RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Belo Horizonte Faculdade de Tecnologia Novo Rumo FACULDADE DE TECNOLOGIA NOVO RUMO
Rua Paraíba, 75, Funcionários, Belo Horizonte – Minas Gerais. CEP.: 30130-140 Fone: (31) 3226-2858 Site: www.novorumo.com.br E-mail: faculdade@novorumo.com.br Diretor Geral Wagner Tadeu Crisóstomo Coordenador do Curso Superior Walkirio Ronaldo Lovorato Coordenador do Curso Técnico Ricardo Antonio de Oliveira Macedo
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Coordenação Pedagógica Rejane Prates Crisóstomo Silvana Aparecida Filgueiras Bibliotecário Claydson Silva Rodrigues Mantenedora Expansão Tecnologia de Ensino e Imagens Ltda S941 Savione, Herick Apostila: O essencial sobre ressonância magnética. / Herick Savione. Colaboradores: Flávio Glueck, Alexandre Carlos de Miranda. Belo Horizonte: Faculdade Novo Rumo, 3ed, 2010. Inclui Bibliografia 1. Ressonância magnética. I. Savione, Herick II. Glueck, Flávio III. IV. Faculdade Novo Rumo VI. Título CDD: 616.07548

Ficha catalográfica: Claydson Silva Rodrigues CRB6/2298 Faculdade de Tecnologia Novo Rumo

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SUMÁRIO
Capítulo 01 – Introdução e curiosidades sobre Ressonância Magnética..........04 Capítulo 02 – Princípios básicos da Ressonância Nuclear magnética..............11 Capítulo 03 – Codificação e formação de imagens..........................................18 Capítulo 04 - Segurança em IRM.....................................................................27 Capítulo 05 - Os 15 principais exames em RM................................................31 Referências......................................................................................................48

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CAPITULO I

INTRODUÇÃO E CURIOSIDADES SOBRE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
1.1 COMO FUNCIONA UM EQUIPAMENTO DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA? Os tecidos do corpo humano são compostos por diminutas partículas chamadas átomos. Em condições normais, os prótons dentro destes átomos giram desordenadamente. O equipamento de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA organiza estes átomos de forma a colher um sinal que será tratado e irá gerar imagens diagnósticas. 1.1.1 O MAGNETO Dentro do qual fica o paciente cria um forte campo magnético. Isso faz com que os prótons alinhem-se juntos e gire na mesma direção, como um conjunto de minúsculos piões. Um sinal de radio freqüência (RF) é emitido para dentro do campo magnético. Este sinal tem a mesma freqüência que a freqüência dos prótons de hidrogênio e desta forma a RF aplicada faz com que os prótons de hidrogênio se movam ao mesmo tempo em ângulos e velocidade planejadas produzindo o fenômeno da ressonância. Quando o sinal cessa, os prótons voltam à sua posição de alinhamento e liberam energia que é captada também na forma de um sinal por uma espiral receptora (antena comum).

Núcleos atômicos 1 – desordenados, 2 – orientados pelo campo principal e 3 – voltando ao estado inicial (desordenados) Que mede esta energia liberada pelos prótons. O tempo que os prótons levam para voltar à posição de alinhamento também é medido. Estas medidas fornecem informações sobre o tipo de tecido em que estão os prótons, bem como as alterações destes tecidos. 1.1.2 O COMPUTADOR Utiliza estas informações para construir imagens que aparecem num monitor de TV. As imagens assim obtidas podem ser registradas em filmes que juntamente com o laudo são entregues ao paciente que por sua vez os encaminha ao seu médico.

1.1.3 HÁ QUANTO TEMPO A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA VEM SENDO UTILIZADA? Embora Químicos e físicos venham utilizando os princípios básicos da RESSONÂNCIA MAGNÉTICA desde a década de 1940, somente no início dos anos 80 é que a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA passou a ser aprovada nos USA para as primeiras investigações clínicas com pacientes. 1.2. O QUE O PACIENTE DEVE SABER SOBRE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

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Imagem por ressonância magnética é um método diagnóstico por imagem que não utiliza radiações ionizantes sendo, portanto, totalmente desprovido de efeitos secundários prejudiciais ao paciente. 1.2.1 A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA PODE PRODUZIR IMAGENS EM TODOS OS PLANOS DO CORPO Mostrando o que está acontecendo nos órgãos ou tecidos do paciente. Ela utiliza: - um grande magneto (imã) - ondas de rádio - um avançado computador O magneto é bastante amplo e confortável e envolve o paciente durante o exame. 1.2.2 POR QUE A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA É IMPORTANTE? Porque ela pode oferecer um diagnóstico rápido e eficiente, permitindo um tratamento precoce e seguro das doenças. 1.2.3 AS IMAGENS DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA SÃO EXTREMAMENTE PRECISAS? Imagens por ressonância magnética utilizam a mais avançada tecnologia disponível ao ser humano, capaz de propiciar exames bastante precisos de qualquer parte do corpo sem riscos para o paciente, como já foi dito. Isso se deve a elevada sensibilidade do aparelho e às informações obtidas pelo sistema de computadores que trabalham em conjunto durante a realização do exame. 1.3. APLICAÇÕES DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Dada a grande sensibilidade da RM, ela é especialmente valiosa para ajudar a diagnosticar: 1.3.1 DOENÇAS DOS ÓRGÃOS E ARTICULAÇÕES As imagens são tão precisas que podem fornecer também o diagnóstico diferencial das lesões do fígado, baço, pâncreas, rins, glândulas adrenais com detalhes anatômicos das articulações obtidas através da RESSONÂNCIA MAGNÉTICA faz deste o melhor exame para as doenças osteo-articulares. 1.3.2 PERTURBAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO Esclerose múltipla pode ser detectada em suas fases iniciais. Tumores do sistema nervoso central são facilmente localizados. Doenças da base do encéfalo. Doenças do interior da medula ou ao redor dela. Doenças da coluna com envolvimento do sistema nervoso. Hidrocefalias. - Lesões da hipófise. Lesões dos nervos cranianos. Doenças congênitas, etc.

1.3.3 DOENÇAS VASCULARES CEREBRAIS Os novos programas dos aparelhos de ressonância magnética permitem a avaliação das artérias do pescoço (artérias carótidas e vertebrais) e do cérebro sem o uso do contraste. 1.3.4 CÂNCER A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA pode ser utilizada para detectar precocemente o câncer nos diferentes tecidos e órgãos. Preparação para um exame de ressonância magnética Em casa Relaxe apenas e siga sua rotina normalmente. Alimente-se como de costume e tome seus remédios habituais.

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1.4. ORIENTAÇÕES AO PACIENTE AO REALIZAR O EXAME - Você será questionado sobre o motivo do seu exame. - Você será informado sobre o procedimento (exame). - Você deverá remover todos os objetos metálicos tais como jóias prendedores de cabelo, óculos, perucas (se houver clipes de metal) e dentaduras móveis.

Não use rímel nem outros cosméticos. Você poderá receber um avental especialmente para o exame. Poderá ser-lhe injetado um agente "contraste". Isto ajuda a melhorar a qualidade de certas imagens obtidas, propiciando um diagnóstico diferencial mais correto. Este contraste é bastante seguro, inócuo, e bastante diferente dos contrastes usados em procedimentos radiológicos (contrastes iodados). - Crianças pequenas podem Ter que ser sedadas para que permaneçam deitadas e quietas. 1.5. O PROCEDIMENTO DO EXAME Embora o equipamento possa causar apreensão não há necessidade de ter medo. É importante apenas permanecer quieto e relaxado durante a execução do exame. Seus movimentos podem atrapalhar a aquisição dos dados pelo computador e produzir artefatos que produzirão imagens de má qualidade. -

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1.5.1 ASSIM QUE O EXAME COMEÇAR A mesa examinadora, na qual você permanecerá deitado, deslizará suavemente para dentro de um grande magneto o qual fornecerá as condições técnicas adequadas para que o exame possa ser iniciado. Uma das grandes vantagens da RESSONÂNCIA MAGNÉTICA é que muitas imagens podem ser obtidas nos planos axial, coronal e sagital sem o reposicionamento do paciente.

1.5.2 DURANTE O EXAME Você ouvirá alguns ruídos característicos do aparelho e outros intermitentes que representam as ondas de rádio emitidas por uma unidade específica, de acordo com a técnica selecionada para o seu exame em particular. Não se assuste. São apenas ruídos suaves que não lhe produzirão qualquer efeito desagradável.

1.5.3 QUANDO O EXAME TERMINA Você é retirado da mesa e poderá regressar normalmente para sua casa, para o seu trabalho ou escola. O exame não interfere na rotina de sua vida. 1.5.4 OS RESULTADOS DO EXAME SERÃO AVALIADOS POR UM ESPECIALISTA EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Que estudará as centenas de imagens obtidas. As imagens serão transferidas para filmes radiológicos que juntamente com o laudo do especialista devem ser enviados ao seu médico.

1.5.5 O MÉDICO Avaliará o resultado do exame e, de acordo com o diagnóstico obtido, sua história clínica, seus sinais e sintomas e o resultado de outros possíveis exames laboratoriais, lhe sugerirá o tratamento adequado caso isso seja necessário.
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1.5.6 O TRATAMENTO Clínico ou cirúrgico dependerá exclusivamente do resultado do exame, sendo este, portanto, essencial para a manutenção do estado de saúde do paciente.

1.5.7 ANTES DE REALIZAR O EXAME DE RM É importante que você discuta o procedimento com o seu médico para avaliar os riscos e benefícios e benefícios do exame. 1.6. POSSÍVEIS RISCOS A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA tem sido testada exaustivamente em todo o mundo e até o presente momento não foi detectado qualquer efeito prejudicial aos seres humanos. 1.7. BENEFÍCIOS CONHECIDOS - Extrema sensibilidade diagnóstica. - Imagens detalhadas com maior precisão em todos os planos do corpo. - Detecção precoce das doenças. - Detecção precoce significa tratamento precoce. - Tratamento precoce quase sempre significa maior sucesso do tratamento e despesas menores. - A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA não causa dor ou outros efeitos secundários desagradáveis. - A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA não utiliza raios X. - O contraste endovenoso, quando usado, não coloca em risco a saúde do paciente.

