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.TCC Wemar bombas

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Universidade Nove de Julho

Alexandre Vieira de Souza-------RA: 307155200 André Godoi Pereira--------------RA: 305102966 Marcelo Oliveira de Souza-------RA: 304102166 Ricardo Aparecido dos Santos---RA: 304102101 Wellington Jacinto da Silva------RA: 304102301

Proposta de otimização do projeto de produção de bomba de água para automóvel de 1000 cilindradas

São Paulo 2009

Alexandre Vieira de Souza-------RA: 307155200 André Godoi Pereira--------------RA: 305102966 Marcelo Oliveira de Souza-------RA: 304102166 Ricardo Aparecido dos Santos---RA: 304102101 Wellington Jacinto da Silva------RA: 304102301

Proposta de otimização do projeto de produção de bomba de água para automóvel de 1000 cilindradas

Trabalho de conclusão de curso Universidade Nove de Julho como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Engenheiro de Produção Mecânico. Orientadora : Profª. Adriana Hélia Caseiro

São Paulo 2009

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar a Deus, por nos ter proporcionado mais esta oportunidade. As nossas respectivas famílias, esposas, noivas e namoradas, que sempre estiveram ao nosso lado incentivando-nos, ajudando, compreendendo e compartilhando os momentos difíceis e vitoriosos. À nossa orientadora Profª. Adriana Hélia Caseiro, por ter acreditado em nosso trabalho e estar sempre disponível para auxiliar-nos. Aos colegas, professores e amigos da faculdade pelos ensinamentos e amizade. Em especial, aos verdadeiros amigos que estiveram presentes nesta etapa e nos ensinaram a ser perseverantes. Aos nossos colegas de trabalho pelo incentivo e cooperação. Enfim, agradecemos a todos que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

RESUMO O presente trabalho tem por finalidade a idealização de uma fábrica que visa atender uma demanda de 140.000 unidades por mês de bombas de água para veículos automotores de 1000 cilindradas, a qual será desenvolvida através de dados de entrada de projeto, dados este fornecidos pelo cliente. A produção da bomba será feito com uma tecnologia inovadora utilizando-se a poliamida PA 6.6 com carga de 22,65% fibra de vidro que através de análises e estudos comprovaram ser viável para a substituição do atual material de fabricação utilizado pelo mercado, o alumínio. Fez-se necessário a realização de um estudo complexo sobre os seguintes temas: planejamento de produção, um leiaute onde se aperfeiçoa o processo e que se procura reduzir os custos com movimentação e estocagem, a seleção e cotação de equipamentos que atenda a demanda, qualidade, manutenção, controles sobre poluição e consumo de água, desenvolvimentos de matéria-prima; fluxo de processo dentre outros descritos neste trabalho. O estudo mostrará que 2 (dois) turnos será mais atrativos para os investidores , que irão obter um retorno a curto prazo e que para ter 1 (um) turno seria necessário a instalação de mais equipamentos, o que acarretaria em um investimento maior e um retorno a longo prazo. Dentro destes assuntos abordados,o assunto de maior relevância e justificativa principal para qualquer negócio, será mostrar que a empresa Wemar bombas é economicamente viável.

ABSTRACT The present work has the purpose to create an Industry to take care of a demand of 140.000 units per month of vehicles waters bombs of 1000 piston displacements, which will be developed through project information and this entrance will be provide by the customer. The bomb production will be made with poliamida PA by an innovative technology using just 6,6 of 22,65% glass fibre that was define through analyses and studies. They had proven to be viable for the substitution of the current material of manufacture used for the market, the aluminum. The accomplishment of a complex study became necessary on the following subjects: production planning, one template where the process and costs reduce with movement and stockage, the equipment election and quotation that take care of the demand, quality, maintenance, pollution controls and water consumption, raw material developments; flow the process amongst other described ones in this work. The study will show 2 (two) turns will be more attractive for the investors, who will go to get a short-term return and to have 1 (one) turn it would be necessary the installation of more equipment, what would in the long run cause a bigger investment and a return. Inside of subjects boarded, the issue of bigger relevance and main justification for any business will be to show that Wemar´s Company bomb is economically viable.

LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 - Sistema de arrefecimento com bomba de água --------------------------- 23 Figura 2.2 - Bomba de água para veículos------------------------------------------------ 24 Figura 3.1 - Ciclo de realimentação cliente-marketing-projeto ------------------------ 27 Figura 3.2 - Estrutura analítica do produto ---------------------------------------------- 29 Figura 4.1 - Gráfico de análise termogravimétrica (TGA) e calorimetria diferencial de varredura ---------------------------------------------------------------------- 35 Figura 4.2 - Especificações para compra rolamento ------------------------------------ 39 Figura 4.3 - Especificações para compra do selo mecânico ---------------------------- 40 Figura 4.4 - Especificações para compra para polia------------------------------------- 41 Figura 4.5 - Especificações para compra da bucha do rotor --------------------------- 42 Figura 5.1 - Injetora Primax 150R -------------------------------------------------------- 43 Figura 5.2 - Unidade de água gelada ----------------------------------------------------- 45 Figura 5.3 - Torre de resfriamento -------------------------------------------------------- 46 Figura 5.4 - Desumidificador SMD-2000 ------------------------------------------------ 47 Figura 5.5 - Prensa DC-3-E-BC ----------------------------------------------------------- 49 Figura 5.6 – Fresadora universal VK-300U ---------------------------------------------- 50 Figura 5.7 – Torno convencional PWM-320 --------------------------------------------- 51 Figura 5.8 - Compressor MSV80/425MAX ---------------------------------------------- 52 Figura 5.9 - Micrometro digital digimatic série 293 ------------------------------------ 53 Figura 5.10 - Paquímetro digital digimatic série 293 ----------------------------------- 53 Figura 5.11 - Balança ALFA, modelo B-5040, até 30 kg. ----------------------------- 54 Figura 5.12 – Empilhadeira DBr-CQD15C-1500-6200 -------------------------------- 55 Figura 5.13 – Paleteira PMS-2500 TNY ------------------------------------------------- 57 Figura 5.14 – Esteira EH-8 ----------------------------------------------------------------- 58 Figura 5.15 – Esteira EH-R-600mm ------------------------------------------------------ 60 Figura 7.1 - Importância da eletricidade para a sociedade ----------------------------- 65 Figura 7.2 - Usina hidrelétrica-------------------------------------------------------------- 66 Figura 7.3 - Estrutura básica de um sistema elétrico ------------------------------------ 67 Figura 7.4 - Linha de transmissão de energia -------------------------------------------- 67 Figura 7.5 - Faixas de tensão do sistema elétrico ---------------------------------------- 69 Figura 7.6 - Potências ativas ---------------------------------------------------------------- 71 Figura 11.1 - Tipos de leiaute -------------------------------------------------------------- 97

Figura 11.2 - Tipos de leiaute e seus custos ---------------------------------------------- 100 Figura 12.1 - Fluxo de informações do PCP --------------------------------------------- 104 Figura 12.2 - Estrutura do processo decisório do planejamento e controle da produção ---------------------------------------------------------------------------------------- 106 Figura 12.3 - Gráfico de gantt da produção ---------------------------------------------- 108 Figura 14.1 – Fluxos típicos de bens e informações num canal de suprimentos ---- 115 Figura 14.2 – Fluxo de movimentação e armazenagem de materiais ----------------- 119 Figura 14.3 – Palete de madeira ------------------------------------------------------------ 125 Figura 14.4 – Caixas-palete metálicas dobráveis ---------------------------------------- 125 Figura 14.5 – Empilhadeira ----------------------------------------------------------------- 126 Figura 14.6 – Pateleira manual ------------------------------------------------------------- 127 Figura 14.7 – Balança rodoviária digital -------------------------------------------------- 127 Figura 14.8 – Prateleira armazenagem ---------------------------------------------------- 130 Figura 14.9 – Prateleira com divisórias --------------------------------------------------- 130 Figura 14.10 – Palete ------------------------------------------------------------------------ 132 Figura 14.11 – Desenho padrão montagem dos paletes -------------------------------- 132 Figura 14.12 – Palete montado ------------------------------------------------------------- 133 Figura 14.13 – Caminhão tipo sider ------------------------------------------------------- 133 Figura 14.14 – Distribuição de carga (vista lateral e traseira) ------------------------- 134

LISTA DE TABELAS Tabela 3.1 – Exemplo de definição de código na Wemar bombas -------------------- 28 Tabela 3.2 – Estrutura do produto B1FP09N da Wemar bombas --------------------- 29 Tabela 3.3 – Cronograma de atividades -------------------------------------------------- 30 Tabela 4.1 – Propriedades das poliamidas ------------------------------------------------ 33 Tabela 4.2 – Propriedades para moldagem ----------------------------------------------- 36 Tabela 4.3 – Especificações para selecionamento do selo mecânico ----------------- 40 Tabela 5.1 – Características técnicas injetora Primax ----------------------------------- 44 Tabela 5.2 – Características da unidade de água gelada -------------------------------- 45 Tabela 5.3 – Características da torre de resfriamento Refrisat------------------------- 46 Tabela 5.4 – Característica desumidificador SMD-2000 ------------------------------- 47 Tabela 5.5 – Tabela de capacidade de desumidificação -------------------------------- 48 Tabela 5.6 – Características técnicas prensa---------------------------------------------- 49 Tabela 5.7 – Características técnicas fresadora ------------------------------------------ 50 Tabela 5.8 – Características técnicas torno ----------------------------------------------- 51 Tabela 5.9 – Características técnicas compressor --------------------------------------- 52 Tabela 5.10 – Características técnicas micrometro -------------------------------------- 53 Tabela 5.11 – Características técnicas paquímetro -------------------------------------- 54 Tabela 5.12 – Características técnicas balança ------------------------------------------- 55 Tabela 5.13 – Características técnicas empilhadeira ------------------------------------ 56 Tabela 5.14 – Características técnicas paleteira ----------------------------------------- 57 Tabela 5.15 – Características técnicas esteira -------------------------------------------- 59 Tabela 5.16 – Características técnicas esteira -------------------------------------------- 60 Tabela 7.1 – Consumo total de energia elétrica ------------------------------------------ 72 Tabela 8.1 – Caracterização da água SABESP, comparada a Portaria 518 ---------- 75 Tabela 8.2 – Consumo doméstico em prédios-------------------------------------------- 76 Tabela 9.1 – Quantidades de resíduos gerados ------------------------------------------- 80 Tabela 10.1 – Relação de equipamentos de segurança---------------------------------- 88 Tabela 11.1 – Vantagens e desvantagens do leiaute------------------------------------- 97 Tabela 12.1 – Consumo diário de material-prima e insumos -------------------------- 109 Tabela 15.1 – Lista de verificações preventiva ------------------------------------------ 141 Tabela 15.2 – Ordem de serviço (O.S) ---------------------------------------------------- 141 Tabela 16.1 – Custos fixos ------------------------------------------------------------------ 150

Tabela 16.2 – Custos variáveis ------------------------------------------------------------- 151 Tabela 16.3 – Custos da matéria-prima --------------------------------------------------- 155 Tabela 16.4 – Porcentagem dos encargos ------------------------------------------------- 156 Tabela 16.5 – Custos da mão de obra direta ---------------------------------------------- 157 Tabela 16.6 – Custos de energia elétrica -------------------------------------------------- 158 Tabela 16.7 – Custos variáveis e embalagens e insumos ------------------------------- 159 Tabela 16.8 – Custos fixos de depreciação acelerada 2 turnos de 8 horas ----------- 161 Tabela 16.9 – Cálculo do IPTU para propriedade comerciais e industriais ---------- 162 Tabela 16.10 – Custo direto variável ------------------------------------------------------ 163 Tabela 16.11 – Demonstrativo de resultados --------------------------------------------- 168 Tabela 16.12 – Investimento inicial ------------------------------------------------------- 169

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABC ABNT ANEEL AT BT CBU COFINS CP CPV DGA Emáx Eméd Emín EPI EUA FGTS FP GE GLP H ICMS IL INSS IPI IPTU ISO/TS MT NBR OP OS PCP Custos de Acordo com as Atividades Desenvolvidas Associação Brasileira de Normas Técnicas Agência Nacional de Energia Elétrica Alta Tensão Baixa Tensão Custo Unitário Básico Global Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Custo Periódico Custos dos Produtos Vendidos Despesas Gerais da Administração Estoque Máximo Estoque Médio Estoque Mínimo Equipamento de Proteção Individual Estados Unidos da América Fundo de Garantia do Tempo de Serviço Fator de Potência Giro Estoque Gás Liquefeito de Petróleo Altura manométrica Imposto sobre Mercadorias e Prestação de Serviço Índice de Lucratividade Imposto Nacional se Seguridade Social Imposto sobre Produtos Industrializados Imposto Predial e Territorial Urbano Norma de Certificação Média Tensão Norma Brasileira Ordem de Produção Ordem Serviço Planejamento e Controle de Produção

PE PIS PMP PP PR PR PV PVC R$ RC RKW RS TIR TMA TPM TR VC VPL

Ponto de Equilíbrio Programa de Integração Social Planejamento Mestre Produção Ponto Pedido Período de Retorno do Investimento Prazo de Retorno Preço de Venda Poli Cloreto de Vinila Moeda Corrente no Brasil Retorno de Capital Despesas aos Produtos Taxa de Reinvestimento Taxa Interna de Retorno Taxa Mínima de Atratividade Manutenção Produtiva Total Critério do Período de Retorno do Investimento Valor de Compra do Terreno Valor Presente Líquido

LISTA DE SÍMBOLOS % CV d g H H Kg kgf/cm² Km Kv kVA kW M m/s m² mm N Q rad/s RPM S T U2 v V W Porcentagem Cavalo vapor Diâmetro Aceleração da gravidade Altura manométrica Hora Quilograma Quilograma força por centímetro quadrado Quilometro Quilovolt Quilovolt-Amper Quilowatt Metro Metros por segundo Metro Quadrado Milímetro Potência Vazão Radianos por segundo Rotação por minuto Espessura da palheta do rotor Período de tempo Velocidade periférica de saída Velocidade Volt Watt Ângulo das pás do rotor Peso específico Rendimento Constante

β δ η π

σ ω

Paço das pás Velocidade angular

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ---------------------------------------------------------------------------- 20 2 BOMBAS DE ÁGUA AUTOMOTIVA ----------------------------------------------- 22 2.1 Tipos de bombas------------------------------------------------------------------------ 22 2.1.1 Bombas de água para veículo -------------------------------------------------- 22 3 PROJETO DO PRODUTO ------------------------------------------------------------- 25 3.1 Produto ----------------------------------------------------------------------------------- 26 3.2 Propósito de um produto -------------------------------------------------------------- 26 3.3 Memorial de cálculo ------------------------------------------------------------------ 27 3.4 Desenho da bomba de água para veículo ------------------------------------------- 27 3.5 Desenvolvimento da embalagem do produto--------------------------------------- 27 3.6 Código de produto --------------------------------------------------------------------- 28 3.7 Estrutura do produto ------------------------------------------------------------------- 28 3.8 Cronograma de desenvolvimento ---------------------------------------------------- 29 3.9 Documentação do produto ------------------------------------------------------------ 30 3.10 Instruções de engenharia------------------------------------------------------------- 31 4 MATÉRIA PRIMA ----------------------------------------------------------------------- 32 4.1 Poliamida -------------------------------------------------------------------------------- 33 4.1.1 Poliamida 6.6 (PA 6.6) com fibra de vidro ---------------------------------- 34 4.2 Quantidade a ser utilizada de Poliamida 6.6 (PA 6.6) ---------------------------- 36 4.3 Fornecedores e forma de compra ---------------------------------------------------- 37 4.4 Fornecedores externos de peças ------------------------------------------------------ 38 4.4.1 Rolamento ------------------------------------------------------------------------ 38 4.4.1.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 39 4.4.2 Selo mecânico -------------------------------------------------------------------- 39 4.4.2.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 40 4.4.3 Polia / flange --------------------------------------------------------------------- 41 4.4.3.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 41 4.4.4 Bucha do rotor ------------------------------------------------------------------- 41 4.4.4.1 Forma de compra ------------------------------------------------------- 42 5 EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA ----------------------------------------------- 43 5.1 Equipamentos --------------------------------------------------------------------------- 43 5.1.1 Injetora para carcaça e rotor --------------------------------------------------- 43

5.1.2 Unidade de água gelada -------------------------------------------------------- 44 5.1.3 Torre de resfriamento ---------------------------------------------------------- 46 5.1.4 Desumidificador ---------------------------------------------------------------- 46 5.1.5 Prensa ----------------------------------------------------------------------------- 48 5.1.6 Fresadora ------------------------------------------------------------------------- 49 5.1.7 Torno convencional ------------------------------------------------------------- 51 5.1.8 Compressor ----------------------------------------------------------------------- 52 5.1.9 Micrômetro ----------------------------------------------------------------------- 52 5.1.10 Paquímetro ---------------------------------------------------------------------- 53 5.1.11 Balança -------------------------------------------------------------------------- 54 5.1.12 Empilhadeira-------------------------------------------------------------------- 55 5.1.13 Paleteira ------------------------------------------------------------------------- 56 5.1.14 Esteira --------------------------------------------------------------------------- 58 6 CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ----------------------------------------------------- 61 6.1 Tempos e métodos --------------------------------------------------------------------- 61 6.2 Dimensionamento da capacidade de produção------------------------------------- 62 6.3 Dimensionamento de máquinas ------------------------------------------------------ 63 7 ENERGIA ----------------------------------------------------------------------------------- 65 7.1 Geração de energia elétrica ----------------------------------------------------------- 66 7.2 Geração e distribuição de energia elétrica ------------------------------------------ 66 7.2.1 Redes de média tensão ---------------------------------------------------------- 68 7.2.2 Redes em baixa tensão (BT) --------------------------------------------------- 68 7.3 Demanda estimada de energia elétrica ---------------------------------------------- 69 7.4 Fator de potência ----------------------------------------------------------------------- 69 8 ÁGUA ---------------------------------------------------------------------------------------- 73 8.1 Qualidade da água ---------------------------------------------------------------------- 73 8.2 Água para uso industrial--------------------------------------------------------------- 74 8.3 Utilização da água para os processos produtivos e consumo Humano --------- 75 8.4 Cálculo do volume de água ----------------------------------------------------------- 76 8.5 Dimensionamento do reservatório de água ----------------------------------------- 77 8.6 Dimensionamento do reservatório para incêndio ---------------------------------- 78 9 POLUIÇÃO -------------------------------------------------------------------------------- 79 9.1 Tipos de poluição ---------------------------------------------------------------------- 80 9.2 Quantidades de resíduos--------------------------------------------------------------- 80

9.3 Disposição dos resíduos --------------------------------------------------------------- 81 9.4 Prevenção da poluição ----------------------------------------------------------------- 81 9.5 Vantagens da implantação dos programas de prevenção da poluição ---------- 82 10 SEGURANÇA DO TRABALHO ----------------------------------------------------- 84 10.1 Acidente de trabalho ---------------------------------------------------------------- 85 10.2 Aplicações na Wemar bombas ---------------------------------------------------- 85 10.2.1 Comissão interna de prevenção de acidentes --------------------------- 86 10.2.2 Equipamento de proteção individual ------------------------------------- 87 10.2.3 Programa de controle médico de saúde ocupacional ------------------ 88 10.2.4 Edificações ------------------------------------------------------------------- 88 10.2.5 Programa de prevenção de riscos ambientais --------------------------- 89 10.2.6 Instalações e serviços em eletricidade ----------------------------------- 90 10.2.7 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais ------------------------------------------------------------------------------ 90 10.2.8 Máquinas e equipamentos ------------------------------------------------- 91 10.2.9 Prensa ------------------------------------------------------------------------- 92 10.2.10 Atividades e operações insalubres -------------------------------------- 92 10.2.11 Ergonomia ------------------------------------------------------------------ 92 10.2.12 Proteção contra incêndios ------------------------------------------------ 92 10.2.13 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho ---------- 93 10.2.14 Sinalização de segurança ------------------------------------------------- 94 11 LEIAUTE---------------------------------------------------------------------------------- 96 11.1 Tipos de leiaute ---------------------------------------------------------------------- 96 11.1.1 Leiaute por produto --------------------------------------------------------- 98 11.1.2 Escolha do leiaute----------------------------------------------------------- 99 11.2 Leiaute na Wemar bomba ---------------------------------------------------- 100 12 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO-------------------------- 102 12.1 Fluxos de informações do PCP ---------------------------------------------------- 104 12.2 Planejamentos agregado de produção -------------------------------------------- 105 12.3 Planejamento mestre da produção ------------------------------------------------ 105 12.4 Planejamento de materiais --------------------------------------------------------- 106 12.5 Planejamentos realizados na Wemar bombas ----------------------------------- 106 12.5.1 Sistema de revisão contínua de estoque de matéria prima ------------ 107 12.5.2 Gráfico gantt da produção da Wemar bombas -------------------------- 107

13 QUALIDADE ----------------------------------------------------------------------------- 110 13.1 Qualidade na Wemar bombas ----------------------------------------------------- 110 13.1.1 Controle da qualidade ------------------------------------------------------ 111 13.1.2 Controle da qualidade do processo --------------------------------------- 112 13.1.3 Controle final do produto -------------------------------------------------- 112 13.2 Ferramentas de controle ------------------------------------------------------------ 113 14 LOGÍSTICA ------------------------------------------------------------------------------ 114 14.1 Cadeia de suprimentos-------------------------------------------------------------- 114 14.1.1 Gestão da cadeira de suprimentos ---------------------------------------- 115 14.1.2 Planejamento de suprimentos --------------------------------------------- 115 14.1.3 Práticas de negócios para o planejamento de suprimentos------------ 116 14.2 Transporte ---------------------------------------------------------------------------- 116 14.2.1 Modos ou modais de transporte ------------------------------------------- 117 14.3 Processo de distribuição ------------------------------------------------------------ 118 14.3.1 Fluxo de movimentação e armazenagem de materiais ---------------- 119 14.3.2 Recebimento de produtos -------------------------------------------------- 120 14.4 Gestão de estoque ------------------------------------------------------------------- 120 14.4.1 Princípios de estocagem --------------------------------------------------- 121 14.4.2 Considerações quanto ao local de estocagem --------------------------- 123 14.5 Indicadores de desempenho de estoques ----------------------------------------- 124 14.6 Equipamentos de estocagem e movimentação interna ------------------------- 128 14.6.1 Custo da falta de estoque -------------------------------------------------- 128 14.6.2 Custo do armazenagem e da manutenção do estoque ----------------- 129 14.7 Logística na Wemar bombas ------------------------------------------------------ 129 14.7.1 Estocagem-------------------------------------------------------------------- 129 14.7.2 Movimentação interna ----------------------------------------------------- 129 14.7.3 Transporte externo na Wemar bombas ---------------------------------- 131 15 MANUTENÇÃO ----------------------------------------------------------------------- 135 15.1 Objetivos da manutenção ---------------------------------------------------------- 135 15.2 Tipos de manutenção --------------------------------------------------------------- 136 15.2.1 Manutenção centralizada -------------------------------------------------- 136 15.2.2 Manutenção descentralizada ---------------------------------------------- 137 15.2.3 Manutenção corretiva ------------------------------------------------------ 138 15.2.4 Manutenção preventiva ---------------------------------------------------- 139

15.2.5 Manutenção preditiva ------------------------------------------------------ 139 15.2.6 Manutenção produtiva total (TPM) -------------------------------------- 139 15.3 Gestão estratégia da manutenção ------------------------------------------------- 139 15.4 Manutenção na Wemar bombas --------------------------------------------------- 140 16 VIABILIDADE --------------------------------------------------------------------------- 142 16.1 Viabilidades econômicas ----------------------------------------------------------- 142 16.2 Viabilidades financeiras ------------------------------------------------------------ 142 16.3 Princípios de análise e indicadores da qualidade ------------------------------- 143 16.4 Fluxo de caixa ----------------------------------------------------------------------- 144 16.4.1 Taxa de desconto do fluxo de caixa -------------------------------------- 145 16.4.2 Critério do valor presente líquido ---------------------------------------- 146 16.4.3 Critério do índice de lucratividade --------------------------------------- 147 16.4.4 Critério da taxa interna de retorno ---------------------------------------- 147 16.4.5 Critério do período de retorno do investimento ------------------------ 147 16.4.6 Aplicação da teoria da engenharia econômica aos estudos de viabilidade-------------------------------------------------------------------------------------- 148 16.5 Custos --------------------------------------------------------------------------------- 148 16.5.1 Aplicabilidade de custos na atividade industrial ----------------------- 149 16.5.2 Classificação dos custos --------------------------------------------------- 149 16.5.3 Custos fixos ------------------------------------------------------------------ 150 16.5.4 Custos variáveis ------------------------------------------------------------- 150 16.5.5 Sistemas de custos ---------------------------------------------------------- 151 16.6 Custos na Wemar bombas --------------------------------------------------------- 151 16.6.1 Custeio por absorção ------------------------------------------------------- 151 16.6.2 Custos e despesas ----------------------------------------------------------- 152 16.6.3 Custos de produção --------------------------------------------------------- 153 16.6.4 Gastos dentro da produção que não são custos ------------------------- 153 16.6.5 Cálculos do preço do produto --------------------------------------------- 154 16.6.6 Custos da mão-de-obra e encargos sociais ------------------------------ 156 16.6.7 Custos da energia elétrica -------------------------------------------------- 158 16.6.8 Custo da água ---------------------------------------------------------------- 159 16.6.9 Custos com embalagens e insumos --------------------------------------- 159 16.7 Depreciação -------------------------------------------------------------------------- 160 16.8 Cálculo do imposto predial e territorial urbano (IPTU) ----------------------- 162

16.9 Custo total ---------------------------------------------------------------------------- 163 16.10 Formação do preço de venda ----------------------------------------------------- 163 16.11 Receita------------------------------------------------------------------------------- 165 16.12 Margem de contribuição ---------------------------------------------------------- 165 16.13 Ponto de equilíbrio ---------------------------------------------------------------- 166 16.14 Demonstrativo de resultado ------------------------------------------------------ 167 16.15 Investimento inicial---------------------------------------------------------------- 168 16.16 Taxa de retorno -------------------------------------------------------------------- 169 16.17 Prazo de retorno e retorno descontado ------------------------------------------ 170 16.18 Valor presente líquido------------------------------------------------------------- 171 CONCLUSÃO -------------------------------------------------------------------------------- 173 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------------- 174 APÊNDICES A------------------------------------------------------------------------------- 182 APÊNDICES B ------------------------------------------------------------------------------- 194 APÊNDICES C------------------------------------------------------------------------------- 195 APÊNDICES D------------------------------------------------------------------------------- 196 APÊNDICES E ------------------------------------------------------------------------------- 197 APÊNDICES F ------------------------------------------------------------------------------- 198 APÊNDICES G ------------------------------------------------------------------------------ 199 APÊNDICES H ------------------------------------------------------------------------------ 200 APÊNDICES I-------------------------------------------------------------------------------- 204 APÊNDICES J ------------------------------------------------------------------------------- 215 APÊNDICES L ------------------------------------------------------------------------------- 216 APÊNDICES M ------------------------------------------------------------------------------ 220 APÊNDICES N------------------------------------------------------------------------------- 221 APÊNDICES O ------------------------------------------------------------------------------ 222

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1 INTRODUÇÃO Os primeiros registros que apresentaram um sistema completo de água para refrigerar o motor datam da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Eram usados nos motores dos aviões que apresentavam alta temperatura, sendo assim, o arrefecimento com água no motor possuía refrigeração líquida e seu radiador ficava bem atrás, na fuselagem, numa posição mais eficiente, instalado dentro de um duto aerodinâmico com saída variável. Assim, ao invés de causar arrasto, o ar aquecido se comportava tal como num jato, empurrando o avião para frente. Os primeiros sistemas de arrefecimento a água para veículos automotores funcionavam por sifão térmico, ou seja, a circulação do líquido entre o motor e o radiador acontecia unicamente devido à diferença de densidade de água fria e quente, porém esse processo era muito lento e exigia a montagem do radiador em um ponto mais alto, por isso acrescentou-se a bomba de água ao sistema, tornando o processo de arrefecimento mais eficaz. A circulação de água para resfriamento do motor, através de bomba de água é o processo mais empregado, pois permite um melhor controle da temperatura média dos componentes mais solicitados termicamente. (GARCIA & BRUNETTI, 1989) O objetivo do presente trabalho é atender, no mínimo todos os requisitos impostos pela norma NBR7879, que padroniza a fabricação do produto, pretende-se assim realizar o desenvolvimento de uma bomba de água para veículos de 1000 cilindradas, assim como o dimensionamento de uma fábrica que atenda uma demanda de 140.000 bombas por mês, demonstrando a viabilidade técnica e econômica do projeto através da aplicação de análise e conceitos adquiridos em sala de aula, durante o decorrer do curso de Engenharia de Produção com ênfase em mecânica da Universidade Nove de Julho. Este trabalho será composto dos capítulos relacionados abaixo, onde serão apresentadas as teorias e técnicas disponíveis no mercado, assim como aquelas que serão utilizadas para comprovação da viabilidade do projeto, para o dimensionamento de uma fábrica de bombas de água para veículos, batizada com o nome fantasia Wemar bombas Ltda.:

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Projeto do produto: desenho do produto, estrutura do produto, cronograma de desenvolvimento e instrução de engenharia; Matéria-prima: quais estão disponíveis no mercado, quais são as mais indicadas para fabricação da bomba de água; Equipamentos e tecnologia: quais são as tecnologias disponíveis em processos e equipamentos e em qual se baseará esse trabalho; Capacidade de produção: quantidade de máquinas, capacidade produtiva das máquinas e quantidade de funcionários; Energia elétrica: qual a capacidade instalada e demanda kW do projeto; Água: quais os tipos de água que serão utilizadas para consumo humano e para o processo produtivo, assim como no sistema de combate a incêndio; Poluição: quais os resíduos gerados pelo processo produtivo (líquido, sólido e gasoso), quantidades, tratamentos realizados, disposição no meio ambiente, legislações vigentes para a prevenção da poluição no ambiente fabril; Segurança do trabalho: tipos de EPI’s necessários em cada operação e quais as normas de segurança a serem obedecidas; Planejamento e controle da produção: fluxo de informações do PCP, plano mestre da produção, planejamento de materiais; Leiaute: disposição dos equipamentos e setores da empresa; Qualidade: controle da qualidade da matéria-prima e do processo; Gestão da manutenção: manutenção corretiva, preventiva e preditiva; Logística: cadeia de suprimentos, transporte, cadeia de valor, processo de distribuição, equipamentos de estocagem e movimentação, custo de estoque; Viabilidade econômica: classificação dos custos, sistemas de custos, cálculo do preço do produto, custo da mão-de-obra e encargos sociais, formação do preço de venda, receita, demonstrativo de resultados, método do prazo de retorno e retorno descontado.

