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Angola'in - Edição nº12

Angola'in - Edição nº12

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No mês em que Angola assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), compreenda os actuais desafios desta entidade multidisciplinar. Não pode perder a Grande Entrevista ao Secretário-Executivo da CPLP, Simões Pereira, que revela em exclusivo as suas expectativas em relação à nova liderança. A Angola'in faz o diagnóstico do sistema de gestão hospitalar público e dá-lhe a conhecer um novo conceito: o Corporate Governance. Bons motivos para adquirir a nova edição!
No mês em que Angola assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), compreenda os actuais desafios desta entidade multidisciplinar. Não pode perder a Grande Entrevista ao Secretário-Executivo da CPLP, Simões Pereira, que revela em exclusivo as suas expectativas em relação à nova liderança. A Angola'in faz o diagnóstico do sistema de gestão hospitalar público e dá-lhe a conhecer um novo conceito: o Corporate Governance. Bons motivos para adquirir a nova edição!

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| manuela bártolo

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INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO · ANGOLA’IN

|

INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO

Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 15)
que, em Dezembro de 2009, sentou na mes-
ma mesa representantes de 197 países. A reu-
nião de Copenhaga (Dinamarca) gorou muitas
expectativas, uma vez que não foi possível fr-
mar um acordo transversal e que reunisse a
unanimidade dos presentes. Angola fez ques-
tão de participar no debate, pois apesar de o
continente africano ser dos menos poluentes,
é o mais susceptível de ser fustigado pelas al-
terações climáticas. A questão é encarada co-
mo um desafo e o Governo tem tido um papel
activo no seio da organização internacional.
Fátima Jardim anunciou que o ministério dese-
ja reforçar “a capacidade de maximizar as van-
tagens do mecanismo de fexibilidade criadas
pelo Protocolo de Quioto, no âmbito da Con-
venção Quadro das Nações Unidas sobre Alte-
rações Climáticas”. A responsável comunicou
a decisão durante a I Reunião da Autoridade
Nacional Designada (AND), uma agência go-
vernamental obrigatória, criada em Janeiro. O
mecanismo autoriza a criação de projectos de
MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo),
desde que estes se enquadrem no desenvolvi-
mento sustentável da nação. Os planos devem
contemplar a redução de emissões de gases
de efeito de estufa e, no caso nacional, estão
relacionados com a melhoria da qualidade da
água, distribuição da energia eléctrica, agricul-
tura, minas, transportes e construção, entre

outros. No to-
tal, estão em
preparação
15 projectos
de várias di-
mensões de
MLD. O ob-
jectivo go-
vernamental
para este sector passa por propor e incluir
estes programas no “Mercado de Carbono”
(assim designado internacionalmente), que
está cada vez mais competitivo, obrigando os
países a adaptarem-se e a mudar a sua vida
organizacional. Aliás, a entidade movimen-
ta actualmente 30 milhões de dólares norte-
americanos, um montante que está aberto à
participação dos países em desenvolvimento
(de preferência às regiões que libertam baixas
quantidades de gases de efeito de estufa). No
caso angolano, o ministério e os seus parcei-
ros encontram-se à procura de oportunidades
de coordenação para que a AND possa ter ca-
pacidade em recursos humanos e logísticos.
Para atingir os objectivos a que se propôs, a
ministra lançou o desafo às economias indus-
trializadas para que se associem aos desafos
angolanos. O Governo tem mantido uma ac-
ção transversal, estabelecendo ainda protoco-
los de colaboração com os países vizinhos. No
último mês, Fátima Jardim esteve em Cabinda

para observar o grau de
execução do programa de criação da zona de
biosfera de reserva transfronteiriça, que será
desenvolvida no âmbito de um diploma esta-
belecido entre Angola, República Democrática
do Congo e Congo Brazaville, em 2009. O ob-
jectivo consiste em preservar o ambiente em
colaboração com as nações vizinhas. Técnicos
nacionais estão a avaliar as possibilidades de
arrancar com o projecto na foresta do Maiom-
be. O país conta com o auxílio das autoridades
da Convenção das Nações Unidas, o que tem
permitido à nação receber propostas de fnan-
ciamento para a criação de centros de clima.
O projecto vai possibilitar um melhor conhe-
cimento do clima e a identifcação dos agen-
tes de poluição. Os activistas e ambientalistas
têm colaborado igualmente na elaboração de
projectos de sensibilização ambiental, promo-
vendo acções de reforestação, colóquios, cam-
panhas de recolha e tratamento do lixo, entre
outras iniciativas.

diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene)
e aumentar o uso de biocombustíveis (exemplo: biodiesel) e etanol;

os automóveis devem ser regulados constantemente para evitar a queima
de combustíveis de forma desregulada e ser obrigatório o uso de catalis
dor nos escapes de automóveis, motos e camiões;

instalação de sistemas de controlo de emissão de gases poluentes
nas indústrias;

ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis:
hidroeléctrica, eólica, solar, nuclear e marés. evitar ao máximo a geração
de energia através de termoeléctricas que usam combustíveis fósseis;

sempre que possível deixar o carro em casa e usar o sistema de transportes
colectivos ou bicicleta;

colaborar para o sistema de colecta selectiva de lixo e de reciclagem;

recuperação do gás metano nos aterros sanitários;

usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos;

não praticar queimadas em forestas. pelo contrário, deve-se efectuar o
plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global;

uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão
de carbono;

construção de prédios com implantação de sistemas que visem economizar
energia (uso da energia solar para aquecimento da água e refrigeração).

soluções para diminuir o aquecimento global

68 | ANGOLA’IN · INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO

SOLUÇÕES DE
LONGO ALCANCE

INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO PUBLIREPORTAGEM

A EMPRESA

Iniciaram funções em 2007. Qual o
balanço destes três anos de activi-
dade?

Positivo. Apesar destes três anos se caracte-
rizarem e dividirem por momentos distintos
e com a sua complexidade própria, podemos
afrmar que cada uma das etapas previstas
foram, com maior ou menor difculdade, ultra-
passadas e vencidas. A LifeDigital conseguiu
pela sua capacidade entretanto instalada, bem
como pelo reconhecimento técnico e humano
dos seus activos, sedimentar a sua posição no
mercado, oferecendo hoje resposta cabal para
os projectos em que se tem envolvido. Cada
uma destas etapas foram obviamente previs-
tas e antecipadas no âmbito do plano de ne-
gócios desenvolvido em 2007 e mesmo tendo
em conta os factores externos, consequentes
da conjuntura desfavorável e de todos sobe-
jamente conhecida, conseguimos redefnir
em tempo útil determinadas opções e estra-
tégias. São as vantagens de termos enfren-
tado o turbilhão da crise com uma estrutura
pequena e fexível, dando-nos capacidade de
adaptação a uma nova realidade que parece
ter vindo para fcar. Podemos por isso afrmar
que somos hoje um player reconhecido neste
sector pelas diferenças na abordagem em se-
de de projecto, pela metodologia na execução
dos mesmos e obviamente pelo valor inegável
das soluções que propomos.

Porquê a aposta em Sistemas de Se-
gurança e Controlo?

Ponto prévio. Antes do nascimento da LifeDi-
gital parte da equipa fundadora tinha estado
directa ou indirectamente ligada a este sector
de actividade. Todos nós nos conhecíamos e
percebemos que podíamos constituir diferen-
ça e acrescentar valor num mercado maduro
e tão competitivo. Tínhamos o know-how e
os meios técnicos, pelo que o nascimento do
projecto foi uma resposta natural à ambição
de dar corpo a uma ideia autónoma e própria.
O desejo natural de um grupo de profssionais
jovens que aspirava e aspira a ser uma refe-
rência. Contudo, é importante referir que essa
aposta foi feita numa dupla perspectiva. Num
primeiro plano, é consequência do reconheci-
mento e avaliação de condições de mercado
no subsector da videovigilância, feito em con-
junto com o nosso maior parceiro, a Sony Por-
tugal. Foi claro para ambas as organizações
verifcar que o mercado português pelas suas
especifcidades não revelava e de certa forma
ainda não revela uma valorização efectiva das
soluções e sistemas avançados propostos por
nós, embora essa falta de valorização se pren-
da sobretudo pela insufciente informação
técnica junto dos clientes face às caracterís-
ticas do produto e das efectivas vantagens e
benefícios que promovem. Parte substancial
da nossa acção teve e ainda tem uma com-
ponente comercial e pedagógica importante,

é fundamental projectar junto dos agentes
do mercado as diferenças e valias operacio-
nais que se podem obter com plataformas
mais ágeis, robustas e tecnicamente mais
avançadas. Foi e é uma aposta de risco fa-
ce ao contexto cultural português, mas ainda
a encaramos como um nicho de mercado de
valor e com potencial de crescimento efectivo.
Mas só esta vertente por si não chega, procu-
rávamos dar uma resposta de maior profun-
didade. Assim sendo, e num segundo plano,
verifcamos que as múltiplas componentes de
um sistema de segurança nas suas várias apli-
cações e valências, apesar de polarizado numa
mesma vertente no âmbito das instalações
técnicas especiais, é desenvolvido e instalado
de forma desconexa, numa lógica segmentada
e compartimentada, realidade essa, verifca-
da logo em sede de projecto. A Lifedigital tem
oferecido aos seus clientes uma perspectiva
nova para esta realidade, traduzida no desen-
volvimento de projectos onde são de salien-
tar valências fundamentais como os Sistemas
Detecção Incêndio e Monóxido, a Intrusão, o
Controlo de Acessos, os Sistemas Anti-furto
e a Videovigilância, que são geridas por pla-
taformas integradas, associadas a softwares
poderosos onde a gestão, controlo e monito-
rização são cruzadas e ligadas em arquitectu-
ras de design abertas e escaláveis, permitindo
uma capacidade inédita na versatilidade e al-
cance destes dispositivos.

