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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS

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Conhecimentos Bancarios
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS

CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS
SERVIÇOS BANCÁRIOS
ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO
DE CONTAS: DOCUMENTOS
BÁSICOS
Conheça os tipos de contas existentes:
Conta Individua: conta para um único titular,
que permite movimentação a crédito e a débito.
Conta Con!unta"
Conta Con!unta Si#$%& 'E(: conta para mais
de um titular cuja movimentação a débito somente
poderá ser feita com as assinaturas, sempre em
conjunto, dos titulares.
Conta Con!unta Soid)*ia 'E+OU(: conta para
mais de um titular cuja movimentação a crédito ou a
débito poderá ser feita por qualquer um dos titulares
isoladamente.
Conta& $a*a #%no*%&:
• Menores de 18 e maiores de 16 anos: conta
em nome do menor, cuja movimentação será livre,
desde que autorizada pelo responsável legal. A
abertura e movimentação de conta de menor poderá
ser efetuada sem a necessidade de autorização por
seu representante legal, desde que o menor seja
legalmente emancipado e faça prova de sua
emancipação.
• Menores de 16 anos: conta em nome do
menor, cuja movimentação somente poderá ser feita
pelo responsável indicado na abertura da conta.
Do,u#%nto& N%,%&&)*io&
Para abertura de Conta de Depósito (conta-
poupança e conta-corrente) para maiores de 18
anos, é necessária a cópia e o original dos
seguintes documentos:
• RG;
• CPF;
• Comprovante de Residência;
• Comprovante de renda*
(Ex.: holerite, contracheque etc.).
Situa-.%& %&$%,iai& $a*a o& #%no*%& d% /0
ano& t*a1ida& $%o novo C2di3o Civi:
1) Para abertura de conta de depósito (conta-
poupança e conta-corrente) cujo titular seja menor
com 16 anos de idade completos, não
emancipados, é obrigatória comprovação da
existência de relação de emprego, do qual tenha
economia própria, mediante exibição da Carteira de
Trabalho e portar cópia e original dos documentos
RG e CPF e do comprovante de endereço.
2) Para abertura de conta de depósito (conta-
poupança e conta-corrente) para titulares menores
emancipados, deve-se apresentar, além de cópia e
original dos documentos RG e CPF e do
comprovante de endereço, registro de nascimento
com a Averbação da Emancipação conferida pelos
pais.
PESSOA FÍSICA E 4URÍDICA
PESSOA FÍSICA
É o ser humano nascido da mulher. Sua
existência começa do nascimento com vida (a
respiração é a melhor prova do nascimento com
vida) e termina com a morte.
O homem, pessoa natural, é sujeito e titular da
relação jurídica.
PESSOA 4URÍDICA
Pessoas jurídicas são entidades a que a lei
empresta personalidade, isto e, são seres que
atuam na vida jurídica, com personalidade diversa
da dos indivíduos que os compõem, capazes de
serem sujeitos de direitos e obrigações na ordem
civil.
1) De acordo com a sua estrutura: a) as que têm
como elemento adjacente o homem, isto é, as que
se compõem pela reunião de pessoas, tais como as
associações e as sociedades; b) as que se
constituem em torno de um patrimônio destinado a
um fim, isto é, as fundações.
2) De acordo com sua órbita de atuação: as
pessoas podem ser de direito externo (as várias
Nações, a Santa Sé, a Organização das Nações
Unidas) ou interno (a União, os Estados, o Distrito
Federal e cada um dos Municípios legalmente
constituídos); e de direito privado (as sociedades
civis, religiosas, pias, morais, científicas ou
literárias, as associações de utilidade publica, as
fundações e, ainda, as sociedades mercantis).
Dentre as pessoas jurídicas de Direito privado,
podemos distinguir as associações, isto e,
agrupamentos de indivíduos sem fim lucrativo, como
os clubes desportivos, os centros culturais, as
entidades pias, etc.; e, de outro, as sociedades, isto
é, os agrupamentos individuais com escopo de
lucro.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
R%5ui&ito& $a*a a %6i&t7n,ia %3a da&
$%&&oa& !u*8di,a&"
A existência, perante a lei, das pessoas jurídicas
de direito privado começa com a inscrição dos seus
contrates, atos constitutivos, estudos ou
compromissos em seu registro publico peculiar.
Antes da inscrição, a pessoa jurídica pode existir
no plano dos acontecimentos, mas o direito
despreza sua existência, nega-lhe personalidade
civil, ou seja, nega-lhe a capacidade para ser titular
de direitos (pois, para que a pessoa moral ingresse
na orbita jurídica, é necessário o elemento formal,
ou seja, a inscrição no registro próprio).
Cumpre ressaltar, porém, que o ordenamento
jurídico não pode ignorar a existência de fato da
pessoa moral, antes de seu registro. Assim,
embora não prestigie a existência, atribui alguma
conseqüência a tal organismo.
Para se proceder ao registro de uma pessoa
jurídica de direito privado de natureza civil,
apresentam-se dois exemplares do jornal oficial em
que houverem sido publicados os estatutos,
contratos ou outros documentos constitutivos ao
cartório competente. No documento deve figurar,
para que seja declarado peio Oficial, no livro
competente:
Ì - a denominação fundo social (quando houver),
os fins e a sede da associação, ou fundação, bem
como o tempo de sua duração;
ÌÌ - o modo por que se administra e representa a
sociedade, ativa e passivamente, judicial e
extrajudicialmente;
ÌÌÌ - se os estatutos, contrato ou o compromisso
são reformáveis no tocante a administração, e de
que modo;
ÌV - se os membros respondem ou não,
subsidiariamente, uns pelos outros, pelas
obrigações sociais;
V - as condições de extinção das pessoas
jurídicas, e o destino de seu patrimônio, nesse caso;
VÌ - os nomes dos fundadores, ou instituidores, e
dos membros da diretoria provisória ou definitiva,
com indicação da nacionalidade, estado civil ou
profissão de cada um, bem como o nome e
residência do apresentante dos exemplares.
Ca$a,idad% % R%$*%&%nta-9o da& P%&&oa&
4u*8di,a&"
No momento em que a pessoa jurídica registra
seu contrato constitutivo, adquire personalidade, isto
e, capacidade para ser titular de direito.
Naturalmente ela só pode ser titular daqueles
direitos compatíveis com a sua condição de pessoa
fictícia, ou seja, os patrimônios. Não se lhe
admitem os direitos personalísticos.
Para exercer tais direitos, a pessoa jurídica
recorre a pessoas físicas que a representam, ou
seja, por quem os respectivos estatutos designarem
ou, não os designando, pelos seus diretores.
R%&$on&a:iidad% da& P%&&oa& 4u*8di,a&
As pessoas jurídicas são responsáveis na orbita
civil, contratual e extracontratual.
As pessoas jurídicas com fim lucrativo só serão
responsáveis pelos atos ilícitos, praticados por seus
representantes, provando-se que concorreram com
culpa para o evento danoso.
Tal culpa poderá se configurar quer na eleição
de seus administradores, quer na vigilância de sua
atividade. Mas, atualmente, houve uma evolução
nesta interpretação através de uma farta
jurisprudência de nossos Tribunais.
Assim, quando a pessoa jurídica de finalidade
lucrativa causar dano a outrem através de ato de
seu representante, surge a presunção que precisa
ser destruída pela própria pessoa jurídica, sob pena
de ser condenada solidariamente a reparação do
prejuízo.
Quanto a responsabilidade das associações que
não tem lucro, nada se encontra na lei. A
responsabilidade pela reparação do prejuízo será do
agente causador. Apenas, neste caso, deve a
vitima demonstrar a culpa da associação.
E6tin-9o da& P%&&oa& 4u*8di,a&"
Ì - pela sua dissolução, deliberada entre os seus
membros, salvo o direito da minoria e de terceiros;
ÌÌ pela sua dissolução, quando a lei determine;
ÌÌÌ pela sua dissolução em virtude de ato do
Governo que lhe casse a autorização para
funcionar, quando a pessoa jurídica incorra em atos
opostos aos seus fins ou nocivos ao bem público.
Quando se trata de pessoa jurídica com
finalidade lucrativa, nenhum problema surge quanto
ao destino dos bens. Eles serão repartidos entre os
sócios, pois o lucro constitui o próprio objeto que os
reuniu.
Nas associações sem fim lucrativo que se
dissolvem, o patrimônio seguira a destinação dada
pelos Estatutos; em não havendo tal, a deliberação
eficaz dada pelos sócios sobre a matéria. Se os -
mesmos nada resolveram, ou se a deliberação for -
ineficaz, devolver-se-á o patrimônio a um
estabelecimento publico congênere ou de fins
semelhantes. Se, no Município, Estado ou no
Distrito-Federal, inexistirem estabelecimentos nas
condições indicadas, o patrimônio passara a
Fazenda Publica.
Funda-.%&"
Fundação e uma organização que gira em torno
de um patrimônio, que se destina a uma
determinada finalidade. Deve ser ultimada por
escritura publica ou testamento.
Aquele a quem o instituidor cometer a aplicação
do patrimônio elaborara o Estatuto da fundação
projetada, submetendo-o a autoridade competente,
isto e, ao órgão do Ministério Publico. Aprovado por
este, o Estatuto devera ser registrado e, neste
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
momento, a Fundação adquire personalidade
jurídica.
A lei só permite que se altere o Estatuto da
Fundação consoante três condições: 1º) deliberação
da maioria dos administradores e representantes da
Fundação; 2º) respeito a sua finalidade original; 3º)
aprovação da autoridade competente.
A Fundação se extingue quando vencido o prazo
de sua existência. Tal hipótese raramente se
apresenta, porque, em geral , a Fundação e criada
por prazo indeterminado; além disso, extingue-se
quando se torna nociva ao interesse publico; e,
finalmente, quando seu objeto se torna impossível.
Nas três hipóteses acima, o patrimônio da
Fundação extinta vai se incorporar ao de outras de
fins idênticos ou semelhantes.
CAPACIDADE E INCAPACIDADE
Se toda relação jurídica tem por titular um
homem, verdade e, também, que todo homem pode
ser titular de uma relação jurídica. Ìsto é, todo ser
humano tem capacidade para ser titular de direitos.
Antigamente, nos regimes onde florescia a
escravidão, o escravo em vez de sujeito era objeto
de direito. No mundo moderno, a mera
circunstancia de existir confere ao homem a
possibilidade de ser titular de direitos. A isso se
chama personalidade.
Afirmar que o homem tem personalidade e o
mesmo que dizer que ele tem capacidade para ser
titular de direitos. Tal personalidade se adquire com
o nascimento com vida.
Parece que melhor se conceituaria
personalidade dizendo ser a aptidão para adquirir
direitos e assumir obrigações na ordem civil. Como
se vera, a aptidão para adquirir direitos não se
identifica com a aptidão para exercer direitos, da
qual se excluem as pessoas mencionadas
(incapazes), que pessoalmente não os podem
exercer.
Voltando a analise, se deve ressaltar a
relevância, na pratica, de tal dispositivo, conforme
se demonstre que o indivíduo nasceu morto, ou
morreu logo após o nascimento. Por exemplo:
suponha que um indivíduo morreu, deixando esposa
gravida; se a criança nascer morta, o patrimônio do
"de cujus" passara aos herdeiros deste, que podem
ser seus pais, se ele os tiver; se a criança nascer
viva, morrendo no segundo subseqüente, o
patrimônio de seu pai pré-morto (que foi a seu filho
no momento em que ele nasceu com vida) passara
aos do infante, no caso, a mãe.
A lei brasileira protege os direitos do nascituro
desde a sua concepção (nascituro é o ser já
concebido, mas que se encontra no ventre
materno), embora só lhe conceda a personalidade
se nascer com vida.
A personalidade que o indivíduo adquire, ao
nascer com vida, termina com a morte. No instante
em que expira, cessa sua aptidão para ser titular de
direitos, e seus bens se transmitem, incontinenti, a
seus herdeiros.
Já foi dito que todo ser humano, desde seu
nascimento ate sua morte, tem capacidade para ser
titular de direitos e obrigações, na ordem civil. Mas
isso não significa que todas as pessoas possam
exercer, pessoalmente, tais direitos. A lei, tendo em
vista a idade, a saúde ou o desenvolvimento
intelectual de determinadas pessoas, com o intuito
de protege-las, não lhes permite o exercício pessoal
de direitos, e denomina tais pessoas de incapazes.
Portanto, incapacidade é o reconhecimento da
inexistência, numa pessoa, daqueles requisitos que
a lei acha indispensáveis para que ela exerça os
seus direitos.
Existe, assim, uma distinção entre incapacidade
absoluta e relativa.
São absolutamente incapazes aqueles que não
podem, por si mesmos, praticar quaisquer atos
jurídicos e, se o fizerem, tais atos são nulos. Por
exemplo: se um menor impubere vende uma
propriedade, ou faz um contrato de seguro, tal ato e
absolutamente ineficaz, porque a manifestação de
vontade provinda dele, desprezada que é pelo
ordenamento jurídico, não produz efeitos na orbita
do direito, e nulo o ato e não gera efeitos.
Diferente e a incapacidade relativa, porque a
inaptidão físico-psíquica e menos intensa. Trata-se
de pessoas que, sem terem um julgamento
,adequado das coisas, apresentam um grau de
perfeição intelectual não-desprezível. A lei, então,
lhes permite a pratica de atos jurídicos,
condicionando a validade destes ao fato de eles se
aconselharem com pessoa plenamente capaz(seu
pai, tutor ou curador)que os devem assistir-nos atos
jurídicos.
Enquanto o absolutamente incapaz e
representado, o relativamente incapaz e apenas
assistido.
O ato praticado pelo relativamente incapaz não e
nulo, mas anulável.
Entende-se por pródigo aquele que,
desordenadamente, gasta e destrói o seu
patrimônio. Como a sua deficiência só se mostra no
trato de seus próprios bens, sua incapacidade e
limitada aos atos que o podem conduzir a um
empobrecimento.
Os silvícolas, por viverem afastados da
civilização, não contam, habitualmente, com um
grau de experiência suficiente para defender sua
pessoa e seus bens, em contato com o branco. No
entanto, deixam de ser considerados relativamente
incapazes se adaptarem e se integrarem a
civilização do pais.
REPRESENTAÇÃO E DOMICI;IO
Domicílio-civil da pessoa natural é o lugar onde
ela estabelece sua residência com animo definitivo.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
A idéia de animo definitivo vai decorrer das
circunstancias externas reveladoras da intenção do
indivíduo, isto é, do seu propósito de fazer daquele
local o centro de suas atividades.
O conceito de domicílio se distingue do de
residência. Este representa uma relação de fato
entre uma pessoa e um lugar, envolvendo a idéia de
habitação, enquanto o de domicílio compreende o
de residência, acrescido do animo de ai fazer o
centro de sua atividade jurídica.
E&$<,i%& d% do#i,8io"
- domicílio voluntário e o estabelecido
voluntariamente pelo indivíduo, sem sofrer outra
influência que não a de sua vontade ou
conveniência.
- domicílio legal ou necessário é aquele que a lei
impõe a determinadas pessoas, que se encontram
em dadas circunstâncias. Assim, os incapazes têm
necessariamente por domicílio o dos seus
representantes. O domicilio da mulher casada e o
do marido (exceção: a) quando estiver separada; b)
- quando lhe couber a administração dos bens do
casal).Os funcionários públicos reputam-se
domiciliados onde exercerem, em caráter
permanente, suas funções. O domicílio do militar
em serviço ativo e o lugar onde servir. O domicílio
dos oficiais e tripulantes da marinha mercante e o
lugar onde estiver matriculado o navio. O preso ou
desterrado tem o domicílio no lugar onde cumpre a
sentença ou o desterro. O ministro ou o agente
diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro,
alegar extraterritorialidade, sem designar onde tem,
no pais, o seu domicílio, poderá ser demandado no
Distrito Federal ou no ultimo ponto do território
brasileiro onde o teve.
- domicílio de eleição ou convencional é o
escolhido pelos contratantes, nos contratos escritos,
para fim de exercício dos direitos e cumprimento
das obrigações que dos mesmos decorram.
Se, porem, a pessoa natural tiver diversas
residências onde alternadamente viva, ou vários
centros de ocupações habituais, considerar-se-á
domicílio seu qualquer destes ou daquelas. Caso
de pluralidade de domicílios.
Domicílio ocasional ou aparente. Ter-se-á por
domicílio da pessoa natural, que não tenha
residência habitual, ou empregue a vida em
viagens, sem ponto central de negócios, o lugar
onde for encontrada.
A mudança de domicílio ocorre quando a pessoa
natural altera a sua residência, com a intenção de
transferir o seu centro habitual de atividade. A
prova da intenção resultara do que declarar a
pessoa mudada às municipalidades dos lugares,
que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações
não fizer, da própria mudança, com as
circunstancial que a acompanharem.
Do#i,8io da $%&&oa !u*8di,a d% Di*%ito P=:i,o"
O domicílio da União e o Distrito Federal; dos
Estados, as respectivas Capitais; e dos Municípios,
o lugar onde funciona a Administração Municipal.
Das demais pessoas jurídicas, o lugar onde
funcionarem as respectivas diretorias e
administrações, ou onde elegeram domicílio
especial, nos seus estatutos ou atos constitutivos.
Quando o direito pleiteado se originar de um fato
ocorrido onde um ato praticado, ou que deva
produzir os seus efeitos, fora do Distrito Federal, a
União será demandada na seção judicial em que o
fato ocorreu, ou onde tiver sua sede a autoridade de
que o ato emanou, ou onde este tenha de ser
executado.
Do#i,8io da $%&&oa !u*8di,a d% Di*%ito P*ivado"
É o lugar onde funcionarem as respectivas
diretorias e administrações, isto quando nos seus
estatutos não constar eleição de domicílio especial.
Tendo a pessoa jurídica de direito privado
diversos estabelecimentos, em lugares diferentes,
cada um será considerado domicílio, para os atos
nele praticados.
Do#i,8io da $%&&oa !u*8di,a %&t*an3%i*a"
Se a administração e diretoria tiver sede no
estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa-
jurídica, no tocante as obrigações contraídas por
cada uma das suas agencias, o lugar do
estabelecimento, sito no Brasil, a que ela responder.
DOCUMENTOS COMERCIAIS E
TÍTU;OS DE CR>DITO
NOTA PROMISS?RIA
Promessa de pagamento de uma quantia em
dinheiro, em dia e local determinado.
DUP;ICATA
Documento emitido pelas empresas, em que o
comprador se declara conhecedor do débito através
de sua assinatura.
FATURA
É uma síntese da nota fiscal, que relata as
mercadorias fornecidas ao comprador pelo
vendedor. Numa fatura podem ser incluídas várias
notas fiscais, globalizando o valer da venda de um
determinado período.
NOTA FISCA;
Documento emitido pelos comerciantes
industriais, produtores para acompanhar mercadoria
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
do vendedor ao comprador. É exigido pela
Legislação tributária e fiscal.
CHE@UE: RE@UISITOS
ESSENCIAISA CIRCU;AÇÃOA
ENDOSSOA CRUBAMENTOA
COMPENSAÇÃO
• cheque é uma ordem de pagamento a vista
(considera-se não escrita qualquer menção em
contrário);
• deve ser a apresentado para pagamento no
prazo 30 dias da emissão (quando emitido no lugar
onde deve ser pago), caso contrário em 60 dias;
• o portador do cheque tem o prazo de 6
meses para promover a execução (ação de
cobrança judicial do cheque) contra seu emitente ou
avalista sob pena de prescrição (perder o direito a
esta ação judicial);
• o cheque pré-datado não é juridicamente
válido, mas na prática tem sido utilizado e, assim,
assume características de uma promissória;
Sa5u%& &o:*% vao*
• valores depositados em cheque (que
somente entram para as reservas ao banco após
sua compensação) somente podem ser
movimentados, no mesmo dia, via cheque (ainda
assim caso sejam da mesma praça - cidade) pois do
contrário dão origem aos chamados "saques sobre
valor" onde o banco perde reservas pois estaria, na
verdade, emprestando um recurso antes de
realmente dispor dele;
• os cheques administrativos, visados ou
DOC de emissão do próprio correntista são
movimentados como se dinheiro fossem, embora
sempre compensados.
CC%5u%& ,*u1ado&
• os cheques cruzados não podem ser
descontados, apenas depositados.
Recusa de pagamentos de cheques
• os bancos podem recusar o pagamento de
cheques nos seguintes casos:
• insuficiência de fundos (cheques sem
fundo),
• divergência ou insuficiência na assinatura
do emitente;
• irregularidade formal (erro no preen-
chimento);
• contra-ordem escrita do emitente (bloqueio);
• encerramento de contas.
CC%5u%& no#inativo& 6 ao $o*tado*
• Após o plano Collor, todos os cheques são
obrigatoriamente nominativos, quer para saque,
depósito ou pagamento
• os cheques acima de R$ 100,00 se não
forem nominativos serão devolvidos (sem que o
nome do emitente vá para o cadastro de emitentes
de cheques sem fundos).
ORDEM DE PADAMENTO:
DEFINIÇÃOA TIPOSA EMISSÃO E
;I@UIDAÇÃO
Qualquer documento escritural em que uma
pessoa autoriza outra a receber pagamento de uma
terceira (em geral um banco). Nesse contexto, as
ordens de pagamento mais comum são o próprio
papel-moeda e o cheque. Num contexto mais
restrito, é um documento bancário com a mesma
finalidade.
A o*d%# d% $a3a#%nto OP é utilizada para
pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco,
para agencias em praças diferentes.
DOCUMENTO DE CREDITO
'DOC(: NOÇEES DERAIS
O documento de crédito (DOC) é utilizado para
pagamentos ou depósitos entre bancos, mesmo
estando em praças diferentes.
DIREITOS DE DARANTIA:
NOÇEES DERAIS
Compromisso adicional que se estabelece numa
transação, como forma de assegurar sua realização
e/ou lisura. Geralmente, envolve a posse de um
bem de valor, que é dado em garantia. Uma forma
muito comum é a hipoteca de um imóvel como
garantia de pagamento de uma dívida. Outras são o
penhor e a fiança. Na área comercial, a garantia é
estabelecida em documento para assegurar a
qualidade do produto. Assim, durante certo período
de tempo e em determinadas condições, o
fabricante obriga-se repor ou restaurar o
equipamento. No Sistema Financeiro da Habitação,
por exemplo, institui-se a garantia na construção do
imóvel: o construtor obriga-se, durante cinco anos, a
reparar qualquer dano devido a problemas de
construção.
DIREITOS DE DARANTIA: REAIS
HIPOTECA
Garantia de pagamento de uma dívida dada sob
a forma de um bem imóvel (com exceção de navios
7
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
e aviões, que também podem ser (hipotecados).
Embora conserve a posse do bem, o devedor só
readquire sua propriedade após o pagamento
integral da dívida. Se a dívida não for paga, ou se
só for paga uma parte dela, ao fim do prazo
contratado, o credor pode executar a hipoteca,
assumindo a propriedade total do bem.
PENHOR
Entrega de bem móvel ao credor como garantia
de pagamento da dívida. Se dívida não é paga no
prazo acertado, o credor entra em posse definitiva
do bem penhorado.
CAUÇÃO
Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a
satisfazer e cumprir as obrigações contraídas por
um terceiro, se este não as cumprir. "Prestar
caução", significa fazer depósito em valores, títulos
da dívida pública, papéis de crédito ou hipoteca de
bens de raiz, para responder pelos desfalques que
se possam dar na administração, gerência ou
tesouraria de que se é encarregado. Também é
caução o depósito em títulos da dívida pública como
garantia da seriedade de uma licitação ou do
cumprimento de um contrato.
A;IENAÇÃO FIDUCIÁRIA
Transferência ao credor do domínio e posse de
um bem, em garantia ao pagamento de uma
obrigação que lhe é devida por alguém. O bem é
devolvido a seu antigo proprietário depois que ele
resgatar a dívida.
PESSOAIS: FIANÇA E AVA;
FIANÇA
É um contrato em que o banco (que atua neste
caso como fiador) garante o cumprimento da
obrigação de seu cliente (neste caso o afiançado).
Por tratar-se de garantia, e não de empréstimo,
não está sujeita ao ÌOF.
A fiança é normalmente baixada:
• quando do término do prazo de validade da
Carta de Fiança, desde que assegurado o
cumprimento das obrigações assumidas pelas
partes contratantes;
• mediante devolução da Carta de Fiança;
• mediante a entrega, ao banco, da de-
claração do credor (beneficiário), liberando a
garantia prestada.
As cartas de fiança concedidas devem ser
sempre por prazo determinado, não podendo
exceder a 12 meses (nas concorrências públicas, o
prazo é de 6 meses).
O Banco Central autoriza a outorga de carta de
fiança nas seguintes situações"
• participações em concorrências públicas ou
particulares, licitações, tomadas de preços;
• contratos de construção civil;
• contratos de execução de obras;
• contrato de execução de obras adjudicadas
por meio de concorrências públicas ou particulares;
• contratos de integralização de capitais
(pessoas jurídicas);
• contratos de prestação de serviços em
empreitadas;
• contratos de prestação de serviços em
geral;
• contratos de fornecimento de mercadorias,
máquinas, materiais, matéria-prima, etc ... ;
• adiantamentos relativos a contratos de
prestação de serviços, ou simplesmente
adiantamentos ou sinais (importâncias entregues
antecipadamente por conta de serviços ou outros),
conforme condições expressas, em ordens de
compra, pedidos de mercadoria ou assemelhados;
• aquisição ou compra de mercadorias,
• produtos, matérias-primas, no País, até
determinado valor, garantindo praticamente um
limite de crédito para compras, em um determinado
valor e num determinado período;
• compra específica de mercadorias,
produtos, máquinas, equipamentos, matérias-primas
(no País ou no exterior), comprovada através de
cópias de pedidos, ordens de compra, contratos,
faturas próforma, guia de importação;
• liberação de veículos e outros bens móveis,
vinculados a contratos por alienação fiduciária,
convênio, caução, penhor mercantil ou hipoteca;
• isenção de tributos junto à alfândega, para
permanência temporária de máquinas,
equipamentos, etc (prazo indeterminado, sujeito a
multa, juros e correção monetária);
• liberação de máquinas, equipamentos e
mercadorias retidos nas alfândegas e outros órgãos
públicos (prazo indeterminado sujeito a multa, juros
e correção monetária);
• obtenção de liminar resultante de mandado
Z segurança destinado a sustar cobrança de
impostos, taxas (prazo indeterminado sujeito a
multa, juros e correção monetária;
• interposição de recursos em processos
administrativos judiciais (prazo indeterminado,
sujeito a correção monetária);
8
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
• pagamentos de débitos fiscais,
previdenciários, trabalhistas ou seu parcelamento
(prazo indeterminado, sujeito a correção monetária);
• operações ligadas ao comércio exterior;
• outras formas de cumprimento de
obrigações não vedadas pelo Banco Central.
O Banco Central veda a outorga de carta de
fiança nas seguintes situações:
• que possam, direta ou indiretamente,
ensejar aos favorecidos a obtenção de empréstimos
em geral, ou o levantamento de recursos junto ao
público, ou que assegurem o pagamento e
obrigações decorrentes da aquisição de bens e
serviços
• que não tenham perfeita caracterização ao
valor em moeda nacional e vencimento definido,
exceto para garantir interposição de recursos fiscais
ou que sejam garantias prestadas para produzir
efeitos perante órgãos fiscais ou entidades por elas
controladas, cuja delimitação de prazo seja
impraticável;
• em moeda estrangeira ou que envolva risco
de variação de taxas de câmbio, exceto quando se
tratar de operações ligadas ao comércio exterior;
• vinculadas, por qualquer forma, à aquisição
de terrenos que não se destinem ao uso próprio ou
que se destinem à execução de empreendimentos
ou unidades haitacionais
• a diretoria do banco e membros dos
conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e
semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges;
• aos parentes até o segundo grau das
pessoas a que se refere a alinea anterior;
• as pessoas físicas ou jurídicas que
participem do capital do banco, com mais e 10%,
salvo autorização específica do BC, em cada caso,
quando se tratar de operações lastreadas por
efeitos comerciais resultantes de transações de
compra e venda ou penhor de mercadorias, em limi-
tes que forem fixados pelo Conselho Monetário
Nacional, em caráter geral; e
• as pessoas jurídicas, de cujo capital
participem com mais de 10%, quaisquer os diretores
ou administradores da própria instituição financeira,
bem como seus cônjuges e respectivos parentes até
o segundo grau.
Se a afiançada não cumprir com as obrigações e
o banco louvar a fiança concedida, o débito daí
resultante passa a ser uma operação de crédito
sujeita ao ÌOF.
AVA;
É uma obrigação, assumida por um banco, a fim
de garantir o pagamento de um título de um cliente
preferencial.
Tipos:
o aval completo / pleno / em reto - traz o nome
da pessoa em favor é quem é dado;
o aval em branco - não traz o nome da pessoa
sendo mera assinatura do avalista.
O aval pode ser completo (quando o banco
garante toda a divida) ou parcial '5uando o :an,o
3a*ant% $a*t% da d8vida("
TIPOS DE SOCIEDADE:
EM NOME CO;ETIVO
É uma sociedade em que seus membros são
responsáveis por todas as operações e pelas
obrigações contraídas. A razão social ou firma pode
aparecer em nome de um, de alguns, ou de todos
os sócios.
NOVO C?DIDO CIVI;
CAPÍTU;O II
Da So,i%dad% %# No#% Co%tivo
A*t" 1.039. Somente pessoas físicas podem
tomar parte na sociedade em nome coletivo,
respondendo todos os sócios, solidária e
ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Parágrafo único. Sem prejuízo da
responsabilidade perante terceiros, podem os
sócios, no ato constitutivo, ou por unânime
convenção posterior, limitar entre si a
responsabilidade de cada um.
A*t" 1.040. A sociedade em nome coletivo se
rege pelas normas deste Capítulo e, no que seja
omisso, pelas do Capítulo antecedente.
A*t" 1.041. O contrato deve mencionar, além das
indicações referidas no A*t" 997, a firma social.
A*t" 1.042. A administração da sociedade
compete exclusivamente a sócios, sendo o uso da
firma, nos limites do contrato, privativo dos que
tenham os necessários poderes.
A*t" 1.043. O credor particular de sócio não
pode, antes de dissolver-se a sociedade, pretender
a liquidação da quota do devedor.
9
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Parágrafo único. Poderá fazê-lo quando:
Ì - a sociedade houver sido prorrogada
tacitamente;
ÌÌ - tendo ocorrido prorrogação contratual, for
acolhida judicialmente oposição do credor,
levantada no prazo de noventa dias, contado da
publicação do ato dilatório.
A*t" 1.044. A sociedade se dissolve de pleno
direito por qualquer das causas enumeradas no A*t"
1.033 e, se empresária, também pela declaração da
falência.
POR @UOTAS DE
RESPONSABI;IDADE ;IMITADA
Sociedade comercial por cotas de
responsabilidade limitada: cada sócio responde
apenas na medida de sua cota. Deve adotar uma
razão social que explique quanto possível, o objeto
da sociedade e seja sempre seguida pela palavra
"limitada".
NOVO C?DIDO CIVI;
CAPÍTU;O IV
Da So,i%dad% ;i#itada
S%-9o I
Di&$o&i-.%& P*%i#ina*%&
A*t" 1.052. Na sociedade limitada, a
responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor
de suas quotas, mas todos respondem
solidariamente pela integralização do capital social.
A*t" 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas
omissões deste Capítulo, pelas normas da
sociedade simples.
Parágrafo único. O contrato social poderá prever
a regência supletiva da sociedade limitada pelas
normas da sociedade anônima.
A*t" 1.054. O contrato mencionará, no que
couber, as indicações do A*t" 997, e, se for o caso,
a firma social.
S%-9o II
Da& @uota&
A*t" 1.055. O capital social divide-se em quotas,
iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a
cada sócio.
§ 1
o
Pela exata estimação de bens conferidos ao
capital social respondem solidariamente todos os
sócios, até o prazo de cinco anos da data do
registro da sociedade.
§ 2
o
É vedada contribuição que consista em
prestação de serviços.
A*t" 1.056. A quota é indivisível em relação à
sociedade, salvo para efeito de transferência, caso
em que se observará o disposto no artigo seguinte.
§ 1
o
No caso de condomínio de quota, os direitos
a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo
condômino representante, ou pelo inventariante do
espólio de sócio falecido.
§ 2
o
Sem prejuízo do disposto no A*t" 1.052, os
condôminos de quota indivisa respondem
solidariamente pelas prestações necessárias à sua
integralização.
A*t" 1.057. Na omissão do contrato, o sócio pode
ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja
sócio, independentemente de audiência dos outros,
ou a estranho, se não houver oposição de titulares
de mais de um quarto do capital social.
Parágrafo único. A cessão terá eficácia quanto à
sociedade e terceiros, inclusive para os fins do
parágrafo único do A*t" 1.003, a partir da averbação
do respectivo instrumento, subscrito pelos sócios
anuentes.
A*t" 1.058. Não integralizada a quota de sócio
remisso, os outros sócios podem, sem prejuízo do
disposto no A*t" 1.004 e seu parágrafo único, tomá-
la para si ou transferi-la a terceiros, excluindo o
primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago,
deduzidos os juros da mora, as prestações
estabelecidas no contrato mais as despesas.
A*t" 1.059. Os sócios serão obrigados à
reposição dos lucros e das quantias retiradas, a
qualquer título, ainda que autorizados pelo contrato,
quando tais lucros ou quantia se distribuírem com
prejuízo do capital.
10
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
S%-9o III
Da Ad#ini&t*a-9o
A*t" 1.060. A sociedade limitada é administrada
por uma ou mais pessoas designadas no contrato
social ou em ato separado.
Parágrafo único. A administração atribuída no
contrato a todos os sócios não se estende de pleno
direito aos que posteriormente adquiram essa
qualidade.
A*t" 1.061. Se o contrato permitir
administradores não sócios, a designação deles
dependerá de aprovação da unanimidade dos
sócios, enquanto o capital não estiver integralizado,
e de dois terços, no mínimo, após a integralização.
A*t" 1.062. O administrador designado em ato
separado investir-se-á no cargo mediante termo de
posse no livro de atas da administração.
§ 1
o
Se o termo não for assinado nos trinta dias
seguintes à designação, esta se tornará sem efeito.
§ 2
o
Nos dez dias seguintes ao da investidura,
deve o administrador requerer seja averbada sua
nomeação no registro competente, mencionando o
seu nome, nacionalidade, estado civil, residência,
com exibição de documento de identidade, o ato e a
data da nomeação e o prazo de gestão.
A*t" 1.063. O exercício do cargo de
administrador cessa pela destituição, em qualquer
tempo, do titular, ou pelo término do prazo se, fixado
no contrato ou em ato separado, não houver
recondução.
§ 1
o
Tratando-se de sócio nomeado
administrador no contrato, sua destituição somente
se opera pela aprovação de titulares de quotas
correspondentes, no mínimo, a dois terços do
capital social, salvo disposição contratual diversa.
§ 2
o
A cessação do exercício do cargo de
administrador deve ser averbada no registro
competente, mediante requerimento apresentado
nos dez dias seguintes ao da ocorrência.
§ 3
o
A renúncia de administrador torna-se eficaz,
em relação à sociedade, desde o momento em que
esta toma conhecimento da comunicação escrita do
renunciante; e, em relação a terceiros, após a
averbação e publicação.
A*t" 1.064. O uso da firma ou denominação
social é privativo dos administradores que tenham
os necessários poderes.
A*t" 1.065. Ao término de cada exercício social,
proceder-se-á à elaboração do inventário, do
balanço patrimonial e do balanço de resultado
econômico.
S%-9o IV
Do Con&%Co Fi&,a
A*t" 1.066. Sem prejuízo dos poderes da
assembléia dos sócios, pode o contrato instituir
conselho fiscal composto de três ou mais membros
e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes
no País, eleitos na assembléia anual prevista no
A*t" 1.078.
§ 1
o
Não podem fazer parte do conselho fiscal,
além dos inelegíveis enumerados no § 1
o
do A*t"
1.011, os membros dos demais órgãos da
sociedade ou de outra por ela controlada, os
empregados de quaisquer delas ou dos respectivos
administradores, o cônjuge ou parente destes até o
terceiro grau.
§ 2
o
É assegurado aos sócios minoritários, que
representarem pelo menos um quinto do capital
social, o direito de eleger, separadamente, um dos
membros do conselho fiscal e o respectivo suplente.
A*t" 1.067. O membro ou suplente eleito,
assinando termo de posse lavrado no livro de atas e
pareceres do conselho fiscal, em que se mencione o
seu nome, nacionalidade, estado civil, residência e
a data da escolha, ficará investido nas suas
funções, que exercerá, salvo cessação anterior, até
a subseqüente assembléia anual.
Parágrafo único. Se o termo não for assinado
nos trinta dias seguintes ao da eleição, esta se
tornará sem efeito.
A*t" 1.068. A remuneração dos membros do
conselho fiscal será fixada, anualmente, pela
assembléia dos sócios que os eleger.
A*t" 1.069. Além de outras atribuições
determinadas na lei ou no contrato social, aos
membros do conselho fiscal incumbem, individual
ou conjuntamente, os deveres seguintes:
Ì - examinar, pelo menos trimestralmente, os
livros e papéis da sociedade e o estado da caixa e
da carteira, devendo os administradores ou
liquidantes prestar-lhes as informações solicitadas;
ÌÌ - lavrar no livro de atas e pareceres do
conselho fiscal o resultado dos exames referidos no
inciso Ì deste artigo;
ÌÌÌ - exarar no mesmo livro e apresentar à
assembléia anual dos sócios parecer sobre os
negócios e as operações sociais do exercício em
que servirem, tomando por base o balanço
patrimonial e o de resultado econômico;
11
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
ÌV - denunciar os erros, fraudes ou crimes que
descobrirem, sugerindo providências úteis à
sociedade;
V - convocar a assembléia dos sócios se a
diretoria retardar por mais de trinta dias a sua
convocação anual, ou sempre que ocorram motivos
graves e urgentes;
VÌ - praticar, durante o período da liquidação da
sociedade, os atos a que se refere este artigo, tendo
em vista as disposições especiais reguladoras da
liquidação.
A*t" 1.070. As atribuições e poderes conferidos
pela lei ao conselho fiscal não podem ser
outorgados a outro órgão da sociedade, e a
responsabilidade de seus membros obedece à regra
que define a dos administradores (A*t" 1.016).
Parágrafo único. O conselho fiscal poderá
escolher para assisti-lo no exame dos livros, dos
balanços e das contas, contabilista legalmente
habilitado, mediante remuneração aprovada pela
assembléia dos sócios.
S%-9o V
Da& D%i:%*a-.%& do& S2,io&
A*t" 1.071. Dependem da deliberação dos
sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou
no contrato:
Ì - a aprovação das contas da administração;
ÌÌ - a designação dos administradores, quando
feita em ato separado;
ÌÌÌ - a destituição dos administradores;
ÌV - o modo de sua remuneração, quando não
estabelecido no contrato;
V - a modificação do contrato social;
VÌ - a incorporação, a fusão e a dissolução da
sociedade, ou a cessação do estado de liquidação;
VÌÌ - a nomeação e destituição dos liquidantes e
o julgamento das suas contas;
VÌÌÌ - o pedido de concordata.
A*t" 1.072. As deliberações dos sócios,
obedecido o disposto no A*t" 1.010, serão tomadas
em reunião ou em assembléia, conforme previsto no
contrato social, devendo ser convocadas pelos
administradores nos casos previstos em lei ou no
contrato.
§ 1
o
A deliberação em assembléia será
obrigatória se o número dos sócios for superior a
dez.
§ 2
o
Dispensam-se as formalidades de
convocação previstas no § 3
o
do A*t" 1.152, quando
todos os sócios comparecerem ou se declararem,
por escrito, cientes do local, data, hora e ordem do
dia.
§ 3
o
A reunião ou a assembléia tornam-se
dispensáveis quando todos os sócios decidirem, por
escrito, sobre a matéria que seria objeto delas.
§ 4
o
No caso do inciso VÌÌÌ do artigo antecedente,
os administradores, se houver urgência e com
autorização de titulares de mais da metade do
capital social, podem requerer concordata
preventiva.
§ 5
o
As deliberações tomadas de conformidade
com a lei e o contrato vinculam todos os sócios,
ainda que ausentes ou dissidentes.
§ 6
o
Aplica-se às reuniões dos sócios, nos casos
omissos no contrato, o disposto na presente
Seção sobre a assembléia.
A*t" 1.073. A reunião ou a assembléia podem
também ser convocadas:
Ì - por sócio, quando os administradores
retardarem a convocação, por mais de sessenta
dias, nos casos previstos em lei ou no contrato, ou
por titulares de mais de um quinto do capital,
quando não atendido, no prazo de oito dias, pedido
de convocação fundamentado, com indicação das
matérias a serem tratadas;
ÌÌ - pelo conselho fiscal, se houver, nos casos a
que se refere o inciso V do A*t" 1.069.
A*t" 1.074. A assembléia dos sócios instala-se
com a presença, em primeira convocação, de
titulares de no mínimo três quartos do capital social,
e, em segunda, com qualquer número.
§ 1
o
O sócio pode ser representado na
assembléia por outro sócio, ou por advogado,
mediante outorga de mandato com especificação
dos atos autorizados, devendo o instrumento ser
levado a registro, juntamente com a ata.
§ 2
o
Nenhum sócio, por si ou na condição de
mandatário, pode votar matéria que lhe diga
respeito diretamente.
A*t" 1.075. A assembléia será presidida e
secretariada por sócios escolhidos entre os
presentes.
§ 1
o
Dos trabalhos e deliberações será lavrada,
no livro de atas da assembléia, ata assinada pelos
membros da mesa e por sócios participantes da
reunião, quantos bastem à validade das
deliberações, mas sem prejuízo dos que queiram
assiná-la.
§ 2
o
Cópia da ata autenticada pelos
administradores, ou pela mesa, será, nos vinte dias
subseqüentes à reunião, apresentada ao Registro
Público de Empresas Mercantis para arquivamento
e averbação.
12
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
§ 3
o
Ao sócio, que a solicitar, será entregue cópia
autenticada da ata.
A*t" 1.076. Ressalvado o disposto no A*t" 1.061
e no § 1
o
do A*t" 1.063, as deliberações dos sócios
serão tomadas:
Ì - pelos votos correspondentes, no mínimo, a
três quartos do capital social, nos casos previstos
nos incisos V e VÌ do A*t" 1.071;
ÌÌ - pelos votos correspondentes a mais de
metade do capital social, nos casos previstos nos
incisos ÌÌ, ÌÌÌ, ÌV e VÌÌÌ do A*t" 1.071;
ÌÌÌ - pela maioria de votos dos presentes, nos
demais casos previstos na lei ou no contrato, se
este não exigir maioria mais elevada.
A*t" 1.077. Quando houver modificação do
contrato, fusão da sociedade, incorporação de
outra, ou dela por outra, terá o sócio que dissentiu o
direito de retirar-se da sociedade, nos trinta dias
subseqüentes à reunião, aplicando-se, no silêncio
do contrato social antes vigente, o disposto no A*t"
1.031.
A*t" 1.078. A assembléia dos sócios deve
realizar-se ao menos uma vez por ano, nos quatro
meses seguintes à ao término do exercício social,
com o objetivo de:
Ì - tomar as contas dos administradores e
deliberar sobre o balanço patrimonial e o de
resultado econômico;
ÌÌ - designar administradores, quando for o caso;
ÌÌÌ - tratar de qualquer outro assunto constante da
ordem do dia.
§ 1
o
Até trinta dias antes da data marcada para a
assembléia, os documentos referidos no inciso Ì
deste artigo devem ser postos, por escrito, e com a
prova do respectivo recebimento, à disposição dos
sócios que não exerçam a administração.
§ 2
o
Ìnstalada a assembléia, proceder-se-á à
leitura dos documentos referidos no parágrafo
antecedente, os quais serão submetidos, pelo
presidente, a discussão e votação, nesta não
podendo tomar parte os membros da administração
e, se houver, os do conselho fiscal.
§ 3
o
A aprovação, sem reserva, do balanço
patrimonial e do de resultado econômico, salvo erro,
dolo ou simulação, exonera de responsabilidade os
membros da administração e, se houver, os do
conselho fiscal.
§ 4
o
Extingue-se em dois anos o direito de anular
a aprovação a que se refere o parágrafo
antecedente.
A*t" 1.079. Aplica-se às reuniões dos sócios, nos
casos omissos no contrato, o estabelecido nesta
Seção sobre a assembléia, obedecido o disposto no
§ 1
o
do A*t" 1.072.
A*t" 1.080. As deliberações infringentes do
contrato ou da lei tornam ilimitada a
responsabilidade dos que expressamente as
aprovaram.
S%-9o VI
Do Au#%nto % da R%du-9o do Ca$ita
A*t" 1.081. Ressalvado o disposto em lei
especial, integralizadas as quotas, pode ser o
capital aumentado, com a correspondente
modificação do contrato.
§ 1
o
Até trinta dias após a deliberação, terão os
sócios preferência para participar do aumento, na
proporção das quotas de que sejam titulares.
§ 2
o
À cessão do direito de preferência, aplica-se
o disposto no caput do A*t" 1.057.
§ 3
o
Decorrido o prazo da preferência, e
assumida pelos sócios, ou por terceiros, a totalidade
do aumento, haverá reunião ou assembléia dos
sócios, para que seja aprovada a modificação do
contrato.
A*t" 1.082. Pode a sociedade reduzir o capital,
mediante a correspondente modificação do contrato:
Ì - depois de integralizado, se houver perdas
irreparáveis;
ÌÌ - se excessivo em relação ao objeto da
sociedade.
A*t" 1.083. No caso do inciso Ì do artigo
antecedente, a redução do capital será realizada
com a diminuição proporcional do valor nominal das
quotas, tornando-se efetiva a partir da averbação,
no Registro Público de Empresas Mercantis, da ata
da assembléia que a tenha aprovado.