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2 BOMBA DE ÁGUA AUTOMOTIVA Bombas são equipamentos hidráulicos que transferem energia ao fluido. cinética ou ambas, isto é, aumentam a pressão do líquido, a velocidade ou ambas. 2.1 Tipos de bombas Não existe uma terminologia homogênea sobre bombas, pois há diversos critérios para designá-las. Entretanto, pode-se classificá-las em duas categorias perfeitamente distintas: Bombas de vazão constante; Bombas de vazão variável. As bombas de vazão constante são geralmente de engrenagens, de palhetas e de parafuso. Entretanto, existem bombas que possuem diversas formas especiais. As bombas de vazão variável são de palhetas com rotor de excentricidade variável, ou de pistões múltiplos de curso variável. (TORREIRA, s.d.) 2.1.1 Bombas de água para veículos A bomba de água para veículos gira na mesma rotação do motor e é a responsável por impulsionar e direcionar o líquido de arrefecimento (água) nos diversos dutos do motor, ou seja, o líquido percorre parte do motor até atingir temperatura ideal de funcionamento, quando este está próximo da zona crítica de temperatura (REAL BOMBAS, 2009). Nos veículos automotores, a bomba de água tem a função fundamental de assegurar o fluxo apropriado do líquido refrigerante para o arrefecimento do motor. Para remover do motor o calor gerado pela combustão, o líquido deve ser posto a circular com um caudal apropriado, para vencer as resistências de todo o circuito deve ter a pressão justa. A bomba de água é acionada por uma polia ativada por uma correia, cuja velocidade esta relacionada com o número de rotações do eixo motor. Portanto, normalmente a bomba está sempre em funcionamento: absorve potência mecânica do motor e cede a potência hidráulica ao líquido através do rotor, proporcionalmente ao número de rotações do motor. Recebe

energia de uma fonte motora qualquer e cede parte ao fluido sob forma de pressão, energia

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Na figura abaixo é demonstrada a aplicação da bomba de água num sistema de arrefecimento.

Figura 2.1 – Sistema de arrefecimento com bomba de água. (BRITO, 2005) A bomba automotiva é composta por: Rotor: sua função é fazer circular o líquido, distribuindo em todo motor; Selo mecânico: é responsável pela vedação da bomba de água; Cubo/flange: prensado no eixo do rolamento, onde a polia faz transmissão de movimento por meio de uma correia acoplada ao motor; Rolamento: responsável por transmitir o movimento do cubo/flange para o rotor, permitindo assim a circulação do líquido; Carcaça: é o suporte dos componentes da bomba de água, principalmente do rolamento e selo mecânico, os quais estão diretamente acoplados. Também é através dela que se fixa a bomba no bloco do motor.

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A figura abaixo demonstra uma bomba automotiva em corte com seus respectivos componentes:

Figura 2.2 – Bomba de água para veículos (REAL BOMBAS, 2009)

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3 PROJETO DO PRODUTO Para a organização alcançar os seus objetivos é necessário obter o planejamento e o desenvolvimento do produto. Este trabalho resulta em novos produtos ou produtos aprimorados, com os quais a empresa pretende dominar ou conquistar maiores fatias de mercado, assegurando assim a sua estabilidade e o tão desejado crescimento. Devido à grande competição entre as empresas, para sobreviver no mercado se busca cada vez mais diversificar e aprimorar suas linhas de produtos, na busca da conquista de novos consumidores. As empresas comerciais estão cada vez mais reconhecendo que a chave para sua sobrevivência e crescimento reside no desenvolvimento contínuo de produtos novos e aprimorados. Já vai longe à confiança de que os produtos consagrados manterão indefinidamente fortes posições no mercado. Há muitos concorrentes com laboratórios de pesquisa dinâmicos, com estratégias sofisticadas de marketing e grandes orçamentos prontos a roubar clientes. Toda empresa tem um produto ou serviço que deve atender as necessidades de seus consumidores ou clientes. Seu sucesso estará diretamente relacionado à sua capacidade de satisfazer ou até mesmo superar as expectativas de seus clientes. (MARTINS & LAUGENI, 2006) Dessa forma, o projeto do produto passa a ter alta relevância como vantagem competitiva podendo ser diferenciado quanto a seu custo, com menor número de peças, mais padronização, modularidade, robustez e inexistência de falhas. Estudos comprovam que 80% dos problemas de qualidade decorrem do projeto do produto e não dos processos produtivos. Dentro desse contexto todo produto deve ser funcional, de fácil utilização, deve ser considerando também os aspectos ergonômicos, ter estética. O desenvolvimento de novos produtos é um campo bastante específico de trabalho, extremamente dinâmico, que conta com especialistas dos mais variados campos do saber humano. Desenvolver novos produtos é um desafio constante. No mundo em transformação em que vive a empresa que não inovar e se antecipar às necessidades de seu cliente, com produtos e serviços, certamente estará condenada ao desaparecimento. Saber o que o consumidor quer descobrir o amanhã, pesquisar, mostrar que sempre está investindo no bem estar do cliente, são alguns dos diferenciais que uma empresa deve ter. Isso gera uma troca: a empresa busca o lucro, e os consumidores, produtos que atinjam suas necessidades. (MARTINS & LAUGENI, 2006)

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3.1 Produto Sempre que se fala de produto, deve entender que este pode ser encontrado na forma de um objeto tangível, com finalidades básicas para o consumidor, podendo ser consumido a curto ou longo prazo. 3.2 Propósito de um projeto O propósito de um projeto em uma empresa poderá ser: Relançar produtos / serviços a mercados já existentes; Desenvolver novos produtos / serviços a novos mercados; Incorporação de novas tecnologias; Melhor qualidade para os produtos / serviços; Reduzir custos; Reduzir dificuldades de processo; Padronizar produtos / serviços; Personalizar. O objetivo de projetar produtos e serviços é satisfazer os consumidores atendendo a suas necessidades e expectativas atuais e futuras. Isto, por sua vez, melhora a competitividade da organização. Pode-se observar, portanto, que o projeto de produto e serviço tem seu início com o consumidor e nele termina. Primeiro, a tarefa de marketing é reunir informações dos clientes (e, às vezes, de não-clientes) para compreender e identificar suas necessidades e expectativas e também para procurar possíveis oportunidades de mercado. Seguindo isto, a tarefa dos projetos de produtos e serviços é analisar essas necessidade e expectativas, como interpretadas por marketing, e criar uma especificação para produto ou serviço. Esta é uma tarefa complexa, que envolve a combinação de muitos aspectos diferentes dos objetivos de uma empresa (Figura 3.1). A especificação é então usada como a entrada para a operação, que produz e fornece o produto ou serviços a seus clientes. (MARTINS & LAUGENI, 2006)

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Figura 3.1 – Ciclo de realimentação cliente-marketing-projeto (MARTINS & LAUGENI, 2006) Sendo assim, este trabalho apresentará uma metodologia de projeto de produto orientado para as necessidades do consumidor e do mercado, ou seja, um produto com confiabilidade e que seja competitivo economicamente. 3.3 Memorial de cálculo da bomba A partir dos dados fornecidos e utilizando como referência Macintyre (1997), foram feitos os cálculos disponíveis no apêndice A. 3.4 Desenho da bomba de água para veículo automotor Através dos cálculos realizados, foi possível elaborar o desenho do produto, contendo todo dimensional necessário para garantir a qualidade de peça, conforme apêndice B, C, D, E, F, G. 3.5 Desenvolvimento da embalagem do produto Segundo Robertson (2000), embalagem é definida como sendo todo o material que envolve um produto visando garantir a preservação de suas características durante o transporte, armazenamento e consumo. Uma função técnico-econômica com o objetivo de minimizar custos logísticos e maximizar as vendas.

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3.6 Código de produto Os códigos são utilizados para identificar os diversos modelos de produtos ou serviços e suas variações numa organização. Na Wemar bombas a identificação do produto final utilizará códigos alfa-numérico, com sete dígitos, onde cada caractere indica particularidades do produto a ser utilizado. Os componentes utilizados serão identificados por códigos numerais também com sete caracteres, que seguem uma ordem seqüencial conforme sua criação e liberação para a produção, conforme demonstrado na tabela 3.1. Tabela 3.1 - Exemplo de definição de código na Wemar bombas

Portanto, com base nos dados da tabela 3.1, o código do produto produzido pela Wemar bombas será B1FP09N e sua descrição será bomba de água para motor 1.000 cilindrada, Fiat, Palio, Ano 2009, para o mercado nacional. 3.7 Estrutura do produto A estrutura do produto é uma lista de todas as sub-montagens, componentes intermediários, matérias-primas e itens comprados que são utilizados na fabricação ou montagem de um produto, mostrando as relações de precedência e quantidade de cada item necessário. Também pode conter outros, tais como, instruções de trabalho ou ferramentas requeridas para suportar o processo de manufatura. (APICS, 1992) Na Wemar bombas será utilizada uma estrutura com disposição hierárquica dos componentes. Entre todos os sub-componentes e matérias-primas necessárias para montar e produzir o produto final, conforme demonstrado na figura 3.2.

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Figura 3.2 – Estrutura analítica do produto Os códigos de componentes e matéria-prima são numéricos e são definidos de acordo com a classificação da Tabela 3.2. Tabela 3.2 – Estrutura do produto B1FP09N da Wemar bombas

3.8 Cronograma de desenvolvimento O cronograma geral de um projeto inclui a duração de todas as atividades previstas, ordenadas segundo a ordem seqüencial de realização. Em cada etapa, cada conjunto de processos pode ser subdividido de acordo com atividades mais específicas, que, somadas, são necessárias à realização de pacotes de trabalho mais abrangentes. A tabela 3.3 demonstra a cronologia das atividades.

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Tabela 3.3 – Cronograma de atividades

3.9 Documentação do produto

Segundo Martins & Laugeni (2006), uma vez definido o produto, ou alteração do mesmo, deve ser documentado. Esta documentação normalmente consta de: Explosão: desenho com vista explodida do produto; Diagrama de montagem: define-se a seqüência de montagem do produto; Estrutura analítica: define-se a composição do produto em seus níveis hierárquicos; Lista de materiais: lista de todos os componentes do produto. 3.10 Instruções de engenharia

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A presente instrução tem como finalidade apresentar os procedimentos técnicos para fabricação de bomba de água automotiva, material e dimensionamento normalizado, com intuito de assegurar melhores condições técnicas no fornecimento, bem como uniformizar os critérios adotados para produção. Conforme apêndice H.

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4 MATÉRIA PRIMA Gradativamente nos últimos trinta anos, devido a razões econômicas e busca incessante por novas tecnologias, os plásticos passaram a ocupar um lugar de destaque na indústria automobilística como um dos materiais mais usados por ser de baixo custo de transformação. Os plásticos têm demonstrado um alto índice de confiabilidade e muitas vantagens sobre os materiais tradicionais que vieram a substituir, tais como aço, alumínio e o vidro, por exemplo. Além de permitir maior flexibilidade de projeto e economia na produção, sua baixa densidade é essencial para a redução de consumo de combustíveis, uma vez que a substituição de materiais diversos por cerca de 100 quilos de peças plásticas, em um carro pesando 1000 quilos, gera uma economia de combustível de 7,5%. Aproximadamente 100 quilogramas de peças plásticas utilizadas em um veículo, 200 a 300 quilos de outros materiais deixam de ser consumido, o que se reflete em seu peso final. Assim, um automóvel com sua vida útil de 150 mil quilômetros, poderá economizar 750 litros de combustíveis devido à utilização de plásticos. (HEMAIS, 2003) Em nível internacional, o relacionamento entre as indústrias de polímeros e de veículos tem sido intenso. A presença de plásticos nos automóveis foi fundamental para se conseguir melhores padrões de segurança, economia de combustíveis e flexibilidade de manufatura. Ao longo dos anos, os consumidores se tornaram mais exigentes, pois querem carros que tenham alto desempenho, confiabilidade, segurança, conforto, economia, estilo, preço competitivo e cada vez mais respeito ao meio ambiente. Somente os materiais plásticos podem responder aos desafios vindos dessas demandas conflitantes. No que se refere ao Brasil, pode se afirmar que a indústria automobilística foi uma das grandes catalisadoras da introdução de inovações tecnológicas na indústria de polímeros. As indústrias automobilísticas encontram no Brasil um grande fabricante de polímeros para uso gerais. (ANFAVEA, 2002) Com todo este aporte tecnológico a favor, a Wemar bombas utiliza em seu processo de produção da carcaça e rotor da bomba de água para carros de 1000 cc, a poliamida 6.6 (PA 6. 6) com reforço de fibra de vidro.

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4.1 Poliamida Uma poliamida é um tipo de polímero que contém conexões do tipo amida. A primeira poliamida foi sintetizada na DuPont, por um químico chamado Wallace Hume Carothers, que começou a trabalhar na companhia em 1928. Dentre os plásticos de engenharia, as poliamidas (comercialmente conhecidas como náilon) são a família de polímeros mais empregada, devido as suas propriedades superiores de resistência ao impacto, rigidez, resistência química, temperatura de serviço e longa vida útil. Existem diversos ramificações da poliamida, por exemplo, poliamidas 6, 6.6, 6.10, 6.12, 11, 12. Estas poliamidas e seus tipos reforçados com fibra de vidro, seguidas em escala menor pelos outros tipos de poliamidas, formam o principal tipo de termoplástico da engenharia, sendo os que maior volume alcança no mercado. Ano após ano as poliamidas vêm substituindo os metais nos mais variados seguimentos que vão da indústria automobilística aos eletros eletrônicos. Um dos fatores de maior importância para as propriedades físicas das poliamidas é seu grau de cristalinidade, porém, cristalinidade e absorção de água nestes polímeros andam juntas. Para as poliamidas, a presença de água funciona como plastificante, separando as cadeias moleculares e diminuindo a cristalinidade. Isto influi diretamente na cristalização pós moldagem que prossegue lentamente, com resultantes efeitos de encolhimento pós moldagem nos produtos moldados, que só viriam a se estabilizar em um período não inferior à 02 (dois) anos. A interação entre o grau de cristalinidade, e a absorção de umidade das poliamidas é um crítico fator, visto que apresentam efeitos opostos nas propriedades químicas, físicas e mecânicas no produto final. (PETRONORTE, 2009) Na tabela 4.1 podem-se observar algumas das propriedades dos tipos de poliamidas, tais como PA 6, PA 11, PA 12, PA 6.6, PA 6. 10, PA 6. 12. Tabela 4.1- Propriedades das Poliamidas (PETRONORTE, 2009)
PROPRIEDADES Ponto de Fusão ºC Peso especifico g/cm² Resistência Tração psi Módulo de flexão psi PA6 215 1,14 12000 PA11 185 1,04 8000 PA12 177 1,02 7500 PA 6.6 259 1,15 12000 PA 6.10 215 1,08 9000 PA 6.12 210 1,07 8500 290000

400000 180000 170000 410000 350000

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4.1.1 Poliamida 6.6 (PA 6.6) com fibra de vidro Esta poliamida será usada para a confecção do rotor e carcaça da bomba de água produzida pela Wemar bombas. O composto de PA 6.6 apresenta ótima resistência mecânica, aumento de resistência térmica em relação aos outros plásticos, alta tenacidade e maior temperatura de utilização. Ao incorporar a fibra de vidro na poliamida, há uma perda de flexibilidade. A fibra é um dos componentes utilizados para aumentar a hidrólise na peça (HARADA, 2007). Usar uma fibra especial com aditivo para aumentar à resistência a hidrólise é ideal para o sistema de arrefecimento do veículo. Apta para trabalhar em temperaturas acima de 150 ºC. Suas principais características são: Maior resistência à temperatura; Maior resistência à tração; Longa vida útil; Resistência a uma grande variedade de produtos químicos; Boa resistência à fadiga dinâmica; Excelente resistência à abrasão; Auto-lubricidade; Boa fluidez para injeção; Estabilidade dimensional e térmica; Boa aparência superficial das peças injetadas; Resistência ao impacto repetitivo devido a sua tenacidade. Foi enviado para um laboratório técnico da empresa Cromex S.A, utilizando-se da engenharia reversa, uma amostra de um material usado para confecção da bomba de água da empresa URBA, para uma análise termogravimétrica (TGA) e uma calorimetria diferencial de varredura (DSC), na qual se chegou ao seguinte gráfico exposto na figura 4.1 (CROMEX, 2009)

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Figura 4.1 - Gráfico de análise termogravimétrica (TGA) e calorimetria diferencial de varredura (DSC). (CROMEX, 2009) A partir desse gráfico, obteve-se a temperatura de fusão que se encontra em torno de 259,90 ºC e certificou-se que a poliamida usada para a confecção do rotor e da carcaça é a mesma que a Wemar bombas usará em seu processo produtivo, ou seja, a Poliamida 6.6 (PA 6.6) com uma porcentagem de 22, 6523% de fibra de vidro, o que faz com que ela adquira melhor resistência mecânica e dinâmica. Com a matéria-prima do rotor e carcaça previamente definidas, segue tabela 4.2 (PETRONORTE, 2009), onde se observam algumas propriedades para o processo de moldagem da poliamida 6.6 (PA 6. 6).

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Tabela 4.2- Propriedades para moldagem (PETRONORTE, 2009) Temperaturas Zona de alimentação Zona de compressão Zona de homogeneização Bico Molde Pressões Injeção Arraste Traseira Velocidades Injeção Rosca Secagem Tempo e temperatura Ponto de orvalho Teor de umidade aceitável 4 h à 80 ºC -18 ºC 0,20% 2 – 3 pol./seg. 60 – 90 rpm 51 – 76 mm/seg. 60 – 90 RPM 10000-15000 psi 4000-10000 psi 50-100 psi 69 - 124 MPa 34 - 83 MPa 0,34 - 0,69 MPa 250 - 270 ºC 260 - 280 ºC 270 - 290 ºC 260 - 280 ºC 60 - 80 ºC

4.2 Quantidade a ser utilizada de Poliamida 6.6 (PA 6.6) O peso da carcaça da bomba de água é de 0, 150 kg e o peso do rotor é de 0, 015 kg. Logo a quantidade de matéria-prima a ser usada por cada bomba de água é de 0, 165 kg. Com uma demanda mensal de 140.000 mil bombas de água por mês, assumindo que no processo produtivo ocorrem perdas na casa dos 5 % pelos mais diversos fatores, tais como vazamentos, rebarbas e reprocessos, chega-se a seguinte conta: Qb= 140000 / 0,95 Qb= 147368,42 ~ 147369 bombas Qmp= 147369 pçs * 0, 165 kg Qmp = 24.316 kg (51) (50)

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Onde: Qb= Quantidade de bombas a serem fabricadas Qmp= quantidade de matéria-prima usada; Pçs= peças; Kg= quilogramas. 4.3 Fornecedores e forma de compra Alguns fornecedores de poliamida 6.6 com reforço de 22, 6523% de fibra de vidro, são: Grupo Rhodia; Radici Group; Petronorte Induscom. A matéria-prima será comprada em sacos de 25 kg e transportada em paletes de 1000 kg. No item 4.2 chegou-se ao cálculo de 24.316 kg de matéria-prima a ser utilizada na fabricação do rotor e da carcaça da bomba de água, porém será comprado 24.325 kg, devido ao fabricante fornecer a matéria-prima em sacos de 25 kg segue-se então, alguns cálculos de quantidades de sacos, sacos por paletes e quantidade total de paletes: Sc= Es / 25 kg Sc= 24325 / 25 Sc= 973 sacos Onde: Sc = quantidades de sacos. Com a quantidade de sacos definido, calcula-se quantos sacos serão transportados por paletes, sendo que um palete armazena até 1000 kg: Pl= 1000 / 25 Pl= 40 sacos/paletes (53) (52)

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Onde: Pl= quantidades de sacos por paletes Após definida a quantidade de sacos por paletes, verifica-se qual será a quantidade de paletes a ser armazenado: Plt= Sc / Pl Plt= 973 / 40 Plt= 24,325 paletes ~ 25 paletes Onde: Plt= Quantidade total de paletes. 4.4 Fornecedores externos de peças A quantidade de componentes da bomba de água a serem comprados, tais como selo mecânico, bucha de latão, polia e rolamento, será de 147.059 unidades, devido o fator de perda na casa de 5%, já citado no item 4.2. 4.4.1 Rolamento Os rolamentos de bomba de água fabricados atualmente são quase que exclusivamente vedados em ambos os lados e engraxados de fábrica. As duas carreiras de corpos esferas se apóiam diretamente sobre o eixo temperado. No rolamento da bomba de água, versão esfera/esfera, a força de tração da correia é distribuída aproximadamente igual nas duas carreiras de esferas. Materiais e componentes utilizados na construção do rolamento: Eixo – Aço (SAE 1045) temperado e revenido 50-55 HRC; Carcaça do rolamento – Aço; Esfera; Gaiola – Poliamida; Vedações – Borracha nitrílica; Alguns fornecedores de rolamentos para bomba de água automotiva: (54)

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Shaeffler Brasil (INA/FAG); NSK; SKF Brasil. 4.4.1.2 Forma de compra O rolamento será comprado por unidade, na figura 4.2 são demonstradas todas as especificações e medidas do rolamento.

Figura 4.2 - Especificações para compra do rolamento 4.4.2 Selo mecânico A vedação é dada pelo selo mecânico, o qual é montado por interferência sob pressão na carcaça da bomba de água e no eixo do rolamento, garantindo assim a vedação e uma vida útil maior. Materiais e componentes utilizados na construção do selo mecânico: Face rotativa – Grafite injetado / carvão usinado.

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Fole / luva – Elastômeros (borracha) Nitrílica, Viton®, EPDM. Estojo – Aço Inox 304/316, carbono, nylon. Acionador – Aço Inox 304/316, carbono, nylon. Mola – Aço Inox 304/316, carbono. Encosto de mola - Aço Inox 304/316, carbono, nylon. Sede estacionária – Cerâmica técnica, C. silício, FoFo, bronze. Anel copo / A. reto - Elastômeros (borracha) Nitrílica, Viton®, EPDM. Alguns fornecedores de selos mecânico para bomba de água automotiva: Inpacom; John Crane; Netron Técnica Brasil. 4.4.2.1 Forma de compra O selo mecânico será comprado por unidade, na figura 4.3 são demonstradas todas as especificações e medidas do selo mecânico.

Figura 4.3 – Selo mecânico (INPACOM, 2009) Conforme tabela 4.3, obtêm-se os dados para selecionamento do selo mecânico. Tabela 4.3 – Especificações para selecionamento do selo mecânico. (INPACOM, 2009)

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4.4.3 Polia / Flange Para fabricação da polia será utilizado material de ferro fundido, a superfície da polia não deve apresentar porosidade. Alguns fornecedores de polia/flange para bomba de água automotiva: Policorpolias; Bertiz Engrenagens. 4.4.3.1 Forma de compra O polia/flange será comprada por unidade, na figura 4.4 são demonstradas todas as especificações e medidas do polia/flange.

Figura 4.4 - Especificações para compra para polia 4.4.4 Bucha do rotor O material utilizado para fabricação da bucha é o latão 360. Este material poderá ser fornecido por: JC Reparos e Usinagem;

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4.4.4.1 Forma de compra

Figura 4.5 - Especificações para compra da bucha do rotor A bucha será comprada por unidade, na figura 4.5 são demonstradas todas as especificações e medidas da bucha.

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5 EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA Para a fabricação da carcaça e do rotor utilizados nas bombas de água para veículos de 1000 cilindradas, a Wemar bombas adotou o processo de injeção de poliamida (PA6,6). O processo de moldagem por injeção de poliamida consiste essencialmente no amolecimento do material num cilindro aquecido e sua conseqüente injeção em alta pressão para o interior de um molde relativamente frio, onde endurece e torna a forma final. O artigo moldado é então expelido do molde por meio de pinos ejetores, ar comprimido, prato de arranque ou outros equipamentos auxiliares. A Wemar bombas adota o processo de moldagem por injeção da poliamida, por considerar um processo mais vantajoso perante a utilização do alumínio. 5.1 Equipamentos Os equipamentos utilizados pela Wemar bombas na produção de carcaças e rotores para a montagem das bombas de água para veículos 1000 cilindradas estão relacionados abaixo: 5.1.1 Injetora para carcaça e rotor Marca Romi, modelo Primax 150R. Este equipamento é utilizado para a fabricação da carcaça e rotor, conforme demonstrado na figura 5.1.

Figura 5.1 – Injetora Primax 150R (ROMI, 2009)

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Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.1. Tabela 5.1 – Características técnicas da injetora Primax 150R (ROMI, 2009)

5.1.2 Unidade de água gelada Marca Refrisat, modelo SAT-W. Este equipamento é utilizado para a refrigeração dos moldes utilizados nas injetoras, conforme demonstrado na figura 5.2.

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Figura 5.2 – Unidade de água gelada (REFRISAT, 2008) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.2. Tabela 5.2 – Características da unidade de água gelada (REFRISAT, 2008)

5.1.3 Torre de resfriamento Marca Refrisat, modelo TRR-20. Este equipamento é utilizado para o resfriamento da água utilizada no processo, conforme a figura 5.3.

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Figura 5. – Torre de resfriamento (REFRISAT, 2008) 5.3

Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.3. Tabela 5.3 – Características da torre de resfriamento (REFRISAT, 2008)

5.1.4 Desumidificador Marca Starshini, modelo SMD 2000. Este equipamento é utilizado para retirar a SMD-2000. umidade da poliamida, conforme demonstrado na figura 5.4.

