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PIM I Gestão de Tecnologia da Informação - UNIP

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Projeto Integrado Interdisciplinar proposto no meio do 1º Semestre do curso de Gestão de Tecnologia da Informação pela UNIP.
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UNIP INTERATIVA Projeto Integrado Multidisciplinar Cursos Superiores de Tecnologia

Estudo sobre a Adoção de Computadores Pedagógicos no Brasil

Pólo Ribeirão Preto – Centro 2010

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UNIP INTERATIVA Projeto Integrado Multidisciplinar Cursos Superiores de Tecnologia

Estudo sobre a Adoção de Computadores Pedagógicos no Brasil

Nome completo do aluno: Plínio Alexandre dos Santos Caetano RA: 1002150 Curso: Gestão de Tecnologia da Informação Semestre: 1º

Pólo Ribeirão Preto – Centro 2010

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Resumo

O uso de computadores pedagógicos no Brasil, cujo histórico remonta a metade do século anterior, tem se aprimorado e contemplado as mais diversas áreas. Entretanto, os brasileiros ainda estão excluídos da era digital. O quadro tem se revertido, mediante diversas ações do governo, cujos impactos podem se estabelecer de forma direta ou indireta sobre o processo a partir de políticas de inclusão digital. Neste cenário, também tem se presenciado a expansão da modalidade de Ensino a Distância, cujo funcionamento está vinculado ao credenciamento concedido pelo Ministério da Educação. Esta modalidade de ensino apresenta-se assim, como uma possibilidade para resolver duas questões – a inclusão digital e a ampliação de acesso às vagas nos mais diversos níveis de ensino e, em especial para o Ensino Superior.

Palavras

chave:

informática

na

educação,

tecnologias

da

informação

e

comunicação, TICs, computadores pedagógicos no Brasil.

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Abstract

The pedagogical use of computers in Brazil, whose history dates back half a century earlier, has improved and covered several areas. However, brazilians are still excluded from the digital age. This place has been reversed, by various government actions whose impacts may be established either directly or indirectly on the process from digital inclusion policies. In this situation, has also witnessed the expansion of the mode of Distance Education, whose operation is linked to accreditation awarded by the Ministério da Educação. This mode of education presents itself as a possibility to resolve two issues the digital inclusion and expansion of access to vacancies in various levels of education and in particular for higher education.

Key words: computing in education, information technology and communication, ITCs, teaching computers in Brazil.

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Sumário

Sumário 1. Introdução 2. A Informática no Processo de Ensino Aprendizagem 2.1 Computador – Rompendo Paradigmas e Renovando a Linguagem 2.2 A informática por sua riqueza de signos 2.3 As origens da Informática na Educação Brasileira 2.4 Inclusão Digital – A formação dos Educadores 2.5 – Classificando as ações de Inclusão Digital quanto à sua relação com a Educação 2.5.1 – Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Direta 2.5.2 – Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Indireta

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2.6 – Educação a Distância 15 2.6.1 – Plataformas de Ensino ou Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) 17 3. Conclusão 4. Referências 18 19

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1. Introdução

Com o advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), foram surgindo uma infinidade de transformações nos mais variados setores da sociedade e, como não poderia deixar de ser, o mesmo se fez na área educacional. Giz e quadro negro já não são mais as tecnologias de ponta neste segmento tão importante da sociedade. Na verdade, são os de menor destaque. Aliando os recursos midiáticos com o tema de suas aulas, aos mestres torna-se possível cativar educandos cada vez mais críticos e detentores de uma quantidade vertiginosamente crescente de informações. Ora, tal situação justifica-se pelo processo de popularização da internet e de equipamentos que não contemplam apenas aos microcomputadores, como também aos aparelhos celulares, cuja evolução também não deixou a desejar em nada (HOLDEREGGER). No meio deste processo, a linguagem esbarra numa infinidade de termos estrangeiros, cujo uso na área de informática tem sentidos bastantes representativos. Compreendendo as dificuldades de inclusão social dos cidadãos na sociedade brasileira e da inclusão de computadores nas escolas, o governo em seus mais diversos níveis tem realizado projetos para suprir a demanda e reduzir tal realidade. Assim, são visíveis projetos que atuam direta e indiretamente sobre a Educação, sempre com a bandeira da inclusão digital. Além do mais, o uso da informática na área de educação tem se tornado de grande valia para popularizar o acesso ao Ensino Superior bem como a outros níveis de ensino, quer seja por conta da barreira geográfica ou mesmo por questões de espaço e tempo. Nesse ínterim, no presente trabalho será feita uma leitura sobre o processo da adoção de computadores pedagógicos no Brasil e, sobre algumas políticas públicas de inclusão digital.

