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Músicas Regionais;

Sudeste

Ao longo da nossa história muitas formas de compor melodias, harmonias e ritmos foram inventados. A
maioria foi importada de diferentes países e transformada com criatividade pelos músicos brasileiros, as
festas típicas da região sudeste são influenciadas pela cultura negra africana principalmente, mas também
pela cultura européia, e indígena brasileira. A partir destas mesclas de culturas e ritmos surgiram novas
formas de música como exemplo o lundu, samba, pagode e o funk carioca. A cultura caipira também está
muito presente nas cidades interioranas dos estados de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Lundu

O lundu é um gênero musical contemporâneo e uma dança brasileira de natureza híbrida, criada a partir
dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses. Da África, o
lundu herdou a base rítmica, certa malemolência e seu aspecto lascivo, evidenciado pela umbigada, os
rebolados e outros gestos que imitam o ato sexual. Da Europa, o lundu, que é considerado por muitos o
primeiro ritmo afro-brasileiro, aproveitou características de danças ibéricas, como o estalar dos dedos, e
a melodia e a harmonia, além do acompanhamento instrumental do bandolim.

Samba

O samba é um gênero musical, de raízes africanas surgido no Brasil e é tido como o ritmo nacional por
excelência. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se
transformou em símbolo de identidade nacional. Dentre suas características originais, está uma forma
onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrães de criação anônima, alicerces
do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para
a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital
do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da
Humanidade da UNESCO, foi uma das bases para o samba carioca.

Os contornos modernos do sambam viriam somente no final da década de 1920, a partir das inovações de
um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz, e dos
morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Desde então, surgiriam grandes nomes do samba, entre
alguns como Ismael Silva, Cartola, Ari Barroso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Wilson Batista, Geraldo
Pereira, Zé Kéti, Ciro Monteiro, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Martinho da
Vila, entre muitos outros.

À medida que o samba se consolidava como uma expressão urbana e moderna, ele passou a ser tocado
nas rádios, se espalhando pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente
criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe
média também.

Pagode

No início da década de 1980 que o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento,
chamado de pagode. Com características do choro e um andamento de fácil execução para os dançarinos,
o pagode é basicamente dividido em duas tendências. A primeira delas é mais ligada ao partido-alto,
também chamada de pagode de raiz, que conservava a linhagem sonora e fortemente influenciada por
gerações passadas. A segunda tendência, considerada mais "popular", ficou conhecida como "pagode-
romântico" e passou a ter grande apelo comercial na década de 1990 em diante.

Vertente mais distanciada do pagode "de raiz" do final dos anos setenta, esse pagode "romântico" se
tornaria um fenômeno comercial, com o lançamento de dezenas de artistas e
grupos paulistas, mineiros e cariocas, entre os quais, Art Popular, Exaltasamba, Harmonia do
Samba, Irradia Samba e Kaô do Samba, Só Pra Contrariar, Os Travessos, entre outros.

Choro

Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma
forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele
tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O
flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais
colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um
cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno,
que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas
décadas para ser considerado um gênero musical. Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha
Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.