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Figura 5.4 – Desumidificador SMD-2000 (STARSHINI, 2009) 2000 Este equipamento apresenta as seguintes características e capacidade demonstradas nas tabelas 5.4 e 5.5. Tabela 5.4 – Característica desumidificador SMD 2000 (STARSHINI, 2009) SMD-2000

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Tabela 5.5 – Tabela de capacidade de desumidificação (STARSHINI, 2009)

5.1.5 Prensa Marca Dan-Presse, modelo DC-3-E-BC. Este equipamento é utilizado na linha de montagem da bomba de água, conforme demonstrado na figura 5.5.

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Figura 5.5 – Prensa DC-3-E-BC (DAN-PRESSE, 2008) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.6. Tabela 5.6 – Características técnicas prensa (DAN-PRESSE, 2008)

5.1.6 Fresadora Fresadora universal – Marca Veker, modelo VK-300U. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para auxiliar nas necessidades da manutenção.

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Figura 5.6 – Fresadora universal VK-300U (BENER, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.7. Tabela 5.7 – Características técnicas (BENER, 2009)

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5.1.8 Torno convencional Torno convencional – Marca Powermaq, modelo PWM-320. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para auxiliar alguma necessidade na manutenção, fabricação de dispositivo, fabricação de peças de reposição.

Figura 5.7 – Torno convencional PWM-320 (POWERMAQ, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.8. Tabela 5.8 – Características técnicas (POWERMAQ, 2009)
Modelo
Diâmetro admissível sobre o barramento Distância entre as pontas Diâmetro sobre carro transversal Diâmetro do furo do eixo Largura do banrramento Diâmetro sobre carro transversal Diâmetro do furo do eixo Cone do árvore Cone do cabeçote móvel Rotação 60Hz Gama das roscas por polegadas Gama das roscas métricas Motor Voltagem Peso líquido

PWM320GH
320mm 550mm 140mm 38mm 160mm 140mm 38mm CM 5 CM 3 (6etapas) 75-1900rpm 9-40 TPI 0.4-4mm 1HP 220 V - monofásico 360kg

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5.1.6 Compressor Compressor – Marca Schulz, modelo MSV80/425MAX. Este equipamento é utilizado na área de manutenção, para limpeza com ar e para equipamentos pneumático.

Figura 5.8 – Compressor MSV80/425MAX (DUTRAMAQUINAS, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.9. Tabela 5.9 – Características técnicas (DUTRAMAQUINAS, 2009)

5.1.7 Micrometro Micrometro digital – Marca Mitutoyo, modelo Digimatic série 293. Este instrumento de precisão é utilizado no laboratório de testes e medição.

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Figura 5.9 – Micrometro digital digimatic série 293 (MITUTOYO, 2009) Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.10. Tabela 5.10 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009)

5.1.8 Paquímetro Paquímetro digital – Marca Mitutoyo, modelo Coolant Proof ABSOLUTE série 500. Este instrumento de precisão é utilizado no laboratório de testes e medição.

Figura 5.10 – Paquímetro digital digimatic série 293 (MITUTOYO, 2009)

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Este equipamento apresenta as seguintes características técnicas demonstradas na tabela 5.11. Tabela 5.11 – Características técnicas (MITUTOYO, 2009)

5.1.9 Balança Balanças de pesagem para recebimento- Marca ALFA, modelo B-5040-30. Este equipamento de pesagem será usado na área de recebimento, para conferência dos sacos de matéria-prima de 25 kg.

Figura 5.11 – Balança ALFA, modelo B-5040, até 30 kg. (ALFA, 2009)

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Na tabela 5.12, verifica-se as especificações técnicas da balança que será instalada no setor de recebimento, para verificação do peso da matéria-prima. Tabela 5.12 – Características técnicas. (ALFA, 2009)

BALANÇA MODELO

CAPACIDADE NOMINAL = x 6 kg

DIVISÃO 1g 2g 2g 5g 10 g 20 g 20 g 50 g

COMPRIMENTO (mm) 400

LARGURA (mm) 300

ALTURA (mm) MÍN. 90 MÁX. 100

B-4030-x

12 kg 18 kg 30 kg

B-5040-x

60 kg 120 kg 180 kg 300 kg

500

400

120

130

B-6050-x Material=(L ou I)

600

500

150

160

L= Tampo em inox, estrutura em aço carbono ou I= Totalmente em inox

5.1.10 Empilhadeira A empilhadeira elétrica retrátil oferece fácil operação, conforto e segurança para movimentação de cargas de até 1.500 kg, com altura máxima de elevação até 6200 mm. São empilhadeiras indicadas para movimentação intensa de carga e descarga, possuindo plataforma para o operador de forma a minimizar o esforço físico no deslocamento de cargas. O design das empilhadeiras é moderno, ergonômico e de última geração. Com excepcional e fácil manuseio, conforme demonstrada na figura 5.12. (LEMAQUI, 2009)

Figura 5.12 – Empilhadeira DBr-CQD15C-1500-6200 (LEMAQUI, 2009)

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Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.13. Tabela 5.13 – Características técnicas empilhadeira (LEMAQUI, 2009)

Modelo Capacidade (Kg) Altura total de elevação (mm) Comprimento do garfo (mm) Largura dos garfos - ajustável (mm) Centro de gravidade (mm) Raio mínimo para curva (mm) Veloc. máx. com carga (Km/h) Veloc. máx. sem carga (Km/h) Veloc. máx. elevação com carga (m/s) Rampa máxima (%) Largura total (mm) Altura com mastro elevado (mm) Roda de tração (mm) Roda de carga (mm) Peso total sem bateria (Kg) Bateria Carregador

DBr-CQD15C-1500-6200 1500Kg 6.200 1.070 200-550 500 1.690 6,0 6,2 0,19 10 1.020 7.000 280 250 2300 48V-400Ah 380V-60Hz Trifásico

5.1.11 Paleteira Paleteira manual também conhecida como transpalete ou carrinho hidráulico é um equipamento indispensável a qualquer empresa que efetue movimentação de cargas. Especialmente projetada para o manuseio de cargas paletizadas, é destinada ao transporte e locomoção de cargas postas sobre paletes com agilidade e segurança. Capacidade de carga para 2.500kg com duas opções de rodados que se adaptam aos diferentes tipos de pisos e aplicações. As rodas de direção dessa paleteira são fabricadas em aço e revestida com PU ou nylon, ambas de alta resistência, sendo também, um pouco mais abertas e mais largas do que as demais paleteiras, evitando assim alguns acidentes que podem ser causados por desequilíbrio do equipamento. O sistema de rodas de carga dupla permite que entrem no

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palete com maior facilidade e passem por trilhos e canaletas de portas, além de superar eventuais obstáculos no solo, como lombada ou buracos. O macaco hidráulico robusto e as chapas de aço de 5mm que constituem a sua carcaça, completam está paleteira de alta qualidade e durabilidade, conforme demonstrado na figura 5.13. (LEMAQUI, 2009)

Figura 5.13 – Paleteira PMS-2500 TNY (LEMAQUI, 2009) Este equipamento possui as características técnicas demonstrada na tabela 5.14. Tabela 5.14 – Características técnicas paleteira (LEMAQUI, 2009)
Paleteira modelo Capacidade Peso bruto Largura dos garfos Altura da alavanca comprimento dos garfos garfos erguidos PMS – 2500 (680) 2500 kg 90 kg 680mm 1180 mm 1170 mm 200mm PMS – 2500 (520) 2500 kg 85kg 520mm 1180mm 1100 mm 200mm

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5.1.12 Esteira Esteira horizontal de correia contínua fabricada com barras de aço SAE 1020, estrutura leve e resistente de fácil locomoção. Possui moto redutor lacrado em banho de óleo que dispensa cuidados especiais com lubrificação e que proporcionam maior vida útil do motor e de suas peças. Correia vulcanizada sem emendas fazem o transporte dos produtos, que pode ser corrugada ou lisa. Possui sistema de reversão da correia que possibilita que a esteira seja usada para carga ou descarga, conforme demonstrada na figura 5.14. Sistema com rodinhas possibilitam transportá-la rapidamente a qualquer lugar. A altura da esteira pode ser fixa ou de regulagem predefinida nos pés. Ideal para linhas de produção, transporte interno de carga e descarga de caminhões, transformando o que antes demoravam horas em apenas alguns minutos. (LEMAQUI, 2009)

Figura 5.14 – Esteira EH-8 (LEMAQUI, 2009)

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Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.15. Tabela 5.15 – Características técnicas esteira (LEMAQUI, 2009)

Modelo Potência Comprimento Largura Altura Máxima Altura Mínima Tipo de lona Voltágem Pintura Velocidade Moto-redutor

EH-8 3 CV 8 Metros 500mm 1200mm 800mm De PVC e borracha 3 camadas - Lisa A definir no pedido Atomotiva Verde colonial Padrão 36m/minuto ou a definir no pedido. De eixo vazado, lacrado em banho de óleo.

Esteira com roletes de 2 pol. x 600 mm espaçamento de 2 polegadas. Este sistema modular permite que o cliente encaixe seus módulos da melhor forma a atender suas necessidades de espaço e transporte dentro de seu ambiente. A movimentação será por gravidade ou por condução manual, a altura máxima ou mínima fica a critério do seu projeto. Estrutura fabricada com cantoneiras, tubo regular (metalon) ferro redondo e chapas em aço SAE 1020, unidos com solda tipo MIG, parafusos, porcas e arruelas Galvanizadas que proporcionam maior vida útil ao equipamento. Roletes galvanizados proporcionam maior durabilidade e protegem contra oxidação precoce. Pintura na cor verde colonial ou a definir. Rodas opcionais tipo rodízios giratórios que facilita o transporte do equipamento, conforme demonstrado na figura 5.15. (LEMAQUI, 2009)

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Figura 5.15 – Esteira EH-R-600mm (LEMAQUI, 2009) Este equipamento possui as características técnicas demonstradas na tabela 5.16. Tabela 5.16 – Características técnicas esteira (LEMAQUI, 2009)
Modelo Comprimento Altura Máxima Altura Mínima Cor / Pintura Largura EH-R-600mm São Adquiridas em módulos de 1m A definir no pedido A definir no pedido Automotiva Verde Com fundo anti-corrosivo 600mm

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6 CAPACIDADE DE PRODUÇÃO A capacidade de produção de uma empresa constitui o potencial produtivo de que ele dispõe. Esta representa o volume ideal de produção de produtos que a empresa pode realizar. O volume ideal de produção representa um nível adequado de atividades que permita o máximo de lucratividade e o mínimo de custos, de produção, de mão-de-obra, de manutenção (SLACK et.al., 1997). A capacidade de produção da empresa depende, por sua vez, de quatro subfatores: Capacidade instalada; Mão-de-obra disponível; Matéria-prima disponível.

6.1 Tempos e métodos Segundo Contador (1995), tempos e métodos é o estudo dos postos de trabalho que tem os seguintes objetivos: Desenvolver o sistema e o método preferido, geralmente de menor custo; Padronização do sistema e do método; Determinação do tempo gasto por uma pessoa qualificada e devidamente treinada, trabalhando num ritmo normal, para execução de uma tarefa ou operação específica; Orientação do treinamento do trabalhador no método preferido; Significa a análise dos melhores e mais adequados métodos de trabalho e padronização deste para o resto do setor produtivo. Na execução, o analista observa e descreve não só o tempo, mas também os movimentos necessários à sua execução. Compara o tempo gasto com uma tabela que traz o tempo-padrão para estes movimentos. Um estudo elementar dos movimentos de qualquer operação em que se procure eliminar os movimentos inúteis e simplificar os essenciais geralmente revela uma série de movimentos improdutivos (CONTADOR, 1995).

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6.2 Dimensionamento da capacidade de produção Para determinação da capacidade de produção, devem-se definir primeiramente os tempos padrões de produção, que são utilizados como referência para avaliar o desempenho de uma determinada célula produtiva. Para este processo são utilizados os levantamentos dos tempos médios por meio de cronometragens na linha ou amostragens de trabalho, essas são as técnicas de observação direta do trabalho mais utilizado e os tempos pré-determinados pertencentes à categoria de medida indireta do trabalho (CONTADOR, 1995; MARTINS & LAUGENI, 2006). As execuções das cronometragens, segundo Martins & Laugeni (2006), resumem-se nos seguintes passos: Obtenção das informações sobre a operação e o operador em estudo; Divisão da operação em elementos e registrar a descrição completa do método; Observação e registro do tempo gasto pelo operador; Determinação do número de ciclos a serem cronometrados; Avaliação do ritmo do operador; Verificação se o número de ciclos cronometrados é suficiente; Determinação das tolerâncias; Determinação do tempo padrão para as operações. Para determinar o número de ciclo é necessário cronometrar o processo, considerando um erro relativo e probabilidades de 95% de confiança, utiliza-se a seguinte fórmula: (CONTADOR, 1995)

   z*R  N'=  −  Er * d * x   2  
Onde:

2

(55)

N’ = número de ciclos a serem cronometrados z = coeficiente de distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada R = amplitude da amostra d2 = coeficiente em relacionado ao número de cronometragens realizadas preliminarmente x = média da amostra.

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Er = erro relativo A determinação do tempo normal leva em consideração o fator de ritmo (FR). A estimativa do FR pode ser mediante comparação das observações feitas com vários operadores realizando a mesma tarefa, mas muitas vezes segue critérios qualitativos, Assim: FR = 100% - ritmo normal FR > 100% - ritmo acima do normal FR < 100% - ritmo abaixo do normal Portanto: Tempo Normal = TN = TC x v Onde: TN = tempo normal TC = tempo cronometrado v = velocidade do operador Segundo Barnes (1977), o tempo normal é o tempo necessário para que um operador qualificado e treinado execute a operação trabalhando em ritmo normal. Entretanto, deve-se prever interrupções durante a execução do trabalho, que são chamadas tolerâncias. Acrescentando-se as tolerâncias devido às necessidades pessoais, à recuperação da fadiga, e às esperas do processo, encontra-se o tempo padrão através da fórmula a seguir: Tempo Padrão = TP = TN x Ft (57) (56)

6.3 Dimensionamento de máquinas Segundo Martins & Laugeni (2006), a carga máquina dimensiona a quantidade de máquinas de um determinado tipo, requerida para atender um programa de produção. O cálculo de carga ajuda a identificar os gargalos de produção e assim ter conhecimento dos recursos e processos a serem melhorados por ordem de prioridade. Demanda: 140.000 bombas de água por mês;

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Dias de trabalho por mês: 22 dias; Horas de trabalho: 2 turnos de 8 horas por dia; Refeição: 40 minutos em cada turno; Lanche: 15 minutos em cada turno; Para os cálculos do dimensionamento das máquinas e capacidade de produção, será utilizada a equação descrita por Slack (1997), conforme apêndice I. Após calcular o dimensionamento das máquinas e da capacidade de produção, chegouse a definição que serão utilizados dois turnos. Conforme cálculos mostrados no apêndice I indica que a quantidades de funcionários seria a mesma para um turno por dia ou dois turno por dia. O motivo maior de utilizar dois turnos é a quantidade de máquinas a ser utilizadas, com um turno por dia o número de máquinas dobraria, ou seja, o investimento é menor e o prazo de retorno do capital investido será mais rápido. A fábrica estará operando em média 80% da sua capacidade total de produção, tendo a possibilidade de atender a demanda já existente e um possível aumento nos pedidos. Podendo também aumentar a capacidade de produção criando um terceiro turno.

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7 ENERGIA Na história da sociedade, a energia elétrica, desde a sua descoberta, sempre ocupou lugar de destaque, tendo em vista a dependência da qualidade de vida e do progresso econômico da qualidade do produto e dos serviços elétricos, que por sua vez dependem de como as empresas de eletricidade projetam, operam e mantêm os sistemas elétricos de potência, conforme demonstrado na figura 7.1.

Figura 7.1 – Importância da eletricidade para a sociedade (LEÃO, 2007) A energia elétrica proporciona à sociedade trabalho, produtividade e desenvolvimento, e aos seus cidadãos conforto, comodidade, bem-estar e praticidade, o que torna a sociedade moderna cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às falhas do sistema elétrico. Em contrapartida esta dependência dos usuários vem se traduzindo em exigências por melhor qualidade de serviço e do produto. A energia elétrica é uma das mais nobres formas de energia secundária. A sua facilidade de geração, transporte, distribuição e utilização, com as conseqüentes transformações em outras formas de energia, atribuem à eletricidade uma característica de universalização, disseminando o seu uso pela humanidade. No mundo de hoje, eletricidade, como alimento e moradia, é um direito humano básico. Eletricidade é a dominante forma de energia moderna para telecomunicações, tecnologia da informação, e produção de bens e serviços. (LEÃO, 2007) No Brasil a maior quantidade de energia elétrica produzida provém de usinas hidrelétricas, obtidas através da concessionária de fornecimento de energia elétrica local. A seguir serão citados alguns conceitos sobre a energia elétrica, como: a geração, transmissão e sua distribuição.

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7.1 Geração de energia elétrica São diversas as formas de geração de energia elétrica podendo citar entre outros a energia hídrica, térmica, nuclear, geotérmica, eólica e solar. (CEPA, 2009). Existem diferentes formas de geração de energia elétrica, sendo as duas primeiras as mais utilizadas no Brasil (AMBIENTE BRASIL, 2009). Nas usinas hidrelétricas, a energia elétrica tem como fonte principal a energia proveniente da queda de água represada a certa altura. A energia potencial que a água tem na parte alta da represa é transformada em energia cinética, que faz com que as pás da turbina girem, acionando o eixo do gerador, produzindo energia elétrica, conforme demonstrado na figura 7.2.

Figura 7.2 – Usina hidrelétrica (GEOCITES, 2009) 7.2 Geração e distribuição de energia elétrica A estrutura do sistema elétrico de potência compreende os sistemas de geração, transmissão, distribuição e subestações de energia elétrica, em geral cobrindo uma grande área geográfica. Na geração de energia elétrica uma tensão alternada é produzida, a qual é expressa por uma onda senoidal, com freqüência fixa e amplitude que varia conforme a modalidade do atendimento em baixa, média ou alta tensão. Essa onda senoidal propaga-se pelo sistema elétrico mantendo a freqüência constante e modificando a amplitude à medida que trafegue por transformadores. Os consumidores conectam-se ao sistema elétrico e recebem o produto e o serviço de energia elétrica.

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O sistema atual de energia elétrica é baseado em grandes usinas de geração que transmitem energia através de sistemas de transmissão de alta tensão, que é então distribuída para sistemas de distribuição de média e baixa tensão. Em geral o fluxo de energia é unidirecional e a energia é despachada e controlada por centro(s) de despacho com base em requisitos pré-definidos, conforme demonstrado na figura 7.3. (LEÃO, 2007)

Estrutura Básica do Sistema Elétrico
Azul: Transmissão Verde: Distribuição Preto: Geração
Linhas de Transmissão 500, 345, 230, e 138kv Cliente de Transmissão 26kv e 69kv
Subestação descer Transformador

Cliente Primário 13kv e 4kv

Estação do Gerador

Gerador aumenta o Transformador

Cliente de Transmissão 138kv of 230kv

Cliente Secundário 120 v e 240 v

Figura 7.3 Estrutura básica de um sistema elétrico (LEÃO, 2007) A eletricidade percorre longas distâncias através das torres de transmissão (Figura 7.4), durante esse percurso, perde-se certa quantidade de energia. Para diminuir as perdas, a tensão é elevada em subestações próximas à barragem (ELETROPAULO, 2009).

Figura 7.4 – Linha de transmissão de energia (CEPA, 2009)

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A rede de transmissão liga as grandes usinas de geração às áreas de grande consumo. Em geral apenas poucos consumidores com um alto consumo de energia elétrica são conectados às redes de transmissão onde predomina a estrutura de linhas aéreas. O nível de tensão depende do país, mas normalmente o nível de tensão estabelecido está entre 220 kV e 765 kV. A rede de sub-transmissão recebe energia da rede de transmissão com objetivo de transportar energia elétrica a pequenas cidades ou importantes consumidores industriais. O nível de tensão está entre 35 kV e 160 kV. As redes de distribuição alimentam consumidores residenciais e consumidores industriais de médio e pequeno porte, consumidores comerciais e de serviços. As tensões estão entre 4 a 35 kV para a média tensão e algumas centenas de volts para a baixa tensão (440/220/110 V). (LEÃO, 2007) 7.2.1 Redes de média tensão O objetivo das redes de distribuição em média tensão é transportar energia das redes de sub-transmissão para pontos de consumo médio (p.ex. 250 kVA). O número de consumidores é apenas uma pequena proporção do número total de consumidores supridos diretamente em baixa tensão. O setor terciário, tais como hospitais, edifícios administrativos e pequenas indústrias são os principais usuários da rede. (LEÃO, 2007) 7.2.2 Redes em baixa tensão (BT) O objetivo das redes em baixa tensão (BT) é transportar eletricidade das redes de média tensão para pontos de baixo consumo (p.ex. < 250 kVA). A rede BT representa o nível final na estrutura de um sistema de potência. Um grande número de consumidores, o setor residencial, é atendido pelas redes em BT. Tais redes são em geral operadas manualmente. A figura 7.5 mostra um diagrama com a representação dos vários segmentos de um sistema de potência com seus respectivos níveis de tensão. (LEÃO, 2007)

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Figura 7.5 – Faixas de tensão do sistema elétrico (LEÃO, 2007) 7.3 Demanda estimada de energia elétrica As concessionárias em geral estabelecem limites de carga para o abastecimento dos clientes ligados em média e alta tensão. Este limite é estabelecido para que sejam respeitados os níveis de segurança de operação do sistema elétrico como um todo e para que todos os equipamentos do sistema de rede externo e do sistema elétrico estejam devidamente dimensionados (ELETROPAULO, 2009). Para se definir a demanda é necessário definir as cargas instaladas, as cargas de iluminação, assim como tomadas de escritório, chuveiros e demais equipamentos elétricos de pouca expressão. Serão tomados como base pelo mínimo especificado na NBR 5410 e na NB3 (COTRIM, 1993). O cálculo da demanda máxima provável de uma operação e/ ou o levantamento da curva de relação de cargas de um sistema é portanto, uma atividade básica e fundamental para a garantia de operação de um sistema elétrico. Deve ser efetuado por um profissional habilitado que será o responsável técnico pelo projeto e deve ser habilitado na categoria pertinente.(ELETROPAULO, 2009). 7.4 Fator de potência A energia reativa é fornecida por diversas fontes ligadas ao sistema elétrico tais como geradores, motores síncronos e capacitores funcionando de forma individual ou combinada. Os aparelhos utilizados em uma instalação industrial são, em sua maioria,

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geradores parciais de energia reativa indutiva e que não produzem nenhum trabalho útil, pois apenas são responsáveis pela formação do campo magnético dos referidos aparelhos (CREDER, 2002). As próprias linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica são fontes parciais de energia reativa devido a sua própria reatância. Portanto, a energia reativa é em sua maioria suprida pela fonte geradora normalmente localizada distante da planta industrial. Porém, sempre que as fontes de energia reativa ficam em terminais muito distantes da carga ocorrem perdas na transmissão deste bloco de energia reduzindo o rendimento do sistema elétrico. Desta forma, é melhor que a fonte geradora de energia reativa seja instalada no próprio prédio industrial, aliviando a carga de todo o sistema que, desta forma, poderia transmitir mais energia que realmente resultasse em trabalho, nesse caso, a energia ativa. Esta fonte pode ser obtida através da instalação de um motor síncrono super excitado, ou mais economicamente, através da instalação de capacitores de potência (CREDER, 2002). De acordo com a Resolução ANEEL nº 456 de 30/11/2000, o fator de potência é um índice que mostra o grau de eficiência que um determinado sistema elétrico está sendo utilizado. Esse índice pode assumir valores de 0 (zero) a 1 (um). Valores altos de FP, próximo de 1 (um), indicam o uso eficiente; valor baixo evidencia o mau aproveitamento. Pela legislação atual, o índice de referência do FP é 0,92. Quando analisado graficamente o fator de potência mostra claramente que é obtido pela composição da energia ativa e a energia reativa. Quanto maior a energia reativa para uma mesma energia ativa, maior será a energia que deverá ser fornecida e maior o fator de potência neste momento. A figura 7.6 mostra as relações entre as potências ativas de 100 kW e dois diferentes níveis de energia reativa nos casos de fatores de potência de 0,7 e 0,92. Veja que a potência total requerida no caso de fator de potência 0,7 - 143KVA é maior que a potência total requerida para fator de potência 0,9 - 109KVA, para a mesma energia ativa:

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Figura 7. 6 – Potências ativas (CREDER, 2002) Na tabela 7.1 mostra-se o consumo total de energia elétrica da Wemar bombas, considerando os fatores de demanda conforme o tipo de carga, o total de horas por dia que os equipamentos estarão sendo utilizados e a previsão de consumo mensal com base no mês com vinte e dois dias úteis.

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Tabela 7. 1 – Consumo total de energia elétrica
Potência Nominal (kW) 42,1 1,47 1,98 1,12 14,32 14,32 1,27 4,4 0,8 10 10 0,1 0,4 0,12 19,2 15 Fator de Potên cia 1 1 1 0,8 1 1 1 1 0,9 1 1 0,8 0,85 0,9 1 1 Tempo de Utilização (h) 16 16 16 16 16 16 16 1 10 3 3 10 16 16 4 16 Preço de Custo 1kWh (kWh) (R$) Subgrupo kWh/dia A4 3368 23,52 31,68 28,672 229,12 229,12 81,28 83,6 129,6 30 30 8 478,72 103,68 76,8 240 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 Custo (R$) kWh/mês

Descrição do Item Qde. Equipamento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Injetora Primax 150R Unidade Água Gelada SAT.05.W Unidade Água Gelada SAT.09.W Torre de Resfriamento Desumidifica dor SMD 2000 Compressor Prensa DC-3E-BC Chuveiro Computador Torno Convencional Fresadora Tomada de uso geral Iluminação Fábrica Iluminação Escritório Empilhadeira Diversos 5 1 1 2 1 1 4 19 18 1 1 10 88 60 1 1

R$ 538,17 11.839,80 R$ 3,76 R$ 5,06 R$ 4,58 R$ 36,61 R$ 36,61 R$ 12,99 R$ 13,36 R$ 20,71 R$ 4,79 R$ 4,79 R$ 1,28 R$ 76,49 R$ 16,57 R$ 12,27 R$ 38,35 82,68 111,37 100,79 805,44 805,44 285,73 293,89 455,59 105,46 105,46 28,12 1.682,88 364,47 269,98 843,69

TOTAL (+ 10%)

R$ 918,22 20.200,90

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8 ÁGUA A água (em termos químicos também designada por hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou ainda protóxido de hidrogênio) é uma substância que, nas condições normais de temperatura e pressão (0 °C; 1 atm), encontra-se em seu ponto de fusão. Em condições ambientes (25 °C; 1 atm) encontra-se no estado líquido, visualmente incolor (em pequenas quantidades), inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida conhecidas. A água possui fórmula química H2O, ou seja, a menor parte da substância que ainda é considerada pura (uma molécula de água) possui em sua composição dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados por meio de ligações químicas. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, sendo encontrada principalmente nos oceanos e calotas polares, e também na atmosfera sob a forma de nuvens, nos continentes em rios, lagos e aquíferos, para além da que está contida em todos os organismos vivos. 8.1 Qualidade da água A água para uso humano deve atender a critérios rigorosos de qualidade, e para isso, não deve conter elementos nocivos à saúde (substâncias tóxicas e organismos patogênicos) e nem possuir sabor, odor ou aparência desagradável. Uma água própria para este fim é denominada de água potável, e a característica que a mesma deve atender é chamada de padrões de potabilidade. Na água potável pode estar presente uma grande quantidade de substâncias, que não devem ultrapassar certos limites de concentração, pois podem tornar-se nocivas pelo seu uso continuado. Essa lista de substâncias tende a ser modificada e aumenta à medida que novos compostos químicos são inventados e utilizados pelo homem em sua indústria, ou que novas descobertas são feitas pela ciência a respeito de suas propriedades fisiológicas. Os padrões de potabilidade de água são definidos pela Portaria n° 518 de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde. A portaria em vigor define água potável como sendo a água para consumo humano, cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos, atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos a saúde. O padrão de potabilidade define o limite máximo para cada elemento ou substância química, não estando considerado eventuais efeitos sinérgicos entre elementos ou substâncias (TSUTIYA, 2006).