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2. A Informática no Processo de Ensino Aprendizagem 2.1 Computador – Rompendo Paradigmas e Renovando a Linguagem

Conforme nos aponta SILVA, cujo trabalho se constrói na investigação do emprego da informática como ferramenta pedagógica de intervenção nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação e, em especial do computador, em sala de aula promove uma ruptura de paradigmas. Tal processo se faz possível mediante a mudança da forma de ensino dos educadores, que deixa a seara das aulas expositivas e abre espaço para a interação entre as três partes do processo educacional: educador, educando e conhecimento. SILVA destaca ainda que, persiste um pré-conceito1 no que se refere à informática como algo estritamente tecnológico, automatizado, dentre os brasileiros e marca tal situação como uma situação de desvantagem do país para com relação às outras nações cujo trabalho pedagógico já incorpora de forma bem mais esclarecida as tecnologias. Nesta situação, o ensino de língua estrangeira, em especial o de língua inglesa, pode se apoiar nas novas tecnologias, haja vista o fato da incorporação popular de uma infinidade de termos em nosso vocabulário – tais como as famosas expressões download, upload, freeware, shareware, wireless, dentre outras. CANO & PRADO (2006), por exemplo, cujo trabalho se caracteriza pela abordagem deste fenômeno de empréstimo de expressões inglesas provenientes da informática em nosso vocabulário, entende tal processo como conseqüência da linguagem estabelecida por um dado povo e, inclusive propõe formas de se preservar as origens destes termos e defendem – com certas restrições – seu ingresso em dicionários de língua portuguesa.

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Entenda-se aqui como um conceito prévio, não completamente formado, diferentemente da idéia da palavra preconceito.

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2.2 A informática por sua riqueza de signos

Segundo KALLAS:

“Signo é todo objeto perceptível que, de alguma maneira, remete a outro objeto, toma o lugar de outra coisa. Signo é algo que representa alguma coisa para alguém (significa algo)”

Conforme o estabelecido por KALLAS, FRANCO (2000) pode-se perceber que a informática se apresenta sob os vários signos – com diversos significados – que lhe são inerentes. Retomando o entendimento de SILVA no que tange ao uso das tecnologias, FRANCO compreende que em decorrência do uso contínuo e prolongado e – cada vez mais em causa de dependência do Homem – se faz corrente um processo de mecanização Humana e que, neste processo a linguagem também sofre consideráveis alterações. O grande leque de signos desta área, todavia, nada mais é do que conjuntos de valores binários combinados entre si. LELLIS, por exemplo, apresenta o American Standard Code for Information Interchange – ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), um padrão bastante clássico que, infelizmente apresenta limitações – tais como a acentuação da língua portuguesa e falta de suporte a outros idiomas. LELLIS aponta ainda que, já existe um novo padrão conhecido como UNICODE, cuja gama de caracteres que pode representar salta de 128 do ASCII, para um valor ainda não suficiente de 65.536 caracteres diferentes. Ao tomar-se novamente por referência KALLAS, pode-se compreender todo este processo de significação dos signos como uma ciência, cuja ocupação está centrada exatamente na forma pela qual se estabelece a representação das idéias e compreensão destas – a Semiótica. Este trabalho, por exemplo, se constrói a partir da interpretação das conseqüências sócio-culturais de códigos digitais, sob a perspectiva educacional. Assim sendo, tem-se por referência a natureza binária de composição dos signos da área de informática, de onde se percebe que são apenas dois estados que representam duas possibilidades – FALSO e VERDADEIRO (LELLIS), mas que, de modo tão rico constroem toda a significação na área da computação.

