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manufatura divisão do trabalho marx - leonardo tiago silva

manufatura divisão do trabalho marx - leonardo tiago silva

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Publicado porTiago R. da Silva
CFH – Centro Filosofia e Ciências Humanas Departamento de Ciências Sociais Teoria Sociológica I
CFH – Centro Filosofia e Ciências Humanas Departamento de Ciências Sociais Teoria Sociológica I

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Published by: Tiago R. da Silva on Jul 10, 2010
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07/11/2010

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CFH – Centro Filosofia e Ciências Humanas Departamento de Ciências Sociais Teoria Sociológica I

Manufatura e a Divisão do Trabalho

01/13

Introdução

Este trabalho tem por objetivo analisar a manufatura: sua origem, aspectos, importância para a evolução capitalista e principalmente suas conseqüências para a classe trabalhadora, sobretudo na atualidade.

02/13

Origem manufatura

“A origem da manufatura: sua formação a partir do artesanato, apresenta um caráter dúplice. Por um lado a manufatura introduz [...] a divisão do trabalho em um processo de produção ou a desenvolve mais; por outro lado, ela combina ofícios anteriormente separados. Qualquer que seja seu ponto particular de partida, sua figura final é a mesma – um mecanismo de produção, cujos órgãos são seres humanos.” (marx)

03/13

Manufatura
Artesanato Id Media Manufatura Rev. Industrial Industrializado

Palavra vem do latim – (manu, mão / factura – feitio) Processo de produção cujos órgãos são os seres humanos. (Produção de bens em forma de serie padronizada.) Produtos em quantidade. Produtos feito por maquinas, ferramentas, trabalho... Processo leva a divisão/especialização do trabalho.

04/13

Manufatura:
Matéria prima -> produto terminado
(assim como o artesanato, ser uma forma de produção não-industrial, a diferenciação de cargos existe apenas na manufatura.)

Fabricação Sistema Econômico Capitalismo Lucro Divisão do trabalho (velocidade)
“A divisão do trabalho, em sua forma capitalista, não é mais do que um método particular de produzir a mais-valia, ou de fazer aumentar, à custa do operário, os lucros do capital – é o que chamam de riqueza nacional. Ás custas do trabalhador desenvolve-se a força coletiva do trabalho em prol do capitalista. Criam-se novas condições para assegurar a dominação do capital sobre o trabalho. Essa forma de divisão do trabalho é uma fase necessária na formação econômica da sociedade, é um meio civilizado e refinado de exploração!” (marx)

05/13

Divisão do trabalho
Pequena porção do trabalho Pouco esforço Produção acelerada
- Hierarquia da força de trabalho: mais qualificado, menos qualificado - Mais esforço mental e menos esforço físico, mais esforço físico e menos esforço mental. - Diferença de salário. - Diferença de conhecimento. - Conhecimento da produção, conhecimento do cargo(alienação).

06/13

Divisão do trabalho
Aumento produtividade menor tempo (maior quantia de trabalho feito por menor número de trabalhador)

- Especialização do trabalhador - Melhoria maquinaria - Trabalhador acessório da maquina - Adaptação ao ritmo produção - Repetição (sem raciocínio) - Automático (veloz) - Aumento lucro

“Só passou a haver efetiva divisão quando se instalou uma separação entre trabalho manual e trabalho intelectual. Marx diz que mesmo na manufatura ainda havia a possibilidade de algum trabalho diferenciado. Por que na manufatura, ou modo de produção pré-capitalista, o trabalhador é explorado, mas a alienação é apenas do corpo. Já na manufatura do modo especificamente capitalista (industrial), o processo de trabalho é desmontado pelo capital que o remonta a sua própria lógica. A alienação passa a ser total.” (bruniera)

07/13

Progresso Acumulação
Capital variável maior
Maior quantidade Trabalho sem recrutar Mais trabalhadores
Fornecimento de dado quanto de produto num tempo de trabalho determinado torna-se lei técnica de produção. -Trabalho manual, intelectual - Trabalhador deixa de desenvolver, nunca depara-se com problemas. - Problemas resolvidos por técnicos. - Especialista desenvolve métodos de baratear e aperfeiçoar a produção. - (alienação total).

