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2 Fase Oab- Damasio de Jesus

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COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS PRÁTICA PENAL OAB 2ª FASE Coordenação Prof.

Marcelo Tadeu Cometti Professores Cícero Marcos Lima Lana Flávio Cardoso de Oliveira Colaboradores Luciano Casaroti Paula Quaggio 1

SUMÁRIO 1. Instruções preliminares 2. Regras de competência 3. Ação penal 3.1. Ação penal pública 3.2. Ação penal privada 4. Ritos processuais 4.1. Rito ordinário 4.2. Rito sumário 4.3. Rito sumaríssimo 4.4. Ritos especiais 4.4.1. Júri 4.4.2. Lei de drogas 4.4.3. Funcionários públicos 4.4.4. Lei de Imprensa 4.4.5. Crimes contra a honra 5. Teses 5.1. Extinção da punibilidade 5.1.1. Prescrição 5.1.2. Decadência 5.2. Nulidades 5.3. Abuso de autoridade 5.4. Falta de justa causa 6. Peças 6.1. Modelo geral 1 6.2. Modelo geral 2 7. Peças (espécies) 7.1. Liberdade provisória (com e sem fiança) 7.2. Relaxamento da prisão em flagrante 7.3. Representação 7.4. Queixa-crime 7.5. Defesa prévia 7.6. Alegações finais 7.7. Apelação 7.8. Recurso em sentido estrito 7.9. Agravo em Execução 7.10. Embargos de declaração 7.11. Embargos infringentes e de nulidade 7.12. Correição parcial 7.13. Protesto por novo júri 7.14. Carta testemunhável 7.15. Recurso ordinário constitucional 7.16 Recurso extraordinário

7.17. Recurso especial 7.18. Habeas corpus 7.19. Mandado de Segurança 7.20. Revisão criminal 7.21. Reabilitação 7.22. Livramento condicional 8. Problemas 9. Gabarito 10. Questões práticas 11. Gabarito

1. INSTRUÇÕES PRELIMINARES: 1. A prova não pode ser identificada; dessa forma, não se deve colocar datas, nomes , assinaturas, marcas, desenhos, ou qualquer sinal que possa ser entendido como identificação, salvo se determinado no próprio enunciado do problema. 2. A prova consiste em uma peça prática e 05 (cinco) questões, sendo que cada parte tem o mesmo valor, qual seja, 5,0 (cinco) pontos. 3. Para aprovação, deve o candidato obter, no mínimo, a nota 6,0 (seis); por isso, não existe uma parte mais importante do que a outra. A peça e as questões devem ser respond idas com o mesmo zelo e atenção. 4. A correção da peça é feita com base nos seguintes critérios: -Adequação da peça ao problema apresentado -Raciocínio jurídico -Fundamentação e sua consistência -Capacidade de interpretação e exposição -Correção gramatical -Técnica profissional 5. As questões, por sua vez, são objetivas, de forma que podem estar corretas, parc ialmente corretas ou erradas; 6. A peça deve ser fundamentada, com citação de jurisprudência e doutrina, que darã o maior suporte à tese que será defendida. 7. As questões podem ser fundamentadas com doutrina e jurisprudência (desde que cab ível no espaço reservado para a resposta). 8. A letra deve ser legível. 9. É permitido o uso de doutrina, legislação e legislação comentada; são proibidos livros que contenham modelo de peça, apostilas e dicionários jurídicos. 10. O segredo da prova é estudar e manter a calma!!!! 4

2. REGRAS DE COMPETÊNCIA As regras de competência determinam qual será o órgão judicial responsável pelo julgamento de determinado processo, se a Justiça Estadual Federal, 1ª Instâ ncia, STJ e assim por diante. Para perfeita compreensão das regras de competência, imperiosa é a verificação da distribuição da organização judiciária. A Justiça Estadual comum se divide entre os juízes de 1ª Instância (que atuam nas mais diversas comarcas) e os Tribunais de Justiça, que representam a 2 ª Instância (cada Estado do Brasil possui um Tribunal de Justiça). Na Justiça Federal, onde serão julgados os crimes federais (de acordo com a regra do artigo 109 da Constituição Federal), a 1ª Instância é composta por juíz es federais a 2ª Instância pelos Tribunais Regionais Federais. No entanto, diferente do que ocorre na Justiça Estadual, os Tribunais não existem em todos os estados brasileiros; na verdade, existem apenas 05 (cinco) T ribunais Regionais Federais, cuja competência é assim distribuída: -Tribunal Regional Federal da 1ª Região (sede em Brasília): Distrito Federal, Ac re, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Goiás, Bahia e Minas Gerais. -Tribunal Regional Federal da 2ª Região (sede no Rio de Janeiro): Rio de Janeiro e Espírito Santo. -Tribunal Regional Federal da 3ª Região (sede em São Paulo): São Paulo e Mato Gr osso do Sul. -Tribunal Regional Federal da 4ª Região (sede em Porto Alegre): Rio Grande do Su l, Santa Catarina e Paraná. -Tribunal Regional Federal da 5ª Região (sede em Recife): Alagoas, Ceará, Paraíb a, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os Tribunais Superiores, por sua vez, têm sua competência prevista na Constituição Federal. O STJ Superior Tribunal de Justiça tem sua competência definida no artigo 105, ao passo que o STF Supremo Tribunal Federal tem competência definida no artigo 102. LEMBRETES: -A Justiça Federal não é competente para julgamento de contravenções penais, que deverão ser processadas na Justiça Estadual. -Caso haja conexão entre a Justiça Federal e a Estadual, prevalece a primeira. -A Justiça Estadual julga apenas as infrações penais que não forem de competênci a

das justiças especializadas, tendo competência residual. -De acordo com o Código de Processo Penal a competência é fixada com base no lugar da infração (teoria do resultado: aquele local onde ocorreu a consumação d o crime) ou o último ato da execução no caso de tentativa. 5

-Quando for desconhecido o local onde o crime se consumou, ou foram praticados o s últimos atos da execução, a competência poderá ser fixada de acordo com o domicí lio ou residência do réu (esta regra vale apenas para as ações penais públicas). -Na ação penal privada o querelante poderá propor a queixa-crime no local onde s e consumou o crime ou no foro do domicílio do querelado, de acordo com o artigo73 do CPP. -A competência também poderá ser fixada pela prevenção; nessa hipótese, o primei ro juiz que praticar algum ato no processo será o competente. DICA PARA A IDENTIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA: Verificar se a ação é da competência da justiça comum ou especializada (Justiça Militar ou Justiça Eleitoral) e, post eriormente, se da Justiça Estadual ou Federal. EXEMPLOS DE ENDEREÇAMENTOS: -DELEGADO DE POLÍCIA (fase pré-processual): Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular da Delegacia de Polícia d e________ Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Federal da Delegacia de Polícia F ederal de___________ -JUIZ DE DIREITO (fase pré-processual, processual ou recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Departamento de Inquérito Polici ais DIPOde São Paulo/SP Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca de _________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal da Com arca de Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da _____ Vara Criminal Federal da Subs eção Judiciária de _________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara do Júri da Comarca de ________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ____ Vara do Júri da Subseção Judic iária de Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de _ _________

TRIBUNAIS de 2ª INSTÂNCIA (fase recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado de _______ 6

Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribuna l Regional Federal da _______Região Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator do (recurso nº)___________, d a ____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de_________ Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Relator do (recurso nº)______ ___da ____ Turma Criminal do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____Região TRIBUNAIS SUPERIORES (fase recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Supremo Tribunal Fed eral 7

3. AÇÃO PENAL A ação penal é pública, em regra, mas pode ser também de iniciativa privada. A ação penal somente será privada quando o Código Penal assim determina r expressamente; é uma exceção à regra. Na verdade, se o Código Penal nada mencion ar, a ação será pública, essa é a regra geral. 3.1. Ação penal pública Possui duas espécies: incondicionada ou condicionada: A ação penal pública incondicionada tem como titular o Ministério Público (art. 129, I e 5º, LIX da CF, art. 100 do CP e 24 do CPP) e independe da vontade do ofendido. Devem ser obedecidos os seguintes princípios, atinentes às ações penais públicas incondicionadas: -Oficialidade: somente órgãos oficiais podem oferecer a denúncia e conduzir o processo penal contra o acusado. -Obrigatoriedade: o Ministério Público não pode deixar de oferecer a denúncia. -Indisponibilidade: o Ministério Público não pode dispor da ação penal. -Intranscendência: a ação penal somente poderá ser promovida contra os indivíduo s que praticaram, em tese, a infração penal. A ação penal pública condicionada também tem como titular o Ministério Público, mas para exercer esse direito deve haver a representação do ofendido ou seu representante legal, ou requisição do Ministro da Justiça (art. 100, § 1º do CP; art. 7º,§ 3º, b do CP; art. 145, p. único; 24, 2ª parte do CPP): A representação não tem uma forma específica, basta a declaração da vítima demonstrando o desejo de ver processar seu ofensor, é uma autorização para o iní cio da investigação e da persecução penal que pode ser dirigida ao Juiz, ao Ministério Público ou ao Delegado de Polícia. Já a requisição tem como destinatário único o Ministério Pú blico. A representação é irretratável após o oferecimento da denúncia (art. 25 do CPP). 3.2 Ação penal privada A titularidade da ação penal é do ofendido ou seu representante legal (arts. 100, § 2º do CP e 30 do CPP). Para o oferecimento da queixa-crime, há um prazo decadencial de seis meses, (art. 38 do CPP e 103 do CP). Existem 03 (três) tipos de ação penal privada: -Exclusivamente privada: o titular da ação é o ofendido, mas este pode ser representado, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.

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-Personalíssima: somente o ofendido pode ingressar com a ação penal; atualmente, existe apenas no crime de indução a erro no casamento (artigo 236 do CP). -Subsidiária da pública: apenas pode ser intentada na inércia do Ministério Públ ico. Devem ser obedecidos os seguintes princípios, atinentes às ações penais privadas: -Oportunidade: o ofendido tem o direito de promover ou não a ação penal, de acor do com a sua conveniência. -Disponibilidade: o ofendido poderá desistir da ação penal, a qualquer tempo, me smo após o recebimento da queixa-crime. -Indivisibilidade: a ação penal deve ser proposta contra todos os autores do cri me. 9

4. RITOS PROCESSUAIS Os ritos processuais são importantíssimos pára a elucidação do problema na prova. A seqüência de atos do rito processual é o que determina a peça a ser fei ta ou mesmo pode ser a solução para o problema apresentado, quando uma de suas particularidades n ão for obedecida (vale lembrar que o rito processual pode aparecer nas questões objetiv as). 4.1. Rito Ordinário (Crimes com pena máxima igual ou superior a 4 anos) Fluxograma do procedimento ordinário: a) b) c) d) e) f) oferecimento da denúncia ou queixa; recebimento pelo juiz; citação; defesa prévia, no prazo de dez dias; absolvição sumária ou designação de audiência; audiência de instrução e julgamento (no prazo de 60 dias):

-declarações do ofendido -oitiva das testemunhas de acusação -oitiva das testemunhas de defesa -esclarecimentos dos peritos -acareações -reconhecimento de pessoas e coisas -interrogatório -requerimento de diligências -alegações finais (ou conversão em memoriais) -sentença 4.2. Rito sumário (Crimes com pena máxima inferior a 4 anos) -Fluxograma do procedimento sumário: a) b) c) d) e) f) oferecimento da denúncia ou queixa; recebimento pelo juiz; citação; defesa prévia, no prazo de dez dias; absolvição sumária ou designação de audiência; audiência de instrução e julgamento (no prazo de 30 dias):

-declarações do ofendido -oitiva das testemunhas de acusação -oitiva das testemunhas de defesa -esclarecimentos dos peritos -acareações -reconhecimento de pessoas e coisas -interrogatório -alegações finais -sentença 10

4.3. Rito sumaríssimo (Infrações de menor potencial ofensivo, isto é, contravenç ões e crimes com pena máxima não superior a dois anos) -Fluxograma do procedimento sumaríssimo: a) lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência; b) audiência preliminar: composição civil dos danos, transação penal e denúncia oral; c) audiência de instrução e julgamento: c.1) resposta preliminar; c.2) recebimento da denúncia ou queixa; c.3) proposta de suspensão condicional do processo; c.4) oitiva da vítima, das testemunhas de acusação e de defesa; c.5) interrogatório do acusado; c.6) debates orais; c.7) sentença. 4.4. Ritos especiais 4.4.1. Júri (Crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados) -Fluxograma do procedimento do Juri: 1ª Fase: a) b) c) d) e) f) oferecimento da denúncia ou queixa; recebimento pelo juiz; citação; defesa prévia, no prazo de dez dias; manifestação do MP ou querelante; audiência de instrução e julgamento:

-declarações do ofendido -oitiva das testemunhas de acusação -oitiva das testemunhas de defesa -esclarecimentos dos peritos -acareações -reconhecimento de pessoas e coisas -interrogatório -alegações finais -decisão O juiz poderá proferir, ao final da 1ª fase, as seguintes decisões: a) Pronúncia: prova de materialidade e indícios de autoria, é a decisão que reme te o réu ao julgamento pelo tribunal do Júri; b) Impronúncia: faltam os elementos mínimos para que o réu vá ao Plenário: não e xistem indícios suficientes da autoria e prova de materialidade; 11

c) Desclassificação: o crime imputado ao réu não é da competência do Júri; d) Absolvição sumária: quando houver uma excludente de ilicitude ou culpabilidad e, exceto inimputabilidade, a não ser que seja a única tese da defesa, quando estiver prov ada a inexistência do fato, quando estiver provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato ou qu ando estiver provado não constituir o fato infração penal, deve o juiz absolver desde logo o réu. 2ª Fase: a) Prazo para requerimento de diligências, juntada de documentos e rol de testem unhas em cinco dias; b) despacho Plenário: -instalação da sessão (mínimo de 15 jurados); -sorteio dos 7 jurados que vão integrar o conselho de sentença; -jurados prestam compromisso (exortação); -declarações do ofendido; -testemunhas de acusação; -testemunhas de defesa; -acareações, reconhecimento de pessoas e coisas, esclarecimentos dos peritos e l eitura de peças; -interrogatório -debates orais: acusação fala em primeiro lugar pelo período de uma hora e meia (ou duas horas e meia, se forem dois ou mais réus); defesa na seqüência, pelo mesmo prazo; -réplica: acusação poderá falar novamente pelo período de mais uma hora (duas ho ras se forem dois ou mais réus); -tréplica: somente se a acusação fez a réplica, a defesa terá direito à tréplica , pelo mesmo prazo; -elaboração e leitura dos quesitos -votação dos quesitos na sala secreta: os jurados respondem aos quesitos formula dos com cédulas definidas com sim e não ; -sentença após a votação o juiz presidente do Júri profere a sentença. 4.4.2. Lei de drogas (Crimes relacionados ao consumo ou uso de entorpecentes nº 11.343/06) -Fluxograma do procedimento da lei de drogas: Lei

Crimes relacionados ao uso de drogas para consumo pessoal: segue o rito sumaríss imo, com a ressalva de que a transação penal apenas pode versar sobre uma das penas previst as na legislação (advertência; prestação de serviços à comunidade e obrigação de freqüência a cas a de recuperação). Crimes relacionados ao tráfico de drogas: a) laudo de constatação preliminar (suficiente para início do Inquérito Policial e/ou prisão em

flagrante); b) oferecimento da denúncia; c) resposta preliminar; d) recebimento ou rejeição da denúncia, ou determinação de diligência para sanea mento de eventuais pontos obscuros; e) audiência de instrução e julgamento. 12

4.4.3. Funcionários públicos (Crimes praticados por funcionários públicos) -Fluxograma do procedimento especial: a) oferecimento da denúncia ou queixa; b) resposta preliminar, no prazo de 15 dias; c) recebimento pelo juiz; d) citação; e) interrogatório do réu; f) defesa prévia, no prazo de três dias; g) audiência para oitiva das testemunhas de acusação; h) audiência para oitiva das testemunhas de defesa; i) requerimento de diligências; j) alegações finais, no prazo de três dias; k) sentença. 4.4.4. Lei de imprensa (Crimes relacionados a crimes praticados através da impre nsa Lei nº 5250/67) -Fluxograma do procedimento da lei de imprensa: a) oferecimento da denúncia ou queixa; b) defesa prévia; c) audiência de apresentação do réu; d) audiência de instrução e julgamento; e) sentença. 4.4.5. Crimes contra a honra (Crime de injúria qualificada por racismo) -Fluxograma do procedimento especial: a) oferecimento da queixa; b) audiência de conciliação; c) recebimento da queixa pelo juiz; d) citação; e) interrogatório do réu; f) defesa prévia, no prazo de três dias; g) audiência para oitiva das testemunhas de acusação; h) audiência para oitiva das testemunhas de defesa; i) requerimento de diligências; j) alegações finais, no prazo de três dias; k) sentença. 13

5. TESES DE DEFESA 5.1. Extinção da punibilidade As causas de extinção da punibilidade estão previstas no artigo 107 do Código Penal. A presença de qualquer uma destas causas implica na impossibilidad e de punição do agente Oportuno mencionar que o rol do artigo 107 não é taxativo verificando-se causas extintivas da punibilidade em outros dispositivos, bem como nas leis espe ciais. 5.2. Nulidade A tese de nulidade será utilizada quando houver um erro no procedimento. As hipóteses de nulidade, em regra, estão definidas no artigo 564 do Código de Processo Penal. Não há nulidade se não houver prejuízo para a acusação ou par a defesa. Existem algumas nulidades mais comuns que podem ser pedidas no Exame de Ordem, quais sejam: a) Funcionário público sem o direito à defesa preliminar art.514 do CPP;

b) Processo por delito funcional que seguiu o rito sumário e não o ordinário (ar ts. 513 a 518 CPP); c) Incompetência do juízo; d) Inversão na seqüência legal da lavratura do auto de prisão em flagrante (art. 304 CPP); e) Ausência de audiência de reconciliação no rito especial dos crimes contra a h onra art. 520 CPP; f) Laudo pericial assinado por apenas um perito; g) Não comparecimento do número mínimo de 15 jurados no Juri; h) Falta dos quesitos ou das respectivas respostas; Deve ser verificada a possibilidade de argüição das nulidades, uma vez que o artigo 571 do Código de Processo Penal determina em que momentos as nulidades relativas devem ser arguidas. 5.3. Falta de justa causa Falta de justa causa é motivo, fundamento. É a falta de suporte para o desenvolvimento do processo, seja suporte fático ou jurídico. A atipicidade, presença de excludentes, crime impossível, são alguns dos exemplos de falta de justa causa. No entanto, não há uma regra clara, pré-definida sobre a falta de justa causa, devendo ela ser verificada caso a caso. 14

5.4. Abuso de autoridade A tese de abuso de autoridade sempre estará ligada ao excessivo rigor da autoridade ao avaliar a postulação do réu. Aquele que proferiu a decisão, ou det erminou a realização de um ato, está indo além dos seus limitados poderes legais, de forma que abusa da autoridade concedida. Também não há uma regra clara, pré-definida sobre o abuso de autoridade, devendo ser verificado caso a caso. 15

6. PEÇAS No processo penal, regra geral, existem apenas dois tipos de peças diferentes, isto é, a estrutura de qualquer peça sempre deverá obedecer a dois p ré-definidos modelos. 16

6.1. Modelo geral 1 Este modelo de peça é utilizado para todos os requerimentos, habeas corpus , revisão criminal, alegações finais, etc. Consiste em uma peça única, com endereçamento, qualificação, a descrição dos fatos, do direito e o pedido. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº_____. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo, com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL, já qualificado, nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, v em, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, requerer _____________________, com fundamento no art. ..........., pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado. Deve se ater ao que foi exposto na prova, sem, contudo, fazer cópia l iteral do problema). 2) DO DIREITO. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação, visando o resultado pretendido. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto, na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. Diante do exposto, requer seja...................., por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. (local/ data). (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 17

6.2. Modelo geral 2 Este modelo de peça é utilizado para a maioria dos recursos, tais como RESE, Apelação, Agravo etc. Consiste em duas peças: uma de interposição (ou junt ada) e outra de razões (ou contra-razões). Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº_____. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo, com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL, já qualificado, nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, v em, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, interpor RECURSO, com fundamento no art........., do Código de Processo Penal. Requer seja o presente recebido, processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ............... Nestes Termos, Pede Deferimento. (local/ data). (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 18

RAZÕES DE RECURSO RECORRENTE: ............................... RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ........., da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da respeitável sentença (ou decisão) pelas razões fáticas e d e direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado. Deve se ater ao que foi exposto na prova, sem, contudo, fazer cópia l iteral do problema). 2) DO DIREITO. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação, visando o resultado pretendido. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto, na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. Diante do exposto, requer seja...................., por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (nome e assinatura do advogado/nº OAB) 19

7. PEÇAS (ESPÉCIES) 7.1. LIBERDADE PROVISÓRIA (art. 321 e seguintes, CPP). É o instituto processual que garante ao acusado o direito de aguardar o curso do processo em liberdade. Não é admitida a liberdade provisória nos crimes de lavagem de dinheiro, de tráf ico de drogas e assemelhados e nos ligados a organizações criminosas. Anote-se que a proibição que existia em relação aos crimes hediondos não mais persiste, em razão da alteração da Lei nº 8.072/90, promovida pela Lei nº 11.464/07. Da mesma forma, a proibição de liberd ade provisória aos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo, foi afastada por decisão do Sup remo Tribunal Federal, no julgamento da Adin 3.112-1. No Exame de Ordem, basicamente vamos trabalhar com duas modalidades de liberdade provisória sem o arbitramento de fiança e com o arbitramento de fiança . Pode o pedido ser formulado durante a fase de inquérito policial ou durante o cu rso da ação penal, antes do trânsito em julgado. Liberdade provisória sem fiança (art. 310, CPP). O juiz deve conceder a liberdade provisória independente do pagamento de fiança quando: a) verificar que o acusado agiu amparado por causa excludente de ilicitude (art. 310, caput); b) verificar que não se encontram presentes os motivos autorizadores da prisão preventiva (art. 310, parágrafo único, CPP). Aqui pouco importa se a infração é afiançável ou inafiançável, o que importa é a verificação dos requisitos legais. A liberdade provisória sem fiança, como adian tado, só pode ser concedida pelo juiz, após oitiva do Ministério Público. Caso concedida, o acusad o ficará vinculado ao juízo através da assinatura de termo de comparecimento aos atos pro cessuais, sob pena de revogação. Liberdade provisória com fiança (art. 323 e segs., CPP). Fiança é uma caução destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuai s pelo réu. Seu mecanismo consiste em depositar determinada quantia como garantia da liberdade do acusado durante o processo. A fiança poderá ser feita através de depósito (dinheiro, pedras preciosas, títul

os da dívida pública) ou através de hipoteca (art. 330, CPP). O Código de Processo Penal traz as hipóteses em que não deverá ser concedida fiança, ou seja, trata da inafiançabilidade. Se a infração não se encaixar nas h ipóteses relacionadas, ela é afiançável. 20

Não se concederá fiança: a) em crimes punidos com reclusão, cuja pena mínima seja superior a 2 anos; b) nas contravenções penais de vadiagem e mendicância (arts. 59 e 60, Dec. Lei 3688/41); c) nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade, se o réu já tiver sido condenado por outro crime doloso, com trânsito em julgado; d) se houver prova de ser o réu vadio; e) nos crimes punidos com reclusão que provoquem clamor público ou que tenham sido cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa; f) a quem tiver quebrado fiança ou desrespeitado obrigação no mesmo processo; g) em caso de prisão civil, disciplinar, administrativa ou militar; h) a quem estiver no período de prova de sursis ou livramento condicional, salvo de o novo processo for por crime culposo ou contravenção penal; i) quando presentes os motivos que autorizem a decretação da prisão preventiva. São também inafiançáveis os crimes de racismo, hediondos, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo, tortura, contra a ordem constitucional e o Estado Dem ocrático, por disposição constitucional. A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de crimes apenado com detenção e prisão simples (art. 322), lembrando que, em princípio, a maior parte dessas infrações são de menor potencial ofensivo, o que leva à aplicação dos institutos previstos na Lei nº 9.099/95. Observação: Note-se que, em suma, no pedido de liberdade provisória deve-se procurar demonstrar que não estão presentes os requisitos para a decretação da prisão pre ventiva ou então que a fiança (que é direito subjetivo do indiciado ou réu) é admitida na hipótes e. Assim, trabalhase com o mérito subjetivo do preso e com as circunstâncias da infração para pleitea r a soltura e não se ataca a legalidade da medida, como se faz no pedido de relaxamento da pri são em flagrante. 21

MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Departamento de Inquéritos Polic iais da Comarca da Capital-SP. (somente quando o problema for específico, dizendo que o crime ocorreu em São Paulo). OU Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de ________ do Estado de ____________ A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), no auto de prisão em flagrante n.º _____, por seu defensor infra-assinado (procuração em anexo), vem à presença de Vossa Excelência requerer LIBERDADE PROVISÓRIA SEM FIANÇA, com fundamento no artigo 5º, LXVI, da Constituição Federal, combinado com o artigo 310 e seguintes do Cód igo de Processo Penal, pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. O Requerente foi preso em flagrante delito, no último dia 20 de maio, pois teria subtraído mediante grave ameaça a bolsa da transeunte B , na Rua das Flores, nesta cidade. Encontra-se ainda detido na Cadeia Pública local. 2) DO DIREITO. Excelência, a liberdade provisória deve ser concedida. De fato, não estão presentes, no caso em tela, os requisitos autorizadores da prisão preventiva. Como se pode verificar, não há que se falar em garantia da ordem pública, uma vez que o Requerente não denota periculosidade, pois é primário e ostenta bo ns antecedentes (doc. ___). Não há fundado motivo para se acreditar que vá colocar em risco a ordem social através da prática de novos delitos. Da mesma forma, não há que se dizer que o Indiciado solto possa oferecer qualquer obstáculo à produção da prova, pois não apresenta, como já dito, o perf il de pessoa perigosa, assim, não está presente o requisito da conveniência da instrução crim inal. Muito menos razão existe para se acreditar que o Requerente apresente risco iminente d e fuga, o que justificaria a decretação da custódia pelo fundamento da garantia de aplicação d a lei penal, pois o Requerente é comerciante estabelecido há 10 anos no mesmo local (doc. ___), te m família constituída, residência fixa (doc. ___), não apresentando qualquer indício de qu

e possa se furtar à aplicação da lei. 22

Assim, não estando presentes os requisitos da custódia preventiva, não há que se falar em manutenção da prisão em flagrante, consoante redação do art. 310 , parágrafo único, do Código de Processo Penal. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: Não havendo requisitos para eventual decretação de prisão preventiva, deve o acusado ser posto em liberdade (RT 000/000). No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: A prisão em nosso ordenamento é medida de exceção. Se não se verificar, no caso concreto, a necessidade da segregação cautelar, deve o acusado ser colocado em liberdade, ante a ausência de elementos que autorizem a decretação da prisão preventiva (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). A melhor solução para o caso presente, então, é a soltura do Requerente, mediante a assinatura do termo de comparecimento aos atos processuais. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer, após oitiva do digno representante do Ministério Público, a concessão da liberdade provisória ao Requerente, mediante assinatura do termo de comparecimento, expedindo-se o alvará de soltura em seu favor, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 23

7.2. RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE O pedido de relaxamento da prisão em flagrante deverá ser formulado se, pela formulação do problema, for possível identificar que a prisão ocorreu fora das h ipóteses legais ou que há vício na elaboração do Auto de Prisão em Flagrante. Analisemos as duas hipóteses. PRISÃO EM FLAGRANTE É a prisão que ocorre durante a prática de uma infração penal ou momentos após; é a prisão que tem lugar ainda no calor dos acontecimentos. Segundo disposição do no sso Código de Processo Penal (art. 301) os agentes e as autoridades policiais devem e qualquer pessoa do povo pode prender quem se encontre em estado de flagrância. A prisão em flagrante é a única modalidade de prisão cautelar que dispensa a apresentação de mandado, justamente por ser imposta no momento da prática deliti va. Por essa razão, deve-se observar se ela foi realizada dentro dos limites legais. Hipóteses legais: 1) Flagrante próprio ou real (art. 302, I e II, CPP): ocorre quando alguém é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la. É a hipó teses clássica de flagrante. 2) Flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. 302, III, CPP): ocorre quando alguém é perseguido logo após a prática de uma infração penal, em situação que f aça presumir ser ele o seu autor. 3) Flagrante ficto ou presumido (art. 302, IV, CPP): ocorre quando alguém é encontrado logo depois da prática de uma infração penal, com instrumentos, armas , objetos ou papéis que façam presumir ser ele o seu autor. 4) Flagrante retardado ou diferido (art. 2º, I, da Lei nº 9.034/95): ocorre quan do, nos crimes praticados por organizações criminosas, os agentes policiais deixam de pr ender os suspeitos no momento em que se deparam com a prática criminosa, aguardando momen to mais oportuno para fazê-lo, do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. Há dispositivo semelhante no art. 53, II, da Lei nº 11.343/06. Hipóteses ilegais. A doutrina aponta, ainda, algumas hipóteses nitidamente ilegais de flagrante: 1) flagrante preparado ou provocado (delito de ensaio): alguém induz o autor à prática do crime, viciando sua vontade, e, em seguida, o prende em flagrante. Co mo a infração não foi praticada espontaneamente pelo agente, não pode existir crime, caracteri zando, na hipótese, crime impossível (Súmula 145 do STF).

2) flagrante forjado: policiais ou terceiros criam, forjam, provas de um crime q ue sequer existe. Flagrante de acordo com o crime: 24

1) crimes permanentes: enquanto não cessar a permanência, o agente encontra-se e m situação de flagrância, como por exemplo ocorre no crime de seqüestro (art. 148, CP). 2) crimes habituais: em tese não se admite, pois o crime só se caracteriza com a reiteração da conduta, o que não se pode verificar num ato isolado. Há, contudo, doutrinadores que admitem tal hipótese, desde que haja investigação anterior e provas da habit ualidade. 3) crimes de ação penal privada: neles, o ofendido, se não for o autor da prisão , deverá ratificá-la no prazo de entrega da nota de culpa, ou seja, em 24 horas, s ob pena de relaxamento. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Efetuada a prisão em flagrante, ela precisa ser formalizada, documentada, o que se faz através do respectivo auto. Isso porque, como dito, ela independe de mandado e, assim, a verificação de sua legalidade será feita posteriormente pelo juiz, através da an álise do documento em questão. A autoridade competente para a lavratura do auto é a da circunscrição onde foi efetuada a prisão. Se ela foi realizada em local distinto daquele onde se consum ou a infração, posteriormente os autos de inquérito seguirão para a autoridade policial respect iva. Apresentado o preso à autoridade, a elaboração do autos seguirá as seguintes eta pas: 1) Antes da lavratura, comunicação da prisão à família do preso ou a quem ele in dicar (art. 5º, LXIII, CF); 2) Oitiva do condutor, colheita de sua assinatura e entrega do recibo de entrega de preso; 3) Oitiva da vítima, se for possível; 4) Oitiva de pelo menos 2 testemunhas que tenham acompanhado o condutor e colheita de suas assinaturas. Se não houver, devem assinar o auto 2 testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso à autoridade. 5) Oitiva do preso, alertando-o de seu direito ao silêncio e observando-se, no q ue couber, os dispositivos do interrogatório judicial. Se o preso não souber, não p uder ou se recusar a assinar, 2 testemunhas assinarão após a leitura, em sua presença. 6) Encerrada a lavratura, cópia do auto será encaminhada ao juiz no prazo de 24

horas, a contar da prisão. No mesmo prazo deve ser enviada cópia à Defensoria Pú blica, se o preso não tiver declinado possuir advogado. Nota de culpa. No prazo de até 24 horas após a prisão, deverá ser entregue a nota de culpa ao p reso (art. 306, § 2º, CPP), que indicará o motivo da prisão, o nome do condutor e das testemunhas. A falta de entrega no prazo estipulado pode trazer o relaxamento da prisão. 25

MODELO DE PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara do Júri da Comarca de A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), no auto de prisão em flagrante n.º _____, por seu defensor infra-assinado (procuração em anexo), vem à presença de Vossa Excelência, requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE, com fundamento no artigo 5º, LXV, da Constituição Federal, pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. O Requerente foi preso em flagrante, pois teria infringido o art. 121, caput, do Código Penal, ao efetuar 10 disparos de arma de fogo contra B . Encontra-se detido na Cadeia Pública local desde a data de 20 de maio. 2) DO DIREITO. Excelência, não há motivos para a manutenção da prisão do Requerente. Com efeito, a prisão em flagrante imposta não atendeu às exigências legais. Sabe-se que referida modalidade de prisão cautelar só pode ser imposta d ias das hipóteses previstas no art. 302 do Código de Processo Penal. Pode-se verificar que, no caso em tela, o Requerente não foi preso durante a prática do delito, nem quando ele tinha acabado de ser cometido. Também não fo i perseguido em circunstâncias que fizessem presumir ser ele o autor da prática delitiva, mui to menos foi encontrado, logo depois da prática do crime, com objetos ou armas que o ligassem a tal prática. O Requerente foi detido dois dias depois do delito ter sido cometido, em plena Universidade, quando assistia à aula de Direito Penal. Não há nexo nenhum entre o momento da prisão e a prática do delito. Note-se que, ainda que se pudesse presu mir ser ele o autor do crime, em razão de algum objeto encontrado em seu poder o que não é o c aso a prisão não foi efetuada logo depois da prática do crime. O requisito temporal, p ortanto, está afastado. A melhor solução, portanto, é o relaxamento da prisão. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: 26

.............................................. (RT 000/000). No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer o relaxamento da prisão imposta ao Requerente, expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor, por ser medida de JUST IÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 27

7.3. REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante le gal, no sentido de ser instaurada a ação penal. Exemplos de crimes que exigem represe ntação no Código Penal: art. 129, caput (este por força do art. 88 da Lei nº 9.099/95); ar t. 130; art. 147. A natureza jurídica da representação é de condição de procedibilidade, ou seja, é condição para que o Ministério Público possa intentar a ação penal, possa proced er à ação, caso contrário, não poderá agir. Ela é verdadeira autorização para que o órgão minist erial possa propor a ação penal. Note-se que a representação oferecida pela vítima ou seu representante legal, nã o vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. O promotor ou procurador dever á analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. A vontade do ofendido importa apenas para autorizar o Ministério Público a analisar as condições da ação. O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses, a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal, conforme art. 38, CPP. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidad e pela decadência (art. 107, IV, CP). Assim, o prazo para representação é decadencial: não oferecida no prazo, terá o ofendido decaído de seu direito. Quanto à forma, não se exige nenhum rigor formal, basta a inequívoca manifestaçã o de vontade do ofendido, no sentido de ver o autor do fato processado. O art. 39 do CPP, porém, indica que ela deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. Ressalte-se que se o ofendido representar apenas um, dos vários autores, o Minis tério Público poderá denunciar todos eles. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido, em regra; b) do representante legal, se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente me ntal; c) do cônjuge, ascendente, descendente ou irmãos (CADI), se o ofendido for morto ou declarado ausente; d) de um curador especial, no caso dos interesses do ofendido e do representante

colidirem ou se não houver representante. Na hipótese de nomeação de curador, el e não está obrigado a representar, deve avaliar o interesse do assistido. No caso de ser pessoa jurídica a que deva oferecer representação, esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. A representação poderá ser dirigida ao juiz, ao representante do Ministério Públ ico e à autoridade policial, nos termos do art. 39, caput. São os destinatários da rep resentação. Uma vez oferecida a representação, é possível voltar atrás, ou seja, retratar-se ? Sim, desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia, como es tampado no art. 28

25, CPP. Não é o já conta com autorização de te. Nunca é demais lembrar co. 29

possível após esse momento, pois a partir daí o Ministério Públic a que necessitava e não pode dispor da ação, como visto anteriormen que se trata de ação pública, de titularidade do Ministério Públi

MODELO DE REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia do ___ Distrito Policial de _____ ______ do Estado de _______ A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), por seu advogado i nfraassinado (procuração com poderes especiais em anexo), vem à presença de Vossa Senhoria, oferecer REPRESENTAÇÃO contra B , (qualificação), com fundamento no artigo 39 do Código de Processo Penal, pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. O Requerente foi vítima, no último dia 20 de maio, de ameaça proferida por B , diante de seus familiares. B , sem pudores, disse ao Requerente, em alto e bom som, que ria matá-lo com um tiro na cabeça na primeira oportunidade, pois conhecia to dos os passos do Requerente. 2) DO DIREITO. Tendo em vista os fatos acima narrados, torna-se evidente que, assim agindo, o ofensor praticou a conduta descrita no art. 147 do Código Penal, pois ameaçou o Requerente, por meio de palavras, de causar-lhe mal injusto e grave. Note-se que a ameaça revestiu-se de seriedade, foi proferida de forma serena pelo ofensor, não havendo qualquer discussão no momento da conduta. Ressa lte-se ainda que o Requerente, de fato, sentiu-se atemorizado, pois não há dúvidas de que pod eria efetivamente sofrer mal injusto e grave. Como tal infração exige a condição de procedibilidade da representação, oferece esta para que possa ter curso o competente persecução penal, com a insta uração do devido Termo Circunstanciado e demais providências legais. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja recebida a presente Representação, lavrando-se o competente Termo Circunstanciado e prosseguindo-se nos demais term os legais. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 30

7.4. QUEIXA-CRIME Queixa-crime ou simplesmente queixa é a petição inicial da ação penal privada, modalidade de ação penal já estudada anteriormente. Como toda petição inicial a queixa-crime deve preencher os requisitos enumerados pela lei para que possa ser recebida, po ssibilitando o regular desenvolvimento do processo. Requisitos (art. 41, CPP): a) Descrição do fato em todas as suas circunstâncias. A descrição na peça inicial deve ser exata, de modo a possibilitar a perfeita identificação da acusação para que seja exercido o direito de defesa. Deve-se na rrar tudo o que se passou e na forma em que se passou, de modo que o julgador possa vislumbrar a po ssibilidade de ter existido crime, bem como a possibilidade de ser o querelado seu autor. b) Qualificação ou identificação do querelado. Se não for possível qualificar o querelado, isto é, apontar sua completa individualização, deve-se indicar os dados que possibilitem sua identificação. T ratam-se aqui de dados físicos, que permitam ao menos saber quem ele é, muito embora não se saiba sua qualificação, pois não se pode imputar vagamente a prática de um crime a alguém de quem não se tem a mínima certeza de quem seja. Caso não seja possível colher o menor elem ento identificador, deve-se rejeitar a peça. c) Classificação jurídica do fato. É necessário apontar qual a previsão legal para a conduta que é narrada na inici al. Isso porque não se admite o recebimento da queixa de fato que não é considerado crime pela lei penal. Assim, ainda que não seja uma classificação imodificável, o correspondent e abstrato ao fato concreto deve ser trazido na peça inicial. d) Rol de testemunhas. A apresentação do rol de testemunhas aparece como requisito, mas é óbvio que ele só será exigido se houver testemunha a ser inquirida. Havendo, este é o momento de arrolar, sob pena de preclusão. Note-se que para a queixa, outros requisitos ainda são exigidos, no que diz resp eito à procuração outorgada ao advogado, nos termos do art. 44 do CPP. Deve o instrumen to de mandato conter poderes especiais para promover a ação, além de fazer menção ao f ato criminoso e indicar o nome do querelado (há erro de redação no CPP, que traz, erroneamente , a palavra querelante).

O prazo para o oferecimento da queixa é de 6 meses, a contar da data do conhecimento da autoria do delito, ou do término do prazo do Ministério Público, dependendo da modalidade de ação. 31

MODELO DE QUEIXA-CRIME Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ______________. A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portadora do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº_________, (endereço), por seu advogado infraassinado (procuração com poderes especiais em anexo), vem à presença de Vossa Excelência oferecer QUEIXA-CRIME contra B , (qualificação), com fundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal, pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. Na data de 20 de abril, a Querelante voltava do trabalho para sua residência quando foi abordada pelo Querelado, em uma viela. De posse de uma fac a, este obrigou-a a entrar num terreno abandonado e ali constrangeu-a à conjunção carnal . Foi instaurado o competente Inquérito Policial, que colheu todos os elementos necessários à propositura da ação penal e que segue em anexo. 2) DO DIREITO. De acordo com os fatos apurados na peça investigatória, não resta dúvida que o Querelado infringiu o art. 213 do Código Penal. De fato, a conjunção carnal, cuja prova se encontra estampada no laudo de exame de corpo de delito de fls., foi praticada sem consentimento da Querelante, muito pelo contrário, foi obtida mediante grave ameaça, através do emprego de arma branca, apreendida nos autos (fls. ). A conduta praticada pelo Querelado é grave e trouxe sérias conseqüências psicológicas à Querelante, não podendo restar impune. Como se sabe, tal crime se processa, em regra, mediante ação penal de iniciativa privada e, por essa razão, oferece a pr esente queixa.. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja recebida a presente queixa-crime, prosseguindo-se nos termos do art. 394 e seguintes do Código de Processo Penal, até final condenação do Querelado, na pena do art. 213 do Código Penal. Requer ainda sejam ouvidas as testemunhas constante do rol abaixo. 32

Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ Rol de testemunhas: 1)_____________, residente na Rua _________, número _____; 2)_____________, residente na Rua _________, número _____; 3)_____________, residente na Rua _________, número _____.

