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FACULDADE PROJEÇÃO

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS


Projeto, Monografia e Artigo Científico

BRASÍLIA - DF
2007
DUARTE JR., DIMAS PEREIRA. Manual para elaboração de trabalhos acadêmicos:
projeto, monografia e artigo científico. Brasília: Fortium Editora, 2007.

Bibliografia
ISBN

1. Trabalhos científicos – Metodologia. 2. Trabalhos científicos – Normas.


II. Título

00-0000 CDU-000
FACULDADE PROJEÇÃO

Presidente
Prof. Oswaldo Saenger

Diretora Geral das Unidades Educacionais


Profa. Catarina Fontoura Costa

Diretor Geral
Prof. Márcio Renato Casadei

Diretora Acadêmica
Profa. Consuelo Jardon

Coordenador do Curso de Direito


Prof. Márcio Pereira Dias

Coordenador do Núcleo de Pesquisas Jurídicas


Prof. Dimas Pereira Duarte Júnior

Coordenador do Núcleo de Prática Jurídica


Prof. Tito Wander Gusmão

ORGANIZADOR
Prof. Dimas Pereira Duarte Júnior
APRESENTAÇÃO

O Núcleo de Pesquisas Jurídicas da Faculdade Projeção, com o objetivo de


orientar o corpo docente e também o corpo discente do curso de Direito na normatização
e sistematização de suas atividades de pesquisa, apresenta o presente “Manual para
Elaboração de Trabalhos Acadêmicos: projeto, monografia e artigo científico”.
Não se pretende aqui esgotar todas as possibilidades nem todas as normas
pertinentes à elaboração de trabalhos acadêmicos, mas tão somente, apresentar um
referencial para a sistematização daqueles mais utilizados tanto por ocasião da conclusão
do curso de Bacharel em Direito como para encaminhamento da produção científica desta
comunidade acadêmica para publicação em periódicos especializados.
O presente manual traz recomendações, dicas, regras da Associação Brasileira de
Normas Técnicas que foram reunidas, ao longo do tempo, pelo organizador em
decorrência da oportunidade que teve de poder desenvolver trabalhos dessa mesma
natureza em diversas Instituições de Ensino Superior no país, razão pela qual empenha
seus sinceros agradecimentos.
Esperamos, com esse manual, poder contribuir com o aperfeiçoamento e, ao
mesmo tempo, incentivar a produção científica do curso de Direito da Faculdade
Projeção, de fundamental importância para a promoção de uma formação em nível
superior crítica, reflexiva e, sobretudo, respeitosa, pela seriedade, com a comunidade na
qual se encontra inserida.
Por fim, mas não menos importante, nossos sinceros agradecimentos a todos que
direta ou indiretamente contribuíram para a produção e realização de mais este trabalho,
em especial à Coordenação do Curso de Direito e ao Fortium Centro de Estudos Jurídicos
que não têm medido esforços para a solidificação desta casa como uma Instituição de
Ensino Superior sólida e respeitável.
SUMÁRIO
1 TRABALHOS ACADÊMICOS............................................................................ 07
2 PROJETO DE PESQUISA................................................................................. 08
2.1 Elementos Básicos de um Projeto.................................................................. 08
2.1.1 Capa ........................................................................................................... 09
2.1.2 Sumário ....................................................................................................... 09
2.1.3 Tema e sua delimitação .............................................................................. 09
2.1.4 Justificativa ................................................................................................. 10
2.1.5 Formulação do problema ............................................................................ 11
2.1.6 Construção da hipótese .............................................................................. 11
2.1.7 Objetivos ..................................................................................................... 12
2.1.8 Revisão de literatura ................................................................................... 13
2.1.9 Procedimentos metodológicos .................................................................... 14
2.1.10 Cronograma de execução ......................................................................... 14
2.1.11 Orçamento ................................................................................................ 15
2.1.12 Referências ............................................................................................... 15
2.1.13 Anexos ...................................................................................................... 15
3 MONOGRAFIA ................................................................................................. 16
3.1 Elementos Básicos de uma Monografia ........................................................ 16
3.1.1 Capa ........................................................................................................... 17
3.1.2 Folha de rosto ............................................................................................. 17
3.1.3 Dedicatória .................................................................................................. 17
3.1.4 Agradecimento ............................................................................................ 17
3.1.5 Resumo em língua vernácula ..................................................................... 18
3.1.6 Resumo em língua estrangeira ................................................................... 18
3.1.7 Figuras ........................................................................................................ 18
3.1.8 Tabelas ....................................................................................................... 19
3.1.9 Abreviaturas e siglas ................................................................................... 19
3.1.10 Símbolos ................................................................................................... 19
3.1.11 Sumário ..................................................................................................... 19
3.1.12 Introdução ................................................................................................. 20
3.1.13 Desenvolvimento ...................................................................................... 20
3.1.14 Conclusão ................................................................................................. 20
3.1.15 Referências ............................................................................................... 21
3.1.16 Anexos ...................................................................................................... 21
4 ARTIGO CIENTÍFICO........................................................................................ 22
4.1. Elementos Básicos de um Artigo................................................................... 22
4.1.1 Resumo ....................................................................................................... 23
4.1.2 Palavras-chave ........................................................................................... 23
4.1.3 Introdução ................................................................................................... 23
4.1.4 Desenvolvimento ........................................................................................ 23
4.1.5 Considerações finais ou conclusão ............................................................ 24
4.1.6 Referências ................................................................................................. 24
4.1.7 Anexos ........................................................................................................ 24
4.2 Configurações ................................................................................................ 26
5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA............................................................................ 27
5.1 Redação.......................................................................................................... 27
5.2 Formatação..................................................................................................... 27
5.3 Margem........................................................................................................... 28
5.4 Estilo............................................................................................................... 28
5.5 Espaçamento.................................................................................................. 28
5.6 Numeração progressiva.................................................................................. 28
5.7 Títulos sem indicativo numérico...................................................................... 29
5.8 Figuras e tabelas............................................................................................ 29
5.9 Paginação....................................................................................................... 29
5.10 Notas de rodapé........................................................................................... 30
5.11 Anexo(s)........................................................................................................ 30
5.12 Revisão de língua portuguesa e inglesa....................................................... 30
5.13 Revisão de normas metodológicas............................................................... 30
ANEXOS .............................................................................................................. 32
BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................

1 TRABALHOS ACADÊMICOS

Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), antes de serem uma imposição legal,


são uma opção didática que busca incentivar a prática investigativa como instrumento
efetivo de produção do conhecimento vez que é por meio dele que o acadêmico tem a
oportunidade de aprofundar seu aprendizado no assunto tratado de forma sistematizada e
autônoma.
Nos termos do que preceitua a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
os Trabalhos de Conclusão de Curso são documentos que representam o resultado de
um estudo, devendo expressar conhecimento sobre o assunto escolhido,
obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e
outros ministrados, devendo ser feitos sob a coordenação de um orientador (ABNT – NBR
14724, 2002).
Dentre as modalidades de Trabalhos de Conclusão de Curso que as Instituições
podem adotar, observadas suas particularidades e objetivos propostos em suas propostas
pedagógicas, podemos ressaltar: a resenha, o “paper”, o relatório, o artigo científico, a
monografia, a dissertação de mestrado e a tese de doutorado.
O presente tem por finalidade tratar das modalidades de Trabalhos de Conclusão
de Curso adotados no âmbito da Faculdade Projeção tais como o artigo científico e a
monografia. No entanto, considerando o fato de que um bom trabalho científico requer
também um bom planejamento e delineamento do objeto de estudo, iniciamos com uma
abordagem sobre o Projeto de Pesquisa para, em seguida, tecermos as considerações
pertinentes à monografia e ao artigo científico como modalidades de sistematização do
trabalho de pesquisa empreendido.

2 PROJETO DE PESQUISA

O projeto de pesquisa é o planejamento da pesquisa que direciona o caminho


mais seguro para o pesquisador evitar perda de tempo e a frustração de não alcançar os
resultados pretendidos.
Elaborado antes de iniciar a pesquisa, o projeto deve refletir a idéia que o
pesquisador deseja desenvolver de modo que também possa receber orientação
adequada.
Não se dever imaginar o projeto de pesquisa como algo a ser seguido à risca até
o fim. Trata-se de um planejamento para a consecução da pesquisa, logo de um
documento dinâmico, sujeito a alterações no decorrer do estudo, desde que estas não
afetem substancialmente a idéia inicial.
Para que, de fato, possa ser considerado como um ponto de apoio, um norteador
da pesquisa, um projeto de pesquisa pressupõe:
a) um tema que reflita um problema;
b) uma indagação sobre esse problema a ser enfrentada pelo pesquisador;
c) enunciação, com clareza, do que, de fato, se deseja empreender;
d) delimitação do tema para facilitar a consecução do estudo;
e) verificação da viabilidade de sustentação teórica do problema proposto.
Em suma, um bom projeto de pesquisa representa um documento explicitador das
ações que serão desenvolvidas ao longo do processo de pesquisa. Sem esta base ou
alicerce, o pesquisador lança-se em um trabalho inseguro e desorientado, resultando em
desperdício de esforços e recursos. A responsabilidade pela elaboração do projeto de
pesquisa é do pesquisador e sua aprovação compete ao orientador ou a uma banca
examinadora, denominada de “Banca de Qualificação”, conforme a opção adotada pela
Instituição.

2.1 Elementos Básicos de um Projeto

Não há uma estrutura fixa para elaborar um projeto de pesquisa. As etapas são
determinadas de acordo com o tipo de pesquisa, o estilo de seus autores e entidades
interessadas. De modo geral, as etapas que o compõem compreendem elementos pré-
textuais, textuais e pós-textuais.

Estrutura básica de um projeto de pesquisa


Estrutura Etapas
•Elementos pré-textuais •Capa
•Sumário
•Tema e sua delimitação
•Justificativa
•Formulação do problema
•Construção da hipótese
•Elementos textuais •Objetivos (geral e específicos)
•Revisão da literatura
•Procedimentos Metodológicos
•Cronograma de execução
•Orçamento (quando for o caso)
•Elementos pós-textuais •Referências Bibliográficas ou
simplesmente bibliografia
•Anexos (quando for o caso)

2.1.1 Capa

A identificação do projeto de pesquisa começa pela capa, que deverá conter dados
indicativos, necessários à identificação da Instituição para a qual está sendo elaborado,
do autor e também para a compreensão da pesquisa que se pretende realizar. É a parte
externa do trabalho, sem fotografias ou outro adorno. Os elementos que constituem a
capa devem ser adequados ao tipo de trabalho apresentado (Anexo 1).
2.1.2 Sumário

Enumeração das etapas do trabalho, na mesma ordem e grafia em que aparecem


na parte textual. São indicadas com a respectiva página inicial. Os títulos devem ser
escritos com letras maiúsculas e os subtítulos somente com as iniciais maiúsculas.
Devem ser alinhados à esquerda.e todos os itens deverão estar na mesma margem
(Anexo 2).

