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Reportium XXI Consulting

Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

O Mercado das TMT’s em Portugal®


Telecomunicações
Media
Tecnologias de Informação

Edição 2005/2006

Com o Patrocínio de Capa de:

© Copyright Reportium XXI Consulting


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O Mercado das TMT’s em Portugal®

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desta regra é passível de procedimento judicial e pedido de indemnização.

Coordenação por Eng. Rui Pires Versão III Edição 2005/2006

A Reportium XXI Consulting estima que no novo formato do Relatório "O Mercado das TMT's em Portugal ",
edição electrónica em CD-ROM para Intranet, a audiência máxima ascenda entre 18.500 e 28.700 utilizadores.
Este cálculo é feito com base no número de utilizadores ligados por Intranet de todas as potenciais
empresas que já adquiriram o Relatório e que, normalmente, voltam a repetir a aquisição no ano seguinte.

ISSN 1645-5568 Depósito legal nº 185683 / 02

ICS – 124419
A Reportium XXI Consulting pretende

superar as Competitive Intelligence


(Markets, Technologies, Businesses)
Suas Expectativas
ao nível de

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Monitorização
de Indicadores

Relatórios Sectoriais
e Estratégicos

com Rigor e Isenção


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Competitive Intelligence
Avaliações integradas sobre a competitividade
da Economia Nacional no âmbito dos Mercados,
Negócios e Tecnologias, com fornecimento
de Informação Competitiva nas vertentes regulamentar,
tecnológica, financeira, comercial e evolutiva.

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Observatórios trimestral, semestral e anual,
de indicadores chave e vitais para o desenvolvimento
da actividade das Empresas, que lhes permitam traçar metas
e definir grandes objectivos: Concorrência, Indicadores Operacionais
e Performance Financeira.

Relatórios Sectoriais e Estratégicos


Concepção de documentos para utilização
como ferramentas de trabalho no auxílio
ao Planeamento Organizacional, com diagnóstico
às evoluções dos mercados, análise aos factos
e indicadores quantitativos e qualitativos do presente,
e com base nestes, apresentação de possíveis Linhas
de Tendência dos mercados alvo.
O Mercado das TMT’s em Portugal®
Índice Temático

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Índice Temático

ÍNDICE TEMÁTICO
ÍNDICE DE QUADROS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 21
ÍNDICE DE GRÁFICOS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 27
ÍNDICE DE FIGURAS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 35
AGRADECIMENTOS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 41
PREFÁCIO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 45
Paulo Cardoso do Amaral, Prof. Eng. (Professor na Universidade Católica Portuguesa) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 46

SUMÁRIO EXECUTIVO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 49
Rui Arnaldo Rosa Pires, Eng. (Managing Partner da Reportium XXI Consulting) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 50

CAPÍTULO 1 - A VISÃO ESTRATÉGICA DOS LÍDERES - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 55


(Depoimentos Estratégicos por ordem alfabética do primeiro nome do Autor)
(2005/2006) Abel Moreira Mateus, Prof. Dr. (Presidente da Autoridade da Concorrência)
As Telecomunicações e o Mercado Único - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 56
António Casanova, Dr. (Administrador Executivo da Sonae)
Por onde passa o Futuro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 60
António Manuel Coimbra, Eng. (Administrador de Marketing, Vendas e Operações Vodafone Portugal)
Evolução Estratégica e Tecnológica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 62
António José C. Paiva Morão, Eng. (Administrador Delegado NEC Portugal)
As Perspectivas para 2005 revestem-se de algum Optimismo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 64
David Tang, Eng. (Presidente da Huawei Portugal)
New Company, New Technology, New Partner - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 66
Fatima Raimondi, Engª. (Presidente da Comissão Executiva da Ericsson)
Por uma Sociedade de Informação Aberta e Inclusiva - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 68
Halvor Sannæs, Mr. (Director Tariff Services da Teligen - HI Europe)
Telecoms prices in the new EU countries - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 70
João Paes Braga, Dr. (Director-Geral da Páginas Amarelas, S.A.)
Edição de Directórios: Uma Actividade relevante no âmbito das TMT's em Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 72
Miguel Horta e Costa, Dr. (Presidente da CE do Grupo Portugal Telecom)
Vencer o desafio da Sociedade da Informação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 74
Paulo M. Ramos, Dr. (Presidente do Conselho de Administração da ParaRede SGPS, S.A.)
O Combóio da Inovação: Última Chamada ! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 76
Rui Paiva, Dr. (Administrador Delegado da WeDo Consulting)
As TMT's têm um papel fundamental no desenvolvimento de Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 78
Rui Arnaldo Rosa Pires, Eng. (Managing Partner da Reportium XXI Consulting)
A Sociedade Portuguesa e a Insatisfação! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 80
(2003/2004) António Saraiva Fernandes, Eng. (Presidente CEC)
O Pior Aluno da UE e a Implementação de Novas Tecnologias em Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 86
Gordon Forbes, Eng. (Director Business Development da NEC Corporation)
European Trends on Mobile Applications - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 88
Luís Portugal Deveza, Dr. (Administrador Executivo da Unisys Portugal)
Dê-se um Salto em Frente! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 90
Maria do Carmo Seabra, Profª Dra. (ex-Administrador da ANACOM)
A Regulação das Comunicações e a "Revisão 99 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 92
Miguel Horta e Costa, Dr. (Presidente da CE do Grupo Portugal Telecom)
Corporate Governance: o Líder dá o Exemplo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 94
Miguel Sá Pais do Amaral, Eng. (Presidente do CA do Grupo Media Capital)
Os Serviços Digitais - A Visão do Grupo Media Capital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 96
Nasser Sattar, Dr. (Partner/Membro da CE da PricewaterhouseCoopers)
O Sector Móvel demasiado Regulamentado? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 98
Pedro Veiga, Prof. Eng. (Presidente da FCCN)
Banda larga em Portugal: a Visão da Rede de Investigação e de Ensino Nacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 102
Rute Soares, Dra. (Presidente da Somitel II, SA)
O Mercado TMT e a Gestão do Conhecimento - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 104
Thomas Starr, Eng. (Presidente do Forum DSL)
Setting our Sights on a Broadband DSL Era - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 106
(2002/2003) António Vidigal, Eng. (ex-Administrador, Oniway)
UMTS, que futuro? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 108
Carlos Alberto Ferreira da Rocha (Presidente, Eurocabos)
As Cablagens Estruturadas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 110
Carlos de Melo Heitor, Dr. (Managing Partner, Glasford Portugal)
"Back to Reality!" - Uma Visão da Importância das Pessoas nas TMTs - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 112

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Carlos Eduardo Salema, Prof. Eng. (Presidente, IT)
Acesso em Banda Larga ao Utilizador Doméstico - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 114
Hans Erhard Reiter, Eng. (Administrador, Ericsson)
Reestruturação numa Perspectiva Positiva - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 116
João César das Neves, Prof. Dr. (Prof. Associado c/Agregação, UCP)
A Situação da Economia Portuguesa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 118
João Manuel Confraria, Prof. Dr. (ex-Administrador, ANACOM)
Tendências da Regulação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 120
João Maria de Oliveira Martins, Eng. (ex-Ministro 1985-1990, MOPTC)
A Instabilidade Chegou às Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 122
Jorge Gonçalves, Dr. (Director Geral, Azertia)
O Crescimento Regressará - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 126
José Alberto Duarte, Dr. (Director Geral, SAP Ibérica)
A Integração aberta no e-Business: uma Proposta de Valor para a Empresa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 128
José Manuel Oliveira, Eng. (ex-Director Geral, NEC Portugal)
A Inovação como Solução para o Sector das TMT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 130
Raúl Fonseca Mascarenhas, Dr. (Partner, Accenture)
Os Sete Pecados mortais da Economia Digital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 132
Rui Magalhães Baião, Eng. (ex-Presidente, Unisys)
All Together Now! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 134

CAPÍTULO 2 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 137

2.1 Análise da Conjuntura Internacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 139


2.1.1 A Economia Norte Americana - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 141
2.1.2 A Economia Japonesa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 142
2.1.3 A Economia da América Latina - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 143
2.1.4 A Economia da União Europeia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 144
2.1.5 O Alargamento da União Europeia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 147
2.1.6 Análise ao PIB por Habitante nos Países da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 148
2.2 Análise da Conjuntura Nacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 148
2.2.1 Despesa e Produção - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 148
2.2.2 Consumo das Famílias - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 149
2.2.3 Consumo Público - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 150
2.2.4 O Investimento - Formação Bruta de Capital Fixo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 151
2.2.5 Exportações e Importações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 152
2.2.6 Actividade Produtiva - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 154
2.2.7 Emprego e Salários - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 157
2.2.8 Preços dos Bens - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 160
2.2.9 Balança de Pagamentos/Relações Externas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 162
2.2.10 Situação Monetária - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 166
2.2.11 Mercado de Capitais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 166
2.3 O Eurosistema - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 168
2.4 Convergência Real - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 170
2.5 Grandes Opções do Plano e Lei do Orçamento de Estado para 2005 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 172
CAIXA Plano Nacional para o Emprego - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 160
CAIXA Programa de Estabilidade e Crescimento da Economia Portuguesa para o Período 2004-2007 - - - - - - - - - - 169
CAIXA Novo Modelo de Orçamentação do Orçamento do Estado - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 175
CAIXA A Reforma da Administração Pública - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 176
CAIXA Estudo da OCDE e Previsões Macroeconómicas da Comissão Europeia para Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - 178
CAIXA Perspectivas da Comissão Europeia para Portugal (2004-2006) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 185

CAPÍTULO 3 - ENQUADRAMENTO REGULAMENTAR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 189

PARTE I - Direito Nacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 191


(diplomas organizados por ordem cronológica de publicação)

3.1 Evolução Regulamentar das Comunicações Electrónicas 2003-2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 191


3.1.1 Decreto-Lei nº186/2003 de 20 de Agosto na versão alterada
pelo Decreto-Lei nº34/2004 de 19 de Fevereiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 191
3.1.2 Resolução do Conselho de Ministros nº134/2003, de 28 de Agosto - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 191
3.1.3 Resolução do Conselho de Ministros nº135/2003, de 28 de Agosto - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 192
3.1.4 Decreto-Lei nº255/2003, de 21 de Outubro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 192

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Índice Temático

3.1.5 Lei nº107-A/2003 de 31 de Dezembro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 192


3.1.6 Decreto-Lei nº7/2004, de 7 de Janeiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 194
3.1.7 Lei nº5/2004, de 10 de Fevereiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 194
3.1.8 Portaria nº149-B/2004, de 12 de Fevereiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 203
3.1.9 Decreto-Lei nº30/2004, de 16 de Fevereiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 203
3.1.10 Decreto-Lei nº34/2004, de 19 de Fevereiro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 203
3.1.11 Portaria nº337-A/2004, de 31 de Março e Portaria nº642/2004, de 16 de Junho - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 203
3.1.12 Decreto-Lei nº165/2004, de 6 de Julho - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 204
3.1.13 Decreto Regulamentar nº25/2004, de 15 de Julho - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 204
3.1.14 Lei nº41/2004 de 18 de Agosto - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 205
3.1.15 Regulamento nº38/2004 de 29 de Setembro: Procedimentos de cobrança e entrega aos Municípios
da taxa municipal de direitos de passagem - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 206

PARTE II - Direito Comunitário - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207

3.2 Evolução Regulamentar das Comunicações Electrónicas 2003-2004, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207


3.2.1 Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207
3.2.1.1 Regulamento (CE) n°460/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10 de Março de 2004,
que cria a Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação
(Jornal Oficial nºL077 de 13/03/2004 p. 0001-0011) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207
3.2.2 Aplicação do Pacote Regulamentar das Comunicações Electrónicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207
3.2.2.1 Comunicação da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico
e Social Europeu e ao e ao Comité das Regiões, Regulamentação e mercados das comunicações
electrónicas europeias em 2003, Relatório sobre a aplicação do pacote regulamentar das comunicações
electrónicas na UE [SEC(2003) 1342] Bruxelas, 19.11.2003 [COM(2003) 715 final] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 207
3.2.3 Comunicações Comerciais não Solicitadas (SPAM) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 209
3.2.3.1 Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico
e Social Europeu e ao Comité das Regiões sobre as comunicações comerciais não solicitadas,
ou "spam" Bruxelas, 22.01.2004 [COM(2004) 28 final] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 209
3.2.4 Domínio de Topo ".EU" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.4.1 Regulamento (CE) Nº874/2004 Da Comissão, de 28 de Abril de 2004, que estabelece as regras
de política de interesse público relativas à implementação e às funções do domínio de topo
".eu" e os princípios que regem o registo (JO L 162/40, de 30.4.2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.5 Gestão do Espectro - The Radio Spectrum Policy Group (RSPG) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.6 Grupo de Reguladores Europeus para as Redes e Serviços de Comunicações Electrónicas - - - - - - - - - - - - 210
3.2.6.1 Decisão da Comissão, de 14 de Setembro de 2004, que altera a Decisão 2002/627/CE que institui
o grupo de reguladores europeus para as redes e serviços de comunicações electrónicas
(Jornal Oficial nºL293 de 16/09/2004 p. 0030-0031) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.7 Promoção de uma utilização mais segura da Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.7.1 Proposta de Decisão do Parlamento Europeu e do Conselho que adopta um programa comunitário
plurianual para a promoção de uma utilização mais segura da Internet e das novas tecnologias em linha
(apresentada pela Comissão), {SEC(2004) 148}, de 12.3.2004, [COM(2004) 91 final] - - - - - - - - - - - - - - - - - 210
3.2.8 Retenção de Tráfego de Dados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 211
3.2.8.1 Documento de Consulta sobre retenção de tráfego de dados "DG INFSO - DG JAI Consultation
Document on Traffic Data Retention", de 30 de Julho de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 211
3.2.9 Serviços Móveis e Banda Larga - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 212
3.2.9.1 Comunicação da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social Europeu
e ao Comité das Regiões, "Mobile Broadband Services (serviços móveis e banda larga),
30 de Junho de 2004 [COM(2004) 447] não existe versão linguística em português - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 212
3.2.10 TV Digital: Interoperabilidade, Ecrã Largo e Transição para o Digital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 212
3.2.10.1 Comunicação da Comissão ao Conselho, Parlamento Europeu, Comité Económico e Social Europeu
e Comité das Regiões relativa à interoperabilidade dos serviços de televisão digital interactiva
[SEC(2004)1028], de 30.7.2004, [COM(2004) 541 final] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 212
3.2.10.2 Documento de trabalho dos serviços da Comissão "A contribuição do ecrã largo e da alta definição
para a implantação global da televisão digital", de 13.1.2004, [SEC(2004) 46] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 213
3.2.10.3 Comunicação da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico
e Social Europeu e ao Comité das Regiões relativa à transição da radiodifusão analógica para a digital
(da transição para o digital, o fim do analógico), [SEC(2003)992], de 17.9.2003, COM(2003) 541 final - - - - - 213
3.2.11 Voz sobre o protocolo Internet (VOIP) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214
3.2.11.1 Documento de trabalho dos serviços da Comissão "On the treatment of Voice over Internet Protocol
(VoIP) under the EU Regulatory Framework - An Information and Consultation Document",
de 14 de Junho de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
PARTE III - Deliberações da Autoridade Reguladora Nacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214

3.3 Deliberações da Autoridade Nacional das Comunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214


3.3.1 Mercados Relevantes e Posição de Mercado Significativa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214
3.3.1.1 Deliberação de 1 de Setembro de 2003 relativa aos serviços de retalho e de interligação fixos
(informação estatística, operacional e financeira necessária ao processo de definição
de mercados e avaliação de PMS) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214
3.3.1.2 Deliberação de 06 de Novembro 2003 relativa aos serviços de acesso desagregado ao lacete local
e de acesso em banda larga (informação estatística, operacional e financeira necessária ao processo
de definição de mercados e avaliação de PMS) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 214
3.3.1.3 Deliberação de 06 de Novembro 2003 sobre os Circuitos Alugados (Informação estatística,
operacional e financeira necessária ao processo de definição de mercados e avaliação de PMS) - - - - - - - - - 214
3.3.1.4 Deliberação de 23 de Setembro de 2003 relativa à Consulta Pública (2ª fase) sobre a definição
dos mercados relevantes e avaliação de PMS, abrangendo os serviços de circuitos alugados,
a desagregação do lacete local e banda larga - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 215
3.3.1.5 Deliberação de 12 de Fevereiro 2004 sobre os procedimentos de consulta da ANACOM estabelecidos
nos termos do art.º 8º do REGICOM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 215
3.3.1.6 Deliberação de 08 de Março de 2004 relativa à definição dos mercados relevantes dos serviços
fixos comutados de baixo débito e avaliação de PMS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 216
3.3.1.7 Deliberação de 06 de Abril de 2004 relativa à Consulta Pública (3ª fase) que abrange os serviços móveis,
nomeadamente os serviços de acesso e originação de chamadas em redes públicas móveis
e a terminação de chamadas em redes móveis individuais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 220
3.3.1.8 Deliberação de 19 de Abril de 2004 relativa à prorrogação do prazo de resposta da consulta pública
preliminar sobre o processo de definição de mercados relevantes, avaliação de poder
significativo (PMS) e imposição de obrigações relativas aos serviços móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 221
3.3.1.9 Deliberação de 03 de Maio 2004 relativa aos procedimentos para início de oferta de redes e serviços
de comunicações electrónicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 221
3.3.1.10 Deliberação de 20 de Maio de 2004 relativa ao relatório de consulta pública e projecto de decisão sobre
mercados relevantes na área dos serviços fixos comutados de baixo débito - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 222
3.3.1.11 Deliberação de 08 de Julho de 2004 relativa à adopção definitiva do projecto de decisão
de 20 de Maio de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 223
3.3.1.12 Deliberação de 15 de Julho de 2004 relativa à imposição de obrigações na área de mercados grossistas de
originação e terminação de chamadas na rede telefónica pública num local fixo (sentido provável da decisão) - - - - - 223
3.3.1.13 Deliberação de 15 de Julho de 2004 relativa à imposição de obrigações na área de mercados retalhistas
de banda estreita (sentido provável da decisão) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 224
3.3.1.14 Deliberação de 16 de Julho de 2004 relativa à prorrogação do prazo de resposta à consulta pública
relativa às obrigações nos mercados grossistas de originação e terminação de chamadas
na rede telefónica pública num local fixo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 225
3.3.1.15 Deliberação de 16 de Julho de 2004 relativa à prorrogação do prazo de resposta à consulta pública
relativa às obrigações nos mercados retalhistas de banda estreita - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 225
3.3.2 Acesso e Interligação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 225
3.3.2.1 Deliberação de 22 de Outubro de 2004 relativa à publicação do Relatório da consulta pública
"Oferta de re-aluguer da linha de assinante (ORLA) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 225
3.3.2.2 Deliberação de 23 de Setembro de 2003 e sentido provável da decisão de 24 de Julho de 2003
relativo ao PRI - Regime de interligação para acesso a serviços comutados de transmissão de dados - - - - - 226
3.3.2.3 Deliberações de 13 de Novembro de 2003 e de 18 de Dezembro de 2003 relativas aos preços
de interligação a integrar na PRI 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 226
3.3.2.4 Deliberação de 16 de Março de 2004 e sentido provável da decisão em 28 de Janeiro de 2004 relativo
a alterações a introduzir na PRI 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 226
3.3.3 Oferta grossista "Rede ADSL.PT" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 227
3.3.3.1 Deliberação de 29 de Outubro de 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 227
3.3.3.2 Deliberação de 20 de Janeiro de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 227
3.3.3.3 Deliberação de 05 de Fevereiro de 2004: Sentido provável da decisão e Deliberação de 06 de Abril de 2004 - 227
3.3.3.4 Deliberação de 26 de Agosto de 2004 relativa à oferta com agregação ATM (sentido provável da decisão)
e Deliberação de 21 de Outubro de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 228
3.3.3.5 Deliberação de 14 de Outubro de 2004 relativa às ofertas de banda larga do Grupo PT - - - - - - - - - - - - - - - 229
3.3.4 Oferta de acesso às Condutas da concessionária PTC - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 230
3.3.4.1 Deliberações de 29 de Abril de 2004 e 17 de Julho de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 230
3.3.4.2 Deliberações de 06 de Maio de 2004 e de 10 de Maio 2004 relativas ao projecto de Regulamento
dos procedimentos de cobrança e entrega aos municípios da TMDP (consulta) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 231
3.3.4.3 Deliberação de 09 de Setembro de 2004 sobre a adopção do Regulamento que estabelece
os Procedimentos de Cobrança e Entrega aos Municípios da TMDP, cfr. Supra, Parte I. - - - - - - - - - - - - - - - 232
3.3.5 Acesso fixo via rádio (FWA) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 232

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Índice Temático

3.3.5.1 Deliberação de 03 de Maio de 2004 relativo ao relatório da consulta pública e proposta


de actuação futura - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 232
3.3.5.2 Deliberação de 24 de Junho de 2004 relativo ao relatório final sobre o procedimento geral
de consulta no âmbito do FWA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 234
3.3.6 Redes e Serviços de Comunicações Electrónicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 234
3.3.6.1 Deliberação de 29 de Julho de 2004 relativa à lista de normas e/ou especificações para redes
e serviços de comunicações electrónicas e recursos e serviços conexos (relatório da consulta
e medidas de actuação futura) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 234
3.3.7 Circuitos Alugados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 234
3.3.7.1 Deliberação de 10 de Fevereiro de 2004 sobre a reestruturação das condições associadas ao serviço
de aluguer de circuitos prestado pela PT Comunicações (projecto de decisão de 08 de Janeiro de 2004) - - - 234
3.3.7.2 Deliberação de 27 de Maio de 2004 sobre os preços dos serviços de interligação de linhas alugadas
e de componentes para interligação (sentido provável da decisão de 29 de Abril de 2004) - - - - - - - - - - - - - - 235
3.3.8 ITED - Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 236
3.3.8.1 Deliberação de 22 de Janeiro de 2004 relativo ao manual ITED (projecto de norma técnica) - - - - - - - - - - - - 236
3.3.8.2 Deliberações de 27 de Maio de 2004 e 14 de Junho de 2004 sobre o manual ITED
e procedimentos associados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 236
3.3.9 Oferta do Lacete Local - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 236
3.3.9.1 Deliberação de 21 de Agosto de 2004 relativo à alteração das condições de oferta do acesso partilhado - - - 236
3.3.10 Portabilidade - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 236
3.3.10.1 Deliberação de 11 de Março de 2004 sobre o projecto de regulamento da Portabilidade - - - - - - - - - - - - - - - 236
3.3.11 Selecção e Pré-Selecção de Operador - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 238
3.3.11.1 Consulta Pública e Deliberação de 22 de Janeiro de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 238
3.3.11.2 Deliberação de 16 de Outubro de 2003 e Despacho de 13 de Outubro de 2003 sobre a pré-selecção
e serviço de barramento 10XY - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 238
3.3.12 Gamas de Numeração Não-Geográfica atribuída a Serviços Fixos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 238
3.3.12.1 Definição dos preços máximos de retalho para as chamadas destinadas a números das gamas "707","708"
(serviços de acesso universal) e "809" (serviços de chamadas com custos partilhados) - sentido provável
da decisão de 28 de Novembro de 2003 e Deliberação de 16 de Janeiro de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 238
3.3.12.2 Deliberação de 28 de Janeiro de 2004 relativo ao diferimento do prazo de execução da deliberação
que definiu preços máximos de retalho para as chamadas destinadas aos números das gamas "707",
"708" e "809" e definição de um indicativo de acesso no PNN caracterizado por um preço de retalho único - 239
3.3.12.3 Deliberação de 09 de Setembro de 2004 sobre a criação de um código próprio para serviços
de carácter utilitário de tarifa majorada (sentido provável da decisão) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 239
3.3.13 Serviço Móvel com Recursos Partilhados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 240
3.3.13.1 Relatório da Consulta Pública e Deliberação de 23 de Outubro de 2003 sobre a Prestação
do Serviço Móvel com Recursos Partilhados (SMRP) com utilização da tecnologia CDMA - - - - - - - - - - - - - - 240
3.3.13.2 Deliberação de 26 de Março de 2004 relativa à revogação da Deliberação de 23 de Outubro de 2003
e alteração da licença da Radiomóvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 240
3.3.14 IMT-2000/UMTS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.14.1 Deliberações de 30 de Dezembro de 2003 (sentido provável da decisão) e de 10 de Fevereiro de 2004
relativa à exploração de sistemas UMTS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.15 Serviço Fixo de Telefone e Serviço Universal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.15.1 Deliberações de 19 de Abril de 2004 (sentido provável da decisão) e Deliberação de 20 de Maio de 2004
relativas ao tarifário da PT Comunicações (2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.15.2 Deliberação de 29 de Abril de 2004 relativa à entrada em vigor do tarifário do Serviço Universal
da PT Comunicações (2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.15.3 Deliberação de 18 de Dezembro de 2003 (sentido provável da decisão de 21 de Março de 2003)
relativa à inclusão dos dados pessoais dos assinantes nas listas telefónicas e serviço informativo
do Serviço Universal de Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 241
3.3.15.4 Deliberações de 14 de Abril de 2004 (sentido provável da decisão) e de 19 de Maio de 2004 relativa
à publicidade no serviço de informações "118" no âmbito do serviço universal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 242
3.3.15.5 Deliberação de 21 de Agosto de 2003 relativa aos custos líquidos do Serviço Universal de telecomunicações - - - - 243
3.3.15.6 Deliberação de 14 de Abril de 2004 sobre a declaração de conformidade do sistema de contabilidade
analítica da PT Comunicações para o exercício de 2001 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 243
3.3.15.7 Deliberação de 15 de Julho de 2004 (sentido provável da decisão de 29 de Abril de 2004) relativo
ao serviço de postos públicos (relatório da consulta pública e decisão) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 243
3.3.15.8 Deliberação de 30 de Setembro de 2004 (sentido provável da decisão) e Deliberação
de 04 de Novembro de 2004 relativas à oferta da PTC no âmbito do "Roadshow PT perto de si" - - - - - - - - - 244
3.3.16 Interfaces Fixo-Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 244
3.3.16.1 Deliberação de 08 de Março de 2004 relativa aos interfaces Fixo-Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 244
3.3.17 Acordo PT/DECO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 244
3.3.17.1 Deliberação de 18 de Março de 2004 relativa ao acordo da Portugal Telecom com a Deco - - - - - - - - - - - - - 244

13
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
CAPÍTULO 4 - ENQUADRAMENTO TECNOLÓGICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 247

4.1 Porquê adoptar a Dense Wavelength Division Multiplexing? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 249


4.1.1 Estrutura e Propriedades dos Optical Fiber Amplifier - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 249
4.1.2 Princípios dos Sistemas Ópticos DWDM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 250
4.1.3 Equipamento de teste DWDM para aplicações de campo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 250
4.1.4 Os Standards DWDM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 251
4.1.5 O que esperar no futuro da tecnologia DWDM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 252
4.2 Porquê adoptar a Synchronous Digital Hierarchy? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 256
4.2.1 Sinais PDH e ATM sobre SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 260
4.2.2 Monitorização de Erros e Alarmes em SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 262
4.2.3 Arquitecturas de Protecção em SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 263
4.2.4 Funções de Medição do SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 263
4.3 Hotéis de Tecnologias da Informação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 265
4.3.1 As Meet-Me Room - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 268
4.3.2 O Outsourcing de Serviços de Datacenters - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 270
4.4 A Evolução das Redes Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 273
4.4.1 O Jogo das Gerações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 274
4.4.2 O Conceito de Unified Network - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 280
4.4.3 O Conceito de "Mobile IP" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 281
4.4.4 Da Teoria à Prática - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 282
4.5 Aspectos Tecnológicos das Redes Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 283
4.5.1 A Propagação Rádio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 284
4.5.2 As Técnicas Rádio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 286
4.5.3 As Arquitecturas de Rede - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 290
4.5.4 Os Terminais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 292
4.5.5 O Planeamento e a Gestão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 294
4.5.6 A Qualidade de Serviço - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 297
4.6 Os Serviços em Comunicações Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 299
4.6.1 Serviços de Acesso Básicos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 299
4.6.2 Serviços de Mensagens - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 300
4.6.3 Serviços de Localização - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 301
4.6.4 Serviços Avançados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 301
4.6.5 A Internet Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 301
4.6.6 Serviços Máquina a Máquina - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 302
4.7 Redes de Cobre - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 303
4.7.1 O Par Entrançado - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 303
4.7.2 Especificações das categorias - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 303
4.7.3 O Cabo Coaxial - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 304
4.8 Sistemas de Cablagem Estruturada - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 304
4.8.1 Topologia de redes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 305
4.8.2 O funcionamento do CSMA/CD - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 306
4.8.3 Vantagens e desvantagens da utilização de redes baseadas na norma Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 306
4.8.4 Thick Ethernet (10Base5) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 307
4.8.5 Thin Ethernet (10Base2) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 307
4.8.6 Twisted-Pair Ethernet (10Base-T) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 308
4.8.7 Switches Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 309
4.8.8 High Speed Fast Ethernet (100Base-T) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 310
4.8.9 Gigabit Ethernet (100Base-T) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 311
4.8.10 100VG-AnyLAN - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 311
4.8.11 Redes Token Ring - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 311
4.8.12 O mecanismo TAC de acesso ao meio de transmissão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 312
4.8.13 STP e UTP Token Ring - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 312
4.8.14 A evolução das categorias UTP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 312
4.8.15 A evolução das categorias no Gigabit Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 313
4.8.16 Projecto de cablagem estruturada - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 313
4.9 Perspectivas tecnológica da Internet e do Comércio Electrónico - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 314
4.9.1 O nascimento da Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 314
4.9.2 Princípios estruturais da Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 315
4.9.3 A introdução de nomes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 316
4.9.4 O mecanismo de resolução de nomes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 317
4.9.5 A noção de protocolo e modelo de referência - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 318
4.9.6 O modelo cliente-servidor - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 320

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Índice Temático

4.9.7 Segurança na Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 320


4.9.8 Aspectos de segurança nas transacções electrónicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 322
4.9.8.1 Códigos de acesso - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 322
4.9.8.2 Encriptação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 323
4.9.8.3 Autenticação e Integridade - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 324
4.9.8.4 Políticas de segurança - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 325
4.9.9 O Comércio Electrónico como factor de inovação do negócio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 325
4.10 A Tecnologia xDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 326
4.10.1 IDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 326
4.10.2 HDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 327
4.10.3 HDSL2 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 327
4.10.4 SDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 327
4.10.5 MDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 327
4.10.6 ADSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 328
4.10.7 SHDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 328
4.11 Fundamentos sobre Fibra Óptica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 330
4.11.1 Dispersão Intermodal ou Dispersão Multimodo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 331
4.11.2 Dispersão Cromática - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 332
4.11.3 Dispersão por modo de polarização - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 332
4.11.4 Tipos de fibra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 333
4.11.5 Comparação de meios - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 334
4.11.6 Testes em ambiente de fibra óptica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 334
4.11.7 Fiber Distributed Data Interface - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 335
4.11.8 Sistemas Hybrid Fiber Coax - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 336
4.12 Asynchronous Transfer Mode - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 336
4.13 Voip e Telefonia IP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 336
4.14 Metro Area Networking - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 337
4.15 Storage Networking - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 337
4.16 VPNs - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 337
4.17 Content Networking - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 337
CAIXA O Futuro das Redes Ópticas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 253
CAIXA Housing, Datacenter Tipo: Especificações Técnicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 267

CAPÍTULO 5 - A ESTRUTURA DO SECTOR DAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 339

5.1 A Macro-estrutura do Sector das TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 341


5.2 Evolução dos Proveitos Operacionais do Sector das TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 342
5.3 O Emprego no Sector das TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 345
5.4 Contribuição do Sector das TMT's para o PIB Nacional - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 349
5.5 O Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 350
5.5.1 Proveitos Operacionais do Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 352
5.5.1.1 A Prestação de Serviços no Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 353
5.5.2 Recursos Humanos do Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 357
5.5.3 Investimentos Realizados no Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 359
5.6 Conclusões do 14º Congresso da APDC - Novembro de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 360
5.7 O Cluster dos Media - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 377
5.7.1 Considerações Gerais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 377
5.7.1.1 Sector Televisivo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 379
5.7.1.2 Imprensa Escrita - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 380
5.7.1.3 A Rádio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 381
5.7.1.4 Outdoors - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 381
5.7.2 Proveitos Operacionais do Cluster dos Media - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 382

CAPÍTULO 6 - OS MERCADOS CONCORRENCIAIS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 385

6.1 Introdução - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 387


6.2 Serviços de Telecomunicações em Redes Fixas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 387
6.2.1 Serviço Telefónico Fixo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 387
6.2.2 Serviços de Transmissão de Dados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 395
6.2.3 Serviços de Acesso à Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 397
6.2.4 Subscrição de Televisão por Cabo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 404
6.2.5 Investimento em Infra-estruturas de Redes Fixas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 408
6.3 Serviços de Telecomunicações em Redes Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 411

15
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
6.3.1 Serviço Telefónico Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 411
6.3.2 Serviço Móvel com Recursos Partilhados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 419
6.3.3 Investimento em Infra-estruturas de Redes Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 421
6.4 Mercados dos Media - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 422
6.4.1 Televisão Hertziana - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 422
6.4.2 Cinema - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 425
6.5 Tecnologias de Informação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 427
6.5.1 Mercado do Hardware, Software e Serviços de TI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 427
6.5.2 Mercado de Aplicações Empresariais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 429

CAPÍTULO 7 - AS PRINCIPAIS EMPRESAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 433

7.1 Introdução - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 435


7.2 Autoridade Nacional de Comunicações - ANACOM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 435
7.2.1 A Actividade Operacional da ANACOM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 435
7.3 Cabovisão - Televisão por Cabo, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 453
7.3.1 A Actividade Operacional da Cabovisão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 453
7.3.2 Desempenho Bolsista das Acções da Cable Satisfaction - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 458
7.4 Companhia IBM Portuguesa, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 459
7.4.1 A Actividade Operacional da IBM Portuguesa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 459
7.4.2 Desempenho Bolsista das Acções da IBM Corporation - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 461
7.5 Ericsson Telecomunicações, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 463
7.5.1 A Actividade Operacional da Ericsson - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 463
7.5.2 Desempenho Bolsista das Acções da Ericsson - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 465
7.6 Optimus Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 467
7.6.1 A Actividade Operacional da Optimus - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 467
7.7 PT Comunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 473
7.7.1 A Actividade Operacional da PT Comunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 473
7.8 PT Multimédia - Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 481
7.8.1 A Actividade Operacional da PT Multimédia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 481
7.8.2 Desempenho Bolsista das Acções da PT Multimédia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 490
7.9 Siemens, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 491
7.9.1 A Actividade Operacional da Siemens - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 491
7.9.2 Desempenho Bolsista das Acções da Siemens AG - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 495
7.10 TMN - Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 496
7.10.1 A Actividade Operacional da TMN - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 496
7.11 Vodafone Portugal, Comunicações Pessoais, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 502
7.11.1 A Actividade Operacional da Vodafone Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 502
7.11.2 Desempenho Bolsista das Acções da Vodafone - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 507
7.12 Grupo Impresa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 508
7.12.1 A Actividade Operacional do Grupo Impresa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 508
7.13 Grupo Media Capital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 515
7.13.1 A Actividade Operacional do Grupo Media Capital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 515
7.14 Grupo Novabase - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 524
7.14.1 A Actividade Operacional do Grupo Novabase - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 524
7.14.2 Desempenho Bolsista das Acções da Novabase - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 532
7.15 Grupo ONI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 534
7.15.1 A Actividade Operacional do Grupo ONI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 534
7.16 Grupo Portugal Telecom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 542
7.16.1 A Actividade Operacional do Grupo PT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 542
7.16.2 Desempenho Bolsista das Acções da Portugal Telecom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 554
7.17 Grupo SonaeCom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 556
7.17.1 A Actividade Operacional do Grupo SonaeCom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 556
7.17.2 Desempenho Bolsista das Acções da SonaeCom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 568

CAPÍTULO 8 - RANKING DE TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 573

8.1 Considerações Gerais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 575


8.2 Análise aos Rankings - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 575
8.2.1 As TOP 120 Maiores TMT em Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 575
8.2.2 TOP 10+ em Proveitos Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 578
8.2.3 TOP 10+ com Maior Crescimento nos Proveitos Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 579
8.2.4 TOP 10+ em Resultados Líquidos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 579

16
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Índice Temático

8.2.5 TOP 10+ com Maior Crescimento nos Resultados Líquidos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 580
8.2.6 TOP 10+ na Rentabilidade das Vendas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 581
8.2.7 TOP 10+ em Recursos Humanos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 581
8.2.8 TOP 10+ em Proveitos/Trabalhador - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 582
8.2.9 Os Maiores Grupos TMT em Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 583
8.2.10 TOP 5+ Grupos com Maiores Proveitos Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 584
8.2.11 TOP 5+ Grupos com Maior Crescimento nos Proveitos Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 584
8.2.12 TOP 5+ Grupos com Maiores Resultados Líquidos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 585
8.2.13 TOP 5+ Grupos com Maior Crescimento nos Resultados Líquidos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 585
8.2.14 TOP 5+ Grupos com Maior Rentabilidade das Vendas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 586
8.2.15 TOP 5+ Grupos com Mais Recursos Humanos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 586
8.2.16 TOP 5+ Grupos com Melhor rácio Proveitos/Trabalhador - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 587
8.3 TMT de Honra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 587
8.4 Conclusões da Análise aos Rankings - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 589
8.5 Perfis Individuais e Consolidados de Empresas/Grupos TMT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 589

Perfis Individuais (Top 120+) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 590

3M PORTUGAL, LDA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 590


ACCENTURE - Consultores de Gestão, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 591
ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 592
ALCATEL PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 593
ANIXTER PORTUGAL - Comércio e Distribuição de Sistemas de Calibragem
e Equipamentos Activos para Redes Locais de Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 594
AZERTIA - Tecnologias de Informação Portugal, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 595
BELTRÃO COELHO, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 596
BENETRÓNICA - Indústria e Comércio de Componentes Electrónicos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 597
CABELTE - Cabos Eléctricos e Telefónicos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 598
CABO TV AÇOREANA, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 599
CABOVISÃO - Televisão por Cabo S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 600
CATVP - TV Cabo Portugal, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 601
C.B.E. - Projectos de Engenharia em Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 602
CEC - Comunicações e Computadores, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 603
CIL - Centro de Informática, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 604
CLIXGEST - Internet e Conteúdos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 605
CME - Construção e Manutenção Electromecânica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 606
COMPANHIA IBM PORTUGUESA, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 607
COMPTA - Equipamentos e Serviços de Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 608
COMPUQUALI - GFI INTERNATIONAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 609
CPC DI - Companhia Portuguesa de Computadores, Distribuição de Produtos Informáticos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - 610
CRITICAL SOFTWARE, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 611
CROSSLINE - Produção Electrónica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 612
DATABOX - Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 613
DATACOMP - Sistemas de Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 614
DE LA RUE SYSTEMS - Automatização, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 615
DLI PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 616
DO IT - Business Solutions Consultoria e Sistemas Informáticos, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 617
DYNASYS - Engenharia e Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 618
EDIMPRESA - Editora, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 619
EDINFOR - Sistemas Informáticos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 620
EDISOFT - Empresa de Serviços e Desenvolvimento de Software, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 621
ELECTRONIC DATA SYSTEMS (EDS) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 622
EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 623
ENSITEL LOJAS DE COMUNICAÇÕES, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 624
EPSON PORTUGAL - Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 625
ERICSSON TELECOMUNICAÇÕES, LDA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 626
ESPÍRITO SANTO CONTACT CENTER, Gestão de Call Centers, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 627
EUROCABOS - Condutores Eléctricos de Tecnologia Avançada S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 628
FUJIFILM PORTUGAL, LDA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 629
FUJITSU SIEMENS COMPUTERS PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 630
GENERAL CABLE CELCAT, Energia e Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 631
GRUNDIG - Sistemas de Electrónica, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 632
HEWLETT PACKARD PORTUGAL - Sistemas de Informática e de Medida, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 633

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
IBS (PORTUGAL) II - Soluções Informáticas, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 634
IMPALA - Sociedade Editorial, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 635
INFINEON TECHNOLOGIES - Fabrico de Semicondutores Portugal, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 636
INFOFIELD - Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 637
INESC INOVAÇÃO - Instituto de Novas tecnologias (INOV) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 638
IT LOG - Logística e Gestão Tecnologias de Informação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 639
JAZZTEL PORTUGAL SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 640
J. P. SÁ COUTO, LDA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 641
KEYLAB - Serviços Técnicos e Logística, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 642
LETIMOS - Equipamentos de Comunicação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 643
LINK CONSULTING, TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 644
LUSOMUNDO AUDIOVISUAIS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 645
LUSOMUNDO CINEMAS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 646
MECI - Montagens Eléctricas Civis e Industriais, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 647
MOVENSIS - Serviços de Apoio a Comunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 648
MSFT - Software para Microcomputadores, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 649
NEC PORTUGAL - Telecomunicações e Sistemas, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 650
NEXTIRAONE PORTUGAL - Soluções e Serviços Integrados de Comunicações, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 651
NORMÁTICA - Serviços de Informática e Organização, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 652
NOVIS TELECOM, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 653
OMNILECTRO EQUIPAMENTOS ELECTRÓNICOS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 654
OMNIPROJECTOS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 655
OMNITÉCNICA - Sociedade Comercial e Industrial de Electrotécnica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 656
ONITELECOM - Infocomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 657
OPTICEL - Telecomunicações Celulares, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 658
OPTIMUS TELECOMUNICAÇÕES, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 659
ORACLE PORTUGAL - Sistemas de Informação, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 660
PÁGINAS AMARELAS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 661
PARAREDE S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 662
PAVICENTRO, Pré-Fabricação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 663
PHILIPS PORTUGUESA, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 664
PIONEER TECHNOLOGY PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 665
PLURIMARKETING - Telemarketing e Marketing Directo, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 666
PRESSLIVRE - Imprensa Livre, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 667
PRIMAVERA SOFTWARE, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 668
PROLÓGICA - Sistemas Informáticos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 669
PT COMUNICAÇÕES, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 670
PT CONTACT - Telemarketing e Serviços de Informação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 671
PT INOVAÇÃO, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 672
PT PRIME - Soluções Empresariais de Telecomunicações e Sistemas, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 673
PT SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 674
PTC - Projectos de Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 675
QUADRIGA - Telemática e Comunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 676
QUATRO - Sistemas de Informação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 677
RADIOMÓVEL - Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 678
RDP - Radiodifusão Portuguesa, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 679
REFER TELECOM - Serviços de Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 680
RETI - Rede Teledifusora Independente, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 681
RIBATEL - Equipamentos de Telecomunicações, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 682
SAMSUNG ELECTRÓNICA PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 683
SAP PORTUGAL - Sistemas, Aplicações e Produtos Informáticos, Sociedade Unipessoal, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - 684
SDT ELECTRÓNICA, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 685
SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 686
SIEMENS, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 687
SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 688
SOJORNAL - Sociedade Jornalística Editorial, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 689
SOLBI - Sociedade Lusobritânica de Informática, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 690
SOLIDAL - Condutores Eléctricos, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 691
SOL-S e SOLSUNI - Tecnologias de Informação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 692
SOMITEL II - Equipamentos de Telecomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 693
SOMITEL.COM - Equipamentos de Infocomunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 694
SOTÉCNICA - Sociedade Electrotécnica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 695
STE - Serviços de Telecomunicações e Electrónica, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 696

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Índice Temático

TECH DATA PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 697


TECNIDATA SI - Serviços e Equipamentos de Informática, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 698
TELEPAC II - Comunicações Interactivas, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 699
TELVENT PORTUGAL, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 700
TLCI 2 - Soluções Integradas de Telecomunicações e Multimédia, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 701
TMN - Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 702
TVI - Televisão Independente, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 703
TVTEL GRANDE PORTO - Comunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 704
UNISYS PORTUGAL - Sistemas de Informação, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 705
VIATEL - Tecnologia de Comunicações, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 706
VODAFONE PORTUGAL, Comunicações Pessoais, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 707
WHATEVERNET COMPUTING - Sistemas de Informação em Rede, S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 708
XEROX PORTUGAL - Equipamentos de Escritório, Lda. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 709

Perfis Consolidados (Top 20+) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 710

ACE HOLDING S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 710


AITEC SGPS, SA (GRUPO AITEC) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 711
COMPANHIA IBM PORTUGUESA (GRUPO IBM) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 712
COMPTA (GRUPO COMPTA) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 713
EDINFOR (GRUPO EDINFOR) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 714
EFACEC CAPITAL, S.G.P.S., S.A. (GRUPO EFACEC) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 715
IMPRESA, SGPS, S.A. (GRUPO IMPRESA) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 716
INDRA CPC, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 717
INVESTEC, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 718
MEDIA CAPITAL, S.G.P.S., S.A. (GRUPO MEDIA CAPITAL) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 719
NOVABASE, S.G.P.S., S.A. (GRUPO NOVABASE) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 720
ONI, S.G.P.S., S.A. (GRUPO ONI) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 721
PT MULTIMÉDIA - Serviços de Telecomunicações e Multimédia, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 722
PORTUGAL TELECOM, S.G.P.S., S.A. (GRUPO PORTUGAL TELECOM) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 723
REDITUS, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 724
RÁDIO E TELEVISÃO DE PORTUGAL, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 725
SETCOM, S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 726
SIBS, S.A. (GRUPO SIBS) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 727
SOMITEL S.G.P.S., S.A. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 728
SONAECOM, S.G.P.S., S.A. (GRUPO SONAECOM) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 729

CAPÍTULO 9 - PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 733

9.1 Introdução - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 735


9.2 Teligen Price Benchmarking - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 735
9.2.1 Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 736
9.2.2 Cabaz de Circuitos Alugados Nacionais na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 739
9.2.3 Cabaz da Teligen para Circuitos Alugados Internacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 741
9.2.4 Cabaz das Comunicações Móveis na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 742
9.2.5 Cabazes ADSL da Teligen - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 746
9.3 A Internet de Banda Larga nos Países da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 748
9.4 Densidade de Acessos Móveis nos Países da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 752
9.5 Densidade de Acessos Telefónicos Fixos nos Países da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 754
9.6 Investimentos em Telecomunicações e Tecnologias de Informação na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 756

CAPÍTULO 10 - PERSPECTIVAS E EVOLUÇÕES DO SECTOR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 759

10.1 Introdução - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 761


10.2 Horizonte das Perspectivas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 761
10.3 Metodologia Aplicada - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 762
10.4 Principais Eixos de Relevo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 763
10.5 Evolução dos Proveitos Operacionais por Sub-Cluster do Sector das TMT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 765
10.6 Evolução dos Proveitos Operacionais por Cluster do Sector das TMT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 768
10.7 Evolução dos Recursos Humanos por Sub-Cluster do Sector das TMT' - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 770
10.8 Evolução dos Recursos Humanos por Cluster do Sector das TMT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 772
10.9 Evolução da Prestação de Serviços por Mercados do Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - 773
10.10 Evolução dos Investimentos em Activos Fixos de Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 778

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
10.11 Evolução do Universo de Acessos de Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 781
10.12 Evolução do ARPU de Serviços de Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 785
10.13 Evolução dos Proveitos Operacionais por Mercados do Cluster dos Media - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 787
10.14 Evolução dos Proveitos Operacionais por Mercados do Cluster das Tecnologias de Informação - - - - - - - - - - 790

FICHA TÉCNICA E FONTES - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 795

Ficha Técnica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 797


Fontes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 799

ANEXOS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 801

Top 50 Melhores Empresas de Telecomunicações, TI e Electrónica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 802


Top 60 Mundial (por proveitos operacionais) operadores de Telecomunicação e ISP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 803
Top 60 Mundial (por CAPEX) operadores de Telecomunicação e ISP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 804

PATROCÍNIOS / PARCERIAS
PATROCÍNIO GOLD (Capa + Panfleto Promocional
+ Logotipo no Interface de Entrada do Relatório)
PORTUGAL TELECOM
SIEMENS
PATROCÍNIO DE CAPÍTULO
ERICSSON (CAPÍTULO 8 - RANKING DE TMT'S)
PORTUGAL TELECOM (CAPÍTULO 7 - AS PRINCIPAIS EMPRESAS TMT’s
PATROCÍNIO APOIO (Logotipo no Interface de Entrada da versão electrónica do Relatório)
ANACOM
HUAWEI
PÁGINAS AMARELAS
NEC PORTUGAL
PARCERIAS
LIBER4E
OMD RESEARCH
TELIGEN
PUBLICIDADE INSTITUCIONAL
REPORTIUM XXI CONSULTING

20
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Índice de Quadros

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Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

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Índice de Quadros

ÍNDICE DE QUADROS
CAPÍTULO 2 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 137

Quadro 2.1 - Memória descritiva: Pontos críticos na evolução do preço do petróleo Brent (4ºT1973-2ºT2004) - - - - - - - 141
Quadro 2.2 - Indicadores Básicos da Economia dos Estados Unidos da América (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - 141
Quadro 2.3 - Indicadores Básicos da Economia do Japão (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 143
Quadro 2.4 - PIB em Volume na União Europeia (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 144
Quadro 2.5 - Taxa de Desemprego na União Europeia (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 145
Quadro 2.6 - Inflação na União Europeia (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 145
Quadro 2.7 - Indicadores Económicos de 2003 dos Países que aderiram à UE em Maio de 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - 147
Quadro 2.8 - PIB por Habitante em Dólares nos Países da OCDE e Outros (2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 148
Quadro 2.9 - Principais Indicadores Macro-Económicos de Portugal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 148
Quadro 2.10 - Indicadores de Despesas / Consumo das Famílias Portuguesas (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 150
Quadro 2.11 - Consumo Público em Portugal (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 150
Quadro 2.12 - Indicadores do Comércio Externo em Portugal (4ºT2002-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 152
Quadro 2.13 - Repartição do Comércio Internacional Português por Zonas Económicas (2002-2003) - - - - - - - - - - - - - 154
Quadro 2.14 - Valor Acrescentado Bruto Português (1T2003-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 154
Quadro 2.15 - Indicadores do Mercado de Trabalho em Portugal (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 157
Quadro 2.16 - População Portuguesa Empregada segundo a situação na Profissão (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 158
Quadro 2.17 - Indicadores de Mercado de Trabalho na Área Euro (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 159
Quadro 2.18 - Custos do Trabalho e Produtividade em Portugal vs Área Euro (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 159
Quadro 2.19 - Preço das Importações Portuguesas (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 162
Quadro 2.20 - Balança de Pagamentos da Economia Portuguesa (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 163
Quadro 2.21 - Fluxos Financeiros entre Portugal e a União Europeia (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 164
Quadro 2.22 - Taxas Euribor a 1 Mês, 3 Meses, 6 Meses e 12 Meses (2001-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 166
Quadro 2.23 - Agregados do Crédito Interno em Portugal (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 166
Quadro 2.24 - Taxas de Juro do Banco Central Europeu: Facilidade permanente de
depósito, Operações principais de refinanciamento e Facilidade permanente
de cedência (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 168
Quadro 2.25 - Cenário Macroeconómico Português do Programa de Estabilidade e Crescimento 2004-2007 - - - - - - - - 169
Quadro 2.26 - Valores em percentagem do PIB das Contas das Administrações Públicas (2003-2007) - - - - - - - - - - - - 170
Quadro 2.27 - Programas de Estabilidade dos Estados Membros da UE (2004-2007e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 170
Quadro 2.28 - PIB por Habitante em Paridades de Poder de Compra na UE (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 171
Quadro 2.29 - Produtividade em Paridades de Poder de Compra na UE (2000-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 171
Quadro 2.30 - Contas das Administrações Públicas: Orçamento de Estado para 2005 e OE de 2004 executado - - - - - 173
Quadro 2.31 - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração
Pública PIDDAC 2005 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 175
Quadro 2.32 - Perspectivas da Comissão Europeia para Portugal (2001-2006e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 186

CAPÍTULO 4 - ENQUADRAMENTO TECNOLÓGICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 247

Quadro 4.1 - Funcionalidades dos Bytes de Overhead SOH, VC-3/4POH e VC-1/2POH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 260
Quadro 4.2 - Níveis Hierárquicos definidos no SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 261
Quadro 4.3 - Anomalias e Defeitos em SDH - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 262
Quadro 4.4 - Investimento necessário na construção de um Datacenter - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 271
Quadro 4.5 - Investimento necessário num contrato de Outsourcing de serviços de Datacenter - - - - - - - - - - - - - - - - - 271
Quadro 4.6 - RoadMap do UMTS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 278
Quadro 4.7 - Pontos chave de comparação entre 3G e 4G - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 279
Quadro 4.8 - Cobertura média proposta para o UMTS, em Portugal, pelas entidades licenciadas - - - - - - - - - - - - - - - - 284
Quadro 4.9 - Espectro radioeléctrico de vários tipos de tecnologias - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 288
Quadro 4.10 - Caracterização dos principais serviços a disponibilizar em redes 3G
de acordo com o 3GPP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 300
Quadro 4.11 - Evolução dos standards de cablagem: Categorias - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 313
Quadro 4.12 - Evolução das normas de cablagem: Gigabit Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 313
Quadro 4.13 - Exemplo de endereçamento por classes de endereços - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 316
Quadro 4.14 - Tarefas na Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 318
Quadro 4.15 - Modelo OSI com referência a alguns protocolos utilizados na Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 319
Quadro 4.16 - Exemplos de modelos de sucesso assentes na tecnologia do comercio electrónico - - - - - - - - - - - - - - - 325
Quadro 4.17 - Famílias xDSL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 226
Quadro 4.18 - Comparação de meios de transmissão de Fibra Óptica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 334
23
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
CAPÍTULO 5 - A ESTRUTURA DO SECTOR DAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 339

Quadro 5.1 - Evolução dos Proveitos Operacionais Totais no Sector das TMT
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 343
Quadro 5.2 - Variação Anual dos Proveitos Operacionais Totais no Sector das TMT
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 343
Quadro 5.3 - Evolução dos Recursos Humanos do Sector das TMT (1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - 345
Quadro 5.4 - Variação Anual dos Recursos Humanos do Sector das TMT
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 345
Quadro 5.5 - Situação de Emprego/Desemprego por Sub-Cluster das TMT
(2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 348
Quadro 5.6 - Proveitos Operacionais por Sub-Cluster das Telecomunicações
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 352
Quadro 5.7 - Variação Anual dos Proveitos Operacionais por Sub-Cluster das Telecomunicações
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 352
Quadro 5.8 - Receitas de Serviços de Telecomunicações
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 354
Quadro 5.9 - Variação Anual das Receitas de Serviços de Telecomunicações
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 354
Quadro 5.10 - Peso Relativo de cada Serviço de Telecomunicações face ao Total
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 355
Quadro 5.11 - Evolução da Prestação de Serviços por Grupos Relevantes
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 356
Quadro 5.12 - Evolução dos Recursos Humanos por Actividade das Telecomunicações
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 358
Quadro 5.13 - Variação Anual dos Recursos Humanos por Sub-Cluster das Telecomunicações
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 358
Quadro 5.14 - Situação de Emprego/Desemprego por Sub-Cluster das Telecomunicações
(2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 359
Quadro 5.15 - Proveitos Operacionais por Sub-Cluster dos Media
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 382
Quadro 5.16 - Variação Anual dos Proveitos Operacionais por Sub-Cluster dos Media
( Δ(00/99), Δ01/00), Δ(02/01), Δ(03/02), Δ(04/03) ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 383
Quadro 5.17 - Peso Relativo de cada sub-cluster dos Media face ao Total
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 383

CAPÍTULO 6 - OS MERCADOS CONCORRENCIAIS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 385

Quadro 6.1 - Operadores habilitados para prestar o Serviço Telefónico Fixo (2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 388
Quadro 6.2 - Receitas do Serviço Telefónico Fixo em Portugal (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 388
Quadro 6.3 - Quotas de Mercado em Receitas do STF dos Operadores Emergentes (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - 391
Quadro 6.4 - Quotas de Mercado em Acessos Telefónicos Fixos dos Operadores Emergentes (1998-2004) - - - - - - - - - 393
Quadro 6.5 - Quotas de Mercado de Tráfego de Voz Originado (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 394
Quadro 6.6 - Operadores habilitados para prestar Serviços de Transmissão de Dados (2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 395
Quadro 6.7 - Operadores habilitados para prestar Serviços de Acesso à Internet (2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 398
Quadro 6.8 - Operadores habilitados para prestar Serviços de Acesso à Internet de Banda Larga (2005) - - - - - - - - - - 399
Quadro 6.9 - Caracterização Geográfica das Tecnologias de Banda Larga em Portugal (2003-2004) - - - - - - - - - - - - - - 403
Quadro 6.10 - Operadores habilitados para prestar Serviços de Distribuição de Televisão (2005) - - - - - - - - - - - - - - - - 404
Quadro 6.11 - Taxas de Penetração de Alojamentos Cablados e com TV por Cabo por NUTS II (2002-2004) - - - - - - - - 407
Quadro 6.12 - Receitas de Bilheteira Anuais de Exibições Cinematográficas por NUTS II (2001-2004) - - - - - - - - - - - - 426
Quadro 6.13 - Evolução Anual do número de Sessões de Cinema por NUTS II (2001-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 426
Quadro 6.14 - Evolução Anual do número de Espectadores de Cinema por NUTS II (2001-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 427
Quadro 6.15 - Receitas de Bilheteira Trimestrais de Exibições Cinematográficas por NUTS II (1ºT2003-4ºT2004) - - - - 427
Quadro 6.16 - Mercado do Hardware, Software e Serviços de Tecnologias de Informação (1999-2004) - - - - - - - - - - - - 428

CAPÍTULO 7 - AS PRINCIPAIS EMPRESAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 433

Quadro 7.1 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da ANACOM (1999-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 435


Quadro 7.2 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da CABOVISÃO (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - 455
Quadro 7.3 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da IBM (1999-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 460
Quadro 7.4 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da ERICSSON (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 464
Quadro 7.5 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da OPTIMUS (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 470

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Índice de Quadros

Quadro 7.6 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da PT COMUNICAÇÕES (1999-2003) - - - - - - - - - - 477


Quadro 7.7 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da PT MULTIMÉDIA (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - 484
Quadro 7.8 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da SIEMENS (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 493
Quadro 7.9 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da TMN (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 499
Quadro 7.10 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais da VODAFONE PORTUGAL (1999-2004) - - - - - - - 505
Quadro 7.11 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO IMPRESA (1999-2004) - - - - - - - - - - - - 510
Quadro 7.12 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO MEDIA CAPITAL (1999-2004) - - - - - - - 518
Quadro 7.13 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO NOVABASE (1999-2004) - - - - - - - - - - 527
Quadro 7.14 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO ONI (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 538
Quadro 7.15 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO PT (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - 546
Quadro 7.16 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais REDE FIXA do GRUPO PT (2002-2004) - - - - - - - - 549
Quadro 7.17 - Indicadores Económico-Financeiros e Operacionais do GRUPO SONAECOM (1999-2004) - - - - - - - - - - 565

CAPÍTULO 8 - RANKING DE TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 573

Quadro 8.1 - TOP 120+ Empresas TMT's 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 576-577


Quadro 8.2 - Total Agregado do TOP 120+ Empresas TMT's 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 578
Quadro 8.3 - TOP 10+ em Proveitos Operacionais 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 578
Quadro 8.4 - TOP 10+ com Maior Crescimento nos Proveitos Operacionais 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 579
Quadro 8.5 - TOP 10+ em Resultados Líquidos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 580
Quadro 8.6 - TOP 10+ com Maior Crescimento nos Resultados Líquidos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 580
Quadro 8.7 - TOP 10+ na Rentabilidade das Vendas 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 581
Quadro 8.8 - TOP 10+ em Recursos Humanos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 581
Quadro 8.9 - TOP 10+ em Proveitos/Trabalhador 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 582
Quadro 8.10 - TOP 20+ Maiores Grupos de TMT's em Portugal 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 583
Quadro 8.11 - Total Agregado do TOP 20+ Maiores Grupos de TMT's em Portugal 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 583
Quadro 8.12 - TOP 5+ Grupos com Maiores Proveitos Operacionais 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 584
Quadro 8.13 - TOP 5+ Grupos com Maior Crescimento nos Proveitos Operacionais 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 584
Quadro 8.14 - TOP 5+ Grupos com Maiores Resultados Líquidos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 585
Quadro 8.15 - TOP 5+ Grupos com Maior Crescimento nos Resultados Líquidos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 585
Quadro 8.16 - TOP 5+ Grupos com Maior Rentabilidade das Vendas 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 586
Quadro 8.17 - TOP 5+ Grupos com Mais Recursos Humanos 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 586
Quadro 8.18 - TOP 5+ Grupos com Melhor rácio Proveitos/Trabalhador 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 587
Quadro 8.19 - Pódio 2003 das TMT's por Indicadores Financeiros - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 588
Quadro 8.20 - A Melhor TMT 2003 e a TMT de Honra 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 588
Quadro 8.21 - Pódio 2003 dos Grupos de TMT's por Indicadores Financeiros - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 588
Quadro 8.22 - O Melhor Grupo TMT 2003 e o Grupo TMT de Honra 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 588