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8.2 Água para uso industrial Segundo Muñoz (2000), o uso da água em uma instalação industrial pode ser classificado em cinco categorias: Uso humano; Uso doméstico; Água incorporada; Água utilizada no processo de produção; Água perdida ou para usos não rotineiros. O uso da água para o consumo humano refere se ao banheiro, banho e alimentação (inclusive lavagem de utensílios), de modo que esse consumo depende essencialmente do número de funcionários e do seu regime de trabalho. Considera-se como uso doméstico, a água utilizada em limpeza geral e manutenção da área do estabelecimento e, em alguns casos, a água utilizada em utilidades (torre de resfriamento, equipamento para irrigação). Como exemplo de água incorporada ao produto, pode-se citar a água incorporada a shampoos e outros produtos de higiene pessoal, água incorporada a alimentos. Para os casos de água utilizada no processo de produção e não incorporada a produto, tem-se: água para geração de vapor, água para refrigeração, água para reparação de argamassa de cimento, água para lavagem de roupas em lavanderias. Como água perdida, considera-se o consumo ocorrido sem relação com a atividade de produção da empresa, como: água para incêndio, água para lavagem de reservatórios, água perdida por vazamentos e para usos não identificados. Para Muñoz (2000), as taxas de consumo de água normalmente podem ser consideradas para as indústrias são: 47m³/há. dia – para áreas industriais; 30 – 95L/pessoa. dia – para usos sanitários. Observa-se, entretanto, que o volume de água utilizado varia de uma indústria a outra e, por outro lado, mesmo para indústrias semelhantes, o consumo pode variar consideravelmente.

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8.3 Utilização da água para os processos produtivos e consumo humano A água utilizada será fornecida pela Sabesp (Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa responsável pelo abastecimento da região onde a empresa estará operando. A tabela 8.1 mostra a caracterização da água Sabesp, estando a mesma dentro dos padrões de potabilidade exigidos na portaria 518. Tabela 8.1 – Caracterização da água SABESP, comparada com a Portaria 518.
Parâmetro pH Temperatura Sólidos Dissolvidos Totais Dureza Total Alcalinidade Bicarbonato Alcalinidade Carbonato Alcalinidade Hidróxido Alumínio Arsênio Bário Boro Cádmio Cloreto Chumbo Cobre Cobalto Cromo Ferro Flúor Manganês Mercúrio Nitrogênio Nitrato Nitrogênio Total Níquel Potássio Selênio Sódio Sulfato Vanádio Zinco Coliforme Total Unidade °C mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L NC.MF/100 mL Valores SABESP 7,5 15 < 100 100 < 0,2 < 0,005 2,96 < 0,01 < 0,01 < 0,01 < 0,3 0,7 0,15 < 0,0001 0,47 0,47 < 0,02 25 0,02 98,6% de ausência Valores Portaria 518 6,5 a 9,0 1000 500 0,2 0,01 0,7 0,005 250 0,01 2 0,05 0,3 0,6 a 0,8 0,1 0,001 10 0,01 200 250 5 95% de Ausência

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8.4 Cálculo do volume de água A tabela 8.2 mostra a média do consumo de água por pessoa em apartamentos, residências e residências populares, para que possa calcular o consumo humano diário per capita. Tabela 8.2 – Consumo doméstico em prédios (TSUTIYA, 2006) Prédio Unidade Consumo (l/dia) 200 150 120

Apartamento Residência Residência popular

Pessoa Pessoa Pessoa

Cálculo do consumo humano diário per – capita segundo Tsutiya (2006):
A + R + Rp = l / dia 3 200 + 150 + 120 = 3

C= C=

(79)

C = 156,67 l / dia

Ct =

156,67 = 52,22l / dia 3

(80)

Onde: A = consumo médio diário de água em apartamento por pessoa em litros; R = consumo médio diário de água em residências por pessoa em litros; Rp = consumo médio diário de água em residências populares por pessoa em litros; Ct = consumo por funcionários por turno. Considerando que o consumo médio de água por funcionário que trabalha em média 8 horas por dia será de 52,22 l/dia, como a Wemar bombas trabalhará em 2 turnos e que

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empregará 42 funcionários trabalhando 22 dias/mês, mais o volume de segurança de 20% do consumo total devido ao dia de maior consumo, a previsão é um consumo médio de aproximadamente 4387 l/dia ou de 96503 l/mês.

8.5 Dimensionamento do reservatório de água
Cálculos do dimensionamento do reservatório elevado de água para consumo. Vazão necessária para suprir a demanda teórica de água potável na fábrica. K .P.q 86.400 1,2 x 42 x52,22 86.400

QA = QA =

(81)

QA = 0,0305l / s

Onde: Q = vazão em litros por segundo K = coeficiente (1,2) P = quantidade de pessoas q = consumo médio de água p/ pessoa A quantidade de água a ser colocada em reservatório suspenso para suprir as necessidades da fábrica, pode ser calculada da seguinte forma: 0,0305 x86.400 3

V =

(82)

V = 878,4l = 0,88 m³

Sabendo-se que a torre de resfriamento possui uma vazão de 16,4 m³/h, adota-se uma torre de resfriamento com capacidade de 10m³ de água, que será suficiente para ser usado no processo produtivo.

=

+ 10 = 1,3536 + 10

(83)

Vr = 11, 3536m³

78

Para calcular a altura que deverá ser colocado o reservatório para garantir a vazão necessária para suprir as necessidades, são usadas as seguintes informações. NA max = 119 m e o NA min = 115,5 m
He = NA max . − NA min = 119 − 115,5 = 3,5m

(84)

Para calcular o diâmetro que deverá ter o reservatório para garantir a vazão necessária para suprir as necessidades.

Área =

Vr 10,88 = = 3,11m² He 3,5
4A = 4 x3,11 = 1,99m 3,14

(85)

Diâmetro =

π

(86)

8.6 Dimensionamento do reservatório para incêndio
Para cálculo do reservatório de água da rede de incêndio, foram analisadas as normas referentes ao sistema de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, NBR 13714 , a Instrução Técnica n° 22/04 do Corpo de Bombeiros e o Decreto Estadual n 46.076/2001. Estas normas e decreto especificam que para áreas de edificações de 5.000 até 10.000 m² o reservatório deverá ser de no mínimo 12 m³, a área da Wemar bombas é de 5294 m² e devido esse valor, encaixa-se no grupo de baixo risco I2 com até 10.000 m².

Área =

Ve 12 = = 3,43 m² He 3,5

(87)

Diâmetro =

4A

π

=

4 x3,43 = 2,09m 3,14

(88)

9 POLUIÇÃO
Toda e qualquer alteração ocorrida no ambiente, que cause desequilíbrio e prejudique a vida, é considerada poluição ambiental. A poluição ambiental pode ser causada tanto pela

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liberação de matéria como pela liberação de energia no ambiente. A poluição causada pela liberação de energia, como luz, calor e som, é particularmente grave para o ser humano e geralmente, observado nas grandes cidades. A poluição ambiental envolve a poluição do ar, da água e do solo. Reciclar resíduos, é transformá-los em produtos com valor agregado. Do ponto de vista ambiental, essa prática é muito atraente, pois diminui a quantidade de resíduos lançados no meio ambiente, além de contribuir para a conservação dos recursos naturais, minimizando a renovação dos recursos não-renováveis. A reciclagem, porém, depende do custo de transporte e da quantidade de resíduos disponíveis para que o reprocessamento se torne economicamente viável. Sua prática requer empresas e profissionais qualificados, bem como tecnologias adequadas, capazes de assegurar qualidade e segurança em sistemas cada vez mais complexos. (PACHECO & HEMAIS, 1998) O decreto nº 8468, de 8 de setembro de 1976, aprova o regulamento da lei nº 997, de 31 de maio de 1976, que dispõe sobre a prevenção e o controle da poluição do meio ambiente. Em seu art. 4°, refere-se ao fato de que são consideradas fontes de poluição todas as obras, atividades, instalações, empreendimentos, processos, dispositivos, móveis ou imóveis, ou meios de transportes que, direta ou indiretamente, causem ou possa causar poluição ao meio ambiente. No art. 5°, refere-se ao órgão delegado pelo Estado de São Paulo a aplicação da lei nº 997, de 31 de maio de 1976, este órgão recebe a denominação de CETESB – Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente, porém em assembléia geral extraordinária de 17 de dezembro de 1976, teve sua denominação alterada para CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. (CETESB, 2002) No processo produtivo da Wemar bombas serão produzidos resíduos sólidos, poluição da água, poluição do ar e poluição atmosférica.

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9.1 Tipos de poluição
Os tipos de poluição a serem gerados pela Wemar bombas, são: Poluição das águas – a poluição da água é através da geração de líquidos retirados do processo dos desumidificadores da poliamida. A água industrial usada na refrigeração do molde e do canhão de injeção também é considerada como resíduo, pois de tempos em tempos se dá a necessidade da troca da água industrial; Poluição do solo – gerada através das aparas, rebarbas, fora o descarte de EPI’ s (equipamento de proteção individual), que são considerados resíduos de Classe I, resíduos perigosos, como por exemplo as botas e luvas, que são contaminadas pelo contato com a poliamida 6.6; Poluição do ar (atmosférica) – ocorre com o lançamento de vapor oriundo da refrigeração da peça injetada dentro do molde e da refrigeração do canhão de injeção; Poluição sonora – devido ao ruído gerado pelo funcionamento das injetoras, dos desumidificadores, da torre de resfriamento, da geladeira industrial e da prensa.

9.2 Quantidades de resíduos
Para se chegar a quantidade de resíduos gerados no processo de injeção da poliamida 6.6, volta-se ao tópico 5, matéria-prima, onde verificou-se que há a necessidade de compra de 15% a mais de matéria-prima, pois há perdas no processo. Logo, chegou-se a conclusão que o rendimento produtivo do processo de fabricação da Wemar bombas é de 85%. Na tabela 9.1, verifica-se algumas quantidades de resíduos gerados durante o processo.

Tabela 9.1 – Quantidades de resíduos gerados. Tipo de resíduo
Água gelada Água industrial Aparas EPI’s (botas) EPI’s (luvas) Pó de serra

Quantidade gerada/mês
13 litros 1667 litros 1225 quilogramas 6 pares 36 pares 15 quilogramas

Período para descarte
6 meses 6 meses 12 meses 6 meses Mensal Mensal

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9.3 Disposição dos resíduos
Os resíduos sólidos a serem gerados pela Wemar bombas , serão armazenados em áreas de coletas e separados conforme sua classificação:

Classe I – Resíduos perigosos - são aqueles que apresentam risco a saúde pública e
ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposições especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Nesta classe a Wemar bombas tem os EPI’s que são descartados;

Coleta seletiva – área destinada à separação dos resíduos, onde se executa a distinção
do plástico, papel, vidro, metal e lixo comum;

ETE (estação de tratamento de efluentes) – local destinado ao tratamento da água
retirada do processo de injeção e também para tratamento da água industrial, pois as mesmas devem receber tratamento especial antes de serem descartados na rede pública de esgotos. No caso do volume de água ser pequeno, pode ser encaminhado para a Bioefluentes, uma empresa terceirizada.

9.4 Prevenção da poluição
Prevenção da poluição refere-se a qualquer prática, técnica ou tecnologia que visem à redução ou eliminação em volume, concentração e toxicidade dos poluentes na fonte geradora. Inclui também, modificações nos equipamentos, processos ou procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos, substituição de matérias-primas, eliminação de substâncias tóxicas, melhorias nos gerenciamentos administrativos e técnicos da empresa e otimização das matérias-primas, água e outros recursos naturais. (CETESB, 2002) Para implementação de um programa de prevenção da poluição, se fará necessário um comprometimento de todos os funcionários da Wemar bombas, desde a alta direção, até os parceiros da empresa, tanto fornecedores, como clientes. Para tanto, uma seqüência para o desenvolvimento do programa de prevenção da poluição é sugerida pela Cetesb (2002): Comprometimento da direção da empresa; Definição da equipe de prevenção da poluição;

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Elaboração da declaração de intenções; Estabelecimento das prioridades de objetivos e metas; Elaboração do cronograma de atividades; Disseminação de informações sobre a prevenção da poluição; Levantamento de dados; Definição de indicadores de desempenho; Identificação de oportunidades de prevenção de poluição; Levantamento de tecnologias; Avaliação econômica; Seleção das medidas de prevenção da poluição; Implementação das medidas de prevenção da poluição; Avaliação dos resultados; Manutenção do programa. Como forma de prevenção da poluição, a Wemar bombas estará implementando carrinhos para contenção de vazamentos de resíduos líquidos, no qual terá um saco de pó de serra com aproximadamente 15 kg, vassoura e rodo, além de um recipiente para se armazenar o resíduo, pó de serra contaminada com o líquido que venha a ter sido derramado. Será construída também uma área para descarte de resíduos sólidos e nela ocorrerá a separação conforme sua classificação. Esta será a seguinte: Verde – vidros; Amarelo – metais; Azul – papeis e papelão; Cinza ou preto – lixo comum; Vermelho – plásticos.

9.5 Vantagens da implantação dos programas de prevenção da poluição
Segundo Braga et al (2005), pode-se destacar dentre os principais objetivos: A redução de custos - a redução de custos talvez seja o maior incentivador para a criação de um programa de prevenção da poluição dentro de uma indústria. Uma empresa que reduz os desperdícios de matéria-prima no processo, além de gerar maior economia e uma

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conseqüente redução de custos, previne a poluição por estar lançando menos resíduos no meio ambiente; Redução da responsabilidade legal - com leis ambientais cada vez mais severas e onerosas do ponto de vista financeiro, a prevenção da poluição pode ser uma importante arma contra sansões prevista em lei. Melhoria da imagem corporativa - a prevenção da poluição pode ser uma poderosa ferramenta de publicidade da empresa. Com um nível crescente de conscientização da população a cerca das questões ambientais, uma empresa empenhada na prevenção da poluição pode ter nesse aspecto uma significativa vantagem competitiva frente à concorrência. Melhores condições de segurança para os trabalhadores - a redução da exposição dos funcionários à toxinas, fluentes ou solventes orgânicos, além de proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores também auxilia consideravelmente o índice de prevenção à poluição.

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10 SEGURANÇA DO TRABALHO
Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. A segurança do trabalho estuda diversas disciplinas como introdução à segurança, higiene e medicina do trabalho, prevenção e controle de riscos em máquinas, equipamentos e instalações, psicologia na engenharia de segurança, comunicação e treinamento, administração aplicada à engenharia de segurança, o ambiente e as doenças do trabalho, higiene do trabalho, metodologia de pesquisa, legislação, normas técnicas, responsabilidade civil e criminal, perícias, proteção do meio ambiente, ergonomia e iluminação, proteção contra incêndios e explosões e gerência de riscos. O quadro de segurança do trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por técnico de segurança do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho e enfermeiro do trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço especializado em engenharia de segurança e medicina do trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão interna de prevenção de acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A segurança do trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a legislação de segurança do trabalho compõe-se de normas regulamentadoras, normas regulamentadoras rurais, outras leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções internacionais da organização internacional do trabalho, ratificadas pelo Brasil. A empresa precisa constituir a equipe de segurança do trabalho porque é exigido por lei. Por outro lado, a segurança do trabalho faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melhorando as relações humanas no trabalho. (AREASEG, 2009)

10.1 Acidente de trabalho
Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

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Equiparam-se aos acidentes de trabalho: Acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa fora do local de trabalho; Acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa; Acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa; Doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho); Doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho). O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas:

Ato inseguro
É o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades.

Condição insegura
É a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados. Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e as doenças ocupacionais. Esse é o papel da segurança do trabalho. (AREASEG, 2009)

10.2 Aplicações na Wemar bombas
A Wemar bombas é uma empresa que, além de cumprir com suas obrigações relacionadas à segurança do trabalho, procura garantir o conforto e a qualidade de vida de seus empregados. São realizados treinamentos periódicos, buscando disseminar as informações necessárias à todos os trabalhadores A empresa está enquadrada no grau de risco 3, conforme NR 04.

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10.2.1 Comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA)
A comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A CIPA terá por atribuição: Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver; Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho; Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho; Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas; Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho; Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores; Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores; Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho; Divulgar e promover o cumprimento das normas regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho;

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Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados; Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; Requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas; Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver a semana interna de prevenção de acidentes do trabalho – SIPAT; Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de campanhas de prevenção da AIDS. (NR-5.16). O dimensionamento da CIPA (quadro I da NR05) contará com 1 técnico de segurança do trabalho, pela quantidade de funcionário na Wemar bombas foi dimensionado pelo SESMT que deverá ser composta por 1 efetivo e 1 suplente, empregados da Wemar bombas. (AREASEG, 2009)

10.2.2 Equipamento de proteção individual (EPI)
Considera-se equipamento de proteção individual (EPI), todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Compete ao serviço especializado em engenharia de segurança e em medicina do trabalho - SESMT, ou a comissão interna de prevenção de acidentes - CIPA, nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. (AREASEG, 2009) A Tabela 10.1 relaciona os locais e seus respectivos EPI’s necessários para cada funcionário.

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Tabela 10.1 – Relação de equipamentos de segurança. (AREASEG, 2009)

10.2.3 Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO)
O Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO) é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado. Implementar o PCMSO é importante sobretudo para cumprir a legislação em vigor. Além disso, você pode estar prevenindo possíveis conseqüências jurídicas decorrentes do aparecimento de doenças ocupacionais, como processos cíveis, criminais e previdenciários. De acordo com a NR 07, a empresa tem a obrigação de elaborar e implementar o PCMSO. (AREASEG, 2009)

10.2.4 Edificações
A norma NR 08 estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. Está norma tem por objetivo, estabelecer o mínimo da altura livre do piso ao teto, condições de iluminação, conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho, circulação, pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho. Os locais de trabalho devem ter, no mínimo, 3,00m (três metros) de pé-direito, assim considerada a altura livre do piso ao teto; Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões; Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar as cargas móveis e fixas, para as quais a edificação se destina; Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão empregados materiais ou processos antiderrapantes;

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Os andares acima do solo, tais como terraços, balcões, compartimentos para garagens e outros, tem que ter altura de 0,90m (noventa centímetros), no mínimo, a contar do nível do pavimento; Guarda-corpo de proteção contra quedas, quando for vazado, os vãos do guardacorpo devem ter, pelo menos, uma das dimensões igual ou inferior a 0,12m. (AREASEG, 2009)

10.2.5 Programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA)
O programa de prevenção de riscos ambientais ou PPRA é um programa estabelecido pela norma regulamentadora NR-9. Este programa tem por objetivo, definir uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho. A legislação de segurança do trabalho brasileira considera como riscos ambientais, agentes físicos, químicos e biológicos. Para que sejam considerados fatores de riscos ambientais estes agentes precisam estar presentes no ambiente de trabalho em determinadas concentrações ou intensidade, e o tempo máximo de exposição do trabalhador a eles é determinado por limites pré estabelecidos. (AREASEG, 2009) Os agentes de risco são divididos em:

Agentes físicos - são aqueles decorrentes de processos e equipamentos produtivos

podem ser: Ruído e vibrações; Pressões anormais em relação à pressão atmosférica; Temperaturas extremas (altas e baixas); Radiações ionizantes e radiações não ionizantes.

Agentes químicos - são aquelas decorrentes da manipulação e processamento de

matérias primas e destacam-se: Poeiras e fumos; Névoas e neblinas;

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Gases e vapores.

Agentes biológicos - são aqueles oriundos da manipulação, transformação e

modificação de seres vivos microscópicos, dentre eles: Genes, bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, e outros. O programa de prevenção de riscos ambientais deverá incluir as seguintes etapas (AREASEG, 2009): Antecipação e reconhecimento dos riscos; Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; Monitoramento da exposição aos riscos; Registro e divulgação dos dados.

10.2.6 Instalações e serviços em eletricidade
A norma NR 10 fixa as condições míninas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e segurança de usuários e terceiros. (AREASEG, 2009)

10.2.7 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
A norma NR 11 estabelece padrões de segurança transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais. Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como ascensores elevadores de carga, guindastes, monta carga, pontes rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras rolantes, transportadores de diferentes tipos, serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho.

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Fica estabelecida a distância máxima de 60,00m (sessenta metros) para o transporte manual de um saco; É vedado o transporte manual de sacos, através de pranchas, sobre vãos superiores a 1,00m (um metro) ou mais de extensão; A altura máxima das pilhas de sacos será correspondente a 20 (vinte) fiadas quando for usado processo manual de empilhamento; Material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 0,50m (cinqüenta centímetros). (AREASEG, 2009)

10.2.8 Máquinas e equipamentos
As máquinas e equipamentos utilizados na Wemar bombas estão de acordo com a norma regulamentadora NR 12. As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada localizados de modo que: Seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho; Não se localize na zona perigosa de máquina ou do equipamento; Possa ser acionado ou desligado em caso de emergência, por outra pessoa que não seja o operador; Não possa ser acionado ou desligado, involuntariamente, pelo operador, ou de qualquer outra forma acidental; Não acarrete riscos adicionais. As partes móveis das máquinas ou equipamentos deve haver uma faixa livre variável de 0,70m (setenta centímetros) a 1,30m (um metro e trinta centímetros) e a distância mínima entre máquinas e equipamentos deve ser de 0,60m (sessenta centímetros) a 0,80m (oitenta centímetros) a critério da autoridade competente em segurança e medicina do trabalho. Além da distância mínima de separação das máquinas, deve haver áreas reservadas para corredores e armazenamento de materiais, devidamente demarcadas com faixa nas cores indicadas pela NR 26. (AREASEG, 2009)

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10.2.9 Prensa
A prensa utilizada na Wemar bombas tem um dispositivo de segurança (cortina de luz), oferecendo o máximo de segurança aos trabalhadores. O operador de prensa precisa ser treinado com o curso de programa de prevenção de riscos em prensas e similares (PPRPS).

10.2.10 Atividades e operações insalubres
A empresa possui um nível de ruído de 85db que, de acordo com anexo I da NR 15, o máximo tempo de exposição diária permissível é de 8 horas.

10.2.11 Ergonomia
A ergonomia visa à adaptação das tarefas ao homem. Quer se trate de um produto para consumo público ou de um posto de trabalho, a ergonomia oferece vantagens econômicas através da melhoria do bem-estar, da redução de custos e da melhoria da qualidade e produtividade. Assim, a concepção de qualquer produto ou sistema deve integrar critérios ergonômicos desde a fase de projeto, de forma a assegurar a sua eficiência (TCMED, 2008). A Wemar bombas tem o comprometimento em utilizar meio técnicos apropriados para facilitar o transporte e manuseio de materiais, o acesso às máquinas e equipamentos.

10.2.12 Proteção contra incêndios
Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. (NR 23.2) Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. Os extintores deverão ser colocados em locais: Com fácil visualização;

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Com fácil acesso; Onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. A fábrica possui, também, sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em toda planta.

10.2.13 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho
As instalações sanitárias deverão ser separadas por sexo. As áreas destinadas aos sanitários deverão atender às dimensões mínimas essenciais, considerando satisfatória conforme norma a metragem de 1,00m² (um metro quadrado), para cada sanitário, por 20 (vinte) operários em atividade. Será exigido 1 (um) chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores nas atividades ou operações insalubres. Os lavatórios poderão ser formados por calhas revestidas com materiais impermeáveis e laváveis, possuindo torneiras de metal, tipo comum, espaçadas de 0,60m (sessenta centímetros), devendo haver disposição de 1 (uma) torneira para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores. Com o objetivo de manter um iluminamento mínimo de 100 (cem) lux, deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100W / 8,00 m² de área com pé-direito de 3,00m (três metros) máximo, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. Serão previstos 52,22 litros diários de água por trabalhador para o consumo nas instalações sanitárias. Os vestiários deverão ser dotados de armários individuais e de compartimentos duplos, observada a separação de sexos. A área de um vestiário será dimensionada em função de um mínimo de 1,50 m² (um metro quadrado e meio) para 1 (um) trabalhador. O refeitório é dotado de uma área de 1,00m² (um metro quadrado) por usuário, abrigando, de cada vez, 1/3 (um terço) do total de empregados por turno de trabalho, sendo este turno o que tem maior número de empregados. Terá uma rede iluminação com lâmpadas incandescentes de 150W/6,00 m² de área. Ventilação e iluminação de acordo com as normas fixadas na legislação federal, estadual ou municipal. Tem a disposição água potável, lavatórios, mesas e cadeiras. (AREASEG, 2009)

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10.2.14 Sinalização de segurança
A Wemar bombas possui um padrão de sinalização de segurança em toda a fábrica objetivando a prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas para a condução de líquidos e gases a advertindo contra riscos. A norma NR 26 tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. As cores aqui adotadas serão as seguintes: O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio; O amarelo deverá ser empregado para indicar "cuidado" como, corrimões, parapeitos pisos e partes inferiores de escadas que apresentam risco; O branco será empregado em passarelas, corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura), direção, circulação, localização, coletores de resíduos, localização de bebedouros; O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche); O azul será utilizado para indicar "cuidado", ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço; O verde é a cor que caracteriza "segurança" deverá ser empregado para identificar canalizações de água, caixas de equipamento de socorro de urgência, caixas contendo máscaras contra gases, chuveiros de segurança; O laranja deverá ser empregado para identificar canalizações contendo ácidos, partes móveis de máquinas e equipamentos, partes internas das máquinas que possam ser removidas ou abertas, dispositivos de corte, borda de serras, prensas; A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas; O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes; Cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo e o cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos;

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O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante); O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluído não identificável pelas demais cores. (AREASEG, 2009)

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11 LEIAUTE
Conforme Michaelis(2009), leiaute significa esboço, planejamento ou espelho do trabalho tipográfico com a especificação dos caracteres que devem ser empregados, disposição da matéria, claros, medidas e outras minúcias relativas à composição de um livro, folheto, periódico, anúncio ou obra comercial. Segundo Martins e Laugeni (2006), leiaute é um termo em inglês que significa desenho da distribuição física dos equipamentos, estoques, escritórios, entre outros. O estudo do leiaute (arranjo físico) é de fundamental importância na otimização das condições de trabalho, aumentando tanto o bem estar como o rendimento das pessoas. Segundo Cury (2000), leiaute corresponde ao arranjo dos diversos postos de trabalho nos espaços existentes na organização, envolvendo além da preocupação de melhor adaptar as pessoas ao ambiente de trabalho, segundo a natureza da atividade desempenhada, a arrumação dos móveis, máquinas, equipamentos e matérias primas. Segundo Chilenato Filho (1987), uma boa disposição de móveis e equipamentos faculta maior eficiência aos fluxos de trabalho e uma melhoria na própria aparência do local. A aparência, tanto da disposição física como das pessoas nela inserida é sem dúvida um chamativo para os clientes que influencia, diretamente no processo de produtividade da empresa. A redução da fadiga também se insere no quadro de objetivos do arranjo físico, pois a existência desta pode revelar uma disposição inadequada das condições de trabalho. Fadiga é a diminuição reversível da capacidade funcional de um órgão ou de um organismo em conseqüência de uma atividade. Tal sensação pode ser provocada pelo esforço despendido e pelo mau uso do ambiente, podendo ser tanto muscular, como mental ou neuro-sensorial. Além da interação entre espaço físico e fator humano, o leiaute deve ser flexível a fim de que possa ser alterado sempre que seja necessário. Afinal sabe-se que no atual contexto global, as mudanças, seja no aspecto social, cultural, financeiro, político e administrativo, são cada vez mais constantes e vulneráveis.

11.1 Tipos de leiaute
Segundo Silveira (1998), pode-se identificar 4 tipos básicos de leiaute (Figura 11.1), os quais podem ser dispostos em um gráfico correspondendo a diferentes níveis de volume e variedade de produtos ou serviços.

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Figura 11.1 – Tipos de leiaute (SILVEIRA, 1998)
Segundo Slack et al. (1997), a decisão de qual tipo de arranjo físico adotar muito raramente envolve uma escolha entre os quatro tipos básicos. As características de volume e variedade de uma operação vão reduzir a escolha, a grosso modo, há uma ou duas opções. Ainda assim, as faixas de volumes e variedades contidas em cada tipo de arranjo físico sobrepõe-se. Logo, a decisão sobre qual arranjo específico escolher é influenciada por entendimento correto das vantagens e desvantagens de cada um, conforme demonstrado na Tabela 11.1.

