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Manual de Exames Biotest

Manual de Exames Biotest MANUAL DE EXAMES BIOTEST Revisão: 00 / jun 2008 2

MANUAL DE EXAMES

BIOTEST

Revisão: 00 / jun 2008

INTRODUÇÃO

Manual de Exames Biotest

A qualidade dos resultados dos exames laboratoriais está diretamente

relacionada com a fase pré-analítica, envolvendo o preparo do paciente, a

coleta, o transporte e a manipulação dos materiais.

O Laboratório Biotest, visando a melhoria dos processos, elaborou estas

orientações sobre causas pré-analíticas, coleta de exames laboratoriais,

identificação e transporte dos materiais biológicos.

Muitas variáveis podem interferir no desempenho da fase analítica, e

consequentemente na exatidão e precisão dos resultados dos exames, vitais

para a conduta médica.

A atualização contínua e a contribuição dos profissionais envolvidos no

encaminhamento de material ao Biotest serão de fundamental importância para

a prestação de um serviço laboratorial de melhor qualidade.

Estas orientações técnicas gerais devem ser adotadas, estabelecendo a

padronização dos procedimentos e conseqüente melhoria na qualidade da

assistência prestada ao usuário.

Eduardo Arinos de Almeida Ferreira Diretor Geral

Laboratório Biotest

ORIENTAÇÕES GERAIS

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1. Causas Pré-Analíticas de Variações dos Resultados de Exames Laboratoriais Uma das principais finalidades dos resultados dos exames laboratoriais é reduzir as dúvidas que a história clínica e o exame físico fazem surgir no raciocínio médico. Para que o laboratório clínico possa atender, adequadamente, a este propósito, é indispensável que o preparo do paciente, a coleta, o transporte e a manipulação dos materiais a serem examinados obedeçam a determinadas regras. Antes da coleta de sangue para a realização de exames laboratoriais, é importante conhecer, controlar e, se possível, evitar algumas variáveis que possam interferir com a exatidão dos resultados. Classicamente, são referidas como condições pré-analíticas variação cronobiológica, gênero, idade, posição, atividade física, jejum, dieta, uso de drogas para fins terapêuticos ou não, e a aplicação de torniquete. Numa abordagem mais ampla, outras condições devem ser consideradas, como rocedimentos terapêuticos ou diagnósticos, cirurgias, transfusão de sangue e infusão de soluções. Alguns aspectos do tubo de coleta, como o uso de gel separador, anticoagulantes e conservantes e características da amostra, como hemólise e lipemia, também podem ser causa de variação dos resultados.

1.1 Variação Cronobiológica: corresponde às alterações cíclicas da concentração de um determinado parâmetro em função do tempo. O ciclo de variação pode ser diário, mensal, sazonal, anual, etc. Variação circadiana acontece, por exemplo, nas concentrações do ferro e do cortisol no soro, onde as coletas realizadas à tarde fornecem resultados até 50% mais baixos do que os obtidos nas amostras coletadas pela manhã. As alterações hormonais típicas do ciclo menstrual também podem ser acompanhadas de variações em outras substâncias. Por exemplo, a concentração de aldosterona é cerca de 100% mais elevada na fase pré-ovulatória do que na fase folicular. Além das variações circadianas, propriamente ditas, há que se considerar variações nas concentrações de algumas substâncias, em razão de alterações do meio ambiente. Em dias quentes, por exemplo, a concentração sérica das proteínas é significativamente mais elevada em amostras colhidas à tarde, quando comparadas às obtidas pela manhã, em razão da hemoconcentração. A melhor condição para coleta de sangue para realização de exames de rotina é o período da manhã, embora não exista contra-indicação formal de coleta no período da tarde, salvo aqueles parâmetros que sofrem modificações significativas no decorrer do dia (exemplo: cortisol, TSH, etc.). É recomendável que exista uma indicação no laudo, do horário em que foi realizada a coleta, evitando interpretação equivocada do resultado.

1.2 Gênero: além das diferenças hormonais específicas e características de cada sexo, alguns outros parâmetros sangüíneos e urinários se apresentam em concentrações significativamente distintas entre homens e mulheres, em decorrência

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das diferenças metabólicas e da massa muscular, entre outros fatores. Em geral, os intervalos de referência para estes parâmetros são específicos para cada gênero.

1.3 Idade: alguns parâmetros bioquímicos possuem concentração sérica dependente

da idade do indivíduo. Esta dependência é resultante de diversos fatores, como maturidade funcional dos órgãos e sistemas, conteúdo hídrico e massa corporal. Em situações específicas, até os intervalos de referência devem considerar essas diferenças. É importante lembrar que as mesmas causas de variações pré-analíticas, que afetam os resultados laboratoriais em indivíduos jovens, interferem nos resultados dos exames realizados em indivíduos idosos, mas a intensidade da variação.

1.4 Posição: mudança rápida na postura corporal pode causar variações na

concentração de alguns componentes séricos. Quando o indivíduo se move da posição supina para a posição ereta, por exemplo, ocorre um afluxo de água e substâncias filtráveis do espaço intravascular para o intersticial. Substâncias não filtráveis, tais como as proteínas de alto peso molecular e os elementos celulares terão sua concentração relativa elevada até que o equilíbrio hídrico se restabeleça. Por essa razão, níveis de albumina, colesterol, triglicérides, hematócrito, hemoglobina, de drogas que se ligam às proteínas e o número de leucócitos, podem ser superestimados. Este aumento pode ser de 8 a 10% da concentração inicial.

1.5 Atividade Física: o efeito da atividade física sobre alguns componentes

sangüíneos, em geral, é transitório e decorre da mobilização de água e outras substâncias entre os diferentes compartimentos corporais, das variações nas necessidades energéticas do metabolismo e da eventual modificação fisiológica que a própria atividade física condiciona. Esta é a razão pela qual se prefere a coleta de amostras com o paciente em condições basais, mais facilmente reprodutíveis e padronizáveis. O esforço físico pode causar aumento da atividade sérica de algumas enzimas, como a creatinoquinase, a aldolase e a aspartato aminotransferase, pelo aumento da liberação celular. Esse aumento pode persistir por 12 a 24 horas após a realização de um exercício. Alterações significativas no grau de atividade física, como ocorrem, por exemplo, nos primeiros dias de uma internação hospitalar ou de imobilização, causam variações importantes na concentração de alguns parâmetros sangüíneos. O uso concomitante de alguns medicamentos, como as estatinas, por exemplo, pode potencializar estas alterações.

1.6 Jejum: habitualmente, é preconizado um período de jejum para a coleta de

sangue para exames laboratoriais. Os estados pós-prandiais, em geral, causam turbidez do soro, o que pode interferir em algumas metodologias. Nas populações pediátrica e de idosos, o tempo de jejum deve guardar relação com os intervalos de alimentação. Devem ser evitadas coletas de sangue após períodos muito prolongados de jejum, acima de 16 horas. O período de jejum habitual para a coleta de sangue de rotina é de 8 horas, podendo ser reduzido a 4 horas, para a maioria dos exames e, em

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situações especiais, tratando-se de crianças na primeira infância ou lactentes, pode ser de 1 ou 2 horas apenas.

A coleta de sangue não é procedimento impeditivo ou limitante para a prática de

exercício físico. Importante ressaltar que cada caso deve ser avaliado individualmente, ficando a decisão fina para o próprio paciente, ou a critério e orientação médica. A ingestão de alimento é necessária para encerrar o estado de jejum, antes da prática esportiva, sob o risco de hipoglicemia durante esta atividade.

1.7 Dieta: a dieta a que o indivíduo está submetido, mesmo respeitado o período

regulamentar de jejum, pode interferir na concentração de alguns componentes, na dependência das características orgânicas do próprio paciente. Alterações bruscas na dieta, como ocorrem, em geral, nos primeiros dias de uma internação hospitalar,

exigem certo tempo para que alguns parâmetros retornem aos níveis basais. A ingestão de café não é permitida antes da coleta, pois a cafeína pode induzir a liberação de epinefrina, que estimula a neoglicogênese, com conseqüente elevação da glicose no sangue. Além disto pode elevar a atividade da renina plasmática e a concentração de catecolaminas.

1.8 Uso de Fármacos e Drogas de Abuso: este é um item amplo e inclui tanto a

administração de substâncias com finalidades terapêuticas como as utilizadas para

fins recreacionais. Ambos podem causar variações nos resultados de exames laboratoriais, seja pelo próprio efeito fisiológico in vivo ou por interferência analítica, in vitro. Dentre os efeitos fisiológicos devem ser citados a indução e a inibição enzimáticas, a competição metabólica e a ação farmacológica. Dos efeitos analíticos são importantes a possibilidade de ligação preferencial às proteínas e eventuais reações cruzadas. Alguns exemplos são mostrados no quadro 1. Pela freqüência, vale referir o álcool e o fumo. Mesmo o consumo esporádico de etanol pode causar alterações significativas e quase imediatas na concentração plasmática de glicose, de ácido láctico e de triglicérides, por exemplo. O uso crônico é responsável pela elevação da atividade da gama glutamiltransferase, entre outras alterações.

O tabagismo é causa de elevação na concentração de hemoglobina, no número de

leucócitos e de hemácias e no volume corpuscular médio; redução na concentração de HDL-colesterol e elevação de outras substâncias como adrenalina, aldosterona,

antígeno carcinoembriônico e cortisol.

1.9 Aplicação do Torniquete: ao se aplicar o torniquete por um tempo de 1 a 2

minutos, ocorre aumento da pressão intravascular no território venoso, facilitando a saída de líquido e de moléculas pequenas para o espaço intersticial, resultando em hemoconcentração relativa. Se o torniquete permanecer por mais tempo, a estase venosa fará com que alterações metabólicas, tais como glicólise anaeróbica elevem a concentração de lactato, com redução do pH.

É importante que se utilize adequadamente o torniquete, evitando-se situações que

induzam ao erro diagnóstico (como por exemplo a hemólise, que pode elevar o nível

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de potássio, causar hemoconcentração e alterações na dosagem de cálcio), bom como complicações de coleta (hematomas, parestesias).

1.10 Procedimentos Diagnósticos e/ou Terapêuticos: como outras causas de variações dos resultados dos exames laboratoriais, devem ser lembrados alguns procedimentos diagnósticos (a administração de contrastes para exames radiológicos ou tomográficos, a realização de toque retal, de eletroneuromiografia) e alguns procedimentos terapêuticos, como: hemodiálise, diálise peritoneal, cirurgias, transfusão sangüínea e infusão de fármacos.

1.11 Infusão de Fármacos: é importante lembrar que a coleta de sangue deve ser

realizada sempre em local distante da instalação do cateter. Mesmo realizando a coleta noutro local, se possível, deve-se aguardar pelo menos uma hora após o final da infusão para a realização da coleta.

após o final da infusão para a realização da coleta. 1.12 Gel Separador: algumas vezes, o

1.12 Gel Separador: algumas vezes, o sangue é colhido em tubos contendo uma

substância gelatinosa com a finalidade de funcionar como barreira física entre as hemácias e o plasma ou soro, após a centrifugação. Este gel é um polímero com densidade específica de 1,040 contendo um acelerador da coagulação e pode, eventualmente, liberar partículas que interferem com eletrodos seletivos e membranas de diálise. Em alguns casos, pode causar variação no volume da amostra e interferir em determinadas dosagens.

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Considerando que a composição deste gel varia entre os diferentes fornecedores, é recomendável consultar o fabricante sobre a existência de estudos bem conduzidos demonstrando ou excluindo possíveis limitações e interferências.

1.13 Hemólise: hemólise leve tem pouco efeito sobre a maioria dos exames, mas se for de intensidade significativa causa aumento na atividade plasmática de algumas enzimas, como aldolase, aspartato aminotransferase, fosfatase alcalina, desidrogenase láctica e nas dosagens de potássio, magnésio e fosfato. A hemólise pode ser responsável por resultados falsamente reduzidos de insulina, dentre outros.

resultados falsamente reduzidos de insulina, dentre outros. 1.14 Lipemia: também pode interferir na realização de

1.14 Lipemia: também pode interferir na realização de exames que usam metodologias colorimétricas ou turbidimétricas. A elevação significativa dos níveis de triglicérides pode ocorrer apenas no período pós-prandial ou de forma contínua, nos pacientes portadores de algumas dislipidemias e faz com que o aspecto do soro ou do plasma se altere, de límpido para algum grau variado de turbidez, podendo chegar a ser leitoso. Uma vez que amostras normais colhidas dentro das especificações de jejum apresentam-se sem turvação, a observação de turbidez tem relevância clínica e deve ser avaliada e relatada pelo laboratório. Ela pode ser resultado da presença de hipertrigliceridemia, ou do aumento nos quilomícrons, nas lipoproteínas (VLDL- colesterol), ou de ambos.

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Manual de Exames Biotest 1.15 Data da menstruação ou tempo de gestação: Devem ser informados na

1.15 Data da menstruação ou tempo de gestação: Devem ser informados na solicitação dos exames laboratoriais, pois, dependendo da fase do ciclo menstrual ou da gestação ocorrem variações fisiológicas que alteram a concentração várias substâncias no organismo, como os hormônios e algumas proteínas séricas. Para a coleta de urina o ideal é realizá-la fora do período menstrual, em casos urgentes a urina poderá ser colhida, adotando-se alguns cuidados: assepsia na hora do exame, uso de tampão vaginal na hora da coleta, e informar o fato na solicitação do exame.

1.16 Ansiedade e Stress: O paciente deverá estar relaxado no momento da coleta, pois a agitação afeta não só a secreção de hormônio adrenal como de outros componentes do organismo. A ansiedade leva a distúrbios no equilíbrio ácido-básico, aumenta o lactato sérico e os ácidos gordurosos plasmáticos livres, entre outras substâncias.

2. Boas Práticas de coleta

2.1 Boas práticas pré-coleta para prevenção da hemólise Antes de iniciar a punção, deixar o álcool usado na antissepsia secar. Evitar usar agulhas de menor calibre; usar este tipo de material somente quando a veia do paciente for fina, ou em casos especiais. Evitar colher sangue de área com hematoma ou equimose. Em coletas a vácuo, puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima. Perfurar a veia com a agulha em um ângulo oblíquo de inserção de 30 graus ou menos. Este procedimento visa prevenir o choque direto do sangue na parede do tubo, que pode hemolisar a amostra, e também evita o refluxo do sangue do tubo para a veia do paciente. Tubos com volume insuficiente ou com excesso de sangue, alteram a proporção correta de sangue/aditivo, podendo levar a hemólise e resultados incorretos.

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Recomenda-se, em coletas de sangue a vácuo, aguardar o sangue parar de fluir para dentro do tubo, antes de trocá-lo por outro, assegurando a devida proporção sangue/anticoagulante. Observar que, tubos com menor volume de aspiração (pediátricos), têm menor quantidade de vácuo, portanto o sangue flui lentamente para dentro deste tubo. Em coletas com seringa e agulha, verificar se a agulha está bem adaptada à seringa para evitar a formação de espuma. Não puxar o êmbolo da seringa com muita força. Ainda em coletas com seringa, descartar a agulha, passar o sangue deslizando cuidadosamente pela parede do tubo, cuidando para que não haja contaminação do bico da seringa com o anticoagulante ou ativador de coágulo contido no tubo. Não executar o procedimento de espetar a agulha no tubo, para transferência do sangue da seringa para o tubo, porque pode ocorrer a criação de uma pressão positiva, o que provoca, além da hemólise, o deslocamento da rolha do tubo, levando à quebra da probe de equipamentos na área analítica.

2.2 Boas práticas pós-coleta para prevenção da hemólise Homogeneizar a amostra suavemente por inversão de 5 a 10 vezes (veja item 4.8.3), não chacoalhar o tubo. Não deixar o sangue em contato direto com gelo, quando o analito a ser dosado necessitar desta conservação. Embalar e transportar o material de acordo com a Vigilância Sanitária local, instruções de uso do fabricante de tubos e do fabricante do teste diagnóstico a ser analisado. Usar, de preferência, um tubo primário e evitar a transferência de um tubo para outro. O material coletado não deve ficar exposto a temperaturas muito elevadas ou mesmo exposição direta à luz, para evitar hemólise e/ou degradação. Não deixar o sangue armazenado por muito tempo refrigerado, antes de fazer os exames. Verificar as recomendações do fabricante dos insumos para a realização do teste. Não centrifugar a amostra de sangue em tubo, para obtenção de soro, antes do término da retração do coágulo, pois a formação do coágulo ainda não está completa, podendo levar à ruptura celular. Quando utilizar um tubo primário (com gel separador), a separação do soro deve ser efetuada dentro de, no mínimo, 30 minutos e, no máximo, 2 horas após a coleta, evitando–se, assim, resultados incorretos. Não usar o freio da centrífuga com o intuito de interromper subitamente a centrifugação dos tubos, esta brusca interrupção pode provocar hemólise.