1.8. ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS 1.8.1 AS MULHERES GRÁVIDAS PODEM REALIZAR EXAMES DE RM?
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Apesar de não haver evidência de que exista qualquer risco para o feto, recomenda-se às gestantes realizar o exame após o primeiro trimestre de gravidez. Exames antes deste período podem ser realizados desde que o diagnóstico seja imprescindível à gestante.

1.8.2 OS EXAMES DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA SÃO CAROS? Embora os custos do equipamento e o material utilizado durante o exame sejam bastante elevados, o preço de um exame no Brasil corresponde a um terço daqueles cobrados nos Estados Unidos e na Europa. O CETAC mantém convênio com as melhores entidades de assistência médica. Verifique com seu plano de saúde, se ele cobre os custos do exame.

1.8.3 OBTURAÇÕES EM MEUS DENTES AFETAM O EXAME? Elas podem causar certa distorção das imagens feitas ao redor da boca, mas não altera os resultados dos exames do cérebro, coluna ou outra parte do corpo. Comunique à recepcionista, enfermeira ou médico que vai fazer seu exame se você tem aparelhos ortodônticos, pontes fixas, móveis ou outro corpo metálico em seu organismo.

1.8.4 QUANTO TEMPO LEVA-SE PARA FAZER UM EXAME?
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Nosso equipamento de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (Philips ACS NT 1.5 Tesla) é um dos mais modernos e rápidos do mundo. Enquanto outros equipamentos levam de 60 a 90 minutos para fazer um exame, o Philips ACS NT 1.5 Tesla realiza um exame completo em 30 a 45 minutos.

1.8.5 PESSOAS COM MARCA-PASSO CARDÍACO PODEM SER EXAMINADAS? Não! As pessoas com marca-passo cardíaco e outros tipos de implantes estimulativos não podem realizar o exame de RM. Outras que não podem ser examinadas são as pessoas com algum tipo de implante de metal ferroso, incluindo placas, clipes e pilhas.

CAPITULO II

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA
2. ESTRUTURA ATÔMICA O átomo consiste em um núcleo central e em elétrons em órbita em torno deste. O núcleo contém núcleos que são subdivididos em prótons e nêutrons; os prótons têm carga positiva, os nêutrons não têm carga alguma e os elétrons têm carga negativa. O número atômico é a soma dos prótons no núcleo e o número de massa é a soma dos prótons e nêutrons no núcleo:

A=n+p
Onde: A: número de massa n: número de nêutrons p: número de prótons

O átomo é eletricamente estável quando o número de elétrons negativamente carregados em órbita em torno do núcleo é igual ao número de prótons com carga positiva no núcleo. Os átomos que são eletricamente instáveis devido a um déficit de elétrons, ou a um número excessivo destes, são denominados íons. 2.1 MOVIMENTO NO INTERIOR DO ÁTOMO Três tipos de movimento estão presentes no interior do átomo. São eles: Elétrons girando sobre seu próprio eixo. Elétrons em órbita em torno do núcleo. O próprio núcleo girando em torno do seu eixo.
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Os princípios da IRM têm por base o movimento giratório de núcleos específicos presentes em tecidos biológicos. Eles são conhecidos com núcleos ativos em RM. 2.2 NÚCLEOS ATIVOS EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) Os núcleos ativos em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA se caracterizam por sua tendência a alinhar seu eixo de rotação a um campo magnético aplicado. Devido às leis da indução eletromagnética, núcleos que têm carga efetiva e estão em rotação adquirem um momento magnético e são capazes de alinhar-se a um campo magnético externo. Isto ocorre quando o número de massa é ímpar, isto é, há um número par de nêutrons e um número ímpar de prótons ou vice-versa. O processo desta interação é o momento angular ou rotação (spin). Estão relacionados a seguir exemplos importantes de núcleos ativos em RM, juntamente com seu número de massa: Núcleo ativo em RM Hidrogênio Carbono Nitrogênio Oxigênio Flúor Sódio Fósforo Número de Massa 1 13 15 17 19 23 31

Embora os nêutrons não tenham carga efetiva, suas partículas subatômicas se dispõem de forma irregular sobre a superfície do nêutron e esta situação possibilita que o núcleo em que o nêutron está situado seja ativo em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA enquanto o número de massa for ímpar. O alinhamento pode ser medido como o total dos momentos magnéticos nucleares e é expresso como um vetor somatório. A potência do momento magnético total é específico de todo núcleo e determina a sensibilidade à ressonância magnética. 2.3 O NÚCLEO DE HIDROGÊNIO O núcleo de hidrogênio é o núcleo ativo em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA usado nas imagens por RESSONÂNCIA MAGNÉTICA clínica. O núcleo de hidrogênio contém apenas um próton (número atômico e de massa 1). Ele é usado por ser muito abundante no corpo humano e porque seu próton solitário lhe proporciona um momento magnético relativamente grande. 2.4 O NÚCLEO DE HIDROGÊNIO COMO UM MAGNETO As leis do eletromagnetismo afirmam que um campo magnético é criado quando uma partícula carregada se move. O núcleo de hidrogênio contém um próton com carga positiva que efetua uma rotação, isto é, ele se move. Em conseqüência disto, o núcleo de hidrogênio tem um campo magnético induzido a sua volta e age como um pequeno magneto. O magneto de cada núcleo de hidrogênio tem efetivamente um pólo norte e um pólo sul de potência igual. O eixo norte/sul de cada núcleo é representado por um momento magnético. O momento magnético de cada núcleo tem propriedades de um vetor, ou seja, tem tamanho e direção e é denotado por uma seta. A direção do vetor designa a direção do momento magnético e o comprimento do vetor designa o tamanho deste. 2.5 ALINHAMENTO Na ausência de um campo magnético aplicado, os momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio têm uma orientação ao acaso. Quando os núcleos de hidrogênio são colocados num forte campo magnético estático externo, porém, seus momentos magnéticos se alinham a este campo magnético. Alguns dos núcleos de hidrogênio alinham-se em paralelo ao campo magnético (na mesma direção), enquanto uma proporção menor dos núcleos se alinha em direção antiparalela ao campo magnético (na direção oposta). A física quântica descreve as propriedades da radiação eletromagnética em termos de quantidades discretas de energia e não de ondas (teoria clássica). Aplicando-se a física quântica à IRM, os núcleos de hidrogênio possuem apenas dois estados de energia ou populações – alta e baixa.
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Os núcleos de baixa energia alinham seu momento magnético paralelamente ao campo externo e são denominados núcleos spin up (de rotação positiva). Os núcleos de alta energia alinham seu momento magnético na direção antiparalela e são denominados spin down (de rotação negativa). Observar que são os momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio que se alinham a B0 e que eles só podem alinhar-se em uma de duas direções – paralela ou antiparalela a B0. Os fatores que afetam quais núcleos de hidrogênio se alinham em direção paralela e quais deles se alinham em direção antiparalela são determinados pela potência do campo magnético externo e pelo nível de energia térmica dos núcleos. Núcleos de baixa energia térmica não têm energia suficiente para opor-se ao campo magnético na direção antiparalela. Núcleos de elevada energia térmica, porém, possuem energia bastante para se opor ao campo e à medida que aumenta a potência do campo magnético diminui o número de núcleos com energia suficiente para isso. A energia térmica de um núcleo é determinada pela temperatura do paciente. Esta não pode ser alterada significativamente nas aplicações clínicas e a ênfase é em campos magnéticos mais e mais potentes. Em equilíbrio térmico, há sempre menos núcleos de energia elevada que de baixa energia, e por isso os momentos magnéticos dos núcleos alinhados paralelamente ao campo magnético cancelam o número menor de momento magnéticos alinhados em direção antiparalela. Como há um número maior de momentos alinhados paralelamente, há sempre um pequeno excesso na direção que produz um momento magnético efetivo. Outros núcleos ativos em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA também se alinham ao campo magnético e produzem seus próprios pequenos momentos magnéticos efetivos. Esses momentos magnéticos não são usados na IRM clínica, pois não existem no corpo em abundância suficiente para a aquisição de imagens adequadas, já que seus momentos magnéticos efetivos são muito pequenos. Entretanto, com bobinas de RF (de radiofreqüência) sintonizadas à freqüência apropriada e com uma homogeneidade adequada de B0 é possível obterem-se imagens de outros núcleos ativos em RM. O momento magnético efetivo de hidrogênio, todavia, produz um vetor magnético significativo, que é usado na IRM clínica. O momento magnético do hidrogênio é denominado vetor de magnetização efetiva (VME). O campo magnético estático externo é designado como B0. A interação do VME com B0 é à base da IRM. A unidade de B0 é tesla ou Gauss. 1 tesla (T) equivale a 10.000 Gauss (G). Quando um paciente é colocado no foco do magneto, os núcleos de hidrogênio em seu corpo se alinham paralela e antiparalelamente a B0. Um pequeno excesso de núcleos de hidrogênio se alinha a B0 e constitui o VME do paciente. A diferença de energia entre as duas populações aumenta à medida que B0 aumenta. Em conseqüência disso, em campos de potência elevada há menos núcleos com energia suficiente para passar à população de alta energia. Isto quer dizer que a magnitude do VME é maior em campos de alta potência que naqueles de baixa potência, ocasionando um sinal melhor. 2.6 PRECESSÃO Cada núcleo de hidrogênio que constitui o VME está girando sobre seu eixo. A influência de B0 produz uma rotação adicional ou oscilação do VME em torno de B0. Esta rotação secundária é denominada precessão e faz com que os momentos magnéticos descrevam uma trajetória circular em torno de B0. Esta trajetória é denominada trajetória de precessão e a velocidade com que o VME oscila em torno de B0 são designadas como freqüência de precessão. A unidade da freqüência de precessão é o megahertz (MHz), em que 1 Hz equivale a 1 ciclo por segundo e 1 MHz a 1 milhão de ciclos por segundo. É possível perceber que há duas populações de núcleos de hidrogênio – alguns núcleos spin down de alta energia e um número maior de núcleos de spin up de baixa energia. Os momentos magnéticos de todos esses núcleos fazem precessão em torno de B0 numa trajetória precessional circular. 2.7 A EQUAÇÃO DE LARMOR O valor da freqüência de precessão é ditado pela equação de Larmor. Esta equação afirma que: A freqüência de precessão
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(ω  ) = B  X

γ

onde B  é a potência do campo magneto e γ é a razão giromagnética. Esta razão expressa à relação entre o momento angular e o momento magnético de cada núcleo ativo em RM. Ela é constante e é expressa como a freqüência de precessão de um núcleo ativo em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA específico a 1 T. A unidade da razão giromagnética é, pois MHz/T. Outros núcleos ativos em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA têm razões giromagnéticas diferentes, tendo portando freqüências de precessão diferentes à mesma potência de campo. Além disso, o hidrogênio tem uma freqüência de precessão diferente a diferentes potências de campo.