7.5. DEFESA PRÉVIA (art. 396-A, CPP) Peça destinada ao oferecimento da primeira defesa por escrito do réu no processo . Nela, pode-se: a) discutir o mérito da imputação; b) opor exceções que verificar existirem; c) argüir nulidades ocorridas até então; d) requerer as diligências que entender necessárias; e) juntar documentos ; f) arrolar testemunhas. O prazo para apresentação é de 10 dias. 34

MODELO DE DEFESA PRÉVIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca da _________________ do Estado de _________ Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam ente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 396-A do Código de Processo Penal, apresentar DEFESA PRÉVIA, expondo e requerendo o seguinte: 1) DOS FATOS. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 157, § 2º, I, do Código Penal, pois teria subtraído um veículo com empre go de arma de fogo. 2) DO DIREITO. A acusação dirigida ao Réu é infundada, o que provará no decorrer da instrução criminal. (OBS: Nesta peça, a defesa já deve discutir matéria de mérito que possa levar à absolvição sumária, se houver, além de fazer eventuais requerimentos e a rrolar as testemunhas que quer sejam ouvidas). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer a improcedência do pedido acusatório, requerendo ainda sejam ouvidas as testemunhas constantes do rol abaixo, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 35

Rol de testemunhas: 1)_____________, residente na Rua_________, número_____; 2)_____________, residente na Rua_________, número_____; 3)_____________, residente na Rua_________, número_____.

7.6. ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Momento para exposição da acusação e da defesa, propriamente ditas, discutindo-s e e analisando-se a prova produzida nos autos, tecendo as considerações devidas. Aqu i devem ser alegadas todas as matérias preliminares, isto é, aquelas cujo acolhimento impede a análise do mérito, e a matéria de mérito propriamente dita. Dessa forma, comumente se faz a argüição em preliminar de causas extintivas da punibilidade e de nulidades, pois, se acolhidas, aquelas põem fim ao processo en quanto estas implicam na renovação dos atos processuais viciados. A apresentação das alegações finais é obrigatória, tanto para a acusação, que nã o pode indispor da ação penal, quanto para a defesa, em atendimento aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Vigora ainda, nesta peça, o denominado princípi o da eventualidade, que permite às partes aduzirem toda a matéria que julgarem pertin ente, sob a forma de pedidos subsidiários, conforme o caso. Devem ser feitas em audiência, havendo previsão de sua apresentação por escrito, em forma de memoriais, no prazo de 5 dias (art. 403, § 3º, CPP). 37

MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam ente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 403, § 3º, do Código de Processo P enal, apresentar seus MEMORIAIS, apoiados nas seguintes razões: 1) DOS FATOS. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 157, § 2º, I, do Código Penal, pois teria, mediante a simulação de estar armado, subtraído um automóvel em via pública. Em suas alegações finais, o ilustre representante do Ministério Público pugnou pela condenação do Réu, nos exatos termos da denúncia. 2) DO DIREITO. Excelência, o Réu deve ser absolvido. De fato, não se apurou nos autos a autoria do delito. De toda a prova colhida, nenhuma aponta com segurança para o acusado, apenas restam presunções e conjecturas, o que não se pode admitir no processo penal. Quando interrogado, o Acusado negou veementemente a prática do delito, dizendo que no momento do crime estava em sua residência, na companhia de seus f amiliares. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Acusado no local do delito, sem, contudo, reconhecê-lo com segurança. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do R éu ocorreu em sua residência, após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. Já as testemunhas arroladas pela defesa, por seu turno, foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prátic a do delito. Inaceitável, portanto, que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva, sem o mínimo de segu rança. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. Por isso, a única solução para o presente caso é a absolvição do Acusado. 38

Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva, caso Vossa Excelência entenda deva condenar o acusado, subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de a rma. Com efeito, já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão, pois não foi efetivamente empregada uma arm a, no sentido técnico. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça, o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. Se nesse sentido for admiti da, teremos violação ao princípio da legalidade, pois não há previsão legal para o aumento p ela simulação. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado: causas extintivas da puni bilidade, nulidades e mérito propriamente dito). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja absolvido o acusado, com fundamento no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência, subsidiariamente, requer seja afastada a causa de aumento de pena de scrita no Art. 157, § 2º, I, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. (RT 000/000). (RT 000/000).

OAB/___ nº ______________ 39

7.7. APELAÇÃO É o recurso interposto das sentenças definitivas de condenação ou absolvição e d as sentenças definitivas ou com força de definitiva, quando não caiba recurso em se ntido estrito. No rito do júri, em razão da garantia de soberania dos veredictos, o cabimento d a apelação não é completamente amplo, ditado pelo mero inconformismo do apelante, mas sim está ele restrito às hipóteses previstas no Código. Nos termos do art. 593, III, caberá apelação das decisões proferidas pelo Tribunal do Júri quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. O julgamento é anulado e o réu submet ido a outro; b) a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos j urados. O tribunal reforma e retifica a sentença, já que não se trata da decisão do cons elho de sentença, não havendo, portanto, novo julgamento; c) houver erro ou injustiça na aplicação da pena. O tribunal retifica a dosagem da pena, não havendo necessidade de novo julgamento; d) decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. Realiza-s e novo julgamento. A apelação por este fundamento só é cabível uma única vez. Na apelação, não se pode formular novo pedido, até então inexistente nos autos. Só se procede ao reexame de matéria já discutida em primeira instância. Assim, de acor do com a matéria que será discutida, pode ser ampla ou limitada, ou seja, pode-se apelar da decisão por inteiro ou de parte dela. Desta forma, o Tribunal estará preso aos limites do ap elo, adotando-se o princípio tantum devolutum quantum apellatum. O limite do apelo é fixado na inte rposição do mesmo e não quando da apresentação das razões. Comporta também a apelação, a vei culação de matérias preliminares. Quanto à legitimidade, pode apelar o réu, mesmo que a sentença seja absolutória, desde que seja visando alterar o fundamento da absolvição, para fundamento que m elhor lhe aproveite. O Ministério Público não pode apelar de sentença absolutória na ação penal privada. Em caso de sentença condenatória, pode ele apelar em favor do réu, seja ação púb lica ou privada, na função de custos legis. O assistente de acusação tem legitimidade supletiva, ou seja, poderá apelar se o Ministério Público não o fizer. Quanto à possibilidade de apelar para aumentar a

pena, a posição não admite tal hipótese, pois se coloca ao lado do entendimento de que seu inter esse é a condenação para a formação do título executivo judicial, apenas.. Poderá o assis tente, contudo, arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público. O prazo para interposição da apelação é de 5 dias e para a apresentação das razõ es 8 dias. No caso da apelação supletiva, terá o assistente de acusação os mesmo 5 di as para interpor a apelação, se já estiver habilitado nos autos, e 15 dias se não estiver. O art. 600, § 4º, CPP, faculta ao apelante apresentar as razões em Segunda Instância, desde que declare na interposição do recurso. Na Lei nº 9.099/95 o prazo é de 10 dias, com razões já inclusas. 40

MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, Pública, processo em ente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam inconformado com a r. sentença de fls., interpor APELAÇÃO, 593, I, do Código de Processo Penal.

Requer seja a presente recebida e seja ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _______________, com as razões em anexo. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 41

MODELO DE RAZÕES DE APELAÇÃO RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: A APELADA: Justiça Pública Processo nº ........., da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, (EMÉRITOS JULGADORES) Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. 157, § 2º, I, do Código Penal, pois teria, mediante a simulação de estar armado, subt raído um automóvel em via pública. Restou condenado às penas de 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semi-aberto, e ao pagamento de 13 dias-multa, no mínimo legal. 2) DO DIREITO. Preliminarmente. Antes que seja enfrentado o mérito da presente causa, se faz necessária a análise de matéria preliminar, qual seja, a nulidade do processo. De fato, pode-se observar que o Acusado não foi citado, muito embora estivesse preso. Não há justificativa para a inexistência do referido ato, pois há nos autos, desde o início, notícia do local onde se encontra recolhido. Por muito tempo nosso ordenamento aceitou que em relação ao réu preso, bastava a requisição para sua apresentação em juízo, dispensando-se, assim, a ci tação. A nova redação do art. 360, contudo, impõe a necessidade do ato citatório ao réu preso, atendendo à idéia de que a citação não é mero chamamento ao processo, mas ato pelo qual o ac usado deve tomar plena ciência da imputação. Não tendo havido a citação, impossibilitou-se a ampla defesa, garantia constitucional dos acusado em geral. Desta forma, ocorreu nulidade absoluta, o q ue traz como conseqüência a anulação do processo, desde o seu início. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: 42

.............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL:

(RT 000/000).

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). Mérito. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida, no mérito o Apelante deve ser absolvido. De fato, não se apurou nos autos a autoria do delito. De toda a prova colhida, nenhuma aponta com segurança para o Apelante, apenas restam presunções e conjecturas, o que não se pode admitir no processo penal. Quando interrogado, o Apelante negou veementemente a prática do delito, dizendo que no momento do crime estava em sua residência, na companhia de seus f amiliares. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito, sem, contudo, reconhecê-lo co m segurança. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do A pelante ocorreu em sua residência, após terem recebido denúncia anônima de que ele ali s e ocultava. Já as testemunhas arroladas pela defesa, por seu turno, foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prátic a do delito. Inaceitável, portanto, que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva, sem o mínimo de segu rança. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. Por isso, a única solução para o presente caso é a absolvição do Apelante. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva, caso Vossa Excelência entenda deva condenar o Apelante, subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de a rma. (RT 000/000).

Com efeito, já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão, pois não foi efetivamente empregada uma arm a, no sentido técnico. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça, o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. Se nesse sentido for admiti da, teremos violação ao princípio da legalidade, pois não há previsão legal para o aumento p ela simulação. 43

Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado, contrariando a decisão do Magistrado). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para declarar a nulidade desde o início do processo, nos termos do art. 564, III , e, do Código de Processo Penal. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida, no mér ito requer a absolvição do Apelante, com fundamento no art. 386, IV, do Código de Processo Pe nal, ou, subsidiariamente, seja afastada a causa de aumento de pena prevista no art. 157, § 2º, I, do Código de Penal, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 44 (RT 000/000).

MODELO DE APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do ____ Tribunal do Júri da Comarca de ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam ente à presença de Vossa Excelência, apresentar suas CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO, com fundamento no artigo 600 do Código de Processo Penal. Requer seja a presente juntada aos autos, encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado___________. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 45

MODELO DE CONTRA-RAZOES DE APELAÇÃO CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: Justiça Pública APELADO: A Processo nº ........., da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, (EMÉRITOS JULGADORES), Em que pese o infonformismo do ilustre representante do Ministério Público, impõe-se a manutenção da r. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. 157, § 2º, I, do Código Penal, pois teria, mediante a simulação de estar armado, subt raído um automóvel em via pública. Ao final, foi absolvido pelo MM. Juiz, com fundamento no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. Inconformado, o ilustre representante do Ministério Público recorreu da r. decisão. 2) DO DIREITO. Não há motivos para a reforma da r. decisão. De fato, não se apurou nos autos a autoria do delito. De toda a prova colhida, nenhuma aponta com segurança para o Apelado, apenas restam presunções e conjecturas, o que não se pode admitir no processo penal. Quando interrogado, o Apelado negou veementemente a prática do delito, dizendo que no momento do crime estava em sua residência, na companhia de seus f amiliares. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito, sem, contudo, reconhecê-lo co m segurança. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do A pelado ocorreu em sua residência, após terem recebido denúncia anônima de que ele ali s e ocultava. Já as testemunhas arroladas pela defesa, por seu turno, foram unânimes ao afirmar que o Apelado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prátic a do delito. Inaceitável, portanto, que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva, sem o mínimo de segu rança. Meras

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suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. Por isso, agiu acertadamente o Magistrado ao proferir sentença absolutória. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado, ressaltando o acerto da d ecisão do Magistrado e contrariando as razões do MP). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja negado provimento ao recurso, para manter a absolvição do Apelante, com fundamento no art. 386, IV, do Código de Processo Penal, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 47 (RT 000/000).

7.8. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO É o que se destina a possibilitar o reexame das matérias previstas no art. 581 d o Código de Processo Penal. A posição majoritária da doutrina aponta para a taxati vidade do rol, apesar de opiniões em contrário. De qualquer forma, estabelece referido artigo q ue caberá recurso em sentido estrito: a) da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa. Há exceções na legislação processual, quanto a essa decisão nos crimes de impren sa e nas infrações de menor potencial ofensivo, em que é desafiada por apelação. b) da decisão que concluir pela incompetência do juízo. Trata-se da decisão que reconhece a incompetência de ofício e não através de exc eção oferecida pelas partes. c) da decisão que julgar procedente exceção, salvo a de suspeição. Como visto anteriormente, no caso da exceção de suspeição não cabe o recurso porque ela é julgada pela segunda instância. d) da decisão que pronunciar ou impronunciar o réu. Hipótese em que podem recorrer o Ministério Público, o assistente de acusação e o acusado. Inclusive, pode o acusado recorrer da impronúncia, para sustentar que d eva ser absolvido sumariamente, por exemplo (situação mais favorável a ele). e) da decisão que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança, indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la, conceder liberdade pro visória ou relaxar a prisão em flagrante. f) da sentença que absolver sumariamente o réu. Trata-se de decisão definitiva que não é atacada por apelação. Lembre-se que alé m da possibilidade da parte recorrer, haverá, nesta hipótese, o reexame necessário. g) da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido seu valor. h) da decisão que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade. A decisão, portanto, que declara extinta a punibilidade do acusado, apesar de se r definitiva, é atacada por recurso em sentido estrito e não por apelação. i) da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade.

A diferença em relação à previsão anterior é que aqui foi feito requerimento pel a parte, para a declaração de extinção da punibilidade, enquanto no outro a decisã o era de ofício. j) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. Refere-se à decisão proferida por juiz, em primeira instância. Esta decisão tamb ém se sujeita, como visto, ao reexame necessário. k) da decisão que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte. l) da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. 48

Cuida a hipótese da lista anual que contém o nome dos jurados selecionados para trabalharem nas sessões do Júri. Esta lista pode ser impugnada no prazo de 20 di as, dirigindo-se o recurso diretamente ao Presidente do Tribunal de Justiça. m) da decisão que denegar a apelação ou julgá-la deserta. Trata-se de juízo de admissibilidade do recurso de apelação. n) da decisão que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial. o) da decisão que decidir o incidente de falsidade. Trata-se do incidente de falsidade documental. As demais hipóteses contidas no art. 581 perderam a aplicação em razão de tratar de matéria de execução penal, que passou a ser disciplinada pela Lei nº 7.210/84 Le i de Execução Penal. São eles: incisos XI, XII, XVII, XIX, XXI, XXII, XXIII, XXIV. O recurso em sentido estrito possibilita ao próprio juiz recorrido uma nova apre ciação da questão, antes da remessa dos autos à Segunda Instância o que se denomina juí zo de retratação. O prazo para sua interposição é de 5 dias. As razões devem ser apresentadas em 2 dias (art. 588, CPP). Lembre-se da hipótese que impugna lista geral de jurados, onde o prazo é de 20 dias e recurso endereçado ao Presidente do Tribunal de Justiça. 49

MODELO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (R.E.S.E.) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, Pública, processo em ente à presença de Vossa Excelência, SENTIDO ESTRITO, com nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam inconformado com a r. decisão de fls., interpor RECURSO EM fundamento no artigo 581, IV, do Código de Processo Penal.

Caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégi o Tribunal de Justiça do Estado _______________, com as razões em anexo. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 50

MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (R.E.S.E.) RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RECORRENTE: A RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ........., da _____ Vara do Júri da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, (EMÉRITOS JULGADORES), Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. decisão pelas razões fáticas e de direito que passa a e xpor. 1) DOS FATOS. O Recorrente foi denunciado e processado por suposta infração ao art. 121, caput, do Código Penal, pois teria efetuado disparos de arma de fogo que le varam B à morte. Restou pronunciado nos termos da denúncia, sob o fundamento de que estão presentes no caso, indícios veementes de autoria e prova da materialidade do crime. 2) DO DIREITO. Excelências, o Recorrente deve ser despronunciado. De fato, não há indícios de autoria a autorizar a pronúncia. Observa-se, pela análise do que foi produzido nos presentes autos, que nenhuma das pessoas o uvidas liga o Recorrente ao crime. Seu nome só é mencionado porque as testemunhas ouviram dizer que seria ele o autor do delito. Ora, como se sabe, prova de ouvir dizer não é prova suficiente para submeter o Recorrente a julgamento perante o Tribunal Popular. Ainda que se exij a apenas indícios de autoria, esses indícios devem ser, no mínimo, razoáveis, o que não a contece no caso em tela. Não se argumente, também, que na fase da pronúncia vigora o princípio in dubio pro societate . Como se sabe, em qualquer fase processual, a dúvida deve b eneficiar o acusado. Seria temeroso submeter o Recorrente a julgamento pelo Júri, se não exi stem ao menos indícios razoáveis de autoria. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. (RT 000/000).

No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: 51

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado, contrariando a decisão do Magistrado). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para despronunciar o Recorrente, com fundamento no art. 409, do Código de Proces so Penal, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 52

7.9. AGRAVO EM EXECUÇÃO É o recurso cabível de todas as decisões proferidas pelo Juízo das Execuções Criminais, conforme dispõe o art. 197 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal) , tais como: unificação de penas, progressão de regime, saída temporária, livramento condicio nal, entre outras. Pode ser utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público. Por falta de previsão legal, segue o mesmo procedimento do RESE, incluindo o pra zo de 5 dias para interposição e 2 dias para apresentação de razões, admitindo-se, também, o juízo de retratação. 53

MODELO DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comar ca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, in conformado com a r. decisão de fls., interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO, com fundamento no artigo 197 da Lei nº 7.210/84. Caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégi o Tribunal de Justiça do Estado ___________, com as razões em anexo. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 54

MODELO DE RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO AGRAVANTE: A AGRAVADA: Justiça Pública Processo nº ........., da _____ Vara das Execuções Criminais da Comarca ________ ___. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, (EMÉRITOS JULGADORES), Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. decisão de fls., pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Agravante foi processado e condenado por infração ao art. 213 do Código Penal, à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Recorreu e seu recurso foi improvido. Encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado há 3 ano, com bom comportamento. Requereu progressão para o regime semi-aberto, o que foi indeferi do pelo Magistrado, sob o fundamento de que o crime pelo qual foi condenado é de extrema gravidade. 2) DO DIREITO. Excelências, o recurso deve ser provido. De fato, a r. decisão de fls. carece de fundamento legal, pois negou o direito do Agravante de progredir de regime prisional, sob o argumento de que o crime praticado é de extrema gravidade. Ora, os dispositivos legais que disciplinam a progressão de regime art. 122, da Lei nº 7.209/84 e art. 2º, § 2º, estabelecem apenas dois requisitos para a concessão do benefício: bom comportamento e cumprimento de mais de 2/5 da pena. No caso presente, o Agravante tem seu bom comportamento demonstrado no atestado emitido pelo diretor do estabelecimento prisional (fls. ). Quanto ao lapso temporal, cumpre pena há 3 anos, o que supera a fração de 2/5 exigida pela Lei. Portanto, não há motivos para o indeferimento do pleito. A Lei não impõe como restrição a gravidade do delito; pautar-se por ela, com todo o respeito, é inovação legislativa, tarefa que não cabe ao Poder Judiciário. 55

Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado, contrariando a decisão do Magistrado). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para conceder a progressão de regime prisional para o semi-aberto ao Agravante, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 56 (RT 000/000).

7.10. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É o recurso endereçado ao próprio prolator da decisão, seja juiz ou tribunal, a fim de declarar, isto é, esclarecer, completar a decisão que contenha obscuridade, ambi güidade, contradição ou omissão. No Código de Processo Penal, o prazo para interposição é de 2 dias, tendo como efeito a interrupção do prazo dos demais recursos. Já na Lei 9.099/95, o prazo é de 5 dias, tendo como efeito a suspensão do prazo dos demais recursos. 57

MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___ ________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosam ente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 382 do Código de Processo Penal, o por EMBARGOS DE DECLARAÇÃO à r. sentença de fls., pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS. O Embargante foi processado e condenado à pena de 12 anos de reclusão, por infração ao art. 213 e art. 214, ambos do Código Penal. Em sua r. decisão, contudo, o MM. Juiz deixou de analisar tese relevante sustentada pela defesa, qual seja, a aplicação da regra do crime continuado. 2) DO DIREITO. Não obstante o brilho do ilustre Magistrado, deixou ele de apreciar tese de extrema importância, sustentada pela defesa. De fato, a imputação dirigida ao Embargante prevê a prática de duas condutas em concurso material, o que foi acolhido pelo MM. Juiz. Porém, a defesa , fundamentadamente, pleiteou, caso fosse o Embargante condenado, que fosse reconh ecida e aplicada a regra contido no art. 71 do Código Penal, ou seja, regra do crime con tinuado, tese não apreciada pelo Magistrado. Se acolhido o pleito subsidiário, a pena aplicada poderia ter sido bem menor, o que demonstra o prejuízo ao Embargante, pela não apreciação da tese ven tilada nas alegações finais da defesa. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 58 (RT 000/000).

(OBS: Nesta peça deve-se argumentar de modo a apontar o defeito contido na decisão). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer sejam acolhidos os presentes embargos, para que seja suprida a omissão na r. sentença de fls., por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. 59

7.11. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE São recursos exclusivos da defesa, cabíveis quando não for unânime a decisão de Segunda Instância -prejudicial ao acusado -, no julgamento de recurso em sentido estrito e apelação (e agravo em execução, para alguns). Diferenciam-se os recursos apenas pela matéria neles veiculadas. Os infringentes versam sobre matéria de mérito e os de nulidade, sobre questão processual, ou, c omo o próprio nome diz, nulidades. Só pode ser objeto de discussão nos embargos a matéria divergente, desfavorável ao acusado. Assim, as razões do recurso estão adstritas a tecer argumentação sobre o voto vencido. O prazo para oposição é de 10 dias. 60

MODELO DE PETIÇÃO PARA OPOSIÇÃO DOS EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da Apelação nº ______, da ___ __ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de _______. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Apelação em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, inconformad o com o v. acórdão de fls., opor EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE), com fundamento no artigo 609, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento, com as razões em anexo. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 61

MODELO DE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE) EMBARGANTE: A EMBARGADA: Justiça Pública Recurso nº __________, da ______ Câmara do Tribunal de Justiça do Estado _______ . (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do nobre Turma Julgadora, impõe-se a reforma do v. acórdão, pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Embargante foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão, em regime inicial aberto, por infração ao art. 213 do Código Penal. Recorreu e seu recurso foi improvido por maioria de votos, sustentando o voto vencido que a pena deveria ser reduzida ao patamar mínimo 6 anos e o Acusado é primário e ostenta bons antecedentes. 2) DO DIREITO. Excelências, a pena deve ser reduzida. Como muito bem observado pelo ilustre Desembargador Revisor, ainda que a condenação seja mantida, não se justifica o aumento realizado pelo MM. Jui z a quo. Não há nos autos nenhum elemento que autorize o referido aumento de pena. Note-se que o Embargante é primário e não possui nenhuma anotação criminal. Além disso, as demais circunstâncias judiciais lhe são favoráveis, o q ue ampara a solução encontrada pelo ilustre Desembargador vencido. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). Assim, o voto vencido é quem deve prevalecer no novo julgamento a ser realizado perante essa Colenda Câmara. 62 (RT 000/000). uma vez qu

(OBS: Nesta peça deve-se argumentar a respeito do voto vencido, a matéria que foi nele ventilada é o objeto de sustentação). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer sejam acolhidos os embargos opostos, para reduzir a pena imposta ao Embargante, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 63

7.12. CORREIÇÃO PARCIAL É um recurso de caráter administrativo-judiciário, que visa corrigir despachos q ue impliquem em inversão tumultuária do processo. Tem cabimento subsidiário, ou sej a, só deve ser utilizado quando não há recurso específico para a hipótese. Ocorre divergência na doutrina, a respeito do processamento da correição parcial . Alguns entendem que tal recurso deve seguir o rito do agravo de instrumento, com o dispõem as leis de organização judiciária de alguns Estados da Federação. Outros entendem q ue deve a correição seguir o mesmo processamento do recurso em sentido estrito, recurso de cabimento semelhante. Adotamos para nosso modelo, aqui, a segunda posição. 64

MODELO DE CORREIÇÃO PARCIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca ___________. Autos nº _____/___ _______________________, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-ass inado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, inconformado com a r. sentença/d ecisão de fls., interpor CORREIÇÃO PARCIAL, com fundamento no artigo ____, da Lei nº __________. Caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégio Tri bunal _______________. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 65

MODELO DE RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL CORRIGENTE: ............................... CORRIGIDO: Juízo da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. sentença/decisão pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. (Descrição do fato narrado no problema). 2) DO DIREITO. (Nesta peça deve-se apontar qual o erro do juiz que cause inversão tumultuária dos atos do processo). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja dado provimento ao recurso, para __________, com fundamento no art. _____, do Código de Processo Penal, (conforme a tese ventilada no problema) por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 66

7.13. PROTESTO POR NOVO JÚRI (REVOGADO) É recurso exclusivo da defesa, interposto perante o próprio Tribunal do Júri, no caso de condenação à pena de 20 anos de reclusão ou mais, em razão de um único crime doloso contra a vida. Afasta-se, portanto, a possibilidade de cabimento do recurso no caso da pena igu al ou superior a 20 anos resultar da soma operada pelo concurso material de crimes (ar t. 69, CP). Já na hipótese de haver concurso formal ou reconhecimento do crime continuado (arts. 7 0 e 71, CP), como através de ficção jurídica cria-se um único crime, a medida tem sido admiti da. O protesto não precisa ser fundamentado, basta demonstrar a presença dos requisi tos legais, isto é, não há argumentação em torno da matéria, pois os requisitos são de ordem objetiva. Tal recurso só poderá ser utilizado uma vez. Do novo julgamento não poderá fazer parte jurado que tenham servido no primeiro. Se houver crime conexo ao crime doloso contra a vida, em relação a ele deverá se r interposta apelação, que ficará suspensa até a nova decisão proferida em virtude do protesto. O prazo para sua interposição é de 5 dias 67

MODELO DE PROTESTO POR NOVO JÚRI Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrégio Tribunal do Júri da Coma rca _____________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Pública, processo em epígrafe, por seu ente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no nterpor PROTESTO POR NOVO JÚRI, pelas razões a 1) DOS FATOS. O Acusado foi condenado à pena de 32 anos de reclusão, por infração ao art. 121, § 2º, V, por três vezes, aplicando-se o art. 71 do Código Penal. 2) DO DIREITO. Excelência, o presente protesto deve ser deferido. De fato, tal recurso só exige requisitos objetivos para seu provimento, todos atendidos no caso em tela. Como se pode observar, o Acusado foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca à pena de 32 anos de reclusão. O montante foi atingido em raz ão da aplicação da regra contida no art. 71 do Código Penal, ou seja, do crime continu ado. É cediço que referida regra transforma em um, os vários crimes contidos na imputação, portanto, perfeitamente cabível o novo julgamento. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se apontar a presença dos requisitos legais, que são objetivos, de modo a possibilitar um novo julgamento pelo Tribunal do Júri). 3) DO PEDIDO. 68 (RT 000/000). Penal que lhe move a Justiça defensor infra-assinado, vem, respeitosam artigo 607 do Código de Processo Penal, i seguir expostas:

Diante do exposto, requer seja dado provimento ao presente recurso, para designar novo julgamento pelo Egrégio Tribunal do Júri da Comarca, por ser medid a de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. 69

7.14. CARTA TESTEMUNHÁVEL Recurso cabível da decisão que não recebe ou nega seguimento ao recurso em senti do estrito (e, para alguns, do agravo em execução e do protesto por novo júri). Deve ser requerida no prazo de 48 horas ao Escrivão Diretor do Cartório Judicial . Também conta com o juízo de retratação por parte do magistrado. 70

MODELO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Ilustríssimo Senhor Escrivão Diretor do Cartório do ______ Ofício Criminal da Co marca ______________. Autos nº _____/___ _______________________, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-ass inado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Senhoria, interpor CARTA TESTEMUNHÁVEL, com fundamento no artigo 639 do Código de Processo Penal. Caso o MM. Juiz entenda deva manter a r. decisão, requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégio Tri bunal _______________, com as seguintes peças trasladadas: 1) ____________ 2) ____________ 3) ____________. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 71

MODELO DE RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL TESTEMUNHANTE: _______________ TESTEMUNHADA: Justiça Pública Processo nº ........., da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. sentença/decisão pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. (Descrição do fato narrado no problema). 2) DO DIREITO. (Nesta peça deve-se argumentar sobre o não recebimento ou não seguimento do recurso interposto). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja dado provimento ao recurso, para que seja recebido/seja dado seguimento ao recurso interposto, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 72

7.15. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Trata-se de recurso previsto na Constituição da República e será cabível, em mat éria criminal, da: a) decisão denegatória de habeas corpus e mandado de segurança em Tribunais. Se a decisão for proferida por Tribunal Superior, será julgado pelo STF, se proferida por Tribunal Estadual ou Tribunal Regional Federal, será julgado pelo STJ; b) decisão que julga crimes políticos. A competência para julgamento é do STF. O prazo para interposição é de 5 dias no caso de habeas corpus e 15 dias, no cas o de mandado de segurança, ambos com as razões já inclusas. 73

MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUICIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado ____________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos do Habeas Corpus em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, in terpor RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL, com fundamento no artigo 105, II, a , da Constituição Federal e artigos 30 e seguintes da Lei nº 8.038/90. Requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 74

MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RECORRENTE: A RECORRIDA: Justiça Pública Habeas Corpus nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado __________. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA TURMA, (EMÉRITOS JULGADORES), Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo, impõe-se a reforma do v. acórdão, pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Recorrente foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 159, caput, do Código Penal, pois teria privado de liberdade B , exigindo d e seus parentes, quantia a título de resgate. Encontra-se preso desde o flagrante. O processo encontra-se em fase de instrução e já conta com 2 anos de andamento, o que motivou a impetração de ordem de habeas corpus junto ao Tribuna l de Justiça, que indeferiu-a, através de sua 1ª Câmara Criminal. 2) DO DIREITO. Excelências, o presente recurso deve ser provido. De fato, não há justificativas para a demora no andamento do processo e muito menos para a manutenção do Recorrente na prisão. Como se sabe, a soma dos prazos processuais do rito ordinário totaliza 81 dias. Este é o prazo para o encerramen to da instrução, quando o acusado se encontra preso. Contudo, já se passaram 2 anos sem que a defesa tivesse concorrido para isso, já que o momento processual é o da colheita de provas da acusação. Assim, inadmissível que o Recorrente suporte no cárcere a morosidade do Poder Judiciário, impondo-se, de imediato o relaxamento de sua prisão, pelo grit ante excesso de prazo na formação da culpa. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 75 (RT 000/000).

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se atacar o acórdão que denegou a ordem, apresentando argumentos que possibilitem sua reforma). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para relaxar a prisão imposta ao Recorrente, expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 76

7.16. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Recurso constitucional de competência exclusiva do STF, destinado a discutir mat éria de direito e jamais reexame da matéria fática, cabível das decisões que: a) contrariar dispositivo da Constituição da República; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República; d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. Valem para o recurso extraordinário as mesmas regras já expostas para o recurso especial, ou seja, deve ele deve ser interposto perante o tribunal recorrido, fi cando aí sujeito ao exame de admissibilidade. Além da verificação de seu cabimento, só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria Exig e-se ainda, para admissão do recurso extraordinário a demonstração de repercussão geral, ist o é, deve o recorrente demonstrar que a matéria é relevante, do interesse geral. Segundo man ifestação recente do STF, a repercussão geral deve vir alegada em sede de preliminar, para que seja analisada como uma verdadeira condição de admissibilidade deste recurso. O prazo para interposição é de 15 dias, com as razões inclusas. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido, caberá agravo de instrumento (ou agravo de d espacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. 77

MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado ____________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Apelação em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, in terpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8.038/90. Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Colendo Supremo Tribunal Federal. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 78

MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE: ............................... RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal ___________. (Pular aproximadamente 5 linhas) COLENDO TRIBUNAL, COLENDA TURMA, Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo, impõe-se a reforma do v. acórdão, pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Recorrente foi processado e ao final condenado à pena de 1 ano de reclusão e 10 dias-multa, por suposta infração ao art. 171, caput, do Código Pen al, pois teria aplicado o denominado golpe do bilhete premiado em B . Durante o processo, requereu a oitiva de testemunhas de quem teve conhecimento durante a fase de instrução. O MM. Juiz indeferiu o pleito, sob o a rgumento de que as provas seriam protelatórias apenas. Em sede de apelação o pedido foi reno vado e também afastado pelo Egrégio Tribunal de Justiça. Sob o mesmo fundamento. 2) PRELIMINARMENTE. Cumpre apontar que a presente questão é de repercussão geral. Com efeito, a ofensa à ampla defesa do acusado não diz respeito somente a ela, mas é matéria de ordem pública, uma vez que integrante dos direitos fundamentais da Constituição da República. O resultado de um processo onde não se observou a ampla defesa repercute em toda a coletividade, pois não é interesse dos membros da sociedade um processo ilegítimo. Assim, aguarda o conhecimento e julgamento do presente recurso, em ra zão da relevância do assunto ora tratado. 3) DO CABIMENTO. Quanto ao cabimento, o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. De fato, é evidente à ofensa ao art. 5º, LV, da Carta Magna, uma vez que a ampla defesa do Recorrente no processo não foi observada. Houve esgotamento das vias recursais, já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração, o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. Nessa esteira, a matéria foi devidamente prequestionada, pois, como se

pode notar, o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. 79

(OBS: Aqui, deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso, tais como a ofensa à Con stituição, o esgotamento das vias recursais, o prequestionamento). 4) DO DIREITO. Excelências, o presente recurso deve ser provido. De fato, a Constituição Federal aponta como garantia individual o exercício da ampla defesa no processo. Garantir a ampla defesa é permitir ao acu sado que se utilize de todos os meios lícitos e legítimos para enfrentar a pretensão estatal . Ao impedir que o Recorrente produzisse novas provas, o Magistrado, bem como o Tribunal a quo, violaram o art. 5, LV, da Carta Constitucional, trazendo e vidente cerceamento de defesa ao processo. Havendo ofensa à ampla defesa, há nulidade absoluta do processo, o que espera seja declarada por essa Colenda Corte. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 5) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para anular o processo desde a decisão que indeferiu a produção de provas, renov ando-se os atos processuais, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 80 (RT 000/000).

7.17. RECURSO ESPECIAL O recurso especial, também de previsão constitucional, é dirigido a discussão de matéria de direito, não se admitindo reexame dos fatos. A competência para julga mento é exclusiva do STJ e caberá da decisão proferida pelos Tribunais Estaduais ou Trib unais Regionais Federais quando: a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência; b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tr ibunal. O recurso especial deve ser interposto perante o tribunal recorrido e estará suj eito a rigoroso exame de admissibilidade. Além da verificação de seu cabimento, só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matér ia. O prazo para interposição é de 15 dias, com as razões inclusas. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido, caberá agravo de instrumento (ou agravo de d espacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. 81

MODELO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado ____________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Apelação em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, in terpor RECURSO ESPECIAL, com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8.038/90. Requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento, encaminhando-se ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 82

MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: A RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado _______. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA TURMA, Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo, impõe-se a reforma do v. acórdão, pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Recorrente foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão, por infração ao art. 214 do Código Penal. No cálculo da pena, o MM. Juiz desconsiderou as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, majorando a pena base em razão da postura do Recorre nte durante a instrução processual, pois confessara friamente a prática do delito. Na apelação interposta pelo Recorrente, o Egrégio Tribunal de Justiça manteve o mesmo entendimento manifesta do pelo julgado de Primeiro Grau. 2) DO CABIMENTO. Quanto ao cabimento, o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. De fato, é evidente à ofensa ao art. 68 do Código Pen al, uma vez que não foram observadas as circunstâncias judiciais para a fixação da pena-base. Houve esgotamento das vias recursais, já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração, o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. Nessa esteira, a matéria foi devidamente prequestionada, pois, como se pode notar, o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. (OBS: Aqui, deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso, tais como a ofensa a Lei Federal, o esgotamento das vias recursais, o prequestionamento). 3) DO DIREITO. Excelências, o presente recurso deve ser provido. De fato, ao deixar de observar as exigências legais, o MM. Juiz trouxe enorme prejuízo ao Recorrente, exasperando sua pena sem razão para tanto. O órgã o julgador de Segunda Instância não fez por menos e ratificou tal decisão.

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Resta então ao Recorrente, utilizar a via recursal especial, para sanar a patente ilegalidade. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. (RT 000/000). No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, para reduzir a pena imposta ao Recorrente, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 84

7.18. HABEAS CORPUS Da mesma forma que a revisão criminal, a despeito de haver recebido tratamento d e recurso pelo Código de Processo Penal, não é o habeas corpus recurso. É ação de impugnação, destinada a fazer cessar coação ou ameaça de coação a direito de locomoção da pe ssoa, por ilegalidade ou abuso de poder (ou seja, constrangimento ilegal). Daí derivam duas espécies de habeas corpus: a) liberatório: destinado a fazer cessar constrangimento ilegal já existente; b) preventivo: destinado a impedir que constrangimento ilegal se efetive. O Código traz enumeração do que se entende por constrangimento ilegal (art. 648) : a) quando houver falta de justa causa (para a ação, pisão ou inquérito policial) ; b) quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; c) quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; d) houver cessado o motivo que autorizou a coação; e) quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei autor iza; f) quando o processo for manifestamente nulo; g) quando estiver extinta a punibilidade. Qualquer pessoa poderá impetrar ordem de habeas corpus em seu favor ou em favor de outrem, podendo até mesmo ser analfabeto, sendo denominado impetrante. Aquele em favor de quem se impetra a ordem, ou seja, quem sofre a coação ilegal, é denominado pa ciente, que deve ser sempre pessoa física. Quem pratica o constrangimento ilegal é chamado d e autoridade coatora, ou até mesmo coator. É posição majoritária a que admite possa figurar c omo coator um particular. Não há prazo estabelecido para impetração de habeas corpus. Na peça prática, pode-se trabalhar com as seguintes situações: a) Nulidade: 1. Se a nulidade ocorreu no início da ação penal (até o interrogatório do réu): o candidato deverá requerer a anulação desde o início da ação penal; 2. Se a nulidade ocorreu após o início da ação penal (a partir da defesa prévia) : o candidato deverá requerer a anulação da ação penal a partir da fase em que ocorr er o vicio ou a nulidade. Cuidado com o fenômeno da preclusão temporal, já que as nulidades rela

tivas deverão ser argüidas em tempo oportuno. b) Falta de Justa Causa: 85

3. Se ainda não tem sentença: busca-se o trancamento da ação penal; 4. Se já tem sentença: busca-se a cassação da sentença proferida contra o pacien te; c) Extinção da Punibilidade: d) Relaxamento da Prisão em Flagrante: e) Revogação da Prisão Preventiva: f) Concessão de Liberdade Provisória sem Fiança; g) Arbitramento de Fiança 86

MODELO DE HABEAS CORPUS Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribuna l Regional Federal da _____ Região. ______________, advogado, inscrito na OAB/SP sob o nº ________, com escritório na Rua _____________________, nº ___, cidade de ______________, E stado de ______________, vem, com fundamento no artigo 5º LXVIII, da Constituição Federal , impetrar ordem de HABEAS CORPUS em favor de A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão) , portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), que sofre constrangimento ilegal por parte do MM. Juiz Federal da 1ª Vara Criminal da Seçã o Judiciária de __________ , no processo nº _____ , pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Paciente foi denunciado como incurso no art. 121, caput, do Código Penal, pois teria tirado a vida de B com emprego de faca, a bordo de uma aeronave. Ao receber a denúncia o MM. Juiz proferiu o seguinte despacho; recebo a denúncia, designo o interrogatório para o dia 15 e decreto a prisão preventiva d o réu O Paciente foi preso em razão da decisão referida, encontrando-se recolhido desde então. 2) DO DIREITO. A presente ordem deve ser concedida. De fato, a prisão imposta ao Paciente é completamente ilegal, uma vez que o despacho que a decretou carece de fundamentação. Como se sabe, a motivação de decisões judiciais é preceito constitucional, estampado no art. 93, IX, além de constar t ambém em nosso Diploma Processual, mais especificamente no art. 315, concernente à decretação d a prisão preventiva. O nobre Magistrado, como se vê, não observou tais dispositivos. Como a prisão é medida extrema, exceção ao direito de liberdade, é mister que sua impos ição se dê respeitando estritamente as determinações legais. 87

Não se pode tolerar que alguém seja levado ao cárcere, ainda que provisoriamente, sem que a autoridade judiciária indique mais são os motivos e o s fundamentos para a adoção da medida extrema. Portanto, a melhor solução é a concessão da ordem para que o Paciente possa responder aos termos do processo em liberdade. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora, demonstrando sua ilegalidade e o conseqüente constrangimento a que está submetid o o paciente). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público, seja co ncedida a presente ordem, para revogar a prisão imposta ao Paciente, expedindo-se o compet ente alvará de soltura em seu favor, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 88 (RT 000/000).