2.3 Recomendação da Seqüência dos Tubos a Vácuo na Coleta de Sangue Venoso de Acordo com a NCCLS Existe uma possibilidade pequena de contaminação com aditivos de um tubo para outro, durante a troca de tubos, no momento da coleta de sangue. Por isso, foi estabelecida pela NCCLS uma ordem de coleta. Esta contaminação pode ocorrer numa coleta de sangue venoso quando:

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Na coleta de sangue a vácuo, o sangue do paciente entra no tubo e se mistura ao ativador de coágulo ou anticoagulante, podendo contaminar a agulha distal, (recoberta pela manga de borracha da agulha de coleta múltipla de sangue a vácuo), quando a mesma penetra a rolha do tubo. Na coleta com seringa e agulha, pelo contato da ponta da seringa com o anticoagulante ou ativador de coágulo na parede do tubo, quando da dispensação do sangue dentro do tubo. Em dezembro de 2003, a ordem de coleta da NCCLS foi reformulada contemplando também a coleta em tubos plásticos. Isto ocorreu porque os tubos plásticos para soro (tampa vermelha ou amarela com gel separador) contêm ativador de coágulo em seu interior, o que pode alterar os resultados dos testes de coagulação. Devido a este componente estes tubos devem ser colhidos depois do tubo para coagulação (tampa azul), como veremos abaixo. No caso de coleta com tubos de vidro, tubos para soro (tampa vermelha) podem ser colhidos normalmente, antes dos tubos para coagulação (tampa azul), pois não possuem ativador de coágulo. Em casos de usar somente tubos plásticos, e o paciente necessitar testes específicos de coagulação, coletar primeiro um tubo de vidro para soro (tampa vermelha) ou um tubo de descarte sem nenhum aditivo (que não serão utilizados para análise), para evitar a contaminação destes testes específicos pela tromboplastina tecidual.

O tubo de descarte deve ser um tubo sem nenhum aditivo, ou seja, este tubo será usado para descartar o primeiro volume de sangue da coleta, onde está presente o fator de coagulação tromboplastina tecidual, que interfere em testes específicos de coagulação.

Nota: Nos casos em que a coleta for feita com escalpe, e o primeiro tubo a ser colhido for o tubo de citrato ou um tubo de menor volume de aspiração, deve-se primeiro colher um tubo de descarte. O tubo de descarte deve ser usado para preencher o espaço morto do tubo vinílico do escalpe com sangue, assegurando a manutenção da proporção sangue/anticoagulante no tubo e também o volume exato de sangue que foi colhido dentro do tubo.

2.3.1 Seqüência de coleta para tubos plásticos de coleta de sangue

1 Frascos para hemocultura.

2 Tubos com citrato (tampa azul claro).

3 Tubos para soro com Ativador de Coágulo, com ou sem Gel Separador (tampa vermelha ou amarela).

4 Tubos com Heparina com ou sem Gel Separador de plasma (tampa verde).

5 Tubos com EDTA (tampa roxa).

6 Tubos com fluoreto (tampa cinza).

2.3.2 Seqüência de coleta para tubos de vidro de coleta de sangue

1 Frascos para hemocultura.

2 Tubos para soro vidro siliconizados (tampa vermelha).

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3 Tubos com citrato (tampa azul claro).

4 Tubos para soro com Ativador de Coágulo com Gel Separador (tampa amarela).

5 Tubos com Heparina com ou sem Gel Separador de plasma (tampa verde).

6 Tubos com EDTA (tampa roxa).

7 Tubos com fluoreto (tampa cinza).

Para coletas de tubos especiais, como Elementos de Traço, EDTA com gel separador para exames de biologia molecular, tubo para VHS etc.

2.3.3 Homogeneização para tubos de coleta de sangue

A homogeneização deve ser feita por inversão e o numero de inversões segue

conforme ilustrado a seguir:

e o numero de inversões segue conforme ilustrado a seguir: Observações: Não se deve homogeneizar tubos

Observações:

Não se deve homogeneizar tubos de citrato vigorosamente, sob o risco de ativação plaquetária e interferência nos testes de coagulação. Quando utilizar tubos de citrato

para coleta de sangue a vácuo com aspiração parcial, uma falsa trombocitopenia pode ser observada. Este fenômeno pode ocorrer pela ativação plaquetária causada pelo “espaço morto” entre o sangue coletado e a rolha destes tubos.

A falha na homogeneização adequada do sangue em tubo com anticoagulante

precipita a formação de microcoágulos.

ORIENTAÇÕES PARA COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS A fase imediatamente anterior à coleta de materiais para a realização de exames laboratoriais deve ser objeto de atenção por parte de todas as pessoas envolvidas no atendimento aos pacientes.

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1. Orientação ao Paciente para Coleta de Sangue

Exames em geral: jejum obrigatório (JO) de 8 horas.

Colesterol total e frações e ácido úrico: jejum obrigatório de 12 horas. Não ingerir álcool por pelo menos 48 horas antes da coleta de sangue.

PSA total e livre: ausência de ejaculação por 48 horas. Após o uso de supositório, sondagem uretral ou toque retal, aguardar três dias. Após massagem prostática e biópsia de próstata, aguardar 30 dias. Após ultra-som transretal, aguardar 7 dias. Após colonoscopia, aguardar 15 dias. Não fazer exercícios em bicicleta nem praticar equitação nos 2 dias que antecedem o exame. Não tomar banho no dia da coleta.

2. Orientação ao Paciente para Coleta de Urina

Urina Rotina: primeira urina da manhã em frasco adequado. Desprezar o primeiro jato

e colher o jato médio. Em caso de mulheres, não estar menstruada, nem utilizando pomadas ou cremes vaginais.

Teste de gravidez: primeira urina da manhã em frasco adequado. Não estar menstruada nem utilizando pomadas ou cremes vaginais. Retenção urinária de 8 horas. Informar tempo de atraso menstrual.

Cultura de urina: colher no laboratório. Não estar utilizando pomada ou creme vaginal. Retenção mínima urinária de 4 horas.

Urina de 24 horas: desprezar a primeira urina da manhã no vaso sanitário. Começar

a colher a partir de então todas as urinas do dia e da noite num frasco apropriado e

guardar em geladeira ou em local fresco. Colher todo o volume da primeira urina da manhã seguinte em frasco separado, e enviar ao laboratório o mais rápido possível. Atenção: O volume total da urina é muito importante. Não desprezar nenhuma quantidade de urina durante as 24 horas da coleta. A perda de qualquer uma das urinas ou parte do volume implicará em erro no resultado exame, e caso isso aconteça, reiniciar a coleta no dia seguinte. Evitar a coleta durante ou próximo ao período menstrual.

Clearence de Creatinina: desprezar a primeira urina da manhã no vaso sanitário. Começar a colher a partir de então todas as urinas do dia e da noite em um frasco e guardar em geladeira ou em local fresco. Colher todo o volume da primeira urina da manhã seguinte em frasco separado, e enviar ao laboratório o mais rápido possível. Jejum obrigatório de 12 horas. Atenção: O volume total da urina é muito importante. Não desprezar nenhuma quantidade de urina durante as 24 horas da coleta. A perda de qualquer uma das urinas ou parte do volume implicará em erro no resultado exame, e caso isso aconteça, reiniciar a coleta no dia seguinte. Evitar a coleta durante ou próximo ao período menstrual.

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QUANTIDADE MINIMA IDEAL DE SANGUE RECOMENDADO POR SETOR E OBSERVAÇÕES QUANTO À COLETA

1. Bioquímica

 

Exames

Volume mínimo

Volume ideal

Até 10 exames

1,5 mL de soro

2,5 mL de soro

Mais de 10 exames

2,5 mL de soro

3,5 mL de soro

Bilirrubinas Recém-Nascido

0,3 mL de soro

0,6 mL de soro

Capacidade Fixação de Ferro

1,0 mL de soro para cada

1,5 mL de soro para cada exame

e

Mucoproteinas

exame

Interferentes: Hemólise e Lipemia

Observações: Para os exames de cálcio, Fosfatase Ácida e LDH, deve-se centrifugar

o

soro no máximo até 30 minutos após a coleta.

2.

Sorologia

 

Exames

 

Volume mínimo

Volume ideal

CMV

G/M,

Toxo

G/M

e

3,0 mL de soro para os 6 exames

1,0 mL de soro para cada exame

Rubéola G/M

 

HBsAg, Anti-HBs

 

1,0 mL de soro para os 2 exames

1,0 mL de soro para cada exame

Demais exames

 

1,0 mL de soro para cada exame

1,0 mL de soro para cada exame

Interferentes: Hemólise e Lipemia

3. Hormônios

 

Exames

Volume mínimo

Volume ideal

T3 Total, T4 Total, TSH, T4

2,0 mL de soro para os 4

1,0 mL de soro para cada exame

Livre

exames

FSH,

Estradiol,

LH,

2,0 mL de soro para os 5 exames

1,0 mL de soro para cada exame

Prolactina, Progesterona

PSA Livre, PSA Total

 

1,0 mL de soro para os 2 exames

1,0 mL de soro para cada exame

Demais exames

 

1,0 mL de soro para cada exame

1,0 mL de soro para cada exame

Interferentes: Hemólise e Lipemia

4. Demais testes: enviar os volumes especificados na relação de testes realizados.

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ORIENTAÇÕES QUANTO AO TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO ENVIO DE AMOSTRAS DE BIOLÓGICAS EM GERAL:

1. Identificar as amostras com o nome e/ou código do paciente;

2. Conferir as amostras com a relação de pacientes cadastradas e enviar juntamente com o material;

3. LAMINAS: acondicionar as lâminas em porta lâminas;

4. TUBOS: Acondicionar os tubos em grades ou sacos plásticos, e fecha-los para que não haja vazamento. Embalar as grades (se utilizadas) em sacos plásticos;

5. FRSCOS URINA / FEZES: embalar os frascos individualmente em sacos plásticos;

6. FRASCOS COM AMOSTRAS DE MATERIAL PARA BIÓPSIA: vedar a abertura do frasco (com esparadrapo) e embalar os frascos individualmente em sacos plásticos. Se possível, colocar papel ou jornal entre os frascos, para evitar que os vidros se quebrem durante o transporte;

7. Forrar a caixa de isopor com material absorvente (algodão, gaze, papel toalha ou outro papel absorvente): Essa medida reduz os impactos mecânicos sobre o recipiente das amostras e, em caso de eventual acidente, com quebra do primeiro recipiente, pode evitar vazamento externo dos líquidos e a possibilidade de contato com os profissionais da saúde e outros trabalhadores.

8. Amostras refrigeradas e/ou congeladas: colocar gelo reclicável na base, nas laterais da caixa e por cima do material: observar a proporção de amostra / gelo;

9. Lacrar a caixa de isopor com fita adesiva por toda a abertura;

10. Colocar as amostras dentro da caixa de isopor;

11. Identificar as embalagens com:

Símbolo internacional de risco biológico;

Dizeres de “material perecível”;

Rótulo indicando "Substância Infectante"

Nome, endereço e telefone do remetente;

Telefone para emergências;

Nome, endereço e telefone do destinatário;

Orientação de embalagem "Este lado para cima", em lados opostos;

Número do documento da ONU para o conteúdo (UN 3373) ou isento.

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RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NO BIOTEST

ÁCIDO ÚRICO Comentários Sangue: o ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas, estando elevado em várias situações clínicas além da gota. Somente 10% dos pacientes com hiperuricemia têm gota. Níveis elevados também são encontrados na insuficiência renal, etilismo, cetoacidose diabética, psoríase, préeclâmpsia, dieta rica em purinas, neoplasias, pós-quimioterapia e radioterapia, uso de paracetamol, ampicilina, aspirina (doses baixas), didanosina, diuréticos, beta-bloqueadores, dentre outras drogas. Diminuição dos níveis é encontrada na dieta pobre em purinas, defeitos dos túbulos renais, porfiria, uso de tetraciclina, alopurinol, aspirina, corticóides, indometacina, metotrexato, metildopa, verapamil, intoxicação por metais pesados e no aumento do clearance renal. Urina: cerca de 70% do ácido úrico é eliminado pelos rins. Esta dosagem é útil em pacientes com cálculos urinários para identificação daqueles com excreção urinária de urato aumentada. Álcool causa diminuição do urato urinário. Anti-inflamatórios, vitamina C, diuréticos e warfarim podem interferir no resultado. Líquido sinovial: pode ser útil no diagnóstico diferencial de artropatias.

Método Colorimétrico Enzimático

SANGUE Valores de referência Criança:

Homem.: 1,5 a 6,0 mg/dL Mulher: 0,5 a 5,0 mg/dL Adulto:

Homem.: 2,5 a 7,0 mg/dL Mulher: 1,5 a 6,0 mg/dL Amostra 0,8mL de soro. J.O. 8hs Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

URINA Valor de referência - 12h 75 a 425mg/12h Valor de referência - 24h 250 a 750mg/24h Amostra 5mL de urina (jato médio da 1a urina da manhã). Urina 12h - urina 24h (usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de urina). Laboratórios Informar o volume total.

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Conservação para envio da amostra Até 4 dias com conservante. Refrigerar (facultativo).

LÍQUIDO SINOVIAL Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência Até 8mg/dL Amostra 0,8mL líquido sinovial. Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

ALBUMINA Comentários A dosagem de Albumina é realizada para o acompanhamento de estado nutricional e

da doença renal. Níveis elevados podem indicar desidratação, e níveis baixos são

encontrados na terapia de reidratação rápida, cirrose e outras doenças hepáticas, alcoolismo crônico, gravidez, uso de contraceptivos orais, algumas nefropatias crônicas, neoplasias, enteropatias perdedoras de proteínas, úlceras pépticas, doenças inflamatórias crônicas e outros estados catabólicos crônicos.

Método Colorimétrico Valor de referência 3,5 a 5,5 g/dL Amostra 1,0mL soro congelado Conservação para envio da amostra Até 5 dias congelado a -20°C.

ANTIESTREPTOLISINA-O ( ASLO ) Comentários

A antiestreptolisina O (AEO) elevada indica infecção por estreptococos beta-

hemolíticos, mas de forma isolada não permite o diagnóstico de febre reumática ou glomerulonefrite difusa aguda (GNDA). Níveis de AEO podem apresentar variações,

com valores normais diferentes em populações distintas. Títulos em elevação durante determinações seriadas são mais significativos que uma única determinação. Nas infecções estreptocócicas, AEO é detectado em 85% das faringites, 30% das piodermites e 50% das GNDA.

Na febre reumática, 80% dos casos apresentam AEO elevada 2 meses após início do

quadro, 75% em 2 meses, 35% em 6 meses e 20% em 12 meses. Falso-positivos podem ocorrer em pacientes com tuberculose, hepatites e esquistossomose.

Método Aglutinação em partículas de látex.

Valor de referência Não reagente. Amostra 0,5mL de soro. J.O. 8hs Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

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ANTIBIOGRAMA Comentários Método de microbiologia clínica que investiga a eficiência dos antibióticos em controlar e debelar a infecção bacteriana. Fornece dados sobre a sensibilidade e a resistência das bactérias em termos de crescimento das colônias em placas de cultura ao redor

de discos impregnados dos medicamentos.

Método: Kirby Bauer

OBS.: O Laboratório utiliza padrões de interpretação de acordo com as normas vigentes da NCCLS (Comitê Nacional de Padronização para Laboratórios Clínicos) USA.

Bacterioscopia

Comentários

O exame bacterioscópico ao Gram permite um estudo acurado das características

morfotintoriais das bactérias e outros elementos (fungos, leucócitos, outros tipos celulares, etc). Presta informações importantes e rápidas para o início da terapia, fornecendo informação semiquantitativa em algumas infecções e estabelecendo o diagnóstico em muitos casos. Método Microscopia Direta - Coloração pelo Gram. Amostra Qualquer material de região suspeita de infecção por microrganismo. Colher a amostra de forma asséptica, com os mesmos cuidados da cultura. Preparar pelo menos dois esfregaços em lâminas limpas e desengorduradas. Informações necessárias Sempre especificar o tipo de material e o local da coleta. Várias pesquisas como as de Gardnerella, Neisseria (gonococos e meningococos), Mobiluncus, H. ducreyi, associação fuso-espiralar, fungos, dentre outras, podem ser solicitadas através do Gram. Conservação para envio da amostra Até 48 horas para fezes, escarro, esperma e amostras de consistência líquida (urina, líquidos corporais, etc) encaminhadas em frasco estéril entre 2°C e 8°C. Até 14 dias em esfregaço fixado e protegido.

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BILIRRUBINA TOTAL E FRAÇÕES A bilirrubina é um produto de quebra da hemoglobina no sistema retículo-endotelial. É conjugada no fígado para, a seguir, ser excretada na bile. O teste é útil para o diagnóstico diferencial de doenças hepatobiliares e outras causas de icterícia. A icterícia torna-se clinicamente manifesta quando a bilirrubina total é maior que 2,5 mg/dl. Causas de aumento da bilirrubina direta (conjugada): doenças hepáticas hereditárias (Dubin-Johnson, Rotor), lesão de hepatócitos (viral, tóxica, medicamentosa, alcoólica) e obstrução biliar (litíase, neoplasias). Níveis de bilirrubina direta maiores que 50% dos valores totais são sugestivos de causas póshepáticas. Causas de aumento da bilirrubina indireta: anemias hemolíticas, hemólise autoimune, transfusão de sangue, reabsorção de hematomas, eritropoiese ineficaz e doenças hereditárias (Gilbert, Crigler-Najar). Uso de drogas que ativam o sistema microssomal hepático podem reduzir as bilirrubinas. Método Colorimétrico Valores de referência Direta : até 0,4mg/dL Indireta : até 0,8mg/dL Total : até 1,2mg/dL Amostra 0,8mL de soro. Proteger da luz. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C.