Tabela 11.1 – Vantagens e desvantagens do leiaute (SLACK et al, 1997)

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11.1.1 Leiaute por produto
São organizados para acomodar somente alguns poucos projetos de produto (baixa variedade de produtos), permitem grande volume de produção e trabalham com equipamentos de baixa flexibilidade (usam máquinas especializadas) e são projetados para permitir um fluxo linear de materiais ao longo da linha de produção (CURY, 2000). O primeiro passo na análise do leiaute de uma fábrica é a escolha do equipamento que deve ser usado na fabricação de seus produtos. O projeto detalhado de qualquer tipo de arranjo físico preocupa-se em termos gerais, onde localizar recursos. Poderia parecer, então, que é necessário pouco trabalho de projeto detalhado em arranjo físico por produto, pois ele envolve arranjar os recursos de forma a conformar-se às necessidades de processamento do produto ou serviço produzido (CURY, 2000). Antes de considerar os vários métodos usados no projeto detalhado de arranjo físico, é útil definir quais são os objetivos desta atividade. De certa forma, os objetivos dependerão das circunstâncias específicas, mas há alguns objetivos gerais que são relevantes para todas as operações (CURY, 2000): segurança inerente; extensão do fluxo, redução de distâncias; clareza de fluxo; conforto da mão-de-obra; coordenação gerencial; acesso aos equipamentos e instalações; uso do espaço; flexibilidade de longo prazo. O arranjo físico por produto envolve localizar os recursos produtivos transformadores inteiramente segundo a melhor conveniência do recurso que está sendo transformado. Cada produto, elemento de informação ou cliente segue um roteiro predefinido no qual a seqüência de atividades requerida coincide com a seqüência na qual os processos foram arranjados fisicamente. Este é o motivo pelo qual às vezes este tipo de arranjo físico é chamado de arranjo físico em fluxo ou em linha. (CURY, 2000). No arranjo físico por produto, a decisão é mais sobre o que localizar onde, pois em geral a decisão sobre localização está tomada e, então, as tarefas são alocadas à localização decidida. Por exemplo, pode ter sido decidido que quatro estações de trabalho serão

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necessárias para produzir pastas para executivos numa linha de montagem. A decisão então é sobre quais tarefas necessárias à montagem da pasta serão alocadas a quais estações de trabalho. No projeto detalhado de arranjo físico por produto há uma série de decisões individuais a serem tomadas. Estas incluem o tempo de ciclo ao qual o projeto tem de se conformar, o número de estágios na operação, a forma que as tarefas são alocadas aos estágios na linha e o arranjo dos estágios na linha. Exemplos de arranjo físico por produto incluem: montagem de automóveis – quase todas as variantes do mesmo modelo requerem a mesma sequência de processos; programa de vacinação em massa – todos os clientes requerem a mesma sequência de atividades burocráticas (preenchimento de cadernetas de vacinação), médicas e de aconselhamento (possível resguardo necessário, por exemplo). (SLACK et al, 1997)

11.1.2 Escolha do leiaute
Para cada volume há um tipo básico de arranjo físico de custo mínimo. Entretanto, na prática, as análises de custo para a seleção do arranjo físico raramente são tão claras. O custo exato de operar o arranjo físico é difícil de prever e provavelmente dependerá de fatores numerosos e difíceis de quantificar. A decisão sobre qual arranjo específico escolher é influenciada por um entendimento correto das vantagens e desvantagens de cada um. Quando a variedade de produtos e serviços é relativamente pequena, o fluxo de materiais, informações ou clientes pode ser regularizado e um arranjo físico por produto pode tornar-se mais adequado, como no caso de uma montadora de veículos. Operações de serviço podem também adotar arranjo físico por produto se as necessidades de processamento dos clientes ou informações tiverem uma seqüência comum. Em resumo, quando o fluxo for regular e previsível, a melhor opção de arranjo físico é o arranjo por produto. (CURY, 2000) Ainda segundo Cury (2000), as condições listadas a seguir tendem a ditar o uso do arranjo físico por produto:

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a descoberta de que uma leve redução do preço de venda do produto produzirá um expressivo aumento na demanda; a descoberta de que dois ou mais produtos têm processos de produção executados num mesmo tipo de máquina e na mesma seqüência; dificuldade de manter o controle da produção se produzido num arranjo por processo; dificuldade em encontrar empregados altamente qualificados para o arranjo existente; reclamações de superiores sobre condições aglomeradas, falta de armazenamento, demora na distribuição de materiais, falta de capacidade ou trabalho em horas extraordinárias. Os tipos básicos de arranjo físico têm características diferentes de custos fixos e variáveis que parecem determinar qual usar. Na prática, a incerteza sobre os custos fixos e variáveis de cada tipo de arranjo físico significa que raramente a decisão pode basear-se exclusivamente na consideração de custo, conforme demonstrado na figura 11.2.

Figura 11.2 – Tipos de leiaute e seus custos (CHILENATO FILHO, 1987)

11.2 Leiaute na Wemar bombas
O arranjo por produto será o utilizado, pois esse tipo de leiaute reduz o tempo de produção, minimiza o manuseio de materiais e facilita o controle de material, já que se trata de apenas um tipo de produto, além de ter um baixo custo unitário. o fluxo de materiais ao longo da operação é tanto evidente como regular. Não há as complexidades que caracterizam os arranjos físicos por processo e, com menor intensidade, celular; os custos variáveis por produto ou serviço tendem a decrescer; baixos custos unitários para altos volumes;

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dá oportunidades para especialização de equipamento; movimentação de clientes e materiais conveniente. Devido as características da fábrica citadas acima, optou-se pelo arranjo por produto, conforme apêndice J.

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12 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO
Planejamento e controle da produção (PCP) é função administrativa que tem por objetivo elaborar os planos que orientarão a produção e servirão de guia para seu controle, através da reunião dos meios de produção, tais como: (MACHELINI, 1984) matéria prima; mão de obra; equipamentos; fatores que possibilitam a fabricação de um produto. O planejamento e controle da produção visa ordenar o fluxo do processo produtivo, contínuo sem sobressalto, isso decorre da utilização eficiente dos meios de produção, os quais se atingem os objetivos planejados, nos prazos determinados. O PCP é composto de duas fases: planejamento e controle. A fase planejamento tem como objetivo levar os setores produtivos as seguintes informações: (MARTINS & LAUGENI, 2006) o que produzir (produto a ser fabricado); quanto produzir (quantificando a produção); quando produzir (estipulando prazo de execução); com que produzir (definindo o material a ser usado); como produzir (determinando o processo); onde produzir (especificando equipamentos); com quem produzir (quantificando e qualificando a mão de obra). Na fase de controle apuram-se os resultados daquilo que foi planejado e executado: (MARTINS & LAUGENI, 2006) o que foi feito; o quanto foi feito; com que feito; como foi feito; onde foi feito;

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quem fez; quando foi feito. As etapas do planejamento e controle da produção são as seguintes: (MARTINS & LAUGENI, 2006) receber a previsão de vendas (por produto) do departamento comercial, para um determinado período; emitir as OPs (ordens de produção) ou lista de materiais que compõem os componentes do produto (estrutura); verificar a situação atual de estoque de matéria prima para cada componente do produto a ser fabricado; determinar os itens de matéria-prima e insumos a serem adquiridos pelo setor de suprimentos, com as especificações, quantidades e prazos de necessidades; emitir as OPs (ordens de produção) com todas as seqüencias operacionais e instruções que compõem o processo de produção do produto, ou seja, o roteiro; define os prazos necessários para início e término da produção quantificada, em cada uma de suas etapas, permitindo assim estimar o data em cada baseando-se no tempo padrão de execução de cada operação. Quando da execução do planejamento, o primeiro passo é obter o perfil da demanda para o horizonte de planejamento. Assim como a produção, a demanda da empresa também deve ser gerenciada. Algumas das razões apontadas são: poucas empresas são tão flexíveis que possam, de forma eficiente, alterar substancialmente seus volumes de produção ou o mix de produtos produzidos de um período para o outro, de forma a atender às variações de demanda, principalmente no curto prazo; para muitas empresas, principalmente aquelas multidivisionais, ao menos parte da demanda não vem do ambiente externo, mas de outras divisões ou de subsidiarias, o que permite esforços de administração dessa demanda; empresas que tem relações de parceria com seus clientes podem negociar quantidade e momento da demanda por eles gerada, de modo à melhor adaptá-las às suas possibilidades de produção; produto ficará pronto,

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a demanda de muitas empresas, principalmente as que produzem produtos de consumo, pode ser criada ou modificada, tanto em termos de quantidade quanto de momento, por meio de atividades de marketing, promoções, propaganda, esforço de venda, entre outros; mesmo empresas que produzem outros tipos de produtos, que não de consumo, podem exercer influência sobre a demanda por meio de esforço de venda, mediante sistemas indutores de comportamento de seus vendedores e representantes comerciais (sistemas de cotas e comissões variáveis, por exemplo). (MACHELINI, 1984)

12.1 Fluxos de informações do PCP
O objetivo do PCP é proporcionar uma utilização adequada dos recursos, de forma que produtos específicos sejam produzidos por métodos específicos, para atender um plano de vendas aprovado, e fornecer informações necessárias para o dia-à-dia do sistema de manufatura, reduzindo os conflitos existentes entre vendas, finanças e chão-de-fábrica. (MARTINS, 1993) Para atingir estes objetivos o PCP reúne informações vindas de diversas áreas do sistema de manufatura. Na figura 12.1 estão relacionadas as áreas e as informações fornecidas ao PCP.

Figura 12. 1 – Fluxo de informações do PCP (MARTINS,1993)
Sendo assim, pode-se considerar o PCP como um elemento central na estrutura administrativa de um sistema de manufatura, passando a ser um elemento decisivo para a integração da manufatura.

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É muito importante que a empresa saiba utilizar todas as ferramentas disponíveis, e explorar a capacidade máxima de seus equipamentos para conseguir antecipar a demanda futura com perfeição e precisão. Isso pode envolver a formação e a manutenção de uma base de dados históricos de vendas, assim como informações que expliquem suas variações e comportamento no passado.

12.2 Planejamentos agregado de produção
Elabora-se, com base no planejamento de longo prazo, o planejamento agregado de produção, cujo resultado é um plano de médio prazo que estabelece níveis de produção, dimensões da força de trabalho e níveis de estoque. O horizonte do plano agregado de produção pode variar de 6 a 24 meses, dependendo da atividade industrial. (RESENDE, 1989) O planejamento é feito em termos de famílias de itens, isto é, os produtos a serem produzidos não são definidos de forma a terem uma constituição individual e completamente especificada, mas são agregados formando famílias de itens semelhantes. A atividade de planejamento agregado nem sempre é considerada de forma isolada como nesta análise acadêmica. Particularidades de cada indústria, tais como previsibilidade da demanda e alto nível de repetibilidade dos produtos, fazem com que muitas vezes ela nem seja executada. Neste caso, ela tende a ser absorvida pelo planejamento mestre da produção que é uma atividade subseqüente e mais detalhada. (RESENDE, 1989)

12.3 Planejamento mestre da produção
O planejamento mestre da produção (PMP) é o componente central da estrutura global apresentada na Figura 12.2. Gerado a partir do plano agregado de produção, desagregando-o em produtos acabados, guiará as ações do sistema de manufatura no curto prazo, estabelecendo quando e em que quantidade cada produto deverá ser produzido dentro de certo horizonte de planejamento. Este horizonte de planejamento pode variar de 4 a 12 meses, sendo que quanto menor for o horizonte de tempo maior será o aperfeicoamento do PMP. Segundo Resende (1989), quando existem diversas combinações de componentes para se obter o produto, pode ser preferível elaborar o PMP com base em produtos de níveis intermediários. O PMP é um elemento fundamental na compatibilização dos interesses das áreas de manufatura e marketing.

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Figura 12. 2 – Estrutura do processo d utura decisório do planejamento e controle da produção ontrole (RESENDE, 1989) 12.4 Planejamento de materiais
É a atividade através da qual é feito o levantamento completo das necessidades de materiais para execução do plano de produção. A partir das necessidades vindas da lista de materiais, das exigências impostas pelo PMP e das informações vindas do controle de estoque (itens em estoque e itens em processo de fabricação), procura determinar quando, quanto e qual material devem ser fabricados e comprados (RESENDE, 1989) comprados.

12.5 Planejamentos realizados na Wemar bombas
O responsável pelo planejamento e controle da produção (PCP) da empresa é o gerente planejamento do setor. Por sua vez, os responsáveis pelos setores de manutenção, supervisão da produção, controles industriais e controle de qualidade são engenheiros e gestores dos departamentos em questão. As atribuições do responsável pelo PCP são:

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programar a produção, tomando como base a programação da empresa matriz (meta); abastecer os insumos necessários para o seu funcionamento; acompanhar as carteiras de pedidos; verificar se a produção está sendo executada conforme o planejamento e utilizando procedimento estabelecido na forma correta. A realização do controle da produção, principalmente o acompanhamento diário no chão de fábrica, é realizada por esses setores (manutenção, supervisão da produção, controles industriais e controle de qualidade). O planejamento de materiais está intimamente ligado ao gerenciamento de estoques. Os tipos de estoques são: matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados. Os estoques consomem capital de giro, exigem espaço para estocagem, requerem transporte e manuseio, deterioram, tornam-se obsoletos e requerem segurança. Por isso, a manutenção de estoques pode acarretar um custo muito alto para um sistema de manufatura. O planejamento de materiais deve, portanto ter como objetivo reduzir os investimentos em estoques e maximizar os níveis de atendimento aos clientes e produção da indústria. (MARTINS E LAUGENI, 2006)

12.5.1 Sistema de revisão contínua de estoque de matéria-prima
De acordo com Martins e Laugeni (2006), deve-se fazer um controle de estoque, para saber o consumo diário de matérias primas e componentes utilizados na montagem da bomba. Tendo assim um tempo para que seja feito os pedidos de compra, de acordo com suas necessidades, fazendo com que sejam entregues no prazo estipulados, sem que haja nenhum problema que afeta a produção, antes que acabem os estoques. Para os cálculos do dimensionamento dos estoques, será utilizada a equação descrita por Martins e Laugeni (2006) e disponível no apêndice L.

12.5.2 Gráfico de gantt da produção da Wemar bombas

O gráfico de Gantt, a seguir, pode ser usado como uma ferramenta para determinar a seqüência de operações de um determinado lote de peças e controlar seu andamento. O gráfico indica umas formas básicas de acompanhamento do trabalho ou atividade em

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execução. O gráfico de Gantt apresenta o uso ideal e real de recursos ao longo do tempo. O gráfico de acompanhamento indica o status atual de cada trabalho em relação a sua data programada de término. Por exemplo, suponha que a Wemar bombas possua quatro lotes em andamento, direcionados a vários clientes. O status real desses lotes é mostrado pelas barras da figura 12.3, as linhas verdes indicam a programação desejada para o inicio e término de cada operação. Para a data atual, 23 de outubro, esse gráfico de Gantt mostra que o pedido do lote D encontra-se atrasado porque a área de operações completou somente as tarefas programadas até 21 de outubro. O gerente da fábrica pode ver facilmente no gráfico a conseqüência de misturar as programações. O método usual consiste em tentar estabelecer a programação por tentativa e erro até que um nível satisfatório de medidas selecionadas de desempenho seja alcançado.

Figura 12. 3– Gráfico de gantt da produção (RITZMAN & KRAJEWSKI, 2005)
Já na tabela 12.1, mostra o consumo diário de matéria-prima e insumos utilizados pela Wemar bombas na fabricação da bomba de água automotiva.

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Tabela 12.1 – Consumo diário de matéria-prima e insumos

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13 QUALIDADE
Qualidade significa fazer certo as coisas. Por exemplo, no hospital, qualidade pode significar assegurar que os pacientes obtenham o tratamento mais apropriado, sejam adequadamente medicados, bem informados sobre o que está acontecendo e, também, que sejam consultados se houver formas alternativas de tratamento. (SLACK et al, 1997) Todos os consumidores de qualquer tipo de produto ou serviço desejam que as suas expectativas sejam atendidas a no mínimo naquilo que o produto ou serviço se propôs a fazer. Essas expectativas podem ser somente técnicas ou em conjunto, técnicas e estéticas, dependendo daquilo que se esta adquirindo. Argumenta-se que a administração da qualidade total seja a mais significativa das novas idéias que aparecem no cenário da administração da produção nos últimos anos. Deve haver poucos, se houver, gerentes em qualquer economia desenvolvida que não tenha ouvido falar de TQM. (SLACK et al, 1997) TQM é uma filosofia, uma forma de pensar e trabalhar, que se preocupa com o atendimento das necessidades e das expectativas dos consumidores. Tenta mover o foco da qualidade de uma atividade puramente operacional, transformando-a em responsabilidade de toda a organização. (SLACK et al, 1997) A Gestão da Qualidade Total (Total Quality Management-TQM) foi uma prática de gestão bastante popular nas décadas de 1980 e 1990 nos países ocidentais. Os conceitos dessa prática, desenvolvidos inicialmente por autores norte-americanos, como Deming, Juran e Feigenbaum, nas décadas de 1950 e 1960, encontraram no Japão o ambiente perfeito para o seu desenvolvimento durante os anos que se seguiram. A Wemar bombas tem este objetivo, conscientizar a qualidade em todos os setores para tornar a linguagem de responsabilidade igualitária, independente do serviço executado.

13.1 Qualidade na Wemar bombas
A qualidade a ser implantada na Wemar bombas para se atender aos requisitos das normas de qualidade nas indústrias do setor automotivo, são impostos pela norma ISO/TS 16949. A ISO/TS 16949 fornece uma metodologia definida pelos fabricantes de carros e motos para administrar os processos de modo a cumprir e superar tais exigências. A ISO/TS 16949 é o único padrão reconhecido em todo o mundo para a gestão de qualidade aplicada a organizações que participem da cadeia de fornecimento da indústria automobilística. Baseia-

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se em oito princípios de gestão fundamentais para boas práticas: foco no cliente, liderança, envolvimento do pessoal, abordagem de processos, abordagem de sistemas, melhoria contínua, processo decisório baseado em fatos, relações com fornecedores benéficas para ambas as partes, atendimento de exigências específicas do cliente. (REAL BOMBAS,2009) Conforme os itens da norma ISO/TS 16949, a fim de assegurar que estejam em conformidade com a mesma, eles devem ser submetidos à aprovação do projeto de acordo com a norma ISO/TS 16949 e inspeções e ensaios de acordo com o itens, da norma. Isto deve ser levado a efeito por uma autoridade de inspeção autorizada. O inspetor deve ser qualificado para inspeção das bombas. O controle de qualidade da Wemar bombas será dividido em três etapas que são essenciais na produção de qualquer empresa. Essas etapas são divididas em inspeção de recebimento, inspeção durante a manufatura das bombas, e inspeção final do produto.

13.1.1 Controle da qualidade no recebimento
A inspeção de recebimento é de suma importância para o sucesso do controle de qualidade de qualquer processo produtivo pelo simples fato de que o recebimento é a porta de entrada da matéria prima e dos componentes que são utilizados na manufatura do produto (MARTINS & LAUGENI, 2005). Na Wemar bombas a inspeção de recebimento será efetuada conforme instrução de recebimento no apêndice M. A inspeção será realizada em etapas: dimensional, análise da documentação e análise química do material, onde a determinado período, deverá de ser tirada uma amostra que será enviada para o laboratório CROMEX para análise de verificação de porcentagem de fibra de vidro, para verificação dos valores prescritos na tabelas e valores aceitáveis segundo normas reguladoras prescrita no trabalho ( capítulo 4 ). Na inspeção dimensional será analisadas as cotas criticas que são pré estabelecidas como medidas definidas em desenhos disponíveis na Wemar bombas. Todos os instrumentos de medição utilizados serão calibrados e devem ter evidencias do certificado de calibração por empresa especializada.

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13.1.2 Controle da qualidade do processo
O bom desempenho de qualidade em uma operação não apenas leva à satisfação de consumidores externos. Também torna mais fácil a vida das pessoas envolvidas na operação. Satisfazer aos clientes internos pode ser tão importante quanto satisfazer aos consumidores externos. (SLACK, 1997) A inspeção durante a manufatura será efetuada pelo próprio operador de maquina, que operador deve conhecer os instrumentos de medição que serão utilizados durante as medições. Esta medição tem como parâmetro o desenho dimensional do produto. Quanto menos erros em cada operação ou unidade de produção, menos tempo será necessário para a correção e consequentemente, menos confusão e menos irritação. (SLACK, 1997) A inspeção durante a fabricação deve atender ao item da norma ISO / TS 16949 que especifica a construção das partes que compoem a bomba . Esta inspeção será efetuada de forma fracionada a cada lote de fabricação com auxílio do desenho do produto, relatando registros de dados em formulário nesta atividade, conforme apêndice N.

13.1.3 Controle final do produto
Cada bomba inspecionada deve ser examinada durante a fabricação e após sua complementação, como segue: a cada lote de fabricação de pecas, serão efetuado testes em amostras do lote. verificação das dimensões críticas e dimensional, para que estejam dentro das tolerâncias do projeto; verificação da conformidade com o acabamento superficial especificado; ensaio de tração conforme registro de ensaio de tração (conforme apêndice O); ensaio de estanqueidade conforme registro de ensaio de estanqueidade emissão do certificado de aprovação de tipo; a polia, bucha do rotor, selo e rolamento são itens comprados e serão montados na Wemar bombas. Estes itens tem inspeção de acordo com a norma ISO TS/16949; verificar teste de pressão e coluna d água.

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• • • • •

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Os itens comprados devem atender a especificação de compra. Após todos os ensaios serem efetuados, o órgão inspetor juntamente com o representante da Wemar bombas deverá emitir um relatório de fabricação e um certificado de conformidade. Após a certificação do produto todos os itens mencionados acima devem ser inspecionados por um inspetor da fábrica, porém sem o acompanhamento de um órgão inspetor.

13.2 Ferramentas de controle
Serão utilizados dois métodos para controle de qualidade que segue: Diagrama de pareto Quando for necessário ressaltar a importância relativa entre vários problemas ou condições, no sentido de escolher pontos de partida para a solução de um problema (avaliação de efeitos indesejáveis) e avaliar um progresso (efeitos positivos). Diagramas de Causa e Efeito Quando necessitar identificar, explorar e ressaltar todas as causas possíveis de um problema ou condição específica. Tem por realizar: • Análise de dispersão; • Classificação do processo; • Enumeração de causas.

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14 LOGÍSTICA
Segundo Ballou (1993), a logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos das atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. A logística é um assunto vital, é um fato econômico que tanto os recursos quanto os seus consumidores estão espalhados numa ampla área geográfica. Este é o problema enfrentado pela logística: diminuir o hiato entre a produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem. Numa economia livre é responsabilidade dos empresários proverem os serviços logísticos necessários, e, nos Estados Unidos, as empresas enfrentaram esta responsabilidade com notável grau de eficácia e eficiência. Contudo, as empresas operam dentro de um ambiente que muda constantemente, devido aos alcances tecnológicos, às alterações na economia e na legislação, e à disponibilidade de recursos. Portanto, a filosofia da administração se altera com o tempo, de forma a se adaptar às novas exigências de desempenho para as empresas. A logística assim representa uma nova visão empresarial – uma nova ordem das coisas. (BALLOU, 1993)

14.1 Cadeia de suprimentos
Da mesma forma que existe um canal de distribuição para os fluxos de produtos e informações na distribuição física, há um canal semelhante no suprimento físico. As atividades identificadas no canal de suprimento podem ser consideradas fundamentais para a administração de materiais, pois elas afetam principalmente a economia e a eficácia do movimento de materiais. As tarefas mais importantes são (1) inicialização e transmissão das ordens (pedidos) de compras, (2) transporte dos carregamentos até o local da fábrica e (3) manutenção dos estoques na planta, conforme demonstrado na figura 14.1. (BALLOU, 1993)

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Figura 14. 1 – Fluxos típicos de bens e informações num canal de suprimentos (ROCHA,
1999)

14.1.1 Gestão da cadeia de suprimentos
Para fabricar produtos é necessário possuir a quantidade necessária de materiais. Além disso, esses materiais devem ser obtidos com o menor custo possível, com uma qualidade superior e devem estar disponíveis no momento em que a produção for iniciada. O processo de aquisição de materiais é bastante complexo. Ele inclui decisões de escolha de fornecedores, elaboração de contratos de fornecimento, definição de compras centralizadas ou locais. Contudo, adquirir materiais e produtos não é uma tarefa que se limita a gerar e acompanhar pedidos. A aquisição dos materiais e dos produtos tem significado estratégico para a organização e deve satisfazer as necessidades de suprimento ou abastecimento a curto e longo prazo. Por isso, selecionar os provedores e manter relacionamentos duradouros é de fundamental importância para obter vantagem competitiva nesse processo. O processo de suprimentos ou compras pode apresentar variações entre os tipos de organizações. (BERTAGLIA, 2006)

14.1.2 Planejamento de suprimentos

O planejamento de suprimentos tem o objetivo de definir as ações para a obtenção de materiais necessários à satisfação da demanda requerida pela cadeia de abastecimento.

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As principais métricas que podem ser utilizadas nesse contexto são: tempo de ciclo empregado na obtenção dos materiais, flexibilidade, nível de serviço dos fornecedores, custo total de estoque, número de fornecedores e desempenho destes em termos de prazo, quantidade e qualidade. (BERTAGLIA, 2006)

14.1.3 Práticas de negócio para o planejamento de suprimentos
Segundo Ballou (1993), as seguintes práticas devem ser aplicadas para produzir um planejamento mais consistente dos suprimentos: Ampliar o relacionamento com os fornecedores, possibilitando a troca de dados relacionados a estoque e disponibilidade de capacidade; Construir alianças com fornecedores, visando maior consistência no relacionamento a fim de evitar disfunções no processo, assegurando que rupturas não venham a causar surpresas e, por outro lado, aproveitar oportunidades de disponibilidade de materiais; Possuir viabilidade total dos planos da cadeia de abastecimento; Medir os níveis de estoque de materiais em valor e quantidade; Balancear as restrições encontradas durante o plano mestre de produção com a demanda; Analisar as capacidades e limitações de fornecimento durante o plano mestre de produção para que revisões no plano possam ser consideradas.