CAPÍTULO 9 - PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 733

Quadro 9.1 - Cálculo do Custo não recorrente para os Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 736
Quadro 9.2 - Amortização do custo não recorrente nos Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 736
Quadro 9.3 - Número de chamadas realizadas por ano a partir de telefones fixos nacionais,
no Cabaz PSTN Misto da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 737
Quadro 9.4 - Distribuição ponderada para 14 distâncias: Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 737
Quadro 9.5 - Distribuição ponderada referente a seis pontos horários diários: Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - 737
Quadro 9.6 - Relação entre a duração das chamadas nacionais com a distância e a hora do dia:
Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 737
Quadro 9.7 - Chamadas para telefones móveis: Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 737
Quadro 9.8 - Peso das chamadas para telefones móveis conforme o horário: Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - 738
Quadro 9.9 - Duração das chamadas para telefones móveis de acordo com o horário:
Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 738
Quadro 9.10 - Componente quantitativa de chamadas internacionais nos Cabazes PSTN Mistos da OCDE - - - - - - - - - 738
Quadro 9.11 - Ponderação dos circuitos para 6 distâncias no Cabaz de Circuitos Alugados Nacionais na OCDE - - - - - 739
Quadro 9.12 - Número e referência dos circuitos considerados no Cabaz da Teligen
para Circuitos Alugados Internacionais - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 741
Quadro 9.13 - Chamadas realizadas e mensagens SMS por mês, em função do perfil do utilizador para
o Cabaz das Comunicações Móveis na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 742
Quadro 9.14 - Percentagem de chamadas, em função do perfil do utilizador, ponderadas para
o Cabaz das Comunicações Móveis na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 743
Quadro 9.15 - Percentagem de chamadas por horário em função do perfil do utilizador: Cabaz
das Comunicações Móveis na OCDE - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 743

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Quadro 9.16 - Minutos por chamada por perfil do utilizador: Cabaz das Comunicações Móveis na OCDE - - - - - - - - - - 743
Quadro 9.17 - Velocidades combinadas (bitrate) de custo mínimo por país da UE: Cabazes ADSL da Teligen - - - - - - - 748

CAPÍTULO 10 - PERSPECTIVAS E EVOLUÇÕES DO SECTOR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 759

Quadro 10.1 - Evolução dos Proveitos Operacionais por Sub-Cluster das TMT (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 766
Quadro 10.2 - Evolução dos Proveitos Operacionais por Cluster das TMT (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 768
Quadro 10.3 - Evolução dos Recursos Humanos por Sub-Cluster das TMT (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 770
Quadro 10.4 - Evolução dos Recursos Humanos por Cluster das TMT (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 772
Quadro 10.5 - Evolução da Prestação de Serviços por Mercados do Cluster das Telecomunicações (2000-2008) - - - - 774
Quadro 10.6 - Evolução da Prestação de Serviços do Acesso à Internet Banda Larga e Banda Estreita (2000-2008) - - - - - 775
Quadro 10.7 - Evolução dos Investimentos em Activos Fixos de Telecomunicações (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - 779
Quadro 10.8 - Universo de Acessos de Telecomunicações (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 781
Quadro 10.9 - Evolução dos Proveitos Operacionais por Mercados do Cluster dos Media (2000-2008) - - - - - - - - - - - - 788
Quadro 10.10 - Evolução dos Mercados do Cluster das Tecnologias de Informação (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - 791

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Índice de Gráficos

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Índice de Gráficos

ÍNDICE DE GRÁFICOS
CAPÍTULO 2 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 137

Gráfico 2.1 - Evolução da Economia Mundial (2001-2006) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 139


Gráfico 2.2 - PIB Real (2001-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 139
Gráfico 2.3 a) - PIB a Preços Constantes (Previsões para 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 140
Gráfico 2.3 b) - PIB a Preços Constantes (Previsões para 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 140
Gráfico 2.4 - Preço Médio Anual do Brent (1971-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 140
Gráfico 2.5 a) - Cotação Média Anual do Euro face ao Dólar e Libra (2000-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 145
Gráfico 2.5 b) - Evolução da Cotação Média Anual do Euro face ao Dólar e Libra (2000-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 145
Gráfico 2.6 - Necessidades de Financiamento de Administrações Públicas (2001-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 146
Gráfico 2.7 a) - PIBpm e Procura Interna (2001-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 149
Gráfico 2.7 b) - PIBpm Exportações Líquidas (2001-2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 149
Gráfico 2.8 - Indicadores Qualitativos do Consumo das Famílias (1ºT2002-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 149
Gráfico 2.9 - Evolução da FBCF e PIB Preços Correntes (1ºT2002-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 151
Gráfico 2.10 - Evolução das Componentes da FBCF (1ºT2001-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 152
Gráfico 2.11 - Repartição do Comércio Internacional por Zonas Económicas (Exportações 2003 vs Importações 2003) - - - - 153
Gráfico 2.12 - Estrutura Sectorial do VAB em 2003 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 155
Gráfico 2.13 - Índice de Produção Industrial (2002-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 155
Gráfico 2.14 a) - Apreciação da Actividade Obras Públicas (Jan2003-Mai2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 156
Gráfico 2.14 b) - Apreciação da Actividade Construção de Habitação (Jan2003-Mai2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 156
Gráfico 2.15 - Inquérito Mensal de Conjuntura aos Serviços (Jan2003-Dez2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 156
Gráfico 2.16 - Emprego Total por Ramos de Actividade (2002-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 158
Gráfico 2.17 - Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (2000-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 160
Gráfico 2.18 - Índice de Preços no Consumidor por Classes (2002-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 161
Gráfico 2.19 a) - Nível de Preços das Comunicações (2000-2004e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 162
Gráfico 2.19 b) - Nível de Preços dos Serviços de Telefone e Telefax (2000-2004e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 162
Gráfico 2.20 - Preço Médio Anual do Brent e Taxa de Variação do PIB Português a Preços de 1995 (1971-2004) - - - - 162
Gráfico 2.21 - Composição da Balança de Pagamentos (2001-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 163
Gráfico 2.22 - Composição da Balança Corrente (2001-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 164
Gráfico 2.23 - Composição da Balança Financeira (2001-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 165
Gráfico 2.24 - Taxas de Juro Bancárias: Operações Activas e Passivas (Jan2003-Dez2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 166
Gráfico 2.25 - Índice PSI Geral (5 Jan 1988 = 1000) (Dez2000-Jun2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 167
Gráfico 2.26 - Evolução dos Índices Bolsistas Sectoriais (Valores fim de período) (2002-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 167
Gráfico 2.27 - Performance da BVL no Contexto de Outros Mercados Financeiros (1ºT2002-2ºT2004) - - - - - - - - - - - - 168

CAPÍTULO 4 - ENQUADRAMENTO TECNOLÓGICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 247

Gráfico 4.1 - Investimentos em Infra-estrutura Própria vs Outsourcing (custos acumulados) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 271


Gráfico 4.2 - O que motiva as Empresas para optar pelo Outsourcing - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 272
Gráfico 4.3 - Receios do Cliente ao optar pelo Outsourcing - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 272
Gráfico 4.4 - Motivações Escolher o Fornecedor de Serviços - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 272

CAPÍTULO 5 - A ESTRUTURA DO SECTOR DAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 339

Gráfico 5.1 - Evolução dos Proveitos Operacionais Totais gerados no Sector das TMT em Portugal
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 344
Gráfico 5.2 - Segregação dos Proveitos Operacionais Totais gerados no Sector das TMT
(2001 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 344
Gráfico 5.3 - Evolução dos Recursos Humanos no Sector das TMT
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 346
Gráfico 5.4 - Segregação de Recursos Humanos por Sub-Cluster das TMT (2001 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 347
Gráfico 5.5 - Receita Média per Capita por Sub-Cluster do Sector das TMT
(2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 347
Gráfico 5.6 - Evolução do PIB do Sector das Telecomunicações, Media e Tecnologias de Informação em Portugal
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 349
Gráfico 5.7 - Contribuição do PIB do Sector das TMT's para o PIB Nacional
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 349
Gráfico 5.8 - Evolução das Quotas de Mercado de Empresas/Grupos Relevantes
(2000 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 357
Gráfico 5.9 - Evolução do CAPEX por Tipo de Rede de Telecomunicações
(1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 359
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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Gráfico 5.10 - Evolução do CAPEX em Redes de Telecomunicações
(1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 360
Gráfico 5.11 - Evolução dos Proveitos Operacionais gerados no Cluster dos Media
(1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 382
Gráfico 5.12 - Peso de cada Sub-Cluster dos Media no Total dos Proveitos Operacionais
(1999 vs 2001 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 384

CAPÍTULO 6 - OS MERCADOS CONCORRENCIAIS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 385

Gráfico 6.1 - Evolução das Receitas de Prestação de Serviços do STF em Portugal (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 389
Gráfico 6.2 - Quotas de Mercado das Receitas da PT e Prestação de Serviços dos Operadores Emergentes no STF
(1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 390
Gráfico 6.3 - Quotas de Mercado das Receitas do STF em Portugal por Operador Relevante (2000, 2002, 2004) - - - - 390
Gráfico 6.4 - Evolução dos Acessos Telefónicos Directos em Portugal (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 391
Gráfico 6.5 - Quotas de Mercado de Acessos Telefónicos Fixos Activos por Operador Relevante (2000, 2002, 2004) - - - - - 392
Gráfico 6.6 - Evolução do Tráfego (Retalho+Grossista) de Voz (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 393
Gráfico 6.7 - Quotas de Mercado de Tráfego de Voz por Operador Relevante (2000, 2002, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 394
Gráfico 6.8 - Evolução das Receitas de Prestação de Serviços de Transmissão de Dados (1999-2004) - - - - - - - - - - - - 396
Gráfico 6.9 - Evolução dos Acessos de Transmissão de Dados Frame Relay e Comutação por Pacotes
(1ºT2000-4ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 396
Gráfico 6.10 - Quotas de Mercado em Receitas na Área de Transmissão de Dados (2000, 2002, 2004) - - - - - - - - - - - 397
Gráfico 6.11 - Evolução das Receitas dos Serviços de Acesso à Internet (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 399
Gráfico 6.12 - Quotas de Mercado em Prestação de Serviços do Acesso à Internet por Operador Relevante
(2003 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 400
Gráfico 6.13 - Evolução dos Acessos à Internet Totais (Banda Estreita+Banda Larga) (1ºT2000-1ºT2005) - - - - - - - - - - 401
Gráfico 6.14 - Evolução dos Acessos à Internet de Banda Larga (ADSL, Cabo, Dedicados) (1ºT2000-1ºT2005) - - - - - - 402
Gráfico 6.15 - Taxa de Penetração da Internet de Banda Larga por Alojamento Clássico (1ºT2000-1ºT2005) - - - - - - - - 402
Gráfico 6.16 - Evolução das Quotas de Mercado em Acessos Banda Larga via Cabo (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - 403
Gráfico 6.17 - Evolução das Quotas de Mercado em Acessos Banda Larga ADSL (2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 403
Gráfico 6.18 - Evolução das Receitas de Prestação de Serviços da Subscrição de TV por Cabo (1999-2004) - - - - - - - 405
Gráfico 6.19 - Quotas de Mercado de Prestação de Serviços de Televisão por Cabo por Operador Relevante
(2003 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 405
Gráfico 6.20 - Evolução do Número de Clientes com Televisão por Cabo por Operador Relevante (1998-2004) - - - - - - 406
Gráfico 6.21 - Evolução dos Alojamentos com Televisão por Cabo em Portugal e Taxa de Penetração (1998-2004) - - - 406
Gráfico 6.22 - Evolução dos Recursos Humanos nos Operadores de CATV (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 408
Gráfico 6.23 - Evolução Anual dos Investimentos em Redes Fixas por Operador (CAPEX 1998-2004) - - - - - - - - - - - - 408
Gráfico 6.24 - Segregação do CAPEX em Infra-estruturas de Rede Fixa por Operador Relevante
(1998, 2000, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 409
Gráfico 6.25 - Evolução anual de Investimentos em Infra-estruturas de Redes de Cabo por Operador
(CAPEX 1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 410
Gráfico 6.26 - Segregação das Percentagens de CAPEX por Operador Relevante (1998 vs 2000 vs 2004) - - - - - - - - - 410
Gráfico 6.27 - Evolução das Receitas (Serviços + Vendas de Equipamento) nas Comunicações Móveis
(1991-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 411
Gráfico 6.28 - Segregação das Receitas de Prestação de Serviços dos Operadores de Comunicações Móveis
(1991-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 412
Gráfico 6.29 - Evolução das Vendas de Terminais e Acessórios no Serviço Telefónico Móvel por Operador
(1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 412
Gráfico 6.30 - Segregação dos Proveitos Operacionais por Operador no Serviço Telefónico Móvel (1999-2004) - - - - - - 413
Gráfico 6.31 - Evolução do EBITDA dos Operadores do Serviço Telefónico Móvel (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 413
Gráfico 6.32 - Evolução da Margem EBITDA dos Operadores do Serviço Telefónico Móvel (1998-2004) - - - - - - - - - - - 413
Gráfico 6.33 - Evolução do ARPU Médio Anual por Operador do Serviço Telefónico Móvel (1999-2004) - - - - - - - - - - - 414
Gráfico 6.34 - Evolução do CCPU Médio Anual por Operador do Serviço Telefónico Móvel (1999-2004) - - - - - - - - - - - 414
Gráfico 6.35 - Evolução do ARPM Médio Anual por Operador do Serviço Telefónico Móvel (1999-2004) - - - - - - - - - - - 415
Gráfico 6.36 - Evolução dos Recursos Humanos no SMT e Segregação por Operador (1999-2004) - - - - - - - - - - - - - - 415
Gráfico 6.37 - Evolução das Quotas de Mercado em Cartões SIM Registados por Operador (1999-2004) - - - - - - - - - - 416
Gráfico 6.38 - Evolução das Activações Líquidas de Cartões SIM nos Operadores Móveis (1998-2004) - - - - - - - - - - - 416
Gráfico 6.39 - Evolução das Quotas de Mercado em Tráfego de Minutos de Voz Originados (1998-2004) - - - - - - - - - - 417
Gráfico 6.40 - Evolução do volume de Minutos de Conversação por tipo de Tráfego (1ºT2003-1ºT2005) - - - - - - - - - - - 418
Gráfico 6.41 - Evolução do Número de Mensagens Escritas (1ºT2003-1ºT2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 419
Gráfico 6.42 - Evolução dos Proveitos Operacionais do Serviço Móvel com Recursos Partilhados (1998-2004) - - - - - - 420
Gráfico 6.43 - Evolução dos Acessos a Redes de Trunking por Operador (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 420
Gráfico 6.44 - Evolução do Emprego no Serviço Móvel com Recursos Partilhados (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - 420
Gráfico 6.45 - Investimentos a Custos Técnicos em Redes de Telecomunicações Celulares (CAPEX) (1991-2004) - - - 421

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Índice de Gráficos

Gráfico 6.46 - Segregação dos Investimentos (CAPEX) em Infra-estruturas de Comunicações Móveis por Operador
(1998 vs 2000 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 422
Gráfico 6.47 - Evolução dos Proveitos Operacionais dos Canais de Televisão de Sinal Aberto (1998-2004) - - - - - - - - - 423
Gráfico 6.48 - Evolução das Receitas de Publicidade dos Canais de Televisão de Sinal Aberto (1998-2004) - - - - - - - - 423
Gráfico 6.49 - Evolução dos Custos de Programação dos Canais de Televisão de Sinal Aberto (1999-2004) - - - - - - - - 424
Gráfico 6.50 - Evolução dos Custos com Pessoal dos Canais de Televisão de Sinal Aberto (1999-2004) - - - - - - - - - - - 424
Gráfico 6.51 - Evolução dos Recursos Humanos afectos ao Negócio da Televisão Hertziana (1998-2004) - - - - - - - - - - 425
Gráfico 6.52 - Segregação do Mercado de Tecnologias de Informação em Hardware, Software e Serviços (2004) - - - - 428
Gráfico 6.53 - Mercado Nacional de Venda de Computadores Portáteis (1995-2005e) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 429
Gráfico 6.54 - Evolução do Mercado de Aplicações Empresariais CRM, ERP, SCM em Portugal (1998-2004) - - - - - - - 429
Gráfico 6.55 - Quotas de Mercado da Venda de Licenças + Serviços pós-venda no Negócio de Aplicações Empresariais
(2002 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 430

CAPÍTULO 7 - AS PRINCIPAIS EMPRESAS TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 433

Gráfico 7.1 - Segregação das Receitas de Prestação de Serviços da Cabovisão (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - - - - 457
Gráfico 7.2 - Performance Bolsista das Acções da Cable Satisfation (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - 459
Gráfico 7.3 - Performance da Acção Cable Satisfation vs SPTX (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - 459
Gráfico 7.4 - Natureza das Receitas da Companhia IBM Portuguesa (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 461
Gráfico 7.5 - Performance Bolsista das Acções da IBM Corporation (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 462
Gráfico 7.6 - Performance da Acção IBM vs DOW (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 462
Gráfico 7.7 - Vendas e Prestação de Serviços da Ericsson (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 464
Gráfico 7.8 - Natureza das Receitas da Ericsson (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 465
Gráfico 7.9 - Performance Bolsista das Acções da Ericsson (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 466
Gráfico 7.10 - Performance da Acção Ericsson vs OMX (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - 466
Gráfico 7.11 - Evolução do ARPU dos Clientes Optimus e Variação Trimestral (1ºT1999-1ºT2005) - - - - - - - - - - - - - - - 471
Gráfico 7.12 - Evolução das Receitas de Dados da Optimus e Variação Trimestral (1ºT2001-1ºT2005) - - - - - - - - - - - - 471
Gráfico 7.13 - Natureza das Receitas da Optimus (2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 472
Gráfico 7.14 - Evolução da Prestação de Serviços e Vendas de Equipamento da PT Comunicações (1998-2003) - - - - 479
Gráfico 7.15 - Evolução das Receitas do Serviço Fixo de Telefone da PT Comunicações (1998-2003) - - - - - - - - - - - - - 480
Gráfico 7.16 - Receitas das Componentes do Serviço Fixo de Telefone da PT Comunicações (2000-2004) - - - - - - - - - 480
Gráfico 7.17 - Evolução das Receitas do Aluguer de Circuitos da PT Comunicações (1998-2003) - - - - - - - - - - - - - - - - 481
Gráfico 7.18 - Segregação das Receitas da Televisão por Subscrição da PT Multimédia (2002 vs 2003) - - - - - - - - - - - 487
Gráfico 7.19 - Segregação das Receitas do Serviço Acesso à Internet da PT Multimédia (2002 vs 2003) - - - - - - - - - - - 488
Gráfico 7.20 - Segregação das Receitas da actividade de Audiovisuais da PT Multimédia (2002, 2003, 2004) - - - - - - - 489
Gráfico 7.21 - Segregação das Receitas da actividade de Media da PT Multimédia (2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - 490
Gráfico 7.22 - Performance Bolsista das Acções da PT Multimédia (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 491
Gráfico 7.23 - Performance da Acção PT Multimédia vs PSI20 (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - 491
Gráfico 7.24 - Natureza das Receitas da Siemens S.A. (2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 494
Gráfico 7.25 - Performance Bolsista das Acções da Siemens (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 495
Gráfico 7.26 - Performance da Acção Siemens vs DAX (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 495
Gráfico 7.27 - Segregação das Componentes do ARPU na TMN (1ºT2001-4ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 500
Gráfico 7.28 - Evolução do ARPU dos Clientes TMN e Variação Trimestral (1ºT1999-4ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 500
Gráfico 7.29 - Evolução das Receitas dos Serviços de Dados da TMN (1ºT2001-4ºT2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 501
Gráfico 7.30 - Natureza das Receitas da TMN (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 502
Gráfico 7.31 - Evolução dos Principais Indicadores de Actividade da Vodafone Portugal (1996-2004) - - - - - - - - - - - - - 507
Gráfico 7.32 - Performance Bolsista das Acções da Vodafone Corporation (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - 507
Gráfico 7.33 - Performance da Acção Vodafone vs Footsie (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - 507
Gráfico 7.34 - Evolução dos Proveitos Operacionais por Área de Negócio do Grupo Impresa (1999-2004) - - - - - - - - - - 514
Gráfico 7.35 - Evolução do EBITDA e Margem EBITDA das Áreas de Negócio do Grupo Impresa (1999-2004) - - - - - - 515
Gráfico 7.36 - Evolução dos diferentes tipos de Receitas do Grupo Media Capital (2001-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - 524
Gráfico 7.37 - Evolução do EBITDA e Margem EBITDA das áreas de negócio do Grupo Media Capital (2001-2004) - - - 524
Gráfico 7.38 - Prestação de Serviços do Grupo Novabase por Sector de Actividade (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - 531
Gráfico 7.39 - Prestação de Serviços do Grupo Novabase por Área de Negócio (2001, 2002, 2003) - - - - - - - - - - - - - - 532
Gráfico 7.40 - Performance Bolsista das Acções da Novabase (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 532
Gráfico 7.41 - Performance da Acção Novabase vs PSI20 (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - 533
Gráfico 7.42 - Evolução da Prestação de Serviços (por tipo, em % dos Serviços) e Vendas do Grupo ONI
(2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 540
Gráfico 7.43 - Evolução das Receitas de Serviços de Voz e Dados, e CAPEX, da OniTelecom e Comunitel
(2000-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 541
Gráfico 7.44 - Evolução das Receitas de Exploração do Grupo PT (1998-2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 553
Gráfico 7.45 - Contribuição de cada Segmento de Negócio do Grupo PT para o Total das Receitas de Exploração*
(2003 vs 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 553

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Gráfico 7.46 - Performance Bolsista das Acções da Portugal Telecom (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - 554
Gráfico 7.47 - Performance da Acção Portugal Telecom vs PSI20 (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - 554
Gráfico 7.48 - Performance dos Resultados Operacionais do Grupo SonaeCom por Segmento de Mercado
(2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 564
Gráfico 7.49 - Segregação das Receitas de Exploração do Grupo SonaeCom por Segmento de Mercado
(2002, 2003, 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 568
Gráfico 7.50 - Performance Bolsista das Acções da SonaeCom (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 569
Gráfico 7.51 - Performance da Acção SonaeCom vs PSI20 (Base: 100) (01/Jan/2003 a 30/Jun/2004) - - - - - - - - - - - - - 569

CAPÍTULO 9 - PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 733

Gráfico 9.1 -
Cabaz Empresarial Composto (OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 739
Gráfico 9.2 -
Cabaz Residencial Composto (OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 739
Gráfico 9.3 -
Cabaz de Circuitos Alugados Nacionais (OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 740
Gráfico 9.4 -
Cabaz Teligen Internacional de Circuitos Alugados (OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 741
Gráfico 9.5 -
Cabaz Móvel Pré-pago Composto, Utilizador de Tráfego Reduzido (OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - 744
Gráfico 9.6 -
Cabaz Móvel Pós-pago Composto (Planos de Tarifas), Utilizador de Tráfego Reduzido
(OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 744
Gráfico 9.7 - Cabaz Móvel Pós-pago Composto (Planos de Tarifas), de Utilizador de Tráfego Médio
(OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 745
Gráfico 9.8 - Cabaz Móvel Pós-pago Composto (Planos de Tarifas), de Utilizador de Tráfego Elevado
(OCDE, Maio 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 745
Gráfico 9.9 - Comparações de Preços Teligen ADSL (Normalizado a 1 Mbps, Custos Totais por Mês: Maio 2005) - - - - 747
Gráfico 9.10 - Comparações de Preços Teligen ADSL (Aluguer Mínimo, Custos Totais por Mês: Maio 2005) - - - - - - - - 748
Gráfico 9.11 - Taxas de Penetração (em função da população) do Acesso à Internet Banda Larga,
Total e por Tecnologias, nos Países da OCDE (Dezembro 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 749
Gráfico 9.12 - Crescimento das Taxas de Penetração no Acesso à Internet Banda Larga, nos Países da
OCDE em 2004 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 750
Gráfico 9.13a - Acessos Banda Larga (até 1 Milhão) por Países da OCDE (Dezembro de 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - 751
Gráfico 9.13b - Acessos Banda Larga (1 a 38 Milhões) por País na OCDE (Dezembro de 2004) - - - - - - - - - - - - - - - - 751
Gráfico 9.14 - Taxas de Penetração de Alojamentos com Computador por Países da OCDE (Dezembro 2004) - - - - - - 752
Gráfico 9.15 - Taxas de Penetração (em função da população) de Acessos Móveis nos Países
da OCDE (Março 2005) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 753
Gráfico 9.16a - Acessos Telefónicos Móveis (de 10 a 160 Milhões) por Países da OCDE (Março de 2005) - - - - - - - - - 754
Gráfico 9.16b - Acessos Telefónicos Móveis (até 10 Milhões) por Países da OCDE (Março de 2005) - - - - - - - - - - - - - - 754
Gráfico 9.17 - Taxas de Penetração (em função da população) de Linhas de Telefone Fixo nos Países
da OCDE (Dezembro 2003) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 755
Gráfico 9.18a - Acessos Telefónicos Fixos (até 6 Milhões) por Países da OCDE (Dezembro de 2003) - - - - - - - - - - - - - 756
Gráfico 9.18b - Acessos Telefónicos Fixos (de 6 a 190 Milhões) por Países da OCDE (Dezembro de 2003) - - - - - - - - - 756
Gráfico 9.19 - Percentagem de Investimentos em Telecomunicações em função do PIB, na União Europeia (2004) - - - 757
Gráfico 9.20 - Percentagem de Investimentos em Tecnologias de Informação em função do PIB,
na União Europeia (2004) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 757

CAPÍTULO 10 - PERSPECTIVAS E EVOLUÇÕES DO SECTOR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 759

Gráfico 10.1 -
Evolução Histórica e Perspectivada dos Proveitos Operacionais Totais do Sector das TMT (2000-2008 - 768
Gráfico 10.2 -
Peso de cada Cluster das TMT no valor total do Mercado (2005E vs 2008P) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 769
Gráfico 10.3 -
Evolução Histórica e Perspectivada dos Recursos Humanos do Sector das TMT (2000-2008) - - - - - - - - 772
Gráfico 10.4 -
Peso de cada Cluster no Emprego das TMT (2005E vs 2008P) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 773
Gráfico 10.5 -
Evolução Histórica e Perspectivada das Receitas de Prestação de Serviços do Acesso
à Internet Banda Larga via ADSL (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 776
Gráfico 10.6 - Evolução Histórica e Perspectivada das Receitas de Prestação de Serviços do Acesso
à Internet Banda Larga via CABO (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 776
Gráfico 10.7 - Evolução Histórica e Perspectivada das Receitas de Prestação de Serviços do Acesso
à Internet Banda Estreita (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 776
Gráfico 10.8 - Evolução Histórica e Perspectivada das Receitas de Prestação de Serviços no Cluster das
Telecomunicações (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 778
Gráfico 10.9 - Evolução Histórica e Perspectivada do CAPEX Anual em Infra-estruturas de Telecomunicações
(2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 780
Gráfico 10.10 - Evoluções Homólogas Anuais do CAPEX em Redes Móveis, CATV e Par de Cobre (2000-2008) - - - - - 780
Gráfico 10.11 - Evolução Histórica e Perspectivada dos Acessos Móveis GSM e UTMS (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - 782
Gráfico 10.12 - Evolução Histórica e Perspectivada dos Acessos à Internet através das Tecnologias ADSL e Cabo
(2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 783

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Índice de Gráficos

Gráfico 10.13 - Evolução Histórica e Perspectivada da Subscrição de TV por Cabo/DTH e posse de Computador Portátil
(2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 784
Gráfico 10.14 - Evolução Histórica e Perspectivada das Taxas de Penetração em função da População Residente
(2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 785
Gráfico 10.15 - Evolução Histórica e Perspectivada das Taxas de Penetração em função dos Alojamentos
(Empresariais+Familiares) Registados (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 785
Gráfico 10.16 - Evolução dos valores Históricos e Perspectivados do ARPU Médio Mensal por Serviço
de Telecomunicações (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 786
Gráfico 10.17 - Evolução do ARPU Médio Mensal Agregado dos Serviços Básicos de Telecomunicações (2000-2008) - 786
Gráfico 10.18 - Evolução Histórica e Perspectivada dos Proveitos Operacionais no Cluster dos Media (2000-2008) - - - 790
Gráfico 10.19 - Evolução comparativa entre o volume de Receitas de Serviços com as Vendas agregadas
de Hardware e Software (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 792
Gráfico 10.20 - Evolução Histórica e Perspectivada dos Proveitos Operacionais do Cluster das Tecnologias
da Informação (2000-2008) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 793

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Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

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ÍNDICE DE FIGURAS
CAPÍTULO 4 - ENQUADRAMENTO TECNOLÓGICO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 247

Figura 4.1 - Princípio de um OFA (Optical Fiber Amplifier) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 250


Figura 4.2 - Princípio de um Sistema Óptico - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 250
Figura 4.3 - Divisão em bandas da gama dos 1.530 e 1.565 nm - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 252
Figura 4.4 - Pontos de Referência para Teste - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 252
Figura 4.5 - Ritmos de Transmissão Plesiócronos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 256
Figura 4.6 - SDH Layer Model - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 257
Figura 4.7 - Estrutura da Rede Síncrona - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 258
Figura 4.8 - Estrutura Hierárquica de Fornecimento de Relógio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 258
Figura 4.9 - O Formato da Trama STM-1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 259
Figura 4.10 - Inserção de Sinais PDH num STM-1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 261
Figura 4.11 - Datacenter Neutral com várias Salas Técnicas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 266
Figura 4.12 - Funcionalidade da Meet-Me Room - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 268
Figura 4.13 - Fotografias de uma Sala Técnica da Meet-me Room: vista de um Painel
de Ligações e armário de equipamento técnico - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 269
Figura 4.14 - Diagrama simplificado dos Serviços de Interconexão na MMR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 269
Figura 4.15 - Hierarquias Celulares em Redes 3G - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 275
Figura 4.16 - A Estrutura do 3GPP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 276
Figura 4.17 - A Estrutura do 3GPP2 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 277
Figura 4.18 - Exemplo da arquitectura de uma Unified Network - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 280
Figura 4.19 - Acessos na Unified Network - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 280
Figura 4.20 - "All IP" e a Mobilidade - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 281
Figura 4.21 - A Propagação no Exterior (A-reflexão, B-difracção, C-rerradiação) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 285
Figura 4.22 - Os Fenómenos de Desvanecimento - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 286
Figura 4.23 - Arquitecturas de a) Radiodifusão e b) Celular - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 287
Figura 4.24 - Fenómenos de Interferência co-canal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 287
Figura 4.25 - Operação em Modo FDD e TDD - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 288
Figura 4.26 - FDMA e TDMA (no caso GSM é FTDMA) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 289
Figura 4.27 - WCDMA em modo FDD e TDD - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 290
Figura 4.28 - Arquitectura 2G genérica do GSM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 290
Figura 4.29 - Arquitectura 3G genérica do UMTS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 291
Figura 4.30 - Os Tele-Móveis... (Bell-Labs, AEG, Motorola) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -292
Figura 4.31 - Criatividade Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 293
Figura 4.32 - Mais Criatividade Móvel - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 293
Figura 4.33 - Novos Conceitos Móveis - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 294
Figura 4.34 - Padrão celular (A-três, B-quatro, C-sete) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 294
Figura 4.35 - Cobertura 2G versus 3G - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 295
Figura 4.36 - Planeamento de Cobertura: Região Grande Lisboa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 296
Figura 4.37 - O Modelo TMN - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 297
Figura 4.38 - O Modelo TOM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 297
Figura 4.39 - A Arquitectura QoS no UMTS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 298
Figura 4.40 - Pagamento Móvel (Siemens) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 302
Figura 4.41 - Ilustração do conceito de rede de comunicação baseado num meio de transmissão partilhado - - - - - - - - 304
Figura 4.42 - Ilustração de topologia em anel e em estrela - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 305
Figura 4.43 - Ilustração do modo de funcionamento da Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 306
Figura 4.44 - Cabos Thin Ethernet ligados por junção em T - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 307
Figura 4.45 - Cabos Thin Ethernet interligando equipamento activo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 307
Figura 4.46 - Conversor eléctrico entre interfaces (Transceiver Ethernet) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 308
Figura 4.47 - Ilustração de um cabo de fio entrelaçado - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 308
Figura 4.48 - Foto de um cabo em fio entrelaçado terminado com uma ficha RJ45 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 308
Figura 4.49 - Interligação de vários equipamentos activos através de cablagem twisted-pair - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 309
Figura 4.50 - Cabo de fio entrelaçado (Twisted-pair) ligando uma impressora a uma rede Ethernet - - - - - - - - - - - - - - - 309
Figura 4.51 - Rede constituída por 4 comutadores - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 310
Figura 4.52 - Ilustração conceptual de um switch - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 310
Figura 4.53 - Aspecto de um switch suportando uma rede com elevado número de elementos e/ou segmentos - - - - - - 310
Figura 4.54 - Rede Token Ring ilustrando o seu fluxo de funcionamento - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 311
Figura 4.55 - MSAU Token Ring - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 312
Figura 4.56 - Interligação de redes e computadores de forma transparente - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 314
Figura 4.57 - Troca de pacotes sem necessidade de reordenação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 315
Figura 4.58 - Troca de pacotes com necessidade de reordenação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 316
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Figura 4.59 - Classes de endereços definidas para a Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 316
Figura 4.60 - Hierarquia de nomes para os domínios .com, .edu, .gov, .mil - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 317
Figura 4.61 - Ilustração do processo de resolução de nomes na Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 318
Figura 4.62 - O modelo OSI e o protocolo TCP/IP - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 319
Figura 4.63 - Interacção cliente-serviço no ambiente Web - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 320
Figura 4.64 - Ilustração de uma interacção cliente-servidor - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 321
Figura 4.65 - Arquitectura genérica de segurança - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 321
Figura 4.66 - Aspectos de segurança no domínio da Internet - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 322
Figura 4.67 - Esquema geral de um sistema de encriptação com identificação dos principais elementos - - - - - - - - - - - 323
Figura 4.68 - Encriptação com chave secreta - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 324
Figura 4.69 - Encriptação com chave pública - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 324
Figura 4.70 - Relação entre comprimento de onda e atenuação - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 330
Figura 4.71 - Áreas de aplicação da tecnologia de fibra óptica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 331
Figura 4.72 - Modos de dispersão da fibra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 331
Figura 4.73 - Exemplificação de tipos de fibra - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 333
Figura 4.74 - Ilustração do mecanismo de recuperação de falhas em FDDI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 335
Figura 4.75 - Interfaces físicas de fibra óptica para transporte em modo ATM - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 336
Figura 4.76 - Componentes Content Networking - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 338

CAPÍTULO 5 - A ESTRUTURA DO SECTOR DAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 339

Figura 5.1 - Metodologia de Análise e Avaliação do Sector das TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 341


Figura 5.2 - Estrutura do Sector das TMT's - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 342
Figura 5.3 - Estrutura do Cluster das Telecomunicações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 350

CAPÍTULO 7 - AS PRINCIPAIS EMPRESAS TMT'S - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 433

Figura 7.1 - Cobertura da Infra-estrutura de Telecomunicações da Optimus - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 469


Figura 7.2 - Estrutura Empresarial da PT Multimédia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 482
Figura 7.3 - Estrutura Empresarial do Grupo Impresa - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 509
Figura 7.4 - Estrutura Empresarial do Grupo Media Capital - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 517
Figura 7.5 - Estrutura Empresarial do Grupo Novabase - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 525
Figura 7.6 - Estrutura Empresarial do Grupo Oni - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 534
Figura 7.7 - Backbone de Telecomunicações do Grupo ONI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 534
Figura 7.8 - Estrutura Empresarial do Grupo Portugal Telecom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 543
Figura 7.9 - Modelo de Governo do Grupo PT - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 543
Figura 7.10 - Estrutura Empresarial do Grupo SonaeCom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 556
Figura 7.11 - Modelo de Governo do Grupo SonaeCom - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 556

CAPÍTULO 10 - PERSPECTIVAS E EVOLUÇÕES DO SECTOR - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 759

Figura 10.1 - Metodologia Aplicada às Perspectivas e Evoluções do Sector - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 762

38
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Agradecimentos

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Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

© Copyright Reportium XXI Consulting


AGRADECIMENTOS

Pelo oitavo ano foi possível concretizar com esforço mais um Relatório repleto de informação
competitiva sobre os mercados das Telecomunicações, Media e Tecnologias de Informação. No
passado, elaborado por cinco vezes na Maxitel Consulting e referente apenas ao mercado das
Telecomunicações, agora na Reportium XXI Consulting com incidência sobre o Sector das TMT e
mantendo o principal mentor deste projecto.

No que compete à Reportium XXI Consulting edita pela terceira vez este Documento de Referência
que, desde 2002, tem sido concebido e desenvolvido pelo Eng. Rui Arnaldo Rosa Pires. Não fosse
a sua capacidade de trabalho esforçada e grande pioneirismo, certamente os interessados nestas
Eduardo Prata matérias não usufruiriam com tanta profundidade e insistência, esta obra única que diagnostica e
Partner da Reportium XXI avalia mercados de elevado dinamismo e grande rotação sócio-económica.
Consulting

Tendo a Reportium XXI Consulting recebido alguns reconhecimentos pelo trabalho desenvolvido, o maior e mais significativo
chegou do estrangeiro em 2004, nomeadamente através da britânica Teligen, empresa oficial que elabora análises de Price
Benchmarking exclusivas para a OCDE e Comissão Europeia. Mais uma vez a perseverança e qualidade incutida no trabalho
pelo Eng. Rui Pires, foi vital para obtermos este reconhecimento. À Teligen que forneceu e comentou parte da informação
contida no Capítulo 9 - Portugal no Contexto Internacional, durante as duas últimas edições do Relatório, a Reportium XXI
Consulting agradece veementemente a sua entrega e colaboração.

No que concerne à Edição 2005/2006 expressamos o nosso agradecimento ao Exmo. Sr. Prof. Eng. Paulo Amaral (Professor
na Universidade Católica Portuguesa, Coordenador MBA e de Programas Avançados de Gestão para Executivos) que,
gentilmente, acedeu ao convite para escrever o Prefácio da presente edição.

Igualmente, pela aceitação do nosso convite para participar no Capítulo 1 - A Visão Estratégica dos Líderes, a Reportium XXI
Consulting agradece aos seguintes Exmos. Srs. e Exma. Sra. a sua colaboração através de um texto de opinião:

• Abel Moreira Mateus, Prof. Dr. (Presidente da Autoridade da Concorrência)


• António Casanova, Dr. (Administrador Executivo da Sonae)
• António Manuel Coimbra, Eng. (Administrador de Mark., Vendas e Op. Vodafone Portugal)
• António José C. Paiva Morão, Eng. (Administrador Delegado NEC Portugal)
• David Tang, Eng. (Presidente da Huawei Portugal)
• Fatima Raimondi, Engª. (Presidente da Comissão Executiva da Ericsson)
• Halvor Sannæs, Dr. (Director Tariff Services da Teligen - HI Europe)
• João Paes Braga, Dr. (Director-Geral da Páginas Amarelas, S.A.)
• Miguel Horta e Costa, Dr. (Presidente da CE do Grupo Portugal Telecom)
• Paulo M. Ramos, Dr. (Presidente do Conselho de Adm. ParaRede SGPS, S.A.)
• Rui Arnaldo Rosa Pires, Eng. (Managing Partner da Reportium XXI Consulting)
• Rui Paiva, Dr. (Administrador Delegado da WeDo Consulting)

Sem a participação vital das Empresas Patrocinadores não se concretizaria a Edição 2005/2006 do Relatório "O Mercado
das TMT's em Portugal®", que exigiu cerca de mil e novecentas horas de trabalho esforçado. A estas empresas que a seguir
designamos, apresentamos um eterno agradecimento pela confiança depositada no trabalho da Reportium XXI Consulting
tendo, para tal, associado a sua imagem ao Relatório:

• Portugal Telecom, S.G.P.S., S.A.


• Siemens, S.A.
• Ericsson Telecomunicações, Lda.
• ICP/ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações
• Huawei Portugal, S.A.
• Páginas Amarelas, S.A.
• NEC Portugal, S.A.

Quanto aos Consultores que nos têm ajudaram a desenvolver parte das matérias que compõem o Relatório desde a edição
de 2002/2003, designadamente, a Dra. Cristina Sousa (Capítulo 2 - Enquadramento Económico) e o Dr. Vitor Castro Rosa
(Capítulo 3 - Enquadramento Regulamentar), reiteramos os nossos agradecimentos pela sua dedicada colaboração na

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Agradecimentos

presente edição. À Liber4e que desenvolveu o Interface de entrada para a versão electrónica da presente edição do
Relatório, também pretendemos expressar publicamente o nosso agradecimento.

À Equipa Vitor Cunha e Rafael que contribuíram para a fotocomposição e acabamentos do Relatório durante as três edições,
a Reportium XXI Consulting pretende também exprimir os maiores e mais sinceros agradecimentos pela sua incansável
dedicação.

No passado, outras empresas também colaboraram na produção das nossas edições, nomeadamente a OMD Portugal que
forneceu informação para a edição 2003/2004 e a Gráfica Mirandela na produção do Relatório quando era editado em
formato Livro. Outros Colaboradores ajudaram, nas anteriores edições, a desenvolver as imensas páginas que as
compuseram, nomeadamente, o Eng. Rui Santos Cruz, Eng. Pedro Finisterra, Eng. Arnaldo Gouveia, Dra. Nélia Rosa, Dra.
Susana Almeida, Eng. Paulo Lopes, Dr. Mário Florentino, Dra. Sónia Silva e Dr. Nuno Conde.

Aos Líderes participantes no Capítulo 1 da Edição de 2003/2004, Eng. António Saraiva Fernandes - Presidente CEC, Eng.
Gordon Forbes - Director Business Development da NEC Corporation, Dr. Luís Portugal Deveza - Administrador Executivo
da Unisys Portugal, Profª Dra. Maria do Carmo Seabra - ex-Administrador da ANACOM, Dr. Miguel Horta e Costa - Presidente
da CE do Grupo Portugal Telecom, Eng. Miguel Sá Pais do Amaral - Presidente do CA do Grupo Media Capital, Dr. Nasser
Sattar - Partner/Membro da CE da PricewaterhouseCoopers, Prof. Eng. Pedro Veiga - Presidente da FCCN, Dra. Rute
Soares - Presidente da Somitel II, Eng. Thomas Starr - Presidente do Forum DSL e, na Edição 2002/2003, Eng. António
Vidigal - ex-Administrador Delegado da Oniway, Eng. Carlos Alberto Ferreira da Rocha - Presidente da Eurocabos, Dr. Carlos
de Melo Heitor - Managing Partner da Glasford Portugal, Prof. Eng. Carlos Eduardo Salema - Presidente do Instituto de
Telecomunicações, Eng. Hans-Erhard Reiter - Administrador da Ericsson, Prof. Dr. João César das Neves - Prof. Associado
c/Agregação da UCP, Prof. Dr. João Manuel Confraria - ex-Administrador da ANACOM, Eng. João Maria de Oliveira Martins
- ex-Ministro 1985-1990 do MOPTC, Dr. Jorge Gonçalves - Director Geral da Azertia, Dr. José Alberto Duarte - ex-Director
Geral da SAP Portugal, Eng. José Manuel Oliveira - ex-Director Geral da NEC Portugal, Dr. Raúl Fonseca Mascarenhas -
Partner da Accenture, Eng. Rui Magalhães Baião - ex-Presidente da Unisys, voltamos a reiterar o nosso agradecimento pela
respectiva participação com um texto de opinião estratégica.

Aos Patrocinadores das Edições de 2003/2004 (Portugal Telecom, Siemens, Unisys, Páginas Amarelas, Anacom e NEC
Portugal) e 2002/2003 (Cabovisão, Accenture, Anacom, EADS Telecom, Ericsson, Siemens e Unisys), mais uma vez
agradecemos a sua muito importante participação, pois sem eles não teríamos sido capazes de concretizar qualquer uma
das edições.

E, aos Exmos. Srs. Eng. Oliveira Martins (ex-Ministro, Governo 85-90) e Eng. Norberto Fernandes (Presidente da APDC),
que aceitaram o convite para escrever os Prefácios das Edições de 2002/2003 e 2003/2004, respectivamente, apresentamos
um reforçado Obrigado pela colaboração.

Na esperança de que Portugal, e os Portugueses, saibam reconhecer o que de melhor se faz por cá, e com reconhecimento
elevado fora de fronteiras, a todas as Personalidades citadas e a todas as Empresas que forneceram informação, quer para
o corpo do Relatório quer para os respectivos Perfis Empresariais, o Conselho de Administração da Reportium XXI
Consulting agradece reconhecidamente a valiosa colaboração prestada.

A finalizar, uma palavra de reconhecimento profundo para a Siemens, S.A. que, nas três edições do Relatório, esteve sempre
connosco.

Reportium XXI Consulting


Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

O Conselho de Administração

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Prefácio

Reportium XXI Consulting


Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

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PREFÁCIO
O sector das Telecomunicações e Tecnologias de informação tem, e vai ter, uma
importância sem precedentes na nossa sociedade. Este ano, o presente relatório é um
marco incontornável para os decisores em Portugal.

Estamos, no entanto, a viver um momento particularmente perturbador no que diz


respeito à adopção inelutável das tecnologias. Ainda se vive um claro clima de ressaca
da vaga dos grandes investimentos em SI/TI.

Paulo Cardoso do Presenciámos, na segunda metade dos anos 90, e no início desta década, várias vagas
de investimento fora do comum. Primeiro foi a psicose do ano 2000, e depois a
Amaral, Prof. Eng.
transformação para a utilização do Euro em conjunto com a euforia da Internet. Bons
Paulo Cardoso do Amaral é
tempos...
Professor na Universidade
Católica Portuguesa, onde O chamado “bug do milénio” deu a muitos directores de informática pelo mundo fora, uma
coordena a especialização grande ajuda para justificar o investimento em novas arquitecturas tecnológicas. É
em Gestão de Informação do normal que, depois de todos esses investimentos, as empresas queiram ter algum
MBA e o Programa Avançado retorno antes de novas aventuras.
de Gestão para o Sector das
Telecomunicações e A seguir assistimos a um outro grande investimento relacionado com a transformação
Tecnologias de informação. para o Euro. Para as empresas que tiveram que fazer mais este grande investimento, a
vontade de rentabilizar melhor as tecnologias ainda aumentou mais.
É também Director-
coordenador no Grupo CGD,
Praticamente em paralelo, assistimos também a um conjunto muito significativo de
tendo sido anteriormente
investimentos relacionados com a Internet. Muitas foram as empresas que se viram
Director Central Adjunto no obrigadas a interligar os seus Sistemas de Informação com o exterior, seja com clientes
Grupo PT. seja com fornecedores, através da Internet. Com este objectivo, os investimentos
Formado em Sistemas e necessários foram muito para além da construção de uma simples página ou portal. Foi
Telecomunicações pelo preciso aprender a utilizar toda uma nova tecnologia com impacto nas operações da
Instituto Superior Técnico, é empresa, porque afinal a existência de uma novo canal de comunicação tem implicações
Doutorado em Sistemas pela profundas em todas as áreas das empresas. Não obstante, a tragédia bolsista que
Universidade de Paris e marcou o início das dificuldades económicas que ainda estamos a sofrer, deixou um
MBA em Gestão Internacional
amargo de boca a todos esses investimentos. O momento parece passar mais pela
rentabilização dos recursos.
pela Universidade Católica
Portuguesa.
Além do mais, tem sido dada voz a uma corrente de opinião que vê nestas tecnologias
simples bens de consumo indiferenciados, incapazes de criar vantagens competitivas (o
expoente desta corrente tem sido preconizado por Nicholas Carr).

No entanto, as tecnologias da informação e da comunicação nunca tiveram tanta


importância. O facto estarmos a atravessar uma diminuição dos investimentos representa
uma clara oportunidade para muitas empresas, que podem assim, apanhar de alguma
forma desprevenidos os seus concorrentes. É frequente, aliás, a existência de
oportunidades e risco em momentos de crise, normalmente aproveitadas pelos
psicologicamente mais fortes e destemidos. Interessa aprender com o passado e
amadurecer a forma de investir.

As empresas valem hoje, não tanto por aquilo que têm, mas por aquilo que sabem fazer.
A nossa investigação na Universidade Católica tem-nos revelado a importância do
conhecimento para a criação de valor. O conhecimento é de facto o activo intangível
fundamental para o sucesso das nossas pessoas, das nossas empresas, das nossas
instituições. Os investimentos em activos tangíveis são apenas importantes na medida
em que aumentam o valor dos intangíveis. Serão os SI/TI activos tangíveis ou
intangíveis? A parte visível dos SI/TI é tangível, e é, aliás, precisamente por isso que é
visível. Mas o verdadeiro interesse dos SI/TI reside na sua face oculta, ou seja, naquilo
que transforma as capacidades e o saber da organização.

Como primeira abordagem, as empresas devem sempre tentar rentabilizar ao máximo os


investimentos passados. As capacidades de mudança permitidas pelas tecnologias que
as empresas já têm à sua disposição está muitas vezes sub-utilizada. Se o passado
ambiente de sub-investimento trouxe alguma coisa de bom, terá sido um incentivo aos
gestores para a rentabilização da sua infra-estrutura em SI/TI, focalizando-os, não tanto
46
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Prefácio

nos investimentos em si, mas na mudança organizacional que leva à aprendizagem e que
é afinal a parte mais importante de qualquer projecto tecnológico.

Mas a evolução tecnológica não pára e haverá sempre gestores prontos a experimentar
as novas capacidades permitidas pela nova vaga tecnológica. Feliz, ou infelizmente, a
evolução tecnológica vai continuar a acelerar. É por isso que ficar parado é um risco a
não correr porque as tecnologias, em conjunto com o fenómeno da globalização, são, e
vão ser, os factores mais importantes de evolução da estratégia empresarial.

A outra vertente que interessa compreender é a dos fornecedores de comunicações e


conteúdos. É frequente ver defendido o caminho dos conteúdos, o que não deixa de
ser intrigante para operadores de comunicações que acrescentam o seu valor
oferecendo conectividade entre os fornecedores e os consumidores de conteúdos,
mesmo que sejam simples conversas telefónicas. As fusões e aquisições de
operadores com produtores de conteúdos tem feito adivinhar o interesse natural na
integração vertical de empresas destes dois sectores (vem-me à ideia a aquisição da
Time Warner por parte da AOL e da Lusomundo por parte da PT). A este interesse não
é alheio o fenómeno Internet. Como a criação de valor na Internet junta os conteúdos
com a comunicação, é perfeitamente natural assumir a existência de estratégias
integradas entre operadores dos dois sectores que podem culminar em alianças
estratégicas, joint-ventures ou mesmo na integração vertical. No entanto, os decisores
já tomaram consciência da dificuldade em rentabilizar conteúdos. A ressaca da corrida
ao outro na Internet demonstrou empiricamente o desequilíbrio dos mercados
altamente competitivos sujeitos a custos marginais extremamente baixos. Neste
contexto, o grande valor criado é logo adquirido quase exclusivamente pelo
consumidor, e a única forma de sobreviver em competição é, como sempre, e tal como
foi explicado de forma tão simples Michael Porter no seu artigo sobre a Internet na
Harvard Business Review de Março de 2001, utilizando uma estratégia. É portanto
imprescindível utilizar uma estratégia para os negócios que venham a utilizar as futuras A estratégia empresarial passará
Tecnologias de Informação e Comunicação. Assim, hoje como sempre, não basta cada vez mais pela utilização
utilizar estas novas tecnologias para acrescentar valor, esperando que esse valor sirva das tecnologias acompanhada
naturalmente para rentabilizar as empresas que os fornecem. É sempre preciso uma
pela gestão da informação e pela
estratégia! É preciso analisar cuidadosamente o mercado, quer do ponto de vista do
gestão do conhecimento
consumidor, quer do ponto de vista dos competidores. O caminho deverá ser
encontrado em propostas únicas de valor, aproveitando as características da
tecnologia e as competências distintivas da empresa bem sucedida. Um exemplo com
grande potencial é o dos serviços baseados na localização (Location-Based Services).
Este tipo de serviços promove a comunicação apropriada à necessidade, ao momento,
e à localização do consumidor. É um processo semelhante ao da comunicação
telefónica tradicional, afinal tão rentável, ao que se associam dimensões novas (dados
e localização) permitidas pelas novas tecnologias.

No que diz respeito às novas tecnologias, temos de nos libertar do deslumbramento que
normalmente nos tolda nosso lado mais racional. O UMTS, A TV Interactiva, a Internet de
banda larga, O Wi-Fi, e todas esta novas tecnologias aparecem cheias de oportunidades.
Trata-se de as aproveitar com maturidade.

Por tudo o que se disse, torna-se claro que as tecnologias foram tão importantes e que
os desafios nuca foram tão grandes. Cada vez mais a estratégia das empresas e das
instituições passará pela utilização das tecnologias acompanhada pela gestão da
informação e da gestão do conhecimento. Estes serão os factores críticos de sucesso
nos mercados cada vez mais competitivos da Sociedade da Informação. Este sucesso
passa portanto por uma profunda compreensão do que significam as TMT disponíveis
acompanhada pela aprendizagem da sua utilização.

É neste aspecto que um relatório tão abrangente, completo e profundo, a que a


Reportium XXI nos habituou, se torna fundamental para acompanhar a evolução
tecnológica e os seus vários actores. Esta é uma informação que se torna assim
estratégica.

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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
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O Mercado das TMT’s em Portugal®
Sumário Executivo

Reportium XXI Consulting


Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

© Copyright Reportium XXI Consulting


SUMÁRIO EXECUTIVO
A importância da Informação Competitiva para a melhor Decisão
Pelo terceiro ano consecutivo a Reportium XXI Consulting disponibiliza para os Decisores
Portugueses e outros interessados no Sector nacional das TMT, o Relatório “O Mercado
das TMT’s em Portugal®”, documento de Competitive Intelligence que tem manifestado
interesse crescente ano após ano, se avaliarmos pelas mais de quatrocentas empresas
que já o adquiriram, num total de pelo menos mil e setecentos leitores de três nacionali-
dades, designadamente, Portugueses, Espanhóis e Brasileiros.

Rui Arnaldo Rosa Estranhamente, ou não, nenhuma entidade, seja estatal ou privada, ousa despender tempo e
Pires, Eng. dinheiro na produção exaustiva e integrada de informação estratégica, de mercados tão com-
Managing Partner petitivos como o das Telecomunicações, Media e Tecnologias de Informação, nas suas seis
da Reportium XXI Consulting vertentes interligadas, como seja a regulamentar, tecnológica, estratégica, financeira, comer-
cial e evolutiva. Noutros países europeus, são várias as empresas de consultoria que desen-
volvem Relatórios com este perfil, nomeadamente, a Ovum, Analysys, Teligen, Forrester
Research, Pyramid Research, entre muitas outras, mas nenhuma presente em Portugal.

Consequentemente, a Reportium XXI Consulting lamenta o facto do mercado nacional não


absorver mais entidades neste domínio. Contudo, tem mantido uma postura de esforço
constante na inovação, melhoria e actualização, sempre na tentativa de superar as expec-
tativas dos profissionais que utilizam esta ferramenta de trabalho.

A necessidade de desenvolver uma prática constante de indicadores estatísticos e anális-


es elaboradas do negócio, facilita, para aqueles que se identificam com a terceira vaga – a
do Conhecimento – a adopção de políticas económicas o mais correctas possível, sempre
envoltas por imensos vectores que tendem a desequilibrar qualquer mercado. Pretende-se,
como sempre, que o leitor/decisor, fique com uma visão precisa e real do que pode ganhar
nos mercados, através do acesso a este recurso fundamental que é a Informação
Competitiva, o mais actualizada possível.

As estatísticas permitem aos Decisores traçar metas e definir grandes objectivos. Poderei,
ainda, afirmar que as estatísticas não são uma fatalidade, são um sinal de alerta, são um instru-
mento que permite, a quem decide, antever algumas das possíveis tendências dos mercados.

As conclusões mais prementes


A pesquisa que originou os resultados apresentados ao longo do Relatório, entre os anos
históricos de 1999 e 2004, foi feita sobre uma base de cerca de 440 resultados de empre-
sas de Telecomunicações, Media e Tecnologias de Informação, incluindo as principais
empresas realizadoras de receitas, com actuação predominante em território nacional e ao
nível das exportações.