CPK - CREATINOFOSFOQUINASE CK TOTAL Comentários Enzima encontrada principalmente na musculatura estriada, cérebro e coração. É um marcador sensível, mas inespecífico de lesão muscular, inclusive miocárdica. Níveis elevados são encontrados no infarto agudo do miocárdio, miocardite, hipertermia maligna, distrofia muscular, exercício físico, dermatopolimiosite, rabdomilóise, em traumas e injeções musculares. Método Enzimático Valores de referência Homem:

1

a 3 meses: 29 a 303 U/L

4

a 12 meses: 25 a 172 U/L

13

a 24 meses: 28 a 162 U/L

2

a 14 anos:

31 a 152 U/L

15

a 18 anos: 34 a 147 U/L

Adultos: 26 a 189 U/L

Mulher:

1

a 3 meses: 40 a 474 U/L

4

a 12 meses: 27 a 242 U/L

13

a 24 meses: 25 a 177 U/L

2

a 10 anos: 25 a 177 U/L

11

a 14 anos:

31 a 172 U/L

15

a 18 anos: 28 a 142 U/L

Adultos: 26 a 155 U/L

Amostra 0,8mL de soro. Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

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CREATINOFOSFOQUINASE MB - CK-MB Comentários Dosagem única de CK-MB tem sensibilidade de 50% à entrada do paciente no pronto socorro, sendo que medidas seriadas aumentam sua sensibilidade para 90% no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. É detectável em 4h a 6h após lesão miocárdica, ocorrendo pico em 12 a 24 h e retorno a níveis normais em 2 a 3 dias. A CK-MB representa 20% do total da creatinoquinase presente no miocárdio e 3% da creatinoquinase presente na musculatura esquelética, podendo-se encontrar níveis elevados em pacientes com doenças e traumas da musculatura esquelética. A presença de macro-CPK MB (complexo de imunoglobulinas e CPK MB) causa elevações de CPK MB acima dos valores da CPK Total, sem significado patológico. Veja também troponina I. Método Enzimático Valor de referência Até 25U/L Amostra 0,8mL de soro. Conservação para envio da amostra Até 24 horas entre 2°C e 8°C.

CÁLCIO Comentários Exame útil no diagnóstico e seguimento de distúrbios do metabolismo de cálcio e fósforo, incluindo doenças ósseas, nefrológicas e neoplásicas com repercussões naquele metabolismo. Valores elevados são encontrados no hiperparatiroidismo primário e terciário, em neoplasias com envolvimento ósseo, em particular, tumores de

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mama, pulmões e rins, e no mieloma múltiplo. Certos tumores podem provocar hipercalcemia sem envolvimento ósseo. Sarcoidose e alguns linfomas induzem hipercalcemia. Esta pode ainda ser vista na tirotoxicose, acromegalia, intoxicação por vitamina D, excesso de antiácidos, e na fase diurética da necrose tubular aguda. Valores diminuídos são encontrados no hipoparatiroidismo primário e/ou pós-cirúrgico, no pseudo-hipoparatiroidismo, na deficiência da vitamina D, insuficiência renal crônica, pancreatite aguda, hipofunção hipofisária, acidose crônica e hipoalbuminemia.

Método

Colorimétrico

Valores de Referência

Crianças

0 a 10 dias - 7,6 a 10,4 mg/dL

Lactantes

2 a 12 anos - 8,8 a 10,8 mg/dL

Adultos

Amostra 1ml de soro refrigerado entre 2ºC e 8ºC Colher pela manhã, em jejum mínimo de 4 horas Lactentes colher no intervalo entre as mamadas. Conservação para o envio da amostra da amostra

- 9,0 a 11,0 mg/dL

- 8,8 a 11,0 mg/dL

30

dias refrigerado entre 2ºC e 8ºC

90

dias congelado a -20ºC

CÁLCIO IÔNICO Comentários

A determinação do cálcio iônico tem a vantagem de medir a fração do elemento ativo ,

ou seja, seu nível não sofre as variações que o cálcio total sofre com a taxa de proteínas, mas é influenciado, por sua vez, pelas condições de equilíbrio ácido-básico. Está aumentado no hiperparatiroidismo primário, neoplasias e excesso de vitamina D. Pode estar diminuído no hipoparatiroidismo, na deficiência de vitamina D e no pseudohipoparatiroidismo. Método Técnica automatizada utilizando eletrodo específico.

Valor de Referência 4,2 a 5,2 mg/dL Amostra 1ml de soro refrigerado entre 2ºC e 8ºC

Conservação para o envio da amostra da amostra

O cálcio iônico liga-se às proteínas plasmáticas do soro ou plasma estocado.

Deve ser dosado no máximo 4 a 6 horas após a coleta e o material deve ser centrifugado imediatamente após a coleta. Este exame é realizado somente para laboratórios da cidade de Marabá.

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CÁLCIO URINÁRIO – AMOSTRA ISOLADA Comentários

A determinação é útil na avaliação do paciente com cálculo renal e eventualmente no

seguimento de portadores de hiperparatiroidismo, lesões ósseas metastáticas, mieloma, intoxiação por vitamina D, acidose tubular renal, tirotoxicose, doença de

Paget e sarcoidose.

O efeito do conteúdo de cálcio na dieta é imprevisível, devido às variações nas frações

de absorção intestinal e reabsorção renal. A calciúria pode aumentar, por efeito "in vivo", com uso de acetazolamida, cloreto de amônio, corticosteróides, vitamina D, diuréticos (efeito inicial), etc. Diminui com uso cronico de diuréticos, bicarbonato, estrógenos, lítio, anovulatórios.

Método

Colorimétrico

Valor de Referência 6,7 a 21,3 mg/dL(*) (*com base num volume médio de urina de 1,5L/24hs)

Amostra Colher urina em frasco plástico contendo HCL 50% q.s.p. e manter e pH5,0. Enviar alíquota de 100mL refrigerado. Conservação para o envio da amostra da amostra

30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

CÁLCIO URINÁRIO – AMOSTRA DE 24 HORAS Comentários

A determinação é útil na avaliação do paciente com cálculo renal e eventualmente no

seguimento de portadores de hiperparatiroidismo, lesões ósseas metastáticas,

mieloma, intoxiação por vitamina D, acidose tubular renal, tirotoxicose, doença de Paget e sarcoidose.

O efeito do conteúdo de cálcio na dieta é imprevisível, devido às variações nas frações

de absorção intestinal e reabsorção renal. A calciúria pode aumentar, por efeito "in vivo", com uso de acetazolamida, cloreto de amônio, corticosteróides, vitamina D, diuréticos (efeito inicial), etc. Diminui com uso cronico de diuréticos, bicarbonato, estrógenos, lítio, anovulatórios.

Método

Colorimétrico

Valores de Referência Crianças (até 12 anos): até 4mg/kg de peso/dia Adultos: 100 a 300mg / 24 horas

Amostra Colher urina de 24 horas em frasco plástico contendo 20mL de HCL 50% para cada litro de urina. Durante a coleta a urina deve permanecer em geladeira. Anotar medicação em uso, mês de gestação, sexo e idade do paciente. Enviar alíquota de 100mL refrigerado. Informar volume total da amostra. Conservação para o envio da amostra da amostra

30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

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CHAGAS, SOROLOGIA Comentários Exame útil no diagnóstico da doença de Chagas ou para se verificar se um indivíduo foi infectado pelo Tripanossoma cruzi, o agente etiológico. Até o presente momento, não existe um teste que seja altamente específico e sensível para confirmar o diagnóstico. Por esta razão, mais de um teste é recomendável e valoriza-se, para fins diagnósticos, quando a pesquisa de anticorpos específicos é positiva em todos os testes utilizados. Quando a reação é positiva somente em um dos métodos, a valorização do resultado dependerá dos antecedentes epidemiológicos, exame físico e exames complementares como eletrocardiograma e RX. Em regiões endêmicas de leishmaniose, o resultado tem que ser avaliado com cuidado, pois há ocorrência de reações cruzadas entre antígenos dos dois parasitas. Método ELISA Valor de referência Não Reagente Amostra 1,0mL de soro refrigerado. Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e – 10°C.

CITOMEGALOVÍRUS IgG Comentários Em adultos saudáveis, o citomegalovírus (CMV) normalmente é assintomático ou pode determinar quadro clínico auto-limitado semelhante à mononucleose infecciosa. O citomegalovírus (CMV) é considerado a maior causa de infecção congênita, podendo ainda causar quadros graves em imunodeprimidos. Cerca de 85% da população adulta é soropositiva. Anti-CMV IgG: seu achado pode indicar infecção passada ou recente. Recoleta na convalescença (após 15 dias) pode evidenciar viragem sorológica ou aumento de 4 vezes ou mais na convalescença, em relação ao soro colhido na fase aguda.

Método ELISA Valores de Referência Não reagente: < 0,25 UI/mL

Inconclusivo: Entre 0,25 a 0,27 UI/mL

Reagente

Amostra 1mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para o envio da amostra 30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

:

> 0,27 UI/mL

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CITOMEGALOVÍRUS IgM Anti-CMV IgM: a IgM pode surgir até duas semanas após o início do quadro clínico. Assim, caso a amostra seja colhida precocemente, deve-se repetí-la após 15 dias, para afastarmos infecção pelo CMV na presença de quadro clínico suspeito. Geralmente permanecem detectáveis por 3 meses, entretanto, por métodos imunoenzimáticos podem ser encontrados títulos baixos por até 12 meses, não devendo, pois, ser avaliado como um indicador absoluto de infecção recente. Falso- positivos também podem ocorrer em infecções pelo EBV e herpes vírus. Por não ultrapassar a barreira placentária, seu achado no recém-nascido indica infecção congênita. Método ELISA Valores de Referência Não reagente: Ausência de Anticorpos

Reagente

Amostra 1mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para o envio da amostra 30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

:

Presença de Anticorpos

CLEARENCE DA CREATININA Comentários Teste utilizado para avaliação da taxa de filtração glomerular, sendo mais sensível que a determinação sérica isolada. No Clearance de Creatinina valores séricos e urinários são medidos e a depuração é calculada e corrigida tendo em vista a superfície corporal. Clearance elevado pode ser encontrado após exercícios, na gravidez e no diabete melito. Variação intra-individual desse teste pode chegar a 15%. Armazenamento da urina por muito tempo, em altas temperaturas pode causar conversão da creatina à creatinina, acarretando aumentos espúrios. Veja também Cistatina C. Método Colorimétrico (Jaffé mod.) Valores de referência

- Criança : 70 a 140mL/min/1,73 m2

- Homem : 85 a 130mL/min/1,73 m2

- Mulher : 75 a 115mL/min/1,73 m2

Nota: após os 40 anos de idade, espera-se uma redução de 6,5mL/min/1,73 m2 a cada dez anos.

Amostra 0,8mL de soro + 5,0mL de urina de 12 ou 24h. Refrigerar desde o início da coleta OU usar HCl 50% 20mL/L. Coletar a amostra de sangue no mesmo dia de entrega da urina. Laboratórios

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Informar volume total, peso e altura do cliente, e tempo de coleta (12 ou 24h). Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

CLORETOS Sangue: representa 66% dos ânions do plasma, e juntamente com o sódio são os principais responsáveis pela manutenção da homeostase osmótica do plasma. Sua determinação é útil na avaliação de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos. Níveis elevados são encontrados na deficiência de mineralocorticóides, acidose metabólica, infusão salina excessiva, perdas gastrintestinais, acidose tubular renal, fístula pancreática e hiperparatireoidismo. Níveis baixos ocorrem na hipervolemia, insuficiência cardíaca, secreção inapropriada de ADH, vômitos, acidose respiratória crônica, Doença de Addison, alcalose metabólica, cetoacidose diabética e no uso de diuréticos. Urina: útil para avaliação de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos, em especial, no diagnóstico da alcalose metabólica responsiva a sal. Líquor: reflete os níveis sangüíneos de cloretos. Na meningite tuberculosa é encontrado mais baixo (25%) que os valores no soro. Método Colorimetrico Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

SANGUE Valor de referência 97 a 106mEq/L Amostra 0,8mL de soro.

LÍQUOR

Valor de referência

690 a 770mg/dL

Amostra 0,8mL de líquor.

URINA

Valor de referência

170 a 254mEq/24h.

Amostra Urina (urina 24h - urina recente ou C.O.M.). Não pode usar conservante - Refrigerar. Laboratórios Enviar 5mL de urina e informar volume total.

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COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES Comentários Sangue: o colesterol é o principal lipídeo associado à doença vascular aterosclerótica. Também é utilizado na produção de hormônios esteróides, ácidos biliares e na constituição das membranas celulares. Seu metabolismo ocorre no fígado, sendo transportado no sangue por lipoproteínas (70% por LDL, 25% por HDL e 5% por VLDL). Líquido pleural: a dosagem do colesterol no líquido pleural é útil na diferenciação entre transudatos e exsudatos. Níveis de colesterol maiores de 45 mg/dl predizem exsudatos com sensibilidade de 90% e especificidade de 100%. A associação de colesterol elevado e LDH maior que 200 UI/l tem sensibilidade de 99% no diagnóstico de exsudatos. Líquido ascítico: possui papel marginal na propedêutica do líquido ascítico. Embora colesterol > 50 mg/dl possa ser encontrado nas ascites associadas a neoplasias com sensibilidade de 75% e especificidade de 78%, existem controvérsias sobre sua utilidade.

COLESTEROL HDL Método Colorimétrico Enzimático Valores de referência

Faixa etária

 

Desejável

 
 

mg/dL

2

a 10 anos

40

10 a 19 anos

 

35

Faixa etária

Baixo

Aceitável

Alto mg/dL

mg/dL

mg/dL

Adultos

< 40

41 a 59

60

Amostra 0,8mL de soro. J.O. 4h ou C.O.M. Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

COLESTEROL LDL Método Cinético Automatizado Valor de referência

Faixa

Desejável

Aceitável

 

Aumentado

 

Etária

mg/dL

mg/dL

mg/dL

2

a 19 anos

< 110

110 a 129

 

130

Faixa

Ótimo

Desejável

 

Limítrofe

Alto mg/dL

Muito

Alto

Etária

mg/dL

mg/dL

mg/dL

mg/dL

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Adultos

<

100

100 a 129

130 a 159

160 a 189

90

LDL dosado Em amostras com Triglicérides acima de 400 mg/dL é realizado a dosagem do LDL. Neste caso, o cálculo do VLDL não segue a equação de Friedwald. O VLDL passa a ser calculado baseado no colesterol total, HDL e LDL dosado. Amostra 0,8 mL de soro. J.O. 9h ou C.O.M. Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

COLESTEROL VLDL Método Cálculo baseado no Triglicérides. Valor de referência Até 40mg/dL Amostra 0,8mL de soro. J.O. 9h ou C.O.M. Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

COLESTEROL TOTAL Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência - soro

Faixa

Desejável

Aceitável

Aumentado

Etária

mg/dL

mg/dL

mg/dL

2 a 19 anos

<

170

170

a 199

200

Adultos

< 200

200

a 239

240

Valor de referência - líquido pleural Exsudato: maior que 45mg/dL Transudato: menor que 45mg/dL Valor de referência - líquido ascítico Exsudato: maior que 46mg/dL Transudato: menor que 46mg/dL Amostra 0,8mL de soro. J.D. 4h ou C.O.M. 1,0mL de líquido ascítico - líquido pleural. Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

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COLPOCITOLOGIA – Citopatológico Coleta: Confeccionar 2 lâminas e enviar ao laboratório. Devem ser enviados dados clínicos do paciente. Deve ser tomado cuidado com a fixação do material (deve ser colhido e imediatamente imerso em alcool 95%) Importante : A espátula deve ser firmemente raspada sobre a mucosa do colo uterino de forma a retirar material suficiente, sem causar sangramento traumático, excessivo. O esfregaco deve ser feito sob a forma de fina lamina de secreção. Deve ser evitada a formação de grumos e/ou áreas espessas. Igualmente deve ser evitado esfregaço muito fino, muito ralo. Caso isto aconteça, as coletas devem ser repetidas de pronto. Uma vez feitos, os esfregacos devem ser imediatamente fixados em alcool a 95 % ou com a substância fixadora. Método Microscopia óptica após coloração de Papanicolau.

CREATININA

Comentários É o teste mais utilizado para avaliação da taxa de filtração glomerular. É o produto de degradação da creatina, sendo sua concentração sérica não só dependente da taxa de filtração renal, mas também da massa muscular, idade, sexo, alimentação, concentração de glicose, piruvato, ácido úrico, proteína, bilirrubina e do uso de medicamentos (cefalosporinas, salicilato, trimetoprim, cimetidina, hidantoína, anticoncepcionais e anti-inflamatórios). Níveis baixos podem ser encontrados nos estados que cursam com diminuição da massa muscular. Veja também Cistatina C. Método Colorimétrico (Jaffé mod.) SANGUE Valor de referência < 1 Mês : 0,4 a 0,7 mg/dL

1

a 12 meses: < 0,8 mg/dL

1

a 3 anos:

< 0,9 mg/dL

4

a 7 anos:

< 0,8 mg/dL

8

a 10 anos:

< 1,0 mg/dL

11

a 12 anos: < 1,1 mg/dL

13

a 17 anos: < 1,3 mg/dL

Adulto: < 1,4 mg/dL Amostra 0,8mL soro ou plasma (EDTA/fluoreto). J.N.O.

Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

URINA Valores de referência - urina 24h Homem : 1,5 a 2,5g/24h Mulher : 0,8 a 1,5g/24h

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Amostra Urina (jato médio da 1a urina da manhã - urina 12h ou 24h ou C.O.M.). Refrigerar desde o início da coleta OU usar HCl 50% 20mL/L. Laboratórios Enviar 5mL de urina e informar volume total. Instruções de coleta Manter dieta hídrica habitual. A coleta da urina deve obedecer o horário rigorosamente. Refrigerar desde o início da coleta e não acidificar. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

COOMBS DIRETO Comentários Uso: investigação de processos hemolíticos; detecção de anticorpos e complemento em superfície eritrocitária. Neste teste, é pesquisada a presença de anticorpos ou complemento aderidos à superfície de hemácias. Este exame é extremamente útil na determinação da presença de eritroblastose fetal em recém-natos de mães coombs indireto reagentes ou com incompatibilidade ABO + Rh. Método Hemaglutinação Valor de referência Não reagente Amostra 5mL de sangue total com EDTA refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra 5 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

COOMBS INDIRETO Utilizado para a pesquisa de anticorpos contra proteínas de membrana de eritrócitos (em especial D), em exames pré-transfusionais ou pré-natais. Interpretação: este teste, geralmente realizado com eritrócitos O positivos, é utilizado para a detecção de anticorpos anti-D circulantes em mães Rh negativas sensibilizadas ou em pacientes receptores de transfusão sanguínea, utilizando o sangue do doador. Método Hemaglutinação Valor de referência Não reagente Amostra 1mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra 30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C

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DENGUE - PESQUISA DE ANTÍGENO Comentários A dengue é uma infecção viral aguda caracterizada por início agudo de febre, dor de cabeça, dores musculares (em juntas e periorbitais) e rash cutâneo. Em circunstâncias especiais, o quadro pode ser hemorrágico. Pode ser causada por contato com um dos quatro sorotipos do vírus da dengue: DEN-1, DEN-2, DEN3 e DEN-4, molecularmente relacionados e pertencentes ao gênero Flavivirus, família Flaviviridae (sendo, portanto, aparentada com os vírus de encefalite viral e febre amarela). O vírus é transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes (em especial, o Aedes aegypti). Depois da picada de um mosquito infectado, ocorre um período de incubação (2 - 9 dias), quando aparecem os sintomas. Método de pesquisa de antígeno do vírus da dengue no soro humano, possibilitando sua detecção precoce. O antígeno NS1 do vírus ENCONTRA-SE NA CIRCULAÇÃO DESDE O PRIMEIRO ATÉ O NONO DIA SEGUINTE AO APARECIMENTO DA FEBRE. Teste não reagente significa, portanto, ausência de antígeno.

Método ELISA Valor de referência Não Reagente Amostra 1,0mL de soro ou plasma refrigerado. Conservação para envio da amostra Até 15 dias com conservante ou entre 2°C e 8°C.

DENGUE - TESTE RÁPIDO. Método Imunocromatografia Valor de referência Não Reagente Amostra 1,0mL de soro ou plasma refrigerado. Conservação para envio da amostra Até 15 dias com conservante ou entre 2°C e 8°C.

SOROLOGIA PARA DENGUE Comentários Imunoensaio enzimático IgM: baseia-se na detecção de anticorpos IgM específicos para os quatro sorotipos. Detecta anticorpos anti-IgM em 80% dos pacientes com 5 dias de doença, 93% dos pacientes com 6 a 10 dias de doença e 99% entre 10 e 20 dias. IgM é detectado na infecção primária e na infecção secundária, com títulos mais altos na primeira. Uma pequena porcentagem de pacientes com infecção secundária

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não têm IgM detectável. Na infecção terciária os títulos são mais baixos ou ausentes. Em alguns casos de infecção primária, IgM pode persistir por mais de 90 dias, mas na maioria é indetectável após 60 dias do início do quadro clínico. Apresenta índice de falso-positivo de 1,7%. Deve-se lembrar que causa comum de falso-negativo é a coleta prematura da amostra (antes do 5º dia). Reações cruzadas com outras flaviviroses são citadas para ELISA IgM. Imunoensaio enzimático IgG: anticorpos IgG na dengue são menos específicos que o IgM, havendo possibilidade de reações cruzadas entre as flaviviroses, o que acarreta em altas taxas de falso-positivos. Deve-se lembrar da possibilidade de transferência vertical de IgG materna a crianças, e da ocorrência de IgG positivo em pacientes vacinados contra febre amarela. Ressalta-se que a combinação de ELISA IgM e IgG é importante para o diagnóstico do dengue em pacientes em áreas endêmicas, pois parte dos pacientes reinfectados podem não apresentar elevações de IgM.

Dengue IgG E IgM Método ELISA Valor de referência Não Reagente Amostra 1,0mL de soro ou plasma refrigerado. Aconselhável realizar 07 dias após início dos sintomas. Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 0o e - 10oC.

DESIDROGENASE LÁCTICA - LDH Sangue: é uma enzima que catalisa a conversão de lactato a piruvato, sendo liberada na ocorrência de dano celular. Elevação dos níveis de LDH ocorre em neoplasias, hipóxia, cardiopatias, anemia hemolítica, anemia megaloblástica, mononucleose, inflamações, hipotireoidismo, pneumopatias, hepatites, etilismo, pancreatite, colagenoses, trauma e obstrução intestinal. Hemólise pode levar a resultados falsamente elevados. Líquido pleural: é um critério para diferenciação entre exsudato e transudato. A relação LDH pleural/sérica > 0,6 e LDH pleural > 200 U/L indicam exsudato, com sensibilidade de 98% e especificidade entre 70 e 98%. Níveis de LDH acima de 1.000 U/L são encontrados em neoplasias e empiema. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Líquido ascítico: normalmente níveis de LDH no líquido ascítico são 50% dos valores séricos. Está elevada nas peritonites (espontâneas e secundárias), tuberculose peritoneal e carcinomatoses. A razão LDH pleural/sérica maior que 0,6 sugere exsudato. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica.

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Líquor: níveis normais de LDH no líquor são 10% da LDH no sangue. Níveis elevados são encontrados no acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e meningites. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Método Cinético Automatizado Valor de referência - soro 200 a 480 UI/L

Valor de referência - líquido pleural Exsudato: maior que 200UI/L Transudato: menor que 200UI/L Relação LDH pleural/sérica > 0,6 é indicativa de exsudato. Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Valor de referência - líquido ascítico 100,0 a 190,0U/L Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Valor de referência - líquor Níveis normais de LDH no líquor correspondem a 10% dos valores séricos. Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Amostra 0,8mL de soro - líquido ascítico - líquido pleural - líquor. Laboratórios Centrifugar a amostra antes do envio. Conservação para envio da amostra Até 24 horas entre 2°C e 8°C.

EXAME DIRETO – A FRESCO Comentários Indicado nas afecções causadas por fungos e ou protozoários flagelados. A amostra é processada a fresco, com visualização direta do material em lâmina sobre lamínula, após clarificação com KOH.

O processamento da amostra depende, além de coleta adequada, de informações

clínicas da infecção, bem como do sítio da coleta. A identificação e a análise dos

resultados são mais precisos com o fornecimento prévio destes dados. Método Microscopia direta Amostra

1- Secreção vaginal: A paciente deverá estar em abstinência sexual de 3 dias, não

poderá estar usando qualquer tipo de creme, pomadas ou óvulos vaginais ou ainda qualquer tipo de medicação local; o fluxo menstrual deverá ter cessado totalmente, a

não ser que o materila solicitado seja o sangue menstrual.

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2- Esperma: Colher o material em frasco estéril, sempre por masturbação, jamais usando preservativo, ejaculando diretamente no frasco. 3- Secreção prostática: Colhido com auxílio do médico após massagem. Em pacientes virgens: coletar secreção vaginal do intróito vaginal. ATENÇÃO NÃO INTROZUZA O SWAB OU ESPÉCULO NA VAGINA DE PACIENTES VIRGENS. ESTA COLETA DEVERÁ SER ACOMPANHADA PELA MÃE OU RESPONSÁVEL. Orientar as pacientes que não tomem banho e venha ao laboratório sem urinar para que não se perca o material. Material e conservação para envio da amostra Salina estéril. Estabilidade da amostra 04 horas em temperatura ambiente. OBS: este exame é realizado apenas para os laboratórios localizados na cidade de Marabá Informações Importantes Medicação em uso, sexo e idade do paciente.

FAN – Pesquisa de auto-anticorpos

Comentários

Anticorpos antinucleares são detectados por imunofluorescência indireta em substratos de células humanas - HEp2. Cerca de 98% dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico não tratado têm o teste de HEp2 positivo. Não existe relação entre os títulos de FAN e a atividade da doença. Após o teste de triagem positivo deve ser feita a dosagem de auto-anticorpos separadamente. Reações falso-negativas podem ocorrer na presença de anticorpos anti-SSA/Ro, anticorpos anti-DNA de fita simples (ss-DNA) e durante o uso de corticóide ou outra terapia imunossupressora. Reações falso-positivas podem ocorrer na artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de Sjögren, hepatite auto-imune, infecções crônicas, na presença de anticorpos heterofílicos, durante uso de vários medicamentos (hidralazina, carbamazepina, hidantoína, procainamida,isoniazida, metildopa e AAS) e em cerca de 10% dos pacientes acima de 50 anos. Elevações transitórias do FAN podem ocorrer em pacientes com infecções virais. Um teste positivo para FAN-HEp2 isolado não é diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES), sendo necessário observar os demais critérios diagnósticos. Deve-se ressaltar a possibilidade de variações dos títulos do FAN-HEp2 quando realizado em laboratórios ou dias diferentes.

Método Imunofluorescência indireta - Substrato: células HEp2 Valor de referência Negativo Obs.: A pesquisa de anticorpos em líquidos corporais deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de contaminação do material durante a punção. Condição

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- 0,2mL de soro - líquor - líquido sinovial - líquido pleural - líquido ascítico - líquido pericárdico.

- J.O. 8h.

Conservação para envio Até 5 dias entre 2 o e 8 o C.

FATOR REUMATÓIDE Comentários

O fator reumatóide (FR) é um auto-anticorpo, da classe IgM, dirigido contra IgG. É

classicamente utilizado no diagnóstico da artrite reumatóide (AR), entretanto, algumas considerações devem ser realizadas na interpretação de seu resultado: FR é positivo

em 5% a 10% da população saudável e em 25% dos indivíduos maiores de 70 anos; doenças que cursam com aumentos de gamaglobulinas podem causar falso-positivos biológicos (LES, síndrome Sjögren; artrite reativa; gota, pseudogota, esclerodermia, polimiosite e polimialgia reumática); está presente em 10% a 40% dos portadores de

infecções crônicas (sífilis, lepra, brucelose, tuberculose, malária, esquistossomose, tripanossomíase, hepatite viral, doença hepática crônica e endocardite). O FR é negativo em 1/3 dos pacientes com AR; é positivo em menos de 50% dos casos de AR nos primeiros 6 meses de doença, onde sua associação com o anti-CCP pode ser útil.

O teste de Waaler-Rose que consiste da aglutinação de hemácias de carneiro foi por

anos o método utilizado para pesquisa do fator reumatóide (FR).

WAALER-ROSE - SORO Método

Aglutinação

Valor de referência Inferior a 6UI/mL = negativo Amostra 0,5mL de soro. J.O. 8hs Conservação para envio da amostra Até 2 dias entre 2°C e 8°C.

AGLUTINAÇÃO – SORO E LÍQUIDO SINOVIAL Método

Aglutinação

Valor de referência

Negativo

Amostra 0,5mL de soro 0,5mL de líquido sinovial. Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

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F.S.H. – HORMONIO FOLICULO ESTIMULANTE O FSH estimula os folículos ovarianos na mulher e a espermatogênese no homem. É secretado pela hipófise, de maneira pulsátil, menos evidente que o LH. O FSH encontra-se em nível relativamente elevado no primeiro ano de vida, decrescendo a níveis muito baixos durante a infância e elevando-se na puberdade até níveis de adulto. O FSH eleva-se nas deficiências ovarianas ou testiculares, nos quadros de tumores secretores de gonadotropinas, alcoolismo e menopausa. Encontram-se valores inadequadamente baixos em doenças hipofisárias ou hipotalâmicas e na produção ectópica de hormônios esteróides. Eleva-se, precocemente, na instalação da menopausa. Na Síndrome dos Ovários Policísticos é valorizada sua relação com o LH, na qual os valores de LH se elevam. É dosado, principalmente, por mulheres submetidas a fertilização in vitro e crianças avaliadas para puberdade precoce.

Método

Quimioluminescência

Valores de referência

Homens:

Mulheres: Ciclos ovulatórios:

Fase folicular: 2,80 a 11,30 mUI/mL Fase folicular, 2 a 3 dias: 3,0 a 14,4 mUI/mL

Meio ciclo: 5,8 a 21,0 mUI/mL Fase luteal: 1,2 a 9,0 mUI/mL

Pós-menopausa: 9,7 a 111 mUI/mL Anticoncepcionais orais: ND* a 4,9 mUI/mL *Não detectável pelo método Amostra

- 0,5mL de soro.

- J.D. 4h.

0,7 a 11,1 mUI/ml

Informações necessárias Para mulher, questionar:

Regularidade menstrual (duração do ciclo), se irregular há quanto tempo se tornou irregular e se é necessário uso de medicamentos para que ocorra a menstruação; data da última menstruação; Gravidez, idade gestacional; Uso atual ou prévio de anticoncepcional ou outros hormônios, e tempo de interrupção se uso prévio; Para criança, questionar:

Atraso de desenvolvimento puberal; Atraso do crescimento; Desenvolvimento puberal precoce, menstruação (se feminino).

Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

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FERRITINA Comentários A dosagem da ferritina é util no diagnóstico e avaliação de anemias ferroprivas; diagnóstico e avaliação de hemocromatoses; marcador de fase aguda. Em condições normais, cerca de 20% do ferro corporal está reversivelmente ligado a ferritina, em uma forma de estoque intracelular de ferro. O restante se encontra livre ou ligado a hemoglobina, mioglobina, transferrina ou enzimas. A ferritina apresenta um PM de 450 kD e está localizada em vários tecidos como fígado, baço, medula óssea e intestino. Uma única molécula de ferritina pode abrigar até 4000 átomos de ferro, por conexão com resíduos hidroxifosfato. A molécula não ligada ao ferro é conhecida como apoferritina. Em casos de necessidade de ferro, este pode ser prontamente disponibilizado da ferritina para uso metabólico. A molécula pode ser encontrada intracelularmente e na corrente sanguínea, sendo um excelente parâmetro para avaliar os estoques de ferro. A determinação da ferritina é um importante parâmetro para o diagnóstico e acompanhamento terapêutico de processos ferroprivos. Um balanço negativo do ferro (menor oferta do que consumo) diminui os valores da ferritina sérica. Valores inferiores a 12,0 ng/mL são associados a estados clínicos de deficiência de ferro. Durante a terapia de reposição de ferro, os valores indicam o sucesso terapêutico. A determinação é indicada para grupos de risco como doadores de sangue, gestantes, hemodialisados e crianças. Pacientes anêmicos não ferroprivos tratados empiricamente com ferro ou pacientes geneticamente predispostos podem desenvolver processos de hemocromatose ou siderose secundária, com valores muito elevados. Pacientes em vigência de processo inflamatório (sobretudo crônico) podem apresentar valores elevados (a ferritina funciona como proteína de fase aguda, aumentando em níveis). Doença hepática aguda também pode estar associada a níveis extremamente elevados de ferritina, assim como uso de substâncias tóxicas ao fígado. Método Quimioluminescência Valores de referência Mulheres: 10 - 291 ng/mL Homens: 22 - 322 ng/mL Deficiência de Ferro: 0,68 - 34,5 ng/mL Outras Anemias: 13 - 1390,8 ng/mL Sobrecarga de Ferro: 334,6 - 8573,0 ng/mL Diálise Renal: 31,3 - 1321,2 ng/mL Doença Hepática Crônica: 7,9 - 12826,0 ng/mL Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra 5 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

FERRO SÉRICO Comentários

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A determinação do ferro sérico (FS) é usada no diagnóstico diferencial de anemias,

hemocromatose e hemossiderose. Níveis baixos ocorrem na anemia ferropriva, glomerulopatias, menstruação e fases iniciais de remissão da anemia perniciosa. Variações circadianas com valores mais baixos de FS pela tarde são descritas, sendo que alterações de até 30% em dias subseqüentes podem ocorrer. Pré-menstrual pode elevar níveis em 10% a 30%, que caem na menstruação. Na gravidez há possibilidade de elevação inicial do FS devido à progesterona e queda do FS por aumento da sua necessidade. Uso de anticoncepcional oral pode elevar o FS acima de 200 mcg/dl. Níveis aumentados são encontrados na hemossiderose, hemocromatose, talassemias e na hemólise da amostra.

