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Cateres de Longa cia

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Published by: Naiara Freitas on Jun 13, 2010
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b.

2 Longa permanência ou tunelizados
* Cateter semi implantado ± tempo médio ± 6 meses. São confeccionados em silicone e podem ficar por até dois anos. Geralmente tem 90cm de comprimento sendo subdividido em 2 partes:1 venosa e outra subcutânea.A primeira parte é introduzida geralmente por punção de subclávia , e a parte subcutânea é exteriorizada após tunelização subcutânea na região para esternal no nível de mamilo. Este segmento é mais calibroso e tem um anel de Dacron que fixa o cateter ao subcutâneo e atua como barreira a progressão de germes provenientes do orifício de exteriorização do cateter na pele. O método é realizado em sala de cirurgia com anestesia local e controle radiológico. A ponta interna deverá ficar entre a veia cava S e o átrio D. Indicações y Acesso venoso limitado y Período de tratamento longo y Infusão de quimioterápicos y Trombose e esclerose resultante de terapias anteriores. Técnica A extremidade proximal do cateter é introduzida por exposição ou punção percutânea. Após a punção é feita a introdução de um fio guia e um cateter dilatador. Após o dilatador é introduzido um cateter externo por dentro do qual será passado o cateter definitivo. A ponta distal do cateter é passada por tunelização no subcutâneo por uns 10cm e exteriorizada no 3 o.0u 4o. EIC e fixado a um anel de dacron, fixado com pontos que serão retirados em 10 ou 15 dias, período onde haverá uma reação fibrótica fixando a ponta do catete r. Quando não utilizadas, as vias deverão ser preenchidas com solução heparinizada. Complicações ± infecção e obstrução por coágulos.

* Cateter totalmente implantado ± permanência media 5 anos O Portocath constitui um ótimo acesso venoso. Necessitam de menos lacre de heparina que o cateter parcialmente implantado e está protegido pela pele quando não está sendo utilizado. O portocath é constituído por duas partes: uma constituída por cateter de silicone que fica que é introduzido da mesma forma que o cateter semi implantado. Após a realização da tunelização o cateter termina em uma câmara de aço inox ou titânio, de 3cm de diâmetro, que fica totalmente implantado no subcutâneo da região peitoral, cerca de 4cm abaixo da clavícula, cerca de 2-3cm da borda lateral do esterno, no músculo peitoral. A câmara tem um espaço interno de 0,5 ml. Sua superfície é auto -selante permitindo a entrada de agulha. Durante o intervalo entre as punções a bolsa deverá ser preenchida com solução heparinizada. Punção do cateter Ë uma função exclusiva do enfermeiro. São usadas agulhas especiais tipo Hubber ou Griper. Técnica de puncionamento y Expor a área a ser puncionada y Anti-sepsia com PVPI degermante e tópico. y Colocar luvas. y Localizar a bolsa por palpação. y Introduzir a agulha e lavar o cateter com SF testando o refluxo. y Conectar a solução a ser infundida. Obs. Após coleta ou transfusão de sangue, lavar o cateter com SF 0,9%. Acima de 40 kg 20ml, abaixo de 40 kg 10ml.

* Cateter Central de Punção Periférica (PICC) Indicação de Uso: O cateter central de inserção periférica - PICC (Peripherally Inserted Central Catheter) - pode ser instalado por punção das veias cefálicas ou basílicas. Trata-se de um dispositivo vascular de inserção periférica com localização central, com lúmen único ou duplo. São constituídos de poliuretano ou silicone, sendo os de silicones mais flexíveis e em sua maioria inertes (causando menor irritação à parede dos vasos e interação m edicamentosa). Possuem parâmetros como: calibre, comprimento, diâmetro interno, diâmetro externo e volume interno, que estão em tabelas de conversão acompanhar o produto. O PICC pode ser inserido na própria unidade do paciente por profissionais capacitados e qualificados. Recentemente o enfermeiro foi reconhecido como profissional habilitado à inserção e manutenção do mesmo, segundo Resolução do COFEN Nº 258/2001. Procedimento: Material: - Anti-séptico (PVP-I ou Clorexidina) alcoólico para o RN peso 2.500g e clorexidina degermante para o RN

peso ¯ 2.500g; - Dispositivo compatível com o calibre da veia; - ³Bandeja Epicutâneo´ (cuba redonda de metal, palito coberto, gaze, campo fenestrado, pinça delicada) - Seringa de 10 ou 20ml, Soro fisio lógico e perfusor; - Adesivo (filme-transparente); - Gaze Cuidados de Enfermagem * Inspecionar o local diariamente. * Trocar curativo sempre quando úmido, solto ou sujo. * Usar AGE para a retirada do adesivo; * Usar água oxigenada na presença de sangue coagulado no local da inserção, e após este procedimento aplicar solução alcoólica de PVPI ou clorexidina; * Com manipulação asséptica, manter por até 72 horas o conjunto de administração (equipo, torneirinhas, polifix.); e trocar na suspeita de contaminação; * Lavar antes e após com solução de heparina no caso de infusões intermitentes.

Indicação de troca: * Se houver saída de secreção purulenta no local de inserção; * Na suspeita de febre associada ao dispositivo; * Quando for passado na urgência, sem preparo adequado; * Passar cateter em outro local nos casos de mau funcionamento (obstrução).

