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Potência Elétrica e Lei de Ohm, (resumo geral)

Potência Elétrica e Lei de Ohm, (resumo geral)

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Resumo geral do Básico da Eletricidade
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06/11/2013

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HISTÓRICO
A Lei de Ohm, assim designada em homenagem ao seu formulador Georg Simon Ohm, indica que a diferença de potencial (V) entre dois pontos de um condutor é proporcional à corrente elétrica (I). Quando essa lei é verdadeira num determinado resistor, este denomina-se resistor ôhmico ou linear. A resistência de um dispositivo condutor é dada pela fómula:

R=V I
Onde ! = Resistência Elétrica do circuito, medida em Ohms R ! V = Diferença de Potencial Elétrico ou Tensão, medida em Volts e ! I = Fluxo de Elétrons ou Corrente, medida em Ampéres

E s c o l a T é c n i c a A t e n e w = A l a m e d a R u i B a r b o s a , 3 8 , J d . P r i m a v e r a , D . C a x i a s / R J . Te l : ( 2 1 ) 3 6 5 4 - 4 0 11

PRATICA DA LEI DE OHM
Estas são as 3 formas da lei de ohm entre tensão, corrente e resistência. Muitos circuitos podem ser analisados simplesmente com isto (a lei de ohm). Devido à grande variedade de valores usados, usamos prefixos métricos para descrever largos ou pequenos valores de quantidades.

ESQUEMA 1

ESQUEMA 2

ESQUEMA 3

No esquema 1, vemos uma fonte de 12 volts, fios de ligação (conexão) a uma resistência de 1.000 Ω, na figura identificada por 1 KΩ, e fios de retorno da resistência à fonte. O símbolo “Ω” deve-se ler Omega. O circuito não nos mostra o valor da corrente. Calculemos então a corrente usando a lei de ohm. I=V÷R I=12÷1000 I= 0,012 A ou 12 mA LEI DE WATT Usando a lei de ohm, podemos ver que a corrente varia em proporção direta com a tensão e inversamente com a resistência. Uma vez que a resistência controla a corrente, esta (a resistência) usa energia da fonte. Você não vê trabalho sendo executado, no entanto ele existe. A energia é dissipada sobe a forma de calor. As resistências aquecem, umas mais que outras. A energia ou potência em eletricidade é medida em Watts, nome em honra do engenheiro Escocês James Watt.
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Em adição ao valor em ohms, resistências são classificadas de acordo com a sua habilidade de dissipar energia. O tamanho físico da resistência determina a habilidade desta dissipar a energia sobre a forma de calor. A quantidade de energia usada pela resistência é calculada pela formula: P=V.I P=V P= I
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÷R xR

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Calculemos agora a potência da resistência do esquema 1. P=V
2

÷R

P = 122 ÷ 1000 P = 0,144 W 144 mW

Se as resistências não fazem nada a não ser produzir calor, porque as usamos? - As resistências são usadas para dividir a tensão e entregar voltagens diferentes a diferentes componentes. As resistências são usadas para limitar a quantidade de corrente a ser entregue a outros componentes. - As resistências são usadas para descarregar a tensão armazenada em alguns componentes depois que a corrente é cortada. - As resistências são usadas para produzir calor.

Considere uma corrente (esquema 2) movendo-se do terminal negativo para o positivo através de uma resistência e depois através da outra. A corrente tem que fluir através de 2 Ω para atingir o pólo positivo da bateria. Quando os componentes estão conectados desta forma, em série, o circuito é chamado de circuito em série. A resistência total é o somatório de todas as resistências. Pode observar isto através da lei de ohm. Neste circuito a corrente que passa numa resistência é a mesma que passa pela outra. Usando a lei de ohm verificamos que o somatório da tensão de cada resistência iguala a tensão da bateria. Qual a quantidade de corrente que atravessa as resistências? I = V÷R
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I = 12 ÷ 2000

I = 0,006 A ou 6 mA
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Use o esquema 3 e calcule a corrente: I=V÷RT I=35÷4000 I = 0,00875 A ou 8,75mA Qual é a tensão em cada resistência? Outra vez usamos a lei de ohm convertendo a unidade de medida. V = R x I R1 = 2200Ω I = 0,00875A 2200 x 0,00875 = 19,25V v = R x I R2 = 1800Ω I = 0,00875A 1800 x 0,00875 = 15,75V Os componentes do circuito abaixo estão em série. A mesma corrente que passa por uma resistência passa pela outra. O somatório da tensão em cada resistência dá-nos a tensão total da bateria.