A*t" 1.084. No caso do inciso ÌÌ do A*t" 1.082, a
redução do capital será feita restituindo-se parte do
valor das quotas aos sócios, ou dispensando-se as
prestações ainda devidas, com diminuição
proporcional, em ambos os casos, do valor nominal
das quotas.
§ 1
o
No prazo de noventa dias, contado da data
da publicação da ata da assembléia que aprovar a
redução, o credor quirografário, por título líquido
anterior a essa data, poderá opor-se ao deliberado.
§ 2
o
A redução somente se tornará eficaz se, no
prazo estabelecido no parágrafo antecedente, não
13
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
for impugnada, ou se provado o pagamento da
dívida ou o depósito judicial do respectivo valor.
§ 3
o
Satisfeitas as condições estabelecidas no
parágrafo antecedente, proceder-se-á à averbação,
no Registro Público de Empresas Mercantis, da ata
que tenha aprovado a redução.
S%-9o VII
Da R%&ou-9o da So,i%dad% %# R%a-9o a
S2,io& Mino*it)*io&
A*t" 1.085. Ressalvado o disposto no A*t" 1.030,
quando a maioria dos sócios, representativa de
mais da metade do capital social, entender que um
ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade
da empresa, em virtude de atos de inegável
gravidade, poderá excluí-los da sociedade,
mediante alteração do contrato social, desde que
prevista neste a exclusão por justa causa.
Parágrafo único. A exclusão somente poderá ser
determinada em reunião ou assembléia
especialmente convocada para esse fim, ciente o
acusado em tempo hábil para permitir seu
comparecimento e o exercício do direito de defesa.
A*t" 1.086. Efetuado o registro da alteração
contratual, aplicar-se-á o disposto nos arts. 1.031 e
1.032.
S%-9o VIII
Da Di&&ou-9o
A*t" 1.087. A sociedade dissolve-se, de pleno
direito, por qualquer das causas previstas no A*t"
1.044.
ANFNIMAS
Sociedade comercial forma por, no mínimo, sete
sócios, sendo o capital de cada um representado
pelo número proporcional de ações e sua
responsabilidade limitada ao capital investido.
Podem exercer qualquer tipo de atividade comercial,
industrial, agrícola ou de prestação de serviços.
Apenas as sociedade anônimas constituídas para
atividades bancárias, seguradoras, montepios e
afins devem receber autorização especial para
funcionamento.
NOVO C?DIDO CIVI;
CAPÍTU;O V
Da So,i%dad% AnGni#a
S%-9o Hni,a
Da Ca*a,t%*i1a-9o
A*t" 1.088. Na sociedade anônima ou
companhia, o capital divide-se em ações,
obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo
preço de emissão das ações que subscrever ou
adquirir.
A*t" 1.089. A sociedade anônima rege-se por lei
especial, aplicando-se-lhe, nos casos omissos, as
disposições deste Código.
FIRMAS INDIVIDUAIS
O comércio pode ser exercido assim por uma
pessoa isoladamente como por uma sociedade
comercial. Desta trataremos em outra oportunidade,
pois o que no interessa presentemente é o exame
de aspectos jurídicos relacionadas com a pessoa
natural do comerciante.
Antes de fazê-lo, porém, cumpre-nos observar
que o uso da palavra comerciante é relativamente
recente. O seu emprego generalizou-se após a
promulgação do Código Comercial francês de 1807.
Utilizava-se até então o vocábulo mercador.
Mas comerciante ou mercador, não importa, o
que o caracterizava era prática profissional de atos
de comércio. Em outros termos, qualquer que seja a
forma do exercício da atividade comercial - em
sociedade ou isoladamente - à sua caracterização é
indispensável a prática profissional de atos de
comércio.
Entretanto, para o comerciante individual, além
do exercício profissional de atos de comércio, que é
requisito comum a toda sorte de atividade mercantil,
uma outra exigência concorre para a sua
qualificação e sem a qual a prática desenvolvida
será irregular. Referimo-nos ao requisito da
capacidade - pressuposto do exercício do comércio
individual.
PRODUTOS E SERVIÇOS
FINANCEIROS
Depósitos a Vista e demais Produtos
Vinculados a Prestação de Se Bancários
Entende-se por produtos de serviços os,
relacionados à prestação de serviços aos clientes,
cuja remuneração ao banco é obtida através do
float (permanência de recursos transitórios dos
clientes no banco) ou pela cobrança de tarifa de
prestação de serviço.
14
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
DEP?SITO I VISTA
A captação de depósitos a vista, livremente
movimentáveis:
• é atividade típica e distintiva dos bancos
comerciais;
• configura os bancos comerciais como
entidades financeiras monetárias;
• é chamada de captação a custo zero
(dinheiro gratuito)
Existe entretanto um custo implícito na abertura
e movimentação da conta (custo operacional da
conta) para fazer frente a este custo, os bancos
podem estabelecer valores mínimos para a abertura
e manutenção de saldo médio.
A conta é o produto básico de relação entre o
cliente e o banco, através dela são movimentados
os recursos do cliente, utilizando:
• depósitos
• cheques
• ordens de pagamento;
• etc...
Cheques
• cheque é uma ordem de pagamento a vista
(considera-se não escrita qualquer menção em
contrário);
• deve ser a apresentado para pagamento no
prazo 30 dias da emissão (quando emitido no lugar
onde deve ser pago), caso contrário em 60 dias;
• o portador do cheque tem o prazo de 6
meses para promover a execução (ação de
cobrança judicial do cheque) contra seu emitente ou
avalista sob pena de prescrição (perder o direito a
esta ação judicial);
• o cheque pré-datado não é juridicamente
válido, mas na prática tem sido utilizado e, assim,
assume características de uma promissória;
Saques sobre valor
• valores depositados em cheque (que
somente entram para as reservas ao banco após
sua compensação) somente podem ser
movimentados, no mesmo dia, via cheque (ainda
assim caso sejam da mesma praça - cidade) pois do
contrário dão origem aos chamados "saques sobre
valor" onde o banco perde reservas pois estaria, na
verdade, emprestando um recurso antes de
realmente dispor dele;
• os cheques administrativos, visados ou
DOC de emissão do próprio correntista são
movimentados como se dinheiro fossem, embora
sempre compensados.
Cheques cruzados
• os cheques cruzados não podem ser
descontados, apenas depositados.
Recusa de pagamentos de cheques
• os bancos podem recusar o pagamento de
cheques nos seguintes casos:
• insuficiência de fundos (cheques sem
fundo),
• divergência ou insuficiência na assinatura
do emitente;
• irregularidade formal (erro no preen-
chimento);
• contra-ordem escrita do emitente (bloqueio);
• encerramento de contas.
Cheques nominativos x ao portador
• Após o plano Collor, todos os cheques são
obrigatoriamente nominativos, que para saque,
depósito ou pagamento
• os cheques acima de R$ 100,00 se não
forem nominativos serão devolvidos (sem que o
nome do emitente vá para o cadastro de emitentes
de cheques sem fundos).
DEP?SITOS A PRABO 'CDB %
RDB(
D%$2&ito a P*a1o % d%#ai& $*oduto& d%
Ca$ta-9o
A captação de recursos é uma das funções das
mesas de operações das instituições financeiras
desempenhada pela chamada mesa de captação".
As mesas de operações centralizam as
operações com o mercado, ou seja, operações que
envolvam a definição de taxa de juros e, por
conseguinte, o spread que é a diferença do custo do
dinheiro tomado captado) e o custo do dinheiro
vendido (na norma de empréstimo).
A função da mesa de captação é formar uma
taxa para captação através de CDB/RDB que seja
baixa o bastante para garantir o lucro nas
operações de empréstimo (dos recursos captados
através dos CDB/RDB) alta o bastante para ser
atrativa para os investidores.
CDB 'P*<+P2&(
CDB - Certificado de depósito bancário e o RDB
- Recibo de depósito bancário, são os mais antigos
títulos de captação de recursos utilizados pelos
bancos comerciais, bancos de investimentos e
bancos múltiplos com pelo menos uma dessas
carteiras.
15
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
O prazo mínimo é de 30 dias para títulos
prefixados, que embutem uma expectativa
inflacionária na taxa nominal, já que o ganho real
(nominal - inflação) somente será conhecido no dia
do resgate.
Para títulos pós fixados em TR, o prazo mínimo é
de 4 meses.
Desde que respeitados os prazos mínimos, o
CDB é transferível antes do vencimento por
endosso em preto (nominativo).
Não podem ser prorrogados, mas podem ser
renovados.
Para os CDB -pós, o. pró-trateamento da TR nas
operações cujo prazo não seja múltiplo de 30 dias
será sempre feito nos primeiros dias de vigência do
contrato até a data base.
CDB Ru*a
São títulos cuja captação é específica dos
bancos comerciais e múltiplos com carteira
comercial. Seus prazos são idênticos aos do CDB.
A diferença fundamental é que os recursos
captados por este títulos devem ser
obrigatoriamente utilizados para o financiamento da
comercialização de produtos agropecuários e/ou
máquinas e equipamentos agrícolas. a
comprovação desta utilização se dá através de
mapas enviados ao BC.
CDB ,o# ta6a Jutuant%
Nas aplicações com prazo mínimo de 30 dias,
existe a possibilidade, para o investidor, de
repactuar a cada 30 dias a taxa de remuneração do
CDB, dentro de critérios já estabelecidos no próprio
contrato.
RDB K R%,i:o d% D%$2&ito
Ban,)*io
Ìnvestimento que garante ao cliente o resgate do
valor aplicado, acrescido do rendimento obtido por
taxa de juro negociada, ao final do prazo
estabelecido, deduzidas as despesas de imposto de
renda. Este recibo é intransferível.
É um título de renda fixa com prazo
predeterminado, cuja rentabilidade é definida no ato
da negociação podendo ser pré-fixada ou pós-
fixada. É um título intransferível que se destina às
aplicações de pessoas físicas e jurídicas com conta
corrente no banco.
COBRANÇA E PADAMENTO DE
TÍTU;OS E CARNLS
A cobrança de títulos foi o produto mais
importante envolvido pelas instituições nos últimos
10 anos.
Servem para aumentar o relacionamento
instituição financeira x empresa, aumentam a
quantidade de recursos transitórios e permitem
maiores aplicações destes recursos em títulos
públicos.
A cobrança é feita através de bloquetes que
podem circular pela câmara de compensação
(câmara de integração regional) o que permite que
os bancos cobrem títulos de clientes em qualquer
praça (desde que pagos até o vencimento - após o
vencimento, o pagamento somente poderá ser feito
na agencia emissora do bloquete).
Os valores resultantes da operação de cobrança
são automaticamente creditados na conta corrente
da empresa cliente no prazo estipulado entre o
banco e o cliente.
Vantagens da cobrança de títulos:
• Para o Banco:
1. aumento dos depósitos à vista, pelos créditos
das liquidações
2. aumento das receitas pela cobrança de tarifas
sobre serviços
3. consolidação do relacionamento com o cliente
4. inexistência do risco de crédito.
• Para o Cliente:
1. capilaridade da rede bancária
2. crédito imediato dos títulos cobrados
3. consolidação do relacionamento com o banco
4. garantia do processo de cobrança (quando
necessário o protesto)
Processo de cobrança bancária:
1. Os títulos a serem cobrados (ou mo-
dernamente apenas seus dados, via computador)
são passados ao banco;
2. o banco emite os bloquetes aos sacados
(aquele que deverá pagar o valor do bloquete);
3. o sacado paga;
4. o banco credita o valor na conta do cliente
(cedente).
Diferentes tipos de cobrança (criados devido a
concorrência):
• cobrança imediata: sem registro de títulos;
• cobrança seriada: para pagamento de
parcelas
• cobrança de consórcios: para pagamento de
consórcios;
16
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
• cobrança de cheques pré-datados: cobrança
remunerada: remuneração dos valores cobrados;
• cobrança indexada: em qualquer índice ou
moeda;
• cobrança casada: cedente sensibiliza
sacado e vice-versa;
• cobrança programada: garantia do fluxo de
caixa do cedente;
• cobrança antecipada: eliminação de tributos
de vendas a prazo;
• cobrança caucionada: cobrança das
garantias de contratos de empréstimos
• cobrança de títulos descontados: desconto
de títulos.
OBS.: nota fiscal x fatura x duplicata
• nota fiscal é um documento fiscal,
comprovante obrigatório da saída de mercadoria de
um estabelecimento comercial ou industrial;
• fatura é uma relação de notas fiscais que
correspondem a uma venda a prazo;
• duplicata é um título de crédito formal e
nominativo emitido pelo vendedor com a mesma
data, valor global e vencimento da fatura que lhe
deu origem e representa um direito de crédito do
sacador (vendedor) contra o sacado (comprador). A
propriedade da duplicata pode ser tranSTerida por
endosso.
PADAMENTOS DE TÍTU;OS E
CARNLS
Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo
tratamento de seus títulos a receber (cobrança).
O cliente informa ao banco, via computador, os
dados sobre seus fornecedores, com datas e
valores a serem pagos e, se for o caso, entrega de
comprovantes necessários ao pagamento.
De posse desses dados, o banco organiza e
executa todo o fluxo de pagamento do cliente, via
débito em conta DOC ou ordem de pagamento,
informando ao cliente todos os passos executados.
O documento de crédito (DOC) é utilizado para
pagamentos ou depósitos entre bancos, mesmo
estando em praças diferentes.
A ordem de pagamento OP é utilizada para
pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco,
para agencias em praças diferentes.
TRANSFERLNCIA AUTOMÁTICA
DE FUNDOS
Este serviço é prestado a clientes que, por
diversas razoes, necessitam manter diferentes
contas correntes em diferentes agências de um
banco.
• cliente determina o nível de saldo que
deseja manter em cada uma dessas contas
correntes;
• banco, ao final de cada dia, transfere saldo
de uma conta para outra de modo a manter os
níveis desejados em cada uma delas.
ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS
E TARIFAS PHB;ICAS
São serviços prestados à instituições públicas,
através de acordos e convênios específicos, que
estabelecem as condições de arrecadações e
repasses desses tributos/tarifas.
OBS.: os bancos, quando desempenham este
papel, estão substituindo as antigas coletorias de
impostos que tradicionalmente faziam a cobrança e
recebimento dos mesmos.
Ultimamente esta tarefa também tem sido
atribuída a agências de correio.
Por outro lado, os bancos podem também ficar
incumbidos de pagar ao público, como por exemplo
• restituição do Ìmposto de Renda;
• PÌS
• FGTS
• ETC...
A circular do BC 1.850/90 estabeleceu que os
tributos arrecadados terão o mesmo tratamento dos
depósitos a vista para efeitos do depósito
compulsório (não geram float). As tarifas ficam de
fora e, portanto, continuam gerando float bancário.
INTERNET BANMIND
'HOME+OFFICE BANMINDA
REMOTE BANMIND K BANCO
VIRTUA;(
A evolução das tecnologias de informática e
telecomunicações permitiu a troca eletrônica de
informações entre banco e cliente, criando a
possibilidade de novos produtos de serviços como,
por exemplo,
• Home banking
• EDÌ.
17
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
HOME BANMIND
Conceito
• ligação entre o computador (ou fax) do
cliente e o computador do banco
características
• a ligação é feita através da linha telefônica
podendo ser pública ou privada e utilizando os mais
diferentes meios como:
• cabo;
• fibra ótica;
• satélite.
• os computadores do banco e cliente não
necessitam ser os mesmos, deve haver, porém
compatibilidade entre eles
• é necessária uma segurança na conexão e
na transmissão dos dados, o que é possível devido
à utilização de:
• senha para que o computador do banco
possa reconhecer quem e o cliente que esta se
comunicando com ele.
• criptografia (codificação) dos dados que
estiverem trafegando na linha telefônica, impedindo
que os mesmo sejam interceptados por terceiros.
Serviços prestados através do homebanking
• Consulta de saldos em conta corrente e
caderneta de poupança;
• consulta de movimentações em conta
corrente;
• consultas de saldo e movimentação de
cobrança, contas a pagar,
• consultas sobre posição de aplicações e
resgate de fundos;
• cotações de moedas, índices e bolsa de
valores"
• solicitação de alterações dos seus títulos em
cobrança;
• solicitação de talões de cheques;
• movimentação de conta;
considerando o home banking a troca eletrônica
de informações entre o banco e o cliente podemos
classificar as duas pontas da comunicação, bem
como o seu meio, da seguinte forma:
• Base de difusão de informação pelo banco
• central de atendimento
• unidade de resposta audível (talker)
• talker com fax
• telex
• micro
• mainframe (servidor de redes de
computador)
• Canal utilizado para envio da informação:
• modem (modelador / demodulador)
-aparelho que transforma as informações do formato
gerado pelo computador. para o formato aceito pela
linha de comunicação e vice-versa.
• linha telefônica (todas com a mesma função
- transferência de informações - diferindo na
velocidade, qualidade e quantidade de informação
transferida)
• discada
• dedicada
• transdata da embratel
• Renpac
• FM (receptor especial)
• Veículo do cliente
• telefone
• fax
• telex
• monitor de videotexto
• microcomputador
• terminal ponto de venda
• pager
REMOTE BANMIND
O conceito de remote banking. é o de
atendimento ao cliente fora das agencias.
O atendimento dentro de agências, além de ser,
em muitas situações, um incômodo ara os clientes
(trânsito e filas), é um fator e despesas para os
bancos (investimentos em instalações). Portanto o
remote banking foi uma solução encontrada pelos
bancos.
Serviços oferecidos
• Saques em dinheiro
• pontos de atendimento externo tipo rede
banco 24 horas
• pontos de atendimento interno tipo balcão
eletrônico
• pontos de atendimento externo em postos
de gasolina e redes de lojas
• Depósitos fora do caixa dos bancos
• depósitos nas redes tipo banco 24 horas
• depósitos expressos em caixas coletoras
• depósitos em cheque pego em casa de
clientes
• Entrega em domicílio de talões de cheque
• em mãos
• via correio
• Pagamento de contas fora do caixa dos
bancos
• terminais de auto-pagamento
• coletas de contas em casa para posterior
pagamento e devolução de recibo pelo correio
• envio das contas a pagar através dos
correios
18
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
• Débito automático em conta corrente de
concessionárias de serviços públicos e outras
empresas
• Troca de informações constante com os
bancos via home banking para obter extrato, aplicar
e etc...
• Remessa de numerário ao cliente.
O DINHEIRO DE P;ÁSTICO
Trata-se de uma série de alternativas ao papel
moeda que tem como objetivo facilitar o dia a dia
das pessoas e, por outro lado, representam um
incentivo ao consumo.
FUNDOS MHTUOS DE
INVESTIMENTO
Fundo M=tuo d% Inv%&ti#%nto
%# D%:7ntu*%& % Nota&
P*o#i&&2*ia& 'Co##%*,ia Pa$%*&(
Semelhante aos fundos de renda fixa.
A diferença essencial é que:
• os fundos de renda fixa carregam títulos de
emissão de instituições financeiras;
• os Fundos Mútuos de Ìnvestimento em
Debêntures e Notas Promissórias carregam títulos
de emissão de empresas.
Permitem que pequenos e médios investidores
tenham, indiretamente, acesso às Debêntures (hoje
inacessíveis pelos seus altos valores de face).
Fundo M=tuo d% Inv%&ti#%nto
%# a-.%& 'FMIA(
É um fundo destinado a investidores atraídos
pelo mercado de ações que não tenham tempo ou
conhecimento para investir.
Formado por cotas com variação diária de valor.
Aplicações e restantes feitos por telefone (Com
créditos e débitos automáticos na conta corrente).
Resgate - conversão das cotas é feita no dia
seguinte.
Carteira de aplicações:
• 51% em ações de companhias abertas;
• outros valores mobiliários emitidos por
companhias abertas;
• cotas de FÌF e títulos de renda fixa;
Pode manter posições em mercados org-
anizados de liquidação futura - máximo 9% do PL.
O resgate pode ser efetuado a qualquer tempo,
embora os estatutos prevejam a possibilidade de
carência.
Ìnstituições não financeiras podem administrar
estes fundos.
Fundo M=tuo d% Inv%&ti#%nto
%# a-.%& K ,a*t%i*a iv*% 'FMIAKC;(
É um fundo de ações que tem a alternativa de
concentrar suas aplicações em operações de maior
risco e, portanto, com a possibilidade de alcançar
maiores ganhos ou perdas.
Sua composição consiste, no mínimo, de 51% de
suas aplicações em:
• ações, bônus de subscrição e debêntures
conversíveis em ações das companhias abertas
• de depósito de ações, negociáveis no pais,
de empresas do Mercosul;
• posições em mercados organizados de
liquidação futura, envolvendo contratos
referenciados em ações ou índices de ações desde
que não caracterize operações de hedge ou
rendimentos pré-fixados;
O saldo de recursos (até 49%) poderá ser
aplicado em
• outros valores mobiliários de emissão de
companhias abertas, adquiridos em bolsas de
valores, mercados de balcão organizados, ou
durante o período de distribuição pública;
• cotas de FÌF e títulos de renda fixa;
• cotas de FMÌA e FMÌA-CL.
Fundo d% Inv%&ti#%nto %# CoK
ta& d% Fundo M=tuo d%
Inv%&ti#%nto %# a-.%&
Fundos cuja carteira é composta de aplicações
em cotas de FMÌA, FMÌA-CÌL no limite mínimo de
95%. Os saldos dos recursos podem ser aplicados
em cotas de FÌF ou títulos de renda fixa.
As demais características são idênticas às dos
FMÌA / FMÌA-CL.
Estes fundos foram uma alternativa para
pequenas instituições que não possuem uma
infra-estrutura para adequada análise do mercado
de ações.
HOT MONEN
19
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
É o empréstimo de curtíssimo prazo
normalmente de 1 dia e no máximo de 10 dias.
É comum criar-se um contrato fixo de hot money
para cada cliente, com todas as regras e permitindo
que cada liberação de recursos seja feita por fax,
telefone ou telex eliminando fluxo de papéis.
A formação da taxa do Hot Money é baseada na
taxa do CDÌ do dia da operação mais o PÌS mais um
spread.
Exemplo:
• Taxa do CDÌ = 17%;
• taxa do Hot = 119%;
• margem da operação = 2%
• PÌS = O,75% sobre 19% = O,1425%
• Receita bruta do banco = margem da
operação = 2%
• Receita líquida do banco = receita bruta -
PÌS = 2% - O,1425 = 1,8575%
CONTAS DARANTIDAS +
CHE@UES ESPECIAIS
É um tipo de empréstimo em que são utilizadas
em conjunto duas contas:
• a conta corrente de livre movimentação
• a conta garantida
A conta garantida é uma conta de crédito com
um valor limite, Normalmente é movimentada pelo
cliente através de seus cheques, desde que não
haja saldo disponíveis em sua conta corrente de
movimentação. A medida que entram recursos na
conta corrente do cliente, eles são usados para
cobrir o saldo devedor da conta garantida.
Para o cliente garante uma fluidez de recursos.
Para o Banco é um poderoso recursos
mercadológico.
Para as reservas do banco pode ser um
problema pois implica. em manutenção de reservas
e livre movimentação em stand by e, portanto, sem
aplicação.
CR>DITO ROTATIVO 'CABCR(
São linhas de crédito abertas com determinado
limite que as empresas utilizam a medida de suas
necessidades. Os encargos são cobrados de acordo
com sua utilização, na mesma forma das contas ga-
rantidas
DESCONTOS DE TÍTU;OS
'NOTAS PROMISS?RIAS +
DUP;ICATAS(
É o adiantamento de recursos aos clientes, feito
pelo banco, sobre valores referenciados em
duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de
forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente.
Normalmente, o desconto de duplicatas é feito
sobre títulos com prazo máximo de 60 dias e prazo
médio de 30 dias.
A operação de desconto dá direito de regresso,
ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago
pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade
do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora
pelo atraso.
FINANCIAMENTO DE CAPITA;
DE DIRO
São as operações tradicionais de empréstimos
vinculadas a um contrato específico que estabeleça
prazo, taxas, valores e garantias necessárias e que
atendam as necessidades do capital de giro das
empresas.
Os empréstimos normalmente são garantidos por
duplicatas numa relação de 120 a 150% do principal
emprestado.
;EASIND 'TIPOSA
FUNCIONAMENTOA BENS(
A& t*an&a-.%& d% O%a&in3O &% d%&%nvov%*a#
em #uito& $a8&%& do #undo ocidental e têm a sua
origem técnica no sistema financeiro
norte-americano.
O sistema "leasing" não é ainda muito bem
divulgado em muitos países do Terceiro Mundo por
falta de iniciativa da Comunidade Financeira, ou por
falta de legislação em muitos desses países.
No Brasil, a sistemática de "leasing" interno foi
bastante explorada e muitos bancos possuem
departamentos específicos para tais operações. O
Banco BCN do Grupo Conde, opera plenamente
com operações de "leasing", desenvolvidas pelo
economista Dr. Mario Squassoni Filho para este
banco.
Um modo viável para introduzir e promover este
sistema financeiro no Terceiro Mundo seria a
formação Oe "joint ventures" entre instituições
financeiras internacionais e bancos governamentais
do Terceiro Mundo, ou até operações entre bancos
centrais e o World Bank" de Washington.
Na Colômbia, existe um "joint venture" entre o
"World Bank" e o "Banco de Lã Nación de
20
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Colômbia" para oferecer operações de "leasing" à
importação de equipamentos industriais pesados.
Na China Comunista, recentemente, foi formado
um "joint venture" entre bancos alemães, japoneses
e o "China Bank" para oferecer estas operações de
Ìeasing' internacional.
Conceitos
A PA;AVRA O;EASINDO" A matéria de que
vamos tratar é conhecida simplesmente como
Ìeasing" e, por ser aceita em todos os países sob
esta denominação, usá-la-emos sem aspas.
Leasing vem do verbo "to lease" (arrendar) e
pode significar o processo de arrendamento
(operação de leasing), ou ter o sentido substantivo
de arrendamento enquanto tal (contrato de leasing).
O legislador brasileiro preferiu deixar de lado o
termo inglês e empregou, em seu lugar,
"arrendamento mercantil", devido, sem dúvida, às
peculiaridades do instituto no direito pátrio.
Outras legislações, também, preferem usar
expressões típicas. Assim, a França apelidou o
leasing de "prêt-bail" e de "crédit-bail" e a Bélgica
empregou a expressão "location-financement". Os
italianos chamam o leasing de Ìocazione finan-
ziaria", "prestito locativo" e "finanziamento di
locazione". Na Alemanha, os autores usam o termo
inglês e, raramente, o correspondente "Miet".
Nos Estados Unidos, duas são as palavras
empregadas na operação de locação de bens:
"renting", ou seja, qualquer operação de aluguei de
coisas Teito pelo proprietário das mesmas e
Ìeasing", ou seja, o aluguei feito por quem não é o
fabricante, mas que financia, para o locatário, a utili-
zação da coisa, sendo que as contraprestações
pagas a título de aluguei poderão reverter, ao final
do contrato, em prestações de um contrato de
compra e venda, caso o locatário queira tornar-se
proprietário da coisa.
COÌLLOT critica o termo "crédit-bail"
(crédito-arrendamento) e propõe que seja
substituído por "equipement-bail"
(equipamento-arrendamento).
Afirma COÌLLOT: "Em primeiro lugar ex-
pliquemos as palavras empregadas:
a) a palavra "arrendamento"
Pelas razões precedentes, deixamos margem à
promessa unilateral de venda. Com efeito, para
definir as relações da empresa de leasing e o
arrendatário-usuario com terceiros diversos do fabri-
,ant%A o t%*#o a**%nda#%nto < o #ai& ,onK
veniente ' Explica perfeitamente as intenções das
partes que se negam a toda transferência de
propriedade com suas conseqüências prejudiciais
em caso de falência. As obrigações de manutenção,
de bom uso, de assegurar, de pagar aluguéis, de
rescisão em caso de falta de pagamento ou de
inobservância de qualquer das cláusulas do
contrato, estão na essência mesma do aluguel, que
permite o desfrute e o uso pleno e total do material.
As facetas contábil e fiscal, na origem do contrato
de leasing, são respeitadas igualmente. Ìnclusive,
acrescentamos que a supressão da promessa
unilateral de venda, em comparação com os altos
aluguéis cobrados, consolidaria a posição da em-
presa de leasing em caso de falência, quando,
então, a jurisprudência poderia assimilar o leasing à
venda a prazo.
b) O termo "equipamento":
Este termo nos foi sugerido pelas sociedades
francesas de leasing, que utilizam com mais
freqüência os termos "aluguel" e "equipamento' sem
nenhum respaldo. O termo equipamento significa,
por um lado, o domínio de atividade do contrato que
está especialmente reservado para o equipamento
industrial, comercial e profissional. Assinala,
ademais, o aspecto financeiro da inversão: a
operação de crédito a médio prazo. Citemos, ainda,
uma instituição bastante nova que apresenta
algumas analogias com a nossa: a tomada de pro-
priedade e dos bens de equipamento (cf. as placas
de propriedade). Ìgualmente somos tentados a
adotar o termo equipamento, por uma segunda
razão. Queremos falar da estreita colaboração entre
a sociedade de leasing e o fabricante. Aqui há por
parte da sociedade de leasing e do usuário, atuando
conjuntamente, um ato econômico de equipamento."
A respeito do termo "crédit-bail", CALAÌS-AULOY
professor na Faculdade de Direito de Montpellier,
em conferência pronunciada em 1970, nas
"journées d'étude" por aquela Faculdade, afirmou:
Portanto, o nome "leasing" não quer dizer grande
coisa. Seu equivalente francês mais exato seria sem
dúvida a palavra "bail". O legislador francês
escolheu uma expressão que denota melhor a
complexidade da operação: entre nós o leasing
tornou-se o "crédit-bail", e, é sob esta denominação
que nós o empregamos constantemente.
Por que "crédit-bail"? Porque tal contrato, como
muitos outros, é uma técnica jurídica ao serviço de
uma necessidade econômica, técnica e jurídica que
se apresenta no arrendamento, necessidade eco-
nômica que é uma necessidade de crédito, e mais
precisamente uma necessidade de ,*<dito a on3o
ou médio $*a1oA $o*5u% o ,*<ditoKa**%nda#%nto
irá permitir às empresas obter bens de produção
graças a um financiamento exterior. A operação
relaciona, pois, três tipos de pessoas:
- aquela que fornece o bem e que nós
chamamos de "vendedor"-,
21
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
- aquela que fornece o numerário e que nós
chamamos de "credor";
- aquela que obtém a coisa sem que tenha de
fornecer numerário, e que nós chamamos de
"usuário".
Por conseqüência, em direito, o "crédit-bail" é a
operação pela qual um estabelecimento credor,
após ter comprado um bem, o loca a uma empresa
usuária, que, no fim do arrendamento poderá
adquirir a propriedade do bem. à pagamento dos
aluguéis ' e depois o do preço eventual residual,
permite ao credor recuperar os fundos que
despendeu."
DEFINIÇEES DE ;EASIND" Muitas são as
definições encontradas nos, tratados e nas
legislações dos vários países. A lei brasileira o
definiu do seguinte modo. Considera-se
arrendamento mercantil a operação realizada entre
pessoas jurídicas, que tenha por objeto o
arrendamento de bens adquiridos a terceiros pela
arrendadora, para fins de uso próprio da
arrendatária e que atendam às especificações
desta."
JOSÉ W. N. QUEÌROZ, que estudou a matéria
em profundidade, assim se expressa:
"Conseqüentemente, poder-se-ia definir o %a&in3A
em sentido lato, como um, acordo mediante o qual
uma empresa, necessitando utilizar determinado
equipamento, veículo ou imóvel (terreno ou edifi-
cação), ao, invés de comprar, consegue que uma
empresa, chamada de %a&in3 'o,ado*a(A
adquira-o e loque-o à empresa interessada, por
prazo determinado, findo o qual poderá a locatária
optar entre a devolução do objeto do contrato, a
renovação da locação ou a sua aquisição por
compra e venda, pelo valor residual avençado no
instrumento contratual."
SERGE ROLÌN alinha outras definições, que
passamos a transcrever:
- "O leasing é uma operação de financiamento a
médio e longo prazo, praticada por uma sociedade
financeira, e que tem como suporte jurídico um
contrato de aluguei de coisas;
- "O leasing e uma operação financeira efetuada
por sociedades especializadas, que, a pedido de
seus clientes, compram bens de equipamento e os
colocam à disposição das firmas requerentes em
forma e arrendamento ligado a condições espe-
ciais".
O próprio SERGE ROLÌN definiu o leasing, nos
seguintes termos: "Para nós, o leasing é um
financiamento destinado a oferecer aos industriais e
aos comerciantes um meio flexível e novo de dispor
de um bem de equipamento, alugando-o em vez de
compra-lo Esta operação é realizada por
sociedades especializadas que compram o material,
seguindo as especificações do futuro usuário,
alugando-o durante. o prazo convencionado e
mediante a percepção de contra prestações fixadas
em contrato e que deve reservar ao arrendatário
uma opção de compra do bem ao término do
período inicial."
RÌCHARD VANCÌL oferece a seguinte definição:
"Trata-se de um contrato pelo qual o arrendatário
aceita efetuar uma série de pagamentos ao
arrendador, pagamentos que, no todo, excedem o
prego de compra do bem adquirido. De um modo
geral os pagamentos são escalonados em período
equivalente à maior parte da vida útil do bem.
Durante esse período, chamado período inicial do
aluguel, o contrato e irrevogável pelas partes, e o
arrendatário está obrigado a continuar pagando os
aluguéis."
Na França, como dissemos, o leasing é chamado
de "crédit-bail" e a definição desse instituto
encontra-se na Lei 661455 (art. 10) nos seguintes
termos: "As operaçoes de crédito-arrendamento
("'crédit-bail") a que se refere a presente lei são
operações e locação de bens de equipamento,
material de trabalho ou de bens imóveis de uso
profissional, especialmente adquiridos com vistas a
essa locação por empresas que permanecem
proprietárias destes bens, quando essas operações,
qualquer que seja sua denominação, dão ao
locatário a, faculdade de obter total ou parcialmente
os bens locados, mediante um preço conven-
cionado, levando-se em conta, pelo menos em
parte, os pagamentos efetuados a título de aluguel"
A Bélgica, por sua vez, tratou da matéria
referente ao. Leasing em seu Decreto Real n. 55, de
10.11.67. a exposição de motivos ficou esclarecido
que: "As empresas especializadas adquirem bens
de equipamento segundo as especificações de seus
clientes %A *%&%*vandoK&% a $*o$*i%dad% do&
#%&#o&A d9oKno& %# a**%nda#%nto $o* u#
$%*8odo ,o**%&$ond%nt% à duração resumida da
utilização econômica os ens, mediante pagamento
de alugueres calculados de modo que se amortize o
valor dos bens, no período de utilização previsto no
contrato. De maneira acessoria, os contratos de
arrendamento concedem ao usuário uma opção de
compra dos bens arrendados, opção que o usuário
poderá exercer ao final do arrendamento, mediante
o pagamento de uma quantia que é comparada ao
valor residual estimado dos bens."
Na Espanha, o projeto de regulamentação do
leasing fixou o entendimento que devem ser
incluídas neste instituto as operações de
arrendamento de bens de equipamento,
entendendo-se como bens de equipamento os
destinados às atividades próprias de uma empresa.
Ao analisarmos o art. 10 da Lei n. 6.099/74,
voltaremos ao assunto, especificamente no tocante
ao conceito que o instituto recebeu em nossa
22
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
legislação. No momento, o cotejo com as definições
oferecidas pela Doutrina e pela Legislação servirão
para dar ao leitor um conceito aproximativo do que
seja leasing.
ipos
RENTÌNG E LEASÌNG. A cessão do uso poderá
ser compensada por um simples aluguel, ou
operar-se através de uma atividade financeira. No
primeiro caso, há locação no sentido tradicional, ou,
de acordo com a expressão americana, o "renting",
no segundo, ter-se-á o arrendamento uni-
versalmente apelidado de "leasing". Estas são as
duas formas básicas que a locação assume e que
serão analisadas a seguir.
O "RENTÌNG" E O "OPERACÌONAL LEASÌNG".
A locação pura e simples de bens foi a primitiva
forma, visto que o leasing, por envolver
financiamento, exige certa sofisticação. O "renting"
apareceu sob a espécie de aluguei de aparelhos ou
máquinas por parte dos fabricantes ou produtores.
Consiste esse instituto no arrendamento de
bens, a curto prazo de tempo, no qual não é
prevista a possibilidade de o arrendatário adquirir o
= ao final do contrato, embora isto possa acontecer.
O locador fica obrigado a arcar com certos ônus da
locação, tais como a manutenção e a assistência
técnica.
Alguns autores fazem distinção entre renting" e
"operational leasing". O primeiro, seria considerado
como o arrendamento de bens móveis, pelo
fabricante, por curto espaço de tempo, enquanto, o
segundo envolveria, também, a idéia de in-
vestimento do locador, embora visando um certo fim
ou um determinado serviço.
Na prática, porém, o tratamento fiscal é o
mesmo, tanto para o "renting", quanto para o
"operational leasing". Além do mais, possuindo o
Brasil tratamento uniforme para a locação de bens,
não haveria razão para nos determos em análises
de conceitos alienígenas.
O Código Comercial define a "locação mercantil"
seguinte modo: "A locação mercantil é o contrato
pelo qual uma clãs partes se obriga a dar à outra,
por determinado tempo e preço certo, o uso de
alguma coisa, ou do seu trabalho".
No anteprojeto do Código Civil a locação foi
prevista nos arts. 552 e seguintes, mas os seus
autores evitaram tratar especificamente do leasing.
Assim sendo, a locação continuará, ao que
parece, sujeita às regras gerais que vem regendo
esse tipo de operação, as quais poderiam ser assim
resumidas:
a) o locador fica obrigado a entregar a coisa
alugada e a mantê-la na posse do locatário durante
todo o tempo do contrato;
b) o locatrio, por sua vez, fica obrigado a
servir-se do uso da coisa na forma convencionada
em contrato e a pagar pontualmente o aluguel, bem
como a levar ao conhecimento do locador as
turbações de terceiros e a restituir a coisa, finda a
locação, no estado em que a recebeu, salvo as
deteriorações ocorridas pela ação da natureza e
pelo uso regular da coisa;
c) quanto ao contrato propriamente, dito, e feito
porque o locatário prefere usar coisa alheia, ao
invés de adquiri-la. Não é revista, portanto, a
compra do bem locado, nem há previsão de valor
residual, pois as prestações não contêm,
necessariamente, a faculdade de compra pelo
locatário, ao final do contrato. O prazo do contrato é,
em geral, de curta duração e sempre determinado.
A tendência da empresa que opera com o
"renting" é de se tornar especializada na locação de
determinados bens. E uma espécie de sociedade de
prestação de serviços, sendo que, ao invés de
executar a prestação, cede seus bens à locatária,
para que ela, com seus próprios meios, taça uso
deles. E o que acontece, por exemplo, com o
aluguei de carros e vagões.
A sociedade que opera com "renting" se vê
coartada pelos meios que fazem sua própria oferta,
sendo que, por isso mesmo, seu campo de ação e
menor que o de uma pessoa jurídica que opere com
leasing. Seus bens ficam, com o tempo, standarti-
zados, de acordo com o setor da economia que
deseja servir, embora tenha. possibilidade de
fornecer assistência técnica e manutenção,
diminuindo, assim, o custo da operação. Em razão
dessa técnica própria, o "renting" é usado, de
preferência, para Computadores eletrônicos,
máquinas xerográficas e automóveis.
Em conclusão, o renting oferece as seguintes
características
a) arrendamento, sem haver opção de compra;
b) contrato rescindível pelo arrendatário, sem
que o prazo determinado em contrato tenha a
mesma rigidez do contrato de leasing
c) manutenção e assistência técnica, em geral,
previstas como encargo do locador,
d) a operação poderá ser contratada diretamente
com o fabricante.
Na legislação do imposto de renda, o "renting" é
previsto no art. 71 da Lei n. 45.061/64 (RÌR, art.
174). possível a dedução de despesas com
aluguéis, quando necessárias para que a empresa
mantenha a posse, uso ou fruição do bem que
produz o rendimento e desde que o aluguei não
constitua aplicação de capital na aquisição do bem,
nem distribuição disfarçada de lucros.
23
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
;EASIND FINANCEIRO 'FINANCIA;
;EASIND(" RUOZÌ definiu o leasing financeiro como
sendo uma operação de financiamento a médio e
longo prazo, baseada num contrato de locação de
bens móveis ou imóveis. O financiamento é conse-
guido por um intermediário financeiro, que intervém
entre o estabelecimento produtor do bem objeto do
contrato e o estabelecimento que solicita uso do
mesmo, adquirindo do primeiro o bem mencionado
e cedendo-o em locação ao segundo, o qual se
compromete, de modo irrevogável, a cumprir para
com o intermediário financeiro com certas
exigências periódicas, através de uma quantia
global superior ao custo do bem, cuja propriedade,
no término do contrato, poderá ser transferida, a
título oneroso, do intermediário financeiro ao
estabelecimento locatário, pela iniciativa deste últi-
mo,
FOSSATIA analisando esta definição, enumera
os seguintes pontos característicos do leasing
financeiro:
- é operação típica de financiamento! o escopo
principal, no caso; é o de financiar o locatário, o
qual, na maioria das vezes, visa adquirir o bem
arrendado;
- é celebrado para duração a médio e longo
prazos. A duração efetiva de um contrato de leasing
financeiro é cautelosamente calculada em relação à
duração econômica do bem cedido em arrenda-
mento;
- o o:!%to do contrato está no arrendamento de
bens móveis e imóveis. Enquanto no leasing
operacional "renting" são objeto de locação apenas
bens standartizados, no leasing financeiro são
objeto de contrato bens diversificados, desde que
possam ter grande utilização para a arrendatária;
- no tocante ao íntermedirio financeiro, as
empresas que alugam seus bens não os fabricam
porque não são industriais. São, na verdade,
sociedades financeiras, constituídas com a
participação de institutos de crédito, de companhias
de seguros ou investidores organizados
- o contrato tem caráter irrevo"vel, A retratação
pelo arrendatário é permitida quando desembolsado
em favor do arrendador o valor das prestações a
pagar (com desconto geralmente muito pequeno) e
da multa contratual, se for o caso. Na opinião de
RUOZÌ, um contrato de leasing e um contrato "sui
generis", no qual coexistem as características de
contrato de mútuo, de locação e de compra e
venda, de locação e eventual compra e venda,
compra e venda entre estabelecimento produtor e
locatário, locação entre empresa locatária e
empresa locadora, eventual compra e venda, no
término do contrato, entre ambas;
# as contraprestaç$es são periódicas. Fixa-se
uma prestação determinada, mensal, semestral ou
anual, podendo, em alguns países, ficar acertado
que as contraprestações serão progressivas ou.
regressivas, tendo-se em conta a depreciação, os
juros do capital empatado, as despesas de
administração e os encargos que pesam sobre o
locador;
- a respeito das opç$es, ao final do contrato, são
apontadas as seguintes: (a) o arrendatário poderá
renovar o contrato, com nova fixação de contra
prestações periódicas, inferiores às do primeiro
contrato; (b) poderá, por outro lado, restituir o bem
arrendado, ou (c) tornar-se proprietário do bem
objeto do contrato, pagando, neste caso, uma soma
estipulada de antemão.
Em suma, o leasing financeiro é mais rentável
que o operacional, mas não oferece ao arrendatário
a assistência que o leasing operacional proporciona,
Além do mais o leasing financeiro exige do
arrendador maior cuidado no cálculo de sua
rentabilidade, já que os bens estão sujeitos ao
fenômeno da 'obsolescência".
A respeito do leasing financeiro RUOZÌ, afirma:
Quando a sociedade financeira de leasing não
concede ao locatário o complexo de serviços
colaterais examinados no parágrafo precedente, o
leasing praticado por e a perde as características
operativas e torna-se exclusivamente instrumento
de financiamento da "azienda" locatária. Por isto, tal
tipo de leasing é chamado de financeiro."
B. MÉRA, em conferência pronunciada em
30.09.65 (B. Méra é Diretor Geral da União
Francesa de Bancos e Presidente Diretor Geral da
"Cie. pour Ìa Location d'Equipements
Professioneis-CLEP), afirmava "Todos sabem que
se trata de uma fórmula na qual um industrial, ao
invés de adquirir um bem móvel de que necessita e
após ter conseguido saber quais as suas caracte-
rísticas e seu preço, junto ao vendedor, solicita a
uma sociedade financeira especializada que o
compre em seu lugar e o alugue por um período
convencionado, variável em cada caso, mas sempre
suficiente para permitir a amortização integral do in-
vestimento realizado pela sociedade financeira. No
final desse período, a empresa locatária pode
escolher entre restituir simplesmente o bem locado,
alugá-lo novamente para um período variável
mediante uma renda reduzida ou, enfim, adquiri-lo
por um preço menor."
ESP>CIES DE ;EASIND" A divisão exata das
várias espécies de leasing, ou a sua classificação
em "tipos", é tarefa difícil, uma vez que o instituto
está, ainda, em fase de formação e não recebeu
tratamento definitivo em nossa legislação.