Método

Colorimétrico

Valores de referência Recém Nascidos: 100 a 250 mg/dL

Lactante: 40 a 100 mg/dL Pré-Escolar e Escolar: 50 a 120 mg/dL

Adultos:

Homens: 65 a 170 mg/dL Mulheres: 50 a 170 mg/dL Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra 5 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

FOSFATASE ALCALINA Comentários

A Fosfatase alcalina é utilizada no diagnóstico diferencial de hepatopatias e icterícias

obstrutivas; diagnóstico de doenças ósseas; diagnóstico do metabolismo mineral. A fosfatase alcalina é uma enzima da família das zinco-metaloproteínas e tem como função retirar um fosfato terminal de um éster fosfatado orgânico. Esta enzima funciona otimamente em um ambiente alcalino. Possui cinco isoenzimas (óssea, hepática, intestinal, placentária e Regan), que aumentam durante os períodos de crescimento, doença hepática e obstrução do ducto biliar. A atividade intestinal ocorre somente em indivíduos de grupo sanguíneo tipo O ou A. Ocorrem aumentos fisiológicos no crescimento e na gravidez. Valores aumentados: crescimento ósseo, cicatrização de fraturas, acromegalia, sarcoma osteogênico, metástases hepáticas ou ósseas, leucemia, mielofibroses, raquitismo ou osteomalacia, hipervitaminose D, Doença de Paget, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, pseudo-hiperparatireoidismo, ingestão crônica de álcool, obstrução biliar, cirrose, síndrome de Gilbert, hepatites, diabetes mellitus, citomegalovirose, câncer gástrico, câncer do cólon, câncer de fígado, câncer do pâncreas, câncer de pulmão, câncer ósseo, câncer de mama, pneumonias virais, abscessos hepáticos, colecistites, colangites, obstrução biliar extra- hepática. Valores diminuídos: doença de Whipple, hipotireoidismo, doença de Zollinger-Ellison, desnutrição protéica, deficiência de vitamina C, osteodistrofia renal. Método

Cinético Valores de referência Crianças: 75 a 390 U/L Adultos.: 27 a 100 U/L Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra

5 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

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FÓSFORO Comentários Os compostos que contém fósforo estão presentes em todas as células e participam de muitos processos bioquímicos importantes, fazendo com que os fosfatos exerçam papel fundamental no metabolismo humano. Níveis diminuídos de fósforo sérico são comuns em pacientes hospitalizados, e embora a maioria dos casos seja moderada, quando em níveis severos podem requerer reposição. Valores aumentados:

diminuição da filtração glomerular, aumento de reabsorção tubular (hipoparatireoidismo primário e secundário, pseudohipoparatireoidismo, doença de Addison, acromegalia, anemia falciforme), aumento da liberação intracelular (neoplasias, lesão tecidual, doença óssea -fraturas, mieloma, doença de Paget, tumor ósseo osteolítico, infância), aumento da carga de fosfato (intravenoso, oral, síndrome do leite-álcali), obstrução intestinal alta, sarcoidose, deficiência de magnésio. Valores diminuídos: perda renal ou intestinal (uso de diuréticos, defeitos tubulares renais, síndrome de Fanconi, neoplasia, uso de medicamentos, hiperparatireoidismo, hipercalciúria idiopática, hipocalemia, hipomagnesemia, diálise, hipofosfatemia primária, gota), diminuição da absorção inicial (má absorção, deficiência de vitamina D, resistência à vitamina D, desnutrição, vômitos, diarréia, antiácidos ligantes ao fosfato), absorção intracelular de fosfato (alcoolismo, diabetes mellitus, acidose, hiperalimentação, alcalose, uso de salicilatos, esteróides anabolizantes, androgênios, epinefrina, glucagon, insulina, síndrome de Cushing, hipotermia prolongada).

SANGUE

Método

Cinético

Valores de referência Crianças menores de 1 ano: até 13 mg/dL Criança de 1 até 13 anos: 3,0 a 7,0 mg/dL Adultos: 2,5 a 4,8 mg/dL Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra

5 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

URINA

Fosfatúria

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Método Colorimétrico automatizado

Valor de referência 340 a 1.100 mg/24 horas Amostra Colher amostra de urina de 24 horas em frasco de PVC novo Aliquotar 100mL e enviar sob refrigeração entre 2°C e 8°C. Conservação para envio da amostra

30 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

GAMA GT

Comentários

A GGT tem aplicação principal no estudo das doenças hepatobiliares e está distribuída

em quase todo o tecido humano. O rim contém a mais elevada concentração, seguido pelo pâncreas e fígado.

A GGT é um sensível indicador de doenças inflamatórias e lesão hepática e está significativamente elevada nas doenças obstrutivas das vias biliares. A GGT tem maior especificidade que a fosfatase alcalina (ALP) e a transaminase oxalacética para avaliar doença hepática. Ela não está elevada na doença óssea e durante a gravidez como a fosfatase alcalina, nem nas doenças do músculo esquelético como a transaminase oxalacética. A GGT auxilia diferenciar colestases mecânica e viral das induzidas por drogas. Nas duas primeiras, a GGT e ALP estão igualmente elevadas. Nas colestases induzidas por drogas a GGT está muito mais elevada. Valores elevados de GGT em pacientes anictéricos com câncer são um seguro indicador de metástases hepáticas. Está demonstrado que no alcoolismo crônico os níveis séricos da GGT diminuem com

a retirada do álcool e se elevam com a exposição ao mesmo. Com base nesta

observação a determinação da GGT está sendo usada nos centros de tratamentos de alcoólatras para documentar o sucesso da terapia e identificar os pacientes que retornam ao alcoolismo após a alta. Método

Cinético

Valores de referência

Homens:

0

- 6

meses: 12 a 122 U/L

6

- 12 meses: 1 a

39 U/L

1

- 12 anos: 3 a

22 U/L

12 -18 anos: 2 a 42 U/L

Adultos: 7 a 45 U/L

Mulheres:

0

- 6 meses: 15 a 132 U/L

6

- 12 meses: 1 a

39 U/L

1

- 12 anos: 4 a

22 U/L

12 -18 anos: 4 a 24 U/L

Adultos: 5 a 27 U/L

Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra 5 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

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GLICOSE, DOSAGEM Comentários Soro: segundo a American Diabetes Association, a presença de um dos critérios abaixo e sua confirmação num dia subseqüente indica o diagnóstico de diabetes melito: 1) Sintomas de diabetes melito com glicemia independente do jejum maior ou igual a 200mg/dL. 2) Glicemia de jejum maior ou igual a 126mg/dL. 3) Glicemia maior que 200mg/dL após duas horas após administração oral de 75g de glicose anidra (82,5g de dextrosol) dissolvida em água (teste de tolerância). Pacientes com glicemia de jejum entre 100mg/dL e 125mg/dL são classificados como portadores de glicemia de jejum prejudicada. Leucocitose, hemólise e glicólise em amostras submetidas ao calor ou não imediatamente dessoradas podem determinar hipoglicemia espúria. Líquido ascítico: normalmente, as concentrações no líquido ascítico são similares às do soro. Na presença de leucócitos e bactérias, há consumo da glicose e redução dos níveis: peritonites bacteriana espontânea, bacteriana secundária, tuberculosa e carcinomatose peritoneal. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Líquido pleural: níveis de glicose abaixo de 60 mg/dl ou 50% dos valores séricos ocorrem no derrame parapneumônico, empiema, colagenoses, tuberculose pleural e derrames malignos. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Líquido sinovial: normalmente, as concentrações no líquido sinovial são similares às do soro. Nos derrames articulares inflamatórios e infecciosos níveis de glicose inferiores a 50% dos valores plasmáticos são encontrados. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Líquor: níveis elevados podem ser encontrados na hiperglicemia plasmática. Hipoglicorraquia ocorre na hipoglicemia plasmática, meningites e hemorragia subaracnóidea. Razão glicose líquor/sangue abaixo de 0,4 tem sensibilidade de 85% e especificidade de 96% no diagnóstico da meningite bacteriana. Sua determinação deve ser feita em paralelo com a dosagem sérica. Urina: a glicosúria pode ser utilizada no acompanhamento de pacientes diabéticos. Crianças e grávidas podem apresentar glicosúria por diminuição do limiar renal. Não serve para monitorização do tratamento. Observação para todas as amostras A separação da parte fluida dos elementos figurados (hemácias, leucócitos e outras células) deve ser feita de forma imediata, para que não haja consumo deste analito. Outra forma de se evitar este problema é a coleta de uma fração do líquido em fluoreto. SORO Método Colorimétrico Enzimático

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Valor de referência

60 a 110mg/dL

Nota: The Expert Commitee on The Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Follow-up Report on the Diagnosis of Diabetes Mellitus. Diabetes Care. 2003; 26(11):

3160-3167.

Amostra 0,8mL de soro ou plasma (Fluoreto). J.O. 8h a 14 horas para adulto. Criança C.O.M. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos celulares logo após a coleta).

URINA Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência Negativo Amostra Urina (jato médio da 1a urina da manhã - urina 12h* - Urina 24h*). Laboratórios Enviar 5mL e informar volume total. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C.

LÍQUOR Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência

50 a 80mg/dL

Amostra 0,8mL de líquor. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2o e 8o C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos celulares logo após a coleta).

LÍQUIDO ASCÍTICO Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência Valores similares aos séricos são considerados normais. Encontram-se diminuídos nos processos infecciosos e inflamatórios. Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Amostra 0,8mL de líquido ascítico. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos celulares logo após a coleta).

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LÍQUIDO PLEURAL Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência Valores similares aos séricos são considerados normais. Valores de glicose abaixo de 60 mg/dl ou 50% dos valores séricos ocorrem em processos infecciosos e inflamatórios. Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Amostra 0,8mL de líquido pleural. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos celulares logo após a coleta).

LÍQUIDO SINOVIAL Método Colorimétrico Enzimático Valor de referência Valores similares aos séricos são considerados normais. Encontram-se diminuídos nos processos infecciosos e inflamatórios. Nota: O ensaio somente será válido se a amostra for centrifugada, para separação dos elementos celulares, logo após a coleta e refrigerada. Amostra 0,8mL de líquido sinovial. Conservação para envio da amostra Até 48 horas entre 2°C e 8°C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos celulares logo após a coleta).

GLICOSURIA – Urina de 24 horas Comentários A glicosúria decorre mais comumente do diabete melito. Entretanto, outras condições podem determinar glicosúria: dietas ricas em glicose antes da coleta, uso de glicose parenteral, feocromocitoma, glicosúria renal, pancreatite aguda, hipertireoidismo, acromegalia, síndrome de Cushing. Normalmente glicosúria só é detectada quando a glicemia é superior a 160mg/dL. Falso-negativo pode ocorrer no uso de ácido ascórbico. Níveis de glicose no sangue oscilam sendo que uma pessoa normal poderá apresentar glicosúria após uma refeição rica em glicose. Nas doenças que afetam a reabsorção tubular (síndrome de fanconi, nefropatia tubular avançada) a glicosúria não vem acompanhada por hiperglicemia. Outras causas de glicosúria sem hiperglicemia são as lesões do sistema nervoso central, os distúrbios da tireóide e a gravidez. Método Colorimétrico/Enzimático Valor de referência Até 0,20 g/24 horas Amostra

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30,0mL de urina (jato médio 1a urina da manhã - urina 12h ou 24h). Informar volume total de urina de 12 ou 24 horas Conservação para envio da amostra Até 2 dias entre 2°C e 8°C.

GRUPO SANGÜINEO E FATOR RH Comentários Determinação da tipagem sanguínea do indivíduo, em relação aos principais antígenos de membrana eritrocitária. Estes dados poderão ser utilizados em rotinas pré-natais ou condições transfusionais. Os resultados dizem respeito à presença de proteínas de membrana eritrocitária dos tipos A, B e D. Assim, é possível o encontro de diferentes situações: A (Rh positivo ou negativo), B (Rh positivo ou negativo), AB (Rh positivo ou negativo) e O (Rh positivo ou negativo). Todos os testes cuja determinação de Rh resultar negativa serão testados para Du (pesquisa de antígeno Rh de reação "fraca"). Embora a tipagem sanguínea obedeça a técnicas classicamente utilizadas, raríssimos casos podem determinar resultados incorretos. Estados inflamatórios agudos, proteínas plasmáticas anormais e presença de autoanticorpos podem estar associados a estes casos. Método Aglutinação em tubo Amostra 5mL de sangue total com EDTA refrigerado entre 2°C e 8°C. Não encaminhar este exame ás sexta-feira s, sábados ou vésperas de feriados. Conservação para envio da amostra 2 dias sob refrigeração entre 2°C e 8°C

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO HUMANO (HGH) Comentários A dosagem do HGH é utilizada na avaliação do crescimento e no diagnóstico de gigantismo e acromegalia. O hormônio de crescimento (HGH) é um polipeptídio produzido na hipófise anterior, que estimula a produção de somatomedinas pelo fígado, atuando sobre o crescimento. A secreção do HGH é pulsátil, ocorrendo cerca de oito picos diários em jovens; nos adultos, esses picos são raros. Nos casos de suspeita de deficiência de HGH, podem ser realizados testes de estímulo (pós- exercício, atensina, clonidina, insulina, glucagon, L-Dopa). Pode ocorrer liberação de HGH em condições fisiológicas após stress, exercício físico e sono. O stress pode interferir, elevando falsamente os valores de HGH. Método Quimioluminescência Valores de referência Adultos.: 0,0 a 5,0 ng/mL Crianças: 0,0 a 10,0 ng/mL

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Após exercício:

Adultos: > 20,0 ng/mL Crianças: > 10,0 ng/mL Amostra Colher em horários adequados (8, 16 ou 24hs), após 30 3 60 minutos de repouso. Observar jejum de pelo menos 6 horas para a primeira coleta. Anotar sexo e idade do paciente, medicação em uso e data da ultima menstruação. Enviar 1mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 10 dias entre 2°C e 8°C.

HIV 1 e 2

Comentários

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) pertence ao gênero Lentivirus da família

Retroviridae e foi descoberto em 1983. O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é

isolado de casos de síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), doença que se caracteriza por uma progressiva e fatal deterioração do sistema imune. Associados à infecção HIV ocorrem doenças oportunistas (pneumocistose, toxoplasmose, candidíase), neoplasias (sarcoma de Kaposi, linfomas B) e complexo demencial

O vírus infecta células do sistema imune humano, como linfócitos, macrófagos e

células dendríticas. A entrada do vírus na célula é mediada pela interação da proteína gp120 do vírus com a molécula CD4 e com o receptor CCR5 5 . À medida que se multiplica, o HIV mata os linfócitos T CD4+, que têm papel central na resposta imune celular. Com a baixa dos linfócitos T CD4+, a resposta imune celular deixa de funcionar adequadamente. Esse quadro é conhecido como síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Durante a AIDS, diversas infecções oportunistas se instalam, inclusive de microrganismos que, em pessoas saudáveis, não causam doenças. Um indivíduo pode ficar infectado décadas com o HIV, porém, ao desenvolver a AIDS, a sobrevida média gira em torno de 9 meses.

A transmissão do HIV se dá por três vias principais: contato sexual sem proteção,

contato com sangue contaminado (incluindo transfusões de sangue e uso de seringas

contaminadas) e transmissão de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou o aleitamento materno. Método

ELISA

Valores de referência Não reagente: Ausencia de anticorpo Reagente: Presença de anticorpo Antígenos usados: HIV 1/2 Antígenos p24, gp41, gp36

Em atendimento à portaria N 59, de 28 de janeiro de 2003, resultados positivos são confirmados por uma segunda metodologia diferente da primeira. Considera-se o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV somente após análise de uma segunda amostra.

Amostra 2mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e 8°C.

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GONADOTROFINA CORIÔNICA (BHCG) Comentários Como o teste é frequentemente utilizado para diagnóstico da gravidez, o diagnóstico não deve se basear somente no resultado do exame laboratorial, mas sim na correlação do resultado do teste com os sinais e sintomas clínicos. O teste pode ser realizado no dia da provável menstruação. Entretanto, em alguns casos, a concentração de hCG é tão baixa, que o teste será negativo. Realizar novo teste em amostra colhida após 2 dias. Nos casos de gravidez ectópica, toxemia da gravidez e aborto eminente, a excreção de hCG pode estar diminuída, obtendo-se resultado falso-negativo. Amostras de pacientes com doenças trofoblásticas como coriocarcinoma ou mola hidatiforme que secretam hCG, podem produzir resultados positivos na ausência de gravidez. Baixas concentrações de hCG podem ocorrer em mulheres hígidas não grávidas. Resultados falso-positivos podem ocorrer, raramente, em amostras que contenham concentrações elevadas de LH (menopausa). Portanto, resultados positivos em mulheres com mais de 45 anos devem ser interpretados com cautela. QUANTITATIVO Método Quimioluminescência Valores de referência Mulheres grávidas:

Expectativa de Idade gestacional valores em mIU/mL

1

a 2 semanas - 16,0 a 156,0

2

a 3 semanas - 101,0 a 4.870,0

3

a 4 semanas - 1.110,0 a 31.500,0

4

a 5 semanas - 2.560,0 a 82.300,0

5

a 6 semanas - 23.100,0 a 151.000,0

6

a 7 semanas - 27.300,0 a 233.000,0

7

a 11 semanas - 20.900,0 a 291.000,0

11

a 16 semanas - 6.140,0 a 103.000,0

16

a 21 semanas - 4.720,0 a 80.100,0

21

a 39 semanas - 2.700,0 a 78.100,0

Mulheres não grávidas: inferior a 5,0 Homens: inferior a 5,0

Os fatores que podem interferir na dosagem do HCG sao: Fatores de coagulaçao, fator reumatóide, anticorpos heterófilos e antianimais, anticorpos antiidiótipos, fármacos e seus metabólitos

Amostra 2mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e 8°C.

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HCG QUALITATIVO Método

Imunocromatografia

Valores de referência Positivo: níveis de BHCG superiores a 25 mIU/mL Negativo: níveis de BHCG inferiores a 25 mIU/mL

Os fatores que podem interferir na dosagem do HCG sao: Fatores de coagulaçao, fator reumatóide, anticorpos heterófilos e antianimais, anticorpos antiidiótipos, fármacos e seus metabólitos

Amostra 2mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C 5mL urina: preferencialmente a 1° urina da manhã Conservação para envio da amostra Soro: até 30 dias entre 2°C e 8°C. Urina: enviar no mesmo dia.