14 .2 Transporte
O fator logístico é um elemento primordial nas considerações da cadeia de abastecimento e na movimentação de produtos e materiais de um ponto a outro. A idéia de movimento remonta aos tempos pré-históricos. A invenção da roda nasceu seguramente da necessidade de levar e trazer coisas com um esforço menor. O transporte deve receber todas as prioridades necessárias, seja para movimentar produtos finais, matérias-primas, componentes e pessoas. Deve ser rápido, eficiente e barato. (BERTAGLIA, 2006) O custo Brasil ainda é muito discutido. Os impostos são elevados, os controles são complexos e competitividade é baixa. Os meios de transporte são grandemente afetados por

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tudo isso. É preciso encontrar formas mais inteligentes, fáceis e sem burocracia para competir na economia global. De forma gratificante, a tecnologia tem ajudado o desenvolvimento estrutural da logística. Caminhões e automóveis são equipados com dispositivo de comunicação. Veículos podem ser monitorados via satélite e suas portas podem ser travadas à distância. (BERTAGLIA, 2006)

14.2.1 Modos ou modais de transporte
Pode-se citar como principais os seguintes modais: Rodoviário: a carga é transportada pelas rodovias, em caminhões, carretas; Ferroviário: a carga é transportada pelas ferrovias, em vagões fechados, plataformas; Aéreo: a carga é transportada em aviões, através do espaço aéreo; Fluvial/Lacustre (Hidroviário): a carga é transportada em embarcações, através de rios, lagos ou lagoas; Marítimo: a carga é transportada em embarcações, pelos mares e oceanos. As principais variáveis de decisão quanto à seleção dos modais de transporte são: Disponibilidade e freqüência do transporte; Confiabilidade do tempo de trânsito; Valor de frete; Índice de faltas e/ou avarias (taxa de sinistralidade); Nível de serviços prestados.(RODRIGUES, 2001; POZO, 2002) O tempo de trânsito afeta diretamente o prazo de ressuprimento, abrangendo o tempo despendido pelo embarcador na consolidação e manuseios, o tempo de viagem propriamente dito, os tempos necessários aos transbordos (caso haja) e o tempo necessário à liberação da carga por ocasião do recebimento. Qualquer atraso imprevisto pode paralisar uma linha de produção caso o estoque de reserva seja muito baixo. A possibilidade de avarias aumenta na mesma proporção da quantidade de manuseios e transbordos. Às vezes, a fragilidade da mercadoria justifica a utilização de um modal cujo frete seja sensivelmente mais caro. A sofisticação dos serviços pode sinalizar, por exemplo,

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para um sistema de posicionamento geográfico instantâneo via satélite ao longo do percurso. (RODRIGUES, 2001; POZO, 2002) O transporte rodoviário é o mais independente dos transportes, uma vez que possibilita movimentar uma grande variedade de materiais para qualquer destino, devido à sua flexibilidade, sendo utilizado para pequenas encomendas, em curtas, médias ou longas distâncias, por meio de coletas e entregas ponto a ponto. Ela faz a conexão entre os diferentes modos de transporte e os seus respectivos pontos de embarque e desembarque. Sua grande desvantagem é o custo do frete, o que faz com que outros meios de transporte comecem a ser mais competitivos. (BERTAGLIA, 2006)

14.3 Processo de distribuição
O processo de distribuição está associado á movimentação física de materias normalmente de um fornecedor para um cliente. Esse processo envolve atividades internas e externas, acompanhadas de documentos legais. Podem ser dividido em funções mais nucleares como recebimento e armazenamento, controle de estoques, administração de frotas e fretes, separação de produtos, carga de veículos, transportes, devoluções de materiais e produtos entre outras. Disperso em sua imensidão territorial, o Brasil apresenta numerosos pólos de produção e de consumo, o que gera uma gigantesca movimentação de mercadorias. O transporte rodoviário é o principal e corresponde a cerca de 60% do total das cargas do país. A distribuição tem recebido especial atenção nos últimos anos e é reconhecida como um processo de suprema importância por parte das empresas privadas e públicas devido aos altos custos nela envolvidos e as oportunidades existentes para a redução desses custos. Distribuir é uma função dinâmica e bastante diversa, variando de produto para produto, de empresa para empresa. Dessa forma, a distribuição precisa ser extremamente flexível para enfrentar as diversas demandas e restrições que lhe são impostas, sejam elas físicas ou legais. A vantagem competitiva de uma empresa pode estar na forma de distribuir, na maneira com que faz o produto chegar rapidamente à gôndola, na qualidade do seu transporte e na eficiência de entrega de um material a um fabricante. O gerenciamento da distribuição vai além de meramente movimentar um produto de um determinado ponto a outro. É uma atividade fundamental no serviço, custo e qualidade desejados por consumidores e clientes (BERTAGLIA, 2006).

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A Figura 14.2 mostra o fluxo de movimentação e armazenagem de materiais.

Figura 14. 2 – Fluxo de movimentação e armazenagem de materiais (ROCHA, 1999) 14.3.1 Recebimento de produtos
A função recebimento se inicia quando o veículo é aceito para descarregar um produto ou material que está destinado ao armazém ou centro de distribuição. O produto é contado ou pesado, e o resultado é comparado com o documento do transporte. Dependendo da origem e do tipo de produto, são necessárias análises de qualidade, por meio de amostragens, que eventualmente podem ser feitas antes que o produto seja totalmente descarregado. Os recebimentos, quanto à sua origem, podem ser classificados em importação, transferências entre fábricas e armazéns ou centro de distribuição, transferências provenientes de terceiros e devolução de clientes. O recebimento de produtos é atividade importante no processo uma vez que é responsável diretamente pelo abastecimento do estoque físico, como: Utilização de códigos de barras para identificação automática do produto e local de armazenagem; Utilização de conceitos de localização dinâmica baseados em controle de lote, rotatividade e qualidade;

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Integração entre planejamento, manufatura e distribuição para identificar situações de recebimento quando de transferência de fábrica ou terceiros; Troca eletrônica de informações com fornecedores de produtos; Abastecimento do estoque em tempo real utilizando tecnologia da informação. (BERTAGLIA, 2006).

14.3.2 Descarregamento de produtos
A descarga do veículo normalmente ocorre depois de aprovados os procedimentos rotineiros, como: Solicitação ou necessidades de abastecimento; Qualidade de acordo com os parâmetros permitidos; Quantidade dentro do limite de tolerância aceitável. Concluídas as etapas anteriores, o produto é então preparado para a armazenagem. Varias técnicas são, no entanto, aplicadas neste processo. Os produtos podem ser recebidos e diretamente disponibilizados para transporte sem haver necessidade de armazenamento. Outra técnica é a armazenagem em local temporário, onde os produtos são utilizados para atender as demandas de vários pedidos. (BERTAGLIA, 2006)

14.4 Gestão de estoque
Estocagem é a atividade que, a princípio, diz respeito à guarda segura e ordenada de todos os materiais do armazém, em ordem de prioridade de uso, e também às peças que estão para ser despachadas para as operações de montagem. É uma das atividades do fluxo de matérias no armazém e o ponto destinado à locação estática dos materiais. Dentro de um armazém podem existir vários pontos de estocagem. A área de estocagem é usada para estocar produtos e o seu tamanho depende da capacidade necessária e do método usado de estocagem (BERTAGLIA, 2003).

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14.4.1 Princípios de estocagem
Na estocagem é comum a utilização de carga unitária que é uma carga constituída de embalagens de transporte, arranjada para facilitar o seu manuseio. A mais conhecida é o palete, que consiste num estrado de madeira de dimensões diversas (BERTAGLIA, 2003). Com o aumento das trocas entre países foi tornando-se necessário estabelecer normas e medidas para os recipientes de manuseio. Foi então organizada uma comissão internacional cujo resultado elegeu um palete de 1.100 mm x 1.100 mm, com área mais próxima a todos (RODRIGUES, 2001). Existem vários tipos de paletes (duas entradas, quatro entradas e uma face ou duas faces). As mercadorias que serão acomodadas sobre os paletes não tem o mesmo tamanho. Há toda uma técnica de estudos de arranjos físicos para preparar uma carga unitária. Esta técnica envolve a aplicação de algumas fórmulas algébricas. Não é a única forma de portar materiais e formar cargas unitárias, existem outros tipos de recipientes. O manuseio correto de peças a granel demandou recipientes em madeira ou metal, sempre elaborados dentro do conceito inicial do paletes. Conjuntos montados podem ser dispostos em racks, nas quais os dispositivos especiais oferecem fácil acomodação ao conjunto. A paletização vem sendo utilizada em indústrias que exigem manipulação rápida e estocagem racional de grandes quantidades de carga. As empilhadeiras e paletes já proporcionaram economias de até 80 por cento do capital despendido com o sistema de transporte interno (BERTAGLIA, 2003). A manipulação em lotes de caixas permite que as cargas sejam transportadas e estocadas como uma só unidade. As principais vantagens são: economia de tempo; mão-de-obra; espaço de armazenagem. Um sistema de paletização organizado oferece melhor proteção às embalagens. A área de aplicação dos paletes tem aumentado muito nos últimos anos. Empregados na manipulação interna de armazéns e depósitos acompanham a carga, da linha de produção à estocagem, embarque e distribuição. (RODRIGUES, 2001) A distribuição de carga, sobre o palete, é de grande importância no planejamento de um sistema de manipulação. É conveniente determinar um arranjo típico para a padronização

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das operações. Elementos destinados a trabalhar com os paletes devem ser treinados, a fim de saberem qual a maneira correta de carregá-los com volumes de determinados tamanhos. O arranjo mais indicado para determinado tipo depende de: tamanho da carga; peso do material; carga unitária; perda do espaço; capacidade; métodos de amarração. A utilização de fitas metálicas é a maneira mais segura de prender cargas aos paletes. A amarração de cargas paletizadas só é necessária quando o palete sofrer muita movimentação no transporte (RODRIGUES, 2001). As maneiras mais comuns de estocagem de materiais podem ser assim generalizadas: caixas – são adequadas para itens de pequenas dimensões; prateleiras – destinando-se a peças maiores ou para o apoio de gavetas ou caixas padronizadas; racks – são construídos especialmente para acomodar peças longas e estreitas, como tubos, vergalhões, barras, tiras; empilhamento – é o arranjo que permite o aproveitamento máximo do espaço vertical, ou aquela constituída por prateleiras dotadas de seções curtas de transportadores de roletes ou rodízios em declive da entrada para a saída.

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14.4.2 Considerações quanto ao local de estocagem
Algumas considerações devem ser analisadas quanto ao local de estocagem, são elas: Corredores: seu número depende da facilidade de acesso desejada. Assim, quando a quantidade de mercadorias em estoque for elevada, podem ser formadas ilhas com várias pilhas. Mercadorias sobre prateleiras requerem corredores a cada duas filas. Empilhamento: o topo das pilhas de mercadorias deve ficar um metro, aproximadamente abaixo dos sprinkers contra incêndios. Portas: devem permitir a passagem de empilhadeiras carregadas. Têm normalmente 2,4 m de altura e igual largura. Piso: devem ser construídos em concreto e suportar o peso dos materiais estocados e o trânsito das empilhadeiras carregadas. Embarque: o local destinado a embarque tem normalmente 1,25 m de altura sobre o piso, para facilitar as operações. A demora das operações de carga varia com o equipamento para manuseio. Escritórios: algumas empresas possuem instalações centrais onde estão localizados escritórios, controle, manutenção. Todo armazém tem de estar equipado para combater incêndios, com extintores, sinal de alarme. Um armazém, dependendo do tipo de mercadorias estocadas, precisa de ar condicionado, controle de umidade. (RODRIGUES, 2001; BERTAGLIA, 2003)

14.4.3 Indicadores de desempenho de estoques
Medir o desempenho do estoque é extremamente necessário para a organização, uma vez que um dos aspectos fundamentais da administração moderna enfatiza a redução dos estoques. O aumento ou a redução dos níveis de estoques geram forte impacto nas finanças de qualquer empresa. Observa-se alguns indicadores de desempenho que visam a monitoração dos estoques. Retorno de capital em estoques (RC): a avaliação do retorno de capital investido em estoques (RC) é baseada no lucro das vendas anuais sobre o capital investido em estoques. Vai indicar quanto cada unidade monetária investida em capital nos estoques terá de retorno em lucro da empresa.

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Fórmula utilizada:

RC =

______Lucro_____ Capital em estoque

(104)

Giro de estoque ou índice de rotatividade (GE): o giro de estoque corresponde ao número de vezes em que o estoque é consumido totalmente durante um determinado período (normalmente um ano). Giro de estoque é a relação do custo anual das vendas e o valor médio em estoque. Fórmula utilizada: GE = Custo anual das vendas Valor médio de estoque O giro de estoque, por ser referenciado no tempo, representa a velocidade com que a mercadoria em estoque se transforma em venda efetiva no período observado. O período pode ser diário, semanal, mensal e anual. Quanto maior for o giro de estoque, maior a velocidade e tanto menor será o capital investido no estoque em função do seu consumo médio (BERTAGLIA, 2003). (105)

14.5 Equipamentos de estocagem e movimentação interna
Palete é um estrado de madeira, metal ou plástico que é utilizado para movimentação de cargas, conforme demonstrado na figura 14.3 e 14.4. A função do palete é a otimização do transporte de cargas, que é conseguido através da empilhadeira e a paleteira, obtendo com isso vantagens como: minimização do custo hora/homem; menores custos de manutenção do inventário bem como melhor controle do mesmo; rapidez na estocagem e movimentação das cargas. racionalização do espaço de armazenagem, com melhor aproveitamento vertical da área de estocagem; diminuição das operações de movimentação; redução de acidentes pessoais; diminuição de danos aos produtos; melhor aproveitamento dos equipamentos de movimentação;

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uniformização do local de estocagem. (FERMAD, 2008)

Figura 14.3– Palete de madeira (REI DO PALETE, 2009)

Figura 14.4 – Caixas-palete metálicas dobráveis (MANUTAN, 2009)
Uma empilhadeira é uma máquina usada principalmente para carregar e descarregar mercadorias através dos paletes. Existem diversos tipos e modelos. Os mais comuns, em galpões fechados e barracões, são as empilhadeiras elétricas (Figura 14.5), que possuem capacidade de carga que vai de 1.000 kg a 2.500 kg. As empilhadeiras a combustão GLP, diesel, gasolina e álcool são utilizadas mais comumente em pátios, docas, portos, por serem mais robustas. Além destas características, são disponibilizados também vários acessórios que

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podem aumentar a capacidade, autonomia e adequação a trabalhos específicos. (LEMAQUI, 2009)

Figura 14.5 – Empilhadeira (MAXXILOG, 2009)
Paleteira manual também conhecida como transpalete ou carrinho hidráulico é um equipamento indispensável a qualquer empresa que efetue movimentação de cargas, conforme a figura 14.6. Especialmente projetada para o manuseio de cargas paletizadas, é destinada ao transporte e locomoção de cargas postas sobre paletes com agilidade e segurança. Capacidade de carga para até 2.300 kg com duas opções de rodas que se adaptam aos diferentes tipos de pisos e aplicações. As rodas de direção dessa paleteira são fabricadas em aço e revestida com PU ou nylon, ambas de alta resistência, sendo também um pouco mais abertas e mais largas do que as demais paleteiras, evitando assim alguns acidentes que podem ser causados por desequilíbrio do equipamento. O sistema de rodas de carga dupla permite que entrem no palete com maior facilidade e passem por trilhos e canaletas de portas, além de superar eventuais obstáculos no solo, como lombada ou buracos. O macaco hidráulico robusto e as chapas de aço de 5mm que constituem a sua carcaça, completam esta paleteira de alta qualidade e durabilidade. (LEMAQUI, 2009)

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Figura 14.6 – Paleteira manual. (MANUTAN, 2009)
A balança rodoviária é projetada e dimensionada em programa de elementos finitos, que testa e avalia a resistência mecânica dos materiais aplicados, trata-se de uma balança mais segura e confiável, com baixo custo de manutenção e montagem com economia de ate 40% no valor da obra civil por ser montada ao nível do solo, mais a vantagem de ser uma balança transportável de fácil instalação, conforme demonstrada na figura 14.7. O conjunto de suspensão da balança rodoviária é totalmente isento de articulações mecânicas, não há desgastes por atrito, sendo a base inferior e o apoio superior das vigas um só conjunto, acoplando todo sistema de limitadores de oscilações inferiores, superiores, isoladores, acopladores e célula de carga digital, propiciando uma oscilação suave da plataforma mesmo com eventuais freadas bruscas em cima da balança.

Figura 14.7– Balança rodoviaria digital (LIDER BALANÇAS, 2009)

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14.6 Custo de estoque
Armazenamento de qualquer material gera custos que podem ser agrupados em diversas modalidades. Custos com pessoal: salários, encargos; Custos de capital: juros; Custos com as instalações físicas: aluguel, impostos, luz; Custos de manutenção do estoque: obsolescência, deterioração. (BERTAGLIA, 2003)

14.6.1 Custo da falta de estoque
A falta de estoque, em geral, traz conseqüências econômicas sérias para a empresa e provoca um impacto externo e interno. Os impactos externos incluem atrasos de pedidos e perdas de lucros provenientes das perdas de vendas. Essas perdas podem ainda interferir na reputação da empresa, o que trará impactos futuros nas vendas. Os principais impactos internos incluem perdas de produção, reprogramações e atrasos nos atendimentos das datas. De forma contrária a falta de estoque também gera custos como: Mão-de-obra: salários, encargos e benefícios adicionais referentes ao tempo em que a linha de produção ficou parada; Equipamentos: custo do equipamento referente ao tempo em que a produção ficou parada por falta do item ou pela reprogramação da produção; Material: custo adicional do material comprado em outros fornecedores; Multas: multas contratuais pagas pelo atraso de fornecimento do produto final da empresa compradora causados pela falta do material; Prejuízos: lucro referente às vendas não-realizadas por cancelamento de pedidos, ou vendas futuras não realizadas causadas pela falta de material, e conseqüente impossibilidade de fornecimento dentro dos prazos acordados. (BERTAGLIA, 2003)

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14.6.2 Custo da armazenagem e da manutenção do estoque

Corresponde ao custo do espaço físico necessário para armazenar o material, que pode ser alugado ou próprio. Seus componentes estão associados ao valor operacional do armazém ou aluguel, recursos utilizados na movimentação e armazenagem, pessoas necessárias, energia elétrica, ar condicionados, água e outros. Fatores que compõem o custo de armazenagem: Custo das edificações – custo correspondente ao aluguel das edificações que são destinadas à estocagem, seus impostos e seguros; Custo de equipamentos e manutenção – são as despesas mensais para manter os estoques, incluindo a depreciação dos equipamentos e suas despesas de manutenção; Custo de pessoal envolvido – é o custo mensal de toda mão-de-obra envolvida em atividades de estoques, tais como pessoal de manuseio, de controle e gerenciamento, inclusive com os encargos trabalhistas; Custo de materiais - é o valor real de todos os materiais que estão na empresa. Quanto maior a armazenagem, maior os custos de capital no investimento em estoque; a área necessária; o manuseio; o custo da mão-de-obra e dos equipamentos; risco de perda, obsolescência e furto/roubo. (RODRIGUES, 2001; BERTAGLIA, 2003)

14.7 Logísticas na Wemar bombas
Dentro dos conceitos de logística é possível citar a estocagem, a movimentação interna e o transporte externo. Fatores responsáveis pelos produtos utilizando, modalidades que ligam as unidades físicas de produção ou armazenagem até os pontos de compra ou consumo.

14.7.1 Estocagem
A estocagem possui quantidades já definidas no leiaute da fábrica, e será dividida em três classificações: Estoque de matéria-prima: a matéria-prima será direcionada para prateleira com um sistema de seqüenciamento (primeiro que entra, primeiro que sai), conforme a figura

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14.8. Sua localização será de forma que facilite a alimentação do processo produtivo (conforme leiaute).

Figura 14.8 – Prateleira (CROMEX, 2009)
Estoque intermediário: será direcionado para prateleira com divisórias, conforme a figura 14.9. Sua localização será de forma que facilite a alimentação do processo produtivo (conforme leiaute).

Figura 14.9 – Prateleira com divisórias (MANUTAN, 2009)
Estoque produto acabado: o produto acabado será direcionado para prateleira na área de expedição (conforme leiaute), sua localização será de forma que facilite o carregamento.

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14.8.2 Movimentação interna
Os equipamentos para movimentação interna foram escolhidos e dimensionados considerando tanto as necessidades da operação quanto as normas regulamentadoras pertinentes ao assunto NR 11 e NR 12. Abaixo seguem os descritivos dos principais equipamentos: Serão utilizadas duas empilhadeiras elétricas com capacidade de carga de 1500 kg, sendo que cada palete contém 1000 kg de matéria-prima e os insumos tem peso inferior a capacidade nominal da empilhadeira para o transporte dos materiais de forma prática e segura. Uma será utilizada para descarregar matéria prima no recebimento e abastecer a produção e a outra para movimentação dos demais componentes e carregamento dos produtos acabados na expedição; Serão utilizadas duas paleteiras manuais com capacidade de carga de 2.500 kg para movimentações internas e estocagem de materiais; Transportador mecânico de roletes livres: serão utilizados aproximadamente 29 metros de esteiras de roletes livres, interligando um equipamento ao outro para transportar as carcaças e os rotores a partir da primeira operação (injeção) até os processo de montagem da bomba.

14.8.3 Transporte externo na Wemar bombas
A Wemar bombas utilizará o transporte rodoviário, haja vista que seu principal cliente está localizado na região central e seu fornecedor conta com uma unidade distribuidora localizada na grande São Paulo a 15 km de distância da capital. O sistema de estoques irá operar da seguinte maneira: Matéria prima: as entregas serão realizadas semanalmente, utilizando transporte do fornecedor, composto por um caminhão de pequeno porte. Serão entregues nas três primeiras semanas 7 paletes, contendo 40 sacos em cada palete e na última semana 6 paletes, contendo 40 sacos em cada palete, onde cada saco terá 25 kg, conforme figura 14.10. Totalizando 24275 kg no final do mês.

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Figura 14.10 – Palete (CROMEX, 2009)
Produto acabado: os mesmos serão despachados em entregas diárias compostas por 20 cargas totalizando 140000 unidades de bombas por mês. Cada carga será composta de 20 paletes, onde cada palete terá 350 unidades de bombas totalizando 7000 unidades de bombas por carga, conforme figuras 14.11 e 14.12. Cada palete carregado pesa 260 kg e a carga total a ser transportada será de 5200 kg. Recomenda-se a carga em caminhão truck tipo Sider, que possibilita a melhor otimização, segurança e preservação do transporte (Figura 14.13).

Figura 14. 11 – Desenho padrão montagem dos paletes

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Figura 14.12 – Palete montado

Figura 14. 13 – Carreta tipo Sider. (CARBUSEQUIPAMENTO, 2009)
A distribuição das cargas será feita conforme no caminhão tipo Sider, conforme figura 14.14, com dimensões de: Largura = 2,60 m; Comprimento = 5,10 m; Altura = 3,20 m; Carga = 12000 kg.

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Na figura 14.14, tem-se as vistas lateral e traseira do acondicionamento da carga no caminhão truck tipo Sider.

Figura 14. 14 – Distribuição da carga (vista lateral e traseira)

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15 MANUTENÇÃO
Manutenção é o ramo da engenharia que visa manter, por longos períodos, os ativos fixos da empresa em condições de atender plenamente a suas finalidades funcionais, ou seja, um ramo voltado para a preservação de máquinas, equipamentos, instalações gerais e edificações, procurando manter de cada um o maior tempo de vida útil possível e eliminar paralisações quando estiverem sendo chamados a operar. Em um cenário atual de uma economia globalizada e altamente competitiva, onde as mudanças se sucedem em alta velocidade, a manutenção, uma das atividades fundamentais do processo produtivo, precisa ser um agente proativo. Neste cenário não existem espaços para improvisos e arranjos. Na Wemar bombas competência, criatividade, flexibilidade, velocidade, cultura de mudança e trabalho em equipe são as características básicas para ser competitiva. (KARDEC et. al., 2002) O conceito de manutenção há pouco tempo atrás predominante, era de que a missão da manutenção era a de restabelecer as condições originais dos equipamentos/sistemas, já o conceito moderno é de que a missão da manutenção seja a de garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de produção ou de serviço, com confiabilidade, segurança e preservação do meio ambiente e custos adequados. (KARDEC et. al., 2002)

15.1 Objetivos da manutenção
A manutenção tem como objetivo principal acompanhar o desempenho elétrico e mecânico dos equipamentos envolvidos na produção, maximizando o tempo de vida útil e diminuindo o tempo de reparo por ocasião da produção, elaborando controles que registrem anormalidades e ocorrências com a máquina, visando identificar os tipos e freqüência dos problemas mais comuns, possibilitando assim um reparo em tempo hábil, efetuando lubrificações, consertos e reformas. Selecionar os insumos adequados através de uma abordagem técnica, como óleo, graxas e rolamentos, são também funções que a manutenção desenvolve.

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15.2 Tipos de manutenção
Existem dois tipos de manutenção: centralizada e descentralizada. Dentro desses tipos de manutenções há uma divisão de serviços, são esses: manutenção corretiva, manutenção preventiva, manutenção preditiva e a manutenção produtiva total (TPM). Visando aperfeiçoar a realização dos serviços, criam-se subserviços no departamento de manutenção: Mecânica; Elétrica; Serviços gerais. (PROFISSIONALIZANDO, 2009)

15.2.1 Manutenção centralizada
Em uma manutenção centralizada, todas as operações são planejadas e dirigidas por um departamento único. As oficinas, tanto mecânica, elétrica, quanto serviços gerais são também centralizados e atendem todos os setores ou unidades de operação. Setores como projetos, orçamentos, custos e planejamento fazem parte do departamento, que usualmente é dirigido por um gerente em posição hierárquica igual ao gerente de produção. Havendo uma boa coordenação de pessoal, esse tipo de manutenção pode reduzir os custos, graças ao melhor aproveitamento dos serviços centralizados. Há vantagens e desvantagens na aplicação de um departamento de manutenção centralizado. Vantagens: Uniformiza rotinas; Garante um melhor aproveitamento de pessoal; Reduz custos. Desvantagem: Entrosamento com produção não tão bom quanto o esperado, podendo acarretar em discordância sobre liberação dos equipamentos para a realização de manutenção. Em pequenas e médias empresas, é usual a manutenção centralizada, pois é às vezes justificável e mesmo desejável que a manutenção dependa da produção. Um chefe de

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produção, além de conhecer todos os problemas da linha, deve possuir também profundo conhecimento técnico dos equipamentos que dispõe, portanto é possível combinar a capacidade organizadora de um chefe ou supervisor de linha com os requisitos de manutenção.

15.2.2 Manutenção descentralizada
Também denominada manutenção por áreas, faz-se a divisão da fábrica em áreas ou setores, cada um dos quais fica sob os cuidados de um grupo de manutenção. As decisões quanto à parada de máquinas por longos períodos, deve ser tomada pelo nível mais alto de hierarquia da fábrica, pois há sempre uma tendência de se minimizar as paradas de produção para se efetuar um reparo. Possui as seguintes características: A localização física da manutenção faz-se junto a cada unidade, assim como o estoque de peças de reposição; A manutenção da área recorre ao próprio pessoal de produção em caso de necessidade; O superintendente de cada área é responsável pelas decisões relativas a manutenção, inclusive a determinação da prioridade de execução; O trabalho a ser executado nas próprias oficinas de manutenção da unidade possui limitações e, portanto, determinados serviços terão de ser terceirizados. De um modo geral a manutenção descentralizada, por áreas, requer um número maior de funcionários do que para uma manutenção centralizada. Os quatro tipos de serviços de manutenção, já citados anteriormente, são: Manutenção corretiva: Manutenção preventiva; Manutenção preditiva; Manutenção produtiva total (TPM). (PROFISSIONALIZANDO, 2009)

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15.2.3 Manutenção corretiva
É uma técnica de gerência reativa, pois trabalha em cima da falha da máquina ou equipamento, antes que seja tomada qualquer ação de manutenção. Não são raras as empresas que usam essa gerência por manutenção corretiva, mesmo executando lubrificações e pequenos ajustes da máquina em um ambiente propício à manutenção corretiva. Existem algumas desvantagens na manutenção corretiva: Alto custo de estoque de peças sobressalentes; Alto custo de trabalho extra; Baixa disponibilidade de produção. (ABRAMAN, 2009) Para que não ocorra um alto custo de peças em estoque, faz-se necessário um bom desempenho da cadeia de suprimentos junto a fornecedores, que possam oferecer entrega imediata das peças, sem custos extras. Para a execução desse tipo de manutenção, a Wemar bombas estará contando com um mecânico e um eletricista por turno, sendo que a mesma irá operar sua linha de produção em dois turnos de 8 horas cada.

15.2.4 Manutenção preventiva
Consiste em executar uma série de trabalhos, como trocar peças e óleo, engraxar, limpar, à partir de uma data programada antecipadamente. Normalmente os manuais de instalação e operação que acompanham os equipamentos fornecem as instruções sobre a manutenção preventiva, indicando a periodicidade com que determinados trabalhos devem ser feitos. Só as empresas maiores e mais organizadas e conscientes dispõem de equipes próprias ou terceirizadas para os serviços de manutenção preventiva (MARTINS & LAUGENI, 2003). No caso da Wemar bombas, a manutenção preventiva será realizada pelo pessoal de manutenção que trabalhará em dois turnos, das 6h às 14h e das 14h às 22h, assim podendo terminar a manutenção e realizar os testes necessários. Vale frisar que este período de 16 horas não será consumido no total, podendo a equipe terminar em um intervalo de tempo mais curto, conforme a necessidade de manutenção e também a necessidade de produção.

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15.2.5 Manutenção preditiva
A manutenção preditiva é aquela que indica a necessidade de intervenção com base no estado do equipamento, e sua avaliação se dá através de medição, acompanhamento ou monitoração de parâmetros. É realizada a qualquer tempo, visando corrigir uma fragilidade percebida antecipadamente à ocorrência de um problema. (KARDEC et. al., 2002) Difere da manutenção preventiva por se realizar em virtude da constatação de uma tendência. A manutenção preventiva, por exemplo, ocorre a intervalos regulares, independente do desempenho do equipamento ou mecanismo, de acordo com um planejamento. Esta técnica, além de equipamentos específicos, requer mão-de-obra qualificada. Comparando com a manutenção preventiva pode representar um valor maior nestes dois itens acima, porém em relação a peças e componentes há o diferencial da utilização até o limite máximo, sem que ocorra a substituição de peças que ainda possuam condições de operação (SLACK, 1997).

