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Portugues_Exames_6ano_2002

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ESCOLA PRIMÁRIA LUSO-CHINESA DA FLORA SECÇÃO PORTUGUESA – DISCIPLINA DE LINGUA PORTUGUESA EXAME FINAL – 1º. SEMESTRE - 6º.

ANO Nome:__________________________________Nº. _____Data____/___/____ AVALIAÇÃO

Lê o texto com muita atenção. Um dia, quando o mar estava encapelado e ameaçador, veio uma onda e atirou para terra uma bela sereia de escamas reluzentes na metade inferior do corpo e pele muito branca e macia na metade superior. Fosse como peixe, fosse como mulher, era uma criatura invulgarmente estranha e atraente. Quando recuperou os sentidos, a sereia descobriu que estava deitada em cima de uma rocha, não tendo qualquer forma de regressar ao mar, que era o seu meio natural. Fora dele não teria muito tempo de vida. Apareceu então na praia um jovem pescador que era pobre e triste e que nem dinheiro tinha para comprar um barco e se aventurar nas águas. Como não podia encher as redes de peixe, andava pelas rochas a apanhar mexilhões e caranguejos. Quando cumpria essa monótona tarefa de todos os dias, levantou ligeiramente a cabeça e viu a bela sereia que o olhava, implorando ajuda. – Quem és tu e o que fazes aqui? – quis saber o pescador, entre fascinado e amedrontado com tão inesperada visão. – Eu sou uma sereia do mar e fui atirada para cima desta rocha por uma onda grande e feia que tinha inveja da minha beleza. Agora estou aqui presa e se não voltar à água acabarei por morrer. [...] Se me puseres depressa dentro de água, eu virei todas as semanas, num dia certo, aqui à praia, para trazer-te ouro e prata. Será essa a recompensa do favor que me vais fazer. O jovem pescador, que era pobre e tinha irmãos mais novos para sustentar, não pensou duas vezes: pegou na sereia ao colo e lançou-a à água, não sem que antes combinasse o dia e a hora em que ela o visitaria todas as semanas. Durante anos, a bela sereia cumpriu o que prometera. Sempre que se encontrava na praia com o pescador, entregava-lhe quantidades consideráveis de metais preciosos, que ele ia aplicando em negócios vários. Não foram necessários muitos encontros para que ele pudesse considerar-se um homem rico. Os anos passaram, e o pescador sentiu no corpo o peso da idade. Envelhecera. A sereia, porém, mantinha-se inalteravelmente jovem e bela, demonstrando pertencer ao mundo das coisas eternas. Um dia, o pescador, que já possuía casas, barcos, automóveis e outros bens que lhe dariam para viver regaladamente o tempo de várias vidas, interrogou-se: «Será que eu venho à praia todas as semanas para receber a minha recompensa ou para ver a sereia?» Não tardou a perceber que era a presença da sereia e a sua beleza que o faziam percorrer aquele caminho, fizesse chuva ou sol. Ao ouro e à prata, já pouca atenção dedicava. Se um dia ela desaparecesse, a sua vida deixaria de ter sentido. Apesar de ter muitas pretendentes, o pescador nunca chegou a casar-se, e no dia em que a sereia, considerando cumprida a sua promessa, deixou de aparecer na praia,
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sentiu que se apoderava dele uma grande tristeza e que nem toda a riqueza do mundo o voltaria a fazer feliz. Para a recordar, mandou erguer sobre a rocha, onde muitos anos antes a encontrara, uma bela estátua de bronze, que ali permaneceria como homenagem à sua beleza. José Jorge Letria, Lendas do Mar, Lisboa, Terramar Editores, 2000

Responde, agora, às questões seguintes, de acordo com as orientações que te são dadas. 1. Onde se encontraram pela primeira vez as personagens da história que acabaste de ler? 2. Ao ser atirada para terra, o que aconteceu à sereia? Assinala com X a resposta correcta. Feriu-se. Chorou. Desmaiou. Libertou-se.