As conclusões a que chegámos durante as várias sessões de trabalho, compreendidas entre


Dezembro de 2004 e Setembro de 2005, são imensas como facilmente se poderá deduzir
pela dimensão do Relatório. Consequentemente, apresentam-se aqui as mais significativas:

• Das trinta e quatro personalidades convidadas para participar com um texto de opinião
estratégica nas três edições editadas, e que gentilmente acederam ao convite, a
segregação dos seus textos mediante o perfil do conteúdo conduz a 44,2% com teor de
Alerta, 38,2% como Divulgação e 17,6% com Positivismo generalizado. Os 34
depoimentos foram desenvolvidos no período compreendido entre Setembro de 2002 e
Maio de 2005. Pela riqueza dos depoimentos aqui editados, aconselha-se a sua leitura
faseada no tempo.
• A problemática da Economia do País é desenvolvida no 2º capítulo evidenciando vários
factores que estão na origem da actual situação económica e social, de elevada
complexidade de resolução desde há sete anos, pelo menos. Portugal (PIB 2004: 0,8% ;
PIB 2005: [0,7%;1,1%]) continua a apresentar uma das mais baixas taxas de crescimento
da Área Euro (PIB 2004: 1,6% ; PIB 2005: [2,1%;2,6%]), acentuando a sua divergência
face aos níveis médios de rendimento per capita na Europa. Tal como numa prova de
ciclismo, quem pedala mais forte, com convicção e esforço certamente ganhará a corrida
e, Portugal, está bastante longe de conseguir uma performance que honre o seu nome no
domínio dos indicadores económico-financeiros e no contexto da Área Euro. Na outra
face da moeda, verificamos um nível de vida bastante superior àquele que existia nos
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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Sumário Executivo

anos setenta e oitenta. Esta melhoria na qualidade de vida, é fortemente camuflada pelo
perigo do endividamento (110% em 2005 face ao rendimento disponível) das famílias,
empresas e da própria administração central. Será uma tarefa árdua e de elevado
desgaste pagar o dinheiro que não é do próprio, em fases cada vez mais voláteis da
economia nacional e internacional. O nível de formação e de Conhecimento da maioria da
As estatísticas permitem aos
população portuguesa será o maior entrave para a redução do endividamento, tanto no
seio da família como nos lugares de decisão da maioria das empresas e da administração Decisores traçar metas e definir
local e regional. O elevado défice público (6,2% do PIB em 2005) é o único entrave à grandes objectivos… as
retoma da economia portuguesa, com os índices de confiança a baixar a níveis cada vez estatísticas não são uma
menores (Indicador de Clima Económico [Janeiro 1998: 4,2 sre/mm3m ; Agosto 2005: - fatalidade, são um sinal de
0,8 sre/mm3m]). O desemprego atinge cerca de 465 mil trabalhadores com tendência alerta, são um instrumento que
para aumentar e a Coesão Social está bastante longe de um conforto generalizado. O permite, a quem decide, antever
aumento da taxa standard do IVA em quatro pontos percentuais com um intervalo de dois
algumas das possíveis
anos e meio, é no mínimo perturbante para a competitividade.
tendências dos mercados
• A agravar a situação económica e social nacional assistimos, em 2004, à passagem da
barreira psicológica dos 50 dólares no preço do barril de petróleo, e a atingir os 69 dólares
em 2005, um valor em termos nominais jamais atingido na história do petróleo. Mais do
que um excesso da procura induzida pela China e dos efeitos dos furacões, a recente
escalada dos preços parece reflectir receios de problemas geopolíticos, apresentando na
sua origem possíveis ataques terroristas contra elos fundamentais da cadeia de
produção/distribuição, designadamente sobre centros de decisão, portos, petroleiros, O nível de formação
oleodutos, para além da incursão nos próprios locais de extracção. A extrema e de Conhecimento da maioria
dependência de Portugal face ao Petróleo e Carvão, impede uma economia sem
da população portuguesa será
sobressaltos. A agravar esta situação parece que, internamente, ninguém se preocupou,
o maior entrave para a redução
ou se preocupa, com a atenuação firme desta situação através da implementação de
do endividamento, tanto no seio
outras formas alternativas de energia, como seja a eólica e o bio-fuel (combustível
vegetal). Outra situação extremamente volátil é a forte dependência que a Área Euro tem da família como nos lugares
relativamente à performance da Economia Alemã. de decisão da maioria das
• Entrando no domínio das TMT, e em detalhe sobre a Regulação do mercado das empresas e da administração
Telecomunicações para o período compreendido entre Janeiro de 2004 e Julho de 2005, local e regional
verificamos a transposição de várias Directivas relevantes do normativo comunitário para
o nacional com a entrada em vigor de imensas Portarias e Decretos-Lei, bem como
diversas Deliberações da Autoridade Reguladora relativamente a pontos sensíveis para o
desenvolvimento do sector, respectivamente (as mais significativas):
‰ Criação da Agência Europeia para a segurança das redes e da informação;
‰ Aplicação do pacote regulamentar das comunicações electrónicas;
‰ Promoção de uma utilização mais segura da Internet; O elevado défice público
‰ Documento de consulta sobre a retenção de tráfego de dados; (6,2% do PIB em 2005) é o único
‰ Comunicação relativa ao processo de aceleração da transição da radiodifusão entrave à retoma da economia
analógica para a digital; portuguesa, com os índices
‰ Decreto-Lei nº5/2004, de 10 de Fevereiro, diploma de base regulamentar aplicável de confiança a baixar a níveis
ao sector das comunicações – REGICOM; cada vez menores (Indicador de
‰ Regulamento Anacom nº38/2004, publicado a 29 de Setembro, sobre a cobrança
Clima Económico [Janeiro 1998:
e entrega aos municípios da taxa municipal de direitos de passagem (TMDP);
4,2 sre/mm3m ; Agosto 2005: -
‰ Regulamento Anacom nº46/2005, publicado a 14 de Junho, sobre a qualidade de serviço;
‰ Regulamento Anacom nº58/2005, publicado a 18 de Agosto, sobre a portabilidade; 0,8 sre/mm3m])

‰ Decreto-Lei nº7/2004, de 7 de Janeiro sobre certos aspectos do comércio electrónico;


‰ Decreto-Lei nº68/2005, de 15 de Março, relativo ao alojamento de redes de
comunicações electrónicas (domínio público);
‰ Lei nº41/2004, de 18 de Agosto, relativa ao tratamento de dados pessoais e à
protecção da privacidade e que transpõe para a ordem jurídica nacional a
Directiva n.º 2002/58/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Julho, O aumento da taxa standard
relativa ao tratamento de dados pessoais e à protecção da privacidade no sector
do IVA em quatro pontos
das comunicações electrónicas;
percentuais com um intervalo
‰ Lei nº42/2004, de 18 de Agosto, sobre a Arte Cinematográfica e o Audiovisual que
estabelece os princípios de acção do Estado no quadro de fomento, desenvolvimento de dois anos e meio, é no

e protecção da arte do cinema e das actividades cinematográficas e do audiovisual; mínimo perturbante para
‰ Deliberações sobre o mercado grossista de acesso em banda larga; a competitividade
‰ Mercado grossista de acesso desagregado;
‰ Serviço ''Optimus Home'';
‰ Alterações a efectuar na Oferta de Referência para Acesso ao Lacete Local (ORALL);
‰ Imposição de obrigações nos mercados retalhistas de banda estreita;
‰ Imposição de obrigações nos mercados grossistas de originação e terminação de
chamadas na rede telefónica pública num local fixo;
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‰ Consulta Pública e proposta de actuação futura no FWA;
‰ Oferta grossista 'Rede ADSL PT' - oferta com agregação ATM;
‰ Proposta de Referência da Oferta de Realuguer da Linha de Assinante (ORLA) e
especificações aplicáveis às entidades beneficiárias da oferta;
‰ Alterações a introduzir na Proposta de Referência de Interligação para 2005 (PRI
2005) pela PT Comunicações;
Os operadores móveis nacionais ‰ Definição dos mercados do produto e mercados geográficos, avaliação de poder
vão disponibilizar, em breve, de mercado significativo (PMS) e imposição, manutenção, alteração ou supressão
aos seus clientes a tecnologia de obrigações regulamentares nos mercados grossistas de terminação de
HSDPA, que visa aumentar em chamadas vocais em redes móveis individuais (mercado 16);
quatro vezes a velocidade de ‰ Mercado de trânsito na rede telefónica pública num local fixo;

download da actual tecnologia


• No 4º capítulo apresentam-se descrições sobre tecnologias de telecomunicações, dirigidas
a gestores das TMT, cujo objectivo é facilitar a compreensão das suas funcionalidades.
3G
Nesta edição avaliamos a importância das tecnologias Dense Wavelength Division
Multiplexing (DWDM), Synchronous Digital Hierarchy (SDH) e Datacenters Neutrais.
Outras matérias foram, novamente, adicionadas como a evolução das Comunicações
Móveis (1G-3G) no âmbito dos serviços, terminais e técnicas associadas, a importância da
Tecnologia xDSL, funcionalidades da Fibra Óptica, Redes Ethernet e Segurança na
O televisor do futuro terá um Internet. A razão para a inclusão, na presente edição, de matérias publicadas nas duas
ecrã flexível de alta definição primeiras edições do Relatório é, de facto, promover o corolário do trabalho feito entre
e uma câmara ultra-sensível que 2002 e 2005. Focando algumas novidades, verificamos que os operadores móveis
permite decompor as imagens, nacionais vão disponibilizar, em breve, aos seus clientes a tecnologia HSDPA, que visa
aumentar em quatro vezes a velocidade de download da actual tecnologia 3G. O televisor
reage a comandos vocais e
do futuro terá um ecrã flexível de alta definição e uma câmara ultra-sensível que permite
envia flashes informativos para
decompor as imagens, reage a comandos vocais e envia flashes informativos para os
os telemóveis
telemóveis. Mais do que meros aparelhos, as televisões que aí vêm prometem revolucionar
a vida e os hábitos de consumo dos telespectadores. A identificação por ondas rádio –
RFID – é outra tecnologia promissora que brevemente ocupará o seu espaço na indústria
transformadora, dos transportes, da segurança, nos bens de consumo e nos serviços.
Basicamente, é constituída por três elementos fundamentais: chips miniatura (RFID tags),
A identificação por ondas rádio – leitores RFID e um sistema de processamento e distribuição de dados com elevada
RFID – é outra tecnologia
capacidade para identificar qualquer informação de forma rápida e segura. Uma questão
se coloca neste domínio e que, brevemente, terá a sua resposta: que impactos terá o
promissora que brevemente
desenvolvimento do IPv6 no lançamento do RFID?
ocupará o seu espaço na
• Relativamente aos indicadores quantitativos que medem a eficiência do Sector das TMT
indústria transformadora, dos pode verificar-se no 5º capítulo que, entre 2001 e 2004, o sector apresentou praticamente
transportes, da segurança, nos o mesmo valor anual em volume de negócios, mantendo-se teimosamente muito próximo
bens de consumo e nos serviços dos 18 mil milhões de Euros. Esta estagnação é explicada, em parte, por dois factores
relacionados entre si, nomeadamente a estagnação na procura de serviços e produtos,
como consequência da ausência de crescimentos reais da economia portuguesa. Em
2004 os mercados das Telecomunicações, Media e Tecnologias de Informação (no seu
cômputo global) registaram uma ligeira inversão na tendência de quebra nas receitas
(verificada em 2002 e 2003), tendo ascendido a 17.969,8 milhões de Euros, recuperando
Entre 2001 e 2004, o sector
da quebra registada nos dois anos anteriores. É curioso verificar que o crescimento
apresentou praticamente
ocorrido em 2004 no Sector das TMT foi superior ao crescimento nominal do PIB Nacional
o mesmo valor anual em volume em 2004, respectivamente, 1,3% e 1,0%.
de negócios, mantendo-se • Em 2004 os Proveitos Operacionais dos Operadores e Prestadores de Serviços cresceram
teimosamente muito próximo cerca de 2,0%, atingindo 7,31 mil milhões de Euros. As empresas que actuam no Cluster
dos 18 mil milhões de Euros. dos Media registaram um aumento de 8,8% nos Proveitos Operacionais, tendo conseguido
Esta estagnação é explicada, totalizar aproximadamente 1,53 mil milhões de Euros. Pelo terceiro ano consecutivo as
em parte, por dois factores empresas como actuação no domínio da integração de sistemas e soluções e, em
relacionados entre si,
investigação e desenvolvimento, sofreram novamente uma redução nos seus Proveitos
Operacionais. Enquanto os Integradores de Sistemas e Soluções, no seu cômputo geral,
nomeadamente a estagnação na
registaram uma redução de 1,2% em 2004, as empresas de I&D viram as suas receitas
procura de serviços e produtos,
diminuir em 4,4%, totalizando respectivamente, 2,81 mil milhões de Euros e 58 milhões de
como consequência da ausência Euros. As empresas que compõem a classe dos Vendedores e Distribuidores
de crescimentos reais da apresentaram em 2004 um volume de receitas global de 3,4 mil milhões de Euros.
economia portuguesa • No que respeita ao mercado do emprego nas TMT, concluímos que o sector perde
trabalhadores desde há três anos consecutivos tendo atingido o seu ponto máximo em
2001 com uma força de trabalho de 76.376 profissionais: desde então, e até ao final do
ano de 2004, as empresas TMT tinham despedido cerca de 10.568 trabalhadores.
Durante os doze meses de 2004 os postos de trabalho nas TMT reduziram-se em 3,8%.
• Os consultores que desenvolveram este Relatório da Reportium XXI Consulting estão
convictos que o problema do desemprego nas TMT não é sectorial, mas consequência da
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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Sumário Executivo

fragilidade da produtividade e competitividade da globalidade da economia nacional. Outro


factor que tem acentuado o cenário de desemprego, tem sido a adopção de estratégias
empresariais (em particular de empresas com elevado peso no sector) que prevalecem a
melhoria acelerada dos seus rácios económico-financeiros, por exemplo margem EBITDA e
free cash-flow, em detrimento de um posicionamento com responsabilidade social perante os
recursos humanos. Adicionalmente, muitas empresas têm redimensionado as suas
estruturas de recursos humanos, tendo como meta a curto prazo a redução da sua dívida
líquida. De forma permissiva e desinteressada o Estado Português não contraria esta No que respeita ao mercado do
situação, que poderia passar por medidas de incentivo à criação de postos de trabalho com emprego nas TMT, concluímos
contrapartidas de bónus nos impostos sobre os resultados líquidos – medida que permitiria a que o sector perde trabalhadores
entrada de verbas para segurança social, ao invés do desemprego. desde há três anos consecutivos
• Quanto à contribuição do Sector das TMT para o PIB Nacional em 2004, medida com
tendo atingido o seu ponto
base no VAB e não nas receitas totais do Sector, foi de aproximadamente 4,0%, ou seja,
máximo em 2001 com uma força
cerca de 5.394,35 milhões de Euros.
de trabalho de 76.376
• Como resultado da interacção entre os Intervenientes do Sector das TMT, evoluem os
mercados, objecto de análise e avaliação no 6º capítulo. Particularizando os mercados profissionais…

concluímos que os serviços de acesso à Internet, de Banda Larga e Estreita atingiram em


2004 a quantia de 360,1 milhões de Euros, mais 20,5% que em 2003. Neste montante
estão incluídas as receitas do acesso à Internet via de dial-up (PSTN/RDIS), ADSL, Cabo
e acessos dedicados de 64k. De registar a percentagem de 60,1% (216,4 milhões de
Euros) que a Internet Banda Larga consolidou em 2004, face ao total dos serviços de
acesso à Internet, comparativamente aos 44,4% (132,5 milhões de Euros) de 2003. O …desde então, e até ao final
peso dos Serviços de Acesso à Internet representaram cerca de 5,4% do total dos
do ano de 2004, as empresas
Serviços de Telecomunicações em 2004 (6.741,3 milhões de Euros).
TMT tinham despedido cerca
• Na presente edição do Relatório introduzimos a segregação dos Proveitos Operacionais
registados no Cluster dos Media, o que permite uma maior precisão nas conclusões. A de 10.568 trabalhadores.

pesquisa efectuada incidiu sobre os Relatórios e Contas de todos os Grupos de empresas, Durante os doze meses de 2004
incluindo empresas individuais, com interesses nos Media, seja na actividade da Televisão os postos de trabalho nas TMT
(incluindo produção de conteúdos), Imprensa Escrita (incluindo receitas de Publicidade, reduziram-se em 3,8%
vendas suplementares através de Produtos de Marketing alternativo, venda de Jornais e
Revistas), Rádio, Outdoors, Publicidade na Internet, Cinemas e Entretenimento Multimédia
(Consolas e Jogos de Vídeo e DVD´s). O ano de 2004 foi um ano recorde no Cluster dos
Media tanto no âmbito do montante total obtido, que ascendeu a 1.533,5 milhões de Euros,
como no crescimento registado que foi de 8,8% face ao período homólogo anterior. A
evolução do panorama dos Proveitos Operacionais registados no Cluster dos Media
comprova o facto de, 2002 e 2003 terem sido anos de crise económica no país, tendo O problema do desemprego
influenciado negativamente o segmento dos Media, em face da diminuição dos nas TMT não é sectorial, mas
investimentos publicitários que toda a comunidade empresarial optou por fazer. consequência da fragilidade da
• Para obtermos os valores das componentes de mercado de Hardware, Software e produtividade e competitividade
Serviços que compõem o Cluster das Tecnologias de Informação, baseámos o estudo da globalidade da economia
sobre 136 empresas que actuam como Integradores de Sistemas e Soluções e 91 nacional. Outro factor que tem
empresas que se inserem na classe de Vendedores e Distribuidores. O modelo de cálculo acentuado o cenário de
tem por base os resultados que as empresas têm apresentado anualmente, de 1999 a
desemprego, tem sido a adopção
2004, e que nesta amostra pensamos se aproxime fielmente dos montantes totais dos
de estratégias empresariais (em
três tipos de actividade das TI. Em 2004 o mercado nacional de Tecnologias de
Informação gerou 6.217,3 milhões de euros, cerca de 34,5% do total dos Proveitos particular de empresas com
Operacionais do Sector das TMT. Deste montante, cerca de 2.712,7 milhões de Euros elevado peso no sector) que
resultaram da venda de Hardware e 690,1 milhões de Euros na venda de Software. O prevalecem a melhoria acelerada
acréscimo nas receitas dos Serviços tem sido impulsionado, em particular, pelo dos seus rácios económico-
crescimento do Outsourcing e actividades de Suporte. Outras componentes como a financeiros, por exemplo margem
Implementação, Formação e Consultoria têm ajudado à obtenção dos montantes EBITDA e free cash-flow,
registados na venda de Serviços. Em 2004, este valor ascendeu a 2.814,5 milhões de em detrimento de um
Euros, menos 1,2% que o obtido em 2003, devido à fraca vitalidade da economia nacional
posicionamento com
que, nesse período, registou três trimestres consecutivos de recessão técnica.
• Com o objectivo de proporcionar um breve enquadramento comparativo de estatísticas responsabilidade social perante

TMT, tendo por base o panorama europeu e, em determinados indicadores, um panorama os recursos humanos
recente dos principais países da OCDE, foi criado no Relatório o 9º capítulo denominado
por Portugal no Contexto Internacional. Para a concepção deste capítulo voltámos a
solicitar a colaboração da Teligen na análise-simulação dos vários cabazes de
comunicações, e no domínio dos acessos de telecomunicações e investimentos optámos
por fontes credíveis como a OCDE, ITU e Eurostat.
• Desde o primeiro Relatório que desenvolvi na Maxitel em 1996, o 10º capítulo é sempre
o mais apreciado pelos Decisores do Sector. Na realidade, tentar vislumbrar evoluções de
mercados tão dinâmicos como o das Telecomunicações, Media e Tecnologias de
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O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Informação, é sempre uma tarefa difícil de executar, mesmo tendo por base várias Bases
de Partida. Daí a importância que a maioria dos Decisores dão a este exercício. De uma
forma sucinta, seguem-se as principais conclusões:
‰ Durante o biénio 2005 e 2006 o Sector das TMT praticamente estabilizará nos
18,2 milhões de Euros devido fundamentalmente ao agravamento do IVA. Só em
2008 o Sector das TMT conseguirá crescimentos superiores aos de 2004, mas
muito abaixo da excelência dos anos de 2000 e 2001. Pensamos que, se não
Durante o biénio 2005 e 2006
ocorrerem penalizações profundas na Economia Portuguesa até ao final de 2007,
o Sector das TMT praticamente
o Sector das TMT deva conseguir boas performances após 2009.
estabilizará nos 18,2 milhões de ‰ Focando a actividade de cada um dos sete Sub-Clusters do Sector das TMT, o ano
Euros devido fundamentalmente de 2005 foi salvo, em grande parte, pela actividade verificada no primeiro semestre.
ao agravamento do IVA. Só Estima-se que o Sub-Cluster dos Operadores e Prestadores de Serviços tenha
em 2008 o Sector das TMT mantido o aumento de 2004, de cerca 2,0%, para registar um montante aproximado
conseguirá crescimentos de 7.458 milhões de Euros. A Vodafone, SonaeCom e o Grupo PT (apenas empresas
superiores aos de 2004 (1,3%), com actividade em Portugal) continuarão a ser os grandes impulsionadores dos
ou de 2005 (1,5%), mas muito Proveitos no segmento dos Operadores e Prestadores de Serviços.
‰ Para 2005 estima-se que a maior evolução do sector se verifique no Cluster dos
abaixo da excelência dos anos
Media, podendo atingir o montante de 1.676 milhões de Euros, equivalente a um
de 2000 e 2001. Pensamos que,
crescimento de 9,3%. Em 2006 este Cluster deverá registar cerca de 1.715
se não ocorrerem penalizações
milhões de Euros, mais 2,3% que em 2005.
profundas na Economia ‰ Dos três Clusters do Sector das TMT, o das Tecnologias de Informação é aquele
Portuguesa até ao final de 2007, que mais reflecte as fases menos positivas da economia nacional que, por sua
o Sector das TMT deva vez, influencia directamente a performance do Sector das TMT.
conseguir boas performances Consequentemente, a Linha de Tendência do Cluster das TI, aponta para a
após 2009 continuidade das evoluções negativas de 2003 e 2004, nos anos 2005, 2006 e
2007. Tal como para todos os restantes Clusters, Sub-Clusters e Mercados,
apenas em 2008 o Cluster das Tecnologias de Informação conseguirá obter uma
performance positiva generalizada, que perspectivamos seja próxima de 2,5%.
Contudo, frisamos que as evoluções obtidas para cada ano devem ser
consideradas em termos globais, podendo muitas empresas deste Cluster
apresentar crescimentos, mesmo significativos, em face de possuírem um parque
de clientes credíveis e estáveis que lhes garanta uma crescente sustentabilidade.
‰ Os resultados da aprendizagem feita pelas empresas do Sector das TMT aquando do
aumento do IVA para 19% em 2002, será fundamental para que o Sector não entre
em recessão em 2005, 2006 e 2007. Contudo, para se conseguirem nesses três anos
performances de crescimentos de respectivamente, 1,5%, 0,1% e 0,9%, as empresas
na sua maioria actuarão na racionalização das estruturas de recursos humanos.
‰ Entre 2002 a 2008, a Linha de Tendência nos Recursos Humanos é de redução em
todo o Sector das TMT. Foi em 2001 que se registou o maior índice de emprego
neste Sector com 76.376 trabalhadores. A quebra de emprego entre o final de 2001
e a perspectiva para o final de 2008, ascenderá a cerca de 18,4 mil trabalhadores,
ou seja, em sete anos o Sector perderá 24% da sua força de trabalho, o que
representará uma grave situação social para o Sector. O downsizing de 24% entre
2002 e 2008, contrasta fortemente com o aumento de 5,4% nos Proveitos
O downsizing de 24% entre 2002
Operacionais no mesmo período. Para o período compreendido entre 2005 e 2008,
e 2008, contrasta fortemente
a quebra no emprego poderá ascender a cerca de 7,8 mil postos de trabalho, cerca
com o aumento de 5,4% nos de 42% do downsizing previsto entre 2002 e 2008. Atendendo a estes valores,
Proveitos Operacionais, no poderemos adiantar que os anos históricos de 2002, 2003 e 2004 (números factuais
mesmo período, nas mais de 440 retirados dos relatórios de gestão dos vários intervenientes) foram bastante mais
empresas TMT analisadas penalizadores para o emprego que os anos do horizonte das previsões (2005 a
2008). A acontecer um mercado de trabalho de aproximadamente 57,9 mil
trabalhadores nas TMT em 2008, o Sector estará no limiar mínimo da sua eficiência.

Do sentimento às palavras
Mais uma vez, com este Relatório, a Reportium XXI Consulting pretende contribuir para o
debate de ideias sobre os mercados das Telecomunicações, Media e Tecnologias de
Informação, transmitindo uma opinião determinada e esclarecida, com o rigor e isenção.

Com este parágrafo finalizo o Sumário Executivo do Relatório “O Mercado das TMT's em
Portugal", Edição 2005/2006, esperando, a Reportium XXI Consulting, ter conseguido que
este Documento de Referência com 806 páginas de Informação Competitiva, ajude a limar
arestas e facilite uma compreensão melhorada de um sector de elevado dinamismo e
rotação sócio-económica.
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O Mercado das TMT’s em Portugal®
A Visão Estratégica dos Líderes

Capítulo 1

Reportium XXI Consulting


Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

© Copyright Reportium XXI Consulting


As Telecomunicações e o Mercado Único
A construção do Mercado Único que é a peça central da integração europeia, depois de
cerca de 40 anos de tentativas, teve um impulso importante com o Relatório Delors que deu
origem à iniciativa lançada em 1992. Uma componente fundamental desta iniciativa foi o
processo de reestruturação e privatização dos monopólios estatais e da subsequente liber-
alização dos mercados, com vista à introdução da concorrência, nos sectores de infra-
estruturas, como os de energia e telecomunicações. O mercado das telecomunicações na
UE a 25 atinge já 277 biliões de euros em 2004, sendo o crescimento previsto de 5 a 6%
ao ano, para os próximos anos, liderado pelos móveis e dados fixos.
Abel Moreira Mateus,
Apesar deste esforço liderado pela Comissão Europeia, e que recentemente deu origem à
Prof. Dr.
nova Directiva sobre Comunicações Electrónicas, o sonho do Mercado Único em telecomu-
É, actualmente, Presidente
nicações está longe de se concretizar. A sua concretização deveria levar a uma maior
da Autoridade da
homogeneização dos preços e qualidade dos serviços prestados, entre os diversos merca-
Concorrência e Professor de dos nacionais, assim como ao alinhamento pelas práticas mais eficientes. Esta norma só
Economia na Universidade se atingirá com mercados concorrenciais a nível nacional e sua simultânea integração, o
Nova de Lisboa. que dará origem a enormes benefícios para os consumidores europeus, que se estima
Anteriormente exerceu excedam cerca de 2 a 3% do PIB comunitário.
o cargo de Consultor da
Administração do Banco O gráfico da página seguinte reproduzido de um relatório recente da Comissão sobre
de Portugal, foi Membro da preços de um cabaz de serviços de telecomunicações para as famílias, em euros traduzi-
Administração do Banco de
dos em poder de compra, ilustra bem as enormes disparidades que prevalecem entre mer-
cados nacionais. Portugal aparece como o país onde as famílias suportam os preços mais
Portugal e Membro do
elevados em 2003, 106% superiores aos da Suécia. É de acentuar que se têm feito pro-
Comité Monetário da EU,
gressos inegáveis na redução dos preços, que têm acompanhado uma acentuada melho-
Presidente do FEARC, ria na qualidade, resultante do progresso tecnológico que tem caracterizado o sector, desde
Membro do Comité de a generalização do uso de telemóveis à banda larga. De 1998 a 2003 os preços reduziram-
Política Económica da UE, e se 14% em média na UE. As reduções mais dramáticas ocorreram na Espanha (32%) e na
Consultor do Banco Mundial Áustria (29%), comparados com uma redução de apenas 10% em Portugal.
e do FMI. Foi onze anos
Economista Sénior no Banco Como poderemos intensificar a construção do Mercado Único? Que políticas deverão ser
do Mundial, Washington, implementadas para intensificar a redução dos preços e seu alinhamento pelos níveis mais
tendo trabalhado com
baixos, com a provisão de serviços de melhor qualidade? É esta a questão que procu-
raremos abordar neste artigo, embora de uma forma sucinta.
diversos países, no Norte
de África e na América
Este processo só se consegue através de uma melhor regulação dos monopólios naturais
Latina. É Doutorado em porventura ainda existentes – nomeadamente “a last mile of the network” – que liga a rede
Economia pela Universidade aos consumidores residenciais, mas acima de tudo pela intensificação da concorrência
da Pennsylvania, EUA. Tem entre operadores.
leccionado na Universidade
Nova de Lisboa, Hoje são muitas as tecnologias disponíveis para transportar voz, imagem e dados ou de um
Universidade Católica ponto para múltiplos utentes, ou entre múltiplos pontos e múltiplos utentes, e o progresso
Portuguesa e Universidade tecnológico neste sector não parece abrandar. Ao nível residencial, por exemplo, a Pay TV
Autónoma de Lisboa. É autor pode ser fornecida por cabo ou satélite, a Internet por cabo ou ADSL (rede fixa), e a voz por
telefone tradicional ou IP. Quanto às redes básicas estas podem ser as tradicionais de
de inúmeras obras
cobre, cabo ou fibra óptica. A Coreia, com a sua política de desenvolvimento da sociedade
publicadas em Portugal
da informação, já cablou a maioria dos grandes centros urbanos até às residências, o que
e no estrangeiro, cobrindo permitiu um grande avanço em relação a todos os outros países. E no Japão também se
vários temas de natureza estão a instalar redes de fibra óptica nos grandes centros urbanos que irão concorrer com
económica. a tradicional rede de cobre.

É evidente que o nível de serviços prestados depende do nível tecnológico da


infraestrutura e esta terá que estar alinhada com o nível de desenvolvimento de cada
região para ser rentável. Daí que seja difícil de estudar estes problemas a nível
nacional. A região de Lisboa pode comparar-se com os principais centros urbanos
europeus, mas já o interior do país não terá níveis de rendimento para justificar o
mesmo nível tecnológico, embora estejam em desenvolvimento tecnologias que per-
mitem reduzir estes diferenciais.

Mas regressemos à questão da concorrência. O modelo básico que presidiu à liberalização


das telecomunicações na União Europeia, e que não se distingue muito do dos EUA, con-
sistiu em duas aproximações fundamentais. Primeiro, promover a concorrência entre redes.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Segundo, facilitar o aparecimento de novos operadores que iriam concorrer com o incum-
bente na prestação de serviços a retalho seja através da revenda desses serviços, como
da desagregação do lacete local.

Gráfico 1 – Evolução dos ‘Baskets’ Residenciais em alguns Países da OCDE (1998-2003)

Como poderemos intensificar a


construção do Mercado Único?
Que políticas deverão ser
implementadas para intensificar
a redução dos preços e seu
alinhamento pelos níveis mais
baixos, com a provisão de
serviços de melhor qualidade?
Não é possível duplicar uma rede de cobre, porque não é rentável, embora em centros de
grande densidade populacional e elevado rendimento se estejam a criar redes alternativas
de fibra óptica até a empresas, prédios e mesmo ao nível residencial. Porém, as novas tec-
nologias móveis introduzidas em meados dos anos 1990 permitiram prestar serviços de voz
e hoje mesmo de Internet, o que representou uma importante alternativa ao consumidor
final. Mas ainda a mais importante rede alternativa à tradicional de cobre é constituída pela
rede de cabo, que foi instalada para fornecer Pay TV. Esta permite também fornecer
serviços de dados (cable modem) como até de voz sobre IP. Por isso, a maioria dos país-
es europeus não permitiu aos incumbentes tradicionais, que detinham a rede de cobre, de
concorrer às licenças (muitas vezes regionais) de Pay TV. Outra separação estrutural resul-
tou também da proibição de participarem nos leilões de Pay TV via satélite. A não proibição
só ocorreu em Portugal, e nalguns casos isolados, alguns dos quais já foram resolvidos
entretanto. É importante referir que esta construção de redes alternativas ao cobre pode
levar à constituição de monopólios regionais que terão que ser regulados (um dos casos
são os monopólios regionais de Pay TV que sendo concessionados a uma só empresa
podem explorar o seu poder de mercado. Esta é uma das questões que tem sido muito dis-
cutida nos EUA onde existem estes monopólios. Por exemplo, o pacote básico em Nova
Iorque custa cerca de 60 dólares, contra 20 a 30 euros em muitas cidades europeias). As
licenças podem ser concedidas em regime de exclusividade ou em concorrência. Neste últi-
mo caso surge o problema de acesso às condutas, que nalguns países se resolveu tornan-
do-as propriedade dos municípios que têm a responsabilidade de as construir e manter
(p.ex. caso holandês).

Foi esta preocupação de introduzir mais concorrência que levou ao break-up da ATT nos
EUA nos anos 1980, separação de redes regionais das comunicações a longa distância e
que levaram ao aparecimento das Baby Bells.

Os incumbentes tradicionais desceram a sua quota no volume de negócios total do sector


de 4 a 7% nos últimos 4 anos, embora as situações sejam muito diferenciadas de país para
país, mas em grande parte devido à quebra de cerca de 10 pontos percentuais na telefo-
nia de voz. Em 2004 os serviços móveis já ultrapassam largamente os fixos em termos de
rendimento (122 contra 90 biliões de euros) em toda a UE.

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A segunda linha em que a liberalização prossegue é a de “unbundling” dos serviços grossis-
tas e retalhistas. Um das formas é a revenda de serviços. Mas para ser um tipo eficaz de
concorrência tem que respeitar certas regras: (i) interoperabilidade, (ii) preços serviços
grossistas que reflictam os verdadeiros custos, (iii) portabilidade dos números, (iv) não dis-
criminação no acesso.

Também a desagregação do lacete local, que é uma forma mais evoluída de concorrência
tecnológica, tem progredido a ritmo bastante lento, não só na UE como até nos EUA, emb-
ora esteja ultimamente a ganhar um certo momento. Mesmo nos países nórdicos, que têm
revelado estar à frente no processo de liberalização, o grau de desagregação é bastante
baixo, indo de apenas de 0,6% na Suécia a 3,9% na Finlândia, em 2003.

O próprio regulador inglês, a Ofcom, num mercado que é dos mais liberalizados da UE,
declarou recentemente que está muito insatisfeito da forma como a BT tem controlado o
acesso às redes que detém, com um impacto negativo sobre a inovação nos produtos a
nível grossista e secundariamente sobre as escolhas que os consumidores podem fazer.
Na banda larga, os produtos afectados incluem a desagregação do lacete local, na voz o
arrendamento de linhas a nível grossista e o carrier pré-seleccionado.

É normal tomar a quota de mercado dos incumbentes na voz como um indicador do grau
de liberalização das telecomunicações, como a Comissão o faz. Tomando o tráfego e rendi-
mentos, verifica-se que na EU-15 os países mais avançados são a Suécia, Reino Unido,
… estamos longe de ter Dinamarca e Áustria. Os mais atrasados são Grécia e Portugal.
construído um mercado único A igualdade real de acesso implica que a BT venda os serviços grossistas e imponha as
nas telecomunicações, objectivo mesmas condições contratuais que pratica com os seus serviços de retalho. Para tal, a
almejado em 1992. Para o Ofcom exige não só uma separação legal e de gestão entre as empresas grossistas e retal-
conseguirmos tanto a Comissão histas, como também uma clara divisão de incentivos.
Europeia, como os Reguladores
Nacionais e as Autoridades da
Finalmente, chama atenção para o baixo número de consumidores que até à data mudaram
de fornecedor, o que é devido em grande parte à falta de clareza sobre preços e condições
Concorrência de todos os
de fornecimento de serviço, bem como aos elevados custos de transição que resultam
Estados Membros devem
daquela mudança.
estabelecer um fórum de
discussão regular, fazer uma A construção de um verdadeiro mercado único também deverá incentivar as fusões e
aquisições entre empresas de diferentes mercados nacionais. Só nos serviços móveis é
reanálise dos processos
que já apareceu uma verdadeira empresa global, o que a coloca em boa posição para
de liberalização em curso
transferir tecnologia e assim poder alavancar as inovações que estão a ocorrer nos merca-
e estabelecer uma nova Visão
dos mais evoluídos de 3G como a Coreia e Japão.
para as Telecomunicações num
Mercado Único, com um Esta integração “cross-border” já levou a Comissão a investigar os custos de “roaming”, em
horizonte temporal preciso… que apesar de ser dentro de uma mesma empresa (sem justificação de custos) as empre-
sas de móveis praticam preços por vezes 5 a 7 vezes superiores aos dentro da rede
nacional.

É evidentemente difícil traçar um paralelismo entre o sector das telecomunicações e o da


energia. Porém, já vários economistas, tais como Littlechild, “o pai da regulação”, têm
procurado tirar lições entre o processo de liberalização dos dois sectores. Como sabemos,
o “unbundling” da energia consiste em separar estruturalmente a produção de energia das
redes de alta e das redes de distribuição regionais, estando as redes – que são monopólios
naturais – sujeitas a regulação das tarifas de transporte e distribuição. Também em Portugal
a rede de transporte do sinal da televisão é do Estado e está alugada à RTP e à SIC. Da
mesma forma, poderíamos conceber que as redes de cobre muitas vezes nas mãos do
incumbente nacional, fossem separadas estruturalmente e detidas por uma entidade públi-
ca ou privada, estruturalmente diferente, e alugadas tanto ao incumbente como a outros
operadores, em condições de igualdade.

Como o gráfico acima demonstra, estamos longe de ter construído um mercado único nas tele-
comunicações, objectivo almejado em 1992. Para o conseguirmos tanto a Comissão Europeia,
como os Reguladores Nacionais e as Autoridades da Concorrência de todos os Estados
Membros devem estabelecer um fórum de discussão regular, fazer uma reanálise dos proces-
sos de liberalização em curso e estabelecer uma nova Visão para as Telecomunicações num
Mercado Único, com um horizonte temporal preciso, e cujo progresso pode ser controlado pelo
benchmark da convergência para as melhores práticas europeias.

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Esta página ficou intencionalmente em branco.
Por onde passa o Futuro
Em Portugal, nos últimos seis anos, a penetração declarada dos serviços de telecomuni-
cações móveis aumentou de forma vertiginosa, atingindo os 100% da população, muito
antes de outros países europeus com níveis de desenvolvimento económico bastante
superiores. No entanto, a grande maioria dos subscritores faz uma utilização do telemóvel
centrada nos serviços de comunicação (sms e voz), não explorando ainda o lato portfólio
de serviços de dados, oferecido pelos operadores.

Mesmo com 2004 a marcar o lançamento em Portugal do acesso móvel à Internet em


António Casanova, Dr. banda larga, onde para além das redes 3G/UMTS (Universal Mobile Telecommunications
Standard) os operadores disponibilizaram, em locais de grande tráfego, redes de hotspots
Nasceu a 1 de Janeiro de
WiFi, este é, ainda assim, um mercado em fase embrionária. Veja-se o caso das empresas,
1963. Casado. 2 filhos.
onde o acesso fixo à Internet tem já uma penetração elevada (cerca de 80%), sendo que
Licenciado com distinção
os acessos móveis são utilizados por pouco mais de 10% desses casos.
em Economia pela “London
School of Economics”. MBA A verdade é que uma série de factores adicionais limitam, no curto prazo, o aumento signi-
pela Universidade Nova de ficativo da utilização do acesso móvel à Internet. São os casos do preço elevado dos
Lisboa. Administrador equipamentos, e consequentemente do seu nível de penetração no mercado, da percepção
Executivo da Sonaecom, de preço elevado das transmissões móveis de dados ou ainda a dificuldade em medir o
desde 2000. Funções retorno do investimento nestas tecnologias.
anteriores: Presidente
da Comissão Executiva
No entanto, o contexto tecnológico e de mercado está a alterar-se rapidamente, deitando
progressivamente por terra, as principais barreiras à adopção do acesso móvel e ubíquo à
da Optimus, Administrador
Internet. Senão vejamos:
de Marketing e Vendas
da Optimus, Administrador • Em 2004, deverão ter sido vendidos cerca de 150 mil computadores portáteis, 15 mil
Geral Adjunto da Lever PDAs, 150 mil smartphones e cerca de 2 milhões de telefones 2.5G (GPRS). Prevê-
Portuguesa, Director - se que, em 2008, em Portugal, a base instalada de computadores portáteis ultra-
Coordenador de Marketing passe a de computadores fixos, atingindo mais de 1 milhão de unidades e que o total
no Banco Fonsecas dos equipamentos móveis com capacidade de acesso à Internet ultrapasse as 3 mil-
& Burnay (Grupo BPI), hões de unidades. Adicionalmente, as características e a qualidade da experiência de
Consultor Associado Sénior utilização de PDAs e smartphones melhorarão (em particular nos dispositivos 3G), ao
na McKinsey & Co.
mesmo tempo que o seu preço deverá continuar a descer;

• Os operadores móveis continuarão a investir nas suas redes 3G, de modo a aumen-
tar a sua cobertura, capacidade e largura de banda. Em paralelo, a evolução das tec-
nologias de transmissão de dados sem fios, permitirá velocidades idênticas às actu-
ais ofertas de acesso fixo (superior a 2Mbps). A evolução das redes 3G para HSDPA
(High Speed Downlink Packet Access) possibilitará oferecer velocidades de acesso
superiores a 10 Mbps. No caso das redes complementares como o WiFi, serão pos-
síveis velocidades de acesso ainda superiores e idênticas às do acesso fixo (já hoje
esta tecnologia permite implementações que oferecem velocidades superiores a 100
Mbps).

Desta feita, rapidamente, os operadores estarão em condições de oferecer um acesso


móvel, e mais importante ainda, ubíquo, à Internet, com um nível de serviço e experiência
de utilização similar ao das melhores ofertas actuais de acesso fixo em banda larga.

O nível de info-literacia da população deverá continuar a aumentar, à medida que as novas


gerações, bastante expostas e com grande apetência pelas novas tecnologias, entrem na
vida activa.

O aumento do conhecimento tecnológico da população irá permitir que as empresas desen-


volvam formas mais eficazes e eficientes de organizar as suas operações, com recurso a
soluções de mobilidade. Adicionalmente, as forças de vendas dos operadores móveis e dos
integradores de soluções e aplicações empresariais tenderão a incrementar o seu conhec-
imento sobre as vantagens do acesso ubíquo à Internet e, consequentemente, a expandir
a sua capacidade de evangelização do mercado.

Na realidade, o acesso ubíquo à Internet vem potenciar um conjunto de oportunidades no


aumento da produtividade, da eficácia da força de vendas, da aceleração e aumento na
agilidade de processos negociais e de decisão, que acabarão por tornar a adopção desta
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A Visão Estratégica dos Líderes

tecnologia um imperativo para as empresas mais competitivas do mercado. O acesso ime-


diato à informação, no momento em que esta é necessária, será, no início, uma vantagem
competitiva dos early adopters, mas, a prazo, revelar-se-á uma condição para competir em
algumas indústrias.

Os operadores móveis, pressionados pela necessidade do crescimento continuado e da


descoberta de novas fontes de receita, insistirão na tendência actual de descida das tarifas
de transmissão de dados, testando a elasticidade ao preço neste mercado, ainda por explo-
rar. Com a apetência do mercado por este tipo de soluções a aumentar, e com as descidas
de preços por parte dos operadores a reflectir, uma penetração crescente das mesmas no
mercado, será de prever a transição de um modelo de negócio baseado em margens ele-
vadas para um outro baseado em volume.

Tudo leva a crer que o acesso à Internet (e ao E-Mail) venha a ser a principal avenida de
crescimento futuro para os operadores móveis, numa altura em que a penetração dos
serviços de voz parece ter atingido o limite.

Assim sendo, dado o valor acrescentado do acesso ubíquo à Internet, o desenvolvimento


esperado do contexto tecnológico, do mercado e dos próprios clientes, perspectiva-se, no
futuro próximo, uma verdadeira evolução dos serviços de acesso à Internet semelhante à
que aconteceu com os serviços de comunicação - a substituição de tecnologias de acesso
fixo por tecnologias móveis. Ao libertar-se do constrangimento de estar limitada a um “ponto
de acesso”, a Internet alargará de forma inequívoca o seu actual papel de veículo de aces-
so a serviços de dados, de infotainement, a aplicações centrais e bases de dados das Tudo leva a crer que o acesso à
empresas. Internet (e ao E-Mail) venha a
ser a principal avenida de
A satisfação destas necessidades de forma ubíqua e imediata, é uma proposta de valor crescimento futuro para os
irrecusável. O futuro passará seguramente pelos operadores móveis. E o primeiro passo operadores móveis, numa altura
nessa direcção será, do meu ponto de vista, a massificação dos serviços 3G, a iniciar-se
em que a penetração dos
em 2006, com a introdução de telefones com preços inferiores aos 150€ e com a primeira
serviços de voz parece ter
fase da evolução das redes 3G para HSDPA. No final desse ano, o número de utilizadores
atingido o limite
de serviços móveis de dados, deverá já ultrapassar os 3 milhões, perspectivando-se que
ultrapassem os 4 milhões em 2008. O acesso à informação, entertainment e aplicações,
tornar-se-á móvel, ubíquo e pessoal, contrastando com os actuais pontos de acesso partil-
hados.

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Evolução Estratégica e Tecnológica
O mercado de telecomunicações celulares português aproxima-se da saturação em termos
de número de utilizadores. Em Dezembro de 2003 eram já cerca de 10,5 milhões os
clientes registados nos operadores “móveis” nacionais, o que corresponde a uma surpreen-
dente taxa de penetração nominal de 105%. O facto de esta taxa se situar acima dos 100%
é justificada, sobretudo, pela existência temporária de clientes registados em mais do que
uma rede, alguma existência de múltiplos serviços ou terminais no mesmo utilizador e as
comunicações máquina a máquina. Estima-se que a taxa de penetração do serviço móvel
em Portugal, em termos de pessoas utilizadoras (excluindo, portanto, os clientes de
António Manuel C. serviços inactivos) estabilize em torno dos 85% no final de 2004.
Coimbra, Eng.
É Administrador de Marketing, Vendas 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003
e Operações Vodafone Portugal, Nº Clientes (‘000) 37 101 174 348 664 1.507 3.075 4.671 6.665 8.608 9.584 10.525
Comunicações Pessoais, S.A. Tem 44
Taxa Crescimento 173% 72% 100% 91% 127% 104% 52% 43% 29% 11% 10%
anos e é casado, com dois filhos.
Licenciou-se em Enge-nharia
Mecânica no Instituto Superior O crescimento das receitas por via do crescimento do número de clientes, afigura-se, por
Técnico de Lisboa em 1987. Durante conseguinte, bastante limitado.
o seu percurso profissional teve opor-
tunidade de complementar os seus
conhecimentos em seminários e cur-
Não se pense porém que as possibilidades de crescimento das telecomunicações móveis
sos realizados em Portugal e no estão esgotadas. Com efeito, o desenvolvimento acentuado da tecnologia GPRS, ocorrido
estrangeiro, em áreas técnicas e de durante os anos de 2002 e 2003, bem como o lançamento progressivo do UMTS em 2004
gestão. António Coimbra começou a e 2005, permitirão disponibilizar novos serviços de dados móveis, além do serviço de voz
trabalhar como professor do 12º ano ainda hoje prevalecente, através de mais eficientes e céleres técnicas de transmissões de
de escolaridade enquanto estudava dados, a par da maior largura de banda. Existem, certamente, grandes oportunidades de
na Universidade. Durante os primeiros crescimento para os operadores móveis.
quatro anos de experiência (1988-
1991) na Siemens manteve cargos Uma das áreas com significativo potencial de crescimento continua a ser a comummente
nas áreas de Marketing e Vendas.
designada “migração fixo-móvel”, caracterizada pela substituição progressiva das teleco-
Nas Vendas foi responsável pelo
municações fixas pelas móveis. Em Portugal, cerca de 50% das chamadas de voz e cerca
Departamento de Vendas Indirectas,
passando em seguida para as de 65% das receitas de voz são originadas nas redes móveis, significando que há ainda
Vendas Directas; mais tarde foi potencial de crescimento das comunicações móveis a este respeito. Este potencial é sobre-
nomeado responsável por ambos os tudo notado no segmento empresarial, o que levou a Vodafone a lançar, em Junho de 2004,
Departamentos relativamente à o Vodafone Wireless Office, um serviço que permite, a partir de um único terminal, gerir
Divisão de Sistemas de Informação. todas as necessidades de comunicação de voz das empresas, integrando as vantagens de
Em Abril de 1991 mudou para a um telefone de rede fixa num telefone móvel.
Olivetti, logo a seguir à formação da
SNI, resultante da fusão da Nixdorf Outra oportunidade de crescimento do sector móvel em Portugal é o seu reforço como veícu-
com a área de sistemas de infor- lo de transformação das empresas na área da tecnologias de informação/produtividade. Se é
mação da Siemens, na Alemanha. Na
verdade que as tecnologias de informação transformaram o ambiente de trabalho na última
Olivetti foi responsável de Marketing,
década, também é verdade que a tecnologia móvel teve a sua quota-parte nesta transfor-
na área de Grandes Contas, acumu-
lando posteriormente com a Chefia da mação. Na Vodafone acreditamos que a tecnologia celular pode continuar no futuro a trans-
área de Vendas para a Administração formar as empresas e a contribuir de forma significativa para o aumento da produtividade
Pública. Em Setembro de 1992 foi destas. As recentes tecnologias GPRS e UMTS, permitem disponibilizar uma vasta panóplia
convidado para o projecto Telecel de serviços úteis e de valor acrescentado para as empresas, fazendo com que a tão espera-
como Director de Vendas Directas, da convergência móvel esteja cada vez mais próxima.
função onde se manteve durante dois
anos. Em 1994, assume a respons- Actualmente é já possível, a partir da tecnologia celular, ter acesso a serviços tipicamente
abilidade da Direcção de Marketing associados à tecnologia de rede fixa, aos serviços de voz (tradicionais ou a recente
da Telecel. Em Maio 1995, foi convi- videotelefonia) e aos serviços dados, de que são exemplos o acesso ao e-mail, ou ao fax, a
dado a integrar a Administração da
partir do telemóvel. Em Fevereiro de 2004 a Vodafone lançou o Vodafone Mobile Connect
empresa como Vice-presidente de
Card 3G, o primeiro serviço da chamada terceira geração (3G-UMTS) a ser lançado em
Marketing e Suporte a Clientes.
Desde Abril 1999 até Agosto 2000 foi
Portugal. Consiste numa placa de comunicação de dados para PCs portáteis que possibili-
responsável pelas áreas de ta o acesso do seu utilizador, em completa mobilidade, ao e-mail, Internet e outras apli-
Marketing, Vendas e Suporte a cações informáticas empresariais, de modo simples, seguro e a velocidades de transmissão
Clientes. De Setembro 2000 até dos dados que podem chegar aos 384 kbps. Algo impensável há não muito tempo atrás.
Outubro 2001 foi responsável pelas
áreas de Marketing e Vendas e, Com a disponibilização da 3ª Geração é igualmente possível potenciar muitos dos serviços
desde Outubro 2001, é responsável de informação e entretenimento actualmente disponíveis, para além de utilizar novos
pelas áreas de Marketing, Vendas e serviços como a vídeotelefonia e garantindo ainda o acesso móvel à Internet, a velocidades
Operações da Vodafone Portugal. de transmissão bem mais elevadas que as actuais. O infotainment é, assim, outra grande
área de aposta dos operadores móveis.
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Estima-se que, no final de 2003, não mais do que 10% das receitas dos operadores móveis
tivessem a sua origem nas receitas de dados, na sua grande maioria SMS. É esperado que
a disponibilização da banda larga em mobilidade, o desenvolvimento e melhoramento dos
conteúdos existentes dos portais dos operadores (exemplo da Vodafone live!), tornarão
mais fácil e rica a experiência de utilização, e permitirão um incremento significativo das
receitas de dados nos próximos anos, as quais poderão atingir 20% das receitas de
serviços dos operadores nacionais, nos próximos 2 a 3 anos.

Abriu-se, assim, um novo capítulo nesta indústria. Ao contrário do que acontecia até muito
recentemente, em que o crescimento do sector era garantido pela maior “democratização”
no acesso à tecnologia móvel, pela primeira vez o crescimento da indústria, dependerá da
maior ou menor dinamização imposta pelos operadores no sentido de aumentar a utilização
média de cada cliente e a sua fidelização. A atenção dos operadores estará, mais do que
nunca neste mercado, direccionada para o cliente, para a satisfação das suas necessidades
e para o enriquecimento da experiência que estes têm em todos os pontos de contacto com
o operador visando a sua fidelização à rede. Factores de diferenciação como a marca, o
CRM e a inovação, revestem-se, neste novo capítulo, de uma importância muito especial.

Com o mercado de telecomunicações móveis saturado em termos do número de clientes, os Com o mercado de
operadores móveis nacionais procuram novas oportunidade de crescimento dos seus negócios. telecomunicações móveis
saturado em termos do número
O desenvolvimento acentuado da tecnologia GPRS e o lançamento progressivo do UMTS, de clientes, os operadores
permitirão disponibilizar novos serviços de dados móveis, além do serviço de voz ainda móveis nacionais procuram
hoje prevalecente, através de mais eficientes e céleres técnicas de transmissões de dados,
novas oportunidade de
a par da maior largura de banda.
crescimento dos seus negócios.

A migração fixo-móvel, as tecnologias de informação e o Infotainment (jogos, músicas, A migração fixo-móvel, as


toques para telemóvel, entre outros) são as três grandes áreas em que se prevê um forte tecnologias de informação e o
potencial de crescimento da indústria das comunicações móveis. infotainment são as três grandes
áreas com forte potencial de
A Vodafone continua a ser o principal motor do desenvolvimento do mercado de comuni- crescimento na indústria das
cações móveis pela sua inovação e pela capacidade que mantém de surpreender positiva- comunicações móveis
mente os clientes. Continua, igualmente, apostada em ser uma empresa em crescimento,
convicta que está de que reúne todas as condições para tal.

A Vodafone tenciona manter a sua diferenciação como o operador mais inovador e com
maior orientação para o cliente em Portugal, disponibilizando a oferta mais competitiva e
continuando a liderar a introdução de serviços não-voz. Para além disso, possui uma rede
de comunicações celulares alargada e de elevada qualidade, um Serviço de Apoio a
Clientes de excelência, uma contínua liderança e inovação em Marketing, uma oferta diver-
sificada e competitiva de serviços úteis e inovadores e um desenvolvimento e permanente
adaptação à evolução do mercado de múltiplos canais de distribuição, profissionais e
dinâmicos.

A Vodafone foi pioneira no lançamento da 3ª Geração Móvel/UMTS em Portugal e está


apostada em assumir-se, à semelhança do sucedido com o GSM/GPRS, como o principal
agente dinamizador deste mercado em Portugal e a contribuir significativamente para o
desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento.

Os nossos Clientes, Accionista e Colaboradores continuam a ser os principais pilares do


nosso desenvolvimento a que acrescem todos os parceiros do negócio com os quais regu-
larmente trabalhamos.

Todos são indispensáveis para a continuação deste nosso sucesso empresarial e para a
afirmação ética e social da Empresa na nossa sociedade.

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As Perspectivas para 2005 revestem-se de algum Optimismo
As perspectivas do mercado das Telecomunicações para o ano 2005 apresentam-se com
alguma expectativa, diria mesmo, algum optimismo, para as empresas do sector.

Senão, vejamos.

Na rede fixa, o lado optimista do negócio tem a ver com a procura crescente de largura de
banda para fazer face não só ao crescimento do ADSL, mas essencialmente na interligação
nas redes móveis, que com o lançamento do UMTS necessitam cada vez mais dela. E
António José C. Paiva muito provavelmente a rede de Televisão Digital que deverá ser lançada em 2005 irá tam-
bém necessitar de largura de banda adicional.
Morão, Eng.
Natural de Castelo Branco,
nasceu a 17 de Janeiro de Contudo, é importante não esquecer que sobre este negócio paira a sombra constante da
1951. Casado. 2 Filhos. 2002- diminuição de receitas directamente decorrentes da voz, devido à tendência generalizada
2003 – Programa Avançado de da utilização do móvel em quaisquer circunstâncias, mesmo em casa ou no emprego.
Gestão de Empresas (Escola Segundo dados da Anacom, o valor do tráfego de voz originado nas redes móveis, em min-
de Pós Graduação da utos, ultrapassou, no 1º trimestre de 2004, em 15% o valor registado nas redes fixas.
Universidade Católica de
Lisboa); 1970-1973 – 3º ano A esta ameaça ao negócio tradicional dos operadores do fixo, irão juntar-se outros factores
de Engenharia Electrotécnica que constituem já o dia a dia na Ásia ou nos E.U.A, das “flat rates” e da preço de ligação
(IST); 6º ano do Instituto
único nacional, independentemente da distância.
Italiano de Cultura em
Portugal; 5º ano do Instituto
Britânico em Portugal; Curso
Na área dos móveis é de esperar o lançamento do 3G, apesar da indústria de conteúdos,
dos Liceus (Colégio Militar). fundamental para que este sistema adquira funcionalidades que o tornem atractivo ao
Actividade Profissional: grande público, não se tenha desenvolvido face à inexistência do mercado de serviços em
2000/2005 (NEC) Administrador 2,5G que tivessem potenciado o seu crescimento, como noutros países europeus em que
Delegado, e representante da o “i-mode” fez disparar o número de pequenos fornecedores de conteúdos. Como curiosi-
accionista maioritária NEC dade, no Japão o número de “sites” de conteúdos acessíveis pelo “i-mode” ronda actual-
Europe, no Conselho da NEC mente os oitenta mil...
Portugal, S.A.; 1997/2000
(NEC) Director Geral (em acu- O desenvolvimento dos sistemas móveis na Ásia e as ondas de choque que irão atingir a
mulação c/ Direcção de Europa far-se-ão sentir mais cedo ou mais tarde. Hoje a China tem cerca de 280 milhões
Engenharia de Integração de
de utilizadores GSM e o Japão 6 milhões em 3G. A provável abertura do mercado chinês
Sistemas); 1995/1997 (NEC)
em 2005 aos sistemas UMTS, aguardada com grande expectativa pelos fabricantes, irá
Director Comercial; 1994/1995
(Sistel) Director de Vendas e sem dúvida ser um catalisador do sistema a nível mundial.
Marketing; 1992/ 1994 (Sistel)
Responsável Comercial da O lançamento, de novo apregoado, da Televisão Digital em Portugal, com metas temporais
Área de Negócio de Radioco- extremamente exigentes, constitui um novo desafio para a indústria de telecomunicações,
municações; 1991/1992 (Sistel) já que este investimento poderá vir a criar novas oportunidades de negócio que se irão pro-
Director Comercial Adjunto longar até ao final da década, com a transferência total da rede analógica para a digital.
(Áreas de Exportação,
Comunicações Militares e Na área postal o esforço na rede de encaminhamento e distribuição postal domiciliária para
Logística); 1988/1991 (Sistel) manter a excelência e ultrapassar as taxas actuais de entrega de correspondências de
Chefe do Departamento de
95,6% em 3 dias para o correio normal e de 91,6% no dia seguinte para o correio azul,
Exportação; 1983/1988
passa não só pelo aumento da produtividade do elemento humano mas essencialmente
(Centrel) Divisão de Radio
Transmissão e Sistemas;
pelo incremento da automação postal para fazer face ao volume de 1,3 biliões de objectos
1974/1982 (Cheret) Serviço manuseados pelo operador em cada ano.
Militar Obrigatório como
Tenente Miliciano comandante A massificação das telecomunicações na rede eléctrica não deverá ainda ser novidade este
da Companhia de ano, embora o suporte para o transporte de dados (PLC) venha a ser um novo factor de
Reconhecimento das concorrência dentro em breve.
Transmissões no “Centro de
Intercepção de Nas comunicações ferroviárias as directivas comunitárias de interligação, o incremento
Radiocomunicações”. esperado para o transporte ferroviário de mercadorias face ao aumento continuado do
Participação em vários preço do petróleo e o lançamento do projecto de alta velocidade irão trazer consigo a
“Encontros”, Congressos,
necessidade do alargamento, não só das comunicações ferroviárias, mas também daque-
Seminários e Acções de
las que deverão vir a servir os utentes a bordo, quer na utilização de comunicações de voz,
Formação sobre os mais varia-
dos aspectos das quer de dados.
Telecomunicações, em
Portugal e no estrangeiro, com O advento do GSM-R (always) em Portugal e a migração dos actuais sistemas de comuni-
apresentação de comuni- cações, muitos deles já suportados em plataformas IP, deverá ser igualmente tema para o
cações. próximo ano.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Não basta, contudo, um mercado promissor.

O mercado europeu irá sem dúvida ser afectado, como referi acima, pelo acordar do mer-
cado de IT na China, que com um volume estimado em mais de 900 biliões de USD e uma
taxa de crescimento anual de 20%, tem vindo a tornar-se o centro de interesse de todos os
fabricantes mundiais.

É fundamental que as empresas em Portugal invistam e inovem com criatividade, desen-


volvam capacidades mais robustas de prover soluções dentro da sua vertente de negócio,
melhorem a compreensão das necessidades e modelos de negócio dos clientes, reforcem
as competências tecnológicas e a qualidade dos recursos e afinem as estratégias de ven-
das e de marketing para continuarem competitivas no mercado, tendo a satisfação do
cliente como objectivo final.

É fundamental que as empresas


em Portugal invistam e inovem
com criatividade, desenvolvam
capacidades mais robustas de
prover soluções dentro da sua
vertente de negócio, melhorem a
compreensão das necessidades
e modelos de negócio dos
clientes, reforcem as
competências tecnológicas e a
qualidade dos recursos e afinem
as estratégias de vendas e de
marketing para continuarem
competitivas no mercado, tendo
a satisfação do cliente como
objectivo final

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New Company, New Technology, New Partner
Incorporated in 1988 and headquartered in Shenzhen, China, Huawei Technologies
specializes in the R&D, production and marketing of telecoms equipment, providing
customized network solutions in mobile network, fixed network, optical network, service &
software, data communications network and terminals. Huawei is now the leading player in
China’s telecom market and is quickly becoming an active player in the global telecom market.

Huawei’s technical and product capability spans the entire network range, enabling us to
deliver integrated solutions for our customer base across more than 60 countries. Huawei
David Tang, Eng. has core skills and global solutions in every product, and this broad capability has been one
of the major reasons why we have the largest market share of 35% in our domestic market
He is President of Huawei
despite experiencing fierce competition from all the major global network vendors.
Portugal, holds a Master’s
degree on Electrical
Huawei’s leadership in China not only provides clear advantages in manufacturing
Engineering from Tsinghua efficiency, but also matching economies in R&D. Huawei’s internationally experienced R&D
University, Beijing, China. team have an unparalleled track record in the cost-effective development of customer
His career started as an solutions within rapid timescales, and we believe that this could be a significant differentiator
engineer at Shenzhen for European customer. Huawei’s financial position remains exceptionally strong. From
electric power company. establishment of the company in 1988 our global revenues in 2004 reached US$5.58 billion,
He was invited to join an increase of 45% on the previous year. International revenues in 2004 exceeded US$2.28
Huawei Technologies in 1995 billion representing a 117% annual increase. It is expected that the international sales will
as a general manager for
reach 4 billion USD. We ensure that a tightly-coupled relationship between Huawei and its
partners, designed to exploit the strengths of the respective organizations, yet providing the
fixed networks marketing
customer with a seamless experience, is the optimum way to meet European customer’s
department and in 2001,
requirements both now and in the future.
after Huawei conquered the
market leader position in As far as market share is concerned, Huawei is currently: No. 1 in digital switches and NGN
China for fixed telecom (Dittberner); No. 2 in ADSL broadband and DSLAM’s (RHK); No. 3 in integrated access
networks, he moved networks (RHK); No. 2 in SDH ADM and OED (RHK); No. 3 in long haul DWDM.
overseas as Huawei Latin
America vice-president. We are well on our way to be a global player in the telecommunication and datacom space.
Since 2003 he is president Our goal is to have 70% of our sales from the international market by 2008. To achieve this,
of Huawei Portugal and
we build long term relationship with our customers in developed countries. In order to
penetrate developed markets, Huawei has been focusing on expanding its global
vice-president of Huawei
organization and on developing business relationships across its high priority international
Europe.
markets, of which Portugal is one. These target markets, including Portugal and the other
European countries, have been selected on the basis of their sophistication and their
prospects for growth over the coming years. This focus is driving the restructure of our
organization and the creation of a key global account program, from which Portugal’s
carriers will benefit.

To successfully maintain growth in the developed markets, Huawei will continue to build
upon the values and drivers of its success to date. It will continue to focus on localization,
investigating next-generation network opportunities and maintaining and developing
relationships with its key international accounts, local partners and other leading vendors.