2.1.3 Tema e sua delimitação

Corresponde ao assunto/tema que se deseja pesquisar. Pode surgir de uma


dificuldade prática, da curiosidade científica, de desafios encontrados na leitura de outros
trabalhos ou da própria teoria. O processo de delimitação do tema só é dado por
concluído quando se faz a delimitação geográfica, espacial e até mesmo temporal do
mesmo, com vistas à realização da pesquisa. Desta etapa surge o título provisório do
projeto, o qual sintetiza o conteúdo da pesquisa que se pretende realizar.
Seja ele teórico ou prático, o tema deve atender além do gosto do pesquisador, sua
capacidade e sua formação.
Vale lembrar: tema fácil demais e sem suporte bibliográfico não vale a pena vez
que, não raro, levam o pesquisador por labirintos sem saída.
Quanto mais se conseguir restringir o assunto, maiores são as possibilidades de
êxito.
Exemplo de um tema:
“International accountability e direitos humanos econômicos, sociais e culturais no
Brasil”.
“O que se pretende com presente estudo é analisar o impacto dos mecanismos da
international accountability no âmbito da Organização das Nações Unidas na afirmação
dos direitos humanos de ordem econômica, social e cultural no Brasil1”.

2.1.4 Justificativa

1
Os exemplo aqui expostos são extraídos da pesquisa de doutorado realizada pelo Prof. Dimas Pereira
Duarte Júnior junto ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais e também junto ao
Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional – NACI - na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo –
PUC-SP.
Na justificativa o pesquisador deverá demonstrar o por quê da escolha do tema,
as razões que o levaram a escolher este tema e não outro. Deverá demonstrar suas
convicções e também a credibilidade do projeto. Envolve a delimitação do tema, análise
da situação que se pretende modificar e uma demonstração de como se modificará -
“vender o peixe”. Difere da revisão bibliográfica e, por este motivo, deve-se evitar o uso de
citações de autores.
Vale lembrar: justificar significar argumentar com convicção sobre o tema, dando
as razões que o levaram a escolher esse assunto.
Exemplo de justificativa:

“O estudo do tema da accountability tem estado em evidência na agenda política


mundial. Autores como Guillermo O’Donnel, Scott Mainwaring, Robert Dahl, Hannah
Pitkin, Jon Elster, Adam Przeworski têm se ocupado do tema considerando-o, sobretudo,
como pressuposto para a construção de democracias representativas ou poliarquias bem
sucedidas. Se no âmbito da Ciência Política o termo já adquirira status privilegiado e
feições bastante elaboradas, o mesmo não pode ser dito no que concerne a seu emprego
no plano internacional, onde seu enfrentamento ainda se apresenta de forma tímida”(...).

2.1.5 Formulação do problema

O problema de pesquisa é fruto da revisão da literatura, da reflexão pessoal e da


experiência do pesquisador sobre o tema escolhido, refletindo o que se deseja pesquisar.
A formulação do problema deve referir-se a fenômenos observáveis, e consiste em
apresentar a dificuldade teórica ou prática com a qual se defronta. É a questão ou dúvida
a ser esclarecida ou solucionada diante do tema proposto. Sua elaboração torna-se árdua
quando não se tem experiência ou proximidade sobre e com o tema de pesquisa
escolhido.
Exemplo:
“As questões que se propõe enfrentar no presente estudo, do ponto de vista
conceitual, são: em que a concepção de accountability formulada por O’Donnell tangencia
com a concepção de accountability preceituada pela normativa internacional de proteção
aos direitos humanos, mais especificamente aquela enunciada pelo Pacto Internacional
sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU de 1966? Seria a sanção
pressuposto de existência da international accountability? Em sendo a sanção
pressuposto de verificação de existência do instituto, a aplicação de punição apenas
moral, em se tratando do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais de 1966, inviabiliza a própria designação dos mecanismos de controle
enunciados pelo Pacto de international accountability ou apenas evidencia a sua
fragilidade e ausência de convicção e de disposição da sociedade internacional de
encarar os direitos enunciados no Pacto como verdadeiros direitos humanos?”

2.1.6 Construção da hipótese

Surge após a formulação do problema quando a dificuldade está presente e o


investigador vislumbra possíveis soluções. Parte da idéia colocada na formulação do
problema e dos objetivos da investigação. É uma tentativa de resposta (suposição) ao
problema de pesquisa. Uma hipótese científica é uma “proposição testável que pode vir a
ser a solução do problema apresentado”.
Em pesquisa de campo ou bibliográfica, aceitam-se questões da pesquisa ou
perguntas norteadoras que servem como orientadoras do trabalho do pesquisador. Os
trabalhos que versam sobre um simples levantamento de dados estatísticos ou
bibliográficos não necessitam de hipóteses de pesquisa.
Exemplo:

“Partindo do pressuposto de que o cenário internacional que se criou, sobretudo no


pós Segunda Guerra, não reconhece senão os Estados como sujeitos de direito, onde os
direitos do homem procuram os indivíduos e, ainda, que tal cenário impõe
incomensuráveis muralhas entre os próprios Estados, vez que seria ela a enunciar
condenações, intervenções e punições em caso de afronta aos preceitos por ela
enunciados, a premissa da qual se parte é que a sistemática da international
accountability dos direitos econômicos, sociais e culturais preceituada no âmbito das
Nações Unidas não dispõe de instrumentos sancionatórios suficientes para ensejar a
responsabilização do Estado por não cumprimento de obrigação prevista no referido
Pacto”.

2.1.7 Objetivos

Definir os objetivos de um trabalho implica em delimitar com clareza o que o


pesquisador pretende fazer, tornando o problema mais explícito e melhor apresentado.
Devem ser estabelecidos de forma realista, de acordo com os meios e métodos
disponíveis e, coerentes com o problema descrito.
Em regra, uma pesquisa apresenta um objetivo geral e tantos objetivos específicos
quanto necessários.
a) objetivo geral se refere ao resultado que se pretende alcançar com a pesquisa de
forma genérica. Para sua elaboração, pode-se utilizar verbos como: demonstrar, apontar,
definir, compreender, saber, julgar...
b) objetivos específicos delimitam e dimensionam o objetivo geral, a fim de
operacionalizar e otimizar a realização da pesquisa. Pode-se utilizar verbos como:
distinguir, identificar, verificar, reconhecer, concluir, diferenciar....
Obs: Na elaboração dos objetivos, os verbos devem ser colocados no infinitivo e no início
da frase.

Exemplo:

Objetivo Geral:
“Analisar o impacto desses mecanismos da international accountability concernente aos
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais prescritos pelo Sistema de Proteção dos Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas, de modo a verificar como esses
mecanismos têm influenciado a dinâmica da afirmação de tais direitos no Brasil”.

Objetivos Específicos:
a) Verificar o adimplemento por parte do Estado brasileiro das obrigações constantes do
Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU, por meio da
análise das observações conclusivas emitidas pelo Comitê de Direitos Econômicos,
Sociais e Culturais;
b) Verificar quais desses inadimplementos seriam suscetíveis de propositura de Ação Civil
Pública pelo Ministério Público Federal;
c) Analisar a jurisprudência da Justiça Federal brasileira tendo como referencial as Ações
Civis Públicas julgadas no período de 2003 a 2006.

2.1.8 Revisão da literatura


Refere-se à base teórica e conceitual sobre a qual o pesquisador irá se apoiar.
Consiste em explicitar os conceitos fundamentais que serão utilizados para a análise dos
resultados da pesquisa. Para sua elaboração, devem ser utilizadas obras relevantes
sobre o tema em tela que forneçam subsídios para análise e discussão dos dados ou
informações.
Vale lembrar: No projeto, não há necessidade de detalhar, apenas expor as linhas
básicas do referencial teórico adotado, mesmo porque, seu aprofundamento deverá se
dar na monografia ou no artigo decorrente do projeto de pesquisa.
A revisão de literatura deve ser elaborada por meio de citações introduzidas no
texto com o propósito de esclarecer ou complementar as idéias do pesquisador. A fonte
de onde foi extraída a informação deverá ser citada e referenciada, obrigatoriamente,
respeitando-se os direitos autorais. As citações dos documentos utilizados devem
obedecer à NBR 10520 (Anexo 3) e as referências devem ser elaboradas conforme a
NBR 6023 da ABNT (Anexo 4).

Exemplo:
“Nos dizeres de T. H. Marshall, os direitos sociais podem ser tidos como aqueles
que se referem “a tudo o que vai desde o direito a um mínimo de bem-estar econômico e
segurança ao direito de participar, por completo, na herança social e levar a vida de um
ser civilizado de acordo com os padrões que prevalecem na sociedade” (MARSHALL,
1967, p.63-64).

2.1.9 Procedimentos metodológicos

A metodologia é a descrição do “como fazer” o trabalho científico. Nesse momento


o pesquisador enuncia o tipo de pesquisa que será empreendido, sua opção quanto à
escolha das técnicas de coleta de dados e o método de análise das informações obtidas,
bem como o referencial teórico que dará sustentação à pesquisa. Refere-se ao conjunto
de instrumentos e procedimentos que serão utilizados durante o processo de
investigação.
Exemplo:

“Como o presente trabalho se trata de um estudo que busca analisar a qualidade


da international accountability dos direitos econômicos, sociais e culturais no âmbito das
Nações Unidas, opta-se por iniciar pela análise conceitual do termo accountability, seus
elementos constitutivos e pressupostos de validade no âmbito da ciência política para, a
partir de então, intentar sua compreensão na seara da política internacional que permeia
o ideário dos direitos humanos no âmbito da Organização das Nações Unidas. Em
seguida, empreenderemos a análise do instituto da responsabilidade internacional do
Estado por não cumprimento de obrigação decorrente de Tratado Internacional sobre
Direitos Humanos para, então, se chegar aos mecanismos previstos no Pacto
Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966”(...).

2.1.10 Cronograma de execução

O cronograma tem por objetivo definir o tempo necessário para o desenvolvimento


de cada etapa prevista no projeto de pesquisa, logo faz parte do planejamento em relação
ao tempo disponível para a consecução dos objetivos propostos. Permite também
perceber a conveniência em se alterar ou não o ritmo de execução das etapas
estabelecidas (Anexo 10).

2.1.11 Orçamento (quando for o caso)

Envolve a previsão dos gastos referentes a cada etapa da pesquisa em função do


tempo disponível para sua realização. Pode-se indicar a procedência dos recursos
financeiros, materiais e humanos necessários para execução e conclusão do projeto de
pesquisa.