Deixamos bem claro que já se pode achar uma
divisão fixada nos dois tipos básicos de. locação,
acima apontados, ou seja, leasing operacional e
leasing financeiro. Fora desses limites, os autores
fazem conjecturas e seria exaustivo enumerarmos
as espécies por eles apontadas. A título de
exemplo, transcrevemos um trecho do artigo escrito
pelo Prof. MAURO BRANDARLOPES no "O Estado
24
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
de São Paulo" (edi de 25.12.74), mas, como ele
mesmo 2;o não é uma divisão exaustiva. Assim,
esclarece ele:
"São três as espécies básicas do "leasing"-.
a) Na primeira espécie, o agente do 'leasing", o
"lessor" do direito americano (a seguir denominado
"arrendador", por conveniência de exposição),
compra do produtor ou intermediário determinada
coisa, sob especificações ou não do tomador do
"leasing" o "lessee" do direito americano (a seguir
denominado "arrendatário", por conveniência de
exposição) e dá a este em "locação", mediante um
"aluguel", pagável em parcelas, que na sua
integridade é igual aos custos totais relativos à
coisa, os quais terá de suportar durante todo o
prazo do contrato , sejam de que natureza forem,
acrescidos e seu lucro. A "locação" se liga uma
opção do arrendatário para compra da coisa, no
término do prazo, por preço residual
preestabelecido. O contrato não é denunciável pon
vontade unilateral de qualquer das partes. E esta a
forma básica e original do negócio, que se
denominou inicialmente de "financial leasing" ou "full
payout lease".
Desta espécie há uma segunda modalidade,
geralmente escolhida para coisa mais facilmente
colocável no mercado. Nesta segunda modalidade
da primeira espécie, modificam-se os termos do
contrato escrito, de modo que o arrendatário tenha a
faculdade unilateral de rescindi-lo a qualquer tempo,
sem que com isso se lhe tire necessariamente a
opção de compra. Permanece o elemento básico de
que o "aluguel", na sua integridade, ou até o
momento, seja ele qual for, à escolha do
arrendatário, em que é por este denunciado o
contrato, cobrirá sempre os custos totais do
arrendador, acrescidos de seu lucro, ou seja, a
opera ao conserva o seu caráter de "full payout
lease". A opção de compra, que pode ter o
arrendatário, será então, não por preço residual
predeterminado, mas pelo preço de mercado da
coisa rio momento em que for exercida a opção. E
esta a modalidade denominada de "operating
lease".
A primeira espécie do negócio tem ainda uma
terceira modalidade, na qual se tem o mesmo
contrato inicialmente descrito, e conhecido por
"financiar leasing", ou seja, uma "locação" mediante
"aluguel" correspondente aos custos totais do
arrendador, acrescidos de seu lucro (operação que
tem portanto o mesmo caráter de "full payout
lease"), e não cancelável unilateralmente, mas sem
opção de compra, ou com opção ao preço de
mercado no momento de seu exercício. Esta
terceira modalidade da éspécie básica não é mais
do que simples modificação de traços não
essenciais das duas outras.
b) Na segunda espécie de "leasing", o
arrendatário simplesmente assume a função. que
nas modalidades da primeira espécie tem o produtor
da coisa ou intermediário na sua venda; o
arrendatário vende coisa sua ao arrendador, para
em seguida dele torná-la em "locação", com as
mes#a& ,)u&ua& Junda#%ntai& do& ,ont*ato&
ant%*io*#%nt% d%&,*ito&A ou &%!aA #%diant% o
mesmo Oau3u%O ,o#$*%%n&ivo d% ,u&to& %
u,*o&A ou &%!aA dando ) o$%*a-9o o ,a*)t%* d%
OJu $aPout %a&% , inclusive também com a
possível opção de' compra por valor residual
predeterminado ou por valor de mercado no
momento de seu exercício. Esta espécie, que
também pode tomar a forma de contrato
denunciável pelo arrendatário a qualquer tempo,
como no "operating lease", é a forma denominada
de "Ìease back".
C) A terceira espécie de "leasing", conhecida por
"self leasing", apresenta duas modalidades. Na
primeira, sociedades de um mesmo grupo
econômico, ou seja, sociedades coligadas ou
interdependentes, assumem as posições do
arrendador, do arrendatário e do vendedor da coisa,
respectivamente, ou somente os dois primeiros.
Assim, uma delas, na qualidade de arrendador,
adquire a coisa de sociedade, que pode ou não
pertencer ao grupo, na qualidade de arrendatária. O
"leasing" tem aqui a mesma característica básica
das modalidades já descritas nas espécies an-
teriores, ou seja, o caráter de "payout lease". Não
importam as razões da operação, bastando que,
embora entre sociedades do mesmo grupo, o
contrato exiba o mesmo traço fundamental do
"leasing" entre pessoas economicamente estranhas
umas às outras..
Na segunda modalidade desta terceira espécie,
o fabricante ou produtor da coisa assume a posição
de arrendador, e dá diretamente ao arrendatário, em
"locação", a coisa que fabricou, mediante contrato
com a mesma característica básica dos demais
contratos descritos, ou seja, o "aluguel"
compreensivo de custos totais e lucro ("full payout
lease"), com a possível opção de compra e os
diversos mecanismos para o seu exercício.
Na descrição feita - (no número anterior) das
diversas espécies de "leasing", percebe-se
claramente qual é a sua característica essencial,
devidamente acentuada que foi em cada
modalidade é o caráter do "aluguel" pactuado. Este
"aluguel", na sua integridade, ou seja, no total de
suas parcelas, compreende' a totalidade dos custos
suportados pelo operador, acrescidos de seu lucro,
o que torna impossível considerar o contrato como
sendo de simples locação. Nesta, o uso da coisa é
dado ao locatário mediante equivalente
contraprestação, nisto consistindo a comutatividade
do contrato no "leasing", o "aluguel" não se pode
dizer equivalente ao valor de uso da coisa antes
25
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
está em flagrante desproporção com ele,
excedendo-o de muito, para alcançar e mesmo
ultrapassar o valor ela, o que tira inteiramente ao
contrato de locação o elemento de comutatividade.
Na verdade, o "aluguel" total pago pelo
arrendatário eqüivale a importância muito superior
ao valor da própria coisa, acrescida de todos os
custos acessórios e do lucro que tem o arrendador.
Analisada friamente a operação nas suas
implicações econômicas, o arrendador funciona
manifestamente como autêntico financiador, e o
arrendatário como financiado; a importância do
arrendamento, aplicada pelo arrendador na compra
da coisa, ou por esta representada, se já de sua
propriedade, é simplesmente paga parceladamente
sob a forma de "aluguel", com todos os custos
acessórios, e acrescida do lucro do financiador.
Admitida esta realidade econômica, e não parece
possível negar a evidência dos fatos, vê-se desde
logo que em todas as três aludidas espécies de
"leasing", nas suas diferentes modalidades, existe
real financiamento, com a típica conseqüência,
diretamente visada, a de permitir ao financiado, para
seu "capital de giro", o uso de quantias que de outra
forma permaneceriam imobilizadas. É este o fim de
todo o financiamento no campo industrial, a alter-
nativa seria dispêndio direto na aquisição da coisa
pelo interessado ou o uso de numerário próprio para
capital de giro.
Assim, nas três modalidades da primeira espécie
de "leasing", arrendador é que usando numerário
próprio ou financiado por outrem, desembolsa o
valor da coisa, na sua aquisição, ou a produz ele
mesmo, e o recobra do arrendatário, em parcelas
equivalentes no seu total ao valor de aquisição, ou
ao valor da coisa produzida, mais custos e mais
lucros.
No "lease back", o arrendatário obtém o seu
capital de giro mediante venda da coisa ao
arrendador, que lhe paga o seu valor, a em seguida
recuperá-lo na operação de leasing com todos os
seus custos e mais lucro. No "self leasing", é
verdade, o motivo da operação pode ser diferente, e
mesmo de caráter não econômico, mas o "leasing"
propriamente assume as mesmas características
econômicas."
Quisemos transcrever. estas linhas do Prof.
Mauro, não porque julguemos sua divisão perfeita,
pois o próprio autor assevera não ser exaustiva a
definição que apontou. Foi nossa intenção poupar
ao leitor a busca, em seus arquivos, do artigo citado
e, sobretudo ' por considerarmos. de grande valia as
idéias ai expressas por um professor adjunto da
Faculdade de Direito a USP, uma vez que aquela
casa é celeiro de grandes valores no mundo
jurídico. Já que estamos nas páginas iniciais de
nossa história do leasing, vale meditarmos sobre o
que disse o professor que, embora colocando-se em
aberta contradição, em muitos lugares do citado
artigo, com as normas expressas pela Lei 6.099/74,
pode colaborar no campo de ."lege referenda", para
uma elaboração mais acurada do aspecto comercial
do leasing.
FINANCIAMENTO DE CAPITA;
FIQO
Em termos da contabilidade de uma empresa, é
aquele representado por imóveis, máquinas e
equipamentos. É também chamado de ativo fixo. De
acordo com a concepção marxista, é a parte não
circulante do capital constante, isto é, a parte do
capital utilizada em máquinas, equipamentos,
instalações etc. Veja também Ativo; Capital
Constante.
CDC K CR>DITO DIRETO AO
CONSUMIDOR
É o financiamento concedido por uma Financeira
para aquisição de bens e serviços por seus clientes.
Sua maior utilização é na aquisição de veículos e
eletrodomésticos.
O bem adquirido serve de garantia da opera ao,
ficando a ela vinculado pela figura da alienação
fiduciária (a propriedade do bem adquirido fica com
a financeira até a quitação do empréstimo).
CADERNETAS DE POUPANÇA
Contas sobre cujos depósitos são creditados
mensalmente (lei de agosto de 1983) juros e
correção monetária, uma vez observada a condição
de que saques e depósitos sejam feitos em épocas
predeterminadas. O funcionamento das
Associações de Poupança e Empréstimo foi
decretado em 1966 com o objetivo de propiciar a
aquisição de casa própria a seus associados,
desenvolvendo o hábito da poupança. Sua atuação
efetiva data de junho de 1968, e, em 1974, os
depósitos em caderneta de poupança já
representavam 17,4% do total de depósitos feitos
em todo o país. A partir de 1980, medidas
econômicas adotadas pelo governo federal, como a
limitação das taxas de juros e a correção monetária,
provocaram uma redução temporária da poupança
privada interna, mas uma grande campanha de
recuperação do prestígio da poupança e a liberação
dessas taxas acarretaram o enorme crescimento da
poupança privada, que se verificou a partir de então.
Com a extinção do BNH, decretada pelo Plano Cru-
zado 2, em novembro de 1986, a caderneta de
poupança foi perdendo sua finalidade de
instrumento de financiamento da casa própria para
transformar-se em mecanismo de financiamento da
dívida pública. Mesmo assim, estimulados pelos
26
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
altos juros nominativos, nos períodos de alta
inflação de 1988 e 1989, os depósitos em caderneta
de poupança continuaram a crescer. Em fevereiro
de 1990, um mês antes da instituição do Plano
Collor, os depósitos em caderneta de poupança
chegaram a representar 25% dos ativos financeiros
do país. Com o desestímulo provocado pelo Plano
de Estabilização Financeira aplicada em março de,
1990, quando grande parte de seus valores foram
"bloqueados" pelo governo, os depósitos em
caderneta de poupança começaram naturalmente a
decrescer. Em maio do mesmo ano, eles
representavam apenas 20% dos ativos financeiros.
Enquanto isso, sua finalidade como instrumento do
mercado imobiliário para a construção de moradias
praticamente deixou de existir. A partir de julho de
1994, com o advento do Plano Real e a es-
tabilização de preços, a caderneta de poupança
voltou a ser uma opção de investimento financeiro,
apesar da "desilusão monetária" (confusão entre
taxas de juros reais e nominais), embora não
recuperasse sua função de instrumento para o
financiamento da construção de moradias.
CARTEES DE CR>DITO
É um indutor ao crescimento das vendas.
Possibilita ao cliente um financiamento e a
adequação de suas despesas a seu fluxo de caixa.
Funciona como um crédito automático e é a moeda
do futuro.
Tipos de cartões
• quanto ao usuário;
• pessoa física;
• empresarial;
• quanto à utilização;
• exclusivo no mercado brasileiro;
• de uso internacional.
TÍTU;OS DE CAPITA;IBAÇÃO
Conceitos e Caracter!sticas
São um investimento com características de um
jogo onde se pode recuperar parte do valor gasto na
aposta. Sem a ajuda da sorte, o rendimento será
inferior ao de um fundo ou de uma caderneta de
poupança.
O valor aplicado pelo investidor é dividido em
três partes, a saber
• para a poupança
• para o sorteio;
• para cobrir as despesas do fundo.
A liquidez é limitada, existindo carência para a
retirada das parcelas depositadas.
São regulamentados pela SUSEP
(Superintendência de Seguros Privados).
Características:
• Capital Nominal - valor a ser resgatado
corrigido e com juros;
• Sorteios;
• Prêmio;
• Prazo (não pode ser inferior a um ano);
• Provisão Rara sorteio -. parcela da
prestação que ira compor o premio;
• Carregamento - taxa de administração.
• Provisão matemática - parcela do in-
vestimento que vai compor a poupança do
investidor;
• carência para resgate (não pode ser
superior a 24 meses e se o prazo de pagamento for
inferior a 48 meses, a carência não pode ser
superior a 12 meses).
P;ANOS DE APOSENTADORIA
E PENSÃO PRIVADOS K P;ANOS
DE SEDUROS
Espécie de pecúlio ou poupança formada por um
conjunto de pequenos investidores e poupadores,
com o intuito de garantirem para si uma pensão
mensal, depois de um prazo determinado. Em geral,
os fundos de pensão (assim como pecúlios e outros
sistemas da previdência privada) são organizados
por empresas financeiras que fazem aplicações com
a soma do dinheiro dos pequenos poupadores.
Depois de um prazo (em geral, sempre superior a
dez anos), o indivíduo passa a receber seu dinheiro
de volta, acrescido de juros e correção, como uma
espécie de complementação de aposentadoria. A
Constituição de 1988 veda qualquer subvenção ou
auxilio do poder público às entidades de previdência
privada com fins lucrativos.
T>CNICAS DE VENDAS
O processo de vendas pode ser dividido em três
grandes fases, as quais veremos agora com
detalhe: pré-venda, a venda propriamente dita e o
pós-venda.
PREKVENDA
Na fase de $*<Kv%nda desenvolvem-se o
planejamento e a concretização de uma série de
27
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
atividades que irão auxiliar a seqüência do processo
da venda. A empresa deve primeiro identificar o que
o seu mercado quer para depois sair em busca de
cÌlientes. Não adianta nada produzir 100 mil
unidades do produto e adotar a postura de que o
mercado terá de comprar todas essas unidades.
Sem a pré-venda, os resultados de vendas da
empresa ficariam por obra do acaso.
A pré-venda inclui diversas etapas, dentre as
quais as principais são a prospecção do mercado, a
análise da potencialidade do cliente, o agendamento
de entrevistas e visitam elaboração de uma
proposta comercial, a realização de visitas e da
abordagem, o acompanhamento da proposta, a
emissão do pedido e a elaboração de relatórios
comerciais.
PROSPECTANDO O MERCADO
A $*o&$%,-9o do #%*,ado é a identificação da
clientela sobre a qual compensa mais dirigir os
esforços e recursos de vendas. Podem-se identificar
novos clientes de diversas formas: indicação dos
atuais clientes, aquisição de listagens e de
cadastros de clientes (maffing), visita porta-a-porta,
feiras, exposições, anúncios classificados,
entidades de classe. Além de procurar vender mais
para quem já vende, o vendedor tem de vender para
quem ele ainda não vende, encontrando e conquis-
tando novos e antigos clientes.
% proibido vender
A Lexus, marca de luxo da Toyota, destinou em
um determinado ano mais de 10 milhões de dólares
para serem gastas em festas com seus principais
clientes - certa de 25 mil, o que representava algo
em torno de 400 dólares por pessoa. Só, que com
um detalhe: para que os potenciais compradores
não se sentissem pressionados a fechar negócios,
no local, os vendedores não só foram proibidos de
abordar os convidados como também de participar
da festa. Já tendo patrocinado também shows como
um com o guitarrista Eric Clapton - e torneios de
golfe entre celebridades com direito a participações
de astros como o joga dor de basquete Michael
Jordan -,o único objetivo destas festas é trabalhar a
imagem da :empresa, construindo um futuro
relacionamento positivo.
Prospectar clientes é escolher com quem a
empresa pretende gastar "seu cartucho", para não
sair desperdiçando "balas" por aí. Como o custo
médio dos recursos envolvidos numa venda foi
estimado como sendo superior a 200 dólares 11, é
de se esperar que as empresas se concentrem em
quem tem maior probabilidade e melhores
condições de realmente adquirir o produto.
Antes de se iniciar todo o processo de
prospecção, é importante que se façam alguns
questionamentos para melhor definir o que de fato
se deseja e o que se está buscando em relação aos
novos clientes. Perguntas, como a do Quadro 8. 1,
podem ajudar a descobrir mais detalhes sobre o
cliente.
QUESTÕES QUE DEVEM SER FEÌTAS ANTES
DA PROSPECÇÃO DO MERCADO
• Quem são os clientes de, maior potencial?
• Quais são as suas necessidade?
• que o motiva a comprar?
• Como é o seu comportamento de compra?
• que de fato ele deseja?
• Qual e a melhor forma de abordá-lo?
• Existe algum concorrente atuando nele?
@uad*o 0"/ K Preparando-se para a prospecção
de mercado
A empresa deve saber quem é seu cliente,
atentando sempre para as mudanças no mercado.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a Merck ganhou
vantagem competitiva sobre seus concorrentes no
mercado farmacêutico ao perceber que a compra
dos remédios prescritos não estava mais sendo feita
pelos médicos, e, sim, pelos hospitais. Ela formou,
então, uma equipe de vendedores especializada no
atendimento aos hospitais, os quais nunca haviam
sido considerados como clientes antes.
Além disso, um cliente satisfeito, além de
provavelmente querer comprar novamente da
empresa, poderá indicar novos clientes e divulgar a
empresa. Um comentário sincero sobre um produto
ou uma recomendação espontânea de uma pessoa
ou empresa para outra valem mais do que muita
propaganda, além de, muitas vezes, trazerem o
cliente até a empresa e facilitarem o trabalho do
profissional de vendas.
Ao pedir indicações de potenciais clientes, o
profissional de vendas deve saber lidar com uma
certa relutância da pessoa por não querer que um
conhecido seu seja incomodado pelo vendedor.
Além disso, muitos preferem que seu nome não seja
citado como tendo dado a indicação.
Para se entrar em contato com o prospect, seja
via telemarketing, mala direta, ligação telefônica
com um convite para uma visita, almoço ou evento
deve-se obedecer a uma certa "etiqueta" na
prospecção de clientes, como mostrado no Quadro
8.2.
ETÌQUETA NA PROSPECÇÃO DE CLÌENTES
• Não aparecer "de surpresa" para uma
apresentação numa empresa, sem ter tido
nenhum contato anterior;
• Não fazer pressão para ser atendido devido
ao fato de conhecer algum diretor da
empresa ou alguém importante no mercado;
28
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
• Não relutar em dizer o propósito da ligação
ou visita; e
• Não ser insistente demais, persistindo em
conseguir uma visita quando o prospect já
demonstrou que não está interessado
@uad*o 0"R K Cuidados a serem tomados na
prospecção de mercado
ANA;ISANDO A POTENCIA;IDADE DO
C;IENTE
Após definir claramente o que se está buscando
e coletar uma série de informações sobre os
clientes, pode-se, então, iniciar o processo de
an)i&% da $ot%n,iaidad% do ,i%nt%A no qual,
conforme mostra o Quadro 8.3, procura-se do
cliente compreender e organizar os dados obtidos.
ADENDANDO ENTREVISTAS E VISITAS
O processo de a3%nda#%nto d% vi&ita& deve
ser cercado de alguns cuidados que podem facilitar
o trabalho de aprovação pelo qual o profissional de
vendas passa para ser atendido. Para isso, ele deve
considerar alguns fatores, como estabelecer quando
é o melhor momento para a abordagem do cliente,
definir o argumento da entrevista ou visita, levantar
possíveis objeções e preparar contra-argumentos
para, por fim, marcar a entrevista ou visita.
E;ABORANDO PROPOSTAS COMERCIAIS
Na %a:o*a-9o d% u#a $*o$o&ta ,o#%*,iaA o
vendedor deve ser claro e objetivo, para que o
cliente também possa se sentir da mesma forma. O
profissional de vendas não pode, de forma alguma,
gerar no cliente desconfiança ou a sensação de que
está tentando tirar vantagem da situação.
Propostas documentadas e que possuam dados
reais e informações estatísticas tendem a ser mais
confiáveis, transmitindo a sensação de que o
vendedor de fato analisou a situação e possui
conhecimento das reais' necessidades do cliente. O
Quadro 8.4 mostra alguns dos passos para a
elaboração de propostas comerciais.
REA;IBANDO VISITAS K A ABORDADEM
Todo o planejamento pode resultar em nada no
momento da visita. É muito importante que todos os
cuidados que foram tomados na elaboração da
proposta realização também sejam tomados na
*%ai1a-9o da vi&ita % da a:o*da3%#" A&&i#A
causar visita e uma boa impressão é fundamental -
devendo, por exemplo, ser pontual, vestir-se
abordagem adequadamente, ter uma conversa
29
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
introdutória, apresentar tanto você como a empresa
e o propósito da visita de forma clara e objetiva,
entregar o cartão de visita, criar um ambiente que
facilite a exposição da proposta, além de ouvir o
cliente. Ser honesto com o cliente e consigo mesmo
dá maior segurança e confiabilidade para a
apresentação.
ACOMPANHANDO A PROPOSTA
Ao apresentar uma proposta, deve-se estimular a
participação do cliente, avaliar o seu grau de
compreensão, verificar se há dúvidas e fazer uma
"leitura gestual" do cliente, reparando, por exemplo,
na sua postura física, expressão facial e movi-
mentação das mãos, pois, às vezes, o vendedor
pode não estar agradando e, dependendo do
momento, ainda dá tempo para mudar de tática.
Dois momentos costumam ser decisivos para a
concretização da venda no a,o#$anCa#%nto da
$*o$o&ta: o tratamento que se deve dar às
objeções e o momento oportuno de se efetuar o
fechamento da vendo.
Nem sempre os vendedores se preparam de
forma adequada para fazer uma proposta. É
possível que em algumas situações venham a ser
pegos de surpresa por alguma objeção que não
havia sido considerada. Deve-se tentar avaliar o que
de fato existe, por trás da objeção; pode ser que ela
própria já traga consigo a resposta que o cliente
espera ouvir do vendedor.
O momento do fechamento da venda é encarado
por alguns vendedores como sendo de extremo
sacrifício e desgaste. Pode ser exatamente o
contrário, se a negociação for conduzida com
clareza e envolvimento das partes. Se vendedor e
cliente puderem ouvir e falar e se as dúvidas forem
esclarecidas, o momento da venda será,
provavelmente, encarado com satisfação e
naturalidade por ambos.
Assim, alguns dados importantes para o
acompanhamento da proposta são: efetuar um
breve resumo do que foi exposto; enfatizar os ponto
mais importantes da proposta; levantar as objeções;
contra-argumentar as objeções; verificar se algum
ponto não ficou claro; propor o fechamento da
venda para, por fim, fechá-la.
RE;AÇEES COM C;IENTES
As empresas estão buscando a todo momento
estreitar o seu contato com o mercado. Na
Ìnglaterra, por exemplo, a rede de supermercados
Tesco tem uma cópia autorizada da chave do carro
de alguns de seus clientes para, depois de cumprir
a lista de compras pela Ìnternet, colocar as sacolas
diretamente no porta-malas dos veículos de seus
clientes, na garagem da empresa na qual trabalham
ou em qualquer outro lugar no qual o carro fique
estacionado.
Esta abordagem tem como grande objetivo
deixar o cliente próximo da empresa e
não-vulnerável às ações dos concorrentes. As
formas atuais utilizadas pelas empresas
demonstram uma preocupação constante em não
perder seus clientes fiéis e em oferecer fatos novos
a cada momento. É por meio da criação de uma
ampla gama de novidades que as empresas
buscam cativar o seu público, evitando, assim, uma
possível vulnerabilidade quanto às ações de seus
concorrentes diretos ou indiretos.
A proteção do seu nicho de consumidores faz
com que os custos operacionais das organizações
também se elevem a patamares que em muitas
ocasiões suplantam as margens preestabelecidas
pela cúpula da organização. Neste caso, o fator
financeiro acaba se tornando um limitador para a
aprovação de ações que visam a cativar o
consumidor. Existem casos em que planos de ações
de fidelização do consumidor superam os custos
incorridos, porém os projetos são levados adiante
para firmar uma imagem institucional mais sólida.
Assim, as metas esperadas pela organização
podem ser definidas como de longo prazo, o que
torna a ação possível de ser executada mesmo com
um quadro não favorável ou considerado deficitário
quando analisado isoladamente.
As organizações que possuem flexibilidade para
trabalhar com seu composto de produtos sabem
que a recuperação deste investimento ocorre no
conjunto da comercialização de todos os produtos
da linha, que eles podem estar envolvidos em uma
política mais ampla, conhecida também como
estratégia de guarda-chuva. Portanto, os custos de
implantação são absorvidos pelo conjunto total de
itens comercializados.
As constantes atitudes identificadas como de
relacionamento acabam sendo vistas pelo mercado
consumidor como vantagens que são oferecidas em
troca de uma maior concentração de compras. Esta
ação muitas vezes é considerada exclusivamente
de caráter promocional, porém o consumidor a
percebe como algo que se incorpora ao produto. Se
esta ação não for bem planejada e refletida, a
empresa poderá estar se complicando no médio
prazo, pois o mercado irá sentir a falta do
complemento incorporado anteriormente ao produto
na condição de ação promocional.
No mercado brasileiro, encontramos diversos
casos em que os planos de afinidade são
atualmente entendidos como parte integrante do
produto ou serviço que está sendo oferecido: planos
de afinidade de cartões de crédito (como o da
30
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
American Express Membership Rewards e do
Diners Club Rewards), os planos de acúmulo de
milhagem das companhias aéreas, a troca de 10
tíquetes de pizzas por uma gratuita, cartões de
relacionamento e duchas externas nos veículos
após abastecimento de combustível. O problema
com que atualmente algumas destas empresas
convivem é tentar separar as vantagens, que podem
ser temporárias, dos produtos. Portanto, é salutar
que exista uma proposta clara dos objetivos que se
buscam quando se adota um plano que envolva
relacionamento e fidelização dos consumidores.
P;ANE4AMENTO DE VENDAS
Vários são os meios de se planejar as vendas,
seu crescimento, tendências e mudanças
importantes. Conhecer os principais métodos de
previsão de vendas, suas vantagens e
desvantagens, possibilita diminuir a chance de uma
escolha errada. Aliados a um bom planejamento de
vendas e de marketing, permitem vislumbrar melhor
o caminho que a empresa estará seguindo nos
próximos períodos e preparar-se para eles.
 PREVIS"O DE VEND#S
 E#P#S E $%ODOS DE PREVIS"O
 $&todo não'cient!(ico
 $&todo cient!(ico
 OR)#$ENO DE VEND#S
 P*#NE+#$ENO D#S VEND#S
 RE*#,RIOS CO$ERCI#IS
 # ECNO*O-I# # .#VOR D#
#D$INISR#)"O DE VEND#S
PREVISÃO DE VENDAS
Antigamente, para estabelecer as metas de
vendas, as empresas consideravam o que tinham
vendido no período anterior e, perguntando aos
clientes quais seriam suas compras futuras,
estabeleciam as novas quantidades a serem
produzidas. Outras vezes, determinavam o novo
patamar utilizando a taxa de crescimento das
vendas do ano anterior.
Posteriormente a essa fase, que poderíamos
chamar de empírica, passaram a utilizar métodos
estatísticos, como ajustamentos lineares,
parabólicos e equações de múltiplas variáveis,
construídos a partir dos históricos de vendas.
No entanto, para que esse processo, conhecido
como extrapolação, desse certo, era preciso que as
condições ocorridas no período considerado como
base continuassem a se verificar, o que nem
sempre ocorre.
As empresas brasileiras passaram, então, a se
basear em dados de países mais desenvolvidos
para determinar como seria a demanda no futuro.
No entanto, além de só poder ser utilizado por
países que se encontram em defasagem em relação
aos outros, este método também era prejudicado
pelos hábitos culturais, que variam enormemente de
um país para outro, e pelos saltos tecnológicos, que
evitam a passagem de todas as etapas ocorridas no
país de origem.
A correlação, tanto simples como múltipla,
também foi largamente utilizada. O #<todo da
,o**%a-9o consiste em considerar duas variáveis
que estão interligadas de forma que, ao se alterar
uma delas, a outra variará numa proporção determi-
nada. Por exemplo, quando o poder aquisitivo da
população cai, o mercado de usados e de
manutenção - mecânicos, funileiros e pintores de
automóveis - aumenta, pois as pessoas deixam de
adquirir automóveis novos e passam a dar um maior
cuidado aos usados. O Quadro 4.1 traz alguns
exemplos de variáveis correlacionadas.
31
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Com a quebra da Bolsa de Valores de NovaYork
em 1929 e a crise do petróleo de /STUA todos os
países e empresas do mundo foram atingidos de
uma forma e intensidade que nenhum método de
previsão pôde antecipar As empresas perceberam,
então, que qualquer um dos métodos, por mais
preciso que fosse. Jamais poderia ter detectado
com exatidão os efeitos causados por essas crises.
Ficou claro que existem situações diferenciadas que
podem influenciar uma empresa e que podem não
ter acontecido no passado e, portanto, não podem
ser consideradas numa análise que tenha por base
o período anterior. É o que acontece também com a
estagflação, situação caracterizada pela paralisação
das atividades econômicas e da produção em
paralelo com a inflação ou, de outra maneira, a
coexistência da inflação com a estagnação
econômica.
Os estudiosos resolveram, então, buscar outras
maneiras que pudessem ser empregadas pelos
executivos para determinarem com uma certa
precisão como seria o mercado de amanhã.
Perceberam que, embora se fale muito em
turbulência, ela não ocorre repentinamente.
Notaram que, se o histórico econômico de um país
ou de um mercado fosse acompanhado
continuamente, por meio do estudo de uma série de
variáveis que o representem, poderia ser possível
detectar uma mudança com a antecedência
necessária para a empresa se preparar para enfren-
tar a situação anômala, seja ela uma oportunidade
ou ameaça mercadológica.
ETAPAS E M>TODOS DE PREVISÃO
Deve haver um grande entrelaçamento entre a
previsão e o orçamento de vendas para que o
controle operacional de uma atividade comercial
possa ser atingido em toda a sua plenitude
inicialmente programada. Para se elaborar uma
previsão de vendas formal são necessários os
passos mostrados no Quadro 4.2.
PREVÌSÃO DE VENDAS
• Determinar os objetivos para os quais serão
usadas as previsões
• Dividir os produtos a serem estudados em
grupos homogêneos.
• Determinar, com maior exatidão possível,
quais os fatores que influenciam as vendas
de cada produto, ou grupo de produtos, e
procurar estabelecer a importância relativa
de cada um deles.
• Escolher um método de previsão de vendas
mais adequado para cada caso.
• Reunir todas as informações disponíveis
• Analisar as informações.
• Verificar os resultados da análise e compará-
los entre si ou com outros fatores
disponíveis.
• Estabelecer premissas sobre os efeitos dos
fatores que não podem ser calculados
numericamente.
• Converter as deduções e as premissas em
previsões específicas para o mercado em
geral e para regiões particulares.
• Analisar o desempenho das vendas e rever
periodicamente as previsões.
@uad*o V"R K Etapas de uma previsão de vendas
Assim, o mecanismo de previsão de vendas é
sempre elaborado mediante as perspectivas de
ocorrências futuras. As expectativas destas
ocorrências são trabalhadas com base no momento
atualmente conhecido. Diante do quadro hoje
32
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
identificado pelas organizações, seus executivos e
coordenadores de equipes comerciais agregam as
possibilidades de certas ocorrências do
macroambiente, que são conhecidas pelo mercado -
como mudanças cambiais, eleições, surgimento de
novos mercados ou setores específicos de
consumo. A junção destes fatos conhecidos
(históricos e atuais) com as expectativas de
transformações futuras possibilitam ao profissional
responsável pela elaboração da previsão de vendas
idealizar um objetivo para ser contemplado,
compreendido e atingido pelo grupo comercial da
organização.
Sendo assim, a $*%vi&9o d% v%nda& é a
projeção numérica das expectativas da organização
retratada num determinado momento pelas opiniões
e análises de seus profissionais e do que poderá
ocorrer no futuro dentro do mercado-alvo de
atuação. O sucesso em se atingir esta previsão é
dependente de fatores externos à organização, ou
seja, é dependente da ação de pessoas que não
estão sob o controle da organização. Esse fator de
vulnerabilidade faz com que os executores da
previsão de vendas utilizem margens de segurança
e rotas de ajustes na elaboração do processo, a fim
de que esta maior flexibilidade possa garantir,
mesmo que as variáveis mudem, o objetivo global
da organização definido no início do processo de
previsão.
Existem alguns fatores que podem definir os
rumos de uma organização e, principalmente, o
volume de vendas de um determinado período. Na
previsão de vendas, deve-se avaliar quais são as
conseqüências positivas ou negativas de fatores
como crescimento do PÌ 13, inflação, demanda por
produtos complementares ou substitutos e entrada
de novos concorrentes. Estas análises
correspondem principalmente ao exame das
condições internas responsáveis pela rapidez de
respostas aos anseios do mercado e das condições
do setor de atividade da empresa (análise
microarribiental) e das condições gerais dos
negócios e da economia em geral (análise
macroambiental).
Para a análise microambiental é necessário
examinar criteriosamente as reais perspectivas que
existem no setor de atuação, ramo ou mercado e
que possam gerar possibilidades otimistas ou
pessimistas sobre a continuidade do negócio em si.
Ao analisar se ela, o mercado e os clientes
possuem condições favoráveis no momento, a
organização poderá se deparar com um quadro que
defina com maior segurança o rumo de seus
negócios.
Com relação à análise macroambiental, ao
observar as condições gerais dos negócios e da
economia em geral, ela traz a possibilidade de se
avaliar e controlar melhor os números que serão
afixados na previsão de vendas. Deve-se ter a preo-
cupação em avaliar sempre não só o negócio em
que se está envolvido, mas também as perspectivas
que envolvem setores direta ou indiretamente
relacionados, pois, assim, pode-se ter uma visão
mais ampla dos rumos globais e, conseqüente-
mente, maior segurança na elaboração da previsão
de vendas.
Existem vários métodos de previsão de vendas.
Alguns mais antigos, outros mais modernos, mas
todos com algumas vantagens e desvantagens,
como veremos a seguir. Alguns deles são baseados
em processos científicos apurados, refletindo a
preocupação das organizações em possuir
segurança para a previsão futura: são os métodos
científicos. No outro extremo, estão os métodos
pouco conceituados cientificamente, mas que são
usados em função dos recursos disponíveis: são os
métodos não-científicos.
MOTIVAÇÃO PARA VENDAS
Uma das tarefas mais difíceis do gestor da área
comercial, seja ele gerente ou supervisor de
vendas, é conseguir manter motivada a sua equipe
de trabalho. Motiva-9o pode ser definida como a
disposição de exercitar um nível persistente e
elevado de esforço na direção de metas
organizacionais, condicionada pela capacidade do
esforço de satisfazer certa necessidade individual.
Para qualquer área da organização, a motivação
da equipe é fundamental para o bom andamento do
trabalho, integração das pessoas, execução das
tarefas, produtividade e até mesmo para
manutenção do ambiente organizacional. Porém,
para os vendedores os aspectos motivacionais são
imprescindíveis para mantê-los atuantes no
mercado.
O profissional de vendas necessita ser
constantemente estimulado para poder manter ou
aumentar seu ritmo e rendimento no trabalho,
principalmente, pelo fato de seu dia-a-dia ser
altamente dinâmico e incerto pois, dentre os
contatos que ele realiza, grande parte não gera um
resultado positivo. Ìsso equivale a dizer que o
vendedor está exposto constantemente à frustração,
como, perder uma venda ou, até mesmo, o cliente
para a concorrência, de uma visita não poder mais
ser realizada, uma prospecção frustrada por não ter
sido recebido pelo comprador, uma negociação que
não chegou ao resultado esperado ou que corroeu a
sua comissão.
Assim, mais resumidamente, motivação pode ser
entendida como a energia que flui de dentro das
pessoas, direcionando a ação. E, como toda
33
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
energia, se não for constantemente alimentada,
acaba.
Cada indivíduo tem uma forma de perceber e de
reagir aos estímulos externos, que na verdade
servem como canais energizadores dos
componentes da motivação. Assim sendo, a única
maneira de motivar as pessoas é conhecer de fato
quais são estes estímulos e de que maneira eles
afetam cada uma das pessoas que compõem a
equipe de trabalho.
Algumas organizações ainda acreditam que as
pessoas, principalmente os vendedores, são
motivadas apenas pelo dinheiro que recebem. A
remuneração do vendedor é considerada como o
principal elemento motivacional e, portanto, quando
a equipe ou o vendedor estão desmotivados é
porque são mal-remunerados ou a comissão está
muito baixa.
Entretanto, o que se tem observado é que o
descontentamento com a organização ou a
desmotivação da equipe de vendas estão ligados a
fatores como falta de parâmetros para a promoção
dos vendedores; iniqüidade na forma de
remuneração entre os componentes da equipe e na
distribuição de responsabilidade e carga de
trabalho, resultantes, por exemplo da região de
atuação ou do porte dos clientes; protecionismo;
não-objetividade e falta de clareza na definição das
metas a serem atingidas e dos prêmios a serem
distribuídos; pouca preocupação com o profissional
com relação às suas necessidades e dificuldades; a
ausência de novos desafios; condições precárias de
trabalho; falta de reconhecimento pelo esforço ou
pelo resultado alcançado e, até mesmo falta de
confiança na gestão ou administração do supervisor
ou gerente de vendas.
Ìsso não significa que se essas questões não
estiverem resolvidas os vendedores estarão
eternamente insatisfeitos e, conseqüentemente,
desmotivados. Existe, porém, um mínimo que deve
ser realizado para manter a equipe coesa e
motivada.
Um dos principais aspectos que possibilitam a
motivação da equipe de vendas está ligado ao
próprio ambiente organizacional. É importante que
os vendedores saibam qual é a missão e quais os
desafios que a empresa deseja alcançar e o que é
valorizado como atitude e postura profissionais.
Além disso, deve ser deixado claro quais são as
políticas e os procedimentos adotados que darão
suporte à missão da organização. Não existe nada
mais temerário do que as pessoas não saberem por
onde estão caminhando ou de que maneira devem
se comportar em diferentes situações.
As informações da empresa devem ser
divulgadas de maneira clara e aberta, em todos os
níveis, evitando assim dúvidas ou boatos que
acabam permeando não só os diferentes níveis da
empresa, mas chegam até o cliente, podendo gerar
descontentamentos desnecessários.
Ainda dentro do contexto do ambiente, os
vendedores se sentirão reconhecidos e motivados
se forem disponibilizados os recursos necessários
para que possam desempenhar o seu papel,
incluindo aqui o treinamento.
Outro aspecto com que o supervisor ou gestor da
equipe comercial deve se preocupar são as
questões que envolvem o conte&do da função do
vendedor.
O profissional de vendas tem como característica
ser movido por desafios constantes e necessita que
o seu trabalho seja reconhecido como importante.
Para ele é fundamental ter grande responsabilidade
e autoridade dentro do exercício de sua função. Ìsso
pode ser feito por meio da atribuição de um cliente
de maior importância para a empresa ou mais difícil
de se atender, dando ao vendedor maior margem
para negociação, ou ainda pela solicitação de que
ele assuma outras atividades, como o suporte a um
colega que está com dificuldades na conquista de
um cliente.
Cada profissional tem características próprias,
portanto, dentro das possibilidades e das
características do negócio, é importante tentar
conciliara atividade profissional com o perfil pessoal,
adaptando as funções aos estilos, considerando as
habilidades e as motivações individuais. O Quadro
12.6 traz exemplos de atitudes consideradas
motivacionais que podem ser usadas pelo líder de
uma equipe de vendas.
34
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
@uad*o /R"W K Atitudes que provêem motivação
REMUNERAÇÃO DA FORÇA DE
VENDAS
Quando falamos em remuneração, estamos
enfocando todos os aspectos que compõem o
salário de um profissional de vendas, como valores
fixos, comissões e prêmios. Além disso, os
benefícios diretos e indiretos, inerentes ao cargo ou
à organização, também são considerados como
parte da remuneração da força de vendas.
Alguns autores consideram que a remuneração
de um profissional deve ser vista pela organização
como fator motivacional. A maioria, entretanto,
considera-o como fator de higiene, ou seja, gerador
de satisfação ou insatisfação apenas e não de
motivação.
A recompensa pela realização de um trabalho
pode ser tanto financeira como não-financeira.
A *%,o#$%n&a Jinan,%i*a di*%ta pode ser
composta, por exemplo, de salário, o mais usual,
prêmios, comissão de vendas, a cada dia mais
utilizada, e participação nos resultados.
Já a *%,o#$%n&a Jinan,%i*a indi*%ta $od%
incluir férias, gratificações, horas extras, 13º salário
e benefícios sociais, tais como assistência médica e
odontológica, salário-educação, vale-refeição ou
restaurante no local, convênios com farmácias, su-
permercados, clubes, entre outros. No caso de
vendedores externos, o carro da empresa, o
reembolso da quilometragem rodada, noteboo' e
aparelho celular também podem ser considerados
como uma compensação financeira indireta.
Outra forma de compensação pelo trabalho
realizado é a *%,o#$%n&a n9o Jinan,%i*aA 5u%
envolve as questões motivacionais, tais como o
reconhecimento, a auto-estima, a segurança no
emprego e o orgulho de pertencer à organização.
Apesar dessas definições, usualmente a
*%#un%*a-9o nada mais é, dentro de uma
sociedade capitalista, do que a atribuição monetária
ou o pagamento pelas tarefas ou serviços
executados por um profissional, para uma pessoa
ou organização. Portanto, seu valor está
diretamente ligado ao grau de dificuldade na
execução da tarefa, ao número de pessoas
existentes no mercado que estão aptas para
desenvolvê-la, a responsabilidade inerente à tarefa
e ao resultado que a execução gera para a
organização.
Neste sentido, é necessário considerar esses
fatores, que devem ser parametrizados pela política
salarial da empresa baseado no que se está
praticando no mercado de trabalho, para a definição
da remuneração de um profissional.
Ao elencar as atribuições aos diferentes cargos
existentes na área comercial, pode-se estabelecer
35
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
uma análise comparativa entre eles, considerando a
responsabilidade e a complexidade de cada fator.
Com a pontuação obtida por atribuição a cada
um dos cargos, somam-se todas elas, determinando
quantos pontos cada cargo alcançou. Os pontos
devem ser divididos em faixas, e para cada faixa de
pontos são atribuídos um valor monetário e quais
deveriam ser as faixas salariais mínima e máxima
para este valor.
Vejamos um exemplo. Considere a pontuação na
análise de diferentes cargos da área comercial
mostrada no Quadro 13.2.
Auxiliar de vendas 150 pontos
Vendedor técnico 400 pontos
Supervisor de vendas 600 pontos
Gerente de vendas 1.800 pontos
@uad*o /T"R K Pontuação de alguns cargos: um
exemplo
Se para cada ponto o valor a ser pago for de três
unidades monetárias, teríamos os valores
mostrados no Quadro 13.3.
Auxiliar de vendas 150 pontos x 3 = $ 450,00
Vendedor técnico 400 pontos x 3 = $ 1.200,00
Supervisor de vendas 600 pontos x 3 = $ 1.800,00
Gerente de vendas 1.800 pontos x 3 = $ 5.400,00
@uad*o /T"T K Pontuação versus salários
A utilização desta forma de atribuição de
remuneração garante uma equivalência entre os
diferentes cargos, que será considerada lógica,
justa e, portanto, aceitável para os seus ocupantes.
Entretanto, na medida em que a experiência do
profissional interfere diretamente na sua capacidade
de realização de tarefas e na qualidade e
quantidade de atividades que podem ser realizadas,
pode-se, como vimos anteriormente, escalonar
esses valores em faixas inferiores e superiores.Com
isso, como mostrado no Quadro 13.4, pode-se
determinar uma variação de, por exemplo, 40%
entre aquele que está iniciando na função e aquele
com uma experiência anterior muito, grande.
Auxiliar de vendas Ì $ 360,00
Auxiliar de vendas ÌÌ $ 450,00
Auxiliar de vendas ÌÌÌ $ 540,00
Vendedor técnico Ì $ 960,00
Vendedor técnico ÌÌ $ 1.200,00
Vendedor técnico ÌÌÌ $ 1.440,00
Supervisor de vendas Ì $ 1.800,00
Supervisor de vendas Ì $ 2.160,00
Gerente de vendas $ 5.400,00
@uad*o /T"V K Cargos e salários
Resta apenas saber como o mercado de trabalho
está remunerando os profissionais de vendas, tendo
em mente que este parâmetro é importante para
reduzir o turnover da empresa, obtendo, assim, o
equilíbrio interno dos salários e competitividade com
relação à concorrência.
Para tanto, pode-se utilizar, por exemplo,
pesquisas salariais publicadas pelos diferentes
veículos de comunicação, tais como os cadernos de
emprego com circulação semanal; tabelas do
sindicato; pesquisas realizadas por empresas
especializadas ou, então, promover a sua própria
pesquisa salarial entrando em contato com
empresas que atuam no mesmo segmento de
mercado ou em mercados sinérgicos. O importante
é que a pesquisa salarial deve levar em conta os
diferentes cargos a serem pesquisados,
lembrando-se de que, por vezes, são utilizados os
mesmos cargos com responsabilidades diferentes.
As empresas participantes devem ter um porte
parecido, assim como a data de realização da
pesquisa.
Como em toda pesquisa de mercado, deve-se
utilizar um questionário estruturado, e as entrevistas
podem ser realizadas por telefone, Ìnternet ou
pessoalmente. Deve-se preferir, nas entrevistas,
pessoas ligadas à área comercial ou de recursos
humanos. Com isso, a empresa poderá desenvolver
uma política salarial dinâmica e ajustada ao
contexto do mercado.