7.19. MANDADO DE SEGURANÇA É a ação destinada a proteger direito liquído e certo não amparado por habeas co rpus e habeas data, quando houver ilegalidade ou abuso de poder por autoridade públic a ou particular no exercício de atribuições do Poder Público (art. 5º, LXXIX, CF). O mandado de segurança tem cabimento bastante reduzido na esfera penal, uma vez que boa parte dos atos ilegais são impugnados por habeas corpus. Seu processamen to segue o determinado pela Lei nº 1.533/51, impondo-se como prazo para impetração 120 dias a contar da ciência do ato praticado pela autoridade coatora. 89

MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado de ____________. A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), por seu advogado i nfraassinado (procuração em anexo), vem, com fundamento no artigo 5º, LXIX, da Constituição Federal e Lei nº 1.533/51, impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR, contra ato do meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarc a ____________, no processo nº _______, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Impetrante foi vítima de roubo na data ______, tendo sido subtraído seu veículo, não mais localizado. Após registro da ocorrência, foi formalizado o com petente inquérito policial, identificando-se o autor do delito B . B foi denunciado e está sendo processado. O processo encontra-se aguardando audiência para oitiva das testemunhas de acusação. O Impetrante reque reu, então, sua habilitação nos autos, como assistente de acusação, o que foi indeferido pel o MM. Juiz, sob o fundamento de que não é o momento processual adequado para tanto. 2) DO DIREITO. Excelências, a segurança deve ser concedida. De fato, o Impetrante preenche todos os requisitos para figurar nos autos como assistente do Ministério Público. Como se sabe, basta que o ofendido faça p rova de sua identidade e que o processo ainda não tenha transitado em julgado para que seja admitido como assistente, conforme redação dos artigos 286 e 269 do Código de Processo Penal. Não há que se falar, então, em indeferimento do pedido, pois se trata de direito líquido e certo do Impetrante. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 90 (RT 000/000).

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora, demonstrando sua ilegalidade e a ofensa a direito líquido e certo do impetrante) . 3) DA MEDIDA LIMINAR. Estão presentes, no presente caso, os dois requisitos que autorizam a concessão liminar da segurança. Com efeito, há fumus boni iuris, pois o direito líquido e certo invocado e patente, bem como sua violação, demonstrando, assim, a verossimilhanç a do alegado. Quanto ao periculum in mora, se a medida liminar não for concedida, haverá prejuízo para o Impetrante, pois estará impedido de acompanhar a fase pro batória do processo, onde poderá colaborar sobremaneira com o Ministério Público. (OBS: Neste item deve ser demonstrada a presença dos dois requisitos que autorizam a concessão de medida liminar: fumus boni iuris e periculum in mor a). 4) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja concedida a medida liminar para habilitar, de plano, o Impetrante como assistente de acusação nos autos. Após, requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público, requer seja concedida definitivamente a segurança, para o mesmo fim, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 91

7.20. REVISÃO CRIMINAL Ação penal de caráter rescisório, dirigida contra sentença condenatória transita da em julgado. Muito embora esteja elencada no Código de Processo Penal entre os recur sos, vigora o entendimento de que se trata realmente de ação. É admitida nas seguintes hipóteses: a) sentença contra texto expresso de lei ou contra a evidência dos autos; b) sentença fundada em provas falsas; c) quando surgirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância qu e autorize a redução da pena. A revisão criminal, como dito, só pode ser proposta para rescindir sentença condenatória, nunca contra sentença absolutória, ou seja, não é ela admitida pro societate. Têm legitimidade para figurar no pólo ativo o próprio sentenciado ou procurador habilitado. Se for ele falecido, poderão ingressar o cônjuge, ascendente, descen dente ou irmão (CADI). Nota-se, então, que não há prazo para propositura da revisão criminal, podendo ocorrer o ingresso até mesmo após a morte do sentenciado. Acolhido o pedido revisional, o Tribunal poderá absolver o sentenciado, reduzir sua pena ou declarar a nulidade do processo. 92

MODELO DE REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Jus tiça do Estado de __________. A , (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do Rg nº __________, inscrito no CPF sob nº______________, (endereço), por seu advogado i nfraassinado (procuração em anexo), inconformado com a r. sentença já transitada em julgado, conforme certidão em anexo (doc. ___), proferida no processo nº _____, da ____ V ara Criminal da Comarca __________, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, prom over pedido de REVISÃO CRIMINAL com fundamento no artigo 621, III, do Código de Proce sso Penal, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Peticionário foi denunciado, processado e ao final condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 213 do Código Penal, pois teria constra ngido B à conjunção carnal. Após o trânsito em julgado da r. sentença, descobriu-se documento onde a suposta vítima admitia que não houve constrangimento e sim uma relação sexual co nsentida. 2) DO DIREITO. Excelências, o presente pedido deve ser deferido. De fato, o Peticionário foi condenado injustamente, conforme documento descoberto posteriormente à sua condenação e ora anexado para apreciação dessa C olenda Câmara. Nele, encontra-se relato de B , onde admite que não foi forçada em nenhum m omento e que a relação sexual foi consentida. A acusação de estupro se deu em razão de vingança contra o Peticionário. Ora, tal situação não pode prevalecer. Impõe-se a imediata revisão do processo e da condenação, para que o Peticionário possa resgatar sua condição de inocente, da qual nunca deveria ter sido privado. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 93 (RT 000/000).

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente, de acordo com o problema formulado, como nulidades e mérito p ropriamente dito. Mesmo já tendo havido trânsito em julgado, busca-se contrariar a sentença ou o acórdão). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja deferido o presente pedido revisional, para absolver o Peticionário, com fundamento no art. 626 do Código de Processo Penal, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 94

7.21. REABILITAÇÃO A reabilitação tem por fim restituir o condenado à situação anterior à condenaçã o, no tocante às anotações de sua folha de antecedentes, assegurando-lhe o sigilo dos registros sobre seu processo e condenação (art. 93, CP). São requisitos para a concessão (art. 94, CP): a) que já tenham transcorridos 2 anos do cumprimento da pena ou do início do período de prova do sursis ou do livramento; b) que o sentenciado tenha tido domicílio no país, nos últimos 2 anos; c) que durante esse prazo o condenado tenha dado demonstração efetiva de bom comportamento público e privado; d) que tenha ressarcido a vítima, salvo impossibilidade de fazê-lo. Estabelece o Código de Processo Penal, em seu art. 744, que a petição que requer er a concessão da reabilitação deverá ser acompanhada de: a) certidões comprobatórias de não ter o requerente respondido, nem estar respondendo a processo penal, em qualquer das comarcas em que houver residido no prazo após a condenação; b) atestados de autoridades policiais ou outros documentos que comprovem ter residido nas comarcas indicadas e mantido, efetivamente, bom comportamento; c) atestados de bom comportamento fornecido por pessoas a cujo serviço tenha estado; d) quaisquer outros documentos que sirvam como prova de sua regeneração; e) prova de haver ressarcido o dano causado pelo crime ou persistir a impossibil idade de fazê-lo. 95

MODELO DE REABILITAÇÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe moveu a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosam ente à presença de Vossa Excelência, requerer sua REABILITAÇÃO, com fundamento nos arti gos 93 e seguintes do Código Penal e artigos 743 e seguintes do Código de Processo Pena l, pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 2 anos de reclusão, por infração ao art. 129, § 2º, do Código Penal. Cumpriu sua reprimenda em regim e aberto, tendo ela sido extinta, por sentença datada de ________. 2) DO DIREITO. Como demonstram os documentos acostados aos autos, o Requerente atende a todos os requisitos exigidos pela lei, para a concessão da reabilitação . De fato, já se passaram mais de 2 anos desde o término do cumprimento de sua pena, conforme sentença do Juízo das Execuções Criminais (doc. ____). Alé m disso, o Requerente morou no País desde então, mais precisamente no mesmo endereço em que sempre residiu (doc. _____). Tanto durante a execução da pena, como posteriormente a ela, o Requerente ostentou bom comportamento. Não envolveu em nenhuma ocorrência polici al, demonstrando que o fato pelo qual foi condenado, foi realmente o único desabonad or em sua vida (doc. ___). Como prova de sua boa índole, o Requerente ressarciu a vítima de todos os gastos com medicamentos e tratamentos decorrentes das lesões sofridas (doc. _ ___). Assim, atendidos os requisitos impostos pela lei, é medida de rigor a concessão da reabilitação. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: 96

.............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL:

(RT 000/000).

................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após a oitiva do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o presente pedido de Reabilitação, por ser me dida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 97

7.22. LIVRAMENTO CONDICIONAL É a concessão, pelo Poder Judiciário, da liberdade antecipada ao condenado, atendidos os pressupostos e condicionada a determinadas exigências durante o res tante da pena que deveria cumprir preso. Os pressupostos para concessão são: 1) Objetivos: a) condenação a pena privativa de liberdade não superior a dois anos; b) ter o sentenciado cumprido: -mais de 1/3 da pena, se não for reincidente em crime doloso; -mais de ½ da pena se for reincidente em crime doloso; -mais de 2/3 da pena se a condenação for por crime hediondo, desde que não seja reincidente específico. 2) Subjetivos: a) b) c) d) comportamento satisfatório do sentenciado durante a execução da pena; bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à

pessoa, constatação de condições pessoais que façam presumir que não voltará a d elinqüir; e) reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo. Para a concessão do livramento, devem ser ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário. Se deferido o pedido, o juiz especificará as condições a que o liberado ficará sujeito e determinará a expedição da carta de livramento, que conterá cóp ia integral da sentença. 98

MODELO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ A , já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, re querer LIVRAMENTO CONDICIONAL, com fundamento no artigo 131 da Lei nº 7.210/84 e art. 8 3 do Código Penal, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Encontra-se preso há 4 anos e 2 meses. 2) DO DIREITO. O Requerente está recluso há 4 anos e 2 meses, ou seja, já ultrapassou o período exigido pela Lei para a concessão do livramento, ou seja, 2/3 de sua pen a. É primário, possuidor de bons antecedentes, como atestam as certidões em anexo (doc. ____). Além disso, aprendeu ofício enquanto encarcerado, com excelente aproveitamento (doc. ____), o que lhe possibilita exercer trabalho honesto estan do em liberdade. Inclusive, já conta com proposta para tal (doc. _____). Portanto, estão presentes os pressupostos subjetivos e objetivos contidos no art. 83 do Código Penal, fazendo jus, então, o Sentenciado, à concessão da me dida. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: .............................................. No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: ................................................................................. .. (in Processo Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 99 (RT 000/000).

3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após parecer do Conselho Penitenciário e manifestação do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o li vramento condicional ao Requerente, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de ____________, de _____. OAB/___ nº ______________ 100

8. PROBLEMAS. RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE PROBLEMA 1 Na data de ontem, por volta das 22 horas, Romualdo encontrava-se no interior de sua residência quando ouviu um barulho no quintal. Munido de um revólver, abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa, que não pôde identificar devido à escuridão, caminhava dentro dos limites de sua propriedade. Considerando tratar-se de um ladrão, desferiu três t iros que acabaram atingindo a vítima em região letal, causando sua morte. Ao sair do interior de s ua residência, Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por moti vos que fogem ao seu conhecimento. Imediatamente, Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Pol ícia mais próxima onde comunicou o ocorrido. O Delegado Plantonista, após ouvir os fatos, prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível visando a libertação de Romualdo. PROBLEMA 2 Peter Perfeito era apaixonado por Penélope Charmosa e não era correspondido. Cer to dia, não mais suportando a dor da rejeição, aguardou-a defronte sua casa e desferiu 6 dis paros de arma de fogo, que lhe causaram a morte. Transtornado, Peter refugiou-se na casa de um am igo, onde permaneceu por 1 semana até que, através de denúncia anônima, policiais surpreen deram-no, prendendo-o em flagrante, pelo crime de homicídio. QUESTÃO: como advogado de Peter, adote a medida cabível. PROBLEMA 3 (UnB / CESPE OAB 2006.3) Maria José, indiciada por tráfico de drogas, apontou, em seu interrogatório extr ajudicial, realizado em 3/11/2006, Thiago, seu ex-namorado, brasileiro, solteiro, bancário, residente na rua Machado de Assis, n.º 167, no Rio de Janeiro RJ, como a pessoa que lhe fornecia en torpecentes. No dia 4/11/2006, cientes da assertiva de Maria José, policiais foram ao local e m que Thiago trabalhava e o prenderam, por suposta prática do crime de tráfico de drogas. Nes sa oportunidade, não foi encontrado com Thiago qualquer objeto ou substância que o ligasse ao trá fico de entorpecentes, mas a autoridade policial entendeu que, na hipótese, haveria flag rante impróprio, ou quase-flagrante, porquanto se tratava de crime permanente. Apresentado à auto ridade competente, Thiago afirmou que nunca teve qualquer envolvimento com drogas e mui to menos passagem pela polícia. Disse, ainda, que sempre trabalhou em toda a sua vida, ap resentou a sua carteira de trabalho e declarou possuir residência fixa. Mesmo assim, lavrou-se o auto de prisão em flagrante, sendo dada a Thiago a nota de culpa, e, em seguida, fizeram-se as

comunicações de praxe. Com base na situação hipotética descrita acima, e considerando que Thiago está s ob custódia decorrente de prisão em flagrante, redija a peça processual, privativa de advoga do, pertinente à defesa de Thiago. PROBLEMA 4 (OAB/SP 136) Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de dis trito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualifi cado pelo concurso de pessoas, ocorrido no dia 9/6/2008, por volta das 22 h. O inquérito p olicial foi autuado e tramitava perante a 2.a vara criminal da capital. Ao registrar ocorrên cia policial, a vítima, Maria Helena, narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana, com cabelos escuros e utilizando bonés, no estacionamento do shopping Iguatemi, tentando subtrair o veículo 101

Corsa/GM, de cor verde, placa IFU 6643/SP, que lhe pertencia. Disse, ainda, que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades, v isto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento n a região. No dia 30/6/2008, Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela de legacia de polícia e assim o fez, imediata e espontaneamente, a fim de se submeter a reconh ecimento formal. Na ocasião, negou a autoria do delito, relatando que, no horário do crim e, estava em casa, dormindo. A vítima Maria Helena, e a testemunha Agnes, que, no dia do crim e, iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram, inicialmente, Pedro Paulo como autor d o delito. Em seguida, Pedro Paulo foi posto em uma sala, junto com Marconi, para reconheci mento, havendo insistência, por parte dos policiais, para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. Então, a vítima assinou o auto de reconhecimento, decl arando que Pedro Paulo era a pessoa que, no dia 9/6/2008, havia tentado furtar o seu veícul o, conforme orientação dos agentes de polícia. Diante disso, o delegado autuou Pedro Paulo e m flagrante delito e recolheu-o à prisão. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa, e, em seguida, foram feitas as comunicações de praxe. Pedro Paulo não é primário, porém possui residê ncia e emprego fixos. Considerando a situação hipotética apresentada, redija, em favor de Pedro Paulo, a peça jurídica, diversa de habeas corpus, cabível à espécie. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Candido Alegria foi preso nas imediações de local onde vítima noticiou o roubo d e seu carro, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma, logo após a ocorrência do de lito. Na delegacia, foi reconhecido como autor do crime e autuado por infração ao art. 15 7, § 2º, I, do CP. É primário, tem bons antecedentes, trabalha como comerciante estabelecido na cid ade há 15 anos, cidade, aliás, em que nasceu e sempre morou. QUESTÃO: Como advogado de Candido, redigir a peça adequada para obter sua libert ação. PROBLEMA 2 José, sabendo que sua filha Manuela está grávida de dois meses e que seu namorad o é casado, decide fazer com que a filha pratique o aborto. Em contato com uma clínica, José marca a realização do aborto para dali a dois dias. Contrária à prática, Manuela compare ce ao Distrito Policial do bairro onde se localiza a clínica e relata à autoridade de plantão t udo o que irá ocorrer

no dia seguinte. Quando Manuela se encontrava na clínica, iniciada a manobra abo rtiva, os policiais, comandados pelo delegado, invadem o local e prendem em flagrante José e o médico Alfredo. A acusação é de tentativa de aborto. Manuela, juntamente com seu namora do, no auto de prisão em flagrante, acusa José e o médico Alfredo da intenção de praticarem o crime. Ambos são primários e não registram nenhum antecedente criminal. QUESTÃO: Na condição de advogado (a) do médico Alfredo, preso no 1º DP, elaborar a medida cabível que melhor atenda a seus interesses, no sentido de ser libertado da form a mais rápida. PROBLEMA 3 (OAB/SP 135) Daniel, conhecido empresário de São Paulo SP, brasileiro, casado, residente e do miciliado na rua Xangai, n.º 27, bairro Paulista, foi preso em flagrante pela suposta prática do delito tipificado no artigo 3.º da Lei n.º 1.521/1951: destruir ou inutilizar, intencionalmente e s em autorização legal, com o fim de determinar alta de preços, em proveito próprio ou de terceir o, matériasprimas ou produtos necessários ao consumo do povo . Diante desse fato, Geiza, esposa de Daniel, procurou um advogado e lhe informou que Daniel era primário e possuía re sidência fixa. Aduziu que a empresa do marido, Feijão Paulistano S.A., já atuava no mercado hav ia mais de 8 anos. Ressaltou que Daniel sempre fora pessoa honesta e voltada para o trabalho. Além disso, Geiza narrou que Daniel era pai de uma criança de tenra idade, Júlia, que necess itava 102

urgentemente do retorno do pai às atividades laborais para manter-lhe o sustento . Por fim, informou que estava grávida e não trabalhava fora. Geiza apresentou ao advogado os seguintes documentos: CPF e RG de Daniel, comprovante de residência, cartão da gestante ex pedido pela Secretaria de Saúde de SP, certidão de nascimento da filha do casal, Júlia, auto de prisão em flagrante, nota de culpa e folha de antecedentes penais do indiciado, sem qualqu er incidência. Considerando a situação hipotética descrita, formule, na condição de advogado(a) contratado(a) por Daniel, a peça diversa de habeas corpus que deve ser apresentada no processo . QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 117 -ADAPTADO) No dia 1o de julho de 2008, por volta das 12 horas, na confluência das ruas Mari a Paula e Genebra, Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz, que se utilizo u de violência e grave ameaça, exercida com uma faca. Descoberta a autoria e formalizado o inquér ito policial com prova robusta de materialidade e autoria, os autos permanecem com o Ministér io Público há mais de trinta dias, sem qualquer manifestação. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz, atue em prol da constituinte. PROBLEMA 2 Anna Karenina encontrava-se em festa concorrida da cidade. Ao dirigir-se ao banh eiro para retocar a maquiagem, foi perseguida por um garçom, de nome Antoine e levada a um quarto vazio. Lá, mediante grave ameaça, ele obrigou-a a praticar nele sexo oral. A oco rrência foi registrada e a pedido de Anna foi instaurado inquérito policial, já concluído co m provas contundentes. QUESTÃO: Tendo sido contratado por Anna, mulher rica, atue em seu favor. PROBLEMA 3 (OAB/SP 131 -ADAPTADO) Maria, alta funcionária da empresa ATR , no Centro de São Paulo, Capital, recebe normalmente cantadas de seu superior hierárquico, João. Temendo por seu emprego, Maria nunca efetuou nenhuma reclamação. Em 20.04.08, contudo, João, prevalecendo-se de sua condição na empresa, chama Maria em sua sala. Quando ela na sala ingressa, João tranca a porta, exigindo favores sexuais. Visivelmente alterado, João grita com Maria, dizendo q ue se ela não concordasse com o ato sexual, ele iria demiti-la. Outros funcionários, escutando os gritos de Maria, vão, imediatamente, em seu socorro, abrindo a sala de João com a chave me stra, encontrando Maria aos prantos. João, nesse momento, sai rapidamente da sala. No dia seguinte,

pede desculpas a Maria, dizendo haver bebido demais na véspera, e que tudo não t eria passado de um mal entendido. Maria, revoltada, diz que vai procurar os seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Maria, redija a peça mais adequada para fazer valerem os direitos de sua cliente. PROBLEMA 4 (OAB/MG -23/09/2001) Na tarde do dia 29 (vinte e nove) de julho do corrente ano, por volta das 15:00 horas, DEOLICE PEREIRA, brasileira, casada, funcionária pública, residente a rua José Silvéiro, 122, apto 1302, bairro Casa Branca, nesta Capital, compareceu ao restaurante BOM DE BOCA , localiza do na Av. Rio Branco, bairro Pindorama, também nesta Capital, onde fez uso do self serv ice . Durante a refeição, após já Ter se servido do primeiro prato, a Sra. DEOLICE PER EIRA dirigiu-se ao garçon do citado estabelecimento comercial, Sr. FRANCISCO DA CRUZ, alegando que não iria efetuar o pagamento das despesas do almoço, tendo em vista esta a comida muito salgada, uma porcaria . 103

Diante do acontecido, o garçon disse para a Sra. DEOLICE, educadamente, que aproximadamente 500 pessoas já haviam se servido da comida naquele dia, e nenhum havia apresentado qualquer tipo de reclamação. Diante da insistência da Sra. DEOLICE em não saldar o débito contraído, o Sr FRA NCISCO chamou a dona do restaurante BOM DE BOCA , Sra. MARIA CELESTE, brasileira, solteira , comerciante, residente a Rua Francisco Pedrosa, 213 bairro Floresta, nesta Capit al, que imediatamente foi ao encontro da freguesa. Após ouvir atentamente às reclamações da freguesa, a Sra. MARIA CELESTE ponderou que a mesma poderia servir novo prato, sem qualquer ônus pela substituição. No entanto, de modo brusco, a Sra. DEOLICE interrompeu o diálogo e, dirigindo-se à pessoa de MARIA CELESTE, começou a dizer que eu não vou comer esta merda de comida, essa me rda não presta , não querendo conversa com você, sua puta, piranha, pintada , vai se foder , vai tomar naquele lugar... . Não satisfeita, antes de ser retirada do estabelecimento comercial por outros fregueses que ali se encontravam, a Sra. DEOLICE ainda desferiu uma cuspar ada no rosto de MARIA CELESTE, dizendo que eu não vou comer neste lugar nojento, pois a sua proprietária é uma sem vergonha, vagabunda . Certo é que os atos se deram na presença de inúmeras pessoas, fregueses, que se viam no interior do estabelecimento, que, como dito, não só retiraram a Sra. DEOLICE, como também tentaram acalmar a proprietária do restaurante, que, muito abalada, desandou a chorar, qu ase tendo uma crise nervosa. Seguindo conselhos, e ainda abalada, a comerciante lhe procura como advogado no último dia 21(vinte e um) de dezembro. Você entendendo, dada a notoriedade dos fatos, da desnecessidade de procedimento inquisitório, decide, após a devida outorga do instrumento procuratório, aviar a peça com vist as à instauração da persecutio criminis in judicio. PEDE-SE: REDIJA A PEÇA EM QUESTÃO COM TODOS OS CONTORNOS DE NATUREZA PENAL E PROCESSUAL PENAL. DEFESA PRELIMINAR PROBLEMA 1 Bernardo é preso em flagrante, acusado de vender substância entorpecente em ruas da cidade. Concluído o inquérito policial, é denunciado por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. A inicial, contudo, é vaga e imprecisa. Oferecida a denúncia, o juiz determina a intimação do defensor, para manifestação, no prazo legal. QUESTÃO: Como defensor de Bernardo, redija a peça adequada.

ALEGAÇÕES FINAIS PROBLEMA 1 (OAB/SP 106) "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121 , parágrafo 2o., inciso III, 1a. parte, combinado com o artigo 14, II do Código Penal, porqu e teria tentado matar "B", mediante aplicação de injeção venenosa. O laudo do Instituto Médico L egal é taxativo, concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva , ou seja, era inócua. O Ministério Público apresentou alegações finais, postulando a pronúncia de "A", nos termos da denúncia. QUESTÃO:-Como advogado de "A", pratique o ato processual adequado ao rito proces sual. PROBLEMA 2 (OAB/SP 109) 104

Policiais Militares, em razão de denúncia sobre tráfico de entorpecentes, efetua ram diligência na residência de "A", encontrando em determinado armário apenas uma cédula de ident idade falsa, com a foto de "A". Em razão desse fato, "A" foi denunciado por uso de documento falso. "A" sempre negou a prática delituosa. Responde o processo em liberdade, sendo certo que a instrução já foi concluída e, em alegações finais, o Ministério Público postulou a procedê ncia da ação e condenação de "A" como incurso nas penas do artigo 304, do Código Penal. A ação penal tem curso perante a 12a Vara Criminal da Capital. QUESTÃO: Como advogado de "A" elabore a peça processual pertinente. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116) João da Silva foi preso em flagrante delito, pois no dia 10 de janeiro do corren te ano, por volta das 10:00 horas, fazendo uso de uma arma de fogo, tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como in curso nas sanções do artigo 121 caput, c.c. o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal, porque teria agido com animus necandi . Segundo o apurado na instrução criminal, uma semana ante s dos fatos o acusado, planejando matar Antônio, pediu emprestada a um colega de traba lho uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente, guardan do-a eficazmente municiada. Seu filho, a quem confidenciara seu plano, sem que o acus ado percebesse retirou todas as balas do tambor do revólver. No dia seguinte, confor me já esperava, João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e, sacando da arma, acionou o gatil ho diversas vezes, não atingindo a vítima, em face de ter sido a arma desmuniciada anteriorm ente. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida, a confissão do acusado e as declaraç ões da vítima e do filho do acusado. Por ser primário, o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusa do o direito de defender-se solto. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo represe ntante do Ministério Público, requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denú ncia. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva, elabore a peça profissional pertinente.

PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. Estava em gozo de livramento condicional, veio a ser au tuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. Encerrada a instrução probatória, em fase oportuna, o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho, sustentando q

ue a prova é suficiente para tanto, especialmente pelos maus antecedentes. Permanece preso. C onsta dos autos que tem trâmite na 1 a Vara Criminal da Capital, que Agostinho ingressou na farm ácia de Thomás, que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando -o até a chegada da polícia. Agostinho, sempre alegou que fora comprar remédio. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho, desenvolva a medida judicial pertinente. PROBLEMA 5 (OAB/SP 133 -ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denúncia do Promotor de Justiça da co marca, o dia 1 de julho de 2006. Dela constou que ele subtraiu importância em dinheiro de Antôn io, utilizandose de um revólver de brinquedo. Arrolou, para serem ouvidos, a vítima e dois polici ais militares. O Juiz ouviu-o no dia 5 de setembro de 2006, sem a presença de defensor, ocasião em que ele confessou, com detalhes, a prática delituosa, descrevendo a vítima e afirmando q ue o dinheiro fora utilizado na compra de drogas. Afirmou, ainda, que havia sido internado vár ias vezes para tratamento. O defensor nomeado arrolou três testemunhas na defesa prévia. A víti ma, ao ser ouvida, confirmou o fato e afirmou que não viu o rosto do autor do crime porque estava encoberto e, por isso, não tinha condições de reconhecê-lo. Os dois policiais af irmaram que ouviram a vítima gritando que havia sido roubada, mas nada encontraram; contudo, no dia seguinte, houve, no mesmo local, outro roubo, sendo o acusado preso quando estav a fugindo e, por isso, ligaram o fato com o do dia anterior; o acusado, por estar visivelment e drogado , não 105

teve condições de esclarecer o fato. As testemunhas de defesa nada disseram sobr e o fato; confirmaram que o acusado tinha problemas com drogas e, por isso, era sempre int ernado. Na fase do 402 CPP, nada foi requerido pelas partes. O Promotor de Justiça pediu a condenação, alegando que a materialidade estava provada e que a confissão do acusado, pelos informes que continha, mostrava ser ele o autor do crime. Quanto às penas, entendeu que poder iam ser aplicadas nos patamares mínimos. Intimado o acusado para os fins do artigo 403, §3º, do CPP, seus pais resolveram contratar um advogado para defendê-lo. QUESTÃO: Como Advogado, apresente a peça adequada, com todos os argumentos e ped idos cabíveis na defesa do acusado. PROBLEMA 6 (OAB/SP 134) Em 3/1/2008, quando caminhava na beira de uma estrada, saindo de uma festa, Vilm a percebeu dois rapazes se aproximarem pelas suas costas, os quais, dizendo portar uma arma de fogo, encostaram algo em suas costas e lhe ordenaram que continuasse andando, olhando apenas para frente, e lhes entregasse a bolsa. Vilma obedeceu à ordem, sem ver os dois rapaz es, e, cerca de vinte minutos depois, voltou à festa, pediu auxílio a um segurança e ambos saíra m, em um carro, para procurar os autores da subtração. Encontraram a bolsa, logo em seguida, a c erca de 100 metros do local do fato, e Vilma verificou que faltavam R$ 50,00, em uma nota de R$ 20,00, duas de R$ 10,00 e duas de R$ 5,00, um relógio e um celular. Caminhando a cerca de 200 metros do mesmo local, estavam dois rapazes, Luís e Antônio. O segurança os deteve e li gou para a polícia, que compareceu ao local e os revistou. Com Luís foi encontrada a import ância de R$ 50,00, em duas notas de R$ 20,00 e uma de R$ 10,00; com Antônio, o total de R$ 1 5,00, em uma nota de R$ 10,00 e uma de R$ 5,00. Não portavam celulares, nem relógio. Em seguida, os policiais os conduziram para a delegacia, onde foi lavrado o auto de flagrante. Em 11/1/2008, Luís e Antônio foram denunciados como incursos na prática do crime previsto no artigo 157, §2.º, I e IV, c.c. art. 29, todos do Código Penal. A denúncia foi re cebida em 14/1/2008. Ambos, primários, com residência fixa e com bons antecedentes, foram liberados pelo juiz. Constituíram advogados distintos. No interrogatório, realizado em 21/ 1/2008, com a presença de seu advogado, e diante da ausência do advogado de Luís, não intimado para o ato, Antônio acusou Luís de ter cometido o roubo, dizendo, na ocasião, que não portav am qualquer arma, tendo sido encostado um dedo nas costas de Vilma. No dia seguinte, no inte rrogatório de Luís, com participação do seu advogado somente, o acusado negou que ele ou Antôn

io tivessem realizado o roubo. A vítima foi ouvida e ,também, como testemunhas de acusação, foram ouvidos o segurança e os dois policiais que realizaram a condução, os quais conf irmaram o roubo e o encontro do dinheiro com os acusados, afirmando que ambos haviam permanecido em silêncio. Foram ouvidas testemunhas de defesa que atestaram o bom comportamento dos dois acusados. Na fase prevista no artigo 402 CPP, nada foi requerido pelas partes. N a seqüência, o Ministério Público manifestou-se pedindo a condenação de Luís e Antônio pela prá tica do crime previsto no artigo 157, §2.º, I e IV, c.c art. 29, todos do Código Penal. O advo gado de Luís foi intimado, em 5/3/2008, para manifestar-se nos autos. Considerando a situação hipotética descrita, formule, na condição de advogado co ntratado por Luís, a peça a ser apresentada no processo. PROBLEMA 7 (UnB / CESPE OAB/ES 29/8/2004) Félix Silva, nascido no dia 10/1/1978, foi denunciado como incurso nas penas do art. 155, § 4.º, incisos I, II e IV, do Código Penal, combinado com o art. 1.º da Lei n.º 2.252/1 954. Eis trecho da denúncia. No dia 31/3/1998, por volta das 10 h 30 min, em Vitória ES, o denunciado, mediant e vontade livre e consciente e previamente ajustado com Roberval, menor de 18 anos, com re partição de tarefas, subtraiu, em proveito de ambos, após escalar o muro e arrombar a porta, os objetos descritos no Auto de Apresentação e Apreensão, que se encontravam no interior da residência da 106

vítima, quais sejam: xampu, condicionador, escova e creme dental, várias bijuter ias, um rádio AM/FM e dois perfumes, perfazendo um total de R$ 230,00, conforme Laudo de Avali ação Indireta. Consta dos autos que o denunciado, após pular o muro da casa da vítima, arrombou a porta de entrada da frente e subtraiu de seu interior, depois de revirar toda a residênci a, os objetos já referidos, colocando-os em uma mochila de náilon, também de propriedade da vítim a. O menor corrompido, concorrendo para a realização do delito, aguardava Félix do lado de fora em uma motocicleta que conduzia, empreendendo fuga do local após a subtração dos bens. Os bens subtraídos da vítima foram localizados em poder dos denunciados, que acabaram po r confessar a prática do delito. A denúncia foi recebida em 14 de abril de 2004. O réu foi interrogado e constitu iu advogado, que apresentou defesa prévia no prazo legal. Na instrução, foram ouvidas as testemunhas Taciano, Roberval, Lília e Pedro. Tac iano, vizinho da vítima, afirmou que havia observado, momentos antes dos fatos, que o portão d a residência estava aberto, tendo inclusive pensado em avisar os moradores. Antes que o tives se feito, porém, o crime aconteceu. Afirmou ainda que havia visto pessoas entrando na casa, não r econhecendo, no entanto, o acusado ou o menor. Disse não poder asseverar se houve escalada do muro. Roberval, menor que praticou o fato em conjunto com o acusado, afirmou já ter si do processado perante a Vara da Infância e Juventude por mais de uma vez, tendo inclusive sido submetido a medida sócio-educativa. Disse ainda que costumava praticar furtos nas redondezas da casa da vítima, pois era viciado em drogas e precisava do dinheiro obtido com os furtos para sustentar seu vício. Lília, vítima do delito, afirmou não saber se houvera arrombamento da porta de sua casa ou escalada do muro, pois havia saído no momento dos fatos e, quando retorn ou, no dia seguinte, sua irmã tinha providenciado tudo. Declarou ainda ter-se casado com Fé lix três meses após os fatos, apesar de não ter reavido os bens subtraídos. Pedro disse ser viz inho de Félix, o qual, além de ser primário e ter bons antecedentes, apresentava boa conduta soci al e personalidade pacata. Na fase prevista pelo art. 402 do Código de Processo Penal, foram juntadas as fo lhas de antecedentes penais do acusado e do menor Roberval, que indicaram ser Félix réu primário e Roberval, um menor infrator com várias passagens na Delegacia da Criança e do Ad olescente. Em seguida, os autos foram ao Ministério Público para manifestação, oportunidade em que o

promotor requereu a condenação do acusado Félix nos exatos termos da denúncia. Por despacho, o juiz ordenou, em seguida, que os autos fossem à defesa do acusad o, para a manifestação no prazo legal. Em face da situação hipotética acima descrita, como advogado legalmente constitu ído pelo acusado Félix Silva, redija a peça processual cabível para cumprimento do despac ho do juiz e a apresente no último dia do prazo, levando em conta que a intimação à defesa tenh a sido feita no dia 26 de agosto de 2004 (quinta-feira). PROBLEMA 8 (UnB / CESPE OAB / 2006.2 -ADAPTADO) Consta do Inquérito Policial n.º 359/2006, referente à comunicação de ocorrência n.º 154/2006, que, no dia 18/6/2008, por volta das 13 h, nas proximidades do estádio de futebo l conhecido como Maracanã, Pedro, brasileiro, professor, solteiro, residente na rua São Juda s Tadeu, na cidade do Rio de Janeiro RJ, foi agredido fisicamente por Cristiano, após assist irem a uma partida de futebol. Pedro, ao prestar declarações na delegacia de polícia, disse que Cristiano desferiu-lhe um soco, causando-lhe hematomas na face. Ainda chocado com o aconte cido, mas ansioso para voltar para casa para assistir ao jogo do Brasil na Copa, Pedro não se dirigiu ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de fazer o exame de corpo de delito. No inqué rito, registrase, ainda, que Cristiano, brasileiro, bancário, casado, residente na rua José das Co uves, Rio de Janeiro RJ, não possui antecedentes criminais. 107

Alguns dias após o incidente, os autos da investigação policial foram conclusos ao Ministério Público, que, mesmo diante da ausência do exame de corpo de delito, denunciou Cr istiano, conforme a exordial acusatória transcrita integralmente a seguir: Aos 18 de junho de 2008, Cristiano ofendeu a integridade corporal de Pedro. Isso posto, o Ministério Público (MP) requer a citação do réu, sob pena de revelia, e sua cond enação nas penas do art. 129, caput, do Código Penal. A denúncia foi recebida em 30 de junho pelo juiz da 4.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Cristiano foi regularmente citado e qualificado. Interrogado em juízo, Cristiano afirmou que os fatos narrados na denúncia não er am verdadeiros. Segundo ele, no dia dos fatos, após assistir a um jogo de futebol no Maracanã, e stava em uma parada de ônibus nas proximidades do estádio quando Pedro aproximou-se fazendo p iadas a respeito do seu time, que havia perdido o jogo. Cristiano esclareceu que não deu ouvidos a Pedro, que ficou ainda mais irritado. Quando tentou dirigir-se para longe do loc al, Pedro o puxou pela camisa e começou a agredir-lhe com socos. Cristiano, então, agindo em legít ima defesa, deu um soco em Pedro. Em poucos instantes, populares separaram os dois, e ele fugiu do local com medo de novas agressões. Não houve abertura de prazo para a defesa prévia. O MP arrolou duas testemunhas, que não foram localizadas, motivo pelo qual o MP desistiu de ouvi-l as. Na fase do artigo 402 do Código de Processo Penal, a acusação e a defesa nada requereram. E m seguida, o juiz abriu vista às partes. Diante dessa situação hipotética, considerando-se advogado de Cristiano, redija uma peça processual pertinente à próxima fase do processo. PROBLEMA 9 (CESPE/UnB -2007.3 -ADAPTADO) O Ministério Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva, brasileiro, casad o, taxista, nascido em 21/01/1986, pela prática de infração prevista no art. 121, caput, do CP. Consta na denúncia que, no dia 10/10/2006, aproximadamente às 21 horas, em via p ública da cidade de Brasília DF, o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de Fi lipe Santos, que, em razão dos ferimentos, veio a óbito. No laudo de exame cadavérico acostado aos autos, os peritos do Instituto Médico Legal registraram a seguinte conclusão: morte decorrente de anemia aguda, devido a hemo rragia interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfuroco ntundente (projétil de arma de fogo) . Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre, um inquérito policial por c rime de porte de arma, anterior à data dos fatos e ainda em apuração. No interrogatório judicial, o acusado afirmou que, no horário dos fatos, encontr

ava-se em casa com sua esposa e dois filhos; que só saiu por volta das 22 horas para comprar re frigerante, oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar; que conhecia a vítima ape nas de vista; que não responde a nenhum processo. Na instrução criminal, Paulo Costa, testemunha arrolada pelo Ministério Público, em certo trecho do seu depoimento, disse que era amigo de Filipe, que aparentemente a vítima não tinha inimigos; que deve ter sido um assalto; que estava a aproximadamente cinqüenta m etros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe, mas que certamente e ra alto e forte, da mesma compleição física do acusado; que não tem condições de reconhecer com cert eza o ora acusado. André Gomes, também arrolado pela acusação, disse que a noite estava muito escur a e o local não tinha iluminação pública; que estava próximo da vítima, mas havia bebido; qu e hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos, mas tem a impressão de que o acusa do tinha o mesmo porte físico do assassino. Breno Oliveira, policial militar, testemunha comum, afirmou que prendeu o acusad o porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à descrição dada pelas pessoas que teriam presenciado os fatos; que, pela descrição, o autor do d isparo era alto, 108

forte, moreno claro, vestia calça jeans e camiseta branca; que o céu estava enco berto, o que deixava a rua muito escura, principalmente porque não havia iluminação pública; que, na delegacia, o acusado permaneceu em silêncio; que a arma do crime não foi encontr ada. Maíra Silva, esposa de Alexandre, arrolada pela defesa, confirmou, em seu depoim ento, que o marido permanecera em casa a noite toda, só tendo saído para comprar refrigerant e, oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa; que só tomou conhecim ento da acusação na delegacia e, de imediato, disse ao delegado que aquilo não era possí vel, mas este não acreditou; que o acusado vestia calça e camiseta clara no dia dos fatos; que Alexandre é um bom marido, trabalhador e excelente pai. Após a audiência, o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público, que requer eu a pronúncia do réu nos termos da denúncia. Com base na situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado de Alexandre, a peça processual, privativa de advogado, pertinente à defesa do réu; inclua a fun damentação legal e jurídica e explore a tese defensiva cabível nesse momento processual. PROBLEMA 10 (OAB/MG -22/04/2001 -ADAPTADO) O representante do Ministério Público ofereceu denúncia, narrando em síntese o seguinte: (...) No dia 2 de dezembro de 2008, por volta das 21:00 (vinte e uma) horas, nes ta Comarca de Barão do Rio Branco, José da Silva, já qualificado, de 20 (vinte) anos de idade, seduziu sua colega Maria Imaculada, de 17 (dezessete) anos, pobre, segundo declaração expres sa de seus pais, que regularmente aviaram a devida representação, com quem mantinha um relacionamento de amizade. Para tanto, convidou-a para acampar nas margens de um a cachoeira no distrito de Água Limpa, e lá, aproveitando-se da situação, manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de fls. e fls., que comprovam, inc lusive, a sua condição de moça virgem antes daquela relação. (...) Com tal procedimento, acha-se José da Silva incurso nas sanções do art. 217 do CP, motivo pelo qual a denúncia deve ser recebida e, ao final devendo o ora denuncia do ser condenado. No decorrer da instrução processual, ficou patenteado por depoimentos de testemu nhas e, até mesmo pelo depoimento da vítima, que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral, sendo estudante de segundo grau, tendo noção completa do que representa manter r elações sexuais na idade em que se achava. Provado que nenhuma violência viu-se praticada por parte do réu e, segundo a pró pria Maria

Imaculada, (...) a relação se deu porque eu também estava a fim . Encerrada a referida instrução, nada requerendo as partes na fase do art. 402 CP P, o Promotor de Justiça, em suas alegações, insiste na procedência da acusação, estando agora os autos com vista à defesa para os fins do art. 403, §3º, do Código de Processo Penal. PEDE-SE: Elabore as alegações finais, com o devido e completo encaminhamento, al egando toda a matéria de natureza penal e porventura processual aplicável ao caso propo sto. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 (OAB/SP 113) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Ant onio de Souza, mediante uso de uma barra de ferro, as lesões corporais que o levaram à morte. D urante a instrução criminal, o juiz, de ofício, determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. Duas te stemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram, categoricamente, que no dia dos fat os Antonio de 109