2.1.12 Referências

Conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de documentos (livros,


artigos de periódicos científicos, sites, cd-rom, fitas, folders...) impressos ou registrados
em diversos tipos de suporte, que permitem sua identificação individual. A elaboração das
referências obedece à NBR 6023 da ABNT (Anexo 4).

2.1.13 Anexos (opcional)


Podem ser incluídos materiais complementares, tais como: leis, fotografias,
símbolos, modelos de questionários, roteiros de entrevistas ou qualquer outro material
que auxilie para esclarecer a proposta de trabalho.
3. MONOGRAFIA

Monografia é uma das formas de se veicular o resultado de uma pesquisa, quer


seja ela bibliográfica, de campo, ou de laboratório. Trata-se do estudo sobre um assunto
delimitado, investigado cientificamente, elaborado e apresentado sob normas de
metodologia com o propósito de contribuir para o avanço da ciência e/ou profissional. E
ainda, tipo de trabalho exigido para obtenção de grau acadêmico em cursos de
graduação, especialização, mestrado ou doutorado, obrigatoriamente, defendido perante
uma banca examinadora.

3.1 Elementos Básicos de uma Monografia

Os elementos básicos para elaboração e apresentação gráfica de monografia


representam a ordem de como devem ser dispostas as partes que a compõem. São
chamados elementos pré-textuais todos aqueles que auxiliam na identificação do
trabalho. Os elementos textuais se referem à parte do trabalho em que é exposto o
conteúdo, enquanto os elementos pós-textuais são aqueles que têm relação com o texto
no sentido de complementar as informações nele contidas (Tabela 1 e 2).

Elementos que compõem uma monografia.


Estrutura Elementos
•Capa (obrigatório)
•Folha de rosto (obrigatório)
•Dedicatória (opcional)
•Agradecimentos (opcional)
•Resumo em língua vernácula
•Pré-textuais • Resumo em língua estrangeira (quando
exigido)
•Lista de figuras (opcional)
•Lista de tabelas (opcional)
•Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
•Lista de símbolos (opcional)
•Sumário (obrigatório)
•Introdução
•Textuais •Desenvolvimento (títulos e subtítulos)
•Conclusão ou considerações finais
•Referências (obrigatório)
•Pós-textuais •Anexo(s) (opcional)
Fonte: ABNT, NBR 14724 (2002).
3.1.1 Capa

A capa é a parte externa do trabalho, sem fotografias ou outro adorno, contendo as


seguintes informações:
a) nome da instituição configurado à margem direita e inferior 2 cm , margem esquerda e
superior 3 cm, centralizado e em negrito, com espaçamento 1,5 entrelinhas, fonte Times
New Roman e tamanho 12.
b) título do trabalho a 11 cm da borda superior. Deve ser claro, conciso e expressar
claramente o tema tratado pelo autor. O título do trabalho deve ser escrito com letras
maiúsculas, tamanho 12, fonte Times New Roman, centralizado e em negrito.
c) nome do autor e do professor-orientador, quando for o caso, com a respectiva titulação.
Devem ser colocados a 5 cm abaixo da linha do título do trabalho, escritos por extenso,
com letras maiúsculas, alinhados à direita entre as margens, fonte Times New Roman,
tamanho 12 e em negrito.
d) natureza do trabalho técnico-científico: deve ser colocada a 3 cm abaixo do nome do
orientador e a 9 cm da margem esquerda, alinhada à direita da folha, observando-se a
margem direita de 2 cm, escrita em espaço simples, fonte 10 e em negrito.
e) local e data, colocados a 2 cm da borda inferior, com letras maiúsculas, centralizados
entre as margens, fonte Times New Roman, tamanho 12 e em negrito.

3.1.2 Folha de rosto

A folha de rosto deve conter os mesmos registros e configurações utilizadas na


capa. No verso da folha de rosto coloca-se a ficha catalográfica, elaborada de acordo com
o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.

3.1.3 Dedicatória

Parte em que o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho a alguém de


maneira simples e sóbria.

3.1.4 Agradecimento

Parte em que o autor manifesta reconhecimento a pessoa(s) e/ou instituição(es)


que contribuiu(íram) com o trabalho, devendo ser expresso(s) de maneira simples e
sóbria. As pessoas relacionadas nos agradecimentos devem ter a oportunidade de ler o
que for escrito sobre elas.

3.1.5 Resumo em língua vernácula

Consiste na apresentação concisa do conteúdo, evidenciando os elementos mais


importantes. Deve conter os seguintes aspectos:
- o texto do resumo será precedido da referência da obra, redigida conforme as normas
em vigor. O nome e titulação do orientador e dos membros da banca examinadora
(quando houver) deverão constar em nota de rodapé;
- o texto do resumo deverá expressar o assunto, o objetivo, a metodologia utilizada, os
resultados obtidos e a conclusão. Deve ser redigido em parágrafo único, justificado,
espaço simples com no máximo 300 palavras;
- deve-se evitar o uso de fórmulas, equações, diagramas e símbolos, optando-se, quando
necessário pela forma extensa;
- na redação do texto, deve-se dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular com
o verbo na voz ativa;
- após o texto do resumo, deve-se colocar as palavras – chave, no mínimo três e no
máximo cinco, alinhadas à esquerda e separadas por vírgula.
Obs: consideram-se palavras-chave aquelas que mais se destacam no contexto do
trabalho.

3.1.6 Resumo em língua estrangeira (quando houver)

É a versão do resumo para uma língua estrangeira. Quando feito na língua inglesa
recebe o nome de “Abstract”, quando em língua francesa “Resumé” e quando em língua
espanhola “Resumem”. O resumo em língua vernácula e em língua estrangeira são iguais
no conteúdo e diferentes apenas na língua utilizada.
.
3.1.7 Figuras

Elemento opcional. Denominam-se figuras: os gráficos, desenhos, esquemas,


fluxogramas, diagramas, fotografias, organogramas, plantas e mapas que explicam ou
complementam visualmente o texto. Qualquer que seja seu tipo, a palavra FIGURA
aparece na parte inferior em letras maiúsculas, seguida de número em ordem crescente
de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, com o título e/ou legenda explicativa.
Deve ser colocada logo após a explicação ou chamada no texto.

3.1.8 Tabelas

As tabelas são elementos demonstrativos de síntese que constituem unidade


autônoma. Devem ser colocadas logo após a explicação ou chamada no texto, tendo:
a) o título colocado na parte superior, precedido da palavra TABELA e o número de ordem
em algarismos arábicos;
b) utilizam-se fios horizontais para separar o título, para separar o espaço do cabeçalho e
para separar o rodapé. Evitam-se fios verticais para separar as colunas e linhas do texto;
c) a fonte de referência e as notas eventuais, quando houver, aparecem após o fio de
fechamento.

3.1.9 Abreviaturas e siglas

Abreviatura é a representação de uma palavra por meio de alguma(s) de suas


sílabas ou letras. Sigla corresponde à reunião das letras iniciais dos vocábulos
fundamentais de uma denominação ou título.
A listagem consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no
texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso.
Recomenda-se a elaboração de lista própria para abreviatura e outra para sigla.

3.1.10 Símbolos

Elemento opcional. Corresponde ao sinal que substitui o nome de uma coisa ou de


uma ação. A listagem de símbolos utilizados deve ser elaborada de acordo com a ordem
apresentada no texto, com o devido significado.

3.1.11 Sumário

Enumeração das divisões e seções do trabalho, na mesma ordem e grafia em que


aparecem na parte textual. São indicadas com a respectiva página inicial de cada um. Os
títulos devem ser escritos com letras maiúsculas e os subtítulos escritos somente com a
letra inicial maiúscula da primeira palavra. Devem ser alinhados à esquerda e todos os
itens deverão estar na mesma margem.

3.1.12 Introdução

Nesta parte, o autor apresenta a idéia geral do trabalho de forma sucinta. Nela
inclui-se justificativa, problema, hipótese e objetivo. A parte introdutória deve fornecer ao
leitor a informação necessária para entender de qual assunto trata o trabalho, sem
precisar recorrer a outras fontes. Recomenda-se não utilizar citações.
Geralmente a introdução é redigida ao término do trabalho, quando já se conhecem
os passos de seu desenvolvimento e a conclusão. Para escrevê-la, sugerem-se algumas
perguntas que se bem respondidas darão forma a esse tópico.
a) de que assunto trata o trabalho?
b) porque é importante tratar desse assunto?
c) como se tratou o assunto?
d) qual é o objetivo que se pretende alcançar?

3.1.13 Desenvolvimento (títulos e subtítulos)

Não existe norma de divisão específica para os trabalhos acadêmicos. A revisão da


literatura\ e/ou divisão em títulos e subtítulos surge da própria natureza do trabalho
científico, contextualização e complexidade, idealizada pelo autor, de acordo com o tipo
de pesquisa (bibliográfica, de campo ou de laboratório). Recomenda-se que os títulos e
subtítulos utilizados expressem com objetividade e clareza a idéia principal neles contida.
Nesta parte, devem ser utilizadas citações para dar maior clareza e autoridade ao
texto, relacionando as idéias do pesquisador com as idéias defendidas por outros
autores, em outros trabalhos. E também, são os conceitos, idéias e sugestões de outras
fontes, mencionadas no texto com a finalidade de enriquecê-lo e comprovar a veracidade
do tema proposto. As citações dos documentos consultados devem obedecer à NBR
10520 da ABNT (Anexo 3).

3.1.14 Conclusão ou considerações finais

É a síntese final do trabalho apresentada em seqüência lógica. A forma de redigir


deve ser precisa e categórica, fundamentada em informações coletadas e analisadas e,
apresentadas como precioso fruto dos esforços pessoais despendidos.
Sua redação deve ser impessoal, utilizando-se verbos no tempo presente, ser
concisa de modo a não deixar dúvidas quanto ao entendimento. Na conclusão ou
considerações finais, o autor deve apresentar o ponto de chegada, ou seja, a resposta ao
objetivo mencionado na introdução.
Em pesquisas de campo ou de laboratório, as conclusões devem basear-se
unicamente em fatos comprovados e ser apresentadas numa seqüência lógica,
separadas em parágrafos numerados ou identificados por letras.

3.1.15 Referências

É a lista completa, particularizada e sistemática dos documentos citados no texto,


de forma a permitir sua identificação individual. A norma que trata deste assunto é a NBR
6023 da ABNT.

