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Redação Publicitária I

Prof. Lúcio Amaral


Ah! Venham fregueses!
E venham depressa!
Que aqui não se prega
Nem logro nem peça.

Casemiro de Abreu – Café Fama, +ou-1850


Nesta cidade onde o atraso
Lembra uma cara morfética
Fez monopólio da estética
A Loja do Rattacaso

Augusto dos Anjos – Loja de roupas, +ou-


1850
1905
1914
1928
Década de 30
Década de 40
Década de 50
Década de 60
1970
Texto narrativo
- Relato de um acontecimento;
- Fatos vividos por personagens
em determina tempo e lugar;
- Presença do narrador
(personagem ou observador);
- Fatos em seqüência.
O Coveiro
Millôr Fernandes

Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua


profissão - coveiro - era cavar. Mas, de
repente, na distração do ofício que amava,
percebeu que cavara demais.Tentou sair da
cova e não conseguiu. Levantou o olhar para
cima e viu que sozinho não conseguiria sair.
Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte.
Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar,
cansou de esbravejar, desistiu com a noite.
O Coveiro
Millôr Fernandes

Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A


noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das
horas tardias. Bateu o frio da madrugada e,
na noite escura, não se ouviu um som
humano, embora o cemitério estivesse cheio
de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só
pouco depois da meia-noite é que vieram uns
passos. Deitado no fundo da cova o coveiro
gritou.
O Coveiro
Millôr Fernandes

Os passos se aproximaram. Uma cabeça


ébria apareceu lá em cima, perguntou o quê
havia: O que é que há? O coveiro então
gritou, desesperado: Tire-me daqui, por favor.
Estou com um frio terrível! Mas, coitado! -
condoeu-se o bêbado - Tem toda razão de
estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de
você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá,
encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.
O Coveiro
Millôr Fernandes

Moral: Nos momentos graves é preciso


verificar muito bem para quem se apela.
Texto descritivo
- Função representativa;
- Cópia/reprodução/representação
escrita do captado pelo olhar;
- Permite visualizar uma imagem
do que é lido;
- Caracteriza pessoas, objetos,
ambientes, animais...
Texto descritivo
- Transmite impressões ou sensações;
- Não há sucessão de acontecimentos.
Eusébio Macário
Camilo Castelo Branco

Havia na botica um relógio de parede,


nacional, datado de 1781, feito de
grandes toros de carvalho e muita
ferraria. Os pesos, quando subiam,
rangiam o estridor de um picar de
amarras das velhas naus. Dava-se-lhe
corda como quem tira um balde da
cisterna.
Eusébio Macário
Camilo Castelo Branco

Por debaixo da triplicada cornija do


mostrador havia uma medalha com
uma dama cor de laranja, vestida de
vermelhão, decotada, com uma romeira
e uma pescoceira, crassa e grossa de
vaca barrosã, penteada à Pompadour,
com uma réstia de pedras brancas a
enastrar-lhe as tranças.
Eusébio Macário
Camilo Castelo Branco

Cada olho era maior do que a boca, de


um vermelho de ginja. Ela tinha a mão
esquerda escorrida no regaço, com os
dedos engelhados e aduncos como um
pé de perua morta; o braço direito
estava no ar, hirto com um ramalho de
flores que parecia uma vassoura de
hidrângeas.
Eusébio Macário
Camilo Castelo Branco

Este relógio badalara três horas, que


soaram ríspidas como as pancadas
vibrantes, cavas, das caldeiras da
Hécate de Shakespeare.
Texto dissertativo/persuasivo
- Possui caráter argumentativo;
- Exposição de idéias e opiniões;
- Apresentação de provas;
- Adoção de ponto de vista;
- É preciso conhecer o tema;
- Convencimento do leitor;
- Introdução, desenv. e conclusão.
Depois que um rolo compressor
passou pelo cinema brasileiro,
alijando-o intempestivamente do
mercado, é bom saber que
existem fórmulas ao alcance de
diretores, produtores, roteiristas
e artistas para retomar o diálogo.
O mercado consumidor tem fôlego,
mas tende, por distorção natural, a
se voltar para o filme estrangeiro.
Precisa de boa sacudida que o faça
retomar o caminho de casa, desde
que, evidentemente, o produto da
casa satisfaça suas expectativas.