3. Completa a frase seguinte, assinalando com X a opção correcta, de acordo com o texto. A sereia pensava que, em terra, não teria muito tempo de vida, porque… sozinha não podia regressar ao mar. sentia saudades do fundo do mar. estava cheia de fome e de sede. alguém lhe podia fazer mal.

4. Assinala com V as frases verdadeiras e com F as falsas, de acordo com o texto (3º. Parágrafo). O pescador andava a passear na praia por acaso. O pescador era ainda novo, mas triste. Ele não tinha barco, porque era pobre. O pescador aventurava-se nas águas profundas. Ele apanhava diariamente mexilhões e caranguejos. O pescador tinha um trabalho muito repetitivo. Ele andava a apanhar algas quando encontrou a sereia. O pescador viu que a sereia estava sem sentidos. 5. Refere os dois motivos que levaram o pescador a aceitar a proposta da sereia.

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6. Completa a frase seguinte, assinalando com X a opção correcta, de acordo com o texto. Depois de rico, o pescador continuava a ir todas as semanas à praia, porque… se sentia verdadeiramente feliz a contemplar o mar. era atraído pela presença e pela beleza da sereia. considerava que ainda tinha pouco dinheiro. tinha também de cumprir uma promessa. 7. Um dia, a sereia deixou de aparecer na praia. Porquê?

8. Completa a frase a seguir, assinalando com X a opção correcta. De acordo com o que o texto nos sugere, o pescador não se casou, porque . pensava apenas nos negócios. precisava de sustentar os irmãos. tinha poucas pretendentes. gostava muito daquela sereia.

9. «nem toda a riqueza do mundo o voltaria a fazer feliz.» (último parágrafo). Em tua opinião, por que pensava assim o pescador?

10. Forma frases completas, relacionadas com diferentes momentos da história, ligando os elementos da coluna A aos sete elementos da coluna B que lhes correspondem. Escreve apenas os números à frente das letras. A a) Um dia, uma tempestade b) Foi assim que uma sereia c) Um pobre pescador d) A sereia, aflita, e) Para a salvar, o pescador f) Como recompensa, a sereia g) Passados anos, ela B 1. andava a apanhar mexilhões e caranguejos. 2. quase se afogava. 3. pediu-lhe que a ajudasse. 4. foi à vila pedir ajuda. 5. prometeu casar com ela. 6. rebentou no mar. 7. deixou de encontrar-se com o pescador.
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h) O pescador, embora muito rico,

8. veio parar a terra. 9. pediu-lhe que a deixasse fugir. 10. ficou inconsolável. 11. atirou-a de novo ao mar. 12. trazia-lhe riquezas. a) ____ b) ____ c) ____ d) ____ e) ____ f) ____ g) ____ h) ____

11. Que título te parece mais adequado ao texto que leste? Assinala com X a tua escolha. Aventura no Mar Encontro Inesquecível A Sereia Distraída Um Pescador sem Medo Responde às questões seguintes sobre o funcionamento da língua. 12. Escreve, por ordem alfabética, os seguintes nomes: peixe / mexilhões / praia / caranguejos / rochas / águas / redes / barco

__________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________
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13. Completa as frases, escrevendo os verbos destacados nos tempos do Modo Indicativo apresentados entre parênteses. A sereia e o pescador _________________(encontrar-se – Pretérito Imperfeito) todas as semanas. Durante anos, a sereia _________________(não faltar – Pretérito Perfeito) aos encontros. O pescador _________________(receber – Pretérito Imperfeito) grandes riquezas. Desta forma, ele_________________(enriquecer – Pretérito Perfeito) depressa. O pesacador__________________(enviar – Presente) um recado à sereia. A sereia_____________________(pedir – Futuro) para o pescador aparecer na praia.

14. Agora vais escrever um pequeno texto. A sereia teve pena da tristeza do pescador e resolveu voltar à praia para conversar com ele. Narra esse encontro, incluindo no teu texto o diálogo entre ambos. Dá um final à história. Escreve um texto entre 20 e 30 linhas.