3.1.16 Anexo(s)

Elemento opcional. Podem ser incluídos materiais complementares, tais como: leis,
fotografias, símbolos, modelos de questionários, roteiros de entrevistas ou qualquer outro
material que auxilie para esclarecer o trabalho, sem, no entanto, constituir parte essencial
do mesmo.
4 ARTIGO CIENTÍFICO

É o meio mais utilizado para se veicular a produção de conhecimento nas diversas


áreas da graduação e pós-graduação. Distingue-se dos outros tipos de trabalhos
científicos pela reduzida dimensão e conteúdo. Permite ao leitor, mediante a descrição da
metodologia empregada, do processamento utilizado e resultados obtidos, repetir ou
comparar a experiência.
De modo geral, um artigo científico tem a mesma estrutura exigida em outros
trabalhos acadêmicos como monografias, dissertações ou teses, no entanto destes se
distingue num aspecto fundamental: brevidade. Num artigo científico, a objetividade, a
síntese e a brevidade com que se deve tratar o tema são fundamentais para o êxito da
proposta. São, geralmente, publicados em periódicos especializados, apresentados em
simpósios, congressos e fóruns de discussão e seguem as normas metodológicas
estabelecidas por estes.

4.1 Elementos Básicos de um Projeto

Com a finalidade de orientar a elaboração de artigos científicos, sugere-se a


estrutura apresentada na tabela abaixo.

Estrutura básica de um artigo científico.

Estrutura básica Elementos


•Título do trabalho (obrigatório)
•Nome completo do autor e do orientador
com suas credenciais em nota de rodapé
•Pré-texto (obrigatório)
•Resumo na língua vernácula
(obrigatório)
•Palavras-chave (obrigatório)
•Abstract (opcional)
•Key-words (opcional)
•Introdução
•Texto •Desenvolvimento (títulos e subtítulos)
•Considerações finais ou conclusão
•Pós-texto •Referências (obrigatório)
•Anexos (opcional)
4.1.1 Resumo

O resumo é elaborado depois de concluído o trabalho. Geralmente, constitui-se de


uma breve explicação das partes relevantes de todo o trabalho, respondendo as
seguintes perguntas: Do que se trata o trabalho?; Qual o objetivo?; Qual a metodologia
utilizada ?; Qual(ais) o(s) principal(ais) resultado(s) e a sua relevância?; O que se
concluiu?; Num artigo científicos recomenda-se não exceder 900 caracteres (15 linhas ou
150 palavras).

4.1.2 Palavras-chave

São as palavras que se destacam no discurso textual. Deve-se indicar no mínimo


três e no máximo cinco, separadas por vírgula, colocadas após um espaço de 1,5 cm
abaixo do resumo.

4.1.3 Introdução

Na introdução, deve-se anunciar a idéia central do trabalho, de forma sucinta.


Inclui-se a justificativa, o problema, a hipótese e o objetivo do tema em estudo. A parte
introdutória deve fornecer ao leitor a informação necessária para entender de qual
assunto trata o trabalho, sem precisar a outras fontes.
A apresentação do tema é a parte mais livre do trabalho de graduação ou pós-
graduação, pois é neste momento que o autor pode argumentar sobre o tema e inferir
determinadas considerações. Contudo, a argumentação deve ser sólida, além de seguir
uma seqüência lógica e coerente. Sugere-se uma linguagem impessoal, ou seja, evitar o
“eu” e “nós”, os “achismos”, “os jargões”, “as gírias”, a linguagem vulgar e não acadêmica.

4.1.4 Desenvolvimento (os títulos e subtítulos são livres conforme o assunto


tratado)

Nesta parte, o autor deve se preocupar em apresentar o trabalho resultante de sua


pesquisa bibliográfica, de campo ou de laboratório. Isto implica numa apresentação clara,
lógica e objetiva dos “prós” e “contras” em relação ao tema, buscando-se sempre a
fundamentação teórica ou revisão da literatura. Não esquecer de citar os autores
pesquisados que contribuíram para elaboração do texto. As citações das obras devem
obedecer à NBR 10520 da ABNT.
Como orientação metodológica, sugere-se que o acadêmico opte pela paráfrase ou
citação indireta (fundamentar teoricamente, utilizando-se da idéia do autor pesquisado,
escrita com as próprias palavras, demonstrando entendimento e poder de síntese) para
elaboração do desenvolvimento do seu trabalho. Lembrando que quando são transcritas
no trabalho partes iguais as do texto consultado deve-se ser fiel à fonte, utilizando-se
citações diretas curtas incluídas no texto (até 03 linhas) ou textual longa (mais de 03
linhas) com recuo.
Existem várias possibilidades de elaboração de citações tanto diretas como
indiretas ou outras formas de citação. Sendo assim, sugere-se sempre consultar as
normas e padrões para apresentação e elaboração de trabalhos acadêmicos
recomendados pela Universidade de Rio Verde.

4.1.5 Considerações finais ou conclusão

As considerações finais ou conclusão devem limitar-se a um posicionamento


sintetizado da argumentação desenvolvida no decorrer do trabalho. Elas só podem ser
apresentadas a partir da fundamentação da pesquisa com base na(s) análise(s)
realizadas. Devem sempre responder aos questionamentos ou estar coerente com o que
foi apresentado na introdução e no desenvolvimento do trabalho.

4.1.6 Referências

Corresponde à lista das fontes citadas na parte textual. Devem ser apresentadas
conforme a NBR 6023 da ABNT.

4.8 Anexo(s)

Elemento opcional. Podem ser incluídos materiais complementares que auxiliem


esclarecer o conteúdo do trabalho.
EXEMPLO2

DIREITOS HUMANOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS: a outra face da


violência estatal no Brasil

Dimas Pereira Duarte Júnior3

RESUMO: “O presente trabalho analisa o padrão das violações de Direitos Humanos no


Brasil, buscando demonstrar que, se durante o regime autoritário a violência estatal se
dava pela via da ação e tinha como fonte motivadora fatores de ordens civil e política,
atualmente ela se dá pela via da omissão e se apresenta revestida de pressupostos
eminentemente econômicos, sociais e culturais. Reflexo disso é o estabelecimento de
políticas de memória e esquecimento das violações de direitos humanos sempre mais
preocupadas com as garantias civis e políticas dos indivíduos do que com as garantias de
ordem econômico-social, traduzidas em omissão e negligência do Poder Público.

Palavras-chave: Direitos Humanos, violações, violência estatal, memória

ABSTRACT: The present assignment analyzes the pattern of the violations of the Human
Rights in Brazil, trying to demonstrate that, if during the authoritarian regimen the state
violence happened by means of the action and as motivation source it had factors of
civilian and political orders; nowadays it happens by means of the omission and it shows
itself covered by presupposed eminently economical, social and cultural. A reflex is the
establishment of politics of memory and forgetfulness of the violations of the human rights
always more concerned about the individuals' civil and political warranties than about the
warranties of economical-social order, translated into omission and negligence from the
Public Power.

Key-works: Human Rights – violations – state violence – memory

2
Os exemplos aqui utilizados são extraídos do artigo “Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais: a
outra face da violência estatal no Brasil” de autoria do Prof. Dimas Pereira Duarte Júnior, apresentado no 53
Congresso Internacional de Americanistas, em Sevilla, na Espanha em julho de 2006, publicado nos anais
do Congresso.
3
Professor de Direito Constitucional na Faculdade Projeção
4.2 Configurações

I. Papel e Numeração: o trabalho acadêmico simplificado deverá ser apresentado em


papel A4, pode ser grampeado ou preso com clips e sua extensão pode variar entre oito
(08) a 12 (doze) páginas. Todas as páginas deverão possuir as margens: superior e
esquerda, de 3 cm.; inferior e direita, de 2 cm., numeradas seqüencialmente partindo de
1. A numeração das páginas deverá se localizar à direita, no canto superior, dentro da
área do cabeçalho.

II. Título do Trabalho: o título deve estar centralizado e escrito usando-se fonte Times
new roman, tamanho 12, letras maiúsculas e em negrito. Opcionalmente, pode-se
apresentar um subtítulo, centralizado e em negrito. Após o título e subtítulo, deve-se
deixar uma linha (fonte tamanho 12) em branco, espaçamento 1,5 entrelinhas.

III. Nome do autor e orientador: são alinhados à direita, fonte tamanho 12. As
credenciais são compostas da identificação do curso e da instituição, seguida da função
do professor-orientador, quando for o caso, colocadas em nota de rodapé. Depois dessas
informações, precisa-se deixar duas linhas em branco (fonte tamanho 12), espaçamento
1,5 entrelinhas.

IV. Resumo: texto em espaçamento simples, justificado, letra Times New Roman,
tamanho 12. Deixar uma linha em branco e colocar as palavras-chave (mínimo três e no
máximo cinco, separadas por vírgula). Deixar duas linhas em branco (fonte tamanho 12),
espaçamento 1,5 entrelinhas para iniciar o texto principal.

V. Títulos: os títulos de 1ª ordem (exemplo: 1 INTRODUÇÃO, 2 ANTECEDENTES


HISTÓRICOS), escritos em letra maiúscula fonte times, tamanho 12, em negrito e
alinhamento à esquerda. Deve-se deixar um espaço de 1,5 entre o conteúdo e o próximo
título.
Os subtítulos (exemplo: 2.1 Tipos de ações), escritos também com tamanho 12, negrito e
alinhamento à esquerda. No entanto, apenas a primeira letra da primeira palavra que
compõe o subtítulo deve estar em maiúscula. Também uma linha em branco é deixada
após o conteúdo do subtítulo.

VI. Texto Principal: o texto escrito com letraTimes New Roman, tamanho 12, justificado,
espaçamento entrelinhas de 1,5.

VII. Figuras e tabelas: as figuras e as tabelas devem ser centralizados em relação ao


texto e numerados em ordem crescente e independente. Tanto as figuras como as
tabelas, devem ser legendados e indicados quanto ao tipo (Anexos 5 e 7).

NOTA: A intenção deste exemplo é instruir o corpo discente a elaborar artigos científicos
nos cursos de graduação ou pós-graduação, a partir de um formato único e
metodologicamente adequado, com o objetivo de iniciá-lo na escrita acadêmica
padronizada e na confecção de artigos (resultado de pesquisas) para posterior
publicação. Sugere-se ao corpo docente que solicite aos estudantes a elaboração de
artigos científicos no decorrer do curso, para que assim exercitem suas capacidades na
elaboração trabalhos acadêmicos.
5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA

5.1 Redação do Trabalho Científico

A redação do texto científico consiste na exposição do material bibliográfico


selecionado, interpretado de forma objetiva, clara e concisa. O trabalho científico deve ter
caráter impessoal. Recomenda-se a utilização de expressões como: “o presente trabalho”,
“adotou-se como referencial...”, evitando-se fazer referências pessoais, como “meu
trabalho...” “adotei...”.
A linguagem científica é informativa e técnica, de ordem cognosciva e racional,
firmada em dados concretos, a partir dos quais analisa, sintetiza, argumenta e conclui. As
frases devem ser simples e curtas no sentido de esclarecer melhor as idéias do autor.
Requer cuidado e atenção em relação às regras gramaticais, evitando-se vocabulário
popular ou vulgar.