O Quadro 13.5 traz uma idéia dos salários
médios praticados no Brasil, enquanto o Quadro
13.6 mostra, para o mesmo período, como é essa
realidade nos Estados Unidos' - ao analisar estas
tabelas não se esqueça de que, sendo médias, há
salários muitíssimo maiores ou menores que os
apresentados. Utilizando-se de palavras-chave
como salário, média salarial e piso salarial em sites
de busca na Ìnternet, você pode atualizar os dados
destas tabelas e ainda descobrir mais informações
sobre o assunto.
36
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
37
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Os salários em vendas também variam conforme
o setor ou indústria que o profissional atua e o porte
da empresa, conforme mostrado respectivamente
nos Quadros 13.7 e 13.8. Veja que não há um setor
que sempre paga os maiores salários e que a
crença de que empresas de grande porte são as
responsáveis pelas maiores remunerações nem
sempre é verdadeira. A remuneração dependerá
também, como vimos, da política de cada empresa,
da concorrência - e de não querer perder
profissionais para ela ou querer trazer os melhores
profissionais dela -, do desempenho do mercado e,
principalmente, do próprio profissional.
38
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
A política salarial, portanto, deve levar em
consideração a estrutura de cargos e salários e o
mercado em que a empresa atua, prevendo sempre
um salário inicial, chamado de salrio de admissão,
que ofereça possibilidades de aumentos ou reajus-
tes, que podem ser individuais ou coletivos.
Os reajustes individuais estão vinculados à
promoção, mérito ou enquadramento, sendo que
este último deve ser balizado pela pesquisa salarial
feita periodicamente. Os reajustes coletivos podem
ser resultantes, por exemplo, de negociações com o
sindicato, reposição da inflação ou acordo com os
funcionários. Desta maneira, o departamento de
vendas da organização tem sua política de cargos e
salários estruturada, o que não significa que toda a
remuneração deve ser fixa, podendo a partir desses
pressupostos criar uma estrutura de remuneração
variável.
A definição da forma de remuneração da força
de vendas está ligada diretamente ao tipo de
produto ou negócio da empresa, ao tempo de
existência no mercado, ao porte da empresa, à
carteira de clientes que ela possui, à margem de
contribuição de cada produto, à maneira de atuação
do mercado onde ela está inserida e, finalmente, ao
custo da venda.
39
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
A remuneração pode ser totalmente variável,
variável com ajuda de custo, fixa mais variável, fixa
com atribuição de prêmios, fixa com participação
nos resultados e somente fixa.
Tota#%nt% va*i)v%
O vendedor recebe comissão somente em
função do volume de vendas ou a margem de
contribuição realizada em um período
predeterminado. É normalmente utilizada quando a
força de vendas é composta por vendedores
autônomos ou representantes comerciais. O valor
da comissão deve ser estabelecido em função do
valor do produto, da margem de comercialização e
contribuição de cada produto, do tempo de
maturação do negócio e da dificuldade ou esforço
necessário para realização do negócio.
Va*i)v% ,o# a!uda d% ,u&to
Ìnclui-se na remuneração uma pequena parcela
mensal, que tem como objetivo auxiliar o vendedor
nos gastos realizados na visitação, durante o mês.
Algumas empresas abatem este valor da comissão
a ser recebida, o que é chamado de adiantamento
de despesa. As empresas utilizam esta forma de
remuneração quando optam por trabalhar com
autônomos ou quando estão, por exemplo,
formando uma carteira de clientes ou abrindo uma
nova região de atuação.
Fi6o #ai& va*i)v%
O vendedor recebe mensalmente um salário fixo,
abaixo daquele praticado no mercado, que será
acrescido por uma comissão sobre as vendas
realizadas ou sobre a margem de contribuição. O
percentual do salário fixo sobre o variável pode ser
combinado de várias maneiras, dependendo dos
objetivos e estratégias comerciais definidas pela
empresa. Esta tem sido a maneira mais usual de
remuneração. Sua maior vantagem é diminuir os
custos fixos da venda e, ao mesmo tempo, permitir
ao vendedor a possibilidade de ter uma
remuneração maior do que a praticada no mercado.
Fi6o ,o# at*i:ui-9o d% $*7#io&
Apesar de levar a empresa a ter maior custo de
venda, aumentando, assim, o seu risco, permite
maior lucratividade. A função do prêmio é estimular
e motivar a equipe comercial a alcançar ou superar
as metas estipuladas mensalmente. Neste sentido,
ela pode ser atribuída ao vendedor que superou a
meta ou, então, estar vinculada ao desempenho da
equipe como um todo, aumentando a integração e o
espírito de equipe no departamento comercial. O
prêmio pode ser dado em dinheiro ou em viagens,
utensílios para o lar, livros, entre outros. Existem
hoje inúmeras empresas especializadas nesta
questão.
Fi6o ,o# $a*ti,i$a-9o no& *%&utado&
Da mesma forma que a remuneração baseada
num fixo com atribuição de prêmios, na
remuneração do tipo fixo com participação nos
resultados atribui-se ao vendedor um percentual
sobre o resultado financeiro que a empresa obteve
num determinado período, por exemplo, no
semestre ou ano fiscal. Esta forma leva em
consideração o desempenho da empresa como um
todo e não somente os resultados da área
comercial. Deve ser utilizada quando se pretende
um maior envolvimento dos profissionais em todas
as áreas da organização, fazendo com que haja
maior integração dos departamentos, busca
contínua da qualidade de produtos e processos,
otimização dos recursos utilizados e possibilidade
de se compartilhar as dificuldades e solução dos
problemas.
So#%nt% Ji6o
A atribuição de apenas um salário fixo para o
vendedor ocorre em empresas cujo produto é de
alto valor agregado e o tempo de maturação do
negócio é de médio a longo prazo, sendo mais
comum no setor organizacional (business to
business), em segmentos como o de usinas de
beneficiamento, equipamento para fábrica de papel
e celulose, usina de açúcar e álcool e turbinas.
Algumas empresas estão adotando como
estratégia para determinação da remuneração da
equipe de vendas a qualidade da venda, que leva
em consideração o atendimento que o vendedor dá
à empresa; o implemento dos volumes comer-
cializados; a margem de contribuição; os valores de
desconto praticados e a fidelização do cliente. A
importância desta estratégia é permitir que o
vendedor tenha uma dedicação maior ao cliente,
entendendo de fato quais são suas necessidades e
buscando a melhor maneira de comercializar o
produto, de modo a otimizar os resultados de ambas
as partes. Tal ação tem como efeito o resultado da
venda, e não somente o volume, modificando
inclusive a curva 20/80 dos clientes, segundo a qual
20% dos clientes são responsáveis por 80% das
vendas.
Da mesma forma, também vem sendo bastante
utilizado o sistema de cota em grupo, que possibilita
aos vendedores mais experientes atender aos
clientes cuja negociação é delicada, assim como
fazer prospecção de mercado, ampliando a carteira
de clientes e, conseqüentemente, o resultado em
vendas. A definição da distribuição dos clientes
entre os vendedores é deliberada de maneira
conjunta com a participação e balizamento do
supervisor de vendas.
Estes critérios de remuneração para o vendedor
também podem ser adotados para o restante da
40
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
equipe de vendas (suporte ou apoio), supervisores
de venda, chefes e gerente, lembrando apenas que,
neste caso, a parcela variável ou a comissão de
vendas deve incidir sobre o resultado do e(uipe,
sendo somada a uma parcela fixa.
MARMETIND DE
RE;ACIONAMENTO
Certa vez, em visita a um escritório da General
Eletric, chamou minha atenção uma frase afixada à
parede da sala de espera: "Nós temos somente
duas fontes de vantagem competitiva: a capacidade
de aprender mais sobre nossos clientes e mais rá-
pido que nossos concorrentes; e a capacidade de
transformar esse conhecimento em ações, mais
rápido que nossos concorrentes". Essa frase é de
Jack Welch, na época o principal executivo da
empresa.
A correta utilização dos recursos, com a
finalidade de conhecer cada vez mais os clientes e
praticar o marketing em seu benefício, é o que
chamamos de Gerenciamento do Relacionamento
com o Cliente (GRC) ou, em inglês, Customer
Relationship Management (CRM).
DE UM A UM MI;HÃO
Vamos imaginar um profissional autônomo que
trabalhe sozinho e atenda diretamente a seus
clientes - um alfaiate, por exemplo. Nesse caso, fica
fácil imaginar que esse profissional conhece
profundamente cada um deles, seu tipo e tamanho
de roupa, cores e modelos preferidos, hábitos de
compra (como a freqüência com que vem comprar e
o tempo gasto para decidir e provar os tecidos).
Também é fácil perceber que não é preciso
computador nem mesmo um caderno de anotações
para que o alfaiate tenha acesso às informações,
que podem estar na sua memória, pois o número de
clientes é reduzido.
Se o profissional utilizar todo o conhecimento de
que dispõe para atender cada vez melhor, estará
realizando o que chamamos de mar'etin" de
relacionamento, ou seja, a prática do marketing por
meio do relacionamento com o cliente. Uma coisa
leva a outra: a proximidade com o cliente permite
obter informações e esse conhecimento possibilita
aumentar e melhorar o relacionamento, criando um
círculo vicioso altamente positivo. Ainda nesse caso,
notamos que nosso amigo alfaiate não está fazendo
o que chamamos há pouco de CRM, ou melhor, não
está propriamente "gerenciando" o relacionamento
de forma planejada, mas apenas fazendo tudo
intuitivamente - o que podemos chamar de
mar'etin" artesanal.
Agora vamos imaginar uma grande rede de lojas
de roupas com milhares de clientes. Não se pode
esperar que um vendedor atenda sempre ao mesmo
grupo de pessoas e que conheça cada uma
profundamente, como acontecia no caso do alfaiate.
Mas pode-se presumir que um sistema
informatizado (atualizado a cada compra ou a cada
contato e com grande capacidade de
armazenamento) seja suficiente para atender a
qualquer cliente da melhor forma possível.
É claro que os vendedores dessa rede devem
ser treinados para que o uso das informações
disponíveis lhes possibilite realizar um bom
atendimento. Agora, sim, estamos praticando o
CRM, conseguindo manter um alto padrão de
atendimento e de relacionamento,
independentemente do número de consumidores,
seja um ou um milhão. O esquema 17 mostra essa
idéia.
Quando a quantidade de clientes aumenta
consideravelmente, o marketing convencional perde
a sua eficácia, e o relacionamento com os clientes
fica prejudicado. Só com o uso do CRM o
relacionamento pode ser mantido em nível alto,
independentemente da quantidade de clientes.
INTERADINDO E CUSTOMIBANDO
Vamos analisar essa questão de outra forma,
recorrendo ao modelo do consultor Don Peppers,
um dos maiores especialistas em marketing de
relacionamentos, que fala em "customização de
produtos e serviços" e na interação com os clientes,
para conhecê-los e obter informações a seu
respeito.
Customizar significa criar itens novos, destinados
aos diferentes segmentos ou nichos do mercado, ou
seja, a cada grupo específico de pessoas. Ìnteragir
com o cliente significa estar próximo dele e obter
informações, criando um banco de dados cada vez
mais completo.
Analisando o esquema 18, vemos que ele tem no
eixo horizontal o ato de customizar (sim ou não) e
no eixo vertical o ato de interagir (sim ou não).
41
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
As empresas que não fazem nenhuma das duas
coisas, ou seja, não se aproximam dos clientes e
não criam itens diversificados, estão fazendo o que
chamamos de mar'etin" de massa ())! tudo igual
para todos.
Já as que lançam constantemente novos itens e
diversificam sua linha, mas sem muita informação
sobre os clientes, com base mais no que a
concorrência faz e no que a empresa "acha" que os
clientes querem, estão praticando o mar'etin" de
nichos (*). E que número grande de empresas deve
fazer isso, você não acha? Lembra quando no
capítulo 1 falamos em "arremessar" produtos? Pois
é justamente isso.
Por outro lado, existem organizações que têm
muitos dados sobre o cliente, até por razões legais
e fiscais, mas acabam não utilizando isso. Um
supermercado, por exemplo, tem o registro de todas
as compras, pois é obrigado a emitir o cupom fiscal
e a manter os dados armazenados por um bom
tempo, mas acaba não usando essa informação.
Chamamos isso de database mar'etin" (3), ou
marketing de dados.
Para fazer o +,- (.), que também pode ser
chamado de marketing um-para-um, pois cada
cliente é tratado quase individualmente, as
empresas devem interagir, relacionar-se com o
cliente, ter informações sobre ele e, é claro,
customizar, transformar o que sabe em produtos e
serviços.
Uma rede européia de supermercados
aproveitou os dados de que dispunha e realizou
análises estatísticas verificando relações entre itens
comprados. Para surpresa de seus profissionais,
percebeu que havia uma coincidência nas compras
de fralda descartável e cerveja! Analisando melhor,
descobriu a lógica, claro. Ao ser requisitado pela
esposa a buscar fraldas para o bebê, o pai de
família aproveitava e levava algumas cervejas para
o seu consumo. A partir daí, bastou deixar um
produto perto do outro para que as vendas de
ambos aumentassem.
Vamos lembrar do que disse Jack Welch:
'Aprender mais sobre nossos clientes e transformar
esse conhecimento em ações". Exatamente isso é o
que foi feito!
CRM E C#** CENER
Como pudemos ver, somente o CRM permite
que se atenda a qualquer número de clientes sem
perder o relacionamento com eles, o que pode
também ser chamado de "micromarketing",
"marketing individualizado" ou "marketing
um-para-um". Aparece até mesmo a expressão
"Marketing em tempo real", uma vez que os
sistemas podem ser atualizados imediatamente, no
momento em que se atende.
Com essa tendência, um setor que passa a ter
extrema importância nas empresas é a central de
atendimento telefônico, ou cal/center, grande ponto
de apoio à prática do CRM e também excelente
recurso para obtenção de informações.
Quando interligamos nosso sistema à internet,
possibilitando o atendimento, coleta de informações,
reclamações, sugestões e respostas por e#mail e
site, podemos utilizar os termos e#+,- e e#call
center. Entretanto, não recomendamos o seu uso,
pois já é tão normal a interligação de outros
recursos, além do telefone, que os termos originais,
CRM e cal/center, já são suficientes para esse
entendimento.
SUTI;EBAS
Uma definição possível para o marketing é
"perceber sutilezas", ou seja, perceber pequenos
detalhes que revelem necessidades e que façam a
diferença para o consurnidor.
0 1al'man (toca-fitas portátil), depois
canibalizado pelo diskman (toca-CD portátil), foi
criado a partir do momento em que um empresário
"percebeu" que um de seus funcionários ouvia
música enquanto andava pela fábrica, carregando
um rádio sobre o ombro.
Ao exportar seus veículos para os Estados
Unidos, certa empresa também "percebeu" a
necessidade de criar um baixo-relevo no painel, ao
redor dos botões, pois as americanas, potenciais
consumidoras desse produto, tinham unhas
compridas.
É esse o caminho. A prática do relacionamento
com os clientes nos possibilita, além de todos os
benefícios já mencionados, descobrir sutilezas,
identificar e criar novas necessidades! Apenas
lembrando (e reforçando) essa idéia, vimos no
42
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
capítulo 3, "Produtos e serviços", que devemos
sempre pensar em novos conceitos e "destruir"
nossos próprios produtos, ação chamada de
canibalismo. A identificação de sutilezas por meio
do conhecimento e do relacionamento com os
clientes é, então, uma das maneiras.
COMPOSTO DE RE;ACIONAMENTO
O composto de relacionamento nada mais é do
que sua subdivisão em elementos como: políticas
de relacionamento, Serviço de Atendimento ao
Cliente (SAC), central de vendas, banco de dados,
callcenter e sistema de informações, como mostra o
esquema 19.
SEDMENTAÇÃO DE MERCADO
Já dizia um antigo ditado popular "quem quer
agradar a todos acaba por não agradar a ninguém".
Assim, as empresas foram abandonando o
marketing voltado para as massas e escolhendo
segmentos específicos para atuarem, nos quais os
consumidores diferem entre si em um ou mais
aspectos.
S%3#%nta-9o é o processo de dividir um grupo
heterogêneo de clientes em grupos homogêneos
entre si, formando segmentos com as mesmas
características, comportamentos e necessidades'.
Ìsso pode ser realizado de várias maneiras:
intuitivamente ou por meio de processos
extremamente sofisticados, que se utilizam dos
mais modernos softwares e de especialistas com
conhecimentos avançados de estatística,
matemática ou psicologia para agrupar os
consumidores.
VENDAS EM AÇÃO
/m se0mento 1ue & uma mãe
Cinqüenta engenheiras das quais, 30 eram
males de crianças, pequenas, e dez estavam
grávidas, foram contratadas, pela Ford para projetar
a versão 1999 da perua Windstar de forma que
ficasse adequada às grávidas e mães. O resultado?
Um carro com, iluminação interna indireta, para a
luz não acordar os bebês quando é porta é aberta;
cuidado com a segurança interna e com cantos para
que o bebê não se machuque; evitaram-se fendas
nas quais chaves, batons, canetas e alfinetes
podem ser perdidos e criaram-se locais próprios
para guardar CDs e fraldas. Todo o material
promocional do carro foi feito em cima de
depoimentos verídicos de mães. Muitas pessoa não
acreditavam que um carro feito para atender nicho
tão específico pudesse ser bem-sucedido.
Entretanto, no primeiro mês de 1999, 26.586
Windstar já haviam sido vendidos nos Estados
Unidos, mais de 2,5 vezes o número alcançado em
janeiro do ano anterior.
Fonte: Carrinho de Mãe, Grandes Ìdéias,
http://vendamais.zaz.com.br/
Quanto maior o conhecimento adquirido sobre os
clientes, melhores serão os resultados do processo
de segmentação. Assim, todos os dados sobre os
clientes são importantes, sejam internos -
conhecimento adquirido pelos profissionais de
vendas - ou externos - resultantes de pesquisas de
marketing. Todos os dados coletados dos clientes
podem ser reunidos em grandes bases de dados
que centralizam todas as informações: a& :a&%& d%
dado& d% #a*X%tin3 ou data base marketing.
Após a empresa definir os seus segmentos de
mercado, precisa escolher os mais atrativos para
atuar. Assim, é comum a avaliação da atratividade
de cada segmento através da #at*i1 d%
43
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
&%3#%nto& d% #%*,ado v%*&u& $*oduto&" Co#o
mostrado no Quadro 2.18, as colunas da matriz
representam os segmentos existentes para um
determinado mercado, e as linhas, os produtos ou o
conjunto de produtos existentes ou necessários. A
interseção entre os produtos e os mercados indica
segmentos de consumidores mais específicos para
um determinado produto. A partir da matriz, podem
ser escolhidos um ou mais segmentos para atuar,
dependendo das vantagens e da quantidade de
consumidores existentes em cada um.
Como qualquer outro processo, antes de iniciar a
segmentação é preciso entender os objetivos
desejados pela empresa, determinando claramente
quais os resultados esperados com a segmentação.
Sem esses parâmetros, corre-se o risco de se
encontrarem conclusões muito brilhantes, mas que
podem não ser importantes para o negócio naquele
momento. Realizar uma segmentação eficaz exige
dos profissionais de marketing conhecimento sobre
os consumidores-alvo, perspicácia na análise dos
dados e decisão sobre os melhores segmentos para
atuar.
O Quadro 2.20 traz as etapas e procedimentos
para se realizar uma segmentação bem-sucedida.
44
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO
Co#o Oti#i1a* &%u& R%&utado& d% V%nda&
O trabalho diário de um profissional de vendas
inclui uma série de atividades relacionadas à venda
propriamente dita, além de outras que auxiliam e
complementam o ato de vender. Dos vendedores
são exigidos relatórios, visitas de cortesia,
participação em eventos especiais, sociais e
profissionais, além de outras obrigações. Todas são
importantes e devem ser executadas. Como
executá-las de modo eficiente?
A administração de tempo é a técnica necessária
e utilizada, pois permite que todas as funções sejam
desempenhadas. Com a devida racionalização de
atividades e colocação em ordem de prioridades, o
indivíduo que sabe administrar consegue alocar
tempo para o desempenho de todas as suas
tarefas, obtendo com esse procedimento melhores
condições para ser um profissional bem-sucedido.
É comum encontrarmos indivíduos que alegam
falta de tempo para justificar suas deficiências. Por
esse motivo, admitem não ter condições para o
desenvolvimento profissional, tampouco dedicação
à leitura para ampliação de conhecimentos.
Entretanto, o que falta para essas pessoas é boa
administração, pois muitas são vítimas dos famosos
ladrões do tempo, que são aquelas atividades às
quais, por um motivo qualquer, dedica-se mais
tempo do que o necessário, o que impede,
conseqüentemente, a execução de outras tarefas
igualmente importantes.
OS ;ADREES DE TEMPO
Entre os principais ladrões de tempo, podemos
citar: relatórios muito longos, perda de tempo no
escritório do cliente, visitas improdutivas e
desempenho de tarefas que podem ser feitas em
outras oportunidades.
Relatórios muito lon0os
É comum a administração exigir de seus
vendedores relatórios de vendas, com o objetivo de
manter o controle do desempenho. No entanto,
alguns vendedores exageram. Em vez de serem
objetivos, gastam muito tempo com essa atividade.
Os vendedores devem demonstrar eficácia no
preenchimento de relatórios, e isso pode ser obtido
por meio da prática e da observação.
45
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
O relatório deve incluir somente informações
necessárias ou conforme exigência da
administração, ou mesmo a obtenção de dados que
proporcionem condições para análise do trabalho do
vendedor. Deve existir constante esforço para que
se alcance objetividade e racionalidade.
empo demais no escritório do cliente
Há vendedores que gastam muito tempo no
escritório de seus clientes, desnecessariamente;
são vítimas de outro ladrão de tempo.
Uma das causas dessa falha é a falta de preparo
do indivíduo, que não tem condições de dominar a
entrevista e permite que a conversa prolongue-se
demasiadamente. O desperdício de tempo pode
acontecer também porque o vendedor sente prazer
com a companhia do comprador, e por isso
prolonga o tempo da entrevista. Em qualquer
circunstância, o tempo deve ser valorizado, bem
como eliminada a causa do desvirtuamento do
objetivo de venda.
Visitar clientes 1ue não ten2am condiç3es de
comprar
Muitas vezes, por falta de pesquisa ou
planejamento de visita, os vendedores não fazem
sua apresentação para as pessoas certas. Por isso,
todo o esforço é maldirecionado, resultando em
grande perda de tempo.
Certa ocasião, um corretor de imóveis fez uma
apresentação de vendas durante uma hora e meia
para um assistente de gerência da empresa. Como
o assistente não tinha autoridade para comprar,
pediu um folheto para apresentá-lo ao pessoal da
gerência. Após o vendedor ter-se retirado, o
assistente mostrou o folheto ao gerente, que, sem
demonstrar a mínima consideração para
examiná-lo, jogou-o no lixo. Evidentemente, essa
situação, que poderia ter sido contornada com a
presença do vendedor, ilustra o típico caso de
desperdício de tempo em conseqüência de um
esforço maldirecionado.
O comprador certo não é apenas aquele que tem
autoridade para comprar. É também aquele que tem
poder aquisitivo e propensão para comprar o
produto. Portanto, os produtos devem ser vendidos
àqueles de real potencial, e o vendedor, como
assessor de seus clientes, deve alertá-los de sua
necessidade. Todo esforço junto a clientes que não
satisfaça as três condições - autoridade para
comprar, poder aquisitivo e propensão para a
compra - será mera perda de tempo.
Perder tempo com tare(as 1ue podem ser
desempen2adas em outras oportunidades
O vendedor deve saber também qual é a ordem
de importância de suas tarefas. Despender tempo
com tarefas que podem ser feitas futuramente é um
fato que ocorre com freqüência. Por exemplo: um
vendedor necessita escrever uma carta para um
cliente, que deve recebê-la em dois ou três dias. No
mesmo dia em que percebeu a necessidade de
enviar a carta, ainda deve visitar mais dois clientes,
conforme consta em seu planejamento diário. Um
vendedor vítima do ladrão do tempo, nesse caso,
deixaria de fazer as visitas e escreveria a carta.
Ocorre que, ao terminá-la, pode restar pouco tempo
para as visitas, e talvez até mesmo ocorrer a
impossibilidade de realizá-las. Parece óbvio que o
mais recomendado seria fazer as duas visitas que
restavam e, se necessário, mesmo depois do
expediente normal, escrever a carta, uma vez que
havia tempo para isso, por se tratar de um serviço
que poderá ser feito sem problemas a qualquer
hora. No entanto, muitos indivíduos deixam-se levar
por esse freqüente ladrão de tempo, e as tarefas
não são executadas em sua devida ordem de
prioridade.
Esses são apenas alguns dos Ìadrões" que
afetam a vida do profissional de vendas. Existem
muitos outros. Vejam, por exemplo, a rotina de um
indivíduo que reclamava muito de falta de tempo:
acordava todo dia às 9 horas da manhã, tomava
café demoradamente, vestia-se com toda a calma e
saía de casa às 10h30. Às 11 horas, chegava ao
escritório. Lia a correspondência e só interrompia a
leitura porque se lembrava que deveria ir ao banco
da esquina para fazer o pagamento de uma de suas
contas. Voltava às 11h30 e, como faltava pouco
tempo para o almoço, lia o jornal. Ao meio-dia,
chegava um colega seu, que o convidava para
almoçar. Dirigiam-se a um restaurante, onde
ficavam conversando demoradamente; bebiam
vários chopes e daí saíam às 14h30, até um pouco
aturdidos pelo efeito da bebida. Após mais um
tempinho em sua escrivaninha, saía para visitar um
cliente. Chegando ao cliente, começava a conversar
sobre política, futebol e, ao final, falava sobre o
produto que queria vender. E pronto. Concretizava
apenas uma entrevista. Tinha terminado o dia ... 1
O leitor percebe quantos ladrões de tempo
interferiram no dia do profissional mencionado,
reduzindo suas atividades ao mínimo possível.
46
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Sabe-se que no desempenho de atividades de
vendas é impossível dedicar-se inteiramente à
apresentação direta. Estima-se que o tempo de um
vendedor é dividido basicamente em três atividades
principais: 1/3 em espera de clientes, 1/3 em
viagens e 1/3 em apresentação de vendas.
Entretanto, com esforço, pode-se mudar essas
proporções consideravelmente, com o objetivo de
alocar tempo maior para contatos diretos com os
clientes.
O tempo de espera, por exemplo, pode ser
reduzido pela marcação antecipada de entrevistas,
ou mesmo por maior racionalização da rota
estabelecida. Um planejamento meticuloso poderá
reduzir o tempo de espera. Do mesmo modo, o
tempo gasto em viagens pode ser minimizado, por
meio de um roteiro consistente. Finalmente, a
própria apresentação pode ser melhorada com
treino e prática, buscando maior objetividade. O
conhecimento prévio do cliente e o preparo da
entrevista de forma adequada poderão concentrar a
apresentação nos reais problemas, economizando
assim o tempo necessário em cada entrevista para
esta determinação, e permitindo melhor
comunicação.
Não obstante essas observações, muitos
vendedores optam por aumentar horas de trabalho
em vez de administrar seu tempo. A capacidade
humana, porém, é limitada, e a concentração rios
melhores clientes resulta em melhores negócios,
pois dessa forma obtém-se um retorno satisfatório
do tempo disponível. Mesmo com essas alternativas
de administração do tempo, existem esforços
adicionais que podem ser aplicados de forma útil
por meio de um esquema de prioridades de
funções, por exemplo.
MARCAR OU NÃO A ENTREVISTAY
É consenso da maioria dos vendedores que o
ideal é sempre marear a entrevista dos clientes
visados. Ìsso porque, marcando-se a entrevista, há
redução do tempo de espera dos vendedores no
escritório do cliente, apesar de nem sempre ser este
o caso. Além disso, a entrevista marcada reveste a
apresentação de maior importância. Muitos
vendedores concordam com esse aspecto e afir-
mam que o nível de atenção é bem maior por parte
dos clientes que marearam entrevista, quando
comparado com o de entrevista de surpresa.
No entanto, será sempre possível marcar visitas
antes de ir ao escritório de algum cliente? Sabemos
que isso nem sempre acontece. Vendedores que
trabalham com produtos dirigidos ao mercado
varejista, por exemplo, fazem suas visitas sem
marcar horário. Muitas vezes, isso é impossível,
pois os compradores devem gozar de
disponibilidade de tempo para atender os variados
desafios que enfrentam durante o dia.
Às vezes, o vendedor aproveita a proximidade de
algum cliente quando, tendo cumprido seu roteiro
normal, resolve fazer uma visita de surpresa. Ìsso é
perfeitamente viável, mas a ficha do cliente deve ser
consultada para se ter certeza de sua receptividade
nessas condições. Se se tratar de um tipo de
comprador que não atende sem hora marcada, ou
então que obriga o vendedor a longas esperas, não
compensa uma parada sem prévio aviso. Por esse
motivo, as fichas de clientes devem fornecer esse
tipo de informação.
USO DO TE;EFONE E DA MA;A DIRETA
Usar o telefone e a mala direta como formas de
administração de tempo é um procedimento que
tem sido muito comentado nos últimos tempos. Com
o congestionamento do trânsito nas cidades, a
locomoção de um lugar para outro fica dificultada, e
o telefone e a mala direta são meios práticos e
rápidos de contato. Tanto o telemar'etin" como a
mala direta serão comentados mais adiante em
capítulos específicos, devido à importância de sua
utilização para o trabalho de vendas.
MATERIA; DE APRESENTAÇÃO
Para visitar um cliente é preciso que o vendedor
disponha de todo o material de apresentação e se
lembre: E necessário levar algum mostruário
especial? O talão de pedidos deve ir preenchido
parcialmente? Há alguma solicitação especial?
Todas essas informações devem estar incluídas
na ficha do cliente, e sua leitura antes de realizar
uma visita é indispensável. O vendedor deve
preocupar-se com todos os detalhes, pois já
47
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
aconteceu de se fazerem excelentes apresenta-
ções, convincentes, e, na hora de fechamento do
negócio, constatar-se que o talão de pedidos foi
deixado no escritório. Para que isso não aconteça, o
vendedor deve sempre verificar sua pasta antes de
visitar um cliente, e o material deve ser revisado e
ordenado.
Há casos também em que vendedores misturam
o material com assuntos particulares; podem
também ter problemas na hora de apresentação,
retirando da pasta o que não deveriam. Deve-se ter
cuidado para que essas situações embaraçosas não
ocorram.
Dessa forma, você percebe a importância do
planejamento para o contato de venda e a
necessidade de manutenção de fichários
atualizados.
A CHAVE PARA A ADMINISTRAÇÃO DO
TEMPO
A chave para a administração do tempo,
portanto, compreende os seguintes passos: em
primeiro lugar o vendedor deve estabelecer uma
ordem de prioridades. De todas as tarefas a serem
executadas, quais são as principais? Qual sua
ordem de importância? Para estabelecer essas
prioridades, há necessidade de determinar
objetivos. Deve-se determinar inicialmente onde se
quer chegar para, posteriormente, classificar as
prioridades.
Posteriormente, os compromissos devem ser
assumidos de modo que possa existir perfeito
aproveitamento do tempo. Aspectos de
racionalização e até mesmo de improvisação fazem
parte dessa seqüência. Por exemplo: um vendedor
usa o tempo de espera no escritório do cliente para
elaborar relatórios, escrever cartas etc. Esse
aproveitamento total do tempo permite-lhe melhor
desempenho geral.
A programação do tempo deve ser realizada de
modo que seja possível assumir compromissos
posteriores necessários sem comprometer as visitas
previamente estabelecidas. Portanto, uma previsão
de acontecimentos ajudará a enfrentar as possíveis
adversidades.
Finalmente, faz parte da administração do tempo
concentrar as atividades no& indiv8duo&
auto*i1ado& a realizar compras. Alguns vendedores
perdem muito tempo para vender pouco, em razão
do baixo potencial do cliente. Como o tempo do
vendedor é limitado e seu resultado será o que ele
vai tirar de cada visita, seu esforço deve ser
concentrado naqueles clientes que possam dar-lhe
melhores retornos. A análise antecipada,
novamente, ajudará na eficiência dos vendedores.
Pelo uso também das ferramentas recomendadas
neste capítulo, os resultados de vendas podem
melhorar consideravelmente. É necessário, porém,
outro requisito fundamental, ainda não mencionado.
Para que o vendedor queira ou deseje fazer melhor
aproveitamento do tempo, ele deve ter iniciativa e
começar rapidamente sem postergar visitas ou outra
atividade qualquer. Não deixar para amanhã o que
pode ser feito hoje. Muitas vezes, o vendedor não
sabe se é ou não um procrastinador. Para isso,
recomendamos que faça um teste. Com o objetivo
de ajudar o vendedor nessa determinação,
incluímos o "teste do protelador".
ESTRUTURA E FUNÇEES DO
SISTEMA FINANCEIRO NACIONA;
Estrutura
O Sistema Financeiro pode ser conceituado
como um conjunto de instituições (instituições
financeiras) com o objetivo de propiciar condições
satisfatórias para a manutenção de um fluxo de
recursos entre poupadores e investidores.
É exatamente o Sistema financeiro que permite
que um agente econômico qualquer (seja ele
indivíduo ou empresa) sem perspectivas de
aplicação, em algum empreendimento próprio, da
poupança que é capaz de gerar, seja colocado em
contato com outro, cujas perspectivas de
investimento superam as respectivas
disponibilidades de poupança.
Caracterização legal do Sistema Financeiro
Nacional Lei de Reforma Bancária 4.564/64 Art. 17):
2+onsideram#se /nstituiç$es 3inanceiras, para
efeitos da le"islação em vi"or, as pessoas 4urídicas
publicas e privadas, (ue tenham como atividade
principal ou acess5ria a coleta, a intermediação ou
a aplicação de recursos financeiros pr5prios ou de
terceiros, em moeda nacional ou estran"eira, e a
cust5dia de valor de propriedade de terceiros. 2
6ar"rafo &nico # 26ara os efeitos desta lei e da
le"islação em vi"or, e(uiparam#se 7s instituiç$es
financeiras as pessoas físicas (ue exerçam
(ual(uer das atividades refendas neste arti"o, de
forma permanente ou eventual.
• Classificação das instituições financeiras:
• Ìntermediários Financeiros x Ìnstituições
Auxiliares:
1. Os Ìntermediários Financeiros são Ìnstituições
Financeiras que %#it%# &%u& $*2$*io& $a&&ivo&A
ou seja, captam poupança diretamente do público,
por sua própria iniciativa e responsabilidade, para
aplicação destes recursos junto às empresas,
através de empréstimos e financiamentos. Como
48
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
exemplos dessa classe de instituições temos os
Bancos Comerciais, as Caixas Econômicas e os
Bancos de Ìnvestimentos, entre outros.
2. Ìnstituições Auxiliares são Ìnstituições
Financeiras que não emitem seus próprios passivos,
mas apenas ,oo,a# %# ,ontato o& $ou$ado*%&
% o& inv%&tido*%&" Como exemplo desta classe de
instituições temos a Bolsa de Valores.
• Caracterização das Ìnstituições Financeiras
quanto à capacidade de criar ou não moeda
escritural:
A Ìnstituição Financeira que possui a capacidade
de criar moeda escritural faz parte do chamado
sistema monetário, que é representado pelos
bancos comerciais (oficiais e privados) e pelos
bancos múltiplos com carteira comercial.
089. a moeda escritural é um título
representativo da moeda, emitido sem (ue, no
entanto, exista um respectivo lastro em papel
moeda (como por exemplo o che(ue)
?*39o& d% R%3ua-9o % Fi&,ai1a-9o
In&titui-.%& Finan,%i*a&
Ca$tado*a& d% D%$2&ito&
Z Vi&ta
Bancos Múltiplos com Carteira Comercial

C M N
Con&%Co
Mon%t)*io
Na,iona
Ban,o C%nt*a do B*a&i
Co#i&&9o
d% Vao*%& Mo:ii)*io&
Su$%*int%nd7n,ia
d% S%3u*o& P*ivado&
S%,*%ta*ia d%
P*%vid7n,ia Co#$%#%nta*
Bancos Comerciais
Caixas Econômicas
Cooperativas de Crédito
D%#ai&
In&titui-.%& Finan,%i*a&
Bancos Múltiplos sem Carteira Comercial
Bancos de Ìnvestimento
Bancos de Desenvolvimento
Sociedades de Crédito, Financiamento e
Ìnvestimento
Sociedades de Crédito Ìmobiliário
Companhias Hipotecárias
Associações de Poupança e Empréstimo
Sociedades de Crédito ao
Microempreendedor
Out*o& int%*#%di)*io&
ou Au6iia*%& Finan,%i*o&
Bolsas de Mercadorias e de Futuros
Bolsas de Valores
Agências de Fomento ou de
Desenvolvimento
Sociedades Corretoras de Títulos e Valores
Mobiliários
Sociedades Distribuidoras de Títulos e
Valores Mobiliários
Sociedades de Arrendamento Mercantil
Sociedades Corretoras de Câmbio
Representações de Ìnstituições Financeiras
Estrangeiras
Agentes Autônomos de Ìnvestimento
Entidad%& ;i3ada& ao&
Si&t%#a& d% P*%vid7n,ia
% S%3u*o&
Entidades Fechadas de Previdência Privada
Entidades Abertas de Previdência Privada
Sociedades Seguradoras
Sociedades de Capitalização
Sociedades Administradoras de Seguro-
Saúde
Entidad%&
Ad#ini&t*ado*a&
d% R%,u*&o& d% T%*,%i*o&
Fundos Mútuos
Clubes de Ìnvestimentos
Carteiras de Ìnvestidores Estrangeiros
Administradoras de Consórcio
Si&t%#a& d% ;i5uida-9o
% Cu&t2dia
Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia - SELÌC
Central de Custódia e de Liquidação
Financeira de Títulos - CETÌP
Caixas de Liquidação e Custódia
MERCADO PRIMÁRIO E
SECUNDÁRIO
MERCADO PRIMÁRIO" A expressão tem pelo
menos três significados distintos: 1) mercado no
qual um empréstimo é feito diretamente a um
devedor, que se distingue do mercado secundário,
49
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
onde são vendidos títulos (securities) cuja origem é
o empréstimo feito no mercado de primário. Um
banco ou instituição de crédito que mantém seus
empréstimos até a data do vencimento, isto é, não
vende esses créditos no mercado secundário, é
denominado portfolio lender; 2) mercado onde são
transacionados em primeira-mão os títlos emitidos
pelo governo (de sua dívida pública) mediante
leilões. Os operadores deste mercado revendem
então tais títulos no mercado secundário aos
investidores em geral; 3) mercado no qual novas
emissões de títulos, de contratos futuros e de
opções são oferecidas.
MERCADO SECUNDÁRIO" Fase do mercado de
ações e títulos que vem logo em seguida ao
mercado primário e se caracteriza pela
obrigatoriedade de se fazer as transações nas
Bolsas de Valores.
MERCADO DE CR>DITO
CR>DITO" Transação comercial em que um
comprador recebe imediatamente um bem ou
serviço adquirido, mas só fará o pagamento depois
de algum tempo determinado. Essa transação pode
também envolver apenas dinheiro. 0 crédito inclui
duas noções fundamentais: confiança, expressa na
promessa de pagamento, e tempo entre a aquisição
e a liquidação da dívida. : crédito direto ao
consumidor financia a compra de qualquer produto
de consumo e até viagens. 0 comprador passa a
usufruir imediatamente de um bem que será pago
com sua renda pessoal. Em muitos casos, as
próprias vendedoras financiam o cliente, mas, em
escala cada vez maior, financeiras especializadas
pagam o vendedor e "compram" a dívida e também
o risco de não-pagamento. 0 lucro da financeira é
formado pelos juros cobrados do comprador. Os
cart$es de crédito, extremamente difundidos nos
Estados Unidos e alcançando boa receptividade no
Brasil, são também unia forma de crédito direto ao
consumidor. 0 financiamento de casas e
apartamentos constitui o chamado crédito
imobilirio. Envolve pouco risco, pois em geral o
próprio imóvel é garantia do empréstimo, sob forma
de hipoteca. As facilidades de crédito levam os
consumidores à tentação de uma melhoria imediata
do padrão de vida, dado o imediatismo do consumo
a crédito. Nos casos de recessão prolongada ou de
depressão econômica, no entanto, a tendência é de
inadimplemento (ou falta de pagamento)
generalizado, o que acaba por agravar a crise. 0
crédito ao "overno baseia-se na expectativa de que
os impostos futuros serão capazes de cobrir o valor
do empréstimo e seus juros. Em geral, o governo
obtém crédito por meio da emissão de títulos de
dívida pública negociáveis (como as ORTNs). Já o
financiamento de obras de infra-estrutura, como
estradas e usinas, é conseguido junto a órgãos
internacionais (como o Bird) e consórcios de bancos
de grande porte. Finalmente, o crédito 7 produção
baseia-se na suposição de que será pago por si
mesmo, isto é, o investimento gerará meios
necessários para o pagamento da dívida, seus
encargos e ainda sobrará algo para o lucro. Os
créditos à produção podem ser a curto prazo
(crédito comercial) ou a longo prazo (crédito de
investimento). : crédito comercial, para pagamento
no prazo de trinta a 129 dias, serve, na maioria dos
casos, para a formação do capital de giro da
empresa. 0 crédito de investimento, a longo prazo,
com vencimentos previstos para alguns anos, tem o
papel de desenvolver determinadas áreas, inclusive
proporcionando recursos para a pesquisa
tecnológica. 0 crédito a"rícola é feito a médio prazo
(vencimento em um ano ou mais) e empregado na
compra de insumos e implementos. 0 governo tem
criado carteiras agrícolas, tanto nos bancos
particulares como nos estatais, a juros subsidiados,
com a intenção de desenvolver o setor.
CREDITO CONTINDENTE 'ou C*<dito StandK
:P(" Linha de crédito oferecida pelo Fundo Mo-
netário Ìnternacional aos países-membros, até o
limite de suas respectivas cotas. É um empréstimo
de curto prazo (geralmente um ano) e requer, para
ser liberado, uma carta de intenções do país que
solicita o crédito.
CR>DITOKPRLMIO" Linha de crédito criada pelo
governo federal para incentivar principalmente os
setores ligados à exportação. Consiste num
empréstimo feito pelo Banco Central e que
corresponde a uma porcentagem dos aumentos de
faturamento das empresas exportadoras num dado
período. Em 29/12/1982, por exemplo, o governo
baixou um decreto-lei criando um crêdito-prêmio de
10% para as empresas que conseguissem converter
seus empréstimos em moeda estrangeira em
investimentos. no país (por exemplo, na compra de
suas ações), diminuindo assim a dívida externa. 0
pagamento do crédito-prêmio é feito pelo sistema de
desconto da receita tributária: os bancos descontam
o pagamento do empréstimo do volume de impostos
que arrecadam das empresas para o Tesouro Na-
cional.
CR>DITO SUBSIDIADO" Tipo de empréstimo
feito pelo governo a uma taxa de juros menor que a
vigente no mercado. Pode ser implícito ou explícito.
0 implícito, destinado principalmente aos
financiamentos agropecuários e às exportações,
corresponde à diferença entre as taxas de juros
normais desses empréstimos e o custo real pago
pelo governo para a captação desse dinheiro.
Crédito subsidiado explícito são os fundos aplicados
em programas especiais como o Proagro, o Proterra
e o Fundag, criados para incentivar certas regiões
ou atividades econômicas por meio de empréstimos
a taxas de juros extremamente baixas, variando
entre 12 e 25%. Atualmente, o crédito subsidiado
(implícito e explícito) corresponde a 60% de todo o
50
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
crédito concedido (2,5 trilhões; de cruzeiros, em
1982, contra 4,2 trilhões do total de créditos
aprovados). Todavia, com o programa de
estabilização financeira proposto pelo Plano Collor,
lançado em 15/3/1990, foram cortadas todas as
formas de crédito subsidiado, principalmente os que
eram dados à agricultura e às exportações, em con-
formidade com a medida provisória n' 161, aprovada
pelo Congresso.
CR>DITO SUP;EMENTAR" Crédito destinado a
reforçar as dotações consignadas no Orçamento em
vigor. A abertura de crédito suplementar depende
de prévia autorização legislativa.
MERCADO DE CAPITAIS
Toda a rede de Bolsas de Valores e instituições
financeiras (bancos, companhias de investimento e
de seguro) que opera com compra e venda de
papéis (ações, títulos de dívida em geral) a longo
prazo. Tem a função de canalizar as poupanças da
sociedade para o comércio, a indústria e outras
atividades econômicas e para o próprio governo.
Distingue-se do mercado monetário, que movimenta
recursos a curto prazo, embora ambos tenham
muitas instituições em comum. Os países capi-
talistas mais desenvolvidos possuem mercados de
capitais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse
mercado nos países subdesenvolvidos dificulta a
formação de poupança, constitui um sério obstáculo
ao desenvolvimento e obriga esses países a
recorrer aos mercados de capitais internacionais,
sediados nas potências centrais.
MERCADO CAMBIA;
E&t*utu*a Ca*a,t%*8&ti,a
'%%#%nto&A ,on,%ito& %
o$%*a-.%&(
C[MBIO" Operação financeira que consiste em
vender, trocar ou comprar valores em moedas de
outros países ou papéis que representem moedas
de outros países. Para essas operações são
utilizados cheques, moedas propriamente ditas ou
notas bancárias, letras de câmbio, ordens de pa-
gamento etc. Até o século passado, a maioria das
moedas tinha seu valor determinado por certa
quantia de ouro e prata que representavam.
Atualmente não há mais o lastro metálico para servir
de relação no câmbio entre as moedas, e as taxas
cambiais são determinadas por uma conjunção de
fatores intrínsecos ao país, principalmente a política
econômica vigente.