Souza, após provocar o acusado injustamente, com palavras de baixo calão, passou a desferir-lhe socos e pontapés. Levantando-se com dificuldade, João alcançou uma barra de ferr o que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes, até que cessasse a agressão que sofria. Encerrada a primeira fase processual, o Magistrado, acatando o Laudo Pericial, absolveu sumariamente João da Silva, aplicando-lhe Medida de Segurança, consiste nte em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. A decisão judicial foi publicada há dois dias. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva, tome a providência judicial c abível. PROBLEMA 2 (OAB/SP 115) "A" e "B" eram amigos de infância. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso, hostil, deserto e com algumas cavernas, localizado no município de São Paulo. Fi caram perdidos durante 2 meses. Finalmente, os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira, tran qüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. Processado no Juízo competente, por homicídio doloso simples, alcanço u a liberdade provisória. Acabou pronunciado pelo magistrado, por sentença de pronúncia prolat ada há 2 dias. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente, em favor de "A" destinando-a à a utoridade judiciária competente. PROBLEMA 3 (OAB/SP 117) Os indivíduos Felício e Roberval, após uma partida de tênis, começaram a discuti r. Felício que estava com a raquete na mão, atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Rober val, de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. R oberval desequilibrou-se e, ao cair ao solo, bateu com a cabeça na guia, vindo a falecer . Felício foi art. 12 processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri, por homicídio simples 1, "caput", do C.P. e pronunciado pelo magistrado, ao entendimento de que houve dolo eventual, pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado, ao golpear Roberval com a raquete. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício, elabore a peça adequada à sua defes a. PROBLEMA 4 (OAB/SP 123 -ADAPTADO) João Alves dos Santos, vítima de estelionato, atuara no processo por seu advogad

o, como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que, em 05.12 .2008, condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta, pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. O juiz não admiti u a apelação porque, no seu entendimento, não pode o ofendido apelar de sentença con denatória para pleitear aumento de pena. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e, de forma fundamentada, apresente a peça a dequada, postulando, como advogado, o que for de interesse de João Alves dos Santos. PROBLEMA 5 (OAB/SP 125) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por m otivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro, seu amigo, e causaram-lhe a morte, as sim agindo porque este cuspira, em brincadeira, no seu rosto. Na decisão de pronúncia, o ju iz, além de admitir a qualificadora do motivo fútil, acrescentou, ainda, a qualificadora da traição porque, segundo a prova colhida, João mentira para Pedro, convidando-o para almoçar em s ua casa e, aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa, atingiu-o pelas cos tas. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique o que pode ser feito em sua defesa e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. 110

PROBLEMA 6 (OAB/SP 127 -ADAPTADO) João, em 5.1.2008, foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado : por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibi litou a defesa (a surpresa com que agiu). Procurado para ser citado, João não foi encontrado, real izando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. Foi-lhe nomeado Defensor Dat ivo, que apresentou a defesa prévia. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. A primeira, arrolada pela acusação, afirmou ter visto quando João, por ela reconhecido fotog raficamente na audiência, surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antoni o, causando-lhe a morte, tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. A segunda testemunha, arrolada pela defesa, afirmou que conhecia João há muito tempo, sabendo que, na data do fato, ele não estava no Brasil e, por isso, não podia se r o autor dos disparos. Oferecidas as alegações pelas partes, João foi pronunciado por homicíd io duplamente qualificado, nos termos da denúncia, sob o fundamento de que o depoimento da tes temunha da acusação, por ser ela presencial, merece crédito, além do que, em caso de dúvida , deve o acusado ser pronunciado, já que, nessa fase processual, vigora o princípio in dubio pro societate. João, intimado da decisão, deu ciência ao seu advogado. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. PROBLEMA 7 (OAB/SP 131 -ADAPTADO) João foi denunciado criminalmente por, supostamente, ter causado a morte de Jose fa, funcionária da OAB/SP. Segundo a denúncia, o acusado, em atividade típica de grupo de exterm ínio, após diversas discussões e ameaças à funcionária, a qual, segundo consta, não o teria tratado adequadamente, aguardou a saída de Josefa de seu local de trabalho para outro pr édio da OAB, onde iria despachar outros processos, momento em que lhe deferiu disparos de arm a de fogo que a levaram a óbito. Recebida a denúncia, o réu alegou que não se encontrava, no d ia dos fatos, em São Paulo. Alegou, também, que uma simples discussão não seria motivo para um ho micídio. Mesmo apresentando testemunhas que o teriam visto em outro local, naquela hora, e mesmo não tendo sido encontrada a arma do crime, o réu foi pronunciado como incurso no art .121, §2.º, II, IV, CP, já que, pelo princípio in dúbio pro societate, deveria caber aos jurados a avaliação quanto à culpa ou inocência de João. QUESTÃO: Como defensor de João, redija a peça mais adequada para sua defesa. PROBLEMA 8 (OAB/SP 132) Luiz, no período do Carnaval, decide ir com seus amigos a seu sítio perto de Itu

, com o intuito de descansar do stress da cidade. Na quarta-feira de cinzas, Luiz decide ir até a cid ade de Itu a fim de comprar cerveja, vez que realizariam pescaria no período da tarde. No trajeto até a cidade, Luiz, por meio de veículo automotor, realiza ultrapassagem em veículo que transi tava no mesmo sentido, conduzindo o veículo em velocidade compatível com o local. Entretanto, Luiz não havia ligado a seta no instante da ultrapassagem, momento em que veio a colidir com um motociclista que, sem capacete, vinha conduzindo em alta velocidade, no sentido oposto, vindo o condutor da motocicleta a falecer, em virtude da colisão com o carro de Luiz. Instaurado o I nquérito Policial por crime de homicídio culposo, decide o Promotor de Justiça denunciar Luiz por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, argumentando que ele, por não ter dado a seta para a ultrapassagem, assumiu o risco do resultado da morte do motociclista. Após a ins trução probatória, o Juiz decidiu pronunciar Luiz por crime doloso na modalidade eventu al, encaminhando os autos para a Vara do Júri de Itu para o respectivo julgamento, j á tendo sido expedida a intimação da decisão de pronúncia ao defensor de Luiz. QUESTÃO: Como advogado de Luiz, interponha a peça pertinente. PROBLEMA 9 (OAB/SP 133) 111

João e Mário, juntos, ingressaram, no dia 20 de janeiro de 2007, na residência d e Pedro, com a intenção de subtrair coisas que nela encontrassem. Os dois eram empregados de Pe dro e este não estava efetuando os pagamentos de seus salários. Pretendiam, assim, com o que su btraíssem, receber o que lhes era devido. Quando estavam no interior da casa, antes que tiv essem começado a subtrair qualquer coisa, Pedro, com um revólver, desferiu disparos contra os d ois, vindo a atingi-los e causar-lhes a morte. Os dois não traziam consigo nenhuma arma. Ele próprio chamou a polícia e solicitou uma ambulância. Chegou a ser preso, mas foi liberado. Foi acusado, por denúncia do Ministério Público, de duplo homicídio qualificado pela surpresa, re curso que impossibilitou a defesa das vítimas, e, por motivo torpe, vingança, porque as ví timas queriam subtrair bens como forma de receberem seus salários e, ainda, por guardar em sua residência arma não registrada e sem autorização regular. Ouvido, confessou o crime, mas di sse que não sabia que as vítimas eram seus empregados, pois, se soubesse, não as teria ating ido. Quanto à arma, disse que, como já havia sido vítima de três roubos anteriormente, a havia adquirido recentemente e ainda não tivera tempo de registrá-la. As testemunhas de acusação ouvidas foram os policiais que atenderam a ocorrência. As testemunhas de defesa afirmaram que as vítimas eram boas pessoas e nunca haviam cometido qualquer crime. O Promotor pediu a pro núncia do acusado nos termos da denúncia. O advogado apresentou alegações. O Juiz, afirman do que, nesse momento, prevalece o princípio in dubio pro societate, pronunciou o acusad o, acolhendo integralmente a denúncia. O acusado foi intimado no dia 5 de setembro de 2007 e manifestou interesse em recorrer. QUESTÃO: Como Advogado, apresente a peça mais adequada para a defesa do acusado, com os fundamentos e pedidos. PROBLEMA 10 (OAB/SP 134) Em 1.º/2/2008, Mário foi acusado de ter contratado, em 3/1/2008, André para mata r Vítor, que era amante de sua esposa. André foi acusado de ter instalado, em 15/1/2008, uma bomba no carro de Vítor, para que ela explodisse quando a ignição do veículo fosse ligada . De fato, quando Vítor acionou o motor do carro, houve uma explosão que o matou. Mário e André fo ram mediante paga; II motivo fútil cons apontados como incursos no art. 121, §2.º, I istente em ciúmes; III emprego de explosivo; IV recurso que impossibilitou a defesa da víti ma; c.c. art. 29, caput, do Código Penal. Em 12/2/2008, André faleceu, tendo sido, então, decl arada extinta a sua punibilidade, não tendo ele chegado a ser ouvido, visto que, na fase policia

l, permanecera em silêncio. Em interrogatório realizado em 14/2/2008, Mário negou a contratação e disse viver bem com a esposa. Foram ouvidos em juízo: o médico legista, que confirmou a morte por explosão; do is policiais que afirmaram que, como André já era procurado pela polícia, uma interceptação t elefônica autorizada para desvendar outro crime captara, casualmente, conversa entre ele e outra pessoa, não identificada, supostamente Mário, na qual este negociava com André a morte d e uma pessoa, cujo nome não foi mencionado, tendo sido, na ocasião, marcado encontro entre os dois; e um perito, o qual declarou que, conforme perícia juntada aos autos, a voz da conver sa interceptada era semelhante à de Mário, embora não fosse possível uma afirmação conclusiva. D a gravação nada constava sobre a forma de execução do crime. Duas testemunhas, amigos de Ví tor, afirmaram que ele era amante da esposa de Mário. Como testemunhas de defesa fora m ouvidos dois amigos de Mário, que disseram ser este pessoa calma e dedicado pai de famíl ia, incapaz de causar mal a qualquer um, e sua esposa, que negou ter relações com a vítima. Fin da a instrução, as partes apresentaram suas alegações e, em 3/3/2008, o juiz pronunciou Mário pe lo art. 121, §2.º, I, II, III, IV, c.c art. 29, caput, todos do Código Penal, assentando-se n a gravação e nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmando que, na pronúncia, prevalece o princípio in dubio pro societate. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. 112

Considerando a situação hipotética descrita, atue na defesa de Mário, como se se u advogado fosse. PROBLEMA 11 (OAB/SP 110 -ADAPTADO) Aurélio, Promotor de Justiça, oferece denúncia contra Agripino, empresário, desc revendo infração penal tipificada como receptação ocorrida em outubro de 2007. Contudo, esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial, além de narrar fato equivocado, fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade, não oferecendo, outrossim, a qualificação do indiciado. O Magistrado, ao tomar conhecimento do teor da denúncia, rejeita-a, e xpondo os motivos para tal. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão, expondo os motiv os de seu inconformismo, reiterando que a ação penal deve ser recebida para, ao final da i nstrução probatória, ser o réu condenado pelo crime que cometeu. Você, como advogado de A gripino, é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz, bem como do recurso interposto p elo Promotor de Justiça. Assim, proponha a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino, justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. PROBLEMA 12 (OAB/MG -Agosto 2006) No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra E dmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos artigos 138, 13 9 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o ant erior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê -lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito. Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o aco mpanha com o devido e completo encaminhamento. APELAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 107) "A" já cumpriu pena na Penitenciária do Estado de São Paulo pela prática de dive rsos delitos patrimoniais, sendo certo que obteve a liberdade definitiva no dia 28 de agosto

de 1996. Em liberdade, "A" locou de "B", para fins comerciais, o imóvel sito à rua "C", nº 1 00, Centro, São Paulo, Capital, vencendo o contrato aos 15 de setembro de 1998. No dia 01 de fev ereiro de 1997, por volta das 23:00 horas, "B" passou defronte o imóvel de sua propriedade e not ou um caminhão sendo carregado com telhas, portas e janelas do imóvel, e foi informado de que aqueles objetos estavam sendo retirados por ordem expressa de "A". Imediatamente "B" acionou a polícia e após a tramitação do inquérito policial, "A" foi denunciado por furt o agravado. O juiz da 28ª Vara Criminal da Capital julgou procedente a ação penal, condenando "A", por violação do artigo 155, § 1º, do Código Penal, a pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime fechado, sem direito a apelar em liberdade. O mandado de prisão já foi cu mprido e "A" está preso na Casa de Detenção de São Paulo. O magistrado não acolheu a alegação de "A" no sentido de que na condição de inquilino estava apenas reparando o imóvel de que tinha a posse em razão de contrato em vigor. Entendeu o magistrado que, pelos antecedentes ost entados, "A" não poderia estar fazendo outra coisa senão praticando o furto descrito na denún cia. O Advogado de "A" foi intimado da respeitável sentença na data de ontem. 113

QUESTÃO: Como advogado(a) de "A", adote a medida judicial cabível, apresentando em separado a justificativa. PROBLEMA 2 (OAB/SP 108) Aurélio, em sede de inquérito policial, reservou-se o direito de permanecer cala do. Na fase judicial, foi condenado como incurso no art. 157, § 2º, incisos I e II, c.c. o a rt. 14, inciso II, do Código Penal, às penas de 01 ano, 09 meses e 10 dias de reclusão e 04 dias-multa . Embora frágeis as provas produzidas, o MM. Juízo da 15ª Vara Criminal Central da Comarc a da Capital fundamentou a decisão na presunção de culpa, pelo silêncio de Aurélio na fase po licial. A sentença foi publicada há cinco dias. QUESTÃO: Como advogado de Aurélio, adote a medida judicial cabível, justificando -a. PROBLEMA 3 (OAB/SP 108) Gaio foi denunciado como incurso no art. 121, § 2º, inciso II, c.c. o art. 29, t odos do Código Penal. Em Plenário, sustentou a Defesa, dentre outras, a tese da ausência do anim us necandi . Os Jurados, por significativa maioria de votos, rejeitaram todas, sendo certo qu e não foi formulado quesito acerca da referida tese defensiva, fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. A sentença, proferida no julgamento realizado há três dias, conden ou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão, em regime fechado. QUESTÃO: Como advogado de Gaio, ajuíze a providência judicial adequada, justific ando-a. PROBLEMA 4 (OAB/SP 113) O cidadão "A", em São Paulo, Capital, comprou do comerciante "B" um sofá de cour o, no valor de R$ 3.000,00. A compra foi efetuada no dia 10 de março de 1999, sendo que o co mprador pediu ao comerciante que apenas apresentasse o cheque no dia 30 do mesmo mês. O pedido foi aceito e ficou consignado no verso da cártula. Porém, o acordo não foi cumprido e o cheque referido voltou sem fundos, tanto na primeira vez em que foi apresentado quanto na posterior. Por causa desses fatos, o cidadão "A" foi denunciado e processado, pelo artigo 1 71, parágrafo 2º, inciso VI do Código Penal e restou condenado à pena de 1 ano e 8 meses de reclus ão com "sursis". O réu recusou a suspensão do processo, prevista no artigo 89 da Lei 9. 099/95, no momento procedimental oportuno. A respeitável sentença foi prolatada hoje. QUESTÃO: Produzir a peça adequada na espécie, em favor de "A", perante o Órgão J udiciário competente.

PROBLEMA 5 (OAB/SP 114) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital, que o considerou incurso n o artigo 333, do Código Penal. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9.099/95 e persiste no mesmo sentido, daí ter o juiz concedido o "sursis". No qüinqüídio legal, o Ministério Púbico nã o recorreu e a defesa de "A", sim. Consta da sentença condenatória que "...embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100,00 (cem reais) para retardar ato de ofício, a condenação seria de rigor em razão da crescente onda d e corrupção que não é tolerada pela sociedade. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido, o que f icou bem demonstrado nos autos, o fato é que se viu favorecido, o que também justificava a condenação." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado, dê continuidade ao r ecurso interposto. PROBLEMA 6 (OAB/SP 116) Onesto de Abreu, agente de polícia federal, foi denunciado pelo Ministério Públi co Federal como incurso no art. 317 do Código Penal, porque teria aceitado de Inocêncio da Silva , a quantia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte d e substância entorpecente. Inocêncio da Silva, por sua vez, também foi denunciado, nos mesmos autos, como 114

incurso no art. 333 do Código Penal, por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. Desde a fase de inquérito policial, ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imp utada pela acusação, mantendo a negativa no interrogatório judicial. Na instrução criminal, duas testemunhas arroladas pela Promotoria, que se encontravam no dia dos fatos no De partamento de Polícia, alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo, sem, contudo, presenciarem a efetiva transação. Nenhuma outra prova foi produzida pel o Ministério Público. A defesa, por sua vez, provou que Onesto tem incólume vida profissional . Concomitantemente à ação penal, Onesto de Abreu respondeu a um procedimento admi nistrativo que resultou em sua demissão do serviço público. Encerrada a instrução, Onesto d e Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386, inciso VII do Código de Processo Penal. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu, tome a providência judicial cabível. PROBLEMA 7 (OAB/SP 121) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado, consistente na subtração, mediante arrombamento, do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. Ao i niciarem o furto, aparece o dono do veículo. Xisto sai correndo, enquanto Peter enfrenta a vítima e, usando de uma arma de fogo que portava, o que não era do conhecimento de Xisto, vem a m atar a vítima. A sentença condenatória do MM. Juiz de Direito da 5.ª Vara Criminal da C apital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. Os advogados foram intimados da decisã o há dois dias. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto, apresentar a peça jurídica competent e. PROBLEMA 8 (OAB/SP 123) João Alves dos Santos foi condenado, no dia 05.01.2004, por apropriação indébita porque, como marceneiro, recebera, no dia 06.02.2002, importância de seu cliente, Antonio Apa recido Almeida, como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência . Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido, não exec utando os trabalhos pelos quais foi contratado. Ele e seu advogado foram intimados da sent ença condenatória, no dia 20.05.04. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique a medida cabível e, de forma fundament ada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. PROBLEMA 9 (OAB/SP 124)

João foi condenado porque ele e Pedro, no dia 01.02.2004 ingressaram na residênc ia de Antônio, com a intenção de subtrair bens a este pertencentes, e, em virtude da resistênci a do morador, desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. Um dos tiros atingiu o com parsa, Pedro, que faleceu. João, temeroso, fugiu sem nada subtrair. O juiz, em razão dos fatos , condenou João, como incurso duas vezes em concurso material, às penas do art. 157, § 3. °, segu nda parte, do Código Penal, num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 2 0 (vinte) dias multa, fixadas no mínimo legal, e ao regime integralmente fechado, para o seu cu mprimento. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa PROBLEMA 10 (OAB/SP 125) João foi acusado de ter subtraído, no dia 5 de janeiro de 2003, vinte mil dólare s de seu pai, Fábio, com cinqüenta e oito anos de idade. Houve proposta de suspensão condicion al do processo, não aceita pelo acusado. Ouvidas duas testemunhas de acusação, dissera m que, realmente, houve a subtração, por elas presenciada. O pai, vítima, confirmou o f ato e a propriedade dos dólares. Por outro lado, o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado, mas à sua mãe, que, antes de falece r, os dera para o filho. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. O juiz, no dia 4 de janeiro de 2005, condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de 115

reclusão e 10 dias-multa, no valor mínimo, substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique o que pode ser feito em sua defesa e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. PROBLEMA 11 (OAB/SP 126) João, casado com Semprônia, foi denunciado como incurso nas penas dos arts. 213, caput , e 217 do Código Penal, cada um deles combinado com o art. 226, inciso III, do mesm o diploma legal, em concurso material. Segundo a denúncia, João namorou Caia, virgem, de 1 5 anos de idade, por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e, aproveitando-se d e sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento, seduziu-a, conseguindo man ter relações sexuais com ela. Ainda, aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia, em dia não esclarecido do mês de junho de 2004, mediante violência, João constrangeu a irmã de sua namorada, de nome Tícia, de 21 anos de idade, a manter com ele conjunção carnal, vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. Na delegacia, Tícia, em relaç ão ao fato de que foi vítima, e seus pais, quanto ao fato em que Caia foi vítima, apresentaram rep resentação e comprovaram ser pessoas pobres. Foram ouvidos o acusado, que negou os fatos, e C aia, que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estup ro. Tícia não foi localizada. João foi condenado pelo crime do art. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão, aumentado de ¼ em face da incidência do art. 226, III, do Código Penal, totaliza ndo a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. Foi também condenado pelo crime do art . 213, caput , do Código Penal à pena de 6 (seis) anos, aumentada de quarta parte, totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. Foi fixado como regime de pena o integ ralmente fechado, em razão de ser hediondo o crime de estupro. O acusado foi intimado da sentença no dia 04.05.05 e o advogado foi intimado no dia 19.05.05. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. PROBLEMA 12 (OAB/SP 126 -ADAPTADO) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa, fixada em seus patamares mínimos. L evou o juiz em conta na aplicação da pena mínima, entre outras circunstâncias, a atenuante da m enoridade prevista no art. 65, I, do Código Penal, bem como o fato de o prejuízo sofrido p ela vítima ter sido

de pequena monta. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício d e citação. Renovada a instrução, apurou-se que o acusado era, na verdade, maior de 21 (vint e e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialme nte apurado. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) mese s de reclusão e 10 dias-multa, sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo, em uma únic a operação, em face das conseqüências graves do crime e, ainda, porque se provou ser o réu r eincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. PROBLEMA 13 (OAB/SP 128 -ADAPTADO) José foi denunciado como incurso no art. 155, § 4o, incisos I e II, do Código Pe nal. Segundo a acusação, José, em 5 de agosto de 2007, por volta das 22 horas, invadiu casa loc alizada na rua Coronel Pereira Vaz, no 85, São Paulo Capital, de propriedade e residência de Ar mando Paixão, mediante a transposição de um muro de 80 centímetros de altura. Na garag em, percebendo que o portão estava apenas encostado, sem estar trancado, segundo a d enúncia, José resolveu furtar o veículo de Armando ali estacionado. Para tanto, quebrou o vidr o lateral do veículo e ingressou em seu interior, evadindo-se do local com o carro. O veículo foi encontrado, no dia seguinte, na garagem do prédio em que José reside. Em juízo, José negou o crime em seu 116

interrogatório, afirmando que, a pedido de um conhecido, de nome Pedrinho, deixo u que este estacionasse o veículo em sua vaga de garagem, pois esta estava disponível, nada tendo a ver com a subtração. Que, após este dia, não encontrou mais Pedrinho. A vítima, ao s er ouvida, confirmou a subtração. Carlos, vizinho da vítima, confirmando reconhecimento fei to durante o inquérito policial, afirmou que José foi visto por ele, saindo com o veículo. Em suas alegações finais, a defesa sustentou que José apenas consentiu que Pedrinho guardasse o ca rro. Quanto ao reconhecimento feito pelo vizinho, alegou que José é pessoa de fisionomia bastan te comum e que, certamente, fora confundido. Afirmou, ainda, que o fato ocorreu à noite, o que dificultava a visualização do condutor do veículo. O MM. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital julgou procedente a acusaç ão e condenou José pelo crime de furto duplamente qualificado (escalada e rompimento de obstáculo). Quanto à aplicação da pena, na primeira fase, o juiz, com base no ar t. 59 do Código Penal, fixou a pena em 3 (três) anos de reclusão, acima do mínimo legal, porque eram duas as qualificadoras do furto, fato que demonstraria dolo intenso do agente. A pena de multa foi fixada no mínimo legal. Para o cumprimento da pena, determinou o regime aberto, substit uindo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, consistentes em prestaçã o de serviços à comunidade e multa. José foi intimado da sentença no dia 16 de fevereiro e o adv ogado foi intimado no dia 17 de fevereiro de 2008. QUESTÃO: Como advogado de José, redija a peça processual mais adequada à sua defesa. PROBLEMA 14 (OAB/SP 130) João foi processado e condenado por homicídio duplamente qualificado à pena de 1 9 (dezenove) anos de reclusão. Conforme a denúncia e a pronúncia, houve motivo fútil porque o crime foi praticado em razão de uma simples desavença em virtude de uma dívida de jogo no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) e, também, houve utilização de recurso que impossibilito u a defesa consistente em surpresa porque os tiros foram desferidos logo após rápida discus são sobre a dívida, quando a vítima, Antonio, chegou na casa de João, chamada por este. Não houve testemunhas presenciais. A denúncia foi baseada em depoimento de Maria, namorada de Antonio, a qual afirmou que conversou com a vítima sobre a desavença antes de su a morte. Contudo, Maria desapareceu e não foi ouvida na fase processual. João negou a aut oria na polícia e em juízo. Foram ouvidos no processo dois policiais militares que afirmaram ter em atendido à vítima e visto quando ela conversava com a namorada, Maria, mas disseram que não

chegaram a conversar com a vítima ou com sua namorada. A arma não foi encontrada. A morte f oi demonstrada por laudo pericial. Indagados, os jurados responderam: a) por quatro votos a três, que João desferiu os tiros na vítima Antonio, causando-lhe ferimentos; b) por ci nco votos a dois, que os ferimentos resultantes dos tiros causaram a morte de Antonio; c) por seis votos a um, que João agiu por motivo fútil; d) por seis votos a um, que João usou de recurso que impossibilitou a defesa de Antonio; e) por sete votos a zero, que inexistia circunstância atenuan te em favor de João. O advogado impugnou os quesitos sobre as qualificadoras, argumentando que foram redigidos de forma singela, sem especificação do motivo fútil ou do recurso que impossibilitou a defesa, não sendo a impugnação aceita pelo juiz. O Promotor de Justiça não apres entou a réplica. O advogado, com base no princípio constitucional da plenitude da defesa, quis ap resentar a tréplica, sendo impedido pelo magistrado, o qual entendeu que não há tréplica se m réplica. A sentença condenatória foi lida em plenário. No dia seguinte, 15.09.2006, o advog ado recorreu. QUESTÃO: Como advogado, indique os fundamentos do recurso e apresente as suas ra zões. PROBLEMA 15 (OAB/SP 131) João foi processado perante a ____ Vara Criminal da Capital por, supostamente, e m 10.02.06, ter, mediante violência, levado para sua casa, Maria, dançarina da casa noturna N oites de Prazer , com fins libidinosos. Em seu interrogatório, afirmou, primeiramente, não ser Maria pessoa honesta. Por outro lado, asseverou ter convidado a moça para sua casa, no que esta teria 117

concordado, mediante remuneração pecuniária. Alegou, ainda, que, em momento post erior, ambos discutiram sobre o valor a ser pago, tendo, Maria, saído revoltada e dizen do que iria se vingar. Testemunhas foram apresentadas, asseverando terem se encontrado, na mesm a noite e na mesma casa noturna, com Maria, após sua saída com João. Em 20.01.07, João foi co ndenado a uma pena de 2 anos de reclusão, sob a alegação de que teria ele, de qualquer for ma, retido, com fins libidinosos, Maria, contra a vontade desta. QUESTÃO: Como advogado de João, escolha o melhor meio para sua defesa. Redija a peça. PROBLEMA 16 (OAB/SP 134) Em 1.º/3/2001, quando tinha dezenove anos de idade, Renato foi denunciado por ro ubo com emprego de arma (art. 157, §2.º, I, do Código Penal). A denúncia foi recebida em 4/3/2002 e Renato foi interrogado no dia 11/3/2002, tendo, no dia 12/3/2002, apresentado de fesa prévia, na qual foram arroladas cinco testemunhas suas e três que constavam da denúncia. Na audiência de oitiva de testemunhas da acusação, foram ouvidas sete delas, tendo o Ministério Público desistido de uma, também arrolada pela defesa. Cinco das testemunhas ouvidas afi rmaram que souberam do roubo, mas não o presenciaram, nem conheciam o acusado. Duas outras disseram ter visto uma pessoa semelhante a Renato cometer o crime. A vítima o reconheceu. Foram ouvidas cinco das testemunhas arroladas pela defesa, tendo todas elas somente fe ito referência à boa personalidade e ao bom comportamento de Renato. O juiz dispensou as últimas testemunhas da defesa, duas que já haviam sido ouvidas como testemunhas da acusação e uma qu e não mais deveria ser ouvida ante a desistência do Ministério Público e, ainda, em razão d e não ter comparecido, tendo ficado clara a intenção da defesa em procrastinar o encerrame nto do processo. Na audiência, o advogado manifestou sua inconformidade, solicitando a inquirição da testemunha e se comprometendo a levá-la, independentemente de intimação. O juiz não atendeu ao seu pleito. Na fase prevista no art. 402 do Código de Processo Penal, o Minis tério Público nada requereu, enquanto a defesa insistiu na oitiva da testemunha, afirmando ser importante para a prova, contudo o juiz indeferiu o pedido e reiterou o seu entendimento. Em ale gações finais, o Ministério Público pleiteou a condenação, ao passo que a defesa, em preliminar, novamente postulou a oitiva da testemunha e, no mérito, pediu absolvição. Na sentença, pub licada em 10/8/2007, o juiz rejeitou a preliminar da defesa e condenou Renato, fixando, re spectivamente, a pena-base no mínimo legal 4 anos de reclusão e 10 dias-multa , e cada dia-multa, em um

trigésimo do salário mínimo, tendo acrescentado 1/3 pela causa de aumento, o que resultou na pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 13 dias-multa. O acusado e seu advogado f oram intimados da decisão em 5 de março de 2008. Considerando a situação hipotética descrita, atue na defesa de Renato, como se s eu advogado fosse. PROBLEMA 17 (OAB/SP 111) O Promotor de Justiça, quando da apresentação de alegações finais, em ação penal pública incondicionada, conclui pela inocência do réu, e postula a sua absolvição. O Mag istrado, ao analisar os autos, profere sentença absolutória, acolhendo o pleito ministerial. Na ocasião da intimação da sentença, em virtude de férias do subscritor das alegações finais, outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz, considerando que a sentença deve ser reformada. Assim, interpõe recurso, alegando ter independência funciona l consagrada na Carta Magna, afirmando que, por ser ação penal pública incondicionada, o Prom otor que o antecedeu, jamais poderia ter pleiteado a absolvição, mas tão-somente a condenaç ão. Pugna, outrossim, pela condenação do acusado nos termos do art. 171 do Código Penal (es telionato consumado), aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta d escrita na denúncia, e o réu teria agido com culpa presumida, ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu, formule a peça processual que julgar oportuna 118

PROBLEMA 18 (OAB/MG Abril 2006) Jorge Mattos, funcionário público estadual, conhecido por seus amigos como excel ente motorista, no dia 25 de novembro de 2005, dirigia seu veículo esportivo pela Av. do Contorno a 100 Km/h durante a madrugada, sem permissão ou habilitação para direção de veícu lo automotor, quando, ao ultrapassar um semáforo vermelho, colidiu com outro veícul o, vindo a lesionar Anabella de Castro, que ficou paralítica. Imediatamente, uma pessoa no local acionou o SAMU, que prestou atendimento à vítima, encaminhando-a ao Hospital de Pronto-soc orro. Antes da chegada da Polícia Militar, Jorge ausentou-se do local dos fatos, deixando o número da placa de seu veículo com o motorista da ambulância do SAMU. A Polícia lavrou um TCO, oportunidade em que foi requisitado o exame pericial, c apitulando o fato nos artigos 303, 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), sendo distribuído ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte e designada audiência preliminar. As partes foram intimadas sendo que apenas Jorge compareceu. O Promotor de justiça ofereceu proposta de transação, sendo prontamente recusada pelo autor do fato. Denunciado pelos fatos acima narrados como incurso nas sanções dos artigos 303, 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro, foi regularmente citado, apresentou defesa prévia. Na audiência de instrução e julgamento, ocorrida em 28 de abril de 2006, o promo tor solicitou o adiamento da audiência pois a vítima não tinha comparecido ao fato o que foi neg ado pelo juiz ante a demonstração de que esta foi regularmente intimada da audiência prelimina r, bem como da presente audiência. Logo após foram ouvidas as testemunhas, os policiais mili tares que participaram da ocorrência policial e duas testemunhas do acusado para comprovar seus antecedentes, e o acusado foi interrogado. Em seu interrogatório, o acusado narr ou o fato, ressaltando que a vítima se encontrava atravessando a avenida em um local em cur va, distante da faixa de pedestre e que ela parecia estar embriagada. Também justificou sua saíd a do local do acidente, pois estava ermo o local, era de madrugada, que a pessoa que tinha cha mado o SAMU foi imediatamente embora, que entregou ao enfermeiro um papel com o número da pl aca, pelo qual a polícia o localizou , que não possui mesmo habilitação para conduzir veíc ulos automotores. As alegações finais foram feitas oralmente pelo MP e defensor públi co, tendo o juiz proferido sentença em audiência, cientificando as partes. Na sentença o juiz dispensou o relatório, sustentado no TCO e no depoimento dos policiais, condenou o réu pelos crimes previstos nos artigos 303, 305 e 309 do CTB, em conc urso material,

a pena privativa de liberdade de 2 anos de detenção, substituída por uma pena re stritiva de direitos, consistente na prestação de serviço à comunidade por igual prazo. Você foi contratado, hoje, por Jorge para assumir a causa. Produza a peça proces sual cabível com o seu completo encaminhamento. PROBLEMA 19 (OAB/MG Dezembro 2006) Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Sant o Agostinho (em Belo Horizonte MG), após o expediente bancário. Com o uso de uma a rma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado), ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. Subtraiu R$ 50.000,00 de dentro do cofre da agência. Consta, ainda, que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo, ao lado do local do crime, de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. Os Policiais Milita res, convocados para a diligência, perseguiram os dois acusados, conseguindo efetivar a prisão e m flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os v alores subtraídos da Agência da CEF. 119

O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois co-réus. De acordo com os termos da denúncia oferecida, eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts . 157, § 1°, I e II, do Código Penal, e 16 da Lei 10.826/03. Denúncia recebida pelo Juiz Competente. Em seu Interrogatório, Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória. Afirmou que Confúncio Henrique, um conhecido antigo, apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valor es no caixa automático da CEF. Anunciou, ainda, que não sabia da intenção delituosa do co-ré u, somente tomando consciência do crime quando, por vontade própria, deu fuga àquele outro. Tomou ciência da arma de fogo, também, apenas durante a fuga. Defesa Prévia apresentada. Audiência de Instrução realizada, na qual foram ouvid as as testemunhas arroladas pelas partes. Como as testemunhas (gerente e seguranças) n ão saíram de dentro da CEF, não conseguiram reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseg uição realizada. Na fase do art. 402 CPP, o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. P afúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. A defesa, a seu turno nada requereu . Não foi juntada, nos autos, a perícia oficial, com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidament e. A sentença foi publicada. Não houve prescrição, entendendo o Magistrado por cond enar os coréus de acordo com a denúncia apresentada: arts. 157, § 1°, I e II, do Código Penal, e 16 da Lei 10.826/03. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes, a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o po rte ilegal de arma. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão, em pena a ser inicialmente cump rida em regime fechado, além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa, fixado s a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. Não se conformando com a decisão do Magistrado, Pafúncio Augusto recorreu tempes tivamente da sentença, constituindo-o para elaborar as razões recursais. Assim, elabore-as , com o devido e completo encaminhamento, arguindo toda a matéria pertinente. PROBLEMA 20 (OAB/MT 2007.2) O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues, por infra ção prevista no art. 121, caput, c/c o art. 14, inciso II, e art. 61, inciso II, alínea e, to dos do Código Penal. Conforme a inicial acusatória, no dia 2 de novembro de 2006, por volta das 15 ho

ras, na quadra 5, em via pública, na localidade de Planaltina DF, o denunciado, fazendo uso de uma pistola, da marca Taurus, calibre 380, semi-automática, com capacidade para doze cartucho s, conforme laudo de exame em arma de fogo, efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antu nes Rodrigues, na tentativa de matá-lo, causando-lhe lesões no peito, do lado esquer do. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, sendo evitad o porque a vítima recebeu pronto atendimento médico. O que motivou o fato, conforme a exordial, foi a divisão de uma área de terras o riunda de herança. Narra a denúncia que Pedro Antunes Rodrigues disse à vítima, na véspera dos fatos, que a fazenda seria sua de qualquer jeito, nem que, para isso, tivesse que matar o pr óprio irmão . Ao ser interrogado, o réu admitiu que teria dito ao seu irmão, um dia antes do c rime, exatamente as palavras narradas na denúncia. Durante a instrução do feito, a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. A defesa, por seu turno, arrolou Catarina Andrade, que informou que, depois de efetuar um únic o disparo de arma de fogo contra a vítima, Pedro Antunes Rodrigues absteve-se, voluntariament e, de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e, ato contínuo, retirou-se, cami nhando, do local onde ocorreram os fatos. 120

Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma, apreendida imedia tamente após o crime, havia 7 cartuchos intactos. E, ainda, que Pedro não possui antecedentes penais. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais), a vítima foi at ingida no lado esquerdo do peito, tendo o projétil transfixado o coração, do que resultou perig o de vida. Em razão da lesão sofrida, Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normai s. Sobreveio, então, sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri, o réu foi condenado a 5 anos de re clusão, em regime semi-aberto, conforme o disposto no art. 121, caput, c/c o art. 14, incis o II, e art. 61, inciso II, alínea e, todos do Código Penal. Considerando essa situação hipotética, redija, na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues, a peça processual que não seja o habeas corpus, privativa de advogado , pertinente à sua defesa, incluindo a fundamentação legal. PROBLEMA 21 (OAB/SP 112) Cleóbulo, soldado da Polícia Militar, após cumprir seu turno de trabalho, dirigi ndo-se para o ponto de ônibus, deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veíc ulo, percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. Aproximando-se por trás do meliante, sem ser notado, desferiu-lh e quatro tiros com sua arma particular, vindo este a falecer no local. Os outros dois elementos que participavam do roubo evadiram-se. Cleóbulo foi processado e, a final, absolvido sumariamente em primeiro grau, poi s a r. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (art igo 23, inciso III, 1ª parte, Código Penal). Inconformado, o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. decisão. Para tanto alega, em síntese, que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide, eis que Cleóbulo, disparando quatro tiros do seu revólver, praticamente descarregou-o, pois a arma possuía, ao todo, seis balas. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo, apresente a peça pertinente. PROBLEMA 22 (OAB/SP 135) Luciano foi denunciado por ter, no dia 5 de junho de 2006, por volta das 00 h 30 min, em frente à Igreja São Judas Tadeu, no bairro Moema, São Paulo SP, desferido, com intenção de matar, disparos de arma de fogo contra Eduardo, os quais, por sua natureza e sede, fora m a causa eficiente da morte deste, razão pela qual Luciano estaria incurso nas penas do a

rt. 121, caput, do Código Penal (CP). Após regular trâmite, sobreveio a decisão de pronúncia, deter minando que Luciano fosse submetido a júri popular, segundo a capitulação da denúncia. No di a do julgamento, terminada a inquirição das testemunhas, o promotor de justiça deu in ício à produção da acusação. Durante sua explanação perante o conselho de sentença, com o fito d e influenciar o ânimo dos julgadores quanto à conduta pretérita de Luciano, o promotor mostrou a os jurados, sem a concordância da defesa, documentos relativos a outro processo, no qual o r éu Luciano era acusado de crime de homicídio qualificado praticado em 2/5/2005. Salientou, aind a, o órgão ministerial que os jurados deveriam pensar o que quisessem acerca da recusa, pela defesa, da produção da nova prova. Finda a acusação, foi dada a palavra ao defensor, que pe diu ao magistrado o registro, em ata, de que o promotor de justiça havia mostrado aos j urados documentos relativos a outro processo a que respondia o réu, a despeito da disco rdância da defesa. O pleito defensivo foi deferido. Ademais, tratou a defesa das questões d e mérito, bem como advertiu os jurados acerca da primariedade do réu. Por fim, Luciano foi con denado, pelo Tribunal do Júri de São Paulo/SP, como incurso no art. 121, caput, do CP, à pena de 7 anos de reclusão, que deveria ser cumprida em regime inicialmente fechado. Considerando a situação 121

hipotética descrita, formule, na condição de advogado(a) contratado(a) por Lucia no, a peça diversa de habeas corpus que deve ser apresentada no processo. PROBLEMA 23 (OAB/SP 136) No dia 30 de agosto de 2007, Vânia Pereira, brasileira, casada, residente na Rua José Portela nº 67, em Franco da Rocha SP, foi presa, em flagrante, na posse de 11,5 g da substâ ncia entorpecente causadora de dependência química e física, conhecida como cocaína, na forma de uma única porção, trazida consigo, no interior de estabelecimento prisional. Vân ia foi denunciada por tráfico de drogas, de acordo com o art. 33, c/c art. 40, III, amb os da Lei n.º 11.343/2006. As testemunhas de acusação, agentes penitenciários, confirmaram que , na data dos fatos, a ré fora surpreendida, dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha, n a posse da substância entorpecente escondida no interior do solado de um tênis , destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva, seu marido. Relataram, também, que somen te após a perfuração da sola do tênis, com um facão, puderam verificar a existência da dro ga. Informaram, por fim, que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório, tendo ela passado cal mamente pela guarita policial, sem demonstrar nervosismo ou medo. As testemunhas de defesa di sseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis, de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. Ademais, Vânia levava-lhe, semanalm ente, mantimentos e roupas. Em seu interrogatório em juízo, Vânia refutou a imputação, contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. Afirmou que, na noite anterior aos fatos, um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido, preso na Penitenciária III de Franco da Rocha, o que foi aceito. Dec larou, ainda, que não sabia que havia droga dentro da sola do tênis e que, por isso, decidira levar o calçado para seu marido, ocasião em que foi detida. Há, nos autos, os laudos de constatação p révia e de exame químico-toxicológico, que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida, mas também a forma de acondicionamento apresentada, típica da atividade de tráfico. Constam, ainda, nos autos, documentos que comprovam que Vânia é primária, tem bons antece dentes, não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. Ao final, V ânia foi condenada pelo juiz da 1.a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de sessenta e seis dias-mult a, no valor unitário mínimo, como incursa no art. 33, c/c art. 40, III, ambos da Lei n.º 11. 343/2006. A defesa

tomou ciência da decisão. Considerando a situação hipotética apresentada, redija, em favor de Vânia Pereir a, a peça jurídica, diversa de habeas corpus, cabível à espécie. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 (OAB/SP 108) Octaviano, funcionário público, foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Tribuna l de Justiça, por maioria de votos. O relator, vencido, entendeu ser nulo o processo porque su primida a fase das alegações preliminares. O v. acórdão foi publicado há dois dias. QUESTÃO: Como advogado de Octaviano, pratique o ato judicial pertinente, justifi cando-o. PROBLEMA 2 (OAB/SP 111) Teodósio, nascido em 20 de setembro de 1980, subtraiu para si, de um supermercad o, um queijo importado, duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate, avaliados em R$ 25,00 (vinte e cinco reais). Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução crimin al foi, a final, condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão, sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos. Inconformado, o acusado recorreu. Julgado o recurso pelo Tribunal c ompetente, a sentença foi mantida por maioria de votos, sendo que o Magistrado vencido, embor a mantivesse a condenação, reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio 122

disposto no próprio tipo penal, convertendo a pena corporal em restritiva de dir eitos, em face do artigo 44 do C. P. O acórdão foi publicado há três dias. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio, tome a providência judicial cabível. PROBLEMA 3 (OAB/SP 120) "A", com 21 anos de idade, dirigia seu automóvel em São Paulo, Capital, quando p arou para abastecer o seu veículo. Dois adolescentes, que estavam nas proximidades, começa ram a importuná-lo, proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. "A", pegando no po rta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado, com a concessão do porte inclusive, d eu um tiro para cima, com a intenção de assustar os adolescentes. Contudo, o projétil, chocandose com o poste, ricocheteou, e veio a atingir um dos menores, matando-o. "A" foi denunciado e pr ocessado perante a 1.ª Vara do Júri da Capital, por homicídio simples art. 121, caput, do Código Penal. O magistrado proferiu sentença desclassificatória, decidindo que o homicídio ocorr eu na forma culposa, por imprudência, e não na forma dolosa. O Ministério Público recorreu e m sentido estrito, e a 1.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos, entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia, devendo "A" s er enviado ao Tribunal do Povo. O voto vencido seguiu o entendimento da r. sentença de 1.º gra u, ou seja, homicídio culposo. O V. acórdão foi publicado há sete dias. QUESTÃO: Como advogado de "A", elabore a peça adequada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 124) O juiz, ao proferir sentença condenando João por furto qualificado, admitiu, expressamente, na fundamentação, que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo, do art. 155 do Código Penal, porque o prejuízo da vítima era de R$ 100,00 (cem reais), devendo, em face de sua primariedade e bons antecedentes, ser condenado à pena mínima. Na parte dispositiva, fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos, substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa, fixando regime inicial aberto. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação, como seu advogado, tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrant e, lavrado por infração ao artigo 250, parágrafo 1º, inciso I, do Código Penal. O laudo do inst ituto de

criminalística ainda não foi elaborado, estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. O juízo competente, que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagran te, indeferiu o pedido de relaxamento desta, por excesso de prazo, sob o fundamento de que a gra vidade do fato impõe a segregação de Protágoras. QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras, elabore a peça p rofissional condizente. PROBLEMA 2 (OAB/SP 113 -ADAPTADO) "A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários, que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. S eus vendedores "B" e "C", contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A", mediante o uso de notas fiscais falsas, efetuaram vendas de produtos para "D", "E" e "F", recebend o os valores e não entregando as mercadorias. Após regular inquérito policial, o Promotor de Ju stiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato n a forma continuada, porque seria o proprietário da empresa, requerendo o arquivamento em relação a "B" 123

e "C". O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia, estando designado o dia 03 de julh o de 2008 para interrogatório. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9.099/95. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A", justificando. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116 -ADAPTADO) José da Silva foi condenado por violação do artigo 33, caput, da Lei Federal no 11.343/06, à pena de 5 anos de reclusão. Tendo ocorrido o trânsito em julgado, eis que não ap elou da decisão de primeiro grau. Está recolhido na Penitenciária local. Compulsando-se os autos , verifica-se que a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito, conforme, aliás, frisado pelo MM. Juiz sentenciante da 1a V ara Criminal da Capital. A substância entorpecente já foi incinerada. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva, busque sua libertação. PROBLEMA 4 (OAB/SP 117 -ADAPTADO) Procópio está sendo processado pela prática do delito do artigo 184, "caput", do Código Penal, por Maurício da Silva, autor da obra literária "Minha Vida, Meus Amores". Na ini cial, distribuída em 14 de fevereiro de 2008, o querelante acusa o querelado de ter-se utilizado de trecho de obra intelectual de sua autoria, sem a devida autorização, em jornal d a sociedade de amigos de bairro da qual aquele faz parte, que circulou no mês de dezembro de 20 07. A vestibular, que veio acompanhada tão-somente da procuração que atende os requisi tos do artigo 44, do Código de Processo Penal, foi recebida pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, que marcou, para interrogatório de Procópio, o dia 20 de junho próximo. A citação op erou-se em 13 de maio de 2008. QUESTÃO: Como advogado de Procópio, aja em seu favor. PROBLEMA 5 (OAB/SP 118) Antonio é presidente de um grande clube local, com mais de três mil sócios, onde existem piscinas, salão de festas, campo de futebol, etc. O clube é freqüentado por muit os jovens da localidade. No mês de dezembro de 2001, o garoto Cipriano, sem perceber que o ní vel da água de uma das piscinas estava baixo, lá jogou-se para brincar. Ao mergulhar, Cipria no bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. O presidente do clube, Antonio, ago ra, está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital, em razão da ace itação da denúncia formulada pelo Ministério Público, acusando-o da prática da figura prev ista no artigo 121, parágrafo 3º , do Código Penal. Antonio não aceitou a suspensão processual, que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. A ação penal está tramitando. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio, atue em favor do constituinte.