A corrente no circuito da figura acima que é o mesmo do esquema 2 é 6 mA como havíamos calculado em cima. A lei de ohm mostra-nos que há 6 mA através da resistência de 1 KΩ e que a mesma requer 6 volts pontos A e B. Os mesmos valores são encontrados entre os pontos B e C. A tensão é dividida entre as duas resistências. Há portanto uma queda de 6 volts através de cada resistência.

ESQUEMA 4
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Use a lei de Ohm para encontrar a queda de tensão através de cada resistência. - A tensão em R1 é 3 volts - A tensão em R2 é 9 volts - R1 é ¼ do total da resistência e também ¼ da queda tensão através dela. - R2 são ¾ do total da resistência e também ¾ da queda tensão através dela. A queda de tensão está em proporção direta ao valor da resistência. Isto nos dá uma forma simples de calcular a voltagem através de qualquer resistência em um circuito em série. Expressando o relacionamento obtemos o seguinte: VRX=UA x RX÷RT Onde: - VRX é a tensão através de RX - UA é a tensão aplicada - RT é o valor total das resistências no circuito Você pode substituir qualquer resistência no circuito em série por RX.

Calcule a queda de tensão através de cada resistência:

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- A queda individual de tensão está em proporção direta com a medida das resistências. - A soma individual das quedas de tensão das resistências iguala a voltagem da fonte. Porquê estudar a queda de tensão em um circuito? Para além de ajudar a entender como o circuito trabalha, é necessário para pesquisar por avarias em um circuito. Não faz sentido medir a tensão se você não entende o porque. A maior parte de problemas em detectar avarias é comparar a tensão medida com a tensão esperada. Quando elas não são as mesmas, você faz probabilidades de qual será a causa disso. As decisão que você fizer leva-o ao problema do componente e á sua reposição.
Qual é a corrente que flui num circuito?

A lei de Watt funciona igual quer seja calculada cada resistência individualmente, quer seja calculada como um todo. As potências das resistências são fixadas desde 1/8 W até 25 W. Uma prática comum é usar uma resistência que tenha o dobro da potência calculada. Assim se o calculo deu 1/8 W então usaremos uma com ½ W. A dissipação de energia por parte das resistências pode ser considerável. Excessivo calor tende a encurtar a vida das resistências e de outros componentes no circuito. Usando uma resistência com o dobro da potência ajuda o tempo de vida da mesma e arrefece mais. Resistências fixas existem com vários valores desde frações de ohms até alguns megaohms. As tolerâncias variam entre ±1% a ±10%. Alguns valores são fabricados em grandes quantidades. Essas resistências são chamados de resistências de valores preferenciais. Resistências com 10% de tolerância são aviáveis em: 10, 12, 15, 18, 22, 27, 33, 39, 47, 56, 68, 82 e múltiplos decimais de cada uma delas. As resistências de 3,3 ohms e 68.000 ohms são 10% valores preferidos. Uma resistência de 47 ohms com ±10 % de tolerância pode ter valores entre 42,3 ohms
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e 51,7 ohms. Estas resistências têm valores muito acima e muito abaixo do pretendido e às vezes esses valores são indesejáveis. Hoje existem resistências com ±1 % de tolerância, preferencialmente para circuitos de precisão. Os valores das resistências são escritos em seus corpos. Outras resistências pequenas têm umas barras de cor que identifica os seus valores em ohms. A resistência da figura abaixo tem 270 KΩ. Pode ver isso pela tabela em baixo.