HEMOGLOBINA GLICOSILADA Comentários

A dosagem da hemoglobina glicosilada é utilizada para o monitoramento de controle

glicêmico diabético. A glicose liga-se de forma irreversível e não enzimática a uma série de proteínas e à hemoglobina (por rearranjo de Amadori), que se torna glicosilada.

O grau de glicosilação é diretamente proporcional ao valor da glicemia e sua duração

varia também de paciente a paciente. Pequenas elevações dos valores da glicose em reduzidos intervalos de tempo não são capazes de produzir modificações significativas na Hb-G. Quando pacientes diabéticos em estado de descontrole são submetidos ao tratamento

e passam a apresentar valores da glicemia em níveis ótimos, observa-se redução

progressiva da Hb-G que atinge o ponto de equilíbrio depois de 6 – 8 semanas. Assim, o conceito de que uma determinação de Hb-G reflete os níveis glicêmicos da sexta ou oitava semana precedente ao teste está definitivamente comprovado. Um resultado de Hb-G próximo ao valor superior referente indica que o paciente diabético tem estado sob controle metabólico adequado por várias semanas e exclui uma perda temporária do controle durante o período avaliado. Os estudos da cinética da glicosilação da hemoglobina têm demonstrado que quando há perda do controle

glicêmico os valores da Hb-G começam a se elevar logo na primeira semana de descontrole e a velocidade do aumento é muito maior que a velocidade de queda

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quando um paciente diabético é colocado em níveis desejáveis de glicemia. Portanto, um resultado elevado de Hb-G pode ocorrer na presença de um controle metabólico adequado quando a Hb-G ainda não atingiu o novo ponto de equilíbrio. Método Cromatografia em coluna Valor de referência 5,3 a 8,0 % Amostra 5mL de sangue total com EDTA refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

HEPATITE A - SOROLOGIA Comentários O vírus da hepatite A é um RNA vírus de transmissão fecal-oral, por contato interpessoal, água ou alimentos contaminados. Período de incubação varia de 10 a 50 dias, sendo a infecção subclínica em 90% dos menores de 5 anos e 70 a 80% dos adultos. Anti-HAV IgM: é um marcador da fase aguda. Surge concomitantemente com o desaparecimento do antígeno viral e permanece por 3 a 6 meses em aproximadamente 80% a 90% dos pacientes e por até um ano em 10% dos casos. Apresenta sensibilidade de 100% e especificidade de 99% para hepatite aguda. Ocasionalmente o teste é negativo quando da apresentação clínica, mas repetição do mesmo em 1 a 2 semanas demonstrará positividade. Reações cruzadas com o vírus Epstein-Barr e da rubéola são raramente descritas. Anti-HAV IgG: é detectado logo após anti-HAV IgM e seus títulos aumentam gradualmente com a infecção, persistindo por toda a vida e indicando imunidade. A resposta imunológica à vacina contra hepatite A é fundamentalmente do tipo IgG, sendo que o anti-HAV IgG pode não ser detectado após vacinação, uma vez que os títulos de anticorpos induzidos pela vacina são, em geral, mais baixos que os induzidos pela infecção natural. Na prática, não é indicado a mensuração dos títulos de anticorpos após a vacinação, uma vez que o limiar de corte dos testes comercializados é superior ao nível mínimo reconhecido como protetor. HVA IgG Método ELISA Valores de referência Não reagente: Superior a 1,1 Inconclusivo.: 0,9 a 1,10 Reagente: Inferior a 0,9

Amostra 0,5mL de soro ou plasma (EDTA) para cada. J.O. 8h. Interferentes

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As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a amostra antes da terapia com heparina. Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

HVA IgM

Método

ELISA

Valores de referência Não reagente: Inferior a 0,8 Inconclusivo: 0,8 a 1,20

Reagente

Amostra 0,5mL de soro ou plasma (EDTA) para cada. J.O. 8h. Interferentes As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a amostra antes da terapia com heparina. Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

:

Superior a 1,20

HEPATITE B – anti HBc Total Comentários São anticorpos contra o antígeno do core. O anti-HBc IgM surge ao mesmo tempo que as alterações das transaminases na infecção aguda (1 a 2 semanas após o HBsAg) e rapidamente alcança títulos elevados. Encontra-se positivo na infecção aguda e durante a exacerbação da doença crônica ativa. Juntamente com o HBV DNA, podem ser os únicos marcadores de infeção neonatal ou quando quantidades pequenas de HBsAg são produzidas (hepatite fulminante). Nos 4 a 6 meses subseqüentes, anti-HBc IgM predomina com queda moderada e aumento dos títulos de Anti-HBc IgG. Em infecções auto-limitadas, o anti-HBc IgM se torna indetectável em poucos meses, embora títulos baixos possam ser encontrados por até dois anos. Em infecções crônicas de baixo grau, anti-HBc IgM também é indetectável ou com títulos baixos, mas usualmente apresenta picos quando a replicação viral se exacerba. Pode ser o único marcador da hepatite na janela entre o desaparecimento do HBsAg e surgimento do anti-HBs. Após um período de 4 a 6 meses todo o anti-HBc é do tipo IgG e persiste por toda a vida em > 90% dos pacientes. Assim sua presença indica infecção atual ou prévia pelo HBV. Este anticorpo não confere imunidade. Pacientes positivos para anti-HBc IgG mas negativos para HBsAg e anti-HBs podem ocorrer nas seguintes situações: a) falso-positivo (doenças auto-imunes, hipergamaglobulinemia, mononucleose); b) anticorpos adquiridos passivamente; c) infecção recente em período de janela imunológica (HBsAg já depurado e anti-HBs ainda negativo); d)

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infecção crônica, com níveis de HBsAg baixos; e) infecção prévia pelo HBV com anti- HBs indetectável; f) em amostras com HbsAg/anti-HBs imunocomplexados. Método

Quimioluminescência

Valores de referência Não reagente: Ausência de Anticorpos Reagente: Presença de Anticorpos Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

HBeAG

Comentários

O antígeno “e” é detectável no sangue ao mesmo tempo que o HBsAg. Sua presença

denota replicação viral e infecciosidade. O desaparecimento do HBeAg é indicativo de redução da replicação viral, embora não exclua essa possibilidade (variante HBeAg- minus). Nos casos auto-limitados, soroconversão ocorre em poucas semanas, surgindo o anti-HBe. Na evolução para formas crônicas, com o HBsAg persistindo por mais de 6 meses, a presença do HBeAg geralmente corresponde a um prognóstico de

maior gravidade. Nas cepas com mutação pré-core (não produtores de proteína “e”) este marcador não é detectável apesar da replicação viral. Método

ELISA

Valor de referência Não reagente.: < 0,9

Inconclusivo.: 0,9 a 1,1

Reagente

Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

:

> 1,1

Anti-HBe

Comentários

O anti-HBe surge na recuperação da infecção aguda, após o antígeno HBeAg não

mais ser detectado. Pode ser detectado por muitos anos após a recuperação da infecção pelo HBV. Em um portador do HBV, um resultado positivo de anti-HBe usualmente indica inatividade do vírus e baixa infecciosidade. Em pacientes infectados com variantes do HBV (mutantes HBeAg negativos) a associação entre replicação e expressão do HBeAg é desfeita, podendo ocorrer replicação na presença de anti-HBe.

Método

ELISA

Valores de referência Não reagente: Superior a 1,1 Inconclusivo: Entre 0,9 e 1,1

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Reagente: Inferior a 0,9 OBS.: Reação de competição. Atentar para valor de referência em testes Reagentes.

Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

Anti-HBs Comentários Indica recuperação sorológica e imunidade contra o HBV, sendo útil para avaliar resposta à vacina contra hepatite B e a recuperação da infecção natural. Usualmente, esses anticorpos são permanentes, entretanto, podem se tornar indetectáveis anos após a resolução da infecção ou em pacientes imunodeprimidos. Em geral, o Anti-HBs é detectável duas a quatro semanas após o desaparecimento do HBsAg. Entretanto, podese encontrar HBsAg e Anti-HBs positivos de forma simultânea. Cerca de 10% a 15% dos pacientes vacinados não respondem à vacina. A eficácia da vacina declina em imunocomprometidos (60% a 70%), sendo muito baixa naqueles com imunodepressão grave (10% a 20%). Pacientes jovens respondem melhor à vacina que idosos, e as concentrações de anticorpos protetores declinam com o tempo. Valores acima de 10mUI/mL são considerados protetores. Resultados falso-positivos podem ocorrer devido a reações não específicas com certas glicoproteínas. Método Quimioluminescência Valor de referência Não reagente: < 10,0 mUI/ml

Reagente

Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C

Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

:

> 10,1 mUI/ml

HbsAg ANTÍGENO AUSTRÁLIA Comentários É o antígeno de superfície (Austrália). Torna-se detectável 2 a 8 semanas após início da infecção, duas a seis semanas antes das alterações da ALT e duas a cinco semanas antes dos sinais e sintomas. Ocasionalmente, pode ser detectado apenas após 12 semanas. Nos casos agudos e auto-limitados, o HBsAg usualmente desaparece em 1 a 2 meses após início dos sintomas. Persistência do HBsAg por vinte semanas após a infecção primária prediz persistência de positividade indefinidamente. Em termos práticos, sua positividade está associada com infecciosidade, estando presente nas infecções aguda ou crônica pelo HBV. Um resultado de HBsAg positivo deve sempre ser confirmado e complementado com outros marcadores de infecção. Deve-se considerar, ainda, a detecção de HBsAg positivo transitório após vacinação.

Método ELISA Valores de referência Não reagente: Ausência de antígeno Reagente: Presença de antígeno

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Obs.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que é uma característica do método. Em caso de incompatibilidade clínica, à critério de seu médico, deverão ser feitos testes confirmatórios. Este exame só deve ser interpretado pelo médico. Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

HEPATITE C - anti HCV Comentários O vírus da hepatite C freqüentemente causa infecção assintomática, entretanto, 70% dos infectados evoluem para forma crônica, sendo que 20% desses evoluirão para cirrose após 20 anos de infecção. A janela imunológica tem sido descrita como de até seis meses, entretanto, ensaios de terceira geração, podem reduzir esse tempo para seis a nove semanas. Falso-positivos podem ocorrem em grávidas, vacinação para influenza, hipergamaglobulinemia, fator reumatóide e doenças reumáticas. Cerca de 50% dos doadores com anti-HVC positivo, são falso-positivos. É descrito para estes ensaios sensibilidade de 99% em indivíduos imunocompetentes e de 60% a 90% em imunocomprometidos. A confirmação da soropositividade requer, à critério médico, complementação da investigação com RIBA (ensaio immunoblot recombinante) ou reação em cadeia da polimerase (PCR). Método Imunoensaio enzimático - ELISA Valor de referência Não reagente: Ausência de anticorpos Reagente: Presença de anticorpos

Obs.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que é característica do método. Na positividade, a critério clínico, sugere-se repetir com uma nova amostra, usando métodos mais específicos (por exemplo P.C.R.). Resultado INCONCLUSIVO é quando apresenta valor próximo ao cut-off, discriminação entre o REAGENTE e NÃO-REAGENTE. Recomenda-se colher nova amostra 30 dias após a primeira coleta.

Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra

Até 14 dias entre 2°C e 8°C.

IgE

Comentários

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A imunoglobulina E possui meia-vida biológica de um a cinco dias, circulando no sangue como um monômero. Os níveis médios de IgE aumentam progressivamente em crianças saudáveis até a faixa etária de 10 a 15 anos e declinam aos níveis anteriores após a oitava década de vida. A produção IgE a um determinado antígeno é dependente do grau e da freqüencia da exposição. Os testes sangüíneos de alergia são a IgE total e IgE específico para alérgenos isolados ou em conjunto (múltiplos). São úteis para complementar o diagnóstico clínico de alergia.

IgE total: em crianças com até três anos de idade é bom indicador da presença de alergia. Após esta idade IgE total pode elevar-se devido a parasitoses intestinais e contatos mais intensos com outros alérgenos, não tendo valor diagnóstico. Também eleva-se em outras condições: imunodeficiências (ex.: síndrome de Wiskott-Aldrich, síndrome de DiGeorge´s, síndrome de Nezelof), síndrome “Hiper-IgE” e na aspergilose broncopulmonar. A mensuração de IgE total sérica, de forma isolada, apresenta valor limitado como método de triagem de doenças alergológicas pois muitos pacientes com níveis elevados de IgE específico apresentam níveis de IgE total dentro da normalidade.

Método

Quimioluminescência

Valores de referência

0 a 1 ano: até 29 IU/mL

1 a 2 anos: até 49 IU/mL

2 a 3 anos: até 45 IU/mL

3 a 9 anos: até 87 IU/mL

Amostra 0,5 mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

ÍNDICE DE TIROXINA LIVRE ( I.T.L. ) Comentários Método indireto, baseado em dedução matemática, de determinação do T4 livre. Indicado nas situações em que os níveis de hormônios tireoideanos totais estão

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alterados, porém sem repercussão funcional (anormalidades das proteínas transportadoras, gravidez, terapêutica com estrógenos, anticoncepcionais, etc.)

Utilizado no diagnóstico do hipertireoidismo e hipotireoidismo. O T4 livre corresponde

a 0,02-0,04% do T4 total, estando precocemente elevado nas fases iniciais do

hipertireoidismo, quando os níveis de T4 e T3 totais estão ainda dentro dos limites de

normalidade. Valores aumentados: hipertireoidismo. Valores diminuídos:

hipotireoidismo.

Método

Quimioluminescência

Valor de referência 0,80 a 1,50 Unidades ETR Amostra 1,0mL de soro refrigerado entre 2°C e 8°C Conservação para envio da amostra Até 10 dias entre 2°C e 8°C.

HORMÔNIO LUTEINIZANTE - L.H. Comentários

O LH é o hormônio estimulador das células intersticiais nos ovários e nos testículos.

No sexo feminino, seu grande aumento no meio do ciclo induz à ovulação. Se for dosado de maneira seriada, pode determinar a data da ovulação. É secretado de maneira pulsátil, o que parece ser fundamental para a sua ação. A interpretação de uma única medida pode ser de limitado auxíllio clínico. Níveis aumentados de LH com FSH normal ou baixo podem ocorrer com obesidade, hipertireoidismo e doença hepática. Eleva-se nas patologias primariamente gonadais, mostrando-se em níveis baixos nos hipogonadismos de origem hipofisária e hipotalâmica. Na Síndrome dos Ovários Policísticos pode encontrar-se em valores acima do normal, valorizando-se a

relação LH/FSH maior que dois. Eleva-se na menopausa mais tardiamente que o FSH. Realizamos a dosagem de LH (rápido) por outra metodologia para casos de fertilização in vitro. Método

Quimioluminescência

Valores de referência Homens: 0,8 a 7,6 mUI/mL Mulheres:Ciclos ovulatórios:

Fase folicular: 1,1 a 11,6 mUI/mL Meio ciclo: 17 a 77 mUI/mL Fase luteal: ND* a 14,7 mUI/mL Perimenstrual, +- 8 dias: ND a 12,0 mUI/mL Pós menopausa: 11,3 a 39,8 mUI/mL Anticoncepcionais orais: ND* a 8,0 mUI/mL *Não detectável Amostra 1,0mL de soro J.D. 4h.

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Informações necessárias Para mulher, questionar:

Regularidade menstrual (duração do ciclo), se irregular há quanto tempo se tornou irregular e se é necessário uso de medicamentos para que ocorra a menstruação; data da última menstruação;

Gravidez, idade gestacional;

Uso atual ou prévio de anticoncepcional ou outros hormônios, e tempo de interrupção se uso prévio; Para criança, questionar:

Atraso de desenvolvimento puberal;

Atraso do crescimento;

Desenvolvimento puberal precoce, menstruação (se feminino). Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

PESQUISA DE LEUCÓCITOS FECAIS Comentários

O aparecimento de leucócitos (piócitos) nas fezes, indica um processo inflamatório na

luz intestinal. Para se confirmar a presença de processo infeccioso, há necessidade da

demonstração do agente infeccioso através do exame bacterioscópico ou de técnicas

de isolamento e cultura.

Método Microscopia ótica Valor de referência Ausente Amostra Fezes recente (a fresco). Enviar rapidamente. Conservação para envio da amostra Até 3 dias entre 2°C e 8°C.

MAGNÉSIO

Comentários

A determinação do magnésio tem assumido importância clínica considerável

principalmente na área da neonatologia, onde os distúrbios metabólicos deste íon (hipomagnesemia) são os responsáveis por sinais e sintomas clínicos, frequentemente atribuídos à hipocalcemia. Valores diminuídos do magnésio sérico ocorrem em várias condições clínicas: estado

de má nutrição como Kwashiorkor, alcoolismo (principalmente no delirium tremens),

estados de má absorção (esteatorréia), pancreatite aguda, hipoparatireoidismo,

hipertireoidismo e hiperaldosteronismo.

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Na acidose diabética o magnésio sérico modifica-se paralelamente ao potássio, antes e após insulinoterapia e hidratação. Elevação do magnésio é encontrada na desidratação, acidose diabética severa, doença de Addison, nanismo hipofisário tratado com hormônio do crescimento. Condições que interferem na filtração glomerular, como na uremia, resultam na retenção de magnésio e consequente elevação na concentração sérica. Devido à associação descrita entre terapia com aminoglicosídeos e hipomagnesemia severa, recomenda-se a realização de dosagem de magnésio nestes casos. Tal recomendação também é aplicada diante do uso de ciclosporina.