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ESCOLA PRIMÁRIA LUSO-CHINESA DA FLORA ANO LECTIVO DE 2002/2003 Prova Final de Língua Portuguesa do 6º. Ano – 2º.Semestre Professor Carlos Silva
Secção Portuguesa

Avaliação_______ Nome:__________________________________________Data____/____/____
Lê o texto com muita atenção.
1

João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a semanada. [...] Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!, a maldita foi acertar no vidro da drogaria.

5

Plim... plim... plim... desfez-se em cacos. João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota. – Que pontaria! – Não acertas nas contas, mas acertas nas montras. – Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato. Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o destino que levava. Aos balanços, sacudido para aqui e para além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil. Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar para casa para quê? Para apanhar um raspanete? 6

10

15

Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um largo triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco,
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pousou a mochila ao lado. Não havia por ali vivalma. Mas no banco em frente estava uma pasta de crocodilo. Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de dez mil. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada.

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Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora com cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela inesperada fortuna. Não sabia quanto dinheiro tinha. Mas era milionário pela certa. A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma

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quinta, um carro, um cavalo, tudo o que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática. [...] Quando chegou a casa, a mãe choramingava e o pai afivelara cara de caso. [...] João ria-se por dentro enquanto ouvia os ralhetes e ia quase soltando uma

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gargalhada ao anunciarem-lhe que lhe cortavam a semanada. – Pobres pelintras… para que queria eu a esmola deles? – pensou, mas disse apenas – Pronto. Estou aqui de novo. Posso jantar? O pai levantou-se numa fúria.

40

– Pensas que a tua mãe é empregada de restaurante? Aqui as refeições são a horas certas. Passa das nove, ficas sem comer. Encolhendo os ombros, João foi para o quarto e ligou a televisão portátil. Um sábio com barbas brancas apresentava a sua invenção fantástica: um robô que em nada se distinguia de um ser humano e era dotado de extraordinárias capacidades.

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– Este robô fala, come, escreve. Tem a força de um touro e é capaz dos mais complicados cálculos mentais – assegurava o locutor. João saltou na cadeira. Tivera uma ideia, uma ideia tão luminosa que não dormiu toda a noite. Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Lisboa, Ed. Terramar, 1995 (texto com supressões) 7

Responde às questões que te são apresentadas. 1. «João saiu da escola furioso.» (linha 1)
1.1. O que é que aconteceu ao João que o deixou furioso? • Assinala com X a opção que está de acordo com o sentido do texto.

Esteve quase toda a manhã de castigo. Teve outra vez negativa a matemática.

Teve a primeira negativa a matemática. Ficou sem semanada durante um mês.

1.2. Reescreve a frase transcrita em 1., empregando o adjectivo no grau superlativo absoluto analítico.

2. «Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!» (linha 4) 2.1. Assinala com X a opção que respeita o sentido do texto. O João deu um pontapé numa pedra, porque... precisava de descarregar a fúria. pretendia irritar o dono da loja. andava a treinar a pontaria. gostava de desafiar os colegas.

2.2. Reescreve «e logo, por azar, trás!», substituindo o elemento destacado
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por outro com o mesmo valor expressivo. Podes utilizar uma única palavra ou uma expressão.

2.3. Indica o sujeito de «desfez-se em cacos.» (linha 5)

3. «– Não acertas nas contas, mas acertas nas montras.» (linha 8) 3.1. Quem pronuncia esta frase?

3.2. Justifica o emprego do travessão na mesma frase.

3.3. O que exprime a frase transcrita em 3.?
• Assinala com X a opção que respeita o sentido do texto. Troça e ironia Censura e raiva

Aplauso e alegria Espanto e pena

4. «Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro,...» (linha 11) 4.1. A quem se refere o narrador quando emprega o pronome destacado?

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4.2. A que subclasse pertence esse mesmo pronome?

4.3. De entre as afirmações apresentadas no quadro, umas são verdadeiras e outras são falsas.
• Assinala com X as que, em relação ao texto, são verdadeiras (V) e as que são falsas (F).

