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DINÂMICA-LEIS DE NEWTON

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2010

DINÂMICA-LEIS DE NEWTON

OS CINCO VALORES HUMANOS (BSSSB)

Prof. Luiz Abelardo Freire - Msc

2010

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LEIS DE NEWTON 1642 – 1727
Prof. Luiz Abelardo 17122006

3 As leis de Newton se referem às leis que regem o equilíbrio , o desequilíbrio como também a ação e a reação. A esse estudo dá-se o nome de DINÂMICA que talvez tenha sido uma referência à unidade de força usada no sistema C.G.S. que é DINA. Acontece que antes do Sir Isaac Newton (1642 – 1727) divulgar seus trabalhos, Galileo Galilei (1564 – 1642), físico italiano, deu sua grande contribuição ao método experimental e fez numerosas descobertas e invenções no campo da física e da astronomia. Logo a seguir está como a capa do seu livro de Física foi idealizada.

PHILOSOPHIÆ NATURALIS PRINCIPIA MATHEMATICA Autore F S. NEWTON, Trin. Coll. Cantab. Soc. Mathefeos Profeffore Lucafiano, & Societatis Regalis Sodali. IMPRIMATUR S. PEPYS, Reg. Soc. PRÆSES. Julli 5, 1686 LONDINI, Juffu Societatis Regi.e ac Typis Fofephi Strater. Proftat apud Plures Bibliopolas. Anno MDCLXXXVII.

TITLE PAGE OF THE FIRST EDITION OF THE PRINCIPIA (See Appendix, Note2, page 627)

No final do prefácio da primeira edição do seu livro está escrito: Cambrige, Trinity College, May 8, 1686, Is. Newton (44 anos). No final do prefácio da segunda edição desse mesmo livro está escrito: London, March 28, 1713, Is. Newton (71 anos). No prefácio da terceira edição contém: London, Jan 12, 1725-6, Is. Newton (84 anos). Esse trabalho de Newton hoje é denominado “Física Clássica”. A obra toda tem 680 páginas na tradução para o inglês visto o original de Newton foi escrito em latim, e dividida em dois volumes. A edição em latim era em 3 livros, Book-1, Book-II e Book-III.

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4 Na página-13 dessa maravilhosa obra está escrito: AXIOMS, or LAWS OF MOTION1
LAW I

Every body continues in its state of rest, or of uniform motion in a right line, unless it is compelled to change thar state by forces impressed upon it.
PROJECTILES continue in their motion, so far as they are not retarded by the resistance of the air, or impelled downwards by the force of gravity. A top, whose parts by their cohesion are continually drawn aside from rectilinear motions, does not cease its rotation, otherwise than as it is retarded by the air. The greater bodies of the planets and comets. meeting with less resistance in freer spaces, preserve their motions both progressive and circular for a much longer time.

LAW II

2

The change of motion is proporcional to the motive force impressed; and is made in the direction of the right line in which that force is impressed.
If any force generatesa motion, a double force will generate double the motion, a triple force triple the motion, whether that force be impressed altogether and at once, or graduallly and successively. And this motion (being always directed the same way with the generating force), if the body moved before, is added to or subtracted from the former motion, according as they directly conspire with or are directly contrary to each other; or obliquely joined, when they are oblique, so as to produce a new motion compounded from the determination of both.

LAW

III

To every action there is always opposed an equal reaction: or, the mutual actions of two bodies upon each other are always equal, and directed to contrary parts.
Whatever draws or presses another is as much drawn or pressed by that other. If you press a stone with your finger, the finger is also pressed by the stone. 2 [ Appendix, Note 15]

Axioma = proposição evidente por si mesma. (Dicionário Brasileiro Globo – 20ª Edição)

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1ª Lei de Newton: “Todo corpo continua no seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em uma linha reta, a não ser que ele seja compelido a mudar aquele estado por forças impressas sobre ele” (Isaac Newton). “Os projéteis continuam seu movimento, até que eles não sejam retardados pela resistência do ar, ou impelido para baixo pela força da gravidade. Um pião, cujas partes por sua coesão estão continuamente puxando para o lado do movimento retilíneo, não cessa sua rotação, até que ele é retardado pelo ar. Os corpos maiores dos planetas e cometas, encontram pouca resistência no espaço livre, preservam ambos os movimentos, progressivo e circular, por um longo tempo” (Isaac Newton).

2ª Lei de Newton: “A mudança do movimento é proporcional a força motriz impressa; é feita na direção da linha reta em que a força é impressa”(Isaac Newton). “Se alguma força gera um movimento, uma força dupla gerará um duplo movimento, uma força tripla o triplo do movimento, seja a força impressa totalmente e de uma vez, ou gradualmente e sucessivamente. E este movimento (sendo sempre dirigido para a mesma direção com a força geradora), se o corpo é movido antes, é adicionado ou subtraido do movimento anterior, na mesma direção ou na direção contrária a ele, ou obliquamente juntos, quando eles são oblíquos, assim produz um movimento composto da determinação de ambos” (Isaac Newton).

3ª Lei de Newton: ”Para toda ação há sempre oposta uma reação igual: ou, a ação mútua de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais, e dirigidas a partes contrárias” (Isaac Newton). “Qualquer coisa que puxa ou pressiona outra é tão quanto puxado ou pressionado pela outra. Se você pressiona uma pedra com seu dedo, o dedo é também pressionado pela pedra. Se um cavalo puxa uma pedra amarrada por uma corda, o cavalo (se assim posso falar) será igualmente puxado para baixo pela pedra, considerando a corda esticada, pelo mesmo esforço de afrouxar ou relaxar ela mesma., puxará o cavalo tanto quanto a pedra ou seja aproxima a pedra para o cavalo, e será obstruído o progresso de um tanto quanto avança o do outro. Se um corpo age sobre o outro, e por esta força o movimento do outro muda, este corpo também (devido a igualdade de pressão mútua) sofrerá igual mudança, no próprio movimento porém em direção contrária. As mudanças feitas por essas ações são iguais, não em velocidade porém no movimento do corpo; que significa dizer, se os corpos não são embaraçados por outro impedimento. Mas, porque os corpos têm igual mudança no movimento, as mudanças de velocidades feitas pelas partes contrárias são inversamente proporcionais aos corpos. Esta lei vale também para a atração,...” (Isaac Newton). Força: Pode-se dizer de uma forma primária que força é ação de puxar ou empurrar. Já numa forma secundária, afirma-se que sendo a força uma grandeza que possui módulo-direçãosentido e ponto de aplicação é, portanto, um vetor.

Força Resultante: Como a força é vetor é possível ver aplicada sobre um corpo várias forças e com isso trabalhar só com a resultante delas, ou seja, a equação-1 mostra o somatório das forças que atuam sobre esse corpo e a figura-1 mostra a aplicação dessas “n” forças:

     FR  F1  F2  F3  ...  Fn Equação 1
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Figura 1 Noções de Equilíbrio Estático: O Equilíbrio é uma situação que todo mundo quer, seja financeiramente, emocionalmente, espiritualmente, etc, ou seja, é uma situação estável, que não muda. Assim também prefere os corpos inanimados, continuar sempre numa situação estável. Se você está parado, descansando tranqüilamente, sua velocidade é igual a zero, isso é classificado como “EQUILÍBRIO ESTÁTICO”. Noções de Equilíbrio Dinâmico: As pessoas que viajam de avião sentem a mesma coisa que se estivessem sentadas numa cadeira em uma sala de escritório lendo algo, ou seja, se você se encontra a uma velocidade de 960 km/h ou parado (velocidade=zero) não se consegue dizer que as situações vividas são bem diferentes. A única diferença visível é o valor numérico das velocidades, então viaja-se a uma velocidade constante, diferente de zero, dizemos que é “EQUILÍBRIO DINÂMICO” . 1ª Lei de Newton: Essa lei pode ser detalhada. Observa-se que, no modo de Newton enunciar esta lei da natureza, ele fala no estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme. O que existe de comum nesses dois estados é que, o valor da velocidade não muda com o tempo, ou seja, a aceleração é zero. Abaixo se mostram casos para melhor compreensão. I – Caso: Uma corda esticada por duas pessoas, uma em cada lado, figura-2.

Figura 2 A velocidade da corda é zero. Isso mostra que as forças F1 e F2 são iguais só em módulo. Então o cálculo da Força Resultante desse sistema de duas forças colineares dará como resultado o valor zero. II - Caso: Um carro na estrada está em movimento retilíneo uniforme, por simplicidade a análise será feita sem as rodas, veja a figura-3.

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Figura 3

  Na figura-3 a força F1 representa a força motriz (força produzida pelo motor do carro), F2 representa
a força de resistência do ar (força que se opõe ao movimento) e a força de atrito com o solo. A força de atrito com o solo se encontra entre o carro e o solo, apenas

 F2 representa as forças que cria   obstáculo ao movimento. A experiência mostra que o módulo de F1 é igual ao módulo de F2 . Se
calcular a Força Resultante, na direção do movimento, desse conjunto de duas forças, o resultado será zero. III – Caso: Uma pessoa está em movimento retilíneo uniforme num patim em uma pista de gelo, figura-4.

Figura 4 Nesse caso como geralmente a velocidade, mesmo constante, é pequena vamos não incluir a força de resistência do ar (visto o seu valor crescer com a velocidade relativa ao ar, e nesse caso praticamente é zero). No contato do patim com a superfície do gelo verifica-se experimentalmente que este tipo de atrito é também zero. Em outras palavras para que a pessoa no patim tenha velocidade constante não é preciso estar mantendo uma força para garantir o movimento. Nesse caso a Força Resultante, na direção do movimento, é igual a zero, porque não há forças nessa direção para serem somadas. Conclusão: Nota-se que nos três casos a velocidade é constante (zero ou diferente de zero) e a Força Resultante também é zero. Podemos agora fazer o enunciado da 1ª Lei de Newton falando só em forças, ficando assim: “Todo corpo continua no seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em uma linha reta se a Força Resultante for igual a zero”. Matemáticamente a 1ª Lei de Newton se escreve como a equação-2:

 FR  0

Equação 2

Procure observar que a afirmação: “A Força Resultante na direção do movimento” significa que se a direção desse movimento não coincidir com o eixo horizontal ou com o eixo vertical podemos fazer a análise do problema decompondo essa Força Resultante (ou simplesmente Resultante) numa componente horizontal e outra componente vertical. A equação-2 ficará com o formato da equação-3:

 FR x   0  Equação 3 FR  y   0
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A equação-3 é para ser usada para o caso de forças coplanares ou seja no espaço de duas dimensões. 2ª Lei de Newton: Quando Newton naquela época falou de “mudança de movimento” ele quis dizer, na linguagem de hoje, “aceleração” ; e a “força motriz” que ele se referiu podemos hoje dizer “força resultante”; com essa explicação se pode reescrever para os dias de hoje o que Newton disse ontem, ficando: “A aceleração é proporcional à força resultante; e é feita na direção da linha reta em a força resultante é impressa”, veja a figura-5 e a figura-6.

Figura 5

Figura 6 No comentário de Newton se observa o seguinte: “se alguma força gera um movimento, uma força dupla gerará um duplo movimento, uma força tripla o tripo do movimento...”; hoje podemos ver que a palavra “força” se refere a “força resultante” e a palavra “movimento” se refere à aceleração e matematicamente fica como a equação-4.

FR 2 FR 3FR   Equação 4 a 2a 3a
Vê-se que mais adiante Newton diz:”... se o corpo movido...”; a palavra “corpo” hoje se pode associar a “massa”. Como a equação-4 tem uma constante de proporcionalidade, e essa experiência é realizada com um determinado corpo, se tem que associar a um valor do corpo que independe de sua forma e isso é justamente sua massa (m), então a equação-4 fica sendo a equação-5 que é a forma matemática da 2ª Lei de Newton.

FR  m Equação 5 a

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Ainda continuando a análise do comentário de Newton se pode deter no seguinte trecho: “se o corpo movido antes, é adicionado ou subtraído do movimento anterior, na mesma direção ou na direção contrária a ele, ou obliquamente juntos, quando elas são oblíquas, assim elas produzem um movimento composto da determinação de ambos.” Pode-se verificar que o “o corpo movido antes” se refere a um corpo que já vinha com “movimento retilíneo uniforme”. Depois temos “é adicionado ou subtraído do movimento anterior, na mesma direção ou na direção contrária a ele”, isso quer dizer se a força resultante produz uma aceleração no sentido do movimento ou uma aceleração contrária a esse movimento, observe a figura-7.

Figura 7 Por último tem-se “ou obliqüamente juntos, quando eles são oblíquos, assim produz um movimento composto da determinação de ambos”; quer dizer que é possível aparecer duas acelerações formando um ângulo entre elas, produzindo uma aceleração resultante (ou seja, um movimento composto das acelerações anteriores).

F1  10 unid . e F2  8 unid . , formando um ângulo de 60° entre elas, aplicadas a uma massa de 2 unid . . Pode-se calcular a aceleração produzida por F1 e a aceleração produzida por F2 e depois achar a aceleração resultante. Se calcular logo a força resultante de F1 e F2 e determinar a aceleração resultante o resultado será o mesmo de antes.
Veja a figura-8 mostrando duas forças

Figura 8 O PESO E O EQUILÍBRIO DOS FLUIDOS-SIR ISAAC NEWTON Este livro de Newton tem como título em latim “De gravitatione et aequipondio fluidorum” foi editado por A.R. Hall e Marie Boas Hall constando do Unpublished Scientific Papers of Isaac Newton, Cambridge University Press, na cidade de Cambridge em 1962 e o que se segue pode ser encontrado nas páginas 90-121 (Newton – Leibniz; edição Os Pensadores, p. 58-90, tradução de Carlos Lopes de Mattos et al., Editora Abril Cultural, 1983). “... Os fundamentos a partir dos quais esta ciência pode ser demonstrada consistem ou nas definições de certos termos, ou em axiomas e postulados que ninguém nega.”
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“Passarei agora a abordar estas duas espécies de fundamentos” (Isaac Newton). Será mostrada a palavra de Newton sobre as definições. Os termos quantidade, duração e espaço são por demais conhecidos para definidos através de outros termos. poderem ser

Definição-I : Lugar é uma parte do espaço que uma coisa enche adequadamente. Definição-II: Corpo é aquilo que enche um lugar. Definição-III:Repouso é a permanência no mesmo lugar. Definição-IV: Movimento é a mudança de lugar. Depois disso Newton faz um comentário que na obra em Português tem 22 páginas, voltando a seguir com mais definições. Definição-V: Força é o princípio causal que produz o movimento e o repouso. A força é ou externa – a que gera ou destrói, ou altera de uma forma ou de outra o movimento impresso em algum corpo; ou então é um princípio interno em força, do qual um movimento ou um repouso existente é conservado em um determinado corpo, e em virtude do qual todo ser tende a continuar no seu estado e opõe resistência. Definição-VI: Conatus(esforço) é uma força impedida, ou seja, uma força à qual se resiste. Definição-VII: Ímpeto é uma força, na medida em que é impressa a alguma coisa. Definição-VIII: Inércia é uma força interna ao corpo, a qual faz com que o estado deste corpo não seja facilmente modificado por uma força proveniente de fora. Definição-IX: Pressão é o esforço que as partes contíguas fazem para penetrar umas nas dimensões das outras. Com efeito, se penetrassem, a pressão deixaria de existir. A pressão só existe entre partes contíguas, as quais, por sua vez, pressionam sobre outras partes a elas contíguas, até que a pressão seja transmitida às partes mais longínquas de um determinado corpo, quer seja este duro, mole ou fluido. É sobre esta ação que se baseia a comunicação de movimento mediante um ponto ou superfície de contato. Definição-X: Gravidade ou peso é uma força que existe em um corpo e que o impulsiona a ir para baixo. Todavia, com o termo “ir para baixo” não se entende aqui exclusivamente o movimento em direção ao centro da Terra, mas também em direção a qualquer ponto ou região, ou mesmo a partir de qualquer ponto. Assim sendo, se o conatus (esforço) do éter, que gira velozmente em torno do sol em afastar-se do seu centro, for considerado como gravidade, poder-se-ia dizer que o éter, ao afastar-se do sol vai para baixo. Analogamente, denomina-se horizontal aquele plano que está diretamente oposto à direção da gravidade ou conatus. Definição-XI: A Intensão (intensidade) de qualquer uma das forças acima referidas é o grau de sua qualidade. Definição-XII: A sua extensão é a quantidade de espaço ou de tempo na qual opera. Definição-XIII: A sua quantidade absoluta é o produto da sua intensão e da sua extensão. Assim, se a quantidade da intensão for 2, e a quantidade de extensão for 3, multipliquem-se os dois fatores e se terá à quantidade absoluta 6. Newton pára e faz outro comentário, depois segue com mais definições. Definição-XIV: Velocidade é a intensão do movimento, ao passo que a lentidão é a diminuição do movimento.
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Definição-XV: Os corpos são mais densos quando a sua inércia for mais intensa, sendo menos densos (rariora=mais raros) quando a sua inércia for mais fraca.

Outra parada é feita por Newton e comenta. Definição-XVI: Um corpo elástico é aquele que pode ser condensado (contraído) por pressão, ou ser comprimido para limites ou dimensões menores; um corpo não elástico é aquele que não pode ser contraído por tal força. Definição-XVII: Um corpo duro é aquele cujas partes não cedem à pressão. Definição-XVIII: Um corpo fluido é aquele cujas partes cedem entre si a uma pressão predominante. Aliás, diz-se que as pressões em virtude das quais o fluido é impulsionado em qualquer direção – pouco importando se essas pressões são exercidas apenas sobre a suuperfície externa ou sobre as partes internas pela ação da gravidade ou por qualquer outra causa – são contrabalançadas (equilibradas) quando o fluido repousa em equilíbrio. Esta afirmação tem base, se a pressão for exercida em uma determinada direção, e não simultaneamente em todas as direções. Força Peso: Newton, como foi mostrado anteriormente, chamava Peso ou Gravidade. A palavra Gravidade vem do latim “Gravitate” que quer dizer “Atração”. Quando deixamos cair um corpo (objeto) nota-se que seu movimento é uniformemente variado, possui uma aceleração constante num certo intervalo do espaço e bem próximo a superfície da Terra. A experiência mostra que se deixarmos o objeto cair por dentro de um tubo vazio (vácuo) a aceleração de queda será: g = 9,81 m/s (queda livre = queda no vácuo) porém se a queda não é livre, ou seja, a queda é na atmosfera (no ar), o valor dessa aceleração é menor que o valor “g” dado. Vejamos o exemplo abaixo. Pega-se uma esfera (densidade 7,85 g/cm ) de raio 7 mm, movendo-se (a partir do repouso) numa atmosfera de ar, dea densidade 1,293x10 g / cm , e observa-se seu deslocamento durante 1 segundo. Ao final desse tempo a velocidade atingida foi de 968,7 cm/s. Se fosse no vácuo a velocidade atingiria o valor de 981 m/s. Porém qualquer que seja a massa, no vácuo, a aceleração de 2 queda dos corpos é 9,81 m/s . Pela 2ª Lei de Newton ver-se que quem produz uma aceleração é uma força resultante, então durante a queda, seja no ar ou no vácuo, essa força é a força de atração da Terra sobre todos os corpos, que foi chamada dea Peso ou podendo ainda receber o nome de Força Gravitacional. Utilizando a equação-5 pode-se escrever a equação-6 e a equação-7:
3 3
3 2

P m g
ou

Equação 6

Pm g
2

Equação 7

A aceleração da gravidade medida no Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco (ITEP) pelo Observatório Nacional do estado do Rio de Janeiro encontrou: no piso, g = (9,7815978 ± 0,0000003) m/s
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em cima da bancada, aprox. 90,00 cm do piso, g = (9,7815947 ± 0,0000004) m/s . Vale salientar que o CEFET-PE está no mesmo nível do ITEP.
2

Unidades de Força e Massa: Essas unidades serão mostradas nos sitemas C.G.S. (centímetro-grama-segundo); M.K.S. ou S.I. (metro-quilograma-segundo); M.Kf.S. (metro-quilograma força-segundo) e outras que poderão ser encontradas em algum manual de uma máquina ou lendo algum livro. massa 1kg g 1000 kg 1 utm 0,101937 dracma 564,97 Onça(oz) 35,2734 Libra (lb) (massa) 2,2046 Quilate métrico 5000

g=grama (C.G.S.) - kg=quilogrma (M.K.S. ou S.I.) utm = unidade técnica de massa (M.Kf.S.) Quilate métrico = usado para pedras preciosas força 1N dina 5 10 N 1 kgf 0,101937 lbf 0,22473 kp 0,101937 gf 101,937 Sth -3 10

CGS(dina) – MKS(SI) [N] – MKfS(kgf) – lbf(libra força) – kp(kgf) – MTS(sth=sthene) MTS=metro-tonelada-segundo 1 sth = 1 tonelada x 1m/s
3 2

Para definir a unidade de massa “grama” tomou-se 1 cm de água na temperatura de 4°C e se determinou que passaria a se chamar de “1 grama” de massa. Por que a temperatura escolhida foi de 4°C? O motivo é que nessa temperatura a água tem sua maior densidade, ou seja, é mais pesada. Para se determinar às unidades de força seguiu-se a 2ª Lei de Newton como se mostra a seguir, ou seja, toma-se uma unidade de massa e uma unidade de aceleração com isso encontra-se a unidade de força procurada. Dina (Din): Figura-9.

Figura 9 Newton (N): Figura-10.

Figura 10 Quilograma força (kgf): Figura-11-13.
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Esta explicação vai envolver a unidade de massa utm. Para se definir essas unidades foi feita uma experiência com a massa de 1 quilograma (kg) em que se deixa cair em queda livre, ou seja, com uma 2 aceleração de 9,81 m/s .

Figura 11 Pela 2ª Lei de Newton fica:

FR  P  m g 1kg x 9,81m / s 2
as unidades de força foram definidas com uma experiência em M.R.U.V. então se seguirá o processo de antes. Para se chegar a tanto faremos o seguinte, a aceleração deve valer “1” então ela será igual a 2 1 m/s . Isso nos permite trocar e posição do valor 9,81 com o valor 1, ficando:

Figura 12 mas para que haja a unidade de força taem que haver uma unidade de massa, daí considerou-se a massa de 9,81 kg, como sendo a nova unidade de massa, unidade técnica de massa (utm),

1utm  9,81kg

agora a figura-12 será alterada para a figura-13:

Figura 13 a unidade de força será chamada Quilograma-força (kgf). Esse sistema M.Kf.S. é muito usado pela Engenharia porque se você tem a massa de 1 kg e quer saber o seu peso é só acrescentar a letra “f” à sigla “kg” ficando igual a 1 kgf. Em outras palavras quando você acrescenta a letra “f” está automaticamente multiplicando pela aceleração da gravidade, veja a seguir:
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P  m g 1kg x 9,81m / s 2  9,81 N

concluí-se que 1 kgf = 9,81 N Outros exemplos: m = 2 kg -------------------------- P = 2 kgf m = 3,5 kg ------------------------ P = 3,5 kgf aproveita-se aqui para falar do grama-força: exemplos: m = 2 g -------------------------- P = 2 gf m = 3,5 g ------------------------ P = 3,5 gf como grama está ligado a Dina, o valor de “f” será igual a 981 cm/s ; ou seja,
2

1 gf  981 Din .

Para fazer conversão em outras unidades usar a tabela de transformações mostrada anteriormente. Sthene (sth): Figura-14.

Figura 14 Observações: No sistema inglês pode-se encontrar a massa em “slug”, a aceleração da gravidade em “pés/s ” e o peso em “poundal (pdl)”, como também não se pode esquecer a unidade de massa atômica (u.m.a); massa 1 kg slug 0,0685401 u.m.a. 26 6,0241x10
2

Força 1N 1 poundal = 0,1383 N = 1,410x10 kgf 1 lb = 32,17398 pdl 1 slug = 14,59 kg 1 u.m.a. = 1,660x10
-27 -2

poundal (pdl) 7,230658

kg

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A aceleração da gravidade no sistema inglês = 32,185 pés / s ou 32,185 feet / s , daí pode-se escrever:

2

2

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P  m g 1 slug x 32,185 pés / s 2  32,185 lb
Força Normal (N): A palavra “Normal” vem do latim “Normale” que para nosso caso significa reta perpendicular a um plano. Essa força é a força que o plano ou a superfície de apoio faz para sustentar o corpo que está em cima. Essa força é perpendicular a esse plano ou superfície. Se a superfície é curva deve-se levar em consideração a reta tangente à superfície naquele ponto e desenhar, a força normal, perpendicular a ela. Quando se está de pé a sensação que é sentida é que se está colado à superfície e a força responsável por isso é a força Normal. Podemos desenhar as forças que atuam quando um objeto está sobre uma superfície; as forças são todas de ação sobre este objeto, a força Peso e a força Normal. As forças, P e N, atuam simultaneamente, porém o ponto de aplicação do Peso é no centro de gravidade do objeto e a força Normal é na superfície inferior do objeto (corpo), ou seja, na superfície do objeto que está em contato com a superfície de apoio. Veja a figura-15.

Figura 15 Força de Tração: É uma força que distende, estica ou puxa um corpo. Força de Compressão: É uma força que contrai, encolhe ou empurra um corpo. Plano Inclinado: O objetivo desta parte é mostrar como fica as forças, P e N, que atuam num corpo se o mesmo se encontra em uma rampa ou plano inclinado, observe a figura-16.

Figura 16

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