T), T), T).

Por exemplo: a 1,5 T, a freqüência de precessão do hidrogênio é de 63,86 MHz (42,57 MHZ X 1,5 a 1,0 T, a freqüência de precessão do hidrogênio é de 42,57 MHz (42,57 MHZ X 1,0 a 0,5 T, a freqüência de precessão do hidrogênio é de 21,28 MHz (42,57 MHZ X 0,5

A freqüência de precessão é freqüentemente denominada freqüência de Larmor, por ser determinada pela equação de Larmor. Como a razão giromagnética é uma constante de proporcionalidade, B  é proporcional à freqüência de Larmor. Em conseqüência disso, a freqüência de Larmor aumenta quando B  aumenta e vice-versa. 2.8 RESSONÂNCIA A ressonância é um fenômeno que ocorre quando um objeto é exposto a uma perturbação oscilatória que tem uma freqüência próxima de sua própria freqüência natural de oscilação. Um núcleo que é exposto a uma perturbação externa com oscilação semelhante a sua própria freqüência natural ganha energia da força externa. O núcleo ganha energia e entra em ressonância caso a energia seja aplicada a exatamente sua freqüência de precessão. A ressonância não ocorre se a energia é aplicada a uma freqüência diferente da freqüência de Larmor no núcleo.

A energia à freqüência de precessão do hidrogênio a todas as potências de campo, na IRM clínica, corresponde à faixa de radiofreqüência (RF) do espectro eletromagnético. Para que ocorra a ressonância do hidrogênio, é necessário aplicar-se um pulso de energia RF exatamente à freqüência de Larmor do VME do hidrogênio. Outros núcleos ativos em RESSONÂNCIA MAGNÉTICA alinhados com B  não entram em ressonância porque sua freqüência de precessão difere daquela do hidrogênio. A aplicação de um pulso RF que faz com que ocorra a ressonância é denominada excitação. Esta absorção de energia causa um aumento no número de populações de núcleos de hidrogênio em rotação negativa (spin down), pois alguns dos núcleos em rotação positiva
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(spin up) ganham energia pela ressonância e tornam-se núcleos de alta energia. A diferença de energia entre as duas populações corresponde à energia necessária para produzir ressonância por excitação. Ao aumentar a potência do campo, a diferença de energia entre as duas populações também aumenta, de tal modo que é necessária mais energia (freqüências mais altas) para produzir ressonância. 2.9 AS CONSEQUENCIAS DA RESSONANCIA A primeira conseqüência da ressonância é que o VME se afasta do alinhamento em relação à B  . O ângulo, segundo o qual o VME sai do alinhamento, é denominado ângulo de inclinação (flip angle). A magnitude deste ângulo depende da amplitude e duração do pulso RF. O ângulo de inclinação é geralmente de 90 graus, isto é, o VME recebe energia suficiente do pulso RF para mover-se 90 graus em relação à B  . No caso de um ângulo de inclinação de 90 graus, os núcleos recebem energia suficiente para uma transferência integral do VME longitudinal para um VME transverso. Este VME transverso efetua uma rotação no plano transverso à freqüência de Larmor. A segunda conseqüência da ressonância é que os momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio no VME transverso se movem em fase uns em relação aos outros. Fase é a posição de cada momento magnético na trajetória precessional em torno de B  . Os momentos magnéticos que estão em fase encontram-se no mesmo ponto da trajetória precessional em torno de B  num dado momento, enquanto os momentos magnéticos que estão fora de fase não estão no mesmo ponto na trajetória precessional. Quando ocorre a ressonância, todos os momentos magnéticos passam para a mesma posição na trajetória precessional e ficam então em fase. Para que ocorra a ressonância do hidrogênio, é necessário aplicar-se a RF exatamente à freqüência de Larmor do hidrogênio. A conseqüência da ressonância é um VME no plano transverso que está em fase. Este VME faz precessão no plano transverso à freqüência de Larmor. 2.10 O SINAL RM Em conseqüência da ressonância, o VME fica em precessão em fase no plano transverso. As leis de indução de Faraday afirmam que se colocar uma bobina receptora ou qualquer fio condutor na área de um campo magnético em movimento, isto é, o VME em precessão no plano transverso, é induzido uma voltagem nesta bobina receptora. O sinal é produzido quando uma magnetização coerente (em fase) passa pela bobina. O VME em movimento produz, portanto flutuações do campo magnético no interior da bobina. Quando o VME entra em precessão à freqüência de Larmor no plano transverso, é induzida uma voltagem na bobina. Essa voltagem constitui o sinal RM. A freqüência do sinal é a mesma que a freqüência de Larmor – a magnitude do sinal depende do grau de magnetização presente no plano transverso. 2.11 O SINAL DO DECLÍNIO DE INDUÇÃO LIVRE Ao desligar-se o pulso RF, o VME passa novamente a sofrer influência de B  e tenta realinharse com este. Para que isto ocorra, o VME tem de perder a energia que lhe foi dada pelo pulso RF. O processo pelo qual o VME perde esta energia é denominado relaxamento. Ao ocorrer o relaxamento, o VME volta a realinhar-se com B  . O grau de magnetização no plano longitudinal aumenta gradualmente – isto é denominado recuperação. É de modo simultâneo, porém independente. O grau de magnetização no plano transverso diminui gradualmente – isto é denominado declínio. Quando diminui o grau de magnetização transversa, o mesmo se dá com a magnitude da voltagem induzida no fio receptor. A indução no sinal reduzido é denominada sinal de declínio da indução livre (DIL). 2.12 RELAXAMENTO Durante o relaxamento, o VME libera a energia RF absorvida é retorna a B  . De maneira simultânea, porém independente, os momentos magnéticos do VME perdem magnetização transversa devido à defasagem. O relaxamento leva à recuperação da magnetização no plano longitudinal e ao declínio da magnetização no plano transverso.
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A recuperação da magnetização longitudinal é causada por um processo designado como recuperação T1. O declínio da magnetização transversa é causado por um processo designado como declínio T2. 2.13 RECUPERAÇÃO T1 A recuperação T1 é causada pelos núcleos liberando sua energia no ambiente ou retículo circundante e é freqüentemente designada como relaxamento do retículo de spin. A energia liberada no retículo circundante faz com que os núcleos recuperem sua magnetização longitudinal (magnetização no plano longitudinal). A razão de recuperação é um processo exponencial, com tempo de recuperação constante denominado T1. Este é o tempo necessário para a recuperação de 63% da magnetização longitudinal no tecido. 2.14 DECLÍNIO T2 O declínio T2 é causado pela troca de energia entre núcleos vizinhos. A troca de energia é causada pela interação dos campos magnéticos de cada núcleo com seu vizinho. É freqüentemente denominada relaxamento spin spin e acarreta o declínio ou perda da magnetização transversa (magnetização no plano transverso). A razão de declínio também é um processo exponencial, de modo que o tempo de relaxamento T2 de um tecido é sua constante temporal de declínio. Este é o tempo necessário para a perda de 63% da magnetização transversa. O relaxamento T1 leva à recuperação da magnetização longitudinal, devido à dissipação de energia para o retículo circundante. O relaxamento T2 leva à perda da magnetização transversa devido a interações entre os campos magnéticos de núcleos adjacentes. Um sinal ou voltagem só é induzido no fio receptor se houver magnetização no plano transverso, que esteja em fase. O VME é um vetor de quantidade. Ele é criado por dois componentes a 90º um em relação ao outro. Esses dois componentes são: a magnetização no plano longitudinal e a magnetização no plano transverso. Antes da ressonância, há uma magnetização longitudinal integral paralela a B  . Após a aplicação do pulso RF o VME passa inteiramente para o plano transverso (supondo-se que seja aplicada uma energia suficiente). Passa a haver então magnetização transversa integral e magnetização longitudinal zero. O VME se recupera após ser removido o pulso RF. Quando isto ocorre, o componente longitudinal da magnetização cresce novamente, enquanto diminui o componente transverso. Como a amplitude do sinal recebido está relacionada à magnitude do componente transverso, o sinal no fio declina à medida que se dá o relaxamento. A magnitude e a escala temporal dos pulsos RF constituem a base da IRM e vão ser agora discutidas de modo mais detalhado. 2.15 PARÂMETROS DA ESCALA TEMPORAL DOS PULSOS Uma seqüência de pulsos muito simplificada é uma combinação de pulsos RF, sinais e períodos de recuperação intervenientes. É importante observar-se que, uma seqüência de pulsos não existe efetivamente. Ela apenas mostra em termos simples os diversos parâmetros de escala temporal usados em seqüências mais complicadas, isto é, TR e TE. Uma seqüência de pulsos consiste em vários componentes, sendo os principais descritos a seguir: O tempo de repetição (TR) é o tempo que vai da aplicação de um pulso RF à aplicação do pulso RF seguinte e é medido em milissegundos (ms). O TR determina o grau de relaxamento que pode ocorrer entre o término de um pulso RF e a aplicação do pulso seguinte. O TR determina, pois o grau de relaxamento T1 que ocorreu. O tempo de eco (TE) é o tempo que vai da aplicação do pulso RF ao pico máximo do sinal induzido no fio e também é medido em ms. O TE determina o grau de declínio da magnetização transversa que pode ocorrer antes de ler-se o sinal. O TE controla, pois o grau de relaxamento T2 que ocorreu.

