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Orçamento Geral do Estado 1

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Orçamento Geral do Estado (OGE

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O Orçamento Geral do Estado é uma previsão das receitas e despesas anuais do Estado. Engloba o montante e a discriminação das despesas a efectuar, bem como a forma de as cobrir. Inclui ainda a autorização concedida à Administração Financeira para cobrar receitas e realizar despesas. Qualquer Orçamento de Estado cumpre três conjuntos de funções: económicas (de racionalidade, já que permite uma melhor gestão dos dinheiros públicos, e de eficácia, pois permite ao Governo conhecer a política económica global do Estado), políticas (garante os direitos fundamentais dos cidadãos, ao impedir que sejam tributados sem autorização dos seus legítimos representantes, e o equilíbrio de poderes, já que, através do mecanismo de autorização política, a Assembleia da República pode controlar o Governo) e jurídicas (através de normas que permitem concretizar as funções de garantia que o Orçamento pretende prosseguir). Existem cinco regras orçamentais clássicas, embora nem todas sejam actualmente seguidas uma execução com orçamental frequência: anual. 1. Regra da anualidade: qualquer Orçamento tem um ano de vigência e, como tal, 2. Regra da plenitude: um só orçamento e tudo no orçamento. Em cada ano, o Estado deve elaborar apenas um Orçamento (unidade), no qual todas as despesas devem estar inscritas (universalidade). 3. Regra da discriminação orçamental, que comporta três regras relativas à forma de inscrição orçamental das receitas e despesas: a especificação (deve ser especificada cada receita a cada despesa), a não-compensação (os montantes devem constar no Orçamento de uma forma bruta) e a não-consignação (todas as receitas devem servir para cobrir todas as despesas, não se podendo afectar quaisquer 4. Regra receitas da à cobertura o OGE na de tem determinadas que as ter despesas). oficial. publicidade: cubram publicação despesas

5. Regra do equilíbrio orçamental: o OGE deve ser elaborado de forma a que as receitas previstas realidade previstas. O sentido actual de algumas destas regras orçamentais é, no entanto, diferente deste conceito clássico. Algumas regras são frequente ou mesmo sistematicamente violadas na esmagadora maioria dos países. É o caso das regras da plenitude (existe uma tendência para a desorçamentação, pois montantes cada vez maiores de dinheiros públicos fogem ao controlo do OGE, devido à existência de serviços públicos com autonomia financeira e, como tal, com orçamentos próprios) e do equilíbrio (uma vez que em quase todos os países se verificam défices orçamentais, que se acentuam em períodos de dificuldade económica, dado que as receitas

públicas

têm

tendência

a

diminuir

e

as

despesas

a

aumentar).

Em Portugal, o regime jurídico do Orçamento de Estado é dualista: a Assembleia da República aprova a Lei do Orçamento (com o conteúdo mínimo previsto no arto 108o, n.o 1 da Constituição) e o Governo o Decreto-Lei Orçamental. A Lei 6/91 de 20 de Fevereiro é o diploma legal actualmente em vigor que enquadra o Orçamento Geral do Estado.

Orçamento de Estado
Orçamento de Estado: documento que prevê e autoriza as receitas e as despesas a efectuar pelo Estado no ano seguinte. - elaborado pelo Ministério das Finanças - aprovado pelo Governo - apresentado à Ass. da República para discussão e aprovação final No Orçamento existem 3 elementos: - económico (previsão da actividade financeira) - político (autorização para a realização dessa actividade) - jurídico (controlo legislativo dos poderes das administrações públicas no domínio financeiro) Funções do Orçamento de Estado: - adaptação das despesas às receitas - limitação das despesas - exposição do plano financeiro do Estado …permite: - gestão eficiente e racional dos dinheiros públicos - definição de políticas financeiras, económicas e sociais

Despesas Públicas « Despesas Correntes: são aquelas que têm de ser efectuadas para garantir o funcionamento normal da administração pública (salários da função pública, canetas, papel,…)

« Despesas de Capital: são aquelas que são feitas na aquisição de bens duradouros que potencializam o aumento da capacidade produtiva do país. (Investimentos: estradas, pontes…; reembolsos de empréstimos)

Receitas públicas Correntes: « Receitas Tributárias ou Coativas: fixadas através da Lei, tendo os particulares de se submeter às condições impostas (IVA, taxa sobre consumo de tabaco ISP,…) De Capital: « Receitas Patrimoniais ou Voluntárias: correspondentes ao valor da venda pelo Estado aos particulares de uma parcela do seu património, sendo os preços fixados contratualmente « Receitas Creditícias: resultantes da contracção de empréstimos « Privatizações: resultantes da venda de empresas (ou partes de empresas) estatais

O imposto é uma prestação: - coactiva: todos os cidadãos previstos na lei estam sujeitos ao seu pagamento - pecuniária: prestação em dinheiro - unilateral: o particular que paga o imposto não recebe directamente nada em troca - estabelecida por lei - sem carácter de sanção: sem multas

Impostos Directos: incidem sobre as fontes de rendimento e da riqueza (IRS, IRC,…) Impostos Indirectos: incidem sobre a utilização do rendimento das famílias e das empresas (IVA, ISP, imposto sobre consumo de álcool, …)

Dívida Pública: montante acumulado dos empréstimos contraídos pelo Estado para cobrir défices de cada ano

 Dívida Pública Fundada: para fazer face ao desequilíbrio entre receitas e despesas correntes, só é amortizada nos anos seguintes.  Dívida Pública Flutuante: para fazer face a desequilíbrios momentâneos de tesouraria, é amortizada até ao fim do exercício do ano corrente.

Critérios de Convergência Orçamental: - Défice Orçamental inferior a 3% do PIBpm - Dívida Pública inferior a 60% do PIBpm

Políticas Económicas, visam: - promover o desenvolvimento económico - proporcionar a criação de emprego - garantir a estabilidade dos preços - assegurar o equilíbrio das contas externas

Políticas Económicas Estruturais: aplicadas a longo prazo Políticas Económicas Conjunturais: aplicadas a curto prazo

- Política Orçamental: utilização deliberada das receitas para alcançar objectivos específicos - Políticas Fiscais: criação de impostos (IVA, IRS,…) - Políticas Redistributivas: com o objectivo de diminuir as desigualdades da distribuição dos rendimentos

Política Sectorial: dirigida a um sector específico (pesca, industria, emprego…)

A competencia para eleborar o orçamento pertence ao ministério das finanças, o art. N.1, 16 do estatuto organico do Minfin. Art. 19 DNO, Orgão executivo do minfin ao qual compete a elaboração e excução do orçamento.

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