Huawei has been implementing its localization in Europe. Now more than half of the
employees in Europe are locals, which will reach 70% in 2005, and we have local partners,
local logistics and support infrastructure. Also local account teams have been setup for
better understanding of our customers business. In Portugal, the local team has been
established since 2003 and has been deploying a growing number of projects.

Huawei is looking forwarding to becoming a strategic partner with customers, local support
partners and industry leaders, which is seen by Huawei as a highly mutually beneficial
business development.

To ensure high levels of customer satisfaction and efficient network maintenance and
service, Huawei has built a 3-Level Technical Support Service System, ranging from
Headquarters, Regional Headquarters and each country or region.

According to a recent Gallup survey, Huawei has held the No.1 position in terms of service
quality and customer satisfaction for many years in the Chinese market. In the international
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A Visão Estratégica dos Líderes

market, Huawei has put a very high priority on achieving similarly high level customer
service results. In particular, it has invested a significant amount in after-sales service to
ensure high levels of customer service and to build long term customer partnerships. In
Portugal tens of local engineers are working on every product line. Moreover, Huawei
Portugal has access to a pool of resources from the European Headquarter in the UK and
Huawei global Headquarters.

Because the European market is very mature and highly competitive, the focus will be in up-
to-date technologies co-existing with the traditional telecom technology. Fortunately, with the
development of technology, the next-generation networks has come to reality. Huawei
Technologies is focusing in technologies as: NGN&NGIN, IP-DSLAM, MSAN, NG-
SDH/DWDM, UMTS, IP and 3G terminals. At the time of writing, Huawei has references in
Portugal, UK, Germany, France and more than 90 countries around the world.

For example, currently “Triple-play” services have become the hot topic world-wide. Some
European carriers cooperating with Huawei are definitely the pioneer in this field with the
“triple play” mechanism, voice, data and TV services run on the same platform via copper
with the quality guaranteed by the intelligent QoS system of DSLAM, with Huawei’s IP
DSLAM fulfilling the key requirements of this innovative service. Moreover, Huawei provides
NG-WDM/SDH and NGIN to fulfill the more complex requirements, which builds a
competitive network with IP DSLAM for telecom operators.
Portugal telecom market is more
NGN is another attractive technology that must be 100% compatible with PSTN services. and more open, not only for
Plenty of integrated multimedia services will bring a new life to the telecom world. IP carriers but also for suppliers.
Centrex, along with powerful self-management platform, is one of solutions especially for Huawei believes that the
enterprise users and the open service interface brings many benefits to both operators and competition and cooperation
ASPs. should take much opportunity
and improve competitively of
UMTS brings immense revolution to the mobile communications. However, some operators
each other, which has been
are hesitating when facing the fierce competition, the huge investment for the initial roll-out
proved in China and other
and the doubt for the operational mode. Huawei deeply understands the needs of customers
countries telecom market
and for years we hold dearly the belief of Service, Quality and Savings, providing our
customers with prompt response of their requirements for high quality products, cost-
effective solutions and considerate service. Now Huawei has just over ten UMTS
references, including the Netherlands.

We are working with other leading telecom vendors and standardization bodies to provide
the optimized solution for our customers. As standards oriented developers we are
committed to standards based solutions to guarantee optimal interoperability between
systems and vendors. For instance, Huawei has established a partnership with Marconi
Corporation Plc and we have reached an agreement regarding ways in which we will work
together. Last year, Huawei also signed a cooperation agreement with SIEMENS for the
Datacom market. We will continue to build strategic relationships with key suppliers &
technology vendors to optimise the telecom value chain.

Portugal’s telecom market is more and more open, not only for carriers but also for
suppliers. Huawei believes that the competition and cooperation should create many
opportunities and improve the competitiveness of the market players, a fact that has been
proved in China and in other telecom markets where we operate.

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Por uma Sociedade de Informação Aberta e Inclusiva
Podemos dizer que sobrevivemos a um dos períodos mais conturbados no mercado de
telecomunicações e tecnologias de informação. Os modelos de negócios, as tecnologias,
os serviços, as empresas, a ética, enfim, tudo foi discutido e posto em causa durante estes
primeiros anos do novo século.

Mas, como o debate é sempre construtivo e rever alguns dos nossos caminhos, de tempos
em tempos, é de salutar, acho que saímos muito mais fortalecidos e preparados para apos-
tar num crescimento sustentado, onde cada participante percebe melhor o impacto de suas
Fatima Raimondi, acções sobre o ambiente em que opera e como contribuir neste cenário.
Engª.
Presidente da Comissão O sector da informação e comunicação desempenha um papel fundamental no progresso
Executiva da Ericsson em da humanidade, na melhoria das condições de vida dos cidadãos e no crescimento da
Portugal. Tem 45 anos, é de economia mundial – portanto, temos um infindável número de oportunidades para crescer
nacionalidade brasileira e nesta área.
licenciada em Engenheira
Electrotécnica com especial- É largamente reconhecido que as tecnologias de comunicação e informação podem con-
ização em telecomunicações tribuir para acelerar o desenvolvimento das populações através da melhoria na educação,
e pós-graduação em Gestão o aumento da produtividade e alternativas de emprego, no combate a doenças e tratamen-
de Empresas em São Paulo. to da saúde, na preservação dos recursos naturais e na promoção da democracia, direitos
Ingressou no Grupo Ericsson
e liberdades fundamentais.
no Brasil em 1982 como
Gestora de Projectos. Em
1990 assume a função de O desafio está em encontrar formas simples de promover o acesso universal de serviços
Gestão de Produto de que consideramos básicos e essenciais para o bem estar e progresso assim como criar per-
Sistemas Móveis e em 1991 spectivas viáveis e compensadoras para o sector. Para construirmos uma Sociedade de
é convidada a desempenhar Informação aberta e inclusiva necessitamos de uma nova e efectiva forma de cooperação
a mesma função na Ericsson entre todos os envolvidos – governos, sector privado e sociedade civil.
Suécia, onde esteve envolvi-
da no suporte à introdução Talvez para chegar ao desfecho desejado, precisemos alterar o comportamento de alguns
de sistemas de comuni- actores do mercado. Pode ser uma tarefa árdua, sobretudo quando passa por tocar no sta-
cações móveis em diversos
tus quo destes actores que acreditam já estarem a fazer o máximo possível. Temos que
países como a Suécia, EUA
identificar e explorar alternativas sob pena de cairmos no erro da imobilidade e da falta de
e Itália. Desenvolveu carreira
internacional na Ericsson e
inovação.
desde 1994 encontra-se em
Portugal onde, actualmente A Sociedade de Informação e a Tecnologia de Banda Larga
é Presidente Executiva. A banda larga não é mais uma visão de futuro. Independentemente do acesso fixo ou
móvel, ela está disponível para ser empregada e continua a ser desenvolvida para aco-
modar novas aplicações que requerem mais e mais débito para aprimorar a experiência do
usuário final.

Até algum tempo atrás, só conhecíamos banda larga por meio de tecnologias DSL (Digital
Subscriber Line) e cabo, entretanto, outras tecnologias, como os telemóveis da terceira ger-
ação ou a televisão digital interactiva, também já podem disponibilizar acesso em banda
larga; para não falar na utilização de espectros de frequência livres e tecnologias wireless
LAN.

O cabo inicialmente apresentou-se como a tecnologia de acesso à banda larga mais utiliza-
da e, apesar de continuar a crescer, é agora ultrapassado pelo acesso DSL que tem sido
mais e mais difundido. Somente no primeiro trimestre de 2004 houve 9,5 milhões de novos
assinantes em todo o mundo – quase o dobro do que ocorreu no mesmo período de 2003
(source: DSL Forum).

A evolução da tecnologia DSL está a facilitar e a diminuir o custo da sua utilização. Com a
possibilidade de transmitir voz, dados e multimedia, muitos operadores começam a perce-
ber as oportunidades para geração de receitas adicionais com baixo investimento.

O progresso do FTTH (fiber to the home) e a redução dos valores no emprego desta alter-
nativa também promete trazer mais capacidade ao segmento residencial e empresas e
oferecer mais possibilidades de serviços. Em paralelo, muito se tem conseguido com a tec-
nologia de compressão de vídeo. Novas gerações de codificação de vídeo podem reduzir
a largura de banda necessária para definição de TV broadcast para 1 Mbit/s tornando ainda
mais atractivo o modelo de negócio na utilização de DSL.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Para cobrir as distâncias na chamada “second mile”, opções mais baratas à fibra, como o
rádio, já se afigura como exequível e eficaz, permitindo a banda larga chegar a pequenas
e médias cidades removendo a falta de equidade entre áreas rurais e urbanas.

Adicionalmente, temos agora disponíveis os sistemas móveis de terceira geração. Os uti-


lizadores podem ter acesso a novas aplicações e conteúdos através de terminais moveis
e, ao mesmo tempo, os operadores podem reduzir os custos por megabyte oferecendo
serviços a preços mais atractivos. Além dos actuais 384Kbit/s ou 2Mbit/s em hot-spots, será
possível chegarmos aos 14Mbit/s através da utilização do HSDPA (High Speed Downlink
Packet Access) no UMTS.

Frequentemente, a não disponibilidade de mais e inovadores serviços de banda larga


ocorre, não por problemas ligados aos acessos, mas sim da capacidade e arquitectura das
redes “backbone” IP que existem hoje. Estas não estão preparadas para a qualidade de
serviço requerida, mas podem ser fácil e rapidamente adaptadas com tecnologia ampla-
mente disponível. Para construirmos uma
Sociedade de Informação aberta
Concluo, desta forma, que me parece claro não ser a falta de tecnologia disponível a cus-
e inclusiva necessitamos de uma
tos competitivos o obstáculo a impedir a evolução mais rápida da Sociedade de Informação.
nova e efectiva forma de
cooperação entre todos os
Sociedade de Informação e a Sintonia de Esforços
Para que o conceito da Sociedade de Informação atinja e se aplique a toda população, envolvidos – governos, sector
deve haver incentivos de forma orquestrada direccionados a três grandes grupos: os que privado e sociedade civil. A
desenvolvem tecnologia/serviços/aplicações de banda larga; os que actuam como canais tecnologia de banda larga e os
de distribuição – os operadores ou provedores de serviço; e os utilizadores finais – a custos associados à sua
sociedade civil. O alinhamento dos incentivos pode tornar a adopção da banda larga numa implementação há muito
questão de interesse comum e criar um ciclo virtuoso. deixaram de ser obstáculo para
caminharmos. É tempo de
Toda a sociedade deve reconhecer a necessidade de fazer alguns esforços para adoptar-
investirmos conjuntamente nessa
mos este caminho. A população deve ser propriamente informada sobre os benefícios que
via e esperarmos retorno
daí advém para estar suficientemente interessada em investir na aquisição de tecnologia.
sustentado e de longo prazo
A partir do instante que as tecnologias de informação e comunicação passam a ser encar-
adas como um negócio de grande potencial há interesse generalizado da iniciativa privada
e mesmo de empresas públicas em investimento em infra-estrutura na área.

Ainda outro grande desafio é adequar a legislação existente em cada país à nova realidade.
Temas como Comércio Electrónico e Conteúdos ainda não possuem directrizes comuns em
todo o mundo. Iniciativas desta natureza dependem de acções integradas entre países para
que possam ter um desenvolvimento mais acelerado.

A educação é um elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na infor-


mação e no conhecimento. Neste caso significa mais que formar as pessoas para o uso
das tecnologias; trata-se de formar indivíduos para “aprender a aprender” de modo a
serem capazes de lidar positivamente com a contínua e rápida transformação da base
tecnológica.

A lista de aspectos críticos é obviamente muito maior e os pontos aqui destacados anteri-
ormente apenas dão ideia dos desafios que somente com união de todos os sectores da
sociedade será possível ultrapassar.

É necessário consolidar um modelo de actuação nesta frente. Apostar na parceria e acção


concertada entre o governo, sector académico e sector privado poderá acelerar a con-
cretização do ideal assente na Sociedade de Informação. Todos deverão estar preparados
para investir significativamente nesta área e procurar retorno sustentado e de longo prazo.

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Telecoms prices in the new EU countries
With the inclusion of 10 new countries in the European Union the structure of the telecoms
market in Europe has changed and the price relationships between EU countries have taken
on a new perspective. The new countries (EU10) have up till recently had a different direc-
tion in their development of services and markets, and are now required to comply with the
EU directives and regulations. The prices of telecoms services in these countries may have
to change dramatically and some changes are already evident.

Comparing prices between different markets is always difficult and it is important to know
Halvor Sannæs, Mr. the caveats and differences that need to be taken into account. The OECD Basket method-
Norwegian, works and lives in ology provides the most acknowledged method for price comparisons of telecoms services
Arendal, Norway. Born in and the graphs below will use this to illustrate the situation in the EU10 countries and the
1951. Halvor has been rest of the EU.
employed by Teligen, HI
Europe, (formerly Eurodata Figure 1 shows how the prices for residential PSTN services compare with the simple aver-
Foundation) since 1990. He age across all 25 EU countries. The results are taken from an expanded version of the
currently holds the position as OECD basket from August 2004 (the OECD baskets do not cover all EU countries. 6 of the
Director Tariff Services. EU10 countries are added to the basket calculation for this analysis. The data is calculated
Teligen is a division of HI in euros using Purchasing Power Parity (PPP) adjustment, and prices including VAT). The
Europe, UK. Halvor’s back-
countries shown in blue are the new EU10 countries. It should be noted that the average
ground is from what was then
Norwegian Telecom (now
itself is not a measure of the “best practice” prices, but it does give an indication of whether
Telenor) where he worked a service is significantly more or less expensive than services from other providers.
from 1975 to 1990 in areas as
diverse as technical mainte- Most of the EU10 countries (except Cyprus and Estonia) come out more expensive than the
nance of transmission equip- EU25 average, as do Greece and Portugal. Some of the countries have a fairly long way to
ment, radio monitoring and go before they are close to the average. The variation shown is between -50% and +96%
major account support on a below and above the average. Comparing the EU15 countries against the EU15 simple
national level. When joining average will give a variation between -28% and +53%.
Teligen in 1990 Halvor was
first in charge of developing
the Master Tariff Database, Figure 1: Residential basket results vs. EU25 average (Euro/PPP incl. VAT)
which was and is the core of
Teligen’s range of tariff data-
Austria, Telekom Austria
base software products.
Halvor has also been in Belgium, Belgacom
charge of developing and Cyprus, CYTA
implementing the OECD price Czech, Cesky Telecom
benchmarking systems since
Denmark, Tele Danmark
they were “taken over” by
Teligen in 1995. Teligen has, Estonia, Elion
on behalf of the OECD, man- Finland, Sonera
aged the process of updating France, France Telecom
and re-implementing the price
Germany, Deutsche Telekom
benchmarking methodologies.
Building on his broad tele- Greece, OTE
coms experience and in-depth Hungary, Matav
knowledge of price bench- Ireland, Eircom
marking and tariff analysis,
Italy, Telecom Italia
Halvor has been a sought
Latvia, Lattelekom
after consultant in the areas of
price benchmarking, price Lithuania, Lietuvos Telekomas
structure and level analysis, Luxembourg, P&T Luxembourg
and tariff development. Halvor Malta, Maltacom
has been providing high level
Netherlands, KPN
insight and advice to major
organisations like the Poland, Polish Telecom
European Commission and Portugal, Telecom Portugal
the ITU, and to regulators and Slovakia, Slovak Telecom
operators in major countries in
Slovenia, Telekom Slovnije
Europe and other parts of the
world. Halvor’s leisure time Spain, Telefonica
activities include youth work in Sweden, Telia
the YMCA and Model rail- UK, BT
ways.
-60% -40% -20% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120%

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A Visão Estratégica dos Líderes

Figure 2: Residential basket cost balance in EU 25 (Fixed/usage Cost Relationship)

One typical problem seen in


many countries is that the PSTN
services of the incumbent
operator in a country are offered
with fixed charges (Line rental
and access) below cost. This
becomes a problem for the
incumbent operator, and in turn
the regulator, in that competing
operators offering indirect
services will undercut the
incumbent on call prices while
utilising the low prices on access
lines

The EU now faces the challenge of aligning the prices in some of the “new” countries to what
is common across the Union. The markets in these countries are at a different stage of com-
petitive development, and the learning curve for operators and regulators is steep.

A typical trend in most countries when moving towards a competitive market is that the
prices for telecoms services must become cost based, or at least related to the underlying
cost. One result is that price elements which relate to the provision of physical services, like
the physical line to the customer, become more expensive than they typically have been.
Also, in most monopoly markets, the prices of local calls have been low. These will also tend
to rise when moving towards a cost based system.
Most of the EU10 countries
Figure 2 shows the balance between fixed costs (Installation and line rental) and usage
(except Cyprus and Estonia)
costs (Local, national and international calls) for the OECD Residential basket for PSTN.
come out more expensive than
The red line shows the simple average of 39% fixed cost. Several of the EU10 countries
have very low fixed cost in relation to the average, suggesting that there is a bit of rebalanc- the EU25 average, as do Greece
ing to be done on these tariffs. and Portugal. Some of the
countries have a fairly long way
One typical problem seen in many countries is that the PSTN services of the incumbent to go before they are close to the
operator in a country are offered with fixed charges (Line rental and access) below cost. This average
becomes a problem for the incumbent operator, and in turn the regulator, in that competing
operators offering indirect services will undercut the incumbent on call prices while utilising
the low prices on access lines. In an extreme situation the Incumbent operator will lose out
with too expensive calls and be left with the unprofitable lines as the main source of rev-
enue. Rebalancing of the PSTN prices is vital to allow the incumbent operator to build and
maintain the core telecoms network in the country.

We will most certainly see a number of price changes in the EU10 countries over the next
few years, in the same way as we have seen changes in the EU15 countries over the recent
years from 1998 onwards, when the national markets were opened up for competition. Data
from these years suggest that prices in most EU countries tend to gravitate towards an EU
average, plus-minus a few percent.

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Edição de Directórios: Uma Actividade Relevante no
Âmbito das TMT’S em Portugal
A actividade de edição de Listas, Anuários e Guias, internacionalmente designada por
Directory Publishing teve a sua origem nos EUA, no início do século XX, representando em
2003, à escala mundial, uma facturação bruta superior a 25 mil milhões de euros. E não se
pense que esta actividade está em estagnação, ou muito menos em declínio, pois, no ano
referido, deverá ter registado um crescimento superior a 2,5%.

No “Mercado das TMT” em Portugal, o segmento dos Directórios representa um volume de


João Paes Braga, Dr. negócios que se estima em, aproximadamente, 150 milhões de euros. A Páginas Amarelas,
Director-Geral da Páginas S.A., uma empresa dos grupos World Directories e Portugal Telecom, é considerada o
leader e a referência do segmento.
Amarelas S.A., 59 anos,
licenciado em Economia,
As Páginas Amarelas posicionam-se como um media direccional. Os Mass-Media são
natural de Lisboa, onde
incluídos nos Planos de Meios para promover uma marca ou serviço e criar apetência pela
reside. Desempenhou anteri- sua compra; os Media direccionais dizem-nos quem comercializa a marca ou presta o
ormente cargos na Unilever, serviço bem como a sua localização.
Hoechst, Quantum-Estudos
de Mercado (de que foi fun- Estas definições são redutoras mas, fazendo corresponder o despertar do “desejo de com-
dador e sócio-gerente) e na pra” aos Mass-Media e a sua concretização aos Directórios, permitem perceber em que
A.C. Nielsen. Anteriormente momento do processo da venda “entram” estes últimos, que se assumem, assim, como um
à sua entrada na Páginas media complementar mas indispensável para um “bom” Plano de Meios.
Amarelas, em Julho de
No passado recente, em Portugal, a marca foi considerada uma Superbrand ® e também
1996, como Director-Geral,
foi caracterizada como um “clássico moderno”.
exercia as funções de
Director de Desenvolvimento As razões prendem-se com a sua ubiquidade, não só através da sua forma de apresen-
Internacional na Moulinex, tação tradicional (o formato impresso), mas também em todos os formatos que decorrem
em Paris. das novas tecnologias

• em CD-ROM.
• pela Internet.
• por SMS.
• nos Portais Móveis.

De facto, a disponibilidade total de uma marca (ao fim e ao cabo uma boa distribuição...) e
a sua adaptabilidade aos novos estilos de vida são requisitos básicos para o seu sucesso.

Para nós, as Páginas Amarelas são, acima de tudo, um conceito de produto – um “ponto
de encontro” entre compradores e vendedores.

As Páginas Amarelas estão fisicamente presentes nos lares e nas empresas, através de
uma exaustiva e cuidada distribuição das Listas em papel.

Pelo telefone (serviço de atendimento por Operadoras, por SMS e nos portais móveis) e
pela Internet, quer através do site quer através de botões de acesso directo no portal de
maior audiência, as Páginas Amarelas estão virtualmente disponíveis em todos os locais.

As necessidades de compra, pessoais e profissionais, estão sempre presentes e o produ-


to sempre se afirmou como estando disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano. O
desafio que hoje se coloca é, mais do que acompanhar as novas tecnologias, antecipar as
novas formas de apresentação, pois o time to market é cada vez menor e as barreiras à
entrada de novos competidores têm-se esbatido.

Uma outra vertente indispensável para (o sucesso de) uma empresa é a sua dimensão
como cidadã, o seja, a sua actuação no domínio da Responsabilidade Social.

Este conceito não pode ser entendido como uma nova buzz word, um “modismo” da
primeira década do novo século.

Os cidadãos assumem uma atitude crítica para com as Empresas que lhes fornecem os produ-
tos ou os serviços; exigem que as Empresas com quem se relacionam sejam pessoas de bem.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Essa nova dimensão, no domínio da ética de actuação, inclui a relação com os seus
próprios Empregados; a Empresa é avaliada não só pela excelência dos seus produtos e
serviços, mas também das suas práticas internas e na sua relação com a Comunidade.

Nas Páginas Amarelas, a prestação de um serviço de qualidade, sob os mais diversos for-
matos, incluindo os mais avançados tecnologicamente, caminha a par de uma dimensão
social, que o relacionamento com a população e mais de 110.000 Clientes impõe.

A título de exemplo, refira-se a parceria estabelecida entre a Páginas Amarelas, a Portugal


Telecom e a ACAPO e que conduziu à edição de Listas Telefónicas em Alfabeto Braille.

É essa a nossa visão de futuro, numa década em que iremos celebrar meio século de Uma vertente indispensável para
existência, liderando um segmento de mercado – o da publicidade direccional – há quase (o sucesso de) uma empresa é a
igual número de anos. sua dimensão como cidadã, o
seja, a sua actuação no domínio
da Responsabilidade Social. Este
conceito não pode ser entendido
como uma nova buzz word, um
“modismo” da primeira década
do novo século

Esta nova dimensão, no domínio


da ética de actuação, inclui a
relação com os seus próprios
Empregados; a Empresa é
avaliada não só pela excelência
dos seus produtos e serviços,
mas também das suas práticas
internas e na sua relação com a
Comunidade

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Vencer o desafio da Sociedade da Informação
Portugal enfrenta hoje um desafio que é comum a todos os países que assumem a ambição
de construir uma comunidade moderna e informada. Combater a info-exclusão e promover
a info-inclusão dos cidadãos são duas preocupações que traduzem esse desafio: desen-
volver a sociedade da informação em Portugal.

Um desígnio assumido pelo Grupo Portugal Telecom e prosseguido no âmbito dos diversos
negócios em que a empresa marca presença.

Miguel Horta e Costa, O reduzido nível de penetração de computadores pessoais no quotidiano da população,
constitui um entrave significativo à massificação do uso da Internet. Apenas um esforço
Dr.
55 Anos de Idade. concertado entre as autoridades, a sociedade civil e os diferentes actores do sector pode
Licenciado em Economia pelo oferecer a resposta e contribuir para a massificação da utilização das tecnologias da
ISCEF. Possui vários cursos em informação na vida em sociedade. Generalizar a sociedade da informação, associada a
Organi-zação e Gestão de novos estilos de vida, novas formas de trabalhar, aprender e informar, implica, em
Empresas: primeiro lugar, proporcionar o acesso às tecnologias da informação a camadas cada vez
“Alta Direcção de Empresas”
mais amplas da população portuguesa. Por outro lado torna-se necessário encontrar
AESE (Universidade de
Navarra) – PADE. Grupo soluções para minimizar o potencial de info-exclusão de determinadas faixas da
Portugal Telecom – Presidente sociedade, nomeadamente nos casos de pessoas isoladas geograficamente ou portado-
Executivo, CEO (Maio 2002). ras de deficiência, em que as tecnologias assumem uma maior importância, chegando
Grupo Portugal Telecom – VP muitas vezes a constituir a única via de comunicação. Em duas palavras informação e
do CA (1995-2002). comunicação, disponíveis em casa, nas empresas, em todo o lado e para todos os que
Telesp Celular – Presidente do
desejam integrar a nova vaga tecnológica.
CA (2002). Telefónica –
Administrador não Executivo
(1998). BES Investimento – Se é verdade que o nosso país ocupa hoje uma posição de destaque a nível europeu no
Administrador não Executivo que respeita ao nível de desenvolvimento das infra-estruturas de suporte à sociedade da
(1999-2002). SIC – informação, a superação de muitas das economias mais desenvolvidas a nível global,
Administrador (1998-2000). deve-se inegavelmente, à visão de longo prazo dos accionistas do Grupo Portugal Telecom,
CPR Marconi – VP do CA
que têm privilegiado o investimento em novas tecnologias, serviços e conteúdos. A banda
(1994-1995). Associação
Comercial de Lisboa – Director larga é hoje o exemplo de uma ferramenta indispensável ao desenvolvimento e crescimento
(1994). PGA, Portugália Airlines económico da sociedade, aumentando a produtividade, competitividade e eficácia dos
– Adminis-trador não Executivo agentes económicos, tanto a nível local, como regional e internacional. O seu desenvolvi-
(1993). Banco ESSI – Vice mento constitui a pedra de toque para a construção de sociedade da informação e
Presidente do CA (1992-1994). corresponde ao negócio mais transversal do Grupo Portugal Telecom.
Euroges Factoring – Presidente
CA (1991-2002). SIBS –
Presidente e membro do CA Enquanto grupo empresarial, a PT defendeu, no início de 2004, que o aumento da
(1991-1995). AIP – Vice oferta e procura na banda larga implicava necessariamente uma maior abrangência na
Presidente. (1991-1994). cobertura do território e a promoção de incentivos à adesão e utilização de novos
BES e Comercial de Lisboa, serviços. Passado um ano o balanço é francamente positivo. Os dados relativos ao
S.A. – Administrador (1990- terceiro trimestre de 2004 evidenciam o resultado do esforço de investimento efectuado:
1992). Secret. de Est. do
no mesmo ano em que a TMN com o i93G, foi uma das operadoras pioneiras a nível
Comércio Externo do IX
Governo (1987-1990). APDC – europeu na implementação de serviços móveis de terceira geração, mais de 600 mil
Presidente (1987) clientes nacionais do Grupo PT acedem diariamente via banda larga à sociedade da
TLP – VP do CA (1984-1987). informação. Um número repartido entre os serviços SAPO ADSL (312 mil) e NetCabo
CPR Marconi – Presidente CA (290 mil) e que ultrapassa as expectativas desenhadas no inicio do ano. Por outro lado a
(1982-1984). CTT – Director cobertura ADSL do Grupo PT engloba hoje a totalidade dos 308 concelhos portugueses.
Geral (1981). CTT – Director
Um passo dado com o objectivo claro de dotar o país e os cidadãos das infra-estruturas
Regional Correios de Lisboa
(1979-1981). de comunicações necessárias, nomeadamente nas áreas geográficas mais remotas e
CTT – Subdirector tradicionalmente preteridas face à fraca densidade populacional e consequentes
Departamento Organização menores expectativas comerciais.
(1977). Adjunto Secretário
Estado Finanças (1976). CTT – Paralelamente novas ofertas de produtos de acesso, incluindo computadores pessoais
Correios e Telecomunicações
e pacotes de financiamento, foram desenhadas com vista a diminuir barreiras à adesão.
de Portugal (Março 1972).
Condecorações: Do mesmo modo o lançamento de novos preçários, incluindo pré-pagos e pay-per-use,
Grã-Cruz da Ordem de Mérito contribuiu para uma maior adesão aos serviços, complementada com iniciativas similares
Civil de Espanha. Grã-Cruz da nas comunicações móveis. O recente acesso PT Wi-Fi, veio complementar as ofertas
Ordem de Mérito de Itália. existentes no serviço fixo e móvel, onde foram aumentadas as respectivas velocidades de
Grã-Cruz da Ordem de Mérito acesso. A estes desenvolvimentos acresce o esforço feito ao nível dos serviços
do Luxemburgo. Grande Oficial
implementados para o mercado empresarial e residencial, de que são exemplo os
da Ordem Nacional de Mérito
de França. Cônsul Geral conteúdos de qualidade, exclusivos e diferenciadores, disponibilizados nas diversas
Honorário da República de El plataformas de acesso ao cliente, quer seja na rede fixa, no cabo ou nas comunicações
Salvador (desde 1997). móveis.

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A Visão Estratégica dos Líderes

A consolidação da estratégia definida para o desenvolvimento integrado da Sociedade da


Informação pressupõe ainda, o desenvolvimento sustentável de produtos, serviços e
aplicações destinados aos cidadãos, empresas, administração pública e demais serviços
de interesse público, designadamente nas áreas da educação, saúde e justiça.

Um trabalho que implica a mobilização transversal das estruturas de investigação e


desenvolvimento no Grupo PT, no sentido de desenhar as infra-estruturas de rede e o
conjunto de soluções mais adequados ao desenvolvimento da Sociedade da Informação,
oferecendo simultaneamente garantias de evolução e sustentabilidade na resposta adoptada.
Um compromisso que traduz uma política de responsabilidade social, prosseguida através
do empenho de todos quantos trabalham diariamente no Grupo Portugal Telecom.

A consolidação da estratégia
definida para o desenvolvimento
integrado da Sociedade da
Informação pressupõe, ainda, o
desenvolvimento sustentável de
produtos, serviços e aplicações
destinados aos cidadãos,
empresas, administração pública
e demais serviços de interesse
público, designadamente nas
áreas da educação, saúde e
justiça

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O Combóio da Inovação: Última Chamada !
A ParaRede apoiou desde a primeira hora, a acção de formação Driving Government
Performance in Portugal, destinada a Altos Dirigentes da Administração Pública e promovida
no passado mês de Julho em parceria com o Instituto Nacional de Administração e a Escola
de Gestão Pública da prestigiada Universidade de Harvard. Fizemo-lo na certeza de que
a introdução de práticas de excelência na gestão das instituições públicas do nosso
País, são uma condição necessária à competitividade da economia, e permitem dotar as
organizações de métodos que contribuem decisivamente para que Portugal possa vencer
os desafios exigentes que tem pela frente.
Paulo M. Ramos, Dr.
É, desde Maio de 2003, As opiniões obtidas acerca desta iniciativa inovadora que se realizou pela primeira vez em
Presidente do Conselho de Portugal foram extremamente positivas, resultado para o qual o contributo entusiástico de
Administração da ParaRede todos os participantes nos diversos módulos do curso foi determinante. Este facto associado
SGPS, S.A.. Desde ao elevado número de inscrições que impediu de satisfazer todos aqueles que manifes-
Setembro 2002 membro da taram interesse em participar, levou-nos a renovar o apoio à próxima edição deste curso,
Comissão Executiva e desde em data a anunciar oportunamente. Pretendemos desta forma dar um contributo para a
Fevereiro de 2003, melhoria da formação dos Altos Dirigentes da Administração Pública Portuguesa, o que
Presidente da Comissão entendemos ser um dever dos que acreditam nas nossas capacidades para fazer de
Executiva da ParaRede Portugal um País melhor, mais competitivo e mais justo.
SGPS, S.A.. Em 2001 foi
nomeado Vice Presidente É aliás extraordinariamente positivo o sinal dado pelas duas principais forças políticas de
para a divisão de Business
Portugal, ao adoptarem como prioridade estratégica para a competitividade da nossa
Critical Solutions da
economia, a requalificação e formação dos recursos humanos, a adopção generalizada de
Compaq, na região EMEA,
tecnologias e sistemas de informação nas empresas e instituições públicas, e a capacidade
com o objectivo de fortalecer
a posição da empresa no de criar processos, produtos e serviços inovadores, como fonte de diferenciação e van-
segmento de Soluções e tagem competitiva imprescindível para gerar riqueza e progresso. É um sinal encorajador
Infraestruturas Empresariais. de que o poder político tem finalmente um entendimento convergente quanto às principais
Desde 1991, nesta empresa, prioridades de investimento a realizar, por forma a ultrapassar alguns dos obstáculos que
foi responsável pelo desen- teimam em retardar o nosso desenvolvimento económico e social, comprometendo ainda
volvimento da operação em mais as gerações futuras.
Portugal, até chegar a
Director Geral em 1993. Sob A capacidade que o nosso País tiver no capítulo da inovação, determinará de forma
a sua liderança a subsidiária decisiva o sucesso que todos desejamos e ambicionamos. A este respeito importa referir
portuguesa alcançou em um estudo intitulado “Portugal Estratégico”, apresentado publicamente no passado mês de
1999 a 1ª posição do ranking Setembro, bem revelador da situação preocupante quanto à capacidade de inovar e
das empresas de consequentemente de competir das nossas empresas. O estudo realizado pela empresa de
Tecnologias e Sistemas de
consultoria Gestão Total em parceria com o Centro de Estudos e Formação Avançada em
Informação, feito inédito na
Gestão da Universidade de Évora (CEFAG), analisa 1011 empresas e utiliza um modelo de
história da empresa. Até
avaliação de competitividade empresarial, desenvolvido pelo especialista norte americano
1991, desempenhou funções
técnicas, de marketing e
Jack A. Tesmer (autor do bestseller “Your Perfect Business Match”), que classifica as
comercias em empresas empresas em quatro classes. As principais conclusões do estudo são desoladoras:
como a Compta, Olivetti e
Digital. Paulo Ramos é licen- Selva
ciado em Matemáticas Segmento onde se encontram muitos concorrentes a fazer o mesmo, criando graves
Aplicadas, ramo de Ciências problemas de continuidade e rentabilidade. Não existe qualquer diferenciação, as empresas
da Computação e possui não conhecem o que o cliente realmente quer, e o cliente não conhece o produto mas
uma Pós Graduação em apenas o preço. É o caso típico dos sapatos onde o cliente ainda não procura uma marca,
gestão, pela Universidade de mas apenas bons sapatos e baratos. É nesta classe que se encontram 72% das nossas
Harvard, Boston, empresas e 96% dos produtos.
Massachussets. É membro
do Conselho Consultivo de Campo de Batalha
diversas instituições associa- Mercados maduros onde o cliente sabe exactamente o que quer: a marca impõe-se. Portugal
tivas e de ensino ligadas ao
não tem em regra empresas nesta classe, onde geralmente só vingam as multinacionais.
Sector das Tecnologias de
É o caso típico das cervejas e das empresas imobiliárias que não souberam juntar-se para
Informação e Comunicações,
ganhar dimensão, tendo sucumbido à entrada das grandes multinacionais. Mais de 24%
tendo presidido, em 1999, ao
9º Congresso Internacional das nossas empresas estão colocadas nesta classe.
das Comunicações, a con-
vite da Associação Fronteira (Inovação Disruptiva)
Portuguesa para o Empresas que exploram novos mercados e criam novas indústrias, fugindo às pressões
Desenvolvimento das causadas por concorrentes posicionados em mercados onde factores como o preço da mão-de-
Comunicações (APDC). -obra são determinantes para o sucesso. Empresas capazes de gerar produtos com base em
processos de inovação disruptiva face aos originais, potenciadores de novos mercados com

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A Visão Estratégica dos Líderes

novos clientes, ou mesmo de clientes já existentes ávidos por produtos menos sofisticados, de
utilização mais simples e conveniente, que preencham apenas e só os requisitos básicos
exigidos, e consequentemente a um preço mais baixo. A criação de empresas que entrem em
mercados posicionados nesta classe, é determinante para o desenvolvimento da economia.
Infelizmente apenas 1,58% das empresas portuguesas entram no mercado pela via
fundamental da inovação disruptiva, ou seja, que se encontram na classe Fronteira.

Reino
Empresas que dominam os seus concorrentes ou que simplesmente não têm concorrência.
É o caso típico da Matutano, que domina cerca de 90% do seu segmento de mercado.
Apenas um número muito reduzido de negócios não sofre concorrência feroz e pode
A Selva, o Campo de Batalha,
perspectivar a continuidade dos seus negócios a médio e longo prazo de forma menos
turbulenta. Apenas 1,97% das nossas empresas estão posicionadas nesta classe. a Fronteira (Inovação Disruptiva),
e o Reino são as quatro formas
Estes resultados têm necessariamente de servir como estímulo e catalisador da mudança de classificar as empresas
estratégica que o País tem de empreender, rumo à competitividade e ao progresso, numa nacionais
economia cada vez mais global, onde só os melhores vencerão. Este e outros estudos afins
contribuíram para um diagnóstico claro, bem como para um conjunto de medidas urgentes
a serem tomadas, tanto pelo sector público como pelo privado, que inverta o actual estado
de coisas, e recoloque Portugal no caminho do sucesso.

Existem diversos casos de assinalável destaque na Administração Pública e no sector


privado, que devem servir de exemplo e inspiração a todos nós. O Instituto Nacional de
Administração, a quem em boa hora nos associámos, tem dado um contributo inestimável
para a melhoria do desempenho das instituições públicas e dos seus Altos Dirigentes,
através de multifacetados programas de formação, seminários e colóquios, promoção de
soluções tecnológicas inovadoras, produção de literatura especializada, e divulgação e
partilha das Melhores Práticas de gestão recentemente implementadas com inegável
sucesso. É de louvar o esforço realizado para o estabelecimento de parcerias com o sector Cerca de 96% das empresas
privado, que permitem não apenas complementar as competências de ambos, como tornar Portuguesas estão em plena
possível um conjunto de iniciativas ímpar e pioneiras na história do INA, entre as quais turbulência: na Selva e no
destaco a primeira acção de formação para executivos da Administração Pública em
Campo de Batalha
parceria e com o selo de qualidade da Universidade de Harvard. Estes são indicadores
objectivos de que o País está a mudar para melhor.

Também a ParaRede, a que tenho a honra de presidir, mudou, e para melhor. A ParaRede
é hoje um grupo empresarial português de referência no sector das Tecnologias e dos
Sistemas de Informação, possuindo um vasto leque de competências, produtos e serviços,
consolidados ao longo dos últimos quinze anos em algumas das mais representativas
empresas nacionais e estrangeiras, e em diversos sectores de actividade económica. Temos
provas dadas no fornecimento de soluções completas, desde as infraestruturas, passando
pela integração e consultoria funcional e tecnológica, desenvolvimento aplicacional e de
produtos próprios, gestão de projectos, culminando em soluções totais de outsourcing.

Fazemos da inovação o nosso modo de vida, por sabermos que para o nosso sector é não
É imperativo comprar o bilhete
só um factor de competitividade, como de sobrevivência. Os produtos inovadores que
desenvolvemos para integrar em soluções tecnológicas completas, continuam a crescer de para a carruagem da inovação:
forma acelerada, permitindo um crescente nível de diferenciação, e contribuindo para o a lotação está quase esgotada
aumento da rentabilidade da nossa empresa e do bem estar de todos aqueles que lá e … esta é a última chamada!
trabalham. Vivemos a obsessão de exceder as expectativas dos nossos Clientes, pois Não se atrase, pois esta é uma
é a única via sustentada de continuar a construir uma empresa melhor, participando viagem única que não pode
activamente no sucesso de Clientes, Colaboradores, Parceiros e Fornecedores. perder

Esta viagem que o País agora começou, terá os seus altos e baixos, mas estou confiante
que com determinação, coragem e vontade de inovar nos processos que utilizamos, nos
produtos que fazemos e nos serviços que prestamos, honraremos a obra deixada pelos
nossos antepassados, e transformaremos Portugal num projecto em que todos nos
revemos e de que todos nos orgulhamos.

Eu e a ParaRede já comprámos bilhete para a carruagem da frente. Sei que a lotação está
quase esgotada e esta é a última chamada. Não se atrase, pois esta é uma viagem única
que não pode perder.

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As TMT’s têm um papel fundamental
no desenvolvimento de Portugal
A análise do mercado das Telecomunicações, Multimedia e Tecnologias de Informação
(TMT’s) em Portugal implica uma reflexão sobre um conjunto de factores que se revelam
decisivos, quer para o sucesso das empresas nacionais, quer para o desenvolvimento do
próprio país.

Actualmente, empresas e organizações movem-se pela premência de apresentar elevadas


taxas de rentabilidade, satisfazer clientes, parceiros e colaboradores, e pela manutenção
Rui Paiva, Dr. de elevados níveis de competitividade.
38 anos, licenciado em
Neste cenário, as TMT’s têm um papel estratégico. É um facto que, cada vez mais, as orga-
Matemáticas aplicadas e
nizações têm os seus processos webizados, com impacto directo na rentabilidade e na sua
pós-graduação em Gestão
capacidade de gerar negócio. Mas, será esta a realidade das nossas empresas? Estarão
de Empresas e Informática
as empresas nacionais a capitalizar, da melhor forma, toda a informação? Será que a
de Gestão. Actualmente é webização de processos está a permitir identificar evoluções de mercado ou alteração de
Administrador Delegado da comportamentos? Terão as organizações mecanismos de alerta e procedimentos de
WeDo Consulting, Mainroad reposicionamento em tempo útil?
e Bizdirect. Em 1998 entra
para a Optimus, como Não é fácil dar respostas exactas a estas questões. Todas elas fazem parte de um processo
Director de Sistemas de natural de aprendizagem e de adaptação a esta nova ordem. E, embora sem métricas
Informação e passa mais reconhecidas sobre quais os efectivos ganhos da webização de processos, cabe aos
tarde para a Comissão
gestores fazerem vencer esta nova forma de trabalhar, dando às suas empresas a capaci-
dade de colocar as tecnologias e sistemas de informação ao serviço do próprio negócio.
Executiva desta empresa.
Entre 89 e 97 passou ainda
É aqui que as TMT’s têm, mais do que nunca, um papel fundamental no desenvolvimento
pela Portugal Telecom, das empresas. O seu compromisso é igualmente traduzido na capacidade de influenciar
Telecel e Hewlett Packard. favoravelmente as novas formas de estar no negócio.

As empresas actuais transcendem, em muito, os seus limites tradicionais. Na nova era da


informação, a forma de capitalizar o conhecimento assume-se como o verdadeiro capital e
o diferencial competitivo, responsável pelo sucesso das organizações. Neste contexto, as
principais acções a tomar pelas organizações consistem em alinhar as tecnologias e
sistemas de informação aos objectivos de negócio; desenvolver mecanismos de cultura
interna que potenciem a sua capacidade de aprender e de melhorar processos e
procedimentos, através dos seus próprios desempenhos.

O compromisso das TMT neste cenário ultrapassa muitas das razões tangíveis. Passa, não
só, pela capacidade de perceber os mecanismos de reacção do mercado, mas, igualmente,
pelo entendimento do perfil da organização e da sua capacidade de ajudar essas
empresas a explorarem todo o potencial das novas soluções.

De facto, para se alcançar o potencial absoluto dos investimentos em tecnologias e sistemas


de informação, as organizações devem estar conscientes do novo modelo organizacional,
onde o foco se encontra na sua flexibilidade para a mudança, e na velocidade de se
adaptar e de reagir à nova dinâmica dos mercados e dos novos modelos de negócio.

O mercado nacional das TMT’s, claramente marcado pela actuação das denominadas big
five é paralelamente composto por empresas totalmente nacionais, com características de
expressão significativa no exterior. Embora a diferenciação que estas ganham no nosso
País seja difícil de medir, ela representa uma clara oportunidade de promoção internacional
de Portugal.

A par com a consciência do valor a retirar do próprio sector é de louvar o crescente envolvi-
mento das entidades públicas e do próprio Governo na promoção da oferta portuguesa no
exterior. O potencial tecnológico nacional é elevadíssimo, mas Portugal deve ir mais longe,
e divulgar todas as suas capacidades e competências ao mercado mundial.

Uma das barreiras a ultrapassar na área das TMT’s, em Portugal, é o facto das nossas
empresas não serem reconhecidas internacionalmente como uma marca associada à
excelência tecnológica, facto que torna vital uma maior promoção e investimento na
imagem do país.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Não nos podemos esquecer que o mercado de Sistemas de Informação está directamente
relacionado com o grau de confiança dos empresários e investidores, pelo que há que
promover a internacionalização das empresas portuguesas e o investimento das mesmas
na modernização de processos e modelos de negócio, recorrendo às TMT’s de forma
adequada.

Portugal tem, para isso, que redefinir a sua marca e de desenhar uma estratégia de
comunicação e de promoção no exterior que lhe permita ser reconhecido como um país
de relevo nesta área.

Na nova era da informação, a


forma de capitalizar o
conhecimento assume-se como
o verdadeiro capital e o
diferencial competitivo,
responsável pelo sucesso das
organizações

Neste contexto, as principais


acções a tomar pelas
organizações consistem em
alinhar as tecnologias e sistemas
de informação aos objectivos de
negócio; desenvolver
mecanismos de cultura interna
que potenciem a sua capacidade
de aprender e de melhorar
processos e procedimentos,
através dos seus próprios
desempenhos

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A Sociedade Portuguesa, a Contestação e a Inconstância
Sendo o Relatório “O Mercado das TMT’s em Portugal”, um diagnóstico analítico e
exaustivo sobre o negócio dos sectores das Telecomunicações, Media e Tecnologias de
Informação, integralmente dependentes da envolvente económico-política do País, e
fazendo jus à qualificação que me têm atribuído de ‘opinion leader’, provavelmente devido
ao empreendedorismo que algumas personalidades vêm nos projectos que tenho
implementado, gostaria de transmitir alguns pontos, que no meu entender, justificam a
insatisfação generalizada que envolve a Sociedade Portuguesa, terminando com alguns
parágrafos no domínio da insatisfação (alguma!) que subsiste no Sector das
Rui Pires, Eng. Telecomunicações.
Natural de Lavradio, Casado,
Antecipadamente, descrevo, o que acredito seja o ponto fulcral indutor da contestação e da
uma Filha, Nasceu em Maio de
inconstância em que vivemos: é o resultado de uma cultura e formação mal estruturadas
1966, licenciou-se em 1992 em
naquilo que, muitos dos que detêm poder de decisão, manifestam no seu dia-a-dia
Engenharia Electrotécnica profissional.
e Computadores, ramo
Telecomunicações e Electrónica, Gostaria de iniciar a descrição desta problemática através da transcrição dos primeiros
pelo Instituto Superior Técnico. parágrafos, que SEXA o Presidente da República Dr. Jorge Sampaio tem apresentado nas
É Managing Partner da Mensagens de Ano Novo de 2003, 2004 e 2005.
Reportium XXI Consulting.
Entre Fevereiro e Novembro Primeiro parágrafo da Mensagem de Ano Novo de SEXA PR, 01 de Janeiro de 2003 - “O
de 2001 desempenhou funções
ano de 2002 foi um ano difícil, … . Os portugueses têm consciência da delicadeza da
situação e sentem-na no seu dia-a-dia. Muitos manifestam inquietação quanto ao futuro.
de Business Solutions Manager
Cresce por vezes o sentimento de apreensão e o de injustiça.”
na Sita, Inc.
Em Setembro de 1996 ingressa- Primeiro parágrafo da Mensagem de Ano Novo de SEXA PR, 01 de Janeiro de 2004 - “O
va na Maxitel como Consultor ano de 2003 foi um ano muito difícil … . Muitos portugueses viram as suas condições de
Sénior, tendo como principal vida piorar e o desemprego afectou, infelizmente, muitas famílias. Todos esses a quem o
responsabilidade a gestão inte- presente frustrou as expectativas de um quotidiano livre de incertezas e angústias, capaz
gral, concepção e desenvolvi- de proporcionar aos seus filhos mais e melhores oportunidades de vida, olham com
mento dos Relatórios “O inquietação para o ano de 2004.”
Mercado das
Telecomunicações”. Participou
Primeiro parágrafo da Mensagem de Ano Novo de SEXA PR, 01 de Janeiro de 2005 -
“Neste dia que marca um novo começo … . 2004 foi, de facto, um ano duro e difícil para
na elaboração das licenças SFT,
muitos portugueses. … ”.
FWA e UMTS da Maxitel.
Participou como consultor da Na verdade, esta tónica de insatisfação, tem-se mantido constante ao longo da era da nova
Maxitel na licença vencedora de democracia, o que começa a tornar-se preocupante, pelo menos para aqueles que lutam
SMT da Optimus. Após a sua por causas, pelo desenvolvimento de um país e se identificam com a terceira vaga, a era
formatura iniciou a actividade do Conhecimento, independentemente de razões políticas, sociais, religiosas, partidárias,
profissional nos ex-TLP no clubistas, e todas as restantes.
Departamento de Engenharia e
Telecomunicações com funções Sinto que a insatisfação tem sido crescente como resultado das políticas que se têm
de desenvolvimento Técnico- praticado desde há trinta anos até 2004. Não é de estranhar que, finalmente, grupos com
convicção, com firme vontade de resolução dos problemas, como por exemplo o
Comercial. Em 1994 exerceu
Compromisso Portugal, comecem a emergir. Talvez um dia possamos sonhar com o fim da
funções de Service Engineer na
esquerda, do centro e da direita, incluindo os aberrantes extremos, modelos totalmente
Philips Portuguesa e em 1995 ultrapassados e gastos (válidos para a era da agricultura e industrial – a primeira e segunda
foi Director da Personal vaga, respectivamente) … contudo algo impede que se extingam! Será a Sociedade
Computer World. Frequentou Portuguesa? O Voto da simpatia convencional?
parte do programa de MBA de
Gestão Geral na Universidade Na verdade, são preocupantes os baixos níveis de qualificação do Conhecimento (recurso
Católica Portuguesa. de valor incalculável), não só da população adulta mas também dos jovens. É com pesado
Aprovado com Distinção no desconforto que leio comparações de Portugal face a outros países conforme tabelas
Programa Avançado de Gestão resultantes do PISA 2003 da OCDE. Mesmo que se atinjam as metas fixadas para o ano
2010 estipuladas no Plano Nacional de Prevenção do Abandono Escolar, mesmo assim,
para Executivos de Telecomu-
continuaremos muito aquém da média da OCDE. Se a iletracia é degradante a ‘enumeracia’
nicações e Tecnologias de
é escandalosa.
Informação pela Universidade
Católica Portuguesa. Não sou adepto de cultivar nem o pessimismo fatalista, nem o falso optimismo; deve-se
É Membro Efectivo da Ordem dizer o que há a dizer, deve-se analisar o que há para analisar, não sendo desconstrutivo,
dos Engenheiros. pelo contrário, sou construtivo e de forma firme. Na verdade, em Portugal, não se dá valor
80
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A Visão Estratégica dos Líderes

Mathematics Reading
OECD countries OECD countries
Mean Upper Lower Mean Upper Lower
score S.E. rank rank score S.E. rank rank
OECD countries OECD countries
Finland 544 (1,9) 1 3 Finland 543 (1,6) 1 1
Korea 542 (3,2) 1 4 Korea 534 (3,1) 2 3
Netherlands 538 (3,1) 1 5 Canada 528 (1,7) 2 4
Japan 534 (4,0) 2 7 Australia 525 (2,1) 3 5
Canada 532 (1,8) 4 7 New Zealand 522 (2,5) 4 6
Belgium 529 (2,3) 4 8 Ireland 515 (2,6) 6 8
Switzerland 527 (3,4) 4 9 Sweden 514 (2,4) 6 9 São preocupantes os baixos
Australia 524 (2,1) 7 9 Netherlands 513 (2,9) 6 9 níveis de qualificação do
New Zealand 523 (2,3) 7 10 Belgium 507 (2,6) 8 10 Conhecimento (recurso de valor
Czech Republic 516 (3,5) 9 14 Norway 500 (2,8) 10 15
incalculável), não só da
Iceland 515 (1,4) 10 13 Switzerland 499 (3,3) 10 17
Denmark 514 (2,7) 10 14 Japan 498 (3,9) 10 18 população adulta mas também
France 511 (2,5) 11 15 Poland 497 (2,9) 10 18 dos jovens
Sweden 509 (2,6) 12 16 France 496 (2,7) 10 18
Austria 506 (3,3) 13 18 United States 495 (3,2) 10 19
Germany 503 (3,3) 14 18 Denmark 492 (2,8) 12 20
Ireland 503 (2,4) 15 18 Iceland 492 (1,6) 14 20
Slovak Republic 498 (3,3) 16 21 Germany 491 (3,4) 12 20
Norway 495 (2,4) 18 21 Austria 491 (3,8) 12 21
Luxembourg 493 (1,0) 19 21 Czech Republic 489 (3,5) 14 21
Poland 490 (2,5) 19 23 Hungary 482 (2,5) 20 24
Hungary 490 (2,8) 19 23 Spain 481 (2,6) 20 25
Spain 485 (2,4) 22 24 Luxembourg 479 (1,5) 21 25
United States 483 (2,9) 22 24 Portugal 478 (3,7) 21 26
Portugal 466 (3,4) 25 26 Italy 476 (3,0) 21 26
Italy 466 (3,1) 25 26 Greece 472 (4,1) 23 27
Greece 445 (3,9) 27 27 Slovak Republic 469 (3,1) 25 27 É com pesado desconforto que
Turkey 423 (6,7) 28 28 Turkey 441 (5,8) 28 28 leio comparações de Portugal
Mexico 385 (3,6) 29 29 Mexico 400 (4,1) 29 29
face a outros países conforme
Fonte: OCDE PISA 2003 Fonte: OCDE PISA 2003
tabelas resultantes do PISA 2003
da OCDE
Science Problem Solving
OECD countries OECD countries
Mean Upper Lower Mean Upper Lower
score S.E. rank rank score S.E. rank rank
OECD countries OECD countries
Finland 548 (1,9) 1 2 Korea 550 (3,1) 1 3
Korea 548 (4,1) 1 3 Finland 548 (1,9) 2 3
Netherlands 538 (3,5) 2 3 Japan 547 (4,1) 2 3
Japan 525 (2,1) 4 7 New Zealand 533 (2,2) 3 6
Canada 524 (3,1) 4 8 Australia 530 (2,0) 4 7
Belgium 523 (3,4) 4 8 Canada 529 (1,7) 6 7
Switzerland 521 (2,4) 4 8 Belgium 525 (2,2) 6 9
Australia 519 (2,0) 6 9 Switzerland 521 (3,0) 6 12
New Zealand 513 (3,7) 7 13 Netherlands 520 (3,0) 8 12 Mesmo que se atinjam as metas
Czech Republic 511 (3,0) 9 13 France 519 (2,7) 10 13
fixadas para o ano 2010
Iceland 509 (2,5) 9 13 Denmark 517 (2,5) 10 13
Denmark 506 (2,7) 10 15 Czech Republic 516 (3,4) 10 14 estipuladas no Plano Nacional de
France 505 (2,7) 10 15 Germany 513 (3,2) 10 15 Prevenção do Abandono Escolar,
Sweden 503 (2,8) 11 16 Sweden 509 (2,4) 10 16 mesmo assim, continuaremos
Austria 502 (3,6) 11 17 Austria 506 (3,2) 10 17
muito aquém da média da
Germany 498 (2,9) 14 19 Iceland 505 (1,4) 12 17
Ireland 495 (3,7) 15 21 Hungary 501 (2,9) 14 19 OCDE. Se a iletracia é
Slovak Republic 495 (1,5) 16 19 Ireland 498 (2,3) 12 19 degradante a ‘enumeracia’ é
Norway 491 (3,1) 17 23 Luxembourg 494 (1,4) 12 21 escandalosa
Luxembourg 491 (3,4) 16 23 Slovak Republic 492 (3,4) 14 22
Poland 487 (2,6) 19 24 Norway 490 (2,6) 20 22
Hungary 486 (3,1) 19 25 Poland 487 (2,8) 20 23
Spain 484 (2,9) 20 25 Spain 482 (2,7) 21 24
United States 483 (1,5) 22 25 United States 477 (3,1) 21 25
Portugal 481 (3,8) 21 26 Portugal 470 (3,9) 21 26
Italy 475 (3,0) 25 27 Italy 469 (3,1) 23 26
Greece 468 (3,5) 26 27 Greece 448 (4,0) 25 27
Turkey 434 (5,9) 28 28 Turkey 408 (6,0) 28 28
Mexico 405 (3,5) 29 29 Mexico 384 (4,3) 29 29
Fonte: OCDE PISA 2003 Fonte: OCDE PISA 2003

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às características intrínsecas das pessoas e das empresas, não se valorizam as Marcas, a
percepção da Qualidade é fraca, a competência dos Empreendedores não é valorizada,
existe uma grande fragilidade em lidar com a incerteza, a generalidade das aquisições
fazem-se pelo ‘envelope’ associado e raramente pelo conteúdo, não há capital de risco (ou
melhor, só para os ‘filhos’, os ‘enteados’ não têm hipótese), a maioria das pessoas precisa
de estar muito próximo do poder para atingir os seus fins, …, e muitas outras razões,
Não sou adepto de cultivar nem suficientes para que o lobbying aumente e a falta de colaborativismo persista.
o pessimismo fatalista, nem o
É imperativo que a vontade de avançar e de colaborar se imponha à passividade e à
falso optimismo; deve-se dizer o
indiferença. Deve-se dar valor ao que tem valor.
que há a dizer, deve-se analisar
o que há para analisar
Inevitavelmente, durante os mais recentes seis anos (entre 1999 e Maio de 2005, mês em
que terminei este texto) o empobrecimento acelerou em Portugal, com a economia em
declínio e o terrorismo (o de colarinho branco) a emergir. E, 2006, bem como 2007, e anos
seguintes, avaliando os políticos (dos aparelhos e das bases) em actividade, e os jotas ('Js')
que se perspectivam, serão incertos face a um conforto generalizado para todos, regra que
deveria ser a primeira a assimilar e a colocar em prática por qualquer Decisor / Governante.
Os melhores activos da Sociedade Civil devem, imperativamente, aparecer e por termo à
Não se dá valor às
incompetência e irresponsabilidade. Deveria criar-se, como alternativa aos partidos
políticos, o movimento da Sociedade Civil constituído por gente séria e, acima de tudo,
características intrínsecas das
integra e incorruptível.
pessoas e das empresas, não se
valorizam as Marcas, a
Ultimamente, têm-se agravado os problemas sociais e, particularmente, o desemprego. A
percepção da Qualidade é fraca, retoma económica é muito ténue. A consolidação orçamental está cada vez mais longínqua.
a competência dos O controlo do déficit (aproximadamente 6,2%) abaixo de 3% do PIB tem sido obtido à custa
Empreendedores não é do aumento dos impostos e de medidas extraordinárias, prática que transparece a lei do
valorizada menor esforço e que vai contra todas as regras do senso comum. Consequentemente, os
‘polícias’ do Eurostat impediram mesmo as artimanhas contabilísticas que alguns políticos
se preparavam para implementar em 2004, obrigando à sua rectificação. Os elevados
níveis de desemprego que se registam em Portugal (com milhares de desempregados de
elevadas qualificações técnicas, o que demonstra infinita falta de senso pela parte de quem
Decide / Governa, ou quem recruta) representam para imensas famílias precariedade de
condições de vida, angústia, e a percepção de um futuro medíocre. Não se pode ignorar a
dimensão social desta realidade. É preciso verdadeira coragem política (virtude que até
Os melhores activos da hoje nenhum político teve, sem excepção, se atendermos às realidades da Sociedade
Sociedade Civil devem, Portuguesa) para desenvolver medidas activas que propiciem, quer o desenvolvimento
imperativamente, aparecer económico, quer a diminuição da exclusão social, acompanhadas de um ‘reload’ de
e por termo à incompetência mentalidades (é curioso verificar que nas bases e nos aparelhos, a maioria das
e irresponsabilidade personalidades nunca frequentou um plano de formação de alta direcção pós-licenciatura,
a valer os curricula no site da assembleia da república) e de uma elevada pró-actividade
virada para a produtividade, com sentido de responsabilidade face aos cargos que ocupam.