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CAPÍTULO III

CODIFICAÇÃO E FORMAÇÃO DE IMAGENS
3.1 CODIFICAÇÃO Para ocorrer à ressonância deve-se aplicar o pulso RF a 90° em relação a B0 à freqüência de precessão do hidrogênio. Este pulso de RF dá ao VME uma energia tal que ele é lançado no plano transverso. O pulso de RF também coloca em fase os momentos magnéticos individuais que constituem o VME. A magnetização transversa coerente daí resultante entra em precessão à freqüência de Larmor do hidrogênio no plano transverso. Induz-se assim na bobina receptora posicionada no plano transverso uma voltagem ou sinal. O sistema deve ser capaz de localizar espacialmente o sinal em três dimensões, de modo a poder posicionar cada sinal no ponto correto da imagem. Primeiro, ele seleciona um corte. Uma vez selecionado um corte, o sinal é localizado ou codificado ao longo de ambos os eixos da imagem. Essas tarefas são executadas por gradientes.

3.2 GRADIENTES Gradientes são alterações do campo magnético principal e são gerados por bobinas localizadas no corpo do magneto, através do qual passou a corrente. A passagem de uma corrente por uma bobina gradiente induz um campo (magnético) gradiente em torno dele, que é subtraído da potência do campo magnético principal B0 ou acrescentado a esta. A magnitude de B0 é alterada de forma linear pelas bobinas gradientes, de modo que se pode predizer a potência do campo magnético, portanto a freqüência de precessão experimentada por núcleos ao longo do eixo do gradiente. Isto é denominado codificação espacial. Núcleos que experimentam um campo magnético de maior potência devido ao gradiente se aceleram, ou seja, sua freqüência de precessão aumenta, enquanto que os núcleos que experimentam um campo magnético de menor potência devido ao gradiente tornam-se mais lentos, ou seja, sua freqüência de precessão diminui. Em conseqüência disso, a posição de um núcleo ao longo de um gradiente pode ser identificada de acordo com a freqüência de precessão. Há três bobinas gradientes situadas no corpo do magneto, sendo elas designadas de acordo com o eixo segundo o qual agem ao serem colocadas em ação. gradiente Z gradiente Y gradiente X altera a potência do campo magnético ao longo do eixo Z (horizontal) do magneto

altera a potência do campo altera a potência do campo magnético ao longo do eixo Z magnético ao longo do eixo Y (longo) do magneto (vertical) do magneto

O isocentro magnético é o ponto central do eixo de todos os três gradientes e do corpo do magneto. A potência do campo magnético permanece inalterada neste ponto mesmo ao serem aplicados gradientes. Os gradientes executam muitas tarefas importantes durante uma seqüência de pulsos. Os gradientes podem ser usados para tirar de fase ou recolocar em fase os momentos magnéticos dos núcleos. Os gradientes também executam as três tarefas principais que se seguem na codificação: Seleção de cortes – localizar um corte no plano de exame selecionado. Localização espacial (codificação) de um sinal ao longo do eixo longo da anatomia – isto é denominado codificação de freqüência. Localização espacial (codificação) de um sinal ao longo do eixo curto da anatomia – isto é denominado codificação de fase.
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3.3 SELEÇÃO DOS CORTES Quando uma bobina gradiente é ligada, a potência do campo magnético, e portanto, a freqüência de precessão de núcleos localizados ao longo de seu eixo, altera-se de maneira linear. Um ponto específico ao longo do eixo do gradiente tem pois uma freqüência de precessão específica. Um corte situado num certo ponto ao longo do eixo do gradiente tem uma freqüência de precessão específica. Os núcleos situados em outros cortes ao longo do gradiente não entram em ressonância, porque sua freqüência de precessão é diferente devido à presença do gradiente. Um corte específico é, portanto, excitado e localizado no paciente. O plano de exame selecionado determina qual dos três gradientes executa a seleção dos cortes durante a seqüência de pulsos. O gradiente Z selecionando pois cortes axiais. O gradiente X selecionando pois cortes sagitais. O gradiente Z selecionando pois cortes coronais. Cortes oblíquos são selecionados utilizando-se dois gradientes em combinação. 3.4 ESPESSURA DOS CORTES Para obterem-se cortes finos, aplica-se uma inclinação aguda à seleção de cortes e/ ou uma faixa estreita. Para obterem-se cortes grossos, aplica-se uma inclinação menor à seleção de cortes e/ ou uma faixa de transmissão ampla. O corte é excitado pela transmissão de RF à freqüência de precessão de núcleos no meio do corte e a largura da faixa e a inclinação do gradiente determinam a gama de núcleos que entram em ressonância de cada lado do centro. O intervalo entre os cortes é determinado pela inclinação do gradiente e pela espessura do corte. 3.5 CODIFICAÇÃO DE FREQÜÊNCIA Uma vez selecionado um corte, o sinal dele proveniente tem de ser localizado ao longo de ambos os eixos da imagem. O sinal geralmente é localizado ao longo do eixo longo da anatomia por um processo conhecido como codificação de freqüência. A direção da codificação de freqüência pode ser selecionada pelo operador de modo a codificar o sinal segundo o eixo longo da anatomia. Nas imagens coronais e sagitais, o eixo longo da anatomia situa-se ao longo do eixo Z do magneto e o gradiente Z executa portanto a codificação de freqüência. Nas imagens axiais, o eixo longo da anatomia encontra-se geralmente ao longo do eixo horizontal do magneto e é portanto o gradiente X que executa a codificação de freqüência. Entretanto, na aquisição de imagens da cabeça, o eixo longo da anatomia situa-se geralmente ao longo do eixo ântero-posterior do magneto, de modo que neste caso é o gradiente Y que vai executar a codificação de freqüência. O grau de inclinação do gradiente de codificação de freqüência determina a extensão da anatomia coberta ao longo do eixo de codificação de freqüência durante o exame. Isto é denominado campo de visão (CDV).

