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livro - ELEMENTAIS DA NATUREZA

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Esta é uma lenda sobre a Cobra Grande contada no Rio Grande do Sul, pois
para os menos avisados, entre os mais diversos povos do mundo, podemos
encontrar lendas e mitos que envolvem diversas espécies de ofídios. Eis mais
uma entre elas:

Quando foi erguida em pedra a imponente catedral de São Miguel Arcanjo, o
mais belo dos Sete Povos das MIssões, só se construiu uma das torres, o
campanário onde balançava um sino fundido em São João Batista.

O sino regulava a vida da aldeia. Todos os compromissos eram marcados
pelas badaladas, desde seis horas da manhã. Mas o sino tocava também,
repicava festivo, em momentos especiais de alegria, dobrava a finados, se
morria alguém e tocava a rebate, nas ocasiões de perigo. Nestas ocasiões, as
mulheres de São Miguel tinham ordem de pegar as crianças e se reunirem
todas dentro da igreja, que era um local de pedra, mas capacitado a qualquer
resistência.

Aconteceu porém, que a Cobra Grande, veio morar na torre de São Miguel,
escondendo-se nos desvãos, galerias e túneis que existiam. Quando o sino
tocava a rebate e a igreja se enchia de mães e filhos, ela simplesmente engolia
uma criança mais afastada do grupo, enlaçando a vítima com seus anéis e a
comia calmamente nos escuros de sua morada. E, mesmo quando não havia
rebate, ela mesma laçava o sino com a cola e tocava a vontade, até reunir as
mulheres e as crianças à sua total disposição...

Mas tendo o "olho maior que a barriga", que de tanto comer crianças índias,
engordou muito e um dia arrebentou, atirando gordura para tudo quando foi
lado. E foi toda esta gordura que pintou de escura e tornou mal-cheirosa todas
as paredes da galeria da torre de São Miguel...

Esta lenda foi contada pela primeira vez por Luiz Carlos Barbosa Lessa em seu
livro "O Boi das Aspas de Ouro".

Todas as serpentes tanto de mar como de água doce, representam as
correntes telúricas nefastas à vida, que são temíveis em suas cóleras, que
provocam o furor dos oceanos e o desencadeamento da tempestade.

A serpente é feita a imagem das divindades dos oceanos, um ser arcaico e
fundamentalmente inumano. Na cosmogênese grega, segundo a Teogonia de
Hesíodo, ela é o próprio "Oceano", assim como também, representa o espírito
de todas as águas. Muitos rios da Grécia e da Ásia Menos têm o nome de
Ophis (serpente). Na mitologia grega, Aquelôo (o maior rio da Antiga Grécia),
certa vez se metamorfoseou em serpente para enfrentar Hércules. E quem já
não ouviu dizer que um rio se serpenteia?

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