histérico de intervengdes pode ser muito util para a padronizacao das manutengdes que ocorrem em decorréncia de retrabalho causado por varios motivos. Esta metodologia auxilia na diminuigéo da procura de solugdes que um funcionario ainda no conheca. ‘A montagem de uma arvore de intervengées pode ser feita ao se concluir uma OS, OU seja, quando um servigo corretivo € concluido, na maioria dos casos se tém o sintoma, 0 defeito, a causa e a solugado tomada. Com estes dados, é possivel fazer a montagem de uma drvore de intervengéo. Para tanto, aponta-se qual é 0 segmento em que a manutengao foi aplicada, ou seja, um motor, uma bomba, uma esteira, etc., apds identificam-se sintoma, defeito, causa e solugao Manual Pratico PCM — Vol. Il tomada. Desta maneira, estara sendo construido um histérico de intervengdes de um segmento que servira de consulta quando houver o reaparecimento de sintomas, para que se saiba qual é a agao mais provavel a ser tomada. Na imagem abaixo a ilustragao da criagdo de uma atvore de intervengao. Criagao da Arvore de Intervengées - Sintoma, Defeito, Causa, Solugio e Servigo Abertura da | Famfia | OS'S + Intervengao iy »/Sintoma| ‘Conclusio da os »/ Solugae 2 >! Servico | * Descricao e Detainamento 2.10 CRIAGAO DA ARVORE INDUSTRIAL DE MAQUINAS, TAGS, EQUIPAMENTOS E PEGAS Uma atvore industrial tem por objetivo exibir a estrutura dos departamentos, madquinas, equipamentos e pegas que compéem toda uma planta industrial. No sistema Sigma, ela vai sendo construlda automaticamente, na medida em que os dados v4o sendo cadastrados. Esta é uma ferramenta que possibilita 0 acompanhamento dos cadastramentos e a visualizagao da estrutura da planta industrial a qualquer momento. Manual Pratico PCM — Vol. Il Arvore Cadastral (Basica do PCM ) Eee} ee == a Foe >= oer) ([Saence) EE) — [ros more] (ee —__}—___ rey es —==}—_| Ca [conctusao [[peves | Corretivas. Preventiva z i 2| le a |e Manual Pratico PCM — Vol. Il TECNICAS DE TRANSFERENCIA DE EQUIPAMENTOS A transferéncia de equipamentos 6 um procedimento que se faz necessério a cada troca efetuada. Desta maneira, um equipamento, quando é substituido, vai ocupar um local diferente na planta industrial. Esta modificac4o deve ser informada ao sistema de controle para que o histrico de manutengdes e o cadastro da planta sejam acompanhados pelo sistema. Além de modificar a estrutura de cadastramento, a mudanga da posigao de um equipamento influi diretamente na execugdo de manutengdes periédicas. Um exemplo: uma manuteng4o preventiva que tem sua periodicidade mensal (30 dias) e sera executada em uma semana. Esta manutenc&o esta para ser executada em uma maquina que é acionada por um motor elétrico, MOTO1. Por algum motivo, este motor queima e precisa ser substituido. Em seguida, 6 feita a troca por um motor novo e a maquina volta a funcionar normalmente. Apés a conclusao, 0s dados da OS sao langados no sistema e a transferéncia do novo motor é feita para uma nova localizaco e vice-versa. ‘A manutengao Preventiva teve a sua execugdo prevista para uma semana (7 dias). Como houve a troca deste motor (MOTO1), a manutengao preventiva deste motor nao se faz necessatia em uma semana e sim somente em 30 dias, ou seja, com a traca do motor queimado para um novo, 0 periodo de verificagao deve ser zerado para que nao haja perda de tempo na execucdo de uma manutencao ndo necessaria. Na imagem abaixo contém esta sistematica. Manual Pratico PCM — Vol. Il ‘Transferéncia de Equipamentos lova Localizagao Apos Trasnferéncia Nova Localizagao Apos Trasnferéncia Troca de Equipamentos entre as Programagoes, Manual Pratico PCM — Vol. Il 3 ABERTURA, APROPRIAGAO DE HORAS E CONCLUSAO DE OS Item de grande importancia, a abertura, apropriagao de horas e conclusdio da OS é fundamental para que possam ser gerados graficos @ relatorios da manutencdo. Neste capitulo seréo apresentadas técnicas para que este item seja eficaz para a manutengao. 3.1 TECNICAS DE ABERTURA DE ORDEM DE SERVICO (0S) Nas imagens a seguir, s4o exibidos varios fluxos sobre as diversas maneiras de abertura de OS que sao utilizadas nas indlstrias. Existem varias técnicas de abertura de uma OS. A maneira mais antiga, mas que ainda é muito utilizada nas indUstrias que nao possuem sistema informatizado é a abertura manual ou via bloco. Uma maneira barata e bastante eficiente 6 0 método da SS (Solicitacao de Servigo) Este é um sistema leve, que roda em rede interna e é facilmente instalado em maquinas que nao dispée de alta configuragao de hardware. Uma SS 6 gerada pelos funcionarios da produgao, ou até mesmo da manutenc&o, e 6 gravada no sistema de controle da manutengao, para depois ser aprovada, gerando uma Ordem de Servico que ira ser executada. A maneira mais atual, e que envolve uma estrutura mais adequada ao século XXI, 6 a solicitagao de servico SS pela web. Neste método, o solicitante visita uma pagina da web ¢ a solicitagéo € enviada automaticamente para 0 banco de dados do sistema informatizado para ser avaliada e apds executada. Este também nao é um método muito caro, porém exige que a indistria, ou seu fomecedor, tenha um provedor de servigos web para a publicacio deste aplicativo. Veja as imagens abaixo. Manual Pratico PCM — Vol. Il Fluxos dos Servigos de Manutengéo < Preditiva |<——Lubrificagio = — g |< rerio 2 | <——_wetnonas £ g ‘onovapto Periodicidade = Geraos |») Envia Mantenedor t g 3 Langa Pe : 3 a Consumidas ai Langa HH fi # 53 Ee 28 ‘Compras Es af Be a8 3 <é g Quadro _

Você também pode gostar