PROBLEMA 6 (OAB/SP 120) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no m ês de agosto de 2005 quando, na aproximação da Capital, passou a importunar a passageira "B", ch egando a praticar vias de fato. Em virtude destes fatos, "A", ao desembarcar, foi indicia do em inquérito, como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais "vias de fato". Os fat os ocorreram a bordo de aeronave, e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Fede ral, tendo este sido condenado pela 1.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital, à pena de 15 dias de prisão simples, com concessão de sursis. O acusado não aceitou nenhum benefíc io legal durante o processo. A r. sentença condenatória já transitou em julgado. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". PROBLEMA 7 (OAB/SP 122 -ADAPTADO) Lúcio, com 19 (dezenove) anos à época do fato, encontra-se condenado pela 27.ª V ara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de recl usão, pela 124

prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155, par ágrafo 4.º, n.º I, e 71, do Código Penal), conforme sentença que transitou em julgado, para a acusa ção no dia 05.01.2005 e, para a defesa, no dia 20.02.2005. Lúcio, que estava foragido, veio a ser preso no dia 28.01.2007. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio, qual a medida cabível em sua defesa? Redija a p eça. PROBLEMA 8 (OAB/SP 124) Policial civil ingressou, sem mandado judicial, na residência de João, e nela ap reendeu documento público que, submetido à perícia, constatou-se ser falso, vindo por is so João a ser denunciado como incurso no artigo 297, caput, do Código Penal. A denúncia foi re cebida pelo juiz. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual de sua defesa. PROBLEMA 9 (OAB/SP 125) O Ministério Público pleiteou a colocação de A, que cumpre pena pelo crime de se qüestro, no regime disciplinar diferenciado, com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal, pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. O juiz indeferiu o pedido porque, no seu entendimento, o regime disciplinar diferenciado, na forma em que foi definido, f ere princípios constitucionais. Intimado da decisão, o Ministério Público interpôs agravo, junt ando suas razões, após ter decorrido o prazo de oito (dias), requerendo que fosse seguido o rito d o agravo de instrumento do Código de Processo Civil. Processado o recurso, o Tribunal de Jus tiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. QUESTÃO: Como advogado de A, verifique o que pode ser feito em sua defesa e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. PROBLEMA 10 (OAB/SP 127) João, definitivamente condenado, estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. Foi acusado, em novo processo, ainda não sentenciado, de roubo qualifica do pelo emprego de arma e concurso de agentes. Chegando ao conhecimento do Juiz das Exec uções Criminais a existência deste processo, ele revogou imediatamente, de ofício, o r egime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. João foi intimado da decisão no dia 15.9.05, e, no mesmo dia, deu ciência ao seu advogado. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa.

PROBLEMA 11 (OAB/SP 127) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretad a a prisão temporária de João, alegando que ele estava sendo investigado por crimes de este lionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa, sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. O juiz, após ouvir o Ministério Público, decretou a prisão temporária por 5 (cin co) dias, autorizando, desde logo, a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias, se per sistissem os motivos que levaram à sua decretação. Foi expedido mandado de prisão. Sem ser pr eso, João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. PROBLEMA 12 (OAB/SP 128) José, advogado, foi denunciado como incurso no artigo 288, parágrafo único, c.c. artigo 157, § 2o, incisos I e II, todos do Código Penal, porque estaria associado com A, B e C para a prática de crimes de roubo de veículos com a utilização de armas. Pela denúncia, a sua part icipação consistia em estimular os autores materiais dos crimes à prática dos delitos, ga rantindo-lhes que, com sua atuação profissional, conseguiria livrá-los de eventual prisão e condena ção. Oferecida a denúncia, o Promotor de Justiça requereu a sua prisão preventiva para garantia d a ordem pública, 125

argumentando que os crimes de roubo, na atualidade, causam grande insegurança so cial e que o acusado, na sua condição de advogado, não poderia agir de forma a incentivar a p rática de tais delitos. O juiz, apenas repetindo os argumentos expostos pelo membro do Ministér io Público, decretou a prisão preventiva. José foi preso e colocado em cela comum, com outro s presos provisórios, apesar de, em petição, sustentar perante o juiz que isso não podia ocorrer em face de sua condição de advogado. QUESTÃO: Como advogado de José, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. PROBLEMA 13 (OAB/SP 129) João, sócio da firma Antenados , revendedora de componentes eletrônicos, foi denunc iado, nesta capital, em 05 de dezembro de 2005, por crime previsto no artigo 1.°, inci so II, da Lei n.o 8.137/90, acusado de ter fraudado a fiscalização tributária, omitindo operação d e compra e venda em livro contábil. O MM. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital recebeu a denúncia. Em seu interrogatório, realizado no dia 13 de abril de 2006, João alegou que a o peração inexistiu e que o débito fiscal era objeto de impugnação em recurso administrativo, ainda pendente de julgamento, interposto perante o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São P aulo, comprovando tal alegação com certidão emitida pelo referido Tribunal. QUESTÃO: Como advogado de João, escolha o melhor meio para a sua defesa. Redija a peça. PROBLEMA 14 (OAB/SP 129) João, primário e de bons antecedentes, foi denunciado p elo crime previsto no artigo 171, § 2.°, VI, combinado com o artigo 69 (por três vez es), ambos do Código Penal, porque teria emitido cheques sem provisão de fundos. Consta do inq uérito policial lavrado em razão dos fatos que João, no dia 05 de setembro de 2005, emitira cinc o cheques, para serem descontados mensalmente, sendo o primeiro para pagamento à vista, referent es a prestações de uma máquina de lavar que João teria comprado de Antonio. Antonio r ecebera o valor relativo aos dois primeiros meses, não recebendo os valores dos demais (tr ês últimos cheques) por insuficiência de fundos. Ao ser citado para a ação penal em curso, João não foi encontrado, pois havia se mudado para lugar desconhecido. Com base na revelia do acusado, o MM. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital, em 24 de abril de 2006, determ inou a suspensão do processo, decretando a prisão preventiva de João. QUESTÃO: Como advogado de João, escolha o melhor meio para a sua defesa. Redija a peça

PROBLEMA 15 (OAB/SP 133) Maria, saindo de uma escola, em horário noturno, no dia 25 de agosto de 2007, di rigia-se a sua casa quando foi agarrada por Mário, que a levou para um matagal e, com uma faca, obrigou-a a ter com ele conjunção carnal. Após, a vítima foi até a sua casa e contou para os seus pais o que havia sucedido. Estes entraram em contato com a polícia, que se dirigiu ao local do fato e, nas proximidades, depois de cerca de quatro horas de sua ocorrência, encontraram uma pessoa com as características semelhantes às descritas pela vítima e com uma faca. Foi elab orado auto de prisão em flagrante. A vítima, ao ser ouvida, disse que a pessoa presa era muito parecida com a que a atacou, mas, como era noite, não tinha certeza. Afirmou ainda que ela e se us pais preferiam que aquela pessoa não fosse processada, pois temiam que pudesse ser novamente at acada. Foram ouvidos os policiais que confirmaram a prisão. Mário preferiu o silêncio, asseve rando que somente prestaria declarações em juízo. Encaminhado o auto de prisão em flagrant e ao Ministério Público, este, no dia 3 de setembro de 2007, ofereceu denúncia contra Mário pela prática do crime de estupro (art. 213, caput, do CP). O Juiz recebeu a denúncia. Promotor e Juiz entenderam que a prisão era regular. Abril e maio) PROBLEMA 16 (CESPE/NE 2006 João da Silva procurou um escritório de advocacia, localizado no Setor Noroeste, Edifício Modern Hall, salas 110/112, em Brasília/DF, e relatou ao advogado que o atendeu que sua irmã, 126

Lilian da Silva, brasileira, solteira, do lar, residente e domiciliada na SQN 31 1, bl. X, ap. 702, Brasília DF, havia sido presa e autuada em flagrante delito no dia 1/3/06, na ci dade de Brasília, pela prática de crime contra a ordem tributária tipificado no art. 1.º, I, da Le i 8.137/90. João da Silva informou ainda que a denúncia fora recebida no dia 3/4/06 pelo Juiz de Dir eito da 5.a Vara Criminal da Circunscrição Judiciária de Brasília DF. Ele afirmou que Lilian da S ilva é primária, tem bons antecedentes, possui residência fixa no distrito da culpa e f reqüenta regularmente as aulas do 3.º ano do ensino médio. Outrossim, argumentou que Lili an, após a prisão em flagrante, quitou integralmente os débitos para com a Fazenda Pública, referentes ao Auto de Infração n.º 6.332/2005, no valor de R$ 2.100,00, motivo pelo qual, segu ndo ele, a indiciada merece ser posta em liberdade, aquiescendo em prestar compromisso de c omparecer a todos os atos processuais aos quais for intimada. Na ocasião, João da Silva, com o propósito de auxiliar o pleito, trazia consigo os seguintes documentos pertencentes a sua irm ã: nota de culpa, cópia do auto de prisão em flagrante, certidão negativa de antecedentes criminai s, conta de água, histórico escolar e comprovantes de pagamento de tributos. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 (OAB/SP 119) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em a uto próprio, instaurando a autoridade policial regular inquérito, já que estabelecida a autor ia. Requereu a liberação do veículo, indiscutivelmente de sua propriedade, o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local, a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado, conforme despacho cuja cópia está em seu poder. QUESTÃO: Como advogado de Antenor, agir no seu interesse. PROBLEMA 2 (OAB/SP 123 -ADAPTADO) João Alves dos Santos, por estar indiciado pela prática de crime de roubo, procu rou advogado para atuar em sua defesa. Este, no dia 20.05.2008, dirigiu-se à Delegacia de Pol ícia e solicitou os autos de inquérito para exame. O Delegado de Polícia, todavia, não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique a medida cabível e de forma fundamenta da postule o que for adequado ao caso. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 110)

Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Có digo Penal porque, mediante grave ameaça exercida com arma de fogo, seqüestrou Demóstenes, empresário, exigindo de sua família, como condição para sua libertação, a importância de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinh eiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. O acusado encontra-se preso, por força da flagrância delitiva, há mais de 180 (c ento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal, uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de C arta Precatória, por residirem em outro Estado. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante, foi o mesmo indeferid o, ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente. O Tribunal denego u a ordem requerida fundamentando o V. acórdão no fato de que a gravidade da infração se s obrepõe ao eventual excesso de prazo, desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. Como advogado de Ésquines, tome a providência judicial cabível. 127

PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) João, investigador de polícia, está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo, por força de auto de prisão em flagrante delito, e denunciado por violação do artigo 316, do Código Penal, sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514, do Código de Process o Penal, e os prazos legais estão sendo observados. É primário, tem residência fixa e exerce a tividade lícita. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança, alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave", enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribuna l de Justiça de São Paulo, por maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus que fora im petrada, usando do mesmo argumento, conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. QUESTÃO: Como advogado de João, adotar a medida judicial cabível. PROBLEMA 3 (OAB/SP 121) João, investigador de polícia, está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo por força de auto de prisão em flagrante delito e denunciado como violador do artigo 316, do Código Penal, sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514, do Código de Process o Penal, e que os prazos legais estão sendo observados. É primário, tem residência fixa e exerc e atividade lícita. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança , alegando apenas e tão somente "ser o crime muito grave", enquanto a Egrégia 1.ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada usando do mesmo argumento, conforme consta do v. aresto hoje publicado . QUESTÃO: Como advogado de João, adotar a medida judicial cabível. PROBLEMA 4 (OAB/MT 2007.1 -ADAPTADO) João Silva, brasileiro, taxista, residente na Rua Madre Tereza n.º 167, Brasília DF, foi denunciado em 2 de fevereiro de 2007 pela prática de estelionato. Foi interrogad o em juízo em 14 de março de 2007, sem que o ato fosse presenciado por qualquer pessoa habilit ada a exercer a denominada defesa técnica. O representante do Ministério Público também estava a usente. Consta do termo de audiência que o acusado dispensou a entrevista prévia com o d efensor nomeado. Durante a instrução processual, João Silva foi regularmente assistido por profis sional habilitado na OAB. João Silva foi condenado a 3 anos de reclusão. Interposto o recurso de apelação para o TJDFT, restou improvido. Impetrado habeas corpus para o mesmo tribunal, requerendo-se a concessão da orde m para que o processo fosse anulado desde o interrogatório, inclusive, foi a ordem denegada p

or acórdão assim ementado: Processo Penal. Habeas corpus. Interrogatório do réu. Defensor ausente por haver sido dispensado pelo próprio réu. Feito sentenciado. Possível nulidade não alegada na defesa prévia, nas alegações finais nem nas razões do recurso de apelação. 1. Mesmo considerando que, no processo penal, o princípio do contraditório tenha natureza efetiva, real, não se verifica, no caso concreto, vício insanável a macular de f orma grave e irreversível o ato processual realizado em descompasso com a exigência legal. 2. Por outro lado, foi o próprio paciente quem dispensou a entrevista com o defe nsor nomeado, não lhe sendo possível, posteriormente, argüir possível nulidade de ato a que de u causa, como preceitua o art. 565 do Código de Processo Penal. 3. De mais a mais, rememore-se que tal possível nulidade não foi agitada no mome nto processual oportuno as alegações finais, art. 403, §3º, do CPP , como exige o art. 571, inci so II, do mesmo Código de Processo Penal. 4. Por último: estando sentenciado o processo, resta superada a alegação de nuli dade, sobretudo porque não utilizadas as fases que a lei reserva para esse fim. 5. Ordem de habeas corpus denegada. 128

Diante da denegação da ordem de habeas corpus, na qualidade de advogado, interpo nha o recurso cabível em favor de João Silva, tendo em conta os fatos narrados e a leg islação pertinente. PROBLEMA 5 (OAB/SP 136) Rodrigo Malta, brasileiro, solteiro, nascido em 4/5/1976, em São Paulo SP, resid ente na rua Pedro Afonso n.o 12, Moema, São Paulo SP, foi preso em flagrante delito, em 2/8/ 2008. Em 9/9/2008, foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. 14, caput, e no art. 16, parágrafo único, IV, ambos da Lei n.º 10.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito, com a numeração raspada), de acordo com o que dispõe o art. 69 do Código Penal brasileiro. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade p rovisória de seu cliente, entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo, que assim se manife stou: Após analisar os autos, entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não me rece acolhida. Com efeito, os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves, indicando a prova indiciária, até o momento, que o acusado é provavelmente soldado do tráfico, o q ue só será dirimido, com exatidão, durante a instrução. De outro lado, a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente, des tacando-se que, em casos como o presente, melhor razão está com a bem pautada promoção do Minist ério Público, que oficiou contrariamente à liberdade provisória. Isto posto, indefiro o pedido de liberdade. A defesa, então, impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, objetivando a concessão de liberdade provisória, sob o argumento de q ue o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável, entre os elencados no art. 312 do Código de Processo Penal. A ordem, contudo, restou denegada, confirmando-se a decisão do juiz a quo, em ra zão do disposto no art. 21 da Lei n.º 10.826/2003, que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Registre-se que Rodrig o Malta é primário, possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. Outrossim, não demonstrou qualquer intenção de fuga. Considerando a situação hipotética apresentada, na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Mal ta, interponha a peça jurídica cabível, diversa de habeas corpus, em favor de seu cliente, dian te da denegação da ordem. RECURSO ESPECIAL

PROBLEMA 1 Tício foi processado e condenado às penas de 2anos de reclusão e 15 dias-multa p ela prática do crime de furto em regime aberto, substituída a pena privativa de liberdade por d uas penas de prestação de serviços à comunidade. Recorreu e seu recurso foi improvido por una nimidade de votos, alterando ainda, os julgadores, sua pena, ou seja, afastando a possibilid ade de substituição por pena restritiva de direitos, já que ostenta maus antecedentes. A matéria foi devidamente prequestionada. QUESTÃO: Adote o recurso cabível em favor de Tício. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA 1 Zé Ninja foi processado por infração ao art. 121, § 2º, II e IV, do CP perante o 1º Tribunal do Júri, restando absolvido da imputação. Inconformado, o Promotor de Justiça recor reu e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso por unanimidade de votos, afirmando que os jurados decidiram manifestamente contrária à prova dos autos. É certo que a 129

prova é amplamente favorável a Zé Ninja. A matéria foi prequestionada em embargo s de declaração. QUESTÃO: Como advogado de Zé Ninja, adote o recurso cabível. REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) João da Silva foi condenado, por sentença transitada em julgado, a cumprir 06 (s eis) anos de reclusão em regime prisional fechado, como incurso nas sanções do artigo 213 cap ut do Código Penal, eis que teria constrangido Maria Soares à conjunção carnal mediante grave ameaça. Decorrido 01 (um) ano do trânsito em julgado e encontrando-se João em cumpriment o de pena, Maria confidenciou à sua amiga Joana Gonçalves que antes dos fatos, já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por sua própria vontade. Relatou tam bém, que o acusou de crime, porque João rompera definitivamente com o namoro. Joana Gonçalv es imediatamente procurou os familiares de João transmitindo-lhes os fatos que inte gram a justificação criminal já realizada. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva tome a providência judicial cabível. PROBLEMA 2 (OAB/SP 110) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando, em 08 de fevereiro de 19 93, conseguiu evadir-se do presídio. Já na rua, roubou um veículo Opala, ameaçando de morte o seu proprietário, fazendo gesto de que estava armado, para tanto colocando a mão sob a camisa, e utilizando-se do veículo na fuga. Como o pneu do veículo estourasse, Petrônio o abandonou e, novamente colocando as mãos sob a camisa, ameaçou Maria de morte, roubando seu v eículo Monza. Vinte minutos depois, quando trafegava pela rodovia, prosseguindo em sua fuga, foi preso por policiais militares. Petrônio, então transferido para a Penitenciária de Jacaré, foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157, parágrafo 2º, inciso I, do Códi go Penal, por duas vezes, c/c artigo 69 "caput", também do Código Penal. Na audiência para a o itiva das vítimas e testemunhas de acusação, Petrônio não foi apresentado, em virtude de f alta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte, tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. Ao final do processo, foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão , além da pena de multa, sendo aquela assim fixada: quatro anos, acrescidos de 1/4 pela reincid ência, mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes, tendo o Juiz considerado, para fins de reincidência, um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes, desacompanh ado da

certidão cartorária . A sentença transitou em julgado, ante a ausência de recurs o da defesa. Anos após, e ainda estando Petrônio preso, você é nomeado pelo Juiz da Comarca do For te para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. Como advogado de Petrônio, apresente a peça processual cabível. PROBLEMA 3 (OAB/SP 115) João foi processado por infração ao art. 157, parágrafo segundo, I e II, do Códi go Penal, recebendo pena de 21 anos de reclusão, sem fundamentação judicial no tocante à m ajoração da pena. Apresentou Recurso de Apelação, sendo certo que o Tribunal reconheceu a te se por ele apresentada por dois votos a um, diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. O Mi nistério Público aforou Recurso Extraordinário, baseado no voto divergente desta decisão, o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. O STF aduziu, apenas, qu e o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente, e onde se lê 21 anos, leia-se 12 anos, mantendo, no mais, a r. sentença de primeiro grau jurisdicional, verificando-se o trânsito em julgado. QUESTÃO: Como advogado de João, elabore a peça processual em prol de seu interes se, fundamentando-a. 130

PROBLEMA 4 (OAB/SP 121) José, funcionário público com 38 anos de idade, casado, pai de três filhos, esta va trabalhando em presídio da Capital, quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. Alguns detento s estavam muito agitados, e por ordem de um superior, José imobilizou dois deles, com atad uras de pano, fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. Após hora e meia, José solt ou os detentos, pois estes se mostravam calmos, e foram levados para a realização de e xame de corpo de delito, que apurou lesões bem leves, causadas pela própria movimentação dos p resos. Mesmo assim, ambos os detentos disseram que foram torturados por José. Diante desses f atos, José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura, previsto na Lei 9.455 , de 7 de abril de 1997, artigo 1.º, inciso II, parágrafo 4.º, inciso I, à pena de três anos de reclusão, mais a perda de função pública. José está preso e a r. sentença já transitou em julgado. Agor a, um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José, dizendo que f oi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado, mas a verdade é que José incl usive fez de tudo para não os ferir. Como o outro detento não gostava de José, havia inventado tod a a estória, obrigando-o a mentir. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal. QUESTÃO: Como novo advogado de José, produzir a peça cabível que atenda o seu in teresse. PROBLEMA 5 (OAB/SP 122) Mário, após violenta discussão com Antônio, agride-o com um cano, causando-lhe f erimentos, ato presenciado por duas testemunhas. Durante o inquérito policial, depois do pr imeiro exame em Antônio, realizado 15 (quinze) dias após o fato, ele foi intimado para compar ecer após 90 (noventa) dias, tendo os peritos, com base em informes do ofendido e de registro s hospitalares, pois desaparecidos os vestígios, afirmado a incapacidade para as ocupações habit uais por mais de 30 (trinta) dias. Concluído o inquérito, Mário foi denunciado e condenado nas pe nas do artigo 129, parágrafo 1.º, n.º I, do Código Penal. O acusado Mário e seu advogado deixa ram escoar o prazo para impugnação da sentença. QUESTÃO: Como novo advogado, o que faria em favor de Mário? Redija a peça. PROBLEMA 6 (OAB/SP 128) José, funcionário do Banco do Brasil, moveu ação contra o banco, em razão de des contos ilegais efetuados pela instituição em sua folha de pagamento, no valor de R$ 1.500,00 (m il e quinhentos reais). A ação foi julgada procedente. A sentença transitou em julgado no dia 10 de março de 2005. Já na fase de execução, após dois meses, no dia 11 de maio do mesmo ano, J

osé, em virtude de sua atividade no Banco do Brasil, recebera a quantia de R$ 2.500,00 ( dois mil e quinhentos reais) para o pagamento de serviços de manutenção do prédio onde o ba nco estava instalado. Em posse do numerário, resolveu ficar com parte do dinheiro, no valor exato de seu crédito, R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), utilizando o restante, R$ 1.000,0 0 (mil reais), para parcial pagamento dos referidos serviços. Em 15 de junho de 2005, José foi denun ciado como incurso no artigo 312, caput , do Código Penal. A denúncia, sem que José fosse noti ficado para eventual resposta, foi recebida em 20 de junho de 2005. Na instrução criminal, o uvido José, este confirmou o fato, dizendo, contudo, que somente queria receber seu crédito para cobrir despesas pessoais e familiares. Foram ouvidos, também, funcionários do banco que confirma ram o fato. Superadas as fases dos artigos 402 e 403 do CPP, o MM. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital condenou José pelo crime de peculato, fixando a pena privativa de lib erdade em 2 (dois) anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e a de multa em 10 dia s-multa, no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo cada. A pena privativa de liberda de foi substituída por duas penas restritivas de direitos (prestação de serviços à comu nidade e multa). As partes, Ministério Público e acusado, não apelaram. A decisão transitou em ju lgado no dia 20 de janeiro de 2006. Intimado para o cumprimento das penas, José procurou um novo advogado para examinar sua situação e saber o que poderia ser feito. QUESTÃO: Como advogado de José, redija a peça processual mais adequada à sua def esa. 131

PROBLEMA 7 (OAB/SP 132) João foi processado e condenado à pena de 2 anos de recl usão, cumprida em regime aberto, com o respectivo trânsito em julgado, pela prática de estelionato majorado, previsto no artigo 171, § 3.º, do Código Penal, em face de um golpe fi nanceiro que teria, mediante ardil, induzido em erro e gerado prejuízos a entidade de direito público localizada no centro da cidade de São Paulo. Passados dois meses após o trânsito em julgado da decisão condenatória, surgem novas provas reconhecendo que, na realidade, a entidade de direito público não teve qualquer prejuízo econômico em face da conduta de João. QUESTÃO: Como advogado de João, ajuíze a peça pertinente. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Quílon, por ter furtado um toca-fitas de um veículo que estava aberto e estacion ado na via pública, fato ocorrido no dia 17 de janeiro de 1999, no bairro da Penha, tendo a gido sozinho, foi condenado pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa, em regime fechado, já transitada em julgado. Também por furto de um toca-fitas, por delito perpetrado no dia 18 de janeiro de 1999, no mesmo bairro e mesmas condições que o delito anterior, foi condenado, de modo ir recorrível, pelo Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de rec lusão e multa de 10 (dez) dias-multa, em regime fechado. Quílon encontra-se recolhido na Penit enciária do Estado de São Paulo em virtude de ostentar outras condenações por delitos divers os. Em fase de execução de sentença, por intermédio de Advogado, Quílon requereu a unificação d e penas relativa aos delitos de furto ocorridos nos dias 17 e 18 de janeiro de 1999, ind eferida pelo Meritíssimo Juiz sob o argumento de que os crimes são graves. QUESTÃO: Como advogado de Quílon, hoje intimado, adote a medida judicial cabível . PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular , a cumprir 6 (seis) anos de reclusão, em regime prisional fechado, por ter sido inc urso nas penas do artigo 213, caput, do Código Penal. Houve recurso interposto pela defesa e o Tri bunal confirmou a sentença do juízo a quo. Contudo, o V. acórdão, expressa-mente, admitiu a prog ressão meritória do regime prisional. Já em fase de execução penal, transcorrido o lapso temporal do cumprimento da pe na no regime fechado, o condenado pleiteou transferência ao semi-aberto. O exame criminológic o concluiu favoravelmente à progressão e foi no mesmo sentido o parecer do Conselho Peniten ciário.

Entretanto, apoiando-se naquele do Ministério Público, o Juiz das Execuções inde feriu o benefício, fundamentando-se na Lei nº 8072/90. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel, tome a providência cabível. PROBLEMA 3 (OAB/SP 115) "A", com 35 anos de idade, professor de natação, convidou uma de suas alunas de nome "B", de 23 anos, moça de posses, para tomar um suco após a aula. Quando se dirigiam ao b arzinho, passaram por um bosque e "A", usando de violência, estuprou "B". Neste momento, policiais militares que passavam por ali ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal, sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". Durante o processo, "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". "A" está cumprindo pena, já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. Agora, após tantos anos na cadeia, indenizou a vítima, tem ótimo com portamento prisional, boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho, tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Requereu o seu livramento condicional, sendo o exame crimi nológico favorável, o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. Porém, o J uiz da Vara 132

competente, impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela fras e que a vítima na verdade teria gostado, dita por "A" na época do processo, entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. A r. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoj e. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie, em favor de "A", direcionada ao Órg ão Judiciário ad quem. PROBLEMA 4 (OAB/SP 119) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao artigo 157 do Código Penal, praticada em 29 de janeiro de 2000. Acha-se condenado, também, em outros dois processos, com trânsito em julgado, às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão, de igual modo por infração ao art igo 157 do Código Penal, cujos fatos ocorreram, respectivamente, em 10 de janeiro e 15 de f evereiro de 2000, no mesmo bairro. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas, que foi indeferida, ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de fo rma criminosa. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimad o ontem. QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva, cometa a ação pertinente. PROBLEMA 5 (OAB/SP 130) João, condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado, roub o, latrocínio e seqüestro, a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão, iniciou o cumprime nto de sua pena no dia 01.09.2006. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminos a, o Ministério Público, no dia 04.09.2006, requereu sua colocação em regime disciplinar diferen ciado pelo prazo de três anos. O juiz, no dia 05.09.2006, sem ouvir o sentenciado, acatou o pedido, e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. PROBLEMA 6 (OAB/SP 135) Márcio, brasileiro, solteiro, pedreiro, atualmente recluso no Centro de Readapta ção Penitenciária SP, foi condenado, pelo juiz da 2.a Vara Criminal de São de Presidente Bernardes Paulo SP, a 8 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2.º, incisos I e II. Recentemente, progrediu ao regime semi-aberto, razão pela qual ainda não faz jus à progressão ao regime aberto. Márcio, que já cumpriu 5 anos do total da pena, tem profissão certa e definida e está trabalhando, com carteira assinada, como pedreiro, demonstra i

ntenção de fixar residência na Colônia Agrícola Águas Lindas, lote 1, Guará DF, em companhia de s eus pais, bem como de constituir uma família tão logo seja colocado em liberdade. Em razão disso, por meio da defensoria pública, pleiteou ao juízo competente a concessão do livramen to condicional. O juiz indeferiu o pedido de livramento condicional, visto que, no relatório car cerário expedido pelo diretor daquele estabelecimento prisional, consta uma tentativa de fuga em 22/4/2006, na qual Márcio estivera envolvido. Entretanto, no mesmo relatório, a autoridade car cerária informa que, atualmente, o detento, não reincidente em crime doloso, ostenta bom comport amento e exerce trabalho externo. Considerando a situação hipotética descrita, formule, n a condição de advogado(a) contratado(a) por Márcio, a peça diversa de habeas corpus que deve s er apresentada no processo. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 132) Carlos foi processado e condenado com trânsito em julgado pela prática de homicí dio simples (artigo 121, caput) praticado na cidade de Avaré, no ano de 2001, tendo sido con denado pelo Juiz de Avaré à pena de 6 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado, em face de sua condição de reincidente. Iniciada a execução de sua pena na Penitenciária de Ava ré, passaram-se 133

exatos 2 anos desde o início do cumprimento da sua pena no regime fechado, ainda não pleiteando Carlos qualquer benefício no âmbito da execução penal, não obstante o seu bom comportamento na prisão e a existência da Vara de Execução na cidade de Avaré. QUESTÃO: Como advogado de Carlos, faça a peça adequada. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) Manoel de Sassoferrato está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão, e encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. Não é reinciden te. Em ação própria na esfera cível reparou o dano. Já cumpriu mais de 2/3 (dois terços) da pena imposta, sempre com excelente comportamento carcerário, aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. QUESTÃO: Como advogado de Manoel de Sassoferrato lance mão da medida cabível vis ando sua libertação. SEQUESTRO PROBLEMA 1 Nos autos do inquérito policial, ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inq uéritos Policiais da Capital de SP DIPO , ficou evidenciado que Graciliano, o autor do furto, logo a pós a sua prática, adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído confor me escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B", atuar no escopo de obter o ressarcimento. 134

9. GABARITO. RELAXAMENTO DE FLAGRANTE PROBLEMA 1 Relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz da Vara do Júri, em razão da apresentação espontânea (art. 317, CPP), que afasta o estado de flagrância. PROBLEMA 2 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz de direito da Vara do Júri, sustentando a ilegalidade da prisão, uma vez que a situação descrita não se enco ntra nas hipóteses elencadas no art. 302, CPP, já que o preso foi encontrado uma semana a pós o crime, sem que tenha, ao menos, sido perseguido. PROBLEMA 3 PEÇA: PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (art. 5º, LXV, da CF). COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___. TESE: PRISÃO EM FLAGRANTE DECRETADA FORA DAS HIPÓTESES AUTORIZADAS PELO ART. 302 DO CPP. PEDIDO: RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE E EXPEDIÇÃO DO COMPETENTE ALVARÁ DE SOLTURA. FUNDAMENTO: O crime de tráfico de drogas, na forma fornecer , é um crime instantâne o (e não permanente, como entendeu o delegado). Ademais, o crime de tráfico de drogas é um crime formal, cabendo, portanto, prisão em flagrante apenas no momento da prática do d elito (a prisão em flagrante não poderá ocorrer no momento do exaurimento do delito). Sendo assi m, não houve o flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. 302, III, do CPP), vez que NÃO ho uve perseguição logo após a prática da infração (os policiais prenderam o Requerente no seu loca l de trabalho, no dia seguinte ao da acusação feita), NEM presunção de autoria do delito (já que n ão foi encontrado nenhum objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de drogas). PROBLEMA 4 No caso em comento, a peça processual cabível é o relaxamento de prisão, em face do art. 5.º, LXV, da Constituição Federal, que determina que a prisão ilegal será imediatament e relaxada pela autoridade judiciária . [O examinando que fizer habeas corpus (peça não privativa de advogado) deve obte r a nota zero no quesito raciocínio jurídico. Frise-se que, devido a ilegalidade no flagrante, não é a liberdade provisória o meio tecnicamente correto para obter-se a soltura de Pedro Paulo e, sim, o relaxamento de prisão. Na prática, porém, é comum que os advogados cumulem o ped ido de relaxamento de prisão com o de liberdade provisória, o que poderá ser aceito. Aq ueles que se

limitarem à liberdade provisória, deverão perder ponto no quesito domínio do rac iocínio jurídico. Prender em flagrante é capturar alguém no momento em que comete um crime. O que é flagrante é o delito; a flagrância é uma qualidade da infração: o sujeito é preso ao perpe trar o crime, preso em (a comissão de) um crime flagrante, isto é, atual. É o delito que está se con sumando. Prisão em flagrante delito é a prisão daquele que é surpreendido cometendo uma infração penal. Não obstante seja esse o seu preciso significado, o certo é que as legislações alarg aram um pouco esse conceito, estendendo-o a outras situações. Daí dizer o art. 302 do CPP que se considera em flagrante delito quem: I está cometendo a infração penal; II) acaba de cometê-la; III) é perseguido, lo go após, pela autoridade, pelo ofendido, ou por qualquer pessoa, em qualquer situação que faça presumir ser o autor da infração; IV) é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objet os ou papéis, que façam presumir ser ele o autor da infração. 135

As duas primeiras modalidades são consideradas flagrante próprio, a terceira, fl agrante impróprio ou quase flagrante e, finalmente, a última, flagrante presumido. Ora, das três modalidades acima expostas, nenhuma destas ocorreu no caso em tela, conforme pod e-se observar da situação narrada. Com efeito, no momento em que foi detido pela polí cia, Pedro Paulo não estava cometendo a infração penal, nem havia acabado de cometê-la (fla grante próprio); não foi perseguido pela polícia ou por qualquer pessoa, logo após, em situação que faça presumir ser ele o autor da infração (flagrante impróprio), nem foi encontrado, logo depois, com nenhum objeto que faça presumir ser ele autor da infração que lhe foi imputada. Se há indícios, ou não, de seu envolvimento no crime de furto qualificado, isso terá que ser apu rado durante a instrução criminal, com obediência aos princípios da ampla defesa e do contradit ório, não podendo, todavia, os fatos apurados sustentar uma prisão em flagrante. Ressaltese que não houve flagrante nenhum com relação a Pedro Paulo, uma vez que o mesmo, conforme se verifica do auto de prisão em flagrante, foi convidado para que se fizesse presente naquel a delegacia de polícia, o que o fez, imediata e espontaneamente . Está, assim, Pedro Paulo sofrendo coação por parte da Autoridade Policial, uma v ez que o mesmo não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. 302 do Código de Processo Penal. De tal entendimento não discrepam nossos tribunais, senão vejamos: Prisão em flagrante Inocorrência Agente que não foi surpreendido cometendo a infr ação penal, nem tampouco perseguido imediatamente após sua prática, não sendo encontr ado, ademais, em situação que autorizasse presunção de ser o seu autor. (TJSP -Câm. Cr im. h.c. n.º 128.260, RJTJESP 39/256) Prisão em flagrante Inocorrência Inteligência dos arts. 302 e 317 do CPP O caráte r de flagrante não se coaduna com a apresentação espontânea do acusado à autoridade p olicial. Inexiste prisão em tais circunstâncias. (TJSP Câm. Crim. h.c. n.º 126.351, RT 82/ 296) Em verdade, a apresentação espontânea do requerente desfigura, por imprópria, a lavratura do auto de prisão em flagrante. Nesse sentido, a doutrina de Magalhães Noronha nos ensina que: apresentando-se o acusado, nem por isso a autoridade poderá prendê-lo: deverá man dar lavrar o auto de apresentação, ouvi-lo-á e representará ao juiz quanto à necessidade de d ecretar a custódia preventiva. Inexiste prisão por apresentação (in Curso de Direito Processual Pena l). Assim, por todo o exposto, deve-se requerer o relaxamento da prisão em flagrante delito levada a efeito, uma vez ser esta totalmente nula, o que constitui prisão ilegal. Não obstante ser necessária, para a prisão cautelar, apenas a existência da mate

rialidade do crime e indícios da autoria, não se pode, por outro lado, desconsiderar que a autoria deve vir ao menos comprovada com o mínimo de prova leiam-se aí indícios idôneos pois, em caso cont rário, o jus libertatis estaria seriamente comprometido, e, reflexamente, o Estado Demo crático de Direito. Por fim, a reincidência não poderá prejudicar o pedido de relaxamento d e prisão, com base na periculosidade presumida do indiciado, segundo jurisprudência do STJ: A Suprema Corte tem reiteradamente reconhecido como ilegais as prisões preventiv as decretadas, por exemplo, com base na gravidade abstrata do delito (HC 90.858/SP, Primeira Turma, Rel. min. Sepúlveda Pertence, DJU de 21/06/2007; HC 90.162/RJ, Primeira T urma, Rel. min. Carlos Britto, DJU de 28/06/2007); na periculosidade presumida do agente (H C 90.471/PA, Segunda Turma, Rel. min. Cezar Peluso, DJU de 13/09/2007); no clamor social deco rrente da prática da conduta delituosa (HC 84.311/SP, Segunda Turma, Rel. min. Cezar Pelus o, DJU de 06/06/2007) ou, ainda, na afirmação genérica de que a prisão é necessária para a cautelar o meio social (HC 86.748/RJ, Segunda Turma, Rel. min. Cezar Peluso, DJU de 06/06/2007). Em resumo, nos casos de presunção juris tantum da desnecessidade da custódia cautelar , quais sejam, de réu solto, primário e de bons antecedentes, como na Lei, ou de réu que responde, solto, ao processo da ação penal, ainda que de maus antecedentes e reincidente, como na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, a sua prisão, até o trânsito em julgado de s ua condenação, somente será legal e conforme a Constituição da República, se demonstrada a sua necessidade pelo Juiz.(AgRg na MC 6576 / PR Agravo regimental na medida cautelar 2003/010559 3-0) A 136

privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional (HC 90.753/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJU de 22/11/2007), sendo exceção à reg ra (HC 90.398/SP, Primeira Turma. Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 17/05/2007). As sim, é inadmissível que a finalidade da custódia cautelar, qualquer que seja a modalida de (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de decisão de pronúncia ou prisão em razão de sentença penal condenatória recorrível) seja deturpada a pont o de configurar uma antecipação do cumprimento de pena (HC 90.464/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJU de 04/05/2007). O princípio constitucional da não-culpabilidade se por um lado não resta malferido diante da previsão no nosso ordenamento jurídico das pr isões cautelares (Súmula n.º 09/STJ), por outro não permite que o Estado trate como culpado aquel e que não sofreu condenação penal transitada em julgado (HC 89501/GO, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJU de 16/03/2007). Desse modo, a constrição cautelar desse direito fu ndamental (art. 5.º, inciso XV, da Carta Magna) deve ter base empírica e concreta (HC 91.729/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 11/10/2007). Assim, a prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua real necessi dade (HC 90.862/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJU de 27/04/2007) com a satisfaç ão dos pressupostos a que se refere o art. 312 do Código de Processo Penal, não bastand o, frise-se, a mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92.069/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJU de 09/11/2007). Não se exige, contudo, fundamentação exaustiva, send o suficiente que o decreto constritivo, ainda que de forma sucinta, concisa, analise a presen ça, no caso, dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC 89.972/GO, Primeira Turm a, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, DJU de 29/06/2007). Desse modo, deve ser expedido em favor de Pedr o Paulo o competente alvará de soltura. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Liberdade provisória sem fiança, tendo em vista as condições subjetivas favoráve is ao preso e, por conseguinte, ausência dos requisitos para a prisão preventiva. Fundamento: a rt. 310, parágrafo único do CPP. PROBLEMA 2 Liberdade provisória com ou sem fiança apoiando-se no mérito pessoal do preso, m édico estabelecido que não vai oferecer risco para o processo.