O câmbio não possui apenas o valor teórico de
determinar preços comparativos entre moedas, mas
a função básica de exprimir a relação efetiva de
troca entre diferentes países. A troca de moedas é
conseqüência das transações comerciais entre
países. No Brasil, a rede bancária, liderada pelo
Banco do Brasil, é a intermediária nas transações
cambiais. Os exportadores, ao receberem moeda
estrangeira, vendem-na aos bancos e os bancos
revendem essa moeda aos importadores para que
paguem as mercadorias compradas. Essas transa-
ções são sempre reguladas pelo governo, que fixa
os preços de compra e venda das moedas
estrangeiras.
CAMBIO ;IVRE" Regime de operações do
mercado de divisas sem interferência das
autoridades monetárias. A liberação da taxa cambial
faz com que o valor das moedas estrangeiras flutue
de acordo com o interesse que despertam no
mercado segundo a interação da oferta e da
procura. U câmbio livre é também chamado de flu#
tuante ou errtico. As flutuações da taxa cambial
apresentam uma série de riscos, pois o mercado de
divisas passa a sofrer variações determinadas
também por fatores políticos, sociais e até
psicológicos. Quando um país sofre uma crise de
liquidez, por exemplo, o regime de câmbio livre
estimula a especulação com moeda estrangeira, o
que eleva excessivamente sua cotação e agrava
sua escassez. Da mesma forma, os importadores
passam a utilizar maior quantidade de divisas
(moeda estrangeira) para suas compras, querendo
evitar pagá-las mais caras com o avanço da crise, o
que agrava a crise de liquidez.
C[MBIO MANUA;" A simples troca física da
moeda de um pais pela de outro. As operações
manuais de câmbio só se fazem em dinheiro efetivo
e restringem-se aos viajantes e turistas. Nas
transações de comércio exterior ou de pais a pais,
utilizam-se divisas sob a forma de letras de câmbio,
cheques, ordens de pagamento ou títulos de crédito.
C[MBIO MH;TIP;O" Sistema de câmbio em
que as taxas variam conforme a destinação do uso
da moeda estrangeira. Acaba funcionando como um
tipo de subsídio para a compra de alguns produtos
ou como taxação na compra de outros. E adotado
tanto para a importação quanto para a exportação, e
alguns países o adotam oficialmente.
O Brasil não possui câmbio múltiplo, mas certas
regulamentações de natureza cambial criam efeito
semelhante. O dólar para a compra de petróleo, por
exemplo, possui valor inferior ao do cambio oficial,
m contrapartida, durante algum tempo a taxação de
25% de ÌOF (imposto sobre Operações Financeiras)
na compra. de dólares por turistas brasileiros que
viajavam ao exterior criou um dólar mais caro. Estão
no mesmo caso a taxação variável dos produtos de
importação (com alíquotas maiores para os
chamados supérfluos e o confisco cambial incidente
sobre produtos de exportação (como o café).
C[MBIO MODA;IDADES
51
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Neste capítulo, apresentaremos vários exemplos
práticos de operações cambiais.
Consideraremos que essas operações se
realizem em um mercado cambial totalmente livre,
isto é, onde inexistam quaisquer tipos de controles
de câmbio. ()) ;dvertimos o leitor (ue al"umas das
operaç$es tratadas neste capítulo poderão não ser
permitidas no 8rasil, em virtude de dispositivos
cambiais vi"entes.
Os negócios cambiais realizados pelos bancos
podem ser efetuados com seus clientes
não-bancários (empresas, particulares etc.) como
também com outros bancos (operações
interbancárias).
Tais operações poderão referir-se a operações
"prontas", operações "futuras", operações de
s1aps, hed"in" etc.
As transações "interbancárias" normalmente são
efetuadas por telex ou telefone, diretamente entre
os bancos ou, conforme a legislação cambial do
país, com a intervenção de corretores.
A rapidez é fator primordial na condução dessas
operações os negócios são consumados dizendo-se
simplesmente "feito" a uma proposta.. Uma proposta
de operação devera ser imediatamente respondida
ela outra parte, aceitando-a ou recusando-a. Uma
demora na resposta poderá fazer que a outra parte
se recuse a fechar o negocio nas condições
estabelecidas inicialmente. Este aspecto é de
particular importância no caso de cotações
cambiais, as quais, em um mercado livre de câmbio,
poderão modificar-se rapidamente, de acordo com
as condições de mercado.
TIPOS DE TAQAS CAMBIAIS
Ao examinarmos o funcionamento do mercado
cambial, fizemos menção a dois tipos de taxas de
compra e de venda. Todavia, outros tipos de taxas
existem, conforme verificaremos a seguir.
Ta6a d% R%$a&&% % Ta6a d%
Co:%*tu*a
Taxa de repasse é aquela pela qual o Banco
Central do Brasil adquire a moeda estrangeira dos
bancos comerciais.
Taxa de cobertura é aquela pela qual o Banco
Central do Brasil vende moeda estrangeira aos
bancos comerciais.
Ta6a& C*u1ada& 4Cross'Rates5
Taxas cruzadas vêm a ser as taxas teóricas
resultantes da comparação das respectivas
cotações de duas moedas, cotações essas
expressas em uma terceira moeda (o dólar
americano, por exemplo).
Digamos que, no mercado cambial nor-
te-americano, o franco suíço esteja cotado a US$
0,231, enquanto o marco alemão está cotado a US$
0,275. Dividindo-se esses valores, um pelo outro,
vamos obter as seguintes taxas cruzadas.-
franco suíço/marco: 91. Fr. 1,00 = DM 0,84
marco/franco suíço: DM ),:: < 91. Fr. 1,19
Quando as transações cambiais são livres, essas
taxas cruzadas não deverão diferir sensivelmente
da cotação do franco suíço em Frankfurt ou da
cotação do marco alemão em Zurich.
Ta6a& ;iv*%& % Ta6a& OJi,iai&
Taxas livres são aquelas provenientes das
condições de oferta e procura de divisas em um
mercado livre de câmbio, admitindo-se, contudo, a
possibilidade de uma intervenção das autoridades
monetárias, mediante operações de compra e
venda de divisas, com o objetivo de evitar variações
excessivas das taxas.
Taxas oficiais são as determinadas pelas
autoridades monetárias, não resultando, assim, do
livre entrechoque das condições de oferta e procura,
embora estas possam, em grande parte, influenciar
o pensamento das autoridades monetárias na
determinação do nível das taxas oficiais.
Ta6a& P*onta& % Ta6a& Futu*a&
Taxas prontas são aquelas aplicadas em
operações de compra e venda de moeda
estrangeira, onde ela é entregue dentro do razão de
até dois dias úteis, contados da ata da negociação.
Taxas futuras referem-se a transações de
compra e venda de moeda estrangeira, onde a
entrega dessa moeda e o seu pagamento somente
ocorrerão após o período de tempo concordado
entre as partes.
Ta6a& Fi6a& % Ta6a& Va*i)v%i&
Taxas fixas são aquelas mantidas invariáveis em
um determinado nível, seja por determinação
governamental (congelamento da taxa), seja por
operações de compra e venda de divisas por parte
das autoridades governamentais sempre que as
cotações de mercado se desviarem das taxas
determinadas pelo governo. A taxa fixa poderá
coincidir ou não com o par metálico. Uma pequena
variante das taxas fixas seria a ta6a %&t)v%A onde é
permitida às taxas de câmbio uma certa variação,
dentro de pequenos limites.
52
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
As autoridades monetárias não intervêm no
mercado, a não ser quando é atingido o limite
mínimo ou máximo.
As taxas variáveis, como o próprio nome está
dizendo, são aquelas que variam. Podem ser
J%68v%i&A quando as paridades monetárias são
reajustadas gradualmente, dentro de pequenos
intervalos de tempo. E o sistema denominado
cra1lin"pe". Existe, também, uma outra taxa
variável, que é conhecida por ta6a Jutuant%" Neste
caso, não existem paridades monetárias e as taxas
cambiais flutuam livremente, embora possam estar
sujeitas a sofrer intervenções a parte das
autoridades monetárias, em caso de autuações
exageradas.
Não é possível dizer-se qual dos dois sistemas
taxas fixas ou taxas variáveis) apresenta maiores
vantagens ou desvantagens. Os economistas que
se têm dedicado à matéria divergem bastante nesse
ponto, não havendo, pois, um consenso geral. A
verdade é que ambos os sistemas apresentam
méritos e deficiências, devendo ser aplicados
conforme a situação econômica de cada país.
N8v%i& d% P*%-o& % Ta6a& Ca#:iai&
O desaparecimento do padrão-ouro e as
distorções provocadas pela inflação na maioria dos
países após a 1ª Guerra Mundial, destruíram
completamente o sistema de paridades estáveis
entre as várias moedas, sistema que vinha
funcionando até então.
Uma vez terminado o conflito, surgiu a
preocupação , entre os diversos países, do
estabelecimento de novos tipos de câmbio, uma vez
que os anteriores haviam perdido o seu significado.
Em 1919, um economista sueco, Gustav Cassel,
procura determinar os níveis em que se deveriam
fixar as novas paridades, desenvolvendo uma nova
teoria, que recebeu o nome de Teoria da Paridade
do Poder de Compra. Com essa Teoria, procurou
ele demonstrar que a política comercial e monetária
internas exercem influência sobre a taxa cambial,
pensamento esse contrário ao que vigorava na
época, de que os fenômenos cambiais eram
diversos cios fenômenos monetários e creditícios
internos.
Sendo o valor da moeda representado pelo seu
poder aquisitivo (Capítulo 1, item 1.5), a compra de
moeda estrangeira nada mais seria, então, do que a
troca de poder aquisitivo nacional por poder
aquisitivo estrangeiro.
Desse modo, o novo tipo de câmbio deve refletir
as modificações relativas dos preços em dois países
considerados.
A F2*#ua d% Co**%-9o da Ta6a Ca#:ia
Diz Cassel que, "quando duas moedas são
submetidas a um processo de inflação, o tipo de
câmbio normal é igual ao tipo antigo, multiplicado
pelo quociente do grau de inflação em cada país".
Essa afirmativa pode ser consubstanciada na
fórmula seguinte:
Ta,b = t0 Pn .
Pn
onde:
T0 = = taxa cambial em um período de base;
a = unidade monetária do país Ì (país que dá o
certo);
b = unidade monetária do país ÌÌ (país que dá o
incerto);
PÌÌ = nível geral de preços do país ÌÌ;
PÌ = nível geral de preços do país Ì;
Ta,b = valor da moeda "a" em termos da moeda
"b".
E6%#$o&:
1) consideremos dois países, digamos, Estados
Unidos e Ìnglaterra. Em uma época qualquer, que
será tomada como o período de base, o nível geral
dos preços nos dois países será igual a 100; a taxa
cambial no mercado americano seria, digamos, a
seguinte:
£ = US$ 2,00. Suponhamos, agora, que em um
período seguinte, o nível geral de de preços"os
Estados Unidos eleve-se para enquanto na
Ìnglaterra continua fixado em 100. Qual deveria ser
o novo valor da libra esterlina no mercado
americano, segundo as idéias de Cassel?
Aplicando-se a fórmula, teremos:
T£, US$ = US$ 2,00 x 200 = US$ 4,00
100
Portanto, o novo valor da libra esterlina no
mercado americano seria igual a US$ 4,00;
2) suponhamos agora que o nível geral de
preços nos Estados Unidos seja igual a 200,
enquanto na Ìnglaterra diminua para 50.
Considerando-se a mesma taxa cambial do período
de base e aplicando a fórmula, teremos:
T£, US$ = US$ 2,00 x 200 = US$ 8,00
50
Portanto, o novo valor da £ seria igual a US$
8,00.
A&$%,to& N%3ativo& da T%o*ia
53
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
A& críticas sofridas pela Teoria da Paridade do
Poder de Compra podem ser agrupadas em dois
itens:
a) críticas quanto à possibilidade de aplicação da
formula de correção;
b) críticas quanto à validade científica da teoria.
No tocante à possibilidade de aplicação da
fórmula, vários autores referem-se às dificuldades
na escolha do índice que deveria representar o nível
geral de preços, porquanto vários são os índices
existentes (preços no atacado, varejo, custo de vida,
de mercadorias destinadas ao comércio exterior
etc.). O cálculo desses índices, por &ua v%1A não
obstante os progressos da E&tat8&ti,a Econômica,
ainda está sujeito a falhas e critérios de ponderação
diversos.
Ìsso significa dizer que não se possui uma
medida segura do poder aquisitivo de uma moeda
no próprio país, fato que poderá provocar serias
distorções quando quisermos proceder a
comparações entre índices de países diferentes.
No que se refere à validade científica da teoria,
uma das principais críticas é a de que ela considera
apenas os níveis gerais e preços, desprezando
outros elementos que afetam o volume da procura,
tais como: rendimentos, motivos psicológicos etc.
Há possibilidade de variações do volume de
produção em um e outro pais sem que ocorram
alterações de preços. Por exemplo: se no período
considerado, a expansão da atividade econômica
em um dos países for sensivelmente maior do que
em outro, em relação ao ano de base o incremento
de importação no primeiro país e de exportação no
segundo país pode afetar a taxa cambial entre as
duas moedas, sem afetar o nível de preços no país
cujo volume de produção e de emprego crescem.
Motivos psicológicos, tais como instabilidade
política, ameaça de revoltas, maior ou menor
confiança na política econômico-financeira do
governo podem provocar aumento na procura de
moeda estrangeira, o que implicará aumento na
taxa cambial, sem necessidade obrigatória de
influência sobre o nível geral de preços.
Outra crítica é a de que a teoria de Cassel está
baseada na idéia, excessivamente simplificada, de
que o comércio internacional e a única fonte de
pagamentos internacionais. Ìsso significaria
reduzir-se a balança de pagamentos a uma balança
comercial, sem levar-se em consideração os
movimentos de capitais, os quais influem sobre a
taxa cambial. Uma entrada de capitais, por exemplo,
aumenta a oferta de divisas estrangeiras e contribui
para diminuir a taxa cambial.
Finalmente, a última crítica é a de que a Teoria
revela-se completamente inútil em situações onde
ocorram controles de câmbio.
A&$%,to& Po&itivo& da T%o*ia
Todavia, deve ser levado em conta que a Teoria
da Paridade do Poder de Compra foi desenvolvida
logo após a 1ª Grande Guerra, quando as altas de
preços foram consideráveis e as principais
responsáveis pela instabilidade monetária
internacional.
Aliás, é interessante mencionar que, não
obstante as críticas apontadas, inúmeros
economistas são concordes em afirmar que as
variações dos níveis de preços constituem o fator
mais importante na determinação da taxa cambial.
Em casos de inflação generailizada, pode-se
comprovar a vã idade das idéias de Cassel. Assim,
se os preços internos elevarem-se em virtude da
inflação e se a taxa cambial permanecer congelada,
chegará um momento em que as exportações não
mais poderão realizar-se, em virtude dos preços
insuficientes em moeda nacional, e as indústrias
nacionais não poderão sobreviver, face à concorrên-
cia do produto estrangeiro.
Um exemplo típico da validade das idéias de
Cassel nos é dado pela situação brasileira. Por
ocasião da entrada do Brasil para o Fundo
Monetário Ìnternacional, em 1948, a paridade do
cruzeiro em relação ao dólar era de Cr$ 18,50
(cruzeiros antigos) por dólar. Ora, sendo o grau de
inflação no Brasil infinitamente maior do que nos
Estados Unidos, é fácil perceber-se que o preço do
dólar teria, forçosamente, de acompanhar a
elevação dos preços em geral em nosso país, muito
embora as autoridades monetárias procurassem, no
passado, sem resultado, conter essa elevação,
mediante congelamento das taxas.
Pelo exposto, podemos concluir que a Teoria de
Cassel é válida, dentro de certas limitações,
evidentemente, devendo, porém, a sua fórmula de
correção ser considerada apenas como guia para a
determinação dos tipos de câmbio, porquanto,
embora no caso de inflação constante a tendência
da taxa cambial seja de elevação, ela não ocorre de
maneira contínua, estando sujeita a variações
sazonais, ou seja, a altos e baixos, de acordo com o
esquema seguinte:
54
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
D%&vao*i1a-.%& Ca#:iai& % Baan-a Co#%*,ia
As desvalorizações cambiais têm sido utilizadas
por vários países, em épocas diversas, como uma
tentativa de corrigir déficits em suas balanças
comerciais
Consideremos que o valor do dólar nor-
te-americano seja de CR$ 1.000,00. Chamemos de
"A" ao conjunto de mercadorias que são importadas
pelo Brasil do restante o mundo e "B" ao conjunto
de mercadorias que exportamos para os diversos
países.
Admitamos que todas essas transações sejam
conduzidas unicamente em dólares
norte-americanos (que é o que praticamente ocorre
na realidade).
Finalmente, suponhamos, ainda, que o rego,
tanto de uma unidade de "A" como "B", seja igual a
US$ 1,00
Teríamos, então:
US$ CR$
preço de A.........................1,00 1.000,00
preço de B ........................1,00 1.000,00
Vamos supor agora, que o governo ceda a uma
desvalorização cambial (ou seja, desvalorize o
cruzeiro real em relação ao dólar). Com isso o valor
do dólar se elevará em, digamos, 50%.
A nova situação será a seguinte:
US$ CR$
preço de A.........................1,00 1.500,00
preço de B ........................1,00 1.500,00
Observa-se que as importações custarão mais
cruzeiros reais para o importador brasileiro e que,
por outro lado, os exportadores brasileiros
receberão mais cruzeiros reais pelas suas
exportações. Ìsto poderá levar os exportadores a
diminuir o preço de seus produtos em dólares, com
o objetivo de exportar maiores quantidades.
Em princípio, tal situação poderá provocar uma
diminuição das importações e um aumento das
exportações, contribuindo para a melhora da
balança comercial.
Na realidade, porém, esse resultado dependerá
de como as procuras de exportáveis e importáveis
reagirão às variações de preços. Poderá ocorrer
que uma desvalorização agrave ainda mais o déficit
da balança comercial, conforme veremos.
Suponhamos que os preços (em dólares) dos
exportáveis diminuam. Como já dissemos, as
quantidades exportadas poderão aumentar. Porém,
a menos que a variação da receita cambial
resultante do aumento das quantidades exportadas
seja igual ou maior do que a variação negativa
representada pela diminuição dos preços dos
exportáveis, a receita cambial decrescerá. este
caso, os dispêndios com divisas na importação
terão de diminuir substancialmente para compensar
a diminuição da receita de divisas provenientes da
exportação.
A Ea&ti,idad%KP*%-o
As variações nas quantidades exportadas e
importadas dependem de uma série de fatores. Um
deles, talvez o mais importante, vem a ser a
chamada %a&t8,idad%K$*%-o da procura de
exportáveis ou importáveis. Em poucas palavras,
vem a ser a resposta da procura a uma variação no
preço dos produtos.
Há várias maneiras, algumas mais sofisticadas,
outras menos, de se calcular a elasticidade-preço. O
que importa, porém, para o leitor, é entender o seu
funcionamento.
Consideremos que o preço de um produto
aumente (ou diminua), digamos, 10%. Se as
quantidades procuradas diminuírem (ou
aumentarem) em 10%, diremos que a procura
possui %a&ti,idad% unit)*ia" Se as quantidades
procuradas diminuírem (ou aumentarem) em mais
de 10%, diz-se que a procura é %)&ti,a" Se, porém,
as quantidades procuradas diminuírem (ou au-
mentarem) em menos de 10%, a procura diz-se
in%)&ti,a"
Vejamos como as elasticidades influem sobre as
importações. Se a procura de importáveis for
%)&ti,aA então as quantidades importadas se
reduzirão em proporão maior do que o aumento nos
preços e cruzeiros), o que significará que o dis-
pêndio total em dólares diminuirá.
Examinemos agora o que ocorre com as
exportações. Uma desvalorização cambial permitira
55
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
ao exportador brasileiro, como já vimos, receber
mais cruzeiros-reais por suas exportações. Ìsto
permitira aos nossos exportadores reduzir os preços
em dólares, sem sacrificar suas receitas em termos
de cruzeiros reais. Se a procura estrangeira por
nossos produtos for %)&ti,aA o aumento da
quantidade procurada mais do que compensará o
menor preço em dólares por unidade exportada, de
modo que a receita em dólares aumentará.
Combinando-se o novo dispêndio em divisas
destinadas à importação com o aumento da receita
de divisas provenientes do aumento da exportação,
o resultado será um saldo favorável.
Porém, o que acontecerá se as elasticidade-
preço para a procura de exportáveis e importáveis
forem baixas, isto e, se as procuras forem
inelásticas?
Na importação, a quantidade poderá diminuir,
porem, em proporção bem menor do que o aumento
ocorrido nos preços (em cruzeiros reais) desses
produtos. Para complicar mais a situação, poderá
ocorrer, no caso de produtos essenciais, que a pro-
cura nem diminua, apesar do aumento de preços.
No lado das exportações, a situação será pior
ainda. A procura de nossos produtos poderá
aumentar, porém, numa proporção menor do que a
queda ocorrida nos preços: Resultado a receita de
exportação diminuirá.
Um pequeno exemplo numérico permitira melhor
compreensão do assunto.
Suponhamos que, ao preço de US$ 1.000, uma
empresa exporte 1.000 unidades de uma
mercadoria. Sua receita cambial será, portanto, de
US$ 1 milhão. Consideremos, agora, que tenha
havido uma maxidesvalorização cambial. A empresa
receberá mais cruzeiros reais por seus dólares de
exportação. Ela resolve, então, diminuir o preço em
dólares, com o objetivo de vender maiores
quantidades. Admitamos que o preço seja reduzido
para US$ 700 e, com isso, a empresa consiga colo-
car 1.200 unidades. Sua receita cambial será de
US$ 840 mil, inferior, portanto, àquela percebida
quando o preço de seu produto era mais elevado. O
mesmo poderão ocorrer com os produtos das
demais empresas exportadoras, provocando redu-
ção da receita cambial do país.
Como resultado desse efeito combinado, iremos
ter um agravamento da balança comercial.
Várias outras situações poderão ser
consideradas, combinando-se diferentes tipos de
elasticidade para as exportações e para as
importações.
Na prática, seria muito difícil para os governantes
calcular as elasticidades-preço da procura de todos
os produtos exportáveis e importáveis,
especialmente em países COM deficiência de
estatísticas, como é o caso do Brasil. Além do mais,
as elasticidades podem variar com o tempo, devido
a circunstâncias diversas (Mudanças de hábitos,
alterações nos rendimentos dos indivíduos,
surgimento de produtos substitutos etc.).
Assim sendo, os governantes partem do
pressuposto de que tanto a procura de exportáveis
como de importáveis são bastante elásticas e que
uma desvalorização cambial, aumentando os preços
dos artigos importáveis e permitindo uma redução
nos preços dos produtos exportáveis, proporcionara
uma redução nas despesas totais com a importação
e um aumento nas receitas totais da exportação.
Nada, porém, poderá garantir a priori que isto
ocorrerá.
Contrato de C6m7io e .inanci'
amentos 8 E9portação e 8
Importação
DEFINIÇÃO
Define-se o Contrato de Câmbio como
instrumento especial firmado entre o vendedor e o
comprador de moedas estrangeiras, no qual se
mencionam as características completas das
operações de câmbio e as condições sob as quais
se realizam.
Na técnica bancária, o ajuste que se firma para a
aquisição de dinheiro estrangeiro ou para a venda
dele, diz-se mais propriamente 06E,;=>0 ?E
+;-8/0, aliás, o objetivo que se efetiva pelo
contrato.
Podemos dizer, pois, que o Contrato de Câmbio
é um instrumento especial através do qual se
formalizam as transações em moedas estrangeiras.
PREENCHIMENTO
Existe um "Manual de Preenchimento e
Utilização de Formulários de Contratos de Câmbio
(ENOC) ", mas, conforme Previsto na letra "f", do
item 2, do referido Manual, em se apresentando
dúvidas deverá o preenchimento do contrato de
câmbio ser feito sob a orientação do Setor de
Controle Cambial da Praça. (C. Circ. GECAM 312,
do BC).
56
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Apesar da obrigação normal do corretor em
auxiliar no preenchimento do Contrato, é oportuno
que o exportador disponha de um roteiro, a fim de
minimizar a perda de tempo.
Embora, na prática, não se dê a importância
devida, o preenchimento incorreto dos formulários
poderá ocasionar seja determinada a exclusão do
contrato da posição cambial do estabelecimento,
sem prejuízo das sanções legais eventualmente
cabíveis.
Face ao disposto no art. 23, da Lei 4.131, de
3.9.62, é de se ressaltar a absoluta importância da
colaboração da rede bancária autorizada a operar
em câmbio e das sociedades corretores de câmbio,
no sentido do adequado emprego dos formulários
de contrato e do completo e correto preenchimento
de todos os seus campos.
Aliás, os formulários de contrato de câmbio
adotados em obediência à Ìnstrução nº 260, de
23.12.63, da extinta SUMOC, contêm declaração de
que os contratantes têm pleno conhecimento do
artigo 23, da Lei 4.131, de 03.09.62, declaração
assinada pelo cliente do banco e visada por este.
A formalização das operações de câmbio, a
partir de 10 de janeiro de 1977 (contratação,
alteração, cancelamento ou baixa) passou a ser
promovida com utilização, exclusivamente, dos
formulários de contratos correspondentes aos
modelos BC 0203408 (TÌPO 01), BC 0203416 (TÌPO
02), BC 0203424 (TÌPO 03), BC 02032 (TÌPO 04),
BC 0203440 (TÌPO 05), BC 203459 (TÌPO 06), BC
0203467 (TÌPO 07) BC 0203475 (TÌPO 08), BC
0263483 (TÌPO 09) e BC 0203491 (TÌPO 10), insti -
tuídos pelo Comunicado GECAM nº 333, de 1.11.76
(V. Circular GECAM 312).
De grande importância para a espécie, é o
conhecimento do texto integral da Lei 4.131, de
03.09.62, supra citada, que "Disciplina a aplicação
do capital estrangeiro e as remessas de valores
para o exterior, especialmente no que trata das
"Disposições Cambiais", donde destacamos o
disposto no art. 23 e seus parágrafos.
CONTRATAÇÃO DE CAMBIO DE EQK
PORTAÇÃO
Em nosso País não é permitido o manuseio das
divisas resultantes das. operações comerciais com
o exterior. Assim, sempre que se realiza uma
exportação, deve-se ter, com antecedência,
contratada a venda das moedas estrangeiras. Ìsso
se faz obrigatoriamente através de um corretor devi-
damente autorizado, que, intervindo na operação, a
confirmara e responderá, perante o Banco
negociador, pela legitimidade do cliente e abonará a
sua firma.
Assim, o câmbio de exportação deverá ser, em
regra, contratado previamente à emissão, pela
Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil
S.A. ou pelo Banco Central, da respectiva guia que
ampare o embarque da mercadoria.
Excetuam-se, porém:
a) a exportação de bens de capital e de consumo
durável, bem como a venda de estudos e projetos
técnico-econômicos e de engenharia destinados a
empreendimentos no exterior, contratadas para pa-
gamento a prazo superior a 180 dias;
b) as exportações em consignação;
c) outros casos especiais de exportação sujeitos
a normas cambiais próprias.
A contratação do câmbio de exportação poderá
ser efetuada com antecedência de até 180 dias em
relação ao embarque da mercadoria, ressalvados os
casos de produtos sujeitos a características
especiais de comercialização em que o Banco Cen-
tral estabeleça prazo diferente do referido limite e as
operações concernentes a pagamento antecipado
de exportação.
Entretanto, somente deverá vender câmbio para
liquidação futura o exportador que tenha a real
possibilidade de entregar ao banco comprador a
moeda estrangeira, ou os documentos relativos à
exportação, até a data aprazada para esse fim, no
respectivo contrato de cambio.
Os contratos de câmbio relativos à exportação
de produtos sujeitos a prévio exame de preços e
controle de quantidade pela CACEX, deverão conter
anotação do registro de venda naquela Carteira de
Comercio Exterior e a validade do registro como
seque: "Registro de Venda nº ........ da CACEX
(praça), válido até (data)."
Cumprirá ao Banco comprador do câmbio
averbar no verso do original do Registro de Venda o
número, a data, valor em moeda estrangeira e
vencimento do contrato de câmbio aplicado.
Observadas as cautelas pró rias para cada
negócio, com especial cujo para as operações
financiadas, consideram os bancos contratantes os
seguintes elementos na contratação: o cliente. a
moeda, a taxa, o prazo, a entrega do câmbio, o fi-
nanciamento, as garantias e as condições de
compra e venda.
Dão os bancos maior ênfase às COM6,;9
6,0@A;9 ou com ,E?BC/?0 6,;C0 ?E
E@A,ED; e às vendas a prazo - respeitados os
limites para estas - com vista à obtenção de
disponibilidades externas em níveis adequados às
suas necessidades.
57
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Observação: Prescindem de Ìnstrumento
individual de contrato de câmbio as seguintes
operações:
/ # ?E +;-8/0 -;@B;E As operações:
a) de compras de moeda em espécie ou
"traveller's checks",
b) de vendas de moedas em espécie ou
"traveller's checks".
// # 3/@;@+E/,;9!
a) de compras de ordens de pagamento do
exterior, desde que o valor de cada uma delas não
seja superior a US$ 1.000 ou equivalente;
b) vendas relativas a remessas pessoais de até
US$ 300 ou equivalente;
c) vendas referentes a transferências de até US$
1.000, ou equivalente, destinadas a despesas de
viagem.
Subordina-se a visto ou autorização prévia do
8anco +entral do 8rasil a contratação de câmbio
referente, entre outras, a:
- compra e venda de moeda em espécie ou
"traveller's checks" e operações financeiras (há
algumas isenções);
- compras de exportação de café, cujas
respectivas declarações de vendas contenham essa
determinação;
- alterações, prorrogações, baixas e
cancelamentos de compras de exportação (inclusive
café);
- com -rã de livros, jornais, revistas e publicações
similares, de valor superior a US$ 300 efetuada por
particulares ou entidades jurídicas, não ligadas ao
comércio livreiro.
PRABOS
Da& ;%t*a& %+ou Do,u#%nto& d% E6$o*ta-9o:
O prazo das letras e/ou documentos de
exportação não deve exceder a 180 dias, contados
da data do embarque da mercadoria, exceto se
previamente autorizado prazo maior pelo Banco
Central do Brasil ou no caso de exportações
pagáveis a prazo superior e objeto de normas
cambiais especificas.
D% Ent*%3a do& Do,u#%nto& R%J%*%nt%& Z
E6$o*ta-9o:
Os documentos referentes à exportação devem
ser entregues pelo exportador a banco com o qual
tenha negociado câmbio correspondente à
transação, até a data estipulada para esse fim no
respectivo contrato de câmbio e, respeitada esta,
até o 10o. dia útil seguinte ao do embarque da
mercadoria.
O prazo previsto para entrega dos documentos
referentes à exportação com câmbio contratado não
deverá exceder a 180 dias da data do fechamento
do câmbio, exceto em se tratando de exportação
com pagamento antecipado e nos casos de
produção sujeitos a características especiais de
comercialização em que o Banco Central estabeleça
prazo diferente.
Nas operações de câmbio referentes a
exportações e café, o prazo revisto para entrega
dos documentos não deverá exceder a 10 dias úteis
após o término da época estabelecida para
embarque na respectiva declaração de venda.
Esgotado o prazo pactuado no contrato de
câmbio para a entrega dos documentos, sem que
esta se efetive e sem que ocorra a correspondente
prorrogação, deverá ser o contrato cancelado ou
baixado, no máximo, nos 20 dias seguintes ao
vencimento do referido prazo.
REMESSAS
D% R%#%&&a ao E6t%*io* do& Do,u#%nto&
R%J%*%nt%& Z E6$o*ta-9o:
A remessa ao exterior, de documentos de
exportação, será processada, em regra, através de
banco que tenha contratado câmbio correspondente
à exportação, observado que os documentos
deverão ser encaminhados ao exterior no menor
prazo possível, depois de devidamente examinados
e conferidos pelo banco remetente, atentando-se
sempre para a conveniência da sua recepção, pelo
banqueiro no exterior, antes da cada da mercadoria.
A remessa ao exterior dos documentos
referentes à exportação poderá, também, ser
efetuada diretamente pelo exportador, nos casos
em que - inexistindo de tal procedimento qualquer
inconveniente para o normal pagamento da
exportação no exterior - seja essa forma
convencionada entre as partes. Será indispensável,
porém, que de tal fato se faça constar cláusula
expressa no contrato de câmbio.
D% ;i5uida-9o do Cont*ato d% C\#:io d%
E6$o*ta-9o:
Os prazos dos contratos de câmbio, celebrados
entre os bancos e seus clientes, obedecerão ao
seguinte regime geral:
COMPRAS EM MOEDAS CONVERSÍVEIS:
a) Exportação:
1. Liquidação pronta: o prazo se estende até o
segundo dia útil após a data da contratação do
câmbio.
58
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
2. Ei(uidação futura: a fixação do prazo deve ser
feita tendo-se em conta a data prevista para a
entrega da moeda estrangeira, como segue:
Ì - nos casos em que a liquidação de câmbio
deva processar-se contra a entrega da moeda
estrangeira, mediante crédito em conta no exterior
(item Ì da Res. Nº 391), o prazo de liquidarão do
contrato será determinado adicionando-se ao prazo
de entrega, dos documentos o prazo das letras ou
dos documentou de exportação e o período de
trânsito, de até 30 dias corridos, relativo a remessa
dos documentos, e/ou à recepção do aviso de
pagamento ou de crédito o valor da exportação, no
exterior;
ÌÌ - nas operações lastreadas em cartas de
crédito (exportações à vista ou a prazo), o
vencimento do prazo para a liquidação do contrato
de câmbio não poderá exceder de 5 dias úteis o
vencimento do prazo previsto para a entrega dos
documentos de embarque;
ÌÌÌ - nos contratos de câmbio celebrados para
liquidação futura, relativos a exportações em que o
ingresso da moeda estrangeira deva ocorrer
antecipadamente ao embarque da mercadoria o
prazo para liquidação do contrato de câmbio será de
até - dias, contados da data da sua celebração.
Decorrido esse prazo sem que se verifique a
liquidação do contrato, deverá ser este cancelado
ou baixado, no máximo até o 5o. dia útil
subseqüente ao vencimento do prazo de liquidação
(Com. GECAM 331, do BC).
b) Financeiras: Somente para entre"a pronta:
- liquidação em 2 (dois) dias úteis (Rés. 120, z
BC)
- operações enquadradas na Rés. 63 e
Comunicado
Firce 10: liquidação em F dias &teis, contados a
partir da data em que as divisas tenham sido
creditadas à conta do banco brasileiro autorizado a
operar em câmbio (C. Circ. GECAM 151 do BC).
Não ocorrendo a liquidação do contrato de
câmbio no prazo avençado para tal fim, deverá ser
prorrogado, cancelado ou baixado o contrato, no
máximo, nos 30 dias seguintes ao vencimento do
prazo de liquidação, à exceção dos casos de
prorroga cancelamento ou baixa que dependam
prévia autorização do banco Central do Brasil
hipótese em que o prazo de 30 dias, indicado,
prevalecerá para apresentação do correspondente
pedido ao Banco Central.
A;TERAÇÃO DO CONTRATO DE CAMBIO DE
EQPORTAÇÃO
Dos elementos constantes dos contratos de
câmbio de exportação, não são suscetíveis de
alteração as partes intervenientes como comprador
e vendedor, bem como os relativos ao valor em
moeda estran"eira, valor em moeda nacional, a taxa
cambial aplicada e outras mercadorias para café.
A alteração dos demais elementos integrantes
dos contratos de câmbio de exportação poderá ser
efetuada, por mútuo consenso das partes e desde
que com anterioridade ao respectivo embarque da
mercadoria, independentemente de prévia
autorização do Banco Central do Brasil, cumprindo
notar, todavia, em relação ao item MERCADORÌA,
que:
- será indispensável a observância, na alteração,
quando for o caso, da exigência referente à
exportação de produtos sujeitos a prévio exame de
preços e controle de quantidade pela CACEX;
- é vedada a alteração de outras mercadorias
para café.
Assim, poderão, por mútuo consenso entre as
partes, durante. a vigência da operação de câmbio,
ser introduzidas alterações nos elementos que a
compõem, admitindo modificações, entre outras:
- a moeda;
- o vencimento, o prazo de entrega e o prazo das
letras;
- a modalidade de pagamento;
- a mercadoria;
- a natureza da operação;
- as parcelas que compõem o preço (F.O.B.,
FRETE E SEGURO), sem alteração do valor;
- o porto de embarque, o preço de registro e as
cotas de contribuição, etc.
As alterações admitidas nos contratos de compra
de exportação poderão ser efetuadas, por mútuo
consenso das partes e desde que com anterioridade
ao respectivo embarque da mercadoria, indepen-
dentemente de prévia autorização do Banco Central
do Brasil.
Eventuais modificações do valor da operação
serão formalizadas por novo instrumento, a saber:
- alteração para maior: mediante complemento
de compra e venda, conforme o caso;
- alterações para menor: mediante cancelamento
parcial da operação.
Concretizam-se as alterações mediante
preenchimento de instrumentos apropriados, que
devem ser assinados pelo cliente e pelo Banco,
cabendo, também, nos casos de operações
processadas em praça sede de Bolsas de Valores
em funcionamento, a interveniência e assinatura da
firma ou sociedade corretora, que tenha ou não
participado da operação original.
Quanto às prorrogações dos prazos para entrega
de cambiais e/ou documentos de embarque e para
liquidação de contratos, quando esta dilação,
somada ao prazo inicial, ultrapassar os limites
59
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
máximos admitidos livremente (v. item PRAZOS,
acima), dependem de prévia autorização do Banco
Central do Brasil.
Se respeitados os limites do Banco Central,
independem de autorização prévia.
Porém, quando o embarque da mercadoria, por
razões comprovadamente alheias à vontade do
exportador, não puder se efetuar dentro do prazo
máximo admitido, possível é, por mútuo consenso,
ser promovida a prorrogação do prazo pelo estri-
tamente necessário à efetivação do embarque e
entrega dos documentos, independentemente de
autorização do Banco Central (tolerância) desde
que essa prorrogação não exceda 30 (trinta) dias.
O vencimento de compras de exportação poderá
ser prorrogado nos seguintes casos:
# antes da entre"a das letras e/ou documentos
(desde que haja dilação do prazo da entrega, ou do
prazo das letras, ou de ambos simultaneamente);
# ap5s a entre"a das letras eGou documentos
(desde que haja dilação do prazo para pagamento
das cambiais)
As prorrogações de compras de exportação se
farão mediante preenchimento e instrumento
próprio, o qual deverá ser assinado pelo cliente,
pelo banco negociador do câmbio e, nos casos de
operações processadas em praça-sede de Bolsas
de valores em funcionamento, por firma ou
sociedade corretora.
Correlativamente. à PRORROGAÇÃO ' tem-se
que, em princípio, devem os, contratos de câmbio
de exportação ser cumpridos dentro dos prazos
originalmente pactuados. Deve-se considerar que
as prorrogações, embora admitidas, podem
ocasionar problemas vinculados à posição de
câmbio dos bancos no exterior. Ìsso porque os
bancos, com a finalidade de evitar saldo a
descoberto, em contas mantidas com seus
correspondentes no exterior, ao contratarem
operações de câmbio procuram conjugar os prazos
de suas compras futuras com os (Ìas vendas a pra-
zo.
É claro que havendo prorrogação da +0-6,;,
sem a correspondente prorrogação da HE@?;,
disto resultará um desequilíbrio em sua posição
original, sendo forçado o Banco a desembolsar a
moeda vendida antes do recebimento da comprada
e que, em havendo saldo a descoberto, obrigar-se-á
a pagar juros sobre os saldos devedores até a Nata
da regularização.
Remetendo, aqui, o leitor, ao item "Posição de
Câmbio dos Bancos", acima, exemplificamos:
Se um banco com rã para entrega em 90 dias
US$ 800.000% e não vende essa posição no
mesmo dia, obriga-se a repassar para o Banco
Central o excesso, digamos, US$ 300.000,00
repasse que poderá ser feito para entrega no
mesmo prazo, para tanto, firmando com aquela
Autarquia um contrato de compra e venda e assu-
mindo o compromisso de, naquele prazo, entregar a
moeda estrangeira.
D%,o**ido o $*a1oA &% o vendedor da moeda
estrangeira ao Banco não tiver realizado a entrega
da mesma, ainda que o banco mantenha
internamente uma posição comprada no limite
superior permitido, na realidade sua conta de
depósito, junto ao banqueiro no exterior, estará a
descoberto e sobre o saldo a descoberto de US$
300.000,00 pagará juros ao banqueiro e terá mais o
prejuízo da não aplicação no mercado da diferença
de US$ 500.000,00 ' não devendo ser esquecido
que, além dos juros, experimenta, ainda, o banco, o
ônus do imposto de renda, num percentual que
atinge a 33,34,, sobre o valor dos juros pagos.
Por tal razão é que a Lei nº 1.807, de 7.01.53,
artigo 2o., § 2o., "obriga o vendedor a indenizar o
comprador dos ônus advindos do atraso na entrega
das cambiais. A essa justíssima indenização é que
se denomina de 80@/3/+;=>0, que nada mais é
do que os juros devidos pelo vendedor em razão do
atraso na entrega das cambiais.
;I@UIDAÇÃO DO CONTRATO DE CAMBIO DE
EQPORTAÇÃO
A liquidação, do contrato de câmbio de
exportação será, em regra, efetuada contra o
recebimento, pelo banco comprador do câmbio, do
aviso de pagamento da exportação ou, se recebido
antes, do respectivo aviso de crédito do valor em
moeda estrangeira em conta pelo mesmo mantida
no exterior.
Nas exportações, à vista ou a prazo, amparadas
em cartas de crédito, acolhidas para negociação
(pelo banco comprador do câmbio), o contrato de
câmbio deverá ser liquidado quando do
recebimento, pelo banco comprador do câmbio, dos
documentos comprobatórios da exportação, desde
que não apresentem qualquer discrepIncia (uanto
7s condiç$es estabelecidas na carta de crédito, Em
se verificando qualquer discrepIncia. nos
documentos, não regularizada previamente à sua
remessa para o exterior, a liquidação do contrato de
câmbio somente poderá ser efetuada mediante o
recebimento, pelo banco comprador de câmbio, do
aviso do banqueiro instituidor do crédito, dando
conformidade aos documentos ou informando o
pagamento da exportação.
Em se verificando o desconto no exterior, sem
direito de regresso, de cambial de exportação,
deverá ser o correspondente contrato de câmbio
imediatamente liquidado.
60
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
O contrato de câmbio de exportação poderá ser
também liquidado mediante a ent*%3aA ao :an,o
,o#$*ado* d% ,\#:ioA d% %t*a& d% %6$o*ta-9o
avai1ada& ou 3a*antida& $o* :an5u%i*o d% 1ª
ordem, no exterior.
A liquidação do contrato de câmbio de
exportação ainda, verificar-se contra o recebimento
pelo banco comprador do câmbio, da moeda
estrangeira, entre gue em espécie ou em "traveller's
checks", nos casos especiais, objeto de regula-
mentação especifica do Banco Central do Brasil, em
que tal procedimento sei a admitido.
Portanto, em síntese, são de liquidação imediata
(dentro de 2 dias úteis de seu fechamento) as
compras e vendas de câmbio financeiras, sendo
que as compras de exportação de mercadorias
(inclusive parcela de frete e seguro ligadas às
mesmas) serão liquidadas, como norma geral, nas
seguintes ocasiões:
- quando do pagamento antecipado;
- quando do recebimento da moeda estrangeira
em espécie, inclusive "travellers chec's2 (casos
especiais definidos em regulamentação especifica);
- quando do recebimento/remessa dos
documentos (cambiais à vista, baseadas em cartas
de crédito sem discrepância, ao amparo de linhas
de crédito concedidas a agencias e banqueiros no
exterior, bem como cursados dentro dos Convênios
de Créditos Recíprocos e Convênios Bilaterais de
Pagamentos);
- quando do vencimento da cambial (cambiais a
prazo, com aval bancário, dentro dos Convênios de
Créditos Recíprocos ;
- quando do recebimento do aviso ~e crédito de
banqueiro de 1' ordem (símbolo 13) - (nas
exportações refinanciadas pela CACE );
- quando do recebimento do aviso de li(uidação
da respectiva documentação no exterior (nos
demais casos).
MERCADO MONETÁRIO
Designa o setor do mercado financeiro que opera
a curto prazo. Compõe-se da rede de entidades ou
órgãos financeiros que negociam títulos e valores,
concedendo empréstimos a empresas ou particula-
res, a curto ou curtíssimo prazo, contra o paga-
mento de juros. Além dos bancos comerciais e das
empresas financeiras de crédito, o mercado
monetário compreende também o mercado paralelo
e o mercado de divisas. 0 movimento financeiro a
longo prazo caracteriza outro segmento, o do
mercado de capitais.