5.2 Formatação

A arte final deve ser impressa em papel branco, formato A4 (21 x 29,7 cm),
recomenda-se utilizar gramatura 75g/m2, ocupando apenas o anverso da folha, impressão
a tinta na cor preta ou laser, exceto as figuras. Na margem direita não devem ser usados
barras ou outros sinais para efeito de alinhamento do texto.
Recomenda-se utilizar em todo o trabalho a letra Times New Roman , tamanho 12.
Nas citações diretas com mais de três linhas, notas de rodapé, legendas de figuras e
tabelas deve-se utilizar fonte tamanho 10. Neste caso, deve-se também observar o recuo
de 4 cm da margem esquerda.
Os títulos da parte pré-textual e pós-textual devem aparecer em letras maiúsculas,
centralizados e em negrito. Os títulos principais da parte textual devem ser alinhados à
esquerda, com letras maiúsculas e em negrito. Os subtítulos da parte textual devem ser
alinhados à esquerda, escritos somente com a letra inicial maiúscula da primeira palavra e
em negrito. Os títulos e subtítulos da parte textual devem ser precedidos de numeração
progressiva, separada por um espaço de caractere.
Os títulos principais devem começar em nova página após 4 (quatro) espaços 1,5
entrelinhas a partir da margem superior. Os títulos e subtítulos são separados entre si e
do texto, tanto acima como abaixo por um espaço 1,5 entrelinhas.
O parágrafo é iniciado a 1,5 cm a partir da margem esquerda. Um novo
parágrafo no final da página deverá ter no mínimo duas linhas. Se a página não
comportar, inicia-se o parágrafo na folha seguinte. No entanto, quando se tratar de
citação direta textual longa, estas devem aparecer em uma mesma página.

5.3 Margem

As páginas devem apresentar as seguintes dimensões.


Superior 3,0 cm
Inferior 2,0 cm
Esquerda 3,0 cm
Direita 2,0 cm

5.4 Estilo

Emprega-se negrito para títulos de livros, de periódicos, nos títulos e subtítulos


do trabalho científico. Para expressões de referência (ex.: vide, in vitro...), nomes
científicos, letras, palavras ou frases que requerem destaque e/ou em língua estrangeira,
usa-se itálico. Aspas devem ser reservadas para destacar citações textuais de outros
autores.

5.5 Espaçamento

Todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5. As citações com mais de três
linhas, as notas de rodapé, as referências, as legendas de figuras, tabelas e a ficha
catalográfica devem ser digitadas em espaço simples. Ressalta-se que as referências, ao
final do trabalho, devem ser digitadas em espaço simples, alinhadas à esquerda e
separadas entre si por um espaço duplo.

5.6 Numeração progressiva

Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a


numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos principais, por serem as
principais divisões de um texto, devem iniciar em página distinta. O indicativo numérico de
uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de
caractere. Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se o recurso
negrito, em letras maiúsculas e/ou minúsculas, no sumário e de forma idêntica, no
texto.

5.7 Títulos sem indicativo numérico

Os títulos pré-textuais, dedicatória, agradecimentos, lista de figuras, lista de


tabelas, listas de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumo, abstract, sumário e os
títulos pós-textuais, referências e lista de anexos devem aparecer sem indicativo
numérico, centralizados e em negrito. O título Anexo deve aparecer sem indicativo
numérico, após as referências, centralizado na página (horizontal e verticalmente) e em
negrito.

5.8 Figuras e tabelas

As figuras e tabelas devem aparecer no texto logo após serem citadas pela
primeira vez. No título utiliza-se letra Times New Roman, fonte 12 e espaço simples. O
corpo da figura e da tabela pode ser redigido com fontes menores e espaçamento
simples. Na fonte bibliográfica utiliza-se fonte tamanho 10. Recomenda-se que ocupem no
máximo uma página. Se necessário, podem ser dispostos no formato paisagem,
permanecendo a numeração da página de acordo com o restante do texto. No caso de
ocupar mais de uma página, deve-se colocar abaixo a indicação “...continua...”, sem o fio
de fechamento. No topo da página seguinte, deve-se repetir o título e a expressão
“Cont...”.
Se ocuparem menos de meia página, o espaço restante deve ser preenchido com
texto. Tanto acima como abaixo, recomenda-se deixar um espaço de 1,5 entrelinhas para
separá-las do texto.
No caso de se utilizar várias figuras e tabelas em um mesmo trabalho, recomenda-
se elaborar uma lista que servirá como um sumário de identificação.

5.9 Paginação

Todas as páginas da monografia ou da dissertação, a partir da folha de rosto,


devem ser contadas seqüencialmente, em números arábicos. Não devem ser numeradas
as páginas dos títulos principais. A numeração deve ser colocada no canto superior
direito, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da
folha. Havendo anexos, as páginas devem ser numeradas de maneira contínua seguindo
às do texto principal. No caso do artigo científico, as páginas são contadas
seqüencialmente, exceto a capa e numeradas a partir da segunda.

5.10 Notas de rodapé

As notas de rodapé devem limitar-se ao mínimo necessário. São colocadas na


margem inferior da mesma página do texto onde ocorre a chamada numérica. A chamada
numérica deve ser colocada em ordem crescente, devendo-se evitar o uso de asteriscos
ou numeração única para todo o trabalho. Aparecem separadas do texto por um traço
contínuo de 3 cm, a partir da margem esquerda, digitadas em espaço simples e fonte 10.

5.11 Anexo(s)

Os anexos devem ser identificados por letras maiúsculas, consecutivas, travessão


e pelos respectivos títulos, colocados após as referências. A primeira folha deve conter o
título ANEXO(S), centrado tanto na vertical quanto na horizontal, em letra maiúscula e em
negrito. No caso de se utilizar vários anexos, recomenda-se elaborar uma lista que servirá
como um sumário de identificação, com páginas enumeradas de forma contínua seguindo
a parte textual.

5.12 Revisão de língua portuguesa e inglesa

Sugere-se que seja realizada a correção ou revisão de língua portuguesa


(pontuação, ortografia, concordância nominal e verbal) e de língua inglesa (abstract),
antes da encadernação ou da impressão da cópia final do trabalho de conclusão de curso.
É de responsabilidade do aluno e do professor-orientador a realização e a verificação das
correções propostas pelo professor-revisor.

5.13 Revisão de normas metodológicas

As normas técnicas de metodologia e apresentação gráfica dos TCCs do Curso de


Direito da Faculdade Projeção devem seguir as normas e padrões propostos neste
documento. Compete ao professor-orientador, acompanhar o seu orientado na elaboração
do TCC, responsabilizando-se pela revisão de conteúdo, de metodologia, de língua
portuguesa e inglesa (abstract, se houver).
Após a encadernação, sob a responsabilidade do aluno, as cópias solicitadas
devem ser entregues, incluindo uma digital, devidamente identificadas.
ANEXOS
Anexo 1

FACULDADE PROJEÇÃO
FORTIUM CENTRO DE ESTUDOS JURÍDICOS

TÍTULO DO TRABALHO

JOSÉ DOS REIS

Monografia (ou Artigo Científico)


apresentada (o) ao Curso de (...),
como parte das exigências para
obtenção do título de (...).

TAGUATINGA - DF
2007
Anexo 2

SUMÁRIO

1 TEMA E SUA DELIMITAÇÃO........................................................................... 1


2 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 1
3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ..................................................................... 1
4 CONSTRUÇÃO DA HIPÓTESE ....................................................................... 2
5 OBJETIVOS ..................................................................................................... 2
5.1 Geral .............................................................................................................. 2
5.2 Específicos .................................................................................................... 2
6 REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................ 3
7 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ........................................................ 6
8 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO .................................................................... 6
9 ORÇAMENTO .................................................................................................. 7
REFERÊNCIAS ................................................................................................... 8
ANEXOS ............................................................................................................. 10
Anexo 3

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 00
2 CAPÍTULO I...................................................................................................... 00
2.1........................................................................................................................ 00
2.2 ....................................................................................................................... 00
3 CAPÍTULO II .................................................................................................... 00
3.1 ....................................................................................................................... 00
3.1.1..................................................................................................................... 00
3.2 ....................................................................................................................... 00
3.3 ....................................................................................................................... 00
3.4 ....................................................................................................................... 00
3.5 ....................................................................................................................... 00
3.6 ....................................................................................................................... 00
4 CAPÍTULO III.................................................................................................... 00
5CONCLUSÃO..................................................................................................... 00
REFERÊNCIAS.................................................................................................... 00
ANEXOS ............................................................................................................. 00

Anexo 4

CITAÇÕES EM DOCUMENTOS
Entende-se por citação um discurso alheio retirado de uma fonte bibliográfica
que tenha corroborado para o embasamento científico dos argumentos defendidos pelo
pesquisador. Portanto, citação é “a menção, no texto, de uma informação colhida de outra
fonte” (ABNT, NBR 10520, 2002, p.1).

⇒ Apresentação
- devem aparecer de preferência no decorrer do texto, elaborado dentro de uma
seqüência lógica. Recomenda-se utilizar o sistema de chamada, autor-data (alfabético);
- em todos os tipos de citações, a chamada ou entrada é feita pelo último sobrenome do
autor, pela instituição responsável ou pela primeira palavra do título do trabalho
pesquisado, quando não há autor. As citações podem ser:
a) direta, literal ou textual : reprodução de trecho de uma fonte bibliográfica com a
mesma ortografia, redação e pontuação.
- as citações diretas, de até três linhas com o autor incluído na sentença, indica-se o
sobrenome com a letra inicial maiúscula, a data e a página consultada entre parênteses.
Devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar
citação no interior da citação.

Exemplos:

De acordo com Fernandes (2001, p.228) “a ‘administração por objetivos’ é um


processo pelo qual os gerentes superiores e subordinados de uma empresa
identificam em conjunto seus objetivos comuns”.

Para De Luca (1996, p.48) o “balanço social é um instrumento contábil que permite
verificar a situação da empresa no campo sócio - econômico”.

De acordo com Cintra, Grinover e Dinamarco (1999, p.129), pode-se afirmar que
“jurisdição é ao mesmo tempo, poder, função e atividade”

- as citações diretas com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm
da margem esquerda, escritas em espaço simples, fonte 10 e sem aspas. Devem ser
separadas do texto por um espaço 1,5 entrelinhas, tanto acima como abaixo, tendo como
limite à margem direita da folha. Quando o sobrenome do autor estiver incluído na
sentença, indica-se este com a letra inicial maiúscula e, somente a data e a página
consultada entre parênteses e; quando o sobrenome do autor não estiver incluído na
sentença, este deve ser colocado em letras maiúsculas juntamente com a data e a
página entre parênteses.

