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Anac: aval a mais capital estrangeiro deve sair em

2010

São Paulo - O projeto de lei que eleva a presença de estrangeiros no capital das
companhias aéreas deve ser aprovado até o fim deste ano, a despeito de o País entrar
agora no período mais crítico da corrida eleitoral.

Essa é a expectativa da diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac),


Solange Paiva Vieira, para quem o projeto "não encontra mais resistências" por parte das
companhias ou do Congresso.

"As próprias empresas são favoráveis e não se vê mais nenhuma resistência do Congresso",
afirmou ela a jornalistas, após discurso de abertura da 3ª Feira Nacional de Aviação Civil,
em São Paulo.
Pelo projeto, a participação de investidores internacionais no capital das companhias aéreas
brasileiras pode subir dos atuais 20% para 49%.

A proposta, aprovada pelo Senado em novembro de 2009, voltou para apreciação da


Câmara dos Deputados, que criou uma comissão para reformular as normas do setor aéreo.
Na avaliação da presidente da Anac, a tendência é de que, no longo prazo, "não haja mais
limitação ao capital estrangeiro".
O texto em análise pelo Congresso abre uma brecha para uma fatia maior do que os 49%
que devem ser aprovados. "Mesmo existindo essa abertura, um eventual aumento de
participação de estrangeiros além do teto previsto em lei depende de aval da Anac",
observou Vieira.

Para uma empresa de fora controlar mais que 49% de uma brasileira, seu país de origem
deve ter regras equivalentes sobre a presença de estrangeiros em aéreas. E a Anac precisa
aprovar tal negociação.
Comunidade Europeia
A Anac tem pressa em ver aprovado o aumento para 49% da fatia de investidores
internacionais em aéreas brasileiras. É que Comunidade Europeia faz essa exigência para
selar um acordo entre o Brasil e os 27 países que compõem o bloco.

O órgão regulador trabalha para, até o fim deste ano, eliminar a necessidade de fechar
acordos bilaterais com cada um dos países da região. "Isso agilizaria o trânsito de
passageiros e abriria o País para novas aéreas", destacou Solange Vieira.
Hoje o Brasil tem acordos com 15 países europeus. Com essa parceria, os outros 12 países
estariam automaticamente aptos a voar para cá.

Questionada sobre como as companhias aéreas brasileiras veem esse acerto, Vieira
respondeu que "com muito bons olhos", pois mais passageiros viajariam para o Brasil e as
empresas nacionais redistribuiriam os voos dentro do País.
fonte: Agência Estado via Portal Abril

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