SANGUE Método Colorimétrico automatizado Valor de referência 1,9 a 2,5 mg/dL Amostra 0,8mL de soro JO: 8 horas Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

URINA Valor de referência - uina recente 7,3 a 12,2mg/dL Valor de referência - urina 24h 50 a 150mg/24h Amostra Urina (urina recente - urina 24h). Usar HCl 50% 20mL/L de urina - Refrigerar (facultativo). Laboratórios Enviar 5mL de urina e informar volume total - Frasco plástico.

MICOLÓGICO DIRETO Comentários O exame micológico direto é utilizado para diagnóstico rápido das micoses, permitindo pronta instituição terapêutica. É utilizado também no diagnóstico diferencial de outras afecções que se assemelham a infecções fúngicas. Método Microscopia direta. Amostra Secreção vaginal, uretral, urina 1o jato, secreções de feridas, escarro, punção de linfonodos, abcessos, descamação de lesões de pele, pêlos, unhas e líquidos corpóreos. Conservação para envio da amostra

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Até 48 horas para secreção vaginal, uretral, urina 1o jato, líquidos corporais, secreção de feridas, escarro, punção de linfonodos e abscessos, entre 2°C e 8°C. Até 14 dias para material de descamação de pele, pêlos e unhas, em temperatura ambiente.

MONONUCLEOSE – MONOTESTE Comentários Em pacientes com suspeita de mononucleose infecciosa (MI) ou outro quadro atribuído ao vírus Epstein-Barr, o monoteste é indicado como teste inicial. É um teste de aglutinação rápida para pesquisa anticorpos heterófilos, que apresenta sensibilidade semelhante ou ligeiramente superior à reação de Paul-Bunnell. Estes anticorpos são IgM que reagem contra antígenos da superfície de hemácias de carneiro e cavalo, mas não com células renais de cobaia. Tornam-se positivos na MI dentro de 4 semanas após a infecção, diminuem após a fase aguda, mas podem ser detectados por 6 a 12 meses. Cerca de 10% a 20% dos casos de MI podem não apresentar anticorpos heterófilos. Este fato é mais comum em crianças. Apresenta sensibilidade de 63% a 84% com especificidade de 84% a 100%. Falso-positivos para anticorpos heterófilos têm sido reportados em pacientes com linfoma, hepatite viral e doenças auto-imunes. Deve-se lembrar que a maioria dos pacientes imunodeprimidos não produz anticorpos heterófilos. Nos pacientes com suspeita de EBV, quadro hematológico sugestivo e monoteste positivo não há necessidade de determinação de anticorpos para antígenos específicos. Caso a pesquisa de anticorpos heterófilos seja negativa e ainda exista suspeita de MI, anticorpos contra antígenos específicos (anti-VCA) devem ser solicitados. Veja também Epstein-Barr anti-VCA, Reação de Paul-Bunnell-Davidsohn e PCR para Epstein-Barr. Método Aglutinação direta Valor de referência Não Reagente Amostra 0,5mL de soro. J.O. 8h. Conservação para envio da amostra Até 7 dias entre 2°C e 8°C.

P.S.A. LIVRE A dosagem do PSA (antígeno prostático específico) tem sido utilizada para detecção e segmento de pacientes com câncer de prostata. Constitui ser um ótimo marcador de recorrencia ou recidiva do processo neoplásico. Quando a dosagem é utilizada com finalidades diagnósticas e os valores encontrados estão entre 2,0 e 10,0 ng/ml, o poder discriminante é muito baixo, havendo sobreposição com os valores observados

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em outros processos prostáticos não neoplasicos, tais como prostatite e hiperplasia benigna da próstata. Por essas razões entre níveis de PSA total está indicada a dosagem concomitante do Psa livre e do cálculo de sua seleção percentual e devem ser avaliados mais amiúde.Cerca de 85 a 90% do PSA dosável circula ligado à alfa-1- antiquimiotripsina e os 10% a 15% restantes permanecem livre. Segundo alguns autores, os pacientes com carcinoma de próstata possuem a fração livre menor que os pacientes com hiperplasia benigna. Dessa forma, a relação a relação PSA livre/PSA total também é menor nos pacientes com cancer. Valores da relação PSA livre/PSA total inferiores a 18 são encontrados em cancer da prostata em 60% dos casos, enquanto que valores superiores a 18 são sugestivos de hiperplasia prostática benigna. Método Quimioluminescência Valor de referência 0,05 a 0,25 ng/mL

P.S.A. TOTAL Método:

Quimioluminescência

Valores de referência:

até 39 anos

:

até 1,8 ng/mL

40

a 50 anos

:

0,0 a 2,5 ng/mL

51

a 60 anos

:

0,0 a 3,5 ng/mL

61

a 70 anos

:

0,0 a 4,5 ng/mL

acima de 70 anos: 0,0 a 6,5 ng/mL Amostra 1,0mL de soro. J.O. 4h. Informações necessárias

- Após ultra-som transretal, aguardar 24 horas, ou C.O.M.

- Após exercícios pesados, aguardar 24 horas, ou C.O.M.

- Após ejaculação (relação sexual), aguardar 2 dias, ou C.O.M.

- Após toque retal, aguardar 2 dias, ou C.O.M.

- Após biópsia de próstata, aguardar 4 semanas, ou C.O.M.

- Após massagem na próstata, aguardar 4 semanas, ou C.O.M. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

RELAÇÃO P.S.A. LIVRE / P.S.A TOTAL :

Valor de referência: Acima de 18% sugestivo de benignidade. Obs.: A relação PSA livre / PSA total só deve ser considerado quando o PSA total estiver entre 4,0 e 10,0 ng/mL

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PESQUISA DE FUNGOS - TRICHOMONAS - PROTOZOÁRIOS - PARASITAS Comentário Utilizado no diagnóstico de tricomoníase, candidíase e parasitoses em diversos materiais clínicos, especialmente em secreções vaginal, uretral e urina de primeiro jato. Método Microscopia direta. Amostra Secreção vaginal, uretral, urina (1o jato da 1a micção do dia), secreções de feridas, escarro, punção de linfonodos e abcessos. Deve-se, preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos. Conservação para envio da amostra Conservar em solução salina estéril, em temperatura ambiente ou em frascos esterilizados. Enviar o material ao laboratório imediatamente após a coleta. Somente para laboratórios localizados em Marabá

PLAQUETAS, CONTAGEM Comentários As plaquetas são os menores elementos morfológicos do sangue. Sua determinação é rotineiramente indicada na avaliação de trombocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas em patologias congênitas ou adquiridas. Veja também Hemograma. Método Fluxometria e impedância Valor de referência 140.000 a 450.000/mm3 Nota: Contagens anormais são repetidas e confirmadas ao microscópio óptico e/ou contraste de fase. Amostra 1,0mL de sangue total (em EDTA ou citrato). J.D. 4h. Laboratórios Enviar além do sangue total, 2 esfregaços sangüíneos preferencialmente confeccionados sem anticoagulante. As lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso. Conservação para envio da amostra Até 24 horas em temperatura ambiente. Até 48 horas entre 2°C e 8°C.

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POTÁSSIO Comentários Soro: É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L, enquanto os níveis séricos estão em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é importante na manutenção do potencial elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular. Na urina ou soro sua aplicação está relacionada aos níveis de aldosterona, na reabsorção de sódio e no equilíbrio ácido-base. Urina: Principais causas da diminuição: doenças de Addison, doença renal com diminuição do fluxo urinário. Aumento: Síndrome de Cushing, aldosteronismo, doença tubular renal. Método Eletrodo Seletivo

SANGUE Valor de referência 3,5 a 5,5mEq/L Amostra 0,8mL de soro. Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

URINA Valor de referência - urina 24h 23 a 123mEq/24h Amostra Urina (urina recente - urina 24h ou C.O.M.). Usar HCl 50% 20mL/L de urina ou refrigerar. Laboratórios Enviar 5mL de urina e informar volume total. Conservação para envio da amostra Até 4 dias com conservante ou entre 2°C e 8°C.

PROGESTERONA

Comentários

A progesterona é produzida pelo corpo lúteo, sendo o marcador de sua existência (por

conseqüência da ocorrência de ovulação) e de sua funcionalidade. Uma fração mínima

é secretada pelas adrenais, elevandose na hiperplasia adrenal congênita e em alguns carcinomas adrenais e ovarianos. Na gestação, eleva-se rapidamente nas primeiras semanas, refletindo o funcionamento do corpo lúteo e da placenta. Valores mais baixos são encontrados na gestação ectópica ou aborto. Está diminuída na amenorréia e agenesia gonadal. Método Quimioluminescência Valores de referência Homens: 0,27 a 0,90 ng/mL

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Mulheres adultas:Ciclos ovulatórios:

Fase folicular: ND* a 1,13 ng/mL Média folicular, dias 5 a 11: ND* a 0,98 ng/mL Meio Ciclo: 0,48 a 1,72 ng/mL Fase luteal: 0,95 a 21 ng/mL Média lútea, dias 7 a 8: 6,0 a 24 ng/mL Pós-menopausa: ND* a 1,0 ng/mL Contraceptivos orais: 0,34 a 0,92 ng/mL Mulheres Grávidas:

Primeiro trimestre: 9,3 a 33,2 ng/mL Segundo trimestre: 29,5 a 50,0 ng/mL Terceiro trimestre: 83,1 a 160 ng/mL *Não detectável pelo método. Amostra 0,5mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Para mulher, questionar:

Regularidade menstrual (duração do ciclo), se irregular há quanto tempo se tornou irregular e se é necessário uso de medicamentos para que ocorra a menstruação; data da última menstruação;

Gravidez, idade gestacional;

Uso atual ou prévio de anticoncepcional ou outros hormônios, e tempo de interrupção se uso prévio; Para criança, questionar:

Atraso de desenvolvimento puberal;

Atraso do crescimento;

Desenvolvimento puberal precoce, menstruação (se feminino). Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

PROLACTINA Comentários A prolactina é um hormônio protéico secretado pela hipófise anterior e pela placenta. Durante a gestação, em associação com outros hormônios, estimula o desenvolvimento das mamas e a produção de leite, nesse período, a prolactina aumenta sob estímulo do estradiol atingindo valores cerca de 10 vezes o valor encontrado em não grávidas. A secreção de prolactina é estimulada por estrógenos, sono, estresse e TRH, dentre outros. A secreção de prolactina é diminuída pela dopamina e seus análogos, tais como, a bromocriptina. A hipersecreção de prolactina pode ser causada por tumores hipofisários (prolactinoma e tumores que comprimem a haste hipofisária), doença hipotalâmica, estímulo mamilar, trauma do tórax, hipotireoidismo, insuficiência renal, exercício físico, estresse, alimentação e várias medicações (fluoxetina e metoclopramida, por exemplo). A hiperprolactinemia inibe a

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secreção de LH e FSH, podendo levar a hipogonadismo. A presença de macroprolactina deve ser considerada nos indivíduos assintomáticos com elevação da prolactina sérica próxima a 100nanog/ml. O achado de concentrações pouco elevadas deve ser confirmado em novas dosagens, ressaltando que a comparação de resultados de metodologias diferentes não é confiável. A ocorrência de galactorréia sem prolactina elevada pode ser conseqüente a hiperprolactinemia oculta ou noturna, após descartada a possibilidade de efeito gancho. Método

Quimioluminescência

Valores de referência Homens: 2,5 a 17,0 ng/mL Mulheres: 1,9 a 25 ng/mL Amostra 0,5 mL de soro. J.D. 4h. Repouso de 30 minutos para quem fez exercício físico. Informações necessárias Informar se é controle de tratamento ou verificar a razão pela qual o exame foi solicitado. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

PROTEINAS TOTAIS Comentários

A dosagem isolada da proteína total tem pouco valor, porque a alteração em uma das

frações pode ser compensada por alteração oposta de outra fração, como ocorre nas doenças crônicas em que há diminuição de albumina com aumento de gamaglobulina. Ocorrência similar pode ser observada em respostas de fase aguda, tais como infecções ou traumas, ocasião em que muitas proteínas plasmáticas produzidas no fígado aumentam sua concentração, enquanto a albumina se reduz, mantendo a concentração protéica total praticamente inalterada. As proteínas estão aumentadas em algumas neoplasias, especialmente em mieloma múltiplo; na macroglobulinemia; doenças autoimunes, como artrite reumatóide e lupus eritematoso sistêmico; doenças granulomatosas como a sarcoidose, leishmaniose

visceral; endocardite bacteriana sub-aguda e linfogranuloma; em alguns casos de doença hepática crônica, como hepatite autoimune e na desidratação.

As proteínas estão diminuídas na gravidez; hiperhidratação, desnutrição grave, cirrose

e outras doenças hepáticas, incluindo alcoolismo crônico; imobilização prolongada;

insuficiência cardíaca; nefrose e insuficiência renal; hipertireoidismo; deficiência de cálcio e vitamina D e na síndrome de má absorção.

A dosagem de proteína no líquido sinovial tem sensibilidade de 52% e especificidade

de 56% nas doenças inflamatórias. A determinação da concentração de proteínas no líquido pleural é de pouco valor, exceto quando combinada com outros parâmetros que permitam fazer a diferença entre exsudato e transudato. Em 15 a 20% dos indivíduos com hepatopatias acompanhadas de ascite, a concentração de proteína no

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líquido ascítico é superior a 2,5 g/dL. Nos pacientes com ascite de etiologia neoplásica, as concentrações de proteínas são menores que 2,5 g/dL.

SANGUE Método Colorimétrico Automatizado Valor de referência 6,00 a 8,00 g/dL Amostra 0,5 mL de soro. J.D. 4h. Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e 8°C. LÍQUIDO ASCÍTICO Método Colorimétrico Valor de referência Transudato : < 2,5 g/dL Exsudato : > 3,0 g/dL Amostra 0,5mL de líquido ascítico. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

LÍQUIDO PLEURAL Método Colorimétrico Valor de referência Transudato : < 2,5g/dL Exsudato : > 3,0g/dL Amostra 0,5mL de líquido pleural. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

LÍQUIDO SINOVIAL Método Colorimétrico Valor de referência 2,5 a 3,0g/dL Amostra 0,5mL de líquido sinovial. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

URINA

Método

Colorimétrico

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Valor de referência - urina 24h 28 a 141mg/24h Valor de referência - urina recente 1 a 15mg/dL Amostra Urina (urina recente - urina 24h* ou C.O.M.). Laboratórios Enviar 5mL de urina com conservante e informar volume total. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

PCR – PROTEÍNA C REATIVA Comentários A proteína C-reativa é, provavelmente, o teste mais sensível para avaliar a reação inflamatória ou necrose tissular. A PCR tem meia vida de 5 a 7 horas e por esta razão seus valores caem aos níveis de referência muito mais rapidamente que outras proteínas de fase aguda. Em 70% dos pacientes com infecção, a elevação da PCR precede em pelo menos 12 horas a elevação de outros marcadores de infecção como a leucocitose, hemossedimentação e, mesmo, a febre. A síntese da PCR não é afetada diretamente por drogas anti-inflamatórias ou imunossupressoras incluindo esteróides, e uma diminuição dos níveis séricos da PCR, mesmo com o uso destas drogas, é um indicador seguro da involução do processo inflamatório. Condições clínicas que apresentam concentração sérica de PCR muito elevada:

infecções bacterianas, doença de Still, espondilite anquilosante, artrite associada à anastomose jejuno-ileal, doença de Crohn, infarto agudo do miocárdio, artrite psoriática, síndrome de Reiter, febre reumática, artrite reumatóide, amiloidose secundária, complicações trombo-embólicas pós-cirúrgicas e vasculites. Condições clínicas que apresentam pequenas elevações de PCR: hepatite crônica ativa, a maioria das viroses, dermatomiosite, polimiosite, doença mista do tecido conectivo, esclerodermia, lupus eritematoso sistêmico, leucemias e colite ulcerativa. Nestas condições, níveis séricos de PCR iguais ou maiores que 100 mg/L são um indicador seguro de infecção bacteriana intercorrente ou acutização em casos de leucemia. Método Aglutinação Valor de referência Não reagente Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e 8°C.

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PROTEÍNA-C REATIVA ULTRA-SENSÍVEL Comentários O reconhecimento de que o processo inflamatório crônico está implicado na gênese da aterosclerose revelou a importante associação da inflamação da parede arterial com o desenvolvimento de doença coronariana. Estudos recentes têm demonstrado que a PCRus é o marcador inflamatório sérico de escolha, sendo um fator de risco independente preditivo de eventos coronarianos 2 .

A III Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e de Prevenção da Aterosclerose da

Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que a determinação da PCRus seja utilizada na estratificação do risco de eventos coronarianos. Entretanto, sua determinação não se aplica a fumantes, obesos, diabéticos, portadores de osteoartrose, mulheres sob terapia de reposição hormonal, indivíduos em uso de anti- inflamatórios ou na presença de infecções 3 . Para reduzir a variabilidade intra-individual, a determinação da PCRus deve ser realizada em indivíduos metabolicamente estáveis, que não apresentam evidência de infecção ou outro processo inflamatório. O resultado deve ser obtido através da média das medições realizadas em duas amostras, colhidas com intervalo de duas semanas. Concentração de PCR superior a 10,0 mg/L indica a presença de infecção ou outro processo inflamatório e impede a utilização deste marcador na avaliação de risco coronariano. O resultado maior que 10,0 mg/L deve ser desconsiderado e a PCR deve ser determinada novamente após a resolução do processo

Método

Nefelometria

Valor de referência Risco de Doença Cardiovascular Risco baixo: < 1,0 mg/L Risco médio: 1,0 a 3,0 mg/L Risco alto: > 3,0 mg/L Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra Até 30 dias entre 2°C e 8°C.