NOÇEES DE PO;ÍTICA
ECONFMICA
Conjunto de medidas tomadas pelo governo de
um país com o objetivo de atuar e influir sobre os
mecanismos de produção, distribuição e consumo
de bens e serviços. Embora dirigidas ao campo da
economia, essas medidas obedecem também a
critérios de ordem política e social - na medida em
que determinam, por exemplo, quais, segmentos da
sociedade se beneficiarão com as diretrizes
econômicas emanadas do Estado. 0 alcance e o
conteúdo de uma política econômica variam de um
país para outro, dependendo do grau de
diversificação de sua economia, da natureza do
regime social, do nível de atuação dos grupos de
pressão (partidos, sindicatos, associações de classe
e movimentos de opinião pública). Finalmente, a
política econômica depende da própria visão que os
governantes têm do papel do Estado no conjunto da
sociedade. De maneira geral, podem-se classificar
as políticas econômicas em três tipos, segundo os
objetivos governamentais: estruturais, de
estabilização con4untural e de expansão. ; política
estrutural está voltada para a modificação da
estrutura econômica do país (podendo chegar até
mesmo a alterar a forma de propriedade vigente),
regulando o funcionamento do mercado (proibição
de monopólios e trustes) ou criando empresas
públicas, regulamentando os conflitos trabalhistas,
alterando a distribuição de renda ou nacionalizando
empresas estrangeiras. A política de estabilização
conjuntural visa à superação de desequilíbrios
ocasionais. Pode envolver tanto uma luta contra a
depressão como o combate à inflação ou à
escassez de determinados produtos. A política de
expansão tem por objetivo a manutenção ou a
aceleração do desenvolvimento econômico. Nesse
caso, podem ocorrer reformulações estruturais e
medidas de combate à inflação, proteção
alfandegária e maior rigor na política cambial contra
a concorrência estrangeira. Cada uma dessas
modalidades apóia-se numa corrente ou mais de
pensamento econômico e liga-se a critérios políticos
e ideológicos. Essa subordinação das decisões
governamentais a posições teóricas acompanhou
todo o desenvolvimento do capitalismo, desde o
mercantilismo, passando pelo liberalismo
econômico - laissez#faire # e intensificando-se após
a crise econômica de 1929, quando o Estado
passou a intervir diretamente na economia para
controlar as crises cíclicas do sistema e promover e
orientar o desenvolvimento.
NOÇEES DE PO;ÍTICA
MONETÁRIA
Conjunto de medidas adotadas pelo governo
visando a adequar os meios de pagamento
disponíveis às necessidades da economia do país.
Essa adequação geralmente ocorre por meio de
uma ação reguladora exercida pelas autoridades
sobre os recursos monetários existentes, de tal
61
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
maneira que estes sejam plenamente utilizados e
tenham um emprego tão eficiente quanto possível.
Na maior parte dos países, o principal órgão
executor da política monetária é o Banco Central,
entidade do Estado ou dele dependente,
encarregada da emissão de moeda, da regulação
do crédito, da manutenção do padrão monetário e
do controle de câmbio. De maneira geral, esse
órgão põe ao alcance dos bancos os mesmos
serviços que eles prestam a seus clientes. A política
monetária pode recorrer a diversas técnicas de
intervenção, controlando a taxa de juros por meio da
fixação das taxas de redesconto 'cobradas dos
títulos apresentados pelos bancos, regulando as
operações de open mar'et ou impondo aos bancos
o sistema de reservas obrigatórias (depósitos com-
pulsórios) para garantir a liquidez do sistema
bancário. Em relação ao crédito, podem ser ado-
tadas medidas restritivas ou práticas seletivas. As
primeiras geralmente ocorrem em períodos de
elevada inflação ou crise no balanço de pagamentos
e consistem na fixação dos limites de crédito
bancário e na redução dos prazos de pagamento
dos empréstimos. As práticas seletivas, por sua vez,
visam sobretudo a direcionar o crédito para as
atividades mais rentáveis e produtivas da economia.
No Brasil e em outros países, a política monetária
constitui atualmente um instrumento de combate
aos surtos inflacionários. Sua maior eficácia em
relação às outras políticas econômicas se deve à
flexibilidade com que pode ser aplicada e ao
conjunto de medidas práticas que põe ao alcance
das autoridades, desobrigando-as de submeter suas
decisões ao legislativo. Convém ressalvar, no
entanto, que essa "autonomia monetarista", se
levada ao extremo, pode ocasionar graves
distorções e resultados muitas vezes desastrosos. É
o que afirmam, num pólo do pensamento
econômico, os defensores das reformas estruturais,
para agilizar a economia; e, no outro pólo, os
partidários da escola de Chicago, para quem a
regulação da atividade econômica deve ser exercida
pelo rígido controle do crescimento da massa mone-
tária, que deveria aumentar em conformidade com
uma taxa previamente determinada ou limitada a
uma estreita faixa de variação.
FORMAÇÃO DA TAQA DE 4URO
4URO" Remuneração que o tomador de um
empréstimo deve pagar ao proprietário do capital
emprestado. Quando o juro é calculado sobre o
montante do capital, é chamado de juro simples.
Para o cálculo do juro composto, o juro vencido e
não pago é somado ao capital emprestado, for-
mando um montante sobre o qual é calculado o juro
seguinte. Suponhamos um empréstimo de R$
1000,00 a 5% ao ano, por um período de três anos.
Se o contrato estabelecer juros simples, o resultado
será: juros simples = 3 X 5% de R$ 1000,00 = R$
150,00
Se o juro for composto, o resultado será:
juros do 1º ano = 5% de R$ 1000,00 = R$ 50,00
juros do 2º ano = 5% de R$ 1050,00 = R$ 52,50
juros do 3º ano = 5% de R$ 1102,50 = R$ 55,125
R$ 157,625
0 juro composto (R$ 157,625) é maior do que o
juro simples (R$ 150,00). Na medida em que o juro
composto é calculado sobre um montante cada vez
maior, seu resultado será sempre maior do que o
juro simples. 0 cálculo do juro composto pode ser
simplificado mediante a fórmula j = c(1+i)
n
- c, onde j
é o juro a ser calculado; c é o capital emprestado; i
é a taxa de juro; n é o número de períodos (um ano,
uma semana etc.) ou intervalos nos quais o juro é
composto. No exemplo anterior, o cálculo do juro
composto seria o seguinte: j = R$ 1000 (1+0,05) -
R$ 1000 = 157,625. Do ponto de vista teórico, os
economistas clássicos como Adam, Smith, Ricardo
e Marx associam de alguma forma a taxa de juro à
taxa de lucro. Marx, por exemplo, considera o juro a
participação financeira no lucro (forma de expressão
da mais-valia) do capitalista produtivo, e afirma que
a taxa de juro deve ser inferior à taxa média de
lucro, resultante da produção capitalista. Os
economistas clássicos atribuíam a cobrança de
juros à produtividade do capital, ou seja, ao lucro
que o capital proporciona a quem o possui. A
cobrança também foi considerada o pagamento de
um serviço, isto é, da possibilidade de dispor de um
capital. Outros viram na cobrança de juros uma
compensação pela "espera", ou seja, uma
compensação pelo fato de o dono do capital deixar
de dispor desse dinheiro. Keynes explicou a
cobrança de juros pela escassez de capital (fator
objetivo) e por um elemento subjetivo, a "renúncia"
do dono do capital à liquidez. As várias correntes
econômicas também se posicionam sobre as varia-
ções da taxa de juros. Para os economistas clás-
sicos, essas variações são decorrência das varia-
ções na taxa de lucro, cujo movimento acompa-
nham. Na teoria marginalista, a taxa de juros vem
associada à taxa de lucro marginal e não à taxa de
lucro médio. A contribuição decisiva para a teoria do
juro foi oferecida por John M. Keynes, para quem a
quantidade de moeda, aliada à preferência pela
liquidez, é que determina a taxa de juros. Esta seria
determinada pela oferta e procura da moeda, que
tanto pode ser utilizada em investimentos quanto
em consumo ou especulação. A conseqüência
prática da teoria keynesiana do juro foi possibilitar a
manipulação da oferta monetária disponível e,
conseqüentemente, alterar a taxa de juros,
transformada em instrumento de uma política de
desenvolvimento econômico ou de combate à
inflação. Alguns keynesianos propuseram a
instituição de uma taxa de juros alta, atuando como
fator de desestímulo ao gasto de recursos escassos
e de incentivo à poupança. A essa posição contra-
pôs-se o próprio Keynes, quando considerou que a
62
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
extensão da poupança é determinada pelo fluxo de
investimento e este, por sua vez, cresce com uma
taxa de juros baixa. A política econômica ideal seria
a de baixar a taxa de juros até o ponto em que, em
relação à curva de lucro, alcançasse o mais alto
nível de atividade econômica, com pleno emprego.
Deve-se dizer, porém, que a determinação da taxa
de juros como instrumento de política econômica
tem sido considerada pouco eficaz, uma vez que o
peso do juro no custo da produção não é
significativo. Antes da expansão comercial e do
desenvolvimento do capitalismo, a cobrança de
juros constituía, um problema ético. Chamada de
usura, era terminantemente proibida pela Ìgreja na
Ìdade Média. Mas, com a expansão do comércio, as
novas exigências de capitais mais vultosos
estimularam a cobrança de juros. A reboque dos
fatos, a Ìgreja teve de fazer concessões e passou a
proibir somente a cobrança de juros em em-
préstimos destinados ao consumo pessoal. No
século XVÌ, a reforma calvinista aceitou e justificou
"teologicamente" a cobrança de juros, mas foi
somente no século XVÌÌÌ que os estudiosos
começaram a buscar uma justificativa econômica
para a cobrança de juros sobre os empréstimos
monetários. Embora ainda existam limites para a
cobrança de juros, esses limites, atualmente,
possuem finalidade econômica e são estabelecidos
pelas autoridades monetárias de cada país. No
Brasil, a Constituição de 1988 estabeleceu que o
juro real máximo a ser cobrado pelo sistema
financeiro é de 12% ao ano. Esse dispositivo
constitucional necessita de lei complementar para
ser regulamentado, uma vez que a Constituição não
esclarece o que significa juro real nem estabelece
as sanções para aqueles que infringirem a norma.
Veja também Keynes, John Maynard; Marx, Karl
Heinfich; Renda; Tabela Price.
4URO BANCÁRIO" A taxa de juros cobrada pe-
los bancos nas operações efetuadas junto aos
clientes varia com o tipo de operação realizada:
cheque especial, empréstimo pessoal, desconto de
duplicata, capital de giro etc. Os valores são, em
geral, fixados pelos movimentos do mercado, isto é,
giram em torno de taxas comuns a todos os bancos,
com pequenas variações conforme a política de
cada estabelecimento.
4URO NOMINA;" É o juro correspondente a um
empréstimo ou financiamento, incluindo a correção
monetária do montante emprestado. Quando a
inflação é zero, inexistindo correção monetária, o
juro nominal é equivalente ao juro real.
4URO REA;" É o juro cobrado ou pago sobre
um empréstimo ou financiamento, sem contar a
correção monetária do montante emprestado.
4UROS DE MORA" juros decorrentes da mora,
isto é, do atraso no pagamento de algo, em con-
seqüência de ato do devedor.
4UROS EQATOS" São aqueles incidentes to-
mando-se por base um ano de 365 dias.
4UROS F;UTUANTES" Vigentes no mercado no
momento do pagamento dos juros das dívidas
contraídas. Ao contrário dos juros fixos, pagos
durante todo o período do empréstimo, de acordo
com uma taxa preestabelecida em contrato, os juros
flutuantes trazem surpresas muito desagradáveis
para os devedores, pois podem elevar-se
acentuadamente antes do término do pagamento de
um empréstimo, onerando extraordinariamente o
serviço da dívida, como aconteceu com o Brasil no
final dos anos 70 e início dos anos 80.
SISTEMA DE PADAMENTOS
BRASI;EIRO
COBRANÇA E PADAMENTO DE TÍTU;OS E
CARNLS
A cobrança de títulos foi o produto mais
importante envolvido pelas instituições nos últimos
10 anos.
Servem para aumentar o relacionamento
instituição financeira x empresa, aumentam a
quantidade de recursos transitórios e permitem
maiores aplicações destes recursos em títulos
públicos.
A cobrança é feita através de bloquetes que
podem circular pela câmara de compensação
(câmara de integração regional) o que permite que
os bancos cobrem títulos de clientes em qualquer
praça (desde que pagos até o vencimento - após o
vencimento, o pagamento somente poderá ser feito
na agencia emissora do bloquete).
Os valores resultantes da operação de cobrança
são automaticamente creditados na conta corrente
da empresa cliente no prazo estipulado entre o
banco e o cliente.
Vantagens da cobrança de títulos:
• Para o Banco:
1. aumento dos depósitos à vista, pelos créditos
das liquidações
2. aumento das receitas pela cobrança de tarifas
sobre serviços
3. consolidação do relacionamento com o cliente
4. inexistência do risco de crédito.
• Para o Cliente:
1. capilaridade da rede bancária
2. crédito imediato dos títulos cobrados
3. consolidação do relacionamento com o banco
4. garantia do processo de cobrança (quando
necessário o protesto)
63
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Processo de cobrança bancária:
1. Os títulos a serem cobrados (ou mo-
dernamente apenas seus dados, via computador)
são passados ao banco;
2. o banco emite os bloquetes aos sacados
(aquele que deverá pagar o valor do bloquete);
3. o sacado paga;
4. o banco credita o valor na conta do cliente
(cedente).
Diferentes tipos de cobrança (criados devido a
concorrência):
• cobrança imediata: sem registro de títulos;
• cobrança seriada: para pagamento de
parcelas
• cobrança de consórcios: para pagamento de
consórcios;
• cobrança de cheques pré-datados: cobrança
remunerada: remuneração dos valores
cobrados;
• cobrança indexada: em qualquer índice ou
moeda;
• cobrança casada: cedente sensibiliza sacado
e vice-versa;
• cobrança programada: garantia do fluxo de
caixa do cedente;
• cobrança antecipada: eliminação de tributos
de vendas a prazo;
• cobrança caucionada: cobrança das
garantias de contratos de empréstimos
• cobrança de títulos descontados: desconto
de títulos.
OBS.: nota fiscal x fatura x duplicata
• nota fiscal é um documento fiscal,
comprovante obrigatório da saída de mer-
cadoria de um estabelecimento comercial ou
industrial;
• fatura é uma relação de notas fiscais que
correspondem a uma venda a prazo;
• duplicata é um título de crédito formal e
nominativo emitido pelo vendedor com a
mesma data, valor global e vencimento da
fatura que lhe deu origem e representa um
direito de crédito do sacador (vendedor)
contra o sacado (comprador). A propriedade
da duplicata pode ser tranSTerida por
endosso.
PADAMENTOS DE TÍTU;OS E CARNLS
Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo
tratamento de seus títulos a receber (cobrança).
O cliente informa ao banco, via computador, os
dados sobre seus fornecedores, com datas e
valores a serem pagos e, se for o caso, entrega de
comprovantes necessários ao pagamento.
De posse desses dados, o banco organiza e
executa todo o fluxo de pagamento do cliente, via
débito em conta DOC ou ordem de pagamento,
informando ao cliente todos os passos executados.
O documento de crédito (DOC) é utilizado para
pagamentos ou depósitos entre bancos, mesmo
estando em praças diferentes.
A ordem de pagamento OP é utilizada para
pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco,
para agencias em praças diferentes.
C?DIDO BRASI;EIRO DE
DEFESA DO CONSUMIDOR
;EI N] 0"U^0A DE // DE
SETEMBRO DE /SSU"
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá
outras providências.
O PRESIDENTE DA REPHB;ICAA faço saber
que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte lei:
TÍTU;O I
Do& Di*%ito& do Con&u#ido*
CAPÍTU;O I
Di&$o&i-.%& D%*ai&
A*t" 1° O presente código estabelece normas de
proteção e defesa do consumidor, de ordem pública
e interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso
XXXÌÌ, 170, inciso V, da Constituição Federal e art.
48 de suas Disposições Transitórias.
A*t" 2° Consumidor é toda pessoa física ou
jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a
coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis,
que haja intervindo nas relações de consumo.
A*t" 3° Fornecedor é toda pessoa física ou
jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira,
bem como os entes despersonalizados, que
desenvolvem atividade de produção, montagem,
criação, construção, transformação, importação,
exportação, distribuição ou comercialização de
produtos ou prestação de serviços.
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel,
material ou imaterial.
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no
mercado de consumo, mediante remuneração,
inclusive as de natureza bancária, financeira, de
crédito e securitária, salvo as decorrentes das
relações de caráter trabalhista.
64
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
CAPÍTU;O II
Da Po8ti,a Na,iona d% R%a-.%& d%
Con&u#o
A*t" V] A Política Nacional das Relações de
Consumo tem por objetivo o atendimento das
necessidades dos consumidores, o respeito à sua
dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus
interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade
de vida, bem como a transparência e harmonia das
relações de consumo, atendidos os seguintes
princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)
Ì - reconhecimento da vulnerabilidade do
consumidor no mercado de consumo;
ÌÌ - ação governamental no sentido de proteger
efetivamente o consumidor:
a) por iniciativa direta;
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de
associações representativas;
c) pela presença do Estado no mercado de
consumo;
d) pela garantia dos produtos e serviços com
padrões adequados de qualidade, segurança,
durabilidade e desempenho.
ÌÌÌ - harmonização dos interesses dos
participantes das relações de consumo e
compatibilização da proteção do consumidor com a
necessidade de desenvolvimento econômico e
tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos
quais se funda a ordem econômica (art. 170, da
Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e
equilíbrio nas relações entre consumidores e
fornecedores;
ÌV - educação e informação de fornecedores e
consumidores, quanto aos seus direitos e deveres,
com vistas à melhoria do mercado de consumo;
V - incentivo à criação pelos fornecedores de
meios eficientes de controle de qualidade e
segurança de produtos e serviços, assim como de
mecanismos alternativos de solução de conflitos de
consumo;
VÌ - coibição e repressão eficientes de todos os
abusos praticados no mercado de consumo,
inclusive a concorrência desleal e utilização
indevida de inventos e criações industriais das
marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que
possam causar prejuízos aos consumidores;
VÌÌ - racionalização e melhoria dos serviços
públicos;
VÌÌÌ - estudo constante das modificações do
mercado de consumo.
A*t" 5° Para a execução da Política Nacional das
Relações de Consumo, contará o poder público com
os seguintes instrumentos, entre outros:
Ì - manutenção de assistência jurídica, integral e
gratuita para o consumidor carente;
ÌÌ - instituição de Promotorias de Justiça de
Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério
Público;
ÌÌÌ - criação de delegacias de polícia
especializadas no atendimento de consumidores
vítimas de infrações penais de consumo;
ÌV - criação de Juizados Especiais de Pequenas
Causas e Varas Especializadas para a solução de
litígios de consumo;
V - concessão de estímulos à criação e
desenvolvimento das Associações de Defesa do
Consumidor.
§ 1° (Vetado).
§ 2º (Vetado).
CAPÍTU;O III
Do& Di*%ito& B)&i,o& do Con&u#ido*
A*t" 6º São direitos básicos do consumidor:
Ì - a proteção da vida, saúde e segurança contra
os riscos provocados por práticas no fornecimento
de produtos e serviços considerados perigosos ou
nocivos;
ÌÌ - a educação e divulgação sobre o consumo
adequado dos produtos e serviços, asseguradas a
liberdade de escolha e a igualdade nas
contratações;
ÌÌÌ - a informação adequada e clara sobre os
diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição,
qualidade e preço, bem como sobre os riscos que
apresentem;
ÌV - a proteção contra a publicidade enganosa e
abusiva, métodos comerciais coercitivos ou
desleais, bem como contra práticas e cláusulas
abusivas ou impostas no fornecimento de produtos
e serviços;
V - a modificação das cláusulas contratuais que
estabeleçam prestações desproporcionais ou sua
revisão em razão de fatos supervenientes que as
tornem excessivamente onerosas;
VÌ - a efetiva prevenção e reparação de danos
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e
difusos;
VÌÌ - o acesso aos órgãos judiciários e
administrativos com vistas à prevenção ou
reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos ou difusos, assegurada a
proteção Jurídica, administrativa e técnica aos
necessitados;
VÌÌÌ - a facilitação da defesa de seus direitos,
inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for
verossímil a alegação ou quando for ele
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de
experiências;
ÌX - (Vetado);
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços
públicos em geral.
A*t" 7° Os direitos previstos neste código não
excluem outros decorrentes de tratados ou
convenções internacionais de que o Brasil seja
signatário, da legislação interna ordinária, de
regulamentos expedidos pelas autoridades
65
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
administrativas competentes, bem como dos que
derivem dos princípios gerais do direito, analogia,
costumes e eqüidade.
Parágrafo único. Tendo mais de um autor a
ofensa, todos responderão solidariamente pela
reparação dos danos previstos nas normas de
consumo.
CAPÍTU;O IV
Da @uaidad% d% P*oduto& % S%*vi-o&A da
P*%v%n-9o % da R%$a*a-9o do& Dano&
SEÇÃO I
Da P*ot%-9o Z Sa=d% % S%3u*an-a
A*t" 8° Os produtos e serviços colocados no
mercado de consumo não acarretarão riscos à
saúde ou segurança dos consumidores, exceto os
considerados normais e previsíveis em decorrência
de sua natureza e fruição, obrigando-se os
fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as
informações necessárias e adequadas a seu
respeito.
Parágrafo único. Em se tratando de produto
industrial, ao fabricante cabe prestar as informações
a que se refere este artigo, através de impressos
apropriados que devam acompanhar o produto.
A*t" 9° O fornecedor de produtos e serviços
potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou
segurança deverá informar, de maneira ostensiva e
adequada, a respeito da sua nocividade ou
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras
medidas cabíveis em cada caso concreto.
A*t" 10. O fornecedor não poderá colocar no
mercado de consumo produto ou serviço que sabe
ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade
ou periculosidade à saúde ou segurança.
§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que,
posteriormente à sua introdução no mercado de
consumo, tiver conhecimento da periculosidade que
apresentem, deverá comunicar o fato
imediatamente às autoridades competentes e aos
consumidores, mediante anúncios publicitários.
§ 2° Os anúncios publicitários a que se refere o
parágrafo anterior serão veiculados na imprensa,
rádio e televisão, às expensas do fornecedor do
produto ou serviço.
§ 3° Sempre que tiverem conhecimento de
periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou
segurança dos consumidores, a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-
los a respeito.
A*t" 11. (Vetado).
SEÇÃO II
Da R%&$on&a:iidad% $%o Fato do P*oduto %
do S%*vi-o
A*t" 12. O fabricante, o produtor, o construtor,
nacional ou estrangeiro, e o importador respondem,
independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação,
construção, montagem, fórmulas, manipulação,
apresentação ou acondicionamento de seus
produtos, bem como por informações insuficientes
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece
a segurança que dele legitimamente se espera,
levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:
Ì - sua apresentação;
ÌÌ - o uso e os riscos que razoavelmente dele se
esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi colocado em circulação.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso
pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido
colocado no mercado.
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou
importador só não será responsabilizado quando
provar:
Ì - que não colocou o produto no mercado;
ÌÌ - que, embora haja colocado o produto no
mercado, o defeito inexiste;
ÌÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro.
A*t" 13. O comerciante é igualmente
responsável, nos termos do artigo anterior, quando:
Ì - o fabricante, o construtor, o produtor ou o
importador não puderem ser identificados;
ÌÌ - o produto for fornecido sem identificação clara
do seu fabricante, produtor, construtor ou
importador;
ÌÌÌ - não conservar adequadamente os produtos
perecíveis.
Parágrafo único. Aquele que efetivar o
pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito
de regresso contra os demais responsáveis,
segundo sua participação na causação do evento
danoso.
A*t" 14. O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem
como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.
§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece
a segurança que o consumidor dele pode esperar,
levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:
Ì - o modo de seu fornecimento;
ÌÌ - o resultado e os riscos que razoavelmente
dele se esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela
adoção de novas técnicas.
§ 3° O fornecedor de serviços só não será
responsabilizado quando provar:
Ì - que, tendo prestado o serviço, o defeito
66
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
inexiste;
ÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro.
§ 4° A responsabilidade pessoal dos
profissionais liberais será apurada mediante a
verificação de culpa.
A*t" 15. (Vetado).
A*t" 16. (Vetado).
A*t" 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-
se aos consumidores todas as vítimas do evento.
SEÇÃO III
Da R%&$on&a:iidad% $o* V8,io do P*oduto %
do S%*vi-o
A*t" 18. Os fornecedores de produtos de
consumo duráveis ou não duráveis respondem
solidariamente pelos vícios de qualidade ou
quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou
lhes diminuam o valor, assim como por aqueles
decorrentes da disparidade, com a indicações
constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem
ou mensagem publicitária, respeitadas as variações
decorrentes de sua natureza, podendo o
consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo
de trinta dias, pode o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
Ì - a substituição do produto por outro da mesma
espécie, em perfeitas condições de uso;
ÌÌ - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
ÌÌÌ - o abatimento proporcional do preço.
§ 2° Poderão as partes convencionar a redução
ou ampliação do prazo previsto no parágrafo
anterior, não podendo ser inferior a sete nem
superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de
adesão, a cláusula de prazo deverá ser
convencionada em separado, por meio de
manifestação expressa do consumidor.
§ 3° O consumidor poderá fazer uso imediato
das alternativas do § 1° deste artigo sempre que,
em razão da extensão do vício, a substituição das
partes viciadas puder comprometer a qualidade ou
características do produto, diminuir-lhe o valor ou se
tratar de produto essencial.
§ 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa
do inciso Ì do § 1° deste artigo, e não sendo
possível a substituição do bem, poderá haver
substituição por outro de espécie, marca ou modelo
diversos, mediante complementação ou restituição
de eventual diferença de preço, sem prejuízo do
disposto nos incisos ÌÌ e ÌÌÌ do § 1° deste artigo.
§ 5° No caso de fornecimento de produtos in
natura, será responsável perante o consumidor o
fornecedor imediato, exceto quando identificado
claramente seu produtor.
§ 6° São impróprios ao uso e consumo:
Ì - os produtos cujos prazos de validade estejam
vencidos;
ÌÌ - os produtos deteriorados, alterados,
adulterados, avariados, falsificados, corrompidos,
fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou,
ainda, aqueles em desacordo com as normas
regulamentares de fabricação, distribuição ou
apresentação;
ÌÌÌ - os produtos que, por qualquer motivo, se
revelem inadequados ao fim a que se destinam.
A*t" 19. Os fornecedores respondem
solidariamente pelos vícios de quantidade do
produto sempre que, respeitadas as variações
decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido
for inferior às indicações constantes do recipiente,
da embalagem, rotulagem ou de mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
Ì - o abatimento proporcional do preço;
ÌÌ - complementação do peso ou medida;
ÌÌÌ - a substituição do produto por outro da
mesma espécie, marca ou modelo, sem os aludidos
vícios;
ÌV - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos.
§ 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do
artigo anterior.
§ 2° O fornecedor imediato será responsável
quando fizer a pesagem ou a medição e o
instrumento utilizado não estiver aferido segundo os
padrões oficiais.
A*t" 20. O fornecedor de serviços responde pelos
vícios de qualidade que os tornem impróprios ao
consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por
aqueles decorrentes da disparidade com as
indicações constantes da oferta ou mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
Ì - a reexecução dos serviços, sem custo
adicional e quando cabível;
ÌÌ - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
ÌÌÌ - o abatimento proporcional do preço.
§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser
confiada a terceiros devidamente capacitados, por
conta e risco do fornecedor.
§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem
inadequados para os fins que razoavelmente deles
se esperam, bem como aqueles que não atendam
as normas regulamentares de prestabilidade.
A*t" 21. No fornecimento de serviços que tenham
por objetivo a reparação de qualquer produto
considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor
de empregar componentes de reposição originais
adequados e novos, ou que mantenham as
especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto
67
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
a estes últimos, autorização em contrário do
consumidor.
A*t" 22. Os órgãos públicos, por si ou suas
empresas, concessionárias, permissionárias ou sob
qualquer outra forma de empreendimento, são
obrigados a fornecer serviços adequados,
eficientes, seguros e, quanto aos essenciais,
contínuos.
Parágrafo único. Nos casos de descumprimento,
total ou parcial, das obrigações referidas neste
artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a
cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma
prevista neste código.
A*t" 23. A ignorância do fornecedor sobre os
vícios de qualidade por inadequação dos produtos e
serviços não o exime de responsabilidade.
A*t" 24. A garantia legal de adequação do
produto ou serviço independe de termo expresso,
vedada a exoneração contratual do fornecedor.
A*t" 25. É vedada a estipulação contratual de
cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a
obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções
anteriores.
§ 1° Havendo mais de um responsável pela
causação do dano, todos responderão
solidariamente pela reparação prevista nesta e nas
seções anteriores.
§ 2° Sendo o dano causado por componente ou
peça incorporada ao produto ou serviço, são
responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou
importador e o que realizou a incorporação.
SEÇÃO IV
Da D%,ad7n,ia % da P*%&,*i-9o
A*t" 26. O direito de reclamar pelos vícios
aparentes ou de fácil constatação caduca em:
Ì - trinta dias, tratando-se de fornecimento de
serviço e de produtos não duráveis;
ÌÌ - noventa dias, tratando-se de fornecimento de
serviço e de produtos duráveis.
§ 1° Ìnicia-se a contagem do prazo decadencial a
partir da entrega efetiva do produto ou do término
da execução dos serviços.
§ 2° Obstam a decadência:
Ì - a reclamação comprovadamente formulada
pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e
serviços até a resposta negativa correspondente,
que deve ser transmitida de forma inequívoca;
ÌÌ - (Vetado).
ÌÌÌ - a instauração de inquérito civil, até seu
encerramento.
§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo
decadencial inicia-se no momento em que ficar
evidenciado o defeito.
A*t" 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à
reparação pelos danos causados por fato do
produto ou do serviço prevista na Seção ÌÌ deste
Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir
do conhecimento do dano e de sua autoria.
Parágrafo único. (Vetado).
SEÇÃO V
Da D%&,on&id%*a-9o da P%*&onaidad%
4u*8di,a
A*t" 28. O juiz poderá desconsiderar a
personalidade jurídica da sociedade quando, em
detrimento do consumidor, houver abuso de direito,
excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito
ou violação dos estatutos ou contrato social. A
desconsideração também será efetivada quando
houver falência, estado de insolvência,
encerramento ou inatividade da pessoa jurídica
provocados por má administração.
§ 1° (Vetado).
§ 2° As sociedades integrantes dos grupos
societários e as sociedades controladas, são
subsidiariamente responsáveis pelas obrigações
decorrentes deste código.
§ 3° As sociedades consorciadas são
solidariamente responsáveis pelas obrigações
decorrentes deste código.
§ 4° As sociedades coligadas só responderão
por culpa.
§ 5° Também poderá ser desconsiderada a
pessoa jurídica sempre que sua personalidade for,
de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de
prejuízos causados aos consumidores.
CAPÍTU;O V
Da& P*)ti,a& Co#%*,iai&
SEÇÃO I
Da& Di&$o&i-.%& D%*ai&
A*t" 29. Para os fins deste Capítulo e do
seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as
pessoas determináveis ou não, expostas às práticas
nele previstas.
SEÇÃO II
Da OJ%*ta
A*t" 30. Toda informação ou publicidade,
suficientemente precisa, veiculada por qualquer
forma ou meio de comunicação com relação a
produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se
utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.
A*t" 31. A oferta e apresentação de produtos ou
serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa
sobre suas características, qualidades, quantidade,
composição, preço, garantia, prazos de validade e
origem, entre outros dados, bem como sobre os
riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.
68
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
A*t" 32. Os fabricantes e importadores deverão
assegurar a oferta de componentes e peças de
reposição enquanto não cessar a fabricação ou
importação do produto.
Parágrafo único. Cessadas a produção ou
importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.
A*t" 33. Em caso de oferta ou venda por telefone
ou reembolso postal, deve constar o nome do
fabricante e endereço na embalagem, publicidade e
em todos os impressos utilizados na transação
comercial.
A*t" 34. O fornecedor do produto ou serviço é
solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.
A*t" 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços
recusar cumprimento à oferta, apresentação ou
publicidade, o consumidor poderá, alternativamente
e à sua livre escolha:
Ì - exigir o cumprimento forçado da obrigação,
nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
ÌÌ - aceitar outro produto ou prestação de serviço
equivalente;
ÌÌÌ - rescindir o contrato, com direito à restituição
de quantia eventualmente antecipada,
monetariamente atualizada, e a perdas e danos.
SEÇÃO III
Da Pu:i,idad%
A*t" 36. A publicidade deve ser veiculada de tal
forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a
identifique como tal.
Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de
seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder,
para informação dos legítimos interessados, os
dados fáticos, técnicos e científicos que dão
sustentação à mensagem.
A*t" 37. É proibida toda publicidade enganosa ou
abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de
informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro
modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em
erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.
§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade
discriminatória de qualquer natureza, a que incite à
violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência
da criança, desrespeita valores ambientais, ou que
seja capaz de induzir o consumidor a se comportar
de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou
segurança.
§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é
enganosa por omissão quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço.
§ 4° (Vetado).
A*t" 38. O ônus da prova da veracidade e
correção da informação ou comunicação publicitária
cabe a quem as patrocina.
SEÇÃO IV
Da& P*)ti,a& A:u&iva&
A*t" TS" É vedado ao fornecedor de produtos ou
serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação
dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
Ì - condicionar o fornecimento de produto ou de
serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço,
bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
ÌÌ - recusar atendimento às demandas dos
consumidores, na exata medida de suas
disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes;
ÌÌÌ - enviar ou entregar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer
qualquer serviço;
ÌV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do
consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,
conhecimento ou condição social, para impingir-lhe
seus produtos ou serviços;
V - exigir do consumidor vantagem
manifestamente excessiva;
VÌ - executar serviços sem a prévia elaboração
de orçamento e autorização expressa do
consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas
anteriores entre as partes;
VÌÌ - repassar informação depreciativa, referente
a ato praticado pelo consumidor no exercício de
seus direitos;
VÌÌÌ - colocar, no mercado de consumo, qualquer
produto ou serviço em desacordo com as normas
expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se
normas específicas não existirem, pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Ìndustrial (Conmetro);
IQ - recusar a venda de bens ou a prestação de
serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-
los mediante pronto pagamento, ressalvados os
casos de intermediação regulados em leis
especiais; (Redação dada pela Lei nº 8.884, de
11.6.1994)
Q - elevar sem justa causa o preço de produtos
ou serviços. (Ìnciso acrescentado pela Lei nº 8.884,
de 11.6.1994)
QI - Di&$o&itivo in,o*$o*ado $%a MPV n]
/"0SUKW^A d% RR"/U"/SSSA t*an&Jo*#ado %# in,i&o
QIIIA 5uando da ,onv%*9o na ;%i n] S"0^UA d%
RT"//"/SSS
QII - deixar de estipular prazo para o
cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério.(Ìnciso
acrescentado pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
69
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
QIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste
diverso do legal ou contratualmente estabelecido.
(Ìnciso acrescentado pela Lei nº 9.870, de
23.11.1999)
Parágrafo único. Os serviços prestados e os
produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na
hipótese prevista no inciso ÌÌÌ, equiparam-se às
amostras grátis, inexistindo obrigação de
pagamento.
A*t" 40. O fornecedor de serviço será obrigado a
entregar ao consumidor orçamento prévio
discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais
e equipamentos a serem empregados, as condições
de pagamento, bem como as datas de início e
término dos serviços.
§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor
orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.
§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o
orçamento obriga os contraentes e somente pode
ser alterado mediante livre negociação das partes.
§ 3° O consumidor não responde por quaisquer
ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de
serviços de terceiros não previstos no orçamento
prévio.
A*t" 41. No caso de fornecimento de produtos ou
de serviços sujeitos ao regime de controle ou de
tabelamento de preços, os fornecedores deverão
respeitar os limites oficiais sob pena de não o
fazendo, responderem pela restituição da quantia
recebida em excesso, monetariamente atualizada,
podendo o consumidor exigir à sua escolha, o
desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras
sanções cabíveis.
SEÇÃO V
Da Co:*an-a d% D8vida&
A*t" 42. Na cobrança de débitos, o consumidor
inadimplente não será exposto a ridículo, nem será
submetido a qualquer tipo de constrangimento ou
ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em
quantia indevida tem direito à repetição do indébito,
por valor igual ao dobro do que pagou em excesso,
acrescido de correção monetária e juros legais,
salvo hipótese de engano justificável.
SEÇÃO VI
Do& Ban,o& d% Dado& % Cada&t*o& d%
Con&u#ido*%&
A*t" 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto
no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e
de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre
as suas respectivas fontes.
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores
devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em
linguagem de fácil compreensão, não podendo
conter informações negativas referentes a período
superior a cinco anos.
§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e
dados pessoais e de consumo deverá ser
comunicada por escrito ao consumidor, quando não
solicitada por ele.
§ 3° O consumidor, sempre que encontrar
inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá
exigir sua imediata correção, devendo o arquivista,
no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração
aos eventuais destinatários das informações
incorretas.
§ 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a
consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres são considerados entidades de caráter
público.
§ 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança
de débitos do consumidor, não serão fornecidas,
pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito,
quaisquer informações que possam impedir ou
dificultar novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores.
A*t" 44. Os órgãos públicos de defesa do
consumidor manterão cadastros atualizados de
reclamações fundamentadas contra fornecedores
de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e
anualmente. A divulgação indicará se a reclamação
foi atendida ou não pelo fornecedor.
§ 1° É facultado o acesso às informações lá
constantes para orientação e consulta por qualquer
interessado.
§ 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as
mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as
do parágrafo único do art. 22 deste código.
A*t" 45. (Vetado).
CAPÍTU;O VI
Da P*ot%-9o Cont*atua
SEÇÃO I
Di&$o&i-.%& D%*ai&
A*t" 46. Os contratos que regulam as relações de
consumo não obrigarão os consumidores, se não
lhes for dada a oportunidade de tomar
conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os
respectivos instrumentos forem redigidos de modo a
dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.
A*t" 47. As cláusulas contratuais serão
interpretadas de maneira mais favorável ao
consumidor.
A*t" 48. As declarações de vontade constantes
de escritos particulares, recibos e pré-contratos
relativos às relações de consumo vinculam o
fornecedor, ensejando inclusive execução
específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.
A*t" 49. O consumidor pode desistir do contrato,
no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do
ato de recebimento do produto ou serviço, sempre
70
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
que a contratação de fornecimento de produtos e
serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
especialmente por telefone ou a domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o
direito de arrependimento previsto neste artigo, os
valores eventualmente pagos, a qualquer título,
durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de
imediato, monetariamente atualizados.
A*t" 50. A garantia contratual é complementar à
legal e será conferida mediante termo escrito.
Parágrafo único. O termo de garantia ou
equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de
maneira adequada em que consiste a mesma
garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em
que pode ser exercitada e os ônus a cargo do
consumidor, devendo ser-lhe entregue,
devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do
fornecimento, acompanhado de manual de
instrução, de instalação e uso do produto em
linguagem didática, com ilustrações.
SEÇÃO II
Da& C)u&ua& A:u&iva&
A*t" 51. São nulas de pleno direito, entre outras,
as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento
de produtos e serviços que:
Ì - impossibilitem, exonerem ou atenuem a
responsabilidade do fornecedor por vícios de
qualquer natureza dos produtos e serviços ou
impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas
relações de consumo entre o fornecedor e o
consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá
ser limitada, em situações justificáveis;
ÌÌ - subtraiam ao consumidor a opção de
reembolso da quantia já paga, nos casos previstos
neste código;
ÌÌÌ - transfiram responsabilidades a terceiros;
ÌV - estabeleçam obrigações consideradas
iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em
desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis
com a boa-fé ou a eqüidade;
V - (Vetado);
VÌ - estabeleçam inversão do ônus da prova em
prejuízo do consumidor;
VÌÌ - determinem a utilização compulsória de
arbitragem;
VÌÌÌ - imponham representante para concluir ou
realizar outro negócio jurídico pelo consumidor;
ÌX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou
não o contrato, embora obrigando o consumidor;
X - permitam ao fornecedor, direta ou
indiretamente, variação do preço de maneira
unilateral;
XÌ - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato
unilateralmente, sem que igual direito seja conferido
ao consumidor;
XÌÌ - obriguem o consumidor a ressarcir os
custos de cobrança de sua obrigação, sem que
igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;
XÌÌÌ - autorizem o fornecedor a modificar
unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do
contrato, após sua celebração;
XÌV - infrinjam ou possibilitem a violação de
normas ambientais;
XV - estejam em desacordo com o sistema de
proteção ao consumidor;
XVÌ - possibilitem a renúncia do direito de
indenização por benfeitorias necessárias.
§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos,
a vontade que:
Ì - ofende os princípios fundamentais do sistema
jurídico a que pertence;
ÌÌ - restringe direitos ou obrigações fundamentais
inerentes à natureza do contrato, de tal modo a
ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;
ÌÌÌ - se mostra excessivamente onerosa para o
consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo
do contrato, o interesse das partes e outras
circunstâncias peculiares ao caso.
§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual
abusiva não invalida o contrato, exceto quando de
sua ausência, apesar dos esforços de integração,
decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
§ 3° (Vetado).
§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou
entidade que o represente requerer ao Ministério
Público que ajuíze a competente ação para ser
declarada a nulidade de cláusula contratual que
contrarie o disposto neste código ou de qualquer
forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e
obrigações das partes.
A*t" 52. No fornecimento de produtos ou serviços
que envolva outorga de crédito ou concessão de
financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá,
entre outros requisitos, informá-lo prévia e
adequadamente sobre:
Ì - preço do produto ou serviço em moeda
corrente nacional;
ÌÌ - montante dos juros de mora e da taxa efetiva
anual de juros;
ÌÌÌ - acréscimos legalmente previstos;
ÌV - número e periodicidade das prestações;
V - soma total a pagar, com e sem
financiamento.
_ /` As multas de mora decorrentes do
inadimplemento de obrigações no seu termo não
poderão ser superiores a dois por cento do valor da
prestação.(Redação dada pela Lei nº 9.298, de
1º.8.1996)
§ 2º É assegurado ao consumidor a liquidação
antecipada do débito, total ou parcialmente,
mediante redução proporcional dos juros e demais
acréscimos.
§ 3º (Vetado).
A*t" 53. Nos contratos de compra e venda de
móveis ou imóveis mediante pagamento em
prestações, bem como nas alienações fiduciárias
em garantia, consideram-se nulas de pleno direito
as cláusulas que estabeleçam a perda total das
prestações pagas em benefício do credor que, em
71
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
razão do inadimplemento, pleitear a resolução do
contrato e a retomada do produto alienado.
§ 1° (Vetado).
§ 2º Nos contratos do sistema de consórcio de
produtos duráveis, a compensação ou a restituição
das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá
descontada, além da vantagem econômica auferida
com a fruição, os prejuízos que o desistente ou
inadimplente causar ao grupo.
§ 3° Os contratos de que trata o caput deste
artigo serão expressos em moeda corrente nacional.
SEÇÃO III
Do& Cont*ato& d% Ad%&9o
A*t" 54. Contrato de adesão é aquele cujas
cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo
fornecedor de produtos ou serviços, sem que o
consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.
§ 1° A inserção de cláusula no formulário não
desfigura a natureza de adesão do contrato.
§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula
resolutória, desde que a alternativa, cabendo a
escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto
no § 2° do artigo anterior.
§ 3° Os contratos de adesão escritos serão
redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua
compreensão pelo consumidor.
§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de
direito do consumidor deverão ser redigidas com
destaque, permitindo sua imediata e fácil
compreensão.
§ 5° (Vetado).
CAPÍTU;O VII
Da& San-.%& Ad#ini&t*ativa&
A*t" 55. A União, os Estados e o Distrito Federal,
em caráter concorrente e nas suas respectivas
áreas de atuação administrativa, baixarão normas
relativas à produção, industrialização, distribuição e
consumo de produtos e serviços.
§ 1° A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios fiscalizarão e controlarão a produção,
industrialização, distribuição, a publicidade de
produtos e serviços e o mercado de consumo, no
interesse da preservação da vida, da saúde, da
segurança, da informação e do bem-estar do
consumidor, baixando as normas que se fizerem
necessárias.
§ 2° (Vetado).
§ 3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito
Federal e municipais com atribuições para fiscalizar
e controlar o mercado de consumo manterão
comissões permanentes para elaboração, revisão e
atualização das normas referidas no § 1°, sendo
obrigatória a participação dos consumidores e
fornecedores.
§ 4° Os órgãos oficiais poderão expedir
notificações aos fornecedores para que, sob pena
de desobediência, prestem informações sobre
questões de interesse do consumidor, resguardado
o segredo industrial.
A*t" 56. As infrações das normas de defesa do
consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às
seguintes sanções administrativas, sem prejuízo
das de natureza civil, penal e das definidas em
normas específicas:
Ì - multa;
ÌÌ - apreensão do produto;
ÌÌÌ - inutilização do produto;
ÌV - cassação do registro do produto junto ao
órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VÌ - suspensão de fornecimento de produtos ou
serviço;
VÌÌ - suspensão temporária de atividade;
VÌÌÌ - revogação de concessão ou permissão de
uso;
ÌX - cassação de licença do estabelecimento ou
de atividade;
X - interdição, total ou parcial, de
estabelecimento, de obra ou de atividade;
XÌ - intervenção administrativa;
XÌÌ - imposição de contrapropaganda.
Parágrafo único. As sanções previstas neste
artigo serão aplicadas pela autoridade
administrativa, no âmbito de sua atribuição,
podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive
por medida cautelar, antecedente ou incidente de
procedimento administrativo.
A*t" a^" A pena de multa, graduada de acordo
com a gravidade da infração, a vantagem auferida e
a condição econômica do fornecedor, será aplicada
mediante procedimento administrativo, revertendo
para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de
julho de 1985, os valores cabíveis à União, ou para
os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao
consumidor nos demais casos. (Redação dada pela
Lei nº 8.656, de 21.5.1993)
Pa*)3*aJo =ni,o" A multa será em montante não
inferior a duzentas e não superior a três milhões de
vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência
(Ufir), ou índice equivalente que venha a substituí-
lo. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8.703, de
6.9.1993)
A*t" 58. As penas de apreensão, de inutilização
de produtos, de proibição de fabricação de
produtos, de suspensão do fornecimento de produto
ou serviço, de cassação do registro do produto e
revogação da concessão ou permissão de uso
serão aplicadas pela administração, mediante
procedimento administrativo, assegurada ampla
defesa, quando forem constatados vícios de
quantidade ou de qualidade por inadequação ou
insegurança do produto ou serviço.