Exemplos:

Não é através das leis que o Estado sobrevive, mas por meio
do poder legislativo. A lei antiga não causa obrigação hoje, mas
o silêncio implica consentimento tácito, e, em resumo, que o
soberano confirma constantemente as leis que ele não
revogou, podendo fazê-lo. Tudo que ele declarou querer um
dia, a menos que seja revogado, vale para sempre
(ROUSSEAU, 1995, p.143).

Para Fonseca e Fonseca Filho (1977, p.85):

o texto tem de ser visto como produto de um ato da fala, como


discurso, isto é, como enunciado que traz em si as marcas do
processo de enunciação, as marcas da adequação às
finalidades próprias de cada sujeito de comunicação em
situações específicas, as marcas de ações desenvolvidas em
cada ato verbal.

O inciso XXXVIII do art. 5º da Constituição Federal dispõe que:

é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe


der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das
votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para
o julgamento dos crimes dolosos contra a vida (BRASIL, 1988,
p.8).

- as citações diretas em que o sobrenome do(s) autor(es) ou títulos da obras (no caso de
obras sem autoria) não estão incluídas na sentença, estes são colocados em letras
maiúsculas com a data e o número da página consultada, no final do parágrafo entre
parênteses.

Exemplos:

O ordenamento jurídico pátrio permite que os tribunais, em razão de


posicionamentos reiterados ou uniformizados acerca de determinada matéria, editem
súmulas ou enunciados, que nada mais são do que “preceitos abstratos acerca de
determinadas situações concretas” (LASPRO, 2000, p.270).
Durante a elaboração de um trabalho científico “a dúvida é um estado de equilíbrio
entre a afirmação e a negação” (CERVO; BERVIAN, 1983, p.16).

- em citações diretas de diversos documentos de um mesmo autor, publicados num


mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas após a data e sem
espacejamento.

Exemplos:

De acordo com Resende (1996a, p.15)


“...............................................................................”.
ou
A cultura organizacional refere-se “...............................................” (RESENDE,
1996b, p.15).

b) indiretas ou livres: síntese das idéias ou informações contidas em uma fonte


bibliográfica, apresentadas no texto em forma de redação pessoal, devendo ser fiel ao
sentido da idéia original do autor pesquisado.
- em citações indiretas, quando o sobrenome(s) do(s) autor(es) ou o título da obra (no
caso das obras sem autoria) estiver(em) incluído(s) na sentença, este aparece com a letra
inicial maiúscula e a data de publicação da obra pesquisada entre parênteses.

Exemplo:
Segundo Lakatos e Marconi (1995), ler significa conhecer, interpretar, decifrar. A
maior parte do conhecimento é obtida por meio da leitura, que possibilita a
ampliação e o aprofundamento do saber em determinado campo cultural ou
científico.
- em citações indiretas com o sobrenome do(s) autor(es) (separados por ponto e virgula)
ou título da obra (no caso de obras sem autoria) não incluídos no texto, devem ser
colocados em letras maiúsculas com a data de publicação da obra, no final do parágrafo
entre parênteses.

Exemplo:

A pesquisa é considerada um procedimento formal, de pensamento reflexivo, que


requer um tratamento científico para conhecer a realidade ou para descobrir
verdades parciais (LAKATOS; MARCONI, 1996).

- em citações indiretas, retiradas de diversos documentos de um mesmo autor(es),


publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as suas datas
separadas por vírgula.

Exemplos:

Segundo Castro (1998, 2000, 2001), judiciárias são todas as atividades exercidas
pelo poder judiciário independente de sua natureza.

A doutrina e a jurisprudência mencionam que o Estado responde pelos danos


causados pela administração de acordo com a teoria do risco administrativo
(BARBOSA JUNIOR; CASTRO, 1999, 2000, 2001).

- em citações indiretas de diversos autores, incluídos na sentença, mencionados


simultaneamente, devem ser colocados em ordem alfabética e separados por vírgula.

Exemplo:

Conforme Fernandes (2001), Lakatos e Marconi (1996) e Máttar Neto (2002) o


conhecimento científico, basicamente, inclui a observação dos fatos, a produção e a
comprovação de teorias e seu aperfeiçoamento contínuo, por ser considerado
passível de revisão.

- em citações indiretas de diversos autores, não incluídos na sentença, mencionados


simultaneamente, devem ser colocados em ordem alfabética separados por ponto e
vírgula.

Exemplo:

São vários os autores que escrevem sobre conhecimento filosófico e conhecimento


científico (FERNANDES, 2001; LAKATOS; MARCONI, 1996; MÁTTAR NETO,
2002).
- as citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados num
mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas após a data e sem
espacejamento.

Exemplos:

De acordo com Resende (1996a) é preciso diferenciar sumário de índice.

A introdução é a ultima parte do trabalho a ser redigida (RESENDE, 1996b).

- em citações indiretas, retiradas de documentos da internet com autor(es), os


procedimentos são semelhantes aos das fontes bibliográficas. No caso de documento
sem autoria, coloca-se a primeira palavra do título do trabalho ou do texto seguida de
reticências como se fosse o sobrenome do autor.

Exemplos:

Abreu et al. (2005) concluíram que, todos os cães respondem ao estímulo


antigênico, produzindo anticorpos anti-T. gondii. Todavia apresentam alterações
oftálmicas significativas, observadas a partir da terceira semana pós-inoculação
através de microscopia direta e confirmadas na retinografia.

O percevejo castanho é um inseto polífago, alimenta-se de uma variedade de


plantas hospedeiras, o que lhe assegura sobrevivência em extensas áreas
(OCORRÊNCIA..., 2005).

Conforme Ocorrência...(2005), o percevejo castanho é um inseto polífago, alimenta-


se de uma variedade de plantas hospedeiras, o que lhe assegura sobrevivência em
extensas áreas.

c) citação de citação: Transcrição preparada por meio de fonte secundária, ou seja, o


pesquisador não utiliza a fonte original. Este tipo de citação deve ser evitado ao máximo,
por não ter sido consultada a obra original, correndo-se o risco de má interpretação e
incorreções. Recomenda-se que seja sempre reproduzida literalmente, ou seja, como
citação direta.

Exemplos:
De acordo com Meigs et al. (1983) citados por Diehl (1997, p.39) “os ativos
intangíveis são utilizados na operação de negócios, mas que não têm substância
física e não são correntes”.
A língua, como processo evolutivo, não deve ser limitada, coibida e sim, estimulada
e progressiva. “[...] a linguagem não apenas nos ajuda a compreender por que as
coisas são, como nos permite, igualmente, ver o que poderia acontecer” (LAWTON,
1979, citado por TRAVAGLIA, 2002, p.22).

⇒ Regras gerais

- em citações diretas ou indiretas, retiradas de documentos com coincidência de


sobrenomes dos autores e/ou de datas de publicação, deve-se acrescentar as iniciais de
seus prenomes.

Exemplos:
Silva, M. (1985) considera
que.................................................................................................

Segundo as normas contábeis recomenda-se expor os resultados.................(SILVA,


C., 1985).

Silva, M. (1985, p.12) considera que “ deve-se trabalhar a


leitura...........................................”.

Segundo as normas contábeis recomenda-se expor os resultados


“...........................................”
(SILVA, C.,1985, p.23).

- em citações de obras com até 3 autores devem-se citar os três. Em obras com número
de autores superior a três (3) autores, utiliza-se a expressão et al., após o sobrenome do
primeiro autor.

Exemplos:

O óleo do gergelim possui os seguintes ácidos graxos: palmítico (9,1%); estereático


(4,3%); araquídico (0,8%); oléico (45,4%); linoléico (40,4%). O óleo ainda possui 107
unidades internacionais de vitamina A e 564 calorias por 100g de matéria graxa
(VARMA; SHARMA; PATHAK, 1978).

Para Silva et al. (1999) a contabilidade como instrumento de informação, recebe


críticas por não responder questões referentes ao patrimônio e ao resultado das
operações organizacionais.

Conforme Hutt, Walker e Frankwick (1995, p.122) “ a mudança estratégica é, antes


de tudo, um processo político que implica a modificação da distribuição de recursos
e de poder pelos vários níveis ou unidades organizacionais”.

- quando se tratar de documentos sem data utiliza-se a expressão (s.d.) entre parênteses.

Exemplos:
Machado (s.d, p.25) afirma que “.......................................................................”.
ou
................................................................................................................. (MACHADO,
s.d).

- quando se tratar de citações de textos em língua estrangeira, duas opções se


apresentam:
a) transcrever a citação na língua original no texto, com a tradução em nota de rodapé;
b) transcrever a citação traduzida diretamente no texto e indicar na língua do documento
original, em nota de rodapé;

- erros gráficos ou de outra natureza, constantes do texto original, poderão ser indicados
com a expressão latina [sic] que significa que estava assim mesmo no texto original;

- quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates,


comunicações,...) indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal,
mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

Exemplo:
No texto:

A falta de defensivos agrícolas no mercado dificultou o controle das doenças


de final de ciclo na cultura da soja (informação verbal)1 .
No rodapé da página
_____________________
1
Noticia fornecida por José Gomes de Aquino, na Reunião da Associação de
Produtores de Grãos, em janeiro de 2004, em Rio Verde-GO.
- os colchetes são usados para indicar acréscimos [ ], omissões ou supressões do
texto citado [...], ênfases [!] dúvidas [?] e incorreções [sic].

- para enfatizar palavra(s) ou frase(s) de uma citação, devemos destacá-las indicando


esta alteração com a expressão (grifo nosso), após a chamada da citação, ou (grifo do
autor), caso o destaque já faça parte da obra consultada.
Anexo 5

REFERÊNCIAS E SUA ELABORAÇÃO

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), considera referências como um


conjunto de elementos que permite a identificação, no todo ou em partes, de documentos
impressos ou registrados em diversos tipos de suporte. Podem aparecer no final de um
texto ou capítulo, em listas de referências e encabeçando resumos ou resenhas. As
referências são constituídas de elementos essenciais, acrescidos de elementos
complementares, quando necessários (ABNT – NBR 6023, 2002).

⇒ Para que serve uma referência?


- dar o devido crédito ao autor do texto original ao qual se faz referência. É uma questão
de honestidade intelectual.
- possibilitar ao leitor a localização da fonte de que foi extraída a informação. Ele pode
querer ir até lá buscar mais detalhes sobre o tema.
- dotar o autor de uma “memória auxiliar”. Mais tarde, talvez ele queira voltar à fonte. Além
disso, a citação de uma fonte reconhecidamente confiável pode dar maior credibilidade ao
que o autor escreve em razão da autoridade da fonte citada.