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2.3 As origens da Informática na Educação Brasileira

SILVA e VALENTE concordam que, concomitantemente com o uso comercial da computação no Brasil, por volta da década de 50 do século XX, notaram-se seus primeiros usos em educação. No entanto, esta estava atrelada tão somente ao Ensino Superior que – para a época envolvia um percentual bastante restrito da sociedade. No ano de 1.971, por exemplo, foi realizado pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, no Rio de Janeiro, a Primeira Conferência Nacional de Tecnologia em Educação Aplicada ao Ensino Superior – I CONTECE – onde se destaca o fato de um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) ter acoplado um computador (via modem) a um computador localizado no Campus da USP em São Paulo. A iniciativa do pesquisador da USP foi, a certo modo, precursora do processo de estabelecimento de rede entre computadores (HOLDEREGGER), graças a esta comunicação que ele permitiu entre as capitais paulista e carioca. No entanto, o emprego desta área na educação não tinha outra ambição que não a resolução de problemas ou como uma máquina de ensinar. Neste ponto, convém lembrar que VALENTE sinaliza para o fato de que, conforme ocorreu por muitos anos, o computador assumia um papel de transmissor de conteúdo (a máquina de ensinar) – como um professor mecanicista – para o aluno. Prática similar ao modelo de aula expositiva, desta forma o aluno interagia com a máquina, mas não tinha muito espaço para participar ativamente do processo de aprendizagem. Historicamente, esta situação apresentou mudanças significativas a partir da década de 70 do século XX, quando instituições como as Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual de Campinas (UNICAMP) investiram na área e realizaram algumas pesquisas. Sendo que, na década seguinte forma sendo estabelecidas diversas atividades que permitiram para a área a constituição da identidade própria hoje apresentada, bem como sua maturidade. Desde então, no que tange aos equipamentos utilizados (hardware), houve uma grande evolução na área – desde a miniaturização até o barateamento dos mesmos (LELLIS). Tal processo também contempla a questão dos aplicativos (softwares), sendo que hoje existem em grande quantidade e desenvolvidos para as mais diversas plataformas.

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2.4 Inclusão Digital – A formação dos Educadores

Nos últimos anos, o Governo Federal tem investido em uma infinidade de ações, cujo objetivo é incluir a população aos recursos digitais. Nesta linha, as unidades federativas também tem escoado recursos com esta finalidade. Podemos apontar como projetos com esta finalizada o Acessa São Paulo, os Telecentros Comunitários, o ProInfo e uma infinidade de outras ações. No meio desta realidade, NUNES & CAETANO (2009) indicam que se faz necessário ao educador a adoção de abordagens pedagógicas diferenciadas, visando preparar ao estudante para atuar na sociedade de modo autônomo, crítico e lhe permitir uma visão apropriada para inferir sobre a realidade em que está inserido. Em HEYDENREICH et al (2005), o ex-secretário paulista de Educação, Gabriel Chalita, aponta que ao educador compete criar de maneira ininterrupta, sendo que, nesta situação lhe é permitido compreender melhor o universo que o cerca a si e a seus alunos. Desde modo, torna-se compreensível que na atmosfera atual de desenvolvimento tecnológico, aliar os conhecimentos tradicionais com diversas formas de comunicação permite ao educador criar as bases de uma nova maneira de ensino e, cativar ao educando com as várias formas de linguagem possíveis. Feitas tais considerações, torna-se claro que ao educador o processo de educação não tem término: a partir da semiótica (KALLAS), com a constante leitura de signos e sua ressignificação, o educador aproveita-se de uma infinidade de linguagens para construir coletivamente um dado conceito. Porém, é de conhecimento que nem todos os educadores tem facilidade para lidar com os recursos que lhe são disponibilizados. Ora, se muitos destes profissionais não tiveram acesso à informática durante sua formação básica – quer seja por não se encontrarem incluídos na geração digital, cujo amadurecimento já se deu em meio aos avanços tecnológicos; quer seja por falta de oportunidades para sua interação a respeito – o uso ainda se torna restrito. Porém, existe uma grande pressão governamental com relação à adoção destes recursos, principalmente no caminho indicado no início desta seção – de inclusão digital dos indivíduos.