Verifca-se uma procura crescente
destes equipamentos? O crescimen-
to é mais visível a nível de particu-
lares ou de empresas?

Apesar de existir já alguma maturação, pe-
lo enquadramento legal que obriga à insta-
lação de algumas vertentes da segurança e
pela natural apetência para a instalação de
Sistemas de Videovigilância, consequência
da necessidade em proteger bens materiais
e humanos, verifcamos que existe um gap
entre a tecnologia instalada num passado
recente, quase toda ela analógica e uma no-
va geração em base tecnológica IP. Ela é in-
comparavelmente mais versátil e tendo uma
arquitectura descentralizada permite, entre
outras vantagens, a divisão do processamen-
to entre a câmara e o servidor, a câmara infor-
ma o servidor de determinado evento, analisa
a imagem, detecta movimentos e envia a
pedido do servidor os eventos relevantes, o
que resulta em menos «carga» para o siste-
ma, mais velocidade e optimização de recur-
sos. Este exemplo prático reposiciona a nossa
oferta para este universo de mercado e pode-
mos dizer que face a esta realidade verifca-
se claramente uma procura crescente destes

Num mercado exigente e global, onde a procura permanente de re-
sultados constitui um factor decisivo de competitividade, a aposta nas
melhores soluções tecnológicas é uma decisão que se impõe. Ciente, da
necessidade de assegurar plenamente a resposta a este desafo a Life-
Digital projecta e desenvolve no terreno, em parceria com os seus par-
ceiros, nomeadamente a Sony, projectos customizados absolutamente
integrados com os objectivos comerciais dos seus clientes. Em entre-
vista à Angola’in, Nuno Riço, administrador da empresa, fala do core
business da empresa e os seus projectos para o nosso mercado.

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INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO · ANGOLA’IN

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INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO

equipamentos. O nosso mercado é sobretudo
o corporate, claramente o mais identifcado e
«consumidor» desta soluções.

Que características enumeraria pa-
ra justifcar a rápida solidifcação
no mercado?

Para além das indirectamente enumeradas
anteriormente e que se prendem com dife-
renças de base tecnológica, a LifeDigital de-
senvolve políticas de aproximação ao cliente
numa lógica de consultoria. Isso permite-nos
entrosar com a realidade do cliente, com as
suas necessidades e sobretudo criar mais va-
lor à solução logo em sede de projecto. O clien-
te confa-nos a nós o «desenho» plenamente
convicto que o resultado é mais positivo. Esta
política permitiu-nos rapidamente crescer e
solidifcar a nossa posição.

É uma área bastante competitiva?

Sim. No entanto, o nosso «combate» é sobretu-
do feito na clarifcação das diferenças entre solu-
ções que têm base em lógicas distintas, a maioria
provenientes sobretudo do mercado chinês. Aca-
bamos por competir sobre o mesmo mercado e
as mesmas necessidades, mas com objectivos e
respostas completamente distintas.

Trabalham com clientes bastante
conceituados. Essas conquistas sig-
nifcam o reconhecimento do vosso
esforço?

Estou convicto que sim. É gratifcante ob-
servarmos a resposta dos clientes depois da
concepção e execução dos projectos. Na sua
maioria deu continuidade à relação comercial
e técnica para novos desafos.

Neste momento, encontram-se em
fase de expansão. Quais são os pró-
ximos passos?

Estamos nesta fase em plena prospecção pa-
ra encontrar um novo espaço, é fundamental
dotar a empresa de mais capacidade e darmos
resposta ao crescimento dos nossos recursos
humanos e técnicos com uma nova sede e
um espaço mais capaz. Fomos desafados a
desenvolver uma unidade de negócios com a
Sony na área do Digital Signage. É um merca-
do imaturo, ainda a dar os primeiros passos
e onde a Sony pelas características dos seus
equipamentos e a LifeDigital pela sua capaci-
dade integradora poderão dar «cartas». Este
sector também denominado por Corporate TV
ou Public Display (em LCD) constituem uma
poderoso e robusto instrumento de comuni-
cação e marketing. Associado a um poderoso
software de criação e gestão de conteúdos,
permite de forma simples e efcaz captar a
atenção e infuenciar as decisões do clientes
ou público-alvo. Em simultâneo podem tam-
bém ser activadas apresentações de outras

informações (ex.: gestão de flas, tempo, ho-
ra, notícias RSS, etc). O exemplo de promoção
de produtos e/ou serviços, vídeos, imagens,
spots publicitários ou uma simples informa-
ção de preços interactiva, são algumas de
muitas possibilidades que esta ferramenta
permite oferecer.

Projectos e perspectivas para este
ano e para longo prazo?

Comercialmente, é importante crescer e con-
solidar a nossa presença no mercado com no-
vos desafos, mas perspectivamos este e o
próximo ano também como o momento para
cimentar parcerias com os nossos clientes.

MERCADO ANGOLANO

Uma das apostas para a expansão
internacional da LifeDigital passa
pela conquista do mercado angola-
no. O que motivou a escolha de An-
gola para investir?

Em primeiro lugar é fruto das raízes familia-
res criadas em Angola, onde estivemos sem-
pre presentes. Pelo conhecimento profundo
do meio, pelos laços de amizade, pelas liga-
ções empresariais, este foi um caminho natu-
ral para a LifeDigital. Em segundo lugar pelo
evidente potencial deste mercado.

Quais as potencialidades deste mer-
cado?

É um mercado defcitário de uma oferta de
qualidade e competitiva neste sector.

Contam com parcerias estratégicas nesse
país?

Sim, embora tenhamos uma abordagem au-
tónoma, possuímos e desenvolvemos parce-
rias estratégicas com empresas portuguesas
e angolanas que procuraram activar e incluir
esta valência no âmbito dos seus portefólios

Qual será o peso de Angola nos lu-
cros da empresa?

Sem adiantar valores concretos estamos, fa-
ce à avaliação efectuada, convictos que ela
representará uma fatia interessante na tota-
lidade dos proveitos, embora queiramos criar
estratégias de reinvestimento no espaço an-
golano, principalmente na nossa capacidade
logística e componente humana. Queremos
decididamente autonomizar procedimentos e
acções recorrendo e investindo na capacidade
dos recursos humanos de origem angolana.

Existe mercado para estes equipa-
mentos? Há uma procura crescente?

A construção e o sector imobiliário são es-
paços de evidente crescimento no merca-
do angolano, logo os naturais consumidores
da nossa oferta. Logicamente para nós isso
constitui um enorme terreno de trabalho e
crescimento.

Que tipo de ofertas têm disponíveis
neste país?

Para além das referidas anteriormente, possuí-
mos um valor estratégico evidente: base logís-
tica em Angola (onde possuímos escritório e
armazém). Em conjunto permitem-nos garan-
tir capacidade instalada e consequentemente
respostas efcazes a todas as solicitações.

Há muita concorrência neste sec-
tor? Em que difere o vosso serviço?

Neste aspecto a realidade não difere muita
daquela que encontramos em Portugal e que
atrás explicitei. A concorrência é diversifcada,
nem sempre fácil de avaliar e defnir, se acres-
centarmos a realidade complexa de um país
em crescimento acelerado, rapidamente per-
cebemos que a defnição transparente de um
modelo de actuação, dos serviços e produtos
a serem disponibilizados serão fundamentais
para a credibilidade e competitividade da nos-
sa empresa.

Está prevista a expansão da LifeDi-
gital para as províncias ou a abertu-
ra de novos escritórios em Luanda?
Os vossos clientes são maioritaria-
mente empresas ou particulares?

Curiosamente temos tido solicitações de am-
bos os campos. Ainda assim procuramos uma
envolvência empresarial, meio para qual esta-
mos mais capacitados e adaptados.

Como analisa o mercado em termos
de equipamentos de segurança e de
desenvolvimento das novas tecnolo-
gias? Pretendem alargar a activi-
dade para outros países africanos?

É uma hipótese em aberto.

INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO BREVES

Mediatecas
revolucionam ensino

A Rede de Mediatecas de Angola (REMA) foi
aprovada pelo Presidente da República, José
Eduardo dos Santos, no âmbito do Programa
de Construção e Organização de Mediatecas. O
projecto possui uma comissão executiva para
a sua execução, composta pelo vice-ministro
das Telecomunicações e Tecnologias de Infor-
mação, Sebastião Teta. O organismo vai emitir
pareceres acerca da concepção e desenvolvi-
mento da referida rede, que conta ainda com
o apoio da FESA e da Nolomits Consulting. A
comissão encontra-se a defnir a micro-locali-
zação da REMA, contando com o auxílio das
entidades provinciais. A ferramenta está a
ser implementada nos países de língua ofcial
portuguesa e visa facilitar o acesso dos alunos
à literatura e investigação científca.