⇒ Regras gerais para elaboração de referências


- localizam-se, preferencialmente, no final de uma obra ou do capítulo;
- usam-se letras maiúsculas para:
a) último sobrenome do(s) autor(es);
b) nomes de entidades coletivas, quando a entrada é direta;
c) primeira palavra da referência, quando a entrada for pelo título;
d) títulos de eventos (congressos, reuniões, conferências, simpósios, encontros....)
e) nomes geográficos, quando se tratar de instituições governamentais da administração
direta;
- são alinhadas somente à margem esquerda;
- devem ser digitadas em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo;
- os autores são indicados pelo último sobrenome em letras maiúsculas, seguido do
prenome abreviado ou não (recomenda-se que se proceda de maneira uniforme em um
mesmo documento);
- deve - se usar o recurso tipográfico negrito para destacar o título das obras
pesquisadas.

⇒ Modelos de referências

a) Livro com um autor.

SOBRENOME e prenome(s) do(s) autor(es). Título. Edição. Local de publicação:


Editora, data de publicação. Número de páginas. Volume. (Coleção ou série).
Os prenomes podem ser utilizados completos com apenas a letra inicial maiúscula
ou somente com a letra inicial maiúscula seguida de ponto.

Exemplo:

BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho Rio de
Janeiro: Campus, 1992. 217p.

b) Livros com 2 e 3 autores, referenciam-se todos, separados por ponto e vírgula (;).

SOBRENOME e prenome(s) do(s) autor(es) . Título. Edição. Local de publicação:


Editora, data de publicação. Número de páginas. Volume. (coleção ou série).

Exemplos:

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 3.


ed. São Paulo: Atlas, 1996. 270p.

SOMMER, Bobb; FALSTEIN, Mark. Renove sua vida: a valorização da auto-


imagem para uma vida melhor no século 21. São Paulo: Summus, 1997. 332p.

c) Livros com mais de 3 autores, pode-se optar pela indicação do primeiro autor seguido
da expressão et al ou é facultado indicar o nome de todos.

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es) Título. Edição. Local de publicação:


Editora, data de publicação. Número de páginas. Volume. (coleção ou série).

Exemplos:

GALLO, D. et al. Manual de entomologia agrícola. 2. ed. São Paulo: Agronômica


Ceres, 1988. 649p.

IUDÍCIBUS, S. de; MARTINS, E.; KANITZ, S. C.; RAMOS, A. de T.; CASTILHO, E.;
BENATTI, L.; WEBER FILHO, E.; DOMINGUES JUNIOR, R. . Contabilidade
introdutória. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1996. 306p.
d) Quando não há autor(es) e sim responsável intelectual, cita-se este(s) seguido da
abreviatura que caracteriza o tipo de responsabilidade atribuída entre parênteses (Org.,
Coord., Comp. ou Ed.).

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es). Título. Edição. Local de publicação:


Editora, data de publicação. Volume ou tomo. Número de páginas. (Coleção ou
série).

Exemplos:

FARINA, E. M. M .Q. (Coord.). Estudos de caso em agribusiness. São Paulo:


Pioneira, 1997. 187p.

MINAYO, M. C. de. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 19 .ed.


Petrópolis: Vozes, 2001. 80p. (Temas Sociais).

e) Publicações em parte incluindo capítulo, volume, tomo, fragmento ou outras partes de


uma obra, com autor(es).

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es). Título, subtítulo (se houver) da parte,


seguidos da expressão In: referência completa da obra no todo com as páginas da
parte referenciada.

Exemplos:

LAZZARINI, S.G. Estudos de caso para fins de pesquisa: aplicabilidade e limitações


do método. In: FARINA, E. M. M. Q. (Coord.). Estudos de caso em agribusiness.
São Paulo: Pioneira, 1997. cap. 1. p.9-23.

FARINA, E. M. M. Q. Sadia: o desafio de manter a liderança no mercado de frangos.


In: ________. (Coord.). Estudos de caso em agribusiness. São Paulo: Pioneira,
1997. cap. 5. p.97-130.

f) Publicações em partes (capítulo, volume, tomo, fragmento ou outras partes de uma


obra) sem autoria própria, quando o autor da parte é o mesmo do todo.

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es). Título. Edição. Local de publicação:


Editora, data de publicação. Número de páginas consultadas. Volume consultado.
Capítulo consultado.

Exemplo:

BOGGS, James. Ação e pensamento. São Paulo: Brasiliense, 1969. v.3. cap.2.
p.34-56.
g) Entidades Coletivas (órgãos governamentais, associações, empresas.....).

NOME DA ENTIDADE. Título. Edição. Local de publicação: Editora, data de


publicação. número de páginas (Sigla da empresa, Tipo de publicação, número de
publicação).

Exemplos:

BIOSET. Manual do usuário: laser physiolux dual 670 e 904nm. Rio Claro, [s. d].
25p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Definição da área


plantada com algodão herbáceo safra 1998/99. Rio Verde: IBGE, 1999. 12p.

Se a instituição tiver denominação genérica, indica-se o órgão superior em letra


maiúscula.

BRASIL. Ministério da Educação. Serviço de Estatística da Educação e Cultura.


Estudos e informes estatísticos. Brasília: MEC, 1986. 143p.

h) Periódico técnico - científico no todo.

TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação: Editora ou entidade responsável,


mês e ano de publicação. Periodicidade. ISSN (Internacional Standart Serial
Number).

Exemplo:

REVISTA DO CURSO DE DIREITO. Brasília - DF: Fortium, set. de 2006. Semestral.


ISSN XXXX-XXXX.

i) Artigo técnico – científico publicado em periódico, com autor.

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es). Título. Nome do periódico, Local, ano de


editoração, volume, número, página inicial e final, mês e ano de publicação.

Exemplo:

DUARTE JR. Dimas Pereira. Tratados e sistemas internacionais de proteção dos


direitos humanos: dos princípios filosóficos à realização normativa. Revista da APG-
PUC-SP, SÃO Paulo-SP, a.XIII, n.31, p. 81-90, 2006.

j) Artigo técnico-científico publicado em jornal, com autor.

SOBRENOME e prenome(s) do(s) autor(es). Título. Nome do jornal, Local, dia mês
e ano. Título do caderno, seção, páginas do artigo e coluna.
Exemplo:

RECUPERO, R. O mundo imita o Brasil. Folha de São Paulo, São Paulo, 31 de


março de 2002. Dinheiro, Opinião Econômica, p.2.

l) Eventos no todo (congresso, seminário, encontro, simpósio....)

NOME DO EVENTO. número, ano, local. Título.... local de publicação: editora, data
de publicação. número de páginas, volumes.

Exemplo:

CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIA POLÍTICA, 3, 2006, Campinas-


SP, Resumos... Campinas: Unicamp, 2006, 54p.

m) Trabalho publicado em Congresso, Simpósio ou Encontro com autor.

SOBRENOME e prenome(s) do autor(es). Título, subtítulo (se houver) seguido da


expressão In: Título do evento em letras maiúsculas, número do evento, ano, local
de realização. título do documento (Anais..., Atas..., Resumos..., Palestras...),
local: editora, data de publicação. volume. página inicial e final da parte consultada.

Exemplos:

DUARTE JR, Dimas Pereira. Direitos humanos econômicos, sociais e culturais: a


outra face da violência estatal no Brasil. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE
AMERICANISTAS, 52, 2006, Sevilla - Espanha. Anais... Sevilla: Universidad de
Sevilla, 2006. v.1. p. 1166-1179.

n) Trabalhos acadêmicos.

SOBRENOME e prenome do autor. Título. ano. nº de folhas. Monografia,


Dissertação ou Tese (Grau e área) – Unidade de ensino, Nome da Universidade,
Local, ano.

Exemplos:

DUARTE JR, Dimas Pereira. A ética e a prática das virtudes em Aristóteles.


2000. 23f. Monografia (Pós-graduação Lato sensu em Filosofia) – Universidade
Católica de Brasília, Brasília, 2000.

GUIMARAES, R. S. Município e meio ambiente. 2000. 151f. Dissertação (Mestrado


em Direito) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2000.

o) Boletins, Circular Técnica e Folhetos com ou sem menção de autores.


SOBRENOME e prenome(s) do(s) autor(es). Título. Local de publicação: Editora,
data de publicação. número de páginas. (Editora. tipo de publicação, número).

Exemplos:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE SUÍNOS. Método brasileiro de


classificação de carcaça. Estrela: ABCS, 1973. 16p. (ABCS. Circular Técnica, 2).

SANTANA, J. C. F.; WANDERLEY, M.U.R. Interpretação de resultados de análise


de fibras. Campina Grande: EMBRAPA/CNPA, 1995. p.1 (EMBRAPA. Folheto, 42).

MARTINEZ. H.E.P. et al. Nutrição mineral, fertilidade do solo e produtividade do


cafeeiro nas regiões de Manhuaçu e Patrocínio. Belo Horizonte: EPAMIG, 2000.
36p. (EPAMIG. Boletim Técnico, 59).

p) Referências legislativas.

p.1) Constituições

PAIS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Constituição (data de promulgação). Título. Local:


Editor, Ano de publicação. Número de páginas ou volumes. Notas.

Exemplo:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:


promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira. 4.
ed. São Paulo: Saraiva, 1990. 168p. (Série Legislação Brasileira).

p.2) Leis e Decretos

PAIS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Lei ou Decreto, número, data (dia, mês e ano).
Ementa. Dados da publicação que publicou a lei ou decreto

Exemplos:

BRASIL. Lei n. 9273, de 3 de maio de 1996. Torna obrigatória a inclusão de


dispositivo de segurança que impeça a reutilização das seringas descartáveis. Lex:
Coletânea de Legislação e Jurisprudência, São Paulo, v. 60, p. 1260, maio/jun., 3.
trim.1996. Legislação Federal e Marginália.

BRASIL. Lei n. 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o plano Nacional de


educação e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 10 de janeiro
de 2001, Seção1, p.1.
p.3) Pareceres

AUTOR (Pessoa física ou Instituição responsável pelo documento). Ementa, tipo,


número e data (dia, mês e ano) do parecer. Dados da publicação que publicou o
parecer.

Exemplo:

BRASIL. Secretaria da Receita Federal. Do parecer no tocante aos financiamentos


gerados por importações de mercadorias, cujo embarque tenha ocorrido antes da
publicação do Decreto-lei n. 1.994, de 29 de dezembro de 1982. Parecer normativo,
n. 6, de 23 de março de 1984. Relator: Ernani Garcia dos Santos. Lex: Coletânea de
Legislação e Jurisprudência, São Paulo, p. 521-522, jan./mar. 1. Trim., 1984.
Legislação Federal e Marginália.

p.4) Portarias e Resoluções

AUTOR.(entidade coletiva responsável pelo documento). Ementa (quando houver).