O Estado Português deve ser fiscalizador e regulador, com uma gestão eficaz e eficiente.
Deve ser gerido como uma empresa. Deveria dar o exemplo na redução de custos e na
resolução da dívida. Após muitas horas de pesquisa exaustiva é curioso verificar que
Provas duradouras de gestão
menos de 1% dos Governantes, incluindo Deputados e Autarcas - pós 1974 - apresenta um
profissional do seu próprio curriculum profissional em que tenha dado provas duradouras de gestão profissional do seu
capital: deveria ser qualidade próprio capital. Na verdade, praticamente todos os que por cá têm passado têm gerido o
sine qua non este perfil para se dinheiro dos outros, e de forma despesista! Deveria ser qualidade sine qua non este perfil
ser Governante em Portugal para se ser Governante em Portugal (estar na Constituição, inclusivé), ou para o
(estar na Constituição inclusivé), desempenho de funções executivas em empresas privadas e na administração pública.
ou para o desempenho de Mesmo que tenham tomado decisões hipócritas, e tenham sido excomungados pelo voto,
funções executivas em empresas
ao fim de alguns anos, voltam à ribalta pois a sede do poder (ascender ao cimo da
pirâmide) é manifestamente uma das tais fraquezas que comprovam o grande problema da
privadas e na administração
Sociedade Portuguesa, de uma cultura e formação mal estruturadas.
pública

Será que é justo um Gestor que pretenda candidatar-se à Administração de uma


empresa, ter de passar por imensas provas técnicas, sociais, psicotécnicas, e as
melhores provas concluídas, e um Governante seja ele o que for, basta ter tido um
percurso de conversa política, os media terem-lhe permitido tempo de antena com
lobbies à mistura, ter a sorte da Sociedade Portuguesa (grande parte com ineficientes
habilitações de análise e avaliação) estar virada para a cor dele, e, num ápice, ter nas
mãos o rumo de Portugal?

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A Visão Estratégica dos Líderes

Sobre um dos problemas graves da economia portuguesa gostaria imenso de saber quem
se lembrou um dia de criar os contratos de trabalho colectivos. Hoje, praticamente não se
pode actuar sobre cerca de 80,9% de funcionários das administrações públicas, se
existirem ineficiências de produtividade laboral. Quem conhecer uma empresa privada que
se rege por contratos colectivos que avance a primeira.

Anualmente candidatam-se cerca de 110 mil professores para leccionar, para um universo
de cerca de 800 mil estudantes (um rácio de 8 alunos para 1 professor). Desde que
começou a guerra do Iraque (Fevereiro de 2003) ocorreram mais mortes na estradas
portugueses (cerca de 2.400 no biénio 2003 e 2004) que soldados da coligação no Iraque
(cerca de 1.750). Em 2004 a despesa corrente rondou os 47%, ou seja, por cada 100
créditos de produção do país, 47 foram para pagar a despesa corrente das administrações
públicas, regionais e locais.

Nos media são sempre as mesmas caras que aparecem. Quem não é conhecido não tem
valor em termos de opinião. Vejam-se as conferências, seminários, debates, ‘mesas
redondas’, etc.: até parece que só se é conhecedor se for uma personalidade nacional
mediática, ou estrangeira (que até nenhum Português conhece!).

O poder dos media, em particular os televisivos, acentuou a influência contundente e


Após muito reflectir, penso que
‘anestesiante’ sobre a opinião e o modo de vida dos portugueses: a incerteza que se houve
muitas vezes, passa automaticamente a verdade; o Conhecimento é radicalmente estes problemas e muitos outros,
substituído pela ilusão do lúdico. são de facto, uma grave falha na
cultura e formação, sem sentido
Após muito reflectir, penso que estes problemas e muitos outros, são de facto, uma grave de cidadania e firme
falha na cultura e formação, sem sentido de cidadania e firme estruturação, acompanhadas estruturação, acompanhadas
pela falta de coragem transformadora para um conforto generalizado. A condimentar este pela falta de coragem
perfil medíocre, a inveja e o egoísmo proliferam. transformadora para um conforto
generalizado. A condimentar este
Depois de ter detectado a doença e os sintomas, muito gostaria de descobrir quantos anos
perfil medíocre, a inveja e o
(ou décadas) demorará a implementar a cura! O País tem sido anualmente delapidado e a
egoísmo proliferam
motivação (expressa pela abstenção em actos eleitorais) vai mostrando níveis
preocupantes. Provavelmente, à semelhança do episódio TAP Air Portugal, será que ainda
iremos ver, um dia, a Sociedade Portuguesa a ser gerida através de um
Decisor/Governante estrangeiro, porque nenhum nacional foi eficientemente capaz?!

Quanto ao Sector das Telecomunicações permitam-me referir, aqui, algo que me parece
igual ao provérbio, “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, que de
resto se aplica a imensas áreas da actividade económica nacional.

Nos quatro primeiros anos da plena liberalização foi comum presenciar em algumas
conferências, portais na Internet, jornais e revistas, debates vivos sobre a problemática
tripolar constituída pela regulação, o operador incumbente e os operadores emergentes.

Constantemente, os três pólos flagelam-se e esquecem-se sempre do principal ponto


da razão : a fragilidade do Consumidor (famílias e empresas) como consequência da
fraca economia, produtividade e competitividade do País.

Na verdade a bolsa do consumidor (na sequência das razões expressas nos primeiros dois
terços deste texto de opinião) está verdadeiramente condicionada pelo orçamento
disponível, seja ele familiar ou empresarial. E quando assim é, quem consome adquire
pouco e apenas o estritamente necessário; adicionalmente, quem fornece qualquer serviço
de telecomunicações convive em cenários de elevada concorrência; consequentemente, a
recuperação dos investimentos é tardia, dando aso a contestação no seio do trinómio, não
se conseguindo vislumbrar com precisão onde está a divina razão.

Relatando algumas questões que têm gerado insatisfação no Sector das


Telecomunicações, e que devem, ou deveriam, ser muito bem ponderadas:

• Deveria ser posição comum a todos as empresas com posição relevante nos merca-
dos das TMT a presença directa em bolsa, no sentido de transmitirem maior respon-
sabilização perante a sociedade, incluindo uma bolsa forte para PME’s (a PEX não
desata, na sequência do pantanal político já descrito!).

83
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• Deveria clarificar-se definitivamente a problemática da separação das redes de tv por
cabo e de cobre: já se fala neste assunto há vários anos! Ou sim, ou não. Penso que
não há coragem para se finalizar de vez este ponto.
• Deveria resolver-se definitivamente a problemática da desagregação do lacete local:
já se contesta este assunto há vários anos!
• As taxas de interligação no âmbito dos operadores móveis devem ser acompanhadas
de muito perto pelas Autoridades. O Consumidor está a ser fortemente lesado nesta
matéria.
• Os Operadores Móveis Virtuais (MVNO’s) tardam em aparecer com a legislação a
não facilitar a sua entrada em Portugal.
• A imposição do switch-off da televisão hertziana analógica para dar lugar à televisão
Estes temas são sérios, quanto digital terrestre é manifestamente desastrosa e penalizadora se atendermos à sobre-
baste, e devem ser reflectidos carga orçamental que esta medida trará às famílias portuguesas. Na nova regula-
com a máxima ponderação.
mentação, o período para desactivar a rede de televisão hertziana analógica deverá
ser muito superior ao estipulado na primeira legislação da TDT, co-existindo as duas
Talvez o melhor remédio seja o
redes em simultâneo, à semelhança das redes 2G e 3G nas comunicações móveis.
da prevenção: desenvolvimentos
• Os accionistas dos operadores emergentes só deveriam investir no sector das tele-
q.b. e equilibrados, pois todos
comunicações se tivessem suficiente capacidade para recuperar os investimentos ao
temos pressa fim de, no mínimo uma dezena de anos, não pressionando o operador na obtenção
imediata de lucros, tendo em conta todos os condicionalismos que o sector das tele-
comunicações padece. Quem pensa que o ROI nas Telecomunicações (em merca-
dos concorrenciais) é rápido que se desiluda.
• Ao operador histórico, empresa que mais peso tem em termos de valor bolsista no
PSI-20, que mais trabalhadores emprega no mercado das telecomunicações, e que
mais investe no Sector (55% do CAPEX total entre 1998 e 2004, equivalente a 4,5
mil milhões de euros acumulados), os impactos da plena liberalização devem ser
graduais, pois uma actuação regulamentar pouco ponderada poderá originar resulta-
dos nefastos ao valor da acção da principal empresa do PSI-20 e única empresa por-
tuguesa com presença no NASDAQ, bem como no emprego do sector, incluindo na
capacidade de gerar receitas em imensos fabricantes e fornecedores.
Registe-se a virtude de uma boa • No caso de uma actuação regulamentar acentuada com pressão plena sobre o oper-
cultura e formação bem ador histórico, de forma proporcional, os operadores emergentes devem ter capaci-
estruturada inerente ao sector dade de aumento do seu investimento, a fim de compensar as ineficiências daí resul-
das telecomunicações, em tantes para o mercado.
particular dos seus profissionais
Estes temas são sérios, quanto baste, e devem ser reflectidos com a máxima ponderação.
Talvez o melhor remédio seja o da prevenção: desenvolvimentos q.b. e equilibrados, pois
todos temos pressa! Na verdade, a plena liberalização dura desde Janeiro de 2000, quando
a primeira linha telefónica instalada em Portugal, data de 24 de Novembro de 1877,
mandada implementar pelo Rei D. Luís entre Carcavelos e a estação do Cabo em Lisboa.

Avaliando pelos desenvolvimentos recentes (últimos quatro anos), estou certo que a
insatisfação no Sector das Telecomunicações será muito residual num prazo muito curto (o que
poderá retirar algum ónus a certos eventos), considerando todo o trabalho que se tem feito ao
nível da regulação e às, mesmo, muito ténues possibilidades dos orçamentos para as
comunicações, aumentarem nos agregados familiares e na comunidade empresarial.
Sei que a insatisfação e a Adicionalmente, penso que não se deveria afastar alguma hipótese de uma mega-concentração
benéfica para o Sector, acompanhada de muito perto pelas várias Autoridades. O
contestação não devem ser
colaborativismo empresarial, continua a dar pacas provas das suas reais vantagens (o grande
vistas como constrangimentos,
impulsionador deste posicionamento tem sido a SonaeCom, no passado com a IP Global e mais
mas como oportunidades para a
recentemente com a KPN Qwest, que por sua vez tinha adquirido a EUnet Portugal).
transformação

Registe-se a virtude de uma boa cultura e formação bem estruturada inerente ao sector das
telecomunicações, em particular dos seus profissionais. Prova é, a condução do
Compromisso Portugal por uma personalidade das telecomunicações. Neste ponto, a gestão
empresarial no Sector das Telecomunicações, e nas TIs, leva anos luz de avanço face à
gestão governamental da economia nacional (17 Governos Constitucionais em 28 anos!).

A finalizar, sei que a insatisfação e a contestação não devem ser vistas como constrangimentos,
mas como oportunidades para a transformação.

84
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
Nota da Reportium XXI Consulting:

Na Edição 2005/2006 do Relatório “O Mercado das TMT’s em Portugal”, a Reportium XXI


Consulting deu seguimento à vontade dos seus Clientes tendo disponibilizado esta
ferramenta de trabalho em formato Digital para Intranet. Efectivamente, enquanto nas
edições anteriores, em formato Livro, a audiência máxima acumulada ascendeu a cerca de
mil e setecentos utilizadores/leitores, com a modalidade do Relatório em CD-ROM para
Intranet, a Reportium XXI estima que no novo modelo a audiência máxima ascenda entre
18.500 e 28.700 utilizadores. Este cálculo é feito com base no número de utilizadores
ligados por Intranets de todas as potenciais empresas que já adquiriram o Relatório e que,
normalmente, voltam a repetir a aquisição no ano seguinte.

Considerando que os textos de opinião estratégica publicados nos Capítulos 1 - A Visão


Estratégica dos Líderes das edições anteriores do Relatório, correspondem a assuntos
que, na sua maioria, mantêm actualidade e, de imensos leitores que vão utilizar a presente
edição não terem acedido às edições anteriores, porque foram publicados em Livro e em
tiragens reduzidas, entendeu-se por bem voltar a publicá-los agrupados por
edição, permitindo às organizações-cliente a disponibilização destes depoimentos
estratégicos, agora, para um maior número dos seus colaboradores internos ligados em
Intranet.

Efectivamente, a compilação na Edição de 2005/2006, de todos os textos dos Líderes que


aceitaram cordialmente colaborar nas três edições do Relatório, corresponde ao corolário
do trabalho feito desde 2002.
2003/2004

O Pior Aluno da UE e a Implementação de Novas


Tecnologias em Telecomunicações
Portugal foi, recentemente, classificado como o “pior aluno da União Europeia” no jornal
“Correio da Manhã”.

A razão principal para tal classificação residiu no facto de Portugal ter sido o único País
Europeu em que o Produto Interno Bruto desceu em quatro trimestres consecutivos!

Este quadro de “desgraça” legitima uma interrogação muito simples: será que tal País,
António Saraiva que tem orgulhosamente sustentado que os seus cidadãos têm uma apetência invulgar
Fernandes, Eng. pelas novas tecnologias e as “absorvem” com assinalável facilidade, pode implementar,
Nasceu em 20 de Outubro com razoável sucesso, numa conjuntura económica francamente desfavorável, as novas
de 1944. Casado, quatro
tecnologias em Telecomunicações?
filhos.
Há diversas variáveis que têm de ser equacionadas para procurar responder a esta
Licenciado em Engenharia
questão.
Electrotécnica pela
Faculdade de Engenharia - Historicamente, Portugal, apesar da sua pequenez geográfica e do seu fraco desempen-
da Universidade do Porto ho em relação aos outros Países desenvolvidos, não tem ficado atrás da maioria deles,
em 1968. na implementação de novidades tecnológicas em Telecomunicações.
Cursos empresariais de
Marketing Industrial, de - O telefone, por exemplo, foi inventado, como sabemos, por Graham Bell em 1876 e
“Finance Management” da logo, pelo final de 1877, foram estabelecidas em Portugal as primeiras comunicações
London Business School e
experimentais tendo o próprio Rei D. Luís participado em algumas delas! Cinco anos
depois já Lisboa tinha a sua rede pública!!!
de “Advanced Management”
no INSEAD.
- Nas centrais telefónicas, depois de já instaladas várias centrais de bateria central, com
Presidente do Conselho início em 1904, iniciou-se a automatização da rede telefónica em 1930, com centrais do
de Administração da tipo “Strowger”. Seguiu-se um período de vários anos em que a automatização
CEC-Comunicações e progrediu com o apoio da indústria local no fabrico deste tipo de centrais e dos (na
Computadores, SA, desde altura) modernos tipos de centrais de coordenadas tipo “5005” (Plessey) e “Pentaconta”
1990. (ITT-Standard Eléctrica) para além de um sistema desenvolvido no País, no Centro
Professor Adjunto do de Estudos de Telecomunicações (CET) em Aveiro – o “SASC”. As duas maiores
Departamento de Electrónica empresas fabricantes chegaram a incorporar mais de 6000 pessoas nos finais da
e Telecomunicações do década de ‘60 e início dos anos ´70.
ISEL-Instituto Superior de
- Portugal foi também dos países que mais cedo, na rede urbana de transmissão,
Engenharia de Lisboa, onde
começou a introduzir o PCM, essa brilhante invenção do britânico Alec Reeves por volta
ingressou em 1970. de 1940, que só viria a ser implementada comercialmente pela primeira vez (por razões
Engenheiro e responsável de inexistência de dispositivos de estado sólido) em 1962 nos EUA. Lisboa foi das
dos Departamentos de primeiras cidades da Europa a utilizar o PCM (ainda que tenha começado com PCM’s
Transmissão e Rádio das com a capacidade de 24 canais) nos finais dos anos 60, início dos anos ’70. Começou
empresas Plessey então a era da digitalização da rede de transmissão, que conheceu um ritmo de
Automática Eléctrica desenvolvimento impressionante nos finais da década de ´70 e princípio dos anos ´80,
Portuguesa em Lisboa e ITT sendo de destacar o desenvolvimento, no próprio País, de um sistema nacional de PCM
- Standard Eléctrica em no CET, que veio a ser utilizado, em grande escala, pela Portugal Telecom, nas ligações
regionais. Nessa altura, os índices de desenvolvimento do País eram extremamente
Cascais, de 1970 a 1988.
débeis, mas não impeditivos para contrariar os planos da nossa “gente” de
Telecomunicações.

- A digitalização da rede de comutação ocorre mais tarde e, é mais longa no tempo, por
razões de disponibilidade técnica e de investimento, mas iniciou-se em 1987, tendo-se
Portugal integrado pouco abaixo da média dos principais países europeus em termos da
percentagem de digitalização e do seu ritmo de crescimento.

- A única excepção que, curiosamente, veio depois a redundar num enorme êxito, foi o
da implementação das redes móveis celulares (que começaram por ser analógicas) e
em que Portugal ficou francamente para trás de todos os Países da Europa Ocidental.
Efectivamente, começámos tarde (apenas em 1989, oito anos após os Países
Nórdicos e cinco anos após a Espanha) e, no entender de muitos, com o sistema
errado, desfasado das escolhas feitas pela quase totalidade dos nossos parceiros
europeus. Quis o destino, que um novo sistema em que inicialmente poucos
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A Visão Estratégica dos Líderes

acreditavam, no que respeitava ao seu potencial de sucesso, projectado por um grupo


de países europeus na esfera da UE e da CEPT (o actual GSM) viesse a ser
implementado em Portugal, em Outubro de 1992, com sucesso! Só que, desta vez, o
sucesso vem “elevado ao quadrado” pois que, para além do impacto positivo da
componente tecnológica, veio acompanhado de igual impacto na componente
comercial, alicerçado na abertura do mercado à iniciativa privada, com o surgimento
da Telecel (hoje Vodafone) e, mais tarde (1998) da Optimus em concorrência com a
PT/TMN. E não há que escamotear factos, foi mesmo a concorrência que dinamizou
o mercado e colocou Portugal nos países da frente, à escala mundial, nas taxas de
penetração da telefonia celular.

Mais exemplos poderiam ser dados acerca da nossa “aptidão” nas Telecomunicações,
mas ficamos por aqui, não deixando, contudo de citar, por curiosidade, que considerando
cinco países do sul da Europa (Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia) e, tomando
como referência os dois indicadores que, de momento, mais interessarão nas
Telecomunicações (a penetração celular e o número de utilizadores da Internet por
cada 1000 habitantes) Portugal só é ultrapassado pela Itália e, no que diz respeito à
penetração celular.
Um mau aluno em muitas disci-
plinas pode, algumas vezes, ser
Tem havido hesitações no lançamento do serviço celular de terceira geração (UMTS) mas,
bom aluno numa disciplina de
tendo em consideração não só o “histórico” como também a muito provável saturação das
redes GSM quando a elas se venha a exigir o inevitável, isto é, uma capacidade crescente que mais gosta por razões
da utilização de dados, parece ser evidente que tais hesitações são fruto de um excessivo de “queda para o tipo
acautelamento face ao verdadeiro risco. de matéria” ou por motivações
de outra natureza. Penso ser
Um mau aluno em muitas disciplinas pode, algumas vezes, ser bom aluno numa disciplina esse o problema de Portugal e,
de que mais gosta por razões de “queda para o tipo de matéria” ou por motivações de outra oxalá continue a ser para, pelo
natureza. Penso ser esse o problema de Portugal e, oxalá continue a ser para, pelo menos, menos, o bem das
o bem das Telecomunicações.
Telecomunicações

Contudo, é obviamente muito mais importante o “ passar de ano”.

Para isso há que “carrilar” nas outras disciplinas e, para tal, impõe-se dedicação e muito
empenho.

Que haja também bons professores nessas matérias!!!

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2003/2004

European Trends on Mobile Applications


As the mobile industry increasingly looks towards data services to create new revenues and
consumers are selecting operators on the basis of the services they provide. Operators
need to increase the usage of non-voice services now to stimulate a recovery in ARPU.
Mobile operators have suffered from falling ARPU for voice services over many years, and
have been attempting to compensate by encouraging usage of non-voice services such as
messaging, downloadable ring tones and mobile Internet access. Following the successful
commercial launch of Mobile Multimedia Messaging (MMS), Java gaming and ring-tone
download by the mobile operators, there is now a pressing commercial requirement
Gordon Forbes, Mr. to enhance these services. Mobile operators anticipate that if suitable systems are not
British, was born on 8th May implemented in the near term, premium content owners will be reluctant to supply high
1966. value premium content for the wireless world. This could seriously disadvantage the mobile
Sept. 1986 - May 1988 operators in achieving significant data revenue growth.
Diploma in Management
Studies, Birmingham
The next few years (2003 – 2004) will see very slow growth for overall mobile revenue.
Polytechnic, UK.
However, the long-term outlook is more positive: Analysts forecasts mobile services revenue
Sept. 1982 - May 1986 HNC
of EUR135 billion by 2007, of which it expects 37% to be from non-voice services. Today’
only 8% of the EUR97 billion of total service revenue is recovered from non-voice services.
in Electronics Matthew
This growth in non-voice service revenue will be driven mainly by Video messaging and
Boulton TEC, UK.
infotainment services such games, as revenue growth from EUR7.6 billion in 2001 to
Sept. 1979 - May 1982 Kings
EUR44 billion in 2007.
Norton Boys School
Birmingham, UK.
With the emergence of 3G, and technologies such as A-GPS (Assisted – Global Positioning
2001–Present: NEC
System), handsets will become a very powerful communication and location information tool.
Corporation, London, UK;
Director, Business
Mobile Location Services will enable location-specific information and applications to be
Development.
delivered to mobile handsets such as leisure and entertainment information, traffic reports,
2000–2001: Juniper
maps and directions, targeted advertising and promotions, interactive games, asset and
Networks, Leatherhead,
vehicle tracking, telematics, and network management systems. It is forecasted that
Surrey, UK; Business
location services revenues will grow from just over 3 billion euros at the end of 2003 to more
Development Manager.
than 18,5 billion euros by the end of 2006 worldwide.
1999–2000: Digiquant AS
(Belle Systems), High
Forecasts suggest 31% will be generated in Western Europe. In the short term, operators
Wycombe, UK; Senior are likely to continue to use the basic Cell-ID technology to deliver services. In the longer
Consultant. terms, A-GPS and E-OTD are likely to be the most favoured solutions.
1998–1999: Nortel Networks,
Maidenhead; BT Technical NEC predicts that the trends in GPRS and 3G uptake are significant towards the
Account Manager. development of these services. More than 40 million Western Europeans (13% of all mobile
1997–1998: ECI Telematics, phone users) will be accessing GPRS by the end of 2003.
Basingstoke UK; BT
Technical Account Manager. 3G market will take off in every Western European countries in 200 and it is further forecasted
1995–1997: Newbridge all new handsets will be GPRS- or 3G-enabled by 2005.
Networks, (Alcatel)
Maidenhead UK; Techn. During this period, the number of WAP pages is increased from 4.400.000 in August 2000,
Consultant – Intern. to 8 billion in December 2003, thanks to GPRS network launches. The rapid increase of the
Business Division. WAP pages cause mobile users to take longer time to reach to the right WAP page to obtain
1993-1995: AT&T, (Redditch the necessary information. Mobile operators and/or Mobile Portal Service Provider need to
UK; Technical Consultant. differentiate the service by the quick navigation tool.
1991–1993: Motorola Codex,
(Solihull UK); Systems So, where is this all going? The concept of “Ubiquity” and the technologies of “IMS” and “SIP”
Engineer. are emerging as the solution to the question of how to deploy multimedia services - mobile
1985-1991: BT, Walsall - architectures that are principally based on the specifications of the 3GPP , IETF and OMA.
West Midlands UK; Technical
Officer Special Faults Consensus is building that these will grow to become the mainstay of operators’ data-service
Investigation revenues after the current messaging boom.
Hobbies: Swimming, Golf,
Football, Jet Skiing, Reading, The future of mobile devices lies in matching service provision as precisely as possible to users’
Socialising and Traveling. expectations. That is to say, services should not be shaped by the limitations of the network rather
they should be built to meet the ideal of providing customers with the services that they desire.

Traditionally, fixed-line Internet access and its services have only been accessed from a
small number of locations (e.g. the office desk or home PC). There have been no such
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A Visão Estratégica dos Líderes

limitations for mobile users. Voice and messaging services have been available wherever
they go or whatever they are doing. This has created a subconscious expectation that all
mobile services will be provided in the same barrier-free way. Being able to access information
and contact people at any time and anywhere is the very essence of mobility.

3GPP has two broad service domain classifications: the Circuit Switched (CS) domain and
the Packet Switched (PS) domain. The CS domain contains conventional mobile phone
services. Circuit switched technology has proven to be very successful at providing high
quality voice services, but, for data services Packet Switched Networks have proven
themselves to be more efficient, economical and compatible with Internet technologies.
An IMS platform provides multimedia services entirely within the PS domain of a mobile
network.

IMS standardisation is proceeding within 3GPP and the first stage has been completed
with the freezing of Release 5 standards. As the standards mature, it will be possible for
all conventional CS cellphone services to be implemented over the packet network.
(Although in the IMS introduction phase, CS and PS services will almost certainly be
provided concurrently.)

The benefits of migrating circuit switched services to packet switched are very simple and
very clear:

• Reduction of capital costs; The challenge and future of


• Reduction of operation costs; mobile devices lies in matching
• Expansion of the range of application services; service provision as precisely as
• Rapid development and provision of new services.
possible to users expectations.
That is to say, services should
NEC has developed an IMS architecture for un-standardised IMS/SIP functions such as
not be shaped by the limitations
SIP-HTTP/SMTP/SMPP GW, inter-working GW with existing IETF based SIP network or
other legacy fixed network. High scalability Unix based OS allows the construction of small of the network rather they should
enterprise networks and global networks with the same platform. be built to meet the ideal of
providing customers with the
To conclude, Service providers benefit from being able to specialise in and stick to what services that they desire. This
they do best, i.e. game makers make games and don’t have to have expertise in mobile article will give you a brief outline
markets. on current mobile service trends,
and further outline future
The ability of service providers to specialise and use the services of other company’s
developments within NEC’s IP
services will result in better services for users. Better here means more abundant, more
Multimedia Subsystem
exciting and more appealing. This can only encourage a more profitable business model
Architecture to meet these
and far exciting user experience for subscriber!
expectations

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2003/2004

Dê-se um Salto em Frente!


O mercado das TMT, em Portugal, é um espaço que, embora tenha alguma integração, se
desenvolve em três áreas – Telecomunicações, Media e Tecnologias e Sistemas de
Informação – cada qual com especificidades e ritmos próprios.

Quero deter-me na área das Tecnologias de Informação, que conheço há quase vinte anos
e que é o segundo dos três mercados em termos de dimensão.

A introdução e desenvolvimento das TI, nas últimas décadas, em Portugal, não representa
Luís Portugal Deveza nenhuma excepção significativa à evolução ocorrida noutros países desenvolvidos. De um
49 anos, casado, 2 filhas. modo geral, passou pelas mesmas várias fases - da mecanografia, ao mainframe, aos
Natural de Moçambique. minis, aos PC’s, aos sistemas distribuídos em rede, à Web - até ao período "pós-Web" em
Frequência (até 5ºano) da que vivemos e a que ninguém ainda deu nome. Passou dos iniciais distribuidores de
Faculdade de Economia e marcas internacionais, à criação das respectivas subsidiárias, à formação de pequenas e
Gestão (Univ. de Lourenço humildes empresas de origem portuguesa e chegou ao desenvolvimento de actores
Marques). nacionais de maior dimensão e competitividade. Passou do primado do hardware, ao
2003: Administrador software e chegou ao serviços, ou melhor, a um mix dos três componentes (embora ainda
Executivo - Coordenação e com menor peso nos serviços do que nos outros países europeus).
Marketing - Unisys Portugal
e Unisys Espanha. Mas mesmo assim, nunca conseguiu, ultrapassar um nível de investimento em TI que
1999-2002: Marketing fizesse o país e as suas organizações saltarem para a linha da frente. Nos índices de
Director & Sales Operations performance, como sejam a percentagem de gastos em TI no PIB e os gastos em TI per
Coordinator - Unisys capita, estamos na cauda da Europa.
Portugal e Unisys Espanha.
1998: Sales & Marketing Então, do lado das TI o que tem faltado? Não é fácil encontrar as razões fundamentais
Director - Unisys Reino para a situação em que nos encontramos. Mas parte do problema reside na pequena
Unido. importância a que muitos gestores públicos e privados votaram, ao longo de muito tempo,
1996-1997: Marketing as TI e até mesmo os seus profissionais. E o contrário também aconteceu.
Director, Europa do Sul na
Unisys Portugal, Espanha e A relação das tecnologias de informação com o desenvolvimento das organizações, no que
Itália. concerne à sua visão e objectivos, sempre foi uma relação distante. Nos últimos anos, por
1993-1995: Marketing uma razão ou outra, este gap tem sido reduzido, em grande parte porque a infra-estrutura
Director na Unisys Portugal. básica das organizações está mais completa em termos tecnológicos. Mas continua a
1990-1992: Product, ser necessário que, no diálogo entre gestores e profissionais de TI, haja uma maior
Program Manager na Unisys compreensão do valor e do retorno criado por cada investimento.
Estados Unidos/São José da
Califórnia. Vivemos um mundo incerto – um ambiente onde a única certeza é a mudança. Logo, o
1986-1990: Director de modo como as organizações antecipam, adoptam e exploram a mudança e a incerteza,
Marketing na Unisys estratégica e operacionalmente, é determinante. E se conseguirem fazê-lo criando, mesmo
Portugal. assim, condições de mais rápida inovação e crescimento, melhor.
1986: Fusão Sperry
Univac/Burroughs dão Conseguir um alinhamento perfeito entre a visão organizacional e as tecnologias de
origem à Unisys. informação, que optimize e integre os processos de negócio dentro das organizações –
1978-1986: Carreira de partilhando activos, optimizando tempos de ciclos de processos, eliminando redundâncias
Marketing na Burroughs e desenvolvendo novos produtos e serviços mais rapidamente - é o modelo certo para
Portugal, assumindo várias obter resultados positivos e reduzir a desconfiança.
responsabilidades nesta
área. As organizações são chamadas a, simultaneamente, ter uma estratégia para a transfor-
Organizador, moderador e mação da organização e uma arquitectura baseada na agilidade para planear processos,
conferencista em eliminar redundâncias e reutilizar o seu recurso mais valioso – os activos intelectuais.
Seminários/Conferências Trata-se de uma aproximação que assenta na riqueza dos activos para a implementação
(Portugal e estrangeiro) e da sua visão, permitindo controlar os impactos da mudança e entregar soluções completas
colaboração em revistas da de negócio.
área de Gestão e
Tecnologias. Se a ligação entre a visão de negócio e os resultados for mais clara, mais directa e mais
Hobbies: leitura, viagens, previsível e se as ideias que conduzem as organizações puderem ser acompanhadas e
ténis e golfe. monitorizadas, tanto os gestores como os profissionais das TI ganharão com isso.

Quantas pessoas nas nossas organizações sabem olhar para uma organização e
compreendê-la nos seus vários contextos, isto é, 1)visão do negócio e modelo operativo;
2) modelo de processos e padrões tipo; 3) modelos aplicativos e funcionais; e, finalmente,
4) modelo de infra-estrutura?
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A Visão Estratégica dos Líderes

Portugal conseguiu, em momentos precisos, saltar etapas no desenvolvimento de certas


áreas do seu tecido económico. Pois bem, o mesmo pode acontecer agora na área das TI.
Não porque estejamos atrasados tecnologicamente, mas porque poderemos avançar
mais depressa na supressão do gap entre a visão de negócio, a sua operação lógica e a
arquitectura e implementação da tecnologia.

Para isso precisamos de, por um lado, beber nas best practices que existem pelo mundo,
designadamente, nos países líderes na aplicação tecnológica e, por outro, aumentar e
melhorar a nossa formação enquanto líderes de negócio, com muito mais enfoque nas
áreas aplicacionais do que na de investigação e desenvolvimento, especialmente se esta
estiver fora do contexto da realidade de mercado.

O país não precisa de muito mais gente que entenda o que é o byte, o megahertz, o
interface USB 2.0 e o Xpto v3.4! Precisamos, sim, de pessoas que entendam o que são
e como se gerem e integram os modelos organizacionais, os processos e os fluxos de
informação. E que, em termos de linguagens conheçam, por exemplo, os novos standards
da OMG (Object Management Group é uma organização formada por mais de 800
companhias que tem vindo a criar , no âmbito do desenvolvimento de software, a MDA -
Model Driven Architecture™ com o propósito de a tornar a "Architecture of Choice for a
Connected World" ™), de tipo BPEL (Business Process Execution Language), UML (Unified
Conseguir um alinhamento
Modeling Language), etc.
perfeito entre a visão
É mais uma mudança de paradigma. E cada vez que há um, os países pequenos e com organizacional e as tecnologias
grande abertura ao exterior, como é o nosso, têm uma oportunidade para dar um salto de informação, que optimize e
qualitativo importante. E se efectuarmos esta mudança, construiremos organizações para integre os processos de negócio
durar, porque construídas para mudar. E um país, claro! dentro das organizações é o
modelo certo para obter
É o que todos esperamos que venha a suceder com a modernização e flexibilização da resultados positivos e reduzir a
administração pública. Existe, actualmente, uma oportunidade e condições únicas para que
desconfiança
possa dar um salto qualitativo e a indústria das TI pode dar uma contribuição significativa.
Modernizando-se a administração pública, flexibiliza-se uma infra-estrutura fundamental
do tecido económico e, com isso, espera-se que o país aumente a sua competitividade
internacional.

Para se tornar ágil, a administração pública, em particular, tem de quebrar os actuais silos
de funções, processos e tecnologias. Precisa de promover a colaboração e partilha de
conhecimento. Precisa de identificar e potenciar o seu capital intelectual. Finalmente,
precisa de uma infra-estrutura que responda às actuais necessidades, ao mesmo tempo
que se prepara para a flexibilidade do futuro.

E se por acaso as nossas empresas de TI (as subsidiárias das multinacionais incluídas)


souberem aproveitar o momento, ajudando o país a dar este salto em frente, poderão criar
condições laterais para que os seus profissionais sejam usados, ainda mais do que o são,
em projectos internacionais, convertendo o país num potencial offshore nesta área.

O que disse representa um sonho? Mas de cada vez que um homem sonha, o mundo pula
e avança!

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2003/2004

A Regulação das Comunicações e a "Revisão 99"


1. Pedem-me um artigo sobre a minha visão estratégica do sector e em particular da
regulação e parece assim uma ocasião oportuna, pouco mais de um ano após a minha
tomada de posse como membro do CA da Anacom, de expor o que penso desse assunto.
Em particular, pergunto-me: um ano neste papel mudou a minha perspectiva, cimentada
Foto Telmo Miller

ao longo de anos a ensinar microeconomia e economia pública na Faculdade de


Economia da Universidade Nova, sobre o papel da regulação? Os seus objectivos? As
restrições? As metodologias?

Maria do Carmo 2. Indo aos basics: os Organismos Reguladores dos sectores das comunicações existem
Seabra, Profª. Dra. porque, por um conjunto de factores históricos, tecnológicos e outros, nestes sectores
não existem condições objectivas para o funcionamento efectivo da concorrência, o
Nasceu a 27/1/1955, em
mecanismo disciplinador, por excelência, da actividade das empresas nas economias de
Lisboa. Casada com dois
mercado. Não se podendo confiar nos mecanismos da concorrência para conduzir o
filhos. Licenciou-se na mercado às soluções eficientes, e não se querendo desperdiçar as oportunidades
Universidade Católica em associadas, ainda assim, à propriedade e gestão privada das empresas, os Estados da
1977 e doutorou-se na generalidade dos países democráticos optaram por deixar ao sector privado a produção
Faculdade de Economia da dos bens e serviços (muitas vezes, como em Portugal, privatizando empresas até então
Universidade Nova de públicas, geridas directamente pelo próprio Estado e por isso sem necessidade de
Lisboa em 1987. regulação), e criando, em simultâneo, organismos reguladores com o objectivo de impôr
Desenvolveu a sua ao funcionamento do mercado a disciplina que em mercados concorrenciais é imposta
actividade profissional
pelo funcionamento livre da oferta e da procura.
sempre na Universidade,
Esta descrição, deliberadamente simplificadora, clarifica, a meu ver, a missão funda-
dois anos na Universidade
mental da regulação: tentar fazer com que os mercados reproduzam os resultados dos
Católica e desde 1989 na mercados concorrenciais, em termos quantitativos, preços, diversidade, qualidade,
Universidade Nova de incentivo ao investimento... de uma forma sintética garantindo o máximo bem-estar
Lisboa onde é actualmente para os consumidores, objectivo último, convém sempre lembrar, da organização da
Professora Associada com actividade económica. Evidentemente que, na prática, é muitas vezes difícil identificar
Agregação. Neste âmbito, a solução capaz de gerar aquele resultado. O caso mais claro respeita ao conflito
ensinou basicamente potencial entre interesses de curto prazo e de longo prazo dos consumidores (preços
disciplinas da área da baixos versus incentivos ao investimento, por exemplo), mas existirão muitas outras
Microeconomia, nos cursos instâncias de conflito. Nestes casos cabe ao regulador estabelecer prioridades e
compromissos, que serão aliás sempre discutíveis.
de Licenciatura, Mestrado e
Doutoramento. Foi nesta
3. A avaliação das restrições enfrentadas pela regulação, associadas à assimetria de
área científica que decorreu informação existente entre operadores regulados e regulador, por um lado, e à
a sua actividade de impossibilidade de garantir a eficácia dos mecanismos sancionatórios disponíveis por
investigação, com vários outro, é uma área que a prática regulatória deste último ano tornou mais rica e sofisticada,
trabalhos publicados em sem dúvida. No entanto, também aqui me parece adequado referir a adequação
revistas internacionais e fundamental da teoria económica à compreensão da regulação.
apresentações em
Conferências. Teve 4. Neste quadro global, como se pode avaliar o novo quadro regulamentar comunitário para
responsabilidades diversas as telecomunicações, cuja transposição para a ordem jurídica interna e para a prática
regulamentar da ANACOM tanto tem preocupado e agitado o sector?
nos orgãos de gestão da
faculdade, e realizou
5. Uma primeira referência relevante respeita aos objectivos da regulação, tal como
actividades de consultoria a são expostos no conjunto de documentos que constituem a chamada “revisão 99” : a
várias entidades, nacionais e regulação dos mercados tem por objectivo defender os interesses dos consumidores, num
estrangeiras, nomeadamente quadro geral de promoção da concorrência e do mercado único europeu. A conformidade
na área das deste objectivo com a visão anteriormente exposta do papel da regulação parece clara.
telecomunicações. Desde 8
de Julho de 2002 integra o 6. São já conhecidos os princípios gerais em que se baseia o novo quadro comunitário:
Conselho de Administração o primeiro, é o de que a regulação ex-ante deve ser usada apenas quando as regras
da Anacom. de funcionamento do mercado, apoiado no direito da concorrência, não forem
capazes de garantir resultados eficientes nos mercados. No meu ponto de vista, o
aspecto mais interessante relativo a este princípio não é a sua validade, incontestável
no contexto da teoria económica da regulação, mas os comentários e análises que
a sua clarificação suscitou. Efectivamente, apresentar esta regra de avaliação da
oportunidade de intervenção regulatória como uma inovação torna claro que a
regulação, nos países da Europa comunitária, precisava efectivamente de uma
“revisão” de objectivos.
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A Visão Estratégica dos Líderes

7. Um outro princípio do novo quadro regulamentar é de que a intervenção dos reguladores


nos mercados deve ser precedida i) da demonstração de que sem intervenção o mercado
gerará outputs sub-óptimos e ii) da demonstração de que os custos da intervenção
(custos directos e indirectos) não são superiores aos respectivos benefícios. Também
estes princípios têm uma validade incontestável e devem guiar não só a actividade
regulatória como qualquer actividade de intervenção nos mercados, e em geral a
adopção de qualquer medida de política.

8. Determina-se ainda que a regulação deve ser transparente, e tão previsível quanto
possível, condições necessárias para o funcionamento eficiente dos mercados, e criam-se
uma série de mecanismos para garantir essas condições. Também se apresenta a
neutralidade face às escolhas tecnológicas como um princípio adicional a respeitar.

9. Finalmente, e como consequência lógica da aplicação destes princípios, estabelece-se


que as medidas devem ser proporcionadas, isto é, as mínimas possíveis para corrigir
eficazmente os desiquilíbrios. A identificação dos mercados
relevantes, o processo de
10. O ponto que se pretende salientar é a conformidade deste Novo Quadro Regulamentar
análise de cada mercado com
com a teoria económica da Regulação, e aliás com a prática regulatória dos países em
vista à avaliação da respectiva
que esta actividade tem tradição e que são os países de cultura anglo-saxónica.
situação em termos de
Efectivamente, foi nestes países que a liberalização dos mercados e a privatização
dos operadores de telecomunicações se iniciou mais cedo e em que, por consequência, concorrência efectiva e a
a desintervenção directa do Estado na economia e a criação de organismos e definição das medidas
mecanismos de regulação económica têm já um número de anos capaz de garantir a correctivas adequadas são
maturidade do processo regulatório. Não é por acaso que o Reino Unido é, de todos os processos trabalhosos e difíceis.
países da Europa, o mais adiantado não só na transposição da Revisão 99 para a E a realização destas tarefas
ordem jurídica interna e, principalmente, na implementação dos processos formais que no âmbito da UE, com a
o novo enquadramento exige. harmonização de critérios
e procedimentos que implica,
11. Deve salientar-se que o exposto não traduz uma sub-avaliação do montante e
mais difícil e complicada será.
relevância do trabalho associado à plena implementação do novo regime das
No entanto, e penso que vale
telecomunicações. Efectivamente, a identificação dos mercados relevantes, o
processo de análise de cada mercado com vista à avaliação da respectiva situação a pena salientar este ponto, é
em termos de concorrência efectiva (a chamada avaliação de posição dominante, um esforço no sentido apropriado,
simples, conjunta ou alavancada) e a definição das medidas correctivas adequadas que, se adequadamente
são processos trabalhosos e difíceis. E a realização destas tarefas no âmbito da UE, desenvolvido promoverá o
com a harmonização de critérios e procedimentos que implica, mais difícil e complicada desenvolvimento das
será. No entanto, e penso que vale a pena salientar este ponto, é um esforço no sentido comunicações e da situação
apropriado, que, se adequadamente desenvolvido promoverá o desenvolvimento das económica geral do país. Todos
comunicações e da situação económica geral do país. Todos ganharemos.
ganharemos

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2003/2004

Corporate Governance: o Líder dá o Exemplo


A queda vertiginosa das cotações das empresas do universo das TMT’s, os escândalos
financeiros que envolveram em especial empresas Americanas como a Enron, WorldCom
e Tyco, e, os excessos cometidos por alguns Gestores, vieram confirmar a necessidade de
uma reforma profunda nos modelos de Corporate Governance das empresas.

Assim, após a sua aprovação no Senado e Congresso dos Estados Unidos da América em
23 de Janeiro de 2002 e respectiva passagem a Lei, pelo Presidente George W. Bush em
30 de Julho de 2002, o Sarbanes-Oxley Act marca uma nova era, não só, em termos de
Miguel Horta e Costa, responsabilidade dos Conselhos de Administração e dos Gestores das empresas, como
Dr. pelas conseqüências em toda a comunidade financeira.
55 Anos de Idade.
Licenciado em Economia pelo O Sarbanes-Oxley Act, é também aplicável a empresas não-americanas e dado que a
ISCEF. Possui vários cursos Portugal Telecom está cotada na New York Stock Exchange, é pertinente não só, realizar
em Organi-zação e Gestão de um balanço do que implementámos na Portugal Telecom como, identificar alterações e
Empresas: “Alta Direcção de
Empresas” AESE
consequências ocorridas no mundo empresarial.
(Universidade de Navarra) –
PADE. Grupo Portugal Gostaria, antes de mais, enunciar uma das muitas definições que vigoram sobre o conceito.
Telecom – Presidente Na perspectiva dos princípios da OCDE e de acordo com Stilpon Nestor (Head of
Executivo, CEO (Maio 2002). Corporate Affairs Division, OECD) podemos dizer que o Corporate Governance tem duas
Grupo Portugal Telecom – VP
do CA (1995-2002).
componentes principais:
Telesp Celular – Presidente
do CA (2002). Telefónica – 1. Uma comportamental – que abrange as relações entre os diferentes agentes numa
Administrador não Executivo empresa; isto é, a forma como não só gestores e accionistas interagem, mas também
(1998). BES Investimento – empregados, clientes, fornecedores e a comunidade em geral se relacionam com a empresa.
Administrador não Executivo
(1999-2002).
2. Uma normativa – que abrange o conjunto de leis e regras que regem estas relações,
SIC – Administrador (1998- sejam elas códigos de ética e de conduta internos, regulação operacional e financeira,
2000). CPR Marconi – VP do auditoria interna e externa entre outras.
CA (1994-1995). Associação
Comercial de Lisboa – As privatizações realizadas na última década foram responsáveis por um crescimento
Director (1994). PGA,
Portugália Airlines – Adminis- muito grande e rápido dos mercados financeiros, e, assistimos a um processo de
trador não Executivo (1993). desintermediação crescente, que canaliza poupanças do sector bancário para os mercados
Banco ESSI – Vice Presidente de capitais. É assim natural que os investidores tenham cada vez mais atenção à maneira
do CA (1992-1994). como essas poupanças são empregues pelas empresas.
Euroges Factoring –
Presidente CA (1991-2002).
SIBS – Presidente e membro À medida que uma maior percentagem da população investe nos mercados de capitais, de
do CA (1991-1995). renda fixa ou variável (directa e/ou indirectamente) e que da sua evolução dependam os
AIP – Vice Presidente. (1991- rendimentos futuros de gerações actuais (em termos de reforma) e investimentos futuros
1994). BES e Comercial de (ex: educação das gerações seguintes), a responsabilidade e o impacto são de um âmbito
Lisboa, S.A. – Administrador bem mais alargado do que se pode à primeira vista imaginar.
(1990-1992). Secret. de Est.
do Comércio Externo do IX
Governo (1987-1990). A prática de bom Governance torna-se assim uma peça importante na estabilidade dos
APDC – Presidente (1987) mercados financeiros, dando alertas que podem contribuir como indicadores em situações
TLP – VP do CA (1984-1987). difíceis de mercado. Daí que o Corporate Governance seja um tema que irá assumir uma
CPR Marconi – Presidente importância cada vez maior, não só ao nível empresarial, mas também ao nível político.
CA (1982-1984).
CTT – Director Geral (1981).
CTT – Director Regional Muito se tem escrito e falado recentemente sobre Corporate Governance, mas na sua
Correios de Lisboa (1979- maioria a análise e as opiniões centram-se quase exclusivamente sobre a remuneração
1981). CTT – Subdirector dos executivos das empresas, e, muito pouco sobre aspectos mais importantes e
Departamento Organização abrangentes tais como:
(1977). Adjunto Secretário
Estado Finanças (1976).
CTT – Correios e • Estrutura Accionista e Influência
Telecomunicações de Portugal • Direitos e Relações dos Stakeholders Financeiros
(Março 1972). • Transparência Financeira e Disponibilidade de Informação
Condecorações: • Estrutura do Conselho de Administração e Processos
Grã-Cruz da Ordem de Mérito
Civil de Espanha. Grã-Cruz
da Ordem de Mérito de Itália. Realço estes, por serem os critérios de avaliação de empresas, CGS (Corporate
Grã-Cruz da Ordem de Mérito Government Scores) numa escala de um a dez, da Standard & Poor’s, no que respeita ao
do Luxemburgo. Grande Corporate Governance.
Oficial da Ordem Nacional de
Mérito de França. Cônsul
Geral Honorário da República De forma a estar sempre na linha da frente, em Abril de 2002 é aprovada em Assembleia
de El Salvador (desde 1997). Geral da Portugal Telecom a alteração de Estatutos, que permite a separação dos cargos

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A Visão Estratégica dos Líderes

de Presidente do Conselho de Administração – “Chairman” e Presidente da Comissão


Executiva – “CEO”, e nomear a Comissão Executiva pelo Conselho de Administração.

Foram ainda criadas no âmbito do novo modelo, a Comissão de Estratégia, a Comissão de


Avaliação e Compensação e a Comissão de Auditoria. Durante o decorrer do ano 2002 foi
ainda criado o Código de Ética do grupo PT, explicitando as normas de conduta e os
valores que orientam o Grupo.

Além da divisão de funções entre CEO e Chairman e das Comissões criadas, outras
iniciativas estão em desenvolvimento na Portugal Telecom, das quais destaco uma das
mais visíveis e com consequências imediatas, que é a da transparência da informação
disponibilizada.

O Dia do Investidor, destinado à comunidade financeira nacional e internacional é uma das


formas onde é apresentada vasta informação sobre o Grupo, com objectivos definidos e
metas a atingir. Diariamente as equipas de Comunicação e a equipa de Relações com
Investidores mantêm informados quer o público em geral, quer entidades específicas de
todos os factos relevantes da vida empresarial do Grupo. Foi com muita satisfação que vi
a equipa de Investor Relations do Grupo PT ganhar o título de a melhor entre as empresas
cotadas em Portugal.
O Corporate Governance é um

O Corporate Governance é um dos pontos que ganha cada vez mais peso nas decisões dos pontos que ganha cada vez
dos investidores. A transparência, disponibilidade e qualidade da informação empresarial mais peso nas decisões dos
é já hoje um dos temas focados pelos investidores e cujo peso tem tendência para investidores. A transparência,
aumentar. Assim de forma a mantermo-nos na vanguarda do nosso Sector continuaremos disponibilidade e qualidade de
a melhorar não só o nosso modelo de Corporate Governance como a aumentar a informação empresarial é já hoje
Responsabilidade Corporativa da maior Empresa Portuguesa em termos de capitalização um dos temas focados pelos
bolsista. investidores e cujo peso tem
tendência para aumentar

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2003/2004

Os Serviços Digitais - A Visão do Grupo Media Capital


O Ano de 2003
Com os adiamentos a que assistimos do lançamento da plataforma nacional de TDT e dos
serviços UMTS, o cepticismo sobre a evolução do mercado de Serviços Digitais instalou-se
em definitivo, não sendo possível prever neste momento, uma qualquer evolução positiva
para os negócios a eles associados.

Esta descrença, devida em parte às dificuldades de arranque dos serviços de TV Digital


pela PT Multimédia, na plataforma do cabo, e dos modelos de negócio altamente
Miguel M. Sá Pais do prejudiciais, impostos pelo operador incumbente, no que respeita ao acesso à Internet
Banda Larga, viu assim confirmar-se as perspectivas mais negativas já anteriormente
Amaral, Eng.
discutidas sobre a evolução deste Mercado.
Idade: 49 anos.
Habilitações Literárias:
Podemos definir da seguinte forma o quadro negro que encontrávamos à entrada do ano
1977: Curso Superior de de 2003:
Engenharia Mecânica - IST,
Lisboa. Plataforma de TDT completamente paralisada e sem futuro definido à vista;
1979: MBA, INSEAD,
Fontainebleau (França). 1 - Operador incumbente monopolista das principais redes de acesso para a venda de
1980: Corretor na Bolsa de IBL, impondo dessa forma as regras de funcionamento do mercado a seu belo
Valores de NY (NYSE). prazer, designadamente através do esmagamento das margens dos operadores do
Percurso Profissional:
retalho através dos preços praticados no aluguer de circuitos;
2 - Operação de Cabo, detentora de 85% do mercado de TV Paga em Portugal, com
1995-2003: Presidente do
parceria “informal” estabelecida com um dos operadores privados de TV nacionais,
Grupo Media Capital.
prejudicando claramente as regras de concorrência deste negócio e sem conseguir
1991-1998: Presidente da arrancar em definitivo com os Serviços de Televisão Digital Interactiva, por falta de
Soci, Fortuna, SA. atractividade da oferta e disfuncionalidade técnica;
Director da Euroknights - 3 - Operadores Móveis que adiaram novamente o lançamento dos Serviços UMTS e
Investimentos e que são suportados por uma base de clientes pré-pagos que representam
Participações Lda. aproximadamente 80% da sua base de clientes total, não permitindo desta forma
Administrador da Compagnie melhorar o modelo de negócio com os produtores de conteúdos, categoria onde o
Générale des Eaux Grupo Média Capital se insere mais nitidamente.
(Portugal).
Face a este quadro, quando em 25 de Março deste ano o Ministro da Economia aprova a
Presidente da Diana, S.A.-
revogação da licença da PTDP - Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. para o
Sociedade promotora do
estabelecimento e exploração de uma plataforma de televisão digital terrestre, lançando de
empreendimento Diana Park. imediato a discussão publica sobre qual o novo modelo a aplicar, estava dado um primeiro
1987-1991: Presidente da sinal, que consideramos positivo, para uma possível alteração desta situação. É de
Alfa Capital. salientar que, neste momento, o regulador prevê o lançamento da plataforma em Outubro
1984-1987: Partex CPS, de 2004, no seguimento de um plano de discussão e desenvolvimento da plataforma
Consultor, Depart. extremamente ambicioso e participado.
Investimentos e Serviços
Financ. Outros sinais têm sido entretanto revelados, como sejam:
1983: Midland Bank, Credit
1 - A aprovação em Conselho de Ministros da nova Lei das Telecomunicações, que vai
Officer (Madrid).
obrigar a uma abertura da rede por parte da TV Cabo a outros operadores de
1980-1983: Goldman Sachs
Telecomunicações, prevendo-se assim o possível lançamento de novos serviços de
Intern. Corp. (Londres). IBL já no ano de 2004 sobre o Cabo;
Especialista em 2 - O anúncio pelos operadores móveis, da sua vontade de lançarem os serviços UMTS
Investimentos - Depart. durante o ano de 2004, e bem assim da existência de condições em matéria de
Venda de Acções. redes, o que prevê a necessidade imediata por parte destes, de novos conteúdos e
Investidores Privados - serviços para suportarem esta nova geração de telemóveis.
Europa. 3 - A aposta declarada do Executivo na criação de estruturas para uma verdadeira
Investidores Institucionais - Sociedade do Conhecimento e da Inovação, através do Plano de Acção gerido pela
Portugal e Espanha. UMIC, que se desdobra em iniciativas e metas concretas e quantificadas.
1979-1980: Goldman Sachs
No entanto, e não querendo parecer pessimistas, o problema mais importante ainda está
& Co, N.Y., Associate,
por solucionar. Referimo-nos à Operação de Cabo do incumbente que, apesar da mais que
Depart. Venda de Acções.
provável abertura de rede, continuará a manter a hegemonia no negócio da TV Paga, não
se vendo quaisquer sinais de abertura da sua oferta a novas propostas nacionais que
substituam a actual oferta internacional, não obstante os sinais claros que apontam para a
sua preferência pelo público nacional.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Sem a possibilidade de acesso de todos os operadores nacionais de televisão generalista


à plataforma hegemónica de distribuição por Cabo, ficam claramente distorcidas as regras
da sã concorrência entre os mesmos, prejudicando claramente as possibilidades de
desenvolvimento de novos negócios de TV Paga e de Serviços de Televisão Digital
interactiva, como sejam, o Pay Per View e o Vídeo-on-Demand.

Para os Grupos de Media Nacionais, a clarificação regulamentar e processual


iniciada este ano nas áreas de negócio directamente associadas aos Serviços
Digitais são estrategicamente importantes e decisivas para a clarificação do caminho
futuro.

Por outro lado, o reforço da protecção dos utilizadores em matéria de segurança na


Internet, mostra-se uma medida essencial para permitir o acréscimo da confiança no
comércio electrónico, e propiciar a criação de hábitos de consumo de produtos e serviços
em linha, em conjugação com o aumento da oferta de conteúdos pagos, que é o
incontornável caminho para a sustentabilidade de qualquer modelo de negócio para a
Internet.

Qual o futuro?
Então qual o futuro para o nosso envolvimento nos novos Serviços Digitais e nos novos
modelos de negócio que estes abrem?
Num ano em que foram
assumidas ou estão em
Fica clara para nós a necessidade que 2004 potencie em definitivo, o desenvolvimento
destas novas áreas emergentes de negócio, sustentando-o em bases regulamentares e avaliação decisões importantes

concorrenciais sólidas e claras. sobre a Televisão Digital


Terrestre (TDT), a Internet de
Torna-se assim necessário garantir: Banda Larga (IBL) e o Sector
Público do Audiovisual (RTP,
1 - A definição de um quadro regulatório da televisão por cabo, onde o primado da rede RDP, LUSA), torna-se necessária
aberta e do acesso igual aos serviços de televisão seja uma realidade; uma clarificação das posições do
2 - A criação de condições de concorrência equilibrada no acesso à IBL, seja através da Grupo Media Capital no que
definição de um novo quadro regulatório pelo ICP/Anacom para a rede fixa, seja
respeita aos Serviços Digitais.
através da confirmação abertura da rede de cabo em condições verdadeiramente
A nossa Visão sobre o actual
concorrenciais com a actual oferta existente;
3 - A confirmação de um rápido mas consistente arranque da TDT envolvendo as Mercado Nacional dos Serviços

diversas partes interessadas, no contexto de um enquadramento regulatório que Digitais e as consequências das
salvaguarde o desenvolvimento do negócio de televisão free-to-air, com base nesta decisões que se esperam, são
nova plataforma tecnológica. assim o objecto deste artigo

Se as condições apresentadas forem uma realidade durante o ano de 2004, então, serão
prioridades estratégicas para a Media Capital, aproveitando este novo enquadramento,
bem como, uma provável retoma do mercado:

A - Lançar novos projectos de Media, em particular, nas redes de Cabo e TDT, quer de
TV gratuita, quer de TV Paga, incluindo os novos serviços interactivos de PPV e
VoD;
B - Potenciar sinergias entre as empresas e os meios do Grupo para desenvolver
novos conteúdos, formatos de media, produtos publicitários, criando fontes de
receita adicional, potenciando ao máximo a TV Digital, os serviços SMS/MMS e
o UMTS;Intensificar o seu investimento no acesso à IBL, alargando a sua oferta
actual (baseada no ADSL) a todas as redes de cabo existentes no território
nacional;Continuar a colaborar com as autoridades e entidades do sector na
definição de políticas adequadas e sustentadas para o desenvolvimento dos
Media em Portugal tendo em conta o objectivo de fazer alinhar Portugal no
pelotão da frente das regiões que fazem parte da Sociedade da Informação e da
Inovação.

São estas, em suma, as linhas mestras que orientarão a estratégia a desenvolver pela
Media Capital ao longo de 2004, no que respeita às suas iniciativas relacionadas com os
novos negócios potenciados pelos Serviços Digitais.

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2003/2004

O sector Móvel demasiado Regulamentado?

Novas alterações na regulamentação do sector móvel vão agitar a indústria das


telecomunicações móveis
Pela primeira vez na sua recente história, a indústria de telecomunicações móveis está a
ser sujeita a um controlo regulamentar. As receitas de chamadas terminadas na rede móvel
já estão a ser alvo de uma regulamentação rigorosa em certos mercados. Este tipo de
receitas representa, tipicamente, cerca de 25% das receitas de um operador de rede móvel
(ORM) e uma proporção dos proveitos muito mais elevada. A União Europeia (UE) prepara-se
para impor uma estrutura regulamentar no final do ano, que possivelmente irá levar a uma
Nasser Sattar, Dr. regulamentação semelhante em todos os outros Estados-membros, assim como marcará
Partner de Auditoria da um precedente para outras jurisdições. Se as medidas forem adoptadas na sua totalidade,
PricewaterhouseCoopers a indústria europeia de telecomunicações móveis poderá sofrer uma redução nas receitas
Nasceu em 1961, Casado, até três mil milhões de euros por ano, ao longo dos próximos anos.
3 filhos.
É licenciado em Ciência Eventualmente, a resposta dos operadores será a de procurarem outras fontes de
Económicas pela City receita, incluindo o fim dos subsídios na compra de telemóveis, apresentando uma
University de Londres, tendo redistribuição fundamental do rendimento ao longo da cadeia de valor, com implicações
preparado e defendido a para a actividade comercial, retenção e estratégias de investimento. No entanto, as
tese de licenciatura sobre as receitas de chamadas terminadas na rede móvel podem ser apenas a ponta do iceberg,
consequências de entrada uma vez que os reguladores já andam a investigar a hipótese de aplicar abordagens
de Portugal no Mercado semelhantes a outros elementos do portfolio de produtos. Os efeitos financeiros disto
Comum.. tudo serão muito abrangentes, sendo as respostas estratégicas dos operadores cada vez
É Revisor Oficial de Contas,
mais limitadas.
participou no Executive
A preparação para enfrentar estes desafios é, agora, um dos assuntos que mais pressão
Programme do INSEAD.
exerce nas reuniões dos Conselhos de Administração.
Ingressou na Pricewaterhouse
Coopers em 1985.
A regulação do sector móvel veio para ficar
É Partner da Divisão de
O efeito inicial das reduções significativas nas receitas de chamadas terminadas na rede
Auditoria e Assessoria
móvel, será o de “rebalançar” significativamente os preços, ou seja, colocar os preços em
Financeira e membro da conformidade com os custos subjacentes de fornecimento de serviço. Os operadores de
Comissão Executiva da rede móvel atingiram uma elevada penetração no mercado, em parte, por terem margens
PWC. mais baixas nas chamadas com origem na rede móvel, compensadas através das margens
É Docente da cadeira de mais elevadas nas chamadas terminadas na rede móvel. Uma redução nestas receitas
Auditoria na Universidade significará um realinhamento dos preços, tarifários das assinaturas mais elevadas e um
Lusíada. possível efeito negativo nos futuros tarifários de assinatura da rede móvel. Além disso,
Hobbies: Leitura, Golf, estar existe um risco maior de que os assinantes da rede móvel mudem de operador, caso
com a família. decidam adquirir um novo – e agora significativamente mais dispendioso – telemóvel. Ou
seja, uma redução no preço da terminação traduzir-se-á numa menor capacidade de
subsidiar a aquisição dos telemóveis.