PROBLEMA 3 O candidato deve fazer um pedido de liberdade provisória em favor de Daniel. Sab idamente, ninguém deverá ser recolhido à prisão senão após o trânsito em julgado de senten ça condenatória. A custódia cautelar, desta forma, apenas é prevista nas hipóteses de absoluta necessidade, conforme se depreende do artigo 5.º da Constituição Federal (inciso s LXVI ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade pr ovisória, com ou sem fiança; e LVII ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado d e sentença penal condenatória. ). Assim sendo, houve a necessidade de estabelecer in stitutos com a finalidade de assegurar o regular desenvolvimento do processo, sem que ocorres se qualquer prejuízo à liberdade do acusado. Na nossa legislação pátria, esse instituto é a liberdade provisória. Para o deferimento da liberdade provisória, exige o estatuto process ual a inocorrência das hipóteses previstas nos seus artigos 311 e 312. Atualmente, somente se admit e a continuidade da segregação caso resulte demonstrada a sua necessidade diante da análise dos requisitos objetivos e subjetivos que autorizam a prisão preventiva. No caso em análise, não estão presentes os requisitos da prisão preventiva pois o requerente é primário e possui residência fixa, nada indicando que, em liberdade, venha a ausentar-se do distrito da culpa , dificultando a 137

aplicação da lei penal, nem que venha a causar perturbações durante a instrução criminal, dificultando a prova. Deve ser ressaltada, na resposta, a natureza do delito, po is não se trata de crime no qual se tenha utilizado de violência ou grave ameaça. Por fim, deve ser requerida a concessão de liberdade provisória mediante fiança, já que se trata de crime cont ra a economia popular, e, nos termos do art. 325, § 2.º, nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal, não se aplica o dispo sto no art. 310 e parágrafo único do Código de Processo Penal. Assim, a liberdade provisória somen te poderá ser concedida mediante fiança, por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. Ressalte-se que não incide na hipótese o art. 350 do CPP, pois não se trata de requerente comprovadamente pobre. Lei n.º 1.521, de 26 de dezembro de 1951 Art. 1.º -Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes e as contravenções contra a economia popular. Esta Lei regulará o seu julgamento. Art. 3.º -São também crimes desta natureza: I -destruir ou inutilizar, intencionalmente e sem autorização legal, com o fim d e determinar alta de preços, em proveito próprio ou de terceiro, matérias-primas ou produtos neces sários ao consumo do povo; CPP, Art. 325 -O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência, quando se tratar de inf ração punida, no grau máximo, com pena privativa da liberdade, até 2 (dois) anos; b) de 5 (cinco) a 20 (vinte) salários mínimos de referência, quando se tratar de infração punida com pena privativa da liberdade, no grau máximo, até 4 (quatro) anos; c) de 20 (vinte) a 100 (cem) salários mínimos de referência, quando o máximo da pena cominada for superior a 4 (quatro) anos. § 1º -Se assim o recomendar a situação econômica do réu, a fiança poderá ser: I -reduzida até o máximo de dois terços; II -aumentada, pelo juiz, até o décuplo. § 2º -Nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia p opular ou de crime de sonegação fiscal, não se aplica o disposto no Art. 310 e parágrafo únic o deste Código, devendo ser observados os seguintes procedimentos: I -a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança, por deci são do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante; II -o valor de fiança será fixado pelo juiz que a conceder, nos limites de dez m il a cem mil vezes BTN, da data da prática do crime; o valor do Bônus do Tesouro Nacional III -se assim o recomendar a situação econômica do réu, o limite mínimo ou máxim o do valor da fiança poderá ser reduzido em até nove décimos ou aumentado até o décuplo.

Ressalte-se que o candidato que propuser habeas corpus (peça não privativa de ad vogado), ou qualquer outra peça, deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 Oferecimento de queixa-crime, com estrita observância do artigo 41 do CPP. Trata -se de ação penal privada subsidiária da pública, em conformidade com o artigo 100 § 3º do C P em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimen to endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). PROBLEMA 2 Deverá ser redigida Queixa-Crime contra Antoine, narrando o crime de atentado vi olento ao pudor e requerendo o processamento do feito, seguindo-se o rito ordinário. 138

PROBLEMA 3 PEÇA: Queixa-Crime ENDEREÇAMENTO: Juizado Especial Criminal de São Paulo, art.61, Lei nº 9.099/95, com redação dada pela Lei nº 11.313/06. PEDIDO: Condenação de João pela prática de assédio sexual, art.216-A, c.c., art. 225, ambos do CP. PROBLEMA 4 PEÇA: QUEIXA-CRIME (ART. 100, §1º, do CP e art. 30 do CPP). COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE ___. TESE: CRIME DE INJÚRIA REAL COM VIAS DE FATO (art. 140, § 2º, do CP) + CAUSA DE AUMENTO DE PENA (art. 141, III, do CP) PEDIDO: RECEBIMENTO E AUTUAÇÃO DA QUEIXA-CRIME + CITAÇÃO DA QUERELADA PARA SER INTERROGADA, PROCESSADA E CONDENADA NA PENA DO CRIME PREVISTO NO ART. 140, § 2º, COMBINADO COM O ART. 141, III, AMBOS DO CP + NOTIFICAÇÃO E OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS (COLOCAR O ROL DE TESTEMUNHAS). FUNDAMENTO: A Querelante teve a sua honra subjetiva ofendida pela Querelada, configurando, assim, o crime de injúria. Trata-se, inclusive, de um crime de inj úria qualificado por vias de fato (injúria real), vez que, além das ofensas, a Querelada cuspiu n o rosto da Querelante. Ademais, incidirá, ainda, a causa de aumento do art. 141, III, do CP , pois o crime foi praticado na presença de inúmeras pessoas. DEFESA PRELIMINAR PROBLEMA 24 Defesa Preliminar prevista no art. 55 da Lei nº 11.343/06, onde deverá ser suste ntada a inépcia da denúncia, que é vaga e imprecisa. Pedido: rejeição da denúncia. ALEGAÇÕES FINAIS PROBLEMA 1 Alegações finais sob a forma de memoriais, apresentadas perante o Juízo do Júri (onde houver), de conformidade com o artigo 411, §4º, do Código de Processo Penal, invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal); pois, houve ineficácia absoluta do meio empregado. PROBLEMA 2 Alegações Finais, com base no artigo 403, §3º, do CPP. Endereçamento: Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 12ª Vara Criminal da Capital. Conteúdo da peça: Abordar que o Ministério Público não tem razão, já que o crime é de uso de documento falso. No caso, o acusado não estava portando o documento que também n ão foi exibido (daí não haver uso). Como o documento foi "encontrado no armário", a con duta de "A" é atípica. Requerer: A improcedência da ação penal nos termos do artigo 386, III, do CPP.

PROBLEMA 3 Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri 139

Fundamento: Artigo 411, §4º, do Código de Processo Penal. Argumento: Crime impossível, artigo 17 do Código Penal. Arma desmuniciada config ura ineficácia absoluta do meio. O fato não é punido, sequer, a título de tentativa. Pedido: impronúncia por inexistência de crime (artigo 409, Código de Processo Penal), sa lientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação, quando o correto seria a pronúncia. PROBLEMA 4 Deverá ser cumprida a fase do artigo 403, §3º, do CPP, com a apresentação de ale gações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I, do artigo 386, do CPP ("est ar provada a inexistência do fato"), expedindo-se alvará de soltura. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execuç ão, nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. 157, "caput", do C.P.). O fato de conta r com antecedentes insalubres não tem o condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. A postulação ministerial vem firmada em suposição, que viola o princípio da pres unção legal de inocência. PROBLEMA 5 Peça: alegações finais (art. 403, §3º, CPP). Dirigida ao juiz do processo. Alegações possíveis: a) nulidade do interrogatório em virtude da ausência do defensor; b) requerimento para instauração de exame de dependência toxicológica; c) absolvição não basta a confissão, não foi reconhecido pela vítima, testemunha s não imputam a ele o fato. PROBLEMA 6 Alegações finais. Dirigida ao juiz de direito. Fundamentos: pedido de absolvição, de nulidade e de afastamento da qualificadora do inciso I. Absolvição -falta de provas suficientes para a condenação, observando-se que os testemunhos são indiretos, não presenciais, não sendo suficiente a palavra do co-réu e o enc ontro do dinheiro; nulidade pela realização do interrogatório de Antônio sem a presença do advogado de Luís e ofensa ao contraditório. Afastamento das qualificadoras não há prova de uso da a rma e de que os dois cometeram os crimes. PROBLEMA 7 PEÇA: ALEGAÇÕES FINAIS (art. 403, §3º, do CPP). COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE TESE E PEDIDO: FALTA DE JUSTA CAUSA EM RELAÇÃO AO CRIME DE CORRUPÇÃO DE MENORES + AFASTAMENTO DA QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO

FUNDAMENTOS: O menor já teve diversas passagens pela Vara da Infância e Juventud e, inclusive tendo cumprido medida sócio-educativa de internação. Além disso, o men or era conhecido nas redondezas por praticar pequenos furtos, desconfigurando a prática do crime de corrupção de menores. Em relação ao crime de furto qualificado, cumpre ressaltar que em nenhum momento houve provas suficientes de que o réu escalou o muro ou arrebento u o portão da casa da vítima. (in dubio pro reo). PROBLEMA 8 PEÇA: ALEGAÇÕES FINAIS (art. 403, §3º, do CPP) COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO. 140

TESES: NULIDADE DO PROCESSO (art. 564 do CPP) e FALTA DE JUSTA CAUSA (art. 386, VI, do CPP = causa excludente de antijuridicidade). PEDIDO: ABSOLVIÇÃO DO RÉU E, SUBSIDIARIAMENTE ANULAÇÃO DO PROCESSO AB INITIO FUNDAMENTOS: Em primeiro lugar, o crime é infração de menor potencial ofensivo, sujeito, portanto, ao procedimento especial da Lei 9.099/95 (e não ao procedimento comum ordinário). Desse modo, deveria ter sido lavrado um Termo Circunstanciado (em substituição a o Inquérito Policial) e encaminhado ao Juizado Especial. Em seguida, deveria ter sido realiz ada a audiência preliminar de conciliação (possibilidade de composição civil e transação penal) e, somente na falta de acordo, oferecida a denúncia. Ocorre que o crime de lesão corporal leve é um crime de ação penal pública condi cionada à representação. No caso em tela, não houve a representação do ofendido, tornando nula a denúncia do promotor. Cumpre ressaltar, ainda, que a denúncia do promotor é inep ta, pois não preenche todos os requisitos exigidos pelo art. 41 do CPP. Apesar de, no Juizado Especial, estar dispensado o exame de corpo de delito, dev e existir laudo médico comprovando a materialidade do delito (fato que também não ocorreu no pro blema acima). Por fim, o réu agiu em legítima defesa (causa excludente de antijuridicidade). PROBLEMA 9 PEÇA: ALEGAÇÕES FINAIS, Art. 411, §4º, CPP COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE _ TESE: FALTA DE JUSTA CAUSA (IN DUBIO PRO REO) PEDIDO: IMPRONÚNCIA DO RÉU (ART. 414 CPP) FUNDAMENTOS: Na incerteza da autoria do delito, prevalece a impronúncia, por fal ta de provas. O princípio do in dúbio pro reo é garantia constitucional. PROBLEMA 10 PEÇA : ALEGAÇÕES FINAIS COMPETÊNCIA : JUIZ DE DIREITO DA _ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE PEDIDO: DECLARAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE TESE: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE FUNDAMENTOS: Abolitio criminis. A Lei 11.106/2005 revogou o crime de sedução do CP, tornando o fato atípico. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO; b) Órgão competente: Tribunal de Justiça; c) Fundamento: artigo 581, inciso IV do C.P.P.; d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias, art. 586 do C.P.P.. Deve-se interpor Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da Vara do Júri requerendo a

reconsideração da R. decisão. Em caso de manutenção da mesma, requerer, desde lo go, que os autos subam ao Tribunal competente. As razões do recurso deverão ser dirigidas a o Tribunal de Justiça, competente por tratar-se de crime doloso contra a vida. A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude, re querendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau, a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art. 415 do C.P.P.), com fundamento no artigo 25 do Código Penal, revogando-se a Medida de Segurança. 141

Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC ender eçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de abso lvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilici tude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal; pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança. PROBLEMA 2 Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. A primeira de interposi ção endereçada ao Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri da Capital, fundamentada no artigo 581, inciso IV do Código de Processo Penal, sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça, sendo que "A" agiu em estado de necessidade, nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal, podendo também ser suscitado o artigo 23, inciso I do Código Penal. Ao final o c andidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 415 do Código de Processo Penal . PROBLEMA 3 Trata-se de um recurso em sentido estrito, que deverá ser elaborado em duas peti ções: A primeira, de interposição, no prazo de cinco dias, ao Juiz de Direito da 1ª Va ra do Júri, com fundamento no art. 581, IV do C.P.P.. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. A segunda, de razões em recurso de sentido estrito, deverá ser endereçada ao Tri bunal de Justiça, postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de mo rte art. 129 parágrafo 3º do C.P. -para que o réu seja julgado perante uma vara singular. Não houve dolo eventual no caso em tela, que autorizasse a imputação de homicídi o doloso. O recurso deverá ser fundamentado ao final, com o disposto no artigo 419 do C.P. P. PROBLEMA 4 Peça Recurso em sentido estrito. Endereçamento Tribunal de Justiça Pedido Alteração pelo juiz. Se mantida, reforma pelo tribunal. Finalidade: receb imento da apelação e seu processamento. Fundamento Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial, o assistente po de recorrer para pleitear agravamento da pena. Ele atua como auxiliar do Ministério Público e não defende, exclusivamente, interesse próprio de natureza civil.

PROBLEMA 5 Peça Recurso em sentido estrito (art. 581, IV) Endereçamento Tribunal de Justiça. Pedido e fundamento Afastamento das qualificadoras. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar, até mesmo, crime d e injúria, e não é insignificante. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia, havendo necessidade de aditamento. Pode-se, também, pleitear a nulidade da pronú ncia pela inclusão da segunda qualificadora. PROBLEMA 6 Recurso em sentido estrito Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 3 66 do Código de Processo Penal. No mérito, há dúvida razoável sobre a autoria. O recon hecimento fotográfico, apesar de admitido, não se prestaria à comprovação da autoria. A pr ova testemunhal é controvertida, pois, enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparo s, outra assevera que ele estava fora do país. Não é correto afirmar que, na decisão de p ronúncia, vigora o 142

princípio in dubio pro societate , pois a dúvida razoável, em virtude do princípio do favor rei, beneficia o acusado, mesmo em relação a essa espécie de decisão. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar -declaração de nulidade; Mérito -impronúncia. Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. PROBLEMA 7 PEÇA: Recurso em Sentido Estrito ENDEREÇAMENTO: Tribunal Regional Federal da 3ª Região PEDIDO: Impronúncia de João pela não existência de indícios suficientes de que s eja o réu o seu autor, art.414, CPP. PROBLEMA 8 A peça pertinente constitui na interposição do Recurso em Sentido Estrito perant e o Tribunal de Justiça de São Paulo, tendo como fundamento o artigo 581, inciso IV, do CPP, con trariando a decisão de pronúncia proferida pelo juiz de Itu, vez que os fatos não configuram infração dolosa já que não houve assunção do risco com indiferença quanto ao resultado, não send o suficiente para a caracterização do dolo a presença da assunção do risco, vez que obrigatór ia também a indiferença quanto ao resultado, podendo o candidato alegar no recurso em sentid o estrito pela desclassificação por conduta culposa, negando o dolo eventual, destacando que o recurso em sentido estrito é o recurso apropriado, já que não há informação de que o pronun ciado está preso, sendo admissível subsidiariamente o habeas corpus, caso o candidato considere qu e o pronunciado esteja preso, sendo, entretanto, mais apropriado o recurso em sentid o estrito. PROBLEMA 9 Recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia. Dirigido ao juiz e ao tribunal. Pedidos: absolvição sumária porque agiu em legítima defesa de sua propriedade, c om remessa dos autos ao juiz competente para o exame do crime conexo; afastamento das quali ficadoras: não agiu por motivo torpe, pois não sabia quem eram as pessoas que invadiram a sua c asa; não houve surpresa, pois é possível que o dono de uma residência reaja ao ingresso de pess oa estranha em sua casa. Não se pode invocar mais, segundo doutrina atual, o princípio do in du bio pro societate na pronúncia. PROBLEMA 10 Peça -Recurso em sentido estrito. Órgão competente -Tribunal de Justiça. Juiz de direito juízo de retratação. Pedidos: impronúncia e afastamento das qualificadoras.

Fundamentos: Impronúncia: falta de prova, inaplicabilidade do princípio in dubio pro societate ; prova ilícita (interceptação se destinava à descoberta de outro crime, tendo havido encontro casual). Afastamento da qualificadora do inciso I, porque em nenhum mom ento houve referência a pagamento feito por Mário, do inciso II, porque ciúme não configura motivo fútil; III e IV porque não se comunicariam, no caso, não sendo previsível o uso de expl osivo e de recurso que impossibilitaria a defesa. PROBLEMA 11 Tribunal competente Tribunal de Justiça Peça adequada Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art. 581, I e 588 do C.P.P.) 143

Pontos a serem abordados inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas, por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorcia das da realidade (art. 41 e 395 do C.P.P.) Crime prescrito art. 109 + 107 C.P. PROBLEMA 12 PEÇA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (art. 581, IX, do CP). OBS: Lembrar que RESE tem juízo de retratação. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ (INTERPOSIÇÃO DO RECURSO) + TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RAZÕES DO RECURSO). TESE: PEREMPÇÃO -EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE (art. 60, I, do CPP c/c art. 107, IV, do CP). PEDIDO: DECLARAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. FUNDAMENTO: A ação penal privada é norteada, entre outros, pelo princípio da disponibilidade, ou seja, a vítima pode desistir da ação proposta. A perempção é um instituto decorrente do princípio da disponibilidade da ação penal privada, ou seja, é uma sanção processual imposta ao querelante inerte ou negligente na condução do processo, a carretando a extinção da punibilidade (a qual deverá ser, inclusive, declarada de ofício pelo juiz art. 61 do CPP). No caso em tela, ocorreu a perempção com base no art. 60, I, do CPP e, conseqüentemente, a extinção da punibilidade (art. 107, IV, do CP). APELAÇÃO PROBLEMA 1 Recurso de Apelação -art. 593, do CPP Interposição: ao Juiz da 28º Vara Razões: ao Tribunal de Justiça de São Paulo Tese Principal: Não há que se falar de furto, de vez que "A" é inquilino e tem a posse do imóvel (falta o denominado "animus furandi"). Ademais, só os antecedentes são insuficie ntes para magistrado formar seu convencimento quanto a autoria. Requerer: reforma da sentença (absolvição) -art. 386, III. PROBLEMA 2 Interposição e razões de recurso de Apelação Competência do Tribunal de Justiça Desenvolver a tese de regular exercício do direito previsto no art. 5º, LXIII, d a Constituição Federal, que não pode ser interpretado em desfavor do acusado, transformando o s eu silêncio na polícia em presunção de culpa. Pedido de absolvição por insuficiência de provas -art. 386, inciso VII, do CPP. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. PROBLEMA 3 Interposição e razões de recurso de apelação -competência do Tribunal de Justiça Pedido de anulação do julgamento por deficiência dos quesitos.

Vício insanável do questionário, que independe de reclamação oportuna. (art. 564 , parágrafo único, do CPP). A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. PROBLEMA 4 144

Trata-se de uma Apelação, composta por duas petições. A primeira de interposição , endereçada ao Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 1º Vara Criminal do Foro Central da Capital, no prazo de 5 dias, com fulcro no art. 593, inciso I, do CPP. A segunda petição deverá ser end ereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na qual deve ser postulada a absolvição do apelante, visto que o fato não constitui infração penal. O STF, por meio da Súmula 246, examinou esta matéria, entendendo que o fato é at ípico, pois não há fraude e o estelionato não existe a não ser com cheque emitido para pront o pagamento, não como promessa de dívida; também há jurisprudência neste sentido. Deverá ao f inal ser postulada a absolvição do apelante "A" com fulcro no art. 386, inciso III do CPP . PROBLEMA 5 Deverá ser apresentada, em 8 (oito) dias, nos termos do artigo 600, do Código de Processo Penal, as razões de apelação. As razões são apresentadas no juízo "a quo", sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fi ns de absolver o apelante, nos termos do artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, já que atípica a conduta de "A". O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "ofer ecer" ou "prometer" vantagem indevida, mas deu a importância por imposição do funcionário , o que, segundo Delmanto, "não há corrupção ativa, mas concussão praticada pelo funcioná rio". PROBLEMA 6 a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO; b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais; c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região.; d) Fundamento: art. 593, inciso I do C.P.P. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal . As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. Há interesse em ape lar da sentença absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revis to se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. Assim, a fundamentação deve ser deduzida neste sentido, requerendo-se a absolviç ão, com fundamento no artigo 386, inciso I do C.P.P.. PROBLEMA 7 A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira in stância, seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante, enquanto que

subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29, § 2º, 1ª parte do Código Penal, pela participação idealizada em delito de menor gravid ade. PROBLEMA 8 Peça Apelação Endereçamento Tribunal de Justiça. Pedido Reforma pelo tribunal. Absolvição. Fundamento Quando alguém recebe valor em dinheiro como pagamento de seus serviço s e não os executa não comete apropriação indébita. O dinheiro que é entregue passa a ser de sua propriedade. A questão, assim, é estritamente civil, não penal. PROBLEMA 9 Peça Apelação Endereçamento Tribunal de Justiça. 145

Pedidos: crime único, desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitu cionalidade do regime integralmente fechado. Fundamentos: Crime único Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material, por ser ele sujeito ativo e não passi vo do crime. Desclassificação para tentativa de latrocínio Embora haja súmula do Supremo Trib unal Federal no sentido de que há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda qu e não realize o agente a subtração de bens da vítima (Súmula 610), poderia ser sustentada a tes e de tentativa de latrocínio, aceita em alguns acórdãos, porque não houve a subtração. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado Há posicionamento no senti do de que a fixação de regime integralmente fechado fere a garantia constitucional de indivi dualização da pena. Cuida-se de posição que, no momento, está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal, em sua nova composição. PROBLEMA 10 Peça Apelação, com pedido de absolvição, com fundamento no art. 386, VI do Códig o de Processo Penal e no art. 181, II, do Código Penal. OUTRA ALTERNATIVA Peça -Habeas corpus. Endereçamento Tribunal de Justiça. Pedido e fundamento pedindo anulação da sentença, porque é isento de pena o filh o que comete crime contra pai, com menos de sessenta anos de idade (artigos 181, II e 183, III, do Código Penal). PROBLEMA 11 Apelação. Endereçamento Tribunal de Justiça. Pedidos e fundamentos Absolvição por ausência de provas em relação ao crime de e stupro. Quanto à sedução, abolitio criminis em razão da supressão do delito previsto no art. 217 do CP, pela Lei 11.106, de 2005. Subsidiariamente, no tocante ao estupro, afastamento d a causa de aumento prevista no art. 226, inciso III, do CP, também em face da lei acima ref erida. PROBLEMA 12 Apelação. Habeas corpus. Endereçamento Tribunal de Justiça. Pedido e fundamento Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento, o que representou reformatio in pejus indireta. PROBLEMA 13 Apelação

Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos -No mérito, deveria sustentar a absolvição do acusado com base em negativa de autoria, bem como em razão da dúvida ocasionada pelas condições em q ue a testemunha de acusação o teria reconhecido (reconhecimento em período noturno; l ocalização do acusado no momento do reconhecimento -interior do veículo; tipo físico comum). Subsidiariamente, deveria requerer o afastamento das qualificadoras. Quanto à qu alificadora do rompimento de obstáculo (art. 155, inciso I, do Código Penal), deveria argumenta r que o rompimento, para qualificar o crime de furto, deve ser efetuado contra o obstácu lo que dificulta a subtração da coisa e não contra a própria coisa. Quanto à qualificadora da escal ada (art. 155, inciso II, do Código Penal), deveria argumentar que a escalada somente se caract eriza com o emprego de meio instrumental, como, por exemplo, uma escada, ou de esforço incom um, o que 146

não se vislumbra em razão da pequena altura do muro transposto. Ainda, quanto à aplicação da pena, deveria indicar o equívoco do juiz ao exasperar a pena-base, acima do míni mo legal, com base tão-somente no dolo intenso do agente, aspecto subjetivo que não se denota da simples qualificação do crime, apartando-se dos elementos previstos no art. 59 do Código Penal e norteadores da fixação da pena-base. PROBLEMA 14 Peça: Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. Pedido: decretação de nulidade ou realização de novo julgamento (artigo 593, III , a e d do Código de Processo Penal). Fundamentos: I nulidade: a. existência de contrariedade na votação dos quesitos por parte dos jurados, pr incipalmente entre os quesitos referentes à autoria e o evento morte; b. existência de erro por parte do Magistrado na formulação dos quesitos referen tes às qualificadoras; c. indeferimento da tréplica pelo Magistrado. II decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos; PROBLEMA 15 PEÇA: Apelação Criminal ENDEREÇAMENTO: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo PEDIDO: Absolvição de João do crime previsto no art.148, §1º, V, do Código Penal por não haver prova da existência do fato (art.386, II, CPP) ou por não existir prova su ficiente para a condenação (art.386, VII, CPP). PROBLEMA 16 Peça: Apelação. Órgão competente Tribunal de Justiça. Pedidos absolvição insuficiência de prova Nulidade do processo (é o pedido principal, no caso) -cerceamento de defesa e pe dido de reconhecimento de prescrição, pela proibição da reformatio in pejus indireta. De núncia recebida em 04.03.2002 Prescrição 12 anos (art. 109, III) Redução pela metade menoridade (art. 115) tempo 6 anos Tempo decorrido até agora. PROBLEMA 17 a) Contra-Razões de Apelação. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional, o Ministério Público é uno e indivisível. Assim, o pleito ministerial não pode ser alterado e m sede recursal. Além disso, só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência), o que não ocorreu no caso em tela. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir p

or sua inocência, eis que não está vinculado à denúncia. Não é obrigatório o pleito condenatório. Pode requerer a condenação, a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo pen al (não houve a vantagem ilícita, nem o prejuízo alheio). Se crime existiu, foi ele tentando e nunca consumado. Ainda, não há estelionato culposo; o estelionato só é púnivel a título de dolo, que consiste na vontade de enganar a vítima, dela obtendo vantagem ilícita, em prejuízo alheio, empregando artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. PROBLEMA 18 147

PEÇA: APELAÇÃO (art. 593, I, do CPP). COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE BELO HORIZONTE (INTERPOSIÇÃO DA APELAÇÃO) + TURMA RECURSAL (RAZÕES DA APELAÇÃO). TESES: NULIDADE (FALTA DE CONDIÇÃO OBJETIVA DE PROCEDIBILIDADE) + FALTA DE JUSTA CAUSA (FALTA DE TIPICIDADE OU, SUBSIDIARIMENTE, EXCLUDENTE DE ANTIJURIDICIDADE). PEDIDO: ANULAÇÃO AB INITIO EM RELAÇÃO AOS CRIMES DOS ARTS. 303 E 309, DO CTB (art. 564, III, a , do CPP) + ABSOLVIÇÃO DO RÉU EM RELAÇÃO AO CRIME DO ART. 305, DO CTB (art. 386, VI, do CPP). FUNDAMENTOS: O crime de direção sem permissão ou habilitação (art. 309 do CTB) é , necessariamente, absorvido pelo crime de lesão corporal culposa (art. 303 do CTB ), uma vez que configura causa de aumento de pena (art. 302, parágrafo único, I, c/c art. 303, parágrafo único, ambos do CTB). Então, no caso em tela, ocorreu a absorção do crime de perigo (di reção sem habilitação) pelo delito de dano (lesão corporal culposa). Necessário ressaltar, ainda, que o crime de lesão corporal culposa é um crime de ação penal pública condicionada à repres entação da vítima. CONCLUSÃO: a falta de representação é causa de nulidade absoluta (a puni bilidade não está extinta, pois ainda não ocorreu a decadência do prazo para representação). Como o crime de direção sem habilitação foi absorvido pelo crime de lesão corporal culposa, a nu lidade também o abrangerá. Em relação ao crime de fuga do local do acidente (art. 305 do CTB), importante r essaltar que o réu, antes de deixar o local dos fatos, entregou ao enfermeiro da ambulância um papel contendo a identificação do seu carro, tornando, portanto, o fato atípico (já que o tipo pe nal exige a intenção específica do agente de fugir da responsabilidade penal e civil). Todavia, ainda que se entenda que o fato é típico, o afastamento do réu ocorreu por questão de segurança físic a (madrugada + lugar ermo), configurando, assim, uma causa excludente de antijuridicidade. PROBLEMA 19 PEÇA: RAZÕES DE APELAÇÃO COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR RELATOR DA APELAÇÃO Nº _ DA _ TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA _ REGIÃO TESE: DIMINUIÇÃO DE PENA EM RELAÇÃO AO CRIME DE ROUBO + ATIPICIDADE QUANTO AO CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO PEDIDO: DIMINUIÇÃO DA PENA NA MEDIDA DE SUA CULPABILIDADE EM RELAÇÃO AO CRIME DE ROUBO E ABSOLVIÇÃO DO CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO FUNTAMENTOS: De acordo com o art. 29, § 1º, CP, Pafúncio deverá ter sua pena dim inuída de 1/6 a 1/3, em razão de sua participação de menor importância no delito. Quanto a o crime de porte ilegal de arma, Pafúncio não praticou nenhuma das condutas típicas descrit as. PROBLEMA 20 PEÇA: APELAÇÃO, Art. 593, III, d, CPP

COMPETÊNCIA: JUIZ PRESIDENTE DO _ TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE TESE: DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO TENTADO PARA O CRIME DE LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE PEDIDO: SEJA O RÉU SUBMETIDO A NOVO JULGAMENTO FUNDAMENTAÇÃO: A acusação não conseguiu provar a intenção do réu de matar seu ir mão, ficando provado nos autos a intenção de lesionar, tão somente, a vítima (já que se absteve de consumar o homicídio, por vontade própria). PROBLEMA 21 148

a) CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO; b) Órgão competente: Tribunal de Justiça; c) Fundamento: artigo 593 do Código de Processo Penal. Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção, em inteiro teor, da R. decisão de 1º grau. A argumentação pode fundamentar-se, entre outras , na prova, alegando-se que o acusado, mesmo sem farda e fora de serviço, está investido na condição de policial, treinado para a proteção da sociedade. PROBLEMA 22 O candidato deve interpor recurso de apelação com fundamento no art. 593, III, a , do CPP. CPP, Art. 593 -Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I -das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz sin gular; II -das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz s ingular nos casos não previstos no Capítulo anterior; III -das decisões do Tribunal do Júri, quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos j urados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segur ança; d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Deverá sustentar a nulidade do julgado, ante a violação ao art. 475 do CPP, vist o que o representante do Ministério Público, sem a concordância da defesa, exibiu docume ntos relativos a outro processo a que responde o réu com o fito de influenciar o ânimo dos julg adores no que concerne às condutas pretéritas do Apelante. Art. 475 -Durante o julgamento não será permitida a produção ou leitura de documento que não tiver sido comunicado à parte contrár ia, com antecedência, pelo menos, de 3 (três) dias, compreendida nessa proibição a leitu ra de jornais ou qualquer escrito, cujo conteúdo versar sobre matéria de fato constante do proces so. A proibição contida no dispositivo em comento tem por escopo evitar que, em plenário, sejam as partes uma ou outra surpreendidas com a produção ou leitura de documentos novos, sem a oportunidade de contraditá-los. Sobre o tema leciona Aury Lopes Júnior: Situação bastante problemática e que acabou se tornando comum na atualidade é a s eguinte: no curso do júri, quando dos debates, uma das partes postula ao juiz a utilização d e um determinado documento que pelos mais variados motivos não pode ser juntado com a antecedênci a legal de 3 dias. O que fazem os juízes, na sua maioria? Questionam a outra parte se co ncordam com a produção. Pronto, está criado o problema. Errou o juiz. Nesse momento, a parte a dversa fica numa situação dificílima, que pode definitivamente comprometer o julgamento. Se aceitar a produção, estará em situação de desvantagem pela surpresa gerada, e, conforme o

conteúdo do documento, será impossível contradizê-lo. Está perdido o júri e uma grave injust iça pode ser produzida. Por outro lado, se não aceitar a produção, o estrago é ainda maior. B asta que o adversário saiba explorar a curiosidade dos jurados, fazendo-os deslizar no imag inário, para extrair de lá (do imaginário, lugar do logro, portanto) a decisão que pretende. É até mais útil explorar o imaginário em torno do que foi mostrado (agravado pela recusa da outr a parte, logo, se recusou é porque algo tinha para esconder...), do que trabalhar com a realida de do documento. Isso é elementar, basta saber lidar com a situação. Daí porque das duas uma: ou o juiz veda categoricamente a produção do documento (sem questionar a outra parte para não c omprometê-la frente aos jurados) e não permite qualquer menção a ele no julgamento; ou, verif icando sua relevância, dissolve o conselho de sentença, determina a juntada do documento, a ssegurando o necessário contraditório, e, após, marca novo júri (...). Assim, relevante a pro ibição do art. 475 (pois é uma garantia revestida de forma), e firmeza devem demonstrar os juízes n a sua aplicação, evitando comprometimento da outra parte com o ingênuo questionamento concorda com a leitura do documento ? Tal prática, muitas vezes fundamentada na (pseudo) garantia do contraditório, causa danos irreparáveis ao julgamento. (In: Direito Processual e sua 149

Conformidade Constitucional. Ed. Lumen Juris. Rio de Janeiro. 2007, p. 649/650). Hermínio Alberto Marques Porto anota, na obra Júri Procedimentos e aspectos do julgamento (11.ª ed., Editora Saraiva, página 133), que: Constitui prova nova o documento que, mesmo nã o lido em Plenário, tem seu conteúdo transmitido aos jurados . Ora, pode ser que este fato n ão tenha sido aquele que levou o conselho de sentença a decidir como decidiu. Entretanto, tamb ém não é possível afastar a conclusão de que o nobre promotor de justiça surpreendeu a de fesa. É que, ao fazer uso do direito que lhe confere o art. 475 do CPP, restou prejudicada, morm ente porque o órgão ministerial instigou os senhores jurados a que pensassem o que quisessem ace rca da recusa, pela defesa, na produção da nova prova. Assim, o candidato deve pedir ao magistrado que acolha a argüição de nulidade suscitada, para determinar seja o acusado subm etido a novo julgamento. Subsidiariamente, o candidato deve pleitear a reforma da r. sentença, de modo qu e se estabeleça regime mais ameno para o cumprimento da pena, qual seja, o semi-aberto, de acord o com o art. 33 do CP. Art. 33 -A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de tr ansferência a regime fechado. (...) § 2º -As penas privativas de liberdade deverão ser executa das em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em reg ime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) an os, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. Nesse sentido:TJDFT Órgão: Segunda Turma Criminal Classe: APR -Apelação Criminal Num. Proc.: 2004 09 1 004111-7 Apelante: JÚLIO CÉSAR SOUZA Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Relator: DESEMBARGADOR ROMÃO C. OLIVEIRA Revisor: DESEMBARGADOR VAZ DE MELLO PROBLEMA 23 Deve-se interpor recurso de apelação, com fundamento no art. 593, I, do CPP, par a o TJSP. Com efeito, o artigo 33 da Lei n.° 11.343/06 prevê: Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas,

ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulam entar: Pena reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 ( mil e quinhentos) dias-multa. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1.o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, des de que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. E o artigo 40, III, da Lei n° 11.343/06 prescreve: As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se: III a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecim entos prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais , culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de rec intos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratament o de 150

dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiai s ou em transportes públicos. No caso, deve-se alegar que houve, por parte de Vânia, o erro de tipo determinad o por terceiro (artigo 20, § 2.o, do Código Penal). Segundo Damásio E. de Jesus, em Código Penal Anotado, em hipóteses como essa, o terceiro que provocou o erro responde pelo crime a título de dolo ou de culpa. Já a pesso a que foi provocada, tratando-se de erro invencível, não responde pelo crime cometido, que r a título de dolo ou culpa; tratando-se de provocação de erro vencível (aquele que poderia se r evitado pelo homem médio, naquelas circunstâncias), não responde pelo crime a título de dolo, subsistindo a modalidade culposa, se prevista em lei. Restou comprovado nos autos, especialmente diante dos depoimentos das testemunha s, que a acusada não tinha consciência do seu proceder. Até mesmo as testemunhas arrolada s pela acusação relataram que, somente após a perfuração da sola do tênis, com um facão , puderam verificar a existência da droga. Informaram, por fim, que a abordagem da ré se d eu de modo aleatório, visto que Vânia passou caminhando calmamente pela guarita policial, s em demonstrar nervosismo ou medo. Ademais, a acusada, durante toda a persecução criminal, afir mou uma única versão para os fatos. O quadro probatório, portanto, contém elementos de c onvicção, de molde a não deixar dúvidas sobre a inocência da ré quanto ao delito de tráfico d e entorpecentes, razão pela qual se deve requerer o conhecimento e provimento do recurso de apela ção, reformando-se a sentença condenatória integralmente, de modo que a ré seja absol vida da imputação constante na denúncia. Subsidiariamente, em caso de o TJSP negar provimento à apelação, deve-se requere r o reconhecimento da causa de diminuição do artigo 33, § 4.o, da nova lei de combat e às drogas, e a fixação de regime inicial menos severo, haja vista que Vânia é primária, de bons antecedentes, não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. Frise-s e que a inconstitucionalidade do regime integralmente fechado declarada pelo Supremo Tri bunal Federal no leading case HC 82.959/SP e, em seguida, a Lei n.º 11.464/07 (Nova Lei dos Cr imes Hediondos) possibilitaram a progressão de regime no cumprimento da pena e afasta ram o óbice legal para permitir o regime inicial aberto ou substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, mediante minuciosa análise das peculiaridades de cada ca so. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE

PROBLEMA 1 Interposição de embargos infringentes com base no voto minoritário dirigida ao D esembargador Relator -3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Pedido de nulidade do processo "ab initio", por desrespeito ao disposto no art. 514 o CPP. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. PROBLEMA 2 a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça; c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609, C.P.P.; d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal; e) Prazo para interposição: 10 (dez) dias. O recurso deverá, de forma fundamentada, sustentar a tese contida no voto vencid o. PROBLEMA 3 151

Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça, em petição que deverá conter, anexas, as razões do inconformismo. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido e strito, com base no art. 609, parágrafo único do CPP. Nas razões, o candidato deverá postular a reforma do V. Acórdão, para que preval eça o voto vencido, no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicí dio doloso, pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1 1ª OPÇÃO: Peça Embargos de Declaração Endereçamento Juiz de Direito Pedido Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação. O jui z deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação, aplicando o §2° do art. 155 do Código Penal . Embora, com isso, a pena venha a ser alterada, boa parte da doutrina admite, nos casos de co ntrariedade, essa possibilidade. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privil égio no furto qualificado, há também orientação diversa, e, no caso, de qualquer forma, o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155, §2º, do Código Penal na fundamentação. 2ª OPÇÃO: Peça Apelação Endereçamento Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Justiça Pedido Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado, poderia ser ad mitida a apelação, principalmente porque, segundo entendimento diverso do exposto na prim eira opção, não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração. Como já referido na 1ª opção, ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado, há também orientação diversa, e, no caso, de qualquer forma, o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155, §2º, do Código Penal na fundamentação. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça, uma vez que sofre coação ilegal por desres peito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo.

