Você está na página 1de 25

“Fashion Killer”

Um Hipertexto escrito por

Ana Martins
Barbara Isidro
Gonzalo Gómez

Tipologias Narrativas II
ESTC – Junho 2010

1
Prologo

Cena 0

Amélia chorosa limpando as suas lágrimas a um lenço de seda branca olha para a sua
amiga e companheira de casa morta num caixão de mogno castanho.
Ouvimos um padre a recitar um salmo, à sua volta vemos campas e jazigos de pedra
cinzenta e algumas pessoas vestidas de preto, que tal como ela prestam a sua última
homenagem a esta mulher.
A sua morte não foi banal, foi trágica e cruel. O seu corpo fora esquartejado,
incendiado, mutilado. Quem fora capaz de matar uma mulher tão bela e tão jovem?
Neste momento, Amélia quase gritando de desespero ajoelha-se perante a amiga
morta e o seu olhar foca-se nuns belos sapatos de verniz pretos e bicudos da última
colecção da Chanel.

2
Cena 1

Entramos na casa de Amélia, um apartamento de luxo, repleto de mobília e objectos


de design. Ouvimos alguém a remexer em objectos e a chorar exaustivamente. Dentro
de um quarto todo desarrumado, ainda com fitas da policia, sangue e paredes
carbonizadas vemos Amélia.
Ela olha para o quarto e para os objectos da amiga e colega de casa morta. Os seus
olhos deixam de lacrimejar e passam a fixar as roupas, malas e acessórios de marca da
amiga.
De seguida, mesmo ao lado de uma mala Louis Vuitton, Amélia encontra um recibo
da Chanel que contêm um lembrete dizendo para levantar uma mala na loja da Av. Da
Liberdade. Ao lado do papel, em cima da cómoda vemos um passepartout com uma
fotografia da amiga e do seu empregado favorito da loja.
Amélia sai exaurida, pois necessita de ir levantar a mala da sua grande amiga. De
repente ela recebe uma sms e tira da sua bolsa Louis Vuitton o seu PDA.
Instantaneamente recebe uma segunda sms.
Amélia guarda o PDA, veste a sua gabardine vermelha, agarra na bolsa e sai de casa.

3
Cena 2

Amélia olha para o seu PDA e lê uma sms que diz: “Olá querida, não queres tomar
um café no Starbucks? Acho que seria bom encontrarmo-nos. Tenho saudades tuas.
Xoxo.”
Ela sai de casa sem pensar duas vezes com os seus saltos altos Miu Miu e chega ao
café 15 minutos depois.
Quando entra, a amiga já se encontra no local. Amélia senta-se e a amiga vai até á
casa de banho. Entretanto no LCD da LG bordeux do café está a dar o jornal da
manhã e uma noticia deixa a Amélia chocada: Um novo crime teve lugar no túnel do
Marques de Pombal e isto chama especialmente a atenção da jovem pelas
coincidências que encontra em relação à morte da sua amiga.
A seguir recebe um lembrete no seu PDA para ir ao Holmes Place da Av. Da
Liberdade, porque tem uma massagem marcada.
Momentaneamente recebe uma nova actualização sobre a ultima colecção da Chanel
(site), spring/summer 2010 (continuação).

4
Cena 3

Amélia olha para o seu PDA e lê a seguinte SMS: “Tenho algo que te vai surpreender
imenso, não podes perder! Beijos Linda.”
A gerente da Chanel quer ir com ela mostrar-lhe a nova colecção e para isso
combinam na Rua Augusta. No caminho, ao mesmo que Amélia olha para as montras
de varias lojas, recebe uma nova noticia no seu PDA, que a deixa chocada. Um novo
crime teve lugar no túnel do Marques de Pombal e isto chama especialmente a
atenção da jovem pelas coincidências que encontra em relação com a morte da sua
amiga.
De repente recebe um lembrete no seu PDA, dizendo que ela tem uma massagem
marcada para daqui a uma hora no Holmes Place da Av. Da Liberdade.
A gerente da loja convence-a a ir com ela à loja, pois a nova colecção é imperdível.