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2.5 – Classificando as ações de Inclusão Digital quanto à sua relação com a Educação

Já foi apresentado anteriormente que, remonta à década de 50 do século XX a adoção de computadores com cunho pedagógico, ainda que este não pudesse ser entendido como uma maneira de aprendizagem na qual o educando participasse ativamente do processo ou, ainda que este acesso fosse de modo universal (SILVA). No entanto, aos poucos este equipamento – que hoje se faz de suma importância e, condicionador de certo grau de dependência conforme nos aponta FRANCO – foi se aprimorando e sendo compreendido na área educacional como uma ferramenta bastante rica e que permite ao educador criar condições para que um dado conhecimento seja construído de forma coletiva na relação estabelecida entre educadores e educandos, tal qual apontado por Chalita em HEYDENREICH et al (2005). Neste ponto, é pertinente lembrar que a parte de maior interesse no processo educacional é de fato a parte lógica, representada pelos softwares utilizados. Todavia, neste ponto – antes mesmo de citarmos alguns projetos de inclusão digital que se estendam total ou parcialmente sobre a educação – convém apontar que o processo de adoção de computadores pedagógicos pode ser compreendido sobre perspectivas um tanto quanto diferenciadas, que denominaremos conforme segue: i. Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Direta ii. Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Indireta Note que, tais formas de compreensão estabeleceram-se em virtude da significação das palavras “direta” e “indireta”, cujo pretexto é separar em duas categorias para uma análise mais detalhada. Assim sendo a análise a seguir, um tanto quanto superficial, é proposta como uma forma de compreensão de cada uma das categorias apresentadas, haja vista que a partir desta definição poder-se-á conceituar as políticas públicas brasileiras de inclusão digital, nas quais a educação nem sempre se vê como privilegiadas – mas, antes disso, favorecida, por situações oportunas.

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2.5.1 – Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Direta

Neste item, o propósito é estabelecer como forma direta todos os projetos governamentais de inclusão digital que tenham por objetivo específico a promoção da Inclusão Digital em escolas ou que, favoreçam com que estas ferramentas possam ser utilizadas em benefício de Unidades Educacionais. Com a finalidade de exemplificar este modelo apontado, tomar-se-á o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), cujo objetivo específico é a promoção do uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica. A partir deste programa são levados às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. No referido programa, compete em contrapartida ao governo dos estados e municípios assegurar a estrutura adequada para recebimento destes e a capacitação do uso destas tecnologias aos educadores. Tal programa se encontra na pasta da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), sob a denominação de programas e ações e, conforme apontado por PRATA (2005, p. 74) teve avaliações por meio de questionários estabelecidos pelo Governo Federal e, em alguns casos, avaliações in loco, com resultados favoráveis para a continuidade do programa. Com relação a estes resultados, PRATA (2005, p. 77) acusa uma aceitação razoável do projeto pelas instituições, porém também existe um grande percentual de educadores que, se consideram não capacitados para o uso educacional da tecnologia, sendo que dentre os que fazem uso há um percentual bastante considerável (em torno de 60%) que considera que as atividades contribuíram e muito para a atuação docente.