PROBLEMA 2 Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art. 5º, inciso LXVIII, da C. F. c.c. 647 e 648, inciso I, do C.P.P.) visando o trancamento da ação penal, visto que da form a como foi elaborada a denúncia, "A" está sendo responsabilizado objetivamente, o que não é admitido em direito penal (art. 13, do C.P.), já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão. Nessas condições, a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúnc ia (art. 41 e 395 do C.P.P.). O Tribunal de Justiça é o competente para o julgamento do "Habeas Co rpus", devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final ju lgamento do "writ". PROBLEMA 3 152

O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva. Serve apenas p ara a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia. A prova da materialidade da infração so mente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico, que tem caráter definitivo. Desse modo, a sentença é nula eis que não demonstrada a materialidade do delito. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus", com fundamento no artigo 5º, inciso LXVIII, da Constit uição Federal, c.c. 648, inciso VI, do C.P.P., dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. PROBLEMA 4 Competência: Tribunal de Justiça de SP Peça: Habeas Corpus Fundamentação: alegar que Procópio está sofrendo constrangimento ilegal em razão do recebimento irregular de queixa-crime pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital , uma vez que os delitos contra a propriedade imaterial constituem ilícitos penais que deixam vestígios materiais, sendo, pois, indispensável o exame de corpo de delito direto, elabora do por peritos, para comprovar a materialidade delitiva, ao teor do que dispõem os artigos 158 e 564, III, "b" do código de Processo Penal, o que não ocorreu no presente caso. Ainda, nos termos do artigo 525 do CPP, o exame pericial é condição especial que assegura a viabilidade inicial da ação penal nos delitos contra a propriedade imaterial. Pedido: o trancamento da queixa-crime e a concessão de medida liminar para suspe nder o andamento da ação penal até julgamento do HC, em face da proximidade do interrog atório. PROBLEMA 5 Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça, com base no ar tigo 648, inciso I, do Código de Processo Penal, pois não há justa causa para o processo. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva, que não é admissível em Direito Penal, que só reconhece a responsabilidade subjetiva, que não ocorreu no presente caso. PROBLEMA 6 Trata-se de um Habeas Corpus, endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Regi ão, com base no art. 648, VI do CPP, em virtude da total incompetência do Juízo, com ful cro no art. 564, inciso I, 1ª figura do CPP, visto que segundo o art. 109, inciso IV, da Constitu ição Federal, e a Súmula 38 do STJ, a Justiça Federal não é competente para julgar as contravençõe s, mas sim a Justiça Estadual comum. Deverá ser postulada a anulação do processo desde o iníc

io, e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. PROBLEMA 7 Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória, contando-se o prazo a part ir do trânsito em julgado para a acusação. A prescrição seria 4 anos, desconsiderando a continu idade, cai pela metade pela idade, ficando apenas 2 anos. PROBLEMA 8 Peça Habeas Corpus Endereçamento Tribunal de Justiça Pedido Trancamento da ação penal. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judi cial. No caso, a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreen são de documento falso e, portanto, à própria configuração da materialidade do crime. PROBLEMA 9 153

Peça Habeas corpus Superior Tribunal de Justiça. Pedido e fundamento O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o r ecurso em sentido estrito, e, por isso, o agravo do Ministério Público foi intempestivo, n ão podendo, assim, ser conhecido pelo Tribunal. Além disso, poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade, por violação do princípio da dignidade humana (art. 1 º, III), por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. 5 º, XLIX), por contrariar o princ ípio de individualização da pena (art. 5 º, XLVI). PROBLEMA 10 Habeas corpus Agravo de execução Fundamento A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oiti va do condenado (art. 118, § 2°, da Lei 7.210/84 Lei de Execução Penal) e de oportunid ade de defesa, com participação de advogado (art. 5°, inciso LV, da CF). Pedido: declaração de nulidade da decisão. PROBLEMA 11 Habeas corpus Fundamento A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1.º da Lei 7.960, de 21.12.1989. Além disso, a prorrogaç ão do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art. 2º., caput, parte fin al, da Lei 7960, de 21.12.1989), não podendo ser autorizada, desde logo. Pedido concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária, ex pedindo-se contramandado de prisão. PROBLEMA 12 Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal por ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acusatórios (estímulo à prá tica de delitos e garantia de impunidade). Subsidiariamente, pedido de nulidade da decisão que i mpôs a prisão preventiva, haja vista a ausência do requisito da garantia da ordem pública. Dev eria apontar, ainda, a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum, uma vez que o advoga do, nos termos do art. 7°, inciso V, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), tem direit o à prisão especial antes de eventual sentença condenatória transitada em julgado. PROBLEMA 13 Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça

Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal por ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acusatórios (estímulo à prá tica de delitos e garantia de impunidade). Subsidiariamente, pedido de nulidade da decisão que i mpôs a prisão preventiva, haja vista a ausência do requisito da garantia da ordem pública. Dev eria apontar, ainda, a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum, uma vez que o advoga do, nos termos do art. 7°, inciso V, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), tem direit o à prisão especial antes de eventual sentença condenatória transitada em julgado. PROBLEMA 14 Peça: Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. Pedido: declaração de ilegalidade do decreto de prisão preventiva e trancamento da ação penal. 154

Fundamentos: a) quanto à prisão preventiva, ausência dos requisitos previstos na lei (artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal), não podendo o decreto sustentar-se em simples revelia do acusado; PROBLEMA 15 Habeas corpus ao Tribunal de Justiça. Pedidos possíveis: a) trancamento da ação penal por falta de justa causa e por ilegitimidade ativa do Ministério Público; b) relaxamento da prisão em flagrante porque não havia situação de flagrância; c) liberdade provisória porque não estão presentes os requisitos da prisão preve ntiva. PROBLEMA 16 PEÇA: HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR, art. 648,VI, CPP COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF TESE: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PEDIDO: RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE E EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SOLTURA + DECRETAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE E CONFIRMAÇÃO DA LIMINAR FUNDAMENTOS: De acordo com o art. 34 da Lei 9.249/95, o pagamento do tributo dev ido (reparação dos danos) antes do recebimento da denúncia acarreta a extinção da pu nibilidade. O dispositivo citado se aplica aos crimes contra a ordem tributária. No caso em te la, Lílian efetuou o pagamento logo após sua prisão, ou seja, antes do recebimento da denúncia. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1.ª Instância da Justiça Comum Estadual, c om base no art. 5.º inciso LXIX, da Constituição Federal, combinado com os arts. 1.º e seguintes da Lei n.º 1533/51, Mandado de Segurança com pedido de liminar. Fundamentar no sentido de q ue o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrant e, já que é o legítimo proprietário do veículo, não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo, conforme preconizado nos arts. 11 8, 119 e 120 do CPP. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mor a" para a obtenção da liminar, sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definit ivamente. PROBLEMA 2 Mandado de segurança Peça Endereçamento Juiz de primeiro grau. Pedido Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. Fundamento O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906, de 4.7.94), em

seu artigo 7º, XIV, garante ao advogado o direito de examinar, na repartição policia l, os autos do inquérito policial. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL; b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça; c) Fundamento: Artigo 105, inciso II, alínea "a" da Constituição Federal e Lei n º. 8038/90, artigos 30 a 32; 155

d) Prazo: 05 (cinco) dias. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus. O único recurso cabível é o Re curso Ordinário Constitucional, cuja competência para conhecimento e julgamento é do S uperior Tribunal de Justiça. O recurso deverá, portanto, ser interposto ao Tribunal de J ustiça, no prazo de 05 dias, juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. A autoridade coatora é o Tribunal de Justiça. O pedido de relaxamento do flagrante com a expe dição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa; a configuração do constrangimento ile gal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurispr udência dos Tribunais. e) Aceitável, também, a impetração de Habeas Corpus, substitutivo ao Recurso Ord inário Constitucional, dirigido diretamente ao STJ, no sentido de cessar o constrangime nto ilegal que o réu sofre, em virtude do excesso de prazo, para a formação da culpa. PROBLEMA 2 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça, com base no artigo 105, inciso II, alínea A, da Constituição Federal. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Es tado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ. As razões apresentadas junto com a in terposição do recurso referindo-se e buscando convencer os Ministros daquela Corte. Indiscutivelmente a infração é afiançável, tanto que é concedido o prazo do arti go 154, do Código de Processo Penal. Outrossim, a simples gravidade do fato não é motivo pa ra não conceder a fiança, aliás, direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Fe deral. Portanto, além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidame nte fundamentados, foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo, persis tindo o constrangimento ilegal. Buscar seja provido o recurso. PROBLEMA 3 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça, com base no artigo 105, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. O endereçament o da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que encaminha rá os autos para o STJ. As razões devem ser apresentadas junto com a interposição do recurso . Indiscutivelmente a infração é afiançável, tanto é que foi concedido o prazo do artigo 514, do Código de Processo Penal. Outrossim, a simples gravidade do fato não é motivo pa ra não

conceder a fiança, aliás, direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Fe deral. Portanto, além de não estarem o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fund amentados, foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo, persistindo o constra ngimento ilegal. Buscar seja provido o recurso. Admite-se, também, a impetração de ordem de "Habe as Corpus" substitutivo do Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Jus tiça, desde que com a fundamentação própria. PROBLEMA 4 PEÇA: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL (art. 105, II, a , da CF e Lei 8.038/90). COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ___ (INTERPOSIÇÃO DO ROC) + STJ (RAZÕES DO ROC). TESE: NULIDADE PEDIDO: ANULAÇÃO DO PROCESSO DESDE O INTERROGATÓRIO. FUNDAMENTOS: O recorrente deverá, no ROC, reproduzir a argumentação veiculada no habeas corpus denegado e requerer aquela mesma providência que deveria ser concedi da e não foi (no caso em tela, a ausência de defensor e do próprio MP, no interrogatório do réu, viola os 156

princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, acarretando a nul idade absoluta do ato processual. A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer tempo, inclusive de ofício pelo juiz). PROBLEMA 5 Deve-se interpor recurso ordinário em habeas corpus (RHC), para o STJ (CF, art. 104, II, alínea a ), tecendo-se os seguintes argumentos. A exigência de fundamentação do decreto ju dicial de prisão cautelar, seja temporária ou preventiva, tem atualmente o inegável respal do da doutrina jurídica mais autorizada e da jurisprudência dos tribunais do país, sendo, em re gra, inaceitável que a só gravidade do crime imputada à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação, antes de a decisão condenatória penal transitar em julgado, em face do princípio da presunção de inocência. Por conseguinte, é fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar há de explicitar a necessidade dessa medida vexatória, indicando os motivos que a tornam indispensá vel, entre os elencados no art. 312 do CPP, como, aliás, impõe o art. 315 do mesmo Código. Com o se verifica da decisão que determinou a prisão cautelar, confirmada pela corte estadual, man teve-se a segregação do acusado sob o argumento de que, provavelmente, o acusado seria sol dado do tráfico, fato que justificaria a custódia. Tal fundamento, no entanto, afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso, como se vislumbra in casu, não basta para, isoladamente, justificar a prisão cautelar. Como é cediço, a prisão cautel ar é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requis itos legais, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não-c ulpabilidade, sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação. A mera a lusão a requisito legal da segregação cautelar, sem apresentação de fato concreto determ inante, não pode servir de motivação à custódia, segundo jurisprudência pacífica do STJ e do STF. A propósito: HC Competência originária. Não pode o STF conhecer originariamente de questões s uscitadas pelo impetrante que, sequer submetidas ao STJ, ao qual, por conseguinte, não se pode atribuir a alegada coação. II. Prisão preventiva: fundamentação: inidoneidade. Não constitu em fundamentos idôneos à prisão preventiva a invocação da gravidade do crime imputa do, definido ou não como hediondo, nem os apelos à repercussão dos delitos e à necessidade de acautelar a credibilidade das instituições judiciárias: precedentes. III. Prisão preventiva: ausência de dados concretos que justifiquem a afirmação de que o paciente não se sente inibido à p rática de delitos.

IV. Decisão judicial: a falta ou inidoneidade da sua fundamentação não pode ser suprida pela decisão do órgão judicial de grau superior ao negar habeas corpus ou desprover r ecurso: precedentes. (STF, HC 85.020/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 25.02.2005). Processual penal. Habeas corpus. Homicídio tentado por duas vezes. Prisão preventiva decret ada com base na gravidade do delito. Ausência dos pressupostos e fundamentos legais que autor izam a prisão preventiva. Necessidade concreta da medida restritiva de liberdade não demonstra da. Constrangimento ilegal. Ordem concedida. O decreto prisional cautelar exarado em desfavor dos pacientes bem como o acórdão que manteve referida decisão não demonstram de form a consistente a presença dos pressupostos e fundamentos que autorizam a custódia p reventiva (CPP, art. 312), limitando-se a fazer referência à gravidade do delito imputado na denúncia contra eles ofertada, circunstância que não se mostra suficiente, por si só, par a a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada, que deve reger-se sempre pel a demonstração da efetiva necessidade no caso em concreto. 2. A simples reprodução das expressões ou dos termos legais expostos na norma de regência, divorciada dos fatos concretos ou baseada em meras suposições ou pressentimentos , não é suficiente para atrair a incidência do art. 312 do Código de Processo Penal, ten do em vista que o referido dispositivo legal não admite conjecturas. 3. Considerando que a denúncia não foi precedida de inquérito policial, mas apen as de procedimento administrativo instaurado no âmbito do Ministério Público Estadual, e que nem para responder mesmo a expedição da precatória destinada à citação dos acusados à 157

respectiva ação penal iniciada no mesmo instante em que decretada a preventiva f oi efetivada, é prematuro decretar a custódia cautelar fundada na conveniência da instrução cr iminal e para assegurar a aplicação da lei penal, quando ausentes quaisquer fatos concretos qu e justifiquem tal medida preventiva, como fuga ou escusa no atendimento a chamado policial ou judi cial. 4. Não se pode acolher sob o manto da ordem pública, que tem sentido muito amplo por estar voltada para a preservação de bens jurídicos essenciais à convivência social, ev entual sentimento de vingança ou revolta por interesses ilegítimos contrariados. 5. Ordem concedida para revogar o decreto de prisão preventiva, ressalvada a pos sibilidade de decretação de nova custódia cautelar por motivo superveniente, caso fique demons trada concretamente a necessidade da referida medida. (HC 38.397/MG, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJU 21.03.2005). Anote-se, ainda, que, por ocasião do julgamento da ADIN 3.112-1/DF, do STF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, considerou-se inconstitucional o disposto no art. 21 da Lei 10.826/2003, que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal d e arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. A questão foi retirada da jurisprudência do STJ: Recurso em habeas corpus nº 23.344 RJ (2008/0071349-8) Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Recurso ordinário em habeas corpus. Prisão em flagrante. Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, com a numeração raspad a. Indeferimento do pedido de liberdade provisória. Ausência de justificativa idône a amparada em fatos concretos. Constrangimento ilegal evidenciado. Precedentes do STJ e do STF. Recurso provido. É fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar, assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado , há de explicitar a necessidade da medida, indicando os motivos que a tornam indispensá vel, dentre os elencados no art. 312 do CPP, como, aliás, impõe o art. 315 do mesmo Código. Como se verifica da decisão que indeferiu o pedido de liberdade provisória do pa ciente, confirmada pela corte estadual, manteve-se a segregação do acusado sob o argumen to de que, provavelmente, os acusados são soldados do tráfico, fato que justificaria a cust ódia; todavia, tal fundamento, afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao f ato delituoso, é insuficiente para, isoladamente, justificar a segregação provisória. Anote-se, ainda, que, por ocasião do julgamento da ADIN 3.112-1/DF, do STF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, considerou-se inconstitucional o disposto no art. 21 da Lei 10.826/2003,

que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal d e arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. Recurso provido, mas apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao p aciente, se por outro motivo não estiver preso, sem prejuízo de nova decretação, com base em fun damentação concreta, em consonância com o parecer do MPF. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA 1 Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça, alegando reformatio in peju s no julgamento da apelação já que o Tribunal afastou a pena restritiva de direitos c oncedida pelo Juízo de 1ª Instância. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA 1 Recurso Extraordinário dirigido ao Supremo Tribunal Federal, sustentando ofensa à Constituição da República, pois o Tribunal de Justiça, quando deu provimento ao apelo do Mini stério Público, 158

violou a soberania dos veredictos que vigora no júri, já que os jurados apoiaram -se em prova favorável ao acusado. REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: REVISÃO CRIMINAL; b) Orgão competente: Tribunal de Justiça; c) Fundamento: artigo 621, inciso III do C. P. P.; d) Requisito de admissibilidade: juntada da sentença transitada em julgado; e) Prazo para interposição: não há prazo. PROBLEMA 2 Razões de Revisão Criminal, dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Nas ra zões, alegar: preliminarmente, nulidade do processo em vista da ausência do réu, ora requerent e, na audiência, sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado segundo ent endimento do STF. No mérito, pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo, mas apenas intenção de fugir. Subsidiariamente, pedir afastamento da reincidência ( não com provada através de certidão cartorária ), afastamento da circunstância qualificadora ( ele não s e encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). Pode-se, também, impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. PROBLEMA 3 Foro competente: Supremo Tribunal Federal; Peça processual: Revisão Criminal; Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Ju stiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Portanto, o foro competente é o STF, conso ante dispõe o art. 624, I do C.P.P.. Assim, compete ao STF rever, em benefício dos condenados, as decisões criminais em processos findos, quando por ele proferidas, ainda que através da v ia recursal. A peça processual deve ser a Revisão Criminal, visto que a decisão transitou em julgado para o réu. A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundame ntou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas, posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). Além disso, o STF não apreciou os argumentos a presentados pela Defesa, apenas aduzindo, laconicamente, que houve erro material, transmudan do a pena de 21 para 12 anos, o que não pode prosperar. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausên cia da fundamentação e ajustando-se a pena. Competência STF.

PROBLEMA 4 Trata-se de Revisão Criminal, endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça, com bas e no art. 621, inciso III do C.P.P., visto que surgiu uma prova nova, com a juntada da justific ação criminal, onde foi ouvido o ex-detento, que comprovou a ocorrência de um enorme erro judic iário, pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado, sendo inocente portant o. O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626, 2ª pa rte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. 386, inciso III do C.P.P., requerendo o competente alvará de soltura clausulado. PROBLEMA 5 Revisão Criminal ou habeas corpus, pedindo a desclassificação para lesões leves e, eventualmente, a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9.099 /95. 159

PROBLEMA 6 Revisão criminal Habeas corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Fundamentos: pedido de nulidade em razão da não concessão de prazo para defesa p reliminar (art. 514 do CPP). No mérito, desclassificação do crime para o de exercício arbi trário das próprias razões (art. 345, caput, do CP), haja vista a retenção do dinheiro com vista a ressarcimento de dinheiro devido pelo banco ao acusado, e conseqüente extinção d a punibilidade em virtude da decadência do direito de queixa do ofendido (art. 38, caput, do Có digo de Processo Penal combinado com os artigos 107, inciso IV, e 345, parágrafo único, ambos do Código Penal). Ainda, em relação ao crime de apropriação indébita, referência à teoria restritiva que não enquadra o funcionário de sociedade de economia mista como funcionário público. Pedido na Revisão criminal: Preliminar -nulidade. Mérito -desclassificação e extinção da punibilidade. Pedido no Habeas Corpus -nulidade da decisão. PROBLEMA 7 A peça pertinente consiste na interposição da revisão criminal ajuizada perante o Tribunal de Justiça de São Paulo, prevista a revisão criminal com fulcro no artigo 621, inci so III do CPP, em face da descoberta de novas provas ter ocorrido após o trânsito em julgado da se ntença condenatória, destacando que no mérito deverá o candidato pleitear a desconstitu ição da sentença condenatória e a absolvição do seu cliente em face da atipicidade da conduta, ve z que segundo o problema, as novas provas corroboram que não houve prejuízo econômico para a ent idade de direito público, destacando que, por ser o estelionato um crime contra o patrimô nio, torna-se atípica a conduta, não havendo ofensa ao patrimônio. Destaque que a impetração d e habeas corpus não é a medida tecnicamente mais correta, vez que não há ninguém preso, s endo por isso a medida mais adequada a revisão criminal, podendo, entretanto, subsidiariamente , ser aceita a impetração de habeas corpus perante o Tribunal de Justiça, sob alegação de estar havendo constrangimento ilegal em face de condenação, sendo que o problema do habeas cor pus se restringirá à possibilidade ou não da analise da prova, sendo por isso a revisão criminal a medida tecnicamente mais adequada. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 O artigo 71 do Código Penal é claro ao especificar quais são os requisitos para a unificação de penas: pluralidade de ações (foram dois crimes), crimes da mesma espécie (furto

simples), condições de tempo (menos de 30 dias entre um delito e outro), lugar (no bairro da Penha), maneira de execução (sempre sozinho e do mesmo modo) e outras semelhantes, não h avendo, portanto, qualquer referência a gravidade do fato. Em assim sendo, o Meritíssimo Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital indeferiu o pleito estribado em motivo não determinado pela lei, o que é inadmis sível. O recurso cabível é o Agravo, previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal (L ei 7210/84), que deverá ser interposto no juízo "a quo" para fins de retratação/reconsideraçã o ou não e, se mantida a decisão, as razões do recurso são para o Tribunal de Justiça de São Pa ulo, argumentando que, ao contrário do decidido, estão presentes os pressupostos lega is do artigo 71 do Código Penal, cumprindo, como conseqüência, ser aplicada apenas a pena de um dos crimes, que é de 1 (um) ano, acrescida de 1/6 (um sexto), restando unificadas em 1 (um) ano e 2 (dois) meses, o mesmo ocorrendo com a multa. 160

PROBLEMA 2 a) Recurso cabível: AGRAVO; b) Órgão competente: Tribunal de Justiça; c) Fundamento: artigo 197 da Lei de Execuções Penais; d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. Deverá ser interposto AGRAVO ao Juiz da Vara das Execuções Criminais requerendo a reconsideração da R. decisão. Em caso de manutenção da mesma, requerer, desde lo go, que os autos subam ao Tribunal competente. As razões do recurso deverão ser dirigidas a o Tribunal de Justiça, competente por tratar-se de crime de estupro. A argumentação poderá fun damentar-se na individualização da pena, enfatizando a permissão contida no V. acórdão para a p rogressão do regime prisional. Poderá, ainda, guerrear a disposição da Lei 8072/90 que determ ina cumprimento integral da pena em regime fechado permitindo, contudo, o Livramento Condicional. PROBLEMA 3 Trata-se de um Agravo em Execução, composto por duas petições. A primeira de int erposição endereçada ao Exmo. Sr. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capit al, fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal, no prazo de 5 dias, sendo q ue nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução, deverá ser endereçada ao Egré gio Tribunal de Justiça. O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos, quer objetivo (tempo), quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal), previstos no artigo 83, incisos III, IV, V e parágrafo único, do Código Penal, cc com o artigo 131 da Le i 7210/84, devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66, inciso III, letra " e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83, inciso III, IV, V e parágrafo único do Cód igo Penal, postulando a expedição de carta de livramento, com base no artigo 136 da Lei 721 0/84. PROBLEMA 4 O candidato deverá formular recurso de agravo ao TJ, com fundamento no artigo 19 7 da Lei de Execuções Penais, peça essa consistente em petição de interposição e razões anex as. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. PROBLEMA 5 Peça: Agravo em Execução. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. Pedido: revogação da decretação do Regime Disciplinar Diferenciado.

Fundamentos: I inconstitucionalidade do Regime Disciplinar Diferenciado, por ofensa aos princ ípios da dignidade da pessoa humana e da proibição de tratamento cruel e, principalmente, sua inconstitucionalidade na modalidade pretendida, pois, logo após ingressar, foi o preso colocado nesse regime, sem que tivesse cometido qualquer falta disciplinar; II o prazo para a decretação do Regime Disciplinar Diferenciado é de no máximo t rezentos e sessenta dias, sendo que sua prorrogação dependeria de nova avaliação após o tra nscurso do prazo. PROBLEMA 6 Com fundamento no artigo 197 da Lei n.º 7.210/1994, deve-se interpor agravo em e xecução da decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais de São Paulo/SP. 161

No mérito, com fulcro no art. 83, inciso II, do Código Penal, e art. 131 da LEP, deve-se requerer a concessão do benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL, comprometendo-se Márcio, desde já, a cumprir todas às condições que forem impostas e submeter-se a elas. Para a concessão do livramento condicional, é necessário que o sentenciado preencha requisitos ob jetivos e subjetivos. Márcio já cumpriu 5 anos do total da pena, possui profissão certa e definida, e está trabalhando, como pedreiro, com carteira assinada. Ademais, no relatório carcerá rio, expedido pelo diretor do estabelecimento prisional, consta que a última punição de Márcio ocorreu há mais de dois anos, em razão de tentativa de fuga. A autoridade carcerária informou qu e, atualmente, o detento ostenta bom comportamento e encontra-se exercendo trabalho externo. O ar tigo 131 da LEP deixa bem clara a necessidade da observância dos requisitos elencados no art . 83 do CP. Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido pelo juiz da execução, pr esentes os requisitos do art. 83, incisos e parágrafo único do Código Penal, ouvidos o Mini stério Público e o Conselho Penitenciário . O referido art. 83 do CP assim dispõe: Art. 83 -O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena priva tiva de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I -cumprido mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II -cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III -comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desem penho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência medi ante trabalho honesto; IV -tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pel a infração; V -cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hedi ondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. Parágrafo único -Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou gr ave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de c ondições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. A existência de registro de transgressão disciplinar ocorrida há mais de dois an os não tem o condão de exigir que ele permaneça encarcerado até a final de sua expiação, morm ente diante do relatório atualizado da autoridade carcerária informando seu bom comportamento. Com efeito, o relatório favorável da autoridade carcerária, por si só, denota qu e se houve, no passado, alguma intenção deliberada do detento em frustrar a execução da pena, e sta não mais

subsiste, porquanto há dois anos não se registra qualquer fato desabonador à sua conduta, pelo contrário. Bem a propósito, destaque-se o que preleciona o mestre Júlio Fabrini Mirabete, in execução penal, 8.ª edição, pág. 302: Ainda que nos artigos 83 do CP e 132 da LEP se afirme que o juiz poderá conceder o livramento condicional e que a doutrina se tenha posi cionado no sentido de considerá-lo como uma faculdade do juiz, hoje se admite que se trata de um direito do sentenciado. Embora atribuído em caráter excepcional, Frederico Marques lembra q ue pelo benefício é ampliado o status libertatis , tornando-se este um direito público subj etivo de liberdade, de modo que, preenchidos os seus pressupostos, o juiz é obrigado a co ncedê-lo. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA 1 A Peça adequada é a interposição de um Pedido de Progressão de Regime, interpost o perante o juiz da Vara de Execuções Criminais de Avaré, tendo como fundamento o artigo 112 , da Lei de Execuções Penais, vez que cumprido o requisito objetivo, qual seja, ficou na pri são ao menos 1/6 da pena de 6 anos, no caso já tendo cumprido 2 anos, estando preenchido também o requisito 162

subjetivo, vez que o problema confirma que o condenado teve bom comportamento du rante os 2 anos no cárcere, a ensejar a solicitação ao juiz para passar ao regime semi-aber to, vez que ele foi condenado no regime fechado porquanto era reincidente. Destaque-se não ser cabív el a interposição do livramento condicional porquanto ainda não preencheu o requisito objetivo que consiste em cumprir mais de 1/3 da pena vez que não cumpriu ainda mais de 1/3 da pena, mas sim exatos 1/3 da pena, não preenchendo também o artigo 83, inciso I, do Código Penal, porquanto se trata de cliente que não ostenta bons antecedentes, tanto que reinc idente, sendo cabível apenas o livramento condicional, caso tivesse cumprido mais de metade da pena, o que não ocorreu, a corroborar ser a medida adequada o pedido de progressão de regime ao Juiz de Execução de Avaré, já que o problema confirma que há Vara de Execução Criminal e m Avaré. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA 1 Manoel reúne os requisitos do artigo 83, inciso V do Código Penal, de maneira qu e poderá requerer a concessão do Livramento Condicional. O pedido deverá ser endereçado a o Juiz da Vara das Execuções Criminais, com a exposição do preenchimento dos requisitos le gais e o requerimento no sentido de que seja ouvido o Conselho Penitenciário, para, ao fi nal, ser concedido o livramento condicional com expedição de carteira. Obs. Nada impede q ue o pedido seja dirigido diretamente ao Conselho Penitenciário, mas a decisão será do Juiz da Vara de Execuções Criminais. SEQUESTRO PROBLEMA 1 Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem, autuando-se em apartado, operando-se a inscrição no Registro de Imóveis, tudo com base nos artigos 125, 126, 128 e 129 todos do C ódigo de Processo Penal. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito, havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveni ência. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito que demons trem a autoria do delito e sua materialidade, juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. 163

10. QUESTÕES PRÁTICAS. (OAB/SP 106) 1. O que é reabilitação? (OAB/SP (OAB/SP 106) 2. O que é perdão? 106) 3. Que autoridade elabora o libelo crime acusatório?

(OAB/SP 106) 4. Em que peça processual são trazidas aos autos as lesões sofridas pela vítima em processo-crime por infração ao artigo 129, "caput" do Código Penal? (OAB/SP (OAB/SP (OAB/SP (OAB/SP 107) 5. Cite três crimes considerados hediondos. 107) 6. Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. 107) 7. Defina as notas características do instituto da perempção. 107) 8. Indique os elementos do fato típico.

(OAB/SP 112) 9. Quando da dosimetria da pena, por ocasião da prolação da sentenç a, o Magistrado fixou a pena-base do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes, por existir condenação anterior (CP, art. 59). Após isso, aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência, por ostentar o réu aquela conden ação anterior (CP, art. 61, I). Está correto tal procedimento? Fundamente. (OAB/SP 112) 10. Manoel chega em casa, após o dia de trabalho, e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura, aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. Imediatamen te, Manoel dirige-se à Delegacia, com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do d elito. Neste momento, o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garant ia da ordem pública. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifiq ue. (OAB/SP 112) 11. Em que crime estará incurso o agente que, propositalmente, inte rrompe fornecimento de força e luz em escola pública, com o intento de não serem realiz adas na data prevista os exames finais do ano letivo? (OAB/SP 113) 12. João da Silva e Antonio de Souza, em 10 de abril do corrente an o, desentenderam-se devido à posição de uma cerca que separa as propriedades de amb os. Após acalorada discussão, inclusive com agressões verbais, João da Silva, munido de u ma marreta, destruiu a lateral direita do veículo pertencente a Antonio. Se João da Silva co meteu crime, classifique juridicamente sua conduta. Indique a natureza da eventual ação penal e o prazo final para sua distribuição. (OAB/SP 113) 13. Maria das Flores foi a uma clínica clandestina, acompanhada de

seu namorado Ulisses Gabriel, submetendo-se a intervenção de abortamento, pago por e le. Neste caso, se Maria e Ulisses cometeram crime, classifique juridicamente suas conduta s, justificando. (OAB/SP (OAB/SP 164 113) 14. Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? 114) 15. Em Direito Penal, qual a diferença entre remição e detração?

(OAB/SP 114) 16. É possível a manutenção do averiguado em custódia, após o esgot amento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? (OAB/SP 114) 17. João Antônio, casado e pai de uma criança de seis meses de idad e, na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra Jos é Pedro, com o objetivo de matá-lo. José Pedro, ferido, é socorrido por populares, porém, morre três dias depois, quando João Antônio completara dezoito anos. João Antônio é considerado imputáve l e poderá ser processado criminalmente? Justifique. (OAB/SP 114) 18. Antônio de Souza, durante a madrugada e mediante escalada, entr a em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carrega r. Quando se encontrava já no interior do edifício, foi sur-preendido por um segurança da emp resa que, armado de revólver, lhe deu voz de prisão. Antônio, então, envolveu-se em luta c orporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes, produzindo-lhe le sões que resultaram perigo de vida. Em seguida, fugiu do local, sem nada levar. Classifiq ue juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado. (OAB/SP 115) 19. Carlos, menor de 21 anos e primário, é condenado por roubo à pe na de 5 anos e 4 meses em regime fechado, não lhe sendo facultado recorrer em liberdade. Arrole argumentos hábeis à reforma de tal decisão. (OAB/SP 115) 20. A causa especial de aumento de pena concernente ao repouso notu rno aplica-se ao furto qualificado? Explique. (OAB/SP 115) 21. O artigo 14, em seu inciso II, aduz que "diz-se o crime: tentad o, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agen te". Ainda, o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços". Pergunta -se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. (OAB/SP 115) 22. Pecuarista que tem sua propriedade margeando leito de estrada d e ferro e não coloca cerca para que o gado não invada a linha férrea comete algum delito? Elabore resposta motivada e fundamentada. (OAB/SP 116) 23. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique.

(OAB/SP 116) 24. José participou como jurado no julgamento de Américo, acusado d e crime de homicídio simples. Proferida sentença absolutória, dias após constatou-se que

José e outros três jurados receberam, cada um, a importância de R$1.000,00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. José e seus companheiros do Conselho de Sentença come teram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. (OAB/SP 116) 25. Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma, e e la o provocou. Em outra hipótese, Geralda executou aborto em Clementina, gestante, co m o seu consentimento. Tipifique, juridicamente, as condutas de Ana, Maria, Geralda e Cl ementina. (OAB/SP 117) 26. Maria das Dores, chefe das enfermeiras de hospital municipal, p resenciou outra funcionária, Madalena, enfermeira a ela subordinada, furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situa ção financeira, deixou de responsabilizá-la pelo fato. Estaria Maria das Dores incur sa em alguma figura típica? Responda e justifique. 165

(OAB/SP 117) 27. O julgamento do crime de furto, de alguma forma, pode submeterse à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição, motivando-a. (OAB/SP 117) 28. Pítaco, sentenciado por furto, teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. Dias após, cometeu novo furto. Deverá ser considerad o reincidente? Explicite e justifique. (OAB/SP 118) 29. Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome, vindo a dilacerá-lo. Não satisfeito, fo i até o cartório onde tramita a ação penal e, tendo o serventuário se descuidado, arrancou do liv ro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados, destruindo-a. Cometeu algum de lito? Oferte resposta motivada e fundamentada. (OAB/SP 118) 30. O advogado poderá arrolar testemunhas em dois momentos processu ais no Rito Ordinário e no Especial do Júri. Quais são estes momentos e quantas testemu nhas poderão ser arroladas em cada um? Explicite de modo detalhado. (OAB/SP 118) 31. "A revisão criminal, em regra, é ação com dúplice pedido, poden do, ainda, cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". É correta a afirmativa ? Por quê? (OAB/SP 118) 32. Quase ao término da construção de Hospital Público, com inaugur ação já programada, o mestre de obras participa de greve e abandona o serviço junto com seus subordinados, em razão de pretenderem justo aumento de salário e recebimento dos atrasados. Praticaram algum crime? Emita seu parecer de modo fundamentado. (OAB/SP 119) 33. De acordo com os arts. 59 e 68 do CP, quando da dosimetria da p ena, o Magistrado considera os maus antecedentes resultantes de diversas condenações pa ra sua fixação, aumentando-a em 1/3 e, depois, tendo em vista as circunstâncias atenuan tes e agravantes, utiliza a reincidência para majorá-la. Foi aplicada a lei penal? (OAB/SP 119) 34. Dê as notas características do instituto da representação.

(OAB/SP 119) 35. Agente que, com mais de cinco pessoas, participa de reuniões pe riódicas, sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência, o objetivo e a finali dade da organização ou administração da associação, poderá estar incorrendo em algum ilí cito penal previsto na legislação própria? (OAB/SP temunha 120) 36. Qual é o momento processual adequado para que se contradite tes

da acusação? (OAB/SP 120) 37. Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por forç a de medida de segurança. (OAB/SP (OAB/SP 120) 38. É possível a tentativa de contravenção? 120) 39. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique.

(OAB/SP 121) 40. Explique, dando o dispositivo legal, o que são normas penais pe rmissivas, também conhecidas como autorizantes. 166

(OAB/SP 121) 41. O indivíduo "A", em estado de embriaguez, promove atos escandal osos no interior de freqüentado restaurante. "A", visivelmente embriagado, é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo, onde "B" e o garçom "C" lhe servem uí sque. Justifique, dando os dispositivos legais, se ocorreu ilícito penal. (OAB/SP 121) 42. Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite.

(OAB/SP 121) 43. O crime de roubo qualificado, art. 157, parágrafo 2.º, incisos I, II, III, IV e V do C.P., é considerado crime hediondo? (OAB/SP 122) 44. Qual é, atualmente, o conceito de infração de menor potencial o fensivo? Justifique e fundamente a resposta. (OAB/SP 122) 45. Pode o juiz, na pronúncia, enquadrar o acusado em dispositivo p enal que prevê pena mais grave do que a imposta ao crime articulado na denúncia? Justifiq ue e fundamente a resposta. (OAB/SP 122) 46. Em que hipótese o delegado de polícia pode instaurar inquérito de ofício para a apuração do crime de estupro? Fundamente a resposta. (OAB/SP 122) 47. Que justiça é competente para julgar civil que, em co-autoria c om policial militar estadual em serviço, subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. (OAB/SP 123) 48. O particular, não funcionário público, pode ser punido por crim e de peculato? Explique e fundamente. (OAB/SP 123) 49. Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interpo sto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundame ntar. (OAB/SP 123) 50. João atira em determinada pessoa, mas erra o alvo, atingindo ap enas outra pessoa que vem a falecer. Como deve ser responsabilizado? (OAB/SP 123) 51. O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advog ado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? (OAB/SP 124) 52. Em qual tipo de procedimento e em quais momentos processuais o juiz pode indeferir pedido de juntada de documentos? Quais as razões que justificam t ais regras? Fundamente. (OAB/SP 003, 124) 53. A esteve preso preventivamente no período de 02.03.2003 a 02.06.2

mas foi absolvido da acusação. Contudo, foi condenado por outro crime, cometido em 01.02.2003, à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. No tocante à pena aplicada, o que poderá ser levado em conta, em benefício do condenado? Fundamente. (OAB/SP 124) 54. Uma lei nova que impusesse prisão preventiva obrigatória em cri mes de tráfico internacional de entorpecentes poderia ser aceita e poderia ser aplicada a processos em andamento? Por quê? Fundamente. (OAB/SP 124) 55. Corrija a seguinte frase, apontado os seus erros e justificando a correção: 167

A coação moral, como causa excludente da tipicidade, ocasiona sempre a absolvição do coato, só sendo punível o coator . (OAB/SP 125) 56. O advogado do acusado A, em plenário de julgamento pelo Júri, a pesar de inexistir réplica do promotor, requereu ao juiz que lhe fosse dada a oportunidad e para oferecer tréplica. Qual a solução a ser adotada? Fundamente. (OAB/SP 125) 57. O advogado de João, apesar de regularmente intimado, deixou de oferecer as razões de apelação que interpusera em favor do acusado em virtude de sua cond enação. Que deve fazer o juiz? Justifique. (OAB/SP 125) 58. Como o artigo 5o, XLII, da Constituição Federal, considera, ent re outros, crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo, tem sido que stionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa ? b) essa disposição permite afirmar que existe, entre nós, o crime de terrorismo? (OAB/SP 125) 59. Pedro, não-funcionário, ingressou na repartição pública em que João, funcionário público, seu amigo, trabalha e subtraiu o computador que João, confo rme previamente combinado, deixara sobre a sua mesa. O ingresso se deu no período no turno, com uso de chave cedida por João. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. (OAB/SP 126) 60. Pode, durante o processamento de recurso especial, ser iniciado o cumprimento de pena privativa de liberdade ou de pena restritiva de direito apli cada a acusado que respondeu o processo em liberdade? Justifique. Considere, separadamente, as hipóteses de pena privativa e de pena r estritiva. (OAB/SP 126) 61. O Promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito polici al porque, em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente, a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique, se for o caso, as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto.

