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O FEIJOEIRO JOÃO

O
lá! Eu sou o feijoeiro João e para eu
germinar foi preciso que o meu pai e a
minha mãe realizassem a polinização. Para
os ajudar uma abelha pousou na antera do meu pai e ao
ficar coberta do seu pólen levou-o até ao estigma da minha mãe. A
isto se chama polinização cruzada e a abelha foi o agente de
polinização.
Ao fim de algum tempo o grão de pólen formou um tubo
polínico até ao óvulo da minha mãe. Aí ocorreu a fecundação. De
certa forma foi aí que eu nasci. Caíram as lindas pétalas e sépalas
da minha mãe, logo após terem secado. As paredes do ovário
começaram a engrossar cada vez mais até formarem o pericarpo
do fruto, e aí os seus ovos desenvolveram-se e originaram as
sementes... eu. Havia o epicarpo, o mesocarpo e o endocarpo que
era onde eu vivia. Agora havia o fruto e este foi o processo da
frutificação.

U
ns dias depois, veio o vento que me levou a mim e
ao fruto até uma planície cheia de animais. Pena é
que eu não conseguia furar aquela terra. E um
coelho chegou ao pé de mim, pegou-me com as suas patas e
cheirou-me, deve ter gostado do meu cheiro pois engoliu-me num
ápice. Passei alguns dias no estômago e intestino daquele coelho, e
chegou uma altura em que ele me
defecou. Que nojo! Mas pronto, já estava
ao ar livre e com a ajuda do estrume
daquele coelho, furei a terra e fiquei lá
encolhidinho.
Os meus cotilédones já estavam completos e
também eu era um embrião crescidinho. A
temperatura e humidade estavam finalmente
adequadas para mim e aí germinei. Cresci, cresci, cresci
e chegou uma altura em que eu já era um feijoeiro
adulto. Já estava pronto para realizar a polinização com
uma feijoeira e assim ter filhos, e tal como eu, os meus filhos iriam
crescer e voltar a polinizar para que no mundo haja sempre
oxigénio e renovação do ar para que todos os animais possam
sobreviver!

E
u e as outras plantas durante a
reprodução possuímos flores, como a
minha mãe, que servem para decoração e
com a frutificação produzem novos frutos que servem
de alimento a vários animais. Os vários órgãos são
também utilizados em muitas indústrias, como a
indústria cosmética, farmacêutica, e algumas ainda
servem para fazer chás.
As novas plantas ao crescerem realizam a fotossíntese para
se alimentarem e ao mesmo tempo renovam o ar e libertam
oxigénio, e também ao transpirar, humedecem o ambiente,
participando e influenciando o ciclo da água.
Eu sou o Feijoeiro João e esta é a minha história!

Gonçalo Farinha, Nº9, 6ºN