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2.5.2 – Adoção de Computadores Pedagógicos de Forma Indireta

Diferentemente do apontado no item anterior, como forma indireta podem-se compreender todos os projetos governamentais de inclusão digital que não tenham por objetivo específico a promoção da inclusão digital em escolas ou favorecer com que estas ferramentas possam ser utilizadas em benefício de Unidades Educacionais. Assim sendo, estes projetos tem por objetivo tão somente a inclusão digital de forma ampla em atendimento a toda a sociedade. Estes projetos podem ser propostos pelo Governo Federal, Estados, Municípios ou, ainda pelo estabelecimento de acordos entre estas esferas do poder público. Além do mais, para a compreensão como uma categoria indireta no que tange à adoção de computadores pedagógicos, estes devem se encontrar implantados dentro de unidades educacionais ou, ainda, nas proximidades e atender principalmente a este público. Como também poderá ser considerado como exemplo de relação indireta, equipamentos disponíveis aos educandos nas instituições de ensino com o argumento de servirem de suporte para pesquisa, só que não monitorados por um educador ou que façam uso de sistemas específicos para trabalhar um dado conceito. Destacadas tais condições, tomar-se-ão como exemplo desta categoria duas iniciativas bastante atuais – os Telecentros Comunitários e o Programa Acessa São Paulo.

a) Telecentros Comunitários

Com relação aos Telecentros Comunitários, sua característica envolve a questão social, sendo tido como um esforço do Governo Federal para diminuir o número de brasileiros que estão excluídos do mundo da informática. Tal programa é gerenciado pelo Ministério das Comunicações e, tem por objetivo alcançar a todos os municípios brasileiros a partir da parceria com o poder executivo local (prefeituras). Os municípios, ao aderirem ao projeto, assinam um termo de adesão com encargos ao executivo. Assim, compete ao município fornecer toda a infra-estrutura adequada conforme o documento inicial, sendo que receberá um número préestabelecido de 11 computadores, sendo um tomado como servidor de rede, uma câmera para monitoração das atividades pelo próprio ministério, mobiliário (mesas e

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cadeiras), impressora, roteador sem fio (wireless) e a instalação de uma antena da GESAC para recepção de sinal de internet. Convém salientar que todos estes computadores possuem instalados Sistema Operacional não proprietário (software livre), tal como seus softwares aplicativos e que, no termo de aceitação um dos encargos é exatamente a proibição de substituição dos mesmos. Em linhas gerais, o termo de adesão inclui cláusula referente à capacitação de um responsável pelo Telecentro em cada município que deve ser realizada a partir da parceria com o Ministério da Educação por servidores técnicoadministrativos da Rede Federal de Educação Tecnológica. Outro aspecto que merece ser destacado é o de que, cada um destes Telecentros deve ser estruturado a partir do estabelecimento de um Conselho Gestor, eleito democraticamente pela comunidade em que esteja inserido e que, regule suas atividades a partir do estabelecimento de regras para seu funcionamento. Feitas tais considerações, aparentemente o projeto é – conforme já apontado anteriormente – tão somente de inclusão digital. Porém, uma vez que o município opte por conceder uma sala de aula de uma unidade educacional para seu funcionamento, ele se torna indiretamente relacionado às atividades pedagógicas da mesma. Além do mais, em suas premissas de funcionamento conta como fundamental o oferecimento periódico de cursos de inclusão digital e popularização de softwares livres na comunidade a que atenda.

b) Acessa São Paulo

De modo análogo aos Telecentros Comunitários, o programa do governo paulista tem por objetivo a inclusão digital da população. Em contrapartida, suas regras de funcionamento são previamente estabelecidas e são apresentadas ao usuário a partir de seu cadastro na primeira utilização dos postos de atendimento. Outra peculiaridade é que, mesmo usando software não proprietário – como ocorre no projeto citado do Governo Federal – os equipamentos utilizados não são necessariamente novos, porém seu funcionamento é adequado para o uso. A coordenação do programa é realizada pela Secretaria de Gestão Pública do Governo do Estado de São Paulo e, sua gestão pela Diretoria de Serviços ao Cidadão da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (PRODESP).