Quando saltou para o autocarro, o João queria... escapar ao dono da drogaria. voltar para casa depressa. fugir à chacota dos colegas. conhecer a cidade. ir ao encontro da fortuna.

V

F

5. Segue o exemplo e transcreve do texto as frases que revelam que o João, depois de ter saído do autocarro, para além de perdido, se foi sentindo esfomeado, cansado e sozinho.

Ex.:

Perdido Esfomeado Cansado Sozinho

«Não sabia onde estava.»

6. «A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo.» (linha 28) 6.1. Qual foi o acontecimento que tanto entusiasmou o João?

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6.2. Por que motivo o João procurou um nome e uma morada?

7. No início da história o João estava furioso e deu um pontapé numa pedra. Esse gesto desencadeou uma série de consequências, que foram sendo narradas ao longo do texto.
• Numera-as de 1 a 6, nos quadrados em branco, de modo a respeitares a ordem na narração.

O João… chegou tarde a casa e teve de enfrentar a fúria do pai. acertou numa montra envidraçada e partiu-a. foi parar a um lugar desconhecido. escapuliu-se e pulou para um autocarro. achou algo que o surpreendeu e entusiasmou. desatou a correr e foi gozado pelos colegas. 8. O João teve comportamentos diferentes perante o que lhe foi acontecendo.
• Sublinha, no quadro abaixo, os quatro nomes que indicam atitudes que ele foi tomando ao longo da história.

atrevimento generosidade

alegria delicadeza

calma curiosidade

irritação inveja

9. A fúria do João deu origem a uma narrativa.
11

Imagina agora tu uma história em que sejas a personagem principal e também o narrador.

• Esforça-te por contá-la de forma a despertares curiosidade nos teus leitores. Não te esqueças de:
o

organizar a sequência dos acontecimentos da tua descrever os locais onde ela se passa; caracterizar as personagens; utilizar uma linguagem correcta e expressiva; introduzir o diálogo sempre que queiras pôr as tuas

história; o o o o

personagens a falar.
• •

Dá um título à tua história. Escreve um mínimo de 20 e um máximo de 30 linhas.

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(Título) ______________________________________________________

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ESCOLA PRIMÁRIA LUSO-CHINESA DA FLORA ANO LECTIVO DE 2002/2003
Secção Portuguesa

Prova Final de Língua Portuguesa do 6º. Ano – 2º.Semestre Professor Carlos Silva

Avaliação_______ ______ Nome:__________________________________________Data____/____/____ ____
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Lê o texto com muita atenção.
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João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a semanada. [...] Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!, a maldita foi acertar no vidro da drogaria.

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Plim... plim... plim... desfez-se em cacos. João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota. – Que pontaria! – Não acertas nas contas, mas acertas nas montras. – Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato. Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o destino que levava. Aos balanços, sacudido para aqui e para além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil. Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar para casa para quê? Para apanhar um raspanete? Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um largo triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco, pousou a mochila ao lado. Não havia por ali vivalma. Mas no banco em frente estava uma pasta de crocodilo. Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de dez mil. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada. Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora com cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela inesperada fortuna. Não sabia quanto dinheiro tinha. Mas era milionário pela certa.

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A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma quinta, um carro, um cavalo, tudo o que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática. [...] 14

Quando chegou a casa, a mãe choramingava e o pai afivelara cara de caso. [...] João ria-se por dentro enquanto ouvia os ralhetes e ia quase soltando uma
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gargalhada ao anunciarem-lhe que lhe cortavam a semanada. – Pobres pelintras… para que queria eu a esmola deles? – pensou, mas disse apenas – Pronto. Estou aqui de novo. Posso jantar? O pai levantou-se numa fúria.

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– Pensas que a tua mãe é empregada de restaurante? Aqui as refeições são a horas certas. Passa das nove, ficas sem comer. Encolhendo os ombros, João foi para o quarto e ligou a televisão portátil. Um sábio com barbas brancas apresentava a sua invenção fantástica: um robô que em nada se distinguia de um ser humano e era dotado de extraordinárias capacidades.