Aposta na meteorologia

Empenhado na prevenção de fenómenos naturais, o Governo está a
proceder à modernização dos serviços do Instituto Nacional de Meteo-
rologia e Geofísica (INAMET). Sebastião Teta, vice-ministro das Teleco-
municações e Tecnologias de Informação, anunciou numa conferência
em Nairobi (Quénia) que o programa inclui a instalação de estações me-
teorológicas automáticas, de estações sísmicas remotas e a criação de
um centro regional de formação de recursos humanos, para que o país
possa ter quadros especializados nesta área. O responsável garantiu que
o ministério procura tornar as tecnologias inovadoras acessíveis às regi-
ões e populações mais desfavorecidas. “O Governo reitera o seu interes-
se e disposição em contribuir nos esforços que a Organização Mundial
de Meteorologia (OMM) vem desenvolvendo para o fortalecimento dos
mecanismos de cooperação entre países, permitindo a partilha de infor-
mação e experiências”, frisou.

Cuba é parceira nas
telecomunicações

Angola e Cuba frmaram dois protocolos de
carácter técnico e científco nos domínios das
telecomunicações. O memorando de entendi-
mento formaliza a cooperação entre as duas
nações, que se tornam parceiras nos sectores
das Telecomunicações e Tecnologias de In-
formação e da Indústria e Geologia e Minas,
enquadrando-se no Plano Estratégico de Co-
operação no domínio das telecomunicações.
Desta forma, Cuba passa a participar no de-
senvolvimento da informática, da informação,
das telecomunicações e da indústria electró-
nica angolana. O vice-ministro cubano, Arufe
Rodriguéz, garantiu que o acordo ofcializa e
fortalece a cooperação entre os dois minis-
térios. O homólogo angolano Alcides Safeca
referiu que o protocolo resulta da transversa-
lidade que as tecnologias têm nos múltiplos
sectores. O objectivo principal consiste em ge-
rar sinergias entre os dois Estados, através da
troca de experiências.

Adesão ao IFAC viável

Uma comissão vai criar as condições neces-
sárias para a adesão do país à Federação In-
ternacional de Automação e Controlo (IFAC).
A decisão foi tomada durante o workshop “O
Fomento da Sociedade Angolana de Automa-
ção e Robótica” e será composta pelos par-
ticipantes do referido evento. A organização
internacional é responsável por apoiar os sec-
tores das ciências de investigação em meca-
trónica e é formada pelos representantes das
sociedades científcas e de engenharia, que
promovem a temática de controlo automáti-
co na forma mais abrangente. Carlos Eduardo
Pereira, presidente do comité técnico da IFAC,
garantiu ainda que o Brasil vai poder formar
angolanos nas áreas de automação e contro-
lo. O professor da Universidade do Rio Grande
do Sul (Brasil) manifestou-se interessado em
avançar com a possível parceria, asseguran-
do que a formação de mais técnicos é um dos
desafos da instituição, que quer assegurar a
sustentabilidade do país. O docente admitiu
que o Brasil tem défce de quadros nessa área,
pelo que deseja alargar a actuação para África.
O coordenador do evento e director nacional
para o desenvolvimento tecnológico do Minis-
tério do Ensino Superior e da Ciência e Tecno-
logia (MESCT), Gabriel Miguel, explicou que
o encontro permitiu avaliar o nível de ensino
dessas matérias, que ainda não está massif-
cado nas universidades nacionais.

| manuela bártolo

72 | ANGOLA’IN · DESPORTO

DESPORTO| patrícia alves tavares

Quadros técnicos

Ministério e
Federações
unem
esforços

‘ALICERCE’ DO CONhECIMENTO

“De que adianta termos infra-estruturas mo-
dernas, se não tivermos pessoas para fazer
um trabalho tecnicamente competente?”, in-
terroga-se Gonçalves Muandumba, Ministro
da Juventude e Desportos, que destaca a ‘se-

de’ de conhecimento como mais-valia para o
incremento da formação de técnicos e espe-
cialistas na área do Desporto. Djalma Caval-
canti, treinador brasileiro, defende a criação de
escolas como meio para alcançar o desejado
desenvolvimento do futebol angolano. Como

solução, o técnico sugere a aposta em espe-
cialistas estrangeiros com experiência e for-
mação adequada para colmatar as carências
e auxiliar na capacitação dos treinadores na-
cionais. O ministério não tem parado e procu-
ra desenvolver a componente educativa para
acompanhar o crescimento dos equipamentos
(que sofreram um incremento com o CAN2010
e onde se prevê a criação de mil campos de fu-
tebol até 2012). O ministro avançou recente-
mente que está em curso uma “reformulação”
da legislação para acompanhar as novas ne-
cessidades, as “infra-estruturas e exigências”.
Para tal, contou com a colaboração de espe-
cialistas em direito desportivo e do instituto
do Desporto de Portugal. Na agenda governa-
mental, está enquadrada a formação de qua-

O italiano Pierluigi Collina, considerado o melhor árbitro de todos os tempos,
dá um conselho sábio a todos os profssionais: “devem ser consistentes e ac-
tualizarem-se constantemente para interpretar bem as leis”. Além da experi-
ência, o saber é decisivo para formar bons quadros técnicos. A aprendizagem
constante signifca uma dose de “abertura a mudanças”. O ícone lembra que
um profssional capaz “deve ser um bom líder, bom comunicador e bom deci-
sor”. O sucesso do jogo depende de uma adequada preparação física e académi-
ca, aliada à “motivação, intuição e coragem”. A ‘receita’ é válida para árbitros
e treinadores. Enquanto líderes, a formação é imprescindível para o sucesso.
Considerando que desporto ultrapassa os atletas, a Angola’in foi investigar o
nível académico de quem dirige uma equipa, dentro e fora de campo.

“Precisamos de
quadros, de pessoas
competentes,
capazes de potenciar
todo o dinamismo
que estamos a
implementar”,

Gonçalves Muandumba

D

E

S

P

O

R

T

O

73

DESPORTO · ANGOLA’IN

|

DESPORTO

dros qualifcados, através da “criação de um
Instituto Superior do Desporto e de três ins-
titutos médios”. “Precisamos de quadros, de
pessoas competentes, capazes de potenciar
todo o dinamismo que estamos a implemen-
tar”, alegou Muandumba. O responsável expli-
cou que “há que dar a base técnica ao trabalho
a fazer”, pelo que conta com o “contributo de
seis mil agentes desportivos” que estão a ser
formados em diferentes pontos do país. As
acções de aprendizagem são dinamizadas
maioritariamente pelas federações, respon-
sáveis por admitir e dotar os futuros profs-
sionais das competências necessárias para
orientar ou arbitrar uma equipa. As carências
de cada modalidade estão relacionadas com a
iniciativa de cada organismo.

fIfA APOIA fUTEbOL

O desporto-rei conta com um importante par-
ceiro, a FIFA. Em Abril, 50 técnicos seleccio-
nados pela Federação Angolana de Futebol
(FAF) frequentaram um programa de nível I
da Federação Internacional de Futebol Asso-
ciado (FIFA). O curso, que se subdividiu em
aulas teóricas e práticas, abrangeu os treina-
dores do Campeonato Nacional da I Divisão,
Girabola. Para 35 técnicos angolanos, a for-
mação foi paga pela FIFA, enquanto a FAF f-
nanciou os restantes treinadores. Os técnicos
receberam orientações da inspectora da FIFA,
Florie Raynogodi, do Botswana e do instrutor
técnico Marcos Falopa, do Brasil. Na ocasião, o
presidente da FAF, Justino Fernandes lançou
um alerta para incentivar a formação de trei-
nadores, árbitros e professores de Educação
Física como meio para melhorar a qualidade
da modalidade.