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Conforme consta no sítio online do programa, dentre suas funções está a promoção do acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TIC’s), em especial a internet, bem como contribuir para o desenvolvimento socioeconômicocultural e intelectual dos cidadãos paulistas, a partir da abertura e manutenção de espaços públicos com computadores para acesso público e gratuito da população. Além do mais, nestes espaços torna-se facilitado o acesso da população à obtenção de uma infinidade de serviços públicos básicos e essenciais. No que tange à sua classificação na categoria de indiretamente relacionado à computação pedagógica, podemos mencionar as atividades integradas que lhe competem, conforme segue: fomento a projetos comunitários com uso de tecnologia da informação, produção de conteúdo digital e não digital para capacitação e informação da população atendida, divulgação e facilitação do uso eletrônico de serviços do governo, promoção de ações virtuais e presenciais que possam contribuir para o uso das novas tecnologias pelo cidadão, dentre outras. E, o programa mantém ainda parceria com o Laboratório de Inclusão Digital e Comunitária (LIDEC) da Universidade de São Paulo.

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2.6 – Educação a Distância

Uma outra forma pela qual é possível detectar o uso de computadores pedagógicos é por intermédio desta modalidade de ensino que tem se destacado atualmente: A Educação a Distância (EAD). Para a compreensão do papel da Educação a Distância nos últimos anos, conforme CUNHA (2010, p. 8) será abordada tão somente sua 3ª Geração, que se baseia nas redes de conferência por computador e estações de trabalho multimídia. Pode-se ainda tomar a literatura de LELLIS e, estabelecer a intersecção entre a 3ª Geração da EAD (CUNHA) com as 4ª e 5ª Gerações dos Computadores, que compreendem respectivamente a integração em larga escala e a computação ubíqua (presente em todos os lugares). Fazendo tal intersecção, devem-se compreender somente os recursos específicos para a compreensão da computação pedagógica e, à luz do Decreto 2.494 de 10 de Fevereiro de 1.998, podemos entender como se dá o processo de oferecimento de qualquer dos níveis de ensino nesta modalidade. O presente decreto, por exemplo, estabelece que independentemente do nível de ensino só pode ser realizada por instituições públicas ou privadas devidamente credenciadas para tal fim no Ministério da Educação (MEC). No caso específico do Ensino Superior, além do credenciamento, convém atentar para a questão do reconhecimento do curso, haja vista o fato de que o credenciamento não implica no reconhecimento que os cursos venham a oferecer. Extrapolando tais questões, a prática da EAD se faz mediante a interação proporcionada ao estudante com o conteúdo, mediado não apenas pelo educador (ou tutor, conforme conhecido nesta modalidade), mas também por um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) ou plataforma de acesso aos conteúdos. Estas plataformas podem ser de acesso livre (não detentoras de licenças) ou, ainda proprietárias. Na verdade são sistemas para internet, ou seja, softwares que rodam em rede e possibilitam ao estudante acessar o conteúdo bastando que tenha acesso à rede. HOLDEREGGER indica que os softwares se subdividem em aplicativo e de sistema. No caso específico destas plataformas de acesso, cuja interação entre usuários se apresenta com diversos níveis – desde administrador, passando pelo professor que pode preencher o ambiente de conteúdo, até o aluno que irá interagir com o conteúdo a partir das ferramentas que lhe são propostas – pode existir uma interpretação um tanto quanto diferenciada conforme o usuário.

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Ou seja, um usuário administrador que gerencia a plataforma pode compreendê-la como um software de sistema, na categoria de desenvolvimento. Já o usuário comum (aluno), pode compreendê-la como um software aplicativo, especifico para a construção de seus conhecimentos – graças às ferramentas que lhe são disponibilizadas para interação. Neste ponto, convém retomar uma discussão um tanto quanto conhecida: a dos signos. Assim como KALLAS, CUNHA (2010, p. 30) reconhece a importância da semiótica na linguagem usada na Educação a Distância e, em especial, nos materiais disponibilizados na plataforma, CUNHA compreende como de suma importância a escolha de uma linguagem que se atente para o público a quem se dirige (princípio da universalidade), para os objetivos pretendidos, para a possibilidade de verificação das verdades estabelecidas (verificabilidade), para a clareza e ainda, para a precisão. Além de apontar todos estes fatores, a autora ainda ressalta que os excessos em nada asseguram a qualidade, mas que, em contrapartida, podem reduzi-la. Em outra passagem, CUNHA (2010, p. 31) faz uma síntese do papel do educador, frente às evoluções tecnológicas e a sua interposição no uso de ferramentas em plataformas de acesso:

“O entendimento da evolução do conhecimento permite aos educadores produzir estratégias para facilitar a construção do conhecimento dos alunos. O contexto histórico é, portanto, uma fonte de inspiração”

No trecho acima, percebe-se que a autora valoriza ainda a questão do tempo histórico – e, em especial à 3ª geração da Educação a Distância que, já não mais está baseada tão somente no mecanicismo de suas origens, onde o aprendizado era baseado em apostilas recebidas via correios – como por exemplo o material do Instituto Universal Brasileiro (IUB).

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2.6.1 – Plataformas de Ensino ou Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)

CUNHA nos aponta conforme sua referência a Henri e Lundgren-Cayrol (2001) que, o conceito de plataforma está ligado ao conceito de e-learning (aprendizado eletrônico), de onde compreende-se o aprendizado intermediado por redes e suportes eletrônicos. Desse modo, o aluno acessa no ambiente de aprendizagem os conteúdos e ferramentas que lhe são disponibilizadas a partir de uma extranet (HOLDEREGGER), ou seja, uma rede interna de uma dada instituição de ensino, baseada em padrões de comunicação pela web que pode ser acessada estando-se fora da instituição, por meio de uma autorização, que é estabelecida pelo usuário e senha. Essa limitação de acesso aos usuários que detenham senha se justifica entre outros motivos em virtude de políticas de segurança. Entretanto, já existem instituições que mantém conteúdos disponíveis – na forma de “degustação” – para o público externo (CUNHA). Com relação às ferramentas disponíveis nos ambientes virtuais de aprendizagem, podemos caracterizá-las como síncronas (ocorrem em tempo real) e assíncronas (ocorrem ao longo de um dado prazo, mas não há interação dos sujeitos em tempo real). São atividades síncronas atividades como chats (bate-papos) geralmente mediadas por um tutor e norteadas por um tema específico. Já as atividades síncronas são aquelas em que ocorre a mediação do tutor, mas no decorrer de um dado tempo – interagindo com os educandos – ou, ao final de um tempo em que ficam disponibilizadas as atividades. São exemplos: fóruns, questionários, videoaulas previamente gravadas, dentre outros. Assim, é a partir destes espaços que atualmente mais se tem constatado a adoção de computadores pedagógicos no Brasil, ainda que no ensino tradicional este venha sendo cada vez mais incorporado nas atividades docentes.

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3. Conclusão

A adoção de computadores pedagógicos no Brasil, se comparada a outros países, pode se encontrar em situação desfavorável em virtude do despreparo dos docentes, contudo esta nem de longe resume todos os problemas. Tanto que, as diversas esferas do poder público vem atuando para tentar reverter o quadro de exclusão digital dos cidadãos. Tais medidas estão direta e indiretamente ligadas ao processo educacional. Em contrapartida, graças ao crescimento da modalidade de ensino a distância, cujo número de alunos tem crescido significativamente nos últimos anos, pode-se considerar que o uso com finalidades pedagógicas do computador tem crescido. Porém, é no cenário do Ensino Superior que esta modalidade tem maior destaque, o que acarreta uma repetição do observado por volta da década de 50 do século XX, onde apenas o ensino superior discutia o processo do uso da computação com finalidades educacionais. Tal interpretação permite a suposição de que nos próximos anos a Educação a Distância aumentará se percentual de alunos também nos níveis de educação básica.

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4. Referências

ACESSA

SÃO

PAULO.

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