RETICULÓCITOS, CONTAGEM Comentários

A contagem de reticulócitos é útil para avaliar atividade eritropoiética, sendo

importante para o diagnóstico diferencial das anemias e para acompanhar tratamento. Valores aumentados são encontrados na hiperatividade da medula óssea (reticulocitose), como por exemplo nas anemias hemolíticas. Valores diminuídos são encontrados na hipoatividade da medula óssea (reticulocitopenia), como por exemplo

na aplasia medular.

Método Coloração supravital Valor de referência Percentual : 0,5% a 1,5 %

Quantitativo : de 25.000 a 50.000/mm3 Amostra 1,0mL de sangue total (EDTA). Conservação para envio da amostra Até 48 horas em temperatura ambiente.

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ROTAVIRUS, PESQUISA Comentários Os rotavírus são a principal causa mundial de gastroenterites com desidratação em crianças. O diagnóstico precoce através da detecção do rotavírus nas fezes evita o uso desnecessário de antibióticos e orienta medidas epidemiológicas. Os rotavírus podem também causar infecção em adultos. A doença é geralmente moderada, com casos também ocorrendo entre viajantes, de forma epidêmica, após contato com a água. A sua eliminação é máxima no 4° dia e diminui até o 8° dia. O diagnóstico se faz pela pesquisa do vírus nas fezes líquidas não purulentas e não sanguinolentas. Método

Imunocromatografia

Valor de referência

Negativo

Amostra 10gr de fezes recentes refrigeradas entre 2°C e 8°C. Conservação para envio da amostra 2 dias refrigerado entre 2°C e 8°C.

RUBÉOLA - ANTICORPOS IgM e IgG

A rubéola é uma infecção viral causada por um togavírus. Cerca de 80% dos adultos

jovens já são imunes à rubéola, seja por infecção natural ou por vacinação. Em adultos, a infecção é assintomática ou os sintomas são leves. No entanto, a infecção congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez, pode levar à malformações do concepto, aborto espontâneo e morte fetal. Em uma resposta imune primária contra o vírus da rubéola, ocorre um aumento

transitório de IgM anti-rubéola, seguido de um aumento de IgG anti-rubéola, que pode ser detectado a partir da quarta semana após a infecção. Já em uma resposta imune secundária, os títulos de IgG anti-rubéola aumentam podendo ocorrer um aumento ocasional de IgM anti-rubéola.

O papel do diagnóstico sorológico da rubéola varia de caso a caso. A avaliação mais

simples é a verificação da imunidade pela presença de anticorpos contra rubéola. A presença de anticorpos IgG anti-rubéola sugere infecção prévia e suposta imunidade. Se uma mulher possui anticorpos anti-rubéola, não é necessário preocupar-se com infecções durante a gravidez. Se a mulher não está imunizada e não está grávida, ela deve receber a vacina de rubéola. Entretanto, se a mulher estiver grávida ou pretende engravidar nas 4 semanas seguintes, ela não deve receber a vacina, pois, como a

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vacina é feita de vírus vivos atenuados, existe um pequeno risco de infecção do feto, apesar de caso semelhante nunca ter sido reportado. A detecção de anticorpos IgM anti-rubéola significa que ocorreu a infecção pelo vírus, servindo como teste complementar à detecção de anticorpos IgG anti-rubéola em amostras pareadas.

Rubéola – Anticorpos IgG Método ELISA Valores de referência Não Reagente: < 10 UI/mL

Não imune

Inconclusivo: 10 a 11 UI/mL

Reagente:

> 11 UI/Ml

Sugere imunidade

Amostra 1,0mL de soro

Conservação para envio da amostra

30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C.

Rubéola - Anticorpos IgM Método ELISA

Valores de referência Não Reagente: Ausência de anticorpos Reagente: Presença de anticorpos Amostra 1,0mL de soro Conservação para envio da amostra

30 dias refrigerado entre 2°C e 8°C.

SÓDIO Comentários Soro: É o principal cátion extracelular. Os sais de sódio são os principais determinantes da osmolalidade celular. Alguns fatores regulam a homeostasia do sódio, tais como aldosterona e hormônio antidiurético. O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. Urina: Principais causas de aumento são o uso de diuréticos, dieta rica em sal, Secreção Inadequada de ADH e Doença de Addison. Diminuição ocorre na síndrome nefrótica, necrose tubular, dieta pobre em sódio e Síndrome de Cushing.

SANGUE Método Eletrodo Seletivo Valor de referência 135 a 145mEq/L Amostra

0,8mL de soro. Conservação para envio da amostra Até 5 dias entre 2°C e 8°C.

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URINA Método Eletrodo Seletivo Valor de referência 40 a 240mEq/24hs 135 a 144mEq/L Amostra Urina (urina recente - urina 24h* ou C.O.M.). Usar HCl 50% 20mL/L de urina ou refrigerar. Laboratórios Enviar 5mL de urina com conservante e informar volume total. Conservação para envio da amostra Até 4 dias com conservante ou entre 2°C e 8°C.

T3 LIVRE Comentários A maior parte do T3 circulante é ligada às proteínas; somente 0,3% existe na forma livre, não ligada. A medida do T3 é utilizada para diagnóstico e monitoramento do tratamento do hipertireoidismo. Quando um aumento na TBG é suspeitado como a causa de um nível sérico total elevado de T3, o ensaio de T3 livre pode diferenciar esta Amostra do verdadeiro hipertireoidismo. Encontra-se aumentado na Doença de Graves, na tireotoxicose por T3, na resistência periférica ao hormônio tireoidiano e adenoma produtor de T3. Diminuído na Síndrome do Eutireoidiano Doente e hipotireoidismo (1/3 dos casos). Método Quimioluminescência Valor de referência 1,80 a 4,20 pg/mL Amostra 1,0mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou que usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

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T3 RETENÇÃO

Comentários

É uma medida indireta dos sítios de ligação da TBG não saturados pelos hormônios

tiroidianos. T3 retenção não mede os níveis séricos de T3. O T3 marcado foi utilizado em preferência ao T4 devido a sua menor afinidade pela TBG. Aumento na T3

captação pode ocorrer no hipertiroidismo, em uso de drogas que deslocam o T4 da TBG (salicilato, fenitoína, etc), e em concentrações reduzidas de TBG. Redução na T3 captação pode ocorrer no hipotiroidismo e nos casos em que há aumento da TBG. O T3 retenção é utilizado conjuntamente com a dosagem do T4 total no cálculo do ITL (Índice de Tiroxina Livre), para estimar a quantidade de T4 livre circulante. Recentemente, os ensaios de hormônios tireoidianos livres tornaram-se mais reprodutivos, diminuindo a necessidade do ensaio de T3 retenção. Método Quimioluminescência Valor de referência 27 a 36% Amostra 1,0mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

T3 REVERSO

Comentários

A 3,3´5´-Triiodotironina (T3 reverso, rT3) é, juntamente com o 3,5,3´-Triiodotironina

(T3), um metabólito deiodinado da tiroxina (o maior produto secretório da glândula tireóide). Ao contrário do T3, entretanto, o rT3 é metabolicamente inerte. Encontra-se elevado na Síndrome do Eutireoidiano Doente, no recém-nato, na Síndrome do T3 baixo e no hipertireoidismo. Redução nos seus níveis é observada no hipotireoidismo.

Método Radioimunoensaio Valor de referência 0,15 a 0,35 ng/mL Os recém nascidos apresentam concentrações mais elevadas que os adultos, que diminuem rapidamente. Do mesmo modo, podem encontar-se valores elevados de T3 Reverso em mulheres grávidas ou em tratamento contraceptivos orais. Amostra 1,0mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias

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Informar medicamentos em uso ou usados recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Congelado.

T3 TOTAL

Comentários A triiodotironina total é produzida, primariamente, pela deiodinação do T4 (80%) e é

também

predominantemente, ligado a proteínas plasmáticas. Apresenta-se elevado na Doença

de Graves, T3 toxicose, nos casos de hipertireoidismo TSH dependente, aumento de TBG e gravidez. Valores baixos podem ser encontrados nos quadros de doença não tireoidiana, hipotireoidismo e reduções da TBG. Método Quimioluminescência Valores de referência Adultos: 84 a 172 ng/dL Crianças: 1 ano: 33 a 256 ng/dL

2 anos: 36 a 254 ng/dL

3 anos: 42 a 248 ng/dL

4 anos: 44 a 236 ng/dL

5 anos: 44 a 231 ng/dL

6 anos: 44 a 225 ng/dL

7 anos: 43 a 220 ng/dL

8 anos: 42 a 216 ng/dL

9 anos: 42 a 212 ng/dL

secretada diretamente pela glândula tireóide. T3 no sangue é,

10 anos: 42 a 209 ng/dL

11 anos: 41 a 205 ng/dL

12 anos: 41 a 202 ng/dL

Amostra 1,0mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou usados recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

T4 LIVRE Comentários Hormônios tireoidianos são transportados no sangue ligados a várias proteínas de ligação. Estas incluem a TBG, a pré-albumina e a albumina. Somente 0,03% da

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tiroxina encontra-se não ligada às proteínas. Hipertireoidismo e hipotireoidismo resultam de concentrações anormais de T4 livre. Encontra-se aumentada no hipertireoidismo e na Síndrome de Resistência ao Hormônio Tireoidiano. Sua concentração encontra-se diminuída no hipotireoidismo. Os resultados podem estar inadequados na presença de autoanticorpos antitiroxina, fator reumatóide ou tratamento com heparina. Pode estar aumentado na hipertiroxinemia disalbuminêmica familiar. Discrepâncias nos níveis de T4 entre os diversos métodos são observadas e são ainda mais acentuadas na presença de alterações extremas das proteínas de ligação, doenças não tireoidianas, anticonvulsivantes e algumas outras drogas. Método Quimioluminescência Valor de referência

Eutiroideus

Hipotiroideus.: ND* a 1,0 ng/dL Hipertiroideus: 1,20 a > 6 ng/dL Crianças de 1 a 12 anos: 0,65 a 2,3 ng/dL *Não detectável pelo método Amostra 1,0mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou usados recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.

Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

:

0,80 a 1,90 ng/dL

T4 TOTAL Comentários Tiroxina (T4, tetraiodotironina) é o principal produto secretado pela glândula tireóide. No sangue, T4 é ligado a uma de três classes de proteínas: TBG, transtiretina (ou pré- albumina) e albumina. Somente uma pequena fração do T4T está na forma livre (0,03%). A concentração total de T4 geralmente reflete a atividade secretória da glândula tireóide. Encontra-se elevado nos casos de hipertireoidismo, disalbuminemia familiar, aumento da TBG, aumento da transtiretina (TBPA). Sua concentração está diminuída no hipotireoidismo, no quadro de doenças sistêmicas graves não tireoidianas e na redução da TBG. Autoanticorpos anti-T4 podem interferir com o ensaio. Método Quimioluminescência Valores de referência Adultos: 4,5 a 12,5 mg/dL Crianças:

1 ano: 3,52 a 17,4 mg/dL

2 anos: 3,53 a 16,8 mg/dL

3 anos: 3,7 a 15,7 mg/dL

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4 anos: 3,91 a 14,4 mg/dL

5 anos: 3,97 a 13,8 mg/dL

6 anos: 4,02 a 13,03 mg/dL

7 anos: 4,06 a 12,9 mg/dL

8 anos: 4,90 a 12,5 mg/dL

9 anos: 4,12 a 12,1 mg/dL

10 anos: 4,15 a 11,8 mg/dL

11 anos: 4,17 a 11,5 mg/dL

12 anos: 4,19 a 11,2 mg/dL

Amostra 1,0 mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou usados recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

TPO - Microssomal, anticorpos anti Comentários A peroxidase tireoidiana (TPO), uma enzima que catalisa as etapas de iodinação e acoplamento da biossíntese do hormônio tireoidiano, é agora conhecida como o principal antígeno microssomal. O principal uso deste exame é a confirmação do diagnóstico de doença auto-imune da tireóide. O anticorpo anti-TPO tem sido utilizado no lugar da determinação do anticorpo antimicrossomal. Anticorpos anti-TPO podem ser detectados em pessoas sem doença tireoidiana significativa. Eles não definem o status funcional tireoidiano do paciente. Método Quimioluminescência Valor de referência < 35UI/mL Obs: Cerca de 10% da população normal ou pacientes sem doenças tireoidianas e portadores de doenças reumáticas e inflamatórias, podem apresentar anti-TPO positivo, porém em níveis limiares. Condição

- 1,0 mL de soro.

- J.D. 4h.

Conservação para envio Até 4 dias entre 2 o e 8 o C.

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TSH - ULTRA SENSÍVEL Comentários O TSH é um hormônio glicoprotéico, secretado pelas células tireotróficas do lóbulo anterior da glândula pituitária, que estimula a tiróide a liberar T3 e T4, sendo controlado pelos níveis séricos destes últimos e pelo TRH hipotalâmico. Com o emprego dos ensaios ultra-sensíveis que chegam a níveis de sensibilidade de 0,01mU/L, a dosagem de TSH teve sua utilidade ampliada. Pode ser considerado o melhor exame isolado para a investigação de hipotireoidismo e hipertireoidismo. Na maioria dos pacientes com hipotireoidismo primário, os resultados de TSH são marcadamente elevados (3 a 100 vezes o normal). Os resultados de um ensaio sensível para TSH que estão dentro dos intervalos de referência excluem a disfunção tireoidiana. No hipotireoidismo subclínico o TSH está elevado; o T4 livre, o T4 total e o T3 podem apresentar níveis normais. Nas mulheres com mais de 50 anos de idade a prevalência de hipotireoidismo subclínico é de 15 - 20%. Variáveis fisiológicas que alteram os níveis de TSH: gravidez, idade, ritmo circadiano. Em alguns momentos na gravidez, o HCG compete com o TSH (funcionando como TSH), passando a dirigir a tireóide. Não é incomum encontrar, no primeiro e segundo meses da gravidez, TSH suprimido e T4 livre elevado com HCG >100.000 unidades. Interferentes que podem diminuir o nivel de TSH: dopamina, corticóides, carbamazepina, triiodotironina. Podem elevar o nivel de TSH: amiodarona, clomifene, haloperidol, fenotiazidas, morfina, propiltiuracil, TRH. Método Quimioluminescência Valores de referência Eutireoidismo: 0,4 a 4,0 mUI/mL Pediátrico: Idade: 1 ano: 0,4 a 8,6 mUI/mL

2 anos: 0,36 a 7,6 mUI/mL

3 anos: 0,33 a 6,7 mUI/mL

4 anos: 0,33 a 6,3 mUI/mL

5 anos: 0,34 a 6,1 mUI/mL

6 anos: 0,34 a 6,0 mUI/mL

7 anos: 0,35 a 5,8 mUI/mL

8 anos: 0,35 a 5,7 mUI/mL

9 anos: 0,35 a 5,6 mUI/mL

10

a 11 anos: 0,36 a 5,5 mUI/mL

12

anos: 0,36 a 5,4 mUI/mL

Amostra 1,0 mL de soro. J.D. 4h. Informações necessárias Informar medicamentos em uso ou usados recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Conservação para envio da amostra Até 4 dias entre 2°C e 8°C.

TEMPO DE PROTROMBINA - TP Comentários

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O

Tempo de Protrombina é um teste global que avalia a via intrínseca da coagulação.

O

TP está prolongado em todos os casos de deficiências congênitas ou adquiridas dos

fatores ll, V, Vll e X. As deficiências adquiridas ocorrem principalmente em: tratamento

com anticoagulantes orais, distúrbios da ingestão ou absorção de vitamina K, doença hemorrágica do recém-nascido, icterícia obstrutiva, distúrbio da absorção intestinal, antibioticoterapia, insuficiência hepática, fibrinólise e coagulação intravascular. Na hepatite aguda a redução dos fatores ll, Vll e X precede os sinais clínicos e os resultados encontrados são dependentes do estágio e da intensidade da doença. Método Quick em um estágio, utilizando reagente padronizado com a Tromboplastina de Referência Internacional para a obtenção de Relação Normatizada Internacional (R.N.I.) Valores de referência

A RNI em pessoas sadias encontra-se entre 1,0 e 1,08.

Trombose venosa Trombose venosa

Trombose arterial valor alvo - 3,5

Amostra 1,0 mL de plasma de citrato congelado. J.D. 4h. Informações necessárias Anotar medicação e dose. Conservação para envio da amostra 6 horas congelado a -20°C

O exame é realizado somente para os laboratórios da cidade de Marabá.

(

(

profilaxia )

ativa )

valor alvo - 2,5 valor alvo - 3,0

variação - 2,0 a 3,0 variação - 2,0 a 4,0 variação - 3,0 a 4,5

TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA - TPPA Comentários

O TTPA avalia as vias intrínseca e comum da cascata da coagulação. O TTPA é

relativamente mais sensível às deficiências dos fatores VIII e IX do que às deficiências dos fatores XI e XII ou fatores da via comum, mas, na maioria das técnicas, níveis de fatores entre 15% e 30% do normal prolongam o TTPA. O TTPA é usado para detecção de deficiências ou inibidores dos fatores da coagulação da via intrínseca ou comum, além de se prestar para monitorização da anticoagulação com heparina e para rastreamento do anticoagulante lúpico. Distúrbios da via intrínseca da cascata da coagulação são caracterizados pelo TTPA prolongado e o Tempo de Protrombina (TP) normal. Formas hereditárias incluem a </