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Modelo Recurso Especial

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RECURSO ESPECIAL MERITÍSSIMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO APELAÇÃO Nº (XXX) ACÓRDÃO Nº (XXX

) – 1ª CÂMARA CRIMINAL

RECORRENTE: (XXX) RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

XXX, brasileiro, solteiro, encarregado de açougue, residente e domiciliado na Rua xxx, nº xxx, Bairro xxx, em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, por seu procurador infraassinado, mandato anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência e deste Egrégio Tribunal, nos autos da apelação criminal nº XXX, na forma do art. 541 do Código de Processo Civil, interpor RECURSO ESPECIAL junto ao Superior Tribunal de Justiça – STJ, fazendo-o amparado nas razões que se seguem. Requer, portanto, que seja admitida a presente peça impugnativa, com conseqüente envio dos autos ao Colendo Superior Tribunal de Justiça. Termos que Pede deferimento. Ribeirão Preto, 08 de junho de 2010.

Suélem Juliana de Faria Delfino

RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL DO PROCESSO CRIMINAL O RECORRENTE fora condenado a pena de 04 anos e 06 meses de reclusão, em regime semi-aberto, e 15 dias-multa, no valor de um salário mínimo o valor do dia-multa, por infração ao artigo 180, § 1º, do Código Penal Brasileiro. Também foi condenado ao pagamento da taxa judiciária no valor de 100 UFESP’s, nos termos do artigo 4º, § 9º, alínea “a”, da Lei Estadual 11.608/03;
I.

Contra a sentença, foi interposta apelação, para apelar, em preliminar a nulidade da sentença por ausência de apreciação das teses da defesa. Afirma ofensa do princípio da proporcionalidade na aplicação da pena do artigo 180, § 1º, do Código Penal, comparado á norma do artigo 180, “caput”, do mesmo estatuto. Alternativamente pleiteou a desclassificação para a figura culposa;
II.

Quando do julgamento da apelação interposta pelo Réu, o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, decidiu por prover-lhe provimento parcial, fazendo-o por unanimidade de votos, apenas para fixar o dia multa no piso, assim como isentar o recorrente do pagamento da taxa judiciária.
III.

DA VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PROPORIONALIDADE NO DISPOSTO DO § 1º, DO ART. 180 DO CÓDIGO PENAL IV. É de se esclarecer que, tanto nos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática, como no próprio pleito de apelação, o RECORRENTE sustentou a negativa de vigência de lei federal, requerendo aos julgadores, num e noutro caso, que se manifestassem sobre a questão federal aventada; IX. Como já se pôde relatar, em ambos os casos os membros da magistratura entenderam não proceder o argumento, não

reconhecendo a negativa de vigência do art. 129, § 4º do Código Penal no caso em tela; DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE X. A decisão final do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de (XX) encerra discussão do feito nas vias ordinárias, não restando ao Acusado mais nada senão passar à esfera extraordinária do Poder Judiciário; XI. Como se tem insistido nesse ato de impugnação, tanto a sentença monocrática como o acórdão impugnado (ao mantê-la) negam vigência à lei federal, precisamente o art. 129, § 4º do Código Penal; DA NEGATIVA DE VIGÊNCIA À LEI FEDERAL XII. Todos os julgadores que atuaram na presente ação penal ignoraram, solenemente e de forma cristalina, o art. 129, § 4º do Código Penal, que assim determina: “Diminuição de pena § 4º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.” XIII. A melhor e mais atualizada doutrina penal tem asseverado, de forma praticamente uníssona, que a lei penal, ao fixar que determinado benefício “pode” ser concedido ao réu pelo juiz, isso quer significar, na realidade, que, reunindo o réu condições para ser beneficiado ou ocorrendo a hipótese factual que autoriza a concessão, o juiz é obrigado a tomar a providência legal mais benéfica; XIV. Ora, o art. 129, § 4º do Código Penal constitui uma causa especial de diminuição de pena, que autoriza o juiz, na terceira fase da dosimentria da sanção, diminuir a pena até então obtida de um sexto a um terço. A providência é claramente benéfica ao réu. Vale frisar que as causas de diminuição têm o condão de, inclusive, levar o quantum da pena a patamar aquém do mínimo fixado in abstrato, conforme tranquilo entendimento jurisprudencial hoje consolidado; XV. Nesse contexto, é imperioso o cômputo da apontada diminuição de pena no cálculo da sanção à qual deverá se submeter o RECORRENTE; Não tendo sido operado decréscimo legal, negou-se vigência à lei federal (CR/88, art. 105, “a”); DO PEDIDO

Sendo inconteste o direito do RECORRENTE e tendo sido negada vigência à lei federal em comento, este REQUER que seja conhecido e provido integralmente o presente Recurso Especial, aplicando esta Egrégia Corte a diminuição de pena prevista no art. 129, § 4º do Código Penal, reduzindo sua pena em um terço. O patamar de redução se justifica no fato, fartamente comprovado nos autos, de que o Réu agiu tomado por violenta e absoluta emoção, logo em seguida à injusta provocação da vítima, restando favoráveis ao RECORRENTE todos os outros fatores relevantes para fins de dosimentria da pena; Termos que Pede deferimento.

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