Indicações de envio de Ponta de Cateter para cultura: * Presença de infecção no local; * Suspeita de febre ou sepsis associadas ao dispositivo; * Dispositivos usados em pacientes imunodeprimidos. Como coletar: Na retirada do cateter, colher 5 cm da ponta do mesmo, em tubo seco estéril, com técnica asséptica e enviar ao laboratório; Colher 3 amostras de sangue em veia periférica, com intervalo de 30 minutos, em frascos de hemocultura e enviar imediatamente ao laboratório.

b.3 Balão Intra-aórtico O BIA tem sido usado como meio de suporte hemodinâmico em doentes com falência cardíaca ou síndrome de ba ixo débito cardíaco por falência de ventrículo E, principalmente quando secundário a um processo isquêmico reversível. A assistência mecânica tem sido eficaz em patologias de ventrículo E., quer em choque cardiogênico, IAM, durante e após angioplastia ou circulação extra corporal em cirurgia de revascularização.
Contra-indicações Insuficiência aórtica Aneurisma aórtico Histórico As tentativas de suporte circulatório tiverem como objetivo de melhorar a oxigenação miocárdica. Isso levou ao desenvolvimento do BIA em 1962 por Moulopoulos, demonstrando que os baixos índices de ventrículo E poderiam ser influenciados por aumento da pres são diastólica. Fisiologia O cateter balão é posicionado na aorta descendente, logo abaixo da origem da artéria subclávia E, e irá funcionar pelo mecanismo de contra -pulsação inflado/desinflado de forma sincrônica com o ciclo cardíaco, usualmente com 40ml de hélio. Durante a sístole o balão é desinsuflado e inflado durante a diástole, provocando um súbito aumento na pressão diastólica da aorta porque impele o sangue para a raiz da aorta retrogradamente, aumentando a irrigação das coronárias uma vez que estas são irrigadas na diástole. Por outro lado o sangue será impelido para a frente melhorando o sistema renal e mesentérico. Quando o balão é desinsuflado, ocorre no local a formação de vácuo que irá aspirar o sangue durante a sístole aumentado o débito ca rdíaco em 15%, e débito coronário em 70%. Programação do BIA O ajuste inicial e feito, inflando -se o balão com metade de seu volume e no modo 1:2(o balão infla a cada 2 ciclos) e só então usa -se o volume pleno (40ml) em todos os ciclos 1:1. Após uma recuperação satisfatória da função do VE pode -se iniciar a retirada gradual da assistência mecânica. Técnica de introdução Pode ser introduzido por artéria femoral (percutânea ou dissecção), axilar ou na aorta descendente por ocasião de cirurgia cardíaca. O mét odo mais usado é

pela femoral em menos de 15 minutos com 95% de sucesso. Normalmente é realizado acompanhado de fluoroscopia. A artéria é puncionada e um fio guia é introduzido. A agulha é removida e um dilatador é introduzido e logo trocado por outro com introdutor, através do qual o cateter balcão é avançado até o local certo.

Componentes do BIA y Monitor fisiológico ± inclui osciloscópio que visa monitorar o eletrocardiograma e a curvada pressão. Essas curvas são usadas como parâmetros a fim de sincronizar as fases de enchimento e esvaziamento do balão. y Seção pneumática ± compreende o sistema de bombas pneumáticas e válvulas para gerar a pressão positiva e negativa que insuflam e desinsuflam o balão. y Tanque de gás ± constitui o depósito de dióxido de c arbono ou hélio.

Baterias ± permitem o uso temporário do BIA na ausência de energia elétrica ou transporte do paciente Desmame do balão A retirada do balão é precedida pelo desmame do doente. Este desmame consiste em testar a dependência do doente do balão, que normalmente é realizada 28 a 36 horas após o início da contra -pulsação. Para o desmame procede-se ao aumento da relação sístole/insuflação passando da relação de 1:1 (uma insuflação para uma diástole) para 1:2, 1:3 ou mais. Se o doente for capaz de manter o seu perfil hemodinamico estável o BIA é retirado. No caso de não haver estabilização volta -se à insuflacão e tenta-se após 6 ± 12horas novamente. Alguns autores afirmam que em vez de reduzir a relação sístole/insuflação deve-se reduzir o volume de insuflação, efetuand0 -se reduções graduais de 10 ml. Retirada do balão O balão é desinsuflado e tracionado até próximo ao int rodutor e o conjunto é então retirado enquanto se comprime a artéria femoral distalmente ao ponto de inserção, durante 2 ou 3 ciclos cardíacos para permitir a expulsão, através do orifício eventuais trombos que tenham se formado e evitar sua embolização. Cuidados de Enfermagem * Observar pulsos periféricos, a fim de detectar trombos. * Não permitir que o paciente sente ou levante as pernas, evitando a dobra do cateter. * Após a retirada do cateter comprimir o local por 30 -60m. * Após a retirada é necessá rio a observação dos pulsos periféricos, assim como a coloração e temperatura dos membros inferiores.
y b.4 Cateter de Swan Gans Definição É um cateter de vários lumem(vias), cerca de 1 metro de comprimento. O primeiro lumem termina em uma abertura que fica ao nível de veia cava superior.

O segundo na altura da artéria pulmonar. O terceiro é o do termistor (sensor). O quarto lumem usado para insuflar o balonete na hora de medir a pressão do capilar pulmonar obstruído. Uma das extremidades fica ligada a um monitor, onde podem ser observadas as várias pressões e débito cardíaco. Finalidade Realizar estudo hemodinâmico a fim de fazer mensuração da função cardíaca, distúrbios circulatórios, medindo a pressão de: y Átrio direito (AD) y Átrio esquerdo (AE) y Artéria pulmonar (AP) y Pressão do capilar pulmonar obstruído (PCPO) y Débito cardíaco

É um procedimento simples que pode ser feito a beira do leito, não requerendo fluoroscopia na maioria dos casos, uma vez que a flutuação do balão permite que o cateter seja direcionado pela corrente sanguínea ao AD, VD e depois para a AP.

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