5
Cena 4

Dentro do seu carro Chrysler 300C, Amélia percorre a cidade dirigindo-se para o
túnel do Marques de Pombal ouvindo no seu Ipod nano rosa fuscia uma da suas
músicas preferidas.
A meio do seu percurso, pára no transito, pois a uns metros á sua frente aconteceu um
homicídio. Tal acontecimento deixa Amélia chocada.
Desliga a música e ao passar pelo acidente de carro vê uma mulher esquartejada e
toda queimada, como ficou a sua amiga morta.
De seguida aproxima-se de um entroncamento e depara-se com duas saídas: uma para
a direita e a outra para a esquerda.

6
Cena 5

Amélia sai do Starbucks e conduzida pela sua curiosidade e pelo seu impulso
consumista, dirige-se directamente para a Chanel. Mal pode esperar por ver a nova
colecção da marca. Neste momento é só o que a deixa de alguma forma entusiasmada.
Pelo caminho os seus olhos são atraídos por uns sapatos que estão na montra da
Christian Louboutin. Amélia fica Subitamente indecisa, sem saber se deve seguir o
seu caminho ou entrar e comprar aqueles maravilhosos sapatos.

7
Cena 6

Nunca resistira a uma massagem a meio da semana e depois da tragédia que a que
tinha estado sujeita tudo o que queria era um momento de descontracção. Quando
entra no Holmes Place sente-se quase como a entrar em casa onde pode descansar. O
seu PDA interrompe o seu momento de súbita calma. Terá o seu massagista
desmarcado a sessão? Se fosse esse o caso Amélia não quereria acreditar.
Ao longe, entre portas, consegue ver uma silhueta que lhe é familiar.

8
Cena 7

Amélia e Sílvia, a Gerente da loja, dirigem-se para a Avenida da Liberdade em


conversa animada. A meio do caminho Amélia recebe um lembrete no PDA que a
avisa da marcação de uma massagem no Holmes Place que terá feito há já algum
tempo, antes mesmo da tragédia que se abateu sobre ela. Será a sua aguçada
curiosidade mais forte do que o seu compromisso? Ou por outro lado fica feliz por
perceber que terá um momento de pura descontracção?

9
Cena 8

Amélia ainda chocada com o que acabara de assistir procura dentro da sua mala o
PDA que dera já há alguns minutos sinal de vida. Quando o encontra pode ler o
lembrete de uma massagem no Holmes Place, daí a pouco mais de meia hora.

1
Cena 9

Amélia ainda chocada com o que acabara de assistir procura dentro da sua mala o
PDA que dera já há alguns minutos sinal de vida. Quando o encontra vê que recebeu
uma nova actualização sobre a nova colecção da Chanel (site) Spring/Summer 2010.
Fica de alguma forma curiosa com esta noticia e dirige-se para a loja.

1
Cena 10

Amélia não consegue ignorar tais sapatos! Esteve tanto tempo preocupada, com coisas
horríveis e agora o único facto, que não vai ser motivo da sua preocupação vai ser o
dinheiro.
Decide entrar e experimentar. Tudo corre bem, como qualquer pessoa poderia desejar.
Os sapatos são o seu tamanho! São da sua cor favorita! São Lindos! São a sua cara!
Os sapatos são seus!
Depois de “pagar” com o seu Golden American Express:
Decidirá, Amélia calçar, de imediato, os seus novos Loubotin? Ou espera por comprar
um vestido Chanel?

1
Cena 11

Amélia não consegue esperar. A sua curiosidade é superior a ela. Precisa de ver o que
está detrás desse lembrete para levantar uma mala que encontrou no quarto da sua
amiga. Ela tem uma sensação estranha e não vai ficar tranquila até descobrir a razão.
Decide desmarcar a massagem para dirigir-se até à loja da Chanel o mais rápido
possível.