Olhando a resistência ela tem: - o primeiro anel vermelho que corresponde a 2 - o segundo anel violeta que corresponde a 7 - o terceiro anel amarelo que multiplica por 10,000 - o quarto anel vermelho equivale a 2% de tolerância No total temos 270,000 ohms ou seja 270 KΩ com 2% de tolerância. Para medir a tensão através de uma resistência, colocamos o voltímetro em paralelo com a resistência e medimos os seus valores. Se quisermos medir a corrente que passa no circuito não podemos fazer isso, temos
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que interromper o circuito e colocar o amperímetro em série com o circuito, neste caso o amperímetro faz parte do circuito.

O ohmimetro possui internamente a sua fonte de alimentação por isso para medir os valores das resistências basta ligar os cabos do ohmimetro que este já induz corrente à resistência a ser medida. Para isso temos que desconectar a bateria como mostra a figura abaixo. Se deixarmos a bateria conectada poderemos estar a medir a resistência interna da bateria e não da resistência.

Como falamos em cima, existem 3 tipos de resistências; fixas, semi-variáveis e variáveis. Na próxima figura podemos ver os outros tipos de resistências e suas simbologias.

A resistência da esquerda é formada por um fio resistivo enrolado a toda a volta. A da direita é semi-variável e pode ter 2 ou 3 terminais de ligaE s c o l a T é c n i c a A t e n e w! Lei de Ohm

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ção. Se tiver 2 terminais é chamada de reostato e é conectado em série, se tiver 3 terminais é chamado de potenciômetro e serve para controlar a tensão como no volume de som. a. símbolo do reostato b. potenciômetro conectado como reostato c. símbolo do potenciômetro A figura abaixo mostra os valores de tensão em um potenciômetro.

Em a temos o potenciômetro quase aberto logo a queda de tensão é baixa. Em b temos o potenciômetro quase fechado logo a tensão é mais alta. Na figura abaixo vemos um potenciômetro conectado como reostato. Colocado em série o reostato pode controlar a corrente no circuito. Se subirmos o braço do reostato, a corrente diminui, se baixarmos o braço do reostato a corrente aumenta.

Vimos como a corrente pode ser controlada com resistências. Outra forma de controlar resistências é com o uso de botões, interruptores ou boboeiras. Quando o botão está aberto não flui corrente mas quando se fecha o botão a corrente flui livremente.
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Botões, interruptores e botoeiras são descritos pelo número de seus pólos e pelo número de caminhos que ele controla. Os pólos indicam o número de fios que vão para o botão, os caminhos descrevem o número de caminhos a que pode ser conduzida.

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SPST SPDT DPST DPDT

single pole single throw switch - conecta um condutor a um local single pole double throw switch - conecta um condutor a qualquer um de 2 locais double pole single throw switch - conecta 2 condutores a um só local double pole double throw switch - conecta um condutor a um local

Um botão SPDT providencia uma escolha de caminhos. O caminho do meio possui menos resistividade que o superior.

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Na figura anterior vemos um botão rotativo com 6 caminhos possíveis, este botão é do tipo SPST – single pole six (6) throw switch Calcule as correntes nas posições A, B, C, D, E e F? A = 1,23 mA B = 1,84 mA C = 2,43 mA D = 3,03 mA E = 3,03 mA F = 0 A Vimos que a corrente é representada por uma única unidade de transporte movendo-se através de um caminho. Agora vamos colocar a corrente em perspectiva. A unidade de carga é chamada de Coulomb. Coulomb é unidade de carga elétrica do Sistema Internacional de Unidades. Um coulomb é medido como a quantidade de carga que flui num condutor quando um ampere de corrente está presente por um segundo. O símbolo para Coulomb é Q para representar a sua quantidade. Um coulomb com carga negativo é uma quantidade de 6,25 x 10^18 elétrons. É erro pensar-se que corrente é o movimento de alguns elétrons ao longo de um caminho. Em termos de fluxo eletrônico, mesmo a corrente de um microampere, um milionésimo do ampere, consiste em 6.250.000.000.000 elétrons movendo-se em um único sitio durante 1 segundo.

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