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– Este robô fala, come, escreve. Tem a força de um touro e é capaz dos mais complicados cálculos mentais – assegurava o locutor. João saltou na cadeira. Tivera uma ideia, uma ideia tão luminosa que não dormiu toda a noite. Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Lisboa, Ed. Terramar, 1995 (texto com supressões)

Responde às questões que te são apresentadas. 1. «João saiu da escola furioso.» (linha 1)
1.1. O que é que aconteceu ao João que o deixou furioso? • Assinala com X a opção que está de acordo com o sentido do texto.

Esteve quase toda a manhã de castigo. Teve outra vez negativa a matemática.

Teve a primeira negativa a matemática. Ficou sem semanada durante um mês.

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1.2. Reescreve a frase transcrita em 1., empregando o adjectivo no grau superlativo absoluto analítico.

1.3. O que iria acontecer ao João devido ao que se passou na escola?

2. «Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!» (linha 4) 2.1. O que aconteceu devido ao pontapé dado na pedra pelo João ?

2.2. Reescreve «e logo, por azar, trás!», substituindo o elemento destacado por outro com o mesmo valor expressivo. Podes utilizar uma única palavra ou uma expressão.

2.3. O que fez o João para fugir ao droguista ?

3. «– Não acertas nas contas, mas acertas nas montras.» (linha 8) 3.1. Quem pronuncia esta frase?
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4. De entre as afirmações apresentadas no quadro, umas são verdadeiras e outras são falsas.
• Assinala com X as que, em relação ao texto, são verdadeiras (V) e as que são falsas (F).

Quando saltou para o autocarro, o João queria... escapar ao dono da drogaria. voltar para casa depressa. fugir à chacota dos colegas. conhecer a cidade. ir ao encontro da fortuna.

V

F

5. « Era quase noite quando o autocarro finalmente parou (…). » (linha 16) 5.1. Caracteriza o lugar onde o João acabou a viagem ?

6. « (…) e tinha a barriga a dar horas.» (linha 19) 6.1. O que significa esta expressão ?

7. «Mas no banco em frente estava uma pasta de crocodilo.» (linha 20) 7.1. O que encontrou o João dentro da pasta ?

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8. Quando chegou a casa, como reagiram os pais ?

7. « (…) João foi para o quarto e ligou a televisão portátil.» (linha 40) 7.1. O que viu o João na televisão ?

7.2. O que que conseguia fazer o Robot ?

8. No início da história o João estava furioso e deu um pontapé numa pedra. Esse gesto desencadeou uma série de consequências, que foram sendo narradas ao longo do texto.
• Numera-as de 1 a 6, nos quadrados em branco, de modo a respeitares a ordem na narração.

O João… chegou tarde a casa e teve de enfrentar a fúria do pai. acertou numa montra envidraçada e partiu-a. foi parar a um lugar desconhecido. escapuliu-se e pulou para um autocarro. achou algo que o surpreendeu e entusiasmou.
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desatou a correr e foi gozado pelos colegas.

9. A fúria do João deu origem a uma narrativa.

Imagina agora tu uma história em que sejas a personagem principal e também o narrador. Esforça-te por contá-la de forma a despertares curiosidade nos teus leitores. Não te esqueças de: o o o o o organizar a sequência dos acontecimentos da tua descrever os locais onde ela se passa; caracterizar as personagens; utilizar uma linguagem correcta e expressiva; introduzir o diálogo sempre que queiras pôr as tuas

história;

personagens a falar.

Dá um título à tua história.

• Escreve um mínimo de 20 e um máximo de 30 linhas.
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Secção Portuguesa

Avaliação_______ Nome:__________________________________________Data____/____/____
Lê o texto com muita atenção.
1

João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a semanada. [...] Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!, a maldita foi acertar no vidro da drogaria.