Tipo de
Documento, número e data (dia, mês e ano). Dados da publicação que publicou.

Exemplos:

BRASIL. Secretaria da Receita Federal. Desliga a Empresa de Correios e Telégrafos


- ECT do sistema de arrecadação. Portaria n. 12, de 21 de março de 1996. Lex:
Coletânea de Legislação e Jurisprudência, São Paulo, p. 742-743, mar./abr., 2. Trim.
1996. Legislação Federal e Marginália.,

BRASIL. Conselho Federal de Educação. Câmara de Educação Superior.


Estabelece normas para funcionamento de cursos de pós-graduação. Resolução
n.1, de 9 de abril de 2001. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de abril de 2001.
Seção 1, p.12.

p.5) Jurisprudência:. compreende súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e demais


decisões judiciais

AUTOR (entidade coletiva responsável pelo documento). Nome da Corte ou


Tribunal.
Ementa (quando houver). Tipo e número do recurso (apelação, embargo, habeas-
corpus, mandado de segurança,...) Partes litigantes. Nome do relator precedido da
palavra “Relator”.
Data, precedida da palavra (acórdão ou decisão ou sentença). Dados da publicação
que o publicou. Voto vencedor ou vencido, quando houver.

Exemplos:

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Ação Rescisória que ataca apenas um dos
fundamentos do julgado rescindendo, permanecendo subsistentes ou outros
aspectos não impugnados pelo autor. Ocorrência, ademais, de imprecisão na
identificação e localização do imóvel objeto da demanda. Coisa julgada. Inexistência.
Ação de consignação em pagamento não decidiu sobre domínio e não poderia fazê-
lo, pois não é de sua índole conferir a propriedade a alguém. Alegação de violação
da lei e de coisa julgada repelida. Ação rescisória julgada improcedente. Acórdão em
ação rescisória n. 75-RJ. Manoel da Silva Abreu . Estado do Rio de Janeiro. Relator:
Ministro Barros Monteiro. DJ, 20 nov. 1989. Lex: Coletânea de Legislação e
Jurisprudência, São Paulo, v.2, n. 5, jan. 1990. p.7-14.

BRASIL. Tribunal Regional Federal (5. região). Apelação cível n. 422.441-PE


(94.05.01629-6). Apelante: Edilemos Mamede dos Santos e outros. Apelada: Escola
Técnica Federal de Pernambuco. Relator. Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de março de
1997. Lex: Jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais. São Paulo, v.10,
n. 103, p.558-562, mar. 1998.

p.6) Doutrina

Inclui toda e qualquer discussão técnica sobre questões legais, em forma


convencional ou meio eletrônico. Pode estar apresentado em vários tipos de suporte
físico como livros, artigo de periódico, trabalho apresentado em evento, entre outros.

Exemplo:

DANTAS NETO, Afonso Tavares. Pensão alimentícia e maioridade. Consulex,


Brasília, a.8, n.184, p.56-57, set. 2004.

q) Apostila

NETTO, José Paulo. O Método em Marx. São Paulo: PUC-SP, 1994. 400p.
Apostila.

r) Bula de remédio

DORFLEX: comprimidos. Farmacêutico responsável: Antonia A. Oliveira. Suzano:


Aventis Pharma Ltda, [s.d.]. Bula de remédio.

RESPRIN: comprimidos. Responsável técnico: Delosmar R. Bastos. São José dos


Campos: Johnson & Johnson, 1997. Bula de remédio.

RINOSSORO: cloretos de sódio e benzalcônio. Farmacêutico J.G. Rocha. São


Paulo: Farmasa, [s.d.]. Bula de remédio.

s) Documentos eletrônicos
Entende-se por documento eletrônico aquele existente em formato eletrônico para ser
acessado por tecnologia de computador. A referência segue os mesmos padrões
usados para documentos convencionais, acrescentando-se ao final as informações
relativas à descrição física do meio ou suporte.

s.1) Artigos de periódicos publicados na internet e CD ROM

SOBRENOME DO AUTOR(ES). Título. Periódico, Local, ano de editoração, volume,


número, data de publicação. Disponível em: < >. Acesso em: data.

Exemplos:

ROWE, W. G. Liderança estratégica e criação de valor. Revista de Administração


de Empresas, São Paulo, v.42, n.1, jan./mar. 2002. Disponível em:
<http://www.rae.com.br/indexcfm?S=2&Pg+artigo&ID+1325>. Acesso em:
01/04/2002.

GOMES, L. F. Súmulas vinculantes e independência judicial. Revista dos


Tribunais, São Paulo, v.86, n.739, maio de 1997, 1 CD ROM.

obs: nos artigos sem autoria coloca-se a primeira palavra toda em letra maiúscula
como se fosse o sobrenome do autor. Os demais elementos seguem a mesma
ordem.

s.2) E-mail

AUTOR(ES). Título (informação sobre a mensagem). Disponível em: < > Acesso em: .

Exemplo:

RASSIF, Maria. Envio de teses para as instituições de origem. Disponível em:


<ainos@music.pucrs.br >. Acesso em: 13 jul. 1998.
⇒ Considerações Gerais

a) Autoria
Referencia-se o autor pelo sobrenome em maiúscula seguido de vírgula e espaço e
o prenome com inicial maiúscula ou só a inicial maiúscula seguida de ponto. Quando a
obra tiver mais de um autor, estes são separados por ponto e vírgula (;).

b) Imprenta
- Quando o local da publicação é desconhecido, usa-se a expressão sine loco [S.l.]
- Quando a editora é desconhecida, usa-se a expressão sine nomine [s.n.]
- Quando a data exata não for identificada, registra-se uma data aproximada entre
colchetes:
[1999 ou 2000] um ano ou outro
[1981?] para ano provável
[197-] para década certa
[197-?] para década provável
[18-] para século certo
[18--?] para século provável
[ca.1960] para a data aproximada
[entre 1906 e 1912] intervalos menores de 20 anos

c) Ordenação
As obras devem ser arranjadas em ordem alfabética de entrada, digitadas em
espaço simples e com espaço duplo para separá-las entre si. Alinhadas à esquerda.
Quando o autor e/ou título forem repetidos, utiliza-se travessão de 6 (seis) espaços e
ponto a partir da segunda ocorrência. Exemplos:

AMADO, Jorge. Capitães de areia. Rio de Janeiro: Record, 1991. 233p.

_____. Gabriela cravo e canela. São Paulo Martins, 1958. 453p.

MACHADO, D. Os ratos. 6.ed. São Paulo: Ática, 1974. 144p.

_____._____. 13.ed. Porto Alegre: Bels, 1992. 161p.


Anexo 6

RESUMO

MARTINS, Thiago Luis Resende. Liberdade e igualdade em Thomas Hobbes. 2005.


38f. Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-graduação Lato sensu em Direito Privado) –
Fesurv-Universidade de Rio Verde, Rio Verde, 2005.*

Este estudo teve como propósito ....

PALAVRAS-CHAVE

Liberdade, Igualdade, Thomas Hobbes.

*
Orientador: Prof. Ms. Dimas Pereira Duarte Júnior.
Anexo 7

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

ATIVIDADES Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar


Definição do tema e coleta de fontes X X X
bibliográficas
Leitura e interpretação das fontes X X
bibliográficas (fichamento)
Elaboração do projeto X X
Entrega do projeto ao Orientador para X
apreciação
Reformulação do projeto X
Entrega do projeto final ao Orientador X
Elaboração do trabalho final (TCC) X X X
Entrega do trabalho final ao Orientador X
Correções finais X
Entrega do trabalho à Coordenação X
Anexo 8

LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS

abs. - absoluto
obs. - observação
fig. - figura
p. - página
v. - volume
n. - número
ONU – Organização das Nações Unidas
OEA – Organização dos Estados Americanos
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
IES – Instituição de Ensino Superior
Σ - somatório
α - alfa
µ -micron
β - beta
π - pi
Anexo 9

MODELO DE FICHA CATALOGRÁFICA

D00i Duarte Jr., Dimas Pereira.


International Accountability e Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais no Brasil/ Dimas Pereira Duarte Júnior – São Paulo - SP:
PUC-SP, 2007.
151p.

Tese (Doutorado) – Pontifícia Universidade de São Paulo, 2007.

1.Direitos Humanos. 2. Relações Internacionais - Aspectos. 3.


Direitos Internacional. 4. 1.Título

CDU: 000.00:000.000
Anexo 10

VERBOS PARA REDAÇÃO DE RESULTADOS E DISCUSSÃO DE TRABALHOS


CIENTÍFICOS

CONHECIMENTO ANÁLISE SÍNTESE AVALIAÇÃO APLICAÇÃO CRÍTICA


Pelos Que E isto Podendo-se E isto O que
Quadros
Percebe-se Houve Sugere Prever É importante Assemelha
Nota-se Ocorreu Permite Aventar É essencial Concorda
Observa-se Apresentou Importa Extrapolar É interessante Coincide
Verifica-se Causou Indica Inferir É fundamental Eqüivale
Vê-se Alterou Induz Deduzir É conveniente Confere
Visualiza-se Acompanho Mostra Compara Pode aumentar Iguala
u
Detecta-se Contribuiu Força Concluir Pode beneficiar É
comparável
Registra-se Alcançou Acarreta Relacionar Pode viabilizar Contradiz
Depreende-se Beneficiou Denota Esclarecer Pode otimizar Choca
Acusou Ajuda Supor Pode solucionar Difere
Afetou Caracteriza Pressupor Pode favorecer Discorda
Diminuiu Levanta Argumentar Pode interessar Supera
Diferiu Justifica Evitar Pode auxiliar Ultrapassa
Limitou Possibilita Obter Pode acumular
Reduziu Oferece Modificar Pode baratear
Incrementou Reforça Lançar Pode ser
explicado
Resistiu Explica Esboçar Pode reduzir
Superou Confirma Recomenda Pode prejudicar
r
Tolerou Limita Criticar Pode
interromper
Aumentou Condiciona Esperar Pode
inviabilizar
Suplantou Conduz Avaliar Pode diluir
Testar Pode mascarar
Pode encarecer
Pode onerar
Pode influenciar
Pode criar
Pode apontar

Fonte: Jornal da Universidade Federal de Viçosa , Viçosa – MG.


Anexo 11

Capa
Lista de
Anexos
Anexo
s
Referências
Considerações
Finais
ou Conclusões
Desenvolviment
o
Introdução
Sumári
o
Lista de
Símbolos
Lista de Abreviaturas e
Siglas
Lista de
Tabelas
Lista de
Figuras
Abstrac
t .

Resumo
Agradecimento
s
Dedicatória
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Folha de rosto

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FIGURA 2 – Formato convencional de monografia


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