Além do seu efeito a nível dos proveitos dos operadores de rede móvel, o impacto de
qualquer redução na penetração da rede móvel, que resulte de uma intervenção
regulamentar a respeito dos preços de terminação, deve ser considerado segundo a
perspectiva dos consumidores. Uma redução nos números de assinantes e chamadas
significa menos oportunidades para explorar economias de escala, o que leva a preços
mais elevados, prejudicando os utilizadores finais. Esta situação pode também diminuir
a capacidade que os operadores de rede móvel têm de desafiar os operadores de rede
fixa em relação à quota de todo o mercado de voz por via telefónica. Historicamente,
os diferenciais de custo, cobertura e qualidade entre redes móveis e fixas têm
resultado numa substituição gradual entre os dois mercados. No entanto, à medida que
os custos unitários (incrementais) dos operadores móveis descem, a concorrência
directa entre operadores de rede móvel e fixa torna-se mais possível e credível. Os
governos poderão ter em conta os benefícios significativos que uma concorrência
directa traria aos consumidores, que, em última análise, diminuiria a necessidade de
regulamentação.

A concorrência também colocaria uma dificuldade estratégica aos operadores


incumbentes de rede móvel e fixa, que ao longo da história nunca tiveram de se
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A Visão Estratégica dos Líderes

preocupar com uma possível canibalização do seu mercado fixo, por parte das suas
subsidiárias móveis.

A regulamentação difunde-se rapidamente


Outro factor relevante para os operadores de rede móvel é o de que outros serviços móveis
serão apanhados pela questão da regulamentação. Uma extensão natural da
regulamentação ex ante de serviços de terminação de chamadas é a fiscalização de outras
formas de terminação como, por exemplo, o short message service (SMS) e o multimedia
message service (MMS).

Os operadores defendem que uma intervenção a nível regulamentar pode danificar os


mercados de forma irreparável, em relação a serviços novos e inovadores, aos quais se A regulamentação chegou
deveria dar a oportunidade de se desenvolverem, antes de a regulamentação vir a ser ao sector europeu de
necessária. Aliás, no que diz respeito ao SMS, há operadores que já estabeleceram telecomunicações móveis e a
acordos bilaterais em relação à terminação, e os preços de venda a grosso e a retalho já pressão que exerce sobre as
desceram significativamente desde a sua introdução. receitas vai exigir alterações
significativas na forma como os
Os impactos directos e indirectos na 3ª Geração operadores conduzem os seus
Em termos de investimento em novos serviços, a regulamentação não podia ter chegado negócios
em pior altura. Por toda a Europa os ORM despenderam biliões de euros em licenças para
serem operadores de redes de 3ª geração (3G) e, adicionalmente, em investimentos na
rede. Embora a questão da tecnologia da 3G se centre tipicamente na sua capacidade de
suportar inovadores e de banda larga, apresenta ainda outros benefícios. Uma vantagem
chave para os operadores de rede móvel – e uma razão crucial para que adquiram licenças
de 3G – é a capacidade adicional de suportar a crescente procura de serviços de voz.
Provavelmente, os ORM irão suster o seu enfoque num adiamento da questão, para
retirarem pressão das redes de 2G, que enfrentam problemas de capacidade em áreas
urbanas, e para evitar que sejam ultrapassados por concorrentes.

Enquanto o atraso no arranque da 3G pode colocar os novos operadores em (maior)


desvantagem relativamente aos operadores existentes, uma regulamentação mais rigorosa
poderá aumentar mais a fronteira entre os operadores de 2G existentes.

A adaptação é a chave da sobrevivência


Para muitos operadores de rede móvel, que estavam habituados a operar livres da
supervisão institucional, a questão da regulamentação foi um choque, mas a intervenção
regulamentar não só chegou, como veio para ficar. O seu impacto será significativo e
imediato. Provavelmente, os ORM que se aguentarão melhor serão aqueles que Para que a viabilidade do
desenvolvam a capacidade de compreender, antecipar e gerir a agenda reguladora. negócio se mantenha, os
operadores têm que ser
O que pode complicar mais, talvez seja a tentação das entidades reguladoras em profundos conhecedores em
simplesmente transpor os princípios e regulamentos, que foram desenvolvidos no contexto matéria de custos e utilizar esta
do mercado fixo nas duas últimas décadas, para um mercado móvel, que é bastante informação para desenvolverem
diferente a nível de estrutura e forma. melhorias nas suas estruturas de
preços, que lhes possibilitem ter
Não obstante as diferenças na estrutura de mercado e inadequação de uma transposição de como target clientes de maior
normas específicas da rede fixa para a rede móvel, podem-se retirar algumas lições
valor. Os operadores também
importantes da evolução das regulamentações nos mercados de rede fixa. Uma intervenção
vão precisar de desenvolver
persistente e forte para controlar as receitas dos serviços de rede dos operadores de rede fixa
organizações sólidas que
tem feito do tráfego fixo de voz uma comodidade. Eficiência e escala tornaram-se nos factores
antecipem, analisem e
de sucesso dominantes no mercado a grosso. Já a inovação nas ofertas de serviços, a forte
respondam às mudanças na
capacidade de relacionamento com o cliente e o enfoque na segmentação chegaram a
regulamentação
factores chave de diferenciação nos mercados de retalho. Da mesma maneira, ao
concorrerem por uma parte do decrescente fluxo de receitas dos serviços existentes, os
operadores de rede móvel necessitarão de desenvolver uma sólida compreensão de custos
unitários, característica de um operador de rede concorrencial de sucesso.

Ao optimizarem o modelo de gestão do negócio para terem em conta os efeitos da


regulamentação, os operadores precisarão de considerar o impacto de novas cadeias de
valor emergentes.
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2003/2004

Uma compreensão detalhada da estrutura de custos e dos custos marginais de serviços


individuais e de segmentos de clientes providenciará uma plataforma sólida para
estabelecer preços óptimos e, consequentemente, para identificar e ambicionar segmentos
de clientes de valor. Assim, o até agora tão subvalorizado efeito da regulamentação poderá
suscitar uma rápida aceleração nas tentativas da indústria em segmentar de forma coerente
e em estratificar a sua base de clientes.

Ao reorientarem as suas agendas de estratégia nesta direcção, os ORM devem equilibrar


a situação a seu favor e readquirir das entidades reguladoras o controlo dos seus destinos
ao implementarem outros planos tácticos, igualmente importantes:

• Desenvolver uma capacidade sólida de lidar com os custos para conseguirem um


conhecimento profundo em matéria de custos de serviços individuais. Isto permite
informar e defender a sua posição face aos desenvolvimentos da regulamentação e,
também, tomar decisões de preços comerciais eficientes, por forma a optimizar a
quota de clientes fidelizados e a maximizar o valor através da análise de rentabilidade
por segmento.
• Estabelecer argumentos económicos sólidos para apoiarem os níveis e estruturas de
preços face aos desenvolvimentos da regulamentação.
• Enveredar por uma posição activa, envolvendo-se, ainda que de um contexto exteri-
É importante adoptar uma or, nos processos de regulamentação.
compreensão detalhada da
estrutura de custos e dos custos
marginais de serviços individuais
e de segmentos de clientes
providenciará uma plataforma
sólida para estabelecer preços
óptimos e, consequentemente,
para identificar e ambicionar
segmentos de clientes de valor

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2003/2004

Banda larga em Portugal: a Visão da Rede


de Investigação e de Ensino Nacional
Antes de começar a ser usada no dia-a-dia pelas pessoas e pelas empresas a Internet foi
desenvolvida, durante anos, pela comunidade de investigação mundial.

Esta situação também se verificou em Portugal, datando de 1983 as primeiras


experiências de ligação à Internet das nossas Universidades. Por volta de 1990, com o
apoio da FCCN, foi criado um grupo de trabalho alargado - designado Fórum IP - que
juntava todos aqueles que tinham vindo a usar as tecnologias IP. Este grupo conseguiu
Pedro Veiga, Prof. Dr. criar uma base de conhecimentos e de experiência que se veio a mostrar de grande
Nasceu na Amadora em 1952, utilidade quando, por volta de 1995, a Internet comercial começou a crescer em Portugal
(veja-se, como confirmação desta situação, as estatísticas sobre a evolução do número
Casado, Pai de uma filha.
de domínios Internet em .PT disponíveis em www.dns.pt). Com efeito as nossas
Licenciado (1975) e
Universidade tinham formado os licenciados que dominavam as tecnologias da Internet
Doutorado (1984) em Engª
e que entraram de imediato no tecido económico com as competências necessárias.
Electrotécnica pelo IST.
2003: Prof. Catedrático e Entretanto a nível europeu as redes de investigação e ensino têm vindo a desempenhar um
Pres. do Depart. de papel notável no avanço da Internet. Na Europa, cada país tem uma organização que é
Informática da Faculd. de responsável pela gestão da rede que interliga as instituições de investigação e de ensino
Ciências da Univers. Lisboa. desse país. Neste âmbito tem-se verificado uma grande evolução como se pode verificar
Desde 1997: Presidente da no sítio na Internet da TERENA (Trans European Research and Education Netwrking
FCCN. Association) www.terena.nl. Em Portugal este papel é concretizado pela FCCN. Para
Desde 2000: Board Member
fomentar a dinâmica trans-europeia destas redes a Comissão Europeia tem vindo a apoiar
diversos projectos para ligação em banda muito larga das redes nacionais. O projecto
do International Institute on
GÉANT (www.dante.org.uk/geant) veio permitir que a Europa tomasse uma posição
Software Technology da
dianteira face à iniciativa Internet2 dos EUA. A rede GÉANT apoia-se actualmente num
Univers. das Nações Unidas. backbone redundante a 10Gbps, devendo migrar a curto prazo para 40 ou 100 Gbps,
2000-2002: Gestor do Prog. consoante o resultado de um concurso em fase de avaliação (Agosto de 2003, data de
Operacional Sociedade da escrita deste texto). É a evolução necessária para suportar as exigências das aplicações
Informação (POSI). de investigação e ensino de nova geração, em especial o ensino à distância, as
1996-2000: Membro da transferências maciças de bases de dados científicas e o GRID Computing. A rede GÉANT
equipa de Missão para a apoia-se num conjunto complexo e redundante de circuitos de grande largura de banda
Sociedade da Informação (usando a tecnologia dos lambdas ou light-paths).
em Portugal.
Para compatibilizar as redes nacionais com a rede GÉANT os vários países europeus têm
1980-1996: Investigador do
vindo a fazer aumentos significativos da largura de banda dos seus backbones. Por
INESC.
exemplo, na Holanda, o projecto GigaPort criou uma rede nacional suportada em ligações
1986-1993: Responsável por a 10 Gbps. Na República Checa a rede académica também dispõe de um backbone a
projectos de investigação e 10Gbps, graças ao acesso a fibra escura que obteve dos operadores locais. Nestes países
pela infraestrutura de rede e o desenvolvimento da banda larga tem sido notável, sendo claro que a comunidade
de computação. universitária tem tido um papel crucial na criação das apetências e dos conteúdos para o
1989-1990: Visiting Scientist no consumo da banda larga.
Joint Research Centre da
União Europeia em Ispra, Itália. E na rede de investigação e de ensino portuguesa o que tem acontecido?
Membro do Colégio de
A FCCN, na sua qualidade de entidade gestora da rede nacional, tem procurado que a rede
Informática da Ordem dos
nacional seja compatível com as oportunidades que a rede GÉANT traz. Também tem sido
Engenheiros.
objectivo da FCCN ter uma rede com características avançadas e análogas às suas
Sénior Member do IEEE. congéneres dos países da União Europeia e dos países em fase de adesão. Para tal a
Membro da ACM. FCCN lançou concursos e fez consultas para aquisição de meios de telecomunicações para
Hobbies: meia-maratona, construção da sua rede.
ténis, ciclismo, leitura e
música. Infelizmente as ofertas no mercado nacional são caracterizadas por 2 factores negativos:
Foi um dos pioneiros da
Internet em Portugal: fez as 1) A oferta de soluções para banda muito larga é escassa ou mesmo inexistente nalguns
primeiras ligações à Internet sítios do país onde estão localizadas Universidades ou Politécnicos;
2) Os custos das soluções, quando estas existem, são muito mais elevados (por vezes
e enviou os primeiros e-
mais do que uma ordem de grandeza mais caras) do que está disponível para outras
mails em final de 1983.
redes idênticas noutros países europeus.
(www.pedroveiga.nome.pt)
Esta situação, mas principalmente os resultados de procura que tem vindo a ser
efectuados para a construção da rede GÉANT, conduziram a que num recente estudo
102
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A Visão Estratégica dos Líderes

financiado pela União Europeia, o projecto SERENATE (www.serenate.org) o mercado de


telecomunicações português seja caracterizado como "traditional monopolistic market" ao
lado de países como a Roménia, Grécia, Bulgária e em situação mais desfavorável que
diversos países em fase de adesão à UE.

Assim a necessária evolução da rede de investigação e académica portuguesa para


acessos em cada instituição de, no mínimo, 100 Mbps tem sido travada.

E a banda larga no resto do País?

A banalização de redes de banda larga obriga a que sejam atendidos uma série de Devemos todos pensar, em
aspectos: particular, nas centenas de
milhar de estudantes do ensino
1. que a banda larga esteja disponível para os utilizadores finais e que isso aconteça em
superior que precisam (como
condições técnicas razoáveis, designadamente com largura de banda mínima de 1Mbps
pão para a boca) de banda larga
no sentido descendente e com taxas de contenção nos concentradores pouco elevadas
(a largura de banda de entrada das soluções de banda larga para o utilizador doméstico em sua casa a preços acessíveis
deveria começar no 1 Mbps e, claro, a preços suportáveis); para poder ter acesso aos
2. toda a estrutura interna da rede deveria estar dimensionada para suportar o tráfego conteúdos que as instituições de
agregado dos utilizadores e que o backbone da rede e a interligação das redes dos ensino superior têm vindo a
operadores não introduzam contenção adicional; produzir…
3. que os acessos dos produtores de conteúdos sejam suficientemente "largos" para que
não sejam um outro ponto de contenção, o que passa por custos de ligação para os
produtores de conteúdos muito mais reduzidos que os actuais.

A experiência da FCCN na aquisição e procura de meios de comunicações para a


construção da sua rede indica que é necessária uma significativa alteração do cenário
nacional das comunicações para que a banda larga se torne uma realidade não só para a
rede de investigação e de ensino mas, também, para cada português no seu lar. E aqui
estamos a pensar, em particular, nas centenas de milhar de estudantes do ensino superior
que precisam (como pão para a boca) de banda larga em sua casa a preços acessíveis
para poder ter acesso aos conteúdos que as instituições de ensino superior tem vindo a
produzir e que estão disponíveis através da rede gerida pela FCCN.

Ou seja, para que exista verdadeira banda larga em Portugal, há ainda um longo caminho
a percorrer. Tenhamos esperança que as recentes iniciativas para dinamização da banda
larga tenham sucesso a curto prazo, pois só assim Portugal poderá trilhar com êxito o
caminho para a sociedade da informação e do conhecimento.

… para que exista verdadeira


banda larga em Portugal, há
ainda um longo caminho a
percorrer. Tenhamos esperança
que as recentes iniciativas para
dinamização da banda larga
tenham sucesso a curto prazo.

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2003/2004

O Mercado TMT e a Gestão do Conhecimento


Hoje em dia as TMT estão presentes no nosso dia-a-dia, desde que acordamos até que nos
deitamos. É inquestionável. Mais que um luxo é uma “commodity” imprescindível à
sobrevivência de qualquer organização. Com o advento dos 3 mercados quase em paralelo
(Tecnologia (capacidades de processamento e de storage), Média (Internet, sobretudo com
a banda larga) e Telecomunicações Móveis em particular) deu-se a consequente “explosão
da informação” derivado do uso intensivo e abrupto dos 3 meios em simultâneo. Deixa de
haver desculpas para organizações mal geridas.

Rute Soares Agora existe uma democratização das vantagens competitivas oriundas da óptima
utilização da informação. Só fará uso dela quem de facto a bem souber gerir.
Nasceu a 22 de Abril de
1964.
Mas para haver informação tem que haver dados e estes são recolhidos com a preciosa
Administradora Delegada,
ajuda de soluções tecnológicas avançadas. Soluções de Memória Organizacional para
desde 1999, na Somitel II, trazer vantagens competitivas reais, como reutilização de soluções, histórico de
S.A., (um dos maiores projectos, bases de dados de problemas e soluções, perguntas e respostas, bibliotecas
Agentes TMN). virtuais e materiais didácticos.
Formação mais recente:
Dislogo Gestão – Cage 14, A Inteligência Empresarial, também será alvo de atenção, tendo em vista que bases
Universidade Católica informativas e bases de dados, as empresas já possuem, mas talvez o passo seguinte ainda
Portuguesa, Lisboa. haverá de ser dado, que á a utilização destes. Outros tópicos, como Comunidades de
Hobbies: Leitura e alguns
prática, Mapeamento de Processos, Portais corporativos, Gestão de relacionamento com
clientes, GED – Gestão Electrónica de Documentos, E-Learning, Mudança Organizacional,
desportos como a
Intranets e aprendizagem organizacional também tem tido bastante crescimento de
caminhada, bicicleta,
utilização devido precisamente às TMT e ao aperfeiçoamento contínuo das soluções.
natação, squoche. Adora
viajar. Obviamente que existe um fosso, e existirá sempre, entre quem pode suportar o
investimento em soluções tecnológicas mistas, e quem não pode, mas isso é outra história.
Hoje em dia, não tenhamos dúvidas de que vivemos na era do conhecimento. A fase da
informação já passou. Agora, as empresas tem que usar a informação tratada para produzir
conhecimento e esse conhecimento é que terá que gerar o valor necessário à sustentação
das organizações no tempo. E isso nada mais é do que a boa gestão da informação que
produz resultados! E tudo gira afinal à volta disso, não é? Resultados!

Inevitavelmente esbarramos nas Pessoas! Face à revolução palpável, tecnológica, “dura”,


temos a revolução da explicitação desse conhecimento. Entra pois o “velho” ser Humano
com a sua inesgotável fonte de inovação, aprendizagem e audácia para ir sempre mais
longe. Aí as TMT são “o meio para”, nunca o fim. O grande objectivo é conseguir
incrementos de produtividade próximos do óptimo, para que os retornos de investimento
sejam sempre em ciclos mais curtos.

A imensa quantidade de acrónimos e termos para designar as diferentes soluções são


oferecidas pela indústria de software (business intelligence, business rules, Costumer
Relationship Management, data mining, data warehouse, ERP, portais corporativos, Supply
Chain Management, workflow, entre outros). Em geral estas tecnologias são escolhidas,
isoladamente ou em conjunto, para solucionar problemas sem que existam critérios
objectivos para tanto, seguindo somente as “tendências de mercado”. Quando
complementamos então o T com o M e com o outro T, poderemos ter uma combinação
perfeita de recursos inestimáveis que terão que ser geridos com mestria para produzir na
integra os objectivos propostos.

Mais uma vez o factor “H” é de capital importância para completar o ciclo. Quase me atrevia
a criar uma fórmula de sucesso – se é que isso existe - (TMT) * P, em que P é a Pessoa
(ou pessoas) que terão que usar a tecnologia e dela tirar todo o partido. Refiro-me apenas
a tecnologia pois tudo gira à volta disso... Deveria, pois, haver uma entidade, privada, que
atestasse se determinado indivíduo possui, ou não, a capacitação necessária,
conhecimento e habilidades, para elaborar projectos e promover combinações de TMT
adequadas às exigências de automação dos processos actuais de Gestão do
Conhecimento nas organizações.

Segundo um estudo recente da IDC, Portugal encontra-se a par com a Grécia num
lamentável 26º lugar, no ranking da Sociedade da Informação, sendo mesmo a pior
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A Visão Estratégica dos Líderes

classificação da União Europeia. Isto é um caso de iletracia colectiva, perdoem-me a


expressão. Há que olhar para o futuro para o poder preparar e ter a devida consciência de
que as TMT por si só nada resolvem. Há que resolver problemas estruturais e dotar as
PESSOAS de meios para poder tirar todo o partido das mesmas. Para isso há que apostar
em (mais) formação e (melhor) educação. Mais do que estratégico é um assunto crucial
para a futura competitividade do nosso país. O conhecimento é a única fonte de vantagens
sustentáveis ILIMITADA.

A Somitel tudo tem feito para que esta realidade seja isso mesmo! Estamos a usar as TMT
para criar uma organização mais atenta, menos reagente e mais pró-activa, mais ágil e
astuta, mas essencialmente orientada para as Pessoas. As TMT são, como referi, “um meio
para”.

Em jeito de conclusão apenas mais uma fórmula: Conhecimento x TMT = Valor. Que não
hajam dúvidas!

Quase me atrevo a criar uma


fórmula de sucesso – se é que
isso existe - (TMT) * P, em que P
é a Pessoa (ou pessoas) que
terão que usar a tecnologia e
dela tirar todo o partido…
Deveria, pois, haver uma
entidade, privada, que atestasse
se determinado indivíduo possui,
ou não, a capacitação
necessária, conhecimento e
habilidades, para elaborar
projectos e promover
combinações de TMT adequadas
às exigências de automação dos
processos actuais de Gestão do
Conhecimento nas organizações

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2003/2004

Setting our Sights on a Broadband DSL Era


At the beginning of 2002, the DSL Forum set a target of 200 million DSL (Digital Subscriber
Line) subscribers across the globe by year-end 2005. That represents 20% of the world’s
copper telephone lines – a penetration level that is a true mass-market.

Four key areas of action to achieve that target were identified by the Forum: reducing
the cost of service provision, simplifying user installation, developing supportive and fair
regulation, and creating a strong foundation for the latest in broadband content and services.
These action areas are a continuing focus for the organisation’s work at both a technical and
Thomas Starr, Mr. marketing level, designed to facilitate the delivery of DSL broadband benefits to every home,
school, business and public or private enterprise that wants to join the online world.
President DSL Forum

The DSL Forum is not the only organisation that has a broadband target for 2005. The
Barcelona European Council also set a target for ‘widespread availability and use of
broadband networks throughout the European Union by 2005’ and Portugal has
recently defined its ambitious in a well structured broadband initiative: aiming for
broadband in 50% of all homes and 50% of all SMEs by the end of 2005. All this is
proof, if proof were needed, that broadband is an essential, strategic policy issues for
organisations and countries the world over. As the recently published ITU-report “Birth
of Broadband” shows, such policy issues play a crucial role in making broadband
happen rapidly.

DSL is the world’s leading broadband technology. One reason is that it uses the existing
copper telephone line infrastructure, currently almost one billion lines strong. At last count,
there were 46.7 million DSL subscribers worldwide, but Portugal is penetrating just two per
cent of the country’s phone lines with a DSL subscriber population of 100.000 by end of
August 2003. Clearly, DSL is beginning to make an impact, but there is much more room for
growth – an opportunity on which businesses, regulators and government organisations can
work together.

As well as fully using the ubiquitous copper infrastructure, broadband DSL has another key
advantage – the ability to deliver varied services. Fast data transfer for web surfing, email
and file exchange is only the beginning of the story.

ADSL (asymmetric DSL) has been widely deployed to home users, and is perfect for
surfing the web or communicating via email. But different consumers have different
needs – and DSL can be tailored to meet those needs. For example, unlike the majority
of countries that started by deploying ADSL, Singapore began DSL rollout by supplying
customers in multi-dwelling units, with VDSL (very high rate DSL) – so that they can use
services such as video on demand as well as connect to the internet and receive email
through their phone line.

Many countries in Europe and North America have begun to roll out SHDSL (symmetric
DSL) services – which better caters for small and medium sized business users,
enabling them to host a website or provide VPN [virtual private network] connections for
tele-working.

The DSL Forum is focused on continuously improving and developing the technology.
Recently standardised variants of ADSL – ADSL2 and ADSL2plus – which extend the
reach and downstream data-rate of ADSL, have already been the focus of four ‘plugfest’
equipment interoperability events organised by the DSL Forum. Another recent milestone
was the approval of two new technical reports TR-058 and TR-059 – which specify the
requirements and advanced network architecture to deliver next generation DSL services.
This is the starting point for broadband getting even better than it is already.

Developments will continue at a fast pace. As recently as December 1999, there were less
than one million subscribers to broadband DSL services in the world. At the current rate, by
the end of 2003 there will be more than 60 million enjoying the benefits - a steeper growth
curve than that for mobile phones.

Ubiquitous broadband access is an essential for every nation wishing to have a competitive
economy in the 21st century. The sooner the broadband industry, with the support of
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A Visão Estratégica dos Líderes

government and regulators, make that happen, the faster we can all enjoy the very real eco-
nomic and lifestyle benefits that broadband can deliver. We all have a role to play and the
DSL Forum will certainly continue to take its active part, together with its international mem-
bers, to deliver broadband DSL to homes and businesses all over the world, sooner rather
than later.

Ubiquitous broadband access is


an essential for every nation
wishing to have a competitive
economy in the 21st century. The
sooner the broadband industry,
with the support of government
and regulators, make that
happen, the faster we can all
enjoy the very real economic and
lifestyle benefits that broadband
can deliver

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2002/2003

UMTS, que futuro?


Num momento em que o pessimismo generalizado que paira sobre as telecomunicações
tem conduzido a previsões catastróficas sobre o futuro do UMTS, penso que se justifica
uma análise fria sobre os aspectos fundamentais desta tecnologia e sobre o contributo que
ela pode dar ao desenvolvimento da Sociedade da Informação na Europa e em Portugal.

Convém recordar que na telefonia móvel se presencia, neste momento, um confronto duro
entre dois modelos de desenvolvimento de tecnologia: o modelo Europeu, onde a tecnologia
móvel, a partir da segunda geração passou a ser introduzida a partir de normas impostas
António Maria Ramos pelo ETSI, e o modelo Americano no qual se deixou ao mercado a liberdade de definir as
normas a utilizar.
da Silva Vidigal, Eng.
Nasceu em Novembro de
E embora no primeiro “round” a Europa tenha, aparentemente, saído vencedora, tendo os
1949, Licenciado em Eng.
cidadãos europeus passado a considerar o terminal GSM como um instrumento essencial
Electrotécnica pelo IST. para o seu dia a dia - permitindo manterem-se permanentemente contactáveis em grande
Curso de Gestão de parte do mundo de forma tão simples como se permanecessem no seu país natal - e tendo
Empresas (PADE). os fabricantes europeus de infra-estruturas móveis se tornado dominantes na segunda
2000-2002: Presidente da geração, este êxito obtido pode não ser sustentável.
Comissão Executiva da
OniWay, SA. Com efeito, o modelo de desenvolvimento Americano permitiu a uma pequena empresa o
2000-2002: Membro da desenvolvimento de uma tecnologia nova o CDMA, com características superiores às do
Comissão Executiva da ONI,
GSM, ao ponto de ter sido ela a tecnologia de base a ser escolhida para o desenvolvimento
da Terceira Geração.
SGPS.
1997-2000: Membro do CA
E a detenção da tecnologia da Terceira Geração é estratégica. Sendo a sociedade de
da Optimus. informação já inelutável e a mobilidade um dado adquirido, torna-se urgente a introdução
1994-1996: Presidente da de uma nova tecnologia que permita ultrapassar as limitações da segunda geração, no
Electricidade do Norte S.A.; que respeita a transmissão de conteúdos. Cabe aqui, rebater, o argumento de que o
Presidente da Energia do UMTS, afinal, não é necessário, pois o GPRS tem capacidade suficiente para alargar a
Norte, S.A.; Presidente da todos os segmentos do mercado a oferta dos novos serviços já suportados pelos actuais
Hidrorumo - Projecto e Terminais. Com efeito embora se tenha verificado ser importante, face ao atraso na
Gestão, S.A.; Administrador tecnologia UMTS, entrar cedo na oferta de serviços de dados utilizando a tecnologia
não Executivo da EID.
GPRS, é importante constatar que as actuais redes GSM/GPRS não têm capacidade para
permitir a massificação de uma oferta de dados.
1991-1996: Membro do CA
da EDP, Administrador
O desempenho de uma rede GPRS pode ser, de forma simplista, caracterizada por três
Delegado e mais tarde parâmetros: ritmo binário, latência, capacidade total agregada por estação de base.
Presidente da Edinfor. Embora os dois primeiros parâmetros sejam, nas redes actuais, adequados à generalidade
1987-1991: Director da das aplicações de dados que os operadores pretendem lançar numa primeira fase, já
Central de Sistemas e no que refere à capacidade agregada das estações de base, há que constatar que a
Tecnologias de Informação da capacidade disponível actualmente torna inviável uma penetração razoável dos serviços
EDP; Coordenador do grupo de dados sem que os actuais operadores de GSM venham a efectuar um redesenho
de trabalho de Sistemas de completo das respectivas redes de rádio. Trata-se de um investimento significativo, não
Informação - GTSI. parecendo razoável que os operadores o venham a fazer face à necessidade de, em
paralelo, investir nas redes UMTS.
1977-1987: Responsável
pela informatização da
Pessoalmente, não tenho dúvidas de que o UMTS é uma tecnologia superior, como de
Companhia Portuguesa de resto ficou demonstrado nas chamadas de voz e de dados realizadas na rede Oniway.
Electricidade. Concluindo, o GPRS é uma tecnologia adequada ao lançamento de serviços como o MMS,
1974-1977: Engenheiro de mas a capacidade das actuais redes GSM ficará rapidamente saturada se, como se espera,
Sistemas da Univac (hoje os serviços de dados vierem a ter algum êxito.
Unisys).
Desde 2000: Membro do Júri Foi isto que se passou no Japão onde, face ao êxito de serviços como o iMode da NTT
do IST Europeu (Sociedade de DoCoMo, os vários operadores que actuam nesse mercado têm vindo a ser pioneiros no
Tecnologias de Informação). desenvolvimento da terceira geração.
Desde 1996: Membro da
E é aqui, precisamente, que reside o maior perigo para a Europa. Com efeito convém lembrar
Academia de Engenharia.
que o UMTS representou um acto de grande voluntariado da Comissão Europeia, apostada
em prolongar o êxito obtido no GSM e que o processo de normalização da nova tecnologia
não foi pacífico. Com efeito não foi possível conseguir uma normalização total e a norma
IMT-2000 definida pelo ITU reconhece ao nível do “interface” rádio dois dialectos, o WCDMA
adoptado pela Europa e o CDMA2000 adoptado na Coreia e EUA, e no Japão pela KDDI.
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A Visão Estratégica dos Líderes

Na base de ambos os dialectos estava, como já se referiu o CDMA, a tecnologia de base


dos sistemas móveis de segunda geração nos países na esfera de influência dos EUA. O
CDMA2000, mais simples que o WCDMA, foi escolhido por estes países por assegurar uma
mais fácil evolução da segunda para a terceira geração. E essa facilidade permitiu que, por
exemplo, em Setembro de 2001 a Coreia do Sul tivesse já mais de 1 milhão de Clientes em
serviço comercial no seu sistema de 3G baseado no CDMA2000.

Os fabricantes Europeus, que partiam em desvantagem ao ter de adoptar para a Terceira


Geração uma tecnologia que não era a sua, vieram a enfrentar um maior problema com
origem na forma como as licenças foram atribuídas em muitos países da Europa.

Com efeito, muitos governos não resistiram à tentação de atribuir as licenças através de
leilões, e são hoje conhecidos os problemas que alguns operadores enfrentaram ao ter de
reconhecer que o custo da licença inviabilizava os respectivos planos de negócios. Muitos
tiveram já a coragem de efectuar o “write-off” de parte dos custos das licenças. Esta situação
levou a uma forte desaceleração no desenvolvimento do UMTS na Europa, ao contrário do que
se tem passado nos operadores Asiáticos, os quais têm prosseguido um desenvolvimento
sistemático dos seus sistemas de terceira geração. Assim, um estudo recente da Morgan
Stanley mostrava já uma grande predominância do CDMA2000 face ao WCDMA.

Trata-se de um tema que obviamente tem preocupado a Comissão e a tem levado a


pensar medidas que recuperem o UMTS na Europa. Entre elas surgem como vectores
principais a flexibilização dos “roll-outs” e a possibilidade de partilha de infra-estruturas.
O UMTS está quase operacional,
Ambos parecem essenciais, particularmente em Portugal. A possibilidade de partilha e representa um grande avanço
de infra-estruturas parece uma alternativa óbvia à consolidação do sector móvel. A face ao GSM. Para o viabilizar
implementação desta partilha poderia passar pela construção de uma empresa única torna-se necessário ainda muito
de infra-estrutura rádio, a qual fosse utilizada pelos quatro operadores. Efectuar-se-ia determinação e muita
assim uma consolidação ao nível da infra-estrutura, preservando os elementos mais
flexibilidade
diferenciadores da cadeia de valor. Este conceito não é novo e já foi adoptado com
sucesso na Banca, na rede Multibanco, a qual é partilhada por todos os Bancos através
da empresa SIBS.

Uma estratégia deste tipo traria vantagens imediatas para o público que passaria a dispor,
mais cedo, de uma cobertura integral do país em UMTS.

Uma vez definidas as condições de acesso a uma infra-estrutura comum, a concorrência


entre os operadores de UMTS seria, desde o início, centrada na vertente dos serviços, em
detrimento das infra-estruturas, ao mesmo tempo que evitaria a replicação dos modelos
adoptados para a rede fixa, e que têm provado ser um obstáculo ao desenvolvimento da
concorrência nesse sector. Mais e melhores serviços de telecomunicações aportam
maior competitividade a todos os sectores da economia nacional enquanto que se a
concorrência se fizer pela infra-estrutura, apenas se contribui para o agravamento do déficit
da balança comercial por via da saída de divisas, directamente associadas à importação de
um conjunto de elementos de rede desnecessários com muito baixo nível de incorporação
nacional.

Para concluir, gostaria de referir que o UMTS é importante para Portugal e que se justifica
um esforço para o viabilizar. Portugal sempre teve uma posição de destaque na telefonia
móvel, tendo sido pioneiro na introdução de produtos como o pré-pago, os quais vieram a
ser globalmente adoptados. O modelo de negócios do UMTS é especialmente adaptado às
empresas portuguesas. Com efeito ao abrir-se a infra-estrutura de rede a terceiros, num
modelo de partilha de receitas, possibilita-se que uma pequena empresa, com uma boa
ideia a desenvolva e a coloque no mercado mundial, tudo isto com poucas exigências de
capital.

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2002/2003

As Cablagens Estruturadas
Com o aparecimento nos finais dos anos 80 das primeiras cablagens com cabos de cobre
tipo UTP Categoria 3 logo surgiram, por parte de diversos intervenientes apologistas desse
económico tipo de cabo de 4 pares esforços no sentido de poderem fazer comunicar os
computadores entre si, independentemente da sua marca. As perspectivas eram óptimas
uma vez que iriam finalmente permitir a existência de diálogo entre os diversos fabricantes
de "hardware". A partir daí e até aos dias de hoje a cablagem estruturada evoluiu,
tornou-se uma realidade, e significa o que de mais avançado pode existir para a construção
das redes de dados.
Carlos Alberto
As instalações de informática baseadas na tecnologia dos cabos coaxiais, twinaxiais e IBM
Amante Ferreira da
Tipo 1 caíram em desuso. Efectivamente, os seus elevados custos tanto pelos cabos como
Rocha, Eng.
pelos conectores além da maior mão-de-obra necessária à sua montagem ajudaram ao seu
Nasceu a 25 de Novembro
desaparecimento face à utilização de um económico cabo de 4 pares em cobre do tipo
de 1949 em Lisboa, telefónico com condutores de 0,50 mm∅ ∅ e conectores plásticos tipo RJ.
Divorciado, 3 Filhos.
É licenciado em Engenharia De cabos com condutores isolados com PVC, Cat3, passou-se a uma Cat4 com isolamen-
Mecânica pela Universidade tos em polietileno sólido, que durou meia dúzia de meses. Estávamos no ano de 1995
Técnica de Lisboa (1977). quando a Cat5 foi publicada como "Norma", utilizando os cabos condutores isolados com
Das Empresa por onde polietileno celular.
passou e Funções que
desempenhou destacam-se:
A norma original da Categoria 5 estava adequada para todos os protocolos de transmissão
LAN até 155Mbps, incluindo todas as possibilidades de Fast Ethernet até 100Mbps.
1985-2002: Eurocabos, S.A,
Quando nos anos de 1998 se introduziu o Gigabit Ethernet (Fast) detectou-se que a
como Presidente do
especificação original da Categoria 5 não era suficiente para garantir um rendimento
Conselho de Administração. com uma taxa de erros nula. Juntaram-se então requerimentos técnicos adicionais à
1978-1985: Tematel, Lda. especificação original de Cat5, parâmetros tais como a perda de retorno, atraso, atraso
como Director Comercial. diferencial e diafonia Power Sum para assegurar uma operacionalidade fiável em GE. O
respeito por estes parâmetros começou a ser conhecido como Cat5 melhorada. Note-se
que a actual Cat5e continua a ser um canal de 100MHz embora com uma especificação
eléctrica mais restrita.

Para os utilizadores que se perguntam a si mesmos se estão satisfeitos com a tecnologia


de rede de área local (LAN) existente, direi que se a sua resposta for afirmativa, então o
utilizador encontrará a Cat5e adequada ás suas necessidades. Contudo, nós sabemos que
a tecnologia LAN muda significativamente em cada ciclo, mais ou menos de dois anos.
Portanto, se o utilizador quer um sistema de cablagem estruturada que possa funcionar nas
devidas condições, durante um futuro próximo, sem necessidade de voltar a re-cablear o
seu edifício, então a Cat6 será a tecnologia a utilizar. A Cat6, introduzida no Verão de 2002,
requer os mesmos parâmetros eléctricos da Cat5e mas exige uma performance até
250MHz.

A Cat6 / Classe E permite velocidades de transmissão LAN até 2,5Gbps e uma performance
de transmissão por vídeo superior. Actualmente a utilização da Cat6 / Classe E representa
já um consumo de mais ou menos 20% relativamente às instalações executadas em
Cat5e.

Afinal a tecnologia de pares torcidos "evoluiu" em termos dos cabo UTP para aspectos
construtivos utilizados anteriormente nos famosos cabos IBM Tipo 1. Ou seja, cabos com
condutores isolados com polietileno celular (Foam Skin) embora com condutores de cobre
de calibre inferior mas, com blindagem por par e colectiva utilizando, como o anterior,
tranças de cobre estanhado e folha de alumínio (cabos Cat6 S/FTP-PIMF).

Voltamos pois, a cabos que obrigatoriamente exigem uma excelente qualidade de fabri-
cação só ao alcance de fabricantes experientes e com capacidade de desenvolverem
os restantes componentes da rede de cablagem estruturada (painéis, tomadas e
cordões). A qualidade da instalação será fundamental pelo que só Empresas
Especializadas com técnicos devidamente formados poderão dar garantias, de no final
os equipamentos de teste e certificação darem a cablagem como boa em função
dos valores de teste encontrados. Só assim os fabricantes poderão emitir os seus
certificados de garantia das redes para que os clientes fiquem satisfeitos com o
trabalho executado e a despesa tida.
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A Visão Estratégica dos Líderes

No tocante às fibras ópticas diremos que elas são fundamentais e a sua utilização para
transmissões a longa distância bem como para as ligações de "backbone", trazem todas as
vantagens devido às grandes performances de transmissão que permitem.

Além do tráfego de dados normal a crescente exigência de largura de banda em redes LAN,
vê-se impulsionada pela proliferação de aplicações com grande exigência de largura de
banda. Os administradores de redes vêm-se obrigados a obter cada vez maior rendimento
a um menor custo, oferecendo tecnologia adequada para o futuro. Estas exigências deram
lugar ao desenvolvimento da norma 10 Gigabit Ethernet (IEEE802.3ae), que será concluída
durante o corrente ano de 2002.

A limitação a velocidades de 10 Gigabit às fibras multimodo existentes, seja, 62,5/125 ou


50/125, originou o desenvolvimento de uma fibra multimodo optimizada para laser, OM3,
capaz de transportar 10Gbps até 300 metros de distância. Inquéritos efectuados conduziram
à conclusão de que mais de 90% dos cabos troncais de fibra óptica instalados nos edifícios
estão dentro desta distância. A utilização deste tipo de fibra multimodo, conjuntamente com
a tecnologia série VCSEL (Laser de Emissão Superficial de Cavidade Vertical), de 850nm,
é um método relativamente económico para conseguir velocidades de 10Gb, até 300
metros, e oferece ao projectista de redes maior criatividade para implementar uma
arquitectura óptica centralizada.

Este tipo de fibra já se encontra disponível no mercado tanto nas construções normais de
cabos de fibra óptica como nos inovadores sistemas de fibra óptica soprada.

Relativamente às redes inalâmbricas, chamadas "WIRELESS", estas cobrem um número


de normas superior ás normas de cablagem estruturada como sejam a 1ª, 2ª e 3ª geração A segurança das redes contra
de sistemas de telemóveis, ponto por ponto, sistemas de distribuição rádio e redes de área actos de pirataria e de escuta
local em escritórios. será fundamental e os
projectistas darão, em primeiro
As redes "wireless" trazem grandes vantagens de mobilidade e de adaptação num
lugar, toda a sua atenção a este
escritório dando a ideia de que nenhuma cablagem é necessária. Contudo, isto não é bem
ponto
verdade, pois que as estações base do "wireless", em todos os escritórios, têm que estar
ligadas através de cabos à rede LAN principal em algum ponto.

Existem, contudo, grandes desvantagens na utilização de redes "wireless", tais como a


interferência nas bandas utilizadas com radares, GPS, velocidade de banda inferior e
sobretudo grande exposição a ataques.

Somos pois da opinião que, no futuro, a segurança das redes contra actos de pirataria e de
escuta será fundamental e os projectistas darão, em primeiro lugar, toda a sua atenção a
este ponto. Enquanto os custos de um sistema de segurança máxima de cablagem 100%
em fibras ópticas se mantiverem bastante elevados iremos assistir a uma maior utilização
de cabos em cobre do tipo S/FTP (Pimf) Cat6 pois, será fundamental, uma boa blindagem
contra as interferências rádio-eléctricas que possam existir não só as habituais como as
que possam ser criadas por actos de sabotagem. A utilização de sistemas constituídos por
um conjunto de diversos tipos de microductos simples (Blolite) ou associados com cabos
tipo UTP/FTP (Blotwist*) para posterior instalação das fibras ópticas por sopragem será
uma realidade dada a sua grande versatilidade pois, além de só se efectuar uma única
instalação dos microductos vazios, ela fica sempre disponível para a posterior colocação
através da sopragem das fibras ópticas necessárias e também de futuros microcabos
de fibras ópticas (MicroBlo*) deferindo os custos iniciais. Esta infra-estrutura permitirá a
posterior retirada, se necessário, das fibras e dos microcabos inicialmente instalados para
a sua eventual substituição por fibras e cabos com características técnicas mais evoluídas
que no futuro possam surgir.

Como exemplo, poderíamos imaginar se, pelo mesmo custo, teria sido possível passar do
gás de cidade ao gás natural se houvesse necessidade de entubar novamente todos os
edifícios, apartamento por apartamento?

* Blolite, Blotwist e Microblo são marcas patenteadas pela BRAND-REX

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2002/2003

“Back to Reality!”
Uma Visão da Importância das Pessoas nas TMTs
Retirei este título de uma edição recente da “Fortune” por me parecer apropriado como
sumário de um conjunto de reflexões que me foram solicitadas para integrar este Relatório
sobre “O Mercado das TMTs em Portugal”.

Tive o privilégio de participar profissionalmente, com outros colegas da minha empresa, e


de forma muito activa e intensa, no recrutamento de quadros de topo - também de quadros
intermédios - em quatro dos novos operadores de telecomunicações. Num total de mais
Carlos de Melo de 50 quadros colocados. Vivemos, portanto, de perto, nos últimos quatro anos, desde o
Heitor, Dr. frenesim caótico da fase de “start-up”, até ao amadurecimento das respectivas estruturas
orgânicas, e logo após ao desaparecimento de alguns dos operadores e redução de
Licenciado em Economia
quadros de pessoal nos que sobreviveram.
pelo ISCEF.
"Founding Partner" e
Ou seja, em apenas quatro anos, as TMTs portuguesas viveram um ciclo de negócio
Chairman da Glasford Int. completo desde o nascimento até à morte, nalguns casos. Que não foram assim tão poucos.
Holding.
2001: integrou a Glasford Não me vou preocupar com as razões que estiveram na base dos insucessos. Outros
Portugal no Neumann certamente abordarão o tema com mais conhecimento de causa. Vou-me centrar apenas
Group. nos efeitos que este “turmoil” está a provocar nas pessoas que nele participaram.
1996: fundou a Glasford
Portugal, Sócio-Gerente e Na fase inicial os novos operadores privados tiveram que enfrentar a seguinte realidade: a
Managing Partner.
necessidade de recrutar um volume significativo de quadros qualificados, num mercado
pequeno, com apenas dois “territórios de caça”: PT / TMN e TELECEL. E naturalmente que
Funções de Administração e
estas empresas adoptaram medidas de protecção para dificultar ou pelo menos para tornar
Direcção:
mais caro que a concorrência lhes fosse “roubar” quadros importantes. Mesmo assim
Refrige (Coca-Cola), Director houve funções em que se tornou necessário seguir esse caminho, pelo que alguns
Geral. profissionais viram as suas empresas aumentá-los 30% para tentar retê-los e a seguir a
SIC Televisão, Director concorrência vir a oferecer-lhes mais 50%, o que significa que esses profissionais
Geral. dobraram as suas remunerações em escassos meses.
Dun & Bradstreet Portugal,
Gerente e Director Geral. Noutros casos, como a concorrência também não tinha profissionais com certos requisitos
Telecine-Moro, Administrador pretendidos pelo nosso cliente, fomos buscar quadros com potencial às grandes “escolas”
Delegado.
empresariais, designadamente Unilever e Procter & Gamble para as funções de marketing e
de vendas. Em qualquer dos casos estamos sempre a falar de jovens licenciados com dois
APIGTP, Consultor
a cinco anos de experiência, ou seja, com idades entre os 24 e os 30 anos, na sua grande
Económico e Secretário-
maioria. Apenas para funções de Administração se requeriam mais de 35 anos de idade.
Geral.
Passada a fase de euforia, muitos desses quadros – quer nossos antigos candidatos quer
outros quadros dessas empresas - contactam-nos para nos manifestar a sua desilusão ou
até frustação.

Os que foram nossos candidatos e que ainda permanecem na mesma empresa, contactam-nos
para nos manifestar a sua desilusão para o facto de que agora o mercado acalmou e já não
existe a adrenalina, o “challenge” da fase de arranque. Ou porque os respectivos salários
não continuaram a ter o crescimento que tiveram no ano de admissão. Na maioria dos
casos mantiveram-se, em termos reais, e as possibilidades de promoção são (quase) nulas
uma vez que toda a sua estrutura hierárquica é igualmente jovem e não se vislumbra a sua
saída a curto / médio prazo.

Quase todos os que manifestam o desejo de sair, também referem a vontade de não
continuar em TMTs. Os que são originários do grande consumo aí gostariam de regressar.
Mas aqui coloca-se o problema do nível de remuneração. “Cá fora”, no mundo real, os
salários são muito inferiores aos praticados nas TMTs. Em muitos casos o nosso interlocutor
já aufere uma remuneração superior à do seu antigo chefe no Grande Consumo.

Tenho aconselhado os candidatos nestas condições a aceitarem posições com salário


inferior a fim de poderem regressar ao Grande Consumo. O que nem sempre lhes é fácil
aceitar. Por maioria de razão se compreenderá que aconselhemos o mesmo aos profissionais
que entretanto acabaram por ficar desempregados em resultado do encerramento de
alguns operadores de telecomunicações ou como resultado dos processos de “downsizing”
dos restantes.
112
O Mercado das TMT’s em Portugal ® Edição 2005/2006 © Copyright Reportium XXI Consulting
A Visão Estratégica dos Líderes

Para o mercado em geral – e em especial para os nossos clientes de outros sectores


quando lhes apresentamos candidatos oriundos das telecomunicações – chamamos a
atenção para a experiência única que estes quadros viveram. Que não temos dúvida que
os deixou mais preparados para a profissão do que a maioria dos MBAs de muitas
famosas universidades.

Resumo aqui algumas dessas aprendizagens:

a) Assistir a apresentações estratégicas de reputadas firmas de consultores, aderir a essa


estratégia, e esforçar-se por implementá-la; para um ano depois constatar que não
resultou … porque não há mercado, ou outra razão fora do seu controlo;
b) Assistir ao aparecimento de “grandes gurus” da gestão de TMTs, como CEOs, como
membros dos Boards, com ideias revolucionárias e/ou inovadoras … para os ver cair
em desgraça ou desaparecer em menos de dois anos, em muitos casos;
c) Ver como os “media” da especialidade promovem alguns desses Gestores, que falam
apaixonadamente sobre os objectivos que se comprometem a atingir ... para os ver
meses depois a trabalhar na concorrência, ou noutro sector de actividade; onde se nos
coloca a questão de saber se a “promoção” desses líderes não se destinava afinal a
A experiência adquirida pode vir
torná-los visíveis e disponíveis para receber um convite;
a ser muito útil para os
d) Perceber que por trás de todo o marketing e de toda a contra-informação, há clientes e
profissionais das TMTs e
que são estes que determinam o nosso destino; as empresas que sobrevivem são as
que têm clientes satisfeitos; quantos projectos de telecomunicações foram baseados na igualmente para os seus futuros
tecnologia e não nas reais necessidades dos seus potenciais clientes? empregadores. Hoje, os jovens
e) Que, tal como na velha economia, “Resultados” são a diferença entre Receitas e portugueses amadureceram
Despesas. bastante mais do que os
escassos três anos, em termos
Esta experiência pode vir a ser muito útil para os profissionais que nela participaram e temporais. Estão certamente
igualmente para os seus futuros empregadores. Estes jovens amadureceram bastante mais com sentido crítico mais apurado
do que os escassos três anos em termos temporais. Estão certamente com sentido crítico
e com determinação para
mais apurado e com determinação de demonstrar que aprenderam a lição.
demonstrar que aprenderam
a lição
E isso são certamente boas notícias, quer para os que continuam a lutar dentro das TMTs
para as trazer “Back to Reality”, quer para os que decidiram prosseguir a suas carreiras
noutros sectores.

113
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2002/2003

Acesso em Banda Larga ao Utilizador Doméstico


A vulgarização do acesso à Internet criou, em muitos utilizadores domésticos, o desejo
de dispor de uma velocidade de transmissão consideravelmente (10 a 100 vezes) superior
à conseguida com o recurso a modems telefónicos (cerca de 50 kbit/s) e de estar
permanentemente ligado. Tudo isto, claro está, com custos comportáveis.

Tecnicamente existem quatro soluções possíveis para conseguir este objectivo . A rede
(telefónica) local, com modems (x)DSL, a rede de televisão por cabo, o acesso local
em fibra óptica e por rádio (em micro-ondas). A fibra óptica configura-se como a solução
Carlos Eduardo susceptível de oferecer a maior velocidade de transmissão, que excede largamente as
do Rego da Costa necessidades acima referidas, mas exige uma infra-estrutura própria e os custos actuais
colocam-na fora do alcance do utilizador doméstico. As ligações rádio, são capazes de
Salema, Prof. Eng.
garantir as velocidades de transmissão pretendidas mas os seus custos e, em alguns
Nasceu a 25/08/1942 em
casos, as dificuldades na obtenção de espectro colocam-nas, por enquanto, fora de
Ponta Delgada (S. Miguel,
questão, excepto em casos pontuais. Resta pois a rede telefónica local com tecnologia
Açores), Casado, 3 filhos.
(x)DSL e a rede de televisão por cabo.
Licenciado em Eng.
Electrotécnica, com 18
A rede telefónica local existente com a técnica (x)DSL permite atingir velocidades de
valores, pelo IST (1965).
transmissão entre algumas centenas de kbit/s e até alguns (poucos) Mbit/s consoante a
Ph.D. em Eng.
distância e a qualidade da linha. Para conseguir este desempenho é necessário colocar
Electrotécnica, pela Univ. de
em casa do assinante (e na central local) algum equipamento adicional de custo
Londres (Queen Mary
moderado (alguns centos de Euros).
College) (1972).
Agregado em Eng.
A rede de televisão por cabo é uma alternativa à rede telefónica local e permite disponibilizar
Electrotécnica, IST (1978).
velocidades de transmissão máximas da ordem dos 600 kbit/s no sentido descendente (em
1979-2002: Professor
geral o mais importante para o utilizador). Note-se porém que este meio de transmissão, ao
Catedrático do IST.
contrário da rede local, é partilhado, pelo que, na prática, a velocidade de transmissão, nas
1989-1992: Presidente
horas de ponta, pode ser consideravelmente inferior ao valor indicado
da JNIC.
1987-1989: Presidente
Dado o potencial das soluções baseadas nas infra-estruturas existentes — rede telefónica
da FCCN.
local e rede de televisão por cabo — impõe-se, antes de prosseguir, abordar a questão do
1978-1979: Professor
tarifário.
Agregado do IST.
1973-1978: Professor Em Portugal as tarifas em vigor para as chamadas locais têm pouca ou nenhuma relação
Auxiliar do IST. com os custos envolvidos. De facto estes custos são essencialmente devidos aos inves-
1965-1973: Assistente timentos (nas linhas de assinante e nas centrais locais) e à manutenção destas infra-
do IST. -estruturas, sendo os custos correspondentes à utilização desprezáveis face aos
restantes. Pondo de parte questões de caracter social, o princípio de adaptar a tarifa ao
custo de prestação do serviço deveria, para as chamadas locais, conduzir a uma tarifa
plana, isto é, independente da utilização.

De acordo com este princípio a tarifa para a ligação à Internet, a partir da rede local
com a tecnologia (x)DSL, deveria ser plana e corresponder a um aumento moderado
(dependente da velocidade de transmissão) da tarifa básica (chamadas locais), até
porque o serviço telefónico tradicional se mantém, sobre a mesma linha, em acréscimo
ao novo serviço,

Até agora o operador incumbente, que tem a concessão da rede local, parece pouco
interessado em oferecer este serviço. Aliás, as tarifas a que o mesmo é proposto são
muito pouco atraentes para o consumidor doméstico, ao contrário do que acontece
noutros países da Europa, como por exemplo na Bélgica.

No caso do acesso via cabo a tarifa é plana (com algumas limitações) embora a partilha do
meio de transmissão justificasse uma tarifa função da utilização,

Em Portugal o operador incumbente e o principal operador de cabo fazem parte do mesmo


grupo empresarial, razão suficiente para que não façam concorrência entre si. Uma vez que
a disponibilidade da tecnologia que permite a utilização da rede de televisão por cabo para
o acesso à Internet é anterior à (x)DSL é compreensível o desinteresse do grupo na oferta
de serviços baseados em (x)DSL. É também fácil de entender “a resistência” oposta pelo
operador incumbente à liberalização do lacete local, que permitiria a outros operadores o
acesso ao consumidor doméstico (e não só).
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A Visão Estratégica dos Líderes

Está nas mãos do regulador garantir eficazmente a concorrência neste segmento do


sector das telecomunicações. Para o conseguir não parece serem eficazes soluções fora
do quadro seguinte:

• atribuir a concessão da rede local a uma empresa distinta e independente dos


operadores, que assegure igualdade das condições de acesso à rede local a todos
os operadores;

• obrigar o grupo empresarial em que se insere o operador incumbente a alienar a posse


do maior operador de televisão por cabo, por forma a incrementar a concorrência entre
os serviços suportados por um e outro meio.

A massificação do acesso
"rápido" à Internet com custos
moderados é possível recorrendo
quer à rede telefónica (de cabos
de cobre) ou à rede de cabo
coaxial de distribuição de
televisão

115
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2002/2003

Reestruturação numa Perspectiva Positiva


Enquanto o mercado das Telecomunicações e Tecnologias de Informação atravessa uma
crise, deverá ser considerado como uma indicação positiva o facto deste prestigioso
relatório continuar a servir a comunidade dos profissionais deste sector. Mais do que nunca,
agora que nos consciencializámos de que a expectativa de crescimento ilimitado deu lugar
a uma atitude mais sóbria, torna-se necessário este ponto de situação quanto aos dados e
análises profundas do mercado Português das Telecomunicações.

Ao reflectirmos sobre o passado e ao analisarmos a história sob o ponto de vista económico,


Hans-Erhard Reiter, observamos ciclos: fases de crescimento relativo e de prosperidade têm alternado com
fases de recessão ou até de tumulto económico, muitas vezes provocadas por inovações
Eng.
que vieram a alterar posteriormente o curso da economia.
Nasceu a 29/01/1951 em
Vöcklabruck, Áustria,
Contudo, estes ciclos naturais contêm uma importante mensagem: a de que a situação
Casado, 3 Filhos.
voltará a melhorar novamente. Assim, a euforia da segunda metade dos anos noventa foi
Diplomado em Eng. de
tão inapropriada como a actual sensação de pessimismo.
Telecomunicações pela
Universidade Técnica de
Não há dúvida de que todos os intervenientes no mercado estão agora a dar prioridade
Viena, Áustria.
aos seus balanços financeiros, o que sempre deveria ter acontecido. Nenhuma empresa
Desde 2001: Membro da
pode sobreviver durante um período prolongado, quando os seus indicadores financeiros
Administração e resp. pela
básicos não estão de boa saúde. Contudo, o controlo operacional de custos e a redução
Customer Unit Portugal
de investimento, embora absolutamente necessários, não constituem, por si só, uma
Telecom (Ericsson,
estratégia.
Portugal).
2000-2001: Membro da
As telecomunicações e os serviços a elas associados representam uma parte significativa
Administração e resp. pela
da economia e o seu desenvolvimento está intimamente relacionado com a prosperidade
área de Desenvolvimento de
de qualquer economia nacional. Tem-se verificado que os gastos familiares e corporativos
Negócio (Ericsson, Portugal).
em telecomunicações crescem consistentemente ao longo de várias décadas, mas a
1998-2000: Business
penetração de linhas principais está ainda muito abaixo dos 20% do número total das
Manager/Sistemas de Rede
residências em todo o mundo.
Fixa, mercados da China,
Hong Kong e Macau
Após um período de crescimento desenfreado, é o momento agora de nos concentrarmos
(Ericsson Wireline Systems,
no crescimento das receitas por cliente, criando serviços mais atraentes e intuitivos e, ao
Suécia).
mesmo tempo, centrarmo-nos no aumento da eficácia, uma vez que, em alguns mercados,
1997-1998: General
estamos a atingir níveis de saturação em termos de número de subscritores.
Manager, Marketing Multi-
Service Access (Ericsson
A indústria está claramente num processo de consolidação, mas não é óbvio que a
Wireline Systems, Suécia).
reengenharia financeira e essa consolidação possam libertar o potencial de desenvolvi-
1991-1997: VP & General
mento para as economias nacionais contido no sector das telecomunicações. Assim, o
Manager, Multi-Service
impacto no comportamento das cadeias ou redes de valor dependerá mais de mudanças
Access (Ericsson, Áustria).
estruturais no sector.
1989-1991: Managing
Director, Schrack Datacom
A criação de valor através (i) de uma maior atenção ao cliente final e as suas necessidades,
(Ericsson, Áustria).
(ii) de prioridade dada à inovação em termos de serviços e aplicações, e (iii) no aumento
1989-1994: Product
da eficácia do que constitui a parte elementar do negócio, que é a operação de redes.
Manager, Cellular, Mobile
Phones, Transmission A operação de redes, ou a disponibilização de capacidade para comunicar livremente e
(Ericsson, Áustria). sem limites onde quer que estejamos, tornar-se-á num negócio onde a escala é importante
1981-1994: Project Manager, para a melhoria drástica da eficácia.
Space Electronics (Ericsson,
Áustria). A criação de valor a nível do retalho em combinação com a inovação dos serviços são as
1978-1981: Project Manager, áreas vitais que precisam de ser suportadas por adequadas reestruturações da indústria,
Defense Electronics apoiadas, por sua vez, por uma regulamentação muito activa. O resultado poderá ser
(Ericsson, Áustria). semelhante ao que aconteceu à indústria de TI, no início da segunda metade dos anos
Entre 1997 e 2001 foi 80, impulsionada basicamente pelo advento do computador pessoal, que pôs um fim às
Presidente do Fórum DSL. empresas verticalmente integradas e criou novos mercados de software, hardware e
serviços.