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Plim... plim... plim... desfez-se em cacos. João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota. – Que pontaria! – Não acertas nas contas, mas acertas nas montras. – Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato. Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o 20

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destino que levava. Aos balanços, sacudido para aqui e para além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil. Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar
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para casa para quê? Para apanhar um raspanete? Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um largo triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco,

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pousou a mochila ao lado. Não havia por ali vivalma. Mas no banco em frente estava uma pasta de crocodilo. Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de dez mil. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada.

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Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora com cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela inesperada fortuna. Não sabia quanto dinheiro tinha. Mas era milionário pela certa. A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma

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quinta, um carro, um cavalo, tudo o que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática. [...] Quando chegou a casa, a mãe choramingava e o pai afivelara cara de caso. [...] João ria-se por dentro enquanto ouvia os ralhetes e ia quase soltando uma

35

gargalhada ao anunciarem-lhe que lhe cortavam a semanada. – Pobres pelintras… para que queria eu a esmola deles? – pensou, mas disse apenas – Pronto. Estou aqui de novo. Posso jantar? O pai levantou-se numa fúria.

40

– Pensas que a tua mãe é empregada de restaurante? Aqui as refeições são a horas certas. Passa das nove, ficas sem comer. Encolhendo os ombros, João foi para o quarto e ligou a televisão portátil. Um sábio com barbas brancas apresentava a sua invenção fantástica: um robô que em nada se distinguia de um ser humano e era dotado de extraordinárias capacidades.

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– Este robô fala, come, escreve. Tem a força de um touro e é capaz dos mais complicados cálculos mentais – assegurava o locutor. 21

João saltou na cadeira. Tivera uma ideia, uma ideia tão luminosa que não dormiu toda a noite. Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Lisboa, Ed. Terramar, 1995 (texto com supressões)

Responde às questões que te são apresentadas. 1. «João saiu da escola furioso.» (linha 1)
1.1. O que é que aconteceu ao João na escola que o deixou furioso?

1.2. Reescreve a frase transcrita em 1., empregando o adjectivo no grau superlativo absoluto analítico.

1.3. O que iria acontecer ao João devido ao que se passou na escola?

2. «Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar, trás!» (linha 4)

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2.1. O que aconteceu devido ao pontapé dado na pedra pelo João ?

2.2. Quem assistiu a tudo o que se passou ?

2.3. O que fez o João para fugir ao droguista ?

3. « Era quase noite quando o autocarro finalmente parou (…). » (linha 16) 3.1. Caracteriza o lugar onde o João acabou a viagem ?

4. « (…) e tinha a barriga a dar horas.» (linha 19) 4.1. O que significa esta expressão ?

5. «Mas no banco em frente estava uma pasta de crocodilo.» (linha 20) 5.1. O que encontrou o João dentro da pasta ?

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6. Quando chegou a casa, como reagiram os pais ?

7. « (…) João foi para o quarto e ligou a televisão portátil.» (linha 40) 7.1. O que viu o João na televisão ?

7.2. O que que conseguia fazer o Robot ?

8. No início da história o João estava furioso e deu um pontapé numa pedra. Esse gesto desencadeou uma série de consequências, que foram sendo narradas ao longo do texto.
• Numera-as de 1 a 6, nos quadrados em branco, de modo a respeitares a ordem na narração.

O João…

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chegou tarde a casa e teve de enfrentar a fúria do pai. acertou numa montra envidraçada e partiu-a. foi parar a um lugar desconhecido. escapuliu-se e pulou para um autocarro. achou algo que o surpreendeu e entusiasmou. desatou a correr e foi gozado pelos colegas.

9. A fúria do João deu origem a uma narrativa.

Imagina agora tu uma história em que sejas a personagem principal e também o narrador.

• Esforça-te por contá-la de forma a despertares curiosidade nos teus leitores. Não te esqueças de: o o o o o organizar a sequência dos acontecimentos da tua descrever os locais onde ela se passa; caracterizar as personagens; utilizar uma linguagem correcta e expressiva; introduzir o diálogo sempre que queiras pôr as tuas

história;

personagens a falar.

Dá um título à tua história.

• Escreve um mínimo de 20 e um máximo de 30 linhas.
(Título) ______________________________________________________ 25

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