A*t" 59. As penas de cassação de alvará de
72
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
licença, de interdição e de suspensão temporária da
atividade, bem como a de intervenção
administrativa, serão aplicadas mediante
procedimento administrativo, assegurada ampla
defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das
infrações de maior gravidade previstas neste código
e na legislação de consumo.
§ 1° A pena de cassação da concessão será
aplicada à concessionária de serviço público,
quando violar obrigação legal ou contratual.
§ 2° A pena de intervenção administrativa será
aplicada sempre que as circunstâncias de fato
desaconselharem a cassação de licença, a
interdição ou suspensão da atividade.
§ 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a
imposição de penalidade administrativa, não haverá
reincidência até o trânsito em julgado da sentença.
A*t" 60. A imposição de contrapropaganda será
cominada quando o fornecedor incorrer na prática
de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do
art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do
infrator.
§ 1º A contrapropaganda será divulgada pelo
responsável da mesma forma, freqüência e
dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo,
local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer
o malefício da publicidade enganosa ou abusiva.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
TÍTU;O II
Da& InJ*a-.%& P%nai&
A*t" 61. Constituem crimes contra as relações de
consumo previstas neste código, sem prejuízo do
disposto no Código Penal e leis especiais, as
condutas tipificadas nos artigos seguintes.
A*t" 62. (Vetado).
A*t" 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre
a nocividade ou periculosidade de produtos, nas
embalagens, nos invólucros, recipientes ou
publicidade:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
§ 1° Ìncorrerá nas mesmas penas quem deixar
de alertar, mediante recomendações escritas
ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser
prestado.
§ 2° Se o crime é culposo:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
A*t" 64. Deixar de comunicar à autoridade
competente e aos consumidores a nocividade ou
periculosidade de produtos cujo conhecimento seja
posterior à sua colocação no mercado:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
Parágrafo único. Ìncorrerá nas mesmas penas
quem deixar de retirar do mercado, imediatamente
quando determinado pela autoridade competente,
os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste
artigo.
A*t" 65. Executar serviço de alto grau de
periculosidade, contrariando determinação de
autoridade competente:
Pena Detenção de seis meses a dois anos e
multa.
Parágrafo único. As penas deste artigo são
aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à
lesão corporal e à morte.
A*t" 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou
omitir informação relevante sobre a natureza,
característica, qualidade, quantidade, segurança,
desempenho, durabilidade, preço ou garantia de
produtos ou serviços:
Pena - Detenção de três meses a um ano e
multa.
§ 1º Ìncorrerá nas mesmas penas quem
patrocinar a oferta.
§ 2º Se o crime é culposo;
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
A*t" 67. Fazer ou promover publicidade que sabe
ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
Parágrafo único. (Vetado).
A*t" 68. Fazer ou promover publicidade que sabe
ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor
a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a
sua saúde ou segurança:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e
multa:
Parágrafo único. (Vetado).
A*t" 69. Deixar de organizar dados fáticos,
técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
A*t" 70. Empregar na reparação de produtos,
peça ou componentes de reposição usados, sem
autorização do consumidor:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
A*t" 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de
ameaça, coação, constrangimento físico ou moral,
afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de
qualquer outro procedimento que exponha o
consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira
com seu trabalho, descanso ou lazer:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.
A*t" 72. Ìmpedir ou dificultar o acesso do
consumidor às informações que sobre ele constem
em cadastros, banco de dados, fichas e registros:
Pena Detenção de seis meses a um ano ou
multa.
A*t" 73. Deixar de corrigir imediatamente
73
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
informação sobre consumidor constante de
cadastro, banco de dados, fichas ou registros que
sabe ou deveria saber ser inexata:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
A*t" 74. Deixar de entregar ao consumidor o
termo de garantia adequadamente preenchido e
com especificação clara de seu conteúdo;
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.
A*t" 75. Quem, de qualquer forma, concorrer
para os crimes referidos neste código, incide as
penas a esses cominadas na medida de sua
culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou
gerente da pessoa jurídica que promover, permitir
ou por qualquer modo aprovar o fornecimento,
oferta, exposição à venda ou manutenção em
depósito de produtos ou a oferta e prestação de
serviços nas condições por ele proibidas.
A*t" 76. São circunstâncias agravantes dos
crimes tipificados neste código:
Ì - serem cometidos em época de grave crise
econômica ou por ocasião de calamidade;
ÌÌ - ocasionarem grave dano individual ou
coletivo;
ÌÌÌ - dissimular-se a natureza ilícita do
procedimento;
ÌV - quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja
condição econômico-social seja manifestamente
superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de
menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de
pessoas portadoras de deficiência mental
interditadas ou não;
V - serem praticados em operações que
envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer
outros produtos ou serviços essenciais .
A*t" 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção
será fixada em dias-multa, correspondente ao
mínimo e ao máximo de dias de duração da pena
privativa da liberdade cominada ao crime. Na
individualização desta multa, o juiz observará o
disposto no art. 60, §1° do Código Penal.
A*t" 78. Além das penas privativas de liberdade e
de multa, podem ser impostas, cumulativa ou
alternadamente, observado odisposto nos arts. 44 a
47, do Código Penal:
Ì - a interdição temporária de direitos;
ÌÌ - a publicação em órgãos de comunicação de
grande circulação ou audiência, às expensas do
condenado, de notícia sobre os fatos e a
condenação;
ÌÌÌ - a prestação de serviços à comunidade.
A*t" 79. O valor da fiança, nas infrações de que
trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela
autoridade que presidir o inquérito, entre cem e
duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro
Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a
substituí-lo.
Parágrafo único. Se assim recomendar a
situação econômica do indiciado ou réu, a fiança
poderá ser:
a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;
b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.
A*t" 80. No processo penal atinente aos crimes
previstos neste código, bem como a outros crimes e
contravenções que envolvam relações de consumo,
poderão intervir, como assistentes do Ministério
Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso
ÌÌÌ e ÌV, aos quais também é facultado propor ação
penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida
no prazo legal.
TÍTU;O III
Da D%J%&a do Con&u#ido* %# 4u81o
CAPÍTU;O I
Di&$o&i-.%& D%*ai&
A*t" 81. A defesa dos interesses e direitos dos
consumidores e das vítimas poderá ser exercida em
juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida
quando se tratar de:
Ì - interesses ou direitos difusos, assim
entendidos, para efeitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível, de que
sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas
por circunstâncias de fato;
ÌÌ - interesses ou direitos coletivos, assim
entendidos, para efeitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível de que seja
titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas
entre si ou com a parte contrária por uma relação
jurídica base;
ÌÌÌ - interesses ou direitos individuais
homogêneos, assim entendidos os decorrentes de
origem comum.
A*t" 0R" Para os fins do art. 81, parágrafo único,
são legitimados concorrentemente: (Redação dada
pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
Ì - o Ministério Público,
ÌÌ - a União, os Estados, os Municípios e o
Distrito Federal;
ÌÌÌ - as entidades e órgãos da Administração
Pública, direta ou indireta, ainda que sem
personalidade jurídica, especificamente
destinados à defesa dos interesses e direitos
protegidos por este código;
ÌV - as associações legalmente constituídas há
pelo menos um ano e que incluam entre seus fins
institucionais a defesa dos interesses e direitos
protegidos por este código, dispensada a
autorização assemblear.
§ 1° O requisito da pré-constituição pode ser
dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts.
74
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
91 e seguintes, quando haja manifesto interesse
social evidenciado pela dimensão ou característica
do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser
protegido.
§ 2° (Vetado).
§ 3° (Vetado).
A*t" 83. Para a defesa dos direitos e interesses
protegidos por este código são admissíveis todas as
espécies de ações capazes de propiciar sua
adequada e efetiva tutela.
Parágrafo único. (Vetado).
A*t" 84. Na ação que tenha por objeto o
cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o
juiz concederá a tutela específica da obrigação ou
determinará providências que assegurem o
resultado prático equivalente ao do adimplemento.
§ 1° A conversão da obrigação em perdas e
danos somente será admissível se por elas optar o
autor ou se impossível a tutela específica ou a
obtenção do resultado prático correspondente.
§ 2° A indenização por perdas e danos se fará
sem prejuízo da multa (art. 287, do Código de
Processo Civil).
§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda
e havendo justificado receio de ineficácia do
provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela
liminarmente ou após justificação prévia, citado o
réu.
§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na
sentença, impor multa diária ao réu,
independentemente de pedido do autor, se for
suficiente ou compatível com a obrigação, fixando
prazo razoável para o cumprimento do preceito.
§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção
do resultado prático equivalente, poderá o juiz
determinar as medidas necessárias, tais como
busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas,
desfazimento de obra, impedimento de atividade
nociva, além de requisição de força policial.
A*t" 85. (Vetado).
A*t" 86. (Vetado).
A*t" 87. Nas ações coletivas de que trata este
código não haverá adiantamento de custas,
emolumentos, honorários periciais e quaisquer
outras despesas, nem condenação da associação
autora, salvo comprovada má-fé, em honorários de
advogados, custas e despesas processuais.
Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé,
a associação autora e os diretores responsáveis
pela propositura da ação serão solidariamente
condenados em honorários advocatícios e ao
décuplo das custas, sem prejuízo da
responsabilidade por perdas e danos.
A*t" 88. Na hipótese do art. 13, parágrafo único
deste código, a ação de regresso poderá ser
ajuizada em processo autônomo, facultada a
possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos,
vedada a denunciação da lide.
A*t" 89. (Vetado).
A*t" 90. Aplicam-se às ações previstas neste
título as normas do Código de Processo Civil e da
Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, inclusive no
que respeita ao inquérito civil, naquilo que não
contrariar suas disposições. civil, naquilo que não
contrariar suas disposições.
CAPÍTU;O II
Da& A-.%& Co%tiva& Pa*a a D%J%&a d%
Int%*%&&%& Individuai& Ho#o37n%o&
A*t" S/. Os legitimados de que trata o art. 82
poderão propor, em nome próprio e no interesse
das vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva
de responsabilidade pelos danos individualmente
sofridos, de acordo com o disposto nos artigos
seguintes. (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)
A*t" 92. O Ministério Público, se não ajuizar a
ação, atuará sempre como fiscal da lei.
Parágrafo único. (Vetado).
A*t" 93. Ressalvada a competência da Justiça
Federal, é competente para a causa a justiça local:
Ì - no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer
o dano, quando de âmbito local;
ÌÌ - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito
Federal, para os danos de âmbito nacional ou
regional, aplicando-se as regras do Código de
Processo Civil aos casos de competência
concorrente.
A*t" 94. Proposta a ação, será publicado edital
no órgão oficial, a fim de que os interessados
possam intervir no processo como litisconsortes,
sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de
comunicação social por parte dos órgãos de defesa
do consumidor.
A*t" 95. Em caso de procedência do pedido, a
condenação será genérica, fixando a
responsabilidade do réu pelos danos causados.
A*t" 96. (Vetado).
A*t" 97. A liquidação e a execução de sentença
poderão ser promovidas pela vítima e seus
sucessores, assim como pelos legitimados de que
trata o art. 82.
Parágrafo único. (Vetado).
A*t" S0" A execução poderá ser coletiva, sendo
promovida pelos legitimados de que trata o art. 82,
abrangendo as vítimas cujas indenizações já
tiveram sido fixadas em sentença de liquidação,
75
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções.
(Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)
§ 1° A execução coletiva far-se-á com base em
certidão das sentenças de liquidação, da qual
deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em
julgado.
§ 2° É competente para a execução o juízo:
Ì - da liquidação da sentença ou da ação
condenatória, no caso de execução individual;
ÌÌ - da ação condenatória, quando coletiva a
execução.
A*t" 99. Em caso de concurso de créditos
decorrentes de condenação prevista na Lei n.°
7.347, de 24 de julho de 1985 e de indenizações
pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo
evento danoso, estas terão preferência no
pagamento.
Parágrafo único. Para efeito do disposto neste
artigo, a destinação da importância recolhida ao
fundo criado pela Lei n°7.347 de 24 de julho de
1985, ficará sustada enquanto pendentes de
decisão de segundo grau as ações de indenização
pelos danos individuais, salvo na hipótese de o
patrimônio do devedor ser manifestamente
suficiente para responder pela integralidade das
dívidas.
A*t" 100. Decorrido o prazo de um ano sem
habilitação de interessados em número compatível
com a gravidade do dano, poderão os legitimados
do art. 82 promover a liquidação e execução da
indenização devida.
Parágrafo único. O produto da indenização
devida reverterá para o fundo criado pela Lei n.°
7.347, de 24 de julho de 1985.
CAPÍTU;O III
Da& A-.%& d% R%&$on&a:iidad% do
Fo*n%,%do* d% P*oduto& % S%*vi-o&
A*t" 101. Na ação de responsabilidade civil do
fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do
disposto nos Capítulos Ì e ÌÌ deste título, serão
observadas as seguintes normas:
Ì - a ação pode ser proposta no domicílio do
autor;
ÌÌ - o réu que houver contratado seguro de
responsabilidade poderá chamar ao processo o
segurador, vedada a integração do contraditório
pelo Ìnstituto de Resseguros do Brasil. Nesta
hipótese, a sentença que julgar procedente o pedido
condenará o réu nos termos do art. 80 do Código de
Processo Civil. Se o réu houver sido declarado
falido, o síndico será intimado a informar a
existência de seguro de responsabilidade,
facultando-se, em caso afirmativo, o ajuizamento de
ação de indenização diretamente contra o
segurador, vedada a denunciação da lide ao
Ìnstituto de Resseguros do Brasil e dispensado o
litisconsórcio obrigatório com este.
A*t" 102. Os legitimados a agir na forma deste
código poderão propor ação visando compelir o
Poder Público competente a proibir, em todo o
território nacional, a produção, divulgação
distribuição ou venda, ou a determinar a alteração
na composição, estrutura, fórmula ou
acondicionamento de produto, cujo uso ou consumo
regular se revele nocivo ou perigoso à saúde
pública e à incolumidade pessoal.
§ 1° (Vetado).
§ 2° (Vetado).
CAPÍTU;O IV
Da Coi&a 4u3ada
A*t" 103. Nas ações coletivas de que trata este
código, a sentença fará coisa julgada:
Ì - erga omnes, exceto se o pedido for julgado
improcedente por insuficiência de provas, hipótese
em que qualquer legitimado poderá intentar outra
ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova
prova, na hipótese do inciso Ì do parágrafo único do
art. 81;
ÌÌ - ultra partes, mas limitadamente ao grupo,
categoria ou classe, salvo improcedência por
insuficiência de provas, nos termos do inciso
anterior, quando se tratar da hipótese prevista no
inciso ÌÌ do parágrafo único do art. 81;
ÌÌÌ - erga omnes, apenas no caso de procedência
do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus
sucessores, na hipótese do inciso ÌÌÌ do parágrafo
único do art. 81.
§ 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos
incisos Ì e ÌÌ não prejudicarão interesses e direitos
individuais dos integrantes da coletividade, do
grupo, categoria ou classe.
§ 2° Na hipótese prevista no inciso ÌÌÌ, em caso
de improcedência do pedido, os interessados que
não tiverem intervindo no processo como
litisconsortes poderão propor ação de indenização a
título individual.
§ 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o
art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n° 7.347, de
24 de julho de 1985, não prejudicarão as ações de
indenização por danos pessoalmente sofridos,
propostas individualmente ou na forma prevista
neste código, mas, se procedente o pedido,
beneficiarão as vítimas e seus sucessores, que
poderão proceder à liquidação e à execução, nos
termos dos arts. 96 a 99.
§ 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à
sentença penal condenatória.
A*t" 104. As ações coletivas, previstas nos
incisos Ì e ÌÌ e do parágrafo único do art. 81, não
induzem litispendência para as ações individuais,
mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra
partes a que aludem os incisos ÌÌ e ÌÌÌ do artigo
anterior não beneficiarão os autores das ações
individuais, se não for requerida sua suspensão no
prazo de trinta dias, a contar da ciência nos autos
do ajuizamento da ação coletiva.
76
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
TÍTU;O IV
Do Si&t%#a Na,iona d% D%J%&a do
Con&u#ido*
A*t" 105. Ìntegram o Sistema Nacional de Defesa
do Consumidor (SNDC), os órgãos federais,
estaduais, do Distrito Federal e municipais e as
entidades privadas de defesa do consumidor.
A*t" 106. O Departamento Nacional de Defesa
do Consumidor, da Secretaria Nacional de Direito
Econômico (MJ), ou órgão federal que venha
substituí-lo, é organismo de coordenação da política
do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor,
cabendo-lhe:
Ì - planejar, elaborar, propor, coordenar e
executar a política nacional de proteção ao
consumidor;
ÌÌ - receber, analisar, avaliar e encaminhar
consultas, denúncias ou sugestões apresentadas
por entidades representativas ou pessoas jurídicas
de direito público ou privado;
ÌÌÌ - prestar aos consumidores orientação
permanente sobre seus direitos e garantias;
ÌV - informar, conscientizar e motivar o
consumidor através dos diferentes meios de
comunicação;
V - solicitar à polícia judiciária a instauração de
inquérito policial para a apreciação de delito contra
os consumidores, nos termos da legislação vigente;
VÌ - representar ao Ministério Público competente
para fins de adoção de medidas processuais no
âmbito de suas atribuições;
VÌÌ - levar ao conhecimento dos órgãos
competentes as infrações de ordem administrativa
que violarem os interesses difusos, coletivos, ou
individuais dos consumidores;
VÌÌÌ - solicitar o concurso de órgãos e entidades
da União, Estados, do Distrito Federal e Municípios,
bem como auxiliar a fiscalização de preços,
abastecimento, quantidade e segurança de bens e
serviços;
ÌX - incentivar, inclusive com recursos financeiros
e outros programas especiais, a formação de
entidades de defesa do consumidor pela população
e pelos órgãos públicos estaduais e municipais;
X - (Vetado).
XÌ - (Vetado).
XÌÌ - (Vetado).
XÌÌÌ - desenvolver outras atividades compatíveis
com suas finalidades.
Parágrafo único. Para a consecução de seus
objetivos, o Departamento Nacional de Defesa do
Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e
entidades de notória especialização técnico-
científica.
TÍTU;O V
Da Conv%n-9o Co%tiva d% Con&u#o
A*t" 107. As entidades civis de consumidores e
as associações de fornecedores ou sindicatos de
categoria econômica podem regular, por convenção
escrita, relações de consumo que tenham por objeto
estabelecer condições relativas ao preço, à
qualidade, à quantidade, à garantia e características
de produtos e serviços, bem como à reclamação e
composição do conflito de consumo.
§ 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir
do registro do instrumento no cartório de títulos e
documentos.
§ 2° A convenção somente obrigará os filiados às
entidades signatárias.
§ 3° Não se exime de cumprir a convenção o
fornecedor que se desligar da entidade em data
posterior ao registro do instrumento.
A*t" 108. (Vetado).
TÍTU;O VI
Di&$o&i-.%& Finai&
A*t" 109. (Vetado).
A*t" 110. Acrescente-se o seguinte inciso ÌV ao
art. 1° da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985:
"ÌV - a qualquer outro interesse difuso ou
coletivo".
A*t" 111. O inciso ÌÌ do art. 5° da Lei n° 7.347, de
24 de julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:
"ÌÌ - inclua, entre suas finalidades institucionais, a
proteção ao meio ambiente, ao consumidor, ao
patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico, ou a qualquer outro interesse difuso ou
coletivo".
A*t" 112. O § 3° do art. 5° da Lei n° 7.347, de 24
de julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:
"§ 3° Em caso de desistência infundada ou
abandono da ação por associação legitimada, o
Ministério Público ou outro legitimado assumirá a
titularidade ativa".
A*t" 113. Acrescente-se os seguintes §§ 4°, 5° e
6° ao art. 5º. da Lei n.° 7.347, de 24 de julho de
1985:
"§ 4.° O requisito da pré-constituição poderá ser
dispensado pelo juiz, quando haja manifesto
interesse social evidenciado pela dimensão ou
característica do dano, ou pela relevância do bem
jurídico a ser protegido.
§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre
os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal
e dos Estados na defesa dos interesses e direitos
de que cuida esta lei.
§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão
tomar dos interessados compromisso de
ajustamento de sua conduta às exigências legais,
mediante combinações, que terá eficácia de título
executivo extrajudicial".
A*t" 114. O art. 15 da Lei n° 7.347, de 24 de julho
de 1985, passa a ter a seguinte redação:
77
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
"A*t" 15. Decorridos sessenta dias do trânsito em
julgado da sentença condenatória, sem que a
associação autora lhe promova a execução, deverá
fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa
aos demais legitimados".
A*t" 115. Suprima-se o caput do art. 17 da Lei n°
7.347, de 24 de julho de 1985, passando o
parágrafo único a constituir o caput, com a seguinte
redação:
"A*t" 17. Em caso de litigância de má-fé, a
danos".
A*t" 116. Dê-se a seguinte redação ao art. 18 da
Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985:
"A*t" 18. Nas ações de que trata esta lei, não
haverá adiantamento de custas, emolumentos,
honorários periciais e quaisquer outras despesas,
nem condenação da associação autora, salvo
comprovada má-fé, em honorários de advogado,
custas e despesas processuais".
A*t" 117. Acrescente-se à Lei n° 7.347, de 24 de
julho de 1985, o seguinte dispositivo, renumerando-
se os seguintes:
"A*t" 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e
interesses difusos, coletivos e individuais, no que for
cabível, os dispositivos do Título ÌÌÌ da lei que
instituiu o Código de Defesa do Consumidor".
A*t" 118. Este código entrará em vigor dentro de
cento e oitenta dias a contar de sua publicação.
A*t" 119. Revogam-se as disposições em
contrário.
Brasília, 11 de setembro de 1990; 169° da
Ìndependência e 102° da República.
FERNANDO COLLOR
8ernardo +abral
Célia -. +ardoso de -ello
0zires 9ilva
TESTES
1. Assinale, dentre as abaixo, a opção incorreta.
a) O Sistema Financeiro é um conjunto de
instituições com objetivo de propiciar fluxo de
recursos entre poupadores e investidores.
b) Os intermediários financeiros são instituições
que emitem seus próprios passivos.
c) Ìnstituições auxiliares apenas colocam em
contato poupadores e investidores.
d) A Ìnstituição financeira que possui capacidade
de criar moeda escritural faz parte do sistema
monetário.
e) As bolsas de valores são exemplos de
intermediários financeiros.
2. Assinale dentre as abaixo a opção incorreta.
a) As autoridades são classificadas como
Autoridades Monetárias e Autoridades de Apoio
b) O Banco Central do Brasil é um exemplo de
autoridade de apoio.
c) O Conselho Monetário Nacional é exemplo de
Autoridade Monetária.
d) A Comissão de Valores Mobiliários é um
exemplo de Autoridade de Apoio.
e) O BNDES é um exemplo de autoridade de
apoio.
3. Analise as sentenças abaixo e marque a
alternativa correta:
Ì - Regular o valor interno da moeda, prevenindo
ou corrigindo surtos inflacionários ou deflacionários
é competência do Conselho Monetário Nacional.
ÌÌ - Autorizar a emissão de papel-moeda é
competência do Banco Central do Brasil.
ÌÌÌ - No Brasil, o Banco Central é independente,
como na Alemanha, Japão e Estados Unidos.
a) Todas as sentenças acima são verdadeiras.
b) Apenas Ì e ÌÌ são verdadeiras.
c) Apenas Ì e ÌÌÌ são verdadeiras.
d) Somente Ì é verdadeira.
e) Todas as sentenças acima são falsas.
4. Assinale dentre as abaixo a opção incorreta.
a) A CVM é um órgão normativo.
b) A CVM é uma entidade auxiliar (que emite o
próprio passivo).
c) A CVM é uma entidade autárquica.
d) A CVM é uma entidade descentralizada
e) A CVM tem como objetivo estimular a
poupança no mercado acionário.
5. Assinale a alternativa correta
a) O Banco do Brasil tem função típica de
Autoridade Monetária.
b) O BNDES é a instituição responsável pela
política de investimentos de curto e médio prazo do
Governo Federal.
c) A Caixa Econômica Federal é a instituição
financeira responsável pela operacionalização das
políticas para habitação popular e saneamento bá-
sico.
d) Após o Plano Collor, o Banco do Brasil ficou
responsável por gerir todo o processo de
privatização.
e) A CVM é classificada como intermediário
financeiro.
6. Assinale a alternativa incorreta :
78
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
São exemplos de instituições financeiras"
a) Bancos Comerciais, Caixas Econômicas e
Cooperativas de Crédito.
b) Bancos Comerciais, Banco Central e Caixas
Econômicas.
c) Bancos de Ìnvestimento, Bancos Cooperativos
e Bancos Múltiplos.
d) Companhias Hipotecárias, Agências de
Fomento e Sociedades de Crédito Ìmobiliário.
e) Sociedades Distribuidoras, Sociedades de
Arrendamento Mercantil e Sociedades Corretoras.
7. Analise as sentenças abaixo e marque a
alternativa correta :
Ì - A captação de depósitos à vista é operação
passiva típica de Banco Comercial.
ÌÌ - Descontar títulos é operação passiva típica de
Banco Comercial.
ÌÌÌ - Um dos objetivos dos Bancos Comerciais é
proporcionar suprimento oportuno e adequado para
financiar a indústria a curto e médio prazos.
a) Todas as sentenças acima são verdadeiras.
b) Apenas Ì e ÌÌ são verdadeiras.
c) Apenas Ì e ÌÌÌ são verdadeiras.
d) Somente Ì é verdadeira.
e) Todas as sentenças acima são falsas.
8. Assinale a alternativa incorreta :
a) As Caixas Econômicas não integram o
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.
b) As SCFÌ (financeiras) não podem manter
contas correntes.
c) São operações ativas de Banco de
Ìnvestimento os empréstimos para financiamento de
capital fixo.
d) É operações passiva das SCR a colocação de
letras de câmbio.
e) As Sociedades Corretoras fazem in-
termediação nas Bolsas de Valores e de
Mercadorias.
9. Assinale a alternativa incorreta :
a) As sociedades distribuidoras possuem acesso
às Bolsas de Valores e de Mercadorias.
b) As Associações de Poupança e Empréstimo
são sociedades civis.
c) A colocação de Letras Ìmobiliárias é operação
passiva das Sociedades de Crédito Ìmobiliário
(SCÌ).
d) Às Companhias Hipotecárias não se aplicam
as normas do SFH (Sistema Financeiro da
Habitação)
e) As agências de fomento foram uma das
alternativas criadas para o saneamento dos bancos
estaduais.
10. Analise as sentenças abaixo e marque a
alternativa correta -
Ì - As carteiras de um Banco Múltiplo envolvem
pelo menos duas carteiras.
ÌÌ - A carteira de "leasing" pode fazer parte da
carteira de um Banco Múltiplo.
ÌÌÌ - Os Bancos de Ìnvestimento não podem
manter contas correntes.
a) Todas as sentenças acima são verdadeiras.
b) Apenas Ì e ÌÌ são verdadeiras.
c) Apenas Ì e ÌÌÌ são verdadeiras.
d) Somente Ì é verdadeira.
e) Todas as sentenças acima são falsas.
11. Assinale a alternativa correta :
a) São raros os países em que a política
monetária é executada pelo Banco Central.
b) A política monetária visa adequar os meios de
pagamento disponíveis às necessidades políticas do
governo.
c) A política cambial é instrumento de política de
relações comerciais e financeiras entre um país e ó
conjunto dos demais países.
d) A política monetária envolve a carga tributária
exercida sobre os agentes econômicos.
e) A política cambial envolve a definição dos
gastos do governo.
12. Analise as sentenças abaixo e marque a
alternativa correta :
Ì - O déficit primário inclui o cômputo da correção
monetária.
ÌÌ - O déficit operacional não inclui o cômputo das
despesas financeiras.
ÌÌÌ - O déficit nominal não inclui o cômputo da
correção monetária e nem o cômputo das despesas
financeiras.
a) Todas as sentenças acima são verdadeiras.
b) Apenas Ì e ÌÌ são verdadeiras.
c) Apenas Ì e ÌÌÌ são verdadeiras.
d) Somente Ì é verdadeira.
e) Todas as sentenças acima são falsas.
13. Assinale a alternativa incorreta :
São (foram) Títulos do Tesouro Nacional.-
a) ORTN e LTN.
b) OTN.
c) BTN e LFT.
d) UFÌR.
e) NTN.
14. Assinale a alternativa correta :
a) A NTN-D é um título que serve como proteção
para investidores que possuem passivos vínculados
a TR.
b) A NTN-H é um título que serve como proteção
para investidores que possuem passivos vinculados
a dólar.
c) Cabe aos Bancos Comerciais controlar a
expansão dos meios de pagamento.
d) A cobrança de títulos é operação que diminui
as reservas bancárias
79
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
e) O depósito compulsório é um instrumento,
utilizado pelo Banco Central, para fins de política
monetária.
15. Assinale a alternativa incorreta.
a) Os leilão informais de título realizados pelo
Banco Central são denominados de "Go-around".
b) Diz-se que o BC está undersold quando o
montante em valor de títulos públicos em poder das
instituições financeiras é maior que o estoque de
reservas bancárias destinado a seu financiamento.
c) O controle feito pelo BC via compra e venda
de moeda é uma forma de controle ágil e rápido
sobre o volume de recursos em reservas bancárias.
d) O controle via "zeragem automática" se baseia
na suposição que todas as Ìnstituições Financeiras
devem terminar o dia com as contas equilibradas.
e) O open-market é um mercado secundário de
títulos públicos.
16. Assinale a alternativa incorreta:
a) o mercado interbancário é um mercado ode os
bancos trocam reservas entre si;
b) o mercado interbancário assemelhase ao
Open Market mas é lastreado em títulos privados;
c) o Banco Central não tem acesso ao Mercado
interbancário;
d) o mercado interbancário está imune às
influências sazonais do fluxo de recursos mantido
entre o Sistema Bancário e o Governo;
e) O custo do dinheiro de um dia negociado no
mercado interbancário é muito próximo do custo da
troca das reservas bancárias lastreadas em títulos
federais.
17. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - Houve uma crise de liquidez dos Bancos
Estaduais em 1990.
ÌÌ - Até 1996, nove estados já haviam
reestruturado suas dívidas passando a ter como
único credor a União.
ÌÌÌ - O SELÌC - Sistema Especial de Liquidação e
Custódia foi criado em 1980.
a) todas as assertivas estão corretas;
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas"
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
18. Assinale a alternativa verdadeira:
a) CETÌP é um sistema computadorizado on-line
e real time;
b) Selic é o local onde se custodiam, registram e
liquidam financeiramente as operações feitas com
todos os papéis privados;
c) o índice DÌEESE arma os sindicatos para
negociações salariais em todo o País;
d) o ÌPC - FÌPE mede a inflação das famílias
paulistanas entre 1 e 2 salários mínimos;
e) o ÌGP-m é calculado entre os dias 1 e 30 de
cada mês.
19. Assinale a alternativa incorreta:
a) o ÌPCA-Ì corrige o saldo devedor dos impostos
através da correção da UFÌR;
b) a TR define os rendimentos das cadernetas de
poupança;
c) a TR foi criada pelo plano Collor ÌÌ,
d) a TR foi criada para ser uma taxa básica
referencial dos juros a serem praticados no mês e
não como um índice que refletisse a inflação do mês
anterior;
e) a TJLP foi criada em novembro de 1984 para
estimular o consumo.
20. Assinale a alternativa incorreta:
a) depósitos à vista em conta-corrente é
atividade típica dos Bancos Comerciais;
b) cheque é uma ordem de pagamento à vista;
c) cheques cruzados não podem ser
descontados, apenas depositados;
d) os bancos não podem recusar o pagamento
de cheques por insuficiência na assinatura do
emitente;
e) os cheques acima de R$ 100,00 se não forem
nominativos serão devolvidos.
21. Assinale a alternativa correta com relação à
cobrança de títulos:
a) a cobrança de títulos é um produto de pouca
importância para os bancos;
b) uma vantagem para o Banco é o aumento de
depósitos à vista pelos créditos das liquidações
c) os bloquetos de cobrança bancária não podem
circular pela câmara de compensação.
d) os valores resultantes de operação de
cobrança são automaticamente debitados da
conta-corrente da empresa cliente,-
e) a capilaridade da rede bancária é uma
desvantagem para o cliente.
22. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - A nota fiscal é um documento fiscal
obrigatório.
ÌÌ - Fatura é uma relação de notas fiscais
correspondente a uma venda a prazo.
ÌÌÌ - Duplicata é um título de crédito formal.
a) todas as assertivas estão corretas;
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
23. Assinale a alternativa incorreta:
a) home banking é a ligação entre o computador
do cliente e do banco;
b) a ligação pode ser feita através de linha
telefônica;
80
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
c) os computadores do cliente e do banco, para
que seja possível a comunicação, devem ser
idênticos;
d) um dos serviços típicos de homebanking é a
sonsulta de saldos.
e) o pager também pode ser utilizado como
veículo do cliente.
24. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - EDÌ consiste na troca de documentos
eletrônicos em padrão préestabelecido de forma
que todo um processo de negócios seja feito.
ÌÌ - Remote banking é o atendimento ao cliente
fora das agências bancárias.
ÌÌÌ - O saque de dinheiro em caixas eletrônicos
são um serviço típico de home banking.
a) todas as assertivas estão corretas;
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
25. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - Desde que respeitados os prazos mínimos, o
CDB é transferível antes de seu vencimento.
ÌÌ - A transferência pode ser feita através de
endosso em branco.
ÌÌÌ - O RDB também é transferível.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
26. Assinale a alternativa incorreta
a) as LC são instrumento de captação específico
das SCFÌ-Ì
b) as LH são títulos emitidos pelas instituições
financeiras autorizadas a conceder créditos
hipotecários;
c) as Li são emitidas por bancos múltiplos com
carteira comercial;
d) os TDE são emitidos por Bancos de
Ìnvestimento;
e) a Cédula Hipotecária pode ser integral ou
fracionária
27. Assinale a alternativa correta:
a) as operações compromissadas de 30 dias
devem ser lastreadas por títulos privados;
b) a formação da taxa do hot money é baseada
na taxa do CDÌ, mais o PÌS e mais um spread;
c) a operação de desconto não dá direito de
regresso;
d) o financiamento de tributos e tarifas públicas
se dá entre o banco comercial e o Governo;
e) a maior utilização do CDC é na aquisição de
bens imóveis.
28. Assinale a alternativa incorreta
a) o Fundo de Aval é formado por recursos
próprios do SEBRAE;
b) os cartões magnéticos representam um
estímulo ao consumo, os saques são efetuados
mesmo sem saldo na conta corrente;
c) os cartões de cébito também são conhecidos
como "private labels";
d) os cartões inteligentes são dotados de
processador e memória;
e) os cartões de valor agregado representam um
montante pré-pago e aceito em estabelecimentos
devidamente equipados.
29. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - O Crédito Rural é o suprimento de recursos
financeiros para aplicação exclusiva nas atividades
agropecuárias;
ÌÌ - No mínimo 50% da exigibilidade deve ser
satisfeito com crédito a mini ou pequeno produtor;
ÌÌÌ - O empréstimo do Governo Federal (EGF) é
viabilizado nas modalidades COV e SOV.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
30. Assinale a alternativa correta:
a) através do FÌNAME, o BB financia a compra
de máquinas e equipamentos para o setor
agropecuário;
b) o PRONAF é formado por recursos do
recolhimento de impostos;
c) o Aval Bancário Completo é também chamado
de Aval em Branco;
d) a fiança bancária está sujeita ao ÌOF
e) se o afiançado não cumprir as obrigações
relativas à fiança bancária, a operação fica isenta do
ÌOF.
31. Assinale a alternativa incorreta:
a) o BÌD Bond é uma fiança emitida por um
banco, a pedido de um cliente, a fim de habilitá-lo a
participar de uma concorrência pública no exterior;
b) o performance bond é uma fiança prestada
por um banco a um cliente que tenha assumido um
contrato de execução longa,
c) o Banco Central permite a outorga de carta de
fiança à diretoria do banco;
d) o Banco Central permite a outorga de carta de
fiança para obtenção de liminar em mandado de
segurança destinado a sustar a cobrança de
tributos;
e) o Banco Central veda a outorga de carta de
fiança em moeda estrangeira, exceto quando se
tratar de operações ligadas ao comércio exterior.
81
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
32. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - A classificação tradicional dos fundos de
investimentos é em fundo de renda fixa e fundo de
renda variável.
ÌÌ - Os fundos de curto prazo possuem média
volatilidade.
ÌÌÌ - Chinese wall é a separação feita entre a
administração de recursos do fundo e a tesouraria
da instituição financeira.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
33. Assinale a alternativa correta:
a) os FÌF não sofrem tributação de ÌR
b) os FÌF sofrem tributação de ÌOF;
c) o BC foi extremamente rigoroso na definição
das regras de aplicação do patrimômio do FÌF
d) as aplicações do Fundo em títulos de um
mesmo grupo financeiro não pode exceder a 20%
de seu PL ajustado;
e) Ações de companhias abertas somente
podem fazer parte do Fundo até 10% de seu
patrimônio.
34. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - FÌF de curto prazo - compulsório de 50%
ÌÌ - FÌF 30 dias - compulsório de 5%
ÌÌÌ - FÌF 60 dias - livres de compulsório
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
35. Assinale a alternativa incorreta:
a) o Fundão (FAF) tinha uma carteira altamente
amarrada à aplicações compulsórias
b) os FAF-ÌÌ foram incorporados aos FAC;
c) o Money Market Fund foi criado com cota em
URV;
d) o depósito especial remunerado foi criado
para receber cruzados liberados pelo governo;
e) as carteiras dos FMÌS são compostas, pelo
menos em 51 %, de ações de companhias
fechadas.
36. Assinale a alternativa incorreta :
a) Os títulos de capitalização são regu-
lamentados pela Superintendência de Seguros
Privados (SUSEP)
b) Sociedades Anônimas financeiras não podem
emitir debêntures.
c) A responsabilidade de assegurar que o
emitente cumpra as cláusulas pactuadas na
escritura compete ao próprio comprador da
debênture.
d) A Securitização consiste na conversão de
empréstimos bancários e outros ativos em títulos
para venda a investidores.
e) Existem 3 tipos básicos de contrato de
"Underwriting" , que podem ser realizados, a saber -
"straight", "standby" e "best efforts".
37. Assinale a alternativa correta :
a) O contrato de seguro caracteriza-se por, na
maioria das vezes não ser oneroso.
b) A apólice de seguros costuma ser,
normalmente, emitida em três vias.
c) O contrato de seguro, uma vez realizado, não
pode ter quaisquer de seus elementos alterados.
d) Franquia é o valor do prejuízo que fica a cargo
do segurado, só respondendo a Seguradora por
danos que ultra passem este valor.
e) O Cosseguro pode ser conceituado como o
seguro do segurador.
38. Assinale a alternativa incorreta :
a) O conceito de Engenharia Financeira abrange,
por exemplo, a intervenção de uma Ìnstituição
Financeira para o reescalonamento de dívida junto a
credores de uma empresa em dificuldades
financeiras.
b) As operações inclusas no conceito de
Corporate Finance envolvem a intermediação de
fusões, cisões e incorporações de empresas.
c) "Takeover Bid" é a aquisição do controle
acionário de uma empresa através do mercado de
ações.
d) O "Takeover Bid" pode ser hostil ou amigável.
e) A operação de "Tender Offer" consiste em
uma oferta de compra da empresa a valor de
mercado, não envolvendo qualquer prêmio sobre tal
valor.
39. Analise as afirmativas abaixo e marque a
opção correta.
Ì - O termo bônus é usado tradicionalmente, no
exterior, para títulos com mais de 10 anos de prazo.
ÌÌ - Eurobônus e Euronotes são termos que
caracterizam a emissão de títulos denominados em
dólar no próprio mercado americano.
ÌÌÌ - Nos bônus conversíveis, a empresa emissora
oferece ao investidor a possibilidade de trocar os
títulos por ações de sua própria emissão.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
40. Assinale a alternativa correta :
a) "Commercial Papers" são títulos similares aos
bônus, assemelhando-se, àqueles principalmente
no que diz respeito ao prazo.
82
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
b) Certificados de depósito são títulos
nominativos emitidos no exterior, com prazo
variando entre 90 e 360 dias.
c) O empréstimo pela 4.131 ocorre quando um
banco estrangeiro empresta diretamente recursos
para uma empresa brasileira.
d) Não há qualquer restrição de prazo nas
contratações de empréstimo para repasse ao
amparo da Resolução 63.
e) Não há qualquer repasse para o tomador
além, obviamente, da variação cambial do montante
emprestado.
41. Assinale a alternativa incorreta :
a) Os "Par bonds" têm prazo de 30 anos e foram
oferecidos em troca da dívida antiga na proporção
de 1:1.
b) Os "Discount Bonds" foram emitidos à
proporção de 65% da divida antiga, tendo sido
depositados pelo Brasil, a título de garantia, os juros
de 12 meses, em dinheiro.
c) Os FLÌRBs foram oferecidos em troca da
dívida antiga na proporção de 1:1.
d) Nos Bônus de Redução de Juros com
Capitalização Parcial (FLÌRB-C) não há previsão de
prazo de carência.
e) Os chamados Bônus de Reestruturação
consistem, na verdade, na recontratação da dívida
velha por novos contratos de empréstimo ao par.
42. Assinale a alternativa incorreta, com relação
às operações de "factoring"
a) A pessoa que vende seus ativos é
denominada de "sacador".
b) A casa compradora representa a empresa que
fornecerá o dinheiro ao sacador pelo ativo.
c) Existe, nas operações de "factoring", um
deságio em relação ao valor de face dos títulos
negociados.
d) No Brasil, todas as modalidades de "factoring"
conhecidas estão sendo atualmente utilizadas.
e) As principais fontes de captação utilizadas
pelas empresas de "factoring" são a emissão de
debêntures e "Commercial Papers".
43. Assinale a alternativa correta :
a) Os ADRs (American Depositary Receipts)
nada mais são do que títulos, emitidos e passíveis
de negociação no exterior, representativos de ações
de empresas brasileiras negociadas em bolsa,
ficando tais ações aqui custodiadas.
b) O mercado de "commodities" têm como
característica básica a predominância de seus
negócios no mercado à vista (Spot).
c) O "open-market" ( Mercado Aberto pode ser
conceituado como o mercado no qual atua o Banco
Central de cada país, comprando e vendendo
títulos, não se caracterizando, no entanto, como
instrumento ativo de política monetária.
d) O mercado acionário de balcão consegue
oferecer as mesmas garantias proporcionadas ao
investidor pelas Bolsas de Valores.
e) O mercado fracionário de ações caracteriza-se
pela possibilidade de negociação limitada a lotes de
100 ou 1.000 ações.
44. Assinale a alternativa incorreta :
a) No mercado internacional de ouro, as
principais praças de negociação são Londres e
Zurique (Mercado de Balcão) e Nova York (Bolsa de
Mercadorias de Nova York)
b) A cotação do ouro, no Brasil, é feita em
dólares por "onça-troy" de ouro puro, de forma a se
coadunar com os padrões internacionais.
c) O mercado "spot" de ouro abrange as
operações com entrega, em geral, 24 horas depois
da compra/venda, ao preço do dia.
d) O sistema SÌNO é o utilizado pela CETÌP para
centralizar as negociações com ouro ocorridas no
âmbito deste mercado de balcão. A cotação do ouro
nas principais praças internacionais utiliza a
"onça-troy" como unidade de medida, sendo que 1
"onça troy" equivale a 31,10 gramas.
45. Assinale a alternativa incorreta:
a) no Brasil, as negociações do mercado de
derivativos concentram-se na Bolsa de Mercadorias
e Futuros (BM&F) de São Paulo e na Bolsa
Brasileira de Futuros (BBF) do Rio de Janeiro;
b) o especulador caracteriza-se por ser um
agente que, necessariamente, possui algum tipo de
vínculo com a mercadoria objeto da operação;
c) os mercados futuros são uma forma eficaz de
eliminar o risco do investidor que detenha
determinada posição física em um ativo;
d) os contratos futuros diferem dos contratos a
termo por terem especificações padronizadas pelas
bolsas onde são negociados;
e) ao estar comprada em um contrato futuro de
dólar, a instituição financeira tem expectativa de alta
da taxa de câmbio até o vencimento do contrato.
46. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente
Ì - Nos mercados futuros, há realização diária de
lucros ou prejuízos através do mecanismo de
"ajustes diários".
ÌÌ - Existe um mercado secundário ativo para os
contratos futuros.
ÌÌÌ -O raciocínio do mercado futuro de taxa média
de depósitos interfinanceiros de um dia (futuro de
DÌ) deve ser inverso àquele utilizado no mercado
futuro de dólar.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
47. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
83
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Ì - As opções podem dar ao comprador o direito
de comprar ou vender o ativo objeto até a (ou na)
data do vencimento.
ÌÌ - Nas opções americanas, o exercício deve
ocorrer necessariamente na data de vencimento.
ÌÌÌ - A expectativa do lançador de uma opção de
venda é de baixa do preço do ativo objeto.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
48. Assinale a alternativa incorreta
a) SWAP são derivativos que permitem a troca
de indexação de montantes ativos e passivos;
b) uma empresa possuidora de um passivo em
dólar pode se proteger do risco de uma eventual
desvalorização cambial entrando na ponta vendida
de um SWAP pré x dólar;
c) a liquidação dos contratos de SWAP dá-se
pela diferença entre os montante indexados
apurados na data do vencimento;
d) o mercado de SWAP tem como característica
a grande participação de pessoas físicas no papel
de "hedger"
e) dentre os indicadores principais utilizados nas
operações de SWAP podemos citar CDÌ (taxa pós),
dólar (variação cambial) e ÌGP-M.
49. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - O Acordo da Basiléia relaciona-se ao controle
dos padrões de solvência e liquidez das instituições
componentes do Sistema Financeiro;
ÌÌ - O valor do patrimônio líquido exigido das
instituições financeiras é obtido através da aplicação
do percentual de 8% sobre o ativo ponderado pelo
percentual de risco;
ÌÌÌ - Pode-se ainda, pelo acordo da Basiléia,
continuar a calcular o limite de enquadramento das
instituições a partir da estrutura de seus passivos.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
50. Analise as assertivas abaixo e assinale a
opção correspondente:
Ì - O PROER é instrumento hábil para resguardar
os interesses dos depositantes e investidores.
ÌÌ - No âmbito do PROER, as chamadas moedas
podres são reconhecidas em sua totalidade pelo
Banco Central, não havendo qualquer tipo de
deságio.
ÌÌÌ - O FGC garante o total de créditos de cada
pessoa contra determinada instituição (ou
conglomerado financeiro) até o valor máximo de R$
20.000,00.
a) todas as assertivas estão corretas
b) somente as assertivas Ì e ÌÌ estão corretas;
c) somente as assertivas Ì e ÌÌÌ estão corretas;
d) somente a assertiva Ì está correta;
e) nenhuma assertiva está correta.
DABARITO
1. E 2. B 3. D 4. B 5. C
6. B 7. C 8. A 9. A 10. A
11. C 12. E 13. D 14. E 15. B
16. D 17. A 18. C 19. E 20. D
21. B 22. A 23. C 24. B 25. D
26. C 27. B 28. B 29. A 30. B
31. C 32. C 33. D 34. A 35. E
36. C 37. D 38. E 39. C 40. C
41. D 42. D 43. A 44. B 45. B
46. A 47. D 48. D 49. B 50 - A
PROVA CEF K RUUU
PORTUDULS
Atenção: As cinco questões abaixo referem-se
ao texto que segue.
Várias famílias percorrem dez ou mais
quilômetros com destino à Serra da Cantareira,
mais precisamente à Chácara do Frade, com seus
dezessete hectares tomados por alface, rúcula,
pepino, cenoura e dezenas de outras hortaliças. As
pessoas caminham entre os canteiros, trocam
informações sobre o plantio, escolhem o que
comprar e levam produtos fresquinhos, jamais
"batizados" por agrotóxicos.
Cada vez mais hortas instaladas perto da capital
estão abrindo suas portas aos visitantes. O
proprietário, José Frade, lucra com a venda direta.
O consumidor, por sua vez, garante a qualidade do
que está comendo.
Na Europa, isso é muito comum. Desde a Ìdade
Média, durante a época da colheita, as plantações
dos vilarejos vizinhos às cidades se transformam
em verdadeiras feiras livres. Por aqui, a onda está
apenas começando. Num raio de cem quilômetros
da capital já existem pelo menos nove sítios e
chácaras que trabalham nesse sistema.
84
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
Considere as seguintes afirmações:
Ì. Muitos consumidores das cercanias de São
Paulo passaram a cultivar hortas domésticas, em
que podem colher verduras não contaminadas.
ÌÌ. Um hábito da Ìdade Média inspirou várias
famílias que, morando nas cercanias da Serra da
Cantareira, resolveram fazer das hortas
comunitárias autênticas feiras livres.
ÌÌÌ. A venda de hortaliças diretamente do produtor
para o consumidor traz, para aquele, vantagens
financeiras e, para este, a garantia de produtos mais
saudáveis.
1. Em relação ao texto, está correto
SOMENTE o que se afirma em
a) Ì.
b) ÌÌ.
c) ÌÌÌ.
d) Ì e ÌÌ.
e) ÌÌ e ÌÌÌ.
São grandes as vantagens que ...... da compra
direta de hortaliças (ou dos ...... , em geral); sabem
disso aqueles que já se ...... e pensaram nos males
dos agrotóxicos.

2. Completam corretamente as lacunas do
período acima:
a) adviriam - hortifrutigranjeiros - detiveram
b) adveriam - hortifrutigranjeiros - detiveram
c) adviriam - hortisfrutisgranjeiros - deteram
d) adveriam - hortisfrutisgranjeiros - deteram
e) adviriam - hortifrutigranjeiros - deteram
3. A frase corretamente construída é:
a) Alface, rúcula, pepino e outros legumes
espalham-se aos dezessete hectares na Chácara
do Frade.
b) As pessoas preferem os legumes de cujo
risco de agrotóxicos seja evitado.
c) Foi na Ìdade Média onde começou a surgir a
venda direta do plantio ao consumidor.
d) Os agrotóxicos, com que estão
contaminados os legumes nos supermercados, são
evitados pelo produtor José Frade.
e) Comprar hortaliças do próprio produtor é
uma providência de que muitas pessoas já
começaram a se habituar.
4. Transpondo para a voz passiva a frase
"Estão abrindo suas portas aos visitantes", a forma
verbal resultante será ...... .
a) serão abertas
b) são abertas
c) têm sido abertas
d) têm aberto
e) estão sendo abertas
Na Chácara do Frade, as pessoas olham os
canteiros e percorrem os canteiros informando-se
sobre o que está plantado nos canteiros.
5. Eliminam-se as repetições viciosas da frase
acima substituindo-se corretamente os termos
sublinhados por:
a) percorrem eles - lhes está plantado
b) os percorrem - neles está plantado
c) percorrem-lhes - neles está plantado
d) os percorrem - está plantado-lhes
e) percorrem-lhes - lhes está plantado
Atenção: As duas questões abaixo referem-se ao
texto que segue.
É grave o quadro atual do ensino superior. A
greve de professores paralisa boa parte das
universidades federais. As universidades públicas
estão amargando uma espécie de êxodo de seus
melhores profissionais. Têm cada vez menos
condições de competir com os salários pagos pelas
instituições privadas.
6. Ìndique o período que resume, de forma
clara e exata, as informações do texto, e que não
apresenta incorreção gramatical alguma.
a) Devido a pagarem mal os professores,
estão havendo greves nas universidades federais,
em que os melhores profissionais procuram as
instituições privadas.
b) Os professores do ensino superior oficial
estão fazendo greve, ou mesmo êxodo para as
particulares, já que seus salários não são
competitivos.
c) Como os salários que pagam estão cada
vez mais baixos, as universidades públicas estão
sofrendo greves e o êxodo de seus melhores
professores.
d) As universidades particulares atraem os
professores das oficiais, em virtude dos salários que
pagam, e que chegam a provocarem greves.
e) Há êxodo ou greve dos professores das
universidades federais para as particulares, onde os
salários as tornam muito mais competitivas.
7. Ìndique o período cuja pontuação está
inteiramente correta.
a) Há muito, vêm caindo os salários dos
professores das universidades públicas, estes
desanimados fazem greve ou, as trocam pelas
instituições privadas.
b) Há muito vêm caindo os salários, dos
professores das universidades públicas: estes
desanimados, fazem greve ou as trocam, pelas
instituições privadas.
c) Há muito, vêm caindo, os salários dos
professores das universidades públicas; estes
desanimados fazem greve, ou as trocam pelas
instituições privadas.
d) Há muito vêm caindo os salários dos
professores das universidades públicas; estes,
desanimados, fazem greve ou as trocam pelas
instituições privadas.
e) Há muito vêm caindo, os salários dos
professores, das universidades públicas; estes,
85
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
desanimados, fazem greve, ou: as trocam pelas
instituições privadas.
Atenção: As cinco questões abaixo referem-se
ao texto que segue.
Os velhos das cidadezinhas do interior parecem
muito mais plenamente velhos que os das
metrópoles. Não se trata da idade real de uns e
outros, que pode até ser a mesma, mas dos tempos
distintos que eles parecem habitar. Na agitação dos
grandes centros, até mesmo a velhice parece ainda
estar integrada na correria; os velhos guardam
alguma ansiedade no olhar, nos modos, na lentidão
aflita de quem se sente fora do compasso. Na
calmaria das cidades pequeninas, é como se a
velhice de cada um reafirmasse a que vem das
montanhas e dos horizontes, velhice quase eterna,
pousada no tempo.
Vejam-se as roupas dos velhinhos interioranos:
aquele chapéu de feltro manchado, aquelas largas
calças de brim cáqui, incontavelmente lavadas,
aquele puído dos punhos de camisas já sem cor -
tudo combina admiravelmente com a enorme
jaqueira do quintal, com a generosa figueira da
praça, com as teias no campanário da igreja. E os
hábitos? Pica-se o fumo de corda, lentamente, com
um canivete herdado do século passado, enquanto
a conversa mole se desenrola sem pressa e sem
destino.
Na cidade grande, há um quadro que se repete
mil vezes ao dia, e que talvez já diga tudo: o
velhinho, no cruzamento perigoso, decide-se, enfim,
a atravessar a avenida, e o faz com aflição, um
braço estendido em sinal de pare aos motoristas
apressados, enquanto amiúda o que pode o próprio
passo. Parece suplicar ao tempo que diminua seu
ritmo, que lhe dê a oportunidade de contemplar
mais demoradamente os ponteiros invisíveis dos
dias passados, e de sondar com calma, nas nuvens
mais altas, o sentido de sua própria história.
Há, pois, velhices e velhices - até que chegue o
dia em que ninguém mais tenha tempo para de fato
envelhecer.
Celso de Oliveira
8. A frase "Os velhos das cidadezinhas do
interior parecem muito mais plenamente velhos que
os das metrópoles" constitui uma:
a) impressão que o autor sustenta ao longo do
texto, por meio de comparações.
b) impressão passageira, que o autor relativiza
ao longo do texto.
c) falsa hipótese, que a argumentação do autor
demolirá.
d) previsão feita pelo autor, a partir de
observações feitas nas grandes e nas pequenas
cidades.
e) opinião do autor, para quem a velhice é
mais opressiva nas cidadezinhas que nas
metrópoles.
Considere as seguintes afirmações:
Ì. Também nas roupas dos velhinhos interioranos
as marcas do tempo parecem mais antigas.
ÌÌ. Na cidade grande, a velhice parece indiferente
à agitação geral.
ÌÌÌ. O autor interpreta de modo simbólico o gesto
que fazem os velhinhos nos cruzamentos.
9. Em relação ao texto, está correto o que se
afirma SOMENTE em:
a) Ì.
b) ÌÌ.
c) ÌÌÌ.
d) Ì e ÌÌÌ.
e) ÌÌ e ÌÌÌ.
10. Ìndique a afirmação ÌNCORRETA em
relação ao texto:
a) Roupas, canivetes, árvores e campanário
são aqui utilizados como marcas da velhice.
b) autor julga que, nas cidadezinhas
interioranas, a vida é bem mais longa que nos
grandes centros.
c) Hábitos como o de picar fumo de corda
denotam relações com o tempo que já não existem
nas metrópoles.
d) que um velhinho da cidade grande parece
suplicar é que lhe seja concedido um ritmo de vida
compatível com sua idade.
e) autor sugere que, nas cidadezinhas
interioranas, a velhice parece harmonizar-se com a
própria natureza.
11. O sentido do último parágrafo do texto deve
ser assim entendido:
a) Do jeito que as coisas estão, os velhos
parecem não ter qualquer importância.
b) Tudo leva a crer que os velhos serão cada
vez mais escassos, dado o atropelo da vida
moderna.
c) prestígio do que é novo é tão grande que já
ninguém repara na existência dos velhos.
d) A velhice nas cidadezinhas do interior é tão
harmoniosa que um dia ninguém mais sentirá o
próprio envelhecimento.
e) No ritmo em que as coisas vão, a própria
velhice talvez não venha a ter tempo para tomar
consciência de si mesma.
12. Ìndique a alternativa em que se traduz
corretamente o sentido de uma expressão do texto,
considerado o contexto.
a) "parecem muito mais plenamente velhos" =
dão a impressão de se ressentirem mais dos males
da velhice.
b) "guardam alguma ansiedade no olhar" =
seus olhos revelam poucas expectativas.
c) "fora do compasso" = num distinto
86
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
andamento.
d) "a conversa mole se desenrola" = a
explanação é detalhada.
e) "amiúda o que pode o próprio passo" = deve
desacelerar suas passadas.
Atenção: As treze questões abaixo referem-se ao
texto que segue:

No início do século XX, a afeição pelo campo era
uma característica comum a muitos ingleses. Já no
final do século XVÌÌÌ, dera origem ao sentimento de
saudade de casa tão característico dos viajantes
ingleses no exterior, como William Beckford, no leito
de seu quarto de hotel português, em 1787,
"assediado a noite toda por idéias rurais da
Ìnglaterra." À medida que as fábricas se
multiplicavam, a nostalgia do morador da cidade
refletia-se em seu pequeno jardim, nos animais de
estimação, nas férias passadas na Escócia, ou no
Distrito dos Lagos, no gosto pelas flores silvestres e
a observação de pássaros, e no sonho com um
chalé de fim de semana no campo. Hoje em dia, ela
pode ser observada na popularidade que se
conserva daqueles autores conscientemente "rurais"
que, do século XVÌÌ ao XX, sustentaram o mito de
uma arcádia campestre.
Em alguns ingleses, no historiador G.M.
Trevelyan, por exemplo, o amor pela natureza
selvagem foi muito além desses anseios vagamente
rurais. Lamentava, em um dos seus textos mais
eloqüentes, de 1931, a destruição da Ìnglaterra rural
e proclamava a importância do cenário da natureza
para a vida espiritual do homem. Sustentava que
até o final do século XVÌÌÌ as obras do homem
apenas se somavam às belezas da natureza;
depois, dizia, tinha sido rápida a deterioração. A
beleza não mais era produzida pelas circunstâncias
econômicas comuns e só restava, como esperança,
a conservação do que ainda não fora destruído.
Defendia que as terras adquiridas pelo Patrimônio
Nacional, a maioria completamente inculta,
deveriam ser mantidas assim.
Há apenas poucos séculos, a mera idéia de
resistir à agricultura, ao invés de estimulá-la,
pareceria ininteligível. Como teria progredido a
civilização sem a limpeza das florestas, o cultivo do
solo e a conversão da paisagem agreste em terra
colonizada pelo homem? A tarefa do homem, nas
palavras do Gênesis, era "encher a terra e submetê-
la". A agricultura estava para a terra como o
cozimento para a carne crua. Convertia natureza em
cultura. Terra não cultivada significava homens
incultos. E quando os ingleses seiscentistas
mudaram-se para Massachusetts, parte de sua
argumentação em defesa da ocupação dos
territórios indígenas foi que aqueles que por si
mesmos não submetiam e cultivavam a terra não
tinham direito de impedir que outros o fizessem.
13. Ao mencionar, no primeiro parágrafo do
texto, a inclinação dos ingleses pelo espaço rural, o
autor
a) busca enfatizar o que ocorre no século XX,
em que a afeição pelo campo lhe parece ser
realmente mais genuína.
b) a caracteriza em diferentes momentos
históricos, tomando como referência distintas
situações em que ela se manifesta.
c) cita costumes do povo inglês destruídos
pela aceleração do crescimento das fábricas, causa
de sua impossibilidade de volta periódica ao
campo.
d) refere autores que procuraram
conscientemente manter sua popularidade
explorando temas "rurais" para mostrar como se
criou o mito de um paraíso campestre.
e) particulariza o espaço estrangeiro visitado
pelos ingleses - Portugal - para esclarecer o que os
indivíduos buscavam e não podia ser encontrado na
sua pátria.
Leia com atenção as afirmações abaixo sobre o
segundo parágrafo do texto.
Ì. Em confronto com o primeiro parágrafo, o autor
apresenta um outro matiz da relação do espírito
inglês com o espaço rural.
ÌÌ. O autor assinala os pontos mais relevantes
referidos por G.M Trevelyan para comprovar a idéia
universalmente aceita de que o contato com a
natureza é importante para o espírito.
ÌÌÌ. O historiador inglês revela pessimismo, a
cujos fundamentos ele não faz nenhuma referência
no texto.

14. São corretas:
a) Ì, somente.
b) ÌÌÌ, somente.
c) Ì e ÌÌÌ, somente.
d) ÌÌ e ÌÌÌ, somente.
e) Ì, ÌÌ e ÌÌÌ.
15. As indagações presentes no terceiro
parágrafo representam, no texto,
a) pontos relevantes sobre os quais a
humanidade ainda não refletiu.
b) perguntas que historiadores faziam às
pessoas para convencê-las da importância do culto
à natureza.
c) os pontos mais discutidos quando se falava
do progresso na Ìnglaterra, terra da afeição pelo
campo.
d) questões possivelmente levantadas pelos
que procurassem entender a razão de muitas
pessoas não considerarem a agricultura um bem em
si.
e) aspectos importantes sobre a relação entre
a natureza e o homem, úteis como argumentos a
favor da idéia defendida por Trevelyan.
16. No último parágrafo do texto, o comentário
sobre os ingleses seiscentistas foi feito como:
87
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
a) denúncia dos falsos argumentos utilizados
por aqueles que ocupam territórios indígenas.
b) exemplo do caráter pioneiro dos ingleses na
tarefa de colonização do território americano.
c) maneira de evidenciar a árdua tarefa dos
que acreditavam na força da agricultura para o
progresso da civilização.
d) confirmação de que terras incultas são
entraves que, há séculos, subtraem ao homem o
direito de progredir.
e) comprovação de que, há poucos séculos, o
cultivo da terra era entendido como sinônimo de
civilização.
17. Assinale a afirmação ÌNCORRETA.
a) Ìnfere-se do texto que as palavras do
Gênesis foram entendidas por muitos como
estímulo a derrubar matas, lavrar o solo, eliminar
predadores, matar insetos nocivos, arrancar
parasitas, drenar pântanos.
b) paralelo estabelecido entre o cultivo da terra
e o cozimento dos alimentos é feito para se pôr em
evidência a ação do homem sobre a natureza.
c) texto mostra que o amor pela natureza
selvagem está na base da relação que se
estabelece entre cultivo da terra e civilização.
d) texto mostra que o amor à natureza
selvagem, considerado como barbárie, permitiu que
certos povos se dessem o direito de apoderar-se
dela.
e) Gênesis foi citado no texto porque o crédito
dado às palavras bíblicas explicaria o desejo
humano de transformar a natureza selvagem
pensando no bem-estar do homem.
18. Assinale a alternativa que apresenta ERRO
de concordância.
a) Não que os esteja considerando inválido,
mas o professor gostaria de conhecer os estudos de
que se retirou os dados mencionados no texto.
b) Segundo alguns teóricos, deve ser evitada,
o mais possível, a agricultura em regiões de
floresta; são áreas tidas como adequadas à
preservação de espécies em vias de extinção.
c) Existem com certeza, ainda hoje, pessoas
que defendem o cultivo incondicional da terra, assim
como deve haver muitos que condenam qualquer
alteração da paisagem natural, por menor que seja.
d) Nem sempre são suficientes dados
estatisticamente comprovados para que as pessoas
se convençam da necessidade de repensarem suas
convicções, trate-se de assuntos polêmicos ou não.
e) Faz séculos que filósofos discutem as
relações ideais entre os homens e a natureza,
questão que nem sempre lhes parece passível de
consenso.
19. Assinale a alternativa que NÃO apresenta
erro algum de concordância.
a) Já há muito tempo tinha sido feito por
importante estudioso previsões pessimistas quanto
ao destino das áreas rurais na Ìnglaterra, mas
muitos não as consideraram.
b) Às vezes não basta alguns comentários
sobre a importância do cenário da natureza para a
vida espiritual do homem no sentido de que se
tentem evitar mais prejuízos ao meio ambiente.
c) Certos argumentos de G.M. Trevelyan
tornaram vulnerável certas visões acerca do modo
como deveriam ser tratadas terras incultas.
d) Segundo o que se diz no texto, os ingleses
havia de terem se preocupado com a legitimação de
sua tarefa de ocupação dos territórios indígenas.
e) Quaisquer que sejam os rumos das cidades
contemporâneas, sempre haverá os que lamentarão
a perda da vida em contato direto com a natureza.
20. Assinale a alternativa em que há regência
ÌNCORRETA.
a) O empenho com que G.M. Trevelyan
dedicou-se à sua causa foi reconhecido por outros,
principalmente pelo autor do texto.
b) A crise em que passa a civilização
contemporânea é visível em muitos aspectos,
inclusive na relação do homem com a natureza
selvagem.
c) O homem sempre esteve disposto a
dialogar com a natureza, mas esse diálogo nem
sempre se deu segundo os mesmos interesses ao
longo dos séculos.
d) Muitos consideram ofensivo à natureza
considerá-la como algo à disposição das
necessidades humanas.
e) Acompanhar a relação do ser humano com
o campo através dos séculos propicia ao estudioso
observar situações de que o homem nem sempre
pode orgulhar-se.
21. Assinale a alternativa em que há ERRO de
flexão verbal e/ou nominal.
a) Receemos pelo futuro, dizem alguns
especialistas, pois, afirmam eles, se os cidadãos
não detiverem a deterioração ambiental, a
humanidade corre sérios riscos.
b) Crêem certos estudiosos que convém
estudar profunda e seriamente o progresso da
civilização quando ele implica destruir o que a
natureza levou milhões de anos para sedimentar.
c) Quando, na década de 30, o historiador
inglês interviu na discussão sobre o tratamento
dispensado às terras adquiridas pelo Patrimônio
Nacional, muitos não contiveram seu desagrado.
d) Dizem alguns observadores que, quando as
pessoas virem o que resta da natureza sem as
marcas predatórias do homem, elas próprias
buscarão frear as atividades consideradas negativas
para o meio ambiente.
e) Elementos da natureza são verdadeiros
artesãos de obras-primas; se os homens as
desfizerem, estarão cometendo crime contra a
humanidade.
22. No segundo período do primeiro parágrafo,
a forma verbal "dera" pode ser substituída pela
88
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
forma correspondente:
a) haveria dado.
b) havia dado.
c) teria dado.
d) havia sido dado.
e) tinha sido dado.
Do século XVÌÌ ao XX circulou na Europa, com
bastante intensidade, o mito de uma arcádia
campestre. Muitos escritores ingleses sustentaram
também esse mito durante séculos; os textos
desses autores ingleses são até hoje bastante
populares.
23. Reescrevendo-se o segundo período e
substituindo-se os termos grifados acima por
pronomes correspondentes, obtém-se corretamente:
a) Muitos escritores ingleses, os quais textos
são até hoje bastante populares, o sustentaram
também durante séculos.
b) Muitos escritores ingleses, cujos textos são
até hoje bastante populares, sustentaram-lhe
também durante séculos.
c) Muitos escritores ingleses, cujos os textos
são até hoje bastante populares, sustentaram-no
também durante séculos.
d) Muitos escritores ingleses, cujos textos são
até hoje bastante populares, sustentaram-no
também durante séculos.
e) Muitos escritores ingleses, que os textos
deles são até hoje bastante populares, sustentaram-
lhe também durante séculos.
Leia com atenção as frases que se seguem.
Ì. Ìniciou-se a luta pela conservação da natureza
ainda não deteriorada pelo homem.
ÌÌ. Durante séculos a atividade humana
complementou as belezas naturais.
ÌÌÌ. Chegou o tempo em que a atividade humana
começou a degradar as belezas naturais.
24. Assinale a alternativa em que as frases
acima estão em correta relação lógica, de acordo
com o texto.
a) Chegou o tempo em que a atividade
humana começou a degradar as belezas naturais,
mesmo tendo acontecido de, antes, complementá-
las, logo que se iniciou a luta pela conservação da
natureza ainda não deteriorada pelo homem.
b) Ìniciou-se a luta pela conservação da
natureza ainda não deteriorada pelo homem,
quando ocorreu o tempo de a atividade humana
começar a degradar as belezas naturais, visto que,
durante séculos, a atividade humana complementou
as belezas naturais.
c) Assim que chegou o tempo de a atividade
humana começar a degradar as belezas naturais,
iniciou-se a luta pela conservação da natureza ainda
não deteriorada pelo homem, à proporção que,
durante séculos, a atividade humana complementou
as belezas naturais.
d) Ìniciou-se a luta pela conservação da
natureza ainda não deteriorada pelo homem,
embora a atividade humana tivesse, durante
séculos, complementado as belezas naturais,
quando chegou o tempo de degradá-las.
e) Apesar de, durante séculos, a atividade
humana ter complementado as belezas naturais,
chegou o tempo em que ela começou a degradá-
las, por isso iniciou-se a luta pela conservação da
natureza ainda não deteriorada pelo homem.
25. As frases abaixo, tiradas do texto,
apresentam alterações em sua pontuação original.
Assinale a alternativa em que a alteração acarretou
frase pontuada de maneira ÌNCORRETA.
a) Hoje em dia ela pode ser observada na
popularidade, que se conserva daqueles autores
conscientemente "rurais" que do século XVÌÌ ao XX,
sustentaram o mito de uma arcádia campestre.
b) Em alguns ingleses - no historiador G.M.
Trevelyan, por exemplo - , o amor pela natureza
selvagem foi muito além desses anseios vagamente
rurais.
c) Sustentava que, até o final do século XVÌÌÌ,
as obras do homem apenas se somavam às
belezas da natureza; depois, dizia, tinha sido rápida
a deterioração.
d) A beleza não mais era produzida pelas
circunstâncias econômicas comuns e só restava
como esperança a conservação do que ainda não
fora destruído.
e) E quando os ingleses seiscentistas
mudaram-se para Massachusetts, parte de sua
argumentação em defesa da ocupação dos
territórios indígenas foi que aqueles que, por si
mesmos, não submetiam e cultivavam a terra não
tinham direito de impedir que outros o fizessem.
MATEMÁTICA
26. Para todo número real x, tal que 0 < x < 1, pode-
se considerar 2 - x como uma boa aproximação para o
valor de: Nessas condições, a razão positiva
entre o erro cometido ao se fazer essa
aproximação e o valor correto da expressão,
nessa ordem, é:
A)
B)
c) x
2
D)
89
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
E)

27. Uma pessoa x pode realizar uma certa
tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais
eficiente que x. Nessas condições, o número de
horas necessárias para que y realize essa tarefa é
a) 4
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8
28. Em uma agência bancária trabalham 40
homens e 25 mulheres. Se, do total de homens,
80% não são fumantes e, do total de mulheres, 12%
são fumantes, então o número de funcionários
dessa agência que são homens ou fumantes é
a) 42
b) 43
c) 45
d) 48
e) 49
29. Ao receber moedas como parte de um
pagamento, um caixa de uma agência bancária
contou t moedas de 1 real, y de 50 centavos, z de
10 centavos e w de 5 centavos. Ao conferir o total,
percebeu que havia cometido um engano: contara 3
das moedas de 5 centavos como sendo de 50
centavos e 3 das moedas de 1 real como sendo de
10 centavos. Nessas condições, a quantia correta é
igual à inicial
a) acrescida de R$ 1,35
b) diminuída de R$ 1,35
c) acrescida de R$ 1,65
d) diminuída de R$ 1,75
e) acrescida de R$ 1,75
30. Seja f a função do 2o grau representada no
gráfico abaixo.

Essa função é dada por:
A)
B)
C)
D)
E)
31. Calculando-se o valor de,
obtém-se:
a) log 3 1/5
b) 1/3
c) 1/5
d) -1/3
e) -1
32. Um capital foi aplicado a juro simples e, ao
completar um período de 1 ano e 4 meses, produziu
um montante equivalente a 7/5 de seu valor. A taxa
mensal dessa aplicação foi de
a) 2%
b) 2,2%
c) 2,5%
d) 2,6%
e) 2,8%
33. Um capital de R$ 15 000,00 foi aplicado a
juro simples à taxa bimestral de 3%. Para que seja
obtido um montante de R$ 19050,00, o prazo dessa
aplicação deverá ser de
a) 1 ano e 10 meses.
b) 1 ano e 9 meses.
c) 1 ano e 8 meses.
d) 1 ano e 6 meses.
e) 1 ano e 4 meses.
34. Um capital de R$ 2 500,00 esteve aplicado
à taxa mensal de 2%, num regime de capitalização
composta. Após um período de 2 meses, os juros
resultantes dessa aplicação serão
a) R$ 98,00
b) R$ 101,00
c) R$ 110,00
d) R$ 114,00
e) R$ 121,00
35. Pretendendo guardar uma certa quantia
para as festas de fim de ano, uma pessoa
depositou R$ 2 000,00 em 05/06/97 e R$ 3
000,00 em 05/09/97. Se o banco pagou juros
compostos à taxa de 10% ao trimestre, em 05/12/97
essa pessoa tinha um total de
a) R$ 5 320,00
b) R$ 5 480,00
c) R$ 5 620,00
d) R$ 5 680,00
e) R$ 5 720,00
36. Um trator pode ser comprado à vista por um
preço v, ou pago em 3 parcelas anuais de R$
36000,00, a primeira dada no ato da compra. Nesse
caso, incidem juros compostos de 20% a.a. sobre o
90
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
saldo devedor. Nessas condições o preço v é
a) R$ 75 000,00
b) R$ 88 000,00
c) R$ 91 000,00
d) R$ 95 000,00
e) R$ 97 000,00
Ìnstruções: Para responder às duas questões
seguintes considere o enunciado abaixo.

Um industrial, pretendendo ampliar as
instalações de sua empresa, solicita R$ 200 000,00
emprestados a um banco, que entrega a quantia no
ato. Sabe-se que os juros serão pagos anualmente,
à taxa de 10% a.a., e que o capital será amortizado
em 4 parcelas anuais, pelo Sistema de Amortização
Constante (SAC).

37. O valor da terceira prestação deverá ser
a) R$ 60 000,00
b) R$ 65 000,00
c) R$ 68 000,00
d) R$ 70 000,00
e) R$ 75 000,00
38. Os juros pagos por esse empréstimo
deverão totalizar a quantia de
a) R$ 40 000,00
b) R$ 45 000,00
c) R$ 50 000,00
d) R$ 55 000,00
e) R$ 60 000,00
39. Numa pista circular de autorama, um
carrinho vermelho dá uma volta a cada 72 segundos
e um carrinho azul dá uma volta a cada 80
segundos. Se os dois carrinhos partiram juntos,
quantas voltas terá dado o mais lento até o
momento em que ambos voltarão a estar lado a
lado no ponto de partida?
a) 6
b) 7
c) 8
d) 9
e) 10
Na figura abaixo tem-se um cubo formado por 64
cubinhos iguais.
40. Se o cubo é pintado em todas as suas seis
faces, alguns dos cubinhos internos não receberão
tinta alguma. Quantos são esses cubinhos?
a) 8
b) 12
c) 16
d) 20
e) 27
41. Se A é um número compreendido entre 0 e
1, então é FALSO que
a) 1
b) A2 > A
c) 0,9 . A < A
d) A > - 1
e) A / 2A = 0,5
42. Em 3 dias, 72 000 bombons são embalados,
usando-se 2 máquinas embaladoras funcionando 8
horas por dia. Se a fábrica usar 3 máquinas
iguais às primeiras, funcionando 6 horas por dia, em
quantos dias serão embalados 108 000 bombons?
a) 3
b) 3,5
c) 4
d) 4,5
e) 5
43. João e Maria acertaram seus relógios às 14
horas do dia 7 de março. O relógio de João adianta
20 s por dia e o de Maria atrasa 16 s por dia. Dias
91
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
depois, João e Maria se encontraram e notaram
uma diferença de 4 minutos e 30 segundos entre
os horários que seus relógios marcavam. Em que
dia e hora eles se encontraram?
a) Em 12/03 à meia noite.
b) Em 13/03 ao meio dia.
c) Em 14/03 às 14 h.
d) Em 14/03 às 22 h.
e) Em 15/03 às 2 h.
44. faxineiro A limpa certo salão em 4 horas. O
faxineiro B faz o mesmo serviço em 3 horas. Se A e
B trabalharem juntos, em quanto tempo,
aproximadamente, espera-se que o serviço seja
feito?
a) 2 horas e 7 minutos.
b) 2 horas e 5 minutos.
c) 1 hora e 57 minutos.
d) 1 hora e 43 minutos.
e) 1 hora e 36 minutos.
Na volta toda de um prédio, em cada andar, há
um friso de ladrilhos, como mostra a figura abaixo:
45. prédio tem a forma de um prisma reto com
base quadrada de 144 m
2
de área. Além disso, tem
16 andares, incluindo o térreo. Se cada friso tem 20
cm de altura, qual é a área total da superfície
desses frisos?
a) 76,8 m2
b) 144 m2
c) 153,6 m2
d) 164,2 m2
e) 168,4 m2
46. Qual é o menor número pelo qual se deve
multiplicar 84 para se obter um quadrado perfeito?
a) 18
b) 21
c) 27
d) 35
e) 42
47. Antonio tem 270 reais, Bento tem 450 reais
e Carlos nada tem. Antonio e Bento dão parte de
seu dinheiro a Carlos, de tal maneira que todos
acabam ficando com a mesma quantia. O dinheiro
dado por Antonio representa, aproximadamente,
quanto por cento do que ele possuía?
a) 11,1
b) 13,2
c) 15,2
d) 33,3
e) 35,5
A figura seguinte é formada por 4 triângulos de
mesmo tamanho, alguns dos quais estão
subdivididos em 9 triangulozinhos de mesmo
tamanho.

48. A que fração do total corresponde a parte
sombreada na figura?
a) 11/12
b) 1/2
c) 7/9
d) 4/9
e) 2/3
Ìmagine os números inteiros de 1 a 6 000,
escritos na disposição que se vê abaixo:
1ª linha: 1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12
: : : : : :
49. Qual é o número escrito na 5a coluna da
243a linha?
a) 961
b) 1 059
c) 1 451
d) 1 457
e) 3 151
50. Desejando limpar uma prateleira, a
arrumadeira retirou de lá uma coleção de livros
numerados de 1 a 9. Depois, ela recolocou
aleatoriamente os livros na prateleira. É claro que
92
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
ela pode tê-los colocado na ordem normal, ou seja,
1, 2, 3 etc. No entanto, a chance de isso ocorrer é
apenas 1 em:
a) 16 660
b) 40 320
c) 362 880
d) 368 040
e) 406 036
CONHECIMENTO DE
SERVIÇOS BANCÁRIOS
51. Quando concorrerem para a abertura de
conta ou movimentação de recursos sob nome
falso, respondem como co-autores por crime de
falsidade, o
a) beneficiário da conta, que irregularmente a
abriu.
b) gerente e o administrador.
c) gerente que irregularmente identificou o
correntista.
d) funcionário que irregularmente identificou o
correntista.
e) funcionário que irregularmente identificou o
correntista, o gerente e o administrador.
52. A personalidade civil do homem, começa
a) do nascimento com vida.
b) aos 14 anos.
c) aos 16 anos.
d) aos 21 anos.
e) aos 24 anos, quando universitário ou
cursando escola de 2o grau.
53. Os ausentes, para serem considerados
absolutamente incapazes de exercer pessoalmente
os atos da vida civil, devem
a) encontrar-se em lugar incerto e não sabido.
b) encontrar-se nessa situação por mais de 12
meses.
c) ser declarados como tais por ato do juiz.
d) ser declarados como tais por autoridade
policial da jurisdição de seu domicílio.
e) encontrar-se nessa situação por mais de 24
meses.
54. Quando os estatutos das pessoas jurídicas
não o designarem, estas serão representadas, ativa
e passivamente nos atos judiciais e extra-judiciais,
pelos seus
a) executivos.
b) diretores.
c) executivos categorizados.
d) administradores comerciais.
e) gerentes administrativos.
55. Quando os estatutos de uma pessoa jurídica
de direito privado não elegerem domicílio especial,
elo código civil, será considerado como sendo o do
local onde funcionarem as respectivas
a) atividades fins.
b) atividades industriais, se este for seu objeto.
c) atividades mercantis, se este for seu objeto.
d) diretorias e administrações.
e) atividades de prestação de serviços, se este
for seu objeto.
56. Constitui título de crédito, a
a) nota fiscal de venda.
b) fatura.
c) duplicata.
d) nota fiscal de simples remessa.
e) nota fiscal de serviços.
57. É ordem de pagamento
a) a ação ordinária.
b) a fatura.
c) a nota promissória.
d) warrant.
e) a letra de câmbio.
58. Se o aval de um cheque não indicar o
avalizado, considera-se como tal o
a) emitente.
b) sacado.
c) endossante ou os endossantes.
d) primeiro endossante.
e) último endossante.
59. A "chave" utilizada para as "ordens de
pagamento", constitui medida de segurança
a) da existência de fundos suficientes.
b) na identificação do destinatário.
c) da autenticidade da ordem de pagamento.
d) na identificação do remetente.
e) da destinação da ordem de pagamento.
60. O modelo confeccionado e em uma única
via e a cor da impressão em papel branco, do
Documento de Crédito - DOC", é
a) A, sépia.
b) B, sépia.
c) C, verde escuro.
d) A, verde escuro.
e) C, sépia.
61. É garantia real que pode ser transcrita ou
averbada no registro de imóveis,
a) a hipoteca, somente.
b) penhor, somente.
c) a caução, somente.
d) a alienação fiduciária, somente.
e) a hipoteca, o penhor e a alienação
fiduciária.
62. A fiança diferencia-se do aval, por ser uma
a) obrigação acessória.
b) garantia cambial plena.
c) garantia cambial autônoma.
d) garantia cambial a obrigado.
e) garantia cambial a coobrigado.
93
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
63. A sociedade comercial em que a
responsabilidade de todos os sócios é ilimitada é a
a) em comandita simples.
b) anônima.
c) em comandita por ações.
d) em nome coletivo.
e) de capital e indústria.
INFORMÁTICA
64. A imagem de uma página criada, por uma
luz brilhante refletida, medida e quantificada, de
cada ponto de uma página original, caracteriza o
princípio de funcionamento de
a) um plotter, somente.
b) um scanner, somente.
c) uma impressora laser, somente.
d) um plotter ou uma impressora laser.
e) um scanner ou uma impressora laser.
65. A criação de cópias de segurança para
restaurar ou recuperar arquivos perdidos, em casos
de defeito no disco rígido do computador, pode ser
realizada por programas
a) fontes.
b) aplicativos.
c) compiladores.
d) de editar, copiar e colar.
e) de backup.
66. Acessório do Windows 95 utilizado para
desenhar é o
a) Paint.
b) WordPad.
c) ScanDisk.
d) Midia Player.
e) Microsoft Exposition.
67. Os comandos comuns que podem ser
usados em qualquer item do Windows 95, clicando-
se o botão direito do mouse sobre o item desejado,
estão contidos
a) na barra de tarefas.
b) na barra de propriedades.
c) no menu Ìniciar.
d) no menu de atalho.
e) no Windows Explorer.
68. Ao inserir, na tela do Word 7.0, os campos
para digitar cabeçalhos e rodapés, o texto passará a
ser exibido no modo
a) Normal.
b) Tópicos.
c) Layout da Página.
d) Documento Mestre.
e) Tela Ìnteira.
69. A criação de um arquivo, a partir de um
documento digitado no Word 7.0, é realizado
através da caixa de diálogo denominada
a) Novo.
b) Editar.
c) Arquivo.
d) Salvar tudo.
e) Salvar como.
70. Uma pasta de trabalho no Excel 7.0 é
a) a planilha que contém um gráfico.
b) a planilha em que se está trabalhando num
determinado momento.
c) arquivo em que se trabalha e armazena
dados.
d) documento usado para armazenar e
manipular dados.
e) documento que contém um conjunto de
macros para realizar tarefas específicas.
71. O valor lógico Verdadeiro ou Falso é gerado
por funções, do Excel 7.0, que utilizam operadores
a) aritméticos.
b) matemáticos.
c) de texto.
d) de comparação.
e) de referência.
ATUA;IDADES
72. As reformas básicas - reforma
constitucional, investimentos em infra-estrutura
física e social, desregulamentação da economia etc.
- para eliminar o chamado custo Brasil, segundo
dados da FÌPE, têm como um de seus objetivos
prioritários, no momento,
a) aumentar o custo do trabalho na indústria
em cerca de 20%.
b) fazer com que o gasto de consumo do
governo seja 15% menor.
c) impedir que o déficit comercial seja cerca de
US$ 6 bilhões menor.
d) criar condições para aumentar, em média, o
custo dos produtos em 10%.
e) levar o consumo doméstico a diminuir o seu
percentual de 9 para 7%.
73. A Fundação Oswaldo Cruz, na atualidade,
está se transformando em um grande parque
temático de ciência, tecnologia e saúde, mas ao ser
criada (1904) era um centro voltado para
a) a pesquisa da evolução de grandes achados
fósseis, como os pterodontes.
b) desenvolvimento de estudos de Biologia
Molecular ligados ao vírus da AÌDS.
c) controle de doenças pulmonares, face o alto
índice de tuberculose.
d) a industrialização do soro destinado a
combater os efeitos da mordida de ofídios.
e) a fabricação de soros e vacinas contra as
94
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
pestes que assolavam o Brasil.
74. O filme brasileiro Central do Brasil,
premiado na Europa em 1998 e sucesso nacional,
tem a sua temática ligada
a) à saga da vida de uma professora
aposentada, que reflete um Brasil real e de ilusões.
b) à luta de uma jovem universitária do
Nordeste em defesa dos Sem-Terra no Brasil.
c) à atuação de grupos folclóricos que
traduzem as insatisfações do povo do Brasil.
d) ao processo de desenvolvimento no Brasil
do movimento de reforma agrária liderado por
Francisco Julião.
e) ao confronto no Brasil dos coronéis
latifundiários com as lideranças políticas da zona
rural.
75. A Zona Franca de Manaus, a partir dos anos
70, tinha objetivos específicos, visando ao mercado
interno; agora, no final dos anos 90, as suas
indústrias querem ser também exportadoras, como
resultado
a) da dramática queda da produção da
indústria coreana, chinesa e japonesa.
b) da crescente influência das montadoras da
Argentina, Colômbia e Costa Rica no mercado
mundial.
c) da introdução do Ìmposto sobre Produtos
Ìndustrializados na Zona Franca.
d) da globalização da economia e a
possibilidade de maior concorrência da ALCA.
e) do desaquecimento das vendas internas
provocado pela baixa dos juros no Brasil.
76. Cachoeira, Santo Amaro, Nazaré das
Farinhas e São Félix, na Região do Recôncavo
Baiano, começam a sofrer grandes transformações
sociais e econômicas no momento atual
(1997/8),graças, sobretudo,
a) ao crescimento de correntes migratórias de
povos europeus da região mediterrânea.
b) à criação da Companhia de Navegação
Baiana ligando Salvador a Santo Amaro da
Purificação.
c) aos investimentos públicos estaduais e
privados para desenvolver a indústria de turismo.
d) ao interesse de capitais estrangeiros que
fizeram grandes investimentos na região de
Ìtaparica.
e) ao surgimento na área de novos campos de
exploração petrolífera por empresas privadas.
77. Roraima, objeto de preocupação mundial
quando do grande incêndio de sua floresta (1998),
tem dificuldade de implantar um parque industrial
moderno em Boa Vista, em decorrência
a) da falta de energia elétrica, que é fornecida
por uma termelétrica de geradores ultrapassados.
b) da ausência de uma estrada de rodagem
que permita ligar a sua capital a Manaus.
c) da oposição das madeireiras asiáticas que
não desejam uma concorrência aos produtos
Asiáticos
d) da concentração da economia na agricultura
e no extrativismo na região dos cerrados produtivos.
e) da ameaça dos ianomâmis, que rejeitam a
aproximação com elementos brancos para
manterem sua cultura.
78. Rio de Janeiro, antecipando-se aos demais
Estados na solução da deficiência de sua malha de
transportes, promoverá, por decisão governamental,
a
a) transferência da rede ferroviária de
transportes para o Poder Federal.
b) troca de composições sucateadas por trens
importados.
c) substituição dos trens urbanos por
corredores de ônibus.
d) recuperação do maquinário e dos trilhos da
sua rede ferroviária.
e) privatização do sistema de trens
suburbanos.
79. Pontal do Paranapanema no extremo
sudoeste de São Paulo, situado na fronteira de
Mato Grosso e do Paraná, ganhou projeção
nacional por ser região
a) de intensa exploração de minérios
importantes para a indústria nuclear.
b) de conflitos sociais relacionados aos
problemas gerados por grandes latifúndios.
c) da falta de integração de diferentes grupos
étnicos provenientes do Oriente.
d) de agricultura altamente mecanizada
segundo padrões modernos.
e) de população economicamente ativa com
mais de 12 anos de escolaridade.
80. A atual instabilidade política do Paraguai,
resultado do fracionamento do Partido Colorado,
que detêm o poder, é acompanhada com
preocupação no Brasil devido ao fato de
a) ser o Paraguai o maior comprador latino-
americano de produtos brasileiros.
b) haver um próspero intercâmbio comercial
entre Ciudad del Este (Paraguai) e o governo
brasileiro.
c) a política externa do Brasil procurar atrair o
Paraguai para o Mercosul.
d) cerca de 12% do consumo brasileiro de
energia vir do Paraguai (Ìtaipu).
e) Brasil não desejar que surjam condições
para uma dependência econômica do Paraguai.
95
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - SERVIÇOS BANCÁRIOS
DABARITO
1 - c 21 - c 41 - b 61 - e
2 - a 22 - b 42 - c 62 - a
3 - d 23 - d 43 - e 63 - d
4 - e 24 - e 44 - d 64 - b
5 - b 25 - a 45 - c 65 - e
6 - c 26 - a 46 - b 66 - a
7 - d 27 - e 47 - a 67 - d
8 - a 28 - b 48 - e 68 - c
9 - d 29 - a 49 - d 69 - e
10 - b 30 - d 50 - c 70 - c
11 - e 31 - e 51 - b 71 - d
12 - c 32 - c 52 - a 72 - b
13 - b 33 - d 53 - c 73 - e
14 - a 34 - b 54 - b 74 - a
15 - d 35 - e 55 - d 75 - d
16 - e 36 - c 56 - c 76 - c
17 - c 37 - a 57 - e 77 - a
18 - a 38 - c 58 - a 78 - e
19 - e 39 - d 59 - c 79 - b
20 - b 40 - a 60 - b 80 - d
96

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