“O secretário-geral da
Federação Angolana de
Boxe anunciou seminários
para elementos da
arbitragem, provenientes
do Centro e Sul”

ESCOLA DE bASqUETEbOL

A Federação Angolana de Basquetebol (FAB)
é das mais activas. O crescimento da mo-
dalidade e o sucesso das equipas, particu-
larmente dos atletas ao serviço da selecção
nacional, tem contribuído para a aposta na
profssionalização dos árbitros e treinadores.
A revitalização da Associação de Treinadores
de Basquetebol tem contribuído largamente
para o fomento das actividades. Apesar de
ter surgido em 1998, acabou por desapare-
cer e reapareceu em 2009, graças a um gru-

po de pessoas que reuniu uma nova direcção.
O organismo marca uma viragem positiva na
formação dos treinadores, que podem contar
com seminários regulares e cursos de nível 1,
2 e 3. A entidade pretende criar parcerias com
o Comité Olímpico Angolano, com a Federa-
ção Angolana de Basquetebol e com outras
entidades, de forma a pressionar a FAB a não
descurar a vertente da formação permanente.
Há ainda o projecto de editar uma revista para
informar os treinadores sobre as acções que
têm ao seu dispor e de propor a emissão de
carteiras profssionais num futuro próximo.
Raul Duarte, director da Associação, admitiu
numa entrevista que “todas as modalidades
desportivas” sofrem com a “falta de actuali-
zações” dos ensinamentos adquiridos no iní-
cio da carreira, visto que há dez anos que não
existem acções de especialização contínua. O
responsável sustenta que desenvolvimento
do desporto e aprendizagem são indissociá-
veis. “Se queremos ter jogadores das cama-
das de formação com boa qualidade, temos
de investir na formação de treinadores”, argu-
menta, exemplifcando que “a metodologia e
psicologia de treino, a técnica desportiva e a
fsiologia do desporto” devem “ser do domínio
dos treinadores para que façam um bom tra-
balho”. Raul Duarte vai mais longe e frisa que
“não é digno que uma modalidade com dez tí-
tulos em África tenha treinadores nas equipas
seniores sem cursos” específcos. A Escola
Nacional de Basquetebol, afecta à Federação,
demonstra a visão abrangente da modalidade
face às suas diversas componentes. Porém, a
execução do projecto nas províncias tem sido
difícil, devido à desconfança das associações
locais. A escola visa a implementação da for-
mação de treinadores, dirigentes desportivos,
estatísticos, juízes, árbitros e ofciais de mesa.
O organismo tem em execução 12 programas,
em colaboração com os agentes e os clubes
regionais. A parceria entre as federações de
Portugal e Angola tem sido decisiva no de-
senvolvimento da componente formativa dos
quadros das equipas e selecções de basque-
tebol. Os organismos assinaram um protoco-
lo de cooperação em 2009, com vista à troca
de experiências entre os treinadores e árbitros
das duas nações. Os países associaram-se
recentemente na organização da Super Taça
Compal, um torneio entre os primeiros classi-
fcados nacionais.

DESCENTRALIzAR

As modalidades menos reconhecidas pelo pú-
blico são as que se mostram empenhadas em
diversifcar a formação, procurando organizar
acções fora da capital, onde está concentra-

da a maioria dos meios. É o caso da Federa-
ção Angolana de Boxe (FABOXE) que esteve
no Huambo, em Março, a promover um curso
para árbitros, juízes e cronometristas e outro
para técnicos e monitores do escalão provin-
cial. As formações gratuitas destinaram-se a
promover o plano de desenvolvimento do Bo-
xe amador para o triénio 2009/ 2012, visando
o acréscimo do nível técnico da modalidade. O
secretário-geral da Federação anunciou ain-
da seminários para elementos da arbitragem,
provenientes do Centro e Sul de Angola. No
caso do Kickboxing, o início ofcial é embrio-
nário. Contudo, a visão alargada da modalida-
de tem contribuído para o desenvolvimento
equilibrado da componente técnica em todas
as vertentes. A par da formação dos atletas, a
Comissão Instaladora da Federação Angolana
de Kickboxing e Mauythai está empenhada na
criação de profssionais especializados, nome-
adamente treinadores e árbitros. Em Dezem-
bro do último ano, decorreram os primeiros
cursos de Treinadores e Árbitros, certifcados
pela federação internacional (WAKO) e que
contaram com a colaboração dos técnicos es-
pecialistas Manuel Teixeira e Irineu Fernandes.
A formação é resultado do protocolo assina-
do entre os presidentes da Federação Portu-
guesa e Angolana de Kickboxing e Muaythai,
Mário Fernandes e Camilo Ferreira, respecti-
vamente. A iniciativa representa um salto gi-
gante para a massifcação da modalidade. Os
40 primeiros treinadores e árbitros nacionais
ofcialmente formados detêm diploma certif-
cado pelo coordenador técnico do curso, Carlos
Ramjanali, vice-presidente da WAKO-pro.

“Os treinadores de
basquetebol podem
contar com seminários
regulares e cursos de
nível 1, 2 e 3”

74 | ANGOLA’IN · DESPORTO

DESPORTO BREVES

basquetebol

Jogos três contra três

A Federação Angolana de Basquetebol (FAB)
anunciou que pretende implantar o sistema
de jogo três contra três. Nuno Teixeira, director
técnico da FAB, não avançou datas para aplica-
ção das alterações, mas adiantou que esta de-
cisão é prioritária para o organismo, tendo em
conta as próximas competições, onde Angola
vai participar. A técnica já tinha sido aplicada
no ano passado na categoria de masculinos.
Porém, o responsável admitiu que não teve os
resultados esperados, embora destaque que,
após a Supertaça Compal, vários jovens rece-
beram contribuições de técnicos portugueses,
o que vai permitir a implantação da modalida-
de em todo o território. Numa primeira fase,
está prevista a formação de técnicos e a cria-
ção das condições materiais (nomeadamente,
ao nível de infra-estruturas) para que a moda-
lidade três contra três arranque brevemente.

infra-estruturas

Estádios Rentabilizados

O presidente da Federação Angolana de Xa-
drez (FAX), Aguinaldo Jaime, afrmou recente-
mente à imprensa que o CAN 2010 contribuiu
para o desenvolvimento de uma cultura de
construção, manutenção e rentabilização das
infra-estruturas desportivas. “Creio que estão
a ser criadas as estruturas que se vão ocupar
da manutenção e gestão dos estádios que
albergaram o CAN 2010”, prosseguiu. Agui-
naldo Jaime sugeriu ainda que se estabele-
cesse um processo de utilização, que auxilie
na angariação de receitas capazes de garan-
tir a manutenção dos espaços, que passam
a ser rentabilizados. “Sei que noutros países
os estádios não são apenas utilizados para a
prática do futebol, albergam espectáculos ou
eventos que permitem angariar receitas que
depois irão facilitar no processo da sua ma-
nutenção”, explicou. Recorde-se que actual-
mente os estádios criados para a Competição
Africana albergam os jogos do Girabola 2010,
além das partidas das Afrotaças e de selec-
ções nacionais de outras modalidades.

futebol

Hervé Renard é o novo ‘mister’

A Federação Angolana de Futebol apresentou ofcialmente o novo seleccionador, que vai subs-
tituir Manuel José, que se demitiu pouco depois do fnal do CAN 2010. Hervé Renard é o técnico
escolhido para os próximos compromissos e tem contrato válido por dois anos, renovável fndo
esse período. O técnico francês assume pela terceira vez a liderança de uma equipa africana. Aos
41 anos, o antigo jogador de futebol já tinha treinado as selecções do Gana e da Zâmbia. Justino
Fernandes, presidente da FAF, revelou esperar que o novo seleccionador possa incutir uma nova
flosofa de trabalho nas selecções nacionais, anunciando que esta contratação marca o encer-
ramento dos projectos imediatistas da sua direcção. “Contratamos este treinador para reestru-
turar todo o nosso futebol desde as selecções sub-15, 17, 20, 23 à de honra”, justifcou. Renard
sustentou que “quando se trabalha com selecções como as de Angola, o objectivo não pode ser
outro senão a qualifcação para o CHAN do Sudão, em 2011 e para o CAN de 2012”. Os Palancas
Negras, que estavam sob o comando provisório de Zeca Amaral (antigo adjunto de Manuel José),
serão dirigidos pela primeira vez por um treinador francês.

desporto adaptado

Projecto ‘Criança’ consolidado

O presidente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), Leonel da Rocha Pinto, revelou que a im-
plementação da paz contribuiu positivamente para o crescimento do maior projecto de massif-
cação do desporto adaptado. O projecto “Criança” está em curso e envolve cerca de 250 crianças.
Implementado em 2008 em algumas províncias, o programa tem como fnalidade o alargamen-
to e desenvolvimento do desporto adaptado nas modalidades de atletismo, natação, basque-
tebol em cadeira de rodas e futebol com muletas. Com o fnal da guerra em 2002, foi possível
organizar competições em locais anteriormente inacessíveis e consolidar o processo de formação
de técnicos e profssionais de saúde especializados. O responsável fez alusão à ascensão deste
desporto a nível do continente e em competições mundiais quando, em 2004, conquistou três
medalhas de ouro na classe de defcientes visuais nos Jogos Paralímpicos de Atenas.

| patrícia alves tavares

75

DESPORTO · ANGOLA’IN

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DESPORTO · ANGOLA’IN

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INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO · ANGOLA’IN

|

fábrica de vidros do kikolo

estrada n’gola kilwange · kikolo, luanda - angola · tel 222 391 711 · fax 222 392 499v

VIDRO... É FVK

FÁBRICA DE VIDRO DO KIKOLO

LUXOS| patrícia alves tavares

76 | ANGOLA’IN · LUXOS

AUSTIN MARTIN ONE-77

É o carro de sonho para os apaixonados pelos modelos desportivos. O One-77 é o Aston Martin mais

rápido de sempre e existem apenas 77 unidades, que prometem uma performance de excepção. O

imponente V12 de 7,3 litros consegue fazer mais de 350 Km/h e desenvolver 750 cavalos.

77

LUXOS · ANGOLA’IN

|

BUGATTI GALIBIER

Inspirado num dos carros de corrida de maior sucesso da Bogatti, o Type 35, o Galibier

apresenta-se com uma estrutura em alumínio e fbra de carbono, materiais leves e
resistentes que, conjugados com o motor de 8 litros, permitem que desenvolva 800 cavalos

de potência. As formas imponentes contrastam com o interior minimalista e requintado.