3.6 CODIFICAÇÃO DE FASE O sinal deve ser localizado ao longo do eixo remanescente da imagem e a localização do sinal e denominada codificação da fase. A lista que se segue resumem os conceitos essenciais da codificação espacial: O gradiente de codificação de fase altera a fase ao longo do eixo de imagem remanescente, que é geralmente o eixo curto da anatomia. Nas imagens coronais, o eixo curto da anatomia encontra-se geralmente ao longo do eixo horizontal do magneto e por isso o gradiente X executa a codificação de fase.
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Nas imagens sagitais, o eixo curto da anatomia encontra-se geralmente ao longo do eixo vertical e em conseqüência disso o gradiente Y executa a codificação de fase. Nas imagens axiais, o eixo curto da anatomia está geralmente ao longo do eixo vertical do magneto e assim o gradiente Y executa a codificação de fase. Ao obterem-se imagens da cabeça, porém, o eixo curto da anatomia fica ao longo do eixo horizontal do magneto e por isso o gradiente X executa a codificação de fase. O gradiente de seleção de cortes é ligado durante os pulsos de 90° e 180° nas seqüências de pulsos spin eco e apenas durante o pulso de excitação nas seqüências de pulsos gradiente eco. A inclinação do gradiente de seleção de cortes determina a espessura dos cortes e o intervalo dos cortes (juntamente com a largura da faixa de transmissão). O gradiente de codificação de fase é ligado imediatamente antes do pulso de 180° em seqüências spin eco e entre a excitação e a coleta do sinal nas seqüências gradiente eco. A inclinação do gradiente de codificação de fase determina o grau de desvio de fase ao longo do eixo de codificação de fase. O gradiente de codificação de freqüência é ligado durante a coleta do sinal. A amplitude dos gradientes de codificação de freqüência e de codificação de fase determina as duas dimensões do CDV. 3.7 AMOSTRAGEM O gradiente de codificação de freqüência é ligado durante a coleta do sinal e é portanto freqüentemente designado como gradiente da leitura. A duração do gradiente de codificação de freqüência durante a leitura é denominada tempo de amostragem. A freqüência de amostragem é a razão em que as amostras são colhidas durante a leitura. O numero de amostras colhidas determina o número de freqüências que são submetidas à amostragem. Durante o tempo de amostragem, o sistema deve ser capaz de receber uma gama de freqüências e colher amostras das mesmas e, como o sinal está sendo recebido a este ponto, esta gama de freqüência é denominada faixa de recepção. 3.8 COLETA DE DADOS E FORMAÇÃO DE IMAGENS A aplicação de todos os gradientes seleciona um corte individual e produz um desvio de freqüência ao longo de um eixo do corte e um desvio de fase ao longo de outro eixo. O sistema pode agora localizar um sinal individual na imagem medindo o número de vezes em que os momentos magnéticos cruzam a bobina receptora (freqüência) e sua posição em torno de sua trajetória de precessão. Essas informações têm agora de ser traduzidas à imagem. Quando se colhem dados da posição de cada sinal, as informações são armazenadas no processador do sistema computadorizado. As informações relativas aos dados são armazenadas no espaço K. 3.9 ESPAÇO K O espaço K tem forma retangular e tem dois eixos perpendiculares um ao outro. O eixo de fase do espaço K é horizontal e é centrado no meio de diversas linhas horizontais. O eixo de freqüência do espaço K é vertical e é centrado no meio do espaço K, perpendicularmente ao eixo de fase. O espaço K é o domínio da freqüência espacial, isto é, onde estão armazenadas informações sobre a freqüência de um sinal e de onde ele provém no paciente. Como a freqüência é definida como a alteração de fase por unidade de tempo e é medida em radianos, a unidade do espaço K é radianos por cm. Todas as vezes que é feita uma codificação de freqüência ou de fase são colhidos dados e armazenados nas linhas do espaço K. Esses dados produzirão uma imagem do paciente posteriormente. O espaço K é simplesmente uma área em que são armazenados dados até que o exame termine. 3.10 COLETA DE DADOS – ETAPA 1 Durante cada TR, o sinal de cada corte é codificado quanto à fase e quanto à freqüência. É obtido certo valor de desvio de freqüência de acordo com a inclinação do gradiente codificador de freqüência, que é por sua vez determinado pelo tamanho do CDV. Como o CDV permanece inalterado durante o exame, o valor do desvio de freqüência permanece o mesmo. E também obtido um dado valor de desvio da fase, de acordo com a inclinação do gradiente codificador de fase. A inclinação do gradiente codificador de fase vai determinar que linha do espaço K é preenchida com os dados daquela codificação de freqüência e fase. Para preencher linhas diferentes do espaço K
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tem-se de alterar a inclinação do gradiente codificador de fase após cada TR, caso contrário a mesma linha do espaço K será sucessivamente preenchida. Para terminar-se o exame ou aquisição, tem-se de preencher todas as linhas do espaço K. O número de linhas do espaço K que são preenchidas e determinado pelo numero de diferentes inclinações de fase que são aplicadas. A inclinação do gradiente de codificação de fase determina a magnitude do desvio de fase entre dois pontos no paciente. Inclinações agudas produzem uma grande diferença de fase entre dois pontos, enquanto inclinações menores produzem pequenos desvios de fase entre dois pontos. Contudo, o sistema não pode medir diretamente a fase, ele é capaz de medir a freqüência. O sistema converte pois o desvio de fase numa freqüência. Como a freqüência é uma alteração de fase ao longo do tempo, os valores do desvio de fase são convertidos em freqüências pela criação de uma onda senoidal formada ligando-se entre si todos os valores de fase associados a certo desvio de fase. Esta onda senoidal tem certa freqüência ou pseudofreqüência (por ter sido obtida indiretamente). Depois que todas as etapas de codificação de fase são adquiridas e armazenadas no espaço K, os valores de desvio de fase são convertidos em pseudofreqüências. Para preencher-se uma linha diferente do espaço K, deve-se obter um desvio de fase diferente. Se não for obtido um desvio de fase diferente, a mesma linha do espaço K será preenchida repetidas vezes. Para criar-se um desvio de fase diferente, o gradiente de codificação de fase é passado para uma amplitude ou inclinação diferente. Por esta razão, a alteração no desvio de fase ocasionada pela mudança na inclinação do gradiente de codificação de fase produz uma onda senoidal com uma pseudofreqüência diferente. Dados adquiridos, mantidos no espaço K, são então convertidos numa imagem. Esta conversão é feita matematicamente por um processo conhecido como Transformada de Fourier Rápida (TFR). 3.11 TRANSFORMADA DE FOURIER RÁPIDA (TFR) Está muito além deste trabalho o estudo das complexidades da TFR. É bastante dizer que este é um processo puramente matemático. O DIL é medido inicialmente como uma relação de sua freqüência contra o tempo. O processo de TRF converte isto matematicamente para calcular a amplitude de freqüências individuais. O domínio intensidade do sinal/tempo é convertido num domínio intensidade do sinal/freqüência. Como o processo da TRF lida com freqüências, o sistema tem de adquirir desvios tanto de fase como de freqüências em freqüências. É por isso que é necessário converter-se numa freqüência o desvio de fase produzido em conseqüência da aplicação de cada um dos gradientes de fase. 3.12 MATRIZ A imagem consiste em um CDV que se relaciona à extensão da anatomia coberta. O CDV pode ser quadrado ou retangular e é dividido em pixels ou elementos figurados. O número de pixels no CDV depende do número de amostras de freqüência e codificações de fase efetuadas. O tamanho da matriz e denotado por dois números. O primeiro deles corresponde geralmente ao numero de amostras de freqüência colhidas e o segundo corresponde ao número de codificações de fase efetuadas. Por exemplo 256 X 192 indica que são colhidas 256 amostras de freqüência durante a leitura e são feitas 192 codificações de fase. Para criar-se uma imagem, a cada pixel é alocada uma intensidade de sinal, correspondendo à amplitude do sinal originando-se da anatomia na posição de cada pixel na matriz. A cada pixel é atribuída uma intensidade de sinal, dependendo da amplitude do sinal, com um valor distinto de freqüência e de pseudofreqüência de desvio de fase. 3.13 COLETA DE DADOS – ETAPA 2 A aquisição termina quando todas as linhas do espaço K que foram selecionadas são preenchidas. O sinal pode ser amostrado mais de uma vez com a mesma inclinação do gradiente de codificação de fase. Assim sendo, cada linha do espaço K é preenchida mais de uma vez. O número de vezes em que cada sinal é amostrado com a mesma inclinação do gradiente de codificação de fase geralmente e denominado número de médias de sinal (NMS) ou numero de excitações (NEX). Quanto maior o NEX, mais dados são armazenados em cada linha do espaço K, a amplitude do sinal de cada desvio de freqüência e de fase é maior. 3.14 ESCALA TEMPORAL DE EXAME

