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Modelo de trabalho prático de Economia - Colégio HJ

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REPÚBLICA DE ANGOLA COLÉGIO HERINÁLIA JANETE CURSO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E JURÍDICAS INTRODUÇÃO À ECONOMIA

Teoria e cinco forças de Michael E. Porter

Discentes: Adalgisa Dala, Nº12 Ana Pereira, Nº5 Helena Miguel, Nº20 Marcelina João, Nº3 Turma: MN1 Classe: 11ª

Docente ___________ Mauro João

Luanda/ 2009 ÍNDICE Introdução ………………………………………………………….…… 2 Teoria de Porter …………………………………………………………. 3 A “teoria dos aglomerados” na visão de Michael Porter ………………. 3 Cinco forças ....………………………………………………….…….… 5 1. Rivalidade entre os concorrentes …………………….…………. 5 2. Poder Negocial dos clientes …………………………………….. 5 3. Poder Negocial dos fornecedores ……………………………….. 6 4. Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes …………………… 6 5. Ameaça de produtos substitutos ……………………………….. 6 Conclusão ………………………………………………………..……... 7 Bibliografia ……………………………………………………..….…… 8 Glossário ………………………………………………………………... 9

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INTRODUÇÃO Michael Eugene Porter nasceu em 1947, em Ann Harbour, no Estado de Michigan. É um professor Harvard Business School, Com interesse nas áreas de Administração e Economia. É autor de diversos livros sobre estratégias de competitividade, Vantagem Competitiva, Vantagem Competitiva das Nações, e sobre a concorrência. Estudou na Universidade de Princeton, onde se licenciou em Engenharia Mecânica e Aeroespacial. Obteve um MBA e um doutoramento em Economia empresarial, ambos em Harvard, onde se tornou professor, com apenas 26 anos. Foi consultor de estratégia de muitas empresas norte-americanas e internacionais e tem um papel activo na política económica. Do seu trabalho resultaram conceitos como a análise de indústrias em torno de cinco forças competitivas, e das três fontes genéricas de vantagem competitiva: diferenciação, baixo custo e focalização em mercado específico. Os principais desenvolvimentos atribuídos a Porter situam-se a três níveis fundamentais: análise da atractividade das indústrias, fontes genéricas de vantagens competitivas e vantagens competitivas entre nações. Ao nível da análise da atractividade das indústrias, Porter criou o denominado modelo das cinco forças, que tem como objectivo a explicação das razões para o grau de atractividade de uma indústria a longo prazo, que segundo esse modelo, resulta da acção em conjunto de cinco factores: potencial de novas entradas, pressão de produtos substitutos, poder negocial dos fornecedores, poder negocial dos clientes e rivalidade entre concorrentes actuais. O trabalho trata de assuntos específicos de Porter que escreveu em seus livros, como sua teoria, as cinco forças, estratégias e cluster que é uma expressão inglesa que designa grupo ou reunião.

TEORIA DE PORTER
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A teoria desenvolvida por Porter (1986, 1990) se reporta à análise dos padrões de concorrência empresarial e às estratégias adoptadas pelas empresas para actuação no mercado e para obtenção de vantagem competitiva. A “teoria dos aglomerados” na visão de Michael Porter Neste ponto, a contribuição teórica de Michael Porter, se estará contemplando uma abordagem mais direccionada para os aspectos de estratégia, produtividade e competitividade, em um enfoque empresarial e de natureza microeconómica. Em “A vantagem competitiva das nações”, Porter (1993, p.1) inicia sua análise com uma indagação “por que algumas nações têm êxito e outras fracassam na competição internacional?”, para logo em seguida dizer que, se o objectivo é mostrar as bases que sustentam a prosperidade económica seja de empresas ou seja de nações, esta é uma indagação equivocada, que a indagação correcta seria “por que uma nação se torna base para competidores internacionais bem sucedidos?”, ou “por que as empresas sediadas num determinado país são capazes de criar e manter uma vantagem competitiva em comparação com os melhores competidores do mundo num determinado campo?”, ou ainda, “por que uma só nação é, com frequência, sede de tantas empresas líderes mundiais de uma indústria?”. A explicação, segundo Porter (1993), reside no papel desempenhado pelo ambiente económico, pelas instituições e pelas políticas nacionais, ou seja, são os atributos de uma nação que estimulam a vantagem competitiva em uma indústria. Um conceito essencial na análise de Michael Porter é o conceito de competitividade. Até indicar o seu entendimento do que é competitividade, ele menciona diversas considerações sobre o termo que, ao seu ver, não constituem fundamentos de vantagem competitiva:  Fenómeno macroeconómico impulsionado por variáveis como taxa de câmbio, taxa de juros e deficit governamental;  Função da disponibilidade de mão-de-obra barata e abundante;  Existência de recursos naturais abundantes;  Influenciada por políticas governamentais, explicada pelas diferenças de práticas administrativas, incluindo as relações capital-trabalho. Para Porter (1993, p. 6-7), “ [...] o único conceito significativo de competitividade a nível nacional é a produtividade nacional. Um padrão de vida em elevação depende da capacidade das empresas do país de atingir altos níveis de produtividade e aumentá-la, com o tempo”.

Neste sentido, Porter sugere que se deve abandonar toda a ideia de “nação competitiva” como expressão que tenha grande significado para a prosperidade económica. A produtividade das empresas é o que realmente influencia e determina os níveis da prosperidade económica de um país. Por outro lado, ele afirma que nenhuma nação pode ser competitiva em tudo, ou ser exportadora líquida de tudo, o que caracteriza o foco sectorial de sua análise. Explicar a “competitividade” a nível nacional é, portanto, responder à pergunta errada. O que devemos compreender, em lugar disso, são os determinantes da produtividade e o ritmo do crescimento dessa produtividade.
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Para encontrar as respostas, devemos focalizar não a economia como um todo, mas indústrias específicas e segmentos da indústria. As características decisivas de uma nação que permitem às suas empresas criar e manter a vantagem competitiva em determinados campos constituem para Porter, a vantagem competitiva das nações. Porter analisa que a globalização das indústrias e a internacionalização de empresas resultam em um paradoxo, estaria a nação perdendo sua importância no sucesso internacional de suas empresas? As empresas estariam transcendendo os países? A vantagem competitiva é criada e mantida através de um processo altamente localizado. Diferenças nas estruturas económicas, valores, culturas, instituições e histórias nacionais contribuem profundamente para o sucesso competitivo. O papel do país sede parece ser tão forte quanto sempre foi, mais ainda. Embora a globalização da competição possa, aparentemente, tornar a nação menos importante, em lugar disso parece fazê-la mais importante. Com menos impedimentos ao comércio para proteger as empresas e indústrias internas não competitivas, a nação sede adquire significação crescente, porque é fonte do conhecimento e da tecnologia que sustenta a vantagem competitiva. [...] Desde que a companhia local permaneça como a verdadeira sede, conservando o controlo efectivo, estratégico, criativo e técnico, a nação continuará colhendo a maioria das vantagens para a sua economia, mesmo que a empresa seja de propriedade de investidores estrangeiros ou de uma firma estrangeira. Explicar porque um país é a sede de competidores bem sucedidos em segmentos e indústrias sofisticados é, portanto, de importância decisiva para o nível de produtividade do país e sua capacidade de melhorar a produtividade com o tempo. (PORTER, 1993, p. 20). Para Porter, portanto, são as empresas e não as nações que competem em mercados internacionais, sendo que a unidade de análise básica para se compreender a competição é a indústria. Em qualquer indústria, seja interna ou internacional, a natureza da competição está materializada em cinco forças competitivas: a ameaça de novas empresas, a ameaça de novos produtos, o poder de barganha dos fornecedores, o poder de barganha dos compradores e a rivalidade entre competidores existentes. (PORTER, 1993, p. 45).

CINCO FORÇAS O modelo das Cinco Forças de Porter foi concebido por Michael Porter em 1979 e destina-se à análise da competição entre empresas. Considera cinco factores, as "forças" competitivas, que devem ser estudados para que se possa desenvolver uma estratégia empresarial eficiente. Porter refere-se a essas forças como microambiente, em contraste com o termo mais geral macroambiente. Utilizam dessas forças uma empresa que afecta a sua capacidade para servir os seus clientes e obter lucros. Uma mudança em qualquer uma das forças normalmente requer uma nova pesquisa (análise) para reavaliar o mercado. Porter avalia que a estratégia competitiva de uma empresa deve aparecer a partir da abrangência das regras da concorrência que definem a atractividade de uma indústria. As cinco forças de Porter são:
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1. Rivalidade entre os concorrentes Para a maioria das indústrias, esse é o principal determinante da competitividade do mercado. Às vezes rivais competem agressivamente, não só em relação ao preço do produto, como também a inovação, marketing, etc.
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Número de concorrentes e repartição de quotas de mercado Taxa de crescimento da indústria Diversidade de concorrentes Complexidade e assimetria informacional Nível de publicidade Grau de diferenciação dos produtos As barreiras à saída 2. Poder Negocial dos clientes

Os clientes exigem mais qualidade por um menor preço de bens e serviços. Também competindo com a indústria, forçando os preços para baixo. Assim jogando os concorrentes uns contra os outros. Também descrito como o mercado de realizações. A capacidade dos clientes de colocar a empresa sob pressão, e também, afectar os clientes com a sensibilidade à evolução dos preços.
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Análise RFM (economia) Preço da compra total Disponibilidade de informação do comprador em relação ao produto Existência de produtos substitutos Da sua dimensão enquanto clientes Da sua capacidade de integração a montante

3. Poder Negocial dos fornecedores Fornecedores de matérias-primas, componentes e serviços para a empresa pode ser uma fonte de poder. Fornecedores podem recusar-se a trabalhar com a empresa, ou por exemplo, cobrar preços excessivamente elevados para recursos únicos.
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Custo dos factores de produção em relação ao preço de venda do produto Ameaça de transmitir integração dos fornecedores em relação à ameaça de integração por outras empresas Ter somente um fornecedor para a empresa pode ser um ponto fraco, caso o fornecedor venha a falir ou mesmo a elevar os preços de matérias-primas muito maiores em relação a concorrência. Ameaça de integração a montante ou a jusante. 4. Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes
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Muitas empresas entram no mercado com o desejo de conseguir uma fatia (parcela) de um sector e frequentemente recursos substanciais. Caso haja barreiras de entradas que possam dificultar a sua inserção, fica mais difícil a sua fixação no mercado - a ameaça de entrada é pequena. Se o concorrente estabelecer-se pode haver perda de rentabilidade por parte de empresa. Com a ajuda de barreiras ficará muito difícil para o concorrente "roubar" os melhores clientes, assim caso o concorrente se estabelecer no mercado, ele eventualmente vai ficar com os piores clientes, portando pensando duas vezes antes de entrar no novo mercado. Essa ameaça também pode ser conhecida como a ameaça da entrada de novos concorrentes, ou mesmo barreiras à entrada de concorrentes.
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A existência de barreiras de entrada (patentes, direitos, etc.) Acesso aos canais de distribuição Diferenciação dos produtos Exigências de capital Políticas governamentais Marca Vantagens absolutas de custo Economia de escala Custos de transição 5. Ameaça de produtos substitutos

A existência de produtos (bens e serviços) substitutos no mercado, que analisados, desempenha funções equivalentes ou parecidas é uma condição básica de barganha que pode afectar as empresas. Assim os substitutos (bens ou serviços) podem limitar os lucros em tempos normais, e como também podem reduzir as fontes de riqueza que a indústria pode obter em tempos de prosperidade.

CONCLUSÃO Porter tem uma boa bibliografia e contribuiu muito no desenvolver e modernização das empresas com as suas autorias e, com seus estudos aprofundados quanto a matéria que trata da gestão e administração empresarial e Economia. Porter sabe que antes de projectar um futuro para a empresa, os gestores precisam conhecer profundamente as qualidades e falhas que a companhia tem. Segundo ele, a questão é: Como conseguir um desempenho superior no seu sector, independentemente de qual sector seja? "Afinal, como é que conseguimos assumir uma posição de vantagem competitiva? Já se sabe que o lema de ‘o vencedor leva tudo’ não funciona mais". A resposta, de acordo com o especialista, é ter um desempenho melhor que seus concorrentes em determinado sector. E isto se obtém oferecendo alto preço, vantagem competitiva e custo baixo. "Os gestores têm que saber como estão em relação aos seus concorrentes porque se não souberem se sua vantagem vem do custo, preço ou qualidades, não dá nem para elaborar uma estratégia".

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De acordo com Porter, o problema não está na competição, mas no pensamento actual sobre competição. "Não adianta uma empresa investir em estratégias competitivas se essa competição for apenas para determinar quem é o melhor. O segredo está em competir para ser único, diferente. Ser o melhor não é mais suficiente, porque todos estão empenhados em ser o melhor".

BIBLIOGRAFIA Diciopédia © 2002 Porto Editora, Lda. www.google.com.br www.google.com.pt

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GLOSSÁRIO Rechonchudo: Gordo, com forma arrendondada; RFM: é um método utilizado para analisar o comportamento do cliente e definir segmentos de mercado; Segmentação: é dividir o mercado em grupos com características e interesses semelhantes; Insumo (em inglês: input): designa um bem ou serviço utilizado na produção de um outro bem ou serviço. Inclui cada um dos elementos (matérias-primas, bens intermediários, uso de equipamentos, capital, horas de trabalho etc.) necessários para produzir mercadorias ou serviços; Trade-off ou tradeoff : Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço distinto. Aglomeração: concentração de pessoas ou empresas;

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