A tecnologia contribuirá com a sua quota parte para a recuperação do sector. As previsões
pessimistas para o UMTS estão a ser lentamente substituídas por um realismo saudável: o
UMTS irá trazer, sem dúvida, estímulos significativos para o desenvolvimento do sector,
assim como as WLAN e WPAN. O número de aplicações que farão do UMTS uma
116
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A Visão Estratégica dos Líderes

necessidade mais cedo do que o previsto cresce todos os dias e as primeiras experiências
em outros mercados, dão motivos para optimismo.

Do mesmo modo, como os investimentos tradicionais na rede fixa decrescem – um


resultado da migração de tráfego de voz para móvel e também das novas e mais eficazes
arquitecturas de redes – iremos ver a banda larga começar a ter forte impacto no sector das
comunicações. Ter ou não ter uma penetração significativa a nível de residências com
serviços de banda larga será determinante no desenvolvimento das economias nacionais,
ao longo da corrente década e para além dela.

Mas serão os serviços e aplicações a aumentar o valor destes investimentos múltiplos em


3G e em banda larga. Uma vez que os serviços e aplicações e a sua adopção pelo mercado
dependem, até certo ponto, das circunstâncias locais e da cultura de cada país, existe uma
excelente oportunidade não só para os operadores e fornecedores de serviços, mas
também e, em particular, para novas companhias, que entrem no segmento do desenvolvi-
mento de serviços e aplicações adequadas às necessidades dos utilizadores ou das
empresas.

Voltando a Portugal, vejamos agora resumidamente de que modo encaramos as priori-


dades para a reestruturação do mercado português e a maneira como os intervenientes
as definem: em primeiro lugar, dar prioridade aos serviços e aplicações e a criação de
competência no mercado para despertar a dinâmica neste sector; depois, criar massa Enquanto as previsões a longo
crítica e, assim, aumentar drasticamente a eficácia na operação de redes; em terceiro lugar, prazo para o mercado das
as ofertas competitivas de serviços precisam de ser garantidas transversalmente ao telecomunicações continuam
conjunto das tecnologias – sejam elas de redes fixas, de redes móveis, da geração positivas, o desafio para todos os
presente ou futura. O regulador terá um papel fundamental, desde que apoiado por políticas participantes neste mercado é
governamentais adequadas; e, por fim, garantir que a capacidade para a inovação em prosseguirem através de uma
Portugal (cf. penetração móvel, Via Verde, Multibanco, etc.) seja mantida e estendida a reestruturação necessária e
outros mercados de língua Portuguesa.
incontornável. Criação de valor,
massa crítica e regulamentação
Em conclusão, podemos afirmar que enquanto o sector das telecomunicações estiver a
incisiva são as questões chave
trabalhar para ultrapassar as dificuldades correntes, terá poucos motivos para continuar a
alimentar perspectivas pessimistas. Há muito espaço para medidas pró-activas e existe
muito potencial no sector. O UMTS, a banda larga na rede fixa e serviços novos e atraentes
constituirão a parte técnica da equação.

117
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2002/2003

Situação da Economia Portuguesa


Os portugueses, no que toca à Economia, só conseguem estar eufóricos ou desanimados.
Se andaram em euforia nos últimos anos, chegou agora a altura do desânimo. Toda a gente
sabe que as coisas estão mal, e se prevê que venham a ficar pior. “Crise” é a palavra mais
repetida, que parece enfiar-nos num buraco sem fim ... até à próxima euforia.
Foto Telmo Miller

De facto as coisas não estão tão mal como querem fazer crer, tal como não estavam tão
boas como se pensava há uns tempos.

João César das 1- Estrutura


Neves, Prof. Dr.
Portugal tem uma estrutura económica equilibrada, dinâmica e competitiva. Temos problemas
Nasceu a 11/12/1957 em
conjunturais, de que devemos falar adiante, mas a primeira coisa a notar é que Portugal
Lisboa, Casado, 4 filhos.
tem uma estrutura económica equilibrada, dinâmica e competitiva.
Doutorado (1989) e
Licenciado (1981) em Claro que temos bloqueios e atrasos, mas qual é a economia que não os tem ? Há
Economia pela UCP. ineficácias na educação, na saúde e na justiça., atrasos na infra-estruturas, carências na
Mestre em Economia pela formação profissional, bloqueios na regulamentação e na burocracia. Tudo isso é
UNL em 1988. verdade e, se os conseguíssemos eliminar, o nosso crescimento seria mais rápido e
Mestre em Investigação equilibrado.
Operacional e Eng. de
Sistemas pela UTL em 1985.
Mas isso não impede que tenhamos crescido bastante nos últimos anos. Portugal duplicou
o seu nível de vida nos últimos vinte anos, um feito que poucos países conseguiram igualar.
2002: Professor Associado
A taxa de crescimento média no período desde a nossa adesão é a segunda maior na
com agregação na UCP.
Europa, a seguir à Irlanda. Apesar de todos os problemas que têm sido referidos, e que são
1991-1995: Gabinete do verdadeiros e reais, o sucesso é evidente.
Primeiro Ministro, Assessor.
1995-97 e 1990-91: Banco Isto significa que é muito diferente identificar problemas e decretar falhanços. Todos os
de Portugal, Técnico do sistemas têm defeitos e falhas, mas muitos funcionam razoavelmente apesar disso. A
Núcleo de Inv. do Depart. de economia portuguesa, 50 anos após o início da sua industrialização e 16 anos após a
Estudos e Estatística. adesão à CEE, mostrou bem que consegue funcionar convenientemente, apesar das sua
1990-91: Assessor do fortes dificuldades.
Ministro das Finanças.
2- Produtividade

Aqui entronca a questão recentemente muito discutida da nossa baixa produtividade. Uma
das queixas mais recentes é o baixo nível da produtividade face aos nossos parceiros.
Várias opiniões apontaram que Portugal tem uma produção por trabalhador que é cerca de
43% da média europeia, tendo subido muito pouco desde a nossa adesão, altura em que
essa comparação era de cerca de 41%. O que significa este facto ? Não vale a pena entrar
aqui na discussão do sentido de agregados nacionais de produtividade. É possível medir a
produtividade de factores numa fábrica ou numa empresa. A média para um sector ou, pior
ainda, entre vários sectores, é um conceito com muito pouco significado. Mas admitamo-lo
como ponto de discussão.

Dado que o nível de vida, ou seja o produto por cidadão, subiu face à média europeia
de cerca de 54% para 77% nos mesmos 16 anos, parece termos aqui um processo de
desenvolvimento sem crescimento de produtividade. Isso significa que Portugal, para
crescer, aumentou o esforço, sem aumentar a capacidade unitária desse esforço. E isso,
na medida do limitado significado do agregado, é verdade.

Mas vale a pensa considerar outro aspecto. Portugal manteve a sua posição da
produtividade (até a melhorando ligeiramente) face à Europa. Assim, a produtividade do
trabalho em Portugal cresceu, e até cresceu bem. Cresceu tanto quanto a Europa, a
ponto de ter mantido a sua posição relativa face a ela. Ganhámos poucas posições (de
41% para 43%) mas isso não significa recuo ou estagnação.

Aliás, o crescimento verificado foi mesmo dos melhores do mundo. É importante não
esquecer que a CEE é uma das zonas com mais elevada produtividade do trabalho. No
período considerado, a Europa criou e reforçou um sistema com elevados custos laborais
e regalias dadas ao emprego no espaço europeu. Isso levou as empresas a restringir
o número de trabalhadores e a optar por uma produção mais centrada no capital e na
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A Visão Estratégica dos Líderes

produtividade dos empregados. Há muito que o desemprego europeu mostra que há


poucos postos de trabalho, porque só os empregos mais produtivos podem suportar os
custos que o sistema impõe ao trabalho. Assim, essa manutenção da posição relativa é
mesmo excelente para o nosso País. Acompanhar a prestação europeia não é, pois, um
problema.

Em resumo, podemos dizer que Portugal conseguiu uma razoável integração na Europa,
adaptado os seus mercados a um sistema aberto e competitivo. As dificuldades são
grandes e as exigências mantêm-se. Mas não há razões para pessimismos e devemos
continuar o esforço para enfrentar o desafio europeu.

3- Conjuntura

Estas considerações estruturais não devem fazer esquecer que estamos em crise
conjuntural. Esse problema é grave e vai determinar a situação dos próximos trimestres.
Mas também não deve ser exagerada.

Portugal andou nos últimos anos a viver acima das suas posses. Sem risco cambial dentro
do Euro e com taxa de juro baixas, o endividamento nacional foi muito forte. Este facto é
evidente há muito tempo e, por isso, não necessita de grandes explicações.

Em particular, por não ter compreendido o novo sistema de política económica dentro
da moeda única, o orçamento português caiu na tentação da derrocada, que complicou A economia portuguesa está de
incrivelmente a situação. Num quadro em que o País perdeu a política monetária e boa saúde estrutural, integrando-
cambial, o Governo decidiu utilizar o único instrumento que lhe restava, a política fiscal, se saudavelmente num espaço
exactamente ao contrário do que devia. Assim andou a expandir uma economia já em largo e dinâmico. As sérias
expansão, acumulando um desequilíbrio que agora terá de ser colmatado. dificuldades conjunturais em que
se encontra, sobretudo de
É esta situação que tem captado as atenções e motivado o recente desânimo. Temos
natureza financeira, não devem
um desequilíbrio que deve andar pelos 3 a 4 pontos do PIB, um valor elevado mas não
ter consequências de maior, se
devastador.
forem atalhadas a tempo

Esta é a situação da economia portuguesa. Não é grave nem desanimadora, como muitos
querem fazer crer. Temos bloqueios e metemo-nos num sério problema financeiro, mas não
há razões para desespero. A não ser por causa do próprio desespero. Que, como se tem
visto, está longe de ser justificado.

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2002/2003

Tendências da Regulação
Durante o ano 2001, e ainda em 2002, continuou a discutir-se, e a popularizar-se, uma
“ideia” de regulação como aspecto central da intervenção do Estado na economia.
Associada a circunstâncias de mercado muito diferentes e a sectores de actividade
económica muito diversificados, essa discussão nem sempre teve presente a necessidade
Foto Telmo Miller

de identificação prévia e precisa das falhas de mercado que, em princípio, devem justificar
a imposição de restrições regulatórias e, ao mesmo tempo, as delimitam – condição
indispensável para a devida ponderação dos direitos e interesses dos agentes económicos
e sociais envolvidos: clientes, accionistas, fornecedores, trabalhadores das empresas nos
João Manuel sectores em causa. Foi evidente, também, que nem sempre se cuidou de distinguir entre
Confraria, Prof. Dr. política económica geral e regulação sectorial, nem de caracterizar devidamente o conceito
de independência das autoridades reguladoras, as suas fronteiras legais e operacionais,
Professor da Universidade
nem as circunstâncias em que essa independência se revele desejável ou necessária –
Católica Portuguesa.
naturalmente diferentes segundo os sectores de actividade e as circunstâncias sectoriais
Doutorado e Licenciado em particulares em consideração.
Economia pela UCP.
Mestre em Economia pela A área específica de telecomunicações foi envolvida neste processo, nalguns casos como
Universidade Nova de núcleo do debate, por três vias que são fundamentais para o futuro próximo o sector e,
Lisboa. dada a sua importância, também para a evolução geral da regulação em Portugal.
1996-2002: Administrador do
ICP-ANACOM. A primeira via resulta da dinâmica regulatória interna, influenciada por uma evolução do
1990-1996: Como consultor
mercado cuja importância dificilmente será sobreestimada. Por um lado, assistiu-se ao
desenvolvimento e à consolidação de novos centros de interesse empresariais, em que
colaborou com várias
candidatos à entrada de há alguns anos atrás se têm vindo a assumir, individualmente,
empresas e organizações
como centros de interesses próprios e diferenciados face aos outros candidatos, ao
públicas, nacionais e operador histórico, aos consumidores e à autoridade reguladora, ultrapassando-se o
internacionais. tradicional quadro de relações, aparentemente bipolar, em que estaria em causa sobretudo
1990-1992: Membro do o relacionamento do operador histórico com todos os outros interessados. Por outro
Conselho de Direcção do lado, foi durante este período que se verificou o desaparecimento da euforia que tanto
Programa de Mestrado em caracterizou o sector das tecnologias de informação e das comunicações nos últimos anos
Gestão (MBA) da UCP. do século passado, assim como o início de uma fase invulgarmente depressiva, com
Trabalhos publicados nas consequências estruturais e institucionais que, neste momento, não é fácil perspectivar.
áreas de Política Industrial,
A segunda via articula-se com o debate geral sobre a Convergência, fazendo-se ainda ouvir
Regulação Económica e
no interessante debate interno ecos de desenvolvimentos verificados ou em discussão
Economia Histórica.
noutros países da União Europeia.

A terceira via corresponde à Revisão 99, processo de renovação do quadro regulamentar


europeu face à Convergência e aos resultados da liberalização. Publicado o Regulamento
2887/2000 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativo à oferta desagregada do lacete
local, de algum modo integrável neste processo, a Revisão 99 culminou recentemente com a
publicação das Directivas Quadro (2002/21/CE), Acesso (2002/19/CE), Serviço Universal
(2002/22/CE), Licenças (2002/20/CE), da Decisão Espectro de Radiofrequências, do
Parlamento Europeu e do Conselho (676/2002/CE) e, pouco depois, da Directiva Protecção
de Dados (2002/58/CE). Por publicar, ainda, a Directiva relativa à concorrência nos mercados
e serviços de comunicações electrónicas. Foram estes diplomas já complementados pelas
Linhas de Orientação da Comissão Relativas a Análise de Mercado e à Avaliação de Poder
de Mercado Significativo no Quadro Comunitário para Redes e Serviços de Comunicações
Electrónicas, pela constituição do Grupo para a Política do Espectro de Radiofrequências e
do Grupo Europeu de Reguladores. Actualmente na fase de consulta pública, salientam-se a
Recomendação Sobre os Mercados de Produto e de Serviço Relevantes no Sector de
Comunicações Electrónicas susceptíveis de regulação “ex ante” de acordo com o artigo 15º
da Directiva Quadro e a Lista de “Standards” e/ou Especificações para Redes e Serviços de
Comunicações Electrónicas e Serviços e Facilidades associadas.

Correndo o risco de uma síntese e sistematização excessivas, podem ser salientados como
nucleares, no âmbito deste debate, os aspectos seguintes:

a) A abordagem regulamentar integrada dos mercados de comunicações electrónicas


sendo a convergência o factor fundamental de integração. Neste domínio, optando-
-se por uma abordagem global, é necessário sistematizar devidamente as áreas de
intervenção – determinadas por uma definição tão precisa quanto possível das
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A Visão Estratégica dos Líderes

falhas de mercado que se pretendem corrigir – e os métodos de intervenção –


a definição institucional da actividade de regulação, os seus objectivos, os seus
instrumentos, assim como a sua articulação com a política económica geral.
b) A definição do papel da regulação sectorial no controlo de poder de monopólio, na
eliminação de barreiras à concorrência ou na introdução de regras que promovam a
concorrência nos mercados. Em relação com estes aspectos, ganhou relevo público
a discussão do papel da regulação na definição de condições gerais que promovam
o investimento nos mercados, num quadro de indispensável salvaguarda dos direitos
dos utilizadores e atentos princípios fundamentais das economias de mercado.
Ficam as autoridades reguladoras sectoriais, necessariamente, com maior flexibilidade
de actuação, mas sujeitas a procedimentos de transparência que parecem resultar,
simultaneamente, de preocupações relacionadas com a defesa de legítimos direitos
dos interessados e de processos de uniformização a nível europeu.
c) A articulação entre a regulação sectorial e a regulação horizontal da concorrência,
quer na implementação da regulação sectorial, como decorre da Revisão 99, quer
no que diz respeito à existência nos mercados de comunicações de situações de
conflito que têm muito a ver com o quadro regulamentar horizontal da concorrência.
d) A incerteza com origem na regulação. Verificou-se em toda a União Europeia que,
por vezes, as empresas recorreram judicialmente das decisões das autoridades
Em síntese, nos últimos 18
reguladoras nacionais tomadas no âmbito da aplicação das Directivas de Oferta de
meses assistiu-se nos mercados
Rede Aberta. Num mercado com múltiplos centros de interesse e com possíveis
aumentos da conflitualidade, o recurso aos tribunais tende a tornar-se mais de telecomunicações à
frequente, originando, naturalmente, alguma incerteza junto dos agentes económicos consolidação do processo de
com efeitos deletérios no desenvolvimento da indústria. Portugal terá sido dos países liberalização e, simultaneamente,
menos afectado por processos deste tipo, sem prejuízo de um ou outro caso mais iniciou-se o período de gestação
mediático. Contudo, é possível que na futura aplicação das Directivas resultantes da de um novo enquadramento
Revisão 99 este fenómeno ganhe nova dimensão pois, se é certo que as autoridades regulamentar e de uma nova
reguladoras passam a ter um quadro de actuação mais flexível com possibilidades visão mais realista e, por isso,
de resposta mais adequadas a cada caso, essa maior flexibilidade não se encontra
mais rica, do desenvolvimento
testada, pelo menos na fase inicial de aplicação do novo quadro e depende de uma
das telecomunicações e das
análise cuidada de cada circunstância de mercado - que pode ser, pela própria
tecnologias de informação
natureza dos assuntos, naturalmente questionável.
e) A independência e as competências da autoridade reguladora. Os Estatutos do ICP-
Autoridade Nacional de Comunicações constituíram internamente uma contribuição
importante para a caracterização e sistematização desse conceito de independência
e das competências próprias associadas – embora, por vezes, através da sistemati-
zação de poderes e deveres resultantes da transposição das Directivas de Oferta de
Rede Aberta e sem prejuízo das disposições e poderes específicos constantes do
Contrato de Concessão, particularmente na medida em que a concessionária seja
entidade com poder de mercado significativo. Este quadro institucional terá uma
dinâmica interna própria mas, ao mesmo tempo que a autoridade reguladora
nacional viu sistematizado um conceito de independência face ao governo nacional,
enfrentou imediatamente um outro desafio que é o da coordenação da actividade de
regulação a nível europeu – entre as várias autoridades reguladoras e com a
Comissão Europeia. Deste desafio resultará, espera-se, melhor caracterização e
evolução das funções das autoridades reguladoras nacionais, quer no que diz
respeito ao seu relacionamento com os governos nacionais quer nas suas relações
com a Comissão Europeia.

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2002/2003

A Instabilidade Chegou às Telecomunicações


1. É com uma preocupação bem maior do que a habitual nos meus testemunhos e nas
minhas maneiras de ver as telecomunicações, que faço hoje algumas reflexões sobre a
actual situação deste importante sector da actividade económica.
Essa preocupação advém do facto de começarem a ser longínquas as minhas lideranças
Foto Telmo Miller

nesta área. E decorre, também, de me parecer que o sector vive um tempo de grandes
incógnitas.
Não é só a instabilidade que se instalou em empresas outrora sólidas e estáveis. Mas
há também avanços e recuos no processo de passagem das inovações para o mercado,
João Maria de bastando para tal pensar no que se passa com a Televisão Digital, com o UMTS ou com
as ligações de alta velocidade na transmissão, por exemplo o xDSL.
Oliveira Martins, Eng.
E, no caso português, continuamos a ter grandes dificuldades na redução dos preços
Natural de Esposende,
dos serviços das telecomunicações relativamente aos que existem na EU e na OCDE.
nasceu em 1934, licenciou-se
em 1958 em Eng. Civil pela 2. É inevitável a minha tendência para olhar para o sistema das telecomunicações,
Universidade do Porto. comparando-o com as antecipações que foram feitas quando do início da liberalização
Carreira Profissional dos mercados destes serviços.
1993-2002: Condução de Como fui exprimindo ao longo dos quase quinze anos que leva a liberalização, os
projectos relevantes dos principais desvios relativamente a tal antecipação foram essencialmente: a concentração
Sectores da Construção, das 3 actividades então existentes, com o nascimento da PT, o crescimento espectacular
Transp. e Telecom.. dos serviços móveis; e a expansão universal da Internet.
1985-1987: Presidente da Estes desvios permitem-me algumas observações, essencialmente viradas para o futuro.
Ordem dos Eng..
3. Contrariamente ao previsto, a actividade de telecomunicações dos CTT, os TLP e
1982-1985: Presidente do CA
a CPRM vieram a concentrar-se numa nova empresa que, ao mesmo tempo, foi
dos CTT e TLP.
objecto de um contracto de concessão prevendo um monopólio dos serviços de
1975-1982: Consultor de telecomunicações, que deveria ser alterado à medida em que na EU o processo da
Transp. e Telecom. (França). liberalização europeia avançasse.
1974: Presidente do CA da Foi uma má solução, como se tem provado pelos abusos de posição dominante de que
Comp. Portuguesa de a nova empresa e o Organismo Regulador (hoje a ANACOM) não têm conseguido
Transp.. evitar.
1963-1970: Membro do CA A primeira, a PT, porque seria contrariar o principio da maximização dos lucros, tanto
da CP e Director Geral em mais exigíveis, quanto o número dos seus accionistas tenha aumentado; e o segundo
1970. porque, se condena os abusos, não tem conseguido evitá-los.
1962-1970: Consultor nos
A questão está no alicerce do edifício que se ergueu a partir de 1993.
Quando já era perfeitamente clara a evolução no sentido da liberalização, eliminou-se a
Sectores da Construção e
Holding existente, incorporou-se a actividade dos TLP na PT e extinguiu-se aquela,
dos Transp..
passando a CPRM a ser, não se sabe bem o quê.
1964-1965: Membro do A PT passou a Operador e a Holding ao mesmo tempo.
Grupo de Trabalho da OCDE Não foi por acaso que Portugal ficou, com os preços mais elevados das telecomunicações
sobre Transp.. por comparação com os países da EU e da OCDE.
Carreira Política As marcas desse retrocesso nas telecomunicações em Portugal vão perdurar ainda por
1987-1994: Deputado pelos muito tempo, de nada valendo as autênticas montanhas de relatórios dos consultores
círculos Viana do Castelo e mais reputados ao nível mundial.
Braga. O tempo que estamos a viver tem provado que as fusões e concentrações não têm
1985-1990: Ministro das servido para melhorar a rentabilidade financeira das empresas, para proporcionar
Obras Públicas, Transportes maiores proveitos aos accionistas, para melhorar a qualidade dos serviços e muito
menos para aumentar o bem estar dos trabalhadores.
e Comunicações.
Afinal a quem tem servido as concentrações empresariais, em Portugal como noutros
1970-1974: Secretário de
países?
Estado Transportes e
As reorganizações internas da PT, em anos mais recentes parecem indicar uma retoma
Comunicações. da inserção de actividades homogéneas em empresas individualizadas e geridas numa
1960-1962: Assessor do estrutura de Grupo Integrado.
Ministro das Comunicações, Resta saber se não é um caminho tardiamente encetado.
Eng. Carlos Ribeiro. E se, com uma demasiada integração de grupo, o todo produz melhor do que a soma
Frequentou cursos e das partes.
seminários de Economia dos As empresas de menores dimensões, livres de ligações empresariais restritivas mas
Transp., Telecom. e Alta abertas a alianças e acordos, mais flexíveis na gestão, nas quais se empenham a fundo
Direcção. quem nelas mais capitais aplica e mais riscos corre, têm melhores resultados
financeiros, servem melhor os seus clientes e acolhem melhor os seus colaboradores.
É membro da Ordem dos
E quando avaliam mal os projectos, ou quando sobrevêm acontecimentos imprevisíveis,
Eng. e sócio da APDC.
ninguém evita que morram, como nasceram.
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A Visão Estratégica dos Líderes

O que está a acontecer nas empresas que desfrutaram, durante muitos e muitos anos
de situações monopolistas no sector das telecomunicações pode vir a ser dramático,
sobretudo naquelas que, não só não se adaptaram a tempo e horas, como ainda vision-
aram possibilidades de resistir aos ventos da história económica, com os governos, por
uma razão ou por outra, a ajudar ao ‘afundanço’.

4. Aonde a antecipação realizada nos primórdios da liberalização teve também uma


surpresa, mas uma agradável surpresa, foi na expansão dos serviços móveis e na
dinâmica empresarial obtida nesse ramo dos serviços de telecomunicações.
Lançados em 1987 pelos CTT e pelos TLP em consórcio, a constituição da TMN foi um
acontecimento que marcou uma mudança positiva das telecomunicações em Portugal,
comprovada com o rápido crescimento do número de assinantes e com o rácio do
número de cartões/habitante, já atingidos.
Seguiu-se-lhe a escolha do segundo operador, que veio a recair na Telecel, hoje
Vodafone Telecel.
Este duopólio actuou da melhor maneira na fase inicial da difusão dos novos serviços e
teve um bom exemplo. O que está a acontecer nas
E foi bem-vindo o aparecimento da Optimus como o terceiro operador.
empresas que desfrutaram,
A expansão deste novo serviço realizou-se com um sistema de preços que arrancou
durante muitos e muitos anos de
com um exagerado custo nas ligações fixo/móvel, exagero que ainda se mantém.
situações monopolistas no sector
Não é habitual encontrarem-se referências aos valores da elasticidade do tráfego móvel
relativamente aos preços, pelo que essa, é matéria que se tem de tratar com cautela. das telecomunicações pode vir a
Mas, se tivesse de arriscar um palpite, diria que uma redução do preço fixo/móvel ser dramático, sobretudo
beneficiaria todas as partes envolvidas na medida em que o crescimento do tráfego naquelas que, não só não se
compensaria a diminuição do preço, melhorando as receitas. adaptaram a tempo e horas,
Mas, o grande sucesso do primeiro decénio de existência destes serviços, não parece como ainda visionaram
ter continuidade neste segundo decénio. possibilidades de resistir aos
O pagamento das licenças para a mudança da tecnologia GSM para o UMTS penalizou ventos da história económica,
os Operadores. O Estado viu aí o filão para novas cobranças que todos vamos ter de
com os governos, por uma razão
pagar pelo agravamento dos custos de produção dos serviços.
ou por outra, a ajudar ao
Ainda assim, o Estado Português não foi dos mais “comilões” quando verificamos os
‘afundanço’
excessos que outros países cometeram.
Por outro lado, permanece indefinido o conjunto de serviços que os novos terminais
devem conter.
Todos desejamos continuar a falar com um mínimo de zonas sombra, ou de precária
qualidade de audição. Os que usam a Internet (e são cada vez mais), desejam ligações
mais rápidas. Mas, a partir daqui julgo que há boas razões para se alimentarem dúvidas.
A entrada do quarto operador tem levantado receios dos já existentes.
Não há mercado para todos. Vamos quebrar um equilíbrio a 3 que ainda não está
consolidado.
Este é um problema habitual nas situações de acesso ao mercado, inevitavelmente com
custos elevados, que constituem uma barreira natural à entrada.
Mas, ou há liberalização ou contentamo-nos com o funcionamento de Oligopólios.
A OniWay foi licenciada. Quer entrar no mercado. Nada nem ninguém se lhe deve opor.
Há todavia indicações de que poderá dar-se no mercado a primeira concentração de
relevo: as junção das telecomunicações do Grupo Sonae (Novis+Optimus) com as do
Grupo EDP (ONI+ OniWay) tirando partido das complementaridades existentes e
concretizando a ideia de que o mercado dos serviços móveis é pequeno para quatro
operadores.
Esperemos que não aconteça aqui mais um desaire a que nos habituaram estas
concentrações nos últimos anos.

5. Uma antecipação que correspondeu às expectativas dos começos da liberalização foi a


gradual expansão da Rede de Televisão por Cabo. Este modelo existia, sobretudo nos
USA e no Canadá. Mas, também na Europa, por exemplo nos Países Baixos.
Quem tirou o maior proveito da abertura deste novo serviço foi a PT.
E era natural que assim acontecesse, na medida em que dispunha de uma rede de
condutas cobrindo todo o país e de uma substancial capacidade de mobilização de
recursos financeiros.
O mercado foi aberto a todos em condições que as normas legais específicas
estabeleceram. Hoje, discute-se que a PT deveria passar a terceiros a sua rede de
CATV diminuindo a sua posição dominante no mercado das telecomunicações.
Não discutindo quanto à posição dominante da PT – e os abusos que daí têm resultado

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– não me parece que uma decisão isolada na TV Cabo possa representar alguma coisa
de substancial na organização de um mercado concorrencial das telecomunicações.
A ANACOM pode e deve verificar em que condições podem terceiros utilizar as condutas
da PT para instalar redes de televisão por cabo.
Por outro lado a transmissão de sinais de TV por radiodifusão, designadamente via
satélite é uma realidade. É mesmo o meio mais usado em certos países e tem a maior
quota de mercado ao nível mundial.
E como isso não bastasse, a TV Digital está aí à porta.

6. A Internet, nas suas múltiplas potencialidades, esteve longe das antecipações


realizadas nos começos da liberalização das telecomunicações.
Foi ao longo da última década que se tomou consciência que uma rede com as
características da Internet poderia proporcionar numa melhor maneira de realizar
algumas das actividades económicas (e não só).
E os tráfegos cresceram em flecha.
Existem legalmente perto de 50 Prestadores de Serviços de acesso à rede Internet.
Mas, o mercado é dominado por meia dúzia deles.
O que me parece surpreendente é não estar resolvida em Portugal a questão do lacete
local como instrumento que os ISP’s poderão utilizar para realizar os acessos que os
assinantes reclamam.
Fundadas expectativas apareceram nestes anos para a sociedade da informação, com
o uso generalizado da Internet.
Salto sobre eles para não me alongar demasiadamente
Os negócios das
Telecomunicações têm 7. Julgo que uma abordagem orientada para um sistema de telecomunicações mais
de se ajustar à economia concorrencial, é mais eficaz pelo lado da separação das redes relativamente aos
real e à prossecução serviços que sobre elas se transmitem, garantindo a interoperabilidade daquelas para
de melhores serviços
todo e qualquer Operador de Serviços de Telecomunicações.
Uma abordagem subordinada ao principio da eficácia na oferta dos serviços, é uma
a preços mais
condição necessária para a melhor satisfação das necessidades, gostos e preferências
favoráveis. Não devem continuar
dos consumidores, com a simultânea minimização dos custos de produção, possibilitando
os malabarismos de gestão
preços mais favoráveis ao cliente final.
Seria a economia real a regular os mercados e não a economia de casino em que todo
o mundo anda a ‘chafurdar’.
Convenhamos, porém, que este processo de substituição dos clássicos monopólios, por
um universo de operadores em concorrência, vai ainda nos começos. Muita água vai
ainda passar por baixo da ponte, até ficar assente em bases sólidas.

8. Um dos aspectos mais surpreendentes nas telecomunicações a partir do ano 2000, foi
a forma relativamente fácil como se gizaram múltiplos Projectos assentes no principio de
que os crescimentos dos tráfegos absorveriam todos os aumentos de capacidades das
redes que tais projectos estimulavam.
A convicção de que a utilização da Internet e a evolução do e-commerce poriam as
redes existentes a rebentar pelas costuras, foi um engano.
A expectativa infundada gerou, todavia, a utilização de recursos financeiros muito elevados
que o sistema bancário mundial não recusou.
Os preços das acções subiram em flecha. Mas, a bolha das tecnológicas inchou e
acabou por rebentar com a quebra das cotações e a generalização da instabilidade, não
só na produção dos serviços de telecomunicações, como no fabrico dos equipamentos.
As falências aconteceram por todo o lado. E, pelo que se lê, algumas mais estão na
calha.
Há quem sustente a opinião de que as telecomunicações (como foram em anos
recentes o estímulo mais importante da inovação) passaram a ser também o maior
acelerador da crise financeira que estalou e invade hoje, outras actividades económicas.
Pensar assim parece-me uma demasiada simplificação das realidades.
Mas, que o sector das telecomunicações está hoje embaraçado, e tem escolhos que não
existiam há 10 ou 15 anos, ninguém pode negar.
Como vai ser gerido, no futuro?
Os malabaristas da gestão, continuarão a ditar as suas leis, como fizeram nestes
últimos anos?
A economia de casino continuará a prevalecer sobre a economia real?
Seria muito mau se não aproveitassem os ensinamentos da crise, para dar uma volta na
forma de conduzir os negócios das telecomunicações.

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2002/2003

O Crescimento Regressará
A nossa perspectiva do Mercado das Tecnologias de Informação e Comunicação em
Portugal é de optimismo relativamente ao regresso ao investimento e à aposta nas
organizações Portuguesas nesta área.

O período em que vivemos, é para muitos considerado negro, mas a bem dizer da verdade
só se o compararmos com um Boom massivo que acompanhou um ciclo económico geral
favorável quase durante uma década e que no caso das TIC’s coincidiu no seu final com a
Liberalização das Telecomunicações, Ano 2000 e Euro o que fez nascer uma série de
Jorge Gonçalves, Dr. novas empresas e com muitas novas soluções para atender a um crescimento acelerado
da procura.
38 anos
Licenciado em Gestão de
O efeito “negro” actual que perspectivamos continuar em 2003 é um ajuste do mercado à
Empresas.
redução brusca mas para nós expectável da procura e que permitirá que só as empresas
2002: Director Geral da mais fortes, consolidadas no mercado e com um bom balanço financeiro possam ir
Azertia Portugal. trabalhando convenientemente e até sair reforçadas para a próxima época de crescimento
1990: General Electric que virá naturalmente.
Information Services,
representada pela Azertia. Esse crescimento natural que acompanhará o crescimento económico de uma forma geral
1989: Account Manager, será a nosso entender outra vez um crescimento grande derivado das constantes
Rima Nixdorf (banca). inovações tecnológicas que se continuam a verificar e do grande espaço de penetração que
Hobbies: Windsurf,
existe para as mais variadas soluções de TIC ’s nas organizações Portuguesas como forma
de apoio a mudanças com vista a aumentar a produtividade, serviço a clientes, aumento de
Canoagem, Bicicleta,
vendas, redução de custos em geral e mudanças de processos, quer explorados a nível
Viagens.
interno quer derivados do ambiente externo.

Pensamos que a área da Gestão Documental, Workflow e Business Process Management,


Enterprise Application Integration, Portais de apoio à actividade relacional Intra e Inter
Empresas, Gestão do Conhecimento, Intercâmbio Electrónico de Dados e Automatização
de Processos e Funções, E-Procurement e CRM, sem as megalomanias penosas porque
passaram empresas no passado terão um crescimento assinalável.

Acoplado, factores decisivos e com maior expressividade serão os conhecimentos que


as empresas fornecedoras demonstrem na realidade e a possibilidade de realizarem
implementações com claro retorno e que sejam sentidos por quem compra.

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A Visão Estratégica dos Líderes

Existe um grande espaço de


penetração para as mais
variadas soluções de TIC's nas
organizações portuguesas
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2002/2003

A Integração aberta no e-Business:


uma Proposta de Valor para a Empresa
Através da Internet, os processos empresariais, que tradicionalmente estavam restringidos
às redes corporativas e aos seus utilizadores, podem agora estender-se para além das
fronteiras da empresa. Desta forma, equipas de trabalho virtuais, que englobam diferentes
empresas ou diversas zonas geográficas, podem trabalhar juntas, como se de uma única
organização se tratasse.

As empresas podem tirar partido das novas tecnologias para gerar valor, via negócio
José Alberto Amaral colaborativo, mas as regras clássicas de negócio ainda se aplicam. As soluções de
Duarte, Dr. e-Business devem reduzir os custos, incrementar a produtividade, ajudar a organização a
Nasceu a 08702/1968, desenvolver melhores produtos e serviços, e também incrementar a satisfação dos seus
Clientes. Mas para se alcançar estes resultados deve ter-se em conta a heterogeneidade,
Casado, 2 Filhos.
integrando aplicações de diferentes fabricantes e congregando tudo numa única infra-estrutura
2002: SAP Portugal, Director
sólida, que englobe todos as áreas de negócio.
Geral.
2000: Master, Global A Internet garante uma plataforma tecnológica estável, mas isto não é suficiente para
Leadership Development compreender os múltiplos e heterogéneos sistemas a nível global, gerir processos distintos
Program, INSEAD. entre unidades de negócio e envolver Clientes e fornecedores no ciclo completo dos
2001: Nomeado para Top 25, processos de negócio. As empresas enfrentam vários problemas, como a descentralização,
Gestores de Referência em uma vez que os sistemas e os utilizadores de um processo colaborativo estão muitas vezes
Portugal (in Diário ligados a organizações diferentes e distribuídos de forma dispersa. Para além disso, os
Económico).
sistemas actuais baseiam-se em diferentes tecnologias, de diversos fabricantes, utilizados
por pessoas de diferentes organizações, com as suas necessidades e expectativas
1998: Responsável pela
próprias. Por outro lado, as empresas devem ter em linha de conta os custos de difusão e
cisão SAP España y
gestão dos processos de negócio, e a facilidade com que é suposto poder alterar estes
Portugal e criação da SAP processos sem sacrificar as necessidades de fiabilidade, disponibilidade e serviço.
Portugal.
1995: Pós-graduação Para encarar com êxito este desafio, as empresas necessitam de uma infra-estrutura que
(Business Administration), permita integrar aplicações de todos os fabricantes e com uma capacidade de integração
Gestão Comercial e de conteúdos, que lhes permita definir e controlar os processos de forma flexível. Neste
Marketing, ISTE. momento, a maior parte dos sistemas existentes não podem participar em processos
1991: Sigil, Consultor e de negócio colaborativos, uma vez que precisavam, para ser eficazes, de permitir a
Gestor de Projectos.
colaboração e-Business entre as soluções de negócio dos diferentes parceiros e entre as
suas diferentes aplicações internas.
1989: Bacharelato,
Contabilidade e
Com uma solução de e-Business aberta, as empresas podem conseguir, de forma rápida e
Administração, ISCAL. eficiente, a implementação dos seus processos de negócio, ao mesmo tempo que mantêm
1989: Andersen Consulting, a flexibilidade necessária para se adaptarem facilmente a estes novos processos. Também
Consultor de Sistemas de não é necessário substituir os componentes existentes para a obtenção dos benefícios da
Informação de Gestão. colaboração, podendo integrar-se as funções necessárias via serviços Web. Assim, as
1988: Fima, Sub-Chefe empresas serão capazes de colaborar agilmente e de partilhar tranquilamente novas
Serviços Contabilidade funções, para responder com rapidez à eclosão de novos desafios de negócio, contando
Central. apenas com os sistemas existentes.

Actualmente, existem novas soluções empresariais, baseadas em serviços Web, que, com
recurso a padrões abertos, permitem um nível de colaboração centrada em processos ou
em pessoas. Os processos empresariais devem ser conduzidos visando um objectivo
comum e não basta proporcionar serviços Web, sem que estes também sejam executados
de forma distribuída. Através da colaboração centrada no utilizador, as empresas podem
proporcionar um acesso cómodo a todos os que dependem desse acesso para cumprir as
suas tarefas e realizar o seu trabalho de forma mais rápida e satisfatória, reduzindo as
fricções inerentes a muitos processos empresariais. Os utilizadores da Web podem assumir
o papel de utilizadores a partir dos seus locais de trabalho, enquanto os terminais móveis
facilitam a participação directa nos processos de negócio, a qualquer momento e em
qualquer lugar.

A natureza dos negócios está em constante evolução e mutação, o que requer grande
flexibilidade, agora e no futuro. Os cenários colaborativos ampliam os processos empresariais,
do princípio ao fim, incluindo mesmo novas funcionalidades, introduzidas pelos diferentes
fabricantes de aplicações. Pode dizer-se que não há uma única aplicação que cubra
todas as necessidades, até porque as constantes alterações dos modelos de negócio,
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A Visão Estratégica dos Líderes

impulsionadas por novas alianças, novos Clientes e novas regras, vão determinar a
flexibilidade para alterar também os respectivos processos de negócio, de acordo com o
necessário. Em resultado desta realidade, as plataformas de e-Business devem oferecer,
elas próprias, a possibilidade de alterar e adaptar novos componentes de processo, em
qualquer momento.

No entanto, e porque nem tudo muda ao mesmo tempo, muitos dos passos dos processos
podem permanecer inalterados ou ser reutilizados. As soluções existentes necessitam de
ser ampliadas, para servir de apoio a novos processos, sem interferências. Recorrendo a
um exemplo, o desenho dos processos tem mais semelhanças com a planificação de uma
cidade que com o projecto de um único edifício.

Para se alcançar o êxito, no actual mundo interligado do e-Business, as empresas devem


disponibilizar as funções das aplicações disponíveis como serviços Web, combinando-as,
de forma a chegar aos conteúdos de negócio que se encontram distribuídos. Devem
actuar a partir de uma infra-estrutura segura, robusta e sempre disponível para servir o seu
activo mais importante: o Cliente. Esta é a base principal da estratégia de integração
aberta no contexto do e-Business.

O apogeu das novas tecnologias


alterou significativamente o
cenário competitivo das
empresas que actualmente
procuram formas de melhor
coordenar e melhorar os
processos chave de negócio,
tanto internos como externos,
bem como as relações com
Clientes e Parceiros

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2002/2003

A Inovação como Solução para o Sector das TMT


Durante 2002, foi sem dúvida ímpar, assistir a toda a modificação estrutural na fileira das
TMT, e particularmente, no sector das telecomunicações.

Após a “euforia” dos anos anteriores, verificaram-se despedimentos em massa, consolidações


Foto Telmo Miller

entre operadores e também entre fabricantes, falências, retracções nos investimentos,


adiamento de projectos, escândalos financeiros, estagnação de mercados, abrandamento
do crescimento, dificuldades de obtenção de crédito – e tudo isto a uma velocidade
alucinante, que multiplicou os efeitos individuais de cada má noticia.
José Manuel Craveiro
É também sabido que o enquadramento económico global, e nacional, não foi favorável,
de Oliveira, Eng.
tendo interagido também negativamente no sector das TMT.
Nasceu a 8/12/1959 em
Lisboa, Casado, 2 filhos.
Parece, assim, ter-se quebrado o ciclo virtuoso de desenvolvimento da indústria de
Licenciado em telecomunicações, em que um aumento de tráfego levava a um incremento no investimento
Telecomunicações e em equipamento, que implicava um aumento no volume de negócio, que por seu lado
Electrónica pelo IST. levava a um aumento da concorrência, criando finalmente um aumento do número de
Pós-Gradução em European linhas, subsequente descida de preços e ... aumento de tráfego, etc.
Business Management pelo
INSEAD, França. Durante este ciclo, assistiu-se a um elevado crescimento, tanto na qualidade e quantidade
Desde 2000: NEC Portugal, de operadores num dado mercado, como de fabricantes, e de crescimentos significativos
Director Geral.
em termos de conta de resultados e capitalizações bolsistas.
1998-2000: Moore Paragon
Portuguesa, Director Geral.
• Estaremos assim, agora, a assistir a um ciclo vicioso, totalmente oposto ao referido
anteriormente?
1995-1998: Kodak Ibérica,
• Serão os fundamentos económicos do negócio, tais como eram vistos em anos
Director Geral para Espanha anteriores, falsos?
e Portugal. • Eram as equipas de gestão das várias empresas destas fileiras, muitas delas com
1993-1995: Kodak muitos anos de experiência, “eufóricas”?
Portuguesa, Director • Foram as expectativas dos mercados, dos investidores e das próprias empresas,
Comercial. levadas ao limite?
1991-1993: Kodak • Existiu efectivamente a tão falada “exuberância irracional”, já tantas vezes mencionada
Portuguesa, Director de
internacionalmente, e referida aos investimentos na “nova economia”?
Qualidade. • Houve excesso de generosidade em alguns planos de negócio?
1990-1991: Kodak
• São as TMT vítimas do excesso da globalização?

Portuguesa, Chefe de
• Houve falhas estratégicas ou de execução nos planos de negócio, ou ambas?

Divisão, Business Imaging Não é possível, em temas tão complexos, responder afirmativamente ou negativamente a
Systems. tais perguntas, pois as respostas são: sim e não – houve, efectivamente, de tudo um pouco,
1985: Philips Inglaterra, mas aplicando-se de forma diferenciada para cada empresa, mercado, país, etc.
Especialista de Produto,
Suporte Internacional, Safety Mais do que respostas a estas perguntas, surge uma outra pergunta fundamental, que
Detection Equipment. esteve decerto na mente de todas as equipas de gestão: Face a tudo isto, como melhorar
1984: Philips Holanda, Eng. a conta de resultados?
Suporte Internacional,
É verdade que, tanto do ponto de vista dos fornecedores de equipamentos de alta tecnologia,
Electronic Components &
como do ponto de vista dos operadores de telecomunicações, existe uma procura incessante
Materials. de um ponto de equilíbrio entre, por um lado, economias de escala e criação de modelos de
1983: Philips Portuguesa, negócio com real valor acrescentado e características diferenciadoras.
TécnicoComercial, CCTV
Systems, Medical Diagnosis Enquanto as referidas economias de escala permitem um abaixamento dos custos unitários
Systems. de produção de um serviço ou produto, possibilitando assim a introdução de equipamentos
1982: Philips Portuguesa, ou serviços competitivos (em valor relativo) e económicos (em valor absoluto), a concorrência
Supervisão de Linha, TV e a segmentação de mercados empurram os fabricantes e operadores para
Assembly Line. a constante inovação e criação destas características diferenciadoras e, por vezes, para
mudanças no paradigma da relação custo/benefício.

É também verdade que a referida globalização, por outro lado, ou intenção de globalização,
amplifica e intensifica a referida concorrência entre os vários fabricantes e operadores,
que, embora possam ter, nalgum caso, enfoques mais regionais, por causa do seu
mercado tradicional (ou doméstico), acabam sempre por competir a um nível mais
global.
130
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A Visão Estratégica dos Líderes

Existe ainda, até pela questão da linguagem, uma maior homogeneidade entre o mercado
norte-americano e o europeu e mesmo o asiático (Japão, Coreia, Malásia, Indonésia, China),
mas não existe, porém, “um mercado europeu”, ou “um mercado mundial” para as
telecomunicações, já que coexistem particularidades em cada país ou sub-região geográfica
e/ou cultural.

São, concretamente, bastantes, os factores condicionantes, e interactuantes, que explicam


o sucesso ou insucesso relativo de uma tecnologia ou serviço. Sem pretender ser exaustivo,
gostaria de referir, como principais:

• Enquadramento macro-económico e estratégico de cada país, e a sua aposta no


desenvolvimento de alta tecnologia (exemplo: EUA, Japão, Suécia, Finlândia).
• A demografia, que condiciona a dimensão do mercado, o interesse relativo dos vários
fabricantes por ele, e o seu consequente grau de competitividade.
• A homogeneidade (a linguagem comum, já referido), que condiciona a facilidade de
penetração de um produto/serviço e as maiores economias de escala.
• O poder de compra relativo da população, associado ao excesso de oferta de
produtos/serviços, disponibilidade da tecnologia e familiaridade com a mesma.
• O nível sócio-cultural da população, que condiciona a sua receptividade ou apetência
tecnológica.
• O nível educacional da população (percentagem da população com estudos
universitários), que condiciona a percepção da tecnologia.
• Factores culturais adicionais como a importância dada aos detalhes, importância
prestada à qualidade da informação, percepção relativa do tempo e formas de
processamento da informação (paralela ou sequencial), bem como a importância
dada à novidade.

Constata-se, assim, uma receptividade tecnológica diferente entre a população


norte-americana, japonesa, ou europeia, e, dentro da Europa, país a país. Como
A inovação, foi, e será sempre, a
exemplo, poder-se-á referir a diferente penetração da Internet (EUA), telefonia móvel
chave do sucesso para o sector
(Europa) ou Internet móvel (Japão), entre estes 3 grandes blocos, mas, também a
das TMT
diferente penetração do telemóvel, caso a caso, nos vários países europeus (sendo
Portugal um claro caso de sucesso, sobretudo graças à plataforma dos pacotes pré-
pagos).

Assim sendo, e embora se possa considerar a globalização como uma tendência de


mercado, são ainda necessários efectivos investimentos dos vários fabricantes e operadores
para adequarem as suas várias ofertas às particularidades de cada área geográfica, ou país.

A resposta reside, assim, e após uma clara definição das competências nucleares de cada
empresa e do seu posicionamento estratégico, na procura incessante e proactiva da
inovação, que, devidamente enquadrada, deve ser entendida não no sentido restrito,
aplicada apenas a serviços e produtos, mas também, e sobretudo, a modelos de negócio,
estabelecimento de parcerias entre concorrentes e entre empresas da mesma fileira,
mudanças nos canais de distribuição e melhoramento nos processos internos.

Os vencedores serão, assim e claramente, aqueles que, com flexibilidade e rapidez,


souberem manter o ponto de equilíbrio, permanentemente instável e permanentemente em
mudança, entre as economias de escala e adequadas propostas de valor acrescentado
aos seus clientes, que tenham em atenção os vários aspectos diferenciadores e
particularidades acima referidos.

131
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2002/2003

Os Sete Pecados mortais da Economia Digital


Nos tempos de penitência que todos os sectores económicos estão a atravessar, impõe-se
uma reflexão sobre os erros passados, para que no retomar do crescimento económico,
(que se espera em breve, mas não se antevê como), se possa construir um caminho mais
sólido na Economia Digital.

Começarei pelo menos realçado dos pecados mortais recentes, mas que pela sua
gravidade foi o que mais influenciou a situação do mercado, em particular em Portugal – a
PREGUIÇA.
Raúl José Fonseca
Num país com um nível de gestão profissional que se mede em poucas décadas (salvo
Mascarenhas, Dr.
honrosas excepções), uma cultura do trabalho inexistente, o sentimento geral face à
Nasceu a 13/08/1958 em
bolha da Internet foi o de acomodamento, procurando surfar na onda e proclamando o
Lisboa, Casado, 3 filhos.
bem-estar geral e imediato sem qualquer esforço. Foi a preguiça em fazer planos de
Licenciatura em Ciências
negócio com sentido, substituídos por meia dúzia de frases feitas e chavões de ocasião
Militares Ramo de
e, pior, o acreditar que o powerpoint era o negócio, esquecendo que a capacidade de
Administração Naval (Escola
execução é o que distingue os vencedores em última análise: trabalho + organização +
Naval).
perseverança.
Mestrado em Estatística e
Investigação Operacional.
Somou-se em seguida a SOBERBA que proliferou nas empresas ditas digitais. Vivendo
Pós-Graduação em
num país de aparências, são as mordomias e os sinais exteriores de poder que caracterizam
Inteligência Artificial.
algumas empresas como bem se nota nos aposentos das Administrações destinadas, a
Doutorando em Gestão de
meu ver, a receber fornecedores, porque os clientes não se recebem, visitam-se! Sendo
Informação na Economia
assim a imagem transmitida para toda a estrutura é de que vender e servir clientes não é
Digital.
nobre pois os gestores de topo passam mais tempo com fornecedores e tratando de
Sócio da Accenture. aquisições e outras questões internas.
2002: Accenture, Responsável
pela Divisão de Administração Por um lado as empresas que atacaram no mercado das telecomunicações os
Pública, Comunicações, operadores incumbentes, demonstraram INVEJA pela posição dominante destes e a procura
Média e Electrónica. em imitá-los em todos os segmentos e todos os negócios foi como se viu fonte de dissabores
1992-2001: Docente no que lhes amargam hoje as bocas e especialmente as carteiras; por outro lado os velhos
Mestrado do ISEGI da operadores exibiram a GULA com que estenderam a sua cadeia de valor aos media, às
Universidade Nova de Lisboa. Tecnologias de Informação e à expansão internacional deixando-os também com fortes
1985-1987: Docente no ISC. indigestões e endividamento sendo esta possivelmente a sua maior debilidade.
1982-1987: Responsável
pelos sistemas de informação Uns e outros partilharam grande generosidade na recompensa dos seus executivos e
Logísticos e de Pessoal da AVAREZA na forma como remuneraram os seus accionistas que hoje sofrem pesadas
Armada Portuguesa. perdas, mesmo nas empresas ditas seguras e com consequências que só não são mais
Consultor convidado do dramáticas em termos dos planos de pensões (como aconteceu noutros países) porque
Secretariado da aqui alguns bons gestores impediram maiores fantasias e porque ainda temos em geral um
Modernização Administrativa sistema estatal de segurança social.
e do Instituto de Informática
do Ministério das Finanças. De igual modo, na competição pelo mercado as empresas do sector das TMT combateram
1999: Autor de "The Telco of com uma IRA sempre má conselheira, exercendo pressões inimagináveis sobre agentes e
the Future", Congresso da parceiros, disputaram recursos humanos com uma agressividade que ombrearia com os
APDC. divórcios mais litigiosos e acabaram por queimar preços e margens, lutando pela posição
1995: Autor de "Tendências em si, e já não pelos seus legítimos interesses.
no Mercado das
Telecomunicações". Da LUXÚRIA e outros comportamentos aberrantes tais como corrupção, envolvimento
1992: Autor de "Reengenharia político ou contabilidade criativa, que vemos e lemos de outras paragens, julgo que nos
na Administração Pública". safámos ou se praticados foi por certo fora dos olhares públicos. Mas, nem tudo foi mau.
1987: Autor de "O Impacto
das Tecnologias de Dos excessos de capacidade de fibra óptica, surgiram os avanços como o ADSL que sem
Informação na Administração essa competição estariam congelados. E o consumidor ganhou em preço e qualidade.
Pública".
Hobbies: Basquetebol, Ópera Se é verdade que o processo de liberalização teve altos e baixos, há que esperar que com
e Bailado. algumas correcções e uma cuidada regulação siga o seu percurso necessariamente lento
e trabalhoso.

Mesmo na sempre falada reforma da administração pública, ou no e-Government pode


afirmar-se que apesar da excessiva morosidade de todos os passos dados: Contudo ela
move-se!
132
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A Visão Estratégica dos Líderes

Os consumidores descobriram por si outras vantagens como o SMS para além dos
produtos oferecidos pelos operadores. Já houve algumas experiências nas comunicações
celulares homem-máquina e que poderão ser fonte futura de aumentos de penetração
com incrementos de produtividade.

E a verdade é que apesar de todos os pecados, não deve haver quem se julgue no direito
de atirar a primeira pedra. Eu não, por certo.

Apesar de todos os recentes


pecados praticados no mercado
nacional das TMTs, não deve
haver quem se julgue no direito
de atirar a primeira pedra.
Contudo, espera-se para breve a
absolvição, mas não se antevê
como

133
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2002/2003

All Together Now!

A integração de sistemas e processos, se sempre foi importante, na era do negócio digital


tornou-se, verdadeiramente, crítica! No actual cenário de evolução acelerada e altamente
restritivo em custos, a informação integrada é indispensável à eficiência e rentabilização de
recursos. Além disso, é inadiável, para uma visão de negócio, seja no ângulo de operações
internas seja no dos clientes (que interagem hoje através da uma variedade de canais
desde a Web, ao ponto de venda, ou ao Call Center).

Para uma boa maioria das grandes organizações a integração de sistemas é considerada
Rui Magalhães Baião,
estratégica e da responsabilidade da Alta Direcção. No entanto, seria muito bom se 20%
Eng.
dessas entidades pudessem dizer que não têm problemas nessa área!
52 anos, Viúvo, sem filhos.
Licenciado em Eng.
Electrotécnica, ramo de
Realmente, hoje a ordem do dia é rentabilizar ao máximo a tecnologia existente. Nos
Electrónica e Telecomunicações.
últimos anos o desenho aplicacional foi, basicamente, descentralizado, tratando as áreas
2000-2002: Presidente do
mais críticas como a logística ou o retalho através da Web. Esses sistemas oferecem
Conselho de Administração
funções especializadas para processos específicos, tendo sido fruto de implementações
da Unisys Portugal. relativamente rápidas. Do ponto de vista da rapidez e da adesão ao e-business os resultados
2002: Coordenador do foram positivos. No entanto, que dizer acerca da sua integração?
mercado Sector Público para
Europa do Sul (Portugal, E que dizer, então, sobre o back-office? A maioria das organizações mantém um valor
Espanha, França e Itália). incalculável nas suas aplicações “legacy” e, designadamente, nos dados que delas estão
1996: Administrador- dependentes. É indispensável ligá-los!
Delegado da Unisys Portugal.
1994: Director Geral dos Tradicionalmente, a integração de aplicações tem vindo a criar as chamadas ligações
Sectores Financeiro e “spaghetti”, cada vez mais complicadas, mais caras e mais lentas. Com um novo sistema,
Público Unisys. mais exponencialmente se complica a infra-estrutura global e mais emaranhado se torna o
1992: Director Geral dos conjunto.
Mercados Financeiros Unisys.
1988: Depart. Daí o interesse progressivo nas tecnologias EAI (Enterprise Application Integration). Estas
Marketing/Depart. Comercial tecnologias, que incluem soluções Web e Middleware especializado, estabelecem a
de Telecomunicações da chamada “infra-estrutura de integração” ou camada intermédia entre sistemas. Quando
Rima/Nixdorf. implementada, bastará ligar qualquer novo sistema a essa camada para garantir a
1986: Reorganiza a interoperacionalidade.
subsidiária da Unisys, com
funções de Product Marketing. Fácil? Como conceito sim. No entanto, é tarefa árdua já que se torna necessário não só
1986: Sperry ligar os vários sistemas à camada EAI mas também garantir que os dados estão
Univac/Burroughs dando consistentes para poderem ser inter-utilizados. E isto pode ser muito complexo.
origem à Unisys.
1985: Funções na Além disso, para uma operação delicada e, obviamente, onerosa, onde está o retorno de
International Division da curto prazo já que hoje processos de longo prazo...?
Sperry (EUA/Blue Belll).
1980: Assistente de A única alternativa é “apanhar a boleia” da primeira nova implementação significativa, seja
Introdução aos ela o arranque de um novo Call Center ou a expansão do canal Internet. Terá que se
Computadores e investir no futuro usando uma ponta do iceberg!
Programação e de Cálculo
Automático no IST. Não esquecer que, entre outras vantagens, a camada de integração permitirá não só a
1979: Gestor de Projecto ligação de sistemas internos como externos: clientes e fornecedores poderão interagir sem
BESCL, Sperry. alterar os seus próprios sistemas de base.
1975: Sperry Univac
Director da Câmara de Mais uma vez: é fácil? Não! Mesmo com ferramentas sofisticadas e aproximações
Comércio Luso-Americana e inovadoras, a integração consumirá sempre esforço, tempo e recursos. Daí que se tenha
membro de várias associações. que fazer bem à primeira.
Interesses: Leitura, Arte
(nomeadamente Pintura Para já, é indispensável compreender os objectivos do negócio e quais as iniciativas que
Contemporânea) e se propõem poupar dinheiro ou produzir dinheiro. A partir daí há que apurar quais as
Antiguidades. alterações de negócio e que sistemas de informação são indispensáveis.

134
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A Visão Estratégica dos Líderes

Aí a palavra mágica é colaboração. Se a houver entre os especialistas do negócio e os da


informação, então os planos de negócio tendem a ser tecnicamente realizáveis e os
sistemas coincidentes com as necessidades do negócio. Boa colaboração, além de tudo
o mais, pode permitir a detecção de áreas de retorno rápido, com alto benefício e boa
visibilidade, indispensáveis à aceitação de um projecto complexo. Este deve ser liderado
por uma equipa interdisciplinar, tanto no processo de decisão como no de implementação,
incluindo utilizadores finais e gestores de departamentos horizontais, tendo como objectivo
comum o resultado global.

Por último, não esquecer que é durante o projecto de integração que a transferência de
conhecimento se deve efectuar, seja entre o integrador e o cliente seja pelo envolvimento
dos técnicos dos sistemas tradicionais que deverão compreender e aceitar os novos
sistemas.

A Alta Direcção deverá entender um esforço de integração como uma oportunidade real de
repensar e transformar a organização, reganhando o enfoque no que é importante.
Tipicamente, só uma meia dúzia de processos diferenciam, verdadeiramente, uma
companhia. Todo o resto será necessário e importante, mas não garante a sua sobrevivência.
Encontrar os três ou quatro processos altamente críticos, que garantem a competitividade
e asseguram a rentabilidade torna-se uma tarefa prioritária. Integrá-los significará aumentar
a eficiência, velocidade de resposta e verdadeira diferenciação de mercado. Essa poderá
ser a chave para ajudar as organizações a cortar custos, acelerar o retorno dos investimentos
e reagir com rapidez e flexibilidade, tirando partido da evolução das oportunidades de "...fácil? Não! Mesmo com
mercado. ferramentas sofisticadas e
aproximações inovadoras, a
integração consumirá sempre
esforço, tempo e recursos. Daí
que se tenha que fazer bem à
primeira."

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Enquadramento Económico

Capítulo 2

Reportium XXI Consulting


Consultoria e Serviços em Telecomunicações, Lda.