15.2.6 Manutenção produtiva total (TPM)
A TPM se propõe a melhorar o ambiente de trabalho, transformando as instalações normalmente impregnadas de poeira, óleo lubrificante e graxa, com objetos em desordem visível e, em muitos dos casos, desnecessários e inadequados ao processo de trabalho, em um ambiente agradável e seguro. A elevação do nível de conhecimento, bem como a elevação da capacidade dos trabalhadores de operação e manutenção se iniciam à medida que as atividades de TPM vão se realizando, movimentando os empregados e tornando-os responsáveis por pequenas melhorias em seu setor de trabalho, executando pequenas manutenções e mantendo seu setor em ordem. (TAKAHASHI et. al., 1993)

15.3 Gestão estratégica da manutenção
A manutenção, para ser estratégica, precisa estar voltada para os resultados empresariais da organização. É preciso deixar de ser apenas eficiente para se tornar eficaz, ou seja, não basta apenas reparar o equipamento ou instalação tão rápido quanto possível, mas é preciso, manter a função do equipamento disponível para a operação, reduzindo a probabilidade de uma parada de produção ou o não fornecimento de um serviço. (KARDEC et. al., 2002)

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Para que a função manutenção tenha uma ação estratégica é necessário que se tenha um processo de gestão estratégico que contemple as seguintes etapas: Política e diretrizes; Situação atual – diagnósticos; Situação futura – metas estratégicas; Caminhos estratégicos ou melhores práticas; Indicadores; Plano de ação. Planejamento é um princípio administrativo essencial ao controle da manutenção, sua sistemática pode ser abordada da seguinte maneira: Listar todos os serviços a serem feitos; Estabelecer uma ordem de prioridade na execução; Quantificar material, mão-de-obra, equipamentos e serviços necessários; Determinar prazo de execução de serviço; Efetuar orçamento; Estabelecer datas para início e conclusão e cada etapa; Emitir ordem de serviço (OS); Acompanhar custos de cada OS; Controlar execução, checando com o planejamento. (KARDEC et. al., 2002)

15.4 Manutenção na Wemar bombas
O tipo de manutenção usada na Wemar bombas será a manutenção centralizada, devido suas enormes vantagens em redução de custos, melhor aproveitamento da mão-de-obra e uma rotina mais uniforme de manutenções. Também será executada a manutenção corretiva e preventiva nos equipamentos. Após leitura do horímetro do equipamento, são realizadas algumas manutenções preventivas, com o intuito de se diminuir o desgaste das peças de cada equipamento. Conforme tabela 15.1, verificam-se alguns itens a serem inspecionados no período de horas definido.

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Tabela 15.1 – Lista de verificações preventiva

Wemar bombas Ltda.
E QUPAM NTO E Injetora Dr. Boy DE SCR IÇÃ O Barramento guia do cabeçote Nível de óleo do hidráulico (Omala 68) Pressão do hidráulico Temperatura da água de refrigeração do canhão Temperatura da água de refrigeração do cabeçote Sistema de proteção Corrente (A) em trabalho Corrente (A) em aliv io V erificar as mangueiras V erificar vazamentos V erificar polimento do molde V erficar os sensores de segurança Inspecionar distribuidor de graxa (Alvania R 2) V erificar ruído do rolamento do motor principal V erificar aquecimento do motor V erificar proteções R eaperto geral dos parafusos R elubrificar guias A justar aperto do molde PROGRA A M ÇÃO 250 h 500 h 750 h OBSE VA R ÇÕE S 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

O plano de manutenção preventiva da empresa estabelece a sistemática para atividades da manutenção preventivas dos equipamentos e instalações industriais, sendo sua abrangência todos os equipamentos que são considerados críticos. A qualquer momento um equipamento ou uma instalação pode apresentar problemas imprevisíveis, para tanto a Wemar bombas se propõe a trabalhar com manutenção corretiva, a fim de diminuir o impacto de tempo perdido para produção. Ao ser constatado um defeito, o trabalhador de produção, ou líder de produção, emite uma ordem de serviço (O.S) através de formulário, ou via correio eletrônico para o setor de manutenção e este analisará o problema. Na tabela 15.2 tem-se um exemplo de uma ordem de serviço (O.S).

Tabela 15.2 – Ordem de serviço (O.S)
WEMAR BOMBAS Itens para checagem Abertura do molde Sensores das tampas Temperatura da água Temperatura do óleo Mangueiras Guias do molde Ordem de serviço (O.S) Nº 000001-A Defeito Data:__/__/__ hora: Ação

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16 VIABILIDADE
A análise de investimentos consiste em coletar as informações e aplicar técnicas de engenharia econômica, considerando as taxas de desconto, os prazos e os valores previstos em um fluxo de caixa. A análise de viabilidade está relacionada especificamente ao estudo de um novo produto. Versa sobre a comparação entre as receitas e as despesas do produto considerando o tempo decorrido. Se os resultados apontam benefícios, o processo pode prosseguir; caso contrário, o projeto deve ser ajustado ou até abandonado.

16.1 Viabilidades econômicas
Parte-se do pressuposto de que a viabilização de qualquer negócio começa sempre pelo aspecto econômico. Dentre as várias oportunidades, existe sempre a possibilidade de se identificar a mais atraente para escolher a melhor, um produto pelo qual se possa cobrar um bom preço, receber rápido e que custe pouco. Tudo dentro de estimativas realistas de venda e levantamento de custos confiáveis. Em outras palavras, busca-se inicialmente o lucro, o benefício projetado para o futuro e alguma garantia de que ele será realmente obtido. O preço deverá ser maior do que o custo, e as receitas, ou entradas, deverão ser maiores que os gastos, ou saídas. Resumindo, quando a decisão de investir está baseada apenas na análise comparativa da quantidade de recursos entrantes e de saídas referentes ao custeio do empreendimento, resultando em um lucro, trata-se de viabilização econômica. (SILVA, 2006)

16.2 Viabilidades financeiras
A grande maioria dos negócios exige o investimento de capital. Embora o preço seja, superior aos custos, a receita entra no caixa bem depois da necessidade de pagamentos de despesas. Contratos de prestação de serviços para a construção do galpão, compras de equipamentos, ferramentas e matéria prima quase sempre exigem que se coloque antecipadamente uma quantidade de recursos para alavancar a produção. Em suma, quando a decisão de investir está baseada na disponibilização de recursos, com objetivo de se obter o equilíbrio das entradas e saídas, levando-se em conta os saldos a cada momento (fluxo de caixa), trata-se de viabilização financeira. (SILVA, 2006)

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Portanto, o estudo de viabilidade econômico-financeira é tal que pretende caracterizar um produto que proporcione um lucro aos investidores ao final do negócio, bem como ser capaz de evitar saldos negativos proporcionando, conseqüentemente, um fluxo de caixa positivo em qualquer momento. Entretanto, não deve uma análise prévia de viabilidade, se restringir a uma análise econômico-financeira, pois esta não leva em consideração fatores não quantificáveis que influenciam na qualidade dos indicadores do resultado final do negócio.

16.3 Princípios de análise e indicadores da qualidade
Para que o estudo de viabilidade se aproxime da realidade, deve-se partir de um bom cenário, dispor de um bom modelo matemático para simulação, conhecer os indicadores de qualidade fornecidos pelo modelo de cálculo e saber interpretar os indicadores, estabelecendo critérios particulares de decisão. (SILVA, 2006) As características do mercado tornam muito difícil no processo de decisão de investimento ou lançamento de novos produtos. Principalmente na análise de viabilidade, na qual, muitas vezes, esta decisão é tomada pelo empresário de forma intuitiva, de acordo com sua experiência e sua percepção das condições momentâneas do mercado, sem ter como base uma análise criteriosa, embasada em dados. (GONZÁLEZ, 1999) Visto que é grande a quantidade de fatores intervenientes e que é longo o período que decorre entre o momento da decisão e a conclusão do produto, torna-se necessário analisar objetivamente a viabilidade econômica e financeira do mesmo, empregando as técnicas gerais de engenharia econômica, acrescidas das peculiaridades relativas ao mercado. No processo decisório é importante levar em consideração a diferença entre a disponibilidade de capital no presente e no futuro. Isto decorre da existência de incertezas e da necessidade de remunerar o capital, através de uma taxa de juros. O dinheiro é um recurso escasso, existindo um preço, que são os juros pagos pelo direito de uso deste bem. Como, no Brasil, as taxas de juros são extremamente elevadas, podendo-se afirmar serem proibitivas para empresas, faz-se necessário um controle rígido dos períodos de fluxo de caixa negativos, que, gerando juros, corroem o lucro almejado. Na prática, os parâmetros da análise sofrem ainda por influência de variáveis monitoráveis e não monitoráveis. As variáveis monitoráveis são aquelas que o empreendedor pode exercer algum tipo de controle ou pode alterá-las de alguma forma. As variáveis não monitoráveis são as que fogem totalmente do raio de ação do empreendedor, sendo impostas

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pelo mercado. Pode-se citar como variáveis monitoráveis, os custos de produção, o cronograma físico, o cronograma de desembolso da produção, as taxas de BDI (Bônus e Despesas Indiretas) e a remuneração dos serviços; quanto às variáveis não monitoráveis, encontram-se, dentre outras, a expectativa de inflação e dos juros da economia, a variação no valor dos produtos e a velocidade de vendas. As técnicas mais comuns para a tarefa de análise econômica e financeira são a taxa interna de retorno (TIR) e o valor presente líquido (VPL). Emprega-se também o custo periódico (CP), período de retorno do investimento (PR) e o índice de lucratividade (IL). Geralmente, a análise busca identificar o lucro ou se a taxa de retorno é maior do que a taxa de atratividade. Decidir é escolher entre alternativas disponíveis, após uma análise baseada nos critérios da engenharia econômica. Caso haja apenas um investimento em estudo, seu rendimento deverá ser comparado ao rendimento de aplicações financeiras correntes no mercado, disponíveis ao investidor para o mesmo volume de recursos. As taxas destas aplicações serão os parâmetros de comparação, definindo a taxa mínima de atratividade deste investimento. É sempre importante trabalhar com técnicas que considerem o momento em que ocorrem as despesas e receitas, através de um fluxo de caixa descontado, o que não incrementa significativamente a dificuldade de análise. A seguir são revisados conceitos sobre as técnicas empregadas na análise financeira de investimentos. Para incorporar o custo-tempo do dinheiro, torna-se fundamental determinar uma taxa de desconto adequada. Esta é a primeira questão.

16.4 Fluxo de caixa
Fluxo de caixa é a apreciação das contribuições monetárias (entradas e saídas de dinheiro) ao longo do tempo a uma caixa simbólica já construída. Pode ser representada de uma forma analítica ou gráfica. O fluxo de caixa de uma empresa, por ser complexo, exige a montagem de uma matriz, que relacione as transações financeiras com os períodos em que foram efetuadas, podendo ser chamada de matriz do fluxo de caixa. O diagrama de fluxo de caixa é uma representação dos fluxos de dinheiro ao longo do tempo. Graficamente, emprega-se uma linha horizontal representando o tempo, com vetores identificando os movimentos monetários, adotando-se convenções cartesianas: fluxos

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positivos para cima e negativos para baixo. São considerados fluxos positivos os dividendos, as receitas ou economias realizadas; são considerados fluxos negativos as despesas em geral, a aplicação de dinheiro, o custo de aplicações ou as parcelas que foram deixadas de receber. Fluxos de caixa são construídos para dar apoio a decisões empresariais, estudar aplicações de resíduos de caixa de permanência temporária e servir de base para a obtenção dos indicadores necessários para a análise financeira. No caso do caixa da empresa, pode-se mencionar os seguintes indicadores, entre outros:

• Exposição máxima (mês onde se verifica o maior saldo positivo); • Prazo de retorno e • Taxa de retorno.
Com a ajuda do fluxo de caixa, pode-se determinar o momento em que a incorporação requisitará o ingresso de recursos de financiamento ou investimento, e ainda, determinar o momento que parte do faturamento poderá ser transferido para o retorno.

16.4.1 Taxa de desconto do fluxo de caixa
O capital equivalente a um real aplicado durante t anos a uma taxa de juros de k% a.a equivale a (1+k)t ao final de t anos. Para se dispor de um real ao cabo de t anos seria suficiente aplicar hoje, a uma taxa de juros k, o valor de 1/(1+k)t. Ou seja, 1/(1+k)t é o valor presente de um real a ser recebido dentro de t anos. Assim, um projeto será dito rentável se o total das entradas de caixa trazidas ao presente, a uma taxa k, tiver um valor superior ao total das saídas de caixa do projeto, também trazidas ao presente à mesma taxa k. (GALESNE et al., 1999). Convém discutir a taxa a ser utilizada para descontar os fluxos de caixa de um projeto, antes de se passar à descrição destes critérios de análise. Para a avaliação um projeto de investimento, a taxa de desconto k será a taxa mínima de rentabilidade exigida do projeto, também chamada taxa mínima de atratividade (TMA). Esta taxa representa o custo de oportunidade do capital investido ou uma taxa definida pela empresa em função de sua política de investimentos. Para a análise desenvolvida neste trabalho, será considerada a taxa de desconto k como a taxa mínima de rentabilidade que a empresa exige de seus projetos de investimentos, ou simplesmente taxa mínima de atratividade. Em última análise, a taxa de

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desconto k tem a finalidade de tornar os valores dos fluxos de caixa equivalentes aos valores presentes. (GALESNE et al, 1999) A taxa de desconto, referida como taxa mínima de atratividade, é também tratada como custo de capital, ou como custo de oportunidade. Estes termos, contudo, não são sinônimos e, de outra parte, o valor assumido para cada taxa depende do porte da empresa e da conjuntura momentânea da economia. Pode-se discriminar essas taxas em:

• Custo de oportunidade do capital de terceiros (ka) – é a taxa de captação dos recursos
no mercado, seja através de instituições financeiras ou investidores privados;

• Custo de oportunidade de capital próprio (ke) – é o custo de uso do capital próprio da
empresa. Representa as oportunidades de uso de capital perdidas quando é decidida determinada alocação de recursos;

• Taxa de reinvestimento (RS) – é a taxa de aplicações futuras dos fluxos de caixa
positivos gerados pela empresa. Não deve ser tomada como o custo do capital próprio (ke), porque os fluxos positivos nem sempre podem ser aplicados a esta taxa, por questões de prazo e volume de recursos. Deve ser ligada à taxa efetiva de reaplicação dos fluxos futuros, nas aplicações em que dispõe;

• Taxa mínima de atratividade (TMA) – do ponto de vista teórico, a taxa de desconto
deveria ser igual ao custo de oportunidade do capital próprio (k=ke). Porém, pode ser substituída por uma taxa politicamente definida pelo decisor, em função da política de investimento da empresa (k=TMA). A taxa de atratividade representa a rentabilidade mínima exigida pelo investidor, ou seja, sua motivação para investir. Como não tem sentido que a TMA seja inferior ao custo de oportunidade do capital próprio, geralmente adota-se TMA ≥

ke, pois a empresa desejará obter mais do empreendimento do que obteria em uma alternativa de investimento comparável e segura, devendo ainda incluir uma parcela de risco. Assim, a taxa k de desconto poderá assumir um dos valores acima, conforme as premissas e o enfoque da análise. 16.4.2 Critério do valor presente líquido (VPL) O VPL de um projeto de investimento é igual à diferença entre o saldo dos valores presentes das entradas e saídas líquidas de caixa associadas ao projeto e ao investimento inicial necessário, com o desconto dos fluxos de caixa feito a uma taxa k definida pela empresa (TMA). Todo projeto de investimento que tiver um VPL positivo será rentável; para

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um projeto analisado, havendo mais de uma variante rentável, o de maior VPL será o mais lucrativo. É o valor presente dos retornos diminuídos dos investimentos, descontados até a data da análise pela taxa de juros do custo do capital. (GALESNE et al., 1999) 16.4.3 Critério do índice de lucratividade (IL) Este critério consiste em estabelecer a razão entre o saldo dos valores presentes das entradas e saídas líquidas de caixa do projeto e o investimento inicial. Neste critério também, os cálculos são efetuados com base na taxa mínima de atratividade (k) da empresa. Este índice informa a percentagem de quanto se está ganhando, além do custo do capital, em relação ao valor presente do investimento. (GALESNE et al., 1999) 16.4.4 Critério da taxa interna de retorno (TIR) Por definição, a taxa que anula o valor presente líquido do empreendimento é chamada de taxa interna de retorno (TIR). É uma taxa média de desconto do fluxo de caixa, ou, em outras palavras, é a taxa que torna o valor presente dos fluxos de caixa igual ao investimento inicial. É a mínima taxa de retorno que garante a recuperação da quantidade investida (GONZALEZ, 1999). Todo projeto cuja taxa de retorno seja superior à taxa mínima de rentabilidade que o dirigente da empresa exige para seus investimentos, o negócio é interessante. (GALESNE et al., 1999) 16.4.5 Critério do período de retorno do investimento (TR) Consiste na análise do período necessário para se obter o retorno do investimento inicial sem considerar nenhum tipo de juros. O que é falho neste critério é que ele é utilizado como um critério de rentabilidade de projetos, quando, na verdade, ele se caracteriza mais como uma medida da liquidez do capital investido no projeto. O uso deste critério pode ser justificado quando empregado em conjunto com os critérios baseados nos fluxos de caixa descontados, jamais como critério principal.

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16.4.6 Aplicação da teoria da engenharia econômica aos estudos de viabilidade Raros são os estudos especificamente direcionados à aplicação das técnicas apresentadas acima na avaliação de empresas. As técnicas atualmente em uso para avaliação prévia utilizam formatos mais simples, baseando-se exclusivamente no comparativo entre custos e receitas totais. Como o tempo é elemento significativo e a incidência de custos e receitas ocorrem em diferentes momentos, é importante descontar (ou capitalizar) tais ocorrências para uma data única, usualmente a data do estudo de viabilidade. Para tanto, identifica-se a taxa de atratividade e/ou custos financeiros incidentes, para a aplicação dos métodos disponíveis, através da engenharia econômica. (BALARINE, 1997) 16.5 Custos A contabilidade de custos nasceu da contabilidade financeira, quando da necessidade de avaliar estoques na indústria, tarefa essa que era fácil na empresa típica da era do mercantilismo. Seus princípios derivam dessa finalidade primeira e, por isso nem sempre conseguem atender completamente a suas outras duas mais recentes e provavelmente mais importantes tarefas: controle e decisão. Esses novos campos deram nova vida a essa área que, por sua vez, apesar de já ter criado técnicas e métodos específicos para tal missão, não conseguiu ainda explorar todo o seu potencial; não conseguiu, talvez, sequer mostrar a seus profissionais e usuários que possui três facetas distintas que precisam ser trabalhadas diferentemente, apesar de não serem incompatíveis entre si. (MARTINS, 2003) Contabilidade de custos é a área da contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens ou serviços. A contabilidade de custos pode ser dividida em contabilidade de serviços e contabilidade industrial. Como a contabilidade de serviços é pouco usada e aplicada no Brasil, é comum o uso da expressão contabilidade de custos no sentido de referir-se a atividade industrial. (MARTINS, 2003) Parte significativa das informações produzidas pela contabilidade de custos, não se destina ao público externo, pois são informações de cunho gerencial, ou seja, elaboradas para a escolha certa na tomada de decisão. Nesse sentido, uma das finalidades da contabilidade de custos é auxiliar os gestores da empresa em suas tomadas de decisão através de informações

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fornecidas pela contabilidade de custos que além da tomada de decisão, também auxiliará no planejamento e controle. (FERREIRA, 2007) 16.5.1 Aplicabilidade de custos na atividade industrial A contabilidade de custos controla os estoques de matérias-primas, as embalagens e demais materiais utilizados na produção, os custos indiretos de fabricação, os estoques de produto em elaboração e de produtos acabados e os custos dos produtos vendidos CPV. Uma companhia industrial pode ter diversos departamentos: administrativo, de vendas, financeiro, de produção. A contabilidade de custos é destinada exclusivamente ao departamento de produção. Em sentido estrito, são custos apenas os gastos incorridos na fabricação dos produtos. Assim os salários do departamento de vendas são despesas operacionais, ao contrário dos salários do departamento de produção, que representam custos. A depreciação do maquinário fabril representa custos, a depreciação da frota de veículos da administração, despesa. (FERREIRA, 2007) 16.5.2 Classificação dos custos Custos diretos: são os custos que podem ser apropriados diretamente a cada produto fabricado, sem necessidades de rateios, ou seja, são identificados claramente ao produto que dizem respeito. (FERREIRA, 2007) Exemplos: • matéria-prima; • embalagem; • mão-de-obra (desde que tenha sido computado o tempo que cada operário trabalhou diretamente na confecção daquele produto). Custos indiretos: são aqueles que realmente não oferecem condição de medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária. (MARTINS, 2003) Exemplos: • aluguel da fábrica; • imposto Predial da Fábrica; • seguro da fábrica; • manutenção da fábrica; • mão-de-obra indireta (vigias, pessoal da faxina, supervisão).

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• energia elétrica. 16.5.3 Custos fixos São os custos incorridos para se fabricar o produto (bem ou serviço), que não têm relação com a quantidade produzida, ou seja, seu valor não varia mesmo que se produza mais ou menos bens ou serviços. (MARTINS, 2003) Exemplos: • • • • seguro; aluguel da fábrica; imposto predial da fábrica; tarifas de água / telefones / energia elétrica.

A tabela 16.1 demonstra os custos fixos da Wemar bombas para a produção da demanda de 140.000 bombas/mês. Tabela 16. 1 - Custos fixos CUSTOS FIXOS Custos Depreciação IPTU Água Energia Elétrica Telefone Mão-de-Obra Seguro Custo Total R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Valor (R$) 69.250,30 6.868,67 2.042,00 20.200,90 5.000,00 106.636,20 45.000,00 254.998,07

16.5.4 Custos variáveis São custos que variam conforme a produção. Uma maior quantidade produzida implica em maiores custos, assim como uma menor quantidade produzida implica em uma redução dos custos. (MARTINS, 2000) Exemplos: • • • matéria-prima; embalagem; impostos diretos de venda (ICMS/ PIS/ COFINS / IPI).

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Tabela 16. 2 - Custos variáveis CUSTOS VARIÁVEIS Custos Matéria-Prima Frete Embalagem e insumos ICMS IPI PIS / COFINS Total Valor (R$) 3.997.675,50 56.470,40 26.057,50 1.270.584,00 352.940,00 652.939,00 6.356.666,40

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$

Os custos variáveis são determinados conforme a demanda, os valores apresentado na tabela 16.2 são para uma demanda de 140.000 bombas/mês. 16.5.5 Sistemas de custos Existem atualmente diversas formas de apurar os custos dentro de uma organização fabril, existe o RKW (do alemão, Reichskuratorium Fur Wirtschaftlichtkeit) que apropria as despesas aos produtos, o custeio variável ou direto que considera apenas os custos diretos e indiretos e transfere os custos fixos para o resultado do período como se fossem despesas, o custeio baseado na atividade (ABC – Activity-Based Costing) que apropria os custos de acordo com as atividades desenvolvidas em cada departamento e por fim o custeio por absorção. 16.6 Custos na Wemar bombas O sistema de custos adotado na Wemar bombas será o sistema de custos por absorção que está de acordo com os princípios contábeis e a legislação do imposto de renda. 16.6.1 Custeio por absorção Custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos, nascido da situação histórica mencionada. Consistem na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos.

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(MARTINS, 2003) Não é um princípio contábil propriamente dito, mas uma metodologia decorrente deles, nascida com a própria contabilidade de custos. Outros critérios diferentes têm surgido através do tempo, mas este é ainda o adotado pela contabilidade financeira; portanto, válido tanto para fins de balanço patrimonial e demonstração de resultados como também, na maioria dos países, para balanço e lucro fiscais. (MARTINS, 2003) Também o imposto de renda costumeiramente o usa: no Brasil é utilizado obrigatoriamente, com pequenas exceções. Houve e ainda há em nossa legislação fiscal algumas pequenas variações optativas, como, por exemplo, na depreciação. No custeio por absorção, a depreciação dos equipamentos e outros imobilizados amortizáveis utilizados na produção devem ser distribuídos aos produtos elaborados; portanto, vai para o ativo na forma de produtos, e só vira despesa quando da venda dos bens. (Nossa legislação de imposto de renda vinha admitindo que ela fosse separada dos custos de produção e tratada diretamente como despesa, podendo ser descarregada para o resultado integralmente no período, mesmo que parte dos produtos feitos estivesse estocada ainda no final. Hoje essa opção não mais persiste). (MARTINS, 2003) 16.6.2 Custos e despesas Teoricamente, a separação é fácil: os gastos relativos ao processo de produção são custos, e os relativos à administração, às vendas e aos financiamentos são despesas (MARTINS, 2003). Na prática, entretanto, uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível à separação de forma clara e objetiva. Por exemplo, é comum encontrarmos uma única administração, sem a separação da que realmente pertence à fábrica; surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração, parte para despesa e parte para custo, rateio esse sempre arbitrário, pela dificuldade prática de uma divisão científica. Normalmente, a divisão é feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela, ou com base nos demais gastos, ou simplesmente em porcentagens fixadas pela diretoria. (MARTINS, 2003). Outros exemplos mais específicos: gasto com o departamento de recursos humanos ou pessoal; por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração, faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. Ou também o departamento de contabilidade, que engloba a contabilidade financeira e a de

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custos, e por essa razão tem, às vezes, seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (contabilidade financeira) e parte para custo (contabilidade de custos). (MARTINS, 2003) 16.6.3 Custos de produção É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção, mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. A regra é simples, bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. Até aí, todos os gastos são custos. A partir desse momento, despesas. Por exemplo, os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra, dependendo de sua aplicação; quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades, seu custo terminou quando do término de sua produção. Como a embalagem só é aplicada após as vendas, deve ser tratada como despesa. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem, e esta é ativada num estoque à parte. Se, por outro lado, os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente, então seu custo total inclui o de seu acondicionamento, ficando ativados por esse montante (MARTINS, 2003). 16.6.4 Gastos dentro da produção que não são custos Inúmeras vezes ocorrem o uso de instalações, equipamentos e mão-de-obra da produção para elaboração de bens ou execução de serviços não destinados à venda. São exemplos disso os serviços de manutenção do prédio, reforma e pintura de equipamentos não fabris etc., com uso do pessoal da manutenção da fábrica. Também a produção de máquinas ou dispositivos e moldes para a produção de outros bens ou uso próprio da empresa encontram-se nesse problema. Se a empresa faz uso de seu departamento de manutenção para também fazer reparos em máquinas do departamento de contabilidade, por exemplo, ou se usa pessoal ocioso da produção para ampliar as instalações de seu departamento de vendas, não pode incluir esses gastos nos custos dos produtos desse período. Deve ser feito um apontamento da mão-de-obra e dos materiais utilizados, e esse montante será tratado como despesa ou imobilização,