78 | ANGOLA’IN · LUXOS

LUXOS

78 | ANGOLA’IN · LUXOS

JAGUAR XKR

A edição especial deste desportivo vem acompanhada por dois pacotes personalizados: o

‘Black Pack’ e o ‘Speed Pack’. O primeiro aposta num visual agressivo, com jantes de liga

leve de 20 polegadas “Kalimnos” e entradas de ar com acabamento em negro brilhante. O

outro pack caracteriza-se pelo motor 5.0 de 510 cavalos, que atinge os 280 km/h.

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LUXOS · ANGOLA’IN

|

MERCEDES BENZ

CLS-SHOOTING BREAK

É uma das novidades da Mercedes. Este CLS foi aperfeiçoado, possuindo um motor a gasolina V6 de 3,5
litros, com uma potência de 306 cavalos. Está igualmente equipado com o sistema Intelligent Light, em que a

iluminação é adaptada e accionada automaticamente conforme o estado do tempo e da estrada.

79

LUXOS · ANGOLA’IN

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LUXOS| patrícia alves tavares

RANGE ROVER

HOLLAND & HOLLAND

A Range Rover e a fabricante de armas Holland&Holland uniram-se e criaram o todo-o-terreno mais

luxuoso que alguma vez foi vendido. O novo modelo tem uma produção limitada de 100 unidades, o que

torna esta versão ainda mais exclusiva e desejada. Está disponível nos modelos de 5 litros V8 e TDV 8

Range Rover Autobiography.

80 | ANGOLA’IN · LUXOS

BMW

CONJUNTO
DOUBLE-R

FATO

Este fato em pele de canguru possui

elevada resistência à abrasão,

com uma espessura de cerca de

1,0 mm. Ventilado e confortável,

tem protecções NP nos ombros,

cotovelos, ancas, joelhos e costas.

CAPACETE

A viseira tem duplo revestimento e

tratamento anti-risco. Foi concebido

especifcamente para conduzir a

S1000RR. É bastante estável a

velocidades elevadas.

BOTAS

A sua parte lateral é amovível e tem

forro respirável. A sola é resistente

à abrasão, possui fecho de correr

e língua de Velcro e um sistema

de atacadores interiores para um

melhor ajuste.

LUVAS

Resistentes e fexíveis, estas luvas

de pele de canguru têm espuma

Suprotect para absorver impactos

nas costas da mão e têm protecção

em plástico rígido na zona do pulso.

BMW

S1000RR

Pesa 183 kg a seco e é o novo modelo da BMW.
A recente versão está equipada com um novo
sistema de ABS, com quatro modos de actu-
ação possíveis e com um sistema de controlo
de tracção. Está disponível em quatro conjuga-
ções: verde lima, prateado, cinzento-escuro e a
combinação branco e azul.

81

LUXOS · ANGOLA’IN

|

82 | ANGOLA’IN · LUXOS

| patrícia alves tavares

LUXOS

ASUS Seashell
Karim Rashid

Co-concebido por um dos mais conhecidos
designers do mundo, o Eee Pc da Asus é
mais sensual, mais humano e mais moder-
no. Atrevidos e originais, estes portáteis são
pioneiros em termos de inovações de mate-
riais (tinta de borracha, tecnologia in mold
roller e resistência aos riscos).

POLAROID

POGO

A nova invenção da Polaroid consis-
te numa máquina fotográfca que
imprime fotografas em 60 segun-
dos. A câmara tem 5 MP e um moni-
tor LCD 3”. Com a bateria completa,
pode imprimir até 20 fotos.

SAMSUNG

C65500 LED

Os novos televisores da Série 6 conjugam
qualidade de imagem com um design
minimalista e ultra-fno. Recorrendo
a tecnologia sem fos para um
entretenimento ilimitado, a Samsung traz
a Internet para os grandes ecrãs.

83

LUXOS · ANGOLA’IN

|

SONY
ERICSSON

VIVAZ

Ecrã táctil de 3,2”, câmara de 8,1 MP com AF
e estabilizador de imagem, Wi-Fi, captura
de vídeo a 720p e saída VGA para TV são
algumas das características do Vivaz.
Disponível em preto, prateado, azul e rubi.

SENHEISER

ADIDAS OMX

A Adidas aderiu à criação
destes auriculares com
o intuito de propor-
cionar o som perfeito
enquanto os atletas
correm ou fazem exer-
cício. Ajustam-se perfeita-
mente aos ouvidos e reproduzem de
forma segura e confortável as suas músicas preferidas.

LG

ATSC MÓVIL
DTV/DVD

A mais recente inovação da LG permite ao
utilizador visualizar um flme ou televisão
durante mais de quatro horas
num DVD portátil, que integra
o padrão norte-americano de
TV Digital.

SIM2
GRAND
CINEMA

C3X

A linha de projectores topo de ga-
ma de 3-chip destaca-se por ser
compacta e bastante avançada.
A sua alta performance resulta de
tecnologias avançadas, como en-
tradas de vídeo HDMI – HDCP e um
Jack sensor por IV.

GRAND
CARRERA

Calibre 17 Rosegold
Chronograph

A bracelete de pele e o mostrador em safra fazem deste
modelo da Tag Heuer um exemplar único e excepcional.
Possui um cronómetro original e é um dos elementos mais
importantes da linha Grand Carrera. Ideal para desportis-
tas, causa impacto pelo design sofsticado e elegante.

84 | ANGOLA’IN · LUXOS

LUXOS| patrícia alves tavares

TAG HEUER

Monaco twenty-four

Inspirada no flme ‘As 24 horas de Lemans’, a Tag
Heuer lançou um modelo que fca na história para
os amantes de carros e de relógios. A sua caixa é
resistente ao choque (para proteger as componentes
mecânicas) e protegida por um cristal de safra.

BREITLING

Superocean

O ‘velhinho’ Superocean foi rejuvenescido e surge
com um design mais moderno e conceptual.
Inicialmente concebido para militares e
profssionais da aviação, surge com uma bracelete
em borracha ou aço, com cores mais apelativas e é
à prova de água até 1.500 metros.

HUBLOT

F1 King Power

É o relógio ofcial do campeonato mundial
de Fórmula 1. Desportivo e high-tech, o
novo modelo apresenta uma bracelete com
o logótipo da F1 no interior e Nomex negro
no exterior e uma caixa ‘King Power’ com
diâmetro de 48 mm. Esta edição é limitada.

ESTILOS

86 | ANGOLA’IN · ESTILOS

| lisete pote · luaty d’almeida (fotografa)

Numa busca por harmonia e inspiração, da magia da
luz do nascer e pôr do sol em África, ao exotismo e be-
leza dos nobres brilhos do Oriente, uma explosão de
infuências e sensações envolve-nos quase como uma
fragrância com notas luminosas de mistério e exube-
rância, fantasia e sedução, intemporalizada com pita-
das de nuances dos mais preciosos metais e pedras
preciosas.

É a essência da elegância e do clássico em submissão
total ao esplendor…a mais recente colecção do estilista
português Miguel Vieira, à venda na loja Xandala Spot,
sita na rua Garcia Matos, nº 113, S. Paulo.

A silhueta masculina segue linhas justas e defnidas
que combinam casualidade com elementos clássicos
de corte de alfaiataria.

Lisete Pote - lpote@comunicare.pt

REFLEXOS

Blazer branco
com vivo
emblema
bordado em
cinzento

MATERIAIS

Organzas, cetim, brocados, linhos e alinhados, tecidos de camisaria, te-
cidos pintados, tecidos com brilho, sedas, acetatos, tecidos gravateiros,
algodões marcerizados, denim.

CORES

Preto - Pirate black | Branco – Snow white
Cinzentos – Silver grey e neutral grey | Castanhos – Licorice e dune.

ESTILOS

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ESTILOS · ANGOLA’IN

|

Camisa em popeline branco Miguel
Vieira e gravata bege em seda

Fato clássico azul-noite, com
refexos cristais, casaco em algodão
branco, com os punhos bordados
com o seu distintivo

Fato em tom cinza com t-shit azul
clara. Uma sugestão para os mais
desportistas

E

S

T

IL

O

S

88 | ANGOLA’IN · ESTILOS

Calça de ganga Miguel Vieira
com seu distintivo em pele na
parte de trás, t-shirt de algodão e
casaco com pé de gola branco em
jeans de algodão

Calça de ganga, t-shirt em
algodão, casaco sport com listas
brancas e cinzentas com uma
gravura na parte de trás

89

ESTILOS · ANGOLA’IN

|

calvin klein

Calvin Klein Free

a mais recente fragrância da calvin klein

acaba de chegar ao mercado. as notas de

citrinos, rosmaninho, jasmim, madeiras e

tonalidade de brisa marinha conferem a

este produto uma intensa frescura. ideal

para homens jovens e desportivos.

ESTILOS

90 | ANGOLA’IN · ESTILOS

| patrícia alves tavares

animal

Animal Black

a escolha perfeita para uma saída à noite. o novo animale simboliza o mistério, a

sofsticação, a espontaneidade e rebelião masculina. as notas à base de gengibre, lavanda,

jasmim, canela, mogno, musk e patchouli conferem um toque único a este perfume poderoso.

hugo boss

Platinum

a nova fragrância de lalique é indicada

para indivíduos modernos e sofsticados.

o seu aroma cítrico e ingredientes como

a pimenta branca, noz-moscada, violeta

branca e tamarindo transmitem toda a

sensualidade e energia de quem usa este

perfume.

racco

Compulsion Aphrodisiac

a racco lança uma fórmula que estimula

as sensações, sendo adorada pelas

mulheres. o novo perfume é perfeito

para homens que querem causar impacto.

tem as notas insinuantes do jasmin e

ylang-ylang, a intensidade do cravo e o

afrodisíaco do óleo de pimenta, misturado

com o cedro, almíscar e baunilha.

lacoste

Lacoste Red

a nova fragrância da lacoste personifca

o espírito auto-confante e de liderança.

as notas de maça verde, folhas de cedro,

jasmim, pinheiro da sibéria, vetiver, musgo

e patchouli adequam-se a homens

que gostam de vencer.

hugo boss

Elements

o design da embalagem em forma de tubo de

oxigénio é uma alusão ao homem cosmopo-

lita. a sua fragrância é a opção correcta

para indivíduos modernos e citadinos. o seu

aroma resulta de uma mistura de notas de

ameixa, bergamota, cedro, sândalo, almís-

car e musgo de carvalho.

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LUXOS · ANGOLA’IN

|

L

IV

IN

G

LIVING

92 | ANGOLA’IN · LIVING

| boca do lobo

Criada em 2005, à procura da excelência no

panorama do design de mobiliário portu-

guês e estrangeiro, a BOCA DO LOBO tem

vindo a trabalhar com o intuito de parti-

lhar o que Portugal tem de melhor: o co-

nhecimento do seu povo como criador de

mobiliário, a tradição de trabalhar mate-

riais nobres, a sabedoria, a experiência, o

amor e a dedicação com que os artesãos

e marceneiros se dedicam à sua arte. A

marca tem-se revelado uma experiência

emocional única, partilhando com os seus

clientes um sentimento de pertença e um

estado de espírito inovador. Esforça-se por

despertar sentimentos através das suas

peças, que são inspiradas na paixão pe-

la artesania portuguesa desenvolvida por

uma equipa que ama o que faz. Nenhum

detalhe é ignorado, oferecem o melhor da

fronteira entre o design e a arte. As colec-

ções COOLORS, SOHO e LIMITED EDITION,

são o refexo daquela que é a maior pre-

missa da BOCA DO LOBO - oferecer emo-

ções através de peças intemporais, com

requinte e altos níveis de qualidade. O seu

público é exigente e por isso a excelência é

a palavra-chave da marca todos os dias. Os

cinco anos de existência são sinónimo de

empenho, dedicação e paixão, que culmi-

na nos sucessivos sucessos que tem con-

quistado e na sua presença um pouco por

todo o mundo. Sempre atentos às oportu-

nidades, o mercado angolano representa

para a marca um desafo atraente, iden-

tifcado como um mercado exigente na

procura de exclusividade, altos níveis de

qualidade e luxo, sendo estas as premis-

sas para qualquer peça com assinatura BO-

CA DO LOBO. Tendo já marcado presença

em eventos como a EXPORT HOME, Ango-

la 2009 e a FILDA - Feira Internacional de

Luanda, 2009, a marca vai mantendo des-

de então relações comerciais activas com

parceiro local sediado em Luanda.

hino à arte

L

IV

IN

G

93

LIVING · ANGOLA’IN

|

COOLORS

O poder da cor é o fenómeno “cool” que

inspirou a criação da colecção coolors. As

cores são utilizadas pela sua estética, bem

como pela capacidade de infuenciar a

mente humana através da estimulação do

sentido visual de cada um. As cores indu-

zem muitas emoções e estados de espírito.

Assim, a intenção ao associar sensações

de cor à colecção, é estimular emoções de

modo a que quem entre em contacto com

o design da marca se possa identifcar com

ele e se possa colorir por ele.

| boca do lobo

LIMITED
EDITION

O desejo inato da BOCA DO LOBO de criar mó-

veis exclusivos, que diluam a fronteira entre o

design e a arte, é perfeitamente ilustrado na co-

lecção Limited Edition - Large Emotion. Pedro

Sousa, designer fundador desta colecção, possuí

um inegável talento para a concepção de peças

que agitam as emoções nos nossos admirado-

res. Limited Edition começou a trazer status e

singularidade a cada projecto de Pedro Sousa,

acrescentando valor à marca BOCA DO LOBO. Li-

mited Edition é constituída por doze peças com

personalidades distintas e únicas. A fusão entre

a arte e o design é apresentada numa série limi-

tada de 20, feita à mão por um único artesão.

LIVING

94 | ANGOLA’IN · LIVING

95

LIVING · ANGOLA’IN

|

LIVING

96 | ANGOLA’IN · LUXOS

LIVING | boca do lobo

SOHO

Sempre na vanguarda da reinterpretação e no design de alto

nível, familiarizado com extraordinários estilos arquitectó-

nicos, o Soho está no lugar central na primeira colecção BO-

CA DO LOBO. Inspirado no lado cosmopolita que caracteriza

este bairro de Nova Iorque e com uma reinterpretação de

formas e materiais, a colecção Soho apresenta um equilíbrio

entre o design arquitectónico e um apelo ao clássico. Madei-

ras requintadas, técnicas tradicionais, e temas intemporais

são aplicados nos nossos projectos criando peças carismá-

ticas e sedutoras.

97

LUXOS · ANGOLA’IN

|

VINhOS & CA.

| ANGOLA’IN · VINHOS & CA.

98

Vinha
da Tapada

Vinho de cor rubi intenso,
com aroma a frutos
vermelhos maduros. Bem
equilibrado e complexo,
possui um fnal frutado
e persistente, ideal para
acompanhar carnes assadas
ou grelhadas e queijo.

Dão Special
Selection 2005

Possui um aroma intenso e
elegante, onde se evidenciam
as notas de frutos vermelhos
bem maduros (amora e ameixa
preta), com notas de baunilha e
especiarias. Na boca, este vinho
detém uma estrutura poderosa
e uma acidez viva.

Pancas

Este néctar de tom
vermelho cereja é uma
óptima sugestão para
refeições de carne e
massas. Possui um
paladar suave, com a
fruta e as especiarias em
evidência, que revelam o
aroma a notas de frutos
vermelhos e menta.

1º Prémio

Confraria dos
Enóflos do
Alentejo- 2007

É óptimo para acompanhar
desde os típicos pratos
alentejanos até à nobreza
de um Faisão recheado com
frutos secos ou a suavidade
de um Souffé de Chocolate.
Com sabor a compota fresca
de amora, especiarias e
taninos com muita garra,
revela um aroma a frutos
pretos maduros, com
frescura mentolada e cacau
de ligeira tosta.

| patrícia alves tavares

99

VINhOS & CA.

VINHOS & CA. · ANGOLA’IN

|

Quinta dos
Aciprestes

Reserva

Encorpado, este vinho
combina com pratos ricos de
carne, caça e queijos fortes.
Possui aromas maduros de
ameixa, cereja e foral, onde
se evidenciam os sabores dos
frutos vermelhos e pretos.

Viña Maipo

Sauvignon Blanc
/Chardonnay

Límpido, de cor amarelo-
esverdeado, este produto possui
um aroma frutado, com notas de
pêssegos, maçãs e citrinos. Suave e
muito fresco, este néctar é uma boa
sugestão para refeições de peixe.

Gatão Rosé

Límpido e de cor rosada,
este néctar apresenta-se
com um aroma jovem e
frutado. Delicado, macio e
fresco, é excelente para servir
com pratos de carne magra
grelhada, massas, pizzas e
todo o tipo de entradas.

Leopard’s
Leap

Chardonnay

Elegante, este néctar
possui o aroma cremoso
dos frutos vermelhos.
Na boca, esta colheita
de 2009 apresenta-se
com notas de frutos
tropicais e lima.

100 | ANGOLA’IN ·

101

· ANGOLA’IN

|

102 | ANGOLA’IN · VINHOS & CA.

VINhOS & CA.

Hankey
Bannister

Este Whisky escocês possui
um tom de caramelo
cremoso e apresenta-se
como um whisky leve. A sua
tonalidade dourada revela
um aroma doce e picante,
com um toque de mel e um
fnal longo e agradável.

Brandy 1920

O seu aroma de
aguardente e madeira de
carvalho faz deste Brandy
de cor topázio uma boa
opção para consumir
depois das refeições,
acompanhando o café.

Royal Oporto

Extra Dry White

Vinho jovem que acompanha frutos secos,
salgados e é recomendado como aperitivo. É
uma boa escolha para o Verão, podendo ser
servido com gelo e limão. O aroma frutado e
equilibrado lembra os frutos secos.

VIP Champions

Perfeito para acompanhar pastas e pratos de
carne, este néctar de cor rubi apresenta uma
excelente intensidade gustativa. Elegante e
com uma boa estrutura de taninos macia,
apresenta-se com um aroma complexo em
frutos vermelhos e especiarias, com destaque
para a ameixa e cereja. Serve-se a uma
temperatura entre os 16ºC e 18ºC.

Produção de azeitona
supera expectativas

As previsões agrícolas do Instituto Nacional
de Estatística de Portugal (INE) indicam que
a produção de azeitona para fabrico de azeite
deverá atingir em 2010 o valor mais elevado
dos últimos cinco anos. O organismo espera
uma produtividade na ordem das 421 mil to-
neladas, representando um crescimento de 25
por cento em relação ao ano anterior. As esti-
mativas estão relacionadas com as condições
climatéricas favoráveis e com o início do pleno
funcionamento dos olivais intensivos, planta-
dos nos últimos anos na região do Alentejo. O
INE avança que a “qualidade dos frutos é boa
ou muito boa, sendo de prever que os azeites
produzidos sejam este ano de excelente qua-
lidade e de muito baixa acidez”.

VINhOS & CA. BREVES| patrícia alves tavares

Porto Rosé em braille

A Porto Cálem vai lançar o primeiro vinho de
Porto rosé e garrafas com rótulo escrito em
Braille. A novidade foi criada a pensar nas
“pessoas com defciências e incapacidades vi-
suais”. O novo néctar rosé foi concebido pelo
enólogo Pedro Sá e é propriedade do grupo
Sogevinus. Caracterizado como “rico, sedoso
e envolvente em todos os sentidos”, o Cálem
Rosé surge no mercado após “uma solicitação
por parte dos clientes nacionais e estrangei-
ros”. A empresa quer ser vanguardista e apos-
ta pela primeira vez num rótulo em alfabeto
Braille, de forma a tornar o produto acessível
a todos, explorando um outro sentido: o tac-
to. O objectivo consiste, segundo Cátia Mou-
ra, responsável de comunicação, em chegar a
“pessoas a quem o acesso a bens de consumo
está muitas vezes difcultado”.

Encontrado
genoma da uva

Um grupo de estudiosos do Serviço de Inves-
tigação Agrária dos EUA encontrou um méto-
do para acelerar o processo de identifcação
de marcadores genéticos presentes no geno-
ma da uva. A descoberta vai permitir identif-
car a qualidade da fruta, a capacidade desta
em se adaptar às condições ambientais e a
sua resistência a doenças e pragas. Os cien-
tistas utilizaram uma nova tecnologia para
sequenciar as proporções representativas dos
genomas de dez tipos de uva (seis silvestres
e Pinot Noir clone). O processo já tinha sido
estudado em 2007, mas só agora foi possível
rectifcar erros comuns da sequência e des-
cobrir milhares de marcadores genéticos que
servem como indicadores do relacionamento
entre as plantas e a sua origem geográfca.

Energia eólica
em vinhas

É a nova tecnologia associada à
produção de vinhos. O recurso a
energia eólica está a tornar-se fre-
quente nos EUA. Desde o Alaska ao
Texas ou de Oregon ao Michigan,
verifca-se o uso da fonte natural
de energia. A vinícola Anaba, So-
noma, tornou-se recentemente no
primeiro local do norte da Califórnia
a recorrer à energia do vento. Uma
turbina com 14 metros de altura foi
instalada na região, estando orça-
da em 21.000 US$. O investimen-
to permitiu a redução das despesas
anuais de electricidade em 1.000
US$ e, de acordo com o proprietário
John Sweaze, o retorno desta apos-
ta será visível dentro de 12 anos. Os
produtores contam com os subsí-
dios estatais para compensar os
custos iniciais. Ainda para este ano,
a companhia vinícola Honig, no Na-
pa Valley, vai concluir a instalação
das turbinas eólicas, que vão cap-
tar energia solar, capaz de produzir
10.800 Kwh/ ano.

Vinho sem álcool

O WineZero foi lançado no mercado italiano
e pretende combater o consumo abusivo de
álcool. O novo vinho com baixo teor alcoólico
é produzido em Valladolid, Espanha, a partir
de uvas do Duero, Rueda e Cigales e está dis-
ponível nas categorias de tinto, branco e rosé.
Com a mesma fórmula, está a ser desenvolvi-
do um tinto envelhecido em carvalho america-
no. Com um teor de 0,5 por cento, é feito com
fermentação total e destilado a vácuo, para
permitir a redução do índice de alcoolemia. O
inovador produto foi concebido pelos italia-
nos Massimiliano Bertolini e Manuel Zanella.
O empresário Bertolini referiu recentemente
que o WineZero “não pretende competir com
os vinhos tradicionais; é uma nova bebida, co-
mo a cerveja sem álcool ou o café descafeina-
do. Já estão na moda em Espanha, França e
Alemanha e já estava na hora de lançá-lo no
mercado italiano”.

Melhor rosé do mundo

O vinho Casal da Coelheira Rosé 2009 foi o
vencedor da edição deste ano do Concurso
Mundial de Bruxelas, na Bélgica. O néctar, pro-
duzido em Abrantes, Portugal, recebeu o ‘Best
Wine Trophy’, sendo considerado o melhor vi-
nho rosé do mundo, perante 275 provadores
de 40 países. O produto obteve ainda uma das
seis ‘Grande Médaille d’Or’, passando a fazer
parte restrito lote de “melhor resultado abso-
luto” registado em cada uma das categorias.

Alentejo faz acção de
promoção em Luanda

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana
(CVRA) realizou uma acção de promoção dos
vinhos do Alentejo em Luanda. A entidade
escolheu o mês de Maio para divulgar os pro-
dutos da região portuguesa em Angola, visto
que o país é o seu principal importador. Se-
gundo uma fonte da CVRA, em declarações
à agência de notícias Lusa, o evento decorreu
numa unidade hoteleira da capital e inseriu-se
na estratégia da promoção de vinhos do Alen-
tejo em mercados externos. O certame contou
com a participação de uma dezena de produ-
tores da região alentejana, pelo que foi direc-
cionado para importadores, profssionais de
hotelaria e restauração. Em prova, estiveram
as mais recentes colheitas de uma dezena de
profssionais do Alentejo. A organização apre-
sentou ainda um jantar temático com pratos
típicos acompanhados pelos néctares portu-
gueses. De acordo com a CVRA, em 2009, foi
registado um total de mais de 3,4 milhões de
litros de vinho do Alentejo exportado para o
território angolano. A exportação é a grande
aposta dos produtores alentejanos e repre-
senta já cerca de 17 por cento das vendas. An-
gola é o principal ‘cliente’ desta produção.

Vinho do Porto
em Cannes

A iniciativa é inédita. A edição deste ano do
Festival de Cannes conta com a presença do
Vinho do Porto, numa acção promovida pelo
Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e que
se insere no plano de promoção deste néctar
no mercado internacional, nomeadamente
entre as categorias Premium. O organismo
associou-se pela primeira vez ao evento. Em
plena praia do Majestic, no coração do Merca-
do do Filme e junto ao Palácio dos Festivais,
os actores, cineastas e líderes de opinião que
marcaram presença na 63ª edição do certa-
me tiveram a oportunidade de degustar uma
selecção dos melhores vinhos do Porto (puro
ou em cocktails) e descobrir a sua diversida-
de e qualidade. O mercado francês continua
a ser o cliente mais importante deste néctar
da Região Demarcada do Douro português.

VINhOS & CA. BREVES| patrícia alves tavares

104 | ANGOLA’IN · VINHOS & CA.

Portugal inaugura hotel vínico

O primeiro hotel vínico de luxo em Portugal, o The Yeatman Oporto abre ao público a 5 de Julho.
Localizado na zona histórica de Gaia, no Porto, o espaço representa um investimento de 32,5 mi-
lhões de euros e tem como principal fnalidade a “promoção de todos os vinhos portugueses”. O
presidente executivo da Fladgate Partnership e do The Yeatman realçou que o empreendimento
pretende assumir-se como “uma plataforma para expandir o mercado de turismo da cidade no
sector de luxo”, lembrando que o “Vinho do Porto é uma bandeira de Portugal”. O empresário já
admitiu a possibilidade de novos investimentos no sector hoteleiro. Recorde-se que o grupo é
detentor de 11 quintas no Douro. O novo hotel dispõe de 12 suites e 70 quartos com vista para o
rio Douro e o Centro Histórico do Porto. Está distribuído por seis socalcos em alusão à distribui-
ção das vinhas.

Café Gourmet

Angola está a participar num projecto sobre
Produção de Café “Gourmet” ao lado de paí-
ses como a Tanzânia e o Uganda. O país aderiu
à iniciativa devido às enormes potencialida-
des de produção e promoção da cafeicultura.
Este passo tem sido decisivo na reabilitação
dos centros de pesquisas, uma vez que a pro-
dutividade do grão depende de uma boa in-
vestigação. Por outro lado, confrma a aposta
na revitalização da cafeicultura angolana e
no enquadramento da juventude neste sec-
tor de actividade. Entretanto, a nação acolheu
recentemente um colóquio sobre a matéria.
“Devemos encorajar o país a continuar a pro-
duzir devido à experiência adquirida e à boa
qualidade de café que Angola possui, pois
assim iremos contribuir para a diversifcação
da economia e para a redução da pobreza no
meio rural”, defendeu Josefa Sacko, secretária
da Organização Inter-Africana do Café (OIAC).

VINhOS & CA.

105

VINHOS & CA. · ANGOLA’IN

|

VINhOS & CA.| wilson aguiar

À mesa com
o fel amigo

Olá a todos!
Nesta edição, sugiro uma receita inspirada no fel amigo: o bacalhau. Para quem não
dispensa produtos regionais na sua mesa, pode escolher o bacalhau de água doce, pro-
veniente dos rios da Huíla. Existem mais de mil maneiras de preparar este peixe, que
abunda nos países do norte da Europa e é muito comum nas festas tradicionais
(Natal e Páscoa). No entanto, optei por uma receita de fácil confecção. Rápida
e saborosa, a minha açorda de bacalhau é a escolha ideal para um jantar
após um dia de trabalho, em que o cansaço e os horários apertados (por
vezes difíceis de conciliar com os restantes membros da família) não
dão oportunidade para preparar refeições muito elaboradas.
Agora que o Outono está a chegar, delicie-se com um prato tradicio-
nal, que recorre à base mais importante da dieta alimentar: o pão. É
a escolha ideal para dias mais frios. Acompanhe com sumo natural
ou um copo de vinho e fnalize a refeição com uma peça de fruta.
Para quem não gosta de bacalhau, recordo que podem sempre
substituí-lo por outro ingrediente da vossa preferência, como
por um exemplo um peixe característico da vossa província.

bom Apetite!

Wilson
Aguiar

sugere:

INGREDIENTES

750 g de bacalhau

500 g de pão

2 ovos

0,5 dl de azeite

1 dente de alho

1 colher (sopa) de salsa picada

Sumo de 1 limão

Sal e pimenta q.b.

açorda de bacalhau

CONFECÇÃO

Leve ao lume o azeite e o alho e deixe

aquecer bem até que este fque bastante

alourado. Nesse momento retire o alho do

azeite. Entretanto, desfe bem o bacalhau,

lave-o, esprema-o e coloque-o no azeite

e deixe refogar. Quando este estiver

refogado, junte um pouco de água.

De seguida, parta os pães em pedaços

e junte-os ao preparado anterior. Deixe

ferver até que o pão se desfaça. Retire do

lume, adicione os ovos bem batidos, a salsa

picada e o sumo de limão. Misture tudo

muito bem.

Coloque o preparado num tabuleiro e leve

ao forno para tostar. Sirva bem quente e

decore com um pouco de salsa.

VINhOS & CA. GOURMET

106 | ANGOLA’IN · VINHOS & CA.

| patrícia alves tavares

Eleito pela revista Restaurant como o actu-
al número um do mundo, o Noma conseguiu
a proeza de destronar o experiente El Bulli
da liderança do conceituado ranking. René
Redzepi é proprietário e chef do espaço di-
namarquês, que se evidencia pelos inconfun-
díveis menus gourmet nórdicos. O talento de
32 anos ganhou notoriedade por recorrer ex-
clusivamente a ingredientes que podem ser
facilmente encontrados na região nórdica.
Contudo, a expressão ‘comum’ está fora do
seu vocabulário. Redzepi descobre e aplica na

noma [dinamarca]

O melhor do Mundo

informações

Morada: Strandgade 93, 1401 Copenhaga K Telefone: +45 3296 3297

Site: www.noma.dk Email: noma@noma.dk

Estacionamento: Sim, na Strandgade 100

Horário: Almoço: terça-feira - Sábado: 12.00 até 13.30h (hora local)

Jantar: terça-feira - sábado: 18h até 22h (hora local)

Reservas: Obrigatório (até 90 dias antes da data pretendida). Para reservas

até 5 pessoas pode ligar para o +45 3296 3297, de segunda a sexta-feira,

entre as 10.00 e as 15h.

Tem ainda a possibilidade de efectuar a sua marcação através do email:

booking@noma.dk ou directamente no site.

sua culinária fores e ervas selvagens e cria-
turas do mar pouco conhecidas. A sua habi-
lidade traduz-se na interpretação pessoal da
cozinha tradicional, onde os métodos típicos,
os produtos nórdicos e as receitas locais são
reinventados através de uma abordagem gas-
tronómica completamente inovadora. Situa-
do ao lado do porto de Copenhaga, o Noma é
o único restaurante na Dinamarca com duas
estrelas no Guia Michelin. O nome surge de
duas expressões dinamarquesas: “Nordisk”

(nórdico) e “Mad” (alimento). Actualmente,
oferece apenas menus de degustação, prepa-
rados para clientes que querem uma experi-
ência gastronómica única. O ambiente rústico
e despretensioso convida-o a descobrir os sa-
bores da região do Norte do Atlântico e a di-
vulgar os produtos regionais. A decoração do
interior é assinada por Signe Bindslev-Henrik-
sen. Foi inaugurado em 2004 e é gerido pelos
sócios René Redzepi, Claus Meyer e pelo som-
melier sueco Pontus Eluffson.

VINhOS & CA.

107

VINHOS & CA. · ANGOLA’IN

|

É simplesmente o restaurante mais caro de
Nova Iorque. A especialidade é o sushi, con-
siderado pelos especialistas como o melhor
do mundo. Em pleno coração da Time War-
ner, o espaço cotado com três estrelas do Guia
Michelin é um ‘must go’ na requintada cida-
de americana. As criações são da autoria do
famoso chef japonês Masa Takayama, que
aposta numa fusão entre o melhor da gastro-
nomia tradicional japonesa e as mais moder-
nas técnicas e ingredientes de vanguarda. O
resultado são refeições repletas de personali-
dade que conquistam gourmets e gourmands,
que fcam apaixonados pelos sabores únicos e
inconfundíveis de Masa. O ambiente intimis-
ta, inspirado nas casas de sushi japonesas,
convida a uma experiência que dura aproxi-
madamente três horas. Não existe um menu.
Os pratos são adaptados à disponibilidade e
sazonabilidade dos ingredientes. As refeições
são preparadas na hora e diante dos clientes,
que degustam as criações na ordem sugerida
por Masa. O vestuário é o mais informal possí-
vel. Neste restaurante, a estrela é o sushi!

masa [nova iorque]

Experiência divinal

informações

Morada: 10 Columbus Circle Time Warner Center, 4/F - Nova Iorque, NY 10019 (entre as ruas Broadway e 59th

Street) Telefone: 212-823-9800 Fax: 212-823-9809 Site: www.masanyc.com Email: reservation@masanyc.com

Horário: Almoço – terça a sexta-feira das 12.00h às 13h, Jantar - segunda-feira a sábado das 18h às 21h Encerra aos

domingos Reservas: Recomendável. Existem apenas 26 lugares. Podem ser efectuadas à segunda-feira das 10h às

20h ou ao sábado entre as 12h as 20h. A reserva só é válida após a apresentação de um cartão de crédito válido. Para

grupos com mais de 5 pessoas é necessário pagar metade da reserva uma semana antes.

Cancelar reserva: Até 48 horas antes da data. Se ultrapassar o prazo pagará uma multa de 200US$

Dress code: Informal Sugestão: Escolha um lugar no bar, preferencialmente em frente ao chef Masa e encante-se ao

visualizar a preparação das refeições

108 | ANGOLA’IN · VINHOS & CA.

VINhOS & CA. GOURMET

Na Tailândia surge um dos restaurantes
mais sofsticados da região, que apresenta
as melhores especialidades da cozinha fran-
cesa. Inserido no majestoso Hotel Mandarin
Oriental, o Le Normandie é o único espaço
a arrecadar simultaneamente 10 valores na
qualidade do atendimento, na comida e nos
vinhos. A pontuação é atribuída pela Luxe Di-
ning, a conceituada lista que defne os me-
lhores restaurantes da Tailândia. O preço tem
igualmente nota máxima. É um dos mais ca-
ros de Banguecoque. O custo de cada prato
oscila entre US$25 e US$40. A decoração
imponente e elegante é o cartão-de-visita.
Com vista privilegiada para o rio Chao Phraya,
o espaço sobressai pelos candeeiros de cris-
tal, os arranjos forais e as paredes e tectos

revestidos a sedas de ouro. O fato e gravata
são peças obrigatórias para degustar as ten-
tações gastronómicas, podendo optar pelos
menus ou pelas propostas à la carte, sempre
acompanhadas pelas melhores sugestões de
vinhos. O atendimento é extraordinário, os

le normandie [tailândia]

Charme francês
em Banguecoque

informações

Morada: Mandarin Oriental Bangkok, 48 Oriental Ave, Bangkok 10500

Telefone: +66 0-2659-9000 Reservas: Obrigatório Dress code: Formal

Site: www.mandarinoriental.com Email: mobkk-businesscenter@ mohg.com

Estacionamento: Sim Horário: Aberto todos os dias das 12h às 14.30h (almoço)

e das 19h às 22.30h (jantar) Pagamento: Aceita AE, Visa, Mastercard, D

Curiosidade: Possui três a cinco pratos vegetarianos e música ambiente (piano)

funcionários demonstram conhecimentos e
técnicas apuradas, tudo a pensar na máxima
satisfação do cliente. É sem dúvida o melhor
restaurante de cozinha francesa que pode en-
contrar na Ásia e que lhe proporciona uma ex-
periência única.

LUXOS · ANGOLA’IN

| 109

VINHOS & CA. · ANGOLA’IN

|

CULTURA & LAzER| manuela bártolo

110 | ANGOLA’IN · CULTURA & LAZER

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