1
Cena 12

Lamentavelmente Amélia olha para o ecrã do aparelho e pode ver o que não podia,
nem queria imaginar.
Carlos, o seu massagista, ficou parado no trânsito, por causa de um crime que teve
lugar, no túnel da Av. do Marquês de Pombal. Por isso, não iria ter oportunidade de
chegar à sua marcação.
A jovem, bastante triste, decide sair do ginásio para voltar a casa e tentar descansar
um bocado. Entretanto, decide que precisa de beber alguma coisa. Tantos nervos
fazem-lhe ter uma sensação de esgotamento, que Amélia considera superior a ela
mesma.
Quando começa a abrir a torneira do lavatório, disposta a beber um bocado de água e
lavar a sua cara para tentar sentir-se melhor, a jovem apercebe-se que não está sozinha
nessa casa de banho.
De repente alguém sai de um dos sanitários! É Fabrizio, empregado da loja Chanel e
conhecido de vista por a nossa protagonista.
Fabrizio sai da casa de banho, abanando todo o seu corpo escultural, agarrando uma
garrafa de “bebida energética”.
Amélia olha para a bebida e acha, que pela sua cor e consistência muito estranha.
No entanto, ele pergunta-lhe se não quer beber um pouco e ela aceita.
Só Fabrizio sabe o que a garrafa contem!
Amélia não gostava nem de imaginar, o seu conteúdo, poderia não beber, porém
bebe, fica um bocado aturdida pelo sabor da bebida, diz adeus rapidamente ao jovem
e sai a correr do ginásio.

1
Cena 13

Amélia anda pelo corredor para ver se a pessoa que está a ver é Carlos, o seu
massagista. Depois de confirmar, a jovem entra na sala um bocado nervosa e como
sempre sente uma sensação de prazer erótico, pois gosta de ficar nua ao pé de uma
pessoa quase desconhecida.
Amélia deita-se na cama e desfruta da sua massagem. Ao mesmo tempo, aproveita
para falar com o Carlos sobre os últimos acontecimentos que tem vivido, causa do
stress que não a deixa viver em paz.
Amélia consegue pelo menos relaxar um bocado e decide ir para a sua loja favorita: a
Chanel.

1
Cena 14

Ainda na loja, Amélia pede para calçar os seus novos sapatos, ela não consegue
esperar para mostrar ao mundo a sua nova preciosidade.

1
Cena 15

Da luz quente que entra pelas grandiosas portas da Chanel, irrompe firme e decidia,
de porte altivo e surpreendentemente belo Amélia. Pára poucos passos depois da porta
com a sua mala Louis Vuitton no braço como se subitamente se encontrasse na
passadeira vermelha de Hollywood em noite de Óscares. Faz o seu melhor sorriso,
aquele que tem vindo a aperfeiçoar desde os quinze anos quando recebeu pela
primeira vez uma carteira da Prada. Agita subtilmente os seus cabelos e continua a
andar até ao balcão principal, onde encontra Fabrizio, desvia o seu olhar para o lado
evidenciando a maquilhagem perfeita e vê Sílvia que está a atender uma cliente.
Porém o vestido branco exposto num elegante manequim chama a sua atenção.
Subitamente Amélia sente uma mão a pousar no seu ombro. Vira-se em sobressalto,
com o coração a bater inesperadamente descontrolado. É Fabrizio.

- É lindo de morrer não é?


- Querido, acabou de me pregar um susto de morte!

Amélia não quer de forma alguma desviar-se do seu objectivo e faz sinal a Sílvia,
porém suspira ao olhar novamente para o vestido. Fabrizio retira-se e volta com o
vestido branco pendurado no seu braço.