(OAB/SP 126) 62. Como deve proceder o juiz, na aplicação da pena, em caso de con curso de causas de aumento? E em caso de concurso de causas de diminuição? Justifique. (OAB/SP 126) 63. O Brasil adotava o sistema do duplo binário. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu s ignificado? (OAB/SP 127) 64. No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente. (OAB/SP 127) 65. João e Maria convivem, sem serem casados, há vinte anos, na mes ma casa e tiveram três filhos. João foi condenado por crime de roubo qualificado. Maria e o pai de João, de nome Pedro, escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo, chamado Antonio, dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. Que crimes cometem Maria, Ped ro e Antonio? Justifique. (OAB/SP 127) 66. Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Pau lo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande MS? 168

(OAB/SP 127) 67. As Comissões Parlamentares de Inquérito estaduais podem determi nar a quebra de sigilo bancário de pessoas por elas investigadas? Fundamentar. (OAB/SP 128) 68. Tem-se admitido que o Tribunal de Justiça, em revisão criminal, possa absolver pessoa condenada pelo Tribunal do Júri. Como conciliar tal orientação c om o princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 5o, inciso XXXVIII, alínea c, d a Constituição Federal)? (OAB/SP 128) 69. Verifique os crimes abaixo descritos e, de forma justificada, e sclareça se são crimes próprios. I) Art. 1o, inciso I, alínea a, da Lei 9.455/97: Constitui crime de tortura: I c onstranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou ment al: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa . II) Art. 133, caput, do Código Penal: Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos ris cos resultantes do abandono . (OAB/SP 128) 70. Para a regressão de regime de cumprimento de pena pela prática de fato definido como crime doloso, conforme disposto no art. 118, inciso I, da Lei de E xecução Penal, há necessidade de sentença condenatória transitada em julgado em relação a este crime? Fundamentar. (OAB/SP 128) 71. Que é flagrante diferido ou retardado? É possível a sua realiza ção? Aplicase a todas as espécies de crimes? (OAB/SP 129) 72. Que são escusas absolutórias? Fundamente e indique as suas conseqüências. (OAB/SP 129) 73. O juiz pode receber apenas parcialmente a denúncia oferecida pe lo Ministério Público? Fundamente a resposta. (OAB/SP 129) 74. Que é competência por prerrogativa de função? Em relação ao coautor particular, estende-se a ele essa competência? Fundamente. (OAB/SP 129) 75. Se alguém, para matar, fere a vítima, segundo a doutrina ele só será punido pelo crime de homicídio. Neste caso, que tipo de conflito existe e qual o critér io utilizado para resolvê-lo? (OAB/SP ndo que 129) 76. O acusado apelou de uma condenação pelo Tribunal do Júri, alega

se tratava de decisão manifestamente contrária à prova dos autos. No dia seguint e, ainda dentro do prazo, ingressa com nova apelação, sustentando que a decisão, além de manifes tamente contrária à prova dos autos, era nula. É admissível essa segunda apelação? Por q uê? (OAB/SP 130) 77. A e B, sem estarem previamente combinados, atiram, ao mesmo tem po, em C, que faleceu em virtude de ser atingido por somente um dos projéteis. Como a d outrina denomina essa situação? A e B responderiam por algum crime? Justifique. (OAB/SP 130) 78. Foi expedido mandado de busca e apreensão para ingresso na resi dência de A, cujo objeto era a busca e apreensão de coisas que serviriam como fontes de pr ova em 169

investigação sobre homicídio que teria sido cometido por A. No interior da resid ência nada foi encontrado sobre o homicídio, mas os policiais acharam, fortuitamente, um famoso quadro que fora subtraído de um museu. Pode ser o quadro apreendido? Explique, indicando as diversas posições. (OAB/SP 130) 79. Por que a exigência de prisão para apelar constitui uso anômalo da prisão processual? Fundamente a resposta. (OAB/SP 130) 80. O Ministério Público pode apelar de sentença absolutória profer ida em processo iniciado por queixa? Fundamente a resposta. (OAB/SP 130) 81. O tempo de prisão provisória em um processo pode, sempre, ser c omputado em pena privativa de liberdade imposta em outro processo? Fundamentar. (OAB/SP 131) 82. O uso de arma de brinquedo pode ser tida como qualificadora do crime de roubo (art.157, §2.º, I, do Código Penal)? (OAB/SP 131) 83. Em que tipo penal se enquadra o chamado seqüestro-relâmpago?

(OAB/SP 131) 84. Quais os requisitos de admissibilidade da prisão temporária? El es são alternativos ou cumulativos? (OAB/SP 131) 85. Existem recursos criminais que podem ser considerados privativo s da defesa? Quais? (OAB/SP 131) 86. Todos os crimes da lei de drogas (Lei n.° 11.343/06) autorizam a prisão preventiva? Por que razão? (OAB/SP 132) 87. O que significa a expressão detração penal ? (OAB/SP 132) 88. Qual a diferença entre perdão judicial e perdão tácito? (OAB/SP 132) 89. O que é a reforma in pejus indireta? (OAB/SP 132) 90. O que significa a expressão despronúncia ? (OAB/SP 132) 91. É possível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo ? (OAB/SP 133) 92. A Constituição Federal, em seu artigo 5.º, LVI, declara a inadm issibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. Houve, na doutrina e na jurisprudência, en tendimento de que, com a aplicação de determinado princípio, permite-se utilização de prova ob tida com ofensa às inviolabilidades constitucionais. Qual é esse princípio? Quando poderá ser ap licado?

(OAB/SP 133) 93. É possível crime continuado entre estupro e atentado violento a o pudor? Explique. (OAB/SP 133) 94. O que é tipo misto alternativo? Indique, na legislação brasilei ra, tipos desse teor. 170

(OAB/SP 133) 95. Comete crime quem coloca pontas de lança no muro de sua residên cia para protegê-la e causa, por isso, lesões corporais graves em uma criança de 9 (nove) anos que tentou pular o referido muro para colher frutas no quintal daquela residência? Explique . (OAB/SP uções criminais nterposto adequado? 133) 96. Um Promotor de Justiça foi intimado de decisão do Juiz das exec e interpôs agravo no sétimo dia útil após a sua intimação. O recurso i é o Foi tempestivo?

(UnB/CESPE OAB/SP 134) 97. Distinga crime habitual de crime continuado, indicand o o critério de distinção. QUESTÃO 2 (UnB/CESPE OAB/SP 134) 98. Que é absolvição imprópria? Ela impede o ajuizamento da ação civil ex delicto? QUESTÃO 3 (UnB/CESPE OAB/SP 134) 99. Considere-se que, em homicídio culposo decorrente de acidente de trânsito, a acusação tenha atribuído ao acusado conduta imprudente, consistente em direção em excesso de velocidade. Considere-se, ainda, que, durante a instrução, as provas demonstraram ter ocorri do, na realidade, negligência na conservação do veículo, causa da falha no funcionamento do freio. Considere-se, por fim, que, encerrada a instrução, após ouvidas as partes, o jui z tenha proferido decisão condenatória por homicídio culposo, à pena mínima, fundando-se na neglig ência provada. Nessa situação, agiu corretamente o juiz? Justifique a sua resposta com base na legislação pertinente. QUESTÃO 4 (UnB/CESPE OAB/SP 134) 100. Carlos, em sua casa, desferiu tapas e socos em sua e sposa, Sônia, causando-lhe ferimentos leves. Ela se dirigiu à delegacia de polícia, man ifestando interesse em que seu marido fosse processado, porque, segundo ela, ele já a havi a agredido outras vezes. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Carlos por infração ao art. 129, caput, do Código Penal. Depois disso, Sônia compareceu ao gabinete do promotor e disse que não queria mais a instauração do processo contra o marido, pois ela e Carlos hav iam se reconciliado e estavam vivendo em harmonia. Discorra sobre o que pode ou deve ser feito em face da situação apresentada. (UnB/CESPE OAB/SP 134) 101. Há corrente doutrinária e jurisprudencial que entend e ser inconstitucional a internação do inimputável por prazo indeterminado. Que fundam entos podem embasar essa corrente?

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11. GABARITO. 1. É a restituição de qualidades e atribuições que o condenado havia perdido. 2. É uma causa extintiva da punibilidade e ocorre quando, uma vez instaurada a a ção penal privada, o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguí-la. 3. O representante do Ministério Público. 4. No laudo de exame de corpo de delito. 5. Considerar o disposto na Lei 8.072/90 6. A diferença está no núcleo do tipo. Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida, enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem ind evida. 7. É causa extintiva da punibilidade, que se verifica quando o querelante por in ércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada, acarretando a perda do direito d e nela prosseguir. 8. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 9. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP, art. 61, I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mí nimo legal (CP, art. 59). Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem", deve-se excluir da pe na-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável. 10. A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requ isitos ensejadores da prisão preventiva, nos termos do art. 310, parágrafo único do C.P .P.. O fundamento invocado de garantia da ordem pública, sem qualquer outra demonstraçã o de real necessidade, nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão pre ventiva, não justifica a manutenção do flagrante. 11. Artigo 265 C.P.. 12. Resolveu-se desconsiderar a questão, com conseqüente atribuição positiva em prol do candidato. 13. Maria das Flores comete o crime de auto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime, na condição de co-autor (artigo 29, ca put, do Código Penal). 14. Arts. 93 a 95 CP. decurso de dois anos, a partir da data em que foi extinta, de qualquer modo, a p ena imposta; tenha tido domicílio no País no prazo acima referido; tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comporta mento público e privado; tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibili dade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove renúncia da vítima o u novação da dívida. 172

15. Detração é o cômputo, na pena privativa de liberdade e na medida de seguranç a, do tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e int ernação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à sua falta, a outro estabelecimento a dequado (Artigo 42, C.P.) Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir, pelo trabalho, parte do tempo da execução da pena. A contagem do t empo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). 16. É possível desde que, havendo prova do crime e indício suficiente de autoria , seja decretada a prisão preventiva pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. 17. João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato, ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C.P .). A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal, mas tão-somente a civil. 18. Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (medi ante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155, § 4º, inc iso II e artigo 129, § 1º, inciso II, c.c. o artigo 69, todos do Código Penal). 19. Cabível o recurso em liberdade ante a menoridade e primariedade do réu. Quanto ao regime fechado, pode ser outorgado regime semi-aberto, eis que não ved ado pela lei, consoante art. 33, parágrafo 2º, "b" do C.P.P. 20. "A causa especial de aumento do parágrafo 1º do art. 155 do CP (repouso notu rno) somente incide sobre o furto simples, sendo pois, descabida a sua aplicação na hipótese de delito qualificado (art. 155, parágrafo 4º, IV do CP). (HC nº 10.240/RS, 6ª turma, rel. min. Fernando Gonçalves, j. 21.10.99, v.u., DJU 14.02.00, p. 79). 21. O Código Penal adotou a teoria objetiva, sendo certo que o quantum da reduçã o da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. Vale dizer: qu anto mais o agente aproximou-se da consumação do crime, menor deve ser a redução da pena; qu anto mais distante ficou da consumação, maior deve ser a redução da pena. 22. O pecuarista que assim agir incide nas penas do artigo 260, inciso IV, do Có digo Penal, cometendo o crime de perigo de desastre ferroviário ("Impedir ou perturbar servi ço de estrada de ferro: IV . praticando outro fato de que possa resultar desastre".) 23.O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legiti midade para impetrar Habeas Corpus. Demais, a Constituição Federal, em seu artigo 127, caput , atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica, no regime democrático e dos interesses

sociais e individuais indisponíveis". Porém, só estará apto a agir em nome do Ministério P úblico o promotor que, em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribu ições, tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. 24. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração P ública, pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. Incorreram, assim, nas sanções do artigo 317 do Código Penal -Corrupção Passiva. 173

25. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124, c.c. o artigo 29, ambo s do Código Penal); Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal); Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal); Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal). 26. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320, ou seja , assim descrita:-"deixar o funcionário por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência, levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". 27. Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos cr imes dolosos contra a vida, tentados e consumados, enquanto que, se houver outro delito conex o, esse fato atrairá a competência, fazendo a exceção, que é referida no Código de Processo P enal em seu artigo 78, inciso I. 28. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, também chamada de retr oativa ou da ação penal, faz desaparecer a sentença condenatória e, portanto, seus efeitos. C omo conseqüência, não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência. 29. O comportamento de "A" configura dois delitos, que estão previstos nos artig os 336 ("Rasgar ou, de qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de func ionário público...") e 337 ("Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro ofici al... confiado à custódia de funcionário..."), ambos do Código Penal. 30. Defesa prévia, art. 395 do CPP, até 8 testemunhas e contrariedade ao libelo, art. 421 parágrafo único, até 5 testemunhas. 31. Sim. Com a RC é instaurada uma nova relação processual, visando a desconstit uir a sentença e substituí-la por outra. Assim, a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626, caput, do CPP. Conforme o 630, CPP, é possível , ainda, cumular o pedido de indenização. 32. Não, pois exerceram um direito, haja vista que o artigo 201 do Código Penal foi, em tese, revogado pelo artigo 9º da Constituição Federal, bem como, a Doutrina entende qu e é uma infração atípica, ainda que os grevistas sejam funcionários públicos, pois o art igo 37, inciso VII, da C. Federal, não foi até a presente data, objeto de Lei Complementar. 33. Não. Hipótese que caracteriza "bis in idem". "Dosimetria da pena. Maus antecedentes e reincidência considerados na fixação da pena-base e, depois, para a aplicação da agravante da reincidência. Nesta hipótese, as condenações anteriores foram explicitamente invocadas na fixa ção da penabase; não cabia, a seguir, tê-las em conta para a agravante da reincidência. Exclusão da

agravante". (HC nº 76.285-6/SP, 2ª Turma, rel. min. Néri da Silveira, j. 05.05.98, v.u., DJU 19.11.99, nº 1.185). 34. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público, a fim de que este ofereça a denúncia, que é a peça inicial da ação penal pública. É considera da condição de procedibilidade. 174

35. Sim, conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais. 36. A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da tes temunha, conforme artigo 214, do Código de Processo Penal. 37. Os direitos do internado estão previstos no artigo 99, do Código Penal, que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebime nto de tratamento. 38. Não, pois o art. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. 39. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legit imidade para impetrar Habeas Corpus. Demais, a Constituição Federal, em seu artigo 127, caput , atribui ao Ministério Público a incumbência da "defesa da ordem jurídica, no regime democrá tico e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". Porém, só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que, em razão do exercício de suas funções e nos l imites de suas atribuições, tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à lib erdade. Assim, não pode o promotor atuante em determinada comarca impetrar Habeas Corpus por fa to ocorrido em outra comarca, onde não atue. 40. São aquelas que permitem a prática de um fato típico, excluindo-lhe a ilicit ude. São, portanto, as causas de exclusão da ilicitude, art. 23 do Código Penal. 41. Sim. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. 62), e os indivídu os "B" e "C", a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado, art. 63, II, todos da L.C.P.. 42. Sim, conforme o art. 30 do C.P., pois é circunstância elementar do delito, a condição de servidor público, que se comunica ao particular, quando este conhecia a condição do mencionado funcionário. 43. Não, em virtude da relação dos crimes hediondos, mencionados na Lei 8072 de 25/07/90, não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. 44. O conceito originário da Lei 9.099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especia is Federais (Lei nº 10.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máx ima não seja superior a 2 anos, sujeita ou não a procedimento especial. 45. Sim. Pronunciando o réu por crime mais grave (por exemplo: homicídio ao invé s de infanticídio); nem por isso o réu será julgado por fato de que não se defendeu, porque, após a pronúncia, vem o libelo, do qual passará a constar o novo dispositivo legal, em que passou a estar incurso o réu, podendo a defesa, na contrariedade, se insurgir contra a no va definição jurídica do fato. Além do mais aplica-se ao caso o art. 408, parágrafo 4º c/c ar t. 383 do CPP. 46. Quando o estupro for seguido de lesão corporal grave, ou morte da vítima, ou

cometido com abuso de pátrio poder. Nesse caso, trata-se de crime de ação penal pública incon dicionada, pois pressupõe o emprego da violência. Aplica-se também no caso a súmula 608 do STF, o que autoriza igualmente o delegado a instaurar inquérito em todos os casos de violên cia real. 175

47. Justiça Estadual Comum porque, pela Constituição Federal (art. 125, parágraf o 4º ), a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro, não tendo, assim, competência para julgar processo civil. Ainda, pelo artigo 79 I, a continência, no caso, não importa em unidade d e processo e julgamento. 48. O particular pode ser punido como partícipe. Embora o peculato se trate de c rime próprio, praticado por funcionário público e não por particular, este pode, contudo, de q ualquer modo colaborar para a prática do crime (art. 29, do Código Penal). Responderá pelo il ícito criminal, diante do que dispõe o artigo 30 do Código Penal, pois a condição de funcionário público se trata de circunstância elementar do peculato. 49. O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seg uido para esse recurso, ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil, ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido e strito, atualmente, em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal, de ve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito. 50. Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. Assim, aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal, ou seja, o agente responde como se tivesse praticado o crime contr a a pessoa que pretendia ofender, atendendo-se o disposto no §. 3 º, do artigo 20, do Código Pe nal. 51. O juiz não deveria ter recebido a queixa. Assim, se a falha for descoberta p osteriormente, deve o juiz anular o processo e, se for o caso, declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. Ainda, se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha, tem-se entendido, com base no artigo 568, do Código de Processo Penal, ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. 52. As provas poderão ser apresentadas em qualquer fase do processo, desde que a lei não disponha de forma contrária. Esta é a regra geral. Contudo, no procedimento dos crimes da competência do Tribunal do Júri, há duas ressalvas a essa possibilidade: a prime ira ocorre no momento das alegações previstas no art. 406, §2°, do Código de Processo Penal; e a segunda no momento do julgamento em plenário, conforme disposto no art. 475 do Código de Pr ocesso Penal. Em relação à primeira, a restrição é justificada em face da natureza da decisão de pronúncia, de admissibilidade de encaminhamento da causa a julgamento em plenário, e em razão da possibilidade posterior de juntada de documentos antes do julgamento em plenário . Quanto à

segunda, justifica-se a proibição da apresentação de documentos em data muito pr óxima ao julgamento, ou durante este, para evitar surpresa às partes, impedindo-se o plen o exercício do contraditório. 53. Em benefício do condenado, poderá levar-se em conta a detração penal, previs ta nos artigos 42 do Código Penal ( Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de se gurança, o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrat iva e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior ). Segundo entendimento jurisprudencial, assinalado por Mirabete (Execução Penal, E d. Atlas, tópico 3.17), tem-se admitido a detração por prisão ocorrida em outro processo, em que logrou o réu a absolvição, quando se trata de pena por outro crime anteriormente cometido . 54. A aceitação, ou não, de prisão preventiva obrigatória envolve a admissibilid ade, ou não, de prisão que não tenha natureza cautelar. A tendência da doutrina é aceitar apenas a prisão 176

cautelar, ou seja, a prisão que é necessária em face de circunstâncias do caso c oncreto, porque, assim, estaria sendo observado o princípio constitucional da presunção de inocên cia (art. 5 º, LVII, da CF). A prisão preventiva obrigatória representaria simples antecipação de pena, sendo o acusado tratado, antes de decisão definitiva, como se fosse culpado. Contudo, como boa parte da jurisprudência admite prisões não cautelares, apesar do referido princípio constitucional da presunção de inocência, deveria ser visto se a nova disposição seria aplicável aos processos em andamento. A regra é de que a norma processual tem ap licação imediata, atingindo processos em andamento. Contudo, parte da doutrina considera que, nos casos de prisão, como está envolvida a liberdade, seja por aplicação de princípi os constitucionais de proteção à liberdade, seja por aplicação do artigo 2° da Lei de Introdução ao Código de Processo Penal, só deveria ser aplicada aos novos crimes, ou, pelo menos, aos no vos processos. 55. A frase correta, de acordo com o artigo 22 do Código Penal, aplicável ao cas o, seria: A coação moral irresistível, como causa excludente da culpabilidade, ocasiona, sem pre, a absolvição do coato, só sendo punível o coator . A coação moral pode ser irresistível ou resistível. Quando irresistível, a coação moral exclui a culpabilidade em relação ao coato, sendo punido apenas o coator. Neste caso, como há um resquício de vontade na conduta do coato , o crime subsiste. Existindo crime, não há que se falar em exclusão da tipicidade. Tratase, como dito, de causa excludente da culpabilidade. A coação resistível, por sua vez, não causa a exclusão da culpabilidade, sendo o coato punido. Neste caso, a coação serve apenas como atenuante genérica prevista no art. 65, i nciso III, c, primeira parte, do Código Penal. 56. Há duas posições, as quais indicam as possíveis soluções. Uma, no sentido de que o advogado do acusado não pode oferecer a tréplica, pois ela pressupõe a réplica. Além do mais, haveria prejuízo ao Ministério Público e ofensa ao princípio do contraditório. C onforme essa orientação, o juiz deveria indeferir o pedido. Outra posição sustenta que a defe sa pode apresentar a tréplica, porque a Constituição Federal garante, no artigo 5 º, XXXVIII, alíne a a, a plenitude da defesa, não podendo ficar o acusado prejudicado em sua defesa devido à ausência de réplica do Ministério Público, com tempo menor em relação ao que poderia ser utilizado. Por esse entendimento, o juiz deveria deferir o requerimento. 57. Segundo o Código de Processo Penal, poderia o juiz dar seguimento ao process o (artigo 601) sem as razões, encaminhando os autos ao tribunal. Contudo, conforme doutrina pre dominante e

forte jurisprudência, para melhor preservar o direito de defesa, em momento culm inante do processo, o juiz deveria intimar o acusado a constituir novo defensor para ofere cer as razões no prazo. Decorrido o prazo, deveria nomear defensor para o acusado. 58. O artigo 20 da Lei 7.170, de 14.12.83, considera crime ... praticar... atos d e terrorismo . Parte da doutrina, contudo, sustenta que, ante a generalidade da disposição, ine xiste, na realidade, definido entre nós o crime de terrorismo. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. 59. Peculato-subtração (artigo 312, §1º). Comunica-se a condição de funcionário público, porque elementar do crime (art. 30 do Código Penal). 60. Pena restritiva de direitos Não pode, segundo orientação do STJ e do STF, em face do artigo 147 da Lei de Execução Penal. Há, contudo, orientação jurisprudencial min oritária em sentido contrário, sustentando que o recurso especial não tem efeito suspensivo. 177

Pena privativa de liberdade Não pode, segundo orientação doutrinária e em parte da jurisprudência, por ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência , que exige ser toda prisão cautelar. Pode, conforme orientação do STF e do STJ, porque o recurs o especial não tem efeito suspensivo e não há ofensa ao princípio constitucional da presunção d e inocência. 61. Primeira alternativa Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. 28 do C PP), sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto, porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasile iro. Segunda alternativa Determina o arquivamento do inquérito policial, admitindo fa lta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. 62. Concurso de causas de aumento. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. A outra possibilidade, de aplicar as diversas causas de aumento, depende da orientação adotada. Conforme uma orientação, os aumentos são sempre aplicados sobre a penabase. Por outra orientação, aplicado o primeiro aumento, os outros incidirão sobre a pena já acrescida. Concurso de causas de diminuição. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar s omente a mais ampla. A outra possibilidade, de aplicar as diversas causas de diminuição, depen de da orientação adotada. Conforme uma orientação, as diminuições são sempre aplicadas sobre a pe na-base. Por outra orientação, aplicada a primeira diminuição, as outras incidirão sobre a pe na já diminuída. Há quem sustente que se deve adotar critérios diversos. No concurso de causas de diminuição, feita a primeira redução, as demais incidiriam sobre a pena já diminuída, para e vitar a pena zero . Todavia, no concurso de causas de aumento, seria adotado outro critério, o d e todos os acréscimos incidirem sobre a pena-base, porque mais favorável ao acusado. 63. Segundo o sistema do duplo binário, vigente antes da Reforma Penal de 1984, o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. O sistema que o substituiu foi o vicariante, o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança. 64. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código, foi adotada, com o artigo 28 do Código Penal, a teoria da actio libera in causa . Por essa teoria, não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito) , e nessa situação come te o crime (Mirabete, 5.7.2). Esclarece o autor citado: A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de , embriagado, cometer o crime ou, pelo menos, quando a prática do delito era previ

sível, mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito . 65. O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. O pai, Pedro, não re sponde pelo crime porque, segundo o § 2º, fica isento de pena o ascendente. O amigo, Antonio , poderá ser punido pelo delito, porque a ele não se aplica o referido parágrafo. Quanto a Ma ria, duas interpretações são possíveis. Por uma orientação mais rígida, ela responderia po rque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge. Por outra, mais afinada com a vigente Constituição Federal, a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. 226, § 3°). 66. O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 67. Segundo o Supremo Tribunal Federal, é possível que as comissões parlamentare s de inquérito estaduais determinem a quebra do sigilo bancário, equiparando-se os po deres dessas comissões aos outorgados às comissões federais, pela invocação do princípio fede rativo (STF, Inq. 779-RJ). Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal admite que as comissões federais 178

determinem a quebra de sigilo bancário, por terem os mesmos poderes do juiz, exc eto aqueles que são exclusivos do Poder Judiciário. 68. A soberania dos veredictos, princípio constitucional, "é preceito estabeleci do como garantia do acusado, podendo ceder diante de norma que visa exatamente a garantir os dire itos de defesa e a própria liberdade. Portanto, é juridicamente possível o pedido de revisão do s veredictos do Júri" (Grinover, Magalhães e Scarance, Recursos no Processo Penal, Ed. Revista d os Tribunais, 4ª ed., tópico 212). 69. O art. 1.°, inciso I, alínea a, da Lei 9.455/97, não é crime próprio, tratan do-se de delito comum, pois para a sua consecução não se exige nenhuma qualidade especial do age nte, podendo ser cometido por qualquer pessoa. Já o crime de abandono de incapaz, pre visto no art. 133, caput, do Código Penal, é próprio, pois exige "que o agente tenha especial relação de assistência com o sujeito passivo (cuidado, guarda, vigilância ou autoridade), o u tenha a posição de garantidor, ou, ainda, haja dado causa ao abandono por anterior comportamento (CP, art. 13, § 2.°)" (Delmanto, Código Penal Comentado, Ed. Renovar, comentário ao art. 133). 70. Não há necessidade de que o fato definido como crime doloso seja objeto de s entença condenatória transitada em julgado para possibilitar a regressão do condenado a regime mais gravoso, nos termos do art. 118, inciso I, da Lei de Execução Penal (Lei n° 7.21 0/84). Como ensina Mirabete, "... quando a lei exige a condenação ou o trânsito em julgado d a sentença é ela expressa a respeito dessa circunstância, como, aliás, o faz no inciso II do arti go 118. Ademais, a prática de crime doloso é também falta grave (art. 52 da LEP) e, se no inciso I desse artigo, se menciona também a infração disciplinar como causa de regressão, entendimento div erso levaria à conclusão final de que essa menção é superabundante, o que não se coaduna com as regras de interpretação da lei. Deve-se entender, portanto, que, em se tratando da prática de falta grave ou crime doloso, a revogação independe da condenação ou aplicação da sanção discipl inar" (Execução Penal, ed. Atlas, 8ª edição, tópico 5.37). 71. O flagrante diferido, também conhecido como retardado ou prorrogado, "é a po ssibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante, para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento, componentes e atuação de uma organizaçã o criminosa" (Guilherme de Souza Nucci, Código de Processo Penal Comentado, Ed. Re vista dos Tribunais, 2ª edição, comentário ao art. 302, n. 18). É possível a sua realizaçã o quando o flagrante referir-se a alguns crimes. Aplica-se às investigações referentes a il ícitos decorrentes de

ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosa s de qualquer tipo (art. 1° da Lei 9.034/95). Nos termos do art. 2°, inciso II, da referida le i, "em qualquer fase de persecução criminal são permitidos, sem prejuízo dos já previstos em lei, os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: II -a ação controlada, que c onsiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações c riminosas ou a ela vinculado, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida l egal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e forn ecimento de informações". Aplica-se o instituto, também, aos procedimentos investigatórios r elativos aos crimes de tóxicos, nos termos do artigo 33, inciso II, da Lei n° 10.409/02. O di spositivo possibilita, mediante autorização judicial, "a não-atuação policial sobre os por tadores de produtos, substâncias ou drogas ilícitas que entrem no território brasileiro, de le saiam ou nele transitem, com a finalidade de, em colaboração ou não com outros países, identif icar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuiç ão, sem prejuízo da ação penal cabível". 179

72. As escusas absolutórias, também conhecidas como imunidades absolutas, são ci rcunstâncias de caráter pessoal, referentes a laços familiares ou afetivos entre os envolvido s, que, por razões de política criminal, o legislador houve por bem afastar a punibilidade. Trata-s e de condição negativa de punibilidade ou causa de exclusão de pena. Estão previstas nos arts. 181, incisos I e II, e 348, § 2.°, do Código Penal. 73. A maioria da doutrina entende ser possível o recebimento parcial da denúncia pelo juiz, tendo em vista a inexistência de vedação legal. Ressalte-se, ainda, que, havendo imputações cumulativas e recebendo o juiz a den úncia apenas em relação a algumas, haverá rejeição quanto às outras e, neste ponto, caberá re curso em sentido estrito. 74. É a competência determinada em razão da função ou cargo exercido por determi nadas pessoas. Tal determinação é feita tendo em vista a dignidade de alguns cargos e funções públicas e não das pessoas que os ocupam. Segundo a doutrina a competência por prerrogativa de função abrange também as pe ssoas que não gozam de foro especial, sempre que houver concurso de pessoas (arts. 77, I, e 78, III). É também o entendimento da jurisprudência. Entretanto, rejeitada a denúncia contra a pessoa que goza de foro privilegiado, a competência para o julgamento dos demais retorna pa ra o 1° grau de jurisdição. Em alguns casos, não se observa a regra de extensão da competência por estarem e nvolvidas normas constitucionais, hierarquicamente superiores às regras sobre conexão do C ódigo de Processo Penal. 75. Trata-se de conflito aparente de normas, resolvido pelo princípio da consunç ão, pois ocorre a relação consuntiva, ou de absorção, quando um fato definido por uma norma incrim inadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime, bem com o quando constitui conduta anterior ou posterior do agente, cometida com a mesma finalida de prática atinente àquele crime, a exemplo do que ocorre no denominado crime progressivo, como é o caso do crime de homicídio, o qual pressupõe a lesão corporal como resultado ant erior. 76. O fundamento utilizado pelo juiz para não receber a apelação no caso aventad o poderia ser o da ocorrência de preclusão consumativa, alegando a perda da faculdade processual em decorrência do seu exercício com o ingresso da primeira apelação. Contudo, entende a doutrina que tal decisão não seria acertada, pois a regra da preclusão consumativa não se aplica ao caso, visto se tratar de simples suplementação do r ecurso interposto, realizada tempestivamente. 77. A doutrina denomina de autoria colateral (ou co-autoria lateral ou imprópria

). Caso duas pessoas, ao mesmo tempo, sem conhecerem a intenção uma da outra, dispararem sobr e a vítima, responderão cada uma por um crime se os disparos de amas forem causas da morte. Se a vítima morreu apenas em decorrência da conduta de uma, a outra responde por tentativa d e homicídio. Havendo dúvida insanável sobre a autoria, a solução deverá obedecer ao princípio do in dubio pro reo, punindo-se ambos por tentativa de homicídio (MIRABETE, Julio Fabbrini. Ma nual de Direito Penal Parte Geral . Vol 1. São Paulo: Atlas, 1997, p. 230). 78. Existem duas posições principais: a primeira entende que, estando a busca e apreensão autorizada por mandado do juiz competente, a entrada na casa seria lícita, por i sso tudo o que fosse encontrado na casa poderia ser apreendido; a segunda defende que a diligên cia deve ser relacionada apenas ao conteúdo do mandado e ao que está autorizado por este, só admitindo, parte da doutrina, apreensão do que estivesse relacionado com o objeto do mandad o 180

79. Essa exigência representa um impedimento ao exercício do direito de recorrer , ofendendo o princípio do duplo grau de jurisdição e impondo ao acusado ônus excessivo sem qu e haja qualquer limitação para o órgão da acusação. Assim, por não ter natureza cautela r, a prisão exerce função anômala de impedimento da apelação. 80. Depende. Em se tratando de ação penal pública de iniciativa exclusivamente p rivada, o Ministério Público não poderá interpor o recurso de apelação, uma vez que nesta ação vigora o princípio da disponibilidade. Já na ação penal privada subsidiária da pública po derá o Ministério Público apelar, segundo disposição expressa do artigo 29 do Código de Processo P enal. 81. Existem duas orientações. A primeira mais restrita entende que somente é com putável na pena de prisão aquela prisão cautelar relativa ao objeto da condenação. Uma segu nda posição mais liberal entende que é possível a detração da pena ocorrida por outro process o, desde que o crime pelo qual o sentenciado cumpre pena tenha sido praticado anteriormente à s ua prisão. Seria uma hipótese de fungibilidade da prisão (MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de Direi to Penal Parte Geral . Vol 1. São Paulo: Atlas, 1997, p. 262). 82. Não. O entendimento jurisprudencial dado pela antiga Súmula do STJ nº 174, f oi revogada pela Lei nº 9.437/97, que previu crime próprio para a utilização de simulacro de arma de brinquedo (art.36). Esse artigo foi revogado, ao depois, pela Lei nº 10.826/03. Entretanto, hoje não mais se considera motivo de maior reprovação a utilização de arma sem o pote ncial ofensivo, não podendo ser tido o emprego de arma de brinquedo como qualificadora do roubo. 83. Existem 3 posições. A primeira, afirma tratar-se unicamente de crime de roub o com causa de aumento de pena pela manutenção da vítima em poder do agente, restringindo sua l iberdade (art.157, §2º, V, CP). A segunda posição, assevera que tem-se configurado o crim e de roubo simples em concurso material com o crime de seqüestro (art.157, caput, c.c. art. 148, caput, todos do CP)(REGIS PRADO, Luiz.Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo, RT, 2005, vol.2, p.445). A terceira, entende haver, unicamente, extorsão, e não roubo (art.158, C P)(JESUS, Damásio de.Código Penal Anotado. São Paulo: Saraiva, 2006, p.598). 84. Os requisitos são dados pelo art.1º, da Lei nº 7.960/89, quais sejam: I.quan do imprescindível para as investigações do inquérito policial; II.quando o indiciado não tiver res idência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III.quando h ouver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: homicídio doloso (art.121 caput e seu §2º); seqü estro e cárcere

privado (art.148, caput, e seus §§1º e 2º); roubo (art.157, caput, e seus §§1º e 2º); extorsão (art.158, caput e seus §§1º e 2º); extorsão mediante seqüestro (art.159, caput e seus §§1º e 2º); estupro (art.213 caput e sua combinação com o art.223, caput e parágrafo único); atentado violento ao pudor (art.214, caput e sua combinação com o art.223, caput e parágr afo único), epidemia com resultado morte (art.267, §1º); envenenamento de água potável ou su bstância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art.279, caput, cc art.285); qu adrilha ou bando (art.288, todos do Código Penal); genocídio (art.1º, 2º, 3º da Lei nº 2.889/56), tráfico de drogas (art.12 da Lei nº 6.368/76); crimes contra o sistema financeiro (Lei nº 7.492/86 ). Existe posição que entende serem eles alternativos, bastando a presença de um deles para a poss ibilidade de prisão temporária, e outra, que os entende cumulativos, sendo necessária a prese nça do item I ou do item II, em conjunto com o item III. 85. Protesto por novo júri, Revisão Criminal; Embargos infringentes e de nulidad e. 181

86. Não. Segundo o art. 48, §2° da Lei n° 11.343/06, tratando-se da conduta previ sta no art.28 desta Lei, não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser imedia tamente encaminhado ao juízo competente ou, n falta deste, assumir o compromisso de a el e comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessárias . Isso se explica pelo fato do crime disposto no art.28 não prever pen as privativas de liberdade, não devendo, tampouco, ser submetido a prisão processual. 87. A detração penal é um instituto de direito penal que abate o tempo de segreg ação provisória cumprida pelo condenado, tendo como fundamento o artigo 42 do Código Penal que e nuncia que se computam, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e o de inter nação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 41 do Código Penal. 88. O perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107 , inciso V, do Código Penal, configurando-se na ação penal exclusivamente privada, em face de u m ato do querelante para com o querelado, denotando incompatibilidade e continuar o proce sso-crime, vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado, existindo apenas quando já r ecebida a queixa-crime por parte do juiz, não devendo ser confundida com a renuncia tácita que é sempre antes de iniciar o processo, devendo o perdão tácito para extinguir a punibilida de ser aceito por parte do querelado, porquanto o perdão é sempre bilateral. Já o perdão judicial constitui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de medida de Política Criminal, havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culposas expressas em lei, quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária, destacando que o artigo 120 do Código Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do pe rdão judicial ao afirmar que a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efe itos de reincidência . 89. A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença con denatória em recurso exclusivo da defesa, não pode ser prolatada nova decisão mais gravosa do que a anulada. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu que exclusivamente apelou, não po dendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a sua situação do réu. Exemplo: O réu conde nado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sentença. A nova decisão poderá impor-lh e, no máximo, a pena de dois anos, pois do contrario o réu estaria sendo prejudicado indiretam ente pelo seu recurso.

90. A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não a ceitação da pronúncia por parte do Tribunal de Justiça, em face do Recurso em Sentido Estrit o interposto pelo pronunciado. A despronúncia, assim, pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz, em face do recurso em sentido estrito, interposto contra a sentença de pronuncia, recons iderar a decisão, revogando-a; se mantida a pronúncia, em primeira instância, vier o Tribunal a re vogá-la. A despronúncia é, portanto, a revogação ou desconstituição da pronúncia anteriorme nte decretada, seja por parte do juízo de primeira instância, em sede de reconsideração, seja p or parte do Tribunal de Justiça que, apreciando recurso do réu, reforma a sentença de pronún cia para impronunciá-lo. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em que a prime ira é decretada pelo juízo a quo em juízo de valor que afirma, desde logo, a inexistênci a do crime ou de indícios suficientes de autoria, enquanto a segunda pressupõe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem, m as que vem a ser reformada em sede de reexame pela instância ad quem . 182

91. Conforme o artigo 183 inciso I do Código Penal não é cabível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo. 92. É o princípio da proporcionalidade. Admite-se, amplamente, a sua aplicação e m favor do acusado, discutindo-se sobre a sua utilização para admitir prova em favor da acu sação. Apontamse, ainda, alguns requisitos para sua aplicação: necessidade, adequação e proporcion alidade em sentido estrito. 93. A matéria não é pacífica, mas a posição predominante é de que não é possível , restringindose a continuidade aos crimes do mesmo tipo. Recentemente, porém, a Primeira Turma d o Supremo Tribunal Federal entendeu ser cabível a hipótese de crime continuado: Entendeu-se que a circunstância de esses delitos não possuírem tipificação idênti ca não seria suficiente a afastar a continuidade delitiva, uma vez que ambos são crimes contr a a liberdade sexual e, no caso, foram praticados no mesmo contexto fático e contra a mesma ví tima (HC nº 89827/SP, 27.02.2007). 94. Tipo misto alternativo é o composto por várias ações, sendo que, configurada qualquer uma delas, o crime se realiza. Exemplos desse tipo são o do crime de tráfico de drog as e o de instigação ao suicídio (art. 122, CP). 95. O caso é de uso de ofendículo. A doutrina entende que a pessoa age em exercí cio regular de direito ou em legítima defesa predisposta ou preordenada. Normalmente, entende-s e que não há excesso na colocação de pontas de lança. 96. O recurso interposto é o adequado, conforme artigo 197, da Lei das Execuções Penais. Deve ele, segundo orientação do Supremo Tribunal Federal, seguir o rito do recurso em sentido estrito. Assim, o prazo é de cinco dias. Portanto, foi intempestivo. 97. A distinção entre crime habitual e crime continuado está assentada na nature za diversa das ações que os constituem. No crime continuado, as ações que o compõem, por si mesm as, constituem crimes. (...) No crime habitual, ao contrário, as ações que o integra m, consideradas em separado, não são delitos. (Damásio, Cap. XVIII, 36, p. 212). 98. A absolvição imprópria se verifica quando o autor do fato havido como infraç ão penal for inimputável, e consiste na sentença que permite a aplicação da medida de seguranç a, (...), tendo em vista que, a despeito de considerar que o réu não cometeu delito, logo, não é criminoso, merece uma sanção penal (medida de segurança) . (Guilherme de Souza Nucci, Código Penal comentado, art.97, nota 6-A). A decisão absolutória imprópria não impede a propo situra da ação cível, pois não exclui a ilicitude do fato imputado, apenas isenta o acusado de pena. 99. O juiz agiu incorretamente. Apesar de a pena ter sido fixada no mínimo e não ter havido alteração no tipo penal, houve mudança do fato imputado, uma vez que o acusado f

oi denunciado por uma modalidade de culpa e condenado por outra. Ada Pellegrini Grinover, Anto nio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes (As nulidades no processo pen al, Cap. XI, 10) salientam que não pode o juiz, sob pena de nulidade, condenar o réu, com base nessas novas circunstâncias, por negligencia, sem tomar as providências do art. 384, ca put, ou sem que tenha havido prévio aditamento. Não se cuida de mera adequação do fato. Esse é d iferente daquele historiado na denúncia. 100. Pela Lei de Violência Doméstica, a desistência da representação deve ser fe ita em audiência com o juiz e com a presença do Ministério Público e pode ser refeita após a denú ncia e antes de 183

seu recebimento (art. 16 da Lei 11.340). Pode-se, ainda, considerar que, para al guns autores, a ação é pública incondicionada, e, assim, nada mais poderia ser feito. 101. Há quem sustente ser inconstitucional o prazo indeterminado para a medida d e segurança, pois é vedada a pena de caráter perpétuo e a medida de segurança (...) é uma for ma de sanção penal , além do que o imputável é beneficiado pelo limite das suas penas em 30 an os (art. 75, CP) . (Nucci, art. 97, nota 8). 184

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