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Enquadramento Económico

CAPÍTULO 2 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO


2.1 Análise da Conjuntura Internacional

A tendência de recuperação da actividade económica mundial em 2003 intensificou-se


após um período de incerteza relacionado principalmente com tensões geopolíticas,
Receita Total das
ameaças terroristas, epidemia da síndrome respiratória aguda e receios deflacionistas. O
Administrações Públicas
aumento do ritmo de crescimento que ascendeu a 3,5% em 2003, face aos 2,7% de 2002,
foi impulsionado pela recuperação do investimento e do comércio mundial bem como pela (variação entre 1990-2004)
manutenção de políticas económicas expansionistas nas principais economias mundiais. Grécia 9,4% do PIB
No Gráfico 2.1 ilustramos a evolução da economia mundial entre 2001 e 2003 (valores
reais), e até 2006 (valores previsionais), na óptica da Comissão Europeia. Portugal 6,0% do PIB

Bélgica 3,0% do PIB


Gráfico 2.1 - Evolução da Economia Mundial (2001-2006) Itália 2,8% do PIB
6 França 2,2% do PIB
5,0%
Variação em volume (%)

5 4,2% 4,2% Dinamarca 1,8% do PIB


4 3,5%
Reino Unido -0,2% do PIB
3 2,7%
2,4%
Áustria -1,0% do PIB
2
Finlândia -1,5% do PIB
1
Luxemburgo -3,1% do PIB
0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 Holanda -3,9% do PIB

Fonte: Estimativas e Previsões da Comissão Europeia Irlanda -4,9% do PIB

Contudo, mantiveram-se algumas disparidades no comportamento dos principais blocos


económicos. Enquanto que no Gráfico 2.2, onde também se apresenta a evolução do
Produto Interno Bruto real da economia alemã e portuguesa.

Gráfico 2.2 - PIB Real (2001-2005)


5
Variação em volume (%)

4 3,7%
3 2,8%
2,4%
2 2,1%
1,8%
1 Despesa Primária das
0 Administrações Públicas
-1 (variação entre 1990-2004)
-2
Portugal 12,7% do PIB
2001 2002 2003 2004 2005
EUA Japão Área Euro Alemanha Portugal Grécia 5,9% do PIB
Fonte: Estimativas e Previsões da OCDE
Reino Unido 4,5% do PIB

Nas perspectivas para 2004 e 2005 a Comissão Europeia admite, nas projecções de França 3,8% do PIB
“Outono de 2004”, uma revisão em alta para 2004 e em baixa para 2005, Bélgica 2,7% do PIB
comparativamente às projecções efectuadas na “Primavera de 2004” (Gráfico 2.3).
Efectivamente, antecipa um crescimento económico mundial de 5% para 2004 e um Finlândia 2,1% do PIB
crescimento de 4,2% para 2005. Dinamarca 1,7% do PIB

Luxemburgo 1,6% do PIB


O panorama e perspectivas que a economia mundial apresenta reflectem em grande
medida a aceleração do crescimento económico nos EUA, Japão e restantes países Áustria 1,4% do PIB
asiáticos, com destaque para a China. Para o fortalecimento da economia mundial foi Itália 0,9% do PIB
admitido a melhoria das condições financeiras, as políticas económicas acomodatícias e a
retoma da confiança dos consumidores e empresários. Irlanda -3,1% do PIB

Holanda -4,4% do PIB


O aumento da procura mundial pressionou, no sentido da alta, os preços das matérias
primas estimando-se para 2004, que o preço médio do petróleo bruto Brent se situe próximo
dos 39,3 dólares/barril (28,5 dólares/barril em 2003). No entanto, no terceiro trimestre de
2004 registaram-se vários recordes nos preços do petróleo, tendo-se observado uma média
de 40,6 dólares por barril. Segundo a Comissão Europeia, os preços do petróleo em 2005
poderão crescer 15% e em 2006 estima-se um crescimento de 11%.
139
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Gráfico 2.3 a) - PIB a Preços Constantes
(2004)

6
Despesas com Pessoal das 5,0%

Variação anual em %
5 4,5%
4,1% 4,2% 4,4% 4,2%
Administrações Públicas em 4 3,8%
3,4%
2003 3
1,8% 2,1%
Dinamarca 17,9% do PIB 2 1,7% 1,7%

1
Suécia 16,6% do PIB
0
Portugal 15,0% do PIB Economia EUA Japão Área Euro
Mundial
França 13,9% do PIB Outono 2003 Primavera 2004 Outono 2004

Finlândia 13,8% do PIB Fonte: Previsões da Comissão Europeia

Bélgica 12,1% do PIB


Gráfico 2.3 b) - PIB a Preços Constantes
Grécia 11,9% do PIB (Previsões para 2005)

Itália 11,1% do PIB 5


4,3%
4,1% 4,2%
Variação anual em %

4
UE-15 Média 11,0% do PIB 3,3% 3,2%
3,0%
3
Holanda 10,8% do PIB 2,3% 2,3% 2,3%
2,1% 2,0%
2 1,5%
Reino Unido 10,5% do PIB
1
Espanha 10,3% do PIB
0
Áustria 9,6% do PIB Economia EUA Japão Área Euro
Mundial
Irlanda 8,8% do PIB Outono 2003 Primavera 2004 Outono 2004
Luxemburgo 8,6% do PIB Fonte: Previsões da Comissão Europeia

Alemanha 7,8% do PIB


A barreira psicológica dos 50 dólares, um valor em termos nominais jamais atingido na
história do petróleo, foi ultrapassado em 2004. Mais do que um excesso de procura a
recente escalada dos preços parece reflectir os riscos geopolíticos – receio de que sejam
perpetrados ataques terroristas contra elos fundamentais da cadeia de
produção/distribuição, designadamente sobre os portos, petroleiros, oleodutos, para além
Transferências para Famílias dos próprios locais de extracção.
como Despesa das
Administrações Públicas
Todavia, a partir de 1998 a evolução do preço médio anual do petróleo Brent tendo sido
tendencialmente crescente. Esta situação prolongada não é nova, pois se considerarmos a
em 2003
década de 1974 a 1985, registaram-se dois choques petrolíferos sucessivos,
Alemanha 27,1% do PIB nomeadamente em 1973/74 e 1978/80, conforme se ilustra pelo Gráfico 2.4.
França 24,4% do PIB
Gráfico 2.4 - Preço Médio Anual do Brent (1971-2003)
Áustria 24,2% do PIB
40 37,00 Unidade: USD / barril
Bélgica 23,3% do PIB
33,04
32 28,51
Suécia 21,5% do PIB
24 23,60
Luxemburgo 21,3% do PIB
16 12,76
UE-15 Média 21,0% do PIB
8
Holanda 20,9% do PIB 2,25
0
Finlândia 19,1% do PIB
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004

Dinamarca 18,5% do PIB


2004: Média até o mês de Maio
Grécia 17,8% do PIB Fonte: Direcção Geral de Energia

Portugal 17,2% do PIB


Relativamente ao impacto da situação actual sobre a actividade económica mundial,
Espanha 14,9% do PIB salienta-se que, num estudo elaborado em 2004 pela Agência Internacional da Energia e
Reino Unido 13,5% do PIB pela OCDE, é referido um aumento duradouro no preço do crude, na ordem, dos 10
dólares por barril, o que induz num abrandamento global do PIB mundial em cerca de
Itália 11,1% do PIB
0,4% até 2006. Tendo por base esta correlação, afigura-se como provável que os
Irlanda 10,5% do PIB principais organismos internacionais antecipem nas projecções de “Outono de 2004”
níveis de crescimento mais baixos para 2005, tal como já sucedeu com as previsões da
Comissão Europeia.

140
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Enquadramento Económico

No Quadro 2.1 apresentamos uma memória descritiva dos pontos críticos da evolução do
preço do Brent entre finais de 1973 e o primeiro semestre de 2004, que ajudam a
compreender a problemática combinada entre os fenómenos económico-sociais e o preço
do petróleo. Despesa Corrente Primária
Total das Administrações
Quadro 2.1
Públicas em 2003
Memória descritiva: Pontos críticos na evolução do preço do petróleo Brent
Suécia 52,0% do PIB
4º Trimestre de 1973 2,50 dólares por barril
Outubro de 1973 Guerra do Yon Kippur e Embargo Dinamarca 50,9% do PIB
2º Trimestre de 1974 13 dólares por barril (equivale a 40 dólares actuais) França 47,1% do PIB
Outubro de 1978 Revolução no Irão, Queda do Xá
Finlândia 45,6% do PIB
Setembro de 1980 Guerra Irão/Iraque
1º Trimestre de 1982 40 dólares por barril (equivale a cerca de 70 dólares actuais) Áustria 44,3% do PIB
Agosto de 1990 Invasão do Kuwait pelo Iraque
Bélgica 42,6% do PIB
1990/91 Guerra do Golfo
30 dólares por barril (equivale a cerca de 40 dólares actuais) Alemanha 41,9% do PIB
1991
1997/99 Quebra de preços (mínimos nos 10 dólares por barril) Holanda 41,8% do PIB
Março de 1999 OPEP inicia cortes na produção
UE-15 Média 41,4% do PIB
Novembro de 2000 30 dólares por barril
2002 média de 24,99 dólares por barril Portugal 40,1% do PIB

Dezembro de 2002 Greve na Venezuela (5º exportador mundial) Reino Unido 38,7% do PIB
2003 Ocupação do Iraque
Itália 38,7% do PIB
2003 média de 28,8 dólares por barril
Junho de 2004 Greve na Noruega (3º exportador mundial) Grécia 37,6% do PIB
Julho de 2004 Disputa sobre a Yukos (Rússia, 2º produtor mundial) Luxemburgo 38,4% do PIB
Agosto de 2004 Luta política na Venezuela
Espanha 32,3% do PIB
1º Semestre de 2004 média de 33,04 dólares por barril
Irlanda 28,3% do PIB
Fonte: Oil and the Macroeconomy since the 1970's, Barsky and Kilian, Julho 2004; DGE

2.1.1 A Economia Norte Americana

Nos Estados Unidos a retoma económica registou uma evolução positiva em 2003, tendo o
crescimento do PIB ascendido a 3,1%, comparativamente aos 2,2% verificados no ano 2002. Despesas Totais das
Administrações Públicas em
Na óptica da despesa destaca-se, após dois anos de contracção, o crescimento de 3,9%
2003
no investimento empresarial (Formação Bruta de Capital Fixo) reflexo de condições de
financiamento bastante favoráveis, aumento dos lucros e perspectivas de forte procura Suécia 57,6% do PIB
(Quadro 2.2). Dinamarca 56,4% do PIB

Quadro 2.2 França 54,1% do PIB

Estados Unidos da América 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Bélgica 51,0% do PIB
Preços correntes
Taxas de variação em volume Finlândia 50,7% do PIB
10^9 dólares
Despesas de Consumo das Famílias 6.739 2,5 3,4 3,1 3,8 3,2 Áustria 50,6% do PIB
Consumo público 1.417 2,8 3,6 3,9 2,5 1,9
Grécia 50,1% do PIB
Formação bruta de capital fixo 1.984 -2,2 -2,2 3,9 7,3 6,0
Variação de existências 57 -0,9 0,4 -0,1 0,3 0,2 Holanda 48,9% do PIB
Procura interna 10.197 0,7 2,8 3,3 4,5 3,7 Itália 48,5% do PIB
Exportações de bens e serviços 1.096 -5,2 -2,4 2,0 10,4 10,6
UE-15 Média 48,3% do PIB
Importações de bens e serviços 1.476 -2,6 3,3 4,0 7,4 8,1
PIBpm 9.817 0,5 2,2 3,1 4,7 3,7 Alemanha 48,0% do PIB

Taxa de desemprego 4,0 4,8 5,8 6,0 5,5 5,2 Portugal 47,6% do PIB
Taxa de Inflação 1 2,5 2,0 1,4 1,8 1,9 1,4 Luxemburgo 45,1% do PIB
Taxa de juro de curto prazo 6,5 3,7 1,8 1,2 1,3 2,9
Reino Unido 43,2% do PIB
1
Deflator do Consumo das Famílias
Espanha 39,6% do PIB
Fonte: OCDE
Irlanda 34,4% do PIB

A FBCF em equipamento e software registou em 2003 uma recuperação bastante


significativa, sendo de destacar o dinamismo do investimento em tecnologias de
141
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informação, cujo crescimento aumentou de 0,4% em 2002 para 13,8% em 2003. Esta
situação foi o resultado da concessão de incentivos fiscais ao nível da amortização deste
tipo de equipamentos.

Adicionalmente, o desempenho da economia norte-americana em 2003 beneficiou de um


forte estímulo das políticas económicas.

A política orçamental manteve-se expansionista quer do lado da despesa (continuação de


um forte aumento das despesas em defesa e segurança nacional) quer do lado da receita
(reduções de impostos sobre o rendimento, a diminuição dos impostos sobre dividendos e
ganhos de capital, e o aumento dos incentivos ao investimento através da possibilidade de
amortizações aceleradas). Esta conduta traduziu-se numa deterioração do défice
orçamental que aumentou em 3,5% (do PIB) em 2003, face ao crescimento de 1,5% (do
PIB) registado em 2002.

A política monetária seguida nos EUA tem conduzido as taxas de juro a níveis
IVA (taxa standard) em 2005, historicamente baixos. O comité de Operações de Mercado Aberto do Sistema da Reserva
Países Europeus
Federal reduziu a taxa de referência dos federal funds em 25 pontos base, para 1%, em
Junho de 2003 (em 2001 a taxa de referência era de 6,75%). Esta decisão foi tomada num
Suécia 25,0% contexto de expectativas de inflação baixas e reduzido grau de utilização de recursos da
Dinamarca 25,0% economia norte-americana.
Finlândia 22,0%
Quanto ao consumo das famílias verificou-se em 2003 um crescimento de 3,1%, não
Polónia 22,0% obstante os níveis baixos de confiança e a situação desfavorável do desemprego. Esta
Portugal 21,0%
situação resultou, essencialmente, da manutenção do crescimento do rendimento
disponível após uma significativa redução de impostos. O consumo privado teve como
Bélgica 21,0% impulsionador o aumento da despesa de bens duradouros que se cifrou em 7,4% em 2003.
Irlanda 21,0%
Apesar do aumento do endividamento, a riqueza líquida das famílias aumentou em 2003,
Áustria 20,0%
após a deterioração observada nos últimos anos, em virtude da recuperação verificada nos
Itália 20,0% mercados accionistas, que cresceu à continuada valorização do património imobiliário. A
taxa de poupança das famílias manteve-se num nível bastante baixo, de 2,1% do
França 19,6%
rendimento disponível em 2003.
República Checa 19,0%

Holanda 19,0% Salienta-se ainda, numa análise comparativa com o biénio 2001 e 2002, o facto de em
2003, o crescimento do volume das importações ter superado o das exportações. Esta
Grécia 18,0%
inversão corresponde ao maior crescimento da procura interna nos Estados Unidos do que
Malta 18,0% nos seus parceiros comerciais.
Lituânia 18,0%
Adicionalmente, o investimento empresarial no EUA apresentou variações positivas a partir
Estónia 18,0% do segundo trimestre de 2003, resultado do aumento da confiança dos empresários e da
Reino Unido 17,5% evolução favorável dos lucros.

Espanha 16,0% 2.1.2 A Economia Japonesa


Alemanha 16,0%
Após a recessão de 2002, a actividade económica no Japão cresceu, em 2003 cerca de
Luxemburgo 15,0%
2,6%, prevendo-se para 2004 e 2005 a manutenção desta tendência.

A recuperação da actividade económica esteve relacionada não só com a melhoria da


envolvente externa, como também com a melhoria do investimento privado. As exportações
japonesas beneficiaram do dinamismo das economias americana e chinesa, enquanto o
investimento reflectiu o processo de reestruturação empresarial desenvolvido nos últimos anos.

Por sua vez, o continuado dinamismo das exportações (crescimento real de 10% em
2003 face aos 8% verificados em 2002) traduziu-se numa recuperação da produção
industrial, nomeadamente nos sectores de maquinaria eléctrica e geral, tendo a forte
expansão do investimento empresarial sido suportada pela recuperação dos lucros
empresariais bem como por algumas melhorias estruturais dos balanços das
empresas. No Quadro 2.3 apresentamos os indicadores da conjuntura da economia
japonesa entre 2000 e 2005.

As exportações terão ainda beneficiado da evolução do Iene, que depois da


depreciação significativa em termos reais efectivos ocorrida em 2001 e 2002, voltou em
142
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Enquadramento Económico

Quadro 2.3
Japão 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Preços correntes
Taxas de variação em volume
10^12 iene
Despesas de Consumo das Famílias 286 1,7 0,9 1,1 1,7 1,5
Consumo público 84 3,0 2,4 1,2 2,0 2,3
Formação bruta de capital fixo 135 -1,1 -6,1 3,3 3,4 1,9
Variação de existências 0 0,0 -0,2 0,3 0,0 0,1
Procura interna 504 1,2 -1,0 2,0 2,2 1,9
Exportações de bens e serviços 55 -6,1 8,0 10,0 12,5 12,1
Importações de bens e serviços 48 0,1 1,9 4,9 6,9 7,2
PIBpm 512 0,4 -0,3 2,7 3,0 2,8

Taxa de desemprego 4,7 5,0 5,4 5,3 5,0 4,6


Taxa de Inflação 1 -1,3 -1,6 -1,3 -1,4 -1,2 -0,7
Taxa de juro de curto prazo 0,25 0,12 0,06 0,04 0,03 0,03
1
Deflator do Consumo das Famílias IVA (taxa reduzida) em 2005,
Fonte: OCDE Países Europeus

Dinamarca (não existe)


2003, a sofrer uma ligeira depreciação, num contexto de significativas intervenções Irlanda 13,5%
cambiais impostas pelas autoridades japonesas, no sentido de impedir o fortalecimento
Itália 10,0%
da moeda japonesa.
Áustria 10,0%
Contrariamente ao que aconteceu em 2002, o contributo das despesas de consumo das Finlândia 8,0% / 17,0%
famílias para o crescimento do PIB registou um ligeiro aumento (1,1% em 2003, que compara
com 0,9% em 2002), reflectindo uma lenta evolução do mercado de trabalho face à Grécia 8,0%
recuperação da actividade económica. A taxa de desemprego manteve-se, em 2003, em níveis Espanha 7,0%
historicamente elevados para o Japão de, aproximadamente, 5,3% da população activa.
Alemanha 7,0%

A política macroeconómica desempenhou um papel importante no suporte à procura interna. Suécia 6,0% / 12,0%
A política orçamental foi mais uma vez expansionista, traduzida num corte de impostos de
Bélgica 6,0%
1,8 milhões de ienes, contribuindo para a continuação de um défice orçamental próximo de
8% do PIB. Contudo, verificou-se uma contracção da despesa pública suportada por Holanda 6,0%
descidas significativas nas despesas de investimento público. Luxemburgo 6,0%

França 5,5%
A política monetária manteve o sentido expansionista não só porque as taxas de juro permanecem
em níveis próximos de zero, mas também porque o Banco do Japão alargou a base de activos Portugal 5,0% / 12,0%
utilizados nas operações de recompra para ceder liquidez ao sistema financeiro. De acordo com
Lituânia 5,0% / 9,0%
o Banco do Japão a prossecução da política expansionista irá manter-se até que a inflação seja
positiva e que o risco da economia cair numa situação de deflação seja negligenciável. Malta 5,0%

Estónia 5,0%
O emprego voltou a apresentar uma quebra em 2003, embora menos significativa do
Reino Unido 5,0%
verificado em 2001 e 2002. A taxa de desemprego reduziu-se no segundo semestre,
situando-se em 4,9%, nível relativamente elevado em termos históricos para a Economia República Checa 5,0%
Japonesa. Neste contexto, as remunerações por trabalhador registaram novamente uma
Polónia 3,0% / 7,0%
diminuição em termos nominais.

Apesar da recuperação da actividade, a deflação persiste. Contudo, a evolução registada


em 2003 pronuncia uma retoma mais sustentada da economia japonesa para os
próximos anos.

2.1.3 A Economia da América Latina

Nos mercados emergentes, a estabilização foi a tónica dominante, após a instabilidade que
caracterizou o ano de 2002. A Argentina deu prioridade à recuperação da sua economia,
em detrimento do acesso aos mercados internacionais de crédito, tendo-se observado um
forte crescimento do PIB real, de 8,7% em 2003 que compara com os 10,9% em 2002.

No Brasil, a estabilização da economia internacional e o cumprimento de uma agenda


macroeconómica de continuidade contribuíram para eliminar quase totalmente, dos activos
brasileiros, o prémio de risco que havia sido incorporado em 2002. Os objectivos acordados
com o FMI em termos de contas públicas foram cumpridos, enquanto a desaceleração da
143
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inflação permitiu ao Banco Central prosseguir a redução das taxas de juro de referência.
Apesar desta redução, a manutenção de condições monetárias restritivas teve um impacto
negativo na procura interna. Deste modo, o PIB registou, em 2003, um crescimento de -0,2%.

No México, a actividade económica real apresentou um crescimento moderado de 1,3%,


em grande medida devido ao sector da indústria transformadora, cujas exportações ficaram
aquém da recuperação nos Estados Unidos

Em termos estruturais (e não obstante as diferenças específicas inter-países), os elevados


níveis de dívida pública são a principal fonte de vulnerabilidade da América Latina, sendo
necessárias reformas do sector público orientadas para a melhoria da sustentabilidade da
dívida. Para garantir as bases para um crescimento sustentável nesta região são
imprescindíveis progressos institucionais e estruturais que fortaleçam o enquadramento
jurídico e promovam o desenvolvimento do sector financeiro, bem como medidas de
redução da pobreza e da acentuada desigualdade. A actual fase expansionista da
actividade é propícia à resolução destas dificuldades estruturais.
Vencimento Mínimo Mensal em
2004, Países Europeus e EUA 2.1.4 A Economia da União Europeia
Suécia 1.520,35€
O crescimento do PIB no conjunto dos países da Área do Euro foi de 0,5% em 2003,
Luxemburgo 1.438,01€
abrandando de uma taxa de crescimento de 0,9% em 2002. Esta evolução reflecte a
Dinamarca >1.350€ recessão na Alemanha e em Portugal e o fraco crescimento das economias francesa e
italiana (Quadro 2.4).
França 1.286,09€
Quadro 2.4
Holanda 1.264,80€
PIB em Volume na União Europeia
2000 2001 2002 2003 2004 2005
Bélgica 1.210,0€ Estimativas e Previsões
Taxas de variação (%)
Alemanha 7,50€ por hora
Área Euro 3,5 1,7 0,9 0,5 1,6 2,4
Finlândia >1.200€ Alemanha 2,9 1,0 0,2 -0,1 1,1 2,1
Reino Unido 7,14€ por hora França 4,2 2,1 1,1 0,5 2,0 2,6
(1.197,0€) Itália 2,9 1,7 0,4 0,4 0,9 1,9
Reino Unido 3,1 2,1 1,6 2,2 3,1 2,7
Áustria 1.100€ Espanha 4,2 2,8 2,0 2,4 2,9 3,3
Itália >1.000€ Grécia 4,2 4,0 3,9 4,2 4,0 3,5
Irlanda 11,5 6,2 6,9 1,4 3,4 4,6
Irlanda 7,00€ por hora
Portugal 3,7 1,8 0,5 -1,3 0,8 1,8
EUA 727,00€
Fonte: OCDE
Grécia 559,98€
O débil aumento da procura agregada ocasionado pelas despesas de consumo
Eslovénia 491,45€ privado e público, foi contrariado quer por uma redução da formação bruta de
capital fixo, resultante, em parte, do ajustamento financeiro das empresas
Espanha 490,80€
(consequência do elevado nível de endividamento atingido no passado recente e
Portugal 365,50€ (2005: 374,70 €) da perda de valor de alguns activos), quer pela queda das exportações, associada,
Hungria 210,60€ em parte, à apreciação do Euro. De notar que esta debilidade da procura agregada,
particularmente sentida nos sectores industrial e de construção, não se tem
República Checa 210,09€
manifestado de forma homogénea em todos os Estados-Membros da Área do Euro,
Polónia 201,10€ nomeadamente, em Espanha, Grécia, Reino Unido e Irlanda, países que têm
apresentado taxas de crescimento do PIB claramente superiores à média.

A taxa de desemprego na Área do Euro aumentou ligeiramente, de 8,4% em 2002 para


8,8% em 2003. Refira-se que, este aumento, surge com um nível estável no emprego o que
indica que o aumento do número de desempregados reflecte o crescimento contínuo da
população activa. O aumento do desemprego verificou-se em quase todos os países,
conforme se identifica pelo Quadro 2.5.

O baixo nível de utilização dos recursos produtivos, com valores de produção inferiores ao
potencial e com taxas de desemprego crescentes, contribuiu para a redução da inflação ,que
em 2002 cresceu 2,2% enquanto em 2003 cresceu apenas 1,9% conforme Quadro 2.6.

A fragilidade da recuperação económica, também influenciada por factores de natureza


geo-política, a par de um cenário de desaceleração da inflação, induziram uma descida das
taxas directoras por parte do BCE em 75 pontos base acumulados entre Março e Junho de
2003 (25 e 50 pontos base, respectivamente) encontrando-se fixada em 2%.
144
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Enquadramento Económico

Quadro 2.5
Taxa de Desemprego na União Europeia
2000 1 2001 2002 2003 2004 2005
Estimativas e Previsões
Taxas de variação (%)
Área Euro 11.694 8,0 8,4 8,8 8,8 8,5
Alemanha 3.065 7,4 8,1 8,7 8,8 8,5
França 2.504 8,7 9,0 9,7 9,9 9,6
Itália 2.495 9,6 9,1 8,8 8,6 8,5
Reino Unido 1.611 5,1 5,2 5,0 4,8 4,8
Espanha 1.905 10,5 11,4 11,3 10,9 10,2
Grécia 495 10,5 10,2 9,5 8,8 8,4
Irlanda 76 3,9 4,4 4,7 4,8 4,8 Receitas/Despesas das
Portugal 206 4,1 5,1 6,4 6,7 6,6 Administrações Públicas em
1
População desempregada em milhares 2004 de vários Países
Fonte: OCDE Noruega 11,5%

Dinamarca 2,8%
Quadro 2.6
Inflação1 na União Europeia Finlândia 2,1%
2000 2001 2002 2003 2004 2005
Estimativas e Previsões
Estónia 1,8%
Taxas de variação (%)
Área Euro 1,9 2,3 2,2 1,9 1,7 1,5 Suécia 1,4%
Alemanha 1,5 1,3 1,6 1,0 0,8 0,8 Irlanda 1,3%
França 1,2 1,7 2,4 1,4 1,6 1,6
Itália 2,8 2,7 3,1 2,9 2,5 2,4 Canadá 1,1%
Reino Unido 0,7 2,3 3,3 3,1 2,3 2,1 Bélgica 0,1%
Espanha 3,2 4,2 4,4 4,2 3,5 3,2
Islândia 0,1%
Grécia 3,2 3,5 3,9 3,6 3,8 3,6
Irlanda 4,6 5,1 5,4 0,6 1,8 2,4 Espanha -0,3%
Portugal 2,8 4,4 4,7 2,3 2,4 2,1
Lituânia -0,8%
1
Taxa de variação do Deflator do Consumo Privado
Luxemburgo -1,1%
Fonte: OCDE
Áustria -1,3%

Eslovénia -1,9%

Lituânia -2,5%
Gráfico 2.5 a) - Cotação Média Anual do Euro face ao Dólar e Libra
(2000-2005) Holanda -2,5%
1,4
1,208 1,195
1,129 EU-15 média -2,6%
1,2
1 Euro por moeda estrangeira

0,921 0,941
1,0 0,895 Portugal -2,9%
0,8
República Checa -3,0%
0,6 0,691 0,670 0,668
0,608 0,621 0,628 Itália -3,0%
0,4
Reino Unido -3,2%
0,2
0,0 Alemanha -3,7%
2000 2001 2002 2003 2004 2005 França -3,7%
EUA - Dólar R.Unido - Libra
Fonte: OCDE EUA -4,4%

Polónia -4,8%
Gráfico 2.5 b) - Evolução da Cotação Média Anual do Euro face ao Grécia -6,1%
Dólar e Libra (2000-2005)
140
Japão -6,5%

120
Ano 2000 = 100

100

80
2000 2001 2002 2003 2004 2005
EUA - Dólar R.Unido - Libra
Fonte: OCDE

145
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Pelo Gráfico 2.5 a) (página anterior) podemos verificar que, em 2003 o Euro, apreciou-se
em cerca de 20% face ao Dólar. A forte apreciação do Dólar aconteceu num contexto
marcado pela consolidação da retoma económica nos Estados Unidos e foi motivada pelos
sucessivos cortes das taxas directoras da Reserva Federal desde o início de 2001 e pelo
elevado défice das contas externas norte-americanas. Relativamente à Libra, a moeda
europeia apreciou-se cerca de 9% em 2003, conforme se ilustra pelo Gráfico 2.5
b).(também na página anterior)

Pelo terceiro ano consecutivo, os saldos orçamentais na Área do Euro deterioraram-se,


apresentando um défice médio de 2,7% do PIB em 2003, comparativamente aos 2,3%
registados em 2002 (Gráfico 2.6). A acentuada deterioração, ficou sobretudo a dever-se à
Dívida Pública das actuação dos estabilizadores automáticos, num contexto macroeconómico
Administrações Públicas em consideravelmente menos favorável do que o esperado. À semelhança do registado em
2004 de vários Países 2002, em 2003, a maioria dos países não conseguiu cumprir os saldos orçamentais
Japão 164,0%
definidos nos programas de estabilidade apresentados. Em média, a falha no cumprimento
dos objectivos atingiu quase 1% do PIB.
Grécia 110,5%

Itália 105,8% A Alemanha terá registado, em 2003, o ponto mais baixo do ciclo económico iniciado em
2001. O PIB apresentou uma variação negativa, que se estima em -0,1%, depois de em
Bélgica 95,6%
2002 ter registado um crescimento simbólico de 0,2%. Este resultado continua a estar
Canadá 70,7% influenciado pelo crescimento negativo das despesas de consumo das famílias e
investimento bem como pela diminuição do ritmo de crescimento das exportações
Alemanha 66,0%
suportada pela apreciação do Euro. A taxa de desemprego atingiu 8,7% em 2003,
França 65,6% comparativamente aos 8,1% verificados em 2002 (Quadro 2.5). Na totalidade do ano de
Áustria 65,2% 2003, a inflação não ultrapassou 1,0% (Quadro 2.6).

EU-15 média 64,7%


Quanto ao défice das contas públicas, deteriorou-se em 2003 tendo-se aproximado dos 4%
EUA 63,4% do PIB (Gráfico 2.6). Contudo, o Conselho ECOFIN de 25 de Novembro decidiu não actuar
com base nas recomendações da Comissão e concordou em suspender os procedimentos
Portugal 61,9%
relativos aos défices excessivos.
Hungria 57,6%
Gráfico 2.6 - Necessidades de Financiamento de
Holanda 55,7%
Administrações Públicas (2001-2005)
Suécia 51,2% 2001 2002 2003 2004 2005
Espanha 48,9% 2
1
Noruega 46,5%
Percentagem do PIB

0
Finlândia 45,1%
-1
Polónia 43,6% -2
Eslováquia 43,6% -3

Dinamarca 42,7% -4
-5
Reino Unido 41,6%
Área €uro Alemanha França Espanha
República Checa 37,4% Grécia Irlanda Portugal
Fonte: OCDE
Irlanda 29,9%

Eslovénia 29,4% A economia Francesa encontra-se em desaceleração desde 2001. A taxa de crescimento
Lituânia 19,7% do PIB próxima de zero em 2003, mais propriamente 0,5% (Quadro 2.4), terá decorrido da
evolução negativa da procura externa e do investimento bem como do reduzido espaço de
Luxemburgo 7,5%
manobra para implementar políticas expansionistas. Relativamente ao défice das contas
Estónia 4,9% públicas, também a França ultrapassou em 2003 o limite dos 3% do PIB e beneficiou da
flexibilização do Conselho ECOFIN de 25 de Novembro face à disciplina imposta pelo Pacto
de Estabilidade e Crescimento, não tendo sido accionado o procedimento relativo aos
défices excessivos. Em 2003 a taxa de desemprego aproximou-se dos dois dígitos tendo
aumentado para 9,7%, contra 9,0% em 2002 (Quadro 2.5).

No Reino Unido, o crescimento da economia apresentou-se em contra-ciclo com a


média dos países da Zona Euro. O PIB evoluiu positivamente tendo crescido 2,2% em
2003, o que compara com 1,6% em 2002 (Quadro 2.4). Tal como em 2002, a expansão
da economia britânica foi sobretudo impulsionada pela procura interna, que terá
continuado a beneficiar do estímulo das políticas orçamental e monetária. Durante o ano
de 2003, o Banco de Inglaterra alterou por três ocasiões a taxa de juro oficial: em
146
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Enquadramento Económico

Fevereiro e Julho reduziu as taxas em 0,25 pontos percentuais, passando para 3,5%,
enquanto em Novembro subiu 0,25 pontos percentuais, fixando a taxa em 3,5%. O
emprego total expandiu-se, apoiado pelo forte aumento do número de postos de
trabalho no sector público e a taxa de desemprego desceu 0,2 pontos percentuais face
a 2002, situando-se em 2003 nos 5% (Quadro 2.5). A taxa de inflação manteve-se
moderada na casa dos 3% (Quadro 2.6).

A economia Espanhola continuou a sobressair, revelando de novo um crescimento do


PIB mais robusto que o conjunto dos países da Área do Euro. A aceleração do
crescimento entre 2002 e 2003 foi suportada pela procura interna, desatacando-se a
performance muito positiva dos sectores da construção e do imobiliário. Para além da
descida de impostos e do efeito dos juros historicamente baixos, com impacto positivo
sobre o rendimento disponível das famílias, o desempenho da procura interna explica- Produtividade por Hora de
se pela criação de emprego e pela descida da taxa de inflação (Quadros 2.4, 2.5, 2.6 e Trabalho em 2003 (PIB em PPC
Gráfico 2.6). / Hora de Trabalho)

2.1.5 O Alargamento da União Europeia Noruega 138,9

Luxemburgo 126,1
No dia 1 de Maio de 2004, dez novos países (República Checa, Estónia, Chipre, Letónia,
Bélgica 120,5
Lituânia, Hungria, Malta, Polónia, Eslovénia e Eslováquia) passaram a ser parte integrante
da União Europeia. França 119,8

Irlanda 114,5
Estes países aderiram à União Económica e Monetária (UEM) com o estatuto de
“países que beneficiam de uma derrogação” (isto é, países que ainda não adoptaram o EUA 113,5
Euro) mas com os respectivos bancos centrais a fazer parte integrante do SEBC. Holanda 111,1
Quando for considerado que os dez novos países tenham alcançaram uma
Alemanha 102,5
convergência sustentável, cumprindo os critérios de convergência de Maastricht,
poderão adoptar o Euro. Consequentemente, os seus bancos centrais passarão a fazer EU-15 média 100,0
parte do Eurosistema.
Dinamarca 99,0

No Quadro 2.7 apresentamos uma selecção de dados macroeconómicos referentes ao ano Canadá 98,9
de 2003, para cada Estado-Membro aderente, com o intuito de melhor enquadrar as Áustria 96,9
respectivas economias.
Suécia 95,6
Quadro 2.7
Reino Unido 94,6
Países que aderiram à UE
Chipre R. Checa Estónia Hungria Letónia Lituânia
em Maio de 2004 Finlândia 91,9
2003
Espanha 90,6
População (milhões) 0,7 10,2 1,4 10,1 2,3 3,5
PIB real (taxa de crescimento) 2,0 2,9 4,8 2,9 7,5 8,9 Itália 88,1
PIB nominal (EUR 10^9) 11,3 80,1 7,4 71,6 8,9 15,8 Islândia 84,2
PIB per capita 1 (EU-15 = 100) 77,5 63,8 41,2 55,1 37,1 42,7
Japão 78,8
% da Indústria no PIB 12,1 31,5 21,5 24,9 17,2 25,0
% da Agricultura no PIB 4,3 3,4 4,4 3,7 4,3 6,2 Grécia 67,7
Taxa de desemprego (média do período) 4,4 7,8 10,0 5,8 10,5 12,7
Portugal 58,5
IHPC 4,0 0,1 1,3 4,7 3,5 -1,1
1 Eslováquia 51,0
Em paridade de poder de compra
Fonte: CE, Eurostat Polónia 43,5

Lituânia 38,9
Países que aderiram à UE
Malta Polónia Eslovénia Eslováquia EU-25 Área euro
em Maio de 2004 República Checa 37,0
2003
População (milhões) 0,4 38,2 5,4 2,0 458,7 308,7
PIB real (taxa de crescimento) 0,4 3,7 4,2 2,3 0,9 0,4
PIB nominal (EUR 10^9) 4,1 185,2 28,9 24,3 9.733,0 7.252,0
PIB per capita 1 (EU-15 = 100) 64,2 42,7 48,3 71,3 91,7 97,9
% da Indústria no PIB 25,0 24,8 29,8 26,7 21,3 21,4
% da Agricultura no PIB 2,8 3,0 3,1 3,9 2,1 2,3
Taxa de desemprego (média do período) 8,2 19,8 17,1 6,5 9,0 8,7
IHPC 1,3 0,7 7,7 5,4 1,8 1,9
1
Em paridade de poder de compra
Fonte: CE, Eurostat

147
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Quadro 2.8
PIB por Habitante em Dólares nos Países da OCDE e Outros, 2003
PIBpc PIBpc
País País
Milhares de dólares Milhares de dólares
Alemanha 29,1 Islândia 36,5
Angola 1,0 Itália 25,3
Austrália 25,9 Japão 33,7
Austria 31,3 Lituânia 5,3
Bélgica 29,1 Luxemburgo 60,1
Brasil 2,8 Malta 11,5
Bulgária 2,6 México 6,1
Percentagem da População de
Canadá 27,1 Moçambique 0,2
20-24 anos com o ensino
Chipre 16,0 Noruega 48,4
secundário completo
Coreia do Sul 12,6 Nova Zelândia 19,6
Noruega 95,3% Dinamarca 39,4 Polónia 5,5
Eslováquia 6,0 Portugal 14,1
Eslováquia 91,3%
Eslovénia 13,9 Reino Unido 30,2
República Checa 90,9% Espanha 20,5 República Checa 8,4
Eslovénia 89,7% Estados Unidos 37,6 Roménia 2,6
Estónia 6,5 Suécia 33,7
Polónia 89,5%
Finlândia 30,9 Suiça 43,9
Suécia 86,3% França 28,6 Turquia 3,4
Grécia 15,7 Por memória:
Lituânia 86,1%
Holanda 31,6 UE15 27,5
Irlanda 85,3% Hungria 8,2 Zona Euro 26,5
Áustria 85,3% Irlanda 38,1 G-7 33,0
Fonte: OCDE, FMI
Finlândia 84,6%
2.1.6 PIB por Habitante nos Países da OCDE
Hungria 83,4%

Estónia 82,3% Em 2003 o Produto Interno Bruto per capita na UE15 atingiu 27,5 milhares de dólares,
Bélgica 82,1% tendo a Zona Euro obtido um montante inferior em apenas mil dólares. Neste ranking de
produtividade, Portugal apresentou em 2003 o PIBpc mais baixo no conjunto da UE,
Grécia 81,7% nomeadamente, 14,1 milhares de dólares, conforme se apresenta no Quadro 2.8. Se
Chipre 80,1% avaliarmos os 40 países referidos no Quadro 2.8, Portugal ocupou em 2003 a 24ª posição,
tendo o Luxemburgo apresentado a melhor performance com 60,1 mil dólares e
França 79,8%
Moçambique a pior com 0,2 mil dólares. Surpreendentemente, ou não, encontramos com
Letónia 76,9% pior performance que Portugal, a Coreia do Sul com 12,6 mil dólares por habitante.
Reino Unido 76,4% Quadro 2.9
Dinamarca 76,1% Principais Indicadores
2000 2001 2002 2003 2004 2005
Macro-Económicos de Portugal
Bulgária 76,0% Preços correntes
Taxas de variação em volume
Roménia 74,8% 10^9 euros
Despesas de Consumo das Famílias 71,6 1,2 0,5 -0,8 1,5 2,4
EU-15 média 73,5%
Consumo público 23,7 3,3 2,7 -0,6 -1,0 -0,6
Alemanha 72,5% Formação bruta de capital fixo 32,4 0,7 -5,5 -9,6 1,8 6,2
Variação de existências 0,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1
Itália 69,9%
Procura interna 128,5 1,4 -0,5 -2,9 1,2 2,8
Espanha 62,5% Exportações de bens e serviços 36,4 2,0 2,6 3,9 5,2 6,4
Portugal 49,0% Importações de bens e serviços 49,4 1,0 -0,5 -1,0 5,2 6,5
PIBpm 115,5 1,8 0,5 -1,3 0,8 2,4
Malta 47,9% Taxa de desemprego 4,1 5,1 6,4 6,7 6,6
Taxa de Inflação 1 3,9 3,6 3,4 1,9 1,8
1
Deflator do Consumo das Famílias
Fonte: OCDE

2.2 Análise da Conjuntura Nacional

2.2.1 Despesa e Produção

O ano de 2003 foi um ano de recessão para a economia portuguesa. A taxa de variação do PIB terá
sido de -1,3% em 2003, comparativamente a 0,5% registado em 2002 (Quadro 2.9). Esta evolução
traduz um crescimento inferior ao esperado para a Área do Euro que foi de 0,5% (Quadro 2.4).
148
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Enquadramento Económico

Pelo segundo ano consecutivo observou-se em Portugal um contributo negativo da procura


interna e um novo aumento do contributo da procura externa líquida, quer em virtude da
ligeira aceleração das exportações quer da diminuição das importações (Gráfico 2.7).

Gráfico 2.7 a) - PIB pm e Procura Interna (2001-2005)

4
Taxas de Variação em Volume

3
2
1 Dias de Férias / Feriados por
0 Ano
-1
Áustria 25 / 11
-2
-3 Dinamarca 25 / 11
-4
2001 2002 2003 2004 2005 França 25 / 10

PIBpm Procura interna Luxemburgo 25 / 9


Fonte: OCDE
Suécia 25 / 11

Gráfico 2.7 b) - PIB pm Exportações Líquidas (2001-2005) Malta 24 / 13

Portugal 22 / 15 (24,5 dias p/


Taxas de Variação em Volume

3 contratos colectivos)
2
Espanha 22 / 11
1
Noruega 21 / 9
0
-1 EU-15 média 21 / 10
-2 Eslováquia 20 / 8
2001 2002 2003 2004 2005
República Checa 20 / 8
PIBpm Exportações Líquidas
Fonte: OCDE Eslovénia 20 / 8

Polónia 20 / 8
2.2.2 Consumo das Famílias
Lituânia 20 / 8

O consumo das famílias em 2003 contraiu-se em 0,8% depois de uma subida real de 0,5% Irlanda 20 / 9
em 2002 (Quadro 2.8). Esta evolução é justificada pela redução do rendimento disponível
Finlândia 20 / 12
real a par de um aumento da poupança, impulsionado pelo aumento do desemprego, pela
moderação salarial e pela deterioração da confiança dos consumidores. Hungria 20 / 9

Estónia 20 / 8
Para a diminuição do consumo das famílias em 2003, contribuiu também a evolução da
Bélgica 20 / 10
componente dos bens, já que os serviços (saúde, seguros e fundos de pensões e
comunicações) se mantiveram em crescimento moderado e similar ao ano anterior (1,2 e Grécia 20 / 11 (23 dias p/
1,3 por cento, em 2002 e 2003 respectivamente). contratos colectivos)

Chipre 20 / 12
A diminuição real do consumo das famílias é confirmado pela informação obtida através de
indicadores qualitativos identificados no Gráfico 2.8 e Quadro 2.9 (apresentado Letónia 20 / 10
anteriormente). Holanda 20 / 8

Gráfico 2.8 - Indicadores Qualitativos do Consumo das Famílias Reino Unido 20 / 9 (24,5 dias
(1ºT2002-2ºT2004) contratos colectivos)

Bulgária 20 / 13
Saldos das respostas extremas / vcs

I II III IV I II III IV I II
20 Roménia 20 / 7
2002 2003 2004
10 Alemanha 20 / 11
0
-10 Itália 20 / 12
-20
-30
-40
-50
Indicador de Confiança do Consumidor
Fonte: INE Volume de vendas no Comércio a Retalho

O Indicador de Confiança dos Consumidores apresentou, a partir do primeiro trimestre de


2002, uma evolução decrescente atingindo o seu mínimo histórico no trimestre homólogo
149
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de 2003. A partir do segundo trimestre de 2003, este indicador expressa opiniões mais
favoráveis, que, contudo, não impediu a continuidade de uma economia débil.

O volume de vendas no Comércio a Retalho registou uma recuperação ao longo de 2003,


insuficiente para, em termos médios anual, superar as opiniões menos optimistas dos
empresários sobre a actividade económica verificada em 2002.

Relativamente a outros indicadores de conjuntura do consumo privado de 2003, destaca-


se, a forte quebra registada de 16,1% na aquisição de veículos ligeiros de passageiros
(189.792 unidades em 2003 que compara com 226.092 unidades em 2002) incluindo
veículos todo-o-terreno, o que está em linha com o ciclo económico negativo.

A despesa com bens duradouros, predominantemente, bens de equipamento doméstico,


apresentou uma quebra pronunciada de 4,0%, evidenciando a manutenção de menores
oportunidades de compra desta categoria de bens de consumo. (Quadro 2.10).

Quadro 2.10
Indicadores de Despesas / Consumo das Famílias Portuguesas 2000 2001 2002 2003
Indicador de Confiança do Consumidor (sre/cvs) -18 -24 -34 -41
Volume de vendas no Comércio a Retalho (sre/cvs) -5 -13 -29 -25
Matrículas de veículos ligeiros de passageiros 1 (VH) 17,9% -12,0% -11,4% -16,1%
Receita Fiscal (executada Índice de Volume de Negócios Bens de Consumo Duradouros (VH) 4,2% 1,7% 1,2% -4,0%
Importação de bens de consumo (VH) 8,1% 6,9% 2,1% 0,5%
2004) do Estado Português
Crédito ao Consumo (VH, saldos de fim de período) 20,8% -1,3% -2,5% 9,8%
IRS 7.464,2 M€ 1
Inclui Veículos Todo-o-Terreno;
IRC 3.897,6 M€ Fonte: Comissão Europeia; INE; ACAP; BP; APED

Outros 16,2 M€
No segmento do crédito ao consumo, registou-se uma taxa de crescimento de 9,8% como
Impostos Directos 11.378,0 M€
resultado da descida das taxas de juro de referência do mercado monetário. Releva-se esta
ISP 2.963,3 M€ evolução face à posição cíclica da economia.
IVA 10.351,9 M€
De acordo com a OCDE, é previsível para 2004, a inflexão do ritmo de crescimento das
IA 1.122,9 M€ despesas de consumo das famílias (+1,5%), interrompendo assim a tendência decrescente
IT 1.027,0 M€ iniciada em 1999 (Quadro 2.9).

Selo e Estampilhas 1.335,6 M€


2.2.3 Consumo Público
Outros 266,1 M€
Em 2003, as despesas de consumo final da Administração Central (sub-sector Estado e
Impostos Indirectos 17.066,8 M€
Serviços e Fundos Autónomos) atingiram 25.261 milhões de euros, registando uma quebra
Total 28.444,8 M€ de 8,1% relativamente a 2002 (Quadro 2.11).

Quadro 2.11
Consumo Público 2000 2001 2002 2003
10^6 Euros - Preços correntes
Consumo Público 24.827 24.752 27.491 25.261
Pessoal 17.185 17.303 18.734 18.302
Bens e Serviços 7.125 7.449 8.757 6.959
Taxa de crescimento em %
Consumo Público 18,5 8,6 11,1 -8,1
Pessoal 15,9 10,4 8,3 -2,3
Bens e Serviços 24,9 4,6 17,6 -20,5
Em % do PIB
Pessoal 14,9 14,1 14,5 14,0
Bens e Serviços 6,6 6,1 6,8 5,3
Total 21,5 20,2 21,3 19,3
Fonte: DGO

Para a redução do crescimento do consumo público destaca-se a contracção das despesas


em bens e serviços suportada num aumento expressivo das vendas de bens e serviços.
Relativamente às despesas com o pessoal, a diminuição observada derivou da
desaceleração dos salários nominais. A actualização da tabela salarial em 2003
correspondeu a um acréscimo de 1% no vencimentos inferiores a mil euros. Também
150
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Enquadramento Económico

contribuiu para esta evolução o efeito dos hospitais-empresa cujas despesas passaram a
ser contabilizadas no sector das sociedades não financeiras.

Em termos reais, o consumo público registou uma variação negativa de 0,4%, após um
aumento de 2,2% em 2002. Em termos nominais, o contributo do consumo público no PIB
diminuiu, registando um peso relativo inferior a 20 por cento (Quadro 2.11).

2.2.4 O Investimento – Formação Bruta de Capital Fixo

De acordo com as estatísticas da OCDE, em 2003, a evolução da Formação Bruta de


Capital Fixo (FBCF) foi negativa. Efectivamente, a taxa de crescimento situou-se em -9.6%
(Quadro 2.9) em termos reais, após uma queda de 5,5% em 2002. Esta variável é a que
apresenta um contributo mais negativo para a evolução do PIB por Habitante em 2003
(identificado no Quadro 2.8).

A queda da FBCF em 2003 resultou de uma forte redução do investimento das famílias e das
empresas, uma vez que a FBCF das administração pública, não considerando vendas de
activos, aumentou 9,1% em termos nominais. Segundo as regras da contabilidade nacional,
quando as administrações públicas vendem activos reais, o valor dessas vendas abate à
FBCF desse sector. Consequentemente, a venda da rede básica de telecomunicações à
Portugal Telecom abateu às despesas de FBCF da administração pública em 2002 e o valor
das vendas de edifícios foi considerado como investimento negativo da administração pública
em 2002 e 2003. Considerando estas vendas, o aumento nominal da FBCF situou-se em Receita Fiscal (Orç. p/ 2005)
cerca de 16% em 2003. Excluindo a venda da rede básica de telecomunicações (mas não as Estado Português
vendas de edifícios) a FBCF aumentou apenas 7,1% em 2003, em termos nominais. IRS 7.905,0 M€

No quadro das Contas Nacionais Trimestrais divulgado pelo INE, o investimento em 2003 IRC 3.123,0 M€
medido em FBCF, atingiu 29.972 milhões de euros, comparativamente os 32.836 milhões Outros 221,0 M€
de euros registados em 2002.
Impostos Directos 11.249,0 M€

Em termos históricos, a contracção do crescimento da FBCF iniciou-se no segundo ISP 3.275,0 M€


trimestre de 2002, apresentando uma variação positiva a partir do primeiro trimestre de
IVA 11.100,0 M€
2004 (Gráfico 2.9).
IA 1.164,0 M€
Gráfico 2.9 - Evolução da FBCF e PIB Preços Correntes (1ºT2002- IT 1.220,0 M€
2ºT2004)
8 Selo e Estampilhas 1.500,0 M€

Outros 335,0 M€
Variação homóloga (%)

3
Impostos Indirectos 18.594,0 M€
-2
Total 29.843,0 M€
-7
PIB
-12 FBCF

-17
I/02 II III IV I/03 II III IV I/04 II

Fonte : INE - CN Trimestrais

A contracção da FBCF foi comum a todas as componentes do investimento, destacando-se


pela negativa a FBCF do sector da Construção (Gráfico 2.10) que diminuiu em 12,4% em
volume em 2003 (-3,2% em 2002). A contracção do investimento em construção foi
determinada pela redução do investimento em habitação e em edifícios não residenciais,
tendo a componente Obras Públicas apresentado uma evolução menos favorável. Refira-
se, em particular, que o investimento das famílias em habitação registou uma significativa
quebra, nomeadamente, o número de novos fogos licenciados para habitação (-10,4%) e o
número de fogos concluídos para habitação (-39,9%). A mesma indicação é comprovada
pela evolução do fluxo líquido de crédito a particulares para habitação que diminuiu, em
termos nominais, 14% em 2003.

O registo desta acentuada variação negativa continuou a evidenciar o movimento de


correcção face às elevadas taxas de crescimento do final da década de noventa, da
151
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Gráfico 2.10 - Evolução das Componentes da FBCF (1ºT2001-2ºT2004)
30 FBCF-Total
Agric., Silv., Pescas
20 Prod. Met. e Equip.

Variação homóloga (%)


Material Transp.
10 Construção

-10

-20
I/01 II III IV I/02 II III IV I/03 II III IV I/04 II

Fonte : INE - CN Trimestrais

redução da procura interna, da elevada capacidade produtiva disponível, bem como da


evolução moderada da procura externa. A deslocalização de empresas de sector de baixo
valor acrescentado e/ou assentes em baixos custos laborais, em parte associada ao
alargamento da União Europeia em 2004, a crescente integração económica mundial e os
processos de Doha Round no âmbito da Organização Mundial do Comércio, têm também
contribuído para a ausência de projectos de investimento, se bem que possam constituir
Taxa de Crescimento Receita base para o investimento futuro em novos projectos e ramos de actividade.
Fiscal (2004 executado /
OE2005) 2.2.5 Exportações e Importações

IRS +5,9%
Em 2003 o comércio externo português voltou a registar um crescimento positivo apesar da
IRC -19,9% estagnação económica na Área do Euro e da apreciação da moeda europeia. De acordo com
as estimativas da OCDE (Quadro 2.9), as exportações de bens e serviços cresceram 3,9% em
Outros +1.264,2%
termos reais, mais 1,3 pontos percentuais que no ano 2002, revelando ganhos adicionais de
Impostos Directos -1,1% quota de mercado pelos exportadores portugueses. O registo das taxas de crescimento nas
ISP +10,5% importações de bens e serviços (duas componentes da procura interna com maior conteúdo
importado) manteve-se negativo (-1,0% em 2003, que compara com -0,5% em 2002), facto que
IVA +7,2%
se encontra em linha com a quebra do consumo privado e da FBCF. Com esta evolução, o
IA +3,7% contributo das exportações líquidas (exportações – importações) em 2003 para o crescimento
do PIB foi positivo, representando uma variação percentual real em volume de 1,8%.
IT +18,8%

Selo e Estampilhas +12,3% O peso relativo das exportações e das importações no PIB português, flutuou em 2003 em
Outros +25,9% torno dos 33,8% (Quadro 2.12).

Impostos Indirectos +8,9%


Quadro 2.12
Total +4,9% 2002 2003 2004
Comércio Externo
IV I II III IV I II
Valores a preços correntes (10^6 Eur)
Exportações de Bens e Serviços 9.773 9.771 9.658 9.777 9.994 10.106 10.523
Importações de Bens e Serviços 12.013 11.980 11.596 12.178 12.034 12.412 12.953
Taxas de variação homóloga
Exportações de Bens e Serviços 2,3 6,6 -0,7 0,7 2,3 3,4 9,0
Importações de Bens e Serviços -1,2 -0,6 -5,9 -2,0 0,2 3,6 11,7
Em % do PIB
Exportações de Bens e Serviços 30,2 30,4 29,7 30,1 30,4 30,6 31,3
Importações de Bens e Serviços 37,2 37,3 35,7 37,5 36,6 37,6 38,5
Em %
Grau de Abertura da Economia 1 33,7 33,8 32,7 33,8 33,5 34,1 34,9
1
(Exportações+Importações)/2/PIB*100
Fonte: INE - CN Trimestrais

No que se refere à estrutura das entradas de mercadorias por tipo de bens, todas as
categorias apresentaram taxas de variação homóloga diferenciadas durante o ano de 2003,
destacando-se a redução em volume das importações de “Coque e produtos petrolíferos
refinados e combustível nuclear” em 22,9%, diminuição das importações de “Material de
Transporte” em 7,7% e igual redução em volume das importações de “Máquinas e
equipamentos” em 3,3%.
152
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Enquadramento Económico

Relativamente às saídas de mercadorias, uma análise por grupos de produtos revela que
os sectores que mais contribuíram para o crescimento em volume das exportações, em
2003, foram o do “Mobiliário e outras indústrias transformadoras” (aumento em volume de
Receitas do Serviço Nacional
30,1%), “Indústrias extractivas” (aumento em volume de 23,0%), “Artigos de borracha e de
de Saúde 2001 executado
matérias plásticas” (aumento em volume de 12,3%) e “Equipamento eléctrico e de óptica”
(aumento em volume de 11,1%). A “Industria têxtil e do couro e dos produtos de couro”, Prestação de serviços 473,0 M€
sector exportador tradicional, registou pelo segundo ano consecutivo uma redução das Transf. e subs. correntes obtidos
suas vendas para o exterior (quedas de 5,3% em 2002 e de 4,3% em 2003).
(A) 4.975,0 M€

No que respeita a mercados de destino das exportações de mercadorias, em termos Outros proveitos e ganhos 1,9 M€
nominais, registou um ligeiro aumento de 1,8% nas vendas para mercados comunitários Subsídios de investimento 98,7 M€
e um crescimento mais significativo para mercados fora dos 15 países da União
Europeia, 4,8% que compara com 1,8% em 2002. No Gráfico 2.11 é possível identificar Total Receitas 5.548,6 M€

a repartição, verifica em 2003, no comércio internacional por zona económicas. Despesas do SNS 2001
Comparativamente ao ano 2002, em 2003, verificou-se um aumento das exportações executado
para mercados fora dos 15 países da UE em 4,8% bem como para mercados extra-
Compras 960,6 M€
comunitários em 1,8%.
Subcontratos 1.870,4 M€
Gráfico 2.11 - Repartição do Comércio Internacional por Zonas Económicas
Fornecimentos e serviços 538,6 M€
Exportações 2003
Custos com pessoal 2.861,2 M€
Outros EU
17,9% Extra-Comunitário Outros custos e perdas 36,6 M€
20,8%
Investimento 122,2 M€
Reino Unido
10,5% Total Despesas 6.389,6 M€

Saldo2001: -841,0 M€

Saldo2001 excluindo (A):


França Espanha
-5.816,0 M€
12,9% 22,7%
Alemanha
15,2%

Importações 2003
Receitas do SNS 2002
executado
Outros EU Extra-Comunitário
18,3% 22,4% Prestação de serviços 670,7 M€

Reino Unido Transf. e subs. correntes obtidos


4,9%
(A) 5.184,9 M€

Outros proveitos e ganhos 111,4 M€


França
9,8% Subsídios de investimento 83,8 M€
Espanha Total Receitas 6.040,4 M€
Alemanha
30,0%
14,6%
Despesas do SNS 2002
executado
Fonte: INE - Comércio Internacional
Compras 994,3 M€

Subcontratos 2.124,5 M€
Relativamente aos 15 países da União Europeia, a dinâmica das exportações
portuguesas, em 2003, evoluiu no mesmo sentido das posições cíclicas das economias. Fornecimentos e serviços 634,2 M€
Neste contexto, realça-se a evolução do peso relativo das exportações para a Custos com pessoal 3.048,5 M€
Alemanha, França e Espanha, em respectivamente, -2,9 pontos percentuais, -0,4 p.p. e
Outros custos e perdas 122,1 M€
+2,2 p.p.. Quanto às taxas de variação nominal das exportações em 2003 para
Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, foram respectivamente, de 14,9%, 4,7%, - Investimento 204,8 M€
15,3% e 2,4%. Em 2002 estas taxas tinham sido de 10,9%, 8,7%, -2,9% e 4,8%,
Total Despesas 7.128,4 M€
respectivamente para os quatro países referidos. Para o Brasil a taxa de variação
nominal das exportações em 2003 diminuiu em 21,3% (quando em 2002 tinha sofrido Saldo2002: -1.088,0 M€
igual redução de 27%). Saldo2002 excluindo (A):
-6.262,5 M€
No domínio das importações, em 2003, registou-se uma variação de -1,8% em relação aos
valores nominais de 2002. A Espanha, a Alemanha, e a França representam, em conjunto,
54,4% do montante total transaccionado em 2003, valor que compara com 69,4% em
153
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Receitas do SNS 2003 2002. (Quadro 2.13) Esta diminuição continuou a reflectir a evolução do consumo de bens
executado duradouros e o investimento em equipamento e material de transporte.
Prestação de serviços 286,9 M€

Transf. e subs. correntes obtidos Quadro 2.13


Repartição do Comércio Internacional por Zonas Económicas
(A) 5.495,8 M€
2002 2003 2002 2003
Outros proveitos e ganhos 55,8 M€ Exportações Importações
Subsídios de investimento 139,2 M€ Total 100,0 100,0 Total 100,0 100,0
1 1
Intra-Comunitário 80,3 79,2 Intra-Comunitário 77,9 77,6
Total Receitas