1
Cena 16

Conversas sobre moda, homens, festas e trabalho acompanharam-nas durante todo o


caminho até á Chanel.
Entrando com o pé direito, calçadas com sapatos Miu Miu, Amélia e Sílvia, entram na
sua loja favorita!
Ao passarem pelas portas pretas e brancas, o primeiro rosto que vêem é de Fabrizio.
Vestido com uma gabardina bege, de mulher e com um broche cintilante ao peito.
Ambos se cumprimentam sorrindo uns para os outros.

1
Cena 17

Passo a passo, olhando para os seus novos sapatos, Amélia passeia por uma
passadeira vermelha. Flashe’s vão de encontro à sua cara. Ouvem-se palmas e olhares
de espanto, perante os sapatos da nossa protagonista.
De repente, Amélia, pára e balançando para manter o equilíbrio, repara que a agulha
do seu sapato ficou presa na calçada.
Ela acorda do seu sonho de estrela, quando vê a aproximar-se de si um táxi a alta
velocidade.
Morta, cheia de sangue, com o tornozelo partido e desfigurada, ficou Amélia. Só os
seus sapatos se salvaram.

1
Cena 18

Amélia segue Fabrizio, ansiosa por experimentar o vestido. Quando ele se vira, para
lho dar, o olhar analítico de Amélia, repara numa nódoa, no colarinho da gabardine do
empregado.
De súbito, vem-lhe à memoria, o último dia, que esteve com a sua amiga falecida. Ela
vestia exactamente uma gabardine igual, com uma nódoa de Bloody Mary, no mesmo
sitio, feita numa festa, no Budha Bar, na noite anterior.
Fabrizio, tosse e coloca o vestido na mão de Amélia, que volta à realidade.
A nossa protagonista, num impulso, pega na cruzeta e bate com ela na cara do
homem:

Fabrizio
(ainda atordoado)
Sua burra!!!!! Nunca pensei, que tivesses, sequer, um neurónio capaz de descobrir
tudo!

De seguida, ele segura com força no pulso de Amélia e empurra-a contra a parede dos
provadores.
Num impulso, a mulher tira de dentro do saco da Christian Louboutin os seus novos
sapatos e espeta com o salto pontiagudo no olho do homem.
Fabrizio coloca a mão sobre o seu olho ensanguentado. Revolto, retira o seu broche da
Chanel que enverga ao peito. Começa a picar a cara toda de Amélia, inclusive no
olho, que começa, tal como o seu, a jorrar sangue.
Pára tudo! Em câmara lenta, o assassino, como se estivesse numa cascata, banha a sua
cara com sangue.

Amélia
(gritando chorosa)
Seu porco, matas-te a minha amiga!

Fabrizio rindo-se e num acto impetuoso, toca nos seus sapatos. Estes disparam um
berbequim no pé direito e uma faca no pé esquerdo.
Com o berbequim rasga os tornozelos de Amélia e com a faca apunhala-a.

2
Num último acto, de puro estilo Serial Killer, retira a gabardine dela, despe a sua e
mostra-nos o seu bustier, que estava por baixo.
Acciona uma engenhoca qualquer e a partir dos bicos da peça de vestiário, fogo e
chamas alastram-se pelo vestuário da Chanel da Avenida da Liberdade.

2
Cena 19

Fabrizio ignora a afirmação de Amélia, endireita as costas e puxando-a pelo braço


leva-a até aos sofisticados provadores.
Fabrizio
(com um sorrisinho na face)
Amélia, espere aqui por mim minha querida, não se vai arrepender.

E assim o empregado sai fechando atrás de si as portas dos provadores. Amélia olha-
se ao espelho e desabotoa a sua gabardine vermelha. Sente algum desconforto perante
aquele homem. Apesar de já o conhecer, embora superficialmente, há já alguns anos,
nunca antes tivera esta sensação.
Quando este volta com o vestido branco na mão, abre a porta do provador e fica a
olhar para Amélia, como um predador que aprecia a sua presa, antes de atacar. Toca
na gabardine vermelha como quem acaricia algo precioso.
Subitamente tira o cinto da sua própria gabardine de forma violenta e enrola-o ao
pescoço de Amélia, cujos olhos vermelhos de terror, começam a chorar.