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Em cada TR, cada corte e selecionado e codificado quanto à fase e a freqüência. O número máximo de cortes selecionados e codificados depende da extensão do TR, isto é, um TR mais longo possibilita que sejam selecionados e codificados mais cortes que um TR mais curto. A inclinação do gradiente de codificação de fase é alterada a todo TR e aplicada a cada corte selecionado para codificá-lo quanto à fase. A cada codificação de fase é preenchida uma linha diferente do espaço K. O número de etapas codificadas de fase afeta, portanto a duração do exame. O tempo de exame também é afetado pelo numero de vezes em que o sinal é codificado quanto à fase com a mesma inclinação do gradiente de codificação de fase, ou NEX. Portanto: Tempo do exame = TR x Nº de codificações de fase x NEX 3.15 PREENCHIMENTO DO ESPAÇO K Atualmente, o número máximo de linhas do espaço K em muitos sistemas é 1024. As linhas do espaço K acima do eixo de fase são designadas como positivas e as linhas do espaço K abaixo do eixo de fase são designadas negativas. A metade negativa do espaço K é uma imagem especular da metade positiva, isto é, os dados que preenchem a metade positiva parecem os mesmos da metade negativa. A polaridade do gradiente de fase determina se é preenchida a metade positiva ou a metade negativa do espaço K. a polaridade do gradiente depende da direção da corrente através da bobina gradiente. As linhas mais próximas do eixo de fase, tanto as positivas quanto negativas, são denominadas linhas centrais. As linhas centrais do espaço K são preenchidas por dados produzidos após a aplicação de gradientes codificadores de fase com pequenas inclinações. As linhas mais distantes do eixo de fase, tanto as positivas quanto negativas, são denominadas linhas externas do espaço K. Essas linhas externas são preenchidas por dados produzidos após a aplicação de gradientes codificadores de fase com inclinações agudas. As linhas entre as partes central e externa são preenchidas com as inclinações intermediárias dos gradientes codificadores de fase. O grau de inclinação do gradiente de fase depende da quantidade de corrente que passa pela bobina gradiente. As linhas do espaço K geralmente são preenchidas seqüencialmente, ou seja, ou de cima para baixo ou de baixo para cima. Todavia, o espaço K também pode ser preenchido do centro para fora (cêntrico) ou das margens para dentro. 3.16 PREENCHIMENTO DO ESPAÇO K E AMPLITUDE DO SINAL As pequenas inclinações de codificação de fase não produzem um grande desvio de fase ao longo do eixo. O sinal daí resultante tem uma grande amplitude. Inclinações agudas de codificação de fase produzem um grande desvio de fase ao longo do seu eixo. O sinal daí resultante tem uma pequena amplitude. O eixo vertical do espaço k corresponde ao eixo de codificação de freqüência. A área do espaço K à esquerda do eixo de freqüência é uma imagem especular da área à direita do eixo de freqüência. O centro do eco representa o sinal de amplitude máxima, pois todos os momentos magnéticos estão em fase, enquanto os momentos magnéticos estão retornado à fase ou saindo de fase de cada lado do pico máximo do eco e portanto a amplitude do sinal aqui e menor. A amplitude das freqüências amostradas é mapeada relativamente ao eixo de freqüência, de modo que o centro do eco é colocado centralmente ao eixo de freqüência. As partes de retorno à fase e saída de fase do eco são mapeadas à esquerda e à direita do eixo de freqüência. 3.17 PREENCHIMENTO DO ESPAÇO K E RESOLUÇÃO ESPACIAL O número de codificações de fase realizadas determina o número de pixels no CDV ao longo do eixo de codificação de fase. Quando é feito um grande número de codificações de fase, há mais pixels no CDV ao longo do eixo de fase e por isso cada pixel é menor. Se o CDV for fixado, pixels de dimensões menores levam a uma imagem de elevada resolução espacial. Além disso, à medida que aumenta a amplitude da inclinação do gradiente codificador de fase, o grau de desvio de fase ao longo do gradiente também aumenta. Dois pontos adjacentes têm um valor de fase diferente podendo, portanto ser diferenciados um do outro. Dados colhidos após inclinações agudas do gradiente agudas do gradiente codificador de fase dão maior resolução espacial à imagem. As linhas externas do espaço K contêm dados de elevada resolução espacial, pois são preenchidas por inclinações agudas do gradiente codificador de fase. As linhas centrais do espaço K contêm dados de baixa resolução espacial, pois são preenchidas por pequenas inclinações do gradiente codificador de fase.
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A parte central do espaço k contém dados que têm elevada amplitude de sinal e baixa resolução espacial. A parte mais externa do espaço K contém dados que têm elevada resolução espacial e baixa amplitude de sinal. A maneira pela qual o espaço K é atravessado e preenchido depende de uma combinação de polaridade e da amplitude dos gradientes codificadores tanto de fase como de freqüência. A amplitude do gradiente codificador de freqüência determina até que ponto à esquerda e à direita o espaço K é atravessado e isto por sua vez determina o tamanho do CDV na direção da freqüência da imagem. A amplitude do gradiente codificador de fase determina até que ponto para cima ou para baixo uma linha do espaço K é preenchida e determina por sua vez o tamanho do CDV na direção de fase da imagem (ou resolução espacial quando o CDV e quadrado). A polaridade de cada gradiente define a direção percorrida no espaço K, da seguinte maneira: Gradiente codificador de freqüência positivo, espaço K percorrido da esquerda para a direita, Gradiente codificador de freqüência negativo, espaço K percorrido da direita para a esquerda, Gradiente codificador de fase positivo, preenche a metade superior do espaço K, Gradiente codificador de fase negativo, preenche a metade inferior do espaço K. A maneira pela qual o espaço K é preenchido depende de como os dados são adquiridos e como eles podem ser manipulados para adequar-se às circunstâncias do exame. O preenchimento do espaço K e manipulado nos seguintes casos: Campo de visão retangular Anti-aliasing Seqüências de pulso ultra-rápidas Compensação respiratória Imagens eco planares 3.18 IMAGENS DE ECO PARCIAL OU FRACIONAL As imagens de eco parcial são obtidas quando apenas parte do sinal ou eco é lida durante a aplicação do gradiente de codificação de freqüência. Se o sistema amostrar apenas metade do eco, somente metade da área de freqüência do espaço K é preenchida. Entretanto, como a área remanescente é uma imagem especular, o sistema pode calcular sua amplitude de acordo com isso. Este preenchimento de apenas metade da área do espaço K ao longo do eixo de freqüência é denominado eco parcial ou fracional. O eco não tem mais de estar centrado no meio do gradiente codificador de freqüência, podendo então ocorrer ao inicio da aplicação do gradiente codificador de freqüência. Nas imagens com eco parcial, a janela de amostragem é deslocada durante a leitura, de modo que são amostrados apenas o pico e a parte de saída de fase do eco. 3.19 MÉDIAS PARCIAIS OU FRACIONAIS Desde que pelo menos metade das linhas do espaço K que forem selecionadas seja preenchida durante a aquisição, o sistema dispõe de dados suficientes para produzir uma imagem. Se apenas 60% do espaço K for preenchido, somente 60% das codificações de fase selecionadas têm de ser feitas para completar-se o exame e as linhas restantes são preenchidas com zeros. O tempo de exame é assim reduzido. Ex: 256 codificações de fase, 1 NEX e TR de 1s são selecionados Tempo de exame = 256 x 1 x 1 = 256s 256 codificações, ¾ NEX (75% espaço K) e TR de 1s são selecionados Tempo de exame = 256 x ¾ x 1 = 192s O tempo de exame e reduzido, porém são adquiridos menos dados, de modo que a imagem tem menos sinal. A obtenção de médias parciais pode ser usada quando for necessária uma diminuição do tempo de exame e quando a perda de sinal daí resultante não tiver uma importância primordial. 3.20 PRÉ-EXAME O pré-exame é um método de calibração que deve ser realizado antes de toda aquisição de dados. Muitos sistemas executam procedimentos automáticos de pré-exame. Em geral, as três principais tarefas executadas pelo pré-exame são:
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Encontrar a freqüência central para a transmissão de RF. Esta é geralmente escolhida como sendo a freqüência de ressonância dos prótons da água na área que esta sendo examinada, mas pode ser ajustada para centrar-se nos prótons lipídicos se necessário. Encontrar a magnitude exata de RF que deve ser transmitida para gerar um sinal máximo na bobina. Esta é sempre igual a energia necessária para angular 90º o VME ao plano transverso. A partir disso, o sistema pode calcular quanta energia é necessária para a inclinação dor outros que não 90º. Isto é conhecido como espectro de potência ou ganho de transmissão. Ajuste da magnitude do sinal de tal modo que ele não seja nem muito grande (o que ocasiona distorções) nem pequeno demais e não possa ser detectado acima do ruído de fundo. O cálculo do pré-exame varia com o tipo de seqüência de pulsos usada, o paciente e os parâmetros de exame escolhidos e deve ser feito antes de cada aquisição de dados para obter-se uma qualidade de imagem ótima. O pré-exame automático pode não ser bem-sucedido se: (1) a bobina não estiver corretamente ligada, (2) a bobina estiver com defeito, (3) forem utilizadas técnicas de saturação química e houver uma distribuição não uniforme de lípides ou água na área a ser saturada, (4) o paciente for grande ou pequeno demais. Nessas circunstâncias, a falha deve ser corrigida se necessário e o pré-exame efetuado manualmente, se possível, pelo operador. 3.21 TIPOS DE AQUISIÇÃO Há basicamente três maneiras de adquirirem-se dados: As aquisições seqüenciais: adquirem todos os dados do corte 1 e depois passam adiante para adquirir todos os dados do corte 2 (são preenchidas todas as linhas no espaço K para o corte 1 e depois todas as linhas no espaço K para o corte 2 etc.). Os cortes são portanto apresentados como são adquiridos (de modo semelhante aos exames tomográficos computadorizados). As aquisições volumétricas bidimensionais: preenchem uma linha no espaço K para o corte 1 e depois passam a preencher a mesma linha do espaço K para o corte 2 etc. ao ser esta linha preenchida para todos os cortes, a linha seguinte do espaço K e preenchida para o corte 1, 2, 3, ect. As aquisições volumétricas tridimensionais: (imagem de volume) adquire dados de todo um volume de tecido e não em cortes separados. O pulso de excitação não seleciona os cortes e todo o volume de imagem prescrito é excitado. Ao final da aquisição, o volume ou peça é dividido em locais ou divisões discretas pelo gradiente de seleção de cortes, que ao ser ativado separa os cortes de acordo com seu valor de fase ao longo do gradiente. Este processo é atualmente denominado codificação de cortes. Muitos cortes podem ser adquiridos (28, 64 ou 128) sem um intervalo entre os cortes. Em outras palavras, os cortes são contíguos.

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CAPÍTULO IV

SEGURANÇA EM IRM
4.1 INTRODUÇÃO Até aqui não foi descrito praticamente nenhum efeito biológico adverso em longo prazo da exposição prolongada a IRM.E para se discutir tais efeitos tem-se de considerar todos os componentes do processo de aquisição de imagens .Esses elementos incluem: O campo magnético principal( campo magnético estático) Campos magnéticos com variação temporal ( gradientes do campo magnético e campo de RF). Campos de radiofreqüência (bobina de RF). 4.2 O CAMPO MAGNÉTICO PRINCIPAL O campo magnético principal é o responsável pelo alinhamento dos núcleos. Nos eletromagnetos Solenóides, o campo geralmente é horizontal, enquanto nos magnetos permanentes o campo geralmente é vertical. Isto é um campo estático ou inalterável. Efeitos Biológicos do Campo Magnético Estático A principal preocupação no caso de campos magnéticos estáticos é a possibilidade de efeitos biológicos potenciais. Na RESSONÂNCIA MAGNÉTICA foram observados pequenos potenciais elétricos em grandes vasos sangüíneos que fluem perpendicularmente ao campo magnético, 4.3 CAMPOS MARGINAIS A preocupação secundária em relação aos efeitos do campo magnético principal diz respeito aos riscos associados à instalação dos sistemas de RM. O campo magnético desviante fora do corpo do magneto é designado como campo marginal . Muitos aparelhos para aquisição de imagens por ressonância magnética têm um isolamento para confirmar o campo marginal dentro dos limites aceitáveis. Todavia o campo marginal deve ser sempre levado em consideração ao instalarem-se novos sistemas. Por esta razão, muitos centros de imagens são situados de tal modo que na áreas públicas estão abaixo desta potência e as áreas de potência superiores são inacessíveis ou encontram-se indicadas claramente. 4.4 PACIENTES GRÁVIDAS Até o momento, não se conhece nenhum efeito biológico da IRM sobre os fetos. Há porém alguns mecanismos que podem causar efeitos adversos pela interação de campos eletromagnéticos com fetos em desenvolvimento. As células em divisão, que ocorre durante o primeiro trimestre da gravidez, são mais suscetíveis a esses efeitos . O comitê da Society Of Magnetic Resonance Image Safety dos USA sugere que pacientes grávidas ou aquelas que suspeitam estarem grávidas devem ser identificadas antes de submeter-se a IRM, para avaliarem-se os riscos relativos versus os benefícios do exame. 4.5 FUNCIONÁRIAS GRÁVIDAS Os centros de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA estabeleceram orientações individuais para funcionárias grávidas no ambiente de Ressonância Magnética. O comitê de segurança da ISMRM determinou que funcionárias grávidas pudessem entrar com segurança na sala de exame, mas devem sair ao serem empregados os campos de RF e gradiente, alguns centros, porém,