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dependendo do que tiver sido realizado. Além disso, também uma parte dos custos indiretos deverá ser adicionada ao serviço realizado, dentro dos mesmos critérios em que se basearia a empresa caso um produto tivesse sido fabricado. Dentro desse mesmo esquema estariam as fabricações de máquinas para uso próprio ou então elaboração de dispositivos, ferramentas e outros itens de uso fabril, mas não de consumo imediato. Necessário ter sempre em mente que existe a materialidade, e por isso, não estarão dentro desse tratamento específicos pequenos consertos ou serviços que demandem recursos da produção em proporção ínfima. (MARTINS, 2003) 16.6.5 Cálculos do preço do produto Para a fabricação das bombas de água será utilizado o polímero PA-6.6, que foi o escolhido para a manufatura principal da bomba. O preço foi cotado em saca de 25 kg e o valor estipulado para o cálculo do preço do produto foi feito com base em cotações feitas no mercado. O melhor preço orçado foi de R$ 8,72/kg pela empresa Rhodia e é o que será utilizado para o cálculo de custo. Serão utilizados 24.275 kg de PA-66, considerando um índice de 5% de refugo para a produção total. Este índice foi estimado inicialmente podendo aumentar ou diminuir com base no histórico que será obtido após o inicio da manufatura dos mesmos de matéria-prima para a Wemar bombas. Entretanto, como a Wemar bombas é contribuinte do ICMS, PIS e COFINS, o valor deverá sofrer abatimentos, pois serão impostos a restituir, ou seja, serão tributos compensados com os impostos a recolher. De acordo com o capítulo 72 da seção XV da Tabela de Incidência de Produtos Industrializados, a tributação de IPI corresponde a 5%. Como incide na compra e venda, não foi considerado nos cálculos. O cálculo do valor líquido do preço da matéria-prima está demonstrado a seguir: Preço da nota _________________________________________R$ 8,72/kg Abatimento ICMS e PIS/ COFINS ________(R$ 8,72* 0, 2725) = (R$ 2,37) Preço lançado em estoque ________________________________R$ 6,35/kg

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A base de cálculo do ICMS e da PIS/COFINS é R$ 6,35/kg, portanto, para encontrar o valor desses impostos inclusos no preço, basta multiplicarem a base de cálculo pela soma das alíquotas dos tributos. (MARTINS, 2003) O lançamento contábil para o caso acima seria o seguinte: Os – Estoques de Matérias-Primas__________________________ R$ 6,35/kg B – ICMS/PIS/COFINS a Recuperar________________________ R$ 2,37/kg C – Fornecedores _______________________________________ R$ 8,72/kg A produção da Wemar bombas está baseada na demanda de 140.000 unidades/mês não trabalhando com a venda unitária ou avulsa, por se tratar de um produto específico destinado a uma montadora. No custo da matéria prima o frete já está incluso, pois a cotação foi realizada com o valor agregado. A tabela 16.3 mostra os cálculos de custo com a matéria-prima já descontado os impostos correspondentes a 27,25%, todo o material foi negociado juntos aos fornecedores considerando a demanda para obter a melhor compra: Tabela 16. 3 - Custos da matéria-prima Preço Impostos Demanda Compone unitário ICMS / mensal Unid ntes Qde. com PIS / em ade Utilizados Impostos CONFINS unidades (R$) ( 27,25%) Poliamida 0,165 24.325 Kg 1,44 0,39 PA 6.6 Eixo / Rolament 1 147.370 Cj 25,00 6,81 o Polia 1 147.370 Peça 7,00 1,91 Selo 1 147.370 Peça 4,70 1,28 Mecânico Bucha 1 147.370 Peça 0,35 0,10 rotor Total Preço unitário sem Impostos (R$) 1,05 18,19 5,09 3,42 0,25 28,00 Preço total sem Impostos (R$) 25.482,90 2.680.291,90 750.481,70 503.894,90 37.524,10 3.997.675,50

156

Os preços totais da matéria prima estão em custos variáveis, e conforme apresentado na tabela 16.2. 16.6.6 Custos da mão-de-obra e encargos sociais Mão de obra direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio. Se houver qualquer tipo de alocação por meio de estimativas ou de visões proporcionais, desaparece a característica de direta. (MARTINS, 2003) Mão de obra indireta é toda aquela que não esta relacionada diretamente com a fabricação do produto em si. O piso salarial para as indústrias de plástico no caso da Wemar bombas corresponde a R$ 759,00. (SINDQUIM-SP, 2009) Para o cálculo dos custos da mão-de-obra, é necessário se determinar quais as incidências sociais (INSS, FGTS) e trabalhistas (Provisões de Férias, 13º salário) sobre os valores das remunerações pagas, conforme tabela 16.4. (GUIA TRABALHISTA, 2009) Tabela 16.4 - Porcentagem dos encargos (GUIA TRABALHISTA, 2009)
Encargos 13º salário Férias DSR - Descanso Semanal Remunerado INSS SAT/até Sal. Educação INCRA/SENAI/SESI/SEBRAE FGTS FGTS/Provisão de Multa – Rescisão Total Previdenciário Previdenciário s/13º/Férias/DSR Vale Transporte Total % 9,75% 13,00% 16,99% 20,00% 3,00% 2,50% 3,30% 8,00% 4,00% 40,80% 16,21% 6,90% 103,65%

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Como mostra à tabela 16.4, a porcentagem dos encargos sociais ficou em 103,65%. Porém, será utilizada para fins de cálculos dos encargos sociais a taxa de 120%. A mão de obra pode ser direta e indireta caso não esteja relacionada diretamente na produção do produto, como a Wemar bombas parte do princípio de apenas atender a demanda de 140.000 bombas/mês utilizara apenas mão de obra direta como mostra a tabela 16.5. Tabela 16.5 - Custos de mão de obra direta
Tipo MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD MOD Descrição Operador de Injetora Romi Operador de Prensa Ajudante de Montagem e Embalagem. Técnico de Laboratório Mecânico de Manutenção Eletricista de Manutenção Encarregado de Manutenção Operador de Empilhadeira Auxiliar de Expedição Auxiliar de Almoxarife Técnico Segurança Trabalho Engenheiro de Produção Programador de PCP Ajudante Geral Portaria Faxineiro Vendedor Comprador Técnico Financeiro Assistente Fiscal Analista de RH Gerente Geral TOTAL MOD Qde 6 8 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2 3 2 1 1 1 1 1 1 42 Salário mensal R$ 900,00 R$ 900,00 R$ 759,00 R$ 1.350,00 R$ 1.100,00 R$ 1.100,00 R$ 1.600,00 R$ 900,00 R$ 820,00 R$ 820,00 R$ 1.350,00 R$ 3.500,00 R$ 1.150,00 R$ 759,00 R$ 759,00 R$ 759,00 R$ 1.100,00 R$ 1.100,00 R$ 1.100,00 R$ 1.100,00 R$ 1.400,00 R$ 6.000,00 Salário mensal c/ encargos sociais R$ 1.980,00 R$ 1.980,00 R$ 1.669,80 R$ 2.970,00 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 3.520,00 R$ 1.980,00 R$ 1.804,00 R$ 1.804,00 R$ 2.970,00 R$ 7.700,00 R$ 2.530,00 R$ 1.669,80 R$ 1.669,80 R$ 1.669,80 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 3.080,00 R$ 13.200,00 Total mensal R$ 11.880,00 R$ 15.840,00 R$ 3.339,60 R$ 5.940,00 R$ 4.840,00 R$ 4.840,00 R$ 3.520,00 R$ 1.980,00 R$ 1.804,00 R$ 1.804,00 R$ 2.970,00 R$ 7.700,00 R$ 2.530,00 R$ 3.339,60 R$ 5.009,40 R$ 3.339,60 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 2.420,00 R$ 3.080,00 R$ 13.200,00 R$ 106.636,20

O quadro de funcionários será composto por 42 colaboradores como mostra a tabela 16.5 e os salários são de acordo com o mercado de trabalho. (SINDQUIM, 2007)

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16.6.7 Custo da energia elétrica O custo da energia elétrica é custo direto, assim como a mão-de-obra. Por se tratar de Custeio por absorção, as despesas de energia elétrica serão computadas como custos de fabricação. A tabela 16.6 mostra os cálculos de custo com energia elétrica: Tabela 16.6 - Custos de energia elétrica
Descrição do Item Equipamento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Injetora Primax 150R Unidade Água Gelada SAT.05.W Unidade Água Gelada SAT.09.W Torre de Resfriamento Desumidificad or SMD 2000 Compressor Prensa DC-3E-BC Chuveiro Computador Torno Convencional Fresadora Tomada de uso geral Iluminação Fábrica Iluminação Escritório Empilhadeira Diversos Qde 5 1 1 2 1 1 4 19 18 1 1 10 88 60 1 1 Potência Nominal (kW) 42,1 1,47 1,98 1,12 14,32 14,32 1,27 4,4 0,8 10 10 0,1 0,4 0,12 19,2 15 Fator Tempo Preço de Custo Custo de de 1kWh (kWh) (R$) (R$) Potên Utiliza Subgrup kWh/dia kWh/mês cia ção (h) o A4 R$ 1 16 3368 0,15979 11.839,80 538,17 1 1 0,8 1 1 1 1 0,9 1 1 0,8 0,85 0,9 1 1 16 16 16 16 16 16 1 10 3 3 10 16 16 4 16 23,52 31,68 28,672 229,12 229,12 81,28 83,6 129,6 30 30 8 478,72 103,68 76,8 240 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 0,15979 R$ 3,76 R$ 5,06 R$ 4,58 R$ 36,61 R$ 36,61 R$ 12,99 R$ 13,36 R$ 20,71 R$ 4,79 R$ 4,79 R$ 1,28 R$ 76,49 R$ 16,57 R$ 12,27 R$ 38,35 R$ 918,22 82,68 111,37 100,79 805,44 805,44 285,73 293,89 455,59 105,46 105,46 28,12 1.682,88 364,47 269,98 843,69 R$ 20.200,90

TOTAL (+ 10%)

A demanda foi calculada com base nos dados de consumo dos equipamentos com o maior consumo de energia elétrica, assim que a empresa entrar em operação será instalado

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medidores de consumo nos setores para poder fazer a alocação de uma forma mais exata destes custos. A princípio serão considerados 10% a mais do gasto e do consumo para contratar a empresa AES Eletropaulo fornecedora de energia e contabilizar os custos no produto. 16.6.8 Custo da água Em função dos processos em nossa fábrica para refrigeração (refrigeração de moldes) e uso industrial (cozinha; chuveiro; bebedouros etc.), o consumo de água será de 96,05 m³/mês. A água utilizada pela Wemar bombas é de fornecimento da Sabesp, tendo o custo por metro cúbico de água consumida de R$ 10,63 e o mesmo valor para o esgoto.(SABESP, 2009) Os gastos com água e esgoto na Wemar bombas esta estimado em R$ 2.042,00 em função dos dados expostos acima. 16.6.9 Custo com embalagens e insumos O exemplo do que ocorrem com a mão-de-obra, os materiais também serão tratados como custos diretos, pelas mesmas razões já apresentadas em item anterior. Entende-se por materiais tudo aquilo utilizado na fábrica fora a matéria-prima, ou seja, desde o material de limpeza da fábrica até o óleo utilizado nas máquinas. A Tabela 16.7 mostra os cálculos de custo com a embalagem e insumos: Tabela 16.7 - Custos variáveis de embalagens e insumos Material Embalagem (Papelão)+ filme plastico Embalagem (gaiola e paletes) Limpeza/Higiene Outros Total Qde 450 80 1 1 Unidade Peça Conjunto Verba Verba Custo unitário (R$) 2,35 150 5.000,00 8.000,00 Custo total por categoria (R$) 1.057,50 12.000,00 5.000,00 8.000,00 26.057,50

A quantidade total de embalagens foi considerada em função da demanda.

160

16.7 Depreciação A depreciação das máquinas e equipamentos caracteriza-se como custo fixo (custo fixo repetitivo), e será apropriada diretamente ao produto. O custo de construção da fábrica foi obtido através do CUB (Custo Unitário Básico Global), que para a região sudeste foi de R$ 754/m². Os cálculos de investimento com instalações foram feitos sobre percentuais relativos ao investimento total. Segundo Hirschfeld (2007), enquanto não se tem a publicação oficial sobre os valores máximos da depreciação de bens, são aceitas as consagradas em jurisprudência administrativa. Eis abaixo na tabela 16.8 as taxas de depreciação anuais aceitas pelo Fisco federal. Foi considerada uma taxa de depreciação acelerada adequando-se as taxas aos valores resultantes da utilização dos coeficientes redutores pelo fato da Wemar bombas trabalhar em dois turnos de 8 horas o coeficiente utilizado é 1,5. (HIRSCHFELD, 2007) A tabela 16.8 mostra os cálculos de custos fixos de depreciação da fábrica.

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Tabela 16.8 - Custos fixos de depreciação acelerada 2 turnos de 8 horas
Máquinas / Qde Equipamentos Injetora Primax 150R Unidade de Água Gelada SAT.05.W UNIDADE DE Água Gelada SAT.09.W Torre de Resfriamento Desumidificador SMD 2000 Moldes Esteiras Empilhadeira Elétrica Torno Convencional Fresa Prensa DC-3-EBC Computadores e Sistema Compressor Instrumentos de Medição Construção Civil (5294m²) Mobília (Escritório e Fábrica) 5 1 Valor de mercado unitário (R$) 370.000,00 11.300,00 Taxa anual Valor total de Tempo de Depreciação Depreciação de Equipamentos Depreciação anual mensal Depreciação (R$) (anos) (R$) (R$) (%) 1.850.000,00 11.300,00 6,7 6,7 15,00% 15,00% 240.000,00 1.695,00 20.000,00 141,30

1

13.300,00

13.300,00

6,7

15,00%

1.995,00

166,30

2 2 1 1 1 1 1 4 1 2 2 1 1

11.000,00 22.750,00 300.000,00 35.000,00 55.000,00 30.000,00 30.000,00 220.000,00 45.000,00 10.000,00 15.000,00 3.970.500,00 65.000,00

22.000,00 45.500,00 300.000,00 35.000,00 55.000,00 30.000,00 30.000,00 220.000,00 45.000,00 20.000,00 30.000,00 3.970.500,00 65.000,00

6,7 6,7 6,7 6,7 6,7 6,7 6,7 6,7 5,0 6,7 6,7 16,7 10

15,00% 15,00% 15,00% 15,00% 15,00% 15,00% 15,00% 15,00% 20,00% 15,00% 15,00% 4,00% 10,00%

3.300,00 6.825,00 45.000,00 5.250,00 8.250,00 4.500,00 4.500,00 33.000,00 9.000,00 3.000,00 4.500,00 158.820,00 6.500,00

275,00 568,80 3.750,00 437,50 687,50 375,00 375,00 2.750,00 750,00 250,00 375,00 13.235,00 541,70

Total

R$ R$ 536.135,00 44.677,90

Portanto, o custo fixo total mensal de depreciação da fábrica ficará em R$ 44.667,90.

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16.8 Cálculo do imposto predial e territorial urbano (IPTU) O imposto calcula-se à razão de 1,5% sobre o valor venal do imóvel, para imóveis construídos com utilização não residencial e para os terrenos. Ao valor do imposto adiciona-se o desconto ou o acréscimo, calculado sobre a porção do valor venal do imóvel compreendida em cada uma das faixas de valor venal da tabela 16.7, sendo o total do desconto ou do acréscimo determinado pela soma dos valores apurados (Lei 13.698 de 24/12/03) (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2009) Tabela 16.9 - Cálculo do IPTU para propriedades comerciais e industriais (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2009) Faixas de valor venal até R$ 78.632,30 acima de R$ 78.632,30 até R$ 157.264,60 acima de R$ 157.264,60 até R$ 314.529,21 acima de R$ 314.529,21 Desconto/Acréscimo -0,3% -0,1% +0,1% +0,3%

O valor venal é a soma do valor da construção civil com o valor da compra do terreno. Como o valor da construção civil é de R$ 3.970.500,00e o valor da compra do terreno é de: VC = c * t VC = R$130,00 * 11.660 VC = R$ 1.508.000,00 Onde: VC = valor da compra do terreno c = valor do metro quadrado para a compra do terreno t = área utilizada O valor venal fica em R$ 5.478.500,00 Portanto, o cálculo do IPTU fica da seguinte maneira: (106)

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IPTU = VV*i*a IPTU = 5.478.500,00 *0, 015*1, 003 IPTU = R$ 82.424,03 Onde: VV = valor venal i = alíquota progressiva – uso não residencial e terrenos acima de R$314.529,21. a = alíquota base de 1,5% Portanto, o IPTU, caracterizado como custo fixo, terá um valor de R$ 82.424,03 por ano, ou seja, R$ 6.868,67 por mês. 16.9 Custo total O custo direto variável total de produção corresponde à soma de todos os custos calculados anteriormente de matéria prima, portanto o custo direto variável do produto será obtido dividindo-se o custo total pelo número de bombas fabricado. Os cálculos estão demonstrados na tabela a seguir: Tabela 16.10 - Custo direto variável CUSTO TOTAL Custo direto variável total Custo direto variável unitário R$ R$ 3.997.675,50 28,55 (107)

O custo direto variável apresentado é correspondente a um mês de produção da Wemar bombas atendendo a demanda de 140.000 bombas, para se obter o custo direto variável unitário divide-se pela demanda chegando ao valor de R$ 28,55. 16.10 Formação do preço de venda Na formação do preço de venda (PV), serão considerados os seguintes fatores: • custos direto variável unitário (CDV); • somatória das despesas (ICMS, PIS, COFINS, IPI, IR);

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• margem de lucro desejada. A fórmula para o cálculo do preço de venda é a seguinte: Preço de venda sem impostos: PV= _____CDV_____ (MARTINS, 2003) (1- ML) O CDV já foi calculado e equivale a R$ 28,55, conforme demonstrado na tabela 16.10: • margem de lucro desejada – 10%. (108)

PV= ___28,55____ (1-0,10) PV= R$ 31,73 (sem Imposto) Margem de Contribuição: MC = PV – CDV MC = 31,73 – 28,55 MC = R$ 3,17 Preço de venda com impostos: • • • ICMS – 18%; PIS/COFINS – 9,25%; IPI – 5% (111) (110) (109)

PVi = __________PV____________ + (IR*MC) (100%-(%Impostos) – (%CF)) PVi = _______31,73__________ + (30%*3,18) (100% - 32,25% - 3,61%) PVi = R$ 50,42

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O preço de venda com impostos é denominado PVi, e conforme a fórmula acima chegou-se no valor de R$ 50,42 o preço unitário de venda da bomba com os impostos. 16.11 Receita A receita na Wemar bombas foi obtida através da simples multiplicação do preço unitário de venda pela demanda mensal. Abaixo seguem os cálculos: Receita = PVi x Demanda (MARTINS, 2003) (112) Receita = R$ 50,42 * 140.000 Receita= R$ R$ 7.058.800,00 / mês 16.12 Margem de contribuição É o valor, ou percentual, que sobra das vendas, menos o custo direto variável e as despesas variáveis. A margem de contribuição representa o quanto a empresa tem para pagar as despesas fixas e gerar o lucro líquido. MC = PVi – CDV – DV (113) MC = 50,42 – 28,55 – 16,86 MC = R$ 5,01 MC = R$ 5,01 x 140.000 MC = R$ 702.133,60 A margem de contribuição da Wemar bombas é R$ 702.133,60. MC – margem de Contribuição PVi – preço de venda com imposto CDV – custo direto variável DV – despesas variávell

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16.13 Ponto de equilíbrio O ponto de equilíbrio (também denominado Ponto de Ruptura – Break-even Point) nasce da conjugação dos Custos Totais com as Receitas Totais. Estas, numa economia de mercado, têm uma representação macroeconômica também não linear; isto é, para um mercado como um todo – de computadores, por exemplo -, tende a haver uma inclinação para menos, já que cada unidade tenderia a ser capaz de produzir menor receita. Para uma empresa em particular, é quase certo que isso não ocorra, por ter ela um preço fixado para seu produto, fazendo com que sua receita total seja tal preço vezes o número de unidades vendidas; com isso, sua representação seria de fato linear. Simplificando a visualização e admitindo como absolutamente lineares as representação tanto das Receitas quanto dos custos e Despesas. Até esse ponto, a empresa está tendo mais custos e despesas do que receitas, encontrando-se, por isso, na faixa de prejuízo; acima, entra na faixa do lucro. Esse ponto é definido tanto em unidades (volume) quanto em reais (Martins, 2003) A fórmula para o cálculo é a seguinte: PE= ___________custos + despesas fixas______________ Preço de venda – (CDV+ despesas variáveis) Onde: PE = ponto de equilíbrio Portanto, o cálculo do ponto de equilíbrio para a Wemar bombas fica da seguinte maneira: • Custos Fixos: é a soma dos valores de custos de energia elétrica, depreciação, IPTU e água totalizando R$ 254.998,07 • Custos Variáveis: é a soma dos valores de custos de matéria-prima, e embalagem divididas pela demanda do mês, totalizando R$ 45,41. • Preço de venda: conforme calculado no item 16.13, fica em R$ 50,42. (114)

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Então: PE= ___254.998,07_ 50,42 – 45,41 PE = 50.845 bombas PE = 50.845 x R$ 50,42 PE = R$ 2.563.586,77 (115)

16.14 Demonstrativo de resultado Está apresentado na tabela 16.11 o demonstrativo de resultado mensal previsto para a Wemar bombas. Em face do resultado obtido é que será feito o estudo de viabilidade econômica da empresa.

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Tabela 16.11 - Demonstrativo de resultados
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS RECEITA VENDAS CUSTOS MATÉRIA PRIMA E INSUMOS (-) ICMS 18% (-) PIS/COFINS 9,25% CUSTOS SEM IMPOSTOS CUSTOS FIXOS (+) (+) (+) (+) (+) (+) Mão de Obra Direta e Indireta Depreciação IPTU Água Energia elétrica Telefone CUSTOS E DESPESAS TOTAIS R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 106.636,20 44.677,90 6.868,67 2.042,00 20.200,90 5.000,00 45.000,00 230.425,67 R$ R$ R$ R$ R$ 7.047.600,00 7.047.600,00 5.521.144,00 993.805,92 510.705,82 3.997.675,50

(+) Seguro

(+) Lucro desejado 10 % (+) IR sobre o Lucro 30 % (+) IPI / PIS / COFINS / ICMS 32,25 % = Preco de Venda TAXA DE RENTABILIDADE PRAZO DE RETRORNO (Meses)

R$ R$ R$ R$

399.767,55 119.930,27 1.780.568,94 50,42 4,71% 3,04 anos

16.15 Investimento inicial O principal elemento que justifica a existência de uma empresa é a geração de lucro. Para os investidores, porém, não basta que o projeto tenha um resultado positivo. Para um projeto de desenvolvimento ser atrativo, é preciso que a quantidade de lucro gerado, o retorno

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do projeto, seja melhor do que aquele que a empresa poderia obter com outros investimentos, por exemplo, aplicando no mercado financeiro. Portanto, a essência da avaliação econômicofinanceira é medir o retorno do projeto de maneira comparável com outros investimentos. Dado importante para os cálculos de viabilidade econômica é o valor do investimento inicial, que é apresentado na tabela abaixo: Tabela 16.12 – Investimento inicial INVESTIMENTO Equipamentos Fábrica Equipamentos Escritório Terreno Construção Capital de Giro Total 16.16 Taxa de retorno A melhor maneira de se avaliar o grau de sucesso de um empreendimento é calculando o seu retorno sobre o investimento realizado (MARTINS, 2003) Sem entrar em muitos detalhes sobre esse conceito, define-se como a forma ideal de se avaliar a taxa de retorno a divisão do lucro obtido antes do imposto de renda e antes das despesas financeiras pelo ativo total utilizado para a obtenção do produto. (MARTINS, 2003). TR = __L___ (116) R$ R$ R$ R$ R$ R$ 2.412.100,00 110.000,00 1.508.000,00 3.970.500,00 1.500.000,00 9.500.600,00

A
Onde: TR = Taxa de retorno L = Lucro antes do imposto de renda e antes da despesa financeira A = Ativo total Portanto, a taxa de retorno na Wemar bombas fica da seguinte maneira; TR = __447.135,53_ x 100 9.500.600,00 Taxa de retorno = 4,71% (117)

170

16.17 Prazo de retorno e retorno descontado O prazo de retorno simples de um projeto é definido como o número de anos que a empresa espera levar para recuperar o desembolso com o investimento inicial mediante a implantação do projeto. O critério de decisão é dado como um número máximo de anos acima do qual as propostas de investimento de capital devem ser rejeitadas. Isso implica que quanto mais curto o prazo de pagamento tanto melhor o projeto. É verdade, todavia essa regra apresenta duas grandes falhas. Em primeiro lugar, ela deixa de reconhecer o valor do dinheiro no tempo. Nenhum investidor ficaria satisfeito investindo determinada quantia hoje, para resgatar exatamente o mesmo valor depois de certo período de tempo, por mais curto que fosse esse período. Em segundo lugar, a regra desconsidera os fluxos de caixa que o projeto deverá gerar depois do período limite. As empresas geralmente usam a regra do retorno descontado para corrigir a distorção causada por negligenciar o valor temporal do dinheiro. Esse método envolve o cálculo do período de retorno em termos do valor presente dos fluxos de caixa futuros a serem gerados pelo projeto. Contudo, a regra não atribui algum peso aos fluxos de caixa depois da datalimite arbitrariamente adotada. Logo, seu uso deve ser restrito à comparação de projetos com perfis de fluxo de caixa bastante semelhantes. Um exemplo seria uma área do setor imobiliário para a qual se prevê que vários investimentos produzam uma renda, na forma de aluguéis, uniformemente distribuída ao longo do tempo (MACKENZIE, 2008). O Método do Prazo de Retorno ou Método do Prazo de Recuperação do Investimento é utilizado com freqüência em virtude de sua objetividade. Através desse método tem se uma noção do tempo necessário para o retorno do investimento, fator importante para a análise da viabilidade deste (HIRSCHFELD, 2000). O cálculo do prazo de retorno do investimento (PR) da Wemar bombas está demonstrado a seguir: PR = __Investimento__ Lucro Líquido Onde o investimento é o custo total exposto na Tabela 16.8 e o lucro líquido descrito no demonstrativo de resultados. PR = 9.500.600,00 312.994,87 PR= 30,35 meses (118)

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16.18 Valor presente líquido O método do valor presente líquido (VPL) tem como finalidade determinar um valor no instante considerado inicial, a partir de um fluxo de caixa formado de uma série de receitas e dispêndios. Ao analisar o fluxo de caixa referente a determinada alternativa (j), terá vários valores envolvidos, ora como receitas, ora como dispêndios. A somatória algébrica de todos os valores envolvidos no (n) períodos considerados, reduzidos ao instante considerado inicial ou instante zero e sendo (i) a taxa de juros comparativa, se chama valor presente líquido. Valor presente líquido de fluxo de caixa de uma alternativa (j) é, portanto, a somatória algébrica dos vários valores presentes (P) envolvidos neste fluxo de caixa. Logo: VPL = −investimento + .Lucro Onde: VPL = valor presente líquido n = número de períodos envolvidos em cada elemento da série de receitas e dispêndios do fluxo de caixa i = taxa de juros comparativa de atratividade. (1 − i ) n − 1 VPL3 = −investimento + .Lucro i (1 + i ) n VPL3 = −9.500.600,00 + 312.994,87 (1 − 0,10) 3 − 1 0,10(1 + 0,10) 3 (1 − i ) n − 1 i (1 + i ) n

(119)

VPL3 = -160.137,08 (1 − 0,10) 4 − 1 VPL4 = −9.500.600,00 + 312.994.87 0,10(1 + 0,10) 4

VPL4 = 2.405.219,39
Agora fazendo a interpolação, temos:

172

4−x 2.405.219,39 − 0 = 4 − 3 2.405.219,39 + 160.137,08 X= 3,04 anos Portanto o payback será em 3,04 anos ou 36,48 meses.

(120)

173

CONCLUSÃO Após o estudo apresentado, foi observado que 1 turno de trabalho em horário comercial, tempos de maquina e tipos de equipamentos citados, a fabrica trabalharia aproximadamente com 93% da sua capacidade de produção e um custo de 31% do investimento. A possibilidade de trabalhar com 2 turnos, com os tempos de máquina e tipos de equipamentos apresentados, a fabrica trabalharia com aproximadamente 80% da sua capacidade de produção e um custo de aproximadamente 19% do investimento. Para a viabilidade do projeto em questão fez-se necessário operar com 2 (dois) turnos de produção o que possibilitaria uma redução do investimento e um funcionamento de 80% da sua capacidade, com isso a Wemar bombas estaria preparada para uma futura variação imediato de demanda de aproximadamente 15%. Chegou-se a conclusão de que 2 (dois) turnos seria mais atrativos para os investidores , que obteriam um retorno a curto prazo de 2,65 anos, ao invés de 1 (um) turno que teria uma menor flexibilidade da sua capacidade produtiva e seria necessário a instalação de mais equipamentos, o que acarretaria em um investimento maior e um retorno a longo prazo de 3,7 anos.

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