Fabrizio
Minha grande vadia, vais dizer que nunca desconfiaste? Essa gabardine tem que ser
minha!

O olhar de Amélia implora piedade mas esta não consegue falar. O espírito de Serial
ou talvez Fashion Killer e o desejo pela gabardine Moschino de Amélia, não deixaram
este homem parar com tal atrocidade.
Amélia oferece resistência, mas o vestido branco, que depressa se tornaria vermelho,
é posto á volta da sua cara. Fabrizio carrega num pequeno botão escondido nos seus
sapatos e destes saem uma berbequim e uma faca, instrumentos com que cruelmente
ataca os tornozelos de Amélia. Puxa a cabeça da jovem para baixo e por cima do
vestido desfaz a sua bela face.
Para terminar com o mais puro requinte de malvadez, puxa para trás a sua gabardine e
deixa ver o seu extravagante bustier, que começa inesperadamente a deitar chamas
como se de um espectáculo de pirotecnia se trata-se. Incendeia o vestido que está
vermelho de sangue e colado á cara de Amélia.

2
Ausenta-se por breves instante enquanto o fogo se extingue e volta a entrar com uma
garrafa de plástico que enche com o sangue que ainda corre dos tornozelos da bela
Amélia.

2
Cena 20

Fabrizio
(com um tom de voz agudo)
Suas vadias! O que andaram a fazer a manhã inteira?
E eu aqui, estarrecida de pé a olhar por estes tesouros!

Sílvia
(entusiasmada)
Nem imaginas querido!
Estava eu, a caminho da loja e encontrei esta mulher na rua.
Claro que a convidei, para vir apreciar a nossa nova colecção.

Amélia
(olhando para toda a loja, com os olhos brilhantes)
Adoro! Adoro! Tudo! Quero tudo para mim!
E aquele vestido, que lindo!

Fabrizio
(com o mesmo tom de voz)
Sabe o que eu também adoro? A sua gabardine Mochino!

Sílvia
(um pouco chateada)
Sua bicha! Já lhe disse que não pode dizer isso ás nossas clientes!

Amélia
(ainda a olhar para o vestido)
Não tem qualquer problema. Aliás, também adoro a sua gabardine. Faz-me lembrar a
da minha amiga!

2
Amélia, começa a chorar, pois a amiga de quem ela fala, é a sua falecida companheira
de casa.
Sílvia, para distrair a sua cliente, pede ao seu empregado, que lhe traga o vestido. Ao
mesmo tempo abraça-a fingidamente.
Entretanto, Fabrizio encerra as grandes portadas da loja, ficando o espaço quase
completamente negro.
Nisto, Sílvia repara que Amélia desmaiou nos seus braços. No gesto de a levantar,
repara que esta tem a nuca toda ensanguentada.
Uma figura de homem, com um bustier, aparece à sua frente. É Fabrizio, empunhando
o seu cinto Marc Jacobs, que numa chicotada trespassa a cara da mulher.
O Serial Killer, aliás, Fashion Killer, pega em Amélia e deita-a numa chaise-long.
Primeiro cheira toda a gabardine vermelha e de seguida despe-a.
Momentaneamente Fabrizio cai ao chão. Sílvia ainda um pouco consciente, bateu-lhe
na cabeça, com um grande frasco de Chanel Number 5, e que o deixou aturdido.
No entanto, ele levanta-se e accionando o seu bustier lança chamas, pelos bicos e
chamusca as duas mulheres. Fabrizio agarrando a gabardine e cheirando-a ao mesmo
tempo, risse demoniacamente.
Toda a loja arde: os vestidos de gala, os fatos, os casacos, as jóias, as malas e os
perfumes. Todo o luxo e pompa é queimado.

Interesses relacionados