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recomendam que as funcionárias que estiverem grávidas fiquem totalmente fora do campo magnético durante o primeiro trimestre da gravidez. 4.6 PROJÉTEIS Os objetos metálicos ferromagnéticos podem ser lançados ao ar como projeteis na presença de um campo magnético estático forte. Objetos pequenos como grampos de papel e prendedores de cabelo podem ter uma velocidade terminal de 65 Km/h quando puxados para um magneto de 1,5 T e constituem, pois um grave risco para o paciente e para qualquer outra pessoa presente na sala. Por isso recomenda-se que todos os objetos sejam testados com um imã em barra portátil antes de entrar na sala de exame e RM. 4.7 EMERGÊNCIAS MÉDICAS Como em qualquer instituição médica, a suíte da RESSONÂNCIA MAGNÉTICA deve ser equipada com suprimentos médicos de emergência num carrinho para urgência. 4.8 IMPLANTES E PRÓTESES Os implantes metálicos acarretam efeitos graves, que incluem torque, aquecimento e artefatos nas imagens de RM. Em conseqüência disso, antes de obterem-se imagens de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA de pacientes deve-se identificar todo e qualquer procedimento cirúrgico que o paciente tenha se submetido antes do exame de RM. 4.9 TORQUE E AQUECIMENTO Alguns implantes metálicos demonstraram um torque considerável quando colocados na presença de um campo magnético. A força ou o torque exercido sobre implantes metálicos pequenos e grandes pode causar efeitos graves, pois implantes não ancorados têm o potencial de mover-se de modo imprevisível no interior do corpo. 4.10 ARTEFATOS DEVIDOS AOS IMPLANTES METÁLICOS Embora os artefatos não possam ser considerados como um efeito biológico do processo de RM, a interpretação incorreta nas imagens de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA pode ter conseqüências devastadoras. Portanto, se for visto um artefato metálico e não houver nenhum metal presente no paciente, isto pode indicar a presença de produtos sangüíneos, sugestiva de uma lesão hemorrágica. 4.11 VALVAS CARDÍACAS Embora os pacientes com muito dos implantes valvares sejam considerados seguros para IRM, uma avaliação cuidadosa do tipo de Valva é aconselhada porque há valvas cuja integridade pode ser comprometida. 4.12 APARELHOS E MATERIAIS DENTÁRIOS Deve-se notar que alguns aparelhos dentários são ativados magneticamente e podem acarretar riscos potenciais para a aquisição de Imagens de RM. 4.13 BALAS, PROJÉTEIS E ESTILHAÇOS Embora a maior parte das munições se tenha mostrado não ferrosa, munições feitas em alguns países ou produzidas pelos militares demonstraram traços de ligas ferromagnéticas. Por isso é aconselhável tomar-se cuidado extremo ao obter-se imagens de pacientes com balas ou estilhaços de granadas e estar ciente da localização destes fragmentos metálicos no corpo. 4.14 MARCAPASSOS Os macarpassos cardíacos constituem uma contra-indicação absoluta a IRM. Até mesmo baixas potências de campo como 5 G podem ser suficientes para causar deflexão, alterações de programação e acionamento do interruptor que converte o marca-passo a um modo assincrônico. Além disso, os pacientes que tiveram seu marca-passo removido podem Ter fios dele no corpo, os quais podem servir de antenas e causarem fibrilação cardíaca. 4.15 CAMPOS MAGNÉTICOS VARIÁVEIS NO TEMPO
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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Foram muitos os estudos realizados sobre os efeitos biológicos dos CMUT, pois eles existem em torno de transformadores de energia e linhas de alta-tensão. Na RESSONÂNCIA MAGNÉTICA há preocupação com os nervos, vasos sangüíneos e os músculos, que agem como condutores no corpo. Os efeitos biológicos, que variam com a amplitude na corrente vão de alterações reversíveis na visão a efeitos irreversíveis de fibrilação cardíaca, alterações bioquímicas celulares e na união de fraturas. 4.16 CAMPOS DE RADIOFREQUÊNCIA A exposição a radiofreqüências ocorre durante exames de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ao serem os núcleos de Hidrogênio submetidos a um campo magnético oscilante. 4.17 IRRADIAÇÃO DE RADIOFREQUÊNCIA Como o nível de energia das freqüências usadas na aquisição de imagens de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA clínicas é relativamente baixo e não ionizante em comparação aos Raios-x, luz visível e microondas, o efeito biológico predominante da absorção da radiação de RF é o aquecimento potencial dos tecidos. 4.18 CLAUSTROFOBIA Embora não pareça ser um problema de segurança, a Claustrofobia é uma condição que afeta comumente os pacientes e ouve os operadores de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA devem levar em consideração, o aquecimento da RF, o ruído gradiente e os limites do próprio magneto aumentam a possibilidade de reações claustrofóbicas. 4.19 INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA A avaliação do paciente e dos membros da equipe é a maneira mais eficaz de evitarem-se os riscos potenciais a saúde dos pacientes. A manutenção deste ambiente controlado pode ser obtida pelo interrogatório e instrução cuidadoso de pacientes e membros da equipe. A ISMRM publicou um questionário que deve ser usado com o guia para os formulários de avaliação. Isto deve incluir os pacientes aqueles que acompanham os pacientes a seu exame, membros da equipe de visitantes. 4.20 MONITORAMENTO DOS PACIENTES É recomendado pelo comitê de segurança da ISMRM que todos os pacientes sejam monitorados verbal e visualmente. Os pacientes que não possam ser contatados verbal e visualmente necessitam de um monitoramento mais agressivo por oximetria de pulso. 4.21 MONITORES E APARELHOS NA RM Há critérios específicos para considerarem-se os aparelhos auxiliares de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA compatíveis. Esses critérios recomendados pela ISMRM:

Aprovação da FDA

Declaração do fabricante

Testes anteriores

4.22 DICAS E PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA o Antes de marcar o exame verificar se o paciente usa marca-passo ou outros implantes contra indicados. o Ao marcar o exame sanar todas as dúvidas do paciente dando-lhe o maior número de informações possíveis para tranqüilizá-lo. o Sutiãs e cintos devem ser tirados, e de preferência que se use roupão. o Retirar todos os objetos que podem ser magnéticos, Ex: piercing, brincos, pulseiras. o Acomodar o paciente da melhora maneira possível no magneto e se for claustrofóbico o acalmar. o Informar sempre a duração dos pulsos para que o tempo do exame para não parecesse uma eternidade. 4.23 PLANEJAMENTO DA INSTALAÇÃO
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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Existem muitas decisões difíceis a ser tomadas ao instalar um sistema de magneto e a consideração cuidadosa dessas mesmas antes que o magneto seja adquirido impede gastos e desperdícios desnecessários. A decisão de alojar o sistema em edifício já existente ou de ter-se de construir um novo, é a consideração principal, pois em termo de custos são consideráveis. A segurança do pessoal, dos equipamentos e estruturas e monitores fora da unidade deve ser levada em consideração. Assim se os procedimentos para instalação de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA forem convenientes podem proporcionar um ambiente seguro tanto para os pacientes como para os funcionários.

CAPITULO II

OS 15 PRINCIPAISEXAMES EM ESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA
EXAME DE CRANIO ROTINA E ROTINA AVC
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Sagital t1 Axial flair Axial t2 Axial t1 Axial difusão Axial t1 – contraste Corontal t1 - contraste

ROTINA TUMOR
1. 2. 3. 4. 5. 6. Axial flair Axial t2 Axial difusão Coronal t2 Axial t1 Axial t1 – contraste Sagital t1 Volume 3d – contraste (reconstruir Sagital e Coronal)

7.
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

ROTINA EPILEPSIA
Axial flair Axial t2 Axial difusão Coronal flair 3mm - hipocampos Coronal stir 3mm - hipocampos Axial t1 Axial t1 – contraste

ROTINA DEMÊNCIA E ALZHEIMER
1. 2. 3. 4. 5. 6. Axial flair Axial t2 Axial difusão Coronal flair 3mm - hipocampos Axial t1 Axial t1 – contraste

ROTINA ESCLEROSE MULTIPLA
1. 2. 3. 4. 5. Sagital flair Axial flair Axial t2 Axial difusão Coronal t2 Axial t1 mtc Axial t1 mtc – contraste

6. 7.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Opcionais: Espectroscopia – usar na rotina de Tumor quando indicado Perfusão – usar na rotina de AVC e Tumor quando indicado Seqüências volumétricas: t1, t2, flair e stir

PROGRAMAÇÃO PLANO AXIAL – Cortes a partir da transição crânio cervical até a alta convexidade, sendo orientados pela linha entre as comissuras.

PLANO CORONAL – Cortes orientados perpendicular à fissura sagital, varrendo da porção inferior do cerebelo até o quiasma óptico.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados em paralelo à fissura sagital, varrendo de uma extremidade à outra do encéfalo.

IMAGENS

Axial t2 Axial t1

Axial Flair

Coronal t2

EXAME DE HIPÓFISE ROTINA
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Axial flair – crânio Sagital t1 Coronal t2 Coronal t1 Coronal dinâmico Coronal t1 – contraste Sagital t1 - contraste

PROGRAMAÇÃO

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

PLANO AXIAL – Cortes a partir da transição crânio cervical até a alta convexidade, sendo orientados pela linha entre a as comissuras.

PLANO CORONAL – Cortes orientados perpendicular à fissuras sagitais, orientados pela linha da haste da hipófise.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados em paralelo à fissura sagital, varrendo a região peri selar.

IMAGENS

Coronal t1 t1 EXAME DE ORBITAS ROTINA
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Coronal t2

Sagital

Axial flair – crânio Sagital t1 – crânio Coronal stir Coronal t1 fat sat Axial t2 Axial t1 Axial t1 fat sat – contraste Coronal t1 fat sat – contraste

PROGRAMAÇÃO PLANO AXIAL – Cortes a partir do assoalho da órbita até seu teto, alcançando estruturas musculares e o nervo ótico.

PLANO CORONAL – Cortes orientados perpendicular à fissura sagital, varrendo do cristalino até o quiasma óptico.
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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

PLANO SAGITAL – Cortes orientados em paralelo à fissura sagital, varrendo a região peri orbital.

IMAGENS

Sagital t1 Coronal stir EXAME DE OUVIDO ROTINA
1. Axial flair – crânio Coronal t2 3mm Coronal t1 3mm Axial t2 1mm Axial t1 Axial t1 fat sat – contraste Coronal t1 fat sat – contraste

Axial t1 fat sat

Coronal t1 fat sat

2. 3. 4. 5.
6. 7.

PROGRAMAÇÃO PLANO AXIAL – Cortes a partir da porção inferior das células mastóideas até a altura do nervo facial, perpendiculares à fissura sagital.

PLANO CORONAL – Cortes orientados paralelos à linha da base, varrendo todo o ouvido.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados em paralelo à fissura sagital, varrendo de uma extremidade à outra do encéfalo.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

IMAGENS

Axial t2 Coronal t1 EXAME DE COL CERVICAL ROTINA
1. Sagital t2 2. Sagital t1 3. Sagital stir 4. Axial t2 gre 5. Axial t2 tse Opcionais 6. Sagital t1 fat sat – contraste 7. Axial t1 fat sat – contraste

Axial t1 fat sat

Coronal t2

PROGRAMAÇÃO PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo medular varrendo corpos medulares, forames de conjugação e medula.

PLANO AXIAL – Cortes orientados em perpendicular à linha do canal medular no eixo sagital e coronal, varrendo corpos vertebrais e medula.

IMAGENS

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Sagital t2 Axial t2

Sagital t1

Sagital stir

EXAME DE COL TORÁCICA ROTINA
1. 2. 3. Sagital t2 Sagital t1 Sagital stir

4.

Axial t2 tse 5. Axial t1 Opcionais 6. Sagital t1 fat sat – contraste 7. Axial t1 fat sat – contraste

PROGRAMAÇÃO PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo medular varrendo corpos medulares, forames de conjugação e medula.

PLANO AXIAL – Cortes localizados nos espaços discais de interesse, orientados paralelos aos discos e em perpendicular à linha média.

IMAGENS

Sagital t2 Axial t2

Sagital t1

Sagital stir

EXAME DE COL LOMBAR ROTINA
1. 2. 3. Sagital t2 Sagital t1 Sagital stir Axial t2 tse

4.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

5. Axial t1 Opcionais 6. Sagital t1 fat sat – contraste 7. Axial t1 fat sat – contraste Observações: Realizar cortes axiais bloco em caso de P.O. e injetar contraste

PROGRAMAÇÃO PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo medular varrendo corpos medulares, forames de conjugação e medula.

PLANO AXIAL – Cortes localizados nos espaços discais de interesse, orientados paralelos aos discos e em perpendicular à linha média.

IMAGENS

Sagital t2 Axial t2

Sagital t1

Sagital stir

EXAME DE ANGIO DE CRANIO ARTERIAL E VENOSA ROTINA ARTERIAL
1. 2. 3. 4. 1. 2. 3. Axial Axial Axial Axial Flair t2 Difusão Tof

ROTINA VENOSA

Sagital gre3d – pré-contraste Sagital gre3d – pós-contraste fase 1 Sagital gre3d – pré-contraste fase 2

PROGRAMAÇÃO FASE ARTERIAL – Cortes axiais,varrendo a porção central da circulação arterial do encéfalo – polígono de Willis, localizados na porção inferior da transição crânio cervical até a porção superior do corpo caloso.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

FASE VENOSA – Cortes sagitais, com a utilização do argente de contraste, varrendo de uma extremidade à outra do encéfalo, paralelos à linha da fissura sagital.

IMAGENS

Angio Arterial EXAME DE ANGIO CERVICAL ROTINA
1. 2. 3. 4. 5. Localizador vasos Axial Tof – região bifurcação Coronal gre3d pré-contraste Coronal gre3d pós-contraste arterial Coronal gre3d pós-contraste venoso

PROGRAMAÇÃO FASE ARTERIAL – Cortes coronais, com a utilização do agente de contraste, em fase dinâmica varrendo paralelamente as artérias carótidas e vertebrais, da inserção destas junto ao arco aórtico até a junção do polígono de Willis.

IMAGENS

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Angio Contrastada Cervical

EXAME DE ABDOME ROTINA
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Axial t2 Axial t2 fat sat Axial t1 in + out phase Coronal t2 Axial gre3d fat sat Axial gre3d fat sat dinâmico arterial + venoso Coronal gre3d fat sat – contraste Axial gre3d fat sat – tardio

ROTINA COLÂNGIO
1. 2. 3. 4. 5. 6. Axial t2 Axial t2 fat sat Axial t1 in + out phase Coronal t2 Coronal t2 tse3d 1mm te 600 ms Radial t2 haste 2d

Observação: ver seqüências com uso de compensação respiratória ou single shot para pacientes não colaborativos

PROGRAMAÇÃO PLANO AXIAL – Cortes orientados acima da linha do diafragma, percorrendo fígado, rins e órgãos adjacentes / pulmão e mediastino.

PLANO CORONAL – Cortes orientados em paralelo à linha do canal medular, percorrendo face mais anterior e posterior do tronco.

IMAGENS
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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Axial t2 Coronal t2

Axial t2 fat Sat

Axial out phase

EXAME DE ARTICULAÇÃO COXO FEMURAL ROTINA
1. Coronal t2 fat sat 2. Coronal t1 3. Axial t2 fat sat 4. Axial t1 5. Sagital t2 fat sat Opcionais 6. Coronal t1 fat sat – contraste 7. Axial t1 fat sat – contraste 8. Axial t2 gre obliquo labrum Observação: Realizar Seqüências comparativas (FOV 350) em caso de indicação bilateral. Rotina com FOV 220

PROGRAMAÇÃO PLANO CORONAL – Cortes orientados em perpendicular com a linha média, em paralelo com a linha entre as duas cabeças femorais.

PLANO AXIAL – Cortes localizados na área da articulação, podendo se estender para a porção inferior do trocânter maior.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo medular varrendo localizadamente a região articular direita ou esquerda.

IMAGENS

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Axial dp fat sat Axial t1 EXAME DE JOELHO ROTINA
1. Sagital t2 fat sat 2. Sagital dp 3. Axial t2 fat sat 4. Axial t1 5. Coronal t2 fat sat 6. Coronal t2 obliquo lca Opcionais

Cor dp fat sat

Axial dp fs oblíquo

7.
8. 9.

Sagital t1 fat sat – contraste Axial t1 fat sat – contraste Axial e Sagital stir - metal

PROGRAMAÇÃO PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo do ligamento cruzado anterior, varrendo toda a área de junção fêmur tibial.

PLANO AXIAL – Cortes localizados perpendiculares à patela, varrendo desta estrutura até a articulação tíbio-talar.

PLANO CORONAL – Cortes orientados em paralelo à linha do ligamento transverso ou transcondilar, varrendo toda a área de junção fêmur tibial.

IMAGENS

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Sagital dp fat sat Axial dp fat sat EXAME DE TORNOZELO ROTINA
1. Sagital t2 fat sat 2. Sagital t1 3. Axial t2 fat sat 4. Axial t1 5. Coronal t2 fat sat Opcionais

Sagital t1

Coronal dp fat sat

6.
7.

Sagital t1 fat sat – contraste Axial t1 fat sat – contraste

PROGRAMAÇÃO PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos ao eixo axial do tálus, varrendo todos os ossos do pé.

PLANO AXIAL – Cortes localizados nos paralelos à superfície plantar, varrendo desta estrutura até a articulação tíbio-fibular proximal ao tálus.

PLANO CORONAL – Cortes orientados em perpendicular ao tálus, varrendo toda a articulação tálus fibular.

IMAGENS

Sagital dp fs Coronal t1 EXAME DE OMBRO ROTINA
1. Coronal t2 fat sat 2. Coronal t2 3. Coronal t1 4. Axial dp fat sat 5. Sagital t1 Opcionais

Coronal dp fs

Axial dp fs

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

6.
7.

Sagital t1 fat sat – contraste Axial t1 fat sat – contraste

PROGRAMAÇÃO PLANO CORONAL – Cortes orientados em paralelo ao úmero, no plano sagital e ao tendão supra espinhoso no plano axial, varrendo toda a articulação.

PLANO AXIAL – Cortes localizados em paralelo ao tendão supra espinhoso, varrendo da art. acrômio clavicular até a cápsula articular.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados perpendicular ao tendão supra espinho, no plano axial, varrendo toda a articulação.

IMAGENS

Coronal dp fs Axial dp fs EXAME DE PUNHO ROTINA
1. Coronal t2 fat sat 2. Coronal t1 3. Axial dp fat sat 4. Axial t1 5. Sagital dp fat sat Opcionais

Sagital t1

Sagital dp fs

6.
7. 8.

Sagital t1 fat sat – contraste Axial t1 fat sat – contraste Coronal gre – cartilagem triangular

PROGRAMAÇÃO PLANO CORONAL – Cortes orientados em perpendicular à linha media do punho, varrendo todos os ossos do carpo, ligamentos e tendões associados.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

PLANO AXIAL – Cortes varrendo todos os ossos do carpo, ligamentos e tendões associados, perpendiculares à linha média sagital do punho.

PLANO SAGITAL – Cortes orientados paralelos à linha media do punho, varrendo todos os ossos do carpo, ligamentos e tendões.

IMAGENS

Coronal t1 Axial dp fat sat

Coronal dp fat sat

Axial t1

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

EXAME DE ATM ROTINA
1. 2. 3. 4. 5. 6. Cortes Coronal t1 Sagital dp bilateral Sagital gradiente bilateral Boca Aberta Sagital dp bilateral Sagital gradiente bilateral Sagital gradiente dinâmico bilateral – (6 fases x 1 corte cada lado) 3 mm, FOV 140 a 160mm

EXAME DE PESCOÇO ROTINA
Coronal t1 Coronal t2 Coronal stir Sagital t2 Axial t1 Axial t2 Contraste 7. Axial t1 fat sat 8. Coronal t1 fat sat Cortes 4 a 5 mm, FOV 240 a 280mm 1. 2. 3. 4. 5. 6.

EXAME DE PLEXO BRAQUIAL ROTINA
Coronal t1 Coronal t2 Coronal stir Sagital t2 – do forame até o Y Axial t1 – obliquo ao plexo Axial t2 – obliquo ao plexo Contraste 7. Axial t1 fat sat – obliquo ao plexo 8. Coronal t1 fat sat Cortes 3 a 4 mm, FOV 240 a 280mm 1. 2. 3. 4. 5. 6.

EXAME DE PÉ ROTINA
Coronal dp fat sat Coronal t1 Sagital dp fat sat Axial t1 Axial dp fat sat Contraste 6. Axial t1 fat sat 7. Coronal t1 fat sat Cortes 3 mm, FOV 140 a 160mm 1. 2. 3. 4. 5.

REFERENCIAS Bibliografia Básica: 1 2 3 WESTBROOK, Catherine. Manual de Técnicas de Ressonância. Guanabara, 2ed. WESTBROOK, Catherine; Guanabara, 2ed. KAUT, Carolyn. Ressonância Magnética Prática

RINK, Peter. Ressonância Magnética. Revinter, 5ed

Bibliografia Complementar: 1 Diagnostico Por Imagem Em Ressonância Magnética. Medsi, 1ed.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

2 3

LUFKIN, Robert B. Manual de Ressonância Magnética. Guanabara, 2ed. OLIVEIRA, Luiz Antônio N. Assistência à vida em Radiologia. Ed. Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), 4ed.

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