08/13

Porem a manufatura em sua própria base estreita, ao atingir certo grau de desenvolvimento, entrou em contradição com as necessidades de produção que ela mesmo criou. Assim com o declínio da manufatura, entrou a industria capitalista propriamente dita.

“O aumento do capital total diminui relativamente o capital variável empregado em força de trabalho. Por isso, a população trabalhadora, ao produzir a acumulação do capital, produz também, em proporções crescentes, os meios que fazem dela, relativamente, uma população excedente.” (marx) Consequentemente, [...] a
superpopulação relativa, é portanto, um dos panos de fundo sobre o qual a lei da oferta e da procura de trabalho se movimenta.

09/13

Capital Global
Industrias, Empresas mais poderosas Monopólio, multinacionais

“Existe hoje um conjunto complexo de processos que se entrelaçam e repercutem no nível de salário. A fixação do mínimo social de subsistência é altamente variável, dependendo de múltiplas condições históricas. Decorre, entre outras coisas, do grau de interferência do Estado na fixação salarial, dos grupos sociais que esta intervenção favorece, bem como da vitalidade das organizações da classe trabalhadora em obter maior ou menor parcela dos benefícios disponíveis.” (kowarick)

10/13

Capital Latino Americano
Estruturas Produtivas Marginais
“Do caráter parcial e abrupto com que foram injetadas as empresas monopolistas, o capitalismo latino americano teria originado estruturas produtivas marginais, conceito que neste texto, engloba os grupos sociais excluídos dos pólos hegemônicos, que se localizam no nível mais baixo dos diversos setores de atividade econômica. Sem duvida, em todos os períodos da historia latino americana e das sociedades capitalistas em geral, sempre existiram estas formas de atividade econômica. No entanto, é somente no período atual que elas tendem a se expandir e a se diferenciar como um nível inteiro ou estrato da economia, isto é que faz parte crescente de cada um dos setores substantivos.” (kowarick)

11/13

Capital Latino Americano

Estruturas Produtivas Marginais
“Nas economias avançadas, onde se deu de maneira forte o processo da terceirização – fruto do aumento da produtividade no setor industrial, do deslocamento da mão de obra e do barateamento do custo de produção – criouse uma nova divisão do trabalho que teve seu reflexo na diminuição dos postos intermediários, no crescimento de postos de trabalho de alto nível e na proliferação de trabalhos não qualificados e mal remunerados.” (castells)

12/13

Conclusão
“... o processo de alienação que manifesta-se no trabalho e na divisão do trabalho. O trabalho humano é alienado por que trabalhar deixou de ser fazer parte do trabalhador e, consequentemente ele não se realiza em seu trabalho mas nega-se a si mesmo, tem uma impressão de sofrimento em vez de bem-estar, não desenvolve livremente suas energias mentais e físicas mas fica fisicamente exaurido e mentalmente aviltado.” (fromm)
“A marginalização e a alienação atual tem se amplificado consideravelmente. O aumento do desemprego, dos subempregos e dos trabalhos informais, são alguns dos efeitos diretos desse processo que ainda esta em andamento na América Latina.” (telles)
“As mudanças nas formatações da produção, mercado de consumo, mercado de trabalho, alteram a vida social: redesenham os espaços urbanos, afetam a economia domestica, provocando mudanças importantes nas dinâmicas familiares, nas formas de sociabilidade e redes sociais, praticas urbanas e seus circuitos.” (telles)

13/13

Conclusão

Efeito negativo que o capitalismo exerce sobre a vida das pessoas.

O sistema irradia indiferença, onde não há motivos para se ser necessário. E também na reengenharia das instituições, em que as pessoas são tratadas como descartáveis. A indiferença do antigo capitalismo ligado a classe era cruamente material; a indiferença que se irradia do capitalismo globalizado, flexível, é mais pessoa, por que o próprio sistema é menos cruamente esboçado, menos legível na forma. (sennet)

Um regime econômico que não oferece aos seres humanos motivos para se ligarem uns aos outros não pode preservar sua legitimidade por muito tempo. (sennet)

Alunos: Tiago R. da Silva Leonardo